Acessibilidade na Web: Simplificando o suporte de websites à navegação guiada por áudio. Romulo Britta

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1 Universidade Estadual de Maringá Centro de Tecnologia - Departamento de Informática Especialização em Desenvolvimento de Sistemas para Web Acessibilidade na Web: Simplificando o suporte de websites à navegação guiada por áudio Romulo Britta Prof. Dra. Heloise Manica Paris Teixeira Orientadora Maringá, 2013

2 Universidade Estadual de Maringá Centro de Tecnologia - Departamento de Informática Especialização em Desenvolvimento de Sistemas para Web Romulo Britta Acessibilidade na Web: Simplificando o suporte de websites à navegação guiada por áudio Trabalho submetido à Universidade Estadual de Maringá como requisito para obtenção do título de Especialista em Desenvolvimento de Sistemas para Web. Orientadora: Prof. Dra. Heloise Manica Paris Teixeira Maringá, 2013

3 Universidade Estadual de Maringá Centro de Tecnologia - Departamento de Informática Especialização em Desenvolvimento de Sistemas para Web Romulo Britta Acessibilidade na Web: Simplificando o suporte de websites à navegação guiada por áudio Maringá, 18 de Março de Prof. Dr. Dante Alves de Medeiros Ass.: Prof. Me. Munif Gebara Junior Ass.: Prof. Dra. Heloise M. P. Teixeira (Orientadora) Ass.:

4 RESUMO A área de acessibilidade digital inclui o desenvolvimento de softwares para utilização de computadores e periféricos por portadores de algum tipo de deficiência. Para auxiliar o acesso à web, alguns desses softwares podem ser especialmente configurados. Todavia, projetos de websites muitas vezes são concebidos fora dos padrões de qualidade e segurança, ignorando também recursos de acessibilidade. Funcionalidades avançadas para deficientes visuais demandam tempo e custo de desenvolvimento que poucos projetos comportam. Assim, estes elementos acabam ficando em segundo plano ou mesmo desconsiderados. O presente trabalho teve como objetivo estudar e desenvolver um protótipo para simplificar e aperfeiçoar a navegação guiada por áudio. A ferramenta proposta poderá ser facilmente incorporada aos websites durante seu desenvolvimento e, desta forma, os usuários deficientes visuais poderão acessá-los sem a necessidade de softwares especiais instalados em seus computadores. Uma avaliação preliminar mostra que o protótipo desenvolvido tem potencial para tornar-se uma ferramenta relevante no sentido de contribuir com a inclusão digital de deficientes visuais. Palavras-chave: Acessibilidade, deficientes visuais, framework.

5 ABSTRACT The area of digital accessibility includes the development of softwares for various purposes in using computers and peripherals, for people with a disability. To assist web access, some of these softwares can be specially configured. However, website projects are mostly designed and implemented without any standard of quality and safety, also ignoring accessibility features. Advanced features for visually impaired users demand time and cost of development that a few projects can afford, which causes these elements be in the background, or even not considered. The present work intended to study and develop a tool that can simplify and enhance the audio-guided navigation. The proposed tool will be able to be easily incorporated to websites in their development and, by this way, the visually impaired users will access and understand the website without any kind of special software installed on their computers. A preliminary evaluation shows that the developed prototype has the potential to become an important tool in helping with the digital inclusion of the visually impaired. Keywords: accessibility, visually Impaired, framework.

6 6 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO Objetivos Procedimentos Metodológicos Organização do Trabalho REVISÃO DE LITERATURA Acessibilidade na web e inclusão digital Acessibilidade e deficiência visual Deficientes visuais: dificuldades na web Trabalhos Correlatos LentePro e Magic Dosvox Virtual Vision Jaws DETACHED VISION Tecnologias Adotadas DTD - Definição de Tipo de Documento Frameworks e Serviços Módulos Módulo Servidor (PHP) Módulo Cliente (Javascript) CONCLUSÃO Trabalhos Futuros REFERÊNCIAS... 37

7 7 1 INTRODUÇÃO A revolução tecnológica tem transformado o meio digital em um grande universo em que, paralelamente à sociedade convencional, status, interação social, relações de trabalho e vínculos afetivos vão sendo desenvolvidos, o que torna a Internet condição sine qua non para o desenvolvimento dos indivíduos. As novas tecnologias da comunicação e da informação começam a potencializar a construção de uma sociedade que, ao empunhar a bandeira da inclusão social, aproxima-se (ainda que esteja bem ao longe) da utopia possível de inserção para todos os seus atores sociais. Ante os desafios das novas possibilidades que se abrem com a incorporação das novas ferramentas digitais, acreditando que as mudanças ocasionadas pelos recursos computacionais não podem ser apagadas da história e, principalmente, conscientes de que cada nova tecnologia criada pelo homem traz em si um elevado poder de inclusão ou exclusão, é necessário discutir a revolução conceitual necessária para potencializar as novas tecnologias da informação e da comunicação como elementos co-estruturantes à superação da exclusão ao engendrar um movimento de inovação rumo à construção de uma sociedade verdadeiramente inclusiva. Enquanto o progresso das próteses físicas e cognitivas, uma tecnologia de base digital que transformará nossas capacidades físicas e intelectuais, não se torne uma realidade, apontamos para a pertinência de pesquisas internacionais que começam a desencadear um processo global de discussão sobre a acessibilidade, falando especificamente do mundo digital. Neste âmbito, a acessibilidade pode ser abordada sob diferentes perspectivas. Entre elas, pode-se citar a acessibilidade ao computador, com softwares de acesso que incluem diferenciados tipos de ajudas técnicas podendo ser especialmente programadas para o acesso à web; ou à acessibilidade aos navegadores mais utilizados na atualidade, como o Mozilla Firefox ou o Google Chrome. Existem também navegadores específicos que oferecem facilidade de acesso a diferentes usuários, como o Lynx (2012), que é um navegador web exclusivamente textual para sistemas baseados em console ou com poucos recursos gráficos. Contudo, a acessibilidade não se limita apenas a ferramentas, também se faz presente no planejamento de páginas web em variados aspectos, onde a escolha das ferramentas de construção influencia diretamente nos recursos de suporte a diferentes tipos de usuários. Funcionalidades avançadas para deficientes visuais hoje consideradas acessórios visto que são raramente encontradas em websites demandam tempo e custo de desenvolvimento que poucos projetos comportam, o que faz com que estes elementos fiquem

