UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU FACULDADE INTEGRADA AVM

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1 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU FACULDADE INTEGRADA AVM A PROBLEMÁTICA DAS SENTENÇAS DE USUCAPIÃO ESPECIAL URBANO NA REGIÃO DAS VARGENS. Por: Vinícius Coelho Ferreira Orientador Prof. Jose Roberto Rio de Janeiro 2011

2 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU FACULDADE INTEGRADA AVM A PROBLEMÁTICA SENTENÇAS DE USUCAPIÃO ESPECIAL URBANO NA REGIÃO DAS VARGENS. Apresentação de monografia à Universidade Candido Mendes como requisito parcial para obtenção do grau de especialista em Direito Processual Civil Por:. Vinícius Coelho Ferreira

3 3 AGRADECIMENTOS À minha família, meu universo. À Cris, minha estrela.

4 4 DEDICATÓRIA À Cris, minha casa.

5 5 RESUMO O presente trabalho tem por objetivo examinar a ineficácia de sentenças que dão procedência aos pleitos em ações de usucapião especial urbano. Tal problemática ocorre em razão da limitação para registro no RGI competente em virtude de lei municipal que impossibilita o registro de imóveis com área inferior a 360m² nestas regiões. Deste modo, ao ser julgado procedente que concede a aquisição da propriedade por usucapião especial urbano que, nos termos do artigo do Código Civil, não pode ser superior a duzentos e cinqüenta metros quadrados, fica impossibilitado de efetuar o respectivo registro. Ocorre que, conforme o artigo do mesmo Código, os direitos reais sobre imóveis só se adquirem com o registro no Cartório de Registro de Imóveis. Assim, fica clara a dificuldade em conciliar o PEU mencionado com o artigo 1.238, também do Código Civil vigente, que, por sua vez, aduz que de tais sentenças servem de título para o registro em tais Cartórios.

6 6 METODOLOGIA O presente trabalho aduz uma problemática que engloba um flagrante conflito entre o Código Civil e o Projeto de Estruturação Urbana de determinada região do município do Rio de Janeiro. Para sua análise, o estudo ora apresentado foi levado a efeito a partir do método da pesquisa bibliográfica, em que se buscou o conhecimento em diversos tipos de publicações, como livros e artigos em jornais e publicações eletrônicas, revistas e outros periódicos especializados, além de publicações oficiais da legislação e da jurisprudência. Adicionalmente, o estudo que resultou neste trabalho identifica-se, também, com o método da pesquisa exploratória, porque buscou proporcionar maior conhecimento sobre a questão proposta, além da pesquisa descritiva, porque visou a obtenção de um resultado puramente descritivo, sem a pretensão de uma análise crítica do tema.

7 7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 08 CAPÍTULO I - Digressão Histórica 10 CAPÍTULO II - Da Real Natureza Da Propriedade E Do Estado Neo-Feudal 13 CAPÍTULO III Do Direito de Propriedade e da Ação de Usucapião 16 CAPÍTULO IV- Da Ação De Usucapião Especial Urbano E A Problemática No 9 Rgi. 22 CONCLUSÃO 32 BIBLIOGRAFIA 33 ÍNDICE 36

8 8 INTRODUÇÃO O Direito de propriedade é um dos pilares do Estado Fiscal. Sua importância ganhou amplitude constitucional garantindo-o e consolidando-o em nosso ordenamento, ainda que de forma relativa pelos ranços patrimoniais do Estado Democrático de Direito. A função social da propriedade, por sua vez, é cada vez mais significativa. Muito mais do que movimentos pseudo-marxistas visando à ilusão da preocupação com a igualdade social, este princípio aduz o anseio por uma melhor distribuição da riqueza produzida. A ação de usucapião é o meio pelo qual o Estado atua na busca do equilíbrio entre o Direito de Propriedade e o desenvolvimento sócio-econômico. No presente estudo, dar-se-á especial enfoque à propriedade urbana, especificamente nas localizadas na região das Vargens Grande e Pequena, no município do Rio de Janeiro. Para tanto, buscou-se Uma visão histórica, não apenas deste instituto, mas do próprio Estado. Assim, iniciamos com uma descrição da evolução do Estado financeiro a partir do patrimonialismo até o chamado Estado fiscal, ou Estado Democrático de Direito. Em um segundo momento, buscou-se uma análise crítica na real natureza da propriedade no Estado fiscal e seu ranço patrimonial. Tal posicionamento permite uma melhor compreensão do real teor das ações possessórias. Viu-se então, genericamente as ações de usucapião a partir de suas modalidades, primeiro sob a ótica material e, então, processual. Finalmente, debruçamo-nos sobre a ação de usucapião especial urbano e a problemática enfrentada em locais como a região das Vargens que engloba parte da Baixada de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Contudo, o estudo não tem o escopo de trazer uma solução mágica para o problema enfrentado, mas confrontar os posicionamentos usados no intuito sanar o impasse. O controvertido tema é objeto de constante disputa, não apenas na área mencionada como em outras localidades como São Paulo. A divergência muito mais

