Ano V I Nº 25 Ago/Out ISSN

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1 Ano V I Nº 25 Ago/Out ISSN

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3 Ago/Out Editorial PENSAR CONTÁBIL CREDENCIADA PELA CAPES Esta edição, além dos excelentes artigos selecionados para sua leitura, traz uma ótima novidade para a comunidade contábil: a foi credenciada pela CAPES como revista científica, recebendo a classificação C, que proporciona aos articulistas 1,0 (um) ponto por artigo publicado, para fins de contagem de desempenho acadêmico (pesquisa e produção científica). Oportunamente, estaremos divulgando através do Portal do CRC-RJ, do jornal A Tribuna do Contabilista, da própria e através do correio eletrônico (para os autores que regularmente enviam trabalhos para avaliação e publicação) as novas regras para elaboração dos artigos e conseqüente publicação. Tratando dos artigos, destacamos alguns artigos que foram elaborados a partir de pesquisas de campo como A Contabilidade nas Empresas que operam na Internet em que os autores fazem uma radiografia atual sobre o tema e de grande importância para o futuro da Contabilidade. Outro artigo que destacamos é BALANÇO SOCIAL RELATÓRIO DE DESEM- PENHO SOCIAL? ANÁLISE DOS SETORES PETROQUÍMICO E ELÉTRICO NO RIO DE JANEIRO que contém uma análise crítica dos Balanços Sociais das empresas petroquímicas e elétricas do Estado do Rio de Janeiro, onde os autores demonstram o maior ou menor envolvimento social das empresas analisadas. Considerando a sofisticação dos mercados de capitais e a adequada avaliação dos patrimônios negociados nas bolsas de valores, os autores de ESTUDOS recentes envolvendo a contabilização de opções a empregados a valor justo procuram demonstrar o tratamento contábil que deve ser considerado a este instrumento de incentivo aos empregados na gestão dos negócios das companhias, através de pesquisa profunda e atual. Como já comentado anteriormente, o Conselho Editorial da tem muito orgulho da sua constante evolução, porém os esforços para o seu aprimoramento devem ser constantes, tanto da nossa parte, quanto dos autores e leitores. A partir da nova realidade (credenciamento pela CAPES), acreditamos poder captar parceiros comerciais para que seja possível ampliar o número de páginas a cada edição e a quantidade de exemplares para alcançar mais autores e leitores. Boa leitura. Antonio Miguel Fernandes Vice-Presidente de Desenvolvimento Profissional Índice A Importância do Controle Interno para a Gestão de Empresas... 4 Antônio Nunes Pereira A Contabilidade nas Empresas que operam na Internet Fernando Oliveira Santoro Gilcina Guimarães Balanço relatório de desempenho social? Análise dos setores petroquimico e elétrico no Rio de Janeiro Adriana Rodrigues Faur Vanessa Santana Machado Leonardo Pitanga Fernandes Paulo Roberto Anderson Monteiro Aracéli Cristina de Sousa Ferreira Seleção de investimentos com otimização de recursos escassos através de um modelo de integração entre a programação dinâmica e o EVA Fabiano Maury Raupp Ilse Maria Beuren Estudos recentes envolvendo a contabilização de opções a empregados a valor justo Alexssander de Antonio Nunes José Augusto Veiga da Costa Marques Estratégias de ensino mais utilizadas pelos professores de Graduação em Ciências Contábeis Patrícia Boavista Uma publicação do Expediente ISSN CONSELHO DIRETOR Presidente: Nelson Rocha Vice-Presidente de Desenvolvimento Profissional: Antonio Miguel Fernandes Vice-Presidente de Administração e Finanças: Cezar Stagi Vice-Presidente de Fiscalização do Exercício Profissional: Paulo Cesar de Castro Vice-Presidente de Registro: Carlos de La Rocque Vice-Presidente de Controle Interno: Verônica Madureira Vice-Presidente de Interior: Adriano Medina CONSELHO EDITORIAL Coordenador: Antonio Miguel Fernandes Conselheiro Jorge Ribeiro dos Passos Rosa Conselheiro Josir Simeone Conselheira Lilian Lima ALves Conselheiro Waldir Ladeira Editora: Rosa Helena Martire (MT 21405) Projeto Gráfico: W&C- Comunicação Diagramação: Adriano Antunes dos Santos Revisão: Claudia Stivelman Estagiária: Gabriela Gomes CONSELHO REGIONAL DECONTABILIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Praça Pio X, 78-6º, 8º e 10º andares Rio de Janeiro - RJ - CEP Tel. (21) Fax (21) Home Page: (envio de artigos e assinatura): 3

4 Ago/Out A Importância do Controle Interno para a Gestão de Empresas (The Importance of Internal Control for the Administration of the Companies) RESUMO Este estudo exploratório discute a importância do controle interno para a gestão das empresas. O tema controle nas empresas vem sendo abordado com ênfase em fraudes. O foco fraude, aparentemente, está desalinhado de um padrão existente na literatura acadêmica disponível no Brasil. Essas fontes nacionais consagram o controle interno, prioritariamente, como elemento de gestão. Supõe-se que o controle interno tende a favorecer o processo de gestão não apenas quanto à prevenção de fraudes. Para tal, o estudo busca elementos que configurem uma outra função, considerada mais importante, dos controles internos para a gestão das empresas. A partir de elementos conceituais da literatura acadêmica, buscou-se evidenciar vínculo entre controle interno e gestão. Pesquisas internacionais e nacionais são mencionadas para complementar, empiricamente, ao lado dos padrões de definição, os procedimentos de discussão. A partir das informações compiladas no artigo é defensável, com base nos elementos bibliográficos, que existe, aparentemente, uma contribuição informativa importante do controle interno para a gestão empresarial. Logo, a importância do controle interno para a gestão das empresas parece residir no seu potencial de informativo para os administradores. Palavras-chave: controle interno, gestão, modelo de gestão, informação. ABSTRACT This exploratory paper argues the importance of the internal control for the administration of the companies. The control theme in the companies has been boarded with emphasis in frauds. The fraud focus, apparently, is sluttish of an existing standard in the available academic literature in Brazil. These national bibliographies consecrate the internal control, mainly, like administration element. It supposes that the internal control tends to favor the administration lawsuit not only regarding the frauds prevention. For such, Antônio Nunes Pereira Graduado em Ciências Contábeis e atualmente trabalha como Auditor Interno // // the study seeks elements that configure another function, considered more important, of the internal controls for the administration of the companies. Starting from conceptual elements of the academic literature, it sought evidence link between internal control and administration. international and national researches are mentioned for complementary, empirically, next to the definition standards, the discussion procedures. From the information compiled in the article is possible, with base in the bibliographical elements, which there is, apparently, an important informative contribution of the internal control for the managerial administration. Soon, the importance of the internal control for the administration of the companies seems to reside in your potential of informative for the decision-makers. Keywords: internal control, administration, administration model, information. 1. INTRODUÇÃO O enfoque que a imprensa vem dando ao controle interno é, predominantemente, vinculado a atos fraudulentos. Escândalos, lobbies, propinas e manipulações de demonstrativos financeiros são exemplos que têm sido apresentados como resultado da negligência generalizada com os controles empresariais. Ainda que essa visão possa ser verificada e comprovada em alguns casos, se escreve, relativamente pouco, sobre a importância dos controles empresariais em condições de normalidade dos negócios. Tal fato permite e estimula uma pesquisa sobre o controle interno com uma visão, principalmente, voltada para o gerenciamento e eficácia das empresas. Pois bem, confrontadas as visões de controles internos empresariais, percebe-se a existência de duas visões, aparente- 1 BITTAR, Rodrigo. Metade das micro e pequenas fecha em dois anos. Valor Econômico. B2. Quarta-feira, 12 de agosto de

