O uso sustentável dos Produtos Fitofarmacêuticos

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1 O uso sustentável dos Produtos Fitofarmacêuticos

2 Fiscalização da venda e distribuição de Produtos Fitofarmacêuticos

3 Fitofarmacêuticos São as substâncias ativas e as preparações, que contendo uma ou mais substâncias ativas, protetores de fitotoxidade ou agentes sinérgicos, sob a forma em que são fornecidas ao utilizador e

4 Fitofarmacêuticos Destinam-se a: Proteger os vegetais ou os produtos vegetais contra todos os organismos nocivos ou prevenir a ação desses organismos, salvo se os produtos em causa se destinarem a ser utilizados principalmente por motivos de higiene e não para a proteção dos vegetais ou dos produtos vegetais; Influenciar os processos vitais dos vegetais - por exemplo, substâncias que influenciem o seu crescimento, mas que não sejam nutrientes; Conservar os produtos vegetais, desde que as substâncias ou produtos em causa não sejam objeto de disposições comunitárias especiais em matéria de conservantes; Destruir vegetais ou partes de vegetais indesejáveis, com exceção das algas, salvo se os produtos forem aplicados no solo ou na água para a proteção dos vegetais; Limitar ou prevenir o crescimento indesejável de vegetais, com exceção de algas, a menos que os produtos sejam aplicados no solo ou na água para a proteção dos vegetais.

5 Fitofarmacêuticos Fitofarmacêuticos de uso não profissional Decreto-Lei n.º 101/2009, de 11 de maio Regula o uso não profissional de produtos fitofarmacêuticos em ambiente doméstico estabelecendo condições para a sua autorização, venda e aplicação. Fitofarmacêuticos de uso profissional Lei n.º 26/2013, de 11 de abril Regula as atividades de distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos para uso profissional.

6 não Decreto-Lei n.º 101/2009, de 11 de maio Regula o uso não profissional de produtos fitofarmacêuticos em ambiente doméstico, estabelecendo condições para a sua autorização, venda e aplicação. Em que o uso não profissional é o uso de produtos fitofarmacêuticos com venda autorizada para utilização não profissional.

7 não Plantas de interior Para uso não profissional em plantas de interior só são autorizados produtos fitofarmacêuticos isentos de classificação toxicológica que: Sejam prontos a aplicar ou fornecidos em embalagens concebidas de modo a não exigirem contacto com o produto, no caso de ser necessária a preparação de uma calda para a sua aplicação; As embalagens tenham capacidade ou peso não superior a 1 l ou 1 kg, respetivamente; As embalagens contenham as menções «uso não profissional» e «linha plantas de interior».

8 não Jardins e hortas familiares Para uso não profissional em jardins e hortas familiares só são autorizados produtos fitofarmacêuticos fornecidos em embalagens com as seguintes características: Capacidade ou peso não superior a 1 l ou 1 kg, respetivamente, com exceção dos produtos prontos a aplicar; Possuam fecho de segurança para crianças e integrem marca táctil para invisuais, caso sejam produtos líquidos classificados como nocivos (Xn), sensibilizantes ou irritantes (Xi), ou inflamáveis (F), com exceção dos aerossóis e das embalagens monodose; Possuam um sistema que permita e facilite um seguro e correto doseamento do produto, caso seja necessária uma preparação de calda para a sua aplicação; Contenham as menções «uso não profissional» e «linha jardins e hortas familiares».

9 não Venda Os produtos fitofarmacêuticos autorizados para uso não profissional apenas podem ser vendidos a quem seja maior de idade. Podem ser vendidos em estabelecimentos comerciais, ainda que em espaços não destinados exclusivamente à venda de produtos fitofarmacêuticos, devendo, no entanto, os produtos estarem colocados em expositores devidamente identificados e separados dos restantes bens para consumo humano e animal. Os estabelecimentos de venda que comercializem produtos fitofarmacêuticos autorizados para uso não profissional devem fornecer aos clientes, quando solicitados, todas as informações que lhes forem disponibilizadas pela empresa detentora do produto, nomeadamente quanto à sua utilização e às instruções de segurança em matéria de saúde humana e ambiente.

