Médicos gaúchos vão eleger seus representantes no CFM (pág. 4)

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1 eleição Médicos gaúchos vão eleger seus representantes no CFM (pág. 4) Publicação do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul ano XlI nº 87 Junho 2014 UM ANO DEPOIS Programa Mais Médicos não diminui drama nas emergências nem reduz filas por consultas conquista Planos de saúde obrigados a reajustar remuneração médica anualmente (pág. 20)

2 notas Cremers lançará aplicativo para médicos Publicação do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul Avenida Princesa Isabel, 921 CEP Porto Alegre/RS Fone: (51) Fax: (51) Composição da Diretoria Presidente: Fernando Weber Matos Vice-presidente: Rogério Wolf de Aguiar 1º Secretário: Isaias Levy 2º Secretário: Cláudio Balduíno Souto Franzen Tesoureiro: Ismael Maguilnik Corregedor: Régis de Freitas Porto Corregedor Adjunto: Joaquim José Xavier Coordenador da Fiscalização: Antônio Celso Koehler Ayub Coordenador da Ouvidoria: Ércio Amaro de Oliveira Filho Coordenador das Câmaras Técnicas: Jefferson Pedro Piva Coordenador de Patrimônio: Iseu Milman Conselheiros Antônio Celso Koehler Ayub Arthur da Motta Lima Netto Céo Paranhos de Lima Cláudio Balduíno Souto Franzen Douglas Pedroso Ércio Amaro de Oliveira Filho Euclides Viríssimo Santos Pires Fernando Weber da Silva Matos Isaias Levy Iseu Milman Ismael Maguilnik Jefferson Pedro Piva Joaquim José Xavier Maria Lúcia da Rocha Oppermann Mário Antônio Fedrizzi Mauro Antônio Czepielewski Newton Monteiro de Barros Régis de Freitas Porto Rogério Wolf de Aguiar Sílvio Pereira Coelho Tomaz Barbosa Isolan Airton Stein Asdrubal Falavigna Clotilde Druck Garcia Diego Millan Menegotto Dirceu Francisco de Araújo Rodrigues Farid Butros Iunah Nader Isabel Helena F. Halmenschlager Jair Rodrigues Escobar João Alberto Larangeira Jorge Luiz Fregapani Léris Salete Bonfanti Haeffner Luiz Carlos Bodanese Luiz Alexandre Alegretti Borges Ney Arthur Vilamil de Castro Azambuja Paulo Amaral Paulo Henrique Poti Homrich Philadelpho M. Gouveia Filho Raul Pruinelli Ricardo Oliva Willhelm Sandra Helen Chiari Cabral Tânia Regina da Fontoura Mota Conselho Editorial Fernando Weber Matos Rogério Wolf de Aguiar Ismael Maguilnik Isaias Levy Cláudio Balduíno Souto Franzen A revista Cremers é uma publicação bimestral da Stampa Comunicação Corporativa para o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul Av. Getúlio Vargas, 1157 conj Porto Alegre/RS CEP Fone: (51) (51) REDAÇÃO W/COMM Comunicação (www.wcomm.jor.br), Viviane Schwäger e Ingrid Oliveira da Rosa Jornalista Responsável: Ilgo Wink Mat Revisão: Eliane Casassola Fotografias: W/COMM Comunicação, Carlos Humberto/STF, Banco de Imagens da Câmara dos Deputados, Clovis Prates/HC, Márcio Arruda/CFM, Evelise Gessiane Camara DESIGN Direção de arte: Thiago Pinheiro Editoração: Matheus Cougo Tratamento de imagens: Luciane Alvim IMPRESSÃO Tiragem: exemplares Correspondência Envie seus comentários sobre o conteúdo editorial da Revista Cremers, sugestões, críticas ou novas pautas. Se deseja publicar artigos, eventos e notícias de interesse da categoria, também, a Revista do Conselho de Medicina do RS está aberta à participação da classe médica. Contatos com Assessoria de Imprensa: O Cremers está elaborando um aplicativo (app) para smartphones e tablets com o objetivo de estreitar a comunicação entre médicos e entidade. O programa envia notificações importantes sobre a área médica, podendo ser personalizado e adaptado ao perfil do usuário. Com o aplicativo, o Cremers abre um canal direto para informar sobre eventos, resoluções, notícias e outros informes regionais e do CFM. Para acessar, basta o médico estar inscrito no Conselho e ter uma conta na Área do Médico do Portal Cremers, além de possuir dispositivos móveis Android ou ios conectados à Internet. Um guia de instalação e acesso será disponibilizado assim que o aplicativo for finalizado e estiver disponível para download. Semana Científica no Hospital de Clínicas O Estado da Arte. Este é o tema da 34ª Semana Científica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, que irá ocorrer entre os dias 1 e 5 de setembro. As inscrições estão abertas. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (51) ou pelo Entre as atrações da programação estão conferências sobre temas como a Cirurgia Robótica, com a participação do professor da Universidade de Washington (EUA), Richard Satava; a Genética do Câncer, com o professor do Hospital de Câncer de Barretos (SP) Rui Manoel Reis; Transplantes de Órgãos, com presença do professor da Universidade de São Paulo José Osmar Medina Pestana, além de mesas-redondas e cursos, entre outras atividades. 2 Revista Cremers Junho