9 9 jurisprudencial do que doutrinária reflete a importância de se enfrentar o tema de forma séria e imparcial.

10 10 CAPÍTULO I DIGRESSÃO HISTÓRICA Preliminarmente, faz-se necessária uma compreensão temporal do Estado Financeiro, aquele que exerce as atividades relacionadas com as finanças públicas. Este se desenvolve desde a crise do Estado Feudal até a contemporaneidade. O processo transicional entre o fim do Feudalismo e a Modernidade divide-se em quatro fases, distinguindo-se o Estado Patrimonial, ou feudal), o qual obtém recursos a partir das rendas oriundas do patrimônio do Príncipe alem da existência da fiscalidade periférica do senhorio e da Igreja. O Estado Patrimonial compreende o período que vai desde o fim do Feudalismo até o início do Absolutismo Esclarecido. Para fins propedêuticos, faz-se necessário estabelecer uma divisão entre duas vertentes: a inglesa e holandesa na qual desde cedo se fazem presentes os interesses da burguesia, e os chamados por Max Weber de Estados puramente patrimoniais ou feudo-estamentais (WEBER, apud TORRES, 1991, p.1). Este momento possui como principal característica a confusão entre o público e o privado de modo que a fazenda do príncipe e a fazenda pública em decorrência da circunstância de que o rei publiciza tudo em que toca, vai projetar conseqüências sobre outros aspectos do patrimonialismo, tornando também indistintas as rendas patrimoniais e extra-patrimoniais e a fazenda do rei e a do Estado (TORRES, 1991, p. 27). É marcante do ponto de vista financeiro a má distribuição de renda, os súditos, em geral, são muito pobres e os reis, em contrapartida, muito ricos. Para o presente estudo, o Estado Patrimonial adquire profunda importância, haja vista que a propriedade, em especial imóvel, possui enorme relevância nesse período de modo que, ao se falar em liberdade patrimonial, há que ser observar a auto-limitação desta na forma de tributação. Cabe salientar que Inicialmente, o tributo como preço da liberdade se restringia apenas como substituto das obrigações militares. Quanto às limitações ao

11 11 poder de tributar, Portugal e Espanha foram notavelmente precoces quanto à criação de mecanismos jurídicos de limitação do poder fiscal do rei, com fulcro no princípio tão caro a Ricardo Lobo Torres que, em sua tese de doutorado A Idéia de Liberdade no Estado Patrimonial e no Estado Fiscal, expõe: Liberdade e tributo, conseguintemente, caminham juntos no decurso da evolução do Estado Financeiro, pelo que se pode cogitar de uma liberdade fiscal: o tributo nasce no espaço aberto pela autolimitação da liberdade, constitui o preço da liberdade, pois é o instrumento que distancia o homem do Estado, e pode implicar na opressão da liberdade, se o não contiver a legalidade (TORRES, 1991, p.2). Para Max Weber, A liberdade estamental atua como uma limitação ao poder de tributar exercido pelo rei conquistando os súditos (estamentos) o direito de auto-limitar o poder dos estamentos, que concedem ao monarca o direito de tributar: No feudalismo, o senhorio cobrava tributos e rendas patrimoniais, pois o feudo era caracterizado sobretudo como um conjunto rentável de direitos. Com a formação do Estado Moderno transfere-se para o rei ou para o príncipe territorial o poder de exigir impostos. Mas, nos países que aderiram ao patrimonialismo, o senhorio e a Igreja conservam, perifericamente, o direito a algumas rendas fiscais e patrimoniais. É o resquício do feudalismo, que vai declinar no Estado de Polícia e que desaparecerá com o advento do capitalismo e do liberalismo (TORRES, 1991, p.2). Posteriormente, deparamo-nos com o chamado Estado de Polícia, período correspondente ao absolutismo esclarecido do século XVIII, no qual se tornam mais representativas as receitas tributárias e a fiscalidade é centralizada na pessoa do soberano. Não obstante, esse foi um sistema transicional no tocante em que a tributação mostrou-se a nova tendência para ocupar a função de pulmão financeiro do Estado. O Estado Fiscal no qual, com o advento do liberalismo, a receita do estado passa a ser decorrente do patrimônio do cidadão (Estado de Direito) e a liberdade tem caráter individual. Vale ressaltar que, neste momento, o súdito tona-se o sustentáculo do Estado. Tornando-se o sustentáculo do Estado, este auto-limita sua liberdade transferindo parte dela ao Estado na forma de poder. Assim, o súdito

