PARADOXOS E O FUTURO DA SEGURANÇA NA ECONOMIA GLOBAL DO CONHECIMENTO 1

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1 Copyright, Todos os direitos são reservados.será permitida a reprodução integral ou parcial dos artigos, ocasião em que deverá ser observada a obrigatoriedade de indicação da propriedade dos seus direitos autorais pela, com a citação completa da fonte. Em caso de dúvidas, consulte a secretaria: PARADOXOS E O FUTURO DA SEGURANÇA NA ECONOMIA GLOBAL DO CONHECIMENTO 1 Professor Associado, James Martin Institute for Science and Civilization, Saïd Business School, Oxford University RESUMO Os governos enfrentam dilemas cada vez mais graves para assegurar a segurança de seus cidadãos diante das inovações tecnológicas controversas. Esse estado de crise resulta de características estruturais da economia global do conhecimento. Os governos são forçados a papéis contraditórios, agindo não só como promotores da empresa global de negócios, mas também como reguladores em nome de um público sofisticado e desconfiado. Explico a crise utilizando o risco como o conceito operante que substitui a segurança, e o paradoxo como uma ferramenta explicativa. Produzo um paradoxo de ciclo fechado, análogo ao clássico Ardil 22, para mostrar as contradições da situação. Argumento que segurança é um conceito muito útil para a ciência da política, exatamente porque ela expõe essas e outras contradições latentes na metodologia científica. Discuto as formas de resolver essas contradições que incluem o reconhecimento da política da ignorância crucial e a adoção da perspectiva da ciência pós-normal. Palavras-chave: segurança; paradoxo; contradição; política da ignorância crucial; ciência pós-normal. 1

2 À medida que as condições de vida melhoraram em conforto, conveniência e segurança ao menos para a minoria rica do mundo, os governos assumiram cada vez mais a responsabilidade de garantir segurança aos seus cidadãos. Agora, porém, essa função passa por um estado crítico e está relacionada aos dilemas vivenciados pelos governos no momento atual. Estes enfrentam demandas contraditórias: de um lado, os negócios globais do setor de conhecimento exigem apoio à inovação; de outro, os cidadãos aflitos e algumas vezes militantes exigem segurança, seja nos locais que habitam, seja em regiões afetadas. Esses tipos de demandas políticas são muito bem ilustrados pela decisão do governo britânico de iniciar o teste de campo em larga escala de culturas GM (geneticamente modificadas) em meados do ano Esses testes foram necessários para que os argumentos do governo britânico contra culturas GM fossem ouvidos nos fóruns pertinentes. Pois, sem dados sobre possíveis perigos, o Reino Unido não seria capaz de apresentar uma causa judicial contra a Organização Mundial do Comércio para restringir o uso agrícola de culturas GM. Isto seria necessário no caso de algum outro país fazer uma denúncia contra a política do Reino Unido. E se a OMC não apoiasse a política britânica, a continuidade da restrição poderia colocar o Reino Unido na condição de ter infringido suas obrigações de tratado. Estamos, dessa maneira, diante da posição paradoxal de que esses testes de campo que alguns argumentam serem potencialmente perigosos eram necessários caso o governo britânico fosse autorizado por uma organização internacional a garantir a segurança desse ramo da agricultura. Os paradoxos podiam ser ainda confundidos de forma pior. Pois é possível que (no caso de uma denúncia) os três homens que compõem o comitê da OMC, reunidos secretamente e sem apelação, pudessem decidir que não há prova suficiente de risco decorrente do uso em larga escala de sementes GM, para justificar qualquer interferência com o Livre Comércio. O governo britânico seria então solicitado a dar sua aprovação em virtude de suas obrigações de tratado internacional, independentemente da opinião pública interna sobre o assunto. Isso poderia dar origem a outro conjunto de dilemas políticos ainda mais sérios. Uma vez que as culturas GM geralmente estão acompanhadas de outros assuntos polêmicos sejam eles nanotecnologia, xenotransplantes, a expropriação de genes humanos por patente, empresa privada de engenharia eugênica, ou a vitimização daqueles com genes defeituosos, a compreensão desses problemas de governança e segurança é urgente. Pois, não podemos contar nem com boa vontade por si só, nem 2 Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.2, n.5, Tradução, dez 2007

3 com melhorias leves na participação, para resolver os conflitos genuínos de visão e interesse. Tampouco eles podem eliminar as características estruturais do moderno sistema global de produção que dá origem a tais disputas e aos dilemas de governança que daí resultam. A situação é verdadeiramente paradoxal, e utilizaremos o dispositivo de paradoxos retóricos a fim de esclarecer o assunto. PANO DE FUNDO: INDÚSTRIA MODERNA E RISCOS Podemos iniciar a análise descrevendo como chegamos aqui. Há quase 10 anos, no trabalho original de Ulrich Beck (1992), nossa condição foi analisada como sociedade de risco. Esse autor mostrou como há novas espécies de perigos, aqueles da modernização, que são elusivos e potencialmente catastróficos. A resposta natural dos reguladores é tentar controlá-los concebendo-os em termos mais estreitamente científicos; desta forma, os reguladores conservam sua legitimidade, ao mesmo tempo em que permitem a continuidade da tecnologia. Em resposta, a ciência se torna reflexiva e, com essa nova consciência, os fatos supostamente científicos sobre riscos são relativizados para serem nada além de respostas a questões que poderiam ter sido perguntadas de forma diferente. Então, o foco no debate público move-se dos supostos fatos para a investigação do contexto dos problemas do risco (LEVIDOV et al., 1999). Em seu trabalho original, Beck esperava haver uma contínua separação de funções: os cientistas fariam a ciência reflexiva e os ativistas fariam a subpolítica. Na década seguinte, a crise potencial da sociedade de risco se tornou real e a separação de funções de Beck não mais se sustentou. As tentativas que visavam um monopólio de especialistas em administração de problemas de risco fracassaram notavelmente no caso da plataforma de petróleo de Brent Spar, no Mar do Norte, fracassaram catastroficamente no caso da doença da vaca louca (BSE/CJD) 2 no Reino Unido, e foram política e comercialmente contraproducentes no caso das sementes GM importadas na Europa. Em todos esses casos, cientistas fora do establishment fizeram críticas que não receberam atenção a não ser posteriormente (como no caso do BSE), algumas vezes tragicamente muito tarde. Também a subpolítica de ação direta desenvolveu sua própria contraciência, que é agora reconhecida no diálogo oficial como uma voz legítima. 3 Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.2, n.5, Tradução, dez 2007