3 editorial Quem sabe faz a hora, não espera acontecer Há um ano, os médicos brasileiros foram surpreendidos por um pronunciamento em rede nacional de TV feito pela presidente da República, que, acuada por ruidosas manifestações populares que sacudiam o País clamando principalmente por mais saúde, anunciou a importação de milhares de médicos cubanos para supostamente resolver o problema de atendimento à população. Foi a única medida concreta anunciada pelo governo como resposta aos manifestantes e à Nação, como se os médicos fossem responsáveis pelas mazelas da saúde. Sabe-se que o governo federal havia algum tempo trabalhava essa ideia, que tem forte cunho ideológico. Dias depois, surgia a medida provisória que instituía o programa Mais Médicos, que custa aos cofres públicos em torno de 1 bilhão de reais. Grande parte desses recursos que saem do bolso dos contribuintes, inclusive de nós, médicos, engorda os cofres do regime cubano. O Cremers, o CFM e demais Conselhos de Medicina, que há anos defendem a criação de um plano de carreira para médicos do Sistema Único de Saúde, o que viabilizaria a fixação dos profissionais nos lugares mais afastados, protestaram e resistiram, inclusive com ações judiciais, mas o programa se manteve inabalável, envolto por ampla publicidade. Hoje, o Mais Médicos, como se previa desde seu lançamento pirotécnico, é usado pelo governo para conquistar votos. Divulgam-se números grandiloquentes, mas as filas para consultas com especialistas continuam crescendo e as emergências dos hospitais seguem superlotadas. Pelo País afora, sucedem-se erros cometidos pelos intercambistas, pairando dúvidas sobre sua real formação. Como se sabe, o Ministério da Saúde tomou para si a responsabilidade de conferir a formação desses profissionais. Felizmente, uma parte dos políticos desde o primeiro momento coloca restrições ao programa, apoiando a proposta de criação de plano de carreira no SUS para os profissionais da saúde, a exemplo do que existe no Poder Judiciário. Um importante candidato à presidência já antecipou que vai avançar nessa proposta, além de projetar mudanças significativas no Mais Médicos. Alguns senadores e deputados também defendem a causa dos médicos formados aqui ou diplomados no exterior, mas com diploma revalidado conforme determina a legislação. Por ocasião da aprovação da Lei do Ato Médico, uma conquista histórica da categoria atenuada arranhada pelos vetos da presidente,foi decisiva a atuação de algumas lideranças políticas, sem contar, é claro, a força da união dos médicos e de suas entidades de classe. Da mesma forma em relação à outra grande vitória, aprovação da Lei que estabelece reajustes anuais obrigatórios aos médicos de operadoras de saúde. Como se percebe, os médicos brasileiros não estão sós. Há quem reconheça a importância dos médicos para a sociedade. Mesmo aqueles que nos agridem e tentam denegrir a imagem dos médicos acabam recorrendo a um atendimento médico, normalmente nos melhores e mais caros hospitais. Eles passam ao largo dos hospitais do SUS que eles tanto enaltecem, mas que tratam à míngua, remunerando mal pelos serviços prestados e desqualificando o atendimento à população mais carente. Depois de um ano, podemos distinguir ainda com maior clareza os políticos que nos apoiaram desde o primeiro momento, e visualizar sem dificuldade os que nos abandonaram e se posicionaram contra as nossas causas, sem contar aqueles que atacaram gratuitamente toda uma categoria profissional em sua nobre luta em defesa da medicina e da qualidade no atendimento de saúde. Está se aproximando a hora de dar uma resposta. Como cantava Geraldo Vandré,... quem sabe faz a hora, não espera acontecer. Dr. Fernando Weber Matos Presidente do Cremers Junho Revista Cremers 3

4 participação Eleições CFM Rio Grande do Sul tem chapa homologada para o pleito de agosto. Votação será exclusivamente via Correios. Resolução do Conselho Federal de Medicina prevê multa para quem não participar do processo eleitoral. Para votar é preciso estar em dia com sua anuidade. Comissão eleitoral do Cremers reunida para ajustar os últimos detalhes da eleição O prazo para as inscrições de chapas concorrentes à eleição de conselheiros federais efetivo e suplente do CFM se encerrou no dia 24 de junho às 18h30min. A chapa inscrita e homologada dentro do prazo legal foi a "Ética, Experiência e Seriedade", de número 1. A eleição para os representantes dos estados no CFM acontece em agosto, e todos os médicos registrados nos CRMs devem participar. A votação, obrigatória para os médicos em pleno gozo de seus direito políticos e profissionais, será por correspondência. As cédulas para votação serão enviadas a todos os médicos inscritos no Cremers. Os votos deverão ser postados com a antecedência necessária a fim de que sejam recebidos na Agência dos Correios e Telégrafos de Porto Alegre da Av. Siqueira Campos, 637 até às 18h do dia 25 de agosto de 2014, impreterivelmente, para que sejam considerados válidos. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (51) Ramal 247, com Rosana, secretária da Comissão Regional Eleitoral. A Comissão é composta pelos médicos Airton Malinsky (Presidente), Eda Maria Ruzicki (Secretária da Comissão Regional) e Geraldo Vargas Barreto Vianna (Secretário da Comissão Regional). Chapa 1: "Ética, Experiência e Seriedade" A Comissão Eleitoral homologou a inscrição da chapa "Ética, Experiência e Seriedade", sob o nº 01, tendo como candidatos aos cargos de conselheiros efetivo e suplente Cláudio Balduíno Souto Franzen (Conselheiro Efetivo Federal) e Antonio Celso K. Ayub (Conselheiro Suplente Federal). 4 Revista Cremers Junho

5 tecnologia Fiscalização: novo sistema é colocado em prática Comissão de Fiscalização do Cremers começa a utilizar o novo sistema Nos dias 15 e 16 de julho, representantes do Conselho Federal de Medicina vieram ao Cremers para realizar um treinamento de fiscalização. Os representantes do CFM, Eurípedes de Souza, Maristela Barreto e Ricardo Santos, visitaram diversas unidades de saúde juntamente com a Fiscalização do Cremers, composta pelo seu coordenador Antonio Celso Ayub, e os médicos fiscais Mário Henrique Osanai e Alexandre Prestes, para orientar e pôr em prática o novo sistema informatizado de fiscalização, que está sendo implantado em todo o país. De acordo com as regras que dão suporte ao novo sistema, com a aplicação das Resoluções do CFM 2056 e 2062/2013, a análise das inspeções realizadas é feita por meio de um aplicativo, que envia ao CFM relatórios e estatísticas sobre a real situação dos estabelecimentos de saúde. Os elementos que compõem o kit de fiscalização são: tablet, medidor a laser, máquina fotográfica e impressora portátil. Com a utilização do aplicativo, o relatório de fiscalização pode ser concluído no ato da inspeção, o que torna mais prático todo o processo. De acordo com o 3º vice-presidente do CFM, Emmanuel Fortes Cavalcante, coordenador do departamento de Fiscalização (Defis) do CFM, são inúmeras as vantagens do novo sistema: Por exemplo, a elaboração do relatório de fiscalização, que normalmente é um procedimento demorado, será concluída no ato da fiscalização, inclusive com fotos ilustrativas do trabalho. O material será enviado ao CFM na hora. Reunião entre representantes do CFM e do Cremers Junho Revista Cremers 5