12 12 adquire o status de cidadão e o tributo deixa de ser o preço da liberdade e passa a ser também um sintoma da cidadania. O Estado Socialista que em face da quase inexistência de propriedade privada, acaba por viver do patrimônio público, especialmente das rendas industriais. (TORRES, 1991, p.1) Paralelo à sistemática, o Estado Socialista, que em face da quase inexistência de propriedade privada acaba por viver do patrimônio público, especialmente das rendas industriais, apresenta-se, de certa forma, como um incidente isolado, mas muito relevante. Conforme a doutrina de René David em sua obra Grandes Sistemas do Direito Contemporâneo, no direito soviético foi dada especial importância ao regime da propriedade: Contudo, é absolutamente natural que o regime da propriedade seja colocado em primeiro plano pelos juristas soviéticos. A doutrina marxista considera que o direito é, antes de tudo, condicionado pela estrutura econômica da sociedade: o essencial, para esta, reside na forma como os bens são apropriados. É no que se refere ao regime da propriedade que o marxismo exige uma mutação total das idéias, uma revolução que fará sentir os seus efeitos, por conseqüência, sobre todos os ramos do direito e na própria consciência dos homens. (David, 2004, p.126) A visão historicista da evolução do estado financeiro é de suma importância para a compreensão de que o direito de propriedade é relativizado mediante a auto-limitação da liberdade. Desta forma, ao submeter-se ao Estado, o súdito é, na verdade, seu vassalo, só que tal relação adquire nova roupagem e recebe o nome de cidadania.

13 13 CAPÍTULO II DA REAL NATUREZA DA PROPRIEDADE E DO ESTADO NEO-FEUDAL A partir do momento em que o tributo assume a função de pulmão financeiro do Estado, o súdito torna-se contribuinte haja vista que este contribui compulsoriamente para a manutenção do Estado e, por esta razão, passa a ser chamado de cidadão posto que passa a compor o Estado: Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constituise em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: (...) Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. (BRASIL, 1988, p.5) O tributo incide sobre as manifestações de riqueza do contribuinte de modo que podem ser divididos em duas espécies, os tributos pessoais, como o Imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza, e os tributos patrimoniais, como o ITPU e IPVA. Comparativamente, no Estado Patrimonial, o Senhor Feudal era o proprietário e, mediante a relação de vassalagem, acordava em garantir a segurança e permitir ao súdito que se estabeleça e produza na propriedade, enquanto que este se obrigaria a entregar-lhe uma parcela de sua produção. Caso o súdito deixe de cumprir com sua obrigação, perderá o direito que adquiriu. Já no Estado Neo-feudal, o Estado é o verdadeiro proprietário que garante a segurança do cidadão e permite que este seja titular de um direito relativo de propriedade visto que tal direito está submetido ao princípio do interesse público. Já este, detentor do direito relativo de propriedade, exerce-o de forma relativa posto que estará necessariamente submetido ao princípio da supremacia do interesse público e ficará ainda obrigado a entregar-lhe parte de sua produção na forma de tributos. Entretanto, não tem o súdito, se quer, a possibilidade de romper com tal relação.