5 Ago/Out mente, distintas: foco antifraude e foco de gestão. Para fins deste artigo, o entendimento de controles interno que favoreça a gestão é destacado. Metodologicamente, o trabalho está suportado por fontes bibliográficas que contemplam aspectos conceituais e pesquisas disponíveis em literatura técnica-acadêmica no Brasil. A proposta do artigo é avaliar a suposição, através de suporte bibliográfico, de que a importância do controle interno para as empresas não se limita a evitar práticas fraudulentas, sendo considerada função importante o suporte a gestão empresarial. Ao buscar estimular a discussão sobre as conexões dos conceitos de controle interno, o trabalho estará contribuindo para que os empresários e gerentes possam analisar as visões administrativas em relação ao controle interno. Dessa forma, procura superar a imagem de aversão do empresário e gestor em relação aos controles internos. Tal percepção esconde e limita as melhores vantagens que os controles possam trazer às empresas e seus negócios. Em última análise, procura colher argumentos que favoreçam os inúmeros contatos que ocorrem diariamente entre Contadores e Empreendedores com vistas a promover a economia nacional. Tal fato é marcante quando se destaca em uma pesquisa recente do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (SEBRAE): A pesquisa (do SEBRAE) amostrou que os contadores e os familiares são as pessoas mais procuradas para auxílio por parte dos empresários em dificuldade 1. Assim, lança-se a procura da importância do controle interno para a gestão das empresas, que no Brasil e no em todo mundo, são majoritariamente micro e pequenas GESTÃO EMPRESARIAL E CONTROLE INTERNO 2.1. Conceitos de Gestão O presente trabalho busca destacar que o controle interno tem grande importância na gestão do empreendimento. Mas o que seria gestão? Para avançar para o desenvolvimento do trabalho é preciso levantar alguns conceitos dessa aliada da eficácia empresarial. Iudícibus e Marion 3 definem: Gestão. Processo de tomada de decisão que inclui Planejamento, Execução e Controle. Beuren 4, por sua vez, enfatiza: O processo de gestão visa garantir que as decisões dos gestores contribuam para otimizar o desempenho da organização. Aqui são contempladas as etapas de planejamento estratégico e operacional, execução e controle, desenvolvidas de acordo com o modelo de gestão da empresa. Esses conceitos parecem configurar a gestão como um conjunto, até certo ponto, estruturado, do qual os administradores lançam mão para atingirem os objetivos amplos e específicos dos proprietários. Parece bem razoável que uma empresa eficaz tenha uma gestão que privilegie resultados econômico-financeiros satisfatórios, pois esses em última análise se não otimizam, pelo menos facilitam uma futura prestação de contas que satisfaça as necessidades da empresa. O entendimento de Nakagawa é sem dúvida interessante no que se refere aos objetivos desse trabalho. Para esse consagrado autor a gestão é definida como: Atividade de se conduzir uma empresa ao atingimento do resultado desejado por ela, apesar das dificuldades 5. Pois bem, essas definições sugerem que a gestão empresarial demanda crescente capacidade de percepção do ambiente, aliada à melhoria contínua no gerenciamento dos recursos disponíveis. O comportamento dos mercados é variável, às vezes, seus movimentos, abruptos, as alternâncias tomam magnitude tal que podem suplantar a capacidade de resistir do empreendimento. Esse entendimento garante que a gestão contempla variáveis internas e externas e sua perspectiva de atuação também é ampliada ao passo que atua no curto e longo prazo. Em especial as dificuldades comentadas por Nakagawa sugerem que a gestão empresarial coexiste com diversas restrições de caráter interno e até mesmo ambiental, entre as quais podem ser citadas: aumento de tributação, restrições a crédito, baixa profissionalização dos gestores, má-qualificação da mãode-obra, entre outros. Alguns desses elementos também podem ser evidenciados em recente pesquisa do SEBRAE que alega: A pesquisa agrupou as razões para o fechamento das empresas em quatro categorias: falhas gerenciais; causas econômicas conjunturais; logística operacional; e políticas públicas e arcabouço legal 6. Apesar de um inevitável cenário de dificuldades, a empresa que estiver dotada de processos decisórios adequados, suportado por boa estrutura de controles internos, garante uma vantagem importante sobre aquelas que não contam com um processo organizado e eficaz. É factível nos tempos recentes, que o foco da gestão de valor também leve em consideração o interior das empresas na perspectiva de controle e estilo de gerenciamento: Com a paralisação dos mercados de capital como um mecanismo eficaz para gerar mudanças, soluções e renovação, tornamo-nos dependentes do sistema gerencial para agir com objetivo de preservar o ativo organizacional, tanto humano como outros 7. Então, a gestão vai além de conhecer e administrar as variáveis internas, em tese, sob maior domínio da administração do empreendimento. A adoção de instrumentos para conhecer e 2 O termo empresa privilegia em escala de importância a micro, pequena e residualmente grandes empresas. 3 IUDÍCIBUS, Sérgio de, MARION, José Carlos. Dicionário de termos de contabilidade. São Paulo: Atlas, p SCHMIDT, Paulo (org.). Controladoria: agregando valor para a empresa. Porto Alegre: Bookman, p NAKAGAWA, Masayuki. Introdução à controladoria: conceitos, sistemas, implementação. São Paulo: Atlas, 1993.p BITTAR, Rodrigo. Metade das micro e pequenas fecha em dois anos. Valor Econômico. B2. Quarta-feira, 12 de agosto de BERNSTEIN, Peter; DAMODARAN, Aswath. Administração de investimentos. Trad. Cyro C. Patarra e José Carlos Barbosa dos Santos. Porto Alegre: Bookman, p

6 Ago/Out antecipar os impactos ambientais encerra por constituir o processo de gestão. Essa realidade amplia o escopo da gestão e seus mecanismos auxiliares, entre eles os processos de acompanhamento. O conceito de gestão, assim, pode ser visualizado como ação de levar o patrimônio do empreendimento a um estágio prédeterminado, no sentido de auferi-lo, considerando incertezas ambientais e dificuldades internas, parafraseando Nakagawa. Em paralelo, a existência de um controle interno aumenta a probabilidade de satisfação dos interesses econômico-sociais da firma, inspirando-se nos conceitos de controle interno do Audibra. Então, para fins desse trabalho, a gestão representa conjunto de ações dos gestores com objetivo de auferir resultado empresarial satisfatório dentro de contextos sócio-econômicos empresariais e ambientais restritivos Visões e Definições de Controle Interno Existe uma infinidade de definições de controles internos. Destacam-se, nesse trabalho as Visões do Coso, Audibra e alguns autores consagrados. O grupo norte-americano de entidades profissionais Coso 8 define: Controles internos são um processo operado pelo conselho de administração, pela administração e outras pessoas, desenhado para fornecer segurança razoável quanto à consecução de objetivos nas seguintes categorias: a) confiabilidade de informações financeiras; b) obediência (compliance) às leis e regulamentos aplicáveis; c) eficácia e eficiência de operações 9. (grifo do autor). Araújo 10 registra uma definição de Controle Interno emitida pelo AICPA: O controle interno compreende o plano de organização e o conjunto coordenado dos métodos e medidas adotados pela empresa, para salvaguardar seu patrimônio, conferir exatidão e fidedignidade dos dados contábeis, promover a eficiência operacional e encorajar a obediência às diretrizes traçadas pela administração da companhia. Franco e Marra 11 entendem o controle interno como: (...) todos os instrumentos da organização destinados à vigilância, fiscalização e verificação administrativa, que permitem prever, observar, dirigir ou governar os acontecimentos que se verificam dentro da empresa e que produzem reflexos em seu patrimônio. Pode-se notar que os autores tendem a considerar o controle com grande utilidade para realizar avaliações do processo de gestão. Nos conceitos apresentados, é notável a presença de aspectos diretivos e econômico-financeiros. Logo, existe, pelas citações, um forte vínculo entre controle interno e administração empresarial. O fato de o processo contábil servir de importante ponto de controle para os gestores, também o qualifica como ferramental administrativo e facilitador da geração de valor. Em um ambiente de esfriamento do mercado de capitais e de crédito, pode-se defender que a importância dos processos internos de controle aumenta, pois a geração de benefícios econômicofinanceiros, contexto também da eficácia empresarial, estará mais vinculada à qualidade da gestão interna dos recursos do que propriamente o alcance de resultados via alavancagem financeira e fusões e aquisições. Novamente é interessante ressaltar a passagem: Com a paralisação dos mercados de capital como um mecanismo eficaz para gerar mudanças, soluções e renovação, tornamo-nos dependentes do sistema gerencial para agir com o objetivo de preservar o ativo organizacional, tanto humano como outros. 12 Logo, pode-se captar nas palavras de Bernstein e Damodaran, considerados gurus das finanças, que processos gerenciais tendem a preservam o valor para o acionista e sua importância é majorada em situações de instabilidade do mercado de capitais. Pois bem, nesse aspecto o controle interno, por ser uma dimensão da gestão do empreendimento, pode ser considerado como fator de preservação do valor do acionista. O ato de preservar permite ampliar o entendimento no sentido de aumentar/agregar valor. Almeida 13 aborda o controle interno em relação ao processo de geração de informações contábeis e gerenciais, como se segue: O controle interno representa em uma organização o conjunto de procedimentos, métodos ou rotinas com os objetivos de proteger os ativos, produzir dados contábeis confiáveis e ajudar a administração na condução ordenada dos negócios da empresa. A visão de Almeida pode levar ao entendimento de que o controle interno seria um processo de natureza estruturada de geração de informações para que a gestão do empreendimento alcance seus objetivos. É possível interpretar uma visão mais ligada ao contexto de formalização do controle interno. Essa é uma visão consagrada, pois normalmente controle é associado a rotinas. Para esse possível entendimento é defensável que exista uma natureza ad-hoc de alguns controles que são criados para 8 Comitê de Organizações Patrocinadoras ( Committee of Sponsoring Organizations - Treadway Comission), sigla em inglês Coso, representa um grupo de entidades profissionais americanas entre elas: O Instituto Americano de Contadores Públicos Certificados (AICPA), a Associação Americana de Contabilidade ( AAA), o Instituto de Auditores Internos (IIA) e o Instituto de Executivos Financeiros (FEI). 9 BOYTON, Willian C.; JOHNSON, Raymond N.; KELL, Walter G. Kell. Auditoria. Tradução de José Evaristo dos Santos. São Paulo: Atlas, p ARAÚJO, Francisco José de. A estruturação dos controles internos e a independência da auditoria interna. Vitória-ES. COBRAI (Congresso Brasileiro de Auditoria Interna), p FRANCO, Hilário, MARRA, Ernesto. Auditoria contábil. 4ª. ed. São Paulo: Atlas, 2001, p BERNSTEIN, Peter; DAMODARAN, Aswath. Administração de investimentos. Trad. Cyro C. Patarra e José Carlos Barbosa dos Santos. Porto Alegre: Bookman, p ALMEIDA, Marcelo C. Auditoria: um curso moderno e completo. 5ª. ed. São Paulo: Atlas, 1996, p

