DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NO VAREJO: UM ESTUDO EM REDES DE SUPERMERCADOS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NO VAREJO: UM ESTUDO EM REDES DE SUPERMERCADOS"

Transcrição

1 ISSN DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NO VAREJO: UM ESTUDO EM REDES DE SUPERMERCADOS LARISSA SOARES DE LIMA MOTA (FESP) MARÍLIA PASSOS DUARTE (FESP) VANESSA BRAZ CASSOLI (FESP) Resumo A preocupação com o meio ambiente tem gerado muita discussão atualmente, devido à degradação ambiental que o planeta vem sofrendo nos últimos anos. Com o aumento das indústrias, aumentaram também os índices de poluição que agride a naturezaa e prejudica a qualidade de vida da sociedade. As organizações estão começando a colaborar para que minimizem os impactos ambientais. O presente trabalho procurou demonstrar a importância do desenvolvimento sustentável e a necessidade da inserção do mesmo no setor varejista. Partindo dessas considerações este estudo teve como objetivo identificar se o varejo supermercadista adota práticas de desenvolvimento sustentável em seu processo de comercialização. Para isso, foi realizada uma pesquisa de campo, envolvendo entrevista pessoal com os gerentes de seis redes de supermercados do município de Passos, e uma pesquisa de observação nas lojas, para identificar se existem práticas de desenvolvimento sustentável no processo de comercialização. Para avaliação dos dados foi utilizada abordagem qualitativa. O resultado da pesquisa mostrou que os gerentes acreditam que as empresas que aderem ao desenvolvimento sustentável ganham vantagem competitiva, mas são realizadas poucas práticas de sustentabilidade no processo de comercialização no setor supermercadista, pois a população ainda não está muito conscientizada quanto a essa questão, sendo necessário iniciar um processo de educação ambiental nas escolas, com crianças e adolescentes, que são o futuro do planeta. Palavras-chaves: Desenvolvimento sustentável, comércio varejista, educação ambiental.

2 1. INTRODUÇÃO A conservação do meio ambiente é um fator de forte influência no mercado e as empresas são cada vez mais exigidas a adotar práticas adequadas de uso dos recursos naturais e de diminuição dos níveis de poluição. No início, a preocupação da sociedade se limitava ao controle da poluição. Se antes as empresas apenas tratavam os produtos antes de levá-los ao mercado, atualmente elas também têm se preocupado em analisar todo o processo produtivo, desde a matéria-prima até o descarte final, com os propósitos de reduzir resíduos industriais, minimizar desperdícios, evitar que os produtos deem defeitos e assim adquirir aceitação do consumidor consciente. O consumidor responsável se preocupa com o aumento dos desastres ambientais, mudando sua visão perante o processo de compra, tomando como critério de decisão a ecoeficiência do produto. Ele analisa qualidade, preço e o impacto que o produto pode causar na natureza. Na hora da compra, pressupõe-se que os consumidores preferem produtos cuja produção tem menor impacto no meio ambiente. O presente trabalho buscou identificar se o varejo supermercadista no município de Passos (MG) adota práticas de desenvolvimento sustentável no seu processo de comercialização, na dimensão de preservação ambiental. Os supermercados foram escolhidos como campo de estudo por sua forte presença no cotidiano dos consumidores, representando a principal fonte de fornecimento de dezenas de categorias de produtos. A pesquisa teve como objetivos específicos: verificar se existe uma política de sustentabilidade em supermercados de Passos; identificar se no mix de produtos oferecidos nas redes de supermercados de Passos existem itens de apelo sustentável; identificar ações que estimulem os compradores a adotar práticas de sustentabilidade nas compras; e identificar se os gerentes dos estabelecimentos pesquisados acreditam que ganham vantagem competitiva ao aderir ao desenvolvimento sustentável. 2. MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE Primordialmente, a extração de alimentos da natureza feita pelo homem era somente para suprir suas necessidades fisiológicas. Porém, o aumento da produção de alimentos 67

3 possibilitou um aumento da população, que passou a ocupar mais espaço no ambiente natural intensificando a sua destruição. De acordo com Philippi Jr. e Pelicioni (2005), a descoberta do fogo, a prática da agricultura, a domesticação dos animais, o transporte pelas águas, a Revolução Industrial e a era da informática, foram períodos que marcaram a história da civilização, com alterações nos padrões de consumo e produção, resultando no processo acelerado de urbanização, aumento dos índices de poluição e modificações ambientais. Esse acelerado ritmo de industrialização e concentração de contingentes populacionais em áreas urbanas, principalmente a partir de 1960, passou a provocar profundos impactos no meio ambiente, tanto físicos como econômicos e sociais, promovendo a atividade industrial a fator determinante nas transformações ocorridas (ANDRADE; TACHIZAWA; CARVALHO, 2002, p. 5). Segundo Moura (2004), o homem sempre gerou resíduos sem se preocupar, já que os recursos naturais eram abundantes. A preocupação passou a existir quando um grave problema ocorreu em Londres, onde grande parte das indústrias usava carvão para a produção de energia, que em sua queima sem tratamento, emitia grande quantidade de enxofre e material particulado na atmosfera, ocasionando o fenômeno denominado smog: uma inversão térmica que impediu a entrada da luz do sol, causando problemas respiratórios e mais de 100 mortes devido à poluição. A partir desse episódio, surgiu, na década de 1970, o conceito de desenvolvimento sustentável, que admite o uso de recursos naturais no presente, desde que não comprometa o uso desses mesmos recursos por gerações futuras (MOURA, 2004). A conscientização ambiental ao longo da segunda metade do século XX ocorreu paralelamente ao aumento das denúncias sobre os problemas de contaminação do meio ambiente. O processo desencadeado gerou um grande número de normas e regulamentos internacionais que foram reproduzidos nos Estados nacionais e, ao mesmo tempo, surgiram inúmeros órgãos responsáveis para acompanhar a aplicação desses instrumentos legais, como secretarias, departamentos [...] (DIAS, 2010, p. 29). Segundo Moura (2004), na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, que aconteceu em 1992 no Rio de Janeiro, a Eco-92, ficou evidenciada uma mudança generalizada de maior preocupação com o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. As empresas passaram a se preocupar com a racionalização do uso de energia e de matérias-primas, empenhando-se na promoção de reciclagem e reutilização de materiais. 68

4 Através da conscientização e da difusão dos conhecimentos, é possível mudar o modo de encarar o meio ambiente, por meio de ações que busquem o comprometimento de todos os setores da sociedade. A mudança nos padrões de consumo e de produção existentes poderá levar à redução dos impactos ambientais negativos (BRANDALISE, 2008, p. 33). Brandalise (2008) afirma que o indivíduo consciente coopera com a sustentabilidade, constituindo um processo dinâmico onde todos devem participar, não somente as instituições do governo e as organizações, atuando de forma espontânea em benefício da economia, sociedade e meio ambiente. O cidadão conscientemente sustentável está fundamentado na ética ambiental, compreendendo a necessidade de conservar os recursos naturais, adquirindo produtos ecológicos que suprem necessidades básicas, que sejam de empresas ecologicamente sustentáveis e que lhes garantam a qualidade de vida Responsabilidade social e sustentabilidade nas empresas O tema responsabilidade social, de acordo com Smith (1994) citado por Serpa e Fourneau (2007), há algumas décadas é alvo de inúmeros debates no meio acadêmico e empresarial. Observa-se uma transformação no próprio conceito: de uma concepção antes baseada na caridade e no altruísmo, para uma associação entre responsabilidade social e estratégia empresarial; para as empresas, atuar como organização transformadora da sociedade passou a ser considerada uma importante fonte de vantagem competitiva. Segundo Andrade, Tachizawa e Carvalho (2002), a sociedade exige das organizações um posicionamento mais adequado e responsável em relação ao desenvolvimento sustentável, que vem se destacando na qualidade de vida da população. Nos anos 1980, os gastos com proteção ambiental começaram a ser vistos como investimento para o futuro e como vantagem competitiva. A atitude passa de defensiva e reativa, para ativa e criativa. No início a preocupação era unicamente em controlar a poluição. Não se pensava em reduzir os elementos adversos, apenas tratá-los antes de lançá-los ao ambiente. Mas segundo Aligleri, Aligleri e Kruglianskas (2009), com a perspectiva de inovação, o foco muda para a prevenção dos efeitos de produção, eficiência no uso dos recursos, economia de insumos e minimização de desperdícios, para integrar os interesses ambientais e os econômicos. A transparência dos negócios, a sustentabilidade, os stakeholders e o crescimento, para Aligleri, Aligleri e Kruglianskas (2009), são características fundamentais para a reputação das organizações e reconhecimento junto à sociedade. No ambiente dos negócios, a discussão 69

5 sobre responsabilidade socioambiental busca o estado de equilíbrio entre o social e o funcional, que caracteriza um desafio aos profissionais das empresas para articular interesses. Segundo Ferro (2009), a Deloitte organização internacional que presta serviços de auditoria e consultoria, com atuação no Brasil - realizou um estudo para identificar as práticas, visões e preocupações das empresas em relação à sustentabilidade. A pesquisa revelou que a adoção de práticas sustentáveis já acontece em todas as etapas da cadeia produtiva, que as empresas têm mudado seus produtos e processos de produção por exigência de consumidores e também nos mostra que a sustentabilidade é um fator fundamental na escolha de fornecedores, com um amplo conjunto de práticas exigidas por parte das empresas no momento de contratá-los. Na visão de Responsabilidade Ambiental em uma organização é a inclusão no planejamento corporativo, no modelo de gestão e no foco do negócio, de uma abordagem preventiva aos desafios ambientais e de incentivos a métodos de produção e tecnologias que não agridam ao meio ambiente. Buscando minimizar os efeitos com os problemas ambientais diversos que surgem naturalmente, como subprodutos indesejados de uma atividade produtiva, como: poluição; resíduos; esgotamento dos recursos naturais; mudanças no ecossistema; entre outros. A certificação ISO pode ser considerada como uma carta de intenções e o início para que uma organização busque um programa de responsabilidade ambiental (RODRIGUES, 2006, p. 21) Aligleri, Aligleri e Kruglianskas (2009), a responsabilidade socioambiental é considerada a extensão na gestão de uma empresa. A atuação no impacto social deve estar presente nas decisões e no gerenciamento do negócio, na contratação e demissão de pessoal, nas políticas de compra, no consumo de recursos não renováveis, na política de marketing e comunicação ao consumidor, na segurança, e nas condições de trabalho, na relação com a concorrência, entre outros. A demonstração de preocupação com práticas e impactos ambientais é um diferencial de uma empresa comprometida com a sociedade. As organizações apresentam três dimensões do desenvolvimento sustentável. No aspecto econômico, as empresas têm que ser economicamente viáveis, dando retorno ao investimento realizado pelo capital privado. No social, há uma relação da empresa com o funcionário, procurando oferecer melhores condições de trabalho e oportunidades para portadores de deficiência. No ambiental, adota produção mais limpa, oferece condições para o 1 ISO define os elementos de um Sistema de Gestão Ambiental, a avaliação de desempenho ambiental, a rotulagem ambiental e a análise de ciclo de vida. Fonte: HARRINGTON, H. James e KNIGHT, Alan. A Implementação da ISO Como atualizar o Sistema de Gestão Ambiental com Eficácia. São Paulo: Atlas,