6 saúde pública Estado recua e mantém cirurgias em pequenos hospitais A Secretaria Estadual da Saúde do RS não resistiu à forte pressão e decidiu revisar a resolução que eliminaria a realização de partos e cirurgias em pequenos hospitais, prejudicando o atendimento principalmente nos municípios com menos de dez mil habitantes. Logo que a polêmica medida do governo gaúcho foi divulgada, dia 21 de maio, o presidente do Cremers, Fernando Weber Matos, manifestou sua contrariedade com a decisão que atingiria 88 instituições filantrópicas: Quando não se deixa pequenos hospitais crescerem, quando não se dá condições econômicas para fazer procedimentos de pequena e média complexidade, acaba-se destruindo as instituições e afastando os médicos dos pequenos municípios, o que contraria a política de interiorização dos médicos. A partir daí, o Cremers utilizou de forma intensa seus espaços no rádio Dr. Fernando Weber Matos para atacar a resolução, combatida fortemente também pela Federação das Associações de Municípios (Famurs) e outras entidades. Recursos X cirurgias Em troca de receber recursos do Estado, esses hospitais estabelecimentos com até 50 leitos ou que realizam menos de 20 partos por mês, a maioria localizada em pequenas cidades, seriam obrigados a fechar as portas para grávidas e pacientes à espera de cirurgias. A decisão poderia afetar mais de 800 mil pessoas, que teriam de recorrer a municípios maiores para receber atendimento cirúrgico. No dia 27 de maio, a Secretaria da Saúde do Estado anunciou a formação de um grupo de trabalho composto por seis entidades para definir as alterações que serão feitas na resolução. A ideia inicial é uma regra específica para pequenos hospitais que tenham interesse em manter partos e cirurgias. É o caso, segundo revelou o jornal Zero Hora em sua edição de 28 de maio, do hospital Santa Isabel, de Progresso, no Vale do Taquari, que atende outros quatro municípios. O hospital havia aderido à proposta da secretaria e precisaria fechar o bloco cirúrgico, reformado em 2010, sendo obrigado a deixar de atender as grávidas. Com o recuo do governo, o hospital deve se tornar referência na região. TCU revela que municípios deixaram de aplicar R$ 89 milhões em saúde Um relatório do Tribunal de Contas da União revelou que R$ 89 milhões, que deveriam ter sido aplicados em ações para saúde, ficaram parados em contas de 52 prefeituras gaúchas. Um dos tópicos do relatório mostra que R$ 9,4 milhões deixaram de ser aplicados no programa contra DST / Aids. A verba federal deveria ter sido destinada a programas de impacto direto à população, como os R$ 3 milhões não usados em postos para Saúde da Família; R$ 14 milhões para pagamento, entre outros itens, de consultas e pequenas cirurgias; R$ 22 milhões para compra de medicamentos de farmácia básica ou R$ 5,8 milhões parados do Samu, entre outras ações. Os dados referem-se ao saldo das contas municipais até o fim de Revista Cremers Junho

7 Emergências superlotadas apesar do Mais Médicos Superlotação nas emergências é comum em todo o país Em seminário sobre o programa Mais Médicos realizado no dia 1 de julho em Porto Alegre, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, declarou que a superlotação das emergências diminuiu. Ele atribuiu esse desafogamento das emergências no Estado ao Mais Médicos, pois o programa reforçou o atendimento nas unidades básicas de saúde. Como exemplo, Chioro citou o Hospital Conceição, cuja média de pacientes variava entre 150 e 180 por dia e naquele dia estava em entre 70 a 100 pessoas. Contudo, as pessoas que necessitam de atendimento médico pelo SUS em Porto Alegre e Região Metropolitana se deparam com outra realidade: há superlotação em todos os hospitais da capital. Isso significa que o trabalho dos mais de mil intercambistas lotados no Estado não reflete na situação das emergências, que permanece igual a de anos anteriores. O Cremers recebeu diversos avisos sobre fechamentos temporários de emergências devido à superlotação. O Hospital Ernesto Dornelles, por exemplo, comunicou ao Conselho o fechamento de sua emergência no dia 7 de maio. A ala só foi reaberta no dia 24 de junho, após adequar sua capacidade. No dia 7 de julho, uma semana após a precipitada manifestação do ministro, mais complicações e espera no atendimento. Na emergência do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) havia 142 pessoas internadas em um local com 49 vagas. Na ala pediátrica, 12 crianças estavam alojadas, onde em condições ideais caberiam nove. A administração teve que solicitar que os pacientes procurassem outros hospitais ou, em casos menos graves, os postos de saúde. No mesmo dia, a emergência do Hospital Centenário, em São Leopoldo, foi fechada temporariamente após o número de pacientes atingir quase quatro vezes a capacidade. Eram 62 internos para apenas 16 vagas. A assessoria de imprensa do hospital declarou que macas e camas disponíveis em outros setores foram utilizadas para acomodar provisoriamente os pacientes. A grande incidência de doenças respiratórias, típicas do período de inverno, seria um dos motivos que levaram à superlotação. As pessoas que precisaram de atendimento médico na cidade tiveram que buscar assistência em hospitais de outros municípios, como Sapucaia e Novo Hamburgo. Junho Revista Cremers 7

8 saúde pública Angustiante espera por consulta com especialistas Mesmo com mais de mil intercambistas vindos ao Estado pelo programa Mais Médicos, os problemas de atendimento seguem inalterados, aos menos para quem pretende consultar com especialistas. Em Porto Alegre, uma consulta pelo SUS pode demorar dois anos ou até mais, dependendo da especialidade. É o que mostra reportagem publicada no jornal Zero Hora no dia 20 de junho. De janeiro a março, segundo último levantamento da Secretaria Estadual de Saúde (SES), houve um aumento de 2,3% na demanda de pacientes do Interior para atendimento em hospitais da capital. No início do ano, havia 172 mil pessoas na fila de espera. Três meses depois, o número superava os 176 mil. A demora para atendimento em Porto Alegre atinge dois anos, sobretudo em especialidades como ortopedia, proctologia e reumatologia. Segundo o jornal, a dona de casa Eliane de Souza Pinto, 50 anos, de Campo Bom, no Vale do Sinos, esperou por 25 meses até conseguir, em maio deste ano, uma consulta com ortopedista em Porto Alegre referência para o município na especialidade. O aumento na demanda e a redução da oferta estão entre as explicações para a longa fila. A SES afirma que desde a informatização do sistema, em 2011, e consequente cruzamento de dados, 4 mil consultas foram disponibilizadas a mais em hospitais de Porto Alegre onde 55% dos atendimentos são para residentes. A secretaria admite, porém, desconhecer a demanda reprimida que busca atendimento em outros centros de referência no Estado, já que só faz a regulação dos atendimentos oferecidos a não residentes da Capital. Nas demais cidades é responsabilidade de cada município gerenciar a sua demanda local, inclusive, com preenchimento das agendas via sistema do Complexo Regulador Estadual. De acordo com um levantamento feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a pedido do Ministério da Saúde, a explicação para as longas filas está justamente na regulação fragmentada, pois cada uma das 19 Coordenadorias Regionais de Saúde têm regras próprias. A ausência ou a deficiência do atendimento ambulatorial da rede básica (consulta com clínico geral ou mesmo com algumas especialidades) também é problemático. Para a entidade, a estruturação dos hospitais regionais, conforme o perfil epidemiológico de cada região, seria uma das maneiras para sanar o problema da longa fila de espera. Veja quatro razões pelas quais a fila é tão longa Regulação fragmentada O Estado é divido em 19 Coordenadorias de Saúde e cada uma tem autonomia. Segundo o TCU, esse é um gargalo que deve ser unificado já que as listas de espera de cada uma estão sujeitas a alterações aleatórias. Saúde Básica deficiente A deficiência no atendimento da saúde básica e a falta de médicos especialistas nos municípios contribuem para a superlotação dos hospitais e para as filas de espera, de acordo com o TCU. Poucos ortopedistas A longa espera por ortopedista é explicada em parte pela quantidade reduzida de médicos com essa especialidade no Estado. Em todo o RS há 816 especialistas na área; Redução de leitos Em duas décadas o Rio Grande do Sul reduziu em 33,9% os leitos hospitalares pelo SUS. Em 1993 o Estado tinha leitos contra em Na Capital o percentual de redução é maior, chegando a 35,7%. Ano passado eram leitos ante 8.698, em Revista Cremers Junho

