Programa de Desenvolvimento do Trabalho Portuário

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1 ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO DEPARTAMENTO DE ATIVIDADES SETORIAIS SETOR DE INDÚSTRIA MARÍTIMA Programa de Desenvolvimento do Trabalho Portuário Estratégia global de treinamento da OIT para o seu porto

2 SUMÁRIO 1. Histórico O (PDP) Objetivo A filosofia do PDP Módulos do Programa Guia do instrutor Transparências Folhas de exercícios Testes Desenvolvimento de materiais para o treinamento de instrutores Implementação do Programa Estrutura institucional Treinamento da equipe nacional Apoio do governo e da autoridade portuária Implementação do Programa em nível mundial Títulos dos módulos do Programa 11 Anotações 12 Contatos para Informações Adicionais 14

3

4 2. O PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO PORTUÁRIO (PDP) OBJETIVO O PDP baseia-se em materiais elaborados de modo centralizado, devidamente testados e validados, que se destinam ao treinamento de trabalhadores de terminais de contêineres. São apresentados e utilizados por um corpo de instrutores especializados que trabalham em uma estrutura organizacional cuidadosamente estabelecida que se estende do nível nacional ao nível portuário. O objetivo do desenvolvimento do PDP é capacitar governos e autoridades portuárias de países em desenvolvimento a estabelecer planos de treinamento eficientes e sistemáticos para trabalhadores portuários visando melhorar o desempenho na movimentação de carga, as condições e práticas de trabalho, a segurança e o bem-estar desses trabalhadores. Nesse contexto, define-se trabalhador portuário como o empregado de um porto ou terminal com nível de supervisor ou inferior, abrangendo capatazes, conferentes de carga, operadores de equipamentos, estivadores e outros técnicos operacionais de cargos similares, assim como funcionários administrativos ou do armazém. O PDP nasceu como um projeto piloto que incluía dois países na África Oriental Quênia e Tanzânia e se concentrava no treinamento de cargos de supervisão portuária em terminais de contêineres. O projeto piloto foi financiado pelo governo do Reino dos Países Baixos. Uma equipe independente realizou uma avaliação ao término do projeto. Os módulos do PDP, que somavam mais de 800 horas de treinamento, foram considerados de excelente qualidade, com grande benefício para portos em países desenvolvidos ou em desenvolvimento.

5 2.2 A FILOSOFIA DO PDP Os materiais de treinamento foram desenvolvidos como uma série abrangente de módulos (ou unidades) de ensino independentes mas inter-relacionados, planejados para o ensino presencial e altamente interativo de pequenos grupos de alunos em sala de aula (entre 8 e 12 por turma). As aulas são complementadas por exercícios práticos, tanto internos quanto externos, e por visitas organizadas às instalações portuárias, inclusive as operacionais. Não se pretende que esses módulos constituam um curso no sentido convencional, mas que os instrutores selecionem e combinem grupos de módulos individuais (e, possivelmente, partes de módulos) a fim de planejar o treinamento adequado tanto individual quanto de grupos de trabalhadores, dependendo do que seja necessário para os empregados ou para seus empregadores. O projeto piloto elaborou um total de 30 módulos de ensino. Uma listagem completa dos títulos desses módulos é apresentada ao final desta publicação. Planeja-se prosseguir com o desenvolvimento de módulos adicionais, de forma que uma crescente coleção de materiais fornecerá um recurso didático a partir do qual instrutores, em conjunto com gestores portuários, podem elaborar programas de treinamento adequados para todas as categorias de trabalhadores portuários. Dessa forma, os módulos abrangem uma grande variedade de assuntos, alguns destinados a todos ou à maioria dos trabalhadores portuários ou de terminais (como, por exemplo, introdução, descrições gerais de portos e terminais, módulos relativos à segurança de acesso e do trabalho), enquanto outros podem ter objetivos bem mais específicos (como os destinados a supervisores de terminais de carga de contêineres). Os módulos baseiam-se em boas práticas internacionais, o que é garantido não só pela colaboração de especialistas reconhecidos em cada assunto na elaboração dos materiais, como também pela orientação da abordagem do PDP pelos padrões e diretrizes da OIT quanto a saúde, segurança e bem- -estar de trabalhadores portuários. Durante todo o Programa, o objetivo não é fornecer uma série de listas com o passo-a-passo de como fazer, e sim apresentar explicações e descrições simples das razões para processos, procedimentos e práticas ou por que fazer. Com isso, objetiva-se gerar a motivação correta para adotar as boas práticas por meio da compreensão, beneficiando a eficiência organizacional e a segurança pessoal. Além de compor materiais de treinamento de alta qualidade, o conteúdo fornece uma vasta coletânea de informações sobre as operações em terminais de contêineres, fonte valiosa de material de referência para gerentes e supervisores de portos nos quais o Programa de Desenvolvimento do Trabalho Portuário tenha sido implementado. 4