6 desenvolvimento da cultura ambiental na organização, desenvolve uma postura de responsabilidade ambiental e procura participar de atividades governamentais no que diz respeito ao meio ambiente, de acordo com Dias (2010). Nos anos 1990, de acordo com Neto (2011), ganhou força a noção de qualidade por toda a empresa. No início deste milênio a questão da sustentabilidade por toda a empresa tem sido bastante divulgada, as empresas e seus stakeholders entenderam que é preciso produzir de maneira sustentável, pois só assim a empresa permanecerá e seguirá competitiva nesse novo mercado onde os consumidores cada vez mais conscientes de seu poder de compra exigem posturas adequadas para um futuro melhor para toda a sociedade. Algumas empresas já buscam colocar em seus produtos os chamados selos verdes, que certificam os produtos como sendo produzidos dentro de padrões sustentáveis. Segundo o Instituto Akatu (LISTAS..., 2007), a necessidade desses selos surgiu na Europa, quando os consumidores passaram a questionar a procedência da madeira que era utilizada em móveis, que logo impactou o mundo todo. Um produto certificado nem sempre é mais caro, mas caso seja, uma pesquisa realizada pelo Instituto Akatu em parceria com a Faber Castell, mostrou que 37% dos consumidores brasileiros se dispõem a pagar um preço mais elevado, por produtos reconhecidamente não nocivos ao meio ambiente. Compromissos sociais também somam pontos no olhar do consumidor, de acordo com essa mesma pesquisa que revelou que 22% dos consumidores disseram premiar as que combatem ações nocivas aos trabalhadores, como o trabalho infantil, e um a cada quatro entrevistados valorizam empresas que empregam deficientes físicos. As grandes empresas devem pautar suas atividades no desenvolvimento sustentável para todas as regiões, afirma Félix (2003). Uma empresa responsável e cidadã procura cuidar do meio ambiente para que gerações futuras desfrutem também dos ecossistemas, participando da conscientização da comunidade em relação às questões ecológicas. Uma pesquisa realizada pela Market Analysis Brasil em associação com a empresa canadense Globescan, por iniciativa do Instituto Akatu e do Instituto Ethos, com 800 consumidores, entre 16 e 69 anos de idade, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife e Brasília, que teve por objetivo conhecer a percepção dos consumidores quanto à RSE, aponta os seguintes dados: 77% dos entrevistados declaram ter muito interesse em saber como as empresas tentam ser socialmente responsáveis; 75% da população concorda que como consumidor, posso interferir na maneira como uma empresa atua de forma responsável ; 30% buscaram informações sobre a RSE; 12% premiaram empresas comprando seus produtos ou falando bem delas a outras pessoas, devido às suas ações de RSE; 71

7 35% dos líderes de opinião declaram ter premiado ou pensado em premiar empresas por motivos ligados positivamente à sua responsabilidade social, contra 24% da média da população como um todo; 34% dos consumidores de países desenvolvidos premiaram empresas devido ao exercício da RSE, frente a 21% dos de países em desenvolvimento e a 12% dos do Brasil (INSTITUTO ETHOS, 2008, citado por OLIVEIRA; GOUVÊA, 2010). Segundo Voltolini (2008) já é bastante aceito que a sustentabilidade é o equilíbrio entre os resultados econômicos, ambientais e sociais. Ela agrega valor ao negócio, se bem implantada impacta positivamente a reputação, torna a cadeia produtiva mais eficiente, reduz riscos inerentes à operação, valorizando a marca e também as ações de mercado A valorização do consumidor para o desenvolvimento sustentável A degradação ambiental causada pela produção e pelo consumo dos recursos naturais se tornou evidente aos olhos do consumidor. A qualidade de vida do ser humano tem sido afetada pelo grande consumo de produtos industrializados produzidos através de recursos naturais que têm condicionado um ambiente impróprio para se habitar, diz Giglio (2005). A relação do ser humano com seu meio ambiente apresenta imediatamente a questão de como ele constrói as condições de vida, as quais são reflexos das opções econômicas adotadas. Cabe salientar aqui que a qualidade de vida do homem é uma consequência direta da qualidade ambiental. Ambas são interdependentes e relacionam-se diretamente com a questão econômica (SEIFFERT, 2006, p. 17). Para Brandão (2010), o consumidor quer comprar sempre, hoje e no futuro, e na hora da compra ele prefere produtos cuja produção terá menor impacto no meio ambiente e feita por uma companhia que utiliza práticas de responsabilidade social. O consumidor verde, tendo como base a ecoeficiência, torna-se cada vez mais exigente e desponta com uma nova visão ambiental empresarial. Dentro da racionalidade ecológica escolhe o produto, observa preço e qualidade ecologicamente corretos e se o produto não é prejudicial ao meio ambiente em nenhuma etapa de seu ciclo de vida. Pode-se considerar a verdadeira mola propulsora das tecnologias limpas (BRANDALISE, 2008). Ao adotar uma postura de interesse nas causas sociais, os consumidores se sentem atraídos pelas ofertas realizadas pelas empresas. Oliveira e Gouvêa (2010) acreditam que a efetivação da Responsabilidade Social Empresarial - RSE - no comportamento do consumidor proporciona vantagem competitiva às empresas. 72

8 Entretanto, uma pesquisa realizada na cidade de São Paulo mostra uma postura contraditória dos brasileiros com relação a questões ambientais. Para Marinho (2010) o problema tende a persistir, uma vez que não se abrem mão do conforto e da conveniência para defender o meio ambiente, como no resultado de que 85% dos habitantes de São Paulo costumam usar as sacolas plásticas do varejo, consideradas mais práticas que levar sacolas reutilizáveis. Segundo essa mesma pesquisa, na hora de escovar os dentes ou fazer a barba os paulistanos são mestres em desperdiçar água. A maioria diz que fica 5 minutos com a torneira aberta e só muda de hábitos quando sente estar afetando seu próprio bolso. Em junho de 2012, a cidade do Rio de Janeiro se tornou a capital mundial do meio ambiente ao longo de 11 dias. Na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, cientistas, ativistas ambientais e chefes de estado buscaram apontar o caminho e estabelecer compromissos de governos e empresas para as próximas décadas, conciliando os anseios de uma classe média global emergente e a necessidade de frear o ritmo com que os 7 bilhões de humanos consomem os recursos do planeta. Segundo Régis (2012), as expectativas para a Rio+20 foram muitas, mas vieram seguidas de frustrações com as duas décadas em que houve menos avanços na área ambiental do que pretendiam os organizadores do evento Eco-92. Cientistas e autoridades no centro das discussões da Rio+20 alertaram que mudanças muito mais profundas serão necessárias se o homem pretende, de fato, manter o planeta habitável para gerações futuras Sustentabilidade no varejo A tendência é que as grandes redes de supermercados apostem cada vez mais em lojas verdes. Apesar de sua construção exigir um custo maior, o montante de investimento vem caindo, segundo Vialli (2010). Nessas lojas verdes são utilizadas técnicas de construção ecológica, com sistemas de economia de energia, captação de água da chuva e telhados que aproveitam a luz natural. Ali são vendidos produtos orgânicos com certificações socioambientais e são disponibilizados centros de coleta seletiva, criando um valor de satisfação aos olhos do consumidor ecologicamente responsável. [...] redes como o Carrefour oferecem produtos que vêm de fazendas onde é possível rastrear a produção. Hoje, 12% dos produtos perecíveis podem ser rastreados, o que significa que a carne, por exemplo, não vem de fazendas onde houve desmatamento ilegal (PIANEZ, 2010, citado por VIALLI, 2010). 73

9 O tema sustentabilidade entrou definitivamente nas estratégias de varejo que, se bem praticadas, permitem reduzir desperdícios e perdas, sendo assim, minimizam custos e geram receitas adicionais, aproximando clientes, fornecedores e colaboradores. Segundo Serrentino (2010), a rede Wal-Mart reposicionou sua marca a partir de 2005 com base em três metas: alcançar 100% do uso de energia renovada, zerar resíduos e vender produtos que ajudem as pessoas e o ambiente, numa execução definida como abordagem 360, que envolve operações, fornecedores, consumidores e colaboradores. A rede Pão de Açúcar também tem adotado novas posturas em algumas de suas unidades para tornar a prestação de serviços mais responsável do ponto de vista ambiental e social, afirma Prado (2008). A loja de Indaiatuba (SP), que foi construída no local por razões logísticas e em função do histórico que o município possui quanto à preocupação com a redução de impactos ambientais e o grau de conscientização da população, foi a primeira unidade que além de reunir todas as iniciativas de sustentabilidade experimentadas em outras lojas da bandeira, cumpriu os requisitos para obter certificação do Green Building Council, que é uma organização que dissemina a importância de desenvolver a indústria da construção sustentável no Brasil e demonstra iniciativas a serem adotadas por elas durante o processo de construção para tornar as edificações mais sustentáveis. A loja ganhou certificação LEED 2, em que o estabelecimento cumpre com 80% das exigências do selo verde, sendo o primeiro supermercado a adquiri-lo seis meses após o início de seu funcionamento. [...] implantação de programas de sustentabilidade no varejo pressupõe alguns elementos: ter metas e métricas claras e compartilhadas em todos os níveis da empresa e seus fornecedores; contar com o comprometimento da cúpula o processo vem de cima; praticar o que se prega e ter consistência nas ações; avaliar impacto e retorno econômico das frentes de ação. Sustentabilidade caminha junto com lucratividade. Negócios sem rentabilidade não são sustentáveis. No futuro não haverá lojas verdes, pois todas elas serão. O aprendizado e disseminação de boas práticas tornarão as questões ambientais, trabalhistas e de relação com a comunidade commodities entre as empresas de varejo. E o planeta agradecerá (SERRENTINO, 2010). O comércio varejista é um setor que trabalha muito próximo aos consumidores, e estes estão muito presentes no cotidiano dessas empresas, assim a visibilidade de ações que as valorizam é um importante ingrediente para o sucesso. A rede Pão de Açúcar tem investido 2 LEED Leadership in Energy and Environmental Design Liderança em Energia e Design Ambiental, é o selo verde com maior reconhecimento internacional no setor de construção civil. Fonte: SPITZCOVSKY, Débora. Certificação LEED: tudo sobre o principal selo de construção sustentável no Brasil. Planeta Sustentável. São Paulo: Disponível em: Acesso em: 17/05/

10 tão maciçamente em sustentabilidade que, de acordo com a pesquisa As empresas mais sustentáveis segundo a mídia realizada pela Revista Imprensa (EMPRESAS..., 2011), a rede foi a primeira colocada dentre as que mais estiveram presentes no noticiário durante o ano de 2010, de maneira positiva em razão de práticas e ações sustentáveis, seguida pelo Wal-Mart, primeiro colocado no ano anterior. Para fortalecer a imagem perante a sociedade as empresas vêm adotando ações sustentáveis como a redução de desperdícios e perdas, a venda de produtos ambientalmente corretos e também têm adaptado suas lojas com o intuito de reduzir os impactos ao meio ambiente. Segundo Bernardo (2010), um projeto criado pela empresa Fields vem tentando solucionar o problema das sacolas plásticas, que no Brasil são consumidas num número de 12 bilhões anualmente. Utilizando um sistema de tecnologia reversa, o Sistema Transvoll consiste em substituir as sacolas de supermercado por um carrinho que permite encaixar diversas caixas dobráveis, confeccionadas de pet reciclado ou outras embalagens de materiais recicláveis, possibilitando ao cliente levar suas caixas para casa e reutilizá-las em suas próximas compras. Um protocolo de intenções que prevê a colaboração mútua no desenvolvimento de ações conjuntas em campanhas de educação ambiental foi assinado entre a Associação Paulista de Supermercados - APAS - e a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, na abertura do 24º Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados, que teve como tema a sustentabilidade em nome do consumidor. Segundo Duarte (2008), a questão ambiental necessita de engajamento e de consumidores conscientes, por meio de mutirões ambientais, divulgação interna e externa, distribuição de materiais e apresentação de propostas relacionadas aos temas das campanhas de mobilização social, assim será possível o cumprimento das intenções propostas. 3. METODOLOGIA Esta pesquisa é classificada como descritiva, que segundo Vergara (2009, p. 42): [...] pesquisa descritiva expõe características de determinada população ou de determinado fenômeno. Pode também estabelecer correlações entre variáveis e definir sua natureza. Não tem compromisso de explicar os fenômenos que descreve, embora sirva de base para tal explicação. Pesquisa de opinião insere-se nessa classificação. 75

