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1 -a.;^;-ü^,5 fe5ás*ê.>,-. T m Ano 3. Z, etras^trtes um nm r mm«m--.n»»> mmunímé éb t»tmwrwt>m» mwréh(ééta ma n-rnv mnm n N. 107 SMM,EMBM«í)E^^MANM Domngo, a c *.#.. * * - Artaud, o surrealsta, depos de ter ANTONN passados 9 anos no mancômo de Rodez, acaba de fazer sua "rentrée" em Pars, publcando um panfleto de volênca nédta: "Van Gogh, lc sucde de a soccté". Em face das experen- # cas dolorosas do autor compreende-se essa tentatva de auto-dramatzação, Artaud mrando-se na espelho da vda nfelz do grande pntor. No fundo, aquele panfleto só revela de novo o caráter ntensamente romântco do. surrealsmo: mas uma vez denunca-se a socedade que não compreende o grande artsta, o ndvíduo absoluto. Essa ncompreensão sera o destno típco dos grandes precursores. E Van Gogh fo precursor: a sua stuação é das mas tragcamente sola» das, entre o mpresslonsmo de um lado e, doutro lado, a nova "Escola dc Pars" de Assm tudo parece caro como a representação de uma tragéda grega sob o céu sereno da Provença, lá onde o destno de Van Gogh se cumpru. Alas Van Gogh é tudo menos clássco; nem sequer, um clássco ncompre- - enddo. Já vae a pena per-., " guntar por que não o compreenderam, nem na França, a Gréca dos tempos modernos e ao mesmo tempo, o país dos grandes expermentos artístcos, nem na Holanda, país em que nasceu essa alma perturbada. Pos Van Gogh é hojandês, natural ta provínca do Brabante, conterrâneo de Brueghel,. Aquela nterpretação de Van Gogh como f- gura ntermedára entre o mpresslonsmo "Escola e a nova de Pars", consderando-o como pntor francês, basea-se no fato de que a França lhe abru os olhos: os seus quadros tpcamente "goghanos" foram pntados na França. A fase holandesa de Van Gogh só é um prelúdo aos últmos - 5 anos, mas 5 anos apenas, da vda do pntor, passados na França. As razes de Van Gogh, é precso procurá-las na Holanda. Há pouco organzaram no Museu Muncpal de Amsterdam baseo-me -em nf òrmaçío do crtco F. M. Huebner uma exposção "Vncent Van Gogh entre os seus contemporâneos holandcses". Espetáculo esqusto: as naturezas-mortas e pasagens apocalíptcas de Ares cm meo de marnhas calmas, pescadores, camponeses, vacas sedentáras, dessa pntura modestamente realsta e bem solda dos Mars Mauve, sraels, Breítner, que adotaram mas tarde a manera mpressonsta apenas como mas um recurso do seu realsmo herdado e nato. Van Gogh, se tvesse permanecdo na Holanda, também pntara assm, acabando em calma os das de uma exstênca burguesa? _Van Gogh, no começo, é tão holandês como os Mauve e Mars; tntas escuras, rea-» lsmo estátco que também é da tradção naconal: os Gerard Don, Ncolas Mães, De Hoogh e Vermeer transformam tudo, pasagens, marnhas, cenas de "genre", "ntéreurs" e até retratos em naturezas-mortas. Van Gogh também pntará, durante a vda toda, naturezas-mortas; mas não serão estátcas. A prmera revelação pe- Jawtaa tal jkm «Ja MULat- «" "?" *. Pasagem na Provença, (1896) VAN GOGH VAN GOGH, HOLANDÊS E Mas não tanto o realsmo de Mllct, pouco superor ao daqueles contemporâneos holandeses, do que a emoção quase relgosa do pntor do "Angelus" em face da natureza e do homem. Van Gogh, :o de pastor protestante, a o ele mesmo teólogo fracassado; depos, qus evangelzar os trabalhadores de mnas da regão do Bornage. A crse relgosa daqueles das anda não se revela na paleta, tradconalmente escura; antes no desenho, volento até a carcatura. Na aldea de Nuenen, no Brabante, pntou os camponeses e tecelões da regão como se fossem monstros deformados pela mséra: uma realdade realsta e no entanto fantastca (na vznhança de Nuenen fca a aldea de Brueghel, da qual temo nome outro grande realsta fantástco). Os quadros dessa fase dc Van Gogh são tradconalmente escuros: marron, preto azulado, luzes páldas. Mas essas tntas não representam a realdade. A pasagem do Brabante é uma das mas lumnadas do mundo, resplandescente dc luz em cma de campos dourados. Mas pntou-os escurós aquele que pntará mas tarde campos de trgo ncendados da Provença, da mesma Provença que a ottros já se afgurava quente OTTO MARA CARPEAVX Em város sentdos esse ndvdualsta absoluto lembra o outro grande vsonáro da pntura holandesa Bembrandt, ele também ncompreenddó pejos contemporaneos porque pntava "do contra", sombras onde os outros vram a luz e luzes de repentna revelação relgosa onde os outros só vram as sombras da vda trval. O Van Gogh de Nuenen já c o de Ares: pntor de arabescos volentos, separando duramente os tons locas. Que poda sgnfcar, para ele, o mpressonsmo francês, contraro em tudo à sua natureza? Admte-se certa nfluenca de Monet. Mas a pntura de Monet, Degas, Renor, não fo para ele um ponto de partda que tera, depos, renegado: esta não é a stuação de Van Gogh e sm a de Gézannc. Na França apenas se ntensfca a manera de Van Gogh; aqueles arabescos agora parecem os camnhos do mundo que se perdem em horzontes nfntos; os tons locas,- volentamente justapostos, levantam-se um contra o outro como nmgos rreconc-- laves, amarelos e vermelhos ardentes como banderas de úm mundo revoluconado» São naturezas-mortas, esses quadros, conforme a boa tradção holandesa, mas cheas de força explosva. Van Gojrh renasceu na França: nova vda de "twce-born" um ao qual o céu se abre em vsões. A França fo, para Van Gogh, Uma experênca terrvel; o sol medterrâneo, uma vsão apocalíptca para o homem que veo das nevoas do Norte e da sua alma perturbada. Ocorre o começo da Elega de Duno, de Rlke: "Todos os anjos são terríves". Os campos ncendados da Provença, nos ultmos quatros de Van Gogh, são sobrevoados por passaros pretos, snstros; "pássaros de letas da alma" também fala Rlke naquela elega. Van Gogh, nos ultmos das da sua vda míseravel, alucnava um Unverso "dferente. Mas as alucnações sempre são soltáras, sntomas da soldão trágca de um ndvíduo no Unverso. O artsta conseguu domnar essa vsão apenas ao preço-de perder a vda. Essa França vsonára, alucnavda, fo para Van Gogh o que fo Pars para Rlke etando-se desta vez a V. Elega: "Praças, ó praças em Pars, teatro menso Em que a chnpelera madame Lamort Dobra e entrelaça os cam-, nhos do mundo, Ftas ntermnáves..» f Para os baratos chape ps do nverno do des no". VSON AR Para Van Gogh lünca che/.ou o da em que <s camnhos do mundo, es énddos no espaço como prale- as rreconclaves, se e contrassem, termnassem. \ sua vsão de síntese não ser realzou; o que se rcaüzu fo a locara e o sucído. V Depos de Van Gogh,à nova "Escola dc Pars", Pcasso, Braquc e 03 outros, reconstruu o mundo que o mpressonsmo lhes legara como montão de pedaçs lummosos. Mas "constrftão". "reconstrução" não taram a sede de síntese do patríco de Rembrandt O holandês Van Gogh não ocupa posção ntermedára entre o mpressonsmo e a nova "Escola de Pars". Não pertence, no fundo, à França nem à Holanda e sm a um Unverso mas vasto, sem fns, talvez anda para cror. Já tera chagado sua hora? Os seus patrícos holandeses não,0 esqueceram: en Nuenen ergram-lhe pequeno monumento, uma pedra na qual esculpram um sol grande, resplandescente, o * sol que se levantara na sua arte para se pôr em sua vda. E anda os pássaros pretos sobrevoam os cannos Jkmrttdos.. *.?-. -.o

2 .: Pô<7;no 2..UTRAS E ARTES Domngo, ^ÜRSONAGENS NEL DVTRA "Fz sacrfícos, mo sacrfque como tu nem podes maglnar: fu à cabelerera, seque os cabelos, arrume as unha? c depos de tudo não pude r yreju por causa da chuva. Como eu sofr! Eu tenho uma vdo, relgosa multo ntensa", ca mulher afrma sto aos grtos, não perml ndo contradção.. o "Não há melhor lteratura do.me as das bulas. Como esta e a do meu Balzac, vou levando bem a mnha velhcc" * mas nnguém dz que aquela mulher já tem sessenta c tantos anos, tão vtamnada e tão salerosa ela é. o A únca cosa a que a gente não se habtua nunca ó ouvr a conversa de um mbecl é o que me dsse Marta hoje referndo-se ao mardo. o - Por do que a pessoa que nos contrara é aquela que concorda sempre pensamento de Antôno que tem uma mulher tolerante. o Todas as cosas são apaxonantes. Nós é que não possumos grandes temperamentos frase de Nlze, a que acha a vda sempre maravlhosa. o - A por pessoa do mundo é aquela que nos oferece oportundaje de compreendermos as nossas própras defcencas. (Se dsto, mas apesar de tudo se que. o amo). o Andava sempre com um lvrnho de notas na mão e enquanto conversamos escreva qualquer cosa que nunca nos nteressou descobrr. Acaba de publcar um romance. Fo o prmero e será o ultmo. Nnguém mas fala cm sua presença. o~- f\ Passaporte, malas e a vsão da cdade desaparecendo. E assm que magno a mnha felcdade, neste nstante. o Hava uns chnelos de homem no quarto e por