7 Ago/Out satisfazer uma necessidade temporária, tais como controles dos gestores que negociam um projeto em implementação. Há controles que podem ter elementos de não-formalização e não-estruturação, mas que possuam utilidade para a empresa. O processo de gerenciamento possui elementos subjetivos que podem ser considerados uma forma de controle empresarial com atributos de não-estruturação. Logo, a direção se faz presente para orientar a empresa em uma convergência de objetivos, sobretudo, porque existe uma quantidade de decisões que são tomadas de forma desestruturada. Tal fato explicita uma dimensão restritiva de tempo e recursos para estruturar controles internos. Esse fato restritivo pode determinar que as empresas optem por alguns controles nãoestuturados para ampliar a capacidade informativa de sistemas de informação estruturados ou atender uma necessidade imediata e temporária a esperar para a elaboração de procedimentos, sistemas e rotinas. Anthony e Govindarajan 14 reforçam a importância do gerenciamento e seus elementos subjetivos como forma de controle gerencial. Eles encerram bem a restrição de aporte de sistemas: Se todos os sistemas indicassem a ação corretiva para todas as situações, não haveria a necessidade de gerentes. O estilo gerencial e a forma de comunicação em muito influenciam o escopo e utilidade do controle interno. O controle interno, em uma empresa altamente informatizada, possibilita o levantamento de um desajuste entre decisão e execução, favorecendo o alcance das causas e as subseqüentes ações corretivas. Mas, em alguns casos, pode-se defender a necessidade de uma natureza não-procedimental do controle interno. E, finalmente, informatização pode não ser, em alguns casos, a experiência permite, sinônimo de bom controle interno. Avançando mais na discussão o Instituto de Auditores Internos (Audibra) foca a eficácia empresarial em seu conceito de controle, a saber: Controles internos devem ser entendidos como qualquer ação tomada pela administração (assim compreendida tanto a Alta Administração como os níveis gerenciais apropriados) para aumentar a probabilidade de que os objetivos e metas estabelecidos sejam atingidos 15. Ainda em passagem subseqüente, o Audibra reforça a idéia de vínculo do controle interno como extensão e instrumento de gestão, registrando elementos históricos: A expressão controle interno passou a ser utilizada como um meio de distinguir os controles originados dentro ou pela própria organização, daqueles de origem externa, como é o caso dos controles impostos pela legislação. A perspectiva do Audibra parece ampliar as perspectivas anteriores no que se refere à preservação do valor empresarial, eficácia da gestão e estruturação. A visão do Audibra é bem oportuna a esse trabalho, pois explica o surgimento do controle interno de forma mais focada na perspectiva do proprietário (retorno de investimento) e gestão (eficiência) que é, até certo ponto, diferenciado dos controles externos impostos à empresa (prestação de contas sócio-ambiental). Nesse ínterim, o controle interno pode ser visualizado da seguinte forma: Figura 1: Papéis do Controles Internos X Controles Externos Controle Externo Sociedade (others stakeholders) Gestores Controle Interno Proprietários (shareholders) Adaptado de AUDIBRA Instituto dos Auditores Internos do Brasil. Normas brasileiras para o exercício da auditoria interna. 2ª. ed. São Paulo: Audibra, 1992, p. 48. Assim, ainda que os objetivos variem sutilmente, as definições apresentadas são convergentes. Essas definições parecem explicitar que a gestão necessita ser suportada por uma estrutura de controle interno razoável para que o êxito nos negócios se potencialize. A definição do Audibra expressa com maior evidência o vínculo entre controle interno e o processo de gestão. Ao mencionar a expressão aumentar a probabilidade permite o entendimento de que o controle interno pode auxiliar no alcance das metas, mas o alcance das metas não depende somente do controle, pois há fatores que não determinados pela administração do empreendimento. Vale lembrar que a definição do Audibra não explicita um caráter exclusivamente formal para controle interno quando se fala na expressão toda e qualquer ação. 16 A definição do Coso apresenta um conteúdo explicativo e normativo importante, podendo ser amplamente adotada por empresas no mundo que possuam vinculação com o mercado acionário americano. É utilizada, de forma complementar, em algumas passagens da pesquisa por representar um desenvolvimento que deve ser observado pelo mercado acionário norteamericano e empresas estrangeiras vinculadas àquele mercado de capitais, recentemente por força de lei. Nesse momento, os conceitos de controle interno mostramse bem sedimentados e convergem para o interesse de que o negócio deva ser eficiente, eficaz e continuado. Cabe analisar, especialmente, duas definições tomadas como referência para este trabalho: Audibra e Coso. 14 ANTHONY, Robert N., GOVINDARAJAN, Vijayd. Sistemas de Controle Gerencial. São Paulo: Atlas, p AUDIBRA Instituto dos Auditores Internos do Brasil. Normas brasileiras para o exercício da auditoria interna. 2ª. ed. São Paulo: Audibra, 1992, p A passagem permite uma janela de ceticismo quanto aos padrões de controle exclusivamente formalizados que, às vezes, órgãos reguladores imputam às empresas. Pela definição do Audibra, controles internos são distintos daqueles de origem externa. Podem ser exemplos desses controles externos : controles impostos por legislação tributária ou regulatória de mercado de capitais. 7

8 Ago/Out Objetivos e Papel do Controle Interno Parece razoável que o controle interno tenha como objetivo a potencialização do êxito do processo decisório, o que implica em maior geração de benefícios sócio-econômicos. Nota-se que não foram explicitados somente objetivos financeiros, uma vez que se verifica nas organizações interesses diversos e que ultrapassam a barreira do retorno do financeiro, econômico, social e ambiental. Essas visões com ligeiras diferenças gravitam, em última análise, na perspectiva do lucro como objetivo empresarial, a saber: Se mensurados corretamente, os lucros constituem a melhor medida de eficácia da empresa. Além dos níveis de eficácia da empresa, expressam as contribuições de suas áreas, atividades, eventos e transações para os resultados globais 17. (...) quantia máxima que a firma pode distribuir como dividendos e ainda esperar estar tão bem no final do período como ela estava no começo 18. Um negócio que dê prejuízo continuamente deixará de existir, pois não terá dinheiro suficiente para pagar suas contas. As empresas estão sob pressão constante para ganhar dinheiro. A motivação de ganhar o máximo de dinheiro possível a maximização do lucro nos dá um ponto de partida útil para discutirmos o comportamento das firmas em mercados competitivos 19. É, pois, evidente que o controle interno apresenta objetivos, em última análise, alinhados às metas empresarias, no qual o lucro desempenha meta prioritária. Logo, os objetivos do controle interno contemplam: a) dotar a empresa de uma base informativa confiável e tempestiva; b) induzir comportamento focado em resultados; c) salvaguardar o potencial de geração de riqueza (patrimônio); e d) garantir, subsidiariamente, observância de regulação aplicável à firma. De uma forma mais individualizada Oliveira, Perez Jr. e Silva 20 explicitam os principais objetivos do conjunto de sistema de controle interno: a) verificar e assegurar os cumprimentos às políticas e normas da companhia, incluindo o código de éticas nas relações comerciais e profissionais; b) obter informações adequadas, confiáveis, de qualidade e em tempo hábil, que sejam realmente úteis para as tomadas de decisões; c) comprovar a veracidade de informes e relatórios contábeis, financeiros e operacionais; d) proteger os ativos da entidade, o que compreende bens e direitos; e) prevenir erros e fraudes. Em caso de ocorrência dos mesmos, possibilitar a descoberta o mais rápido possível, determinar sua extensão e atribuições de corretas responsabilidades; f) servir como ferramenta para a localização de erros e desperdícios, promovendo ao mesmo tempo a uniformidade e a correção; g) registrar adequadamente as diversas operações, de modo a assegurar a eficiente utilização dos recursos da empresa; h) estimular a eficiência do pessoal, mediante a vigilância exercida por meio de relatórios; i) assegurar a legitimidade dos passivos da empresa, com o adequado registro e controle das provisões, perdas reais e previstas; j) assegurar o processamento correto das transações da empresa, bem como a efetiva autorização de todos os gastos incorridos no período; e k) permitir a observância e estrito cumprimento da legislação em vigor. Relacionando cada objetivo proposto por Oliveira, Perez Jr. e Silva aos objetivos de controle interno propostos nessa pesquisa, obtém-se a tabulação de conteúdo predominante, feita em base exploratória, para cada item: Tabela 1: Procedimento de Tabulação de Conteúdo Predominante (TCP) Objetivos Itens Contagem Participação Base Informativa para a Gestão (1) B, c, f, g, j, 5 45,5% Comportamento Focado em Resultados (2) A, h, 2 18,2% Salvaguardar Patrimônio (3) D, e, i, 3 27,3% Observância da Regulação (4) K, 1 9,1% Total ,0% Fonte: Adaptado de Luís M. Oliveira, José H. Perez Jr., Carlos A. Silva. Controladoria estratégica. São Paulo: Atlas, p Verifica-se que são vários os papéis desempenhados pelo controle interno. Mas o padrão, conforme a literatura apresentada, é o de privilegiar o controle interno como base informativa para a gestão. É bem plausível alegar que diante do impacto de uma decisão para os negócios não se possa prescindir da informação gerada pelo sistema de controle interno. Também é possível entender que uma base informativa segura e tempestiva irá contemplar outras demandas empresariais, não facilmente diferenciáveis do ato de gerir, tais como: recolher tributos, promover evidenciação contábil, salvaguardar de ativos... Assim, dentre as mais diversas fontes que apresentam os objetivos do controle interno cumpre re-enfatizar a função informativa para o processo decisório da firma como reiteradamente presente na literatura. Agora, lançando mão da definição da Federação Internacional de Contadores, International Federation of Accountants, sigla, IFAC teremos: O termo sistema de controles internos significa todas as políticas e procedimentos (controles internos) adotados pela 17 PEREIRA, Carlos A. in CATELLI, Armando (org.). Controladoria: uma abordagem da gestão econômica. 2. ed. São Paulo. Atlas, 2001, p CHANG, Emily C. in CATELLI, Armando; GUERREIRO, Reinaldo in CATELLI, Armando (org.) op. cit. p STIGLITZ, Joseph E.; WALSH, Carl E. Introdução à microeconomia. tradução da [ 3. ed. Original ] Helga Hoffman. Rio de Janeiro: Campus, p OLIVEIRA, Luís M., PEREZ Jr., José H., SILVA, Carlos A. S. Controladoria estratégica. São Paulo: Atlas, p