14 14 Conforme o artigo 1844 do Código Civil brasileiro, não havendo para quem se possa transmitir a herança, esta se devolve ao Estado na forma de seu ente federativo: Art Não sobrevivendo cônjuge, ou companheiro, nem parente algum sucessível, ou tendo eles renunciado a herança, esta se devolve ao Município ou ao Distrito Federal, se localizada nas respectivas circunscrições, ou à União, quando situada em território federal. (BRASIL, 2002, p. 305) Deste modo, tem-se claramente o reflexo do patrimonialismo no Estado Fiscal, impregnando-o com ranços feudais. O proprietário relativo morre e, por não haver mais que possa sucedê-lo na relação de vassalagem, a propriedade é devolvida ao Estado de modo que este irá procurar outro vassalo que substitua o anterior. Deve-se atentar para a falácia implícita no conceito de liberalismo, ou até de Estado Fiscal. Com a devida Vênia ao douto Professor e, principalmente, Procurador aposentado do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo Lobo Torres, o verdadeiro proprietário é sempre o Estado. O entendimento de Luciano Amaro ilustra tal entendimento afirmando que o tributo deve ser instituído previamente pela lei e custear as despesas do estado: Tributo, como prestação pecuniária ou em bens, arrecadada pelo Estado ou pelo monarca, com vistas a atender aos gastos públicos e às despesas da coroa, é uma noção que se perde no tempo e que abrangeu desde os pagamentos, em dinheiro ou bens, exigidos pelos vencedores aos povos vencidos (à semelhança das modernas indenizações de guerra) até a cobrança perante os próprios súditos, ora sob o disfarce de donativos, ajudas, contribuições para o soberano, ora como um dever ou obrigação. No Estado de Direito, a dívida de tributo estruturou-se como uma relação jurídica, em que a imposição é estritamente regrada pela lei, vale dizer, o tributo é uma prestação que deve ser exigida nos termos previamente definidos pela lei, contribuindo dessa forma os indivíduos para o custeio das despesas coletivas (que, atualmente, são não apenas as do próprio Estado, mas também as de entidades de fins públicos). (AMARO, 2008, p.16) Ainda nesse sentido, entende Montesquieu ser o cumprimento da obrigação tributária, um preço pago pelo contribuinte para gozar da segurança

15 15 promovida pelo Estado que é garantidor do bem e paz públicos devendo-se, entretanto, respeitar-se sempre a legalidade, sob pena de incorrer na opressão da liberdade do contribuinte: As rendas do Estado são uma parcela que cada cidadão dá de seu bem para ter a segurança da outra ou para fruí-la agradavelmente. Para fixar corretamente essa renda, cumpre considerar as necessidades do Estado e as necessidades dos cidadãos. Não se deve tirar das necessidades reais do povo para suprir as necessidades imaginárias do Estado. Necessidades imaginárias são as exigidas pelas paixões e fraquezas dos que governam, a atração de um projeto extraordinário, o desejo doentio de uma glória inútil e uma certa impotência do espírito contra os caprichos. Amiúde, os que, com um espírito inquieto, estavam na direção dos negócios sob o governo do príncipe, julgaram que as necessidades do Estado eram as necessidades de suas almas insignificantes. A sabedoria e a prudência devem regulamentar com a proporção que se retira e a proporção que se deixa aos súditos. Não é pelo que o povo pode dar que se deve mediras rendas públicas, mas sim pelo que ele deve dar; e, se as medimos pelo que ele pode dar, é mister que isso seja, pelo menos, segundo o que o povo pode sempre dar. (MONTESQUIEU, 2000, p. 259) Deste modo, no Estado Neo-feudal, pode-se afirmar que o tributo continua assumindo a função de preço da liberdade, pois o súdito a auto-limita submetendo-se ao poder estatal. Assim, o pagamento do tributo nada mais é do que uma conseqüência (ou sintoma) desta relação. Deve-se levar em conta o fato de que não se está discutindo a situação fática da contra-prestação estatal, mas a questão teórica envolvendo a real natureza da relação tributária que dá ensejo à presente discussão. Não obstante, questões como o direito de propriedade do cidadão, ainda que relativo, são de grande importância no Estado Neo-feudal e será objeto dos capítulos seguintes. A vassalagem conferida a um servo que não produz não é interessante ao Estado e, por essa razão, deve ser conferida a outro para melhor aproveitamento, tanto fiscal quanto econômico e social. Desta forma, a usucapião denota a nítida importância que o Estado e a sociedade dão a esta relação, da mesma forma que as chamadas terras devolutas provocam comoção social e são constantemente objeto de barganha política.