8 8 em segundo plano ou até mesmo nem sejam considerados. Em razão dessas dificuldades, diversas ferramentas de acessibilidade surgiram nos últimos anos, sendo, em sua grande maioria, navegadores com a capacidade de transformar o conteúdo visual em auditivo, mas sem o poder de discernir os melhores fluxos para navegação e determinados conteúdos entre as páginas de um domínio qualquer. A maior parte dos trabalhos realizados, em relação ao desenvolvimento de pesquisas e elaboração de softwares para acesso à Internet são feitos em outros países com contextos diferentes dos nossos, principalmente no que se refere ao idioma, perfil do usuário e recursos financeiros necessários para sua implementação. Estes fatores, na maioria dos casos, tornam inadequado o aproveitamento dos sistemas desenvolvidos no exterior (MATOS, 2009). Neste sentido, o presente trabalho objetivou estudar e desenvolver um protótipo capaz de simplificar e aperfeiçoar a navegação guiada por áudio, sem que o usuário necessite navegadores ou softwares especiais instalados em seu computador. Procurou-se também considerar a facilidade da ferramenta em ser incorporada a websites por seus desenvolvedores. 1.1 Objetivos GERAL Este projeto tem como objetivo geral a proposta de uma ferramenta que auxilie os desenvolvedores de web sites a incluirem em seus projetos recursos de acessibilidade para deficientes visuais. ESPECÍFICOS Facilitar a integração de recursos de acessibilidade para deficientes visuais em websites desenvolvidos em HTML, Javascript e PHP. Permitir a utilização da ferramenta em projetos concluídos ou em andamento. Promover uma navegação guiada para deficientes visuais por meio da transformação do conteúdo visual em áudio.

9 9 1.2 Procedimentos Metodológicos Por meio de pesquisa bibliográfica, foram identificados os principais trabalhos que proveem funcionalidades à navegação guiada por áudio em websites. Nesta etapa foram identificados pontos importantes das ferramentas propostas na literatura, que contribuíram para a definição dos requisitos da ferramenta proposta neste trabalho. Para implementação da ferramenta foram utilizadas as linguagens Javascript no cliente e PHP no servidor. Foram relacionadas e adotadas boas práticas de desenvolvimento, que proporcionam, por exemplo, o baixo acoplamento entre camadas, podendo integrar uma nova implementação de servidor sem qualquer alteração no módulo cliente. Da mesma forma, é possível trocar o serviço de sintetização de voz sem custos para o projeto. Por fim, foram realizados testes em um website desenvolvido para demonstrar a utilização da ferramenta proposta. 1.3 Organização do Trabalho Este trabalho está organizado como segue. A seção 2 apresenta uma revisão da literatura e aborda conceitos, dados e softwares relacionados ao tema da pesquisa. A seção 3 apresenta o desenvolvimento da ferramenta proposta, incluindo suas definições e comportamento. Por fim, a seção 4 apresenta as considerações finais.

10 10 2 REVISÃO DE LITERATURA 2.1 Acessibilidade na web e inclusão digital Podemos definir inclusão, segundo Sposati (2006), como o processo estabelecido dentro de uma sociedade mais ampla que busca satisfazer necessidades relacionadas com qualidade de vida, desenvolvimento humano, autonomia de renda e equidade de oportunidades e direitos para os indivíduos e grupos sociais que em alguma etapa da sua vida encontram-se em situação de desvantagem com relação a outros membros da sociedade. Da mesma forma que inclusão social, o termo inclusão digital é empregado em diferentes contextos, sendo raro que alguém defina o conceito em sua positividade. Por outras palavras, fala-se de exclusão digital em termos da falta de recursos computacionais e de rede e da debilidade de acesso e de produção de informação em função disso. Falando especificamente da Internet, as ideias e preocupações de inclusão, bem como as de acessibilidade, devem objetivar não apenas com uma boa interface e uma navegação intuitiva, mas também prover os meios para que indivíduos portadores de algum tipo de necessidade especial (visual, auditiva, cognitiva, neurológica e física) possam usufruir os recursos da maneira mais natural possível. A partir da evolução computacional da web e da preocupação em torná-la mais acessível, surge o termo acessibilidade digital, que representa o processo de disponibilização de conteúdos da web para o maior grupo de pessoas possível, incluindo os portadores de necessidades especiais, em termos de interface entre o conteúdo e o usuário (ABRA, 2012). A acessibilidade digital é, portanto a democratização do acesso à informação e da interação dos usuários que possuam algum tipo de necessidade especial no que se refere aos mecanismos de navegação e de apresentação dos sites, à operação com software e com hardware e às adaptações aos ambientes e situações. A acessibilidade passa a ser entendida como sinônimo de aproximação, um meio de disponibilizar a cada usuário interfaces que respeitem suas necessidades e preferências (ABRA, 2012). No que diz respeito à acessibilidade de sistemas de informação computadorizados, como páginas na Web, existem quatro situações basilares com que podem se deparar usuários com necessidades especiais: 1. Dificuldades na utilização do mouse: pessoas com deficiências visuais e pessoas com amputações ou dificuldades de movimentos sentem várias dificuldades na utilização do mouse, portanto deve-se viabilizar um acesso ao computador sem mouse.