sto ela se senta tranqüla, (mulher que não saba fcar só). o Os talentosos são aqueles que transcendem o própro espaço. Pseudo-talentosos são aqueles qae se quexam do espaço ser pequeno (teora de Aníbal, que é magro, vege- (arano e muto sentmental). o Usa óculos com ar de quem carrega um crachá, (este é o homem que fas dscursos). o " E cretnssmo. Tem cultura e até agora não sabe como usá-la. o - A únca cosa capaz de matar o amor é. a espera do mado. (confssão da mulher postva). Sempre me parecera forte e altva. Até o da em que «te dsse, defronte à greja por onde passávamos: "Estanos morrendo por falta de fé". Na casa de Augusta hava como qne uma presença nrsível e todos sentam estranho mal-estar. Era a precnça dt Augusta verdadera. A que odava em slenco e sm segredo toda a alegra dos outros. Da que sofra por rer nas outras mulheres a espontanedade perdda e as lusões já passadas. o Eram tão amgos que podam perfetamente pôr à prova a amzade com nsultos dáros. Porto Alegre. AlüMllHA Dretor: ERNAN RES LETRAS E ARTES OrttENTAÇAO OÉ JORGE LACERDA COLABORADORES: Adonas Fho, Afrâno Coutnho, Alcântara Slvera, Alceu Amproso Lma, Almeda Fscher, Almeda Sales. Apnonsus Gumaraens Flho, Álvaro Gonçalves, Anna Machado. Anor Butler Macel Antôno Rangel Bandera. AScendno Lete, Augusto Frederco Schmdt, Augusto Meyer Batlsta da Costa, Breno Acol, Brto Broca; Carlos Drummond de Andrado, Cassano Rcardo, Cecíla Mereles, Crstano Martns, Cro dos Anjos, Clarsse Lspector Cláudo T. Barbosa, Dalton Trevsan, Dâmaso Rocha, Dantas Mota, Dnah S. de Queroz, Euryalo Canabrava, Fernando Ferrera de Doanda, Frankln dejdlvera. Geraldo Ferraz. GaDneJ Munhoz da Rocha Guerrero Ramos. Gurtavo Barroso, Güberlo Freyre, Herbert Parentes Fortes, Herman Lma, Jayme Adour da Câmara, João Conde, Joaqurn Rbero, J. P. Morera da-fonseca, José Lns do Rego, Jorge de Uma, José F. Coelho, José Geraldo Vera, José S- Leal. Josué de Castro, Ledo vo Líga Fagundes Teles, Lopes dò Andrade, Luco Cardoso. Luís Jardm, Manuelto de Ornelas, Manuel Bandera, Marcos Konder Rers, Máro da Slva Brto, Màrc Quntana, Marques Rebalo, Murlo Mendes, Novell Júnor, Nel Dutra, Octavo de Fara, Olímpo Mourão.Flho, Olvera ê Slva, OttcMana Carpeaux. Paulo Rona, Peregrno Júnor Renato Almeda Renzo Massaram. Rbero Como. Rodrgo M F de, Andrade. Roger Bastde Rogéro Corção Roland Coroser. Ro^ sano Fusco. Rubem Báfora. Santa Rosa. Sérgo Mlhet Servulo de Melo. Sílvo Ela. Sylvo da Cunha, Tasso da Slvera. Temstocles Lnhares Thers Martns Morera, ümberto Peregrno. Vcente Ferrera da Slva, Wlson Fgueredo, Xaver Plácer e Eugêno Gomes. LUSTRA DORES: Alfredo ^eschatt, Armando Pacheco, Athos Bulcâo, Marcer, Fayga Ostraver, berê Cama»go. Lus Jardm. Noema. Oswaldo Goekt. Pauo O. Flores, Paulo Vncent. Renna Katz, Percy Deane. Santa Rosa, Van Rogger e YHen Kefr. - O PNTOR LUZ, bu/kts uda uma que. francamente, uexa a gc»- ACONTECE.c mprestável e desluddo. vvendo c aprendendo, sen» a menor ouvda. K um crstão <ue acredte nesses amgos ursos «ns artes o da lteratura porque n lteratura, udo assm com Anta, é lupanar c não arte que se entreflue mprudentemente, que confe o seu san- luc, que se esbodegue na osperu de um apoo, de um auxlo, de uma mserável esmola no nstante supremo e no momento extremo. Os mecena* voltam os costados, ndícrentes. nsensíves, e mergulham a torrada no chá como se nada dé trágco houvesse aconteceudo. Tudo sso, naturalmente., vem a propósto da morte de alguém, e alguém qne não conbec em vda c muto menos no fundo da morte. A propós. to de um pntor. Ho pntor Luz Soares; Recolhdo a um as»o de \c- hos desamparados, com uma pensão votada pelo Congresso Naconal qne não chegou a receber, o pntor morreu na n* dgénca. Mas nâo vamos cupar o governo, o povo c o pas. Não vamos, a propósto desse morto qne atravessou a vda como.orna crança, fazer demagoga. Nada dsso. O pntor Luz Soares, pernambucano e tão pernambucano quanto. o Lula Cardoso, morreu na: soldão de nna estera, sem lágrmas e sem amgos, tão somente porque, quando vvo, nâo ans e nâo soube compreender que n mas dfícl cosa neste nundo- é precsamente a caolha «dos amgos..vvo,, enquanto po> da mover os dedos e mexer as tntas, enquanto poda presentear os quadros e ofertar as. telas quantos amgos! am bater a porta do seu quarto de pensão, al, no Ca Vete. am pedr que assnasse manfestos polítcos, que partcpasse de grupos "do povo", que concorresse com quadros para os lelões suspetos. ngênuo, sm. pos e humlde, o artsta não saba dzer não. Não saba mandar os ratos para o n!crno. Não saba grtar um palavrão. Não: saba meter a mão na.cara. Acredtava, sempre rsonho e bsonho, que os amgos hão faltaram. 0 anjo que peregrnando pe-. o estrangero, se esquecera de desvar os olhos do unverso da pntura para enxergar...-.o. egoísmo humano e a rudeza- do coração, não poda prever e não poda alcançar o crculo que armavam em torno do seu corpo jâ alquebrado. Não perceba que os falsos admradores, as borboletas noturnas,, os cafageses que cheravam o possbldade fnancera do seu trabalho, pressentam o seu fm próxmo c ambconavam furtar para as própras algbel. ras o valor ndscutível das suas telas. Beba o anjo o seu café entreos negocantes. Os. adoradores da arte e como são safados! -, da a da, reverentes e bajuladores, arran= cavam das mãos do velho Urco e sonhador um pouco da sua carne, uma porção do seu sanguc, um pedaço de sua alma. Arrancavam os quadros de Luz Soares e se dzam corretoros. Podam vender. Podam arranjar compradores. Esperasse. Para Luz Soares, un menr. no aos sessenta anos de dade, aquela era uma gente extrnordnara. Gente superor que dscuta o equlíbro do seu pncel, exaltava sua força cradora, perceba suas qualdades, c descobra detalhes mperceptves. Punham, à sua frente, a mesa de chá que sempre compra a glóra. E, quando se sentu enfermo, quando já não dspunha tubos de dnhero para adqurr e molduras, quando mpossível se tornara ergucr a mão e rscar o carvão - tarde, muto tarde. Mas, emt bora aão soubesse cobrar, cmbora prefersse gemer de fome a ndagar do amgo do destno do seu quadro, a verdade era que ele, o pntor Luz Soares, tnha o bastante com que vver e morrer. E asse bastante estava al: Nas paredes dos amgos ursos! Açora, um velho doento, un morbundo que esperava, a \ DJAMA VANA qualquer momento, a nfalível vstação. Em vver, talvez Jã nào pensasse. Mas pensara talvez cm morrer corno \vera, detado em sua própra eu. ma de ferro, longo dos olhares assustados de outros ndgentes c outros mseráves. Fechar os olhos pela ultma vez ôle, qne sempre tvera os olhos mas claros que os raros sem dreto ao menos a um lenço para cobrr a faee, sera postvamente demas. Apelou, então, para certos amgos. H estes amgos, os derraderos, levaram o seu apelo ao Congresso. Aqu, porém, começa uma hstóra hedonda a hstóra da chantage que se faza cm nome da amzade. Uma hstóra monstruosa. Enquanto a rotna parlaruentar evoluía, lenta c excessvamente lerda para quem já conheca a extrema necessdade, os sngulares amgos que antes arrancaram os quadros do artsta, e que os tnham sob sua guarda, esses se esforçavan obstnadamente paru fechar no aslo o ndgente. Pre. rso, a todo custo, que o pntor Luz Soares hão se lembrasse de reaver as suas tetas. Alguém, c que me pedu rao revelasse o nome, assegura com que, a venda desses smples quadros, o pntor podera ter vvdo decentemente e deecntemente aguardar a decsão do Congresso. Efetvamente, sequadros -o pntor dexou espa- Jhados, em mm dos amgos que custara então a esses amgos da onça organzarem uma exposção? Qne custara um apelo à mprensa? Que custa, ra despertar o nteresse publco? Mas, dura e hedonda, a verdade* e esta:. Os amgos queram o pntor no aslo, na mséra, na morte que ele nâo mereca. 1S o* amgos assm o queram porque tnham suas telas pa- 03,número íe "Colégo" se encontra em crcolação o tercero numero JA da revsta "COLÉGO", de S. Paulo, cuja aparção este ano consttuu um dos mas excepconas acontecmentos caruras do Brasl, pelo seu espírto cultural, pelo estudo de problamss estétcos e socas a que se propôs e pelos atrbutos de nte- Vgênca e de renovação que a caracterzam... Nesta numero, entro numero- õ ffo e*f*r# *M«HNMt ) SM*a>«ncMM,.««MMnMMjMh «MM»MUM. J-... ^ * ** " **" > -ja^s_^.su, < > -n -. 