Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural de Botucatu. Brasilia, 07/11/2012

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1 Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural de Botucatu Brasilia, 07/11/2012

2 CMDR Criação do Conselho Atuação inicial Programa de Microbacias Participação das famílias Desenvolvimento Rural

3 Propostas de atuação do poder público Patrulha agrícola Assistência técnica agronômica periódica Diversificação agrícola Criação de parcerias Associativismo Plano de adequação e manutenção de estradas rurais

4 Estratégias para inserção no mercado de produtos de pequenos e médios produtores rurais do município Agregação de valor e qualidade Pequenas agroindústrias Segurança alimentar Cidadania Qualidade de vida Preservação do meio ambiente

5 CMDR Botucatu: Membros Presidente: Rosa Maria Paolini Secretario: Rafael Marcelino / 17 membros titulares CATI Prefeitura Produtores (2 membros) Associações de Produtores: Alto do Rio Capivara, Baixada Serrana, Monte Alegre, Orgânicos, Coopercentro, Biodinâmica Sindicatos: Empregados Rurais /Rural (Patronal) Universidades: FCA/UNESP; FMVZ/UNESP e FATEC SEBRAE SOS Cuesta

6 Plano Diretor Proporcionar ao setor rural um desenvolvimento sustentável, garantindo aspectos econômicos, sociais e ambientais que: Elevem o nível de renda; Aumentem a produtividade das unidades de produção; Promovam a redução dos custos de produção; Reorientem tecnicamente, e ambientalmente o setor rural; Aumentem o bem estar das populações rurais.

7 Diretrizes do Plano Diretor Bem comum da população rural Desenvolvimento social na área rural Formação e capacitação do homem do campo e de suas famílias Desenvolvimento de centros urbanos rurais Adota MBH como unidade de planejamento Associativismo e cooperativismo Preservação Ambiental

8 Área Rural : 32 MICROBACIAS

9 Instrumentos do Plano Diretor CMDR Secretaria Municipal de Agricultura FDRS (Fundo) Casa da Agricultura/CATI

10 Fundo de Desenvolvimento Rural Sustentável FDRS Lei nº de 04/09/2007 Vinculado à Secretaria Municipal de Agricultura Organismo captador e aplicador de recursos a serem utilizados segundo as deliberações do CMDR

11 FDRS Administrado Conselho Gestor Conselho Fiscal Presidente Vice-Presidente Secretário Tesoureiro Conselheiro Presidente Secretário Membro Mandatos de 3 anos, permitida uma única reeleição Atividades desenvolvidas por estes Conselhos, não são remuneradas

12 Competências Conselho Gestor Administrar, promover o desenvolvimento e o cumprimento das finalidades do FDRS; Receber os adiantamentos das dotações orçamentárias que lhe forem destinadas; Administrar e fiscalizar a arrecadação da receita e o seu controle por meio da conta bancária Decidir quanto à aplicação de recursos Autorizar Despesas Opinar quanto ao mérito na aceitação de doações, legados, subvenções e contribuições de qualquer natureza, que tenham destinação especial ou condicional; Avaliação de projetos rurais submetidos ao FDRS Elaborar seu regimento interno

13 Competências Conselho Fiscal Controle interno e fiscalização da gestão econômico-financeiro do FDRS

14 Constituído pelos seguintes recursos: Dotação consignada anualmente no orçamento Municipal e as verbas adicionais que a Lei estabelecer no decurso do período; Transferência da União e do Estado, e suas respectivas autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações; Receita destinada ao Município relativa ao ITR, provinda de repasses do Governo Federal arrecadada no próprio município; Doações de contribuintes do imposto de renda ou outros incentivos fiscais

15 Doações, auxílios, contribuições, subvenções, transferências, convênios, contratos, financiamentos e legados de entidades nacionais ou estrangeiras de cooperação governamentais ou não governamentais; Produto de aplicações dos recursos financeiros, respeitados a legislação vigente; Renda proveniente de aplicações financeiras respeitadas a legislação vigente; Receitas oriundas de promoções da Secretaria Municipal de Agricultura, relativa a cursos, congressos, simpósios e outras atividades congêneres. Estas receitas são depositadas obrigatoriamente em conta especial em agência de estabelecimento oficial de crédito e movimentada com a assinatura, necessariamente, do Presidente do Conselho Gestor do FDRS e do tesoureiro da Prefeitura Municipal de Botucatu

16 Os recursos do FDRS são empregados em projetos estruturantes dos aspectos sócio ambientais e de infra-estrutura de produção, observando-se os seguintes princípios: Adequação das propriedades com vistas à superação dos problemas relativos ao passivo ambiental tais como: recomposição da mata ciliar; construção e manutenção de estrutura de conservação e melhoria dos aspectos físicos e químicos do solo e da água, destinação de embalagens e resíduos químicos; adequação sanitária das propriedades; Viabilização ao acesso das propriedades rurais, a formas alternativas de energia e comunicação; Melhoria e manutenção de estradas rurais