4 Além disso, o que se percebe como o retraimento da confiança é na verdade uma resposta racional de um público cujas demandas por segurança, encorajadas por décadas como parte do programa de modernização, estão aparentemente sendo frustradas e traídas pelos desenvolvimentos posteriores daquele mesmo processo. A questão está agora sendo colocada com relação à tecnologia de informação (JOY, 2000), mas facilmente se generaliza, pela preocupação quanto a nossa tecnologia estar realmente descontrolada, fora de controle. Sob essas circunstâncias o Estado, necessariamente agindo não só como promotor mas também como regulador, enfrentará contradições sempre destrutivas. Este ensaio é uma introdução ao estudo dessa nova síndrome de governança, usando paradoxos como uma técnica de análise. Pois, entendendo essas novas contradições, devemos ir além do nível político da análise e considerar o estado dos negócios modernos. Seu principal setor é comumente compreendido como a economia do conhecimento, na qual as principais indústrias estão envolvidas em tecnologia da informação. Isso consiste em manipulações da informação, compreendendo tanto a informação biológica como a eletrônica, esta última incluindo dados, informação e imagens. As transformações da matéria e da energia, as bases dos primeiros períodos industriais, são agora subsidiárias. Esta nova base industrial possibilita e alimenta os processos organizacionais de globalização. Os problemas que ela cria não são meramente uma questão de escala. Após os recentes episódios de protesto, mesmo os proponentes da Organização Mundial do Comércio admitem a necessidade de responder à acusação de que a globalização envolve o aproveitamento de todos os recursos, materiais, sociais e culturais, em escala planetária, para o lucro máximo da empresa privada. Há muito tempo Karl Marx afirmou que o capitalismo promove e depende da constante revolução dos meios de produção. Foi uma grande ironia histórica que sob o sistema que ele esperava tornar-se o sucessor do capitalismo, os meios de produção por fim regrediram! Mas sob o capitalismo contemporâneo o passo da inovação é realmente acelerado, uma vez que as empresas agora dependem de constante inovação para manter sua parte do mercado e, conseqüentemente, para sua sobrevivência. Essa pressão é mais intensa nas empresas do setor avançado; no setor mais tradicional, que realiza mudanças aos poucos, as empresas consideram mais fácil mostrar interesse pela segurança e pelo ambiente. No caso das indústrias de ponta, surge um conflito inevitável entre a inovação e a segurança. Pois os riscos da modernização como definidos por Beck são extremamente 4 Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.2, n.5, Tradução, dez 2007

5 difíceis, se não impossíveis, de serem calculados e gerenciados por meio de linhas científicas tradicionais. Muitos deles são, de acordo com os termos de John Adams, virtuais (ADAMS, 1995). Quem poderia ter imaginado que as moléculas daqueles compostos artificiais de cloro, especificamente desenhados para serem inertes, se acumulariam na estratosfera e lá, quimicamente combinados, produziriam os buracos de ozônio? Mesmo antes, quem teria imaginado que uma droga muito útil, DES (Diethylstilbestrol), após um intervalo de tempo de 20 anos, causaria câncer vaginal nas filhas das mulheres que fizeram uso dela a fim de estabilizar suas gestações? Por causa de nossas grandes incertezas e mesmo ignorâncias sobre os processos fisiológicos especiais pelos quais vírus especiais induzem genes estranhos a se expressarem em plantas, quem poderia garantir a segurança de todas as culturas GM para o ambiente e a cadeia de alimentos humanos? Quem poderia imaginar os testes pelos quais essa segurança poderia ser garantida? E, na verdade, quem poderia garantir a própria segurança dos testes de campo em grande escala? À medida que a tecnologia se torna mais sofisticada em suas manipulações da informação, tanto biológica quanto eletrônica, as possibilidades de efeitos inesperados se ramificam além do controle. Ao contrário de matéria e energia, a informação viva pode se replicar, pode se espalhar numa variedade de portadores, seguir muitos caminhos e por fim, transformar suas formas e suas ações. Como essa difusão descontrolada poderia ser prevenida? Por exemplo, xenotransplantes podem agora salvar muitas vidas; mas podem introduzir doenças que após longo período talvez se transformem em epidemias fora de controle. Como sua segurança pode ser garantida? Podemos ter certeza das funções de todas as seqüências nos genomas dos porcos, por mais que sejam especialmente criados e clonados de forma que estejam livres de retrovírus infectados? Novamente, como poderíamos testar de forma mais confiável, ética e segura, a presença ou ausência dos retrovírus de ação lenta e conseqüentemente letais? Tais questões sobre segurança podem parecer paradoxais, e o são. Servem também como introdução útil para as contradições na raiz da política de segurança na economia global do conhecimento. Ainda mais, elas destacam a ruptura com a clássica imagem da ciência como essencialmente positiva, promovendo o bem-estar da humanidade por meio de suas aplicações. Pois aqui temos inovações baseadas na ciência, afetadas pela política da ignorância crucial sobre seus perigos. E nossas tentativas de avaliação científica desses perigos, necessárias para garantir a segurança, estão por si só repletas de suas próprias áreas de perigo e ignorância. 5 Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.2, n.5, Tradução, dez 2007