9 Conselhos querem fortalecer estruturas de fiscalização do SUS Os Conselhos de Medicina cobraram do Ministério da Saúde o fortalecimento das estruturas de fiscalização, controle e avaliação do Sistema Único de Saúde (SUS) e medidas urgentes que evitem a incompetência administrativa, os abusos e a corrupção na saúde pública. Em nota de esclarecimento à sociedade, emitida no dia 30 de maio, o CFM criticou a omissão do Estado em oferecer à população acesso à assistência médica com qualidade. Informou ainda que, com o apoio dos Conselhos Regionais, serão realizadas novas fiscalizações em caráter de urgência nas unidades citadas nas reportagens. Diz a nota: Os relatórios de vistoria com a descrição de todas as fragilidades encontradas em termos de infraestrutura e recursos humanos sejam encaminhados em âmbito local aos gestores do SUS e aos representantes dos Poder Legislativo, do Poder Judiciário, dos Tribunais de Contas, do Ministério Público e de outros instâncias de fiscalização e controle, bem como ao Ministério da Saúde; Os CRMs em articulação com outras entidades locais proponham aos gestores do SUS a adoção de medidas emergências para resolver os problemas detectados, garantindo aos pacientes um melhor atendimento e aos profissionais condições de atuar adequadamente nas unidades. Cobrança ao ministério da saúde Por outro lado, na esfera federal, o CFM solicita ao Ministério da Saúde a apresentação urgente de propostas que contemplem os seguintes pontos: Um plano detalhado e de longo prazo para melhoria efetiva da infraestrutura de toda a rede hospitalar que integra o SUS, com ênfase nos setores de urgência e emergência; A criação de uma carreira de Estado para os médicos e outros profissionais da saúde, como forma de estimular sua adesão e permanência na rede pública; A reposição das perdas acumuladas dentro da Tabela SUS (em consultas e procedimentos), cuja defasagem tem contribuído para a redução da cobertura assistencial oferecida pela rede pública; O aumento imediato e significativo da oferta de leitos de internação e de UTI para atender a demanda crescente de internações e cirurgias de média e alta complexidade; A promoção de campanhas de esclarecimento à sociedade sobre os fluxos corretos de atendimento no âmbito do SUS, com consequente reforço e aperfeiçoamento da respectiva estrutura para absorver a demanda reprimida; e O fortalecimento das estruturas de fiscalização, controle e avaliação em todas as esferas de gestão do SUS com a garantia de apoio para agirem com autonomia, rapidez e transparência no acompanhamento de ações, projetos e programas do SUS, evitando-se a incompetência administrativa, os abusos e a corrupção. Finalmente, o CFM e os CRMs pedem à Câmara Federal a aprovação do Projeto de Lei 174/2011. O texto estabelece que ocupantes de cargos do Poder Executivo (presidente, governador ou prefeito, por exemplo) poderão ser cobrados e penalizados pelo descumprimento de compromissos e promessas feitos à população. Junho Revista Cremers 9

10 atuação Diferença de classe em debate Cremers defendeu sua proposta em audiência pública no Supremo Tribunal Federal Evento reuniu representantes de vários órgãos da saúde O segundo-secretário do Cremers e Conselheiro Federal representante do RS, Claudio Balduíno Souto Franzen, defendeu no Supremo Tribunal Federal (STF) a possibilidade de melhoria no tipo de acomodação do paciente e a contratação de profissional de sua preferência mediante o pagamento de complemento, a chamada diferença de classe. O tema foi discutido em audiência pública realizada no dia 26 de maio, em Brasília. A discussão contou com representantes de outras entidades da saúde. O objetivo do debate foi oferecer aos ministros subsídios para julgamento do Recurso Extraordinário (RE) , interposto pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) contra decisão da Justiça Federal da 4ª Região desfavorável à pretensão de restabelecer a prática, proibida desde Franzen apresentou argumentos em defesa do direito de os pacientes do SUS internados em hospitais filantrópicos ou particulares conveniados com o sistema obterem internação em condições melhores pelo SUS, mediante pagamento de um valor a mais, prática conhecida como diferença de classe. Dr. Cláudio Franzen representou o Cremers no STF SUS remunera mal os serviços O diretor do Cremers disse que o Rio Grande do Sul tem uma situação peculiar no atendimento médico, feito em sua maior parte não em hospitais públicos, mas em Santas Casas e demais entidades filantrópicas, além de hospitais privados. Entretanto, segundo ele, o que o SUS paga pelo serviço dos hospitais mencionados é muito inferior ao custo real da assistência prestada. Em consequência disso, ocorre no RS e em todo o Brasil o fechamento de hospitais e uma queda gradativa do número de leitos à disposição dos pacientes do SUS. Desativação de leitos SUS O conselheiro citou dados do Tribunal de Contas da União divulgados no dia 25 de maio pela TV Globo, segundo os quais foram desativados 123 mil leitos em todo o país, de 2010 até este ano. Diante disso, ele sustentou que admitir o pagamento adicional pela acomodação poderia permitir uma melhora das condições dos hospitais conveniados com o SUS. 10 Revista Cremers Junho