17 Criação, adaptação e ou adequação de estruturas, edificações, equipamentos de uso coletivo, via associações ou grupos de produtores, que possibilitem melhoria na qualidade dos produtos agropecuários e lhes acrescente valor agregado Programas de educação ambiental, educação alimentar e educação para melhoria das condições de saúde dos trabalhadores rurais e sua família; formação e capacitação de mão-de-obra rural Programa de diversificação da produção agropecuária nas propriedades rurais, que visem o aumento na renda e confira segurança econômica a atividade produtiva

18 Os projetos submetidos ao FDRS são recebidos em data pré estabelecida e avaliados pelo CMDR e quando necessário por uma equipe externa técnica habilitada, que emite seu parecer Os projetos podem ser total ou parcialmente financiados considerando grau de alcance coletivo do projeto proposto A aprovação do projeto se da pelo CMDR desde que haja disponibilidade de recursos para sua implantação.

19 Primeiro Edital Associação Contemplada

20 Nome da Associação: Associação dos Produtores Orgânicos da Região de Botucatu - Verde Vivo Título do Projeto: Implantação da cultura da macieira no sistema orgânico. Valor Global do Projeto: R$ ,00

21 Segundo Edital Associações Contempladas TOTAL APLICADO R$ ,79

22 Nome da Associação: Associação dos Produtores Rurais do Alto do Rio Capivara Título do Projeto: Reparos e cascalhamento dos pontos críticos da estrada de servidão pública cravada no Bairro Roseira e aquisição de um triturador com kit de bica condutora e misturador de ração para serem utilizados no preparo de ração para animais Valor Global do Projeto: R$ ,03 (adequação de estrada e aquisição de triturador e misturador)

23 Nome da Associação: Associação dos Produtores Rurais de Botucatu KOINOBORI (Colônia Santa Marina) Título do Projeto: Desenvolvimento da Fruticultura em Botucatu Colônia Santa Marina Valor Global do Projeto: R$ ,00 (Assistência Técnica especializada para fruticultura e aquisição de 1 valetadeira)

24 Nome da Associação: Associação Monte Alegre de Moradores e Produtores Rurais Título do Projeto: Saneamento básico: fossa séptica Valor Global do Projeto: R$ ,79 (26 fossas sépticas biodigestoras)

25 Nome da Associação: Associação dos Produtores Rurais da Baixada Serrana Título do Projeto: Implantação de fossas sépticas nas propriedades: Melhoria da qualidade de vida e ambiental Valor Global do Projeto: ,00 (15 fossas sépticas biodigestoras)

26 Terceiro Edital 2011/12 TOTAL APLICADO ~=R$ ,00

27 2012/13 EM CAIXA TOTAL A SER APLICADO ~=R$ ,00

28 Recursos já liberados até 2010: R$ ,03 Recursos ainda disponíveis para 2010: R$ ,45 Curto / médio prazo: buscar recursos de outros órgãos, privados ou governamentais, para o desenvolvimento de grandes projetos

29 CRDR CONSELHO REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL DE BOTUCATU

30 2010: FDRS com recurso da SABESP Os produtores rurais são os produtores de água : As técnicas conservacionistas de solo (terraceamento; cultivo em nível; isolamento; preservação, manutenção, recomposição de áreas de preservação permanentes, etc) possibilitam que as águas pluviais infiltrem no mesmo, formando cursos d água que abastecem os mananciais de água

31 Hotel Península 29 e 30 Setembro 2005 Curso: CAPACITAÇÃO DE CONSELHEIROS MUNICIPAIS FORMAÇÃO DO CONSELHO REGIONAL DE REPRESENTANTES DE CONSELHEIROS MUNICIPAIS DA REGIÃO DE BOTUCATU

32 Encontros de Formação Articulação entre Conselhos Regionais Fortalecimento dos Conselhos Municipais Atribuições dos Conselheiros / Conselho Melhoria da participação nas políticas públicas Maior articulação entre as Prefeituras e Casas da Agricultura com a Secretaria Estadual de Agricultura e Ministério de Agricultura e Desenvolvimento Agrário Importância de se articular com demais Conselhos O princípio da subsdiariedade protege as pessoas dos abusos das instâncias sociais superiores e solicita estas ultimas a ajudarem os indivíduos e os corpos intermediários a desempenhar as próprias funções. (Pontifício Conselho Justiça e Paz, 2005, p. 187).