9 Ago/Out administração de uma entidade para ajudá-la a atingir o objetivo de assegurar, tanto quanto for praticável, um modo ordenado e eficiente de conduzir seus negócios, incluindo (a) o cumprimento de políticas administrativas (2), (b) a salvaguarda de ativos (3), (c) a prevenção e detecção de fraude ou erro (3), (d) a precisão e integridade dos registros contábeis (1), (e) e a preparação oportuna de informações financeiras confiáveis (1) 21 (números inseridos pelo autor). Tabela 2: Procedimento de Tabulação de Conteúdo Predominante (TCP) Objetivos Itens Contagem Participação Base Informativa para a Gestão (1) d,e 2 40% Comportamento Focado em Resultados (2) a, 1 20% Salvaguardar Patrimônio (3) B, c, 2 40% Observância da Regulação (4) Total 5 100,0% Fonte: Adaptado de Federação Internacional de Contadores, International Federation of Accountants (IFAC). Normas internacionais de auditoria. Ibracon: São Paulo, p É possível notar que o IFAC não deixa de privilegiar o potencial informativo do controle interno para a gestão. É notório um maior equilíbrio entre o objetivo de servir de base informativa para a gestão e o objetivo de salvaguardar o patrimônio com tabulações de 40% cada um. Tomando o controle interno como ferramental potencializador do alcance dos objetivos da gestão, entende-se que existe a possibilidade de relacioná-los. Nesse sentido, muito bem explicita: o controle é viga mestra em que a administração se baseia para medir o alcance dos objetivos e metas, e ter certeza de que as diretrizes fornecidas pela empresa estão regularmente seguidas 22. Então, existe não só um vínculo, mas, sobretudo, uma forte relação entre controle e gestão empresarial. O controle, nesse contexto, representa uma fonte importante de informações para os gestores das empresas. A própria gestão pressupõe um acompanhamento informativo para avaliar o alcance dos objetivos e os meios inerentes para alcançá-los. Lopes Sá 23, com refinado senso comum, enriquece e bem encerra a passagem de objetivos e papel informativo do controle interno: Finalidade do controle é a fidelidade da informação; a certeza de que as coisas aconteceram tal como deveriam. (...) O controle é o olho do dono, ou seja, a presença, através de instrumentos (que podem ser aparelhos, impressos, pessoas etc.). Portanto, em empresas profissionalizadas, segundo a literatura acadêmica, o controle interno é elemento primordial para a geração de informações para os gestores e permite algumas ações de natureza não-estruturada. 3. PESQUISAS: A IMPORTÂNCIA DO CONTROLE INTERNO PARA A GESTÃO DAS EMPRESAS O controle interno a cada momento cresce em relevância para a gestão empresarial. Esse aspecto é determinado pela crescente demanda informativa dos agentes decisórios que acabam por criar um vetor cada vez mais gerencial para a estrutura de controle interno: atender reestruturações societárias, avaliações empresariais, capacidade de geração de caixa, entre outros. A situação é perfeitamente verificável nos mais diversos setores econômicos, tais como o financeiro. A posição financeira, exposição a indexadores, pressão por resultados e monitoramento da inadimplência são controles chaves na gestão de uma instituição financeira. Portanto, as informações provindas do controle interno representam subsídios fundamentais para o desenvolvimento de uma prática de gestão satisfatória. Em especial a atividade desempenhada pela microempresa e pequena empresa tem grande importância para os países e para a maioria das pessoas. Isto é factível, pois esse tipo de atividade econômica propicia a satisfação das necessidades da maioria da população mundial. Nesse contexto, os exemplos variam da Itália a Bangladesh. Já no Brasil existe um relevante interesse pela iniciativa da pequena empresa. O resultado de uma recente pesquisa disponibilizada pelo Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa do Estado de São Paulo (SEBRAE-SP) apontou que 12,5% da população adulta brasileira está abrindo ou pensando abrir um negócio 24. Tal informação denotaria um imediato benefício para o país, se não fosse a alta taxa de descontinuidade. Só no primeiro ano 35% das empresas encerram suas atividades. A partir do 3 o. ano, menos de 45% de todas continuam seus negócios. O interesse em empreender e o enorme índice de descontinuidade tem na gestão suportada por informações um elemento de melhoria nacional que urge melhorias, segundo o SEBRAE 25 : Pouca informação eis o problema. Esta pesquisa mostrou também que, ao contrário do que muita gente pensa, o que leva uma empresa ao fechamento não são os impostos ou a necessidade de crédito, mas principalmente a falta de preparo, informação, planejamento e conhecimento específico sobre o negócio. 21 FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE CONTADORES. International Federation of Accountants (IFAC). Normas internacionais de auditoria. Tradução de Vera Maria Conti Nogueira e Danilo A. Nogueira. Ibracon: São Paulo, 1998, p CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DE SÃO PAULO. Controle interno nas empresas 10. São Paulo: Atlas, p LOPES SÁ, Antônio. Contabilidade para pequenos empresários. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1989, p É também possível que essa explosão de negócios reflita muito mais uma restrição econômica à uma vocação empreendedora do brasileiro. Em verdade não foi possível evidenciar uma fonte que estudasse profundamente esse tipo de fenômeno. De toda forma, a experiência indica que no cotidiano coexistem o empreendedor de vocação e o empreender do desespero. 25 SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa e Fundação Nacional. Aprendendo a empreender. Sem ficha catalográfica. p.13. 9

10 Ago/Out A pesquisa do SEBRAE parece reforçar o vínculo entre controle interno e eficácia da gestão. Entretanto, ainda que o controle interno forneça parte importante das informações, geralmente, os gestores, parecem não valorizá-lo. É o que se resgata em Bernstein e Damodaran 26 : Por sua natureza, as organizações detestam os sistemas de controle. Assim, parece razoável defender que exista um maior patrocínio dos gestores no que se refere ao controle interno. Mesmo por que a própria eficácia da empresa parece estar vinculada a controles internos que sinalizem a falhas de gerenciamento (internas) ou dificuldades conjunturais, regulatórias ou creditícias (externas). Reforçam esse entendimento as visões do Audibra e do IFAC: Controles internos devem ser entendidos como qualquer ação tomada pela administração (...) para aumentar a probabilidade de que os objetivos e metas estabelecidos sejam atingidos 27 O termo sistema de controles internos significa todas as políticas e procedimentos (controles internos) adotados pela administração de uma entidade para ajudá-la a atingir o objetivo de assegurar, tanto quanto for praticável, um modo ordenado e eficiente de conduzir seus negócios (...) 28 " Dessa forma, o controle interno pode ser entendido como mecanismo de sinalização de fragilidades e ameaças. Esse aspecto poderia não só facilitar a geração de resultados, mas também inibir eventos de descontinuidades, às vezes entendidos como eventos maléficos 29. Buscando outras linhas de raciocínio entre controles interno e gestão Horngren 30 é categórico ao afirmar que o sistema contábil, e seus relatórios, elementos do controle interno possuem importância informativa para os gestores. Isto acontece porque existe geração de informações para finalidades amplas, a saber: (1) relatórios internos para os administradores, para uso no planejamento e controle das atividades de rotina; (2) relatórios internos a administradores, para serem usados no planejamento estratégico, quer dizer, na tomada de decisões especiais e na formulação de políticas globais e de planos de longo prazo; e (3) relatórios externos para acionistas e para o governo e para outras partes externas. Verificam-se exemplificações de auxílio do controle interno para satisfazer o processo de gestão. Ainda restaria saber quais seriam as necessidades informativas. Segundo pesquisa apresentada por Horngren 31, verificou-se a necessidade de o gestor periodicamente indagar por algumas informações questões que envolviam assuntos de interesse estratégico, gerencial e operacional. Elas são expressas nas perguntas: estou indo bem ou mal?; que problemas devo investigar?; e, finalmente, das diversas maneiras de se fazer o trabalho, qual a melhor? Sem delongar na análise das perguntas pode-se dizer que todas elas podem ser satisfeitas por uma boa estrutura de controle interno, que contempla o sistema contábil e outros controles empresariais. Portanto, empiricamente, verificou-se a utilidade do sistema contábil para a decisão em diversos níveis. Bem encerra essa idéia, uma outra pesquisa fruto de um estudo nos Estados Unidos, realizado pela Dun & Bradstreet, que buscou identificar as causas dos fracassos empresariais nos Estados Unidos. A principal causa encontrada, fora o ausente desenvolvimento de sólidas políticas empresariais e procedimentos de controle. Esta informação já nos permite inferir, de forma exploratória e comparada, que no tanto em diferentes ambientes há um vínculo informativo relevante do controle interno para a gestão empresarial. Tal vínculo pode ser considerado tão forte que, em última análise, pode estar relacionado em alguns eventos de descontinuidade empresarial. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS 4.1. Aspectos Conclusivos Através da pesquisa realizada, ainda que não se possa encerrar definitivamente a questão, pode-se considerar que o controle interno representa uma fonte relevante para informar e suportar as decisões dos gestores. É possível identificar elementos que configuram a importância do controle interno em sua utilidade informativa. O trabalho apresenta argumentos que entendem o controle não só um suporte decisório importante, mas também é possível vislumbrar um vínculo do controle interno e eventos de descontinuidade empresarial, baseando-se na literatura de controles disponível. Então, parece ainda mais razoável a assertiva do CRC-SP 32 : De fato, o controle interno é viga mestra em que a administração se baseia para medir o alcance dos objetivos e metas, e ter certeza de que as diretrizes fornecidas pela empresa estão sendo regularmente seguidas. O gestor munido de um bom controle interno possui maior probabilidade de acertar continuamente o processo decisório e atingir a eficácia almejada da empresa: seja sob lucro ou sobrevivência empresarial com agregação de valor ao negócio. Enfim, a suposição verificou-se defensável à luz das informações compiladas. Podendo ser desfechada a seguinte consideração: O controle interno possui relevância para o processo de gestão das empresas por sua contribuição informativa que colabora para a gestão dos empreendimentos. As evidências compiladas permitem re- 26 BERNSTEIN, Peter; DAMODARAN, Aswath. op. cit AUDIBRA Instituto dos Auditores Internos do Brasil. op. cit. p FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE CONTADORES. International Federation of Accountants (IFAC). op. cit. 1998, p Nem toda descontinuidade de negócio deve ser entendida como evento maléfico, pois não são raros casos de empresas bem-informadas que optam por reestruturar linhas de negócios com objetivos de crescer, manter, associar ou simplesmente preservar os recursos investidos com a venda do negócio ou encerramento do negócio. Aqui se trata de descontinuidades não-conscientes e estrategicamente não-planejadas. 30 HORNGREN, Charles T. Introdução à contabilidade gerencial. Rio de Janeiro: Prentice-Hall do Brasil, 1985, p HORNGREN, Charles T. Introdução à contabilidade gerencial. Op. cit. p CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DE SÃO PAULO. Controle interno nas empresas 10. op.cit. p