11 Fisioterapeutas não podem atuar em áreas do profissional de medicina O SUS real não é o SUS idealizado Segundo Cláudio Franzen, essa situação precária do SUS não decorre da falta de médicos, nem da falta propriamente de recursos financeiros à disposição do Ministério da Saúde. Assim é que, segundo ele, dos R$ 9,4 bilhões que o Ministério da Saúde dispunha para investir no SUS, no ano passado, ele repassou apenas R$ 3,9 bilhões, ou seja, 40% do total disponível. O representante do Cremers disse não discordar, em tese, da política do Ministério da Saúde de priorizar o atendimento ambulatorial pelo SUS. Entretanto, segundo ele, a situação real do Brasil é outra. As doenças continuarão existindo, e a necessidade de internação e cirurgias, também, afirmou. E, com o sistema vigente, conforme observou, o paciente leva, por vezes, dois a três meses para ser atendido em ambulatório e, depois, dois a três anos para obter uma intervenção cirúrgica ou uma consulta pelo SUS. O SUS real não é o SUS idealizado, afirmou. O acesso universal à saúde é direito do cidadão. Não pode ser cerceado por medidas administrativas. A rede (de hospitais filantrópicos e particulares) não pode ser sucateada para defender teses ideológicas desprovidas de comprovação prática, concluiu. Elementos colhidos na audiência serão levados à PGR Julgamento do Recurso Após a audiência, o ministro relator Dias Toffoli informou que ainda não há previsão de data para julgamento do Recurso Extraordinário (RE) Ele ressaltou, no entanto, que o próximo passo na tramitação do processo será a reunião dos elementos colhidos na audiência e o encaminhamento dos autos à Procuradoria Geral da República (PGR), para emissão de parecer após os debates. O ministro disse que iniciará a análise do processo tão logo o receba da PGR, para posteriormente levá-lo a Plenário. Informou, também, que os dados colhidos serão encaminhados aos gabinetes de todos os ministros da Corte para auxiliá-los na análise do processo. A 7ª Turma do TRF da 1ª Região determinou o prosseguimento de ação civil pública movida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) contra o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito) a fim de ver declarada a ilegalidade dos incisos VI, XX, XXI, XXIX e XXXVIII do artigo 3º, e inciso VIII do artigo 5º da Resolução Coffito 403/2011. Essa norma permite aos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais realizar e interpretar exames complementares para o diagnóstico de doenças, bem como participar de perícias médicas nas áreas cível, trabalhista, previdenciária e criminal. Em primeira instância, o magistrado que analisou o caso entendeu que inexiste interesse de agir. Inconformado, o CFM recorreu ao TRF da 1ª Região ao fundamento de que o ato normativo em questão viola o princípio da legalidade e invade a área de atuação do profissional da medicina. O CFM entende que existe uma violação aos princípios do contraditório e do devido processo legal, pois não houve sequer contestação. A Turma concordou com os argumentos apresentados. A área da fisioterapia não se confunde com a área médica, pois cuida da reabilitação ou a conservação da capacidade física ou mental do paciente, mediante o emprego de métodos e técnicas fisioterápicas ou terapêuticas. É juridicamente possível, portanto, a tese no sentido de que o profissional da fisioterapia não pode efetuar o diagnóstico de doenças, determinar exames médicos, estabelecer o nexo causal de doenças funcionais ou atuar como médico-perito, destaca a decisão. Nesse sentido, de acordo com o entendimento da 7ª Turma, afigura-se possível a alegada ilegalidade dos incisos VI, XX e XXIX da Resolução Coffito 403/2011, que preveem a atuação do fisioterapeuta do trabalho nas atividades citadas. Com tais fundamentos, o Colegiado deu provimento à apelação movida pelo CFM e determinou o regular processamento da ação civil pública. Junho Revista Cremers 11

12 Poder Judiciário Solicitação de medicamentos A utilização do poder judiciário para agilizar à obtenção de medicamentos especiais ou insumos fora das listas do SUS e de convênios tem se tornado uma rotina em nossos meio. O Rio Grande do Sul é o segundo estado em número de discussões judicias visando à obtenção de medicamentos/insumos. Essa demanda é resultado da progressiva complexidade da medicina atual e, especialmente, do baixo investimento em saúde e da tentativa de restrição de gastos por parte de gestores de saúde pública ou privada. Vários questionamentos têm sido encaminhados ao Cremers discutindo os aspectos éticos e deontológicos dessa prática, dentre os quais se destacam: Existe respaldo ético para o médico assistente envolverse nesse processo? O Código de Ética Médica têm diversas normas e artigos que recomendam que o médico desenvolva todos seus esforços na prática da melhor medicina visando o benefício do paciente. A não obediência a tais artigos pode, inclusive, ser considerada como infração ética. O envolvimento do médico assistente nesse processo encontra amparo no: Capítulo I, incisos: II - O alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional. V - Compete ao médico aprimorar continuamente seus conhecimentos e usar o melhor do progresso científico em benefício do paciente. VIII - O médico não pode, em nenhuma circunstância ou sob nenhum pretexto, renunciar à sua liberdade profissional, nem permitir quaisquer restrições ou imposições que possam prejudicar a eficiência e a correção de seu trabalho. XVI - Nenhuma disposição estatutária ou regimental de hospital ou de instituição, pública ou privada, limitará a escolha, pelo médico, dos meios cientificamente reconhecidos a serem praticados para o estabelecimento do diagnóstico e da execução do tratamento, salvo quando em benefício do paciente. XIX - O médico se responsabilizará, em caráter pessoal e nunca presumido, pelos seus atos profissionais, resultantes de relação particular de confiança e executados com diligência, competência e prudência. Capítulo II, inciso: II - Indicar o procedimento adequado ao paciente, observadas as práticas cientificamente reconhecidas e respeitada a legislação vigente. O artigo 32 do Código de Ética Médica veda ao médico deixar de usar todos os meios disponíveis de diagnóstico e tratamento, cientificamente reconhecidos e a seu alcance, em favor do paciente, reafirmando o respaldo ético para que o médico, seguindo sua autonomia profissional, sugira a melhor forma de tratamento para seu paciente. Portanto, na medida em que o médico assistente identifica e prescreve para seu cliente medicamentos ou insumos fora das listas oferecidas pelo SUS/convênios ele está amparado pelo código de ética médica. No caso de o médico assistente recusar envolvimento nesse processo, poderia caracterizar alguma infração ética? (Por exemplo, recusar-se a fornecer relatório para embasar o pedido judicial). O médico ao indicar determinado tratamento que não está disponível nas listas de medicamentos/insumos de convênios ou do SUS, sabe que poderá ser solicitado pelo paciente a redigir relatório detalhado explicando as cau- 12 Revista Cremers Junho

13 através de ordem Judicial sas dessa solicitação. Ao recusar-se de confeccionar esse relatório/atestado a pedido de seu paciente, poderia configurar, em tese, infração ao artigo 24 (é vedado ao médico deixar de garantir ao paciente o exercício do direito de decidir livremente sobre sua pessoa ou seu bem-estar, bem como exercer sua autoridade para limitá-lo), assim como possíveis infrações aos artigos 88 e 91. No caso dessa recusa resultar em algum dano ao paciente poderia caracterizar infração ao Art. 1º (Causar dano ao paciente, por omissão, caracterizável como negligência). Ao elaborar o relatório por solicitação expressa do paciente para embasar o pedido judicial, esse deve/ pode ser preenchido em um modelo já pré-configurado pelo judiciário? Para substanciar e facilitar a decisão do judiciário o médico assistente deve fornecer a maior quantidade de informações possíveis sobre o caso. Ao elaborar seu relatório/laudo o médico pode redigir de forma livre ou utilizar laudos pré-configurados, desde que contemplem todas as informações necessárias para o convencimento do judiciário. O médico assistente pode apenas indicar o nome genérico (sal do produto) ou pode fazer menção ao nome comercial? O médico, preferentemente, deve indicar o medicamento na sua denominação genérica. Entretanto, havendo apenas uma apresentação comercial do produto, sem similar genérico, poderá então indicar o medicamento/insumo por seu nome comercial. Havendo produtos similares com discretas variações de seus componentes e tendo o médico optado por uma formulação específica, o mesmo deverá justificar ao juiz a razão de tal opção (segurança, eficácia, efeitos adversos do similar, entre outros). Sempre que possível deverá constar no laudo o tempo previsto de utilização da medicação/insumo não padronizado com os objetivos a serem alcançados e os determinantes que definirão a suspensão ou manutenção de tal tratamento especial. Deve-se ressaltar que ao recomendar medicamentos/ insumos sem a devida indicação, comprovação científica Números no RS R$ 316 milhões gastos com médicos pelo Estado neste ano R$ 192 milhões foram via judicial R$ 36% é o crescimento das despesas do governo com medicamentos em dois anos 113 mil processos tramitam no Estado ou justificativa poderia configurar infração ao artigo 14 do Código de Ética Médica (Praticar ou indicar atos médicos desnecessários ou proibidos pela legislação vigente no país) e/ou Art. 35. Exagerar a gravidade do diagnóstico ou do prognóstico, complicar a terapêutica ou exceder-se no número de visitas, consultas ou quaisquer outros procedimentos médicos. Poderia ainda, caracterizar-se com infração ao Art. 80 (Expedir documento médico sem ter praticado ato profissional que o justifique, que seja tendencioso ou que não corresponda à verdade). Ao elaborar o relatório para embasamento da ação judicial, não estaria o médico quebrando o compromisso do sigilo? A relação médico paciente é protegida pelo dever de sigilo por parte do médico, de acordo com o Art. 73 (é vedado ao médico revelar fato de que tenha conhecimento em virtude do exercício de sua profissão, salvo por motivo justo, dever legal ou consentimento, por escrito, do paciente). No caso em questão é óbvio que o paciente para obter o beneficio da liberação do insumo/ medicamento deve autorizar o médico a prestar todas informações necessárias no relatório enviado ao judiciário. Por isso, recomendamos ao médico assistente que tenha uma solicitação formal de seu paciente para a confecção do laudo/relatório visando informar e subsidiar o judiciário para o fornecimento de medicamentos/insumos fora das listas do SUS e convênios. Junho Revista Cremers 13