11 Quanto aos meios, o estudo foi realizado através de pesquisa de campo, envolvendo entrevista pessoal com gerentes de supermercados e pesquisa de observação em lojas supermercadistas, com o intuito de identificar, nas seções dos supermercados analisados, a presença de produtos sustentáveis e indícios de prática de sustentabilidade ambiental. Para avaliação da pesquisa de campo e da pesquisa de observação, utilizou-se abordagem qualitativa, que segundo Minayo (2007), é um método que se aplica ao estudo das relações, das representações, das crenças, das percepções e das opiniões, resultado do entendimento que as pessoas fazem da maneira como vivem, constroem, sentem e pensam. A pesquisa foi realizada no município de Passos, localizado no sudoeste mineiro nas margens da rodovia MG 050, de fácil acesso aos grandes centros industriais e estradas rurais na região. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2010) Passos conta com uma população estimada de mil habitantes. Os supermercados foram escolhidos como campo de estudo por sua forte presença no cotidiano dos consumidores, a principal fonte de dezenas de categorias de produtos. Segundo listagem fornecida pela Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Turismo de Passos, existiam no município em setembro de 2011, 126 estabelecimentos do tipo supermercado ou mercearia. A amostra usada na pesquisa foi do tipo não probabilística por tipicidade, que de acordo com Vergara (2009, p. 47) é [...] constituída pela seleção de elementos que o pesquisador considere representativos da população-alvo, o que requer profundo conhecimento dessa população. Definiu-se para este estudo, portanto, analisar redes de supermercados, aqui classificadas como empresas supermercadistas que possuem duas ou mais lojas, sejam todas elas localizadas em Passos ou pertencentes a uma rede maior com atuação na região ou no Estado. Na listagem de 126 estabelecimentos fornecida pela Secretaria de Indústria e Comércio, identificaram-se seis empresas dentro desse critério, que nesse estudo são denominadas como Rede A, Rede B, Rede C, Rede D, Rede E e Rede F. Quanto aos sujeitos estudados, a pesquisa teve como público-alvo gerentes das redes de supermercados selecionadas. Havendo mais de um gerente por rede, a abordagem foi ao gerente geral da empresa ou ao gerente da loja mais antiga de cada rede, consistindo, portanto, em seis gerentes pesquisados, denominados como GA, GB, GC, GD, GE e GF. A entrevista com os gerentes foi do tipo individual, mediante um roteiro de entrevista embasado em informações já descritas no referencial teórico, em estrutura semiaberta, ou seja, que apresenta perguntas ou tópicos ordenados, mas que permite também inclusões, exclusões, 76

12 mudanças em geral nas perguntas, explicações ao entrevistado quanto a alguma pergunta ou alguma palavra, o que lhe dá um caráter de abertura. Os dados coletados nas entrevistas e na observação das lojas, em novembro e dezembro de 2011, foram analisados qualitativamente e comparados à literatura sobre o tema. 4. RESULTADOS E DISCUSSÕES Inicialmente observou-se a incidência de ações, produtos ou estrutura das redes de supermercados voltados à sustentabilidade, que são apresentados na tabela 1. Tabela 1 Incidência de ações, produtos ou estrutura voltados à sustentabilidade. Itens observados RS A RS - B RS - C RS - D RS - E RS - F Seções específicas para produtos ecológicos Não Não Não Não Não Não Sinalização visual sobre sustentabilidade Não Sim Sim Sim Não Não Lixeiras convencionais Não Sim Não Sim Não Não Lixeiras para coleta seletiva Não Não Não Não Não Não Coletores de pilhas e baterias Sim Sim Sim Não Não Não Sacolas retornáveis Não Sim Sim Sim Não Não Divulgação sobre ações sustentáveis ou conscientização dos consumidores quanto à sustentabilidade Não Sim Sim Sim Não Não Fonte: Dados da Pesquisa. RS = Rede de Supermercado. Em seguida observaram-se as seções que contêm produtos ecológicos, orgânicos ou com embalagem ecológica, como mostra a Tabela 2. Tabela 2 Seções que contêm produtos ecológicos, orgânicos ou com embalagem ecológica. Seções observadas RS - A RS - B RS - C RS - D RS - E RS - F Alimentos Sim Sim Sim Sim Sim Sim 77

13 Bebidas Sim Sim Sim Sim Sim Sim Higiene Pessoal Sim Sim Sim Sim Sim Sim Papelaria Sim Não Sim Sim Sim Sim Produtos de limpeza Sim Sim Sim Sim Sim Sim Produtos orgânicos Sim Sim Sim Sim Não Sim Fonte: Dados da Pesquisa. RS = Rede de Supermercado. A rede de supermercado A não possui em suas diretrizes de negócio nenhuma prática de sustentabilidade ambiental, mas em uma reforma realizada na padaria, segundo o GA, colocou-se um filtro na chaminé do forno para minimizar a emissão de poluentes. De acordo com o GA o supermercado não possui lixeiras para coleta seletiva, apenas lixeiras comuns para uso interno e como observado na Tabela 1, a loja possui coletores de pilhas e baterias. Já existe grande procura de sacolas ecológicas que ainda não estão disponíveis para venda. Em substituição às sacolas plásticas são oferecidas caixas de papelão. Estão disponíveis para venda produtos à base de reciclagem, no setor de papelaria, e com embalagem reciclável em vários setores do supermercado. Os produtos orgânicos são encontrados no setor de hortifruti, mas existe pouca divulgação e os clientes não têm o hábito de consumir, o que pôde ser identificado também na pesquisa de observação. Esse fato contraria dados de autores sobre o tema, segundo os quais o consumidor considera a sua qualidade de vida, o meio ambiente e deseja que as empresas pensem mais ecologicamente. De acordo com o referencial teórico, os selos verdes certificam que os produtos estão sendo produzidos dentro dos padrões de sustentabilidade. Na Rede de Supermercado A, os clientes sempre olham a data de validade, mas não costumam perguntar sobre o selo verde. Os produtos sustentáveis são mais caros, e a diferença do preço influencia na hora da compra. Como o percentual de clientes conscientizados ainda é pequeno, a venda dos produtos comuns é maior. De acordo com o gerente da rede: Quem já está conscientizado quanto à sustentabilidade, não se preocupa com o preço, mas quem está começando a entender a sua importância agora, assusta com valor alto das mercadorias (GA). O GA acredita que supermercados que colaboram para a preservação do meio ambiente atraem mais clientes de classe A. Já em um supermercado de periferia, onde a maioria dos clientes é de classe C, aderir ao desenvolvimento sustentável é difícil, pois a preocupação é com preço baixo. Isso contraria informações que indicam que o grande nome da sustentabilidade no varejo é o Wal-Mart, que atende clientes de todas as classes sociais. 78

14 A rede de supermercado B adota algumas práticas de sustentabilidade ambiental em suas diretrizes de negócio, sendo elas a coleta de pilhas usadas, que em parceria com uma faculdade são enviadas para a Gerdau de Belo Horizonte, tendo a garantia de que esse trabalho está realmente colaborando com o meio ambiente, pois antes desta parceria acontecer o supermercado não tinha como descartar ecologicamente esse material. Também identificouse na pesquisa de observação, como demonstra a tabela 2, a presença de coletores de pilhas e baterias e lixeiras convencionais, no setor de hortifruti e em pontos de degustação. Na rede B foram implantadas lixeiras para coleta seletiva nas lojas, mas não tiveram resultado, devido ao fato de a prefeitura não recolher separadamente o lixo e as pessoas não respeitarem a indicação de cada lixeira. A separação do lixo gerado é feita pelo próprio supermercado, onde os plásticos e papelões, que representam a maioria, são doados para entidades ou vendidos. O supermercado B além de divulgar em jornais, redes sociais e no site da empresa suas práticas de sustentabilidade, também possui sinalização visual que foi possível identificar na observação feita na loja. Na construção física das suas lojas não foi utilizado nenhum recurso ecológico, mas a rede B tem feito pequenas adaptações, com planejamento de desenvolvimento sustentável para futuras lojas. O supermercado B oferece e incentiva o cliente a usar sacolas ecológicas há 2 ou 3 anos, e estas estão expostas na loja, podendo ser observado na tabela 1. Seu primeiro passo foi substituir as sacolas plásticas pelas sacolas oxi-biodegradáveis. Realizaram uma ação de um dia sem sacolas plásticas, para conscientizar o cliente da importância quanto ao uso de sacolas retornáveis. Muitos clientes aderiram à ideia e outros compram mas não reutilizam. Observou-se que o supermercado B também oferece na frente dos caixas de todas as lojas, caixas de papelão, para que os clientes possam levar suas compras. Segundo a GB, no mix de itens vendidos pelo supermercado, existem produtos com embalagem reciclável, mas não produtos reciclados, o que pode ser observado na tabela 2. A empresa está iniciando a venda de produtos orgânicos nos setores de hortifruti, bebidas, embutidos e azeites. A procura por esses produtos tem sido maior no setor de hortifruti e embora não possam ser considerados produtos orgânicos, os diet e light também têm sido muito procurados. Os produtos orgânicos, por serem diferenciados, possuem um preço mais alto, mas o cliente que procura esse tipo de produto paga por isso, embora os comuns sejam mais vendidos. Os clientes não têm o hábito de analisar a procedência dos mesmos. 79

15 Para a GB, há uma tendência que as empresas se adaptem para colaborar com o meio ambiente, pois a sustentabilidade é um grande diferencial para a sua imagem, que é muito valorizada pelos clientes, e suas ações colaboram com o aumento das vendas, ganhando vantagem competitiva. A rede de supermercado C possui em suas diretrizes de negócio ações pontuais, projetos de conscientização juntamente com a Polícia Ambiental. No ano de 2010, com o apoio da Coca-Cola, a empresa realizou palestras em escolas, com foco na reciclagem, com o objetivo de conscientizar as crianças e os jovens quanto à importância da preservação. Essas ações realizadas pela empresa têm pouca divulgação nos pontos de venda, pois acreditam que sustentabilidade é uma questão de educação. A empresa C procura adquirir equipamentos que vão agredir menos o meio ambiente e que estejam vinculados a retorno econômico. Na cobertura das lojas, por exemplo, foram utilizadas telhas fabricadas dentro de padrões ambientalmente corretos, o que é uma tendência. As lojas da rede C possuem somente lixeiras para coleta de pilhas e baterias, como também pôde ser notado na pesquisa de observação, e as mesmas não são utilizadas corretamente, sendo que os clientes costumam jogar lixos diversos dentro delas. Segundo o gerente da rede de supermercado C: As lojas não possuem lixeiras para coleta seletiva porque é uma questão cultural e a sociedade ainda não possui consciência de separar corretamente o lixo, o poder público, responsável pela coleta do lixo, não o recolhe separadamente e as entidades que fazem esse tipo de coleta estão pouco estruturadas (GC). O supermercado C oferece sacolas ecológicas com um baixo custo. No início da campanha os clientes compraram bastantes sacolas retornáveis, depois as vendas caíram, e poucos as reutilizaram. O supermercado também oferece caixas de papelão para transportar as compras, mas a maioria dos clientes continua usando as sacolas plásticas, que tem um segundo uso, como sacos de lixo. Observou-se que as sacolas retornáveis e as caixas de papelão ficam expostas nos caixas. Como pode ser observado na tabela 2, no mix de itens vendidos pelo supermercado C estão disponíveis produtos orgânicos, que são: azeite orgânico, arroz orgânico, açúcar orgânico, vinho orgânico e também no setor de hortifruti. A procura por esses produtos é baixa. De acordo com o GC poucos clientes, os que prezam pela saúde, analisam a 80