10 não Classificação, embalagem e rotulagem As embalagens de fitofarmacêuticos autorizados para uso não profissional, devem conter: O número da autorização de venda concedida; Informações claras e explícitas sobre o modo de manuseamento e aplicação do produto, recorrendo, sempre que possível, a imagens explicativas; O número de telefone do Centro de Informação Antivenenos do Instituto Nacional de Emergência Médica; Um número de telefone indicado pela empresa titular da autorização de venda do produto fitofarmacêutico, para efeitos de prestação de informações e esclarecimentos sobre o produto em causa.

11 Lei n.º 26/2013, de 11 de abril Regula as atividades de distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos para uso profissional e de adjuvantes de produtos fitofarmacêuticos e define os procedimentos de monitorização à utilização dos produtos fitofarmacêuticos. Transpõe a Diretiva n.º 2009/128/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de outubro, que estabelece um quadro de ação a nível comunitário para uma utilização sustentável dos pesticidas. Revoga a Lei n.º 10/93, de 6 de abril, e o Decreto-Lei n.º 173/2005, de 21 de outubro.

12 DIRECTIVA 2009/128/CE DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 21 de Outubro de 2009 Estabelece um quadro de ação a nível comunitário para uma utilização sustentável dos pesticidas

13 Requisitos gerais de exercício da atividade de distribuição e de venda Apenas podem exercer a atividade de distribuição ou de venda de produtos fitofarmacêuticos as empresas distribuidoras e os estabelecimentos de venda autorizados pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), mediante a comprovação de que dispõem de: Instalações apropriadas ao manuseamento e armazenamento seguros dos produtos fitofarmacêuticos; Um técnico responsável, devidamente habilitado; Pelo menos um operador de venda, devidamente habilitado.

14 Instalações e procedimentos operativos Os produtos fitofarmacêuticos devem ser armazenados e vendidos em instalações exclusivamente destinadas a estes produtos e nas condições autorizadas por lei. No ANEXO I, Parte A, da Lei n.º 26/2013, de 11 de abril encontram-se os requisitos mínimos exigíveis para as instalações das empresas distribuidoras, dos estabelecimentos de venda, das empresas de aplicação terrestre de: Localização Construção

15 Instalações e procedimentos operativos Exemplo de Armazenamento numa Empresa Distribuidora ou Estabelecimento de Venda de Produtos Fitofarmacêuticos

16 Instalações e procedimentos operativos As empresas distribuidoras e os estabelecimentos de venda devem elaborar, implementar e manter, em cada local autorizado, um manual de procedimentos operativos que esteja de acordo com as orientações definidas pela DGAV e divulgadas no seu sítio na Internet, o qual fica sujeito a registo e fiscalização pela Direção Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural.

17 Técnico Responsável A promoção e as ações de divulgação para venda dos produtos fitofarmacêuticos apenas podem ser efetuadas pelo técnico responsável da entidade autorizada ou por técnico habilitado.

18 Técnico Responsável Deveres do técnico responsável das empresas distribuidoras ou dos estabelecimentos de venda: Zelar pelo cumprimento da legislação em vigor aplicável à comercialização e à gestão de resíduos de embalagens e excedentes de produtos fitofarmacêuticos, à segurança em armazéns e estabelecimentos de venda e à aplicação de normas de higiene e segurança no trabalho; Manter-se informado e atualizado sobre os prazos limite estabelecidos e divulgados pela DGAV para a cessação de venda ou o esgotamento de existências de produtos fitofarmacêuticos em comercialização, ou para a sua utilização pelos aplicadores;

19 Técnico Responsável Praticar uma venda responsável; Estar disponível para prestar informações e orientações técnicas corretas na venda, na promoção e no aconselhamento dos produtos fitofarmacêuticos; Zelar pela atuação tecnicamente correta dos operadores de venda, bem como promover e assegurar a sua formação permanente; Elaborar e registar junto da DRAP os manuais de procedimentos operativos, bem como zelar pela sua correta implementação; Informar de imediato a DRAP competente sobre o encerramento ou cessação da atividade das empresas distribuidoras ou dos estabelecimentos de venda.

