INSTRUÇÃO DE TRABALHO

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1 PÁG. 1/11 1. OBJETIVO Identificar os riscos envolvidos em cada passo da tarefa, estabelecer salvaguardas que garantam a eliminação ou controle dos riscos identificados. Essa ferramenta deve ser utilizada para atividades incomuns, na inexistência de procedimento específico e antes do inicio de obras de engenharia. 2. ÁREA DE ABRANGÊNCIA Este procedimento se aplica a todas as áreas da Bahiagás e seus contratados. 3. DEFINIÇÕES 3.1. Linha de vida Corda de nylon/seda ou cabo de aço, resistente partindo da entrada do espaço confinado e acompanhando o trabalhador até a extremidade máxima dele Espaço confinado Área ou ambiente que satisfaz uma ou mais das condições abaixo: Possui meios limitados ou restritos de acesso para entrada ou para saída (por exemplo, tanques, reservatórios, silos, vasos, galerias, caixas de válvulas enterradas) que dificultam a capacidade de escape rápido no caso de uma emergência; Não foi projetado para ocupação contínua; Ventilação existente insuficiente para remover contaminantes; Existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio; Condições que podem causar claustrofobia, asfixia, calor excessivo, contaminação por agentes químicos ou biológicos e aprisionamento; 3.3. A relação de espaços confinados da Companhia está no Anexo V deste desta Instrução de Trabalho; 3.4. Atmosfera de risco Poeira, Gás, vapor ou névoa inflamável ou combustível em concentrações superiores ou iguais a do seu limite inferior de Explosividade; Concentração de oxigênio atmosférico abaixo de 19,5% ou acima de 23,5%; Presença de qualquer substância com concentração igual ou superior ao seu Limite de Tolerância.

2 PÁG. 2/ Permissão de Trabalho (PT) Documento padronizado, emitido por profissional devidamente credenciado, que define as condições obrigatórias para a realização segura de qualquer serviço em área de responsabilidade da Bahiagás Equipamento de proteção individual (EPI) É todo dispositivo de uso individual destinado a proteger a integridade física do trabalhador no exercício de suas funções Equipamento de Proteção Coletiva (EPC) Equipamento destinado à proteção de uma ou mais pessoas Emitente É o empregado da Bahiagás ou credenciado por esta, treinado, avaliado, habilitado, identificado e responsável pela área onde será executado o serviço Co-emitente Pessoa responsável pela execução do serviço a ser realizado em áreas de responsabilidade de terceiros ou de outras gerências, credenciado ou não Requisitante É o empregado da Bahiagás ou credenciado por esta, treinado, avaliado, habilitado e identificado, responsável pelo acompanhamento do trabalho e pelo cumprimento dos requisitos contidos na PT, podendo ser o próprio executante, desde que esteja habilitado para isto Espaço crítico espaços não classificados como confinado, com profundidade a partir 1,70m, portanto desta forma requer uma avaliação atmosférica pela segurança da Bahiagás (exemplos: low Coca-cola, porto seco, são Rafael, Dorival Caymmi, ERP Silveira Martins caixa de válvula da Bonocô e Ogunjá). Executante É o colaborador que executa as atividades e este deverá ter sido treinado, aprovado no curso básico de segurança e identificado com crachá Vigia Colaborador designado para observar as condições de segurança durante o serviço, posicionado fora do espaço confinado, monitora os trabalhadores que adentraram no espaço confinado Supervisor de Entrada Colaborador responsável por emissão da Autorização Para Entrada Em Espaço Confinado. (Técnico de Segurança Bahiagás). 4. EQUIPAMENTOS/SOFTWARE/SISTEMAS

3 PÁG. 3/ Formulário de PT; 4.2. Formulário de Autorização Para Entrada em Espaço Confinado; 4.3. Vigia; 4.4. Supervisor de Entrada; 4.5. Medidor de concentração de oxigênio no ambiente (Oxímetro); 4.6. Medidor de explosividade (Explosímetro); 4.7. EPI/EPC para a atividade a ser realizada; 4.8. Escadas e/ou plataformas de acesso; 4.9. Cinto de segurança tipo pára-quedista Linha de vida; Conjunto autônomo de respiração. 5. DESCRIÇÃO 5.1. Todos os serviços em espaços confinados só podem ser executados mediante autorização através da PT e da Autorização Para Entrada em Espaço Confinado (Anexo II) As Autorizações Para Entrada em Espaço Confinado para espaço confinado só podem ser emitidas por técnicos de segurança da Bahiagás A abertura da área confinada deve ser isolada com uma barreira que previna o ingresso acidental (ex.: queda pela abertura) Todo espaço confinado deve ser cadastrado e gerenciado utilizando o formulário do Anexo IV, que deve estar disponibilizado na intranet, para consulta sempre que houver necessidade de entrada ou para revisão dos dados Qualquer novo espaço ou revisão necessária no cadastro deve ser solicitada a área de segurança do trabalho, que avaliará conjuntamente com a gerência de operação a pertinência da solicitação Se os testes realizados pela Segurança da Bahiagás mostrarem a existência de uma Atmosfera Imediatamente Perigosa à Vida ou à Saúde - Atmosfera IPVS ou a possibilidade de sua formação (ver Anexo I) serão solicitados equipamentos complementares, os quais serão usados para a realização da tarefa, incluindo entre outros:

4 PÁG. 4/11 a. máscara autônoma de demanda com pressão positiva; b. equipamento de resgate; c. equipe de resgate; d. rádio comunicadores, intrinsecamente seguros Os acessos aos espaços confinados à noite ou sob condições climáticas desfavoráveis só devem ser realizados em caso de emergência e com aprovação dos gerentes das Gerências de Segurança e o da área requisitante Avaliar sempre o ambiente próximo ao espaço confinado, pois este poderá mudar e modificar a condição de segurança no espaço confinado Suspensão ou Término do Trabalho: Quando a tarefa estiver para ser suspensa (no final do turno ou no caso das condições se tornarem inseguras) ou quando a tarefa for terminada, o executante deve deixar a área, levando consigo todos os equipamentos Capacitação para trabalhos em espaços confinados: É vedada a designação para trabalhos em espaços confinados sem a prévia capacitação do trabalhador A Companhia e Contratadas devem desenvolver e implantar programas de capacitação sempre que ocorrer qualquer das seguintes situações: Mudança nos procedimentos, condições ou operações de trabalho; Algum evento que indique a necessidade de novo treinamento; e Quando houver uma razão para acreditar que existam desvios na utilização ou nos procedimentos de entrada nos espaços confinados ou que os conhecimentos não sejam adequados Todos os trabalhadores Autorizados e Vigias devem receber capacitação segundo os critérios da NR A capacitação deve ter carga horária definida na NR-33, com conteúdo programático de: a. Definições; b. Reconhecimento, avaliação e controle de riscos; c. Funcionamento de equipamentos utilizados; d. Procedimentos e utilização da Permissão de Entrada e Trabalho; e e. Noções de resgate e primeiros socorros.

5 PÁG. 5/ A capacitação dos Supervisores de Entrada deve ser realizada com conteúdo programático e carga horária estabelecidos na NR-33, acrescido de: a. Identificação dos espaços confinados; b. Critérios de indicação e uso de equipamentos para controle de riscos; c. Conhecimentos sobre práticas seguras em espaços confinados; d. Legislação de segurança e saúde no trabalho; e. Programa de proteção respiratória; f. Área classificada; e g. Operações de salvamento Todos os trabalhadores treinados devem receber certificado contendo o nome do trabalhador, conteúdo programático, carga horária, a especificação do tipo de trabalho e espaço confinado, data e local de realização do treinamento, com as assinaturas dos instrutores e do responsável técnico O treinamento deverá ser ministrado por profissional da área de segurança do trabalho Cópia do Certificado e do Atestado de Saúde Ocupacional (que deverá contemplar fatores de risco psicossociais) deve ser entregue ao preposto da área de segurança do trabalho ANTES da realização das atividades e a outra cópia deve ser arquivada na empresa Contratada Depois de confirmada através da programação de PT, da existência do serviço em espaço confinado, os representantes das gerências envolvidas se dirigem ao local do serviço No local o Emitente, Co-emitente, Segurança da Bahiagás, Vigia e Requisitante (que podem ou não ser a mesma pessoa), em conjunto realizam uma avaliação inicial da tarefa, analisam os riscos envolvidos e as medidas preventivas descrita na Caracterização do Espaço Confinado do Anexo IV Nesta etapa será verificado, entre outros aspectos, se todos os requisitos de segurança necessários estão disponíveis no local e se todos os envolvidos estão portando o crachá e este dentro da validade e darão início a emissão da PT O Técnico de Segurança da Bahiagás realiza medição do nível de oxigênio no espaço confinado e explosividade, tendo como parâmetro o Anexo I - Perigos Potenciais O Técnico de segurança da Bahiagás registra no formulário de PT e na Autorização Para Entrada Em Espaço Confinado as concentrações encontradas e a hora que realizou tal medição O técnico de segurança da Bahiagás, após a emissão da PT pelo responsável pelo serviço, emite a Autorização Para Entrada Em Espaço Confinado.