11 11 2. Dificuldades na utilização do teclado: pessoas com amputações ou restrições de movimentos têm dificuldades para usar um teclado tradicional. Nesses casos, deve-se viabilizar um acesso ao computador sem teclado, ou seja, a interação deve poder ser feita através de um periférico especial ou pelo reconhecimento da voz. 3. Dificuldades na visualização do monitor: como a informação processada por um computador é exibida em um monitor de vídeo, os cegos ou pessoas com dificuldades visuais graves precisam recorrer a outro dispositivo para obter a informação da tela. Deve então ser fornecido um programa leitor de tela, isto é, um software capaz de captar a informação do vídeo e enviá-la para um sintetizador de voz ou para um terminal Braille. 4. Dificuldades na obtenção de sons de dispositivos de áudio: pessoas com problemas de audição possuem dificuldade em acessar informações disponíveis somente através de dispositivos de áudio. Deve-se emitir a informação também de outra forma (BRASIL, 2007). Outra questão com a qual a acessibilidade tem de lidar é o preconceito existente em relação à utilização por parte de indivíduos portadores de necessidades especiais de sites e ferramentas web. Esse preconceito tem mais a ver com a ignorância dos desenvolvedores de sites e aplicações web, em não enxergar a utilidade das suas aplicações para estes indivíduos. Os desenvolvedores parecem desconhecer o verdadeiro objetivo da acessibilidade, que é o de garantir, a cada cidadão, a plenitude dos benefícios que a Internet pode oferecer (NUNES, 2002). Tendo como base estes pressupostos, pode-se concluir que acessibilidade é o processo estabelecido dentro de uma sociedade mais ampla que busca satisfazer necessidades relacionadas com qualidade de vida, desenvolvimento humano, autonomia de renda e equidade de oportunidades e direitos para os indivíduos e grupos sociais que em alguma etapa da sua vida encontram-se em situação de desvantagem em relação a outros membros da sociedade. É, em suma, o direito de acesso ao mundo digital para o desenvolvimento intelectual (educação, geração de conhecimento, participação e criação) e para o desenvolvimento de capacidade técnica e operacional (SCHLÜNZEN, 2005). No Brasil, no dia 2 de dezembro de 2004, foi assinado o Decreto-lei 5296 regulamentando as Leis n s , de 8 de novembro de 2000 (prioriza o atendimento a pessoas com necessidades especiais) e , de 19 de dezembro de 2000 (estabelece normas e critérios para garantir a acessibilidade). Esse decreto estabeleceu um prazo de doze meses para que todos os portais e sites eletrônicos da administração pública passem por um processo de acessibilização de modo a viabilizar o acesso das pessoas portadoras de deficiência visual, garantindo-lhes o pleno acesso às informações. Portais e sites eletrônicos de interesse público

12 12 que recebem algum financiamento do governo também devem assegurar a acessibilidade. Foi criado também um Comitê, CB-40 da ABNT, com a finalidade de se dedicar à normalização da acessibilidade, atendendo aos preceitos de desenho universal e definindo normas de acessibilidade em todos os níveis, desde o espaço físico até o virtual (BRASIL, 2007). Foi criado ainda um Comitê da ABNT incumbido de comparar as normas de acessibilidade de vários países e analisar as diretrizes propostas pelo W3C (comitê internacional que regula os assuntos ligados à Internet). Como resultado, foi desenvolvido um Modelo de Acessibilidade Brasileiro (emag) para fazer com que a acessibilização dos sites ocorra de forma padronizada e fácil. Com a normalização da acessibilidade, muitas organizações terão que adaptar suas instalações, serviços e sistemas de informações a fim de obter a certificação de acessibilidade. Assim, surge um novo desafio: administrar e projetar sites em conformidade com as diretrizes para a acessibilidade e, ao mesmo tempo, orientados à usabilidade e atraentes. 2.2 Acessibilidade e deficiência visual O termo "deficiência visual" pode ser referido como uma situação irreversível de diminuição da resposta visual, em virtude de causas congênitas ou hereditárias, mesmo após tratamento clínico e/ou cirúrgico e uso de óculos convencionais. A diminuição da resposta visual pode ser leve, moderada, severa ou profunda (que compõem o grupo de visão subnormal) e ausência total de resposta visual (cegueira). Conforme VANDERHEIDEN (1992), a deficiência visual abrange as pessoas que possuem desde visão fraca (ou baixa visão), passando por aquelas que conseguem distinguir luzes, mas não formas, até aquelas que não conseguem distinguir sequer a luz. Para fins de discussão ou didáticos, essas pessoas são divididas em dois grupos: visão subnormal e cegueira. De maneira genérica, podemos considerar que em países em desenvolvimento, como o nosso, as principais causas de deficiência visual são: infecciosas, nutricionais, traumáticas e causadas por doenças como a catarata. Em países desenvolvidos, destacam-se as causas genéticas e degenerativas. De acordo com CHAPMAN & STONE (2012), as causas mais freqüentes de problemas de visão são: catarata congênita, nistagmus, retinopatia, glaucoma congênito, atrofia ótica, miopia, estrabismo, aniridia, degenerações retinianas, alterações visuais corticais e outras doenças, como diabetes, descolamento da retina e traumas oculares.