6 3. MÓDULOS DO PROGRAMA O componente básico do sistema PDP é o módulo instrucional, que é apresentado em formato de fichário contendo o texto do instrutor, um conjunto de transparências para retroprojetor e um conjunto de matrizes para fotocópias folhas de exercícios para as aulas e testes para o final do módulo. Todos os módulos também estão em formato digital. O objetivo é que cada conjunto de materiais dos módulos seja o mais completo e autônomo possível, estando incluído no fichário praticamente tudo o que o instrutor venha a precisar. Contudo, sabe-se que os materiais frequentemente necessitarão de suplementação por várias razões; é impraticável incluir materiais práticos volumosos, como maquetes. Nesses casos, o módulo apresenta orientações e sugestões para que o instrutor obtenha ou elabore esses materiais. Também é positivo que os materiais, de elaboração centralizada e generalização inevitável (como os modelos de documentos), sejam apoiados por exemplos concretos obtidos no próprio porto ou terminal onde os treinandos trabalham e que as ilustrações sejam suplementadas por fotografias e/ou vídeos dos equivalentes locais. Isso valoriza consideravelmente a compreensão dos treinandos, pois, ao apresentar descrições genéricas, reforça-se a motivação e a compreensão a respeito da necessidade de adquirir novas habilidades e conhecimentos. 3.1 GUIA DO INSTRUTOR Cada texto tem duas partes distintas: uma introdução, com instruções gerais sobre as metas e os objetivos do módulo e sobre como o instrutor deve se preparar para dar início a ele; um plano de aula, que define passo a passo o fluxo da aula com todas as informações relevantes e sugestões completas de como apresentar os assuntos. A maior parte do texto se refere ao plano de aula, apresentado em uma série de sequências progressivas. Cada seção do plano é organizada como uma sucessão de tópicos chamados de "etapas da atividade", que consistem em alguma forma de atividade instrucional (quase sempre com a participação dos treinandos), além da informação técnica e da explicação relacionada àquela atividade. 5

7 3.2 TRANSPARÊNCIAS O fichário de cada módulo contém um conjunto de aproximadamente 50 transparências coloridas para retroprojetor organizadas em envelopes protetores transparentes (flip-frames). Os instrutores devem preparar transparências suplementares a fim de mostrar aos treinandos diferentes versões de documentos ou procedimentos locais. Os instrutores também podem precisar preparar suas próprias transparências (texto ou diagrama) para alguns módulos, seja para apresentar informações adicionais ou para traduzir a informação textual apresentada nas transparências fornecidas para o idioma ou dialeto falado por grupos específicos de treinandos. 3.3 FOLHAS DE EXERCÍCIOS Cada módulo também contém um conjunto de folhas de exercícios. Os exercícios contidos nos módulos são elementos importantes para a aprendizagem. São oportunidades para que os treinandos coloquem em prática o que aprenderam, descubram novas ideias e pratiquem o trabalho cooperativo com seus colegas. Os exercícios incluem diferentes tipos de atividades, de cálculos e solução de problemas a representações (role-play), simulações, investigações e confecção de relatórios; da prática no manuseio de máquinas e equipamentos a discussões em grupo sobre princípios e procedimentos. 3.4 TESTES O teste é uma parte integrante do processo de aprendizagem (através da análise pós-teste, por exemplo) e um meio de avaliar a eficácia da apresentação do conteúdo da unidade. O atingimento de cada objetivo comportamental é verificado por meio de um conjunto de perguntas dicotômicas (do tipo sim/não) ou de múltipla escolha constantes de uma folha de teste para cada unidade. 6

8 3.5 DESENVOLVIMENTO DE MATERIAIS PARA O TREINAMENTO DE INSTRUTORES Materiais instrucionais e notas de orientação para uso dos instrutores foram elaborados em paralelo com as unidades de aprendizagem. Foi desenvolvido um manual para os instrutores com explicações sobre a natureza, a forma e a estrutura dos materiais do Programa, além de sugestões sobre como planejar, programar, apresentar, analisar e avaliar as aulas. Uma parte muito importante desse manual é a seção com dicas de como os instrutores podem organizar os módulos em um plano de instrução para um treinando específico. A seleção dos módulos deve se basear firmemente nas descrições de funções e no histórico profissional, assim como nas habilidades individuais. Os instrutores devem usar o manual não apenas como texto preparatório e explicativo, mas também como material de consulta ao qual devem recorrer constantemente como fonte de sugestões e assistência. Apesar da natureza abrangente dos módulos de aprendizagem, é impossível esperar que os instrutores portuários possam apresentar os materiais sem que eles mesmos sejam treinados. Como parte do projeto piloto do PDP, um conjunto de materiais foi desenvolvido especificamente para o treinamento de instrutores. No início, eles serão utilizados para treinar aqueles que farão uso dos materiais do PDP, especialmente os que vão gerenciar a introdução do PDP em um porto ou país. Os materiais do PDP também foram utilizados para confeccionar um manual de operações modelo e um manual de segurança modelo, que também estão disponíveis juntamente com os materiais instrucionais do PDP. 7