6 NOVOS DESAFIOS NA ADMINISTRAÇÃO DA INCERTEZA, DA IGNORÂNCIA E DO PERIGO Estes exemplos mostram a distância percorrida desde o simples modelo de ciência tradicional avançando em conhecimento em seu próprio interesse, até a ciência que, através de suas aplicações, avança em conhecimento essencialmente em benefício da humanidade. Agora sabemos que as inovações baseadas na ciência trazem novas incertezas e perigos junto com seus benefícios esperados. Pior, as tentativas de avaliar essas características negativas pelo uso de mais ciência se tornam controversas, inconclusivas, e talvez mesmo perigosas! Ao avaliar os planos para a introdução e difusão de novas tecnologias, junto com funções e usos pretendidos é agora essencial ter em conta o possível uso indevido (acidental), abuso (malévolo) e disfunção (afetando seus vários contextos de forma adversa). Nenhuma dessas questões pode ser resolvida de forma decisiva pela pesquisa; tudo envolverá debate. Os cientistas com competência adequada trarão sua contribuição única ao debate; mas serão complementados por outros com perspectivas e compromissos igualmente legítimos. E as questões de metodologia, uma vez deixadas seguramente para os filósofos, estão agora à frente do debate. Como um exemplo desta nova consciência metodológica, sabemos agora que suposições prévias podem determinar o resultado até mesmo de uma pergunta que usa a panóplia completa dos métodos científicos e estatísticos. E tais suposições derivam do cenário político da pergunta, ela própria, ao menos em parte, uma escolha politicamente dirigida. Dessa forma, se ausência de prova de dano é tomada como equivalente a prova de ausência de dano, então uma conclusão de não há danos é mais provável. Se histórias meramente anedóticas de dano são ignoradas, então é pouco provável que haja um incentivo para investir em recursos num estudo científico. A prova anedótica desacreditada permanecerá como nossa única advertência de perigo ao menos até o momento em que um grande desastre ocorra. Em tais circunstâncias, a demanda plausível por uma ciência sólida que traga a linhagem de pesquisa tradicional de laboratório é um desvio da questão real. Equivale a atirar o peso da prova naqueles que não abraçam incondicionalmente a inovação e que em vez disso defendem a precaução diante de perigos desconhecidos. 6 Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.2, n.5, Tradução, dez 2007

7 A administração de dados estranhos, que em certa medida é comum em toda a prática científica, apresenta muitos problemas e desafios especiais. Pois a aceitação de tais dados depende fortemente do julgamento do cientista sobre o que é significativo e o que é meramente anômalo. A história da rejeição automática dos dados que indicavam um buraco de ozônio sobre a Antártida é bem conhecida. Quando combinada com o preconceito geral contra a publicação de resultados negativos, as conseqüências de se ignorar tais dados estranhos podem ser literalmente muito letais. Desse modo, o mundo médico (junto com seus pacientes) permaneceu por uns 30 anos na ignorância do número de milhares de mortes causadas anualmente por uma droga para tratamento de doença cardíaca, porque a taxa de mortalidade crescente no grupo de tratamento num teste randômico foi julgada pelos autores como um artefato meramente estatístico (YAMEY, 1999). 3 Mesmo na pesquisa científica mais rotineira os testes estatísticos pelos quais os dados brutos são convertidos em informação científica dependem de um parâmetro chamado limite de confiança. Isso expressa (embora implicitamente) o equilíbrio dos custos e benefícios entre os erros do excesso de inclusão (sensibilidade em excesso) e aqueles do excesso de exclusão (seletividade em excesso) na aceitação de uma correlação. Dessa forma, a prática científica comum está condicionada na raiz pelo valor atribuído à administração da incerteza. À medida que os elementos de incerteza e ignorância no estudo de um perigo se tornam maiores, mais influentes serão os engajamentos metodológicos prévios e mais remota é a possibilidade de que a ciência normal fornecerá os fatos que estabelecem o nível de risco. Na verdade, nós temos convivido com essa situação há décadas; o eminente engenheiro nuclear Alvin Weinberg criou o termo trans-ciência para problemas que podem ser expressos cientificamente, mas não resolvidos cientificamente (WEINBERG, 1972). Seu exemplo foi o padrão proposto para a exposição à radiação nas vizinhanças de instalações nucleares civis. Um por cento do cenário natural parecia um nível máximo plausível; mas então calculou-se que seriam necessários 8 bilhões de ratos para se estabelecer se os efeitos significativos estavam presentes naquele nível! Se um poluente linear e direto como a radiação ionizante pode produzir essas exigências rigorosamente impossíveis, o que podemos dizer daqueles envolvendo os fluxos possíveis e as expressões (imediatas e também posteriores) de genes em humanos e nos ecossistemas? Com a erosão das anteriores certezas ingênuas sobre fatos científicos, baseadas na experiência tradicional da ciência matemática e de laboratório, alguns temem que todo 7 Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.2, n.5, Tradução, dez 2007

8 empreendimento esteja se transformando em pós-moderno. Isto significa que vale tudo e que a racionalidade e o diálogo são postos de lado por uma política de poder nua, um conflito entre brutais interesses paramentados e demagogos inescrupulosos. Mas há outras possíveis interpretações de nossa difícil situação. É possível estender os procedimentos tradicionais da avaliação científica para satisfazer essas novas condições. Nesta nova perspectiva, vemos que na pesquisa tradicional as incertezas são administradas normalmente no plano técnico (por técnicas estatísticas). Os valores também se descomplicam, por serem tanto externos à atividade de pesquisa (como na escolha das prioridades para problemas), como implícitos (como no estabelecimento do limite de confiança para testes estatísticos). Mas há outras atividades baseadas na ciência nas quais ambos os elementos devem ser administrados explicitamente; nós as chamamos de consultoria profissional (como o cirurgião ou o engenheiro sênior), onde as incertezas apresentadas pela Natureza não podem ser totalmente domesticadas, e onde valores (em particular, a possível perda da vida resultante de um erro) estão sempre presentes. Esse tipo de atividade de resolução de problema tem uma clientela diferente e meios de assegurar qualidade diferentes daqueles da ciência tradicional. Se agora estendermos nossa visão para onde tanto as incertezas quanto o peso dos valores são altos, ainda assim precisamos de outra forma de prática. Chamamos a isso de ciência pós-normal (FUNTOWICZ & RAVETZ, 1994). Ela torna-se relevante quando os fatos são incertos, os valores estão em disputa, os interesses em jogo são altos e as decisões são urgentes. Neste caso, precisamos de uma comunidade ampliada de pares que consiste em todos aqueles preocupados com o assunto; e eles devem ser capazes de oferecer seus fatos ampliados, incluindo (por exemplo) comunidade baseada na pesquisa, conhecimentos locais, anedotas, informação oficial obtida de forma não oficial, junto com seus compromissos de valor comunitários e pessoais. Esse tipo de processo é agora comumente chamado de abertura ou participação ; e é em geral aceito que tentativas de reduzir os complexos problemas da política à sua dimensão puramente técnica fracassaram e continuarão a fracassar. Mas com os conceitos da ciência pósnormal podemos ver por que esta nova abordagem é necessária e também como ela pode ser bem-sucedida. 8 Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.2, n.5, Tradução, dez 2007