20 Habilitação do Técnico Responsável Ter formação superior em ciências agrárias e afins; Ter obtido aproveitamento na avaliação final da ação de formação em distribuição, comercialização e aplicação de produtos fitofarmacêuticos, ou ter obtido unidades de crédito em curso graduado ou de pós - graduação, considerados equivalentes à ação de formação e concluídos há menos de 10 anos. A habilitação do técnico responsável é válida por 10 anos, renovável por iguais períodos de tempo.

21 Operador de venda Podem requerer a habilitação como operador de venda os interessados que disponham de certificado de aproveitamento na avaliação final da ação de formação sobre distribuição e comercialização de produtos fitofarmacêuticos. A habilitação como operador de venda é válida por um período de 10 anos, renovável por iguais períodos.

22 Venda responsável Só podem ser vendidos produtos fitofarmacêuticos que, cumulativamente: Detenham uma autorização de colocação no mercado concedida; Se encontrem em conformidade com o disposto no Regulamento para a Classificação, Embalagem, Rotulagem e Fichas de Dados de Segurança de Preparações Perigosas. Os produtos fitofarmacêuticos apenas podem ser vendidos a quem seja maior de idade e esteja devidamente identificado.

23 Rotulagem

24 Registos da venda Nos estabelecimentos de venda, o vendedor dos produtos fitofarmacêuticos deve registar, incluindo no documento comprovativo de venda, o número de autorização de exercício de atividade, a data, o nome do comprador, o nome comercial e o número de autorização de venda do produto, as respetivas quantidades e os lotes e, se for o caso, o número de identificação do aplicador especializado. A partir de 26 de novembro de 2015, para além dos elementos referidos no número anterior, o vendedor deve registar o número de identificação do aplicador. Manter os registos por um período mínimo de cinco anos.

25 Registos da distribuição As empresas distribuidoras devem registar, incluindo no documento comprovativo de distribuição, o seu número de autorização de exercício de atividade, a data, a denominação e o número de autorização de exercício de atividade da empresa distribuidora ou do estabelecimento de venda recetores dos produtos fitofarmacêuticos, o nome comercial e o número de autorização de venda daqueles produtos, as respetivas quantidades e os lotes. Devem manter os registos por um período mínimo de cinco anos.

26 Procedimento de autorização das atividades de distribuição e de venda O pedido de autorização para o exercício das atividades de distribuição ou de venda de produtos fitofarmacêuticos é apresentado, à DRAP territorialmente competente - Direção Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural na Região Autónoma dos Açores. As autorizações de exercício das atividades de distribuição e de venda de produtos fitofarmacêuticos são válidas por 10 anos, renováveis por iguais períodos.

27 Afixação obrigatória É obrigatória a afixação das autorizações para o exercício das atividades, bem como da identificação do respetivo técnico responsável, em local visível no estabelecimento de distribuição ou de venda.

28 Resíduos de embalagens e de excedentes de produtos fitofarmacêuticos As empresas distribuidoras, os estabelecimentos de venda e os aplicadores devem cumprir o disposto no Decreto-Lei n.º 187/2006, de 19 de setembro, que estabelece as condições e procedimentos de segurança no âmbito dos sistemas de gestão de resíduos de embalagens e de resíduos de excedentes de produtos fitofarmacêuticos. Os estabelecimentos de venda devem proceder à receção dos resíduos de embalagens dos produtos fitofarmacêuticos que tenham vendido, desde que os aplicadores que optem pela entrega nestes locais de venda cumpram os procedimentos prévios de preparação das embalagens vazias.

29 Resíduos de embalagens e de excedentes de produtos fitofarmacêuticos Os centros de receção de resíduos de embalagens de produtos fitofarmacêuticos, previstos no Decreto-Lei n.º 187/2006, de 19 de setembro, devem proceder à retoma das embalagens vazias.

30 Fiscalização A fiscalização do cumprimento da referida lei compete: à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) Inspeção Regional das Atividades Económicas (IRAE) na RAA, à DGAV, às DRAP, à APA, I. P., e ao INAC, I. P. Às DRAP compete fiscalizar, em especial, a aplicação de produtos fitofarmacêuticos nas explorações agrícolas e florestais.