11 Ago/Out gistrar que, aparentemente, há um forte vínculo entre controle interno, eficácia da gestão e continuidade dos empreendimentos Sugestões para Pesquisas Futuras Devido à delimitação do presente trabalho, recomenda-se para futuras pesquisas relacionadas ao tema controle interno, envolvendo: a) comparação de custos de manutenção de controles de observância ( controles externos ) e custos de controles internos; b) pesquisas para avaliar a assertiva de Bernstein e Damodaran para aferir até que ponto os empresários e gestores brasileiros detestam controles. O detestar controles é algo que realmente intriga e motiva o autor para novas pesquisas. Por que as empresas detestam os controles se eles favorecem a empresa? Será uma visão inadequada de que controlar é formalizar em excesso? O que faz do controle uma tarefa pouco interessante ou o que é pior detestável? Até que ponto essa percepção pode ser replicável para o Brasil? 5. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA ALMEIDA, Marcelo C. Auditoria: um curso moderno e completo. 5ª. ed. São Paulo: Atlas, ARAÚJO, Francisco José de. A estruturação dos controles internos e a independência da auditoria interna. Vitória-ES. COBRAI (Congresso Brasileiro de Auditoria Interna), BITTAR, Rodrigo. Metade das micro e pequenas fecha em dois anos. Valor Econômico. B2. Quarta-feira, 12 de agosto de BERNSTEIN, Peter; DAMODARAN, Aswath. Administração de investimentos. Trad. Cyro C. Patarra e José Carlos Barbosa dos Santos. Porto Alegre: Bookman, BOYNTON, Willian C., JOHNSON, Raymond N., KELL, Walter G. Auditoria. São Paulo: Atlas, CATELLI, Armando (org.). Controladoria: uma abordagem da gestão econômica. 2. ed. São Paulo. Atlas, COMER, Michael J. El fraude en la empresa: manual para su detección y prevención. Ediciones Deusto S.A. Bilbao, CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DE SÃO PAULO. Controle interno nas empresas 10. São Paulo: Atlas, FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE CONTADORES. International Federation of Accountants (IFAC). Normas internacionais de auditoria. Tradução de Vera Maria Conti Nogueira e Danilo A. Nogueira. Ibracon: São Paulo, FIGUEIREDO, Sandra, CAGGIANO, Paulo César. Controladoria: teoria e prática. São Paulo: Atlas, FRANCO, Hilário, MARRA, Ernesto. Auditoria contábil. 4ª. ed. São Paulo: Atlas, GOMES, Francelino A. Pesquisa e análise de conteúdo. Rio de Janeiro: Âmbito Cultural Edições, GOMES, Josir S.; SALAS, Joan M. A. Controles de gestão: uma abordagem contextual e organizacional. 3. ed. São Paulo: Atlas, HORNGREN, Charles T. Introdução à contabilidade gerencial. Rio de Janeiro: Prentice-Hall do Brasil, INSTITUTO DOS AUDITORES INTERNOS DO BRASIL. Normas brasileiras para o exercício da auditoria interna. 2ª. ed. São Paulo: Audibra, IUDÍCIBUS, Sérgio de, MARION, José Carlos. Dicionário de termos de contabilidade. São Paulo: Atlas, LOPES SÁ, Antônio. Contabilidade para pequenos empresários. Rio de Janeiro: Tecnoprint, NAKAGAWA, Masayuki. Introdução à controladoria: conceitos, sistemas, implementação. São Paulo: Atlas, OLIVEIRA, Luís M., PEREZ Jr., José H., SILVA, Carlos A. S. Controladoria estratégica. São Paulo: Atlas, SCHMIDT, Paulo (org.). Controladoria: agregando valor para a empresa. Porto Alegre: Bookman, Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (SEBRAE). Aprendendo a empreender. Sem ficha catalográfica. STIGLITZ, Joseph E.; WALSH, Carl E. Introdução à microeconomia. tradução [da 3. ed. Original] de Helga Hoffman. Rio de Janeiro: Campus,

12 Ago/Out Prêmio FREITAS BASTOS Participe! Publique seu livro! Verifique o regulamento no portal do CRC-RJ. Envie seu original para o CRC-RJ. Maiores informações no Departamento de Desenvolvimento Profissional (Despro) Tels: (21) / / Salte na Frente Salte na Frente Faça os cursos do CRC-RJ Veja a programação na Tribuna do Contabilista, no site e na sede do Conselho. Informações: (21) / /

13 Ago/Out A Contabilidade A Contabilidade nas Empresas que operam na Internet Resumo A Contabilidade para um mundo em mutação é o tema deste trabalho. O objetivo é analisar como as normas e práticas contábeis estão sendo aplicadas nas transações virtuais quando os negócios pelo mundo são realizados em segundos com o uso de uma rede de computadores. Abstract Accounting for a changing environment is the theme of this work. The target is to analyze how are accounting rules applied on virtual transactions when business around the world are made in seconds by way of a computer network. Fernando Oliveira Santoro Gilcina Guimarães Mestre em Ciências Contábeis/UERJ CRC/RJ Professora/Doutora do Mestrado de Ciências Contábeis/UERJ - Escola Naval Introdução O advento da evolução tecnológica, aliada ao fenômeno da globalização e da criação de blocos econômicos, modificou sobremaneira os modos de se fazer negócios e os conceitos de administração, fazendo com que cada vez mais barreiras sejam extintas e distâncias reduzidas. Desta forma, as companhias tiveram que se modernizar para sobreviverem neste novo ambiente de competição, mudando conceitos e práticas, para assim prosperarem neste novo mercado de dimensões globais. As Empresas da Internet, organizações criadas exclusivamente para operar dentro da rede mundial de computadores, fazem parte deste novo tipo de economia proveniente do final do século passado. Tais organizações, apesar de sua existência recente, já movimentam valores consideráveis na economia mundial, contribuindo, desta forma, para a geração de riquezas de uma nação. A discrepância entre o valor de mercado das Empresas da Internet e seus respectivos balanços, mesmo que se desconte as dificuldades em avaliar tais empresas, demonstra as limitações que a contabilidade vem enfrentando para expressar a realidade econômica dessas entidades. Com características peculiares, tais organizações parecem não se adaptar aos usuais parâmetros de mensuração, oriundos de práticas comerciais do início do século passado. A contabilidade tem como principal objetivo prover seus diversos usuários com informações relevantes, de forma a apoiálos na tomada de decisões de natureza econômica e financeira ou na formação de suas avaliações. Constata-se, porém, que a contabilidade financeira, limitada por legislações específicas, relega a atual prática contábil ao simples serviço de escrituração para atender a legislação fiscal, fato este que não contribui para a geração de relatórios úteis no processo de tomada de decisão. Ressalta-se que tal constatação encontra-se mais acentuada em relação às empresas da era digital ou as que possuam relevante percentual de bens e direitos intangíveis em seus ativos. O desenvolvimento de métodos, conceitos e práticas contá- beis normalmente são conseqüências de transformações econômicas e sociais de uma sociedade. Desta forma, a carência do Sistema de Informação em mensurar corretamente as organizações da nova economia, inclusive as Empresas de Internet, está ocasionando a perda de sua relevância, pois os relatórios contábeis não estão gerando informações que contribuam para uma melhor avaliação de tais organizações. Com a popularização da Internet, foi criada uma nova modalidade de se fazer negócios, denominada Comércio Eletrônico. De acordo com recentes pesquisas o volume de transações referentes a esse novo tipo de comércio já movimenta valores substanciais pelo mundo, o que o torna relevante para a economia mundial. Desta forma, para que a contabilidade possa cumprir com seu objetivo, esta deve contemplar, em seus relatórios, as transações originais deste ambiente eletrônico. Assim como o mundo está em constante evolução, a contabilidade deve acompanhar tais mudanças, de forma a adaptar-se à nova realidade. As organizações da era digital não podem ser privadas da utilidade da informação contábil, para que fatos como a supervalorização das ações das empresas da Internet, no início do mercado eletrônico, não ocorram novamente. 13

14 Ago/Out Objetivo O presente trabalho tem como objetivo levantar dados sobre as atuais práticas contábeis e verificar como a contabilidade vem suprindo os usuários com informações úteis sobre as Empresas de Internet. Complementando ainda buscaremos levantar dados sobre as Empresas da Internet, expondo suas características peculiares e as principais diferenças em relação às organizações convencionais, incluindo ainda um levantamento sobre normas, pareceres, resoluções e princípios contábeis principais, para verificar se foi criada alguma regra que diz respeito às Empresas da Internet, assim como responder às seguintes questões; Existe alguma norma ou prática contábil, no Brasil, que seja específica para as transações de Comércio Eletrônico? Existe alguma norma ou prática contábil, no Brasil, que seja específica para as transações de bens intangíveis no ambiente virtual da Internet? A contabilidade brasileira está adaptando suas normas de forma a cumprir seus objetivos perante as empresas da era digital? 3. Internet & Empresas A evolução tecnológica resultou em uma conseqüente redução de custos dos computadores, tornando, assim, cada vez mais viável a distribuição do poder computacional em módulos processadores localizados em pontos distintos. A necessidade de interconexão desses módulos processadores, para permitir o compartilhamento de recursos de hardware e software e a troca de informações entre seus usuários, criou o ambiente propício para o desenvolvimento das redes de computadores. (SOARES, 1995) Considerando o avanço da pesquisa na área de redes de computadores o Departamento de Defesa Americano (DOD Department of Defense) encarregou a ARPA de criar um projeto de uma rede de longa distância capaz de interligar máquinas espalhadas pelos Estados Unidos, com tráfego de informações exclusivas da área militar. A principal exigência do departamento americano era de que a rede sobrevivesse a um desmantelamento parcial causado, por exemplo, por uma bomba nuclear. O projeto teórico da ARPANET, nome dado à rede, foi encomendado a Rand Corporation, uma instituição americana que tinha como objetivo o desenvolvimento de pesquisas na área de segurança nacional. (Cf. ROSA, 1998, p.18). A evolução deste projeto permitiu que surgisse o primeiro provedor de acesso comercial para linhas discadas, chamado The World. Paulatinamente a rede deixou de ser exclusivamente militar e por fim foi liberada definitivamente para exploração comercial. Berners-Lee resolveu o problema da troca de documentos independente de plataforma através da utilização de três tecnologias. HTML, que permite que a estrutura dos documentos, bem como os vínculos a outros recursos da Internet, sejam incorporados diretamente em um texto normal. Berners-Lee especificou então um software cliente denominado navigator, que permite a um usuário navegar e exibir documentos HTML. Finalmente, Tim propôs um novo protocolo Internet, denominado http (HiperText Transport Protocol). E batizou a interconexão ilimitada de servidores http e navegadores HTML de WWW (World Wide Web). (BENETT, 1997, p. 9) Com a evolução da rede, tornou-se possível distribuir áudio em tempo real (com o RealAudio, da Progressive Networks), utilizar multimídia (com o Shockwave, da Macromedia) ou realizar ligações telefônicas (com o Iphone, da VocalTec). Várias das empresas ligadas a Internet começaram a abrir seu capital. A Netscape, fornecedora do Navigator liderou com o maior valor inicial de ação da NASDAQ (uma das bolsas de Nova York). (Cf RANGEL, 1996,p.72) Assim como nos Estados Unidos, a Internet no Brasil foi desenvolvida por universidades e centros de pesquisa. Três fatores contribuíram de forma relevante para a popularização da Internet, bem como para sua transformação em um ambiente de negócios: a comercialização dos microcomputadores a preços acessíveis, o desenvolvimento do aplicativo World Wide Web e a criação de softwares com maior interatividade entre usuário e máquina, como o Windows 95. Em conseqüência de tais fatos, somente a partir de 1994 as primeiras Empresas da Internet começaram a utilizar a Rede como um ambiente comercial. Atualmente é possível realizar grande parte das operações que são disponibilizadas no mundo físico. As Empresas da Internet, além de serem organizações recentes também possuem algumas características peculiares em relação às Companhias Convencionais. A Internet é uma rede de computadores de cobertura mundial que utiliza um protocolo de comunicações denominado TCP/ IP Transmission Control Protocol/Internet Protocol, o qual oferece uma linguagem comum que possibilita a interconexão entre redes de computadores, cuja finalidade é facilitar o transporte de informações. (CAVALCANTI in CRISTIANO, 2002 p. 13) A norma 004/95 do Ministério das Comunicações define, no item 3, a, internet como sendo nome genérico que designa o conjunto de redes, ou meios de transmissão e comutação de roteadores, equipamentos e protocolos necessários à comunicação entre computadores, bem como o software e os dados contidos nestes computadores (RANGEL, 2002, p. 21) A Internet não é realmente uma rede, é uma rede de redes. A Internet é realmente uma rede de redes de computadores que trocam informações entre si. Estes computadores podem ser de qualquer tipo, arquitetura, marca ou modelo. Podem ser microcomputadores ou computadores de grande porte. Podem usar qualquer processador e portanto qualquer sistema operacional. Podem usar qualquer software que permita comunicação entre servidores e clientes. Estes computadores estão interligados por linha comum de telefone, linhas privadas de comunicação, canais de satélite, cabos submarinos e outros meios de comunicação. Esta é uma e talvez a principal característica da Internet: a independência de hardware e software. (VALE, COSTA E ALVES JR, p.3) Desta forma, pode-se conceituar a Internet como sendo a 14

