Concessão de Aeroportos Definição do Marco Regulatório

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1 Concessão de Aeroportos Definição do Marco Regulatório Rogério Teixeira Coimbra Gerente de Acompanhamento de Mercado Superintendência de Serviços Aéreos

2 Competência da ANAC Estabelecer o modelo de concessão de aeroportos (Lei de criação da ANAC Lei nº /2005) Art. 3 o A ANAC, no exercício de suas competências, deverá observar e implementar orientações, diretrizes e políticas estabelecidas pelo Conselho de Aviação Civil CONAC, especialmente no que se refere a: II o estabelecimento do modelo de concessão de infra-estrutura aeroportuária, a ser submetido ao Presidente da República; 2

3 Competência da ANAC Conceder os aeroportos Art. 8 o Cabe à ANAC adotar as medidas necessárias para o atendimento do interesse público e para o desenvolvimento e fomento da aviação civil, da infra-estrutura aeronáutica e aeroportuária do País, atuando com independência, legalidade, impessoalidade e publicidade, competindo-lhe: XXIV conceder ou autorizar a exploração da infra-estrutura aeroportuária, no todo ou em parte; 3

4 Concessão de Aeroportos Quais aeroportos e quando? Depende de decisão do Governo Federal quanto aos ativos que devem ser incluídos no Plano Nacional de Desestatização por Decreto do Presidente da República. Ex: Aeroporto de São Gonçalo do Amarante Rio Grande do Norte 4

5 Diretrizes esperadas (em análise no Governo Federal) Possibilidade de concessão comum ou patrocinada Possibilidade de concessão individual ou em grupo Licitação internacional Destinação da outorga para um fundo de financiamento de aeroportos deficitários Reajuste por um índice de preços ao consumidor Horizonte temporal para revisão tarifária Regulação por incentivos 5

6 Modelo de Concessão Estrutura de Mercado Concessão individual de aeroportos lucrativos Maximizar ganhos com a concessão onerosa de outorga Maximizar descentralização e eficiência econômica Promover a concorrência Concessão patrocinada individual de aeroportos deficitários Garantir uso eficiente dos recursos por meio de leilão de subsídio Possibilitar gestão eficiente pelo concessionário Concessão em blocos de aeroportos Reduzir custos por meio da redução do número de licitações Possibilidade de subsídio cruzado intra-firma 6

7 Estrutura de Mercado Desconcentração da administração de aeroportos Economias de escala relativas à concentração de propriedade de diversos aeroportos são insignificantes Deve ser papel do Agente Regulador promover um ambiente pró-competitivo Promover regulação por benchmarking 7

8 Relações Verticais Integração Vertical Separação vertical entre aeroportos e empresas de transporte aéreo Reduzir custos associados ao monitoramento e fiscalização de possíveis condutas anticompetitivas Reduzir as incertezas jurídicas e permitir maior previsibilidade por parte dos agentes 8

9 Relações Verticais Relações verticais delimitação das atividades a serem prestadas pelo aeroporto Atividades que o concessionário deverá prestar diretamente Atividades que o concessionário poderá prestar diretamente ou de forma terceirizada Atividades que o concessionário não poderá prestar ou não poderá prestar em regime de exclusividade Atividades potencialmente competitivas 9

10 Regulação Tarifária Tarifas Iniciais Depende dos critérios estabelecidos para a licitação (menor tarifa/outorga/combinação) Menor tarifa: o valor das tarifas iniciais será resultado da licitação Maior outorga: recomenda-se a manutenção das tarifas atuais Combinação: trade-off entre menor tarifa e maior valor de outorga O valor das tarifas iniciais será influenciado pelo volume de investimentos exigido em contrato e pelo tratamento dado às receitas não-aeronáuticas. 10

11 Regulação Tarifária Modelos de Regulação Tarifária Regulação por incentivo Ausência de competição ou baixo potencial competitivo: modelo price-cap Mercado competitivo: tarifas livres (com monitoramento de preços) 11

12 Tratamento das Receitas Single Till x Dual Till Restrições impostas pela Lei de Concessões É obrigatória a reversão de parte das receitas acessórias para modicidade tarifária Não há possibilidade para a aplicação do dual till puro Combinação entre as abordagens single e dual till. Promover a modicidade tarifária sem prejudicar o desenvolvimento das atividades comerciais 12

13 Tratamento das Receitas Características do setor aeroportuário brasileiro e objetivos da regulação econômica Cenário apropriado à aplicação do dual till: Necessidade de expansão da infra-estrutura e das atividades comerciais Aeroportos com pouca capacidade ociosa Peso relativamente baixo das tarifas aeronáuticas na composição da passagem aérea Cenário apropriado à aplicação do single till: Modicidade das tarifas públicas Aeroportos ociosos Peso relativamente alto das tarifas aeronáuticas na composição da passagem aérea 13

14 Próximas Definições Objeto da concessão Aeroportos (PND) Delimitação da área (terreno, zona de proteção) Delimitação dos ativos (terminal, pátio, pista, hangar, contratos de concessão de uso em vigor etc.) Delimitação dos serviços que devem ser prestados pelo concessionário (inclusive torre de controle) 14

15 Próximas Definições Prazo da concessão Definido pelos estudos de viabilidade com base no período de retorno dos ativos (variável de contrato para contrato) Possibilidade de prazo variável (de um contrato específico) Receitas Estrutura tarifária: a atual estrutura será mantida? Ou será proposto novo modelo de estrutura tarifária? 15

16 Próximas Definições Investimentos Investimentos iniciais (definido para cada projeto) Cronograma de investimentos Definido para cada projeto, em função de um plano de investimentos (demanda realizada e projeções de demanda) Indicadores de qualidade 16

17 Próximas Definições Modelagem da licitação Desenho do leilão Modalidade da licitação: concorrência (Lei das Concessões) Definição da variável (tarifa, outorga ou combinação) Possibilidade de inversão de fases (habilitação e apresentação de propostas). 17

18 Alocação de Riscos Alocação de riscos Identificar as especificidades do setor - utilizar técnicas de identificação de riscos Desenvolver matriz de riscos geral Alguns riscos específicos a serem analisados com cuidado: Passivos trabalhistas Capacidade do controle de tráfego aéreo Risco de demanda Risco de mercado Risco regulatório: interferência da ANAC na distribuição da demanda - regras de distribuição de slots, raio, equipamento etc. Construção de novo aeroporto em área de influência. 18

19 Conclusões Regulação econômica deve incentivar comportamento eficiente dos regulados Marco regulatório deve favorecer a possibilidade de concorrência entre aeroportos Desenho regulatório deve maximizar os investimentos na expansão da infra-estrutura aeroportuária 19

20

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