9 UMA NOVA COMUNIDADE SE ENGAJA COM OS RISCOS Os desenvolvimentos na comunidade e seu crescente engajamento na política da ciência são fomentados pelos mesmos processos que os tornaram necessários. Os constantes processos de produção de tecnologia da informação exigem sofisticação tanto em sua base científica como numa prática reflexiva. A força de trabalho tradicional, semiinstruída, está diminuindo em relação àquela com sofisticação técnica e algum grau de instrução geral, ao menos nas nações avançadas. Esses novos trabalhadores estão sujeitos a tendências contraditórias. De um lado, eles são cada vez mais alimentados pelo mingau cultural do entretenimento de massa, que os torna mais viciados pelo espetáculo de tecnologia eletrônica. Mas de outro lado, eles estão obtendo o equipamento básico para ler e pensar independentemente quando questões os afetam. Agora mesmo, os ocasionais boicotes de massa aos alimentos suspeitos, e a firme mudança para alimentos orgânicos na Europa, não podem ser reduzidos a um simples efeito do pânico criado pela mídia e pelos grupos de pressão. Eles refletem uma consciência crítica dos novos cidadãos entre os grupos de pessoas que foram anteriormente rejeitadas como simples consumidores. O crescente envolvimento de pessoas leigas em processos políticos é um reflexo desse novo estado de espírito do público, e da resposta de governos perspicazes ao seu desafio. Mas esses aumentos na participação não resultam necessariamente num simples restabelecimento da verdade. À medida que o público se torna mais sofisticado sobre tais questões, as garantias de segurança por parte do governo podem se tornar ainda mais suspeitas. Foi verdadeiramente uma ironia extraordinária o fato de a Monsanto ter se encarregado da pesquisa que mostrava que declarações oficiais verdadeiramente diminuíram a aceitação de novos produtos por parte do público britânico (GREENBERG RESEARCH, 1998). Por essa razão o grande aumento na confiança em organizações ambientais, como relatado em pesquisas de opinião, é, sem dúvida, não uma confiança implícita na sua veracidade, mas ao contrário, uma sensação de que eles estão do nosso lado e não do lado deles. A crescente rejeição do público pela versão oficial da realidade é também refletida no aumento de alternativas sofisticadas que não podem ser nem destruídas nem totalmente domesticadas. Elas incluem até contramovimentos ativistas, utilizando o espetáculo da mídia de massa para a coerção não violenta. Igualmente significativas são as deserções em larga escala do sistema científico oficial, como ocorre com as dietas e 9 Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.2, n.5, Tradução, dez 2007

10 os cuidados com a saúde e também a difusão de cosmologias pessoais intensificadas. Estes últimos tipos de ações não são usualmente radicais de maneira autoconsciente ou subversiva; afinal, qualquer pessoa pode obter um tratamento de aromaterapia e na Inglaterra, a ciência oriental do Feng Shui é positivamente chique. Mas à medida que se tornam difundidas, tais práticas equivalem à construção social de novas realidades, com um novo senso comum no qual as advertências e negações estridentes do sistema científico oficial são simplesmente ignoradas. Todos esses desenvolvimentos estão focados em questões especiais; não há sinal de alternativas sendo usadas como um desafio à Ciência, no sentido em que a Ciência foi usada no passado como um símbolo no desafio à Religião. Mas a longo prazo deve haver um efeito na autoridade da Ciência como um fundamento de legitimidade do Estado moderno. Anteriormente aceita como uma fonte independente de conhecimento, bem como de benefícios públicos, ela agora é vista cada vez mais em outro aspecto, como um instrumento de lucro corporativo e de poder inexplicável. E com o crescimento das alternativas sua autoridade sobre a conduta da vida comum também diminui. É impossível prever agora as políticas futuras de segurança; mas estas múltiplas tendências para a perda de legitimidade da capacidade científica oficial estão presentes e certamente aumentarão. Portanto, enfrentamos um desafio verdadeiramente sem precedentes. Nossa ciência e nossa tecnologia, através das gerações, pareceram ter subjugado a incerteza e a ignorância em um campo após o outro, fornecendo-nos sempre cada vez mais segurança. Contudo, encontramos a ignorância voltando com ímpeto e em papéis nos quais ela é relevante e crucial. Nossos métodos científicos anteriores, desenhados em torno da conquista do conhecimento positivo e da promoção da ignorância da nossa ignorância, precisarão ser modificados e enriquecidos (RAVETZ, 1997a). Ao focalizar a natureza paradoxal de nossa difícil situação, este ensaio tenciona contribuir para esse novo processo de aprendizado. UMA RE-CONCEITUALIZAÇÃO: SEGURANÇA A fim de aprender novas maneiras de pensar, devemos primeiro fazer um exame crítico das velhas maneiras. O termo risco, agora controlado pela competência oficial, substitui a maneira de aprender? Pois ele reflete uma concepção reducionista de 10 Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.2, n.5, Tradução, dez 2007