15 Ago/Out interconexão de Redes que, em determinado momento, se comunicam utilizando o conjunto de protocolos denominado TCP/ IP. A comunicação entre as redes que não possuam o TCP/IP também é possível, bastando, para isso, utilizar um Gateway. Em resumo, o maior trunfo do TCP/IP está no fato destes protocolos apresentarem a interoperabilidade de comunicação entre diversos tipos de hardware e sistemas operacionais. (MARTINS, 2003, p. 4) Quadro 01 Difusão: Internet X Outras Mídias Mídia Tempo para ter 50 milhões de usuários Rádio 38 anos Televisão 16 anos TV a Cabo 10 anos Internet 5 anos Fonte: UFRG in Cristiano, 2002, p. 13. O número de usuários conectados à Internet indica o potencial de consumidores a disposição de estruturas de negócios e serviços. Através de suas características próprias e do uso da tecnologia da informação, a Rede pode proporcionar diversas possibilidades de acesso a conteúdos de informação assim como a comercialização de bens e serviços sem existir barreiras geográficas ou temporais. O crescimento da Internet foi assustador nos últimos 10 anos. Em 1988 havia hosts (servidores de recursos). Já em 1989 havia , em 1992 havia , em 1994 o número era de com 20 milhões de usuários aproximadamente. Em 1997 cerca de hosts e mais de 30 milhões de usuários. Já no início de 2001, tínhamos cerca de hosts e mais de 400 milhões de usuários. (MARTINS, 2003, p. 2). Gráfico 01 Usuários Ativos: 09/2000 a 03/ Números Internautas ativos (mulheres) set/00 out/00 nov/00 dez/00 jan/01 fev/01 mar/01 Fonte: Web Shoper Desde que a Internet tornou-se popular e que o comércio eletrônico passou a movimentar valores relevantes, as empresas oriundas da rede começaram a receber atenção tanto de investidores, que enxergavam neste novo tipo de negócio alto retorno, quanto de acadêmicos, que buscavam estabelecer teorias para essa nova modalidade de organização. Após a queda vertiginosa das ações das empresas de tecnologia, em 2000, as chamadas Pontocom passaram por um processo de reformulação administrativa, em que muitas deixaram de existir e as que sobreviveram tiveram que reestruturar suas estratégias, adequando suas idéias à realidade. Não podemos afirmar que uma empresa da Internet é um Organização Virtual, pois a mesma, para iniciar suas operações, tem que possuir documentação semelhante a uma empresa comum. Sendo assim, a virtualidade no caso, refere-se ao ambiente em que a empresa da Internet opera, ou seja, dentro da rede. Uma grande inovação da Internet é a criação de um espaço chamado de virtual. Ou seja, é um espaço onde as pessoas, físicas ou jurídicas, se encontram, se comunicam, trocam informações e realizam negócios. A diferença é que esse espaço somente é acessado através de um computador ou outro tipo de máquina que possua uma conexão com a Internet. É como se a Internet fosse um território paralelo. Não há dúvidas de que é um território intangível, porém capaz de produzir as mais diversas obrigações e responsabilidades. (RANGEL, 2002, p.21) Antes de abrir uma empresa virtual, é necessário abrir uma empresa real. O procedimento é o padrão: Escolha do nome, registro na junta comercial, retirada do CNPJ, Inscrição estadual e assim por diante. (SEPIN, p.9) Em decorrência de tal fato, torna-se uma tarefa complexa analisar as características peculiares de uma Empresa da Internet, pois esta é, algumas vezes, confundida com um veículo de comunicação de uma companhia convencional, como no caso, por exemplo, da Livraria Saraiva (http://www.saraiva.com.br), que possui um site na rede para comercializar seus produtos. Este fato ocorre, pois uma organização tradicional pode possuir algumas das características de uma Empresa da Internet, bastando, para isso, investir na tecnologia necessária para a criação de um espaço dentro da Rede. As empresas da Internet operam, necessariamente, dentro da rede e no espaço cibernético. É o seu chão de fábrica, seu conjunto de fornecedores e seu mercado. É interessante ressaltar que o Espaço Cibernético não deve ser confundido, como muitas vezes o é, com a Internet, que é, tão somente, o melhor e mais conhecido exemplo de Espaço Cibernético. (CANO, 1999, p. 42). Ao descrevermos uma empresa da Internet como sendo uma organização virtual, na realidade estamos mencionando o ambiente em que ela está realizando suas operações, ou seja, a Rede. Analisando ainda o conceito de Empresa da Internet, CANO (1999, p.56) observa que: Uma Organização Virtual cria uma matriz organizacional multidimensional, que interliga e integra dinamicamente demandas, recursos e regras de atuação, de forma precisa e confiável. As funções administrativas e de serviços são desempenhadas por humanos e por agentes não humanos, como outras organizações, bancos de dados, sistemas, programas, tradutores, etc. São usados os recursos informacionais mais diversos, tornados possíveis pela convergência tecnológica das indústrias de computação, telecomunicações e de realidade virtual. [...] Devido ao uso intenso da Tecnologia da Informação, tem suas fronteiras pouco definidas, explorando esta definição superficial para exteriorizar aquilo que contém em seus domínios, bem como para internalizar o que está fora. Não existe uma organização totalmente virtual, pois sempre haverá uma base tecnológica concreta para prestar o suporte, 15

16 Ago/Out bem como um grupo de pessoas para administrar o negócio. Na realidade, uma Empresa da Internet é uma organização na qual as estruturas físicas podem ser reduzidas e que podem contar, de acordo com certas características, com um pequeno contingente de funcionários. Elas operam no espaço cibernético e podem ter sua localização física em um país e seu domínio, na rede, em outro. As Empresas da Internet foram criadas, na segunda metade da década de 90, em um período em que o mundo já se encontrava sob o fenômeno da Globalização. Apesar de parte da estrutura de uma organização da Internet ser semelhante à de uma convencional, existem outras características que são exclusivas de uma Empresa que funciona na rede, bem como sua funcionalidade, conforme aborda CANO (1999 p. 58 a 63). - Na Empresa da Internet podem existir funções ativas sem funcionários. Essas funções são desempenhadas por equipamentos, sistemas e outros dispositivos provedores de informação ou atuadores operacionais não humanos; - Na Empresas da Internet a confiança é valor fundamental. Sendo os processos e sistemas utilizados em grande parte exercidos pela Tecnologia da Informação, da qual é esperado um grau de confiabilidade elevado, a substituição do cenário de baixa confiabilidade das rotinas desempenhadas por agentes humanos modifica drasticamente a necessidade de procedimentos de conferência e controle; - A Empresas da Internet apresenta processos virtualizados. Em uma organização tradicional, o cliente geralmente precisa deslocar-se e contatar diferentes pessoas a fim de obter o produto ou o serviço desejado. Em uma Empresa da Internet, o atendimento ao cliente, a venda dos produtos ou serviços e a sua distribuição podem ser processos virtualizados. É o cliente quem senta em frente ao computador, entra na página da organização, pesquisa e analisa os resultados, sem sair do lugar e sem estabelecer qualquer contato humano. É ele próprio quem deve ir buscar as respostas para sua pesquisa. - A Empresa da Internet pode apresentar tamanho reduzido em suas instalações físicas. É talvez a característica que mais desperta atenção e que causa maior impacto, principalmente quando a Empresa da Internet é comparada a similares convencionais. Por necessitar de um número mínimo de elementos reunidos em um só lugar físico, suas instalações podem chegar a limites próximos da abstração total. - A Empresa da Internet apresenta proximidade ao mercado. Uma organização da Internet apresenta-se com facilidade ao seu cliente, ou potencial cliente. Oportunidades de negócios são criadas e ampliadas pela facilidade da aproximação inicial e pela captura e retenção de informações que possibilitem reaproximações futuras, por meio de recursos tecnológicos que criam um banco de dados com as preferências dos clientes. As principais diferenças entre uma Empresa da Internet e uma Organização Convencional podem ser assim descritas: a) Os Clientes de uma Empresa da Internet têm que saber usar o computador ou a tecnologia. Para entrar em uma Empresa da Internet, o cliente deve saber operar, mesmo que de forma básica, um computador, para que, desta forma, possa concluir a negociação com êxito. Caso o acesso ao ambiente virtual se dê por outras tecnologias como a utilização de um telefone celular, o cliente deve, da mesma forma, saber operar o aparelho. b) As Empresas da Internet não possuem histórico para comparação. Empresas como, por exemplo, a Coca-cola ou a General Eletric são centenárias, possuindo, assim, uma grande base estatística de informações. Além disso, outras organizações, igualmente antigas, formam com estas companhias um setor, o que facilita o processo de comparação. As Empresas da Internet, criadas a partir de 1994, não possuem uma base estatística de informações suficiente para que sejam comparadas às tradicionais. c) As Empresas da Internet possuem Administração Empreendedora. Por serem empresas criadas após a metade da década de 90, as organizações da Internet têm em seus idealizadores, pessoas já adaptadas à nova realidade mundial, em que a informação possui caráter relevante, a tecnologia representa um diferencial entre as companhias e que a economia encontra-se cada vez mais globalizada. d) As Empresas da Internet possuem universo limitado. Uma organização convencional, ao estabelecer seu local de operação, possui, como universo de clientes, uma gama variada de pessoas que podem se tornar potenciais compradores de acordo com a administração estratégica da companhia. A Empresa da Internet, por atuar no ambiente virtual, encontra, pelo menos, três fatores limitadores para estabelecer um perfil de clientes para os seus negócios. A primeira, especificamente no caso do Brasil, relaciona-se ao universo limitado da população brasileira que está incluída digitalmente. De acordo com a ONG Comitê de Democratização da Internet (CDI), atualmente, o país possui cerca de analfabetos digitais, ou 83,79% da população. A segunda diz respeito ao número de usuários, tanto na rede quanto ativos nela, que se encontra abaixo do nível de países desenvolvidos. Ressalta-se, porém, que um usuário da Rede pode perfeitamente realizar uma operação comercial em favor de uma pessoa que não saiba utilizar a Internet. Entretanto, casos como este são mais difíceis de ocorrer devido, entre outros, a fatores culturais, psicológicos e econômicos. A terceira diz respeito, particularmente, ao perfil dos consumidores das Empresas da Internet que, em sua maioria, são pertencentes a classes sociais mais elevadas e realizam suas compras utilizando meios de pagamento eletrônicos, conforme descreve o gráfico 02. Gráfico 02 Meios de Pagamento por Volume Financeiro (06/2003) Boleto Bancário 9% Cheque 2% Outros 9% Cartão de Crédito 80% Fonte: Web Shoppers, 2003, p