16 procedência e optam por comprar estes tipos de produtos, que são mais saudáveis. Os produtos comuns são mais vendidos, pois os orgânicos são mais caros. A rede de supermercado D divulga sua preocupação com a sustentabilidade na mídia, incentiva os clientes a comprar sacolas retornáveis e oferece caixas de papelão para transportar as compras. No começo da campanha a venda de sacolas retornáveis foi grande, mas não houve a reutilização das mesmas. As caixas de papelão também não têm muita aceitação, os clientes preferem mesmo as sacolas plásticas. A empresa fez uma campanha de dois dias sem sacolas plásticas, os clientes reclamaram, mas tiveram que utilizar as caixas de papelão e até mesmo as sacolas retornáveis. Na construção física da loja C não foi utilizado nenhum recurso ecológico, o que já tem acontecido nas grandes redes de supermercados, como mostra o referencial teórico. O supermercado possui somente lixeiras comuns, como foi observado no setor de hortifruti, degustação e na entrada da loja, que não são utilizadas corretamente pelos clientes. O supermercado D já chegou a colocar um setor somente de produtos orgânicos, mas não teve muita aceitação, fazendo com que os produtos perdessem a validade. Hoje existem poucos produtos orgânicos disponíveis na loja, que se encontram no setor de hortifruti e em alguns outros setores, como também pode ser observado na tabela 2. A loja D vende produtos de marca própria com selo verde, mas segundo o gerente poucos consumidores analisam a procedência dos produtos. Conforme a revisão bibliográfica, algumas empresas colocam os selos verdes em seus produtos que os certificam como produzidos dentro de padrões sustentáveis e esses produtos nem sempre têm preço superior aos convencionais. Mas para o GD eles são mais caros e por isso são menos vendidos. Na opinião do GD, os clientes valorizam muito a imagem de uma empresa, sendo assim, os supermercados que colaboram com o meio ambiente ganham vantagem competitiva. A rede de supermercado E informa sua preocupação com a sustentabilidade em folhetos e orienta a sociedade quanto ao uso das sacolas retornáveis, que segundo o GE, são vendidas ou doadas, dependendo do valor da compra. Também são fornecidas caixas de papelão, mas na opinião do GE o resultado não é positivo, pois os consumidores preferem as sacolas plásticas para usar em casa como sacos de lixo. Ao realizar a pesquisa de observação não foram identificados folhetos para divulgação e nem sacolas ecológicas. Na construção da loja D não foi utilizado nenhum recurso ecológico e o supermercado não possui lixeiras para coleta seletiva, nem lixeiras convencionais e coletores de pilhas e baterias, o que também pode ser analisado na Tabela 1. 81

17 Entre os produtos vendidos na loja, de acordo com o GE, há alguns que agridem menos o meio ambiente, como a Coca-cola de 600 ml, cujo petróleo usado na fabricação do plástico da embalagem é substituído por etanol. Segundo ele também há produtos orgânicos no setor de hortifruti, o que não foi identificado na Tabela 2, mas os produtos sustentáveis não são procurados, porque são mais caros e os clientes se preocupam somente com o preço. A rede de supermercado F, segundo o gerente, vende sem margens de lucro sacolas retornáveis, é realizada uma divulgação interna, mas poucos clientes aderem à ideia, e como mostra a Tabela 1, não estavam expostas na loja as sacolas retornáveis. O supermercado possui filtros na chaminé da padaria, para que a fumaça agrida menos o meio ambiente. No mix de itens vendidos há produtos com embalagens recicláveis como refrigerantes, produtos à base de reciclagem que se encontram no setor de papelaria e produtos orgânicos no setor de hortifruti e na seção de produtos naturais, como sementes, soja, linhaça e gérmen de trigo. Os produtos orgânicos são muito procurados por consumidores que se preocupam com a saúde, eles costumam analisar também a procedência dos mesmos, segundo o gerente. Produtos comuns por terem um preço mais acessível são mais vendidos. O GF acredita que por se tratar de um supermercado de bairro afastado, a empresa aderir ou não ao desenvolvimento sustentável não influencia na hora da compra. Verifica-se que há procura por produtos orgânicos na rede de supermercado F. A presente pesquisa mostra que nenhuma das seis redes de supermercados possui seções específicas para produtos ecológicos e que em todas elas os produtos sustentáveis têm preço superior aos convencionais. Apenas as redes B e D possuem sinalização visual sobre sustentabilidade, apesar de todos os gerentes acreditarem que uma empresa que divulga suas ações sustentáveis possui vantagem competitiva sobre as outras. Não foram identificadas em nenhuma das redes lixeiras para coleta seletiva, embora nas redes A, B e C tenham sido identificados coletores de pilhas e baterias conforme mostra a tabela 1. Na construção física das lojas das seis Redes de Supermercados pesquisadas no município de Passos não foi utilizado nenhum recurso ecológico, a maioria delas possui construção antiga, algumas fizeram pequenas adaptações para agredir menos o meio ambiente e outras possuem planejamento. Foi observado que existem produtos ecológicos nas seções de alimentos, bebidas, higiene pessoal e produtos de limpeza em todas as seis Redes de Supermercados, pois a 82

18 maioria dos fornecedores já está adaptando seus produtos devido ao grande apelo existente em relação à preservação do meio ambiente. Em pesquisa realizada por Figueiredo e Silva (2007), sobre a influência do marketing social em uma rede de supermercado no município de Passos, foi constatado que o desenvolvimento socioambiental era um assunto pouco difundido perante a população e que a maioria das pessoas detinha pouco ou nenhum conhecimento sobre o assunto. Percebe-se que quase não houve mudanças, apesar de grandes conferências como a Rio+20, que mobiliza o mundo todo para uma conscientização ambiental. Alguns dos gerentes entrevistados mencionaram que para se alcançar resultados positivos com práticas sustentáveis dentro da loja, é necessário iniciar uma boa educação ambiental nas escolas que é a formação de base para os cidadãos, incorporando dimensões sociais, políticas, econômicas, culturais, ecológicas e éticas, para ampliar a noção de dever quanto ao futuro do planeta, assim as redes de supermercados poderão cada vez mais aumentar a comercialização de produtos ecologicamente corretos. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS O agravamento dos impactos sobre a natureza vem trazendo nas últimas décadas discussões acerca de um desenvolvimento sustentável, que minimize os desastres ambientais e ao mesmo tempo torne as empresas mais competitivas no mercado, por meio do compromisso da empresa com o meio ambiente e com a sociedade. As empresas que desejam ter uma boa imagem diante dos consumidores devem promover ações em prol do meio ambiente, comprando de fornecedores comprometidos, oferecendo produtos ambientalmente corretos e incentivando os clientes a terem atitudes conscientemente sustentáveis. Essas ações passam a fazer parte do planejamento, garantindo maior retorno financeiro. Apesar de muitas evidências, ainda é pequeno o número de pessoas que adotam atitudes conscientes, mesmo já existindo muita divulgação quanto à sustentabilidade. A conscientização ambiental deve começar nas escolas, com a realização de trabalhos pedagógicos para formar cidadãos que serão os responsáveis pelo futuro do planeta. Diante desse cenário, o presente trabalho procurou abordar a percepção dos gerentes de seis Redes de Supermercados do município de Passos (MG) quanto ao desenvolvimento 83

19 sustentável no varejo. A pesquisa buscou identificar se existem práticas e itens de apelo sustentável no processo de comercialização e qual a influencia na hora da compra. A pesquisa realizada com os gerentes de seis Redes de Supermercados mostrou que embora acreditem que a sustentabilidade é um importante fator para a empresa se manter no mercado, é mínima a prática a favor do meio ambiente nas lojas. No setor supermercadista de Passos ainda não há presença de lojas verdes. Os gerentes entrevistados acreditam que o investimento para isso é muito alto, e por isso o que eles têm feito são pequenas adaptações nas lojas, sendo que alguns afirmam possuir planejamento de construção ecológica. As pesquisadoras observaram que entre os produtos oferecidos pelas lojas há muita variedade de produtos ecológicos, com embalagens recicláveis e/ou econômicas, que têm bastante aceitação, pelo preço igual ou menor que o preço dos produtos convencionais. Já quanto aos produtos orgânicos não há tanta diversidade, devido ao fato de os clientes comprarem pouco, por serem mais caros. Ressalta-se que, para os entrevistados, o investimento em ações sustentáveis é muito alto e o retorno não é rápido. O preço é o fator que mais influencia na hora da compra e os consumidores não estão dando a importância necessária aos produtos ecologicamente corretos. A maioria dos supermercados oferece sacolas retornáveis e/ou caixas de papelão para os clientes transportarem suas compras, essas são algumas práticas que podem conservar o planeta ao longo dos anos, garantindo um futuro para as próximas gerações. Embora os gerentes acreditem que ganham vantagem competitiva aderindo ao desenvolvimento sustentável, no processo de comercialização das redes de supermercados pesquisadas, são realizadas poucas práticas de sustentabilidade, devido ao fato de a população não ter consciência e ainda estar pouco educada quanto à importância da conservação do meio ambiente. REFERÊNCIAS ALIGLERI, Lilian, ALIGLERI, Luiz Antonio e KRUGLIANSKAS, Isak. Gestão Socioambiental: Responsabilidade e Sustentabilidade do Negócio. São Paulo: Atlas S.A., ANDRADE, Rui Otávio Bernardes de, TACHIZAWA, Takeshy e CARVALHO, Ana Barreiros de. Gestão Ambiental: Enfoque Estratégico Aplicado ao Desenvolvimento Sustentável. 2. ed. São Paulo: Pearson Makron Books,

20 BERNARDO, Kaluan. Ciclo Vivo - Invenção pode substituir Sacolas Plásticas. São Paulo: Disponível em: substituir_sacolas_plasticas/. Acesso em: 18/09/2011. BRANDALISE, Loreni Teresinha. A Percepção do Consumidor na Análise do Ciclo de Vida do produto. Cascavel: EDUNIOESTE, BRANDÃO, Ana. Como comprar melhor Artigo disponível em: shtml. Acesso 18/04/2011. DIAS, Reinaldo. Gestão Ambiental Responsabilidade Social e Sustentabilidade. 7. reimpr. - São Paulo: Atlas S.A., DUARTE, Valéria. Governo do Estado de São Paulo Secretaria do Meio Ambiente Parceria com supermercados paulistas vai promover sustentabilidade. São Paulo: Disponível em: Acesso em: 14/09/2011. EMPRESAS mais sustentáveis segundo a mídia. Revista Imprensa. São Paulo: Disponível em: ng_varejo.asp Acesso em: 05/11/2011. FÉLIX, Luiz Fernando Fortes. Responsabilidade Social das Empresas. 2. ed. volume 2. São Paulo: Peirópolis, FERRO, Rogério. Preocupação das empresas com a sustentabilidade abrange toda cadeia produtiva. Instituto Akatu. São Paulo, Disponível em: Acesso em: 04/09/2011. FIGUEIREDO, Devanilda da Silva; SILVA, Silvia Lara da. Responsabilidade Social: O caminho do marketing social. Monografia (Graduação em Administração de Empresas) Universidade do Estado de Minas Gerais Fundação de Ensino Superior de Passos Faculdade de Administração de Passos, GIGLIO, Ernesto Michelangelo. O comportamento do consumidor. 3. ed. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, HARRINGTON, H. James e KNIGHT, Alan. A Implementação da ISO Como atualizar o Sistema de Gestão Ambiental com Eficácia. São Paulo: Atlas, IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em: Acesso em 16/05/2011. LISTAS limpas ajudam na hora da compra. Instituto Akatu. São Paulo, Disponível em: Acesso em: 05/09/

