TRABALHO E ALIENAÇÃO NA SOCIEDADE DO CAPITAL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "TRABALHO E ALIENAÇÃO NA SOCIEDADE DO CAPITAL"

Transcrição

1 TRABALHO E ALIENAÇÃO NA SOCIEDADE DO CAPITAL Resumo Ítalo Andrade Lima Graduado em Filosofia pela UECE Esta pesquisa tem por objetivo abordar o trabalho em sua forma particular, ou seja, o trabalho como fonte de produção de mais-valia como fundamento do modo de produção capitalista. O trabalho assalariado representa a relação de compra e venda de força de trabalho, a separação entre produto e produtor, a propriedade e os meios de produção privados. O trabalho, uma vez marcado pela alienação, incide em uma alienação não apenas da vida produtiva, mas também na vida genérica. A atividade pessoal na sociedade burguesa aparece como atividade para o outro. A apropriação como alienação e a alienação como apropriação, o trabalho alienado e a vida alienada como o homem estranho a si mesmo. A presente proposta de estudo se inscreve em um horizonte prático do pensar, indicando: os fundamentos ontológicos, a essência da sociedade capitalista, os fenômenos político-sociais e o conjunto das relações sociais marcados pela alienação. INTRODUÇÃO Na sociedade burguesa, a divisão entre os meios de produção e os produtores, transforma uma massa, anteriormente camponesa e artesã em trabalhadores livre para venderem sua força de trabalho. Sendo neste processo de compra e venda da força de trabalho, do trabalho assalariado que o trabalho excedente trabalho não pago toma forma de capital, ou seja, capital é o trabalho socialmente expropriado, acumulado e posto a funcionar de forma crescente, gerando assim, cada vez mais, capital. Segundo Marx, A sociedade burguesa moderna, que brotou das ruínas da sociedade feudal, não aboliu os antagonismos de classe. Não fez mais do que estabelecer novas classes, novas condições de opressão, novas formas de luta em lugar das que existiram no passado. 1 O processo que gera o trabalhador assalariado surge, ainda, no interior do sistema feudal. O advento do sistema capitalista tem suas origens no declínio do modo de produção feudal. Com o desenvolvimento das forças produtivas e o movimento de acumulação de capital, cai por terra o sistema econômico feudal, inaugurando outro modo de produção, pautado, agora, na propriedade e nos meios de produção privados, bem como no trabalho assalariado. Marx afirma que o processo que produz o assalariado e o capitalista tem suas raízes na sujeição do trabalhador. O processo 1 MARX, Karl. Manifesto Comunista. Trad. Álvaro Pina. São Paulo: Boitempo. 1998, p. 40.

2 consistiu numa metamorfose dessa sujeição, na transformação da exploração feudal em exploração capitalista 2. Notemos que é ainda no interior do modo de produção feudal que surgirá duas espécies diferentes de possuidores, de um lado os possuidores do dinheiro, de meios de produção e de meios de subsistência, empenhados em aumentar a soma de valores que possui, comprando a força de trabalho alheia - e de outro os trabalhadores livres - vendedores da força de trabalho 3 -. É este movimento de acumulação de capital e desenvolvimento das forças produtivas que dará origem ao modo de produção capitalista. Marx descreve que: no início é apenas ponto de partida torna-se, em virtude da mera continuidade do processo, da reprodução simples, o resultado peculiar, constantemente renovado e perpetuado da produção capitalista. De um lado, o processo de produção transforma continuamente a riqueza material em capital, em meio de expandir valor e em objetos de fruição do capitalista. Por outro lado, o trabalhador sai sempre do processo como nele entrou, fonte pessoal de riqueza, mas desprovido de todos os meios para realizá-la em seu proveito. Uma vez que, antes de entrar no processo, aliena seu próprio trabalho, que se torna propriedade capitalista e se incorpora ao capital, seu trabalho durante o processo se materializa sempre em produtos alheios. 4 A separação entre a riqueza socialmente produzida e quem, de fato, a produz. Segundo Marx, "a separação entre o produto do trabalho e o próprio trabalho, entre condições objetivas do trabalho e a força subjetiva do trabalho, é, portanto, o fundamento efetivo, o ponto de partida do processo de produção capitalista" 5. Estavam estabelecidos os meios necessários para o desenvolvimento pleno do modo de produção capitalista, tínhamos agora a propriedade e os meios de produção sob o domínio de uma classe, estabelecendo a divisão social do trabalho, entre quem detém os meios de produção e quem depende, exclusivamente, da sua força de trabalho para sobreviver. É nesse processo que a força de trabalho tornar-se-á uma mercadoria, afinal, não haveria outra condição para sobrevivência do recém-formado proletariado a não ser vender sua própria força de trabalho, bem como não haveria outro mecanismo para geração e acumulação de capital, para a classe capitalista, a não ser se tal 2 MARX, Karl. O capital: crítica da economia política, Livro I, Volume II. [1867] Trad. Reginaldo Sant Anna. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1980, p Cf. MARX, Karl. O capital: crítica da economia política, Livro I, Volume I, p MARX, Karl. O capital: crítica da economia política, Livro I, Volume I, p MARX, Karl. O capital: crítica da economia política, Livro I, Volume II, p. 664.

3 classe passasse a comprar trabalho alheio, expropriando parte do que é produzido, constituindo uma nova relação social de produção, pautada agora na apropriação do produto final do trabalho humano. Como descrito por Marx, Com tão imenso custo, estabeleceram-se as 'eternas leis naturais' do modo capitalista de produção, completou-se as o processo de dissociação entre trabalhadores e suas condições de trabalho, os meios sociais de produção e de subsistência se transformam em capital, num pólo, e, no pólo oposto, a massa da população se converteu em assalariados livres, em 'pobres que trabalham', essa obra-prima da indústria moderna. 6 DESENVOLVIMENTO Toda produção da vida humana tem seu ponto de partida na transformação da natureza em produtos que tenham como fim a reprodução social da espécie. Nos marcos do capital, o trabalho necessário para transformação da natureza passa a ser assalariado, e, seu produto, não mais destinado a quem o produz, mas, a quem lhe compra a força de trabalho. Durante o processo de produção, a mercadoria terá um valor condizente ao valor da força de trabalho despejada para sua confecção, ou seja, quanto mais trabalho despejado, mais valor terá uma mercadoria. Assim, o que determinará o valor de uma mercadoria será o trabalho, que, por sua vez, acumulado transformar-se-á se em capital. Ou como bem explica Marx, não se compra força de trabalho para satisfazer as necessidades pessoais do adquirinte por meio dos serviços que ele presta ou do que ela produz. O objetivo do comprador é aumentar seu capital, produzir mais mercadorias que contem mais trabalho do que ele paga e cuja venda realiza a parte do valor obtido desse modo de produção. A força de trabalho só é vendável quando conserva os meios de produção como capital, reproduz seu próprio valor como capital e proporciona, com o trabalho não pago, uma fonte de capital adicional 7. No modo de produção capitalista, a força de trabalhado torna-se uma mercadoria, isto porque a relação entre produtor e produto passa a ser mediada pela relação de compra e venda da força de trabalho, portanto, o trabalho passa a tomar forma de trabalho assalariado. Reportamo-nos, novamente a Marx, quando este afirma que a existência do trabalhador assalariado encontra-se reduzida às mesmas 6 MARX, Karl. O capital: crítica da economia política, Livro I, Volume II, p Ibidem, p. 718.

4 condições de qualquer outra mercadoria. O trabalhador tornou-se uma mercadoria e terá muita sorte se puder encontrar um comprador 8. Enquanto categoria particular, o trabalho uma vez expropriado - passa a ser o mote do desenvolvimento do modo de produção capitalista. Consideramos, desse modo, que Marx aborda a categoria trabalho tanto em sua forma universal, trabalho como ação de transformação da natureza, exterior ao homem e, portanto, meio de atender suas necessidades; quanto em sua forma específica, trabalho enquanto mercadoria, por isso, afirmamos, assim como Marx, que o processo de produção inicia-se na compra e venda da força de trabalho, assim, a atividade vital ao homem torna-se atividade vital para produção e acumulação de capital. O trabalho, portanto, é fundamental na produção do ser social, e quando seu produto é apropriado, dar-se-á origem ao capital 9. Nesse sentido Marx afirma que: O sistema pressupõe a dissociação entre os trabalhadores e a propriedade dos meios pelos quais realizam o trabalho. Quando a produção capitalista se torna independente, não se limita a manter essa dissociação, mas a reproduz em escala cada vez maior. O processo que cria o sistema capitalista consiste apenas no processo que retira ao trabalhador a propriedade de seus meios de trabalho, um processo que transforma em capital os meios sociais de substituição e os de produção e converte em assalariados os produtores diretos. 10 O processo de aprofundamento das relações capitalista de produção torna não apenas o produto do trabalho humano uma mercadoria, com fins últimos a obtenção de lucro, mas transforma, também, o trabalho humano, a força de trabalho, necessário para o ato de produção, uma mercadoria. Goldmann afirma que: No início, o grupo produzia para seu próprio consumo e só intercambiava alguns bens excedentes por outros que ele mesmo não podia produzir; ao final desta evolução os grupos desapareceram como unidades econômicas e os indivíduos passaram a produzir apenas para a venda. (...) É assim que a produção para o mercado (e sua forma desenvolvida, a produção capitalista) não apenas contem em si a possibilidade de uma economia universal, mas também representa um fator ativo de dissolução de todas as antigas economias naturais que ela tende a substituir. 11 Dessa maneira, no modo capitalista de produção, o trabalho torna-se meio de realização de mercadorias, não mais meio de satisfação de necessidades. Os homens 8 MARX, Karl. Manuscritos Econômico-Filosóficos, p Cf. MARX, Karl. O capital: crítica da economia política, Livro I, Volume II. 10 MARX, Karl. O capital: crítica da economia política, Livro I, Volume II, p Ibidem, p. 117.