1L!A *...» ns^***-**^*"^*1.. _ **" " "«* * >>w «M SUk - <nu V M. -:- >m*j*~tomumm->7]7 uomuw tfuon.w «unoj sos ensaos, poemas e págnas de fcçso, destacam-se os seguntes trabalhos: "A geração de Brnslo Machado", de Almeda "Sgnfcação Saltes, da Lteratura Fran- c:sa", de Roland Corbser, "O ProLerna Demográfco do Brasl", de Luz Amaral, " Carta a Cássano Rcardo", de Cassano/ Rcardo, "Sertllanges", de Margarda Corbser, "Do espólo de Sant- Exupsry", de Alcântara Slvera, poemas de José Tavares de Mranda e Mara José de Carvalho e um excelente conto de Francsco Braslero. Sccções sobre cnema, teatro, musca, crítca de lvros estrangeros e naconas, notas e comenárost enrquecem anda mas este número de "COLÉGO", todo êle realzado dentro de um erréro que se valorza pela sua seredade, seu sentdo construtvo e sus atmosfera de cjbjíc. -.;;«í.ít»f 1 *««MMMVO* ra, íjíô-: : morte, estabelece o negoco c o lelão. A morto abrevada talvc» por ter desoobcro a gnomldosa chantage, ò provável que l.uíz Somes não tenha gnorado, antes de car rremedavelmcnlc. na prostafâo, que cses amgos lutaram para que se retardasse a entrega da pensão votada pelo Congresso. Queram-no sem forças para leclamar, sem vos para pedr, sem pés para andar e, reclamando, pedndo e andando, servr-se da pensão como base para recomeçar uma outra vda. D? tudo, porém, dos* detalhes desse ahomlnãvel epsódo, é precso qne fque bem claro o segunte: Sc o putor Luz Soaresdsponha «fe quadros, se esses quadros estavam e anda estão sob a guarda de certos amgos, por que esses augos não se apressaram a devolver o que nâpth s pertenca? Por «tc, prudentes c dscretos, não se mover»m quando a repor* ígem do matutno "O Jornal" nformou a tolorosa stuação cn pntor? K«.por que evtaram acompanhar o corpo? Sobretudo, por que se acobertaram n.o slenco e no anonmato? O mesmo matutno, notclandoo solláro enterro do pntor presmte apenas ps co- «eros, um repórter e um des-. conhecdo, sugera ser posnível erguer-se um mausoléu com a venda desses quadros. Esses quadros, pos, exstem. E,, se exstem estão cm mãos do amgos, dos amgos ursos. Agora porém, o pntor já detado sob os seus. sete palmos de terra, o pntor já morto sem saúdades c sem herderos nós, nó? que não o vmos uma só ez a vda ntera, nós que acompanhávamos a dstanca a sua passagem, nós queremos, perguntar. E perguntamos: Quem são esses amgos? Quem sabe por a de alguém que, tende convvdo com Luz Soares, possu os quadros de l.uz Soares som qne os tvesm* adqurdo por compra? Esses amgos, sujetos que naturalmente contnuam arrotando cultura artístca e safadezas, precsam ser apontados e dentfcados como autêntcos gatunos. Eles furtavam um vtlfao necesstado, roubaram um anjo, zombaram do dea- lsmo e da boa vontade de um artsta smples de coração e ngênuo de alma. Perversos, esses ladrões sem escrúpulos «sem remorsos certamente supunha:» que, oom o enterro, a oportundade se ofereca de trocar em dnhero a vocação e o trabalho do pntor. Supunham que sera faell apregoar em suas negras tendas o san-. gue e a dor, o sofrmento e as lágrmas daquele que confundrá a terra com o céu e o homem -pondo com o rmão. Mas, suassm, enganaram-se. Enganaram-se. repto, porque eu, o velho Djalma Vana, homem de coração de pedra, tpo que não "va em papas e nem em ladanhas, estou resolvdo a grtar: Onde estão os gatunos que roubaram Luz Soares? E que vocês meus letores, jã que anda é cedo para entrar a polca em ação, fquem prevendos. Que vocês, letores, não se ludam: os quadros de Luz Soares vão começar a ser venddos! Com os olhos abertos, as màos também.abertas, exgem de quem quer que fale em venda de um quadro do pntor os documentos - de compra e venda. O vendedor não os tend0, já sabem: Chamem a polca! E que nnguém se dexe levar por essa hstora do pntor ter oferecdo a trste morte do pntor, em um aslo, sem amgos e sem recursos, elmna radcalmente semelhajte argumento. Luz Soares, o pntor, morreu na mlsera. Morreu soznho. Morto, N quase não teve enterro. Enferrado, não tem mausoléu. Luz Soares, pos, no fundo í da; terra, na quadra do cemtera, precsa dos seus quadros. E esses quadros precsam ser recuperados. Mas, mesmo que não o sejam, a sua magem permnneça como um exemplo para os que fcaram. Um exemplo que não pode e nem L ílcve ser escpççdó,

3 V. Domngo, /? T H A S h% A l T l $ Páqhg 3 5tl,., Lvro de esfréa de Vcente Ferrera da Slva 4 Acha de ser publcado, pelo nsttuto Progresso Kdílmlal de Suo Paulo, o lvro de estrela de Vlwnlo Ferrero d» Slva, nllulado "Ensaos Flosófcos". Nesle volume, em que oslfp reundos város trabalhos quase todos nédtos, o jovem pensador ma BÉLcr paulsta afrma, de manera ncqulvoea, a sua npvdáo. tão rara no Hrasll, para o estudo (. a medlação dos temas da flosofa. Trazendo uma contrbução que p.-la segurança c profunddade com que se apresenta, está destnada a despertar o mas vvo nteresse nos círculos ntelectuas do pas.. Ressaltaríamos, entre os trabalhos publcados nos "Ensaos Flosófcos, o captulo dedcado no exstencalsmo de Jenn-Paul Sarlre, que c, talvez, o que de mas já se escreveu entre nós sobre o autor de "LEtrc et lc Neaul". Esperamos que o lvro de estréa do fundador do "Colégo Lvre de Estudos Superores", receba da crtca c do públco o acolhmento que merece. Uma de Capstrano de Abreu Conta Domíco da Gama que Capstrano de Abreu, nas cartas que lhe escreva para a Europa, lmtavase a pôr semente como endereço "Pars", certo.de que, sendo o servço postal muto bem feto na França, não lhe sera dfícl encamnhar a carta para a resdênca do escrtor e dplomata. Aconteca, porém, rem as mssvas para a posta-restante, onde Domco da Gama regularmente as recolha. Um edtor braslero em Pars Os semanáros "Arts" parsenses c "Gazéllc de:, * Lettrcs" em números recentes acabam de fazer alusão às ncatvas edtoras de um "pur a dste", que sob a desgnação "La Presse á Uras" vem publcando com carnho c bom gosto "plaqucttcs". precosas Êssc "pur artslc" "Arts* que desgna pelo smples nome de Montero, não é outro senão o nosso patríco Vcente Rego Montero, pntor pernambucano, que há mutos anos resde em Pars um contato muto ntrao com a vda artístca e ntelectual francesa. lguram como últmas edções de "La Presse à Uras", as obras "Menaces de Mort". de Perre Seghers que, por snal, fo também ultmamente o edtor de um braslero, o Sr. Tavares Bastos c "Messagc amcal de poese", em que o; nome de Seghers se assoca ao do própro Rego Montero, de Máürlcc Fomkeure, Jean Foílan o outros. A propósto úo aparecmento de no Brasl" "ngleses A Socedade Braslera de. Cultura nglesa recepconou, no da 26 de novembro últmo o escrtor (llberto Freyrc, que acaba de publcar um mportante ensao sobre "ngleses no Brasl". "A reunão esteve muto concorrda, tendo Glberto Freyre ocasão de oferecer ao embaxador da Grã-Bretanha lm exemplar fora de comérco da referda obra. Dscursaram durante a cermôna, além do autor de "ngleses nó lrasl", o Sr. Afonso Pena Júnor c o embaxador nglês. Uma coleção de clásscos Dgna de atenção é a coleção. "Clásscos. Jackson", que acaba de aparecer, em vnte volumes e no. qual. 6 apresentada cm excelentes traduções, com prefácos e notações, uma seleção de obras fundamentas da l-. teratura unversal, como a "Dvna Coméda", os "Lu? sadas", de Camões, as "Orações", de Cícero. Dos.nomes brasleros fguram, com muto acerto, nesse quadjro: Joaqum Nabço c João da Slva Lsboa, csçrtores que para a -língua portuguesa, possuem realmente a categora de clásscos. A coleção, organzada pelo Sr. Henrque de Campos, que sem nenhum esprto de mprovsação, se empenhou em nos dar um (trabalho tanto quanto ppssvçl perfeto, vem nds- cutvelmcntc suprr uma falha em nosso meo, onde Dscasseam traduções de* clásscos e não exste nenhuma adção no felo da presente. Deve-se anda -salentar a apresentação materal e gráfca dos volumes, luxuo-. sa.c elegante. Amadeí Amaral, prosador ncando a publcação das obras completas de Amadeu Amaral, a pê apresenta hoje o lvro "Tradçòes populares", reunndo uma sére de estudos folclórcos que de certo se conservaram nteramente M& «á^p gnorados não fora essa ncatva oportuna. Amadeu Amaral reuna às suas qualdades de poeta as de perqusador erudto. Seu própro estlo na prosa é um estlo de erudto, sem arroubos, sereno, calculado e precso. A publcação de suas obras completas va revelá-lo a um /flanüe puúvcí sob esse1 aspecto pouco conhecdo: o le prosador, no qual êle atngu, sem dúvda, um alto grau de apuro e segurança. Contrbução de Affonso Penna Jr. à Exposção de Artstas Mneros Por ncatva dp Sr. Machado Sobrnho, prc.sdente do Centro Mnero, será brevemente realzada nesta captal uma Exposção de Quadros de Artstas Montanbescs. Essa mostra de arte, que está sendo esperada com 0 maor nteresse, apresentará o desenvolvmento e us dretrzes das ar!es plástcas em Mnas. O acadêmco Affonso Penna Júnor,-amplando o nteresse dessa mostra, cedeu aos expostores quadros de Aníbal Matos, Fernandno Júnor, Geneseo Murla, Ester de Aljasda Alatos e Cornclo Pena, Pronst-Clube S FUNDADORES do "Proust-Clle" brnslle. ro, organzado com o fm de corresponder á projeção do mportante acontecmento Utera- Oro o ano - a publcação, cm português, de "No Can nl. de Swann" elegeram a nova composção do referdo movmento, para o trlcn,, , que flcò assm consttuída: Conselho de Admnstração Jayme Adour da CAnura, Lúca Mlgüel-Perclrn c Augusto.Meyer:.Conselhos Técncos OetacUlo Alecrhn, da Dvsão de Estudos; Kvahhr Coutlnho, d. Dvsão de Temas, Josué Montelo, dn Dvsão de Doeumenlaçáo, Álvaro Lns, ü» Dvsão de Cursos, o Eustaquo Duarte, dretor da "Provínca de Combray", rcpertôrlo de estudos a ser lançado pelo Clube; Conselho dos Membros Ttulares: Adonlas Flho, Afonso Arnos do Melo Franco, Alcântara Slvera, Alcdes Carnero, Almeda Sales /Antôno Bento, Antôno Noronha Santos, Augusto FrerVneo Scbmdt, Carlos Drumond de Andrade, Cro dos Anjos, Jorge de Lma, Jorge Lace.