MARKETING AMBIENTAL: UMA FERRAMENTA EMPRESARIAL ESTRATÉGICA

MARKETING AMBIENTAL: UMA FERRAMENTA EMPRESARIAL ESTRATÉGICA 1 MARKETING AMBIENTAL: UMA FERRAMENTA EMPRESARIAL ESTRATÉGICA Felipe Rogério Pereira (UniSALESIANO Araçatuba/SP) HerculesFarnesi Cunha ( Docente das Faculdades Integradas de Três Lagoas- AEMS e UniSALESIANO

Leia mais

FACCAMP - FACULDADE DE CAMPO LIMPO PAULISTA CURSO DE TECNOLOGIA EM GESTÃO FINANCEIRA Campo Limpo Paulista - Maio 2013

FACCAMP - FACULDADE DE CAMPO LIMPO PAULISTA CURSO DE TECNOLOGIA EM GESTÃO FINANCEIRA Campo Limpo Paulista - Maio 2013 FACCAMP - FACULDADE DE CAMPO LIMPO PAULISTA CURSO DE TECNOLOGIA EM GESTÃO FINANCEIRA Campo Limpo Paulista - Maio 2013 DISCIPLINA - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Integrantes: Adriano de Oliveira RA: 14759 Karina

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PROCESSO EMPRESARIAL: UMA ESTRATÉGIA NA INTEGRAÇÃO DAS AÇÕES DE SUSTENTABILIDADE

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PROCESSO EMPRESARIAL: UMA ESTRATÉGIA NA INTEGRAÇÃO DAS AÇÕES DE SUSTENTABILIDADE Revista Ceciliana Jun 5(1): 1-6, 2013 ISSN 2175-7224 - 2013/2014 - Universidade Santa Cecília Disponível online em http://www.unisanta.br/revistaceciliana EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PROCESSO EMPRESARIAL: UMA

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: O CASO DE UMA ESCOLA DO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: O CASO DE UMA ESCOLA DO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: O CASO DE UMA ESCOLA DO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA Angelica Raquel Negrele de Faria (UNICENTRO), Izamara de Oliveira Ferreira (UNICENTRO), Prof. Silvio Roberto Stefano (Orientador),

Leia mais

Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras

Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras 1. DECLARAÇÃO Nós, das empresas Eletrobras, comprometemo-nos a contribuir efetivamente para o desenvolvimento sustentável, das áreas onde atuamos e

Leia mais

ACONTECENDO? O QUE ESTÁ O QUE PODEMOS FAZER?

ACONTECENDO? O QUE ESTÁ O QUE PODEMOS FAZER? O QUE ESTÁ ACONTECENDO? O futuro é uma incógnita. As tendências são preocupantes, mas uma coisa é certa: cada um tem de fazer sua parte. Todos somos responsáveis. A atual forma de relacionamento da humanidade

Leia mais

AULA 5 SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL. Professor: ALAN Coordenador: Prof. LAÉRCIO

AULA 5 SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL. Professor: ALAN Coordenador: Prof. LAÉRCIO 1 Professor: ALAN Coordenador: Prof. LAÉRCIO 1 2 Reconheça o que está ao alcance dos seus olhos, e o que está oculto tornar-se-á claro para você. Jesus de Nazaré 2 3 1. Citar as principais contribuições

Leia mais

01/12/2012 MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL. Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO

01/12/2012 MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL. Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO TAREFAS ESTRUTURA PESSOAS AMBIENTE TECNOLOGIA ÊNFASE NAS TAREFAS Novos mercados e novos conhecimentos ÊNFASE

Leia mais

Responsabilidade Socioambiental e Sustentabilidade

Responsabilidade Socioambiental e Sustentabilidade Responsabilidade Socioambiental e Sustentabilidade - Uma Estratégia Empreendedora - Roberta Cardoso Abril/2008 Por que o mundo inteiro fala em Sustentabilidade? AQUECIMENTO GLOBAL Evidências: Aumento

Leia mais

A EMPRESA COMO MODELO DE SUSTENTABILIDADE. Barbara Augusta PAULETO¹ RGM 071257 Fabiane Aparecida RODRIGUES¹ RGM 072625

A EMPRESA COMO MODELO DE SUSTENTABILIDADE. Barbara Augusta PAULETO¹ RGM 071257 Fabiane Aparecida RODRIGUES¹ RGM 072625 A EMPRESA COMO MODELO DE SUSTENTABILIDADE Barbara Augusta PAULETO¹ RGM 071257 Fabiane Aparecida RODRIGUES¹ RGM 072625 Renato Francisco Saldanha SILVA² Ailton EUGENIO 3 Resumo Muitas empresas mostram ser

Leia mais

Consumo Consciente e Criação de Valor Compartilhado

Consumo Consciente e Criação de Valor Compartilhado Nestlé Brasil Ltda. Consumo Consciente e Criação de Valor Compartilhado ALAS Agosto, 2010 CSV - Responsabilidade Social Corporativa na Nestlé Além da sustentabilidade: criar valor CRIAR VALOR COMPARTILHADO

Leia mais

CONSCIENTIZAÇÃO DO USO E DESCARTE DAS PILHAS E BATERIAS

CONSCIENTIZAÇÃO DO USO E DESCARTE DAS PILHAS E BATERIAS CONSCIENTIZAÇÃO DO USO E DESCARTE DAS PILHAS E BATERIAS 1 João Lopes da Silva Neto; 2 Juciery Samara Campos Oliveira; 3 Thayana Santiago Mendes; 4 Geovana do Socorro Vasconcelos Martins 1 (AUTOR) Discente

Leia mais

Secretaria Municipal de meio Ambiente

Secretaria Municipal de meio Ambiente PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL O presente Programa é um instrumento que visa à minimização de resíduos sólidos, tendo como escopo para tanto a educação ambiental voltada

Leia mais

POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes

POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Elaboração Luiz Guilherme D CQSMS 10 00 Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes Avaliação da Necessidade de Treinamento

Leia mais

18/06/2009. Quando cuidar do meio-ambiente é um bom negócio. Blog: www.tudibao.com.br E-mail: silvia@tudibao.com.br.

18/06/2009. Quando cuidar do meio-ambiente é um bom negócio. Blog: www.tudibao.com.br E-mail: silvia@tudibao.com.br. Marketing Ambiental Quando cuidar do meio-ambiente é um bom negócio. O que temos visto e ouvido falar das empresas ou associado a elas? Blog: www.tudibao.com.br E-mail: silvia@tudibao.com.br 2 3 Sílvia

Leia mais

Perfil das empresas. Porte da Empresa. Tipo de indústria. (NA) (%) Média 84 55 De 100 a 499 funcionários Grande 69 45 500 ou mais funcionários

Perfil das empresas. Porte da Empresa. Tipo de indústria. (NA) (%) Média 84 55 De 100 a 499 funcionários Grande 69 45 500 ou mais funcionários Perfil das empresas Porte da Empresa (NA) Média 84 De 00 a 499 funcionários Grande 69 4 00 ou mais funcionários 3 00 Tipo de indústria (NA) Indústria/agência de embalagens 33 Usuária de embalagens 02 67

Leia mais

SUSTENTABILIDADE NA PEQUENA E MÉDIA EMPRESA

SUSTENTABILIDADE NA PEQUENA E MÉDIA EMPRESA SUSTENTABILIDADE NA PEQUENA E MÉDIA EMPRESA 1 O CONCEITO 2 - BARREIRAS E MOTIVADORES 3 AÇÕES EMPREENDEDORAS EVOLUÇÃO E TENDÊNCIAS NOS NEGÓCIOS SUSTENTABILIDADE "suprir as necessidades da geração presente

Leia mais

MARKETING VERDE E-BOOK GRATUITO DESENVOLVIDO PELA SITE SUSTENTÁVEL

MARKETING VERDE E-BOOK GRATUITO DESENVOLVIDO PELA SITE SUSTENTÁVEL MARKETING VERDE E-BOOK GRATUITO DESENVOLVIDO PELA SITE SUSTENTÁVEL Introdução: O marketing verde já não é tendência. Ele se tornou uma realidade e as empresas o enxergam como uma oportunidade para atrair

Leia mais

Sustentabilidade no Grupo Boticário. Atuação com a Rede de Franquias

Sustentabilidade no Grupo Boticário. Atuação com a Rede de Franquias Sustentabilidade no Grupo Boticário Atuação com a Rede de Franquias Mais de 6.000 colaboradores. Sede (Fábrica e Escritórios) em São José dos Pinhais (PR) Escritórios em Curitiba (PR) e São Paulo (SP).

Leia mais

Conjunto de pessoas que formam a força de trabalho das empresas.

Conjunto de pessoas que formam a força de trabalho das empresas. 1. OBJETIVOS Estabelecer diretrizes que norteiem as ações das Empresas Eletrobras quanto à promoção do desenvolvimento sustentável, buscando equilibrar oportunidades de negócio com responsabilidade social,

Leia mais

Manual do Sistema de Gestão Ambiental - Instant Solutions. Manual do Sistema de Gestão Ambiental da empresa

Manual do Sistema de Gestão Ambiental - Instant Solutions. Manual do Sistema de Gestão Ambiental da empresa Manual do Sistema de Gestão Ambiental da empresa Data da Criação: 09/11/2012 Dara de revisão: 18/12/2012 1 - Sumário - 1. A Instant Solutions... 3 1.1. Perfil da empresa... 3 1.2. Responsabilidade ambiental...