5 não desempenham livremente tal atividade, mas ao contrário, nega-se a si mesmo, vêse reduzido a outro animal qualquer. O produto de seu trabalho não mais lhe pertence, mas, pertence a quem lhe compra a força de trabalho. O trabalhador, nesse contexto, privado da propriedade, dos meios de produção e reduzido à necessidade objetiva de vender sua força de trabalho, tende a substituir sua consciência de produtor à mera expressão de vendedor de força de trabalho. Assim, o trabalhador reduz-se, ele mesmo, a uma mercadoria desse modo de produção, a ser incorporado no ato de produção. Marx afirma que: O trabalhador se torna tanto mais pobre quanto mais riqueza produz, quando mais a sua produção aumenta em poder e extensão. O trabalhador se torna uma mercadoria tão mais barata quanto mais mercadorias cria. Com a valorização do mundo das coisas aumenta em proporção direta a desvalorização do mundo dos homens. O trabalho não produz somente mercadorias; ele produz a si mesmo e ao trabalhador como mercadoria, e isto na medida em que produz, de fato, mercadorias em geral. 12 O trabalho alienado, originário das relações capitalistas de produção apresenta-se como mecanismo de subjugação do trabalhador ao processo produtivo e ao produto de seu trabalho. Segundo Marx: Este fato nada mais exprime, senão: o objeto que o trabalho produz, o seu produto, se lhe defronta como um ser estranho, como um poder independente do produtor. O produto do trabalho é o trabalho que se fixou num objeto, fez-se coisal, é a objetivação do trabalho. A efetivação do trabalho é a sua objetivação. Esta efetivação do trabalho aparece ao estado nacional-econômico como desefetivação do trabalhador, a objetivação como perda do objeto e servidão ao objeto, a apropriação como estranhamento, como alienação. 13 O desenvolvimento da economia capitalista e a consequente e necessária existência da propriedade privada, enquanto expressão da divisão da sociedade entre produtores e expropriadores, denota o caráter alienante existente na relação social de produção. Durante o tempo de trabalho, o operário não mais se pertence; não é mais ele mesmo, transformado não só em objeto, mas em objeto pertencente a outro, ele é, ao mesmo tempo, reificado e alienado 14. Marx afirma que: Uma conseqüência imediata da alienação do homem a respeito do produto do seu trabalho, da sua vida genérica, é a alienação do homem relativamente ao homem. Quando o homem se contrapõe a si mesmo, entra igualmente em oposição com os outros homens. O que 12 MARX, Karl. Manuscritos Econômico-Filosóficos, p Ibidem. 14 GOLDMANN, Lucien. Dialética e Cultura, p. 42.

6 se verifica com a relação do homem ao seu trabalho, ao produto do seu trabalho e a si mesmo, verifica-se também com a relação do homem aos outros homens, bem como ao trabalho e ao objeto do trabalho dos outros homens. De modo geral, a afirmação de que o homem se encontra alienado da sua vida genérica significa que um homem está alienado dos outros, e que cada um dos outros se encontra igualmente alienado da vida humana 15 O produto do trabalho, enquanto exterioridade e objetivação do movimento de transformação da natureza apresenta-se, no modo de produção capitalista, aparentemente desprendido de seu produtor, a alienação decorre justamente do fato do produto do trabalho aparecer como coisa em si mesma, como algo fruto do nãotrabalho, ou seja, não é entendido como um produto a satisfazer as necessidade de seu produtor, mas é tido como meio de se efetivar um mais valor. A consciência é obscurecida num processo produtivo onde a mercadoria aparece com feições humanas. Atividade vital ao homem, o trabalho, uma vez marcado pela alienação, própria do modo de produção capitalista, incide na alienação não apenas da vida produtiva, mas também na vida genérica. A atividade pessoal na sociedade burguesa aparece como atividade para o outro, a apropriação como alienação e a alienação como apropriação, o trabalho alienado e a vida alienada como os homens estranhos a si mesmos. Georg Lukács destaca que: A característica principal da organização social capitalista deveria ser buscada então no fato de que a vida econômica deixou de ser um instrumento para a função vital da sociedade e se colocou no centro: se converteu em fim em si mesmo, o objetivo de toda a atividade social. A primeira conseqüência, e a mais importante, é a transformação da vida social em uma grande relação de troca; a sociedade em seu conjunto tomou a forma de mercado. Nas distintas funções da vida, tal situação se expressa no fato de que cada produto da época capitalista, como também todas as energias dos produtores e dos criadores, reveste a forma de mercadoria. 16 É nesse processo de dissociação do trabalhador com relação ao produto do seu trabalho, que teremos a origem do estranhamento do trabalho, estendendo-se a todas as esferas da vida humana. Processo esse que a mercadoria produzida apresenta-se de forma autônoma para os indivíduos, reduzindo-os a condição de homo faber, ao fazer repetitivo do ato de produção de mercadorias, relegado ao simples ato de consumo para sobrevivência, destituindo-os da possibilidade de 15 MARX, Karl. Manuscritos Econômico-Filosóficos, p LUKÁCS, George. Velha e Nova Cultura. <http://www.marxists.org/port/lukacs/1920/cultura>. Acessado em 11/11/2011.

7 desenvolvimento das plenas capacidades humanas, tanto intelectual, quanto material. Desse modo, Marx afirma que: Examinamos o ato do estranhamento da atividade humana prática, o trabalho, sob dois aspectos. 1) A relação com o produto do trabalho como objeto estranho e poderoso sobre ele. Esta relação é ao mesmo tempo a relação com o mundo exterior sensível, com os objetos da natureza como um mundo alheio que se lhe defronta hostilmente. 2) A relação do trabalho com ato da produção interior do trabalho. Esta relação é a relação do trabalhador com a sua própria atividade como uma [atividade] estranha não pertence a ele, a atividade como miséria, a força como impotência, a procriação como castração. A energia espiritual e física própria do trabalhador, a sua vida pessoal pois o que é vida senão atividade como uma atividade voltada contra ele mesmo, independente dele, não pertencente a ele. O estranhamento-de-si, tal qual acima o estranhamento da coisa. 17 O caráter fetichista da mercadoria apresenta-se na medida em que a mercadoria transforma-se em algo exterior, como um algo para além do trabalho, ou um não produto do trabalho, cujo valor se expressa como uma abstração materializada pelo dinheiro, obscurecendo as relações sociais de produção. Dessa maneira, a mercadoria é vista como uma coisa em si, portadora de uma autodeterminação, autônoma e desprendida das relações humana quanto a sua existência. Segundo Marx, A mercadoria é misteriosa simplesmente por encobrir as características sociais do próprio trabalho dos homens, apresentadoas como características materiais de propriedade sociais inerentes aos produto do trabalho; por ocultar, portanto, a relação social entre os trabalhos individuais dos produtores e o trabalho total, ao refleti-la como relação social existente, à margem deles, entre os produtos do seu próprio trabalho. Através dessa dissimulação, os produtores se tornam mercadorias, coisas sociais, com propriedades perceptíveis e imperceptíveis aos sentidos. 18 Todavia, todo caráter místico, das mercadorias, desaparece quando se revelam as relações sociais que possibilitaram sua produção, quando se verifica que ela é um produto do trabalho humano. Marx afirma que: Refletir sobre as formas da vida humana e analisá-las cientificamente é seguir rota oposta à do seu verdadeiro desenvolvimento histórico. Começa-se depois do fato consumado, quando estão concluídos os resultados do processo de desenvolvimento. As formas que convertem os produtos do trabalho em mercadorias, constituindo pressupostos da circulação das mercadorias, já possuem a 17 MARX, Karl. Manuscritos Econômico-Filosóficos, p MARX, Karl. O capital: crítica da economia política, Livro I, Volume I, p. 81