9 4. IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA 4.1 ESTRUTURA INSTITUCIONAL Desde os estágios iniciais de formulação do Programa, a OIT reconheceu que a eficiência e o uso em longo prazo dos materiais preparados e distribuídos dependem, em grande parte, da sua aplicação em uma estrutura institucional sólida de apoio. Com esse objetivo, o PDP foi concebido para consistir em uma crescente coleção de materiais para uso local e uma estrutura organizacional padronizada para fornecer assistência, treinamento e incentivo aos instrutores baseados em portos, terminais ou centros de treinamento. Os instrutores constituem o alicerce do sistema PDP, sendo os principais responsáveis por ministrar as aulas com base em um cronograma regular. Além disso, os instrutores vão trabalhar em estreita colaboração com o chefe de departamento ou o diretor do centro de treinamento, com os gerentes do porto ou terminal e com os encarregados de pessoal a fim de selecionar sequências de módulos adequadas a grupos específicos de treinandos. Quando os treinandos forem distribuídos em grupos e a demanda pelo treinamento for determinada, os instrutores devem estabelecer a programação e o cronograma das aulas do PDP em conjunto com o chefe ou diretor do departamento. A chave para uma sessão de treinamento bem sucedida, eficiente e valorizada é a colaboração entre o centro de treinamento e a gerência portuária na seleção de treinandos e cursos. 8

10 Os instrutores têm a responsabilidade de coletar e apresentar materiais adicionais de interesse e relevância locais e, quando for o caso, de traduzir esses materiais para os idiomas e dialetos locais, com a assistência do instrutor-chefe, se necessário. Os instrutores também são responsáveis por organizar e promover treinamento prático, visitas às áreas operacionais e participação em aulas com especialistas locais, que podem ser gerentes, supervisores e capatazes portuários, equipes de segurança portuária, bombeiros, equipes de estação de carga de contêineres, etc. Essa seria uma estrutura típica do PDP, conforme a concepção da OIT. Se os módulos do Programa forem apresentados e utilizados fora desse contexto, como por exemplo em centros que não participem de um sistema nacional do PDP, recomenda-se com veemência que uma abordagem por equipes seja adotada de forma a compartilhar responsabilidades e proporcionar apoio, assistência e incentivo mútuos durante a organização, a preparação e a execução das sessões instrucionais. 4.2 TREINAMENTO DA EQUIPE NACIONAL Os instrutores devem ser treinados localmente. Em cada país onde o material do PDP é introduzido, a OIT recomenda que sejam nomeados um coordenador nacional e instrutores-chefes para receberem o adequado treinamento organizacional, técnico e pedagógico. Esse treinamento deve abranger os objetivos, a estrutura e o conteúdo do PDP, assim como as habilidades organizacionais, comunicativas e instrucionais necessárias aos coordenadores nacionais e aos instrutores-chefes para o treinamento dos instrutores locais. Imediatamente após o seu treinamento, coordenadores nacionais e instrutores-chefes devem planejar e preparar cursos de treinamento para os instrutores locais. Instrutores em potencial devem ser selecionados em meio a gerentes e supervisores intermediários, particularmente oriundos das operações de movimentação de carga nos portos, mas também das equipes de treinamento portuário existentes, e deve ser ministrado aos instrutores em treinamento um curso de duas semanas de duração APOIO DO GOVERNO E DA AUTORIDADE PORTUÁRIA Um dos maiores obstáculos para o estabelecimento de programas sólidos de treinamento e desenvolvimento de mão de obra em países em desenvolvimento é que alguns governos conferem pouca prioridade e destinam recursos escassos para essa finalidade. Pode-se observar semelhante falta de apoio prático por parte de alguns diretores, que operam instalações inadequadas e orçamentos insuficientes. O resultado é que muitos empregados podem não dar muita importância ao treinamento, abrindo espaço para que se desenvolvam práticas perigosas, ineficientes e ultrapassadas.