-- da, José Conde, José Lns do Hego, José Smcão Leal, Ledo vo, Lgft Fagundes Teles, Maro Qunlum, Mauríco tosenblat, Otávo de Fara, Prudente de Moras Neto, Halmudo Castro Mnya, Roberto Alvm Corrêa, Hocha Flho, llu Coelho, Saldanha Coelho, Santa Posa, Sérgo Buarquc de Holanda, Tcmstòçlcs Cavalcant, Valdemar Cavalcant e Voleta Alcântara Carrera..^; Um prêmo de 20 ml cruzeros para o melhor lvro sobre Slvo Romero Seguúlo notcas procedenles de Aracaju, ò fl«- vernòdor ü"rntano vem de sanconar le da Assemblèa Legslatva do Estado nslttutulo um prêmo, na mportanca de vnte ml cruzeros, à ser conferdo ao autor da melhor obra sabre Slvo Homero, publcada até lc de abrl de 1951, quando se comemorará p centenáro jlé nascmento do grande escrtor braslero. O julgamento dos trabalhos apresentados será feto por uma comssão consttuída de membros da Academa Sergpana de Lctras% do nullluto Hstórco e Geográfco de Sergpe c da Assocação Serr pana de mprensa. "0rféu" -Poesa Dentro de alguns das sará um número extráordnáro de 0UFEU revsta vtorosa dos novos do lo dedcado exclusvamente ã POESA de Colaboram neste número: Paulo Armando, Fred Pnhero, Gulherme de Almeda, Darcy Damasccno, Osvaldo de Andrade, Marcos Kondcr Res, Cecíla Mereles, Fernando Ferrera, de Loanda, Carlos Drumòntl de Andrade, Afonso Felx de Sousa, Tasso da Slvera, Sérgo Mllct, Scbmdt, Murlo Mendes, Ledo vo, Paulo Mendes Campos, Mauro Mota, Alpbosus de Gumaraens Flho, Wlson de Fgueredo. Bueno de Bvera, Jorge de Lma, Domngos Carvalho da Slva, Cassano Rcardo e outros. O lustre crtco Álvaro Lns antes de partr para a Kuropa, assm "Ela se manfestou sobre a revsta ORFEU: revela c apresenta boje os autores que certamente rão ocupar os lugares de comando da vda lterára, suhstfundo a velha guarda, quando esta houver eu- 7 cerrado, o seu cclo. Mas tarde, ORFEU será lembravdj como boje recordamos KLAXON ou ESTÉTCA; ^ com uma ^sgnfcarão hstórca." Endereço da revsta: rua S. Luz Gonzaga- n; 41í). Dstrto Federal. < Jmpo^te lyro de Suzanne Labn sobre a Rússa de hoje Entre a vasta lteratura sobre a Rússa de hoje, a obra que escrevéu a. socalsta francesa Suzanne Labn, e que fo lançada concomtantemente em espanhol e portuquês, sob os títulos "STALN EL TERRBLE" e "A RÚSSA DE STALN". A edção espanhola fo publcada em Buenos Ares, e a edção portuguesa no Ro de Janelro, pela Lvrara AGR Edtora. Dada a grande repercussão, verteure a obra par? o francês, sob o ttulo "STALN LE TERRBLE", seguda por uma edção nglesa, esíando prestes a sar a tradução talana. E -uma oura de pesqusa, que sonda, com rara objetvdade, as fontes orgnas russas, as estatístcas e documentos ofcas sovétcos, traçando um quadro verídco da Rússa stalnana, sua orgem, seu organsmo governamental, seus métodos dtatoras, seus planos e consprações nternaconas. E um lvro sereno, que surpreende e convence, "êle pos, trata a verdade com amor e a mentra com ódo", como tão bem dz Carlos Lacerda no prefáco da edção t)rasllera Ḋurante a guerra passada, Suzanne Labn vveu como cx v da em Buenos Ares, dedcando-se ao jornalsmo. Colaborou, gualmente, em jornas brasleros. A escrtora já se encontra de novo na França. "Krteron" n. 4 % Encontra-se em crculação mas um número de "Krteron", a esplêndda revsta de cultura da Faculdadc de Flosofa de Mnas Geras que ohedece a ntelgente dreção de Arthur Versan Velloso, J. Lourenço de Olvera, Eduardo Frero, Emílo Moura ò Maro Casasanta. O número 4 da magnífca puhlcação mnera traz colaborações de Alcdes Ferrera, Áchllc Bass, Arthur Versan Velloso, Eduardo Frero, Cláudo Brandão, Lvo Camcrn e J. Louronco de Olvera-. Toda a Poesa de Gulherme de Almeda Como lançamento de Natal, o nsttuto Progresso Edtoral de São Paulo, publcará Toda a Poesa de Gulherme de Almeda, em um só volume de 700 pá- Snas. paulsta, Este volume de poesas completas do grande poeta já 1-2 encontra nes prelos da Loô^,.<? Pr.c-n tlc José Tavares de Mranda Kbm "Voz em Urgâslulo". cuja, mera parte fo puhlcada no ;!." luuuéro da revsta "Colégo", losc a vares de Mranda, rompeudo com o sentdo da sua poesa anteror, eleva-sc. no plano da grnndc o eterna poesa. co»**ndo. a soldão e o desamparo dos lokms perddos no mundo. A temátca do seu canto dexa de- ser agora o passado do poeta, de suas aventuras e mpressões própras, para concdr com a s- nação mesma do homem* e com o seu drama essencal, com a nquclaçáo c 0 desespero da sua».«> ^ «. K* exstênca; de exlado, prsonero do Tempo o da menóra, prsonero tlc Deus (. ló pecado. Êssc poela, que Antôno Cânddo chamou certa vez dem puro, pertence h categora dos mpetuosos c dos ranshordanles, daqueles que não temem as palavras b cujo canto nasce do sofrmento c do sangue. Comelo Penna anda este ano Ao que fomos nformados, "Hepouso", o tercero romance de Cornclo Penna, va ser puhlcado anda, este ano. Assm sendo, o grande romancsta braslero comparecerá em 1!>4H como u:u dos mas mportantes momentos do corrente ano edtoral. Consta que, em "Repouso", jj dfícl c precsa arte de romaucsta de Cornclo Penna atnge o seu ponto mas complexo. O cenáro c uma pequena cdade do nteror mnero, na zona da mlnerafão, e a hstóra se planta, como as anterores, no terrtóro das paxões humanas sufocadas e ncompreenddas. Edtora a Note. Prêmos para escrtores e artstas mneros O governador Mlton Campos sanconou le da Assembléa Legslatva Mnera que autorza a concessão de três prêmos anuas no valor de 20 ml cruzeros cada un; no melhor lvro de versos ou prosa de autor mnero resdente no Estado, ao melhor compostor ou nterprete muscal t ao melhor autor de trabalho plástco nascdo c resdente em Mnas. O prêmo para trabalhos lteráros será conceddo um ano para o* melhor volume de versos, outro ano para o melhor lvro de prosa, alternadamente. gual crtéro fo adotado para a atrbução do? prêmos destnados à musca c às artes plástcas. Uma notíca falsa da morte do Eça de Queroz em 1894 A "Gazeta de Notícas", no seu número de 25 de dezembro de 1894, estampava a segunte nota: "O Pas" publcou ontem o segunte telegrama: "Eça de Queroz está agonzando". Surpreenddos com a notca, telegrafamos medatamente pedndo notícas do estado de saúde do escrtor e tvemos o prazer de ter como resposta esta smpleá "Excelente". palavra: Conselho nternaconal da Músca Popular O Conselho nternaconal da Músca Popular (luternatonal Folk Musc Councl), fundado em Londres, onde tem sede. em conferênca realzada em setembro do ano passado, com a presença de representantes de 28 pasess, nclusve do Hrasl, realzou cm Basléa, na Suça, sua 1" Assembléa Geral em setembro últmo, tendo a Comssão Naconal de Folclore de becc se feto representar por Mss Maud Karpeles, sua correspondente na (írà-lrctanha. Nessa reunão, além de numerosas e mportantes delberações, dentro do propóslo de preservar, dfundr e pratcar a músca popular e de desenvolver a compreensão e amzade eutre os povos, pelo nteresse cnnum dessa expressão folclórca, fo eleta a nova Dretora, presdda pelo conhecdo compostor hrtânco l)r. V. Vaughan. c cn cujo Conselho Executvo fguram folclorkstas de 14 países, nclusve, o llrasl, representado pelo escrlor Renato Almeda. A próxma Assembléa do Conselho será cn agosto de 15)50, em Montreal, no Canadá, e, no ano vndouro, realzará um festval na tála. O Conselho, trabalha de comum acordo com a Unesco e com a Comssão nternaconal de Artes Populares (CAR) com sede em ars. "Vaçem ao Reno do Ouro" Mas um lvro de Marna Trcânco, talentosa escrtora praccabana, acaba de ser lançado por uma edtora paulsta. Trata-se de "Vagem ao Reno do Ouro", volume de contos nfants, lustrado por Augustus, contando qunze decosas hstóras. Sobre Marna Trcânco escreveu Agrpno Greco: "Sabe envolver as cranças com seus versos harmonosos, mas sabe também encantar os adultos, entre os quas 4 me ncluo, sem esforço, vsto como já transcend da casa dos cnquenta... Seus poemetos são tecdos de alma e sonho, sto sem prejuízo da prosadora, que é das mas persuasvas, a aferr pelas lndas hstóras de "A Vagem ao Reno do Ouro". Una opnão de Camus Como alguém estranhasse a Albert Camus o falo dele não e^olvcr seus pontos de vsta polítcos no romance, o autor de "La Peste" observou: " Não eonfundamos as cosas. O escrtor já possu, para exprmr suas déas polcas, os artgos c os ensaos; elas nada Lêm a *a*e? no romance".. ; : : Correrpondênca e publcações lteráras devem ser endereçadas para Jorge Lacerda, rua Vveros de Castro. 119 aaayrt. 604