8 consistência de formas naturais da vida social, antes de os homens se empenharem em apreender não o caráter histórico dessas formas, que eles, ao contrario, consideram imutáveis, mas seu significado. Assim, só a analise dos preços das mercadorias levava à determinação da magnitude do valor, só a expressão comum, em dinheiro, das mercadorias induzia a estabelecer-se sua condição de valor. É porem essa forma acabada do mundo das mercadorias, a forma dinheiro, que realmente dissimula o caráter social dos trabalhos privados e, em conseqüência, as relações sociais entre os produtores particulares, ao invés de pô-las em evidencia. 19 A alienação do trabalho ultrapassa os limites geográficos do espaço de produção, o estranhamento do produtor em relação ao produto de seu trabalho representa também uma alienação dos indivíduos entre os outros, a alienação do trabalho, assim configura-se também como alienação da vida social. O processo de alienação age no sentido de transformar todas as relações sociais em aparatos de reprodução do desenvolvimento do modo de vida burguês. O trabalho, enquanto atividade pertencente a todos os homens, atividade esta que deveria ter como sentido a satisfação das necessidades, apresenta-se como atividade pertencente ao outro no modo de produção capitalista. Segundo Marx, essa relação, do trabalho é representado pelo valor do produto de trabalho e a duração do tempo de trabalho pela magnitude desse valor. Formulas que pertencem, claramente, a uma formação social em que o processo de produção domina o homem e não o homem o processo de produção são consideradas pela consciência burguesa uma necessidade tão natural quanto o próprio trabalho produtivo. 20 CONSIDERAÇÕES FINAIS O trabalho, portanto, enquanto fundamento do ser social, e, pode-se dizer, de toda vida social, em sua forma assalariada expressão do conjunto das relações econômicas, sociais, políticas e jurídicas do modo de produção capitalista reproduz uma expressão alienada não apenas em sua atividade produtiva, mas reproduz essa expressão também nas relações sócias estabelecidas. O modo de produção capitalista caracteriza-se, dessa maneira, pela exploração do homem pelo homem, se complementa e se propaga conforme estende sua reprodução a todas as esferas da vida humana. A homologação do novo modo de viver condiz com a expansão da 19 MARX, Karl. O capital: crítica da economia política, Livro I, Volume I, p MARX, Karl. O capital: crítica da economia política, Livro I, Volume I, pp. 89 e 90.

9 massificação e da padronização, que se estende a todas as atmosferas da vida humana. Nesse sentido Goldmann afirma que: o fenômeno social fundamental da sociedade capitalista: a transformação das relações humanas qualitativas em atributos quantitativo das coisas inertes, a manifestação do trabalho social necessário empregado para produzir certos bens como valor, como qualidade objetiva desses bens; a reificação que conseqüentemente se estende progressivamente ao conjunto da vida psíquica dos homens, onde ela faz predominar o abstrato sobre o concreto e o qualitativo. 21 A divisão do trabalho opera no sentido de instrumentalizar a conhecimento humano, direcionando-o a uma única atividade, continua e repetitiva. A crescente tecnificação e os novos aparatos tecnológicos apresentam-se como aparelhos de dominação da vida, tanto em um sentido objetivo, quanto subjetivo. Desse modo, a vida humana passa a ser regida por uma lógica de reprodução de um modo de agir que tem na repetição seriada seu ponto chave para expropriação das capacidades humanas de desenvolvimento material e espiritual. Goldmann ressalta que: Uma das características fundamentais da sociedade capitalista é a de mascarar as relações sociais entre os homens e as realidades espirituais e psíquicas, dando-lhes o aspecto de atributos naturais das coisas ou de leis naturais. É por isso que as relações de troca entre os diferentes membros da sociedade transparentes e claros em todas as demais formas de organização social tomam aqui a forma de um atributo de coisas morta: o preço. 22 Dessa maneira, a vida econômica, que tem uma forte influencia sob a vida humana, age no sentido de transformar os homens em sujeitos passivos, num mero espectador do mundo das coisas, despossuindo-o da possibilidade do desenvolvimento pleno dos sentidos humanos. Os homens, nesses termos são relegados a condição de homo faber, a vida humana se reduz ao produzir para consumir, ao existir para trabalhar e o trabalho como um fardo intenso e excessivo necessário apenas como meio de sobrevivência material. Sobre isto, Goldmann afirma que Em princípio, a religião, a moral, a arte, a literatura, não são nem realidades autônomas, independentes da vida econômica, nem meros reflexos desta. No mundo capitalista, porém, elas tendem a sê-lo, na medida em que sua autenticidade se encontra esvaziada por dentro, graças ao aparecimento de um conjunto econômico autônomo que tende a apoderar-se de modo exclusivo de todas as manifestações da vida humana. (...) O que caracteriza esta relação às outras formas de 21 GOLDMANN, Lucien. Dialética e Cultura, p GOLDMANN, Lucien. Dialética e Cultura, p. 122.

10 produção é o que se poderia chamar de sua universalidade e sua anarquia. 23 A problemática da alienação encontra-se justamente no fato de que é através desse estranhamento dos homens em relação ao produto de seu trabalho e em relação aos outros homens, que o processo de desumanização dos homens, de tornálo um ser despossuído de sentidos, voltado exclusivamente para o trabalho tende a encobrir toda a sociedade e todo o conjunto das relações sociais sob o véu da reificação e da naturalização das contradições econômicas, sociais, políticas e jurídicas decorrente desse modo de produção. A vida alienada representa, portanto uma vida destituída de sentidos, de significação, o trabalhador trabalha não para produzi-lo, mas trabalha para receber o salário, mesmo quando deixa à vida econômica, o trabalho, seu cotidiano continua pautado pelas relações de produção. A alienação é uma realidade social, específica desse modo de produção. A alienação, portanto, é um fenômeno estritamente ligado ao modo de produção capitalista, ao modo de viver burguês. Lukács afirma que Tal problemática é intensificada ainda mais pelo fato de o mundo exterior que trava contato com essa interioridade, em correspondência com a relação de ambos, ter de ser plenamente atomizado ou amorfo, ou em todo caso vazio de todo o sentido. É um mundo plenamente regido pela convenção, a verdadeira plenitude do conceito de segunda natureza: uma síntese de leis alheias ao sentido, nas quais não se pode encontrar nenhuma relação com a alma. Com isso, entretanto, todas as objetivações da vida social próprias às estruturas perdem todo o significado para a alma. Nem sequer seu significado paradoxal, como materialização e palco necessário dos acontecimentos, apesar de uma inessencialidade do núcleo essencial último, pode ser resguardado; a profissão perde toda importância para o destino intrínseco do homem isolado, assim como o casamento, a família e a classe, para o destino de suas relações mútuas GOLDMANN, Lucien. Dialética e Cultura, p., p LUKÁCS, George. A teoria do romance: um ensaio histórico-filosófico sobre as formas da grande épica, pp. 118 e 119.

Karl Marx e a crítica da sociedade capitalista

Karl Marx e a crítica da sociedade capitalista Karl Marx e a crítica da sociedade capitalista As bases do pensamento de Marx Filosofia alemã Socialismo utópico francês Economia política clássica inglesa 1 A interpretação dialética Analisa a história

Leia mais

A crítica à razão especulativa

A crítica à razão especulativa O PENSAMENTO DE MARX A crítica à razão especulativa Crítica a todas as formas de idealismo Filósofo, economista, homem de ação, foi o criador do socialismo científico e o inspirador da ideologia comunista,

Leia mais

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR.

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR. ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR. ÉTICA E SERVIÇO SOCIAL: Elementos para uma breve reflexão e debate. Perspectiva de Análise Teoria Social Crítica (Marx e alguns marxistas)

Leia mais

Principais Sociólogos

Principais Sociólogos Principais Sociólogos 1. (Uncisal 2012) O modo de vestir determina a identidade de grupos sociais, simboliza o poder e comunica o status dos indivíduos. Seu caráter institucional assume grande importância

Leia mais

ZENUN, Katsue Hamada e; MARKUNAS, Mônica. Tudo que é sólido se desmancha no ar. In:. Cadernos de Sociologia 1: trabalho. Brasília: Cisbrasil-CIB,

ZENUN, Katsue Hamada e; MARKUNAS, Mônica. Tudo que é sólido se desmancha no ar. In:. Cadernos de Sociologia 1: trabalho. Brasília: Cisbrasil-CIB, ZENUN, Katsue Hamada e; MARKUNAS, Mônica. Tudo que é sólido se desmancha no ar. In:. Cadernos de Sociologia 1: trabalho. Brasília: Cisbrasil-CIB, 2009. p. 24-29. CAPITALISMO Sistema econômico e social

Leia mais

Karl Marx e o materialismo histórico e dialético (1818-1883)

Karl Marx e o materialismo histórico e dialético (1818-1883) Karl Marx e o materialismo histórico e dialético (1818-1883) O pensamento de Marx: Proposta: entender o sistema capitalista e modificá-lo [...] (COSTA, 2008, p.100). Obra sobre o capitalismo: O capital.

Leia mais

Trabalho Produtivo e Improdutivo: o cerne da questão

Trabalho Produtivo e Improdutivo: o cerne da questão Trabalho Produtivo e Improdutivo: o cerne da questão Gustavo Henrique Lopes Machado Vimos nos dois artigos iniciais desta série o conceito preciso de mercadoria, assim como dos ditos serviços. Sendo que,

Leia mais

IDEOLOGIA, EDUCAÇÃO E EMANCIPAÇÃO HUMANA EM MARX, LUKÁCS E MÉSZÁROS

IDEOLOGIA, EDUCAÇÃO E EMANCIPAÇÃO HUMANA EM MARX, LUKÁCS E MÉSZÁROS IDEOLOGIA, EDUCAÇÃO E EMANCIPAÇÃO HUMANA EM MARX, LUKÁCS E MÉSZÁROS Maria Teresa Buonomo de Pinho * O objetivo deste artigo é examinar o caráter de ideologia da práxis educativa e o papel relativo que

Leia mais

Katia Luciana Sales Ribeiro Keila de Souza Almeida José Nailton Silveira de Pinho. Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos)

Katia Luciana Sales Ribeiro Keila de Souza Almeida José Nailton Silveira de Pinho. Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos) Katia Luciana Sales Ribeiro José Nailton Silveira de Pinho Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos) Universidade Estadual de Montes Claros / UNIMONTES abril / 2003 Katia Luciana Sales Ribeiro José Nailton

Leia mais

REFLEXÕES SOBRE A QUESTÃO SOCIAL

REFLEXÕES SOBRE A QUESTÃO SOCIAL TEORIA MARXISTA NA COMPREENSÃO DA SOCIEDADE CAPITALISTA Disciplina: QUESTÃO E SERVIÇO Professora: Maria da Graça Maurer Gomes Türck Fonte: AS Maria da Graça Türck 1 Que elementos são constitutivos importantes

Leia mais

Conexões entre o estranhamento e o capitalismo

Conexões entre o estranhamento e o capitalismo Conexões entre o estranhamento e o capitalismo Stênio Eduardo de Sousa Alves Universidade Federal de Uberlândia stenioche@yahoo.com.br Resumo Nos marcos de uma sociedade capitalista globalizada em que

Leia mais

Manuscritos Econômico-Filosóficos

Manuscritos Econômico-Filosóficos Manuscritos Econômico-Filosóficos Karl Marx Trabalho Alienado (XXII) Partimos dos pressupostos da Economia Política. Aceitamos sua terminologia e suas leis. Aceitamos como premissas a propriedade privada,

Leia mais

O capital enquanto relação social

O capital enquanto relação social 1 O capital enquanto relação social Pablo Bielschowsky (UCB, UFF) Resumo O artigo busca recuperar o debate sobre o capital enquanto relação social. A primeira parte do texto argumenta que a teoria do fetichismo

Leia mais

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre 01-O homo sapiens moderno espécie que pertencemos se constitui por meio do grupo, ou seja, sociedade. Qual das características abaixo é essencial para

Leia mais

REFLEXÕES SOBRE A EXPLORAÇÃO DO HOMEM E DA NATUREZA NA SOCIEDADE CAPITALISTA. Palavras Chave: Sociedade Capitalista; Homem; Natureza.

REFLEXÕES SOBRE A EXPLORAÇÃO DO HOMEM E DA NATUREZA NA SOCIEDADE CAPITALISTA. Palavras Chave: Sociedade Capitalista; Homem; Natureza. REFLEXÕES SOBRE A EXPLORAÇÃO DO HOMEM E DA NATUREZA NA SOCIEDADE CAPITALISTA Jacqueline Tatiane da Silva Guimarães 1 Gisele Joicy da Silva Guimarães 2 RESUMO Neste trabalho nos centrarmos sobre a sociedade

Leia mais

Karl Marx e a Teoria do Valor do Trabalho. Direitos Autorais: Faculdades Signorelli

Karl Marx e a Teoria do Valor do Trabalho. Direitos Autorais: Faculdades Signorelli Karl Marx e a Teoria do Valor do Trabalho Direitos Autorais: Faculdades Signorelli "O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém, desviamo-nos dele. A cobiça envenenou a alma dos homens,

Leia mais

ALIENAÇÃO DO TRABALHO

ALIENAÇÃO DO TRABALHO ALIENAÇÃO DO TRABALHO Enquanto ser ativo, o homem se humaniza pelo trabalho e se desumaniza no trabalho. Por que o trabalho, atividade pela qual o homem se produz, também o aliena de si e dos outros? Desde

Leia mais

6. Karl Marx. 6.2. Dimensões do pensamento marxiano... 6.2.5. Crítica da economia política

6. Karl Marx. 6.2. Dimensões do pensamento marxiano... 6.2.5. Crítica da economia política 6. Karl Marx 6.2. Dimensões do pensamento marxiano... 6.2.5. Crítica da economia política... 6.4. Mercadoria, valor e fetichismo 6.4.1. A mercadoria: valor de uso e valor 6.4.2. O trabalho produtor de

Leia mais

RELAÇÃO ENTRE QUESTÃO SOCIAL E ALIENAÇÃO NA SOCIEDADE CAPITALISTA

RELAÇÃO ENTRE QUESTÃO SOCIAL E ALIENAÇÃO NA SOCIEDADE CAPITALISTA RELAÇÃO ENTRE QUESTÃO SOCIAL E ALIENAÇÃO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Marcela Carnaúba Pimentel 1 Resumo: Este texto apresenta uma reflexão acerca da relação entre a questão social e o fenômeno da alienação

Leia mais

EDUCAÇÃO E MEIO AMBIENTE

EDUCAÇÃO E MEIO AMBIENTE 1 EDUCAÇÃO E MEIO AMBIENTE Ivo Tonet Introdução É lugar-comum afirmar que a humanidade está vivenciando, atualmente, uma crise de gravíssimas proporções. Crise que não afeta apenas algumas, mas todas as

Leia mais

O Dinheiro ou a Circulação das Mercadorias. O Capital Crítica da Economia Política Capítulo III

O Dinheiro ou a Circulação das Mercadorias. O Capital Crítica da Economia Política Capítulo III O Dinheiro ou a Circulação das Mercadorias O Capital Crítica da Economia Política Capítulo III 1 Funções Básicas 1. Medida de valores 2. Meio de circulação a) Metamorfose das mercadorias; b) O curso do

Leia mais

O Dinheiro ou a Circulação das Mercadorias. O Capital Crítica da Economia Política Capítulo III

O Dinheiro ou a Circulação das Mercadorias. O Capital Crítica da Economia Política Capítulo III O Dinheiro ou a Circulação das Mercadorias O Capital Crítica da Economia Política Capítulo III 1 Funções como Dinheiro Funções básicas: a) medida de valores; b) meio de circulação. Funções próprias: a)

Leia mais

THOMAS HOBBES LEVIATÃ MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL

THOMAS HOBBES LEVIATÃ MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL THOMAS HOBBES LEVIATÃ ou MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL Thomas Hobbes é um contratualista teoria do contrato social; O homem natural / em estado de natureza para Hobbes não é

Leia mais

Trabalho Alienado e Fetichismo da Mercadoria

Trabalho Alienado e Fetichismo da Mercadoria Trabalho Alienado e Fetichismo da Mercadoria Juversino Júnior Lisandro Braga "Em lugar da mercadoria aparecer como resultado de relações sociais enquanto relações de produção, ela aparece como um bem que

Leia mais

Gustavo Noronha Silva. Clássicos da Sociologia: Marx, Durkheim e Weber

Gustavo Noronha Silva. Clássicos da Sociologia: Marx, Durkheim e Weber Gustavo Noronha Silva Clássicos da Sociologia: Marx, Durkheim e Weber Universidade Estadual de Montes Claros / UNIMONTES abril / 2003 Gustavo Noronha Silva Clássicos da Sociologia: Marx, Durkheim e Weber

Leia mais

A Alienação (Karl Marx)

A Alienação (Karl Marx) A Alienação (Karl Marx) Joana Roberto FBAUL, 2006 Sumário Introdução... 1 Desenvolvimento... 1 1. A alienação do trabalho... 1 2. O Fenómeno da Materialização / Objectivação... 2 3. Uma terceira deterninação

Leia mais

3. KARL MARX (e a critica à consciência moderna)

3. KARL MARX (e a critica à consciência moderna) 3. KARL MARX (e a critica à consciência moderna) Não é a consciência dos homens que determina o seu ser, mas, ao contrário, é o seu ser social que determina a sua consciência a) O Materialismo Histórico

Leia mais

A RELAÇÃO ENTRE INDIVÍDUO, NATUREZA E CULTURA: ELEMENTOS PARA PENSAR A RELAÇÃO INSTRUMENTAL COM O MEIO AMBIENTE.

A RELAÇÃO ENTRE INDIVÍDUO, NATUREZA E CULTURA: ELEMENTOS PARA PENSAR A RELAÇÃO INSTRUMENTAL COM O MEIO AMBIENTE. A RELAÇÃO ENTRE INDIVÍDUO, NATUREZA E CULTURA: ELEMENTOS PARA PENSAR A RELAÇÃO INSTRUMENTAL COM O MEIO AMBIENTE. Juliana de Castro Chaves 1 ; Zuzy dos Reis Pereira 2 1 Professora Doutora da UnUCSEH-UEG

Leia mais

Duas teorias da população no pensamento clássico: Karl Marx e Thomas Malthus

Duas teorias da população no pensamento clássico: Karl Marx e Thomas Malthus Duas teorias da população no pensamento clássico: Karl Marx e Thomas Malthus Prof. Dr. Adilson Marques Gennari 1 1. Introdução: Entre várias teorias que abordam a questão da reprodução da população humana

Leia mais

Exercícios Classe Social x Estratificação Social

Exercícios Classe Social x Estratificação Social Exercícios Classe Social x Estratificação Social 1. Para Karl Marx o conceito de Classes Sociais se desenvolve com a formação da sociedade capitalista. Dessa forma, é correto afirmar que : a) As classes

Leia mais

o FE Em que o Senhor Em que o Capital Senhor Capital e a Senhora terra e a Senhora Terra Esteé éum mundoencantado Virado às avessas Virado às avessas

o FE Em que o Senhor Em que o Capital Senhor Capital e a Senhora terra e a Senhora Terra Esteé éum mundoencantado Virado às avessas Virado às avessas ! a l a f o FETICHE fala! E H C I T o FE o iolad desm tido r perve Este Esteé éum um mundo mundoencantado encantado Virado às avessas Virado às Em que o Senhor Em que o Capital Senhor Capital avessas e

Leia mais

Gustavo Noronha Silva Higina Madalena da Silva Izabel Cristina Ferreira Nunes. Fichamento: Karl Marx

Gustavo Noronha Silva Higina Madalena da Silva Izabel Cristina Ferreira Nunes. Fichamento: Karl Marx Gustavo Noronha Silva Higina Madalena da Silva Izabel Cristina Ferreira Nunes Fichamento: Karl Marx Universidade Estadual de Montes Claros / UNIMONTES abril / 2003 Gustavo Noronha Silva Higina Madalena

Leia mais

EDUCAÇÃO E TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA CONTEMPORÂNEA: UMA ANÁLISE MARXISTA DA VIOLÊNCIA SOCIAL E AS CONSEQÜÊNCIAS PARA O PROCESSO EDUCACIONAL.

EDUCAÇÃO E TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA CONTEMPORÂNEA: UMA ANÁLISE MARXISTA DA VIOLÊNCIA SOCIAL E AS CONSEQÜÊNCIAS PARA O PROCESSO EDUCACIONAL. EDUCAÇÃO E TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA CONTEMPORÂNEA: UMA ANÁLISE MARXISTA DA VIOLÊNCIA SOCIAL E AS CONSEQÜÊNCIAS PARA O PROCESSO EDUCACIONAL. RESUMO STIVAL, Maria Cristina Elias Esper cristinaelias@terra.com.br

Leia mais

A ideologia alemã. Karl Marx e Friedrich Engels

A ideologia alemã. Karl Marx e Friedrich Engels A ideologia alemã Karl Marx e Friedrich Engels Percurso Karl Marx (1817-1883) Filho de advogado iluminista Formou-se em Direito, Filosofia e História pela Universidade de Berlim; não seguiu carreira acadêmica

Leia mais

De resto, para Marx, 3 SOUSA, Maria Carmelita Homem de, "Os Manuscritos de 1844 de Karl Marx", Revista Portuguesa de

De resto, para Marx, 3 SOUSA, Maria Carmelita Homem de, Os Manuscritos de 1844 de Karl Marx, Revista Portuguesa de Karl Heinrich Marx (1818 1883) e Friedrich Engels (1820 1895), foram filósofos, historiadores, economistas e políticos alemães, criadores de uma importante corrente de pensamento que visava a transformação

Leia mais

TRABALHO E O FENÔMENO DA ALIENAÇÃO NA PRÁXIS SOCIAL

TRABALHO E O FENÔMENO DA ALIENAÇÃO NA PRÁXIS SOCIAL TRABALHO E O FENÔMENO DA ALIENAÇÃO NA PRÁXIS SOCIAL Marcela Carnaúba Pimentel 1 RESUMO No decorrer deste texto apresentaremos o resultado de uma prévia investigação acerca trabalho e o fenômeno da alienação

Leia mais

As determinações do trabalho no modo de produção capitalista

As determinações do trabalho no modo de produção capitalista As determinações do trabalho no modo de produção capitalista Amanda Larissa Magalhães Ferreira 1 Luciene de Barros correia Teotonio 2 Sanney Karoliny Calixto Barbosa 3 Resumo: O presente artigo tem como

Leia mais

POLÍTICA SOCIAL: A MODERNA LEI DOS POBRES EDNÉIA MARIA MACHADO edneia@idealnet.com.br

POLÍTICA SOCIAL: A MODERNA LEI DOS POBRES EDNÉIA MARIA MACHADO edneia@idealnet.com.br POLÍTICA SOCIAL: A MODERNA LEI DOS POBRES EDNÉIA MARIA MACHADO edneia@idealnet.com.br SUMÁRIO INTRODUÇÃO I II O TRABALHADOR NA SOCIEDADE CAPITALISTA O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA A MERCADORIA FORÇA

Leia mais

Rio de Janeiro. Ed. Civilização Brasileira. p. 182. Citação da obra Ideias Estéticas de Marx de Adolfo Sánchez Vázquéz, 1968, p. 221.

Rio de Janeiro. Ed. Civilização Brasileira. p. 182. Citação da obra Ideias Estéticas de Marx de Adolfo Sánchez Vázquéz, 1968, p. 221. VIII Colóquio Internacional Marx e Engels - 2015 Título: Trabalho produtivo e improdutivo: a atividade artística musical e os fundamentos de sua precariedade Autor: Fábio Luiz Tezini Crocco - Professor

Leia mais

SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO

SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO 1 - INTRODUÇÃO Séc. XIX consolidação da burguesia: ascensão do proletariado urbano (classe operária) avanço do liberalismo.

Leia mais

A DIVISÃO DO TRABALHO: UMA ANÁLISE COMPARATIVA DAS TEORIAS DE KARL MARX E EMILE DÜRKHEIM

A DIVISÃO DO TRABALHO: UMA ANÁLISE COMPARATIVA DAS TEORIAS DE KARL MARX E EMILE DÜRKHEIM A DIVISÃO DO TRABALHO: UMA ANÁLISE COMPARATIVA DAS TEORIAS DE KARL MARX E EMILE DÜRKHEIM Profa. Érika de Cássia Oliveira Caetano 1 - ÉMILE DÜRKHEIM: A DIVISÃO SOCIAL DO TRABALHO Assim como Auguste Comte,

Leia mais

GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA

GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA SPINELLI, Mônica dos Santos IE/PPGE/UFMT RESUMO O texto apresenta resultados parciais da pesquisa teórica sobre categorias conceituais em

Leia mais

Teoria Sociológica I

Teoria Sociológica I MARX, Karl, Trabalho Estranhado e Propriedade Privada, Manuscritos Econômico-filosóficos, São Paulo, Boitempo Editorial, 2004 (tradução de Jesus Ranieri) (1844) Partimos dos pressupostos da economia nacional.

Leia mais

INICIAÇÃO AO ESTUDO DO CAPITAL IVAN BARBOSA HERMINE

INICIAÇÃO AO ESTUDO DO CAPITAL IVAN BARBOSA HERMINE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO CAPITAL IVAN BARBOSA HERMINE SÃO PAULO 2013 INICIAÇÃO AO ESTUDO DO CAPITAL IVAN BARBOSA HERMINE Este trabalho foi elaborado com o objetivo de incentivar o estudo da obra O Capital

Leia mais

RESENHA DA OBRA LE DROIT SAISI PAR LA PHOTOGRAPHIE

RESENHA DA OBRA LE DROIT SAISI PAR LA PHOTOGRAPHIE 12 : 645 RESENHA DA OBRA LE DROIT SAISI PAR LA PHOTOGRAPHIE, DE BERNARD EDELMAN 1 Gabriel Gualano de Godoy Review of the book LE DROIT SAISI PAR LA PHOTOGRAPHIE, by bernard edelman RESENHA EDELMAN, BERNARD.

Leia mais

A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO NA FORMAÇÃO DE Universidade Estadual De Maringá gasparin01@brturbo.com.br INTRODUÇÃO Ao pensarmos em nosso trabalho profissional, muitas vezes,

Leia mais

TRABALHO, EDUCAÇÃO E EMANCIPAÇÃO HUMANA: A centralidade da Teoria da Alienação em Marx no enfrentamento dos dilemas da educação*

TRABALHO, EDUCAÇÃO E EMANCIPAÇÃO HUMANA: A centralidade da Teoria da Alienação em Marx no enfrentamento dos dilemas da educação* 1 TRABALHO, EDUCAÇÃO E EMANCIPAÇÃO HUMANA: A centralidade da Teoria da Alienação em Marx no enfrentamento dos dilemas da educação* Jacqueline Aline Botelho Lima ** - jacque_botelho@yahoo.com.br O problema

Leia mais

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE PROFESSORES SOBRE O TRABALHO DOCENTE DO ENSINO SUPERIOR PRIVADO AMORIM, Ivonete Barreto de FVC GT-09: Trabalho e Educação

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE PROFESSORES SOBRE O TRABALHO DOCENTE DO ENSINO SUPERIOR PRIVADO AMORIM, Ivonete Barreto de FVC GT-09: Trabalho e Educação 1 REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE PROFESSORES SOBRE O TRABALHO DOCENTE DO ENSINO SUPERIOR PRIVADO AMORIM, Ivonete Barreto de FVC GT-09: Trabalho e Educação Considerações Iniciais Este artigo encontra-se diretamente

Leia mais

COLÉGIO O BOM PASTOR PROF. RAFAEL CARLOS SOCIOLOGIA 3º ANO. Material Complementar Módulos 01 a 05: Os modos de produção.

COLÉGIO O BOM PASTOR PROF. RAFAEL CARLOS SOCIOLOGIA 3º ANO. Material Complementar Módulos 01 a 05: Os modos de produção. COLÉGIO O BOM PASTOR PROF. RAFAEL CARLOS SOCIOLOGIA 3º ANO Material Complementar Módulos 01 a 05: Os modos de produção. Modos de Produção O modo de produção é a maneira pela qual a sociedade produz seus

Leia mais

CONHECIMENTO DA LEI NATURAL. Livro dos Espíritos Livro Terceiro As Leis Morais Cap. 1 A Lei Divina ou Natural

CONHECIMENTO DA LEI NATURAL. Livro dos Espíritos Livro Terceiro As Leis Morais Cap. 1 A Lei Divina ou Natural CONHECIMENTO DA LEI NATURAL Livro dos Espíritos Livro Terceiro As Leis Morais Cap. 1 A Lei Divina ou Natural O que é a Lei Natural? Conceito de Lei Natural A Lei Natural informa a doutrina espírita é a

Leia mais

Colégio Ser! Sorocaba Sociologia Ensino Médio Profª. Marilia Coltri

Colégio Ser! Sorocaba Sociologia Ensino Médio Profª. Marilia Coltri Marx, Durkheim e Weber Colégio Ser! Sorocaba Sociologia Ensino Médio Profª. Marilia Coltri Problemas sociais no século XIX Problemas sociais injustiças do capitalismo; O capitalismo nasceu da decadência

Leia mais

Uma coisa com qualidades transcendentais: O dinheiro como relação social no capitalismo

Uma coisa com qualidades transcendentais: O dinheiro como relação social no capitalismo Uma coisa com qualidades transcendentais: O dinheiro como relação social no capitalismo Michael Heinrich * Resumo Neste pequeno artigo 1, o autor introduz didaticamente o conceito de dinheiro que se encontra

Leia mais

SOCIOLOGIA GERAL E DA EDUCAÇÃO

SOCIOLOGIA GERAL E DA EDUCAÇÃO SOCIOLOGIA GERAL E DA EDUCAÇÃO Universidade de Franca Graduação em Pedagogia-EAD Profa.Ms.Lucimary Bernabé Pedrosa de Andrade 1 Objetivos da disciplina Fornecer elementos teórico-conceituais da Sociologia,

Leia mais

TEORIA SOCIAL CRÍTICA: DO QUE SE TRATA?

TEORIA SOCIAL CRÍTICA: DO QUE SE TRATA? TEORIA SOCIAL CRÍTICA: DO QUE SE TRATA? 1 Ivo Tonet* 1. Introdução Costuma-se associar o termo teoria crítica à Escola de Frankfurt. Contudo, no presente texto, nosso objetivo não é discorrer sobre a teoria

Leia mais

Exercícios de Revisão - 1

Exercícios de Revisão - 1 Exercícios de Revisão - 1 1. Sobre a relação entre a revolução industrial e o surgimento da sociologia como ciência, assinale o que for incorreto. a) A consolidação do modelo econômico baseado na indústria

Leia mais

COLÉGIO MARISTA - PATOS DE MINAS 3º ANO DO ENSINO MÉDIO - 2013 Professor (a): ROGÉRIO MANOEL FERREIRA. 2ª Recuperação Autônoma Questões de SOCIOLOGIA

COLÉGIO MARISTA - PATOS DE MINAS 3º ANO DO ENSINO MÉDIO - 2013 Professor (a): ROGÉRIO MANOEL FERREIRA. 2ª Recuperação Autônoma Questões de SOCIOLOGIA COLÉGIO MARISTA - PATOS DE MINAS 3º ANO DO ENSINO MÉDIO - 23 Professor (a): ROGÉRIO MANOEL FERREIRA 2ª Recuperação Autônoma Questões de SOCIOLOGIA Questão - Sobre o significado de consciência coletiva

Leia mais

O Estado como Ordem Jurídica: análise da Teoria Pura do Direito de Kelsen à Luz do Pensamento de Gramsci

O Estado como Ordem Jurídica: análise da Teoria Pura do Direito de Kelsen à Luz do Pensamento de Gramsci Artigos O Estado como Ordem Jurídica: análise da Teoria Pura do Direito de Kelsen à Luz do Pensamento de Gramsci Rommel Madeiro de Macedo Carneiro Advogado da União, Coordenador de Assuntos Administrativos

Leia mais

EDUCAÇÃO E DOMINAÇÃO EM KARL MARX

EDUCAÇÃO E DOMINAÇÃO EM KARL MARX EDUCAÇÃO E DOMINAÇÃO EM KARL MARX Maria Catarina Ananias de Araujo Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) Email: mariacatarinaan@gmail.com Prof.Dr. Valmir Pereira Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)

Leia mais

DIFERENÇAS ENTRE OS SETORES PÚBLICO E PRIVADO QUE FUNDAMENTAM A ATUAÇÃO DO PES PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SITUACIONAL

DIFERENÇAS ENTRE OS SETORES PÚBLICO E PRIVADO QUE FUNDAMENTAM A ATUAÇÃO DO PES PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SITUACIONAL . DIFERENÇAS ENTRE OS SETORES PÚBLICO E PRIVADO QUE FUNDAMENTAM A ATUAÇÃO DO PES PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SITUACIONAL Comparação entre os âmbitos para suporte à decisão sobre que conhecimentos são necessários

Leia mais

TEMPO DEDICADO AO TRABALHO E MECANISMOS DE CONTROLE JOSÉ HENRIQUE DE FARIA

TEMPO DEDICADO AO TRABALHO E MECANISMOS DE CONTROLE JOSÉ HENRIQUE DE FARIA TEMPO DEDICADO AO TRABALHO E MECANISMOS DE CONTROLE JOSÉ HENRIQUE DE FARIA TEMPO Socialmente necessário Disponível ao trabalho Produção de mercadoria Objeto de controle Exploração OBJETIVO DO CURSO Discorrer

Leia mais

HISTÓRIA DO DIREITO DO TRABALHO NO MUNDO OCIDENTAL

HISTÓRIA DO DIREITO DO TRABALHO NO MUNDO OCIDENTAL HISTÓRIA DO DIREITO DO TRABALHO NO MUNDO OCIDENTAL CÊGA, Anderson Associação Cultural e Educacional de Garça ACEG - Garça andersoncega@yahoo.com.br TAVARES, Guilherme Associação Cultural e Educacional

Leia mais

Midiatização: submissão de outras instituições à lógica da mídia.

Midiatização: submissão de outras instituições à lógica da mídia. Midiatização: submissão de outras instituições à lógica da mídia. Questão-chave: como a mídia altera o funcionamento interno de outras entidades sociais quanto às suas relações mútuas. Lógica da mídia:

Leia mais

INTRODUÇÃO À SOCIOLOGIA

INTRODUÇÃO À SOCIOLOGIA INTRODUÇÃO À SOCIOLOGIA Prof. Adeildo Oliveira E-mail: ad.historiatotal@gmail.com INTRODUÇÃO À SOCIOLOGIA Ciências Naturais Física Química Biologia Ciências Sociais Economia Antropologia Sociologia 1 Socius

Leia mais

DESIGUALDADE SOCIAL E CAPITALISMO: os limites da igualdade sob a ordem burguesa

DESIGUALDADE SOCIAL E CAPITALISMO: os limites da igualdade sob a ordem burguesa DESIGUALDADE SOCIAL E CAPITALISMO: os limites da igualdade sob a ordem burguesa Joseane Gomes Figueiredo 1 RESUMO: O presente artigo tem como objetivo discutir as raízes materiais da desigualdade social

Leia mais

Fundamentos Ontológicos do trabalho em Marx: trabalho útil - concreto e trabalho abstrato

Fundamentos Ontológicos do trabalho em Marx: trabalho útil - concreto e trabalho abstrato Fundamentos Ontológicos do trabalho em Marx: trabalho útil - concreto e trabalho abstrato MARIANA CORREIA SILVA SABINO Universidade Federal de Alagoas UFAL RESUMO O presente artigo discorre sobre os Fundamentos

Leia mais

CURSO E COLÉGIO ESPECÍFICO DESIGUALDADES SOCIAIS DISCIPLINA:SOCIOLOGIA PROFESSOR: WALDENIR 2012

CURSO E COLÉGIO ESPECÍFICO DESIGUALDADES SOCIAIS DISCIPLINA:SOCIOLOGIA PROFESSOR: WALDENIR 2012 CURSO E COLÉGIO ESPECÍFICO DESIGUALDADES SOCIAIS DISCIPLINA:SOCIOLOGIA PROFESSOR: WALDENIR 2012 ESTAMOS CONDENADOS A SER DESIGUAIS? No mundo em que vivemos, percebemos que os indivíduos são diferentes

Leia mais

ALIENAÇÃO E FETICHE: DESDOBRAMENTOS NO TRABALHO REALIZADO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

ALIENAÇÃO E FETICHE: DESDOBRAMENTOS NO TRABALHO REALIZADO NA EDUCAÇÃO INFANTIL ALIENAÇÃO E FETICHE: DESDOBRAMENTOS NO TRABALHO REALIZADO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Laís Leni Oliveira Lima Universidade Federal de Goiás-Campus Jataí laisleni@yahoo.com.br CONSIDERAÇÕES INTRODUTÓRIAS Este

Leia mais

1. Modo de produção e a formação da estrutura política e ética

1. Modo de produção e a formação da estrutura política e ética Ética e linguagem: uma perspectiva marxista Renato Campos Pordeus Mestrando pelo Departamento de Filosofia da UFPE 1. Modo de produção e a formação da estrutura política e ética A compreensão do homem,

Leia mais

A QUESTÃO DA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA NO BAIRRO SANGA FUNDA, PELOTAS, RS.

A QUESTÃO DA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA NO BAIRRO SANGA FUNDA, PELOTAS, RS. A QUESTÃO DA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA NO BAIRRO SANGA FUNDA, PELOTAS, RS. Carina da Silva UFPel, carinasg2013@gmail.com INTRODUÇÃO A atual sociedade capitalista tem como alicerce, que fundamenta sua manutenção,

Leia mais

Análise Sociológica do Filme -Notícias de Uma Guerra Particular [1999], (de Katia Lund e João Moreira Salles)

Análise Sociológica do Filme -Notícias de Uma Guerra Particular [1999], (de Katia Lund e João Moreira Salles) FACULDADE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE Curso de Bacharel em Direito Turma A Unidade: Tatuapé Ana Maria Geraldo Paz Santana Johnson Pontes de Moura Análise Sociológica do Filme -Notícias de Uma Guerra Particular

Leia mais

RESENHA: PAULA, MARCIO GIMENES DE. INDIVÍDUO E COMUNIDADE NA FILOSOFIA DE KIERKEGAARD. PAULUS/MACKENZIE, SÃO PAULO, 2009.

RESENHA: PAULA, MARCIO GIMENES DE. INDIVÍDUO E COMUNIDADE NA FILOSOFIA DE KIERKEGAARD. PAULUS/MACKENZIE, SÃO PAULO, 2009. caderno ufs - filosofia RESENHA: PAULA, MARCIO GIMENES DE. INDIVÍDUO E COMUNIDADE NA FILOSOFIA DE KIERKEGAARD. PAULUS/MACKENZIE, SÃO PAULO, 2009. Jadson Teles Silva Graduando em Filosofia UFS Indivíduo

Leia mais

O TRABALHO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL E OS DESAFIOS PARA UMA PEDAGOGIA CRÍTICA DA SUSTENTABILIDADE

O TRABALHO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL E OS DESAFIOS PARA UMA PEDAGOGIA CRÍTICA DA SUSTENTABILIDADE O TRABALHO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL E OS DESAFIOS PARA UMA PEDAGOGIA CRÍTICA DA SUSTENTABILIDADE INTRODUÇÃO BATISTA, Erika IFSP_Campinas/Unesp erikkabatista@gmail.com DE BLASI, Jacqueline

Leia mais

O PROCESSO DE PRODUÇÃO/REPRODUÇÃO SOCIAL; TRABALHO E SOCIABILIDADE 1

O PROCESSO DE PRODUÇÃO/REPRODUÇÃO SOCIAL; TRABALHO E SOCIABILIDADE 1 Texto ABESS 23/06/06 18:35 1 O PROCESSO DE PRODUÇÃO/REPRODUÇÃO SOCIAL; TRABALHO E SOCIABILIDADE 1 Qual a relação entre os homens e a natureza? O que torna o ser social distinto da natureza? Por que o trabalho

Leia mais

Trabalho Sindical. Elementos categoriais

Trabalho Sindical. Elementos categoriais Trabalho Sindical Elementos categoriais O papel da Direção Executiva Trabalho sindical como trabalho ideológico Ação sobre o outro-de-classe visando mobilizar para a luta sindical) GIOVANNI ALVES - UNESP

Leia mais

Subsunção formal e real do trabalho ao capital e suas implicações nas relações sociais Bárbara Cristhinny G.Zeferino 1 barbara_formacaoal@yahoo.com.

Subsunção formal e real do trabalho ao capital e suas implicações nas relações sociais Bárbara Cristhinny G.Zeferino 1 barbara_formacaoal@yahoo.com. Subsunção formal e real do trabalho ao capital e suas implicações nas relações sociais Bárbara Cristhinny G.Zeferino 1 barbara_formacaoal@yahoo.com.br Modalidad de trabajo: Eje temático: Palabras claves:

Leia mais

Preconceito, cultura e subjetividade: uma análise comparativa de dois posicionamentos teóricos

Preconceito, cultura e subjetividade: uma análise comparativa de dois posicionamentos teóricos Preconceito, cultura e subjetividade: uma análise comparativa de dois posicionamentos teóricos Autora: Sheila Ferreira Miranda (Mestranda em Psicologia Social pela UFMG) sheilaze@gmail.com Resumo Pretende-se

Leia mais

Curso de Extensão Universitária A Precariedade do Trabalho no Capitalismo Global

Curso de Extensão Universitária A Precariedade do Trabalho no Capitalismo Global Individualidade pessoal de classe e genericidade humana Notas teórico criticas Nosso objetivo é esclarecer (e desenvolver) alguns elementos categoriais utilizados na aula 5 a análise crítica do filme Morte

Leia mais

SOBRE A ORIGEM DA OPRESSÃO DA MULHER

SOBRE A ORIGEM DA OPRESSÃO DA MULHER A condição da mulher na sociedade de classes: o machismo a serviço do capital Danielle Sampaio Albuquerque Niágara Vieira Soares Cunha O presente artigo tem como objetivo por em evidência a constituição

Leia mais

O Dinheiro ou a Circulação das Mercadorias. O Capital Crítica da Economia Política Capítulo III

O Dinheiro ou a Circulação das Mercadorias. O Capital Crítica da Economia Política Capítulo III O Dinheiro ou a Circulação das Mercadorias O Capital Crítica da Economia Política Capítulo III 1 Funções como Dinheiro Funções básicas: a) medida de valores; b) meio de circulação. Funções próprias: a)

Leia mais

O ESTATUTO ONTOLÓGICO EM LUKÁCS: A CENTRALIDADE DA CATEGORIA TRABALHO.