13 13 Embora a visão seja o canal mais importante no relacionamento do indivíduo com o mundo exterior, responsável pela captura e identificação de imagens, sabe-se que nem todas as pessoas podem fazer uso deste órgão do sentido, seja por impedimento parcial ou total. No Censo 2010, o total de pessoas que declararam possuir pelo menos uma deficiência severa no país foi de , representando 6,7% da população total (IBGE, 2010). GIL (2000) nos relata que, segundo a OMS, cerca de 1% da população mundial apresenta algum grau de deficiência visual. Mais de 90% encontram-se nos países em desenvolvimento. Estima-se que em países como o Brasil, cerca de 1 a 1,5% da população apresenta essa deficiência. O IBGE investigou, no questionário da amostra, as deficiências visual, auditiva, motora e mental. Para as três primeiras, foram verificados ainda os graus de severidade: alguma dificuldade, grande dificuldade e não consegue de modo algum. As pessoas agrupadas na categoria deficiência severa são as que declararam, para um tipo ou mais de deficiência, as opções grande dificuldade ou não consegue de modo algum, além daquelas que declararam possuir deficiência mental. A deficiência visual severa foi a que mais incidiu sobre a população: em 2010, 3,5% das pessoas declararam possuir grande dificuldade ou nenhuma capacidade de enxergar (IBGE, 2010). O grande número de pessoas com necessidades especiais serve de alerta para a importância da utilização das boas práticas de usabilidade e principalmente de acessibilidade no desenvolvimento de aplicações e ferramentas web Vários produtos estão sendo pesquisados e desenvolvidos, visando reduzir as dificuldades que os indivíduos portadores de necessidades especiais enfrentam ao utilizarem a Internet, graças a grupos de pessoas que se preocupam com as questões de acessibilidade e usabilidade na web, surgindo daí a necessidade de se criar padrões para tais ferramentas (ABRA, 2012). No que tange a deficiência visual, a importância da Internet é tão grande quanto inquestionável. Desde que o código Braille fora inventado em 1829, seguramente nada teve tanto impacto nos programas de educação, reabilitação e emprego quanto o recente desenvolvimento da informática para os cegos. É fato que um indivíduo com deficiências visuais pode ter algumas limitações, as quais poderão ser grandes obstáculos ao seu aproveitamento produtivo na sociedade. Entretanto, grande parte destas limitações pode ser eliminada através de duas ações: uma educação adaptada a realidade destes sujeitos e o uso da tecnologia para diminuir as barreiras (BORGES, 1996).

14 Deficientes visuais: dificuldades na web A Internet pode ajudar portadores de deficiência física a superar problemas de mobilidade, limitações físicas ou discriminação social. Em outro contexto, todas as tecnologias têm influência sobre a estruturação das relações humanas; seu propósito real seria, então, reestruturar as comunicações e as relações entre os indivíduos. Não somente isso, a Internet é fator essencial na promoção do desenvolvimento sócio-cognitivo de deficientes visuais e, por isso, constitui-se em uma prática de inclusão digital. Se o uso do computador no ensino é capaz de favorecer o processo educacional, no caso de um deficiente visual, este é um recurso que favorece a sua vida, já que se trata de um meio de comunicação, de produção, de construção, de diagnóstico, entre outros (SCHLÜNZEN, 2005). Apesar de muitas pessoas não perceberem, um computador e seu sistema operacional em suas configurações comuns de fábrica não é adequado para o uso de qualquer usuário. Os indivíduos com necessidades especiais precisam encontrar formas de compensar suas dificuldades através de programas e acessórios. Se não bastasse a dificuldade imposta por suas necessidades, estes indivíduos enfrentam ainda desvantagens econômicas e técnicas na compra de tais programas e acessórios devido ao alto custo e à sua restrita funcionalidade. Porém, estas dificuldades podem e devem ser superadas por estes indivíduos, já que terão acesso a um imenso conjunto de fontes de formação e informação, podendo estabelecer contatos e trocar informações com outras pessoas (ABRA, 2012). O Grupo GUIA, aponta algumas dificuldades enfrentadas pelos usuários com deficiências visuais: Usuários cegos: obter informações apresentadas visualmente; interagir usando dispositivo diferente do teclado; navegar através de conceitos espaciais; distinguir entre outros sons e a voz produzida pelo sintetizador. Usuários amblíopes ou daltônicos: distinguir cromáticas de contraste ou de profundidade; utilizar informações dependentes das dimensões; distinguir tipos diferentes de letras; localizar e/ou seguir ponteiros, cursores, pontos ativos e locais de recepção de objetos, bem como, manipular diferentes objetos gráficos (GUIA, 2012).

15 15 Ademais, os portadores de necessidades especiais esbarram, também, em questões técnicas. Para viabilizar o uso da Internet pelos deficientes visuais, poucas iniciativas concretas estão sendo realizadas no país. Consequentemente, sem uma tecnologia de acesso adequada, os deficientes visuais podem ficar gravemente limitados quanto à quantidade e a qualidade das informações que podem acessar, o que inibe, ou até mesmo impossibilita que eles utilizem plenamente as potencialidades deste meio de comunicação. 2.3 Trabalhos Correlatos Para que deficientes visuais possam utilizar os computadores da forma que foram concebidos, eles necessitam valer-se de programas que atuam como Tecnologias Assistivas (NOWILL, 2001). Estes softwares utilizam basicamente ampliadores de tela para aqueles que possuem perda parcial da visão, recursos de áudio e sintetização de voz, teclado e impressora em Braille para os sujeitos cegos. Tais programas podem ser classificados quanto ao nível de suporte proporcionado aos usuários que geralmente possuem desde uma leve deficiência, ou baixa capacidade, até ausência total de visão. No Brasil, destacam-se as ferramentas: Dosvox, Jaws, LentePro, Magic e Virtual Vision LentePro e Magic No grupo das ferramentas mais utilizadas por pessoas com baixo grau de visão, LentePro (2012) e Magic (2012) são softwares que se assemelham a lupas, permitindo um alto grau de ampliação das imagens visíveis na região do cursor, tornando possível a percepção de detalhes por aqueles com grau muito baixo de acuidade visual. Enquanto o gratuito LentePro, criado pelo Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na versão 1.4 permite um aumento na imagem de até 9 vezes, a ferramenta paga Magic, desenvolvida pela Freedom Scientific (EUA), garante uma ampliação de até 36 vezes em sua versão 12, podendo incluir recursos para alteração de cores e contrastes, rastreamento do cursor, localização do foco do documento e personalização da área da tela antes ou após a ampliação. Este último aplicativo também pode fazer a leitura da tela através de voz sintetizada, na língua inglesa (HOGETOP e SANTAROSA, 2002). Ambos os programas estão disponíveis para ambiente Windows.