Leia mais

Guia de sustentabilidade para plásticos

Guia de sustentabilidade para plásticos Guia de sustentabilidade para plásticos Maio 2014 1 2 3 4 5 6 7 8 Introdução... 4 Contextualização dos plásticos... 6 Composição dos móveis e utensílios de plásticos...7 Requerimentos para materiais que

Leia mais

Relatório de Sustentabilidade 2014

Relatório de Sustentabilidade 2014 1 Relatório de Sustentabilidade 2014 2 Linha do Tempo TAM VIAGENS 3 Política de Sustentabilidade A TAM Viagens uma Operadora de Turismo preocupada com a sustentabilidade, visa fortalecer o mercado e prover

Leia mais

Resumo. O caminho da sustentabilidade

Resumo. O caminho da sustentabilidade Resumo O caminho da sustentabilidade Termos recorrentes em debates e pesquisas, na mídia e no mundo dos negócios da atualidade, como sustentabilidade, desenvolvimento sustentável, responsabilidade empresarial

Leia mais

DELOITE TOUCHE TOHMATSU Código PO-SIGA POLITICA CORPORATIVA Revisão 02

DELOITE TOUCHE TOHMATSU Código PO-SIGA POLITICA CORPORATIVA Revisão 02 Pagina 1/6 ÍNDICE 1. OBJETIVO...3 2. ABRANGÊNCIA / APLICAÇÃO...3 3. REFERÊNCIAS...3 4. DEFINIÇÕES...3 5. DIRETRIZES E RESPONSABILIDADES...4 5.1 POLITICAS...4 5.2 COMPROMISSOS...4 5.3 RESPONSABILIDADES...5

Leia mais

Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras

Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras Setembro de 2010 Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras DECLARAÇÃO Nós, das empresas Eletrobras, comprometemo-nos a contribuir efetivamente

Leia mais

Certificação de qualidade e sustentabilidade da Indústria têxtil e da moda. Guia para iniciar a certificação

Certificação de qualidade e sustentabilidade da Indústria têxtil e da moda. Guia para iniciar a certificação Certificação de qualidade e sustentabilidade da Indústria têxtil e da moda Guia para iniciar a certificação EDITORIAL Os desafios do desenvolvimento sustentável ampliam a importância das iniciativas da

Leia mais

Como saber se sua empresa é. Sustentável Guia Definitivo para Diagnóstico

Como saber se sua empresa é. Sustentável Guia Definitivo para Diagnóstico Como saber se sua empresa é Sustentável Guia Definitivo para Diagnóstico Sumário 02 Introdução Presença na estratégia Práticas Pré produção Práticas Produção Práticas Gestão Como verificar 03 04 06 07

Leia mais

PROJETO TEMÁTICO Campanha de divulgação Do Programa de Responsabilidade Socioambiental do TJDFT VIVER DIREITO

PROJETO TEMÁTICO Campanha de divulgação Do Programa de Responsabilidade Socioambiental do TJDFT VIVER DIREITO PROJETO TEMÁTICO Campanha de divulgação Do Programa de Responsabilidade Socioambiental do TJDFT VIVER DIREITO OBJETIVO A campanha teve por objetivo implantar na Instituição a cultura da responsabilidade

Leia mais

ANEXO 2 Estrutura Modalidade 1 ELIS PMEs PRÊMIO ECO - 2015

ANEXO 2 Estrutura Modalidade 1 ELIS PMEs PRÊMIO ECO - 2015 ANEXO 2 Estrutura Modalidade 1 ELIS PMEs PRÊMIO ECO - 2015 Critérios Descrições Pesos 1. Perfil da Organização Breve apresentação da empresa, seus principais produtos e atividades, sua estrutura operacional

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIAL E SUSTENTABILIDADE: ESTUDO DE CASO NO C&A MODAS LTDA

RESPONSABILIDADE SOCIAL E SUSTENTABILIDADE: ESTUDO DE CASO NO C&A MODAS LTDA RESPONSABILIDADE SOCIAL E SUSTENTABILIDADE: ESTUDO DE CASO NO C&A MODAS LTDA Sammya Swyanne de Sousa Ferreira aswyanne@hotmail.com Andréia Matos Brito (FJN) deiamatosbrito@hotmail.com José Alday Pinheiro

Leia mais

Marcos Antonio Lima de Oliveira, MSc Quality Engineer ASQ/USA Diretor da ISOQUALITAS www.qualitas.eng.br qualitas@qualitas.eng.

Marcos Antonio Lima de Oliveira, MSc Quality Engineer ASQ/USA Diretor da ISOQUALITAS www.qualitas.eng.br qualitas@qualitas.eng. 01. O QUE SIGNIFICA A SIGLA ISO? É a federação mundial dos organismos de normalização, fundada em 1947 e contanto atualmente com 156 países membros. A ABNT é representante oficial da ISO no Brasil e participou

Leia mais

O papel da empresa na relação com o meio natural

O papel da empresa na relação com o meio natural Gestão Ambiental O papel da empresa na relação com o meio natural Visão Tradicional Empresa Consumidor Compreensão Básica: - Relações econômicas determinadas pela Oferta/Procura -Visão do lucro como o

Leia mais

PAINEL 4: Construindo e implementando o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos: do catador à indústria.

PAINEL 4: Construindo e implementando o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos: do catador à indústria. PAINEL 4: Construindo e implementando o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos: do catador à indústria. O envolvimento da sociedade Consórcios A mobilização da indústria de equipamentos

Leia mais

PROGRAMA EDUCAÇÃO AMBIENTAL DA SAMARCO. Programa de Educação Ambiental Interno

PROGRAMA EDUCAÇÃO AMBIENTAL DA SAMARCO. Programa de Educação Ambiental Interno PROGRAMA EDUCAÇÃO AMBIENTAL DA SAMARCO Programa de Educação Ambiental Interno Condicionante 57 LO 417/2010 SUMÁRIO 1. APRESENTAÇÃO 04 2. IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA 05 3. REGULAMENTO APLICÁVEL 06 3.1. FEDERAL

Leia mais

A Sustentabilidade e as Empresas. Conceito Básico de. Sustentabilidade Exemplificação. Gestão Ambiental e Responsabilidade Social.

A Sustentabilidade e as Empresas. Conceito Básico de. Sustentabilidade Exemplificação. Gestão Ambiental e Responsabilidade Social. Gestão Ambiental e Responsabilidade Social Aula 2 A Sustentabilidade e as Empresas Prof. Esp. Felipe Luiz Conceito Básico de Contextualização Sustentabilidade Exemplificação Responsabilidade Social Cidadania

Leia mais

PROJETO SHOPPINGS CENTERS

PROJETO SHOPPINGS CENTERS Seu Lixo é um Luxo PROJETO SHOPPINGS CENTERS O lixo é um conceito que deveria ser aplicado apenas ao dejeto que realmente não se consegue dar uma destinação correta, que é representado por 5% do que uma

Leia mais

DICAS PRÁTICAS PARA O CONSUMO CONSCIENTE

DICAS PRÁTICAS PARA O CONSUMO CONSCIENTE DICAS PRÁTICAS PARA O CONSUMO CONSCIENTE VOTE COM O SEU DINHEIRO Investigue quais marcas e lojas buscam reduzir as emissões de carbono, tratam dignamente seus fornecedores e são socioambientalmente responsáveis.

Leia mais

O sucesso da política depende do forte comprometimento de cada um dos envolvidos no processo, de governo e empresas até consumidores.

O sucesso da política depende do forte comprometimento de cada um dos envolvidos no processo, de governo e empresas até consumidores. ECONOMIA - 19/08/14 BRIEFING DE POSICIONAMENTO SOBRE A POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS 1. CONTEXTO Posicionamento geral para quaisquer entrevistas realizadas no âmbito da terceira edição do projeto

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO GESTAO AMBIENTAL LUCAS SAMUEL MACHADO RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL Doverlandia 2014 LUCAS SAMUEL MACHADO RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL Trabalho de Gestão Ambiental

Leia mais

MICRO E PEQUENAS EMPRESAS E A SUSTENTABILIDADE

MICRO E PEQUENAS EMPRESAS E A SUSTENTABILIDADE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS E A SUSTENTABILIDADE JULIANA APARECIDA DE SOUZA REIS MAIARA NATALIA MARINHO DUARTE SUSELI SANTOS DIAS RESUMO Neste artigo temos por objetivo apresentar que as micros e pequenas

Leia mais

ANALISE DO COMPORTAMENTO SOCIOAMBIENTAL DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DE PALMAS

ANALISE DO COMPORTAMENTO SOCIOAMBIENTAL DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DE PALMAS ANALISE DO COMPORTAMENTO SOCIOAMBIENTAL DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DE PALMAS XAVIER, Patrícia Alves Santana LIMA, Suzany Saraiva GOMES, Alan Rios RESUMO O presente estudo teve como objetivo analisar

Leia mais

EDUCAÇÃO, MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL: UM ESTUDO DE CASO SOBRE O PROJETO SEMENTE DO AMANHÃ NA CIDADE DE GUARATINGUETÁ-SP

EDUCAÇÃO, MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL: UM ESTUDO DE CASO SOBRE O PROJETO SEMENTE DO AMANHÃ NA CIDADE DE GUARATINGUETÁ-SP EDUCAÇÃO, MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL: UM ESTUDO DE CASO SOBRE O PROJETO SEMENTE DO AMANHÃ NA CIDADE DE GUARATINGUETÁ-SP RESUMO Carneiro Junior, J. L. 1 ; Freitas, R. C. M. 2 ; Rosa, A. C.

Leia mais

PROGRAMA DE ADOÇÃO DE PRINCÍPIOS SOCIOAMBIENTAIS

PROGRAMA DE ADOÇÃO DE PRINCÍPIOS SOCIOAMBIENTAIS A Copagaz A Copagaz, primeira empresa do Grupo Zahran, iniciou suas atividades em 1955 distribuindo uma tonelada de Gás Liquefeito de Petróleo - GLP por dia nos estados de São Paulo, Mato Grosso e Mato

Leia mais

Francisco Cardoso SCBC08

Francisco Cardoso SCBC08 Formando profissionais para a sustentabilidade Prof. Francisco CARDOSO Escola Politécnica da USP Francisco Cardoso SCBC08 1 Estrutura da apresentação Objetivo Metodologia Resultados investigação Conclusão:

Leia mais

Sistema de Gestão Ambiental & Certificação SGA - ISO 14.000

Sistema de Gestão Ambiental & Certificação SGA - ISO 14.000 ZOOTECNIA/UFG DISCIPLINA DE GPA Sistema de Gestão Ambiental & Certificação SGA - ISO 14.000 Introdução EVOLUÇÃO DA GESTÃO AMBIENTAL Passou por três grandes etapas: 1ª. Os problemas ambientais são localizados

Leia mais

APRESENTAÇÃO. Sistema de Gestão Ambiental - SGA & Certificação ISO 14.000 SGA & ISO 14.000 UMA VISÃO GERAL

APRESENTAÇÃO. Sistema de Gestão Ambiental - SGA & Certificação ISO 14.000 SGA & ISO 14.000 UMA VISÃO GERAL APRESENTAÇÃO Sistema de Gestão Ambiental - SGA & Certificação ISO 14.000 UMA VISÃO GERAL Introdução SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL - SGA Definição: Conjunto de ações sistematizadas que visam o atendimento

Leia mais

Pecuária Sustentável Walmart Brasil. Camila Valverde Diretora de Sustentabilidade

Pecuária Sustentável Walmart Brasil. Camila Valverde Diretora de Sustentabilidade Pecuária Sustentável Walmart Brasil Camila Valverde Diretora de Sustentabilidade Walmart no mundo Presente em 27 países 10.800 lojas 2,2 milhões de funcionários Faturamento global: US$ 466,7 bi (2012)

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIAL NO ENSINO SUPERIOR: um estudo em uma instituição privada de ensino superior no interior de São Paulo.

RESPONSABILIDADE SOCIAL NO ENSINO SUPERIOR: um estudo em uma instituição privada de ensino superior no interior de São Paulo. 467 RESPONSABILIDADE SOCIAL NO ENSINO SUPERIOR: um estudo em uma instituição privada de ensino superior no interior de São Paulo. Gláucia Coutinho Bucioli Oliveira Orientador: Paulo de Tarso Oliveira I.