17 Ago/Out Os consumidores eletrônicos, em sua maioria, são jovens e possuem bom nível escolar. A parcela compreendida entre os 25 e 49 anos de idade é esmagadora maioria entre os consumidores das lojas virtuais, sendo 75% da população que realiza compras pela Internet. A grande maioria tem pelos menos nível superior completo (54%), sendo que 19% possui também uma pós-graduação. Mais um dado sobre os consumidores das lojas virtuais é que os homens têm um maior hábito de comprar pela Internet. Em média 60% das pessoas que costumam comprar pela rede são do sexo masculino, contra 40% do sexo feminino. (WEB SHOPPER, 2002, p.16) e) As Empresas da Internet necessitam de uma nova contabilidade. No que tange às legislações, Fiscal, Comercial e Societária, uma Empresa da Internet não apresenta nenhuma diferença em relação a uma organização convencional. Outro fator a se ressaltar diz respeito a Ativos do tipo Imobilizado, que podem apresentar diferenças em relação a uma organização tradicional. Necessariamente, uma Empresa da Internet, para operar na Rede, tem que dispor de recursos tecnológicos. Com a evolução crescente da tecnologia, softwares e equipamentos tendem a perder valor de mercado mais rápido do que a contabilidade registra na conta depreciação, gerando, desta forma, uma informação que não condiz com a realidade da empresa. Sobre a Avaliação de Empresas usando os relatórios emitidos pela contabilidade, dois estudos devem ser destacados: Avaliação de Empresas da Internet: Uma comparação entre uma empresa virtual e uma empresa nos moldes tradicionais (Temistocles Lemos Gargantini) e Comércio Eletrônico: Análise dos indicadores do Capital de Giro. Um Estudo de Caso: Lojas Americanas S/A e Americanas.com S/A (Altemar Carlos Cristiano). Ambos têm como objetivo analisar uma Empresa da Internet e compará-la com uma Organização Tradicional. GARGANTINI (2000, p. 40), descreve as seguintes dificuldades para se avaliar uma Empresa da Internet: 1) Resultados negativos Empresas que estão perdendo dinheiro, atualmente, apresentam vários problemas para os analistas que pretendem avaliá-los. Embora nenhum destes problemas seja conceitual, eles são muito significativos para a abordagem da avaliação; 2) Taxas de crescimento não podem ser estimadas ou usadas na avaliação Quando o resultado de uma empresa é negativo, a aplicação de uma taxa de crescimento só tornará os resultados ainda mais negativos. Além disso, estimar uma taxa de crescimento se torna uma tarefa difícil, pois não há correlação entre os dados históricos e as projeções dos analistas; 3) A compensação dos impostos dificulta a avaliação As empresas que acumulam resultados negativos, podem utilizar o prejuízo acumulado para reduzir a despesa com impostos. Os analistas que estão avaliando as empresas têm que considerar que este prejuízo acumulado irá ser utilizado algum dia; 4) Risco de falência Outro problema encontrado para se avaliar empresas com resultados negativos é a real ameaça de que estas empresas decretem falência. Mesmo, como no caso da Amazon, onde existe o crescimento significativo da receita, o fluxo de caixa gerado pela empresa é negativo. Situação que não é sustentável no longo prazo; 5) Inexistência de dados históricos Em avaliação de empresas, normalmente, utilizamos dados históricos para estimar mais precisamente as projeções futuras. Dados passados podem ser de extrema utilidade para estimar os parâmetros de risco; e 6) Inexistência de empresas comparáveis Além de informações sobre resultados anteriores, os analistas freqüentemente, usam informações sobre empresas comparáveis para fazer uma avaliação. Assim, o beta de uma empresa pode ser estimado, simplesmente, por comparação com o beta de empresas de tamanho similar, dentro do mesmo mercado. f) Universo Eletrônico x Tradicional. O ambiente virtual é capaz de promover transformações na sociedade por meio de mudanças nos hábitos e costumes dos indivíduos que o acessam. A Internet fez surgir uma nova alternativa, para vender e comprar produtos, serviços, informações e entretenimentos, o Comércio Eletrônico. (CRISTIANO, 2002, p.27). Não existe uma definição formal para comércio eletrônico ; porém a mais difundida se refere à realização de transações comerciais utilizando um conjunto de tecnologias, infra-estruturas, processos e produtos que aproximam fornecedores e consumidores em um mercado global por meios da Internet. (FER- REIRA, 2001, p.2) E-business não implica automaticamente a venda de produtos pela Internet. E-business inclui ferramentas tais como a conquista de clientes potenciais on line, pesquisa na Web, atendimento e assistência a clientes por e gerenciamento on line do perfil de clientes. (RANGEL, 2002, p. 26). A diferença entre Comércio Eletrônico e Negócio Eletrônico consiste na realização do ato de comprar e vender, pertencente ao CE que, para ocorrer, utiliza-se de uma infra-estrutura de comunicação e informação disponibilizada por meio do Negócio Eletrônico. 4. Normas e práticas contábeis A elaboração de normas e práticas contábeis decorre, geralmente, do anseio dos agentes econômicos pela utilização, proveitosa, da informação contábil. Em países com um ativo mercado de capitais, assume importância impar a existência de informações corretas, oportunas, suficientes e inteligíveis sobre o patrimônio das Entidades e suas mutações, com vista à adequada avaliação de riscos e oportunidades por parte dos investidores, sempre interessados na segurança dos seus investimentos e em retornos compensadores em relação às demais aplicações. A qualidade dessas informações deve ser assegurada pelo sistema de normas alicerçado nos Princípios Fundamentais, o que torna a Contabilidade um verdadeiro catalisador do mercado de ações. (CFC, 2003, p.37) No Brasil, o Conselho Federal de Contabilidade, órgão máximo de controle do exercício profissional, dentre outras funções, edita os princípios e normas contábeis, para, posteriormente, exigir o seu cumprimento. Além deste, existem outras entidades que lidam com a elaboração de regras contábeis, algumas de forma sugestiva e outras possuindo caráter legal. 17