16 Dosvox O Dosvox (OLIVEIRA, 1996), por sua vez, é um sistema operacional complementar ao DOS do Windows, que se comunica com o usuário através de um hardware de bolso capaz de sintetizar a voz, viabilizando, desse modo, o uso de computadores por deficientes visuais. O sistema, criado a partir do trabalho de um aluno com deficiência visual, vem sendo desenvolvido desde 1993 pelo NCE - Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) sob a coordenação do professor José Antônio dos Santos Borges. Uma das importantes características desse sistema é que ele foi desenvolvido com tecnologia totalmente nacional, sendo o primeiro sistema comercial a sintetizar vocalmente textos genéricos na língua portuguesa brasileira. Tanto o software quanto o hardware são projetos originais, de baixa complexidade, adequados à realidade deste país. Esta ferramenta comporta uma série de programas complementares, como impressor / formatador de Braille, caderno de telefones, agenda de compromissos, calculadora, preenchedor de cheques, cronômetro, jogos, ampliador de telas, programas para educação de crianças deficientes visuais, etc. Porém, dentre suas limitações, podemos destacar o acesso à Internet, que apresenta algumas restrições pelo fato de a maioria das páginas apresentarem figuras, gráficos e frames, o que torna difícil para o deficiente visual compreender o que está sendo exibido na tela Virtual Vision A primeira versão desta ferramenta desenvolvida pela MicroPower, empresa de Ribeirão Preto SP, foi lançada em janeiro de Atualmente o software pode ser utilizado nos ambientes mais modernos de Windows 64 bits e seus aplicativos, sendo basicamente uma aplicação da tecnologia de síntese de voz, um "leitor de telas", capaz de informar aos usuários quais os controles (botão, lista, menu, etc.) estão ativos em determinado momento. Pode ser utilizado inclusive para navegar na Internet. Atualmente em sua versão 7, o Virtual Vision (2012) destaca-se pela infinidade de recursos, como a pronúncia de palavra digitadas, letra por letra, palavra por palavra, linha por linha, parágrafo por parágrafo ou todo o texto. O próprio usuário pode determinar suas preferências sobre o programa, como ativar o programa de rastreamento do mouse que digitaliza o que está embaixo do cursor em movimento. Apesar de depender do Sistema Operacional Windows, esta ferramenta não requer nenhum outro

17 17 equipamento adicional, dispensando sintetizador externo (CONFORTO e SANTAROSA, 2002) Jaws Desenvolvido pela empresa norte-americana Henter-Joyce, pertencente ao grupo Freedom Scientific, o Jaws (2012) para Windows é um leitor de telas que permite facilmente o acesso ao computador por deficientes visuais. Através desse programa, qualquer usuário invisual pode utilizar o computador, por meio de teclas de atalho. Sua utilização é fácil, eficiente e a velocidade pode ser ajustável conforme o nível de cada usuário. O software, na versão 14, destaca-se já em sua instalação, que possui apoio por voz durante o processo. É atualizado por volta de duas vezes ao ano e utiliza da síntese de voz em vários idiomas, incluindo o português do Brasil (a partir da versão 3.7). Com esta ferramenta é possível até mesmo obter indicação sobre fontes, estilos e tamanhos de letras utilizadas, tendo também junto ao cursor um rastreador que permite a leitura do conteúdo que estiver sob ele. Em qualquer ponto de uma aplicação, pode-se obter ajuda, possui dicionários, geral ou específico, que permitem controlar a maneira como as palavras ou expressões são pronunciadas e as definições de configuração podem ser ajustadas para a generalidade das aplicações, ou apenas para aplicações específicas. Uma das grandes vantagens do Jaws é a possibilidade da movimentação do cursor através do teclado padrão utilizado nos computadores, possibilitando o acesso a programas que, anteriormente, eram dificultados ou mesmo impossíveis com outros leitores de tela. Outra importante função do Jaws é que ele permite que o usuário configure a intensidade da leitura. O recurso mais importante para deficientes visuais: a sintetização de voz para leitura do conteúdo disponível em determinado contexto. A tabela 1, a seguir, faz uma breve comparação entre as ferramentas identificadas com maior destaque no Brasil, incluindo a ferramenta proposta neste trabalho, descrita no capítulo seguinte.

18 18 Ferramenta Classificação Sintetização de voz Linguagem Sintetizador externo Contexto Dosvox Sistema Operacional Sim Português (BR) Sim Geral Jaws Software Sim Multilinguagem Não Geral LentePro Software Não Português (BR) - Geral Magic Software Sim Inglês Não Geral Virtual Vision Ferramenta proposta Software Sim Português (BR) Não Geral Biblioteca para websites Tabela 1 Trabalhos correlatos. Sim Multilinguagem Sim Websites Dentre as ferramentas identificadas na literatura, excluindo-se a ferramenta proposta, 80% delas possuem recursos para a sintetização de voz, enquanto que 3/4 destas disponibilizam-no na linguagem português do Brasil e apenas uma destas suporta mais de uma linguagem, nas versões estudadas. Os cinco softwares foram desenvolvidos para contemplar uma acessibilidade geral sobre o computador, de acordo com o propósito de cada, não sendo para uma razão específica como a ferramenta proposta, que mais se assemelha a uma biblioteca de funcionalidades para desenvolvimentos de websites.

19 19 3 DETACHED VISION Como visto no capítulo anterior, as ferramentas mais utilizadas por deficientes visuais para navegação em websites partem do princípio que estes últimos devem ser interpretados e lidos para o usuário, que em meio a um emaranhado de caracteres e imagens, busca suas informações desejadas. O conceito da DVision (Detached Vision) é inverter tal ciclo, podendo ser o website capaz de dizer para o usuário seu conteúdo da melhor forma possível, focando em informações relevantes para pessoas que navegam na rede com auxílio auditivo. Funcionalidade muitas vezes confusa, até mesmo nas melhores ferramentas, a navegação guiada a áudio é especializada no framework desenvolvido, sob a forma de funções prédefinidas que se comportam de acordo com o fluxo da estrutura HTML do website. Partindo do princípio que esta ferramenta deve prover ao website a capacidade de ler seu próprio conteúdo e transformá-lo em áudio, definições de comportamento são essenciais. No mesmo sentido, assim como na maioria dos projetos bem estruturados, a adoção de padrões e frameworks já estabelecidos no mercado se faz tão importante e necessária quanto quaisquer outras definições de negócio, uma vez que há um crescente anseio por qualidade e praticidade no desenvolvimento web. Segundo Fayad e Schmidt (1997) um framework é um conjunto de classes que colaboram para realizar uma responsabilidade para um domínio de um subsistema da aplicação, agilizando todo o processo de desenvolvimento e maturação das aplicações. Assim, além de valer-se da utilização de frameworks, à ferramenta proposta também cabe tal definição. 3.1 Tecnologias Adotadas Dezenas de linguagens são utilizadas no desenvolvimento de websites atualmente, como exemplos mais comuns: C#, Java, Php, Flash e Javascript. Muitas delas são passíveis de combinação, algumas executadas no cliente, outras no servidor, relação que hoje é o ponto crucial na definição da construção de uma aplicação. Enquanto a escolha do servidor é realizada em concordância com a linguagem principal e a complexidade de um projeto web, também é levado em consideração o leque de ferramentas adjacentes compatíveis que atenderão a necessidades específicas e gerais do negócio. A fim de abranger a configuração

20 20 mais comum de desenvolvimento de websites, o escopo definido para este framework provê suporte à linguagem Php no lado servidor e faz uso de Javascript no lado cliente. Definidas as principais linguagens a serem empregadas no desenvolvimento da DVision, sua compreensão estrutural derivada da definição de características torna necessário o uso de frameworks e serviços pré-existentes, descritos no capítulo Frameworks e Serviços. Assim como para um website, a criação de um framework que tenha seu propósito voltado para web requer um ambiente de desenvolvimento semelhante ao do primeiro. Uma das ferramentas mais completas para este fim, o Netbeans (2012) é um IDE (Integrated Development Environment) que em sua versão completa, atual 7.3 com suporte a HTML5, possui todos os recursos necessários já integrados para o desenvolvimento voltado às linguagens definidas neste trabalho: PHP e Javascript. Apesar da excelência da IDE citada, o Servidor XAMPP (2012), que agrega vários recursos em uma única aplicação, foi escolhido para suprir a necessidade do ambiente servidor PHP. Dentre suas características, destacam-se a fácil instalação e utilização, possuindo um servidor de banco de dados MySQL integrado. NetBeans e XAMPP são de utilização gratuita, com suporte aos sistemas operacionais Windows, Linux, Mac e Solaris. Diversas versões para download estão disponíveis em seus respectivos sites. Com propósitos complementares, as duas aplicações descritas proveem todo o ambiente necessário ao desenvolvimento da DVision, respeitando a configuração mínima de software e hardware exigido por cada uma. Todavia, para a criação de um produto bom, não basta um qualificado ambiente de desenvolvimento. Padrões são essenciais, tanto estruturais quanto de comportamento, facilitando a compreensão, criação e manutenção de códigos DTD - Definição de Tipo de Documento DTD (Document Type Definition) é um padrão estrutural para documentos utilizados principalmente na web como HTML e XML. Com suas definições estruturais, ele pode ser utilizado para determinar quais elementos podem ser utilizados na criação de websites baseados em HTML (HyperText Markup Language), estabelecendo uma espécie de contrato, que permite diferentes aplicações interpretarem corretamente um conteúdo com garantia estrutural.

21 21 Primeiro elemento em um arquivo HTML, a tag DOCTYPE determina qual padrão o documento deve possuir, se corretamente redigido. Esta tag aponta para um arquivo DTD, que contém as regras estruturais de escrita do arquivo. No caso da DVision, houve a necessidade da criação de novos elementos, importantes para controlar a navegação correta por áudio em meio a milhares de caracteres existentes em um site. Por esta razão, foi criado um novo DTD, herdando as características principais já configuradas dos DTDs utilizados como padrão e acrescentando novos atributos aos elementos pré-existentes. A figura 1, abaixo, representa o conteúdo do arquivo DTD criado, onde é possível visualizar a nova configuração estrutural definida para páginas que utilizarem a ferramenta proposta. Nas linhas de 3 a 9 estão declarados atributos a serem usados em todas as entidades do arquivo, nenhum obrigatório de acordo com a configuração, mas sim para a linguagem. Na linha 11 é declarado o atributo version para a entidade HTML e, por fim, nas linhas de 13 a 16 é realizada a importação de um DTD base pré-definido e disponível na w3, com todas as outras definições padrões já adotadas por websites. Figura 1- Conteúdo do arquivo DTD criado para a ferramenta proposta Abaixo, a lista de atributos utilizados por este framework: Atributo lang : Obrigatório no elemento html, indica a linguagem padrão da página neste contexto. Seu uso é opcional nos demais elementos, podendo indicar trechos onde a linguagem é outra, para a correta pronunciação do conteúdo.

22 22 Atributo version : Obrigatório e presente apenas no elemento html, indica a versão da página, para que a ferramenta perceba caso haja mudanças no conteúdo, sem a necessidade de complexas verificações. Também é importante para que seja inibido o recurso de cache dos navegadores, que poderia ocasionar a reprodução de um som defasado. Atributo id : Obrigatório no elemento body (o principal) e em todos os elementos que estejam relacionados com o fluxo de navegação guiada por áudio, é responsável pela associação do som ao elemento, pois garante a unicidade dentro da página contexto. Atributo title : Também obrigatório em todos os elementos envolvidos no fluxo, é a leitura prévia do elemento. Utilizado como título do conteúdo. Atributo content : Opcional nos elementos. É utilizado quando a leitura do conteúdo deve diferir do conteúdo da página. Ao invés do conteúdo interno do elemento, o conteúdo deste atributo será lido em seu lugar. Atributo links : Obrigatório para o elemento body e opcional para os demais, é responsável pela definição das opções de navegação. Cada elemento que possuir este atributo, ao final da leitura de seu conteúdo, terão seus links informados como opções. Este atributo no elemento body define as opções principais, que serão lidas sempre que a ferramenta chegar a um elemento sem opções para prosseguir. A estrutura de um website pode ser validada através de ferramentas disponíveis na internet, como o Markup Validation Service, da W3C (World Wide Web Consortium), que verifica se o conteúdo está em acordo com sua definição de tipos. É importante ressaltar que certos padrões de projeto, como o DTD, de nada valem se não obedecidos, uma vez que o desenvolvimento web em geral é versátil o suficiente para permitir a criação e utilização de sites com ausência notável de qualidade e segurança, o que torna a Internet um mundo mais obscuro para deficientes visuais do que já é para pessoas com visão normal Frameworks e Serviços Exigência da constante evolução tecnológica, cada vez mais desenvolvimentos de aplicações são requeridos da noite para o dia e a menos que se tenha uma excelente equipe, passa a ser uma tarefa inviável, talvez impossível, sem o uso de ferramentas inteligentes que auxiliem no desenvolvimento através de funcionalidades centralizadas e variados padrões

23 23 entendidos por bons hábitos, principalmente no âmbito da web, onde não existe um consenso na forma como os navegadores interpretam uma mesma página. A ferramenta proposta neste trabalho valeu-se de dois grandes frameworks: JQuery (2012) e JPlayer (2012), ambos utilizados no desenvolvimento de HTML com Javascript. Com o slogan Escreva menos, faça mais o JQuery é atualmente um dos mais utilizados no mercado quando se trata de programação em Javascript, proporcionando os mais diversos recursos, desde interface a requisições para servidores. Sua utilização por grandes empresas como Google, Dell e Bank of America é garantia de qualidade e suporte, desta ferramenta que simplifica rotinas complexas e enfadonhas. Por sua vez, o JPlayer, criado utilizando também o JQuery, fornece um vasto controle sobre execuções de áudio e vídeo via HTML5 ou FLASH, dependendo do suporte disponível no navegador utilizado, sendo o ponto terminal da DVision, onde os sons são organizados e executados. A manipulação de sons, derivando sua criação de textos em conjuntos de caracteres não é uma tarefa trivial. Apenas este processo por si só caberia a criação de um framework extremamente complexo, com análise gramatical e idiomática, sendo inviável a ferramenta proposta caso isso fosse necessário. Felizmente esta necessidade não existe. Existem muitos sintetizadores de voz no mercado que cumprem tal tarefa. A Microsoft disponibiliza sob uso limitado um serviço online para realizar a conversão de texto em áudio, chamado Microsoft Translator V2 (2012). Sua limitação é com relação ao número de caracteres convertidos mensalmente, porém é suficiente para qualquer site que não possua textos exorbitantes, uma vez que o framework desenvolvido, via de regra, solicita apenas sons não presentes em seu repositório. É preocupante a possibilidade deste serviço gratuito tornar-se cada vez mais limitado, como ocorreu com um similar do Google, o Google Translate API (2012), que hoje é passível de utilização apenas mediante pagamento. Todavia, pela excelência e suporte a multi-idiomas, o Microsoft Translator V2 cumpre plenamente o papel de sintetizador de voz online que a DVision requer, juntamente com uma interface para a utilização deste último, que com baixo acoplamento, permite a fácil substituição, por preferência ou necessidade futura. Valendo-se das ferramentas citadas até então, cabe ao protótipo deste trabalho integrálas ao seu fluxo, de uma forma que permita o seu fácil acoplamento a websites já desenvolvidos ou em desenvolvimento. Estes websites devem possuir um servidor PHP e ter a estruturação do HTML de seu front-end condizente com as normas também já citadas, que