11 fenômenos e dessa forma, do problema da política. Primeiro usamos cientistas naturais para estimar a probabilidade de um acontecimento, e cientistas sociais para estimar seu perigo. Então, compondo ambas as estimativas obtemos um número para direcionar as escolhas das políticas. O que se soluciona neste esquema é toda a complexidade social, ética e conceitual do processo por meio do qual os eventos indesejados primeiro acontecem e então são administrados. Os opostos segurança e perigo são os termos mais antigos relacionados diretamente à experiência humana. Mas com o triunfo da competência científica eles caíram em desuso no discurso político. Dessa forma, o conceito de segurança ou seguro é, ao contrário, visto como relativo e subjetivo, mesmo pelos autores do relatório da Câmara dos Lordes sobre confiança na ciência (HOUSE OF LORDS, 2000, 4.11). As pressuposições dos autores, fornecendo boa evidência para as crenças vigentes, estão expostas na afirmação de que as dificuldades em responder à questão é seguro? poderiam ser reduzidas se o público tivesse algum conhecimento de métodos científicos. Certamente, se segurança é vista como a mesma espécie de atributo que risco, por comparação será vaga e subjetiva. Mas isto significa perder a riqueza do conceito e assim negligenciar sua importância para nossa compreensão dos atuais dilemas. Podemos olhar para segurança de duas formas. Primeiro, podemos considerar O Seguro como um novo acréscimo ao conjunto de absolutos que definem a qualidade da existência humana. Os tradicionais podem ser citados como: o Verdadeiro, o Bom, o Justo, o Sagrado e o Bonito. Nada neste mundo é perfeitamente verdadeiro, ou bom etc. Mas há ideais através dos quais avaliamos, argumentamos e redefinimos nossas crenças e práticas. Cada um deles, conforme são concebidos numa cultura particular, são historicamente condicionados, com diferenças entre várias conceitualizações e com contradições em cada uma deles. Mas apesar disso, como elementos de nossa consciência, eles são reais e importantes. Nas gerações mais recentes surgiu a possibilidade de as pessoas poderem realmente estar seguras, e esse fato tem grande importância histórica. Esse tipo de aspiração é expresso no ideal das Quatro Liberdades anunciado durante a Segunda Guerra Mundial por Franklin D. Roosevelt: liberdade de fala e expressão, liberdade de culto, liberdade do querer e liberdade diante do medo. Naturalmente é impossível alcançar a segurança perfeita, tanto quanto a justiça perfeita; e determinar o grau de segurança em uma dada situação qualquer pode ser ao menos tão tortuoso quanto avaliar o grau de justiça. Os filósofos poderiam argumentar que não há nada em O 11 Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.2, n.5, Tradução, dez 2007

12 Seguro para além de uma coleção de imagens socialmente construídas. Mas como um ideal operante, O Seguro está definitivamente implantado na sociedade moderna. O grande paradoxo deste breve período atual é que a mesma tecnologia que primeiro tornou a segurança possível, então esperada e finalmente exigida, está agora sendo vista como a causa do comprometimento cada vez maior daquela mesma segurança. A outra forma de se entender segurança diz respeito ao tipo de atributo que ela é. E esse atributo não é uma mera descrição de uma situação. Ao contrário, é fundamentalmente um atributo pragmático, com dimensão moral. Alguns dizem que quando o público exige segurança ele quer um risco zero impossível, mas com essa opinião apenas revelam sua própria ignorância da condição humana. Uma situação ou ação é segura quando permite estar num lugar ou fazer algo, de forma satisfatória. Um lugar ou ação são seguros quando acreditamos que aqueles que estão no controle da situação (ou do contexto da ação) são confiáveis e competentes. Assim, viagens de passageiros em massa em companhias aéreas comerciais têm sido consideradas seguras apesar dos freqüentes acidentes fatais; mas após o 11 de setembro nos Estados Unidos, ao menos há um senso de perigo. Nem todas as companhias aéreas são igualmente seguras ; algumas são positivamente perigosas. O livro de Perrow sobre acidentes normais (PERROW, 1984) foi subversivo porque mostrava como alguns administradores criarão normalmente situações nas quais os operadores devem, segundo as regras, aproveitar as chances ou então perder seus empregos. Nestes casos o que se anuncia como seguro torna-se algo que depende de sorte para operar continuamente livre de acidentes. A administração tem traído seu dever, violando desse modo a tarefa de cuidar daqueles que dela dependem. Este é o significado de práticas inseguras, ou de uma situação perigosa. Meu uso de seguro não é de forma nenhuma idiossincrásico. Embora as agências reguladoras importantes empreguem cientistas como analistas de risco, os títulos que descrevem suas funções protecionistas incluem saúde e segurança (nessa ordem para a Comissão Britânica de Saúde & Segurança e com os termos invertidos para a Agência de Segurança Ocupacional & Saúde norte-americana). Deve-se mencionar que saúde é um conceito ainda mais desafiador que segurança, uma vez que nossa cultura não pode compreender uma morte saudável e que, apesar de nosso esforço voltado para a saúde, sabemos que a morte espera por todos nós. Um outro aspecto de segurança, que pode parecer bastante irracional para aqueles que a concebem fazendo uso da analogia científica, é que no julgamento sintético 12 Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.2, n.5, Tradução, dez 2007

13 e total, ela inclui também benefício pessoal. Há muito se tem observado que pessoas em geral irão incorrer em riscos voluntários, de estilo de vida, que estão fora de qualquer proporção em relação àqueles contra os quais os ambientalistas falam; fumar é o exemplo clássico, seguido não muito atrás pelo uso de álcool e pelo ato de dirigir em alta velocidade. Seria uma absurda caricatura chamar isso de um cálculo implícito de custobenefício, uma vez que tais decisões podem estar apoiadas numa recusa em aceitar as quantificações decisivas e claras dos riscos. Mais propriamente, um sentimento de segurança pode depender tão fortemente de uma sensação de bem-estar pessoal que permitirá uma política totalmente anti-científica, bem como um estilo de vida autodestrutivo a ser seguido. Nesse extremo, segurança é de fato um atributo amplamente subjetivo, embora seja uma subjetividade que é reforçada pela cultura comercial à nossa volta em cada circunstância. (Veja-se a publicidade de massa que promove separadamente tanto a bebida quanto dirigir em alta velocidade, quando a conjunção de ambos é tão letal.) Nos termos políticos atuais, essa inclusão do benefício considerado explica porque o público europeu em geral é tão desconfiado com relação a novos alimentos, embora (até agora) mostre pouca resistência a avanços experimentais, especulativos em tecnologias médicas e de reprodução. Com esse entendimento de seguro podemos nos mover para além da irritação que aqueles em posições de responsabilidade freqüentemente têm com um público aparentemente irracional. Aqueles que têm se envolvido em sério diálogo com cidadãos comuns descobriram que eles podem ser bastante sofisticados em seu entendimento da política de riscos e incerteza, e bastante maduros em sua apreciação do que é possível no caminho da conquista de algum grau de segurança para eles (PETTS, 1997; DE MARCHI et al., 1998). Essa evidência nos permite ver que a confiança pública não será restabelecida necessariamente por meio de uma melhoria em algumas práticas de comunicação, ou por reformas cosméticas no sistema técnico-político total no qual segurança é vista como comprometida. E uma vez que muito da legitimidade do Estado moderno depende de sua oferta de segurança (em oposição às justificativas tradicionais de divindade, nascimento ou riqueza), um fracasso na segurança pode ter conseqüências severas para a governança como um todo. 13 Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.2, n.5, Tradução, dez 2007