18 Ago/Out Quadro 02 Entidades Responsáveis pela Criação de Normas Contábeis. Criação Organização 1946 Conselho Federal de Contabilidade - CFC 1971 Instituto Brasileiro de Contadores - IBRACON 1976 Comissão de Valores Mobiliários CVM 1964 Banco Central do Brasil BACEN 1968 Secretaria da Receita Federal 1966 Superintendência de Seguros Privados Fonte: O Autor. Ao longo do desenvolvimento do país, algumas leis, comerciais e fiscais, influíram diretamente na criação das normas e práticas contábeis no Brasil. A contabilidade, como ciência social cujo objetivo é registrar as mutações do patrimônio das entidades, possui forte correlação com o desenvolvimento tecnológico. Sendo assim, o sistema de escrituração contábil sempre acompanhou de perto a evolução da informática, se utilizando, portanto, dos benefícios proporcionados pelo seu uso. Ressalta-se, também, que tanto a ciência contábil quanto a da computação são ratificadas por teorias comuns. É sabido que a Ciência é sustentada por três grandes teorias: Teoria da Mensuração, Teoria da Informação e Teoria da Decisão. Contabilidade e a Informática estão intimamente relacionadas por um motivo muito relevante, possuem sustentação em bases semelhantes: enquanto a Contabilidade é mais abrangente, sustentada por três teorias (parágrafo anterior), a Informática acaba aprofundando sua pesquisa em duas delas: Teoria da Mensuração e Teoria da Informação. (CORNACHIONE, 1997, p. 25) A história da contabilidade no Brasil é muito recente, quando comparada com outros países em estágio econômico mais evoluído. O desenvolvimento da doutrina contábil brasileira pode ser dividido em duas fases, a saber: a primeira, que vai até 1694 e a segunda, que vai de 1964 até os dias atuais. (Cf. SCHMIDT, 2000, p.205). Ressalta-se que em ambas as fases percebe-se a forte presença do governo em relação a participação das classes que representam a profissão contábil. A primeira manifestação contábil de que temos ciência, no Brasil, foi a organização de Contabilidade Pública, em partidas dobradas, realizada pelo contador Alves Branco, de 1830 a Embora se caracterize como ponto de partida do desenvolvimento da Contabilidade no Brasil, foi um fato que se limitou à Contabilidade Pública e não contribuiu para o desenvolvimento generalizado da cultura e da prática contábeis em nosso país. (FRANCO, 1988, p.54) As contribuições da legislação brasileira à Contabilidade foram várias. Entre elas o estabelecimento do Código Comercial Brasileiro; a Lei que estabeleceu a padronização de normas e práticas contábeis para a publicação de Balanços; Decreto nº criando um Regulamento para a taxação do Imposto de Renda; Decreto-Lei nº que criou o Curso Superior de Ciências Contábeis; Decreto-Lei criando o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), entre outros. A segunda fase do desenvolvimento da contabilidade brasileira teve início na década 60, quando acadêmicos e profissionais da área contábil começaram a introduzir o método didático norte-americano. Datam desta época: Lei nº que cria a Comissão de Valores Mobiliários (CVM); Lei Lei das Sociedades por Ações; Resolução nº 529 e 771 para elaboração e emissão de normas obrigatórias a todos os contadores e técnicos de contabilidade. De acordo com a última resolução foram criados as Interpretações Técnicas (IT), para detalhar as normas e os Comunicados Técnicos (CT), para emitir pronunciamento sobre atos governamentais. Das normas criadas, a NBC T 10, é a que trata dos Aspectos Contábeis em Entidades Diversas é a que possui maior relevância para os procedimentos a serem utilizados na contabilidade de entidades com características peculiares. Atualmente, a norma contém vários itens, nenhum referente às Empresas da Internet, bem como qualquer tipo de organização que utiliza o Comércio Eletrônico em suas operações. As normas e práticas contábeis que se encontram em vigor atualmente são fruto do desenvolvimento econômico brasileiro ao longo do século passado. Embora as regras contábeis atuais atendam, de forma satisfatória, grande parte dos vários tipos de organizações existentes, contemplando as peculiaridades de cada uma na contabilização de seus atos e fatos, nenhuma regra foi criada para a contabilidade das Empresas da Internet. Nenhum órgão internacional responsável pela elaboração de normas contábeis estabeleceu alguma regra sobre as Empresas da Internet, bem como sobre o Comércio Eletrônico (CE), maior fonte de renda desse tipo de organização. O que existe, atualmente, é a discussão sobre a regulamentação do CE. (SAN- TORO, 2003, p.73) 5. Conclusão A Internet, conseqüência da revolução tecnológica, bem como as Empresas oriundas deste ambiente, oferecem às ciências, dentre elas a contábil, um grande desafio no sentido de adequar suas características peculiares à filosofia decorrente das teorias científicas. A busca por respostas imediatas aos problemas e dificuldades enfrentados por seus diversos usuários constitui um objetivo a ser atingido para a Ciência, fato este que torna, obrigatório, o desenvolvimento contínuo de um arcabouço que seja fonte primária para o progresso da contabilidade de uma forma geral. A Empresa, cujo patrimônio constitui objeto de estudo da contabilidade, possui relevância no desenvolvimento de qualquer país, indiferente de sistema de governo, grau de industrialização ou progresso, pois esta é a célula produtora da riqueza nacional. Desta forma, as Organizações Virtuais, para contribuírem com a produção de riquezas, devem estar contidas no conjunto de normas e práticas usuais da contabilidade para, assim, progredirem no ambiente econômico. Pode-se concluir que a contabilidade está evoluindo de acordo com o desenvolvimento econômico brasileiro, porém, sem contemplar a criação, a relevância e o impacto econômico da Internet, das organizações oriundas deste ambiente, bem como, também, do Comércio Eletrônico. 18

19 Ago/Out Bibliografia BENETT, Gordon. Intranets: como implantar com sucesso na sua empresa. Rio de Janeiro: Campos, CANO, Carlos Baldessarini. Modelo para análise de organizações que operam no espaço cibernético. Tese de Doutorado. Porto Alegre, Universidade do Rio Grande do Sul, CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE (CFC). O Perfil do Contabilista Brasileiro. Brasília. CFC, CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE (CFC). LEGISLAÇÃO. Legislação da Profissão. Brasília CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Princípios Fundamentais e de Normas Brasileiras de Contabilidade. Brasília CRISTIANO, Altemar Carlos. Comércio Eletrônico. Análise dos Indicadores do Capital de Giro. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, DEL RE FILIPPO, D & Sztajnberg, A. Bem-Vindo à Internet. Rio de Janeiro FERREIRA, Antônio Sérgio Seco. Tecnologia de Suporte à Tributação do Comércio Eletrônico. Dissertação de Mestrado. Universidade Católica de Brasília. Brasília, FRANCO, Hilário. 50 anos de Contabilidade. Editora Atlas. Rio de Janeiro, GARGANTINI, Temístocles Lemos. Avaliação de Empresas da Internet: Uma Comparação entre uma Empresa nos Moldes Tradicionais. Dissertação de Mestrado EAESP/FGV. São Paulo, MARTINS, Alessandro. A relação da Internet com o Comércio Eletrônico no Brasil e no Mundo e os Próximos Acontecimentos. <http://www.ravel.ufrj PARISI, Cláudio, CORNACHIONE JR, Edgard Bruno & VASCONCELOS, Marco Túlio de Castro. Impactos da Internet sobre a Evolução da Ciência. Revista de Contabilidade do CRC/SP, ano I nº 1 04/1997 RANGEL, Ricardo. A História da Internet. Internet World - vol.2, nº 14 e RANGEL, Tânia Abrão. Contrato Eletrônico: jurisdição e legislação aplicáveis. Dissertação de Mestrado. Universidade de Franca - SP, ROSA, César Augusto Salabert. Internet: história, conceitos e serviços. Editora Épica SANTORO, Fernando de Oliveira A Evolução das Normas e Práticas Contábeis no Contexto da Criação das Empresas da Internet Universidade do Estado do Rio de Janeiro SOARES, Luiz Fernando G. - Redes de Computadores: Das LAN, MAN e Wan às redes ATM. Editora Campos - Rio de Janeiro, SCHMIDT, Paulo. História do Pensamento. Editora Bookman, Porto Alegre, VALE, Maria do Socorro, COSTA, Denise Coutinho & ALVES Nilton JR. Internet: histórico, evolução e gestão. <ftp// ftp2.biblioteca.cbpf.br/2001. Anuncie aqui! Verifique os valores dos nossos anúncios. Divulgue seus serviços, produtos ou empresa. Ligue: (21)

20 Ago/Out RELATÓRIO DE DESEMPENHO SOCIAL? ANÁLISE DOS SETORES PETROQUIMICO E ELÉTRICO NO RIO DE JANEIRO RESUMO As informações divulgadas através do balanço social tem tido uma inserção cada vez maior no meio empresarial, num contexto aonde a responsabilidade social vem aumentando de importância e reconhecimento por toda a sociedade. Diante disto, procurou-se demonstrar até que ponto os balanços sociais das empresas do setor petroquímico e elétrico sediadas no estado do Rio de Janeiro permitem avaliar a transparência das informações prestadas sobre suas atividades e ações na esfera social. Com a finalidade de se estabelecer um parâmetro mínimo de comparação entre as diversas companhias analisadas foi feita uma análise setorial, por ramo de atividade, através dos dados extraídos dos balanços sociais e DVA s das empresas estudadas. Palavras-chaves: Balanço Social, Demonstração do Valor Adicionado, Responsabilidade Social. 1. INTRODUÇÃO Os freqüentes problemas sociais e ambientais que vêm ocupando a mídia de muitos países acabaram por atrair a atenção dos pesquisadores de diversas áreas para este problema. Por seu lado, a Contabilidade absorveu também essas preocupações e vem desenvolvendo instrumentos para medir os níveis de envolvimento e contribuição das organizações à comunidade. De um enfoque voltado para a maximização do valor de empresas aos acionistas, o foco aos poucos migra para uma reavaliação de sua responsabilidade social no tocante ao tripé do desenvolvimento sustentável, cujas variáveis são o econômico, o social e o ambiental. A própria concepção de valor (antes da riqueza) muda para o valor adicionado a distribuir (MAR- QUES, 2004: 308). As informações divulgadas através do balanço social tem tido uma inserção cada vez maior no meio empresarial, num contexto aonde a responsabilidade social vem aumentando de impor- Adriana Rodrigues Faur 1 Vanessa Santana Machado 2 Leonardo Pitanga Fernandes 3 Paulo Roberto Anderson Monteiro 4 Aracéli Cristina de Sousa Ferreira 5 1 Técnica em Contabilidade e Graduanda em Ciências Contábeis FACC/UFRJ. 2 Graduanda em Ciências Contábeis FACC/UFRJ. 3 Bacharel em Ciências Contábeis FACC/UFRJ, Especialista em Economia IE/UFRJ, Mestrando em Ciências Contábeis FACC/UFRJ. 4 Bacharel em Ciências Contábeis UFES, Especialista em Contabilidade Gerencial UFES, Mestrando em Ciências Contábeis FACC/ UFRJ. 5 Doutora em Contabilidade FEA/USP tância e reconhecimento por toda a sociedade. Não obstante, as empresas têm se preocupado em evidenciar, como principal agente econômico produtor de riquezas na sociedade, que não apenas geram lucros aos acionistas, mas que também agregam valor à sociedade como um todo. Na análise do balanço social percebe-se o quanto uma empresa está disposta a abrir mão de parte de suas receitas em favor da sociedade e na recuperação e proteção ambiental. Para avaliar a capacidade de envolvimento da empresa com a comunidade na qual está inserida, é necessário um entendimento mais profundo sobre a estrutura e as informações apresentadas no balanço social. É de se esperar que este tipo de avaliação permita conhecer os benefícios ou prejuízos sociais gerados ou que não acrescentam nenhum valor à qualidade de vida da comunidade onde estão localizadas. Esta pesquisa buscou demonstrar até que ponto os balanços sociais das empresas do setor petroquímico e elétrico sediadas no estado do Rio de Janeiro permitem avaliar a transparência das informações prestadas sobre suas atividades e ações na esfera social. As demonstrações analisadas dizem respeito às operações no ano de 2002, e foram extraídas em sua totalidade 20

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