14 orientação Prontuários médicos: eletrônico ou em papel? A questão dos prontuários eletrônicos gera muitas dúvidas aos médicos, que nem sempre sabem como proceder com as fichas escritas à mão ou com os documentos no computador. O coordenador da Ouvidoria e responsável pelo setor de informática do Cremers, Ércio Amaro de Oliveira Filho, esclarece qual é a maneira correta de arquivar os prontuários médicos. O que devem fazer os médicos que anotam as fichas à mão? Devemos pensar nos prontuários médicos como uma prova judicial. Se ele é manuscrito, é porque é feito na hora e na frente do paciente. O prontuário passa a ser um documento que pode ser submetido à perícia grafológica, sendo, então, totalmente válido. O parecer do Cremers 27/2009 esclarece por quanto tempo esse documento deve ser arquivado. O médico deve guardar o prontuário por 5 anos após a última consulta, caso o paciente seja maior de idade; se for menor de idade ou interditado, deve permanecer arquivado 5 anos após atingir a maioridade. O mesmo vale para falecimentos: guardar por 5 anos após a morte. No caso dos médicos que preenchem as fichas no Word, elas valem como prontuário eletrônico? Não valem. As fichas no Word equivalem às fichas escritas à mão e devem seguir as mesmas regras. É como se o médico estivesse usando uma máquina de escrever; ao invés de escrever tudo de próprio punho, o texto é digitado. Portanto um arquivo de Word não é um prontuário eletrônico. A cada consulta, o médico deve imprimir o documento e assinar na frente do paciente. A assinatura será a única prova de que foi aquele médico quem fez o prontuário e a impressão do arquivo impede que ele seja alterado posteriormente. Além disso, o documento de Word pode ter a sua data facilmente alterada, salvando uma mudança no arquivo ou alterando a data na bios do computador. Por isso ele não é o mesmo que um prontuário eletrônico. O que fazer com uma receita digitada no computador? O que se faz com a receita é o mesmo que deve ser feito no prontuário. O médico imprime e assina colocando o número do CRM. E no caso dos prontuários eletrônicos, por quanto tempo ele deve ser guardado? Os prontuários eletrônicos têm tempo indefinido. É para sempre. Não ocupa espaço como o de papel e pode ser mantido no computador sem problemas. Porém, um computador pode ter problemas e fazer o usuário perder os arquivos. Por isso é indispensável um sistema eficiente de back-up dos dados. Como saber qual programa é adequado? A Resolução do CFM 1821/2007 é a que aprova as normas técnicas para a digitalização e uso dos sistemas informatizados para a guarda e manuseio dos documentos dos prontuários dos pacientes. A relação de programas certificados para uso em nível hospitalar de internação, hospitalar ambulatorial e consultório, pode ser acessada no site do CFM, e no da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), Se um médico decide utilizar a partir de hoje um desses programas, ainda tem que guardar os prontuários feitos à mão? Sim. O que foi feito antes deve ser arquivado de acordo com as regras de tempo necessário. O que for feito de hoje em diante no programa, vai se enquadrar nas normas de prontuário digital. 14 Revista Cremers Junho

15 Dr. Ércio Amaro de Oliveira Filho Relação médico-paciente pode gerar sindicância Existe a possibilidade de transformar as fichas de papel em prontuário digital? Sim. Existem programas que incorporam um documento escaneado. O arquivo digitalizado fica como um documento no prontuário digital do paciente. Alguns programas não aceitam, então, mesmo que o prontuário seja digitado no programa, o papel original deve ser guardado em função da data e para poder servir de prova legal. Que conselho o sr. daria para os médicos mais velhos, que não estão familiarizados com as tecnologias, ou para quem tem grande número de fichas em papel? Avaliem se vale a pena mudar para o digital. Eu não mudei, por exemplo, porque temos cerca de 20 mil fichas na nossa clínica, então daria muito trabalho mudar de sistema. E para os mais novos na profissão? Para quem tem um volume pequeno de prontuários em papel eu aconselho que eles entrem no site da SBIS e se restrinjam a programas certificados pela entidade. É comum um prontuário ser usado como prova judicial? Sim, não é raro um paciente colocar o médico na Justiça. A única arma de defesa sólida do médico é o prontuário, por isso deve ter todo o suporte legal. O prontuário e o cuidado de armazenamento são feitos para o médico não se incomodar e não para incomodar o médico. Relação médico-paciente tem sido uma das principais causas de denúncias registradas no Cremers. A constatação é do corregedor da entidade, Régis de Freitas Porto, que trabalha com o corregedor adjunto Joaquim José Xavier e a equipe de servidores da Secretaria de Assuntos Técnicos. De acordo com o corregedor, essas denúncias ao serem protocoladas no Cremers geram sindicância. É um problema que o médico poderia evitar mantendo uma relação mais afetiva com o seu paciente. Sabemos que muitas vezes isso não acontece porque o médico está sobrecarregado e sofrendo com más condições de trabalho, mas é importante buscar sempre ter uma boa relação médicopaciente, orienta Régis Porto. No ano passado, foram instauradas 483 sindicância, sendo que apenas uma pequena parte vira Processo Ético-Profissional. Neste primeiro semestre, já foram abertas 290 sindicâncias. Dr. Régis de Freitas Porto Junho Revista Cremers 15