6 PÁG. 6/ O Requisitante e o Vigia, que podem ou não ser a mesma pessoa, devem ler, entender e assinar a PT e a Autorização Para Entrada em Espaço Confinado e antes de prosseguir com o trabalho O Requisitante, o Vigia e o técnico de segurança se encarregam de instruir os executantes sobre todos os aspectos de segurança descritos na PT e na Autorização Para Entrada em Espaço Confinado Ao término do trabalho o executante e o Vigia devem garantir que todo material foi retirado do espaço confinado O Vigia ou o Requisitante entregarão ao Emitente ou Co-emitente o formulário de Autorização Para Entrada em Espaço Confinado e a PT, que deve se enviado para a área de segurança do trabalho A PT e a Autorização Para Entrada em Espaço Confinado devem ser arquivadas pela área de segurança do trabalho por tempo não inferior a cinco anos É terminantemente proibida a realização de qualquer trabalho em espaços confinados de forma individual ou isolada Emergência e Salvamento: A Companhia e empresas Contratadas devem elaborar e implementar procedimentos de emergência e resgate adequados aos espaços confinados incluindo, no mínimo: a. Descrição dos possíveis cenários de acidentes, obtidos a partir da Análise de Riscos; b. Descrição das medidas de salvamento e primeiros socorros a serem executadas em caso de emergência; c. Seleção e técnicas de utilização dos equipamentos de comunicação, iluminação de emergência, busca resgate, primeiros socorros e transporte de vítimas; d. Acionamento de equipe responsável, pública ou privada, pela execução das medidas de resgate e primeiros socorros para cada serviço a ser realizado; e e. Exercício simulado anual de salvamento nos possíveis cenários de acidentes em espaços confinados O pessoal responsável pela execução das medidas de salvamento deve possuir aptidão física e mental compatível com a atividade a desempenhar A capacitação da equipe de salvamento deve contemplar todos os possíveis cenários de acidentes identificados na análise de risco. 6. RESPONSABILIDADES

7 PÁG. 7/11 Nº ETAPA RESPONSÁVEL Participar da emissão da PT, assinando no campo específico para a Segurança do Trabalho; Emitir Autorização para Entrada nos Espaços Confinados (Anexo II) após verificar que todos os prérequisitos necessários estão disponíveis no local e responsabilizar-se pelo tecnicamente pelo cumprimento desse procedimento; Manter arquivados as Autorizações Para Entrada Em Espaço Confinado e PT (Permissão de Trabalho) por cinco anos; Inspecionar em conjunto com o Vigia, Emitente e Executante do serviço, todos os EPIs e EPCs que serão utilizados no espaço confinado; Identificar com a inscrição espaço confinado em conjunto com a Gerência de Operação, todos os ambientes considerados como espaços confinados. Solicitar das contratadas cópia do Certificado de Capacitação para executar serviços em espaços conforme a NR-33, dos seus colaboradores, antes da realização do serviço; Controlar e monitorar a aferição dos instrumentos utilizados na medição da concentração de oxigênio e explosividade; Manter cadastro atualizado de todos os espaços confinados, inclusive dos desativados, e respectivos riscos, conforme os Anexos IV e V; Definir medidas para isolar, sinalizar, controlar ou eliminar os riscos do espaço confinado; Manter sinalização permanente junto à entrada do espaço confinado, conforme o Anexo III. Emitir crachá com identificação específica para os contratados e funcionários da Bahiagás. ÁREA DE SEGURANÇA DO TRABALHO GASUP A cada novo projeto evitar sempre que tecnicamente viável a criação de novo espaço confinado. Caso seja projetado um espaço confinado, especificar no projeto ASSUL/GEREN/GEVAR/GEOPE executivo a sinalização e identificação dentro das características de acordo com o Anexo III; 4 Emitir e assinar a PT no local onde será realizado o serviço; Emitente e Co-emitente de PT

8 PÁG. 8/ Verificar se todos os trabalhadores estão portando o crachá e se este está dentro do prazo de validade; Fiscalizar o ingresso em áreas confinadas, impedindo que pessoas não relacionadas na permissão de entrada em área confinada acessem a mesma; Descrever na PT todos os riscos relacionados à sua área, a atividade a ser executada e solicitar a adoção das medidas preventivas descrita na Caracterização do Espaço Confinado do Anexo IV; Recolher e encaminhar para a ÁREA DE SEGURANÇA DO TRABALHO a Autorização Para Entrada em Espaço Confinado e a PT, após o término do serviço; Assegurar que o acesso ao espaço confinado somente seja iniciado após o cumprimento de todas as etapas estabelecidas neste procedimento e as medidas preventivas descrita na Caracterização do Espaço Confinado do Anexo IV; Inspecionar juntamente com o Técnico de Segurança, Vigia e executante, todo o material que será utilizado no espaço confinado. Participar na Emissão da PT assinando no campo correspondente; Disponibilizar os recursos de segurança necessários antes do início das atividades; Instruir os executantes sobre os riscos levantados e suas medidas preventivas; Afixar de forma visível no local do serviço a PT e Autorizações Para Entrada Em Espaço Confinado; Caso a tarefa tenha que ser retomada após uma suspensão, solicitar ao emitente ou co-emitente que disponibilize recursos para a emissão de uma nova autorização para acesso em espaço confinado; Inspecionar juntamente com o Técnico de Segurança, Vigia e emitente da PT, todo o material que será utilizado no espaço confinado. Emitir a Autorização Para Entrada Em Espaço Confinado antes do início das atividades; Requisitante de PT Executar os testes, conferir os equipamentos e os procedimentos contidos na Autorização Para Entrada Em Espaço Confinado; Supervisor de Entrada