11 Para o sucesso do PDP é essencial que o desenvolvimento dos recursos humanos seja reconhecido pela direção como uma responsabilidade de vital importância e que o treinamento dos trabalhadores portuários receba prioridade em um evidente padrão de desenvolvimento e crescimento profissional. A falta de interesse pelo treinamento dos trabalhadores portuários é frequentemente agravada pela estrutura organizacional e institucional, na qual os trabalhadores de um porto desempenham tarefas basicamente semelhantes e estão organizados ou empregados por órgãos distintos, incluindo autoridades portuárias, empresas públicas ou privadas e sindicatos. Com a inevitável falta de cooperação entre essas instâncias, há um grande risco de que nenhuma delas aceite a responsabilidade pelo treinamento. O treinamento deveria ser reconhecido como uma operação portuária vital, e deveriam ser buscadas garantias para que todos os empregados recebessem o treinamento adequado. Uma parte integrante do Programa é a campanha para promover o treinamento de trabalhadores portuários e enfatizar os benefícios de se alocar mais recursos para o desenvolvimento da mão de obra. Na fase de implementação do PDP, a DPC presta orientação suplementar sobre os programas de treinamento de portuários e dá recomendações quanto a tipo e dimensão do treinamento, instalações, equipamentos e outros recursos necessários. Na primeira fase de implementação, é importante estabelecer o ambiente e as condições para o treinamento dos trabalhadores portuários. O objetivo primordial é explicar o método do PDP, como ele se enquadra na política de assistência técnica da OIT e como contribui para a maior eficiência do porto, as condições de trabalho e o treinamento e o crescimento profissional dos trabalhadores portuários. 4.4 IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA EM NÍVEL MUNDIAL Os materiais instrucionais do PDP estão disponíveis, mediante acordos de licenciamento, para países, portos e instituições de treinamento portuário com capacidade para efetivamente usar os materiais ou com interesse em desenvolver tal capacidade. A DPC também pode prestar assistência técnica aos interessados em desenvolver a estrutura necessária para o uso efetivo do PDP. Os materiais de treinamento são usados por portos e organizações correlatas na Europa, na África, na América Latina e na Ásia. 10

12 5. TÍTULOS DOS MÓDULOS DOS PROGRAMAS C.1.1 C.1.2 C.1.3 C.1.4 C.1.5 C.1.6 C.2.1 C.2.2 C.2.3 C.2.4 C.3.1 C.3.2 C.3.3 C.3.4 C.3.5 C.4.1 C.4.2 C.6.1 C.6.2 C.6.3 P.3.1 S.1.1 S.1.2 S.1.3 S.1.4 S.2.1 S.2.2 S.2.3 S.2.4 S.2.5 Operações do Terminal de Contêiner Operações de Carga e Descarga de Navio de Contêiner Operação de Transferência do Cais no Terminal de Contêiner Operação no Pátio de Contêiner Operação de Recepção / Entrega no Terminal de Contêiner Operações da Estação de Estufagem / Desestufagem de Contêineres Construção do Navio Porta-Contêiner Planos de Carga de Navio Porta-Contêiner Sistema de Amarração de Contêiner Programa de Trabalho do Terminal de Contêiner Construção do Contêiner Numeração e Marcação de Contêiner Inspeção de Contêiner Estufagem de Mercadorias em Contêineres: (Planejamento) Estufagem de Mercadorias em Contêineres: (Execução) Trabalho com Segurança em Terminais de Contêiner Trabalho Seguro a Bordo de Navios Porta-Contêiner O Terminal de Contêiner e o Comércio Internacional Medindo o Desempenho do Terminal de Contêiner Análise e Revisão do Desempenho do Terminal de Contêiner Manuseando Cargas Perigosas nos Portos O Supervisor do Porto: Status Organizacional Supervisor do Porto: Tarefas e Deveres Supervisor do Porto: Habilidades de Supervisão Supervisor do Porto: Atributos Pessoais Supervisão de Descarga e Carga do Navio Porta-Contêiner Supervisão da Operação de Transferência no Cais do Terminal de Contêiner Supervisão das Operações no Pátio do Contêiner Supervisão da Operação de Recepção / Entrega no Terminal de Contêiner Supervisão das Estações de Estufar / Desestufar Contêineres 11

13 ANOTAÇÕES 12

14 13

15 CONTATOS PARA INFORMAÇÕES ADICIONAIS DIRETORIA DE PORTOS E COSTAS Superintendência do Ensino Profissional Marítimo Departamento de Ensino de Portuários Endereço: Rua Teófilo Otoni, 4 Centro Rio de Janeiro RJ CEP: Telefones: (21) / Site: (Programa disponível também no site) 14

16 DIRETORIA DE PORTOS E COSTAS Rua Teófilo Otoni, 4 Centro Rio de Janeiro RJ CEP: Tel.: (21) /

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