16 UM ANO DEPOIS Aprovação da Lei do Ato Médico completa um ano O último 18 de junho marcou um ano da conquista histórica dos médicos e da medicina brasileira: a Lei do Ato Médico. O Plenário do Senado aprovou o projeto que regulamenta a atividade médica, restringindo à categoria atos como o diagnóstico de doenças e a prescrição de tratamentos. O presidente do Cremers, Fernando Matos, comenta que se o processo todo terminasse naquele momento, sem a necessidade de passar pela avaliação da presidência da República, seria uma grande vitória dos médicos e da Medicina brasileira. Todos os anseios da classe médica estavam sendo atendidos nessa sessão histórica. De qualquer forma, é uma conquista importante. Como se sabe, a Medicina é a última das 14 profissões da saúde a ser regulamentada. Conselheiros federais e regionais de medicina, além de médicos e estudantes, acompanharam toda a movimentação que terminou por volta de meia noite. Desde o início da tarde, um grupo já estava no Senado para sensibilizar os parlamentares em favor da proposta. A vitória foi comemorada no plenário, logo após o encerramento da votação. 16 Revista Cremers Junho Histórico de lutas A primeira proposta sobre o tema, PLS 25/2002, foi apresentada pelo então senador Geraldo Althoff (PFL-SC). Em seguida, o senador Benício Sampaio (PFL-PI) apresentou o PL 268, que também tratava de regulamentação. A convergência do tema permitiu que as duas propostas fossem apensadas e tramitassem juntas. O projeto já saiu do Senado, em 2006, na forma de substitutivo da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), relatora na CAS, baseado no PL 268. Enviado à Câmara, foi modificado novamente e voltou ao Senado como novo substitutivo (PLS268/2002), em outubro de Esse foi o texto que serviu de base ao aprovado nesta terça, da Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS). Lei não interfere nas demais profissões No plenário, os senadores Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e Lúcia Vânia defenderam a proposta ressaltando a sua importância para a saúde pública e para os profissionais da área. O senador Antônio Carlos Valadares, relator da matéria na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), destacou que, das 14 profissões da área da saúde, apenas a profissão de médico ainda não era regulamentada. Lúcia Vânia, relatora do substitutivo na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), observou que o Ato Médico não vai interferir em nenhuma das atribuições de outras profissões da saúde.

17 Parlamentares divididos em relação aos vetos da presidência ao PL do Ato Médico Infelizmente, como a votação foi secreta, muitos não honraram o compromisso assumido conosco. Com isso, os vetos foram mantidos, causando grande distorção na Lei, que não saiu exatamente como desejava a classe médica Dr. Fernando Weber Matos Aprovado no Senado depois de onze anos de tramitação e intensa negociação, o projeto de Lei do Ato Médico não passou incólume pela presidência da República, sofrendo alterações. Na votação que terminou na madrugada de 21 de agosto de 2013, os vetos da presidente Dilma Rousseff à Lei do Ato Médico foram mantidos, apesar do forte trabalho dos Conselhos de Medicina. O presidente do Cremers, Fernando Matos, lembra que naquele dia integrou um grupo de lideranças médicas que percorreu a Câmara e o Senado para convencer os parlamentares a manter a proposta original. Infelizmente, como a votação foi secreta, muitos não honraram o compromisso assumido conosco. Com isso, os vetos foram mantidos, causando grande distorção na Lei, que não saiu exatamente como desejava a classe médica. Mesmo sendo votação secreta, muitos parlamentares da bancada gaúcha abriram seus votos a favor dos médicos, ratificando o que haviam manifestado em reuniões com a comitiva médica. A senadora Ana Amélia Lemos, do PP, ocupou a tribuna para abrir seu voto em favor da aprovação do projeto sem os vetos colocados pela presidência, destacando o trabalho exaustivo da Câmara e do Senado e cobrando cumprimento de acordos feitos com a base governista. Outro que se posicionou contrário aos vetos foi o deputado Onix Lorenzoni (DEM), que, em pronunciamento, defendeu com veemência a derrubada dos vetos, destacando que o governo parece determinado a dividir as profissões que deveriam estar unidas para cobrar mais investimentos na saúde. O presidente da Frente Parlamentar da Saúde, deputado federal Darcísio Perondi (PMDB), afirmou que a decisão de vetar a lei do Ato Médico é uma ofensa ao Congresso Nacional e aos médicos que cuidam da saúde das pessoas. São 11 anos de negociações, muitas audiências e reuniões para chegar a um consenso, e agora a presidente veta, reclamou. Em audiência pública com a bancada gaúcha realizada em Porto Alegre, os deputados federais Osmar Terra (PMDB) e Alexandre Roso (PSB) defenderam a derrubada dos vetos. Durante a sessão plenária, os petistas Fernando Marroni e Dionísio Marcon se pronunciaram na tribuna pela manutenção dos vetos. O deputado federal Giovani Cherini (PDT) fez um discurso forte contra os médicos e aproveitou a oportunidade para parabenizar a presidente Dilma Rousseff e o Ministro Alexandre Padilha pela coragem de enfrentar o corporativismo médico no Brasil. O Ato Médico não pode atingir tantas profissões: de enfermeiro, biomédico, psicólogo, farmacêutico. Não se faz saúde só com a medicina, declarou. O Deputado Federal Ivan Valente (PSOL/SP) afirmou que a bancada do PSOL votaria pela manutenção dos vetos presidenciais. A manutenção dos vetos significará a vitória da saúde de forma ampla, com benefícios a várias categorias de profissionais e, principalmente, com benefícios para a população. Junho Revista Cremers 17

18 UM ANO DEPOIS Mais Médicos: crise na saúde permanece Médicos e estudantes de medicina participaram ativamente das manifestações contra o Programa Mais Médicos do Governo Federal Lançado no dia 8 de julho de 2013 por meio da Medida Provisória 621, o Programa Mais Médicos completou um ano. O objetivo era ampliar o atendimento a usuários do Sistema Único de Saúde com o aumento do número de profissionais. Além disso, foi essa a maneira que o governo federal, acuado pelas fortes manifestações populares nas ruas das grandes cidades no mês de junho, encontrou para amenizar a situação. O fato é que desde o início o programa, definido por muitas lideranças como eleitoreiro, coleciona elogios por parte do governo e críticas, sobretudo, por parte de entidades médicas, cobrando a revalidação dos diplomas dos formados no exterior. As entidades destacam, ainda, que a remuneração oferecida aos intercambistas é superior a ofertada aos médicos brasileiros em concursos públicos, sem a vantagem de auxílio moradia, alimentação e transporte. Os números do ministério indicam que o programa contratou 14,4 mil profissionais (11,4 mil deles cubanos) distribuídos em 3,7 mil municípios e em 34 distritos indígenas. Cerca de 75% dos médicos estão em regiões 18 Revista Cremers Junho de grande vulnerabilidade social, como o semiárido nordestino, a periferia de grandes centros e regiões com população quilombola. Como se não bastasse, o programa prevê a criação de 11,5 mil vagas de graduação em medicina e de 12,4 mil vagas de residência médica. Cremers encaminhou denúncias de irregularidades aos órgãos competentes As entidades médicas sempre se posicionaram contra o Mais Médicos, especialmente porque os profissionais do exterior que chegam não cumprem o que determina a legislação, ou seja, não fazem a revalidação do diploma. Notas de repúdio foram publicadas na imprensa de todo o País. O Cremers sempre esteve na linha de frente no enfrentamento com o governo, inclusive com medidas judiciais buscando acima de tudo preservar a qualidade da assistência médica no Estado. O presidente do Cremers, Fernando Matos, lembra que existem médicos suficientes no Brasil para prestar esse atendimento nos locais mais distantes:

19 São quase 400 mil médicos em atuação. No Rio Grande do Sul são em torno 30 mil. Quer dizer, não faltam médicos. Falta é uma política séria de saúde, com a criação de um plano de cargos e salários para os médicos do SUS, o que permitiria uma distribuição adequada e segura dos médicos. De acordo com Matos, o Cremers hoje não tem condições de avaliar o trabalho dos intercambistas nesse período, embora sejam frequentes denúncias e comunicados de problemas no atendimento: Quem pode fazer essa avaliação são tutores e preceptores contratados pelo Ministério da Saúde. O Cremers investiga as queixas de mau desempenho que recebe. Já investigamos inúmeros casos e comunicamos ao Ministério da Saúde, ao Ministério Público e à coordenação do Programa Mais Médicos, mas não obtivemos nenhum retorno sobre as providências que teriam sido tomadas. Outro problema do programa é que muitas prefeituras em todo o país demitiram profissionais médicos, com qualidade de formação reconhecida e contrato em vigor para substituí-los por intercambistas de formação São quase 400 mil médicos em atuação no País. No RS, são em torno de 30 mil. Quer dizer, não faltam médicos. Falta é uma política séria de saúde, com a criação de um plano de cargos e salários para os médicos do SUS, o que permitiria uma distribuição adequada e segura dos médicos Dr. Fernando Weber Matos duvidosa. No RS, o Cremers reagiu a isso e reverteu casos de demissões que estavam em andamento. Os conselhos de Medicina se manifestaram inúmeras vezes sobre o assunto, criticando o programa, inclusive pelo seu custo elevado que favorece o governo cubano, destinatário de grande parte dos recursos. De acordo com o Cremers, o programa não é a melhor resposta para a saúde no Brasil via SUS. Ele promove um atendimento primário, mas segue o atendimento secundário e terciário ruins. Os pacientes se acumulam em corredores, no chão, em macas, sem o tratamento devido. Lei do Mais Médicos sancionada com veto à emenda de criação de carreira médica no SUS A Medida Provisória 621/13, que autoriza a contratação de médicos estrangeiros para atuação na atenção básica de Saúde e também muda parâmetros da formação em Medicina no Brasil, foi transformada em Lei Federal e sancionada pela presidente Dilma Rousseff, no dia 22 de outubro de A criação de uma carreira específica para médicos não estava prevista no texto original da medida provisória e foi incluída por meio de emenda do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP). Em dezembro do mesmo ano, a emenda foi vetada pelos deputados no Congresso Nacional. O único trecho que foi mantido pela maioria dos deputados (204 a favor e 113 contra) diz respeito à criação de uma carreira médica específica após os três anos de atuação no programa do governo. Esse trecho foi vetado pela presidente Dilma Rousseff. Os deputados do Rio Grande do Sul que concordaram com o veto de Dilma, ou seja, votaram contra a criação de uma carreira de estado para o médico foram: Afonso Hamm (PP), Bohn Gass (PT), Eliseu Padilha (PMDB), Fernando Marroni (PT), Giovani Cherini (PDT), Henrique Fontana (PT), Jose Stédile (PSB), Marco Maia (PT), Marcon (PT), Paulo Pimenta (PT), Renato Molling (PP), Ronaldo Nogueira (PTB), Ronaldo Zulke (PT) e Vilson Covatti (PP). No texto original da MP, a medida valeria apenas para os intercambistas estrangeiros e brasileiros formados no exterior que quisessem prorrogar a permanência no programa, mas atenderia, em parte, uma das mais importantes reivindicações da categoria médica e bandeira de luta dos Conselhos de Medicina, que é a criação da Carreira de Estado para médicos que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS). Junho Revista Cremers 19

20 remuneração Sancionada lei que garante reajustes Como prova de que é possível obter avanços e conquistas com união e persistência, os médicos e suas entidades representativas conseguiram uma importante vitória no dia 25 de junho, quando foi publicada no Diário Oficial da União a Lei que obriga os planos de saúde a garantir reajustes anuais aos profissionais que prestam serviços às operadoras. A Lei /2014 assegura a conquista de uma das reivindicações mais antigas da categoria e, a partir de dezembro, trará mudanças profundas no setor. Uma das exigências da nova lei é a existência de contratos escritos entre as operadoras de planos de saúde e os profissionais de saúde, com previsão de índice e periodicidade anuais para reajuste dos valores dos serviços prestados. Além de prever a fixação de índices de reajuste e a periodicidade de sua aplicação para os honorários médicos, a lei obriga os planos de saúde a substituírem o profissional descredenciado por outro equivalente e determina que o consumidor seja avisado da mudança com 30 dias de antecedência. O primeiro-secretário do Cremers e membro da Comsu, Isaias Levy, considera que essa Lei é uma grande conquista dos médicos: - Foram dez anos de muita luta. Unidos, médicos e suas entidades de classe mostraram que são fortes. Uma luta intensificada nos momentos derradeiros da votação, quando conseguimos impedir uma manobra do governo para postergar a votação. O importante é que esse regramento está aprovado. Até o momento, não existia no arcabouço geral da legislação nenhum instrumentos que garantisse aos profissionais que prestam serviço às operadoras o índice anual de seus honorários. Isso tornava o médico fragilizado dentro do poder econômico. Nossas conquistas até agora só têm sido alcançadas com mobilização da categoria, explicou o coordenador da Comissão Nacional de Saúde Suplementar (Comsu), Aloísio Tibiriçá. O que muda na relação com as operadoras "Foram dez anos de muita luta. Unidos, médicos e suas entidades de classe mostraram que são fortes." Dr. Isaias Levy A periodicidade do reajuste deverá ser anual e realizada no prazo improrrogável de 90 dias, contados do início de cada ano. Caso não haja negociação entre as partes, o índice de reajuste será definido pela ANS. O contrato deve estabelecer claramente as condições de execução, expressas em cláusulas que definam direitos, obrigações e responsabilidades. Deverão incluir também, obrigatoriamente, o seu objeto e natureza, com descrição de todos os serviços contratados. Os planos serão obrigados a preencher as vagas abertas pelos médicos que se descredenciarem, o que será um ganho para os pacientes. As condições de prestação de serviços serão reguladas por contrato escrito, estipulado entre a operadora do plano e o prestador de serviço. A regra vale para médicos e demais prestadores de serviço em prática liberal privada, além de estabelecimentos de saúde. 20 Revista Cremers Junho

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