Leia mais

TI Verde: Sustentabilidade na área da tecnologia da informação TI VERDE: SUSTENTABILIDADE NA ÁREA DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

TI Verde: Sustentabilidade na área da tecnologia da informação TI VERDE: SUSTENTABILIDADE NA ÁREA DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO TI VERDE: SUSTENTABILIDADE NA ÁREA DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Flávio Luiz de Azevedo BRAYNER Paulo Gustavo Sabino RAMOS Patrícia Verônica de Azevedo BRAYNER Resumo: Atualmente a Tecnologia da Informação

Leia mais

Introdução da Responsabilidade Social na Empresa

Introdução da Responsabilidade Social na Empresa Introdução da Responsabilidade Social na Empresa Vitor Seravalli Diretoria Responsabilidade Social do CIESP Sorocaba 26 de Maio de 2009 Responsabilidade Social Empresarial (RSE) é uma forma de conduzir

Leia mais

Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas

Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas Responsável pelo Projeto: Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas. 2015 CONCEITOS DE SUSTENTABILIDADE

Leia mais

AVALIAÇÃO DA POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL: ESTUDO DE CASO DA FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO

AVALIAÇÃO DA POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL: ESTUDO DE CASO DA FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO Colocar foto de autor AVALIAÇÃO DA POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL: ESTUDO DE CASO DA FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO Autoras: Queiroz, Helena Maria Gomes Coelho, Michelle Queiroz Introdução Objetivo Geral:

Leia mais

V Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental Belo Horizonte/MG 24 a 27/11/2014

V Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental Belo Horizonte/MG 24 a 27/11/2014 ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL E GERENCIAMENTO DA COLETA SELETIVA DE RESÍDUOS DOMÉSTICOS EM ÁREA URBANA: ESTUDO DE CASO EM MUNICÍPIO DE PEQUENO PORTE Aline Ferrão Custodio Passini (*), Guilherme Barros,

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIAL

RESPONSABILIDADE SOCIAL RESPONSABILIDADE SOCIAL Universidade de Brasília Faculdade de Ciência da Informação Profa. Lillian Alvares TODO COMPORTAMENTO TEM SUAS RAZÕES. A ÉTICA É SIMPLESMENTE A RAZÃO MAIOR DAVID HUME DEFINIÇÕES

Leia mais

Reflexões sobre a Ética em Empresas de Tecnologia O Caso Petrobras. Heitor Chagas de Oliveira Gerente Executivo Recursos Humanos

Reflexões sobre a Ética em Empresas de Tecnologia O Caso Petrobras. Heitor Chagas de Oliveira Gerente Executivo Recursos Humanos Reflexões sobre a Ética em Empresas de Tecnologia O Caso Petrobras Heitor Chagas de Oliveira Gerente Executivo Recursos Humanos Sustentabilidade e Competitividade SUSTENTABILIDADE pode ser entendida como

Leia mais

LEI Nº 4.791 DE 2 DE ABRIL DE

LEI Nº 4.791 DE 2 DE ABRIL DE Lei nº 4791/2008 Data da Lei 02/04/2008 O Presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro nos termos do art. 79, 7º, da Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro, de 5 de abril de 1990, não exercida

Leia mais

Como obter produção e consumo sustentáveis?

Como obter produção e consumo sustentáveis? Como obter produção e consumo sustentáveis? Meiriane Nunes Amaro 1 O conceito de produção e consumo sustentáveis (PCS) 2 vem sendo construído há duas décadas, embora resulte de um processo evolutivo iniciado

Leia mais

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS EMPRESAS ELETROBRAS

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS EMPRESAS ELETROBRAS POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS Versão 2.0 09/02/2015 Sumário 1 Objetivo... 3 1.1 Objetivos Específicos... 3 2 Conceitos... 4 3 Princípios... 5 4 Diretrizes... 5 4.1

Leia mais

A INFLUÊNCIA DA COMUNICAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE RESPONSABILIDADE SOCIAL NO BRASIL

A INFLUÊNCIA DA COMUNICAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE RESPONSABILIDADE SOCIAL NO BRASIL A INFLUÊNCIA DA COMUNICAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE RESPONSABILIDADE SOCIAL NO BRASIL Introdução A partir da década de 90 as transformações ocorridas nos aspectos: econômico, político, social, cultural,

Leia mais

APRESENTAÇÃO. A EcoAtitude mantém uma linha básica de produtos que podem ser utilizados conforme a necessidade e os critérios dos clientes.

APRESENTAÇÃO. A EcoAtitude mantém uma linha básica de produtos que podem ser utilizados conforme a necessidade e os critérios dos clientes. Relatório Anual 2011 APRESENTAÇÃO Com um toque artesanal e consciência ecológica, a EcoAtitude fabrica produtos personalizados para eventos, papelarias, brindes corporativos, embalagens e outros. A EcoAtitude

Leia mais

Governança Corporativa, Responsabilidade Ambiental e Social. Prof. Wellington

Governança Corporativa, Responsabilidade Ambiental e Social. Prof. Wellington Governança Corporativa, Responsabilidade Ambiental e Social Prof. Wellington APRESENTAÇÃO AULA 1 Wellington Prof de pós-graduação na USJT desde 2003 Sócio diretor da WP projetos e produções Coordenador

Leia mais

SEPARAR PRA QUÊ? Idealizadoras. Eduarda Ramires Silveira. Evelyn Victória Cardoso Lopes. Mel Suzane Santos Marques. Voluntários

SEPARAR PRA QUÊ? Idealizadoras. Eduarda Ramires Silveira. Evelyn Victória Cardoso Lopes. Mel Suzane Santos Marques. Voluntários SEPARAR PRA QUÊ? Idealizadoras Eduarda Ramires Silveira Evelyn Victória Cardoso Lopes Mel Suzane Santos Marques Voluntários Joyce Thaís Mendes Alves Sílvia Rocha Pena Rodrigues Luíza Almeida Dias de Carvalho

Leia mais

Prêmio Socioambiental CHICO MENDES. PROCERT Programa de Certificação do Compromisso da Responsabilidade Socioambiental. Edição 2013 SELO VERDE

Prêmio Socioambiental CHICO MENDES. PROCERT Programa de Certificação do Compromisso da Responsabilidade Socioambiental. Edição 2013 SELO VERDE Prêmio Socioambiental CHICO MENDES PROCERT Programa de Certificação do Compromisso da Responsabilidade Socioambiental. Edição 2013 SELO VERDE REGULAMENTO 1 DO PROMOTOR E OBJETIVOS 1.1 - A realização da

Leia mais

A RESPONSABILIDADE SOCIAL INTEGRADA ÀS PRÁTICAS DA GESTÃO

A RESPONSABILIDADE SOCIAL INTEGRADA ÀS PRÁTICAS DA GESTÃO A RESPONSABILIDADE SOCIAL INTEGRADA ÀS PRÁTICAS DA GESTÃO O que isto tem a ver com o modelo de gestão da minha Instituição de Ensino? PROF. LÍVIO GIOSA Sócio-Diretor da G, LM Assessoria Empresarial Coordenador

Leia mais

SUSTENTABILIDADE NA LOGÍSTICA REVERSA: ANÁLISE EMPÍRICA DE MULTIPLOS CASOS

SUSTENTABILIDADE NA LOGÍSTICA REVERSA: ANÁLISE EMPÍRICA DE MULTIPLOS CASOS 181 SUSTENTABILIDADE NA LOGÍSTICA REVERSA: ANÁLISE EMPÍRICA DE MULTIPLOS CASOS Valdecir Cahoni Rodrigues 1, Alvaro Costa Jardim Neto 2, Nilmaer Souza da Silva 1 1 Universidade do Oeste Paulista UNOESTE.

Leia mais

ENSINO DE QUÍMICA: VIVÊNCIA DOCENTE E ESTUDO DA RECICLAGEM COMO TEMA TRANSVERSAL

ENSINO DE QUÍMICA: VIVÊNCIA DOCENTE E ESTUDO DA RECICLAGEM COMO TEMA TRANSVERSAL ENSINO DE QUÍMICA: VIVÊNCIA DOCENTE E ESTUDO DA RECICLAGEM COMO TEMA TRANSVERSAL MENDONÇA, Ana Maria Gonçalves Duarte. Universidade Federal de Campina Grande. E-mail: Ana.duartemendonca@gmail.com RESUMO

Leia mais

INDICADORES ETHOS PARA NEGÓCIOS SUSTENTÁVEIS E RESPONSÁVEIS. Conteúdo

INDICADORES ETHOS PARA NEGÓCIOS SUSTENTÁVEIS E RESPONSÁVEIS. Conteúdo Conteúdo O Instituto Ethos Organização sem fins lucrativos fundada em 1998 por um grupo de empresários, que tem a missão de mobilizar, sensibilizar e ajudar as empresas a gerir seus negócios de forma socialmente

Leia mais

Segurança, Meio Ambiente e Saúde QHSE

Segurança, Meio Ambiente e Saúde QHSE Segurança, Meio Ambiente e Saúde QHSE Preservação e Conservação A preservação é o esforço para proteger um ecossistema e evitar que ele seja modificado. Depende também da presença e ação do homem sobre

Leia mais

A Produção de Empreendimentos Sustentáveis

A Produção de Empreendimentos Sustentáveis A Produção de Empreendimentos Sustentáveis Arq. Daniela Corcuera arq@casaconsciente.com.br www.casaconsciente.com.br A construção sustentável começa a ser praticada no Brasil, ainda com alguns experimentos

Leia mais

Copyright Proibida Reprodução. Prof. Éder Clementino dos Santos

Copyright Proibida Reprodução. Prof. Éder Clementino dos Santos SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL SGA ISO 14.001:2004 O que é ISO? A ISO - International Organization for Standardization é uma organização sediada em Genebra, na Suíça. Foi fundada em 1946; A sigla ISO foi

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL JUNTO A COLABORADORES DO SETOR DE MINERAIS NÃO METÁLICOS DA PARAÍBA PARA PRODUÇÃO DE SABÃO COM ÓLEO DE COZINHA USADO.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL JUNTO A COLABORADORES DO SETOR DE MINERAIS NÃO METÁLICOS DA PARAÍBA PARA PRODUÇÃO DE SABÃO COM ÓLEO DE COZINHA USADO. EDUCAÇÃO AMBIENTAL JUNTO A COLABORADORES DO SETOR DE MINERAIS NÃO METÁLICOS DA PARAÍBA PARA PRODUÇÃO DE SABÃO COM ÓLEO DE COZINHA USADO. Antonio Augusto Pereira de Sousa - aauepb@gmail.com 1 Djane de Fátima

Leia mais

PADRÕES DE CERTIFICAÇÃO LIFE. Versão 3.0 Brasil Português. LIFE-BR-CS-3.0-Português (NOVEMBRO/2014)

PADRÕES DE CERTIFICAÇÃO LIFE. Versão 3.0 Brasil Português. LIFE-BR-CS-3.0-Português (NOVEMBRO/2014) LIFE-BR-CS-3.0-Português Versão 3.0 Brasil Português (NOVEMBRO/2014) Próxima revisão planejada para: 2017 2 OBJETIVO A partir das Premissas LIFE, definir os Princípios, critérios e respectivos indicadores

Leia mais

Prefeitura Municipal de Jaboticabal

Prefeitura Municipal de Jaboticabal LEI Nº 4.715, DE 22 DE SETEMBRO DE 2015 Institui a Política Municipal de estímulo à produção e ao consumo sustentáveis. RAUL JOSÉ SILVA GIRIO, Prefeito Municipal de Jaboticabal, Estado de São Paulo, no

Leia mais

Crédito Imobiliário do HSBC apresenta: Sustentabilidade em Casa

Crédito Imobiliário do HSBC apresenta: Sustentabilidade em Casa Crédito Imobiliário do HSBC apresenta: Sustentabilidade em Casa Seja bem-vindo ao Guia Sustentabilidade em Casa do HSBC. O Guia Sustentabilidade em Casa é uma iniciativa do Crédito Imobiliário do HSBC

Leia mais

Como saber se sua empresa é. Sustentável Guia para os Primeiros Passos

Como saber se sua empresa é. Sustentável Guia para os Primeiros Passos Como saber se sua empresa é Sustentável Guia para os Primeiros Passos Sumário 02 Introdução 03 Presença na estratégia 04 Práticas pré produtos/serviços 06 Práticas nos produtos/serviços 07 Práticas no

Leia mais

MANUAL DO SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADA

MANUAL DO SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADA Páginas: 1 de 13 APROVAÇÃO Este Manual de Gestão está aprovado e representa o Sistema de Gestão Integrada implementado na FOX Comércio de Aparas Ltda. Ricardo Militelli Diretor FOX Páginas: 2 de 13 1.