14 O PARADOXO COMO UMA FERRAMENTA DE DIAGNÓSTICO Nós já mencionamos alguns paradoxos que afligem a governança dos riscos. Em nossa tradição filosófica dominante, a reação padrão aos paradoxos (que são expressões de contradições) é tentar resolvê-los. No caso clássico dos quatro paradoxos de Zenão referentes ao movimento, dois milênios e meio de esforço foram necessários para mostrar que eles não são tão prejudiciais como parecem; como dizem os filósofos, Aquiles ainda está correndo. No mais famoso dos paradoxos, Aquiles, o corredor mais rápido, competiu com a tartaruga, a quem foi dada a liderança na partida. Logo Aquiles reduziu pela metade a distância entre eles, então reduziu novamente, novamente, novamente Como podemos descrever o ato para alcançar a tartaruga? Há um último salto, onde metade do intervalo finito anterior é zero? Não! Daí o paradoxo: embora saibamos que Aquiles realmente não alcança a tartaruga, neste esquema de descrever o processo não podemos descrever como ele acontece. Uma outra abordagem dos paradoxos, característica de outras tradições culturais, é aceitá-los e tentar aprender com eles sobre os limites das estruturas intelectuais existentes. Mais significativamente, esta é a maneira Zen. Acontece também aqui, fora dos círculos acadêmicos. Uma grande obra de ficção do século XX ensinou sua lição por meio de um paradoxo: Ardil 22 (HELLER, 1961). Dizia respeito aos pilotos norteamericanos que participaram do que consideravam ser missões suficientemente perigosas sobrevoando a Itália. Não era suficiente apenas dizer que queriam ir embora; alguns então tentaram afirmar que sua saúde mental tinha sido afetada. Mas então, o Ardil 22 entrava em ação: se sabiam que o trabalho estava tornando-os doentes mentais, isto era a prova de que estavam mentalmente sãos! Não havia saída; e de fato, se tivesse havido uma, a guerra não poderia ter sido travada. Foi necessária uma obra de ficção para transmitir a natureza paradoxal de toda a situação na qual o Ardil 22 resumiu a mistura íntima de sanidade e loucura, heroísmo e corrupção, que existe na sociedade o tempo todo, mas que é exposta tão claramente apenas nas condições de uma guerra. Desse modo, vamos tentar ver, no plano do pensamento, nossos problemas atuais de segurança como um conjunto estruturado de paradoxos. E antes que nos apressemos em remover os paradoxos, vamos ver o que podemos aprender com eles. Podemos chamá-los de Tríplice Ardil 23, uma vez que envolvem três elementos a economia, o governo e o público, todos numa dança em volta de diferentes espécies de segurança e perigo. 14 Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.2, n.5, Tradução, dez 2007

15 Na economia global do conhecimento, a inovação, constantemente em aceleração compra segurança temporária para empresas em defesa da concorrência mas não pode garantir a segurança de suas inovações no ambiente. Diante desses possíveis perigos decorrentes das inovações, os governos perdem a confiança do público ao declarar que são seguras e recuperam a confiança do público ao admitir que são perigosas. Mas ao admitir o perigo e deste modo inibir a inovação, os governos perdem segurança na política de economia global do conhecimento. Tal paradoxo de círculo fechado talvez nos faça lembrar de Lewis Carroll mais do que qualquer outra fonte literária; prega uma peça no leitor mais elaborada do que os clássicos enigmas de Zen como o som de uma mão aplaudindo. Suas fontes, a meu ver, são variadas; incluem a discussão de Dovers e Handmer (1992) sobre as contradições na idéia de sustentabilidade e a discussão de Les Levidow das tensões no sistema britânico para regular a biotecnologia (LEVIDOW et al., 1999). E, embora sua aparência seja estranha, ela não tem o mérito de expressar a estrutura essencialmente paradoxal do problema geral, bem como exibir os vários sentidos nos quais seguro se desdobra. Não é para ser entendido como um conjunto de rígidos vínculos; ao contrário, exibe as contradições que afetam o sistema total da economia global do conhecimento. Vamos abordá-lo elucidando os pontos das sucessivas teses. O primeiro está relacionado a uma característica estrutural inerente à economia global do conhecimento; aqui, seguro refere-se ao bem-estar ou mesmo à sobrevivência de uma empresa. As avaliações do mercado de ações das empresas inovadoras podem perder bilhões de dólares num dia e então ganhá-los novamente em uma semana. Pois a real segurança da empresa moderna, do valor de capital e das vendas atuais são quase irrelevantes; o que conta é o que está para acontecer em P&D. Sem uma inovação futura capaz de se tornar um monopólio no seu campo, uma empresa pode perder a confiança em seus investidores especulativos, perder valor no mercado de ações, e então 15 Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.2, n.5, Tradução, dez 2007