31 Competência

32 Competência A Inspeção Regional das Atividades Económicas é o serviço da Vice-Presidência do Governo Regional, Emprego e Competitividade Empresarial ao qual incumbe, na Região Autónoma dos Açores, garantir o cumprimento das normas que disciplinam as atividades económicas. A IRAE tem sede em S. Miguel e é dirigida por um Inspetor Regional, funcionando na dependência direta da Vice- Presidência, conforme previsto na lei orgânica do XI Governo Regional dos Açores. A ação da IRAE tem por âmbito o território da Região Autónoma dos Açores, através da fiscalização de todos os locais onde se proceda a qualquer atividade industrial, comercial, agrícola, piscatória ou de prestação de serviços, zelando pelo cumprimento de todas as normas que disciplinam o exercício de tais atividades económicas.

33 Competência

34 Área Geográfica

35 Instrução e Decisão Nos autos levantados pela IRAE, competem-lhe a instrução dos processos de contraordenação e a decisão e aplicação das coimas e sanções acessórias.

36 Contraordenações Com coima de 250 a 5000, no caso de pessoa singular, e de 500 a , no caso de pessoa coletiva Falta de apresentação da mera comunicação prévia; Inexistência de manual de procedimentos operativos - registo e fiscalização pela DRAP; Incumprimento pelo técnico responsável pelos seus deveres previstos no Art.6.º; Falta de registo das informações de venda e manutenção dos mesmos Art.º 10.º;

37 Contraordenações Falta de registo das informações de distribuição e manutenção dos mesmos; A não afixação da autorização para o exercício da atividade e da identificação do técnico responsável; Falta de registo pelo técnico responsável/ entidades responsáveis pela aplicação de tratamentos com produtos fitofarmacêuticos e manutenção dos registos; Falta de apresentação de documentos às autoridades fiscalizadoras comprovativos da conformidade da atuação dos operadores económicos e do acesso aos registo;

38 Contraordenações Não receção, pelos estabelecimentos de venda, dos resíduos de embalagens de produtos fitofarmacêuticos; A não retoma pelos centros de receção das embalagens vazias.

39 Contraordenações Com coima de 500 a , no caso de pessoa singular, e de 750 a , no caso de pessoa coletiva Armazenamento ou venda de produtos... em instalações não destinadas aos mesmos ou que não constem dos requisitos da parte A do anexo I; Venda de produtos fitofarmacêuticos a menor de idade; Venda de produtos... por quem não seja técnico responsável ou operador de venda bem como omissão de prestação de informação no ato da venda;

40 Contraordenações Venda de produtos a quem não se apresente identificado como aplicador habilitado; Venda de um produto de aplicação especializada a quem não se apresente identificado como aplicador especializado; Aconselhamento e venda dos produtos fitofarmacêuticos, em violação do Art.º 9.º n.º 7 Exercício da atividade de distribuição ou de venda de produtos sem autorização ou renovação da autorização; Falta de comunicação de alterações para as condições exigidas para o exercício da atividade de distribuição ou venda de produtos;

41 Contraordenações Exercício da atividade de prestação de serviços de aplicação terrestre de produtos fitofarmacêuticos sem a autorização ou a renovação da autorização; Falta de comunicação de alteração às condições exigidas para o exercício da atividade de prestação de serviços de aplicação terrestre; Incumprimento pelo técnico responsável das empresas de aplicação terrestre dos deveres previstos no Art.º 20.º.

42 Resultados Operacionais Resultados Operacionais Produtos Farmacêuticos Alvos Fiscalizados Nº Infrações Nº Proc. CO Taxa incumprimento Nº alvos com apreensões % 22 Principais infrações Falta de autorização para venda de produtos fitofarmacêuticos Utilização de um produto fitofarmacêutico não autorizado

43 Meios disponíveis

44 Inspeção Regional das Atividades Económicas Rua Margarida de Chaves, n.º º andar Ponta Delgada São Miguel Açores Web Page: Mail:

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