9 PÁG. 9/11 7 Assegurar que os serviços de emergência e salvamento estejam disponíveis e que os meios para acioná-los estejam operantes; Cancelar os procedimentos de entrada e trabalho quando necessário; e Encerrar a Autorização Para Entrada Em Espaço Confinado após o término dos serviços. Dedicar-se exclusivamente a atividade de Vigia durante todo o tempo de duração do serviço; não realizar outras tarefas que possam comprometer o dever principal que é o de monitorar e proteger os trabalhadores autorizados; Manter contato constante com os executantes e manter uma contagem precisa dos trabalhadores que ingressaram na área confinada e assegurar que todos saiam ao término da atividade; Paralisar imediatamente as atividades quando forem descumpridas as determinações da PT e/ou da Autorização Para Entrada Em Espaço Confinado; Permanecer fora da área confinada, junto à entrada, em contato permanente com os trabalhadores autorizados; Controlar o acesso ao espaço confinado, permitindo que apenas as pessoas listadas na autorização e munidas de todos os equipamentos de proteção solicitados, adentrem no espaço confinado; Reportar qualquer ingresso não autorizado ao responsável pela área e à segurança; Adotar os procedimentos de emergência, acionamento da equipe de salvamento, pública ou privada, quando necessário e prestar os primeiros socorros; Dedicar-se exclusivamente a atividade de Vigia durante todo o tempo de duração do serviço; não realizar outras tarefas que possam comprometer o dever principal que é o de monitorar e proteger os trabalhadores autorizados Manter contato constante com os executantes e manter uma contagem precisa dos trabalhadores que ingressaram na área confinada e assegurar que todos saiam ao término da atividade; Paralisar imediatamente as atividades quando forem descumpridas as determinações da PT e/ou da Autorização Para Entrada Em Espaço Confinado; Vigia

10 PÁG. 10/11 8 Permanecer fora da área confinada, junto à entrada, em contato permanente com os trabalhadores autorizados; Controlar o acesso ao espaço confinado, permitindo que apenas as pessoas listadas na autorização e munidas de todos os equipamentos de proteção solicitados, adentrem no espaço confinado; Reportar qualquer ingresso não autorizado ao responsável pela área e à segurança; Adotar os procedimentos de emergência, acionamento da equipe de salvamento, pública ou privada, quando necessário e prestar os primeiros socorros. Conduzir o trabalho como detalhado na Autorização Para Entrada Em Espaço Confinado e na PT, de acordo com o procedimento adequado ou instrução de trabalho e observando todas as precauções identificadas nas Permissões; Manter comunicação com o Vigia; Informar as leituras atmosféricas sempre que solicitado pelo Vigia ou sempre que perceber uma alteração significativa; Informar de imediato ao Vigia sempre que identificar alguma anormalidade na execução do serviço; Sair imediatamente do espaço confinado sempre que: a) Solicitado pelo Vigia; b) Quando sentir qualquer sintoma atípico a suas características psico-fisiológicas. 7. REFERÊNCIAS Cabe aos executantes 7.1. Normas Regulamentadoras da Portaria do Ministério do Trabalho e Emprego MTE NR-18; 7.2. NBR Espaço confinado Prevenção de acidentes, procedimentos e medidas de proteção: 7.3. Normas Regulamentadoras da Portaria do Ministério do Trabalho e Emprego MTE NR APROVAÇÃO

11 PÁG. 11/11 Elaborado por: Aprovado por: Samuel Santos Nogueira ÁREA DE SEGURANÇA DO TRABALHO/TPT 9. ANEXOS 9.1. ANEXO I - Perigos Potenciais; Jose Carlos Alves Gallindo Junior ÁREA DE SEGURANÇA DO TRABALHO/Gerente 9.2. ANEXO II - Autorização Para Entrada Em Espaço Confinado; 9.3. ANEXO III - Sinalização; 9.4. ANEXO IV - Caracterização do Espaço Confinado; 9.5. ANEXO V Relação de Espaços Confinados.

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