16 encontrar dificuldades no fluxo de caixa e em breve ser um pouco mais do que uma divisão de algum predador mais bem-sucedido. Na próxima tese, a segurança das inovações se refere não a elas (ou a suas empresas), mas aos seus efeitos, em seus ambientes humano, natural e social. Como aprendemos a partir do exemplo dos farmacêuticos, a garantia de segurança de um agente biológico, mesmo no contexto limitado do uso médico, pode ser conquistada apenas a um grande custo de tempo e recursos. Dadas as complexidades de padrões possíveis de expressão e fluxo de genes, nossa ignorância sobre segurança das emissões ambientais (deliberadas ou acidentais) é, e foi, multidimensional. Qualquer esperança de fatos que poderiam possivelmente garantir a completa segurança dessas novas entidades deve ser de fato abandonada. Isto não quer dizer que há uma total ausência de fatos, nem que o debate político seja impossível; apenas que a experiência científica oficial normal simplesmente não pode garantir a segurança por si própria. Estamos agora na era da política da ignorância crucial, e negá-la significa tornar-se uma vítima dos seus paradoxos. Quando os governos fazem pronunciamentos tranqüilizadores, a resposta lógica, particularmente no Reino Unido após a doença da vaca louca, é por que deveríamos começar a confiar em você agora?. Durante anos, as autoridades estabelecidas empenharam suas reputações no sentido de assegurar ao público que a carne britânica é segura, e que os críticos foram maldosos e desinformados, por implicação. Há a clássica foto de um ministro da agricultura alimentando sua relutante filha de seis anos com um hambúrguer; e há os muitos videoclipes de oficiais da mais alta patente reafirmando solenemente ao público que a carne britânica era segura para os humanos, muito tempo depois de sabermos que era perigosa para os gatos. Para as pessoas se sentirem seguras não é necessário estarem convencidas de que um risco particular está no nível zero ou num nível insignificante. Como vimos, segurança não é algo subjetivo equivalente a livre de riscos. Mais propriamente, com relação ao contexto pragmático e moral de uma situação perigosa, trata-se de confiança naqueles encarregados de proteger alguém e sua família. Dessa forma podemos afirmar a mais paradoxal das teses: que ao admitir que uma inovação é perigosa, e deste modo angariar a confiança do público, um governo pode na verdade fazê-lo se sentir seguro em suas mãos na medida em que ele dá conta desse perigo e de outros. Embora essa proposição possa parecer o mais contra-intuitivo de todos os paradoxos, ela tem apoio empírico na impressionante mudança de atitude sobre alimentos GM por parte do 16 Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.2, n.5, Tradução, dez 2007

17 primeiro-ministro britânico, Tony Blair. Em comparação com a sua convicção original, a um dado momento ele repentinamente mudou de idéia e concordou que as críticas tinham uma causa (BLAIR, 2000). Mas qualquer governo como esse, que apóia seus cidadãos quanto à segurança, poderia enfrentar uma imposição: na economia global do conhecimento, a responsabilidade da prova está efetivamente naqueles que se opõem ao progresso e ao livre-comércio. Se o comitê de três homens da OMC decide que a prova do risco não é suficientemente forte, então qualquer resistência adicional é infrutífera; ou alternativamente a contínua obstrução poderia introduzir elementos novos e potencialmente muito prejudiciais ao jogo diplomático. Desta forma, a segurança da nação poderia ficar comprometida por uma insistência em garantias de segurança de inovações particulares. Mas a afronta pública à deslealdade de sua segurança pessoal pela OMC e pelo governo pode então introduzir novas fontes de conflito e instabilidade. Isto poderia dar origem a novas tentativas de reforçar o comodismo e à reação inevitável de ameaças adicionais à segurança do Estado e da sociedade. Assim, o ciclo dos paradoxos está completo. Ele descreve a situação que começa com as pressões sobre as empresas na economia global do conhecimento, se desenvolve por meio da segurança comumente entendida, e conclui com os requisitos paradoxais sobre nações na economia global do conhecimento, como expressas através das próprias instituições transnacionais que a governam. Este é o contexto no qual a confiança dos cidadãos em seus governos está ameaçada. Pode-se dizer que nesta nova luta globalizada pela existência de empresas, a confiança nos governos é a primeira vítima. As conseqüências adicionais de tal confronto, político ou constitucional, estão além do escopo desta discussão. Já mostramos como um elemento essencial de confiança no Estado moderno, a experiência científica oficial, já está mostrando força. O PARADOXO COMO UMA FORMA DE PENSAMENTO Uma vez que nossa cultura é tão antitética ao paradoxo, pode parecer que o ciclo que acabamos de referir seja algo frívolo ou desprovido de significado sério. O que se pode fazer com tais paradoxos? Nenhuma política prática pode ser estabelecida numa base tão contra-intuitiva como essa. Em resposta, eu argumentaria que especialmente 17 Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.2, n.5, Tradução, dez 2007

18 nos anos recentes, nossa sociedade tem dependido dos paradoxos em algumas áreas cruciais, mas até agora não tem dado a eles o reconhecimento suficiente. Para o primeiro exemplo, vamos considerar o impedimento nuclear que tem vigorado desde que há armas de destruição de massa (bombas H) e sistemas de lançamento efetivo (mísseis balísticos intercontinentais). Durante algumas décadas, o acrônimo oficial paradoxal MAD, que significa, Destruição Mutuamente Assegurada (Mutually Assured Destruction) foi a doutrina dominante. Sob esse regime, pessoas responsáveis em qualquer dos lados devem estar prontas para cometer um dos maiores crimes de guerra, o genocídio das gerações presentes e futuras, possivelmente desencadeando um inverno nuclear global, sob qualquer das duas circunstâncias. O primeiro é o genocídio da suspeita, se há razão suficiente para acreditar que o outro lado está iniciando um ataque. O outro é o genocídio da represália, no caso do outro lado ter sucesso ao desferir seu primeiro golpe. Tem-se argumentado que tal disposição pode ser bastante moral, desde que ela assegure que o ato nunca ocorrerá. O argumento pode de fato ser válido, mas o ar do paradoxo não pode ser dissipado. Ainda, tais paradoxos estão na base da contínua posse de armas nucleares pelos membros originais do clube nuclear; e seus esforços contínuos para persuadir outras nações a renegarem armas nucleares se tornam de fato bastante paradoxais. Paradoxos adicionais no argumento para a posse de armas nucleares independentes por parte dos poderes originais de segunda categoria não precisam de elaboração aqui. Não há indício de que tais argumentos paradoxais estejam agindo de má fé. Eles estão fazendo o melhor numa situação em que o paradoxo está embutido, graças à combinação de uma nova tecnologia destrutiva com estruturas políticas velhas. Até agora o impedimento nuclear tem parecido ser único em sua estrutura paradoxal; mas como temos visto, os problemas de segurança das novas tecnologias civis apresentam características estruturais análogas. Na administração dos riscos, mesmo os comuns, alguns paradoxos são facilmente percebidos. Na lógica da análise dos perigos, sabe-se que é impossível provar uma impossibilidade. Dessa forma, o risco zero nunca pode ser garantido e assim, a política de administração de risco dependerá dos níveis fixados do que é tolerável ou mesmo aceitável. Esses termos técnicos têm um aspecto ético implícito e assim se torna claro que enquanto a avaliação de risco pode ser um exercício puramente científico, a administração do risco é inescapavelmente política. Uma outra característica paradoxal da administração prática de riscos é que sucesso é avaliado em termos de que algo não 18 Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.2, n.5, Tradução, dez 2007

