III Mostra Nacional de Produção em Saúde da Família IV Seminário Internacional de Atenção Primária / Saúde da Família Brasília, 05 a 08 de Agosto de

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1 III Mostra Nacional de Produção em Saúde da Família IV Seminário Internacional de Atenção Primária / Saúde da Família Brasília, 05 a 08 de Agosto de 2008 Apoio Matricial em Saúde Mental: a Iniciativa de Fortaleza Coordenação Colegiada de Saúde Mental Secretaria Municipal de Saúde Prefeitura de Fortaleza

2 Contextualizando Fortaleza População: habitantes (IBGE 2006).

3 Sistema Municipal Saúde Escola

4 Rede Assistencial de Saúde Mental Serviços Centros de Atenção Psicossocial: Reestruturação de 02 CAPS tipo II; Transformação de 01 CAPS tipo I em tipo II; Abertura de 03 CAPS tipo II; Abertura de 06 CAPS AD; Abertura de 02 CAPS infantil. Serviços Residenciais Terapêuticos: Abertura de 01 SRT; 01 em processo de implantação. Leitos de Psiquiatria em Hospital Geral: Abertura de 01 Unidade de Psiquiatria (Hospital Batista) com 30 leitos; Enfermaria de Psiquiatria (Hospital das Clínicas) com 06 leitos, em processo de implantação.

5 Rede Assistencial de Saúde Mental Serviços Serviço Hospitalar de Referência em Álcool e Outras Drogas: 01 Unidade com 12 leitos (Hosp. Nossa Sra. Das Graças) em processo de implantação. Oca de Saúde Comunitária: 03 Ocas em funcionamento com massoterapia e rodas de Terapia Comunitária; Projeto de implantar mais 03 nas outras regionais. Emergências Psiquiátricas: 01 vinculada ao HSMM (Hospital Psiquiátrico Estadual); 01 privada conveniada ao SUS.

6 Rede Assistencial de Saúde Mental Parcerias Coordenadoria de Políticas para Mulheres: Centro de referência à mulher vítima de violência; Casa Abrigo de Fortaleza; Célula de Esporte e Lazer: Academia da Comunidade; Espaço Zen; Secretaria de Assistência Social: Centro de apoio à população de rua; Instituto Aquilae: Projeto Arte e Saúde; Fundação da Criança e da Família Cidadã: Programa de Atendimento Psicossocial Integrado; Programa de Prevenção e Redução de Danos.

7 Objetivos Facilitar que a saúde mental saia isolamento dos consultórios e do núcleo especializado para transitar no pensar e fazer dos profissionais que atuam na atenção básica; Romper com o modelo de superespecialização na área da saúde; Possibilitar a supressão da lógica tradicional do encaminhamento, a fim de oferecer uma assistência mais abrangente e integral; Estimular a ampliação da clinica, no que diz respeito ao acolhimento da dimensão da subjetividade pelas equipes de referência; Diversificar a oferta terapêuticas da saúde mental, ampliando sua atuação para além dos consultórios e para dentro do território; Deslocar o foco da assistência nos serviços e programas para as necessidades dos sujeitos e suas famílias; Fomentar a construção de projetos terapêuticos singulares tanto na atenção básica quanto na saúde mental; Garantir a co-responsabilização no cuidado a pessoas com sofrimento psíquico, transtornos mentais e transtornos relacionados ao uso de álcool e outras dogas.

8 Implantação 1. Realização de capacitações em saúde mental na atenção primária para os médicos de saúde da família; 2. Definição de cronograma de discussão de casos clínicos de saúde mental com os residentes de saúde de família e comunidade do município; 3. Estabelecidas discussões e grupos de trabalho sobre apoio matricial em saúde mental em cada uma das seis SER do município; - contribuição fundamental do supervisor dos CAPS à época e da equipe do Curso de Especialização em Gestão de Serviços de Saúde. 4. Delineamento de um projeto de matriciamento com a colaboração de diversos atores: - chefe da atenção básica da regional; - coordenador regional de saúde mental; - coordenadores de CAPS; - coordenadores de Centros de Saúde da Família; - trabalhadores da saúde mental; - trabalhadores da atenção básica.

9 Implantação 5. Criação de equipes de apoio matricial com, pelo menos, um psiquiatra ou clínico com formação em saúde mental e mais dois técnicos de nível superior com experiência em saúde mental. 6. Pactuação de quais Centros de Saúde da Família estariam contando com o apoio matricial, naquele momento, conforme alguns critérios: - número de equipes de saúde mental disponíveis; - unidades com equipes de saúde da família completas; - unidades com maior número de encaminhamentos para os CAPS; - unidades com maior número de encaminhamentos para atendimento especializado em psicologia ou psiquiatria. 7. Criação de um cronograma de visitas de apoio matricial aos Centros de Saúde da Família;

10 Ações a. Discussão de casos clínicos; b. Atendimentos conjuntos; c. Estabelecimento de projetos terapêuticos singulares; d. Pactuação de fluxos; e. Acionamento da equipe de apoio matricial em situações específicas; f. Reuniões administrativas; g. Capacitação mútua.

11 Situação Atual SER I SER II SER III SER IV SER V SER VI TOTAL População Centros de Saúde da Família Equipes de Referência Cobertura da população (%) Equipes de Apoio Matricial CSF com Apoio Matricial

12 Facilidades equipes de saúde da família selecionadas através de concurso público, iniciaram atividades em 2006 já cientes das ações de saúde mental; 2. Residência em saúde da família e comunidade do município (UFC / UECE / UNIFOR / CHRISTUS) com saúde mental no currículo (40 vagas em 2006, 76 vagas em 2007); 3. Sessões de casos clínicos de saúde mental regulares com os residentes; 4. Implantação do acolhimento com classificação de risco na rede hospitalar, atenção básica e CAPS, simultaneamente; 5. Especialização em saúde da família (OPAS / MS) para 300 profissionais da rede; 6. Especialização em gestão de serviços de saúde (OPAS / MS /UNICAMP) para os gestores da atenção básica e rede hospitalar, atualmente na 2ª turma; 7. Parceria com o Center for Addiction and Mental Health, a fim de fortalecer os cuidados em saúde mental na atenção primária (pesquisa, formação, intercâmbio);

13 Desafios 1. Ampliação das equipes de apoio matricial; 2. Cobertura de 100% das equipes de referência do município; 3. Avaliação de impacto das ações de apoio matricial; 4. Supervisão das equipes de apoio matricial e equipes de referência; 5. Inclusão dos profissionais de saúde mental dos NASF no apoio matricial; 6. Inclusão das instituições formadoras (residência médica em psiquiatria e residência multiprofissional em saúde mental, por ex.) no apoio matricial;

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