O ESTATUTO ONTOLÓGICO EM LUKÁCS: A CENTRALIDADE DA CATEGORIA TRABALHO. O ESTATUTO ONTOLÓGICO EM LUKÁCS: A CENTRALIDADE DA CATEGORIA TRABALHO. Marcelo Lira Silva Tentarei neste breve ensaio levantar alguns aspectos da construção gnósioontológico de um dos pensadores marxistas

Leia mais

Educação e Desenvolvimento Social

Educação e Desenvolvimento Social Educação e Desenvolvimento Social Luiz Antonio Cunha Os Princípios Gerais do Liberalismo O liberalismo é um sistema de crenças e convicções, isto é, uma ideologia. Todo sistema de convicções tem como base

Leia mais

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO Karen Ramos Camargo 1 Resumo O presente artigo visa suscitar a discussão acerca dos processos de trabalho do Serviço Social, relacionados

Leia mais

Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena

Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena Curso: Especialização em Psicopedagogia Módulo: Noções Fundamentais de Direito

Leia mais

A PRECARIZAÇÃO DAS RELAÇÕES TRABALHISTAS E O DEBATE DA CONSCIÊNCIA DE CLASSE

A PRECARIZAÇÃO DAS RELAÇÕES TRABALHISTAS E O DEBATE DA CONSCIÊNCIA DE CLASSE II Semana de Economia Política GT 3 Trabalho e produção no capitalismo contemporâneo A PRECARIZAÇÃO DAS RELAÇÕES TRABALHISTAS E O DEBATE DA CONSCIÊNCIA DE CLASSE Resumo Inaê Soares Oliveira 1 Lohana Lemos

Leia mais

Evolução histórica da Moral/Ética

Evolução histórica da Moral/Ética (3) Evolução histórica da Moral/Ética Zeila Susan Keli Silva 1º Semestre 2013 1 O homem vive em sociedade, convive com outros homens e, portanto, cabe-lhe pensar e responder à seguinte pergunta: Importância

Leia mais

O INTELECTUAL/PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SUA FUNÇÃO SOCIAL 1

O INTELECTUAL/PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SUA FUNÇÃO SOCIAL 1 O INTELECTUAL/PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SUA FUNÇÃO SOCIAL 1 Efrain Maciel e Silva 2 Resumo: Estudando um dos referenciais do Grupo de Estudo e Pesquisa em História da Educação Física e do Esporte,

Leia mais

SALÁRIO, LUCRO E DIVISÃO DE CLASSE RESUMO. relações sociais decorrentes dos modos de produção, sendo fator de transformação da

SALÁRIO, LUCRO E DIVISÃO DE CLASSE RESUMO. relações sociais decorrentes dos modos de produção, sendo fator de transformação da 1 SALÁRIO, LUCRO E DIVISÃO DE CLASSE Fabiane Ribeiro Caldas 1 RESUMO De acordo com o pensamento sociológico de Karl Marx, a sociedade se dá com as relações sociais decorrentes dos modos de produção, sendo

Leia mais

Revista Especial de Educação Física Edição Digital v. 3, n. 1, novembro 2006.

Revista Especial de Educação Física Edição Digital v. 3, n. 1, novembro 2006. UM ENSAIO SOBRE A DEMOCRATIZAÇÃO DA GESTÃO NO COTIDIANO ESCOLAR: A CONEXÃO QUE FALTA. Noádia Munhoz Pereira Discente do Programa de Mestrado em Educação PPGE/FACED/UFU - noadia1@yahoo.com.br Resumo O presente

Leia mais

Programa de Filosofia nos 6 e 7 anos

Programa de Filosofia nos 6 e 7 anos Escolas Europeias Bureau du Secrétaire général du Conseil Supérieur Unité pédagogique Referência: 1998-D-12-2 Orig.: FR Versão: PT Programa de Filosofia nos 6 e 7 anos Aprovado pelo Conselho Superior de

Leia mais

Palavras chaves: Superexploração, opressão de gênero, economia brasileira.

Palavras chaves: Superexploração, opressão de gênero, economia brasileira. A SUPEREXPLORAÇÃO DA FORÇA DE TRABALHO FEMININA NO BRASIL TAMARA SIEMANN LOPES (autora) 1 CINTHIA DE SOUZA(coautora) 2 Resumo: A inserção da mulher nas atividades econômicas passou a ser uma variável relevante

Leia mais

LIMITES E POSSIBILIDADES HISTÓRICAS À EDUCAÇÃO OMNILATERAL

LIMITES E POSSIBILIDADES HISTÓRICAS À EDUCAÇÃO OMNILATERAL LIMITES E POSSIBILIDADES HISTÓRICAS À EDUCAÇÃO OMNILATERAL Resumo Este artigo analisa os limites e as possibilidades históricas à educação omnilateral. Trata se de um ensaio teóricofilosófico sobre o conceito

Leia mais

Categorias Sociológicas

Categorias Sociológicas Categorias Sociológicas Fato Social DURKHEIM, E.; AS REGRAS DO MÉTODO SOCIOLÓGICO.São Paulo, Abril, Os Pensadores, 1973 p. 389-90. O que é fato social O objeto de estudo da Sociologia é o fato social.

Leia mais

QUESTÕES DE SOCIOLOGIA PARA DECATHLON

QUESTÕES DE SOCIOLOGIA PARA DECATHLON QUESTÕES DE SOCIOLOGIA PARA DECATHLON 1. O sistema de castas da Índia é uma divisão social importante na sociedade Hindu. Define-se casta, como grupo social hereditário, no qual a condição do indivíduo

Leia mais

SUMÁRIO. A contribuição dos clássicos da Sociologia para a compreensão da estrutura do trabalho na sociedade Capitalista...02

SUMÁRIO. A contribuição dos clássicos da Sociologia para a compreensão da estrutura do trabalho na sociedade Capitalista...02 SUMÁRIO A contribuição dos clássicos da Sociologia para a compreensão da estrutura do trabalho na sociedade Capitalista...02 Max Weber e o espírito do apitalismo...02 PRIMEIRO CONCEITO-Ética protestante

Leia mais

FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH NADIA OLIVEIRA

FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH NADIA OLIVEIRA FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH NADIA OLIVEIRA LIBERDADE ANTIGA E LIBERADE MODERNA LINHARES 2011 EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH

Leia mais

VI Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFSCar 20 a 24 de setembro de 2010 Sartre: razão e dialética

VI Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFSCar 20 a 24 de setembro de 2010 Sartre: razão e dialética Sartre: razão e dialética Vinícius dos Santos Doutorado UFSCar Bolsista FAPESP Em 1960, Sartre publica o primeiro tomo de sua Crítica da razão dialética. O objetivo destacado da obra era conciliar o marxismo,

Leia mais

ARTIGO REFLEXÕES SOBRE A VIDA SENSÍVEL DO CORPO TRABALHADOR NO MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA

ARTIGO REFLEXÕES SOBRE A VIDA SENSÍVEL DO CORPO TRABALHADOR NO MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA ARTIGO REFLEXÕES SOBRE A VIDA SENSÍVEL DO CORPO TRABALHADOR NO MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA Sandro de Mello Justo 1 sandro.mellojusto@gmail.com Resumo Falar em revolução hoje em dia está fora de moda.

Leia mais

O CONCEITO DE PERSONALIDADE: UMA ANÁLISE A PARTIR DA PSICOLOGICA HISTÓRICO-CULTURAL. Marilda Gonçalves Dias Facci UEM mgdfacci@uem.

O CONCEITO DE PERSONALIDADE: UMA ANÁLISE A PARTIR DA PSICOLOGICA HISTÓRICO-CULTURAL. Marilda Gonçalves Dias Facci UEM mgdfacci@uem. 1 O CONCEITO DE PERSONALIDADE: UMA ANÁLISE A PARTIR DA PSICOLOGICA HISTÓRICO-CULTURAL Luiza Almeida Xavier UEM luiza.ax@hotmail.com - CNPq Marilda Gonçalves Dias Facci UEM mgdfacci@uem.br Introdução O

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE: GRAMSCI; SOCIEDADE CIVIL; HEGEMONIA A SOCIEDADE CIVIL EM GRAMSCI

PALAVRAS-CHAVE: GRAMSCI; SOCIEDADE CIVIL; HEGEMONIA A SOCIEDADE CIVIL EM GRAMSCI PALAVRAS-CHAVE: GRAMSCI; SOCIEDADE CIVIL; HEGEMONIA A SOCIEDADE CIVIL EM GRAMSCI Introdução O pensamento político moderno, de Hobbes a Hegel, caracteriza-se pela tendência a considerar o Estado ou sociedade

Leia mais