Leia mais

Importância da normalização para as Micro e Pequenas Empresas 1. Normas só são importantes para as grandes empresas...

Importância da normalização para as Micro e Pequenas Empresas 1. Normas só são importantes para as grandes empresas... APRESENTAÇÃO O incremento da competitividade é um fator decisivo para a maior inserção das Micro e Pequenas Empresas (MPE), em mercados externos cada vez mais globalizados. Internamente, as MPE estão inseridas

Leia mais

A CONTABILIDADE COMO INSTRUMENTO DE AUXÍLIO NO CONTROLE DO MEIO AMBIENTE

A CONTABILIDADE COMO INSTRUMENTO DE AUXÍLIO NO CONTROLE DO MEIO AMBIENTE 546 A CONTABILIDADE COMO INSTRUMENTO DE AUXÍLIO NO CONTROLE DO MEIO AMBIENTE Irene Caires da Silva 1, Ana Carlina Toni Pereira 2, Carlile Serafim Pestana 2, Fernando Henrique Grigoletto dos Santos 2, Henrique

Leia mais

Programa de Rotulagem de Sustentabilidade Selo SustentaX para Empresa Prestadora de Serviços de Limpeza Pós-Obra e Pré-Ocupação

Programa de Rotulagem de Sustentabilidade Selo SustentaX para Empresa Prestadora de Serviços de Limpeza Pós-Obra e Pré-Ocupação para Empresa Prestadora de Serviços de Limpeza Pós-Obra e Pré- Revisão de 11/05/21 2ª. Revisão 31/05/21 Revisão Técnica Nome: Eng. Alexandre Schinazi Cargo: Engenheiro CREA: 246223 Assinatura: Data: Aprovação

Leia mais

DATA: 05/05 AUDITÓRIO: OPERAÇÕES TEMA: SUSTENTABILIDADE NAS ORGANIZAÇÕES BRASILEIRAS: ONDE ESTAMOS? PALESTRANTE: NATHAN HERSZKOWICZ

DATA: 05/05 AUDITÓRIO: OPERAÇÕES TEMA: SUSTENTABILIDADE NAS ORGANIZAÇÕES BRASILEIRAS: ONDE ESTAMOS? PALESTRANTE: NATHAN HERSZKOWICZ DATA: 05/05 AUDITÓRIO: OPERAÇÕES TEMA: SUSTENTABILIDADE NAS ORGANIZAÇÕES BRASILEIRAS: ONDE ESTAMOS? PALESTRANTE: NATHAN HERSZKOWICZ Planejamento Boa Gestão Consciência Política Sustent bilidade Participação

Leia mais

PRÊMIO. Identificação da Empresa: Viação Águia Branca S/A. Identificação da Experiência: Preservar é Reduzir, Reutilizar e Reciclar

PRÊMIO. Identificação da Empresa: Viação Águia Branca S/A. Identificação da Experiência: Preservar é Reduzir, Reutilizar e Reciclar PRÊMIO 2012 Identificação da Empresa: Viação Águia Branca S/A Identificação da Experiência: Preservar é Reduzir, Reutilizar e Reciclar Data ou Período de Aplicação da Experiência: 2011 e 2012 Categoria

Leia mais

Política de Responsabilidade Socioambiental

Política de Responsabilidade Socioambiental Política de Responsabilidade Socioambiental SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO... 3 2 OBJETIVO... 3 3 DETALHAMENTO... 3 3.1 Definições... 3 3.2 Envolvimento de partes interessadas... 4 3.3 Conformidade com a Legislação

Leia mais

A Comunicação no Modelo de Excelência da Gestão (MEG) 1

A Comunicação no Modelo de Excelência da Gestão (MEG) 1 A Comunicação no Modelo de Excelência da Gestão (MEG) 1 Narjara Bárbara Xavier Silva 2 Patrícia Morais da Silva 3 Resumo O presente trabalho é resultado do Projeto de Extensão da Universidade Federal da

Leia mais

POLÍTICAS DE GESTÃO PROCESSO DE SUSTENTABILIDADE

POLÍTICAS DE GESTÃO PROCESSO DE SUSTENTABILIDADE POLÍTICAS DE GESTÃO PROCESSO DE SUSTENTABILIDADE 1) OBJETIVOS - Apresentar de forma transparente as diretrizes de sustentabilidade que permeiam a estratégia e a gestão; - Fomentar e apoiar internamente

Leia mais

X PRÊMIO SUL-MATO-GROSSENSE DE GESTÃO PÚBLICA CATEGORIA PRÁTICAS E IDEIAS INOVADORAS NA GESTÃO ESTADUAL

X PRÊMIO SUL-MATO-GROSSENSE DE GESTÃO PÚBLICA CATEGORIA PRÁTICAS E IDEIAS INOVADORAS NA GESTÃO ESTADUAL X PRÊMIO SUL-MATO-GROSSENSE DE GESTÃO PÚBLICA CATEGORIA PRÁTICAS E IDEIAS INOVADORAS NA GESTÃO ESTADUAL 1. Nome da prática ou ideia inovadora: Programa Canal de Ideias, sistema de sugestões. 2. Caracterização

Leia mais

Café com Responsabilidade. Sustentabilidade: a competência empresarial do futuro. Vitor Seravalli

Café com Responsabilidade. Sustentabilidade: a competência empresarial do futuro. Vitor Seravalli Café com Responsabilidade Sustentabilidade: a competência empresarial do futuro Vitor Seravalli Manaus, 11 de Abril de 2012 Desafios que o Mundo Enfrenta Hoje Crescimento Populacional Desafios que o Mundo

Leia mais

Cidadania Global na HP

Cidadania Global na HP Cidadania Global na HP Mensagem abrangente Com o alcance global da HP, vem sua responsabilidade global. Levamos a sério nossa função como ativo econômico, intelectual e social para as Comunidades em que

Leia mais

Pacto Global. Comunicação de Progresso 2007. O Boticário

Pacto Global. Comunicação de Progresso 2007. O Boticário Pacto Global Comunicação de Progresso 2007 O Boticário 1 São José dos Pinhais, 28 de março de 2008. Ban Ki-moon Secretário Geral Organização das Nações Unidas Sr. Secretário Geral, O Boticário sempre acreditou

Leia mais

Teresa Dias de Toledo Pitombo Disciplina: Marketing Estratégico de Varejo e Serviços Prof. Antonio Carlos Giuliani Setembro/2012

Teresa Dias de Toledo Pitombo Disciplina: Marketing Estratégico de Varejo e Serviços Prof. Antonio Carlos Giuliani Setembro/2012 Teresa Dias de Toledo Pitombo Disciplina: Marketing Estratégico de Varejo e Serviços Prof. Antonio Carlos Giuliani Setembro/2012 Quebra de Paradigmas Possibilidades Cenário Varejo e Sustentabilidade Exemplos

Leia mais

POLÍTICA DE SUSTENTABILIDADE

POLÍTICA DE SUSTENTABILIDADE POLÍTICA DE SUSTENTABILIDADE 1. OBJETIVO E ABRANGÊNCIA Esta Política tem como objetivos: Apresentar de forma transparente os princípios e as diretrizes de sustentabilidade que permeiam a estratégia e direcionam

Leia mais

N REQUISITOS OBSERVAÇÕES

N REQUISITOS OBSERVAÇÕES N REQUISITOS OBSERVAÇÕES 01 02 03 04 05 06 07 A - MANUTENÇÃO E SUPORTE A empresa fornece produto de software com Verificar se a empresa fornece manual do produto (instalação), documentação de suporte ao

Leia mais

Logística, Competitividade e Sustentabilidade

Logística, Competitividade e Sustentabilidade Logística, Competitividade e Sustentabilidade Porque a Surya é diferente? A Surya fabrica cosméticos naturais e orgânicos pensando na saúde e no bem estar das pessoas e natureza. Sobre a Surya Brasil Empresa

Leia mais

Sustentabilidade: Hoje ou Amanhã?

Sustentabilidade: Hoje ou Amanhã? Sustentabilidade: Hoje ou Amanhã? Sustentabilidade O que isto significa? Tem implicações nas vidas das pessoas e organizações? Os cidadãos e os executivos estão comprometidos com isto? Surgem muitas organizações

Leia mais

Produto mais sustentável

Produto mais sustentável Produto mais sustentável De maneira geral, um produto pode ser considerado mais sustentável por diversas razões: a) processo de fabricação com baixo impacto: consiste em produtos que eliminaram ingredientes

Leia mais

Consumo Consciente Energia Elétrica

Consumo Consciente Energia Elétrica Consumo Consciente Energia Elétrica Agosto 2010 Planeta SUSTENTABILIDADE NO CONSUMO Incentivo ao consumo responsável e consciente IMPORTÂNCIA DA ENERGIA PARA O GRUPO Compra energia elétrica de 23 concessionárias

Leia mais

Relatório de Comunicação e Engajamento COE Instituto Venturi Para Estudos Ambientais

Relatório de Comunicação e Engajamento COE Instituto Venturi Para Estudos Ambientais Relatório de Comunicação e Engajamento COE Instituto Venturi Para Estudos Ambientais Declaração de Apoio Continuo da Presidente 23/10/2015 Para as partes interessadas: É com satisfação que comunicamos

Leia mais

Gestão Ambiental Resíduo Hospitalar. Gizelma de A. Simões Rodrigues

Gestão Ambiental Resíduo Hospitalar. Gizelma de A. Simões Rodrigues Gestão Ambiental Resíduo Hospitalar Gizelma de A. Simões Rodrigues SBS Hospital Sírio Libanês Instituição Filantrópica de saúde, ensino e pesquisa. Hospital de alta complexidade Matriz 172.000 m² 5.900

Leia mais

Maria do Carmo Sobral (1) Professora adjunta do Departamento de Engenharia Civil, UFPE, Engenheira Civil, Mestre

Maria do Carmo Sobral (1) Professora adjunta do Departamento de Engenharia Civil, UFPE, Engenheira Civil, Mestre VI-093 SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADA NAS ÁREAS DE MEIO AMBIENTE, QUALIDADE, SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL UMA ABORDAGEM PRÁTICA NA INDÚSTRIA PETROFLEX-CABO/PE Maria do Carmo Sobral (1) Professora adjunta

Leia mais

PUC Goiás. Prof. Ricardo Resende Dias, MSc.

PUC Goiás. Prof. Ricardo Resende Dias, MSc. PUC Goiás Prof. Ricardo Resende Dias, MSc. 1 2 3 4 RAZÕES PARA ADOÇÃO DE PRÁTICAS SOCIOAMBIENTAIS AUMENTAR A QUALIDADE DO PRODUTO AUMENTAR A COMPETITIVIDADE DAS EXPORTAÇÕES ATENDER O CONSUMIDOR COM PREOCUPAÇÕES

Leia mais