16 16 CAPÍTULO III DO DIREITO DE PROPRIEDADE E DA AÇÃO DE USUCAPIÃO Não há como se falar em O status de proprietário relativo traz ao cidadão um estado psíquico de tranqüilidade oriundo da segurança jurídica. Tal situação é tão impactante que o legislador constituinte colocou-a sob a égide constitucional elencando-o no art. 5, em seu inciso XXII, in verbis: é garantido o direito de propriedade (Constituição da República Federativa do Brasil, 1988), conferindo-lhe ainda a natureza de cláusula pétrea nos termos do inciso IV, 4º, de seu artigo 60: Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: (...) 4º - Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I - a forma federativa de Estado; II - o voto direto, secreto, universal e periódico; III - a separação dos Poderes; IV - os direitos e garantias individuais. (BRASIL, 1988, p. 35) Logicamente, tal direito, notoriamente enraizado na manifestação de riquezas, relaciona-se com um tributo que, por se tratar de bens imóveis, podem ser o IPTU em áreas urbanas, ou ITR, Imposto Territorial Rural, em localidades rurais. A natureza, rural ou urbana da propriedade já foi objeto de análise no STJ estando este já pacificado no sentido de usar-se o critério material, levando-se em conta a destinação da propriedade, e não o formal, da pura e simples letra da lei: SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RECURSO ESPECIAL Nº TO ( ) RELATORA: MINISTRA ELIANA CALMON RECORRENTE: JOSÉ MENDES DOS REIS E OUTRO ADVOGADO: EDMAR TEIXEIRA DE PAULA E OUTRO(S) RECORRIDO: UNIÃO RECORRIDO: INVESTCO S A ADVOGADO: ROSENE CARLA BARRETO C. CASTRO E OUTRO(S)

17 17 EMENTA PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC NÃO CARACTERIZADA DESAPROPRIAÇÃO UTILIDADE PÚBLICA IMÓVEL URBANO E RURAL CRITÉRIO DA DESTINAÇÃO. 1. Não ocorre ofensa ao art. 535 do CPC, se o Tribunal de origem decide, fundamentadamente, as questões essenciais ao julgamento da lide. 2. O critério para a aferição da natureza do imóvel, para a sua classificação, se urbano ou rural, para fins de desapropriação, leva em consideração não apenas sua localização geográfica, mas também a destinação do bem. Precedentes do STJ. 3. Recurso especial não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a)-Relator(a). Os Srs. Ministros Castro Meira, Humberto Martins (Presidente), Herman Benjamin e Mauro Campbell Marques votaram com a Sra. Ministra Relatora. Brasília-DF, 08 de junho de 2010 (Data do Julgamento) MINISTRA ELIANA CALMON, Relatora A ação de usucapião é oriunda do princípio da função social da propriedade que, por sua vez, consiste em um dos pilares do Estado Neo-feudal. Se a propriedade não possui destinação interessante, producente econômica ou socialmente, medidas deverão ser tomadas no sentido de se buscar o equilíbrio, naturalmente, dentro da dinâmica liberal como reza a própria Constituição da República: Art.5 o Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:... XXII - é garantido o direito de propriedade; XXIII - a propriedade atenderá a sua função social. (BRASIL, 2002, p.5, grifo nosso).

18 18 Usucapião, que significa literalmente adquirir pelo uso ou pela posse, consiste em forma originária de aquisição da propriedade em razão da posse mansa e pacífica desta. Para tanto, o legislador destinou o art. 183 da constituição, tamanha sua importância no ordenamento jurídico brasileiro: Art Aquele que possuir como sua área urbana de até duzentos e cinqüenta metros quadrados, por cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural. 1º - O título de domínio e a concessão de uso serão conferidos ao homem ou à mulher, ou a ambos, independentemente do estado civil. 2º - Esse direito não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez. 3º - Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião. (Brasil, 1988, p. 121) A mesma redação é dada ao art do Código Civil vigente e complementada pelo art : Art Aquele que possuir, como sua, área urbana de até duzentos e cinqüenta metros quadrados, por cinco anos ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural. 1o O título de domínio e a concessão de uso serão conferidos ao homem ou à mulher, ou a ambos, independentemente do estado civil. 2o O direito previsto no parágrafo antecedente não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez. Art Poderá o possuidor requerer ao juiz seja declarada adquirida, mediante usucapião, a propriedade imóvel. Parágrafo único: A declaração obtida na forma deste artigo constituirá título hábil para o registro no Cartório de Registro de Imóveis. (BRASIL, 2002, p. 201) Do artigo ao o Código Civil disciplina a matéria em questão no que tange bens imóveis. Contudo, há diferentes espécies de usucapião podendose adquirir a propriedade de bens móveis ou imóveis, urbanos ou rurais

