Unidade IV. Aula 20.1 Conteúdo. Óptica, Ser humano e Saúde. Os defeitos da visão e as lentes corretoras. INTERATIVIDADE FINAL

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2 Unidade IV Óptica, Ser humano e Saúde Aula 20.1 Conteúdo Os defeitos da visão e as lentes corretoras. 2

3 Habilidade Reconhecer características ou propriedades dos instrumentos ópticos e a óptica da visão, relacionandoos a seus usos em diferentes contextos. 3

4 Lentes 4

5 REVISÃO A óptica da visão Com os olhos podemos manter íntima interação com o mundo que nos cerca. Enxerguemos os demais animais, os vegetais, os objetos animados e inanimados, enfim, qualquer coisa que nos envie luz. Por meio da visão, recebemos dos corpos informações referentes as formas, cores, distâncias, movimentos etc. 5

6 O olho, em essência, é um receptor de luz que consegue converter energia luminosa em impulsos elétricos, que, o cérebro, são interpretados no centro da visão. 6

7 O Bulbo do olho humano Tem a forma aproximada de uma esfera de 22mm de diâmetro, que possui, em sua parte anterior, uma região mais abaulada, denominada córnea. 7

8 O Bulbo do olho humano O Sistema óptico do bulbo (é convergente) do olho conjuga a um determinado objeto uma imagem real e invertida, projetada no fundo do olho (retina). 8

9 A decodificação dos sinais luminosos em sinais elétricos é feita pelas células sensoriais ou receptoras da visão: são os cones e bastonetes, que promovem a percepção das cores e do preto e do branco, respectivamente. i 9

10 Adaptação visual A pupila gradua o fluxo luminoso que adentra o bulbo do olho, protegendo a retina contra eventuais ofuscamentos. Dilatada Essa propriedade que o bulbo do olho tem de se adequar à luminosidade ambiente se chama adaptação visual. Retraída 10

11 Acomodação visual A variação da distância focal da lente é feita pelos músculos ciliares, por meio da maior ou menor compressão destes sobre ela. Esse processo de ajuste da distância focal do sistema óptico do bulbo do olho à visão nítida de objetos diferentemente afastados. Os sistemas responsáveis pela adaptação visual (íris e pupila) e pela acomodação visual (músculos ciliares e lente). 11

12 12

13 Defeitos visuais e suas correções Miopia Consiste em um alongamento do bulbo do olho na direção anteroposterior. 13

14 Defeitos visuais e suas correções Miopia A correção é feita mediante ao uso de lentes divergentes, que diminuem a vergência do sistema ocular. 14

15 Defeitos visuais e suas correções Hipermetropia Consiste em um encurtamento do bulbo do olho na direção anteroposterior. O ponto próximo do olho hipermetrope situa-se mais distante do olho que o ponto próximo do olho normal. 15

16 16

17 Defeitos visuais e suas correções Hipermetropia A correção é feita com o uso de lentes convergentes, que aumentam a vergência do sistema ocular. 17

18 Presbiopia (ou vista cansada) Consiste no enrijecimento dos músculos ciliares ou da própria lente natural do olho, o que ocorre com o evoluir da idade. A presbiopia é uma ametropia (defeito visual) comum às pessoas com idade superior a 40 anos, que, com a limitação de sua capacidade de acomodação visual, têm dificuldades em ver de longe e também de perto. 18

19 19

20 Presbiopia (ou vista cansada) A correção da presbiopia é feita com uso de lentes bifocais (ou multifocais) Lente para visão de longe Lente para visão de perto 20

21 Astigmatismo Consiste em imperfeições na simetria de revolução do sistema óptica ocular em torno de seu eixo óptico. Em geral, o astigmatismo deve-se a irregularidades na curvatura da córnea. 21

22 A correção é feita mediante o uso de lentes cilíndricas, que têm o objetivo de compensar a assimetria do sistema óptico ocular. 22

23 Estrabismo Consiste na incapacidade de dirigir simultaneamente as retas visuais dos dois olhos para o ponto visado. A correção pode ser feita com o uso de lentes prismáticas. 23

24 Exemplo 1 Considere o olho míope. Se seu ponto remoto está a 50 cm de distância, qual o tipo da lente corretiva a ser utilizada (convergente ou divergente) e qual a sua vergência? (considere desprezível a distância entre a lente e o olho). Dado: V = 1, onde V é a vergência e D é a distância D máxima de visão do olho míope. 24

25 25

26 Resolução Para um objeto impróprio, a lente corretiva deve fornecer uma imagem virtual situada no ponto remoto do olho míope. Essa imagem funciona como objeto real para o olho. A lente corretiva deve ser divergente e o módulo da sua vergência deve igualar-se ao inverso da distância máxima de visão distinta do olho míope: 26

27 Resolução V = 1 D = 1 50 cm = 1 0, 50 m A lente corretiva deve ser divergente e sua vergência deve valer 2,0di 27

28 Ana Carolina uma estudante do Ensino Médio, mas com nítida vocação para Medicina. Nas consultas em que comparece, ela sempre pergunta ao médico detalhes a respeito de doenças e seus respectivos tratamentos. Ao fazer um exame de vista, a estudante questionou sobre os principais defeitos visuais e o médico, gentilmente, apresentou os esquemas ilustrados a seguir, em que estão esboçados os dois problemas mais comuns. 28

29 29

30 Em seguida, ele comentou as maneiras de correção dos defeitos citados, exibindo duas lentes (de perfil) como as esquematizadas abaixo. Lente 1 Lente 2 30

31 Com base nessas imagens, responda: a) Qual o nome de cada defeito (A e B) e qual a lente (1 ou 2) mais adequada à correção de cada um? b) Após um minucioso exame, o médico constatou que os olhos de Ana Carolina apresentavam o defeito A, sendo a distância máxima da visão distinta da jovem igual a 50 cm. Quantas dioptrias foram prescritas pelo profissional para as lentes corretivas do defeito visual da jovem? 31

32 1. a) Defeito A: Miopia (alongamento do bulbo do olho na direção anteroposterior). A correção é feita com a lente 2 (divergente). Defeito B: Hipermetropia (encurtamento do bulbo do olho na direção anteroposterior). A correção é feita com a lente 1 (convergente). 32

33 b) Correção da Miopia: f = D máx f = 50 cm = 0, 50 m f = 0, 50 m V = 1 f V = 1 0, 50 di V = 2, 0 di 33

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