19 aconteça, isto é, os acontecimentos indesejáveis que a política está designada para prevenir. Isto pode não ser estritamente paradoxal, mas é certamente contra-intuitivo em nossa cultura, onde recompensas são normalmente dadas por ações e não propriamente por inações. Pode-se mesmo considerar isto um tipo de situação Zen, onde a inação é o tipo de ação que queremos ter. O conceito de segurança parece ser efetivo unicamente ao expor algumas das profundas contradições em todo nosso sistema de conhecimento, o qual permaneceu amplamente latente. Assim, a questão de quão seguro é suficientemente seguro? aflora quando quer que haja um padrão duvidoso para risco aceitável. Primeiro, a forma em si é paradoxal; há um grau de segurança que não seja seguro o suficiente? Também, uma vez que segurança (ao contrário de risco) não pode ser reduzida a uma medida de apenas uma dimensão, há um paradoxo irônico na própria questão. E finalmente, está completamente claro pela questão que a segurança está, em certa medida, na mente do espectador. O que é suficientemente seguro para o agente que impõe ou regula o risco, pode muito bem não ser seguro para a pessoa que sofre ou rejeita o risco. Assim, a simples questão de seguro o suficiente revela que segurança é um assunto de negociação, no qual não há medidas simples que possam resolver a questão por meio de um apelo à Ciência. Ele pode mesmo conduzir ao reconhecimento de que a questão de segurança não se refere tanto a quantidades absolutas de probabilidades e perigos, mas antes, a competência e integridade daqueles que administram o risco em nome de outros. Assim, o paradoxo de seguro o suficiente é bastante instrutivo ao nos conduzir do conceito reducionista de risco para o conceito sistêmico completo de segurança. Com uma apreciação do caráter sistêmico de segurança, estamos preparados para compreender a força do velho lema latino: Quem guarda os guardiões?. Isto nos lembra que a segurança, como outros tipos de qualidade, é um atributo recursivo. Ela não pode ser capturada num plano único, uma vez que todos os guardiões necessitam proteção. E ele imediatamente abre a perspectiva de um regresso ilimitado: se precisamos [guardiões] 2, então por que não [guardiões] 3 e assim por diante? Na prática, a recursão pára em algum nível informal, quando o público está engajado por meio de sua opinião ou consenso. Isto é, admitidamente, um mecanismo altamente imperfeito; mas é importante imaginar que é essencial para os processos de governança, sobre segurança ou qualquer outra função reguladora. Caso contrário, os processos de controle permanecem num círculo fechado e, neste caso, como mostra a experiência, ficam completamente vulneráveis à corrupção. 19 Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.2, n.5, Tradução, dez 2007

20 Finalmente, os debates sobre segurança, ao contrário das análises de riscos, fazem aflorar a ignorância como um elemento chave em qualquer indagação. Com a pluralidade de perspectivas, é difícil para qualquer um emoldurar uma análise que ignora a ignorância. Os participantes devem confrontar nossa ignorância dos efeitos ramificados ou a longo prazo de nossas intervenções numerosas na natureza, que podem ser severos e irremediáveis. Em muitos casos, se na verdade não em todos, uma preocupação prudente com segurança conduziria à moratória de precaução na larga fronteira das inovações. Inovação e crescimento, como os conhecemos, seriam inibidos ou vicejariam em locais onde a regulação é negligente ou inexistente. Mas a ignorância não irá embora uma vez que vimos muitos exemplos dos efeitos malignos de sua descoberta tardia. Tem estado muito em voga citar aforismos sobre a ignorância, tais como você precisa se preocupar com aquilo que você não sabe que não sabe. Aqui, os paradoxos gritam positivamente. Como você pode possivelmente se preocupar com coisas que são tão esquisitas? Porém, estes são exatamente os pontos focais de preocupação. Uma vez que estamos conscientes da forte presença dos paradoxos em nosso pensamento, podemos começar a usá-los criativamente. A Segurança Ardil 23 pode ser vista como um símbolo do grande paradoxo de nossa civilização industrial: que na busca de segurança, de conforto e de conveniência para um número cada vez maior de pessoas, está causando e agravando ainda mais as instabilidades no sistema de clima global que pode danificar nossa civilização tão profundamente como uma guerra nuclear. A reflexão sobre tal paradoxo fundamental pode nos induzir a imaginar o que Sheila Jasanott tem chamado de tecnologia da humildade, onde começamos a aceitar nossa ignorância (JASANOFF, 2000). Esta será uma importante tarefa da construção filosófica, uma vez que a história do pensamento europeu moderno, começando com a geração de Descartes, estava fundada na supressão da tradição da consciência da ignorância que se estende pelo passado até Sócrates. Tanto de nossa ciência moderna tem sido baseado na ignorância-de-nossa-ignorância que uma reforma inteira da filosofia, da pedagogia e da prática será necessária. O trabalho já começou com reflexões anteriores de minha autoria (RAVETZ, 1993) e comentários recentes de colegas incluindo Brian Wynne (HOFFMANN-RIEM & WYNNE, 2002). 20 Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.2, n.5, Tradução, dez 2007

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