24 24 garantem um comportamento adequado da página independente do navegador utilizado pelo usuário. 3.2 Módulos A DVision é dividida em duas partes principais: um módulo executado no cliente e outro no lado servidor. O lado servidor é basicamente responsável pela geração, organização e armazenamento dos sons que são requisitados pelo lado cliente. Ao módulo cliente cabe as responsabilidades: oferecer ao usuário opções para navegação, identificar a solicitação deste último, requisitar ao lado servidor os sons e reproduzi-los, controlando a sequência e timing da execução de acordo com o trecho do site em que o usuário esteja navegando. A figura 2, abaixo, ilustra a organização dos módulos e frameworks utilizados nesta ferramenta, citados anteriormente. Figura 2 - Diagrama dos módulos e ferramentas utilizados A disposição destes módulos na DVision, sob uma estrutura de pastas e arquivos, pode ser entendida através da figura 3. Na pasta access encontra-se o módulo servidor incluindo o armazenamento dos arquivos de áudio, enquanto que na pasta js estão os scripts do módulo cliente, incluindo a dependência do JPlayer.

25 25 Figura 3 - Disposição macro dos módulos Tendo a visão macro, apresentada na figura 3, a figura 4 (a seguir) detalha o módulo servidor, escrito em PHP. Abaixo da pasta access, o diretório MSTranslatorV2 contém todos os arquivos necessários ao acesso ao Serviço de sintetização de voz da Microsoft. Estes arquivos são gerenciados pelo arquivo Service.php que recebe todas as requisições provenientes do módulo cliente e as redireciona para seu devido fluxo. Os arquivos de som gerados ficam armazenados na pasta audio, que nada mais é do que um repositório autoestruturado de acordo com a organização das páginas HTML do site. Figura 4 - Organização do módulo servidor Semelhante ao módulo servidor, a estruturação do módulo cliente dá-se a partir da pasta js. Nela encontra-se o diretório lib, onde estão os scripts especializados e as dependências necessárias ao framework JPlayer. A figura 5 ilustra tal organização, onde o arquivo detached_vision.js é o ponto de inicialização da ferramenta proposta.

26 26 Figura 5 - Organização do módulo cliente Módulo Servidor (PHP) Parte menor do framework, porém de maior complexidade, o módulo escrito em PHP é basicamente responsável pela intermediação entre o módulo Javascript e o serviço Microsoft Translator V2. A este módulo cabe a verificação e o armazenamento dos arquivos de som gerados pelo sintetizador de voz, bem como a garantia de que cada versão de página tenha seus sons criados na linguagem correta e estejam sempre disponíveis. O módulo cliente pode requisitar ao módulo servidor sons de diferentes classificações, de acordo com as configurações realizadas, porém todas as solicitações são feitas através de uma chamada de método semelhante à da figura 6, logo mais abaixo. Esta imagem representa o conteúdo básico de um método em Javascript, utilizando-se do framework JQuery, evidenciado pela característica chamada $.ajax utilizada em requisições tanto assíncronas quanto síncronas ao servidor. Esta função solicita a execução de uma rotina presente em determinado endereço no servidor endereço substituído na linha 121 por uma constante onde o resultado de sucesso desta execução é retornado na linha 129, dentro do atributo response.

27 27 Figura 6 - Requisição de som realizada do módulo cliente para o módulo servidor O trecho de código da figura 6 não realiza qualquer ação sobre o atributo response e de fato não é necessário, uma vez que a rotina do servidor realizará o download do áudio ou já o terá disponibilizado no caminho que é informado pelo módulo cliente, sendo uma convenção da ferramenta a organização dos sons em uma hierarquia de pastas que refletem a estrutura de tags do HTML. Se tratando de uma chamada síncrona, após o sucesso, certamente o arquivo de áudio estará no endereço conhecido pelo script ou uma mensagem de erro será lançada pelo módulo servidor. A requisição de som realizada pelo cliente é recebida pelo servidor, conforme exemplo da figura 7, onde o conteúdo recebido é validado e repassado aos métodos auxiliares que solicitam a tradução ao serviço da Microsoft e armazenam o som gerado por este último. Caso o som já exista naquele específico local do repositório, a requisição é ignorada. Para realizar a requisição do som ao serviço da Microsoft, o módulo PHP estabelece uma conexão com a API do Microsoft Translator, baseada em chaves de identificação. Esta conexão deve ser renovada a cada 10 minutos de inatividade, não sendo necessário realizar o procedimento a cada chamada, o que tornaria o processo extremamente custoso em termos de tempo e recursos.

28 28 Figura 7 - Ponto onde é recebida a requisição de áudio no módulo PHP e realizada a solicitação de sintetização de voz ao Service da Microsoft, recebendo um arquivo de som. O framework da Microsoft possui inúmeras funções para tradução de textos, em diversas linguagens, bem como a sintetização de voz utilizada pela DVision. As requisições são realizadas através de rotinas simples, que possuem vários exemplos no site de seu desenvolvedor, em diferentes linguagens como Javascript e C#. Após realizar a requisição e receber o arquivo de áudio da Microsoft, o protótipo em seu módulo PHP simplesmente cria o arquivo de áudio no ponto específico da estrutura de pastas do projeto em que o módulo Javascript informou. O processo tem sua continuidade natural retornando para o cliente o fim da execução do servidor. Os arquivos de som devem ser criados em dois formatos: wav e mp3, conforme demonstrado na figura 7. Esta necessidade dá-se devido aos diferentes navegadores utilizados por usuários, onde cada qual possui capacidades diferentes de executar sons sob um ou outro formato. Disponibilizando ambas as possibilidades, há garantia de funcionamento em grande parte dos navegadores, senão todos os mais utilizados.

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