33 Atuação do CRDR Grupos de trabalho Gripe aviária Segurança Propostas para elaboração do Programa de Microbacias 2 Encontro com os Prefeitos Eleitos Hidrovia / Terminal Intermodal Porto Seco

34 Encontro com Prefeitos Julho 2009, na Prefeitura Planos Municipais e Regionais de Des. Rural Presença de José Luiz Ricca da Secret. De Desenvolvimento de SP Agências de Desenvolvimento Plano de Desenvolvimento Integral do Setor Rural Bem estar da população rural Apoio dos prefeitos, disponibilizando os instrumentos necessários à execução do plano Autonomia aos Conselhos

35 PMDRS O Plano Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (PMDRS) de Botucatu está sendo elaborado sob coordenação do CMDR de Botucatu, Plano de Desenvolvimento Rural: não visa apenas o desenvolvimento da agricultura e preservação do meio ambiente, mas também garantir o acesso da população a serviços básicos, como: assistência técnica e extensão rural, crédito rural e micro-crédito, educação, saúde, segurança, transporte, saneamento, abastecimento de água, energia elétrica, veículos de comunicação, cultura, lazer, etc.. O CMDR realizou reunião em agosto de 2009, na Prefeitura de Botucatu, com a presença do Prefeito Municipal para apresentar a importância da elaboração do PMDRS às 44 instituições indicadas pelo Conselho como possíveis parceiras para elaboração do mesmo, tais como: todas as Secretarias Municipais, CATI, SEBRAE, Instituições de Ensino, bancos, CIESP, sindicatos, associação de produtores, ONGs, outros Conselhos Municipais, Polícia Militar e entidades de apoio.

36 Este encontro foi de grande importância, pois promoveu uma grande sensibilização para a elaboração do plano e também para o apoio de todos os órgãos da Prefeitura e outras instituições parceiras

37 Destaca-se a forma participativa utilizada na construção do plano: 25 reuniões de trabalho 1 de apresentação do plano aos prefeitos regionais 1 de apresentação do plano à sociedade botucatuense, incluindo autoridades políticas, instituições potencialmente parceiras na elaboração e/ou futura execução do plano e produtores rurais; 9 gerais do Conselho; 9 participativas para diagnosticar o setor rural do município em aspectos gerais; 5 participativas para diagnosticar a situação das cadeias produtivas priorizadas por este conselho; Bovinocultura, Fruticultura, Avicultura, Horticultura, Cafeicultura

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40 As entidades parceiras apresentaram suas propostas ao Plano Todas as secretarias de governo municipal apresentaram propostas para o plano, inserindo assim ao setor rural, um melhor planejamento das políticas públicas, Com a implantação do plano, Botucatu contará com um instrumento legítimo para promoção de uma política de desenvolvimento rural e com uma articulação regional

41 O planejamento não diz respeito a decisões futuras, mas as implicações futuras de decisões presentes Peter Druck Mais que um Projeto de Governo, o Plano deve ser Parte de um Projeto de Nação onde entregaríamos as futuras gerações um país mais solidário, ambientalmente preservado e socialmente justo, com o fortalecimento da agricultura familiar. A família que foi instituída por Deus como a base de nossa sociedade

42 Crescimento Institucional e Político Todas as ações do CMDR de Botucatu são direcionadas para o bem estar e para a promoção da dignidade da população rural, dentro do espírito de serviço, com os cidadãos que participam se colocando para colaborar com o outro, para o bem comum. O Conselho conseguiu resgatar a importância do setor rural que estava marginalizado politicamente, e assim, conseguir atrair a atenção do poder público para as situações de injustiças, para as suas grandes necessidades econômicas, ambientais e sociais e ser atendido nas suas reivindicações com vistas ao desenvolvimento sustentável. O CMDR se tornou um fórum permanente de debate dos interesses locais, objetivando primar por uma maior transparência de suas ações e contribuir para que as mesmas possam garantir a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento integral do meio rural, procurando manter a comunidade informada.

43 O Conselho de Desenvolvimento Rural não se deixou instrumentalizar durante toda a sua atuação, mantendo sempre a independência e liberdade com relação ao poder público e também com os candidatos a cargos eletivos durante as eleições, atuando sempre de forma apartidária e coletiva. O Conselho de Desenvolvimento Rural de Botucatu possui representação no Conselho do Meio Ambiente e também está se articulando para se inserir no Conselho de Segurança Alimentar

44 Considerações Finais Através da institucionalização dos Conselhos de Desenvolvimento Rural permitiu-se a participação direta dos produtores rurais na elaboração e execução de políticas públicas. O protagonismo dos produtores rurais induziu a melhoria das práticas sociais, econômicas e ambientais na comunidade rural com o crescimento da participação política em todos os níveis. A subsidiariedade do poder público, possibilitou ao Conselho de Desenvolvimento Rural de Botucatu ser protagonista na gestão pública e assim promover o bem comum. Com a democracia participativa podemos enfrentar as estruturas injustas que oprimem os menos favorecidos, promover a dignidade às pessoas e o bem estar de toda a sociedade, promovendo assim a justiça social.

45 Devemos, porém, sentir como gravíssimo o dever de entregar a terra as novas gerações no estado tal que também elas possam dignamente habitá-la e continuar a cultivá-la. Isto implica o empenho de decidir juntos, depois de ter ponderado responsavelmente qual estrada a percorrer, com o objetivo de reforçar aquela aliança entre ser humano e ambiente, que deve ser espelho do amor do Criador, de Deus, de Quem provemos e para quem estamos a caminho. (Bento XVI, 2009, p. 49). Obrigado!

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