19 19 O Artigo 618, caput, do Código Civil aduz a possibilidade de se adquirir a propriedade de bens móveis por usucapião: Adquirirá o domínio da coisa móvel o que a possuir como sua, sem interrupção, nem oposição, durante 3 (três) anos (BRASIL, 2002, p. 106) No ordenamento jurídico pátrio, pode-se vislumbrar a usucapião nas modalidades ordinária, extraordinária e especial, sendo a ultima tratada no capítulo seguinte, que, por sua vez, subdivide-se em rural, urbana ou coletiva. A modalidade ordinária Extraordinária está contida no artigo do Código Civil. São pré-requisitos a posse mansa e pacífica do bem por quinze anos: Art Aquele que, por quinze anos, sem interrupção, nem oposição, possuir como seu um imóvel, adquire-lhe a propriedade, independentemente de título e boa-fé; podendo requerer ao juiz que assim o declare por sentença, a qual servirá de título para o registro no Cartório de Registro de Imóveis. Parágrafo único. O prazo estabelecido neste artigo reduzir-se-á a dez anos se o possuidor houver estabelecido no imóvel a sua moradia habitual, ou nele realizado obras ou serviços de caráter produtivo.(brasil, 202, p.113) No caso do Parágrafo único, sobressai, ainda que implícita, a importância dada ao caráter social da propriedade haja vista que o Estado usa de seu poder para conceder a propriedade em razão da produtividade, seja social ou econômica. Na hipótese da espécie ordinária, fazem-se presentes as figuras do justo título, título apto para transferir o domínio, mas que não o fez em razão de apresentar algum vício ou não conter um elemento específico,e da boa-fé, é a convicção que tem o possuidor de ser o título apto para operar a transferência da propriedade, não apresentando nenhuma falha ou vício: Art Adquire também a propriedade do imóvel aquele que, contínua e incontestadamente, com justo título e boa-fé, o possuir por dez anos. Parágrafo único. Será de cinco anos o prazo previsto neste artigo se o imóvel houver sido adquirido, onerosamente, com base no registro constante do respectivo cartório, cancelada posteriormente, desde que os possuidores nele tiverem estabelecido a sua moradia, ou realizado investimentos de interesse social e econômico. (BRASIL, 2002, p. 113)

20 20 No parágrafo único do artigo em questão há a redução para dez anos do prazo em que o imóvel deve ficar sob a posse mansa e pacífica, contudo, o interesse social e econômico é explícitado. A terceira modalidade, usucapião especial, pode ser urbana, ou pro morare ou rural, pro labore. A primeira, objeto do presente trabalho, limita o imóvel em 250 metros quadrados e traz os requisitos que definem claramente sua natureza jurídica e política habitacional: Art. 183 Aquele que possuir como sua área urbana de até duzentos e cinqüenta metros quadrados, por cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural 1º O título de domínio e a concessão de uso serão conferidos ao homem ou à mulher, ou a ambos, independentemente do estado civil. 2º Esse direito não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez. 3º Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião. (BRASIL, 2002, p.96). Diferentemente, a usucapião pro labore, prevista no artigo 191 do mesmo Código, traz a questão do trabalho explicitamente: Art.191 Aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possua como seu, por cinco anos ininterruptos, sem oposição, área de terra, em zona rural, não superior a cinqüenta hectares, tornando-a produtiva por seu trabalho ou de sua família, tendo nela sua moradia, adquirir-lhe-á a propriedade. Parágrafo único. Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião. (BRASIL, 2002, p. 98). É de suma importância observar que, em ambas as hipóteses, há o cuidado de preservar os imóveis ditos públicos de modo que ao se tratar do tema, fala-se de forma genérica que os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião (BRASIL, 202, p.98). Conforme o disposto no artigo do Código Civil, a natureza da sentença que confere ao possuidor a propriedade do bem por meio da ação de usucapião é declaratória como bem ensina o Professor Silvio de Salvo Venosa:

21 Como acenado, a ação de usucapião é de eficácia declaratória: Poderá o possuidor requerer ao juiz seja declarada adquirida, mediante usucapião, a propriedade. (atual artigo 1.241). Reconhece-se a existência da aquisição da propriedade. Não se constitui a propriedade pela sentença. Tendo em vista essa declaratividade, permite-se que o usucapião possa ser alegado como matéria de defesa, portanto. Somente a sentença pode declarar o usucapião; não há procedimento administrativo em nosso Direito que o permita. (VENOSA, 2007, p. 201) 21

22 22 CAPÍTULO IV DA AÇÃO DE USUCAPIÃO ESPECIAL URBANO E A PROBLEMÁTICA NO 9 RGI. As ações de usucapião, apesar de previstas no Código Civil e na própria Constituição da República, são regulamentadas pelo Código de Processo Civil, precisamente em seu capítulo VII e especificamente em seu artigo 945 reza que a sentença, que julgar procedente a ação, será transcrita, mediante mandado, no registro de imóveis, satisfeitas as obrigações fiscais (BRASIL, 1973, p.176). O processo de usucapião é regulado no Código de Processo Civil em seu artigo 491 e seguintes. O dispositivo em questão confere ao possuidor legitimidade ativa na propositura da ação. Frise-se, entretanto que há ainda atribuição de legitimidade para a ação no Estatuto da Cidade, bem como a intervenção do Ministério Público e demais disposições em matéria processual: Art. 12. São partes legítimas para a propositura da ação de usucapião especial urbana: I o possuidor, isoladamente ou em litisconsórcio originário ou superveniente; II os possuidores, em estado de composse; III como substituto processual, a associação de moradores da comunidade, regularmente constituída, com personalidade jurídica, desde que explicitamente autorizada pelos representados. 1 o Na ação de usucapião especial urbana é obrigatória a intervenção do Ministério Público. 2 o O autor terá os benefícios da justiça e da assistência judiciária gratuita, inclusive perante o cartório de registro de imóveis. Art. 13. A usucapião especial de imóvel urbano poderá ser invocada como matéria de defesa, valendo a sentença que a reconhecer como título para registro no cartório de registro de imóveis. Art. 14. Na ação judicial de usucapião especial de imóvel urbano, o rito processual a ser observado é o sumário. (BRASIL, p. 561)

23 23 No artigo 1.240, em seu parágrafo, a sentença de usucapião especial urbano é tratada de forma específica e corrobora com a legislação processual civil no sentido de que a declaração de propriedade obtida na sentença desta ação constitui título hábil para o registro junto ao RGI competente, no caso das Vargens, 9 RGI. Art Aquele que possuir como sua, área urbana de até duzentos e cinqüenta metros quadrados, por cinco anos ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural. 1o O título de domínio e a concessão de uso serão conferidos ao homem ou à mulher, ou a ambos, independentemente do estado civil. 2o O direito previsto no parágrafo antecedente não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez. Art Poderá o possuidor requerer ao juiz seja declarada adquirida, mediante usucapião, a propriedade imóvel. Parágrafo único: A declaração obtida na forma deste artigo constituirá título hábil para o registro no Cartório de Registro de Imóveis. (BRASIL, 2002, p.201) Frise-se ainda o disposto na Lei de Registros Públicos, Lei 6.015/73, em seus artigos 225 e 226, há especial cuidado no que se refere à ação de usucapião: Art Os tabeliães, escrivães e juízes farão com que, nas escrituras e nos autos judiciais, as partes indiquem, com precisão, os característicos, as confrontações e as localizações dos imóveis, mencionando os nomes dos confrontantes e, ainda, quando se tratar só de terreno, se esse fica do lado par ou do lado ímpar do logradouro, em que quadra e a que distância métrica da edificação ou da esquina mais próxima, exigindo dos interessados certidão do registro imobiliário. 1º As mesmas minúcias, com relação à caracterização do imóvel, devem constar dos instrumentos particulares apresentados em cartório para registro.

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