4 Pcgr. LTKAS f AHTES Jj Utí A* pergunta mu r.*yc* H «.O H..O U.VMM? Ml HÍH11OH l UC hltalmt. O* nu r nu porque nao habrauí* ü Mu «n norf. Não podemos m Mtnú<l. «ão como úwê >r m..«d» -d». B ct»»n nxgaçm nüo deve «ar-mhm n pvnottr nue n murle é o.ronlraro da vdu como o nnto é o contraro!o bronco, Armore é, antes d* tu. do n uu-r-nta de nutrem da* quele a < amamos ou 4 qu<;u parcrumoa ter amado. Nossa marte «a ausõncla daqueles j:tm «n < uas seremos nu*cntes Mjondo que, ncs*n nuhmcu pudéssemos ter uma comu-lém» da ascnc.t dua outros, o < u<..pllcaro uma vda para «lím «n morte uma vda para a qual oh morten seram os vvo-» Não podemos conceber a morte senão ntravn de uma conscênca f«"*>ld, uma conscênca ctclfcada sobre um vazo, uma *ombra em que bc afoga c perde pé toda a forca de nosso amor. Porá da, a morte anda sgnfca, lo é senão uma transformaçl» molecular que nenbuma razão temos para fxar num nome, pos não expermentamos a ne. ccssdnde de dnr nome k» mutplns metamorfoses de! * f* fazem as etapas do que chunamus nossa vda. A morte não c aenâo um despedaçam e to da presença, da pres-n a do outro, daquele que se va. S*>.tent«por uma analoga arbtrara é que supomos que seja também um dospcdaçnmento para quem parte. como se lhe cumpr*«<* as- sstr à ausênca dele mejno c ao afastamento daqueles q".etn dexa, um afastamento ndefndo em que eles se perderm no nada. Podemos cníão surprender-nos a nos perguntar se pode acontecer que os mortos sonbem. Sc nua conscênca adormecda é análoga ao nos-o sono. Essa louca pergunta pr^pom pelo nosso amor está condena»!» QUE SONHAM m permanectr sem respustu pos põe «m cauna tunentes, dos quas uuüa Huhvmos? cuja reubdade pura nós ae reduz ao desejacamento que noa causam, Tud quanto pensamos dos mor»os tfrnmo-to de nos meamoa \ unca morte de que podcmo«falaé que trazemos em «osso euração. Só há mortos porque ha vvos. B se a morte é»m dospedacamonto para o» Vívoh o que elea na» podem concebe" or mortos senão como vívoh, "«otroa" vvos, vívoh "à margem", vvos conscentes de sua morte, mergulhados na ausênca de s mesmos e dos outros, estruummente semelhantes a nós me* mos, freqüentemente estranhos ao nosso ser e trwpesad» ncnle oprmdos pela ausênca de tr.dn quanto nos foge. Os vvos e oa mortos confundem-se na «resmn multdúo. Essa promscudade tal qué se torna razoável perguntas que sonham oa mortos. A pergunta pode ter um >endo concreto. Quando o des-edaçv monto da ausênca chega ao apogeu, «omos moros-vvos. Com que sonhamos então? Sc bem que todos os vvos arrastem um pouco de morte com sua vda, fcará ao crédto demoníaco d-.* nosso século o ter nventado? morto-vvo. Seu estudo está longe de esgotado. Excelentes laboratóros foram montndos. Sen nstrumental centfco é de prmera ordem. São os campos de concentração sabamente orgnnzados para a cultura da» mortos-vvos. Esses mortos-vvos sonham. Em que c como? Éo que procura explcar o ar. Dean p, arbqvsse nmmm Cayrol em «dmravel estudo em "cmps Modernos", Bste teatemunho more e uton.ào Muto nos eka sobre a vda e tave* sobre a morte. Recorda-nos ambem a gnomína do homem c sua grandenn, esícs dos pólos de todo «unverso, mesmo "concenraclonaco". Os buuus que pussaram pe. a cstrunara experênca da ;mortc vl-a a únca morto que possamoa conceber (c Je»" CttyrU é desses) tocaram aos conls do ser, aquele lmte para alem do quul a exstênca oscla. Entre todos os cqulbros compensadores para os "5 quas pode operar-se deslsamcalo, só há um. «avez multpo, que totalmente gnoramos: ó a uo-te propramente dta, acompanhada duquela ruptura defntva com o corpo, pelo me.. nos com o que conhecemos, es«o eompanhejro famlar e opaco de nossa exstênca terrestre. Mas, antes da cohumavão da ruptura, há uma gama toda de para-cxstehcns talvez análogas n morto. O unverso do souo nele ocupa lugar essencal e o morto le -le.an Cayrcl é o ú tê o sublnhado. Ela não está em erro de pscanálse. Ela não está em orro, :mus não basta. O sonho tor. na-se a realdade, ;» UÍo de quv oe vy>, aqulo para que se aohrevve. líu.»lca o espolo cartutl e o smrc deses»erndamen.e, apaxonadamente. Transpõe o tempo v^so da véspera, essa tempo nmgo e mudnd^. Alas Jean Cayrcl dz tudo sso d? bem melhor -manera: "Cada mnuto do da tnha assm seu "duplo", o que a todot dava. OS MORTOS?, uma mp rasâo <rte "souuar ucordado",e*»c no»cuao daltesco, ^lo «aupur C mono do fascnarão dante dos latos nu» doa como dauto dos v«rdu»«s à espreta, permtndo «uprjmr "wmccntraclonaroa- nào se chamavam a noeão de tempo, ü» - l meamoa, deade J&«, n>o. tos-vvos"? Todo Jnstante l»nb "lace", ma outra que so era decfrada pelos ncados de que {avamos parte, e,.para alguns sso provnha do brlho que n?- les poderam ter ndcfndnmente seus sonhos noturnos. Notemos, de passagem, este desequlbro ante a noção do tempo cotdano, que ao prsonero escapava através de todo o sstema do espanto que srtfra, e essa brusca revelação de um tempo "ntemporal" conservado, pétnfcado em seus sonhos, que por assm dlotj cttrrnsava-lhc o ser; atrado como uma pelota, da clandestndade de sua verdadera exstênca humana pura esta "replca" nfernal do campo de concentração... Mutas vezes, este sono não era o re> pouso de um bruto; tornava-se uma espéce de relcaro dt* um pássaro talvez fenecdo, mas que se transfgurara quando agumas magens fulgurantes chegavam a esboçar mesmo os lneamcntns do regresso. Eote bo. no era, para cada um de nós, a prova de sua nào-descada. o "postvo" de sua vda negatva do da". E Jean Cayrol evoca com horror os requntes que poderão ser ntroduzdos nos pro. xmos campos de concentração, "onde se poderá arrebatar ao homem o dom do sofrmento, o? Domngo, ultmou recurso» de MM Ml* te.*,, t fm de «orná-lo aoen. le un "ohjtto" <e d«oato antes da cneuuda de seu» verrfugus". Ecws rwullm * PUdorlam ser obra nenào de enr» russos enja up va«eru cresce»- «8 em fuwvao da 4alel CMla t** - nca, o que nüo é nveroülmll, porque, para otctcsflca* o ao. trmeno, cumpre nalvmrdar ao menos un vslumbre da *onsrcnk de sofrer, mesmo quo nesse vslumbre retda o ultmo refugo de salvação, a derradera possbldade de auperar o sofrmento pela conscenca qw«àvle ae poaaa tomar, fonte eterna c neagotavel do» unkcraoh de tompenéafo. O estudo de Jean Cayrol nlo se reduz a uma medtação «obre us sonhos do» mortco-rlvm. Da umcrnuoh cxcmploa. Em odos, o sonho é sempre uma afrmação da vda e a recordação do sonho uma voka & realdade. Mus, após a lbertação, apoa o retorno à vda normal, que a» tornam «k sonho» desse» que foram "tr.ortos-vvo»"? Slmple» pesadelos! A decadênca do sonho o evldente. 0 "sagrado concentraeonaro" expelu uma Unha turra. Parece qoe oa que voltam não mas têm força para vver «eus sonhos. "Como conaegur vver o que «<"«aparecera duraatc s.aos em sua forma aluennnte?" Será precso advnhar através dessas lnhaa uma nostulga d<» 8<»nho "concentradonaro?". O resgate da vda felz sera o não mas saber «onhar, não mas "dobrar" o geato cotdano. "A negra mensagem dos campos" é a de ter ensnado o preço do fconho. É mas dlfcl sent-jo no mundo banal dos homens que se julgam lvres. Somente as cranças e o» poe«as conseguem-no. Ma» os mortes, os verdaderos mortos sonham como vvem e vvem como sonham. A prova da volta é-lhes poupada. há varas horas pelas magnífcas RODÁVAMOS estradas talanas, naquela ncst)ccvel vagem de Mlão a Veneza. Túamos anda bem vvas na memóra as belezas que varas cdades nos proporconaram nos camnho» da véspera. E, enquanto o carro deslzava pela autoestrada, desflavam cm nu&sa mente n ntga greja de San Zcno Magfcurc, com seu nteressante Portal; a extraordnára Madonnn entronzada de M".ntegna, os altosrelevos do Ba- tstero do Duomo, «o secuo..; o 1alazzo deíl Consglo e La Logga, todas estas maravlhas contempladas em Verona onde * vramos o túmulo de Romeu e Juleta e o Palazzo dos Cappellett, famíla da celebre amotosa; de Vcenza recordávamos anda o evocatvo Castelveccho, a Logga dél Captano, de Palado, a Pazza de Sgnor e a Torre dellorologo, de 60 metros de.-""" a. Em l;uuova pudemos ver a Logga Amulca do Palazzo Communale, de rara beleza arqutetoíí a, c havíamos»nos extasado na Capela da Madonna dcharena, do ano de 13"3, com admraves a frescos de Gotto," entre os quas se destaca o Juzo Enal. Padova fo mot:vo especal de atração pura nós porque lá,, vveu o taumáturgo Santo Antono e, por concdênca, chegarames na cdade apenas dos das depos das festvdades do Santo, as quaa tínhamos aprecado de orgnal manera, passando por váras procssões, no vale do Pó, nas localdades de Casae, Trno. Cresccntno, Chvasso, Aglano, durante o percurso na rodova, de Mlano à Tvrea. Fo com partcular emoção que, depos de termos dexado para trás o Paesc Dolo, começamos a avstar a Campanle de Mestre, ao longe^ e a sentr no rosto a brsa do Adrátco na. quela bonta manhã de junho. Menos de uma hora depos eslavamos na grande ponte curva de cmento armado., obra moderna da engenhara talana, e dexavamos Mestre a N. E entrando em Veneza. Aí estava, dante de nossos olhos, a legendára cdade que celebrara seu ultmo "Sposalzo,,: de Maré" em 1797, quando então, -psada pelo tacão da bota do aventurero conqustador quo servu de modelo para outros tranos que a nglaterra derrubara, dexou de ser a grande Republca para contnuar o suavo mperalsmo das artes, partlhado com Frenzc. Venera é consttuída de 117 lhas, artfcas em sua maora, formadas de estacas, lgadas por *0& fontes, a maor obra REMNSCÊNCAS DA TÁLA O ADRÁTCO REFLETE UMA BASÍLCA DE OURO construída sobre estva que a hunatuudc conhece. A admrável metrópole surge como estranha for aquátca, da lagoa de Vcncha, trecho domar Adrátco solado por uma sere de bancos de area que lgam a Punta Sabbon a Chogga, ao Sul. Quem chega por terra, percorrc a estrada que avança sobre pontes, ao atngr a cdade, ate uma praça que lembra, sob mutos aspectos, nossa Praça 15, onde atracam as dversas embarcações que fazem o trafego dos canas, sobressando as famosas gondolas. Quem vem por nar, desembarca na Pazzetá, pequeno logradouro que conduz à célebre Praça. de S. Marcos. ; Dexamos nossa camonetn no C. andar, sto é, no terraço da orgnal garage da -qual temos aqu ro Ro uma replca, na Lapa, junto dos Arcos, e tomamos uma gondola para nosso prmero passeo ao longo do Grande Canal, ladeado pelos mponentes e vetustos palácos de mas de anos. Emoconados, desflavamos por entre aqueles hstorcos edfícos que nos falavam dos Venctas, -dos Doges, dos Dandolo», dos Faleres; c evocavamos nvoluntaramente as esplenddas cermonas naconas do Sposalzo de Maré, durante as quas o Doge, param entado, cercado dos altos dgntaros da Republca, com a assstênca do» embaxadores estrangeros, tomava o Bucentauro - embarcação luxuosa c especal para o rtual, a para o alto maralem dos bancos que separam a laguna do Adrátco, e mergulhava um anel consagrado nas águas, pronuncando as "Desposamus-te,.palavras Maré", sgnfcando o podero marítmo de Veneza. Percorremos o Ro d Palazzo, passamos sob a Ponte -dos Suspros, celebrzada nos versos do Chld Harold de Byron; admramos a Casa de Ouro, o mas elegante paláco da cdade; aprecamos toda uma sere de palacos magnífcos, tas como o Bpnelll, o Grman, o Vendramn- Calerg onde mormíu Wagner» CORONEL OLYMPO MOURÃO FLHO a bcja»reja de Santa Mara dela Saule. Fnalmente, desembarcamos no cas da Pazzetta, ladeado pelo.palazzo dos Dogcs e u B»;Hoteca. Duas mponentes colunas, trazdas de Constantnopla no. século 12. erguem se de cada la-, do formando a Porta monumen- tal de entrada de Veneza. Pela» costas, pode-sc dvsar a catedval e seu belo campanáro, ormando o fundo da celebre Praça de S. Marcos, cujas outras três faces são consttuídas de mponentes pal«cos de mármore. Napoleão, referndo-se ao admravel logradouro, dza que era o mas -belo salão da.europa, felz comparação, pos para onto, falta < Praça apenas um teto. Por sobre aquela majestosa beleza, anmando-a, arrulham mlhares de pombus que voam ncessantemente de un: edíco a outro^ poupam no chão, marscando, ora solados ora em bnn. dos formando verdaderas rcvoadas. E quando na Torre do Relogo os -Ggantes de Rzzo batem, com orrt»rm 8 marfeelos, no gsanv do -sno as ses horas da tarde, hora de almentar ob pombos, de toda a Veneza aos mlhares acorrem as aves, -e com o í U lar das asas nvadem rudosamente a Praça, cobrndo trechos nteros do psa, na dsputa dos grãos. É um espetáculo de admrável beleza, capaz ;por s só tíe justfcar a.vagem, não fora o mágco. jlaaectó da Catedral de ouro enchendo a Praça com sua magnfcênca, que se reflete ha anob no Adrátco. A construção da greja, que era quase uma copa da de Santos Apóstolos de Constantnopla, fo ncada em 830 A. D..por ordem do Doge Govann Partecpazo e, depos de destruída por um ncêndo, reconstruída em 976 para novamente sofrer modfcações em Durante séculos, os navos da Republca chegavam de toda parte -trazendo materas e Objetos precosos e ornamentos para a construção da Catedral de ouro, que muto sangue, lagrmas e desespero cüs;&u a«s nfelzes povos domnados pelo mperalsmo da orgulhosa Cdade. No seu conjunto o mas rco e harmonoso de toda-a crís. tandade S. Marcos apresenta a forma de uma cruz grega com quatro cúpulas prncpas, bzantnas, em cada extremdade. Na de Oeste está a fachada que cobre o atrum. Essa é coroada por oto cúpulas. menoreb e tem cnco Portas, sendo o do centro, mas alto e largo, encmado por um frontão dante do qtal se stua a celebre -quadrga de cava. loa de bronze, de 1,50 m. de ato, levados de Roma para Bzanco por Constantno c de lá trazdos para Veneza por Dan dolo, depos da queda de Constantnopa, em V Napoleão, na sua vasta rapna, levou-os para a França em 1797, tendo afnal, a tnerante quadrga retornado a S. Marcos, após a queda do prmero mpéro. Os outros Portas são gualmente encmados por magnífcos frontões, comjas rcamente ornamentadas de altos relevos, as quas envolvem quatro tnvpanos, cada qual servndo de panel a uma hstora contada cm mosaco. No segundo frontão do lado sul, acha-se representada a chegada do corpo do Santo e Veneza e sobre o do centro, a estatua de S. Marcos, com o Evangelho e o leão alado. O nteror ó magnífco e ultrapassa o exteror cm pompa e magnfcênca. Tcoflo Gauter refere-se a ele dzendo: "f uma caverna de oro, esplendda e sombra, ao mesmo tempo cntlante c msterosa". As paredes süo forradas de mármores, pedras precosas e alabastro. O teto 6 nteramente guarnecdo de mosacos dourados a ouro, representando as prncpas passagens da Bíbla cobrndo a superfíce mpressonante de quase 12:000 metros quadrados. O pso c formado de aspe. porfro é ágata, hp dele altelam-se 114 «alunas de dferente» e rcos mármores, das quas, a» quo mtam a nave prncpal e a» colateras até a abáde, são corntas magrtcas austentando comjas en arcos, sobre a» quas «orre o entablamcnto gualmente de mármore. A decorarão é de um luxo arte surpreendentes e, entalha. nascem alto ou baxo relevo ou compostas em mosaco, mlhares de fguras coarem psos pare:fs e tetos da greja, dando ao vsante a mpressão de um movmento ntenso. Ruskn, a proposío dsto., escreveu o segunte: "Sob os pés do vstante, como sabre sua cabeça, as magtms a.rotcvtamse em multdão, como ntnn sonho..." As preccbdades, no nteror da «t", não tem conta. Não havera espado, sequer, para c. tar a -metade. Dentre ml, porem., devo ctar o lustre bzantlno de bronze, enorme cruz trfolada, penlcndo do teto, os parapeí-cs -de mármore fnamente entalhados e esculturados das loggü;s. o Coro, a porta do bronze da Sarrsta, obra de atte de Santovno, a notável capela do Santo sdoro, o mosaco da abstíe, o Bat.stcro e o altar mor, cora a celebre Pala <doro que merece especal menção. Ela guamecc todo o estabulo do atar mor e é uma obra.prma de ;oahe~a realzara cm ouro, prata, esmalte e pedraras. As fgurr>q "^n representadas, são contornadas por um frso de ouro, d> nsto que-se tem a.mpressão de vdro pntado ou vtral, A Pala tem 27 seções de esmalto c entre ces, brlham pedraras, pérolas c camafeus que a fazem deslumbrante.... t * t<»-«: :, - t a Depos do jantar no Hotel Luna, devemos dexar Veneza porque se aproxma *o couvre-feu" e us ordens do Town Major não podem ser desobedecdas. A.gondola deslza mansamente pe* o Canal enquanto vamo» recolhendo, no mas profundo do nossa memóra e de nossa saudade, aquela vsão mágca, unca, da grande flor lacustre quo durante séculos fez sofrer outros povos c, agora, ocupada por um Exercto nmgo vencedor, admrada e amada por homens de varas Nações que a guerra lhe trouxera. Veneza não tem mas Dogcs nem pode mas realzar esponsas com o mar, mas, aqueles que *ém alma para compreender aquela Cdade esoter* ca, podem, navegando pelo Gran. de Canal, ouvr a voa msterosa de um Dandolo. traduzndo, com umva frase, outro mperalsmo, mas poderoso e «nave, o da arte e da poesa: ^Nób te esposamos, ó mundo!" *

5 «< - Domngo, LETRAS l ARTES Pagno 5 TESTAMENTO KSHttlTU.U OB SMAEL NKftY (Navembr» tm*.,., "Espere até hoje quo vóa me deacobrt-seu. Qus darvos o prazer de vou sentr crescer. A mnha excessva proxmdade mpedu, porém, que me olhasses como realmente sou. Con tar -vos -e" agora a mnha hstóra e descrevere o meu físco, para. que dsto tres o proveto necessáro e justfques u. mnha e a vossa ercstênca. Pertenço a esta espéce tle homens que não constróem nom destroem, mas que ex* ploam toda a construção o toda a destrução. Eu sou um predestnado, como foram também meus predecessores e como serão meus sucessores. Através dos séeulos deyeremos desenvolver o germe que no prncpo da vda recebemos Nós somos os grandes sacrfcados que sofrem por todo o» erro t* atraso dos homens. Somos os homens que amam e consolam; não somos amados nem consolados. Se não fossemos portadores da germe de que vos fale, há multo que a nossa raça tera aca-» bado volentamente. Quando tudo tver atngdo o seu fm, a começará nossa vsível utldade. O homem agora dstrbu suas esperanças na arte e na clênca. Chegará um tempo om que a arte e a cênca não bastarão mas para suprr a ânsa crescente de compreensão que a humandade tem. Toda a arte resume-se cm suprr as necessdades centífcas, toda a cênca resumese num estudo de equlíbro da vda e numa tentatva, formdavel de conhecmento da matéra da vda. Ah! Se nós nos pudéssemos conhecer, ou se, pelo menos, pudéssemos chegar a conhecer um outro homem!.. A soldão do homem é o que mas o apavora na vda. Os homens se olham como desconhecdos com as mesmas roupas Vvemos desconfados tudo fazemos para garantr o que possuímos, com medo dos ladrões de toda a espéce que vemos em todos os homens. nventamos o dreto e a políca; pomos em ndssas casas grades de ferro e portas de bronze; O homem se esquece de que o que po sul moralmente não é accessvel aos ladrões mas aumenta o seu desassossêgo com as suas posses físcas, esquecendo a cênca por êle já conqustada. Para que guardas uma mulher que não é vossa? Para que vos bates por uma déa que não sents? Para que duas casas com um só corpo? Para qne o susteuto de uma vda sem consolo? Ah, a esperança! Qué é á esperança? Tenhamos esperança aumentemos a. esperança eu ém Deus. o vós ém mm e em meus sucessores. Um conselho vos dou, com a autordade que me conferem as rugas da mnha testa, o meu olhar febrl e as mnhas mãos, mutladas: não faças o que vas causar nojo, mesmo que tal nojo seja mínmo. Orental vossa cênca para consegurdes um aumento mcrométrco das vossas sensbldades.* Já reparastes, meus rmãos, què vvemos num mundo pxy que exstem soldados, juzes e prosttutas? Onde sa encarcera um homem pelo depomehto das testemunhas, ou se enforca um oratro por nsultar um líder. Exstem testemunhas? Exstem lde», res? Que é a vontade do povo? Que é o bem gera? Já fzestes, com a cênca que tendes, a pscologa de um chefe? Por que não acredtar em Deus, quando acredtas até nos regmes polítcos? A humandade, como as plantas, precsa de estrume, Dos nossos corpos renascerão aquêle,s corpos glorosos que encerraram as almas dos poetas**, aqueles de qus nós já trazemos o germe. Tudo RECORDAÇÃO DE Co feto no prncípo poróm tudo so exstrá realmento em tempos dversos. Os poetas serão os últmos homens a exstr, porque nêles é que se manfestará a vocação transcendente do homem. Todo o homem recta um poema nas vésperas da sua morte a humandade recltara também o seu nas vósperas da sua, pela boca de todos os homens que nesse tempo serão poetas. M- RABL DOMNUS N OPE- RA ENS. Pretendo no próxmo artlgo, comentar esta págna. ** 1924 presenteara-me smael com um retrato seu a sangüínea, EM onde se lê a segunte nser-» ção: "Há demônos com flgura de santo". Durante muto tempo a dúvda me perturbava; estava eu dante de um demôno ou de um «santo?... Mnha concepção de smael Nery sofra retoquês cada mês Seus atos e suas opnões eram desconcerfcantes. Vver na ntmdade de um homem que penetra o pensamento alheo e esquadrnha ntenções ocultas do amgo, é terrível. smael pareca-me» mutas vezes. de uma perversdade calculada, dante da qual a perversdade que até então conhecera tornava-se um jôgo de crança. Depos perceb que êle assm aga para estudar o homem, estudar-se a s própro; Se os outros servam-lhe mutas vezes de cobaa, é certo que a s mesmo também se serva de cobaa. Entretanto-, como possuía um extraordnáro sentdo do equlíbro e da undade, rão dexava nenhum ato em suspenso, sem correspondênca ou Justfcação no plano postvo. Def resto, êle representava uma. verdadera multdão de homens, sabendo nterpretar os papes mas dversos e mesmo opostos. E* muto sgnfcatvo o fato de êe sempre me dzer que precsava urgentemente conheeer um santo Creo que êle precsava medr-se. com o santo; saber sua reação dante das forças trágcas como as que a vda lhe traza a êle. smael; saber se a serendade do santo não era ntmamente alterada por certas les #de uma ntelgênca re-voluconára e pesqusadora o mas ato grau; saber até que ponto funconava o senso crítco CONCURSO MURLO MENDES XV do santo cm relação a dctermnados valores que talvez não fossem eternos, mas que êle, smael, conheca e avalava como artsta; estudar o absmo que separa o santo em seus contrastes e volções, o santo, campo de batalha entre a humandade c a dvndade, e o santo defntvamente vtoroso e nstalado no altar. Através de smael Nery, comece a compreender a rude luta que é a vda crsta. Dentro daquele homem o santo e o demôno guerr eavam-se com uma força épca. Mas a verdade é que o demôno pareca mutas vezes domnar. A julgar pelos seus últmos tempos de vda, fez-se a paz no seu atrbulado esprto. "Precso multo voar", e "Precso conhecer um santo", são frases que ouv númeras vezes da boca de smael. E a abstração do tempo e do espaço é a prova de que êle chegou à elevarão místca. Com outras palavras e com outros métodos,, todos os místcos procuraram. atngr a abstração do tempo o do espaço. O grande domnlcano alemão Mestre Eekhart, num de seus mas famosos sermões, assm declara: "Não há maor obstáculo para a alma, quando ela quer conhecer a Deus, do que o tempo e o espaço. O tempo c o espaço, com efeto, não passam de partes, enquanto Deus é a undade. Para que a alma possa conhecer a Deus, é precso que ela o conheça além do tempo e do espaço; porque Deus não 6 nem sto nem aqulo, como estas cosas dversas. Deus é Undade". O Crsto fo para. smael o únco modelo. Na verdade, êle não admrou homem agum, salvo alguns santos na medda em que mas se conformavam ao Crsto. Tnha uma admração muto relatlva mesmo pelos artstas de que mas gostava e com quem senta maores afndades. Se que númeras vezes, dlfthte de opções a fazer, dante de duros problemas que se the apresentavam, pensava consgo mesmo: "Como agra o Crsto em tas crcunstâncas?". Era um extraordnáro comentador da pessoa e dos atos do Crsto, qu saba pôr em relevo;, stuando-o na atualdade, e não apenas no quadro hstórco em que vveu. Extraa, através da so- SMAEL NERY bredade dos evangelstas. tções fortíssmas sobre a personaldade do Crsto, dc mancra muto pessoal, persuuslva c atraento. Fora do Crsto sua admração a para São Francsco de Asss; entrara anda menno para a Ordem Tercera, ordem lustre, de que fzeram parte mutos dos grandes arlstas da humandade, entre outros, Mguel Ângelo, Cervant e Balzac. Nào frequentava as reunões, mas deu com sua vda um alto exempo dc pobreza voluntára. Qus ser enterrado com o háblto de tercero franclscanu. Acostumara-se a se despojar de tudo. Não guardava cm casa nem seus quadros nem seus» desenhos. Pude testemunhar que um arquteto roubara projetos seus de casas modernas, elmnando o nome de smael e assnando o seu1. Pos fsmael não se ncomodou nem fez reclamação alguma. "Para que ter bens? dza-me mutas vezes. Eles pertencem á Santíssma Trndade. O Pa só dá o máxmo dos bens ao Flho e ao Espírto Santo". Deu tudo nos últmos tempos até almentos c remédos. "Morrere de sêde como o meu xará da Bblla", escrevera êle em 19.32, num verso profétco. Morreu absolutamente lmpo, pos há alguns das não coma nem beba. Escrevera, também de manera profétca, anda em 1932: **Meu. Deus, dexa-me com fome para que eu não venha a f 1-. car depos esganado e morra de ndgestão.. Meu Deus, tra-me cada vez mas a felcdade para que cada vez, mas eu a deseje e não morra de tédo". Provava da a da sua attude de crstão mltante. Alguns epsódos fcaram célebres. Em 1929 realzavase,-na casa de conhecdo poeta, uma reunão a que com-. pareca todo o mundo ltero e artístco do Ro e de São Paulo. De repente surge uma dscussão sobre assuntos relgosos, e um escrtor surrealsta francês, de passagem pelo Ro, tpo fscamente forte, arrogante, nsulta o Crsto. smael aplca-lhe uma bofetada no rosto. Produz-se, uma enorme confusão, os dos contendores são apartados, e a reunão é dssolvda. Fo o apogeu do modernsmo. Nessa mesma época veram telegramas de Moscou, dando notícas das procssões DE SONETO E,tu:erramento do certame no fm deste mês CONCURSO de Soneto, promovdo com tanto êxto O por êste Suplemento, apro. xma-se agora de seu encerramento, depos de haver movmen tado grande numero de poetas, anônmos, ou não, dos mas dstantes recantos do terrtóro Mas um soneto classfcado "% SONETO, ary de andrade apenas te dre, dessas lembranças» * qoe músca não há, mas alta e pura dd que a de um certo olhar fruta madura, que mnha mão colheu sem desconfanças. e era tão note bm tuas longas trancas, que às vezes me perda na espessura desse país de sonho e de loucura, em que Vvemos como nas romanças, - que nos fcou, porém, do ncêndo antgv. talvez saudades, leves redemonhos, qus na memóra têm o seu jazgo... que para nós. já gastos os carmhos. resta apenas vver como um castígo. "tanto mas juntos quanto mas soznhos"- naconal. Canddataram-se à ela»-* efca-ção prelmnar, do nosso concurso, demonstrando bem o nteresse que o mesmo despertou nos círculos culturas de todo o país, alguns mlhares de cultores do soneto. Fo tal o volume dc sonetos re. cebdos, qne o crtéro de sele* ção ncal teve de ser bastante rgoroso, razão pela qual mutos trabalhos não lograram a desejada classfcação. Seja como fôr, o Concurso do Soneto patrocnado por "Letras e Artes" alcançou o sucesso desejado, tendo o mérto de revelar nlguns valores novos da poesa patríca, o que, alás, consttuía, desde o seu lançamento, o seu prncpal objetvo. Agora, aproxmando-se o ano do b?u termr.o, também o prazo para receb» mento de trabalhos camnha para o seu encerramento. Somente receberemos sonetos até o tn do corrente mês. Og últmos trabalhos oue forem classfcados aparecerãn 110 prmero numero de "Letras c Artes" de 1949 anos o que sc*á realzado o jtí«?nmen- (Conclu nu 7.** págna} antl-rcllglosas na captal russa: O Crsto do fraque e cartola o a Santíssma Vrtem cm vestdo decotado, eram levados em andor pelas ruas, debaxo das vaas c apupos da multdão drgda. smael declarou que se flzessem algum da sto anu no Ro, èle sara atrando pedras nos responsáves Êle se orgulhava em mostrar a sua fé c multas vezes repeta, nscreva em seus desenhos a frase de Leào XKl: "Nós nos gloramos de pertencer à famíla franclscana". Fo um grande.soldado da mlíca moderna do Crsto a verdadera mlíca, a que luta com as armas da pobreza, da renúnca, da fne losofa, da poesa c ate" da pntura. Posto em pé, no da da festa dos Tabernáculos, o Crsto clamava: "Quem tver sêde venha a mm e beba". Seu dscípulo smael Nsry também clamou: "Vndo a mm todos, que a todos consolare enslnundo-lhes a razão da exstênca". Que audáca! Mas. posso testemunhar que clc não camou nem escreveu sto sem base. Pagou caro, pagou com a grande trbulação, êste extraordnáro poder de consolar e de justfcar exsténcas. Pagou-o com fortes renuncas, pagou-o com sua carne, seu sangue, seu esprto. Chegou mesmo ao despojamento de nada mas pcdr a Deus. Com efeto, entrando um da numa greja, num dos momentos mas dfíces da sua vda, olha o grupo da Paxão e vê o Crsto descdo da cruz. Mara Santíssma em lágrmas. São João e Mara Madalena completamente desarvorados; acha então que dante de um tal drama o seu dmnuu ou mesmo se anulou, não tendo êle o dreto de pedr mas nada. Desapega-se a tal ponto das cosas, que até mesmo já não consdera mas seus os flhos tão amados: pertencem à sua mulher, conforme dz num pequeno poema. Pede encarecdamente aos outros que o explorem, que o ajudem a aplcar as rquezas. nfntas que traz consgo. Julga-se um crmnoso por não poder convencer os^ío** mens a rem buscar na sua mna, a rem aprender com êle o todo em vez de aprenderem fragmentos com os demas, achando que a sua presença físca os perturba ou excta demas seus de fetos. Declara que todos deveram aprovetar, enquanto êle está vvo; pede que procurem perceber anda durante sua vda o que fatalmente começarão a perceber cepos da sua morte. "Por que sabes a côr dos meus olhos e vstes as ccatrzes do meu rosto, por que pronuncas o meu nome e vos sentas à mnha mesa, a mnha autordade dmnuu? Alude agora sempre à necessdade matemátca da nossa justfcação fnal num confronto entre todos os tomens e a conscênca dvna, bem assm ao msteroso rso do Salvador na consumação dos tempos o seu prmero e últmo rso... Poucos meses antes de morrer escreva smael Nery sua últma págna, o que eu denomno seu testamento esprtual. Transcrevo a segur na m- tegra êste curto documento de rara gravdade, oferecenflo-o à medtação de todos t>s que compreendem o drama da nossa época.* em especal a todos os artstas f» escrtores. > * >T ----,J P. S. No artgo anteror, no XV, sau poc ençano mpresso no poema "A urna mulher" um verso a mas, o últmo, que faz parte de outro poema,

6 Págna 6 LETRAS E ARTES Domngo, ±~~^ nsm ^ T TMíana-UnMflTT- ran»s»»n ; ^ --- l^ssssjs^^gfmaü^m^ ^ÜJàr&&í&ü l&^arv*mnm* ^annnn^ntm.nkhbr7,v^^^^^pj>^leaàn>w CU v^ *-tv*^";j,"*^^^j*5r > j&^^^.^am n»n^a»a^b^#snjsj pnfff PSl l n^h PllV * ^m^-v f1*lb^^yfr^tr^^^t^taw^m!t^^b^^úv*r^t^ vx^wfrh*sjl*hy,a? t»"*^**>t!#*%-* - SENHORA DO ORENTE - Camela Rso lustração de SANTA ROSA TU ERAS TRANQÜLO COMO UM LAGO EM DA DE VERÃO... ÀS VEZES DESPERTADO POR GÓNDOLAS LGERAS VAGANDO [SEM DESTNO... Às gôndòlas Levavam lndas mulheres loras [E MORENAS... TôDAS PASSAVAM, E A LEVE ONDULAÇÃO, SENTDA A [FLOR DAS ÁGUAS, EM CÍRCULOS CRESCENTES, SE APAGAVA... FUGNDO [NDEFNDAMENTE. E A SUPERFÍCE APENAS ENCRESPADA VOLTAVA A REFLETR [A LUA PRATEADA. NVERNOS E VERÕES ASSM SE SUCEDAM E AS ÁGUAS [AZULADAS QUETAS ADORMECAM... DE QUANDO EM VEZ NOVA GÔNDOLA PASSAVA. \.. [LÁBOS RUBROS SORRAM.., A GÔNDOLA SEGUA. E O LAGO SEM SAUDADE ENVELHECA., / MAS UM DA A MÍSTCA SENHORA QUE VEO DO ORENTE TOCOU DE LEVE A SUPERFÍCE FRA DO LAGO NDFERENTE E TAS ONDAS LEVANTOU QUE AS LNDAS GONDOLERAS QUE [OUTRORA NAS NOTES PLÁCDAS E EM GÓNDOLAS LGERAS AM CONTAR AO LAGO OS SEUS AMORES, HOJE, AS GÓNDOLAS PARTDAS, SEM REMOS, [DESTROÇADAS, ) CHORAM CANTANDO NAS NOTES DE LUAR A SAUDADE j [DO LAGO TRANSPARENTE, ; QUE A MÍSTCA SENHORA QUE VEO DO ORENTE [TRANSFORMOU EM MAR. são PAULO O que mas censuram os legos à poesa moderna é o seu hermetsmo. Desde Mallarmc nessa tecla vêm batendo os que a combatem, e com êsbc argumento já revelam alguma jírtorânca, pos baetara que tv*nsem ldo oa poetas corteses da dade Méda para perceber que a lnguagem do poeta sempre fo uma lnguagem cfrada, pelo menos nos per/odos em que a sensbldade dos melhores se dvorcou da do públco comum, em que a cultura da socedade não mas aplacou a nquetação dab eltes. A perda de comuncação crtre o poeta-je seu audtóro é fenômeno corrquero na hs-. tóra da lteratura, mas sempre denúncador de um desajustamento socal, de uma fase de transção ma3 ou menos anaquca. Antenas que são entretanto, nesses poetas deparamos por vezes uma mensagem proíétca dos tempos a vrem. Não fo o caso de Mallarmé, evaddo de sua época, apegado às etmologas requntadas e às sntaxes paradoxas, mas fo 0 de Verhaerem, cantando a máquna e a3 "cdades tentaculares". E é o caso atual de certos poetas ma- "engenheros", temátcos, centstas, a com-- truren um verso lmpo como uma parede de arranha-céu, e duro o mpenetrável, reação orgulhosa contra o desmando padístco e romântco de seus nredecessores medatos. Construndo laborosamente uma poesa estanque, como és- ses escafandros. modernos destnados às pesqusas nas graudes profunddades, vão esses poetas à cata de uma fauna e uma flora que não nos é famlar, que nos espanta e confmde, embora não raro a achemos bela. Conchas estranhas, algas msterosas e sem lgação com o mundo em que vvemop, seus versos nos perturbam sem que desprendam a mola serreta de nossa alma, sem que cheguem a comover-nos de ver dade. Smplesmente. Humanamente. As palavras e os rtmos, assumem um aspecto novo, arsco quando não agressvo, e f- «amos longo tempo a ouv-los como que desnorteados. Toma- dos, mesmo por um complexo de nferordade que nos nduz o mas das vezes a afastá-los de nós, a recusar-lhes a nossa Smpata. Por maores que sejam * nos- O hermetsmo e a na boa vontade e a nossa agudade esprtual, somos condconados em nossa manera de sentr por uma sére de fatores ndependentes de nosso querer. Tudo Be modfca em torno de nó», porém nós fcamos presos ao ambente da nfânca e da adolescênca e são os que chegam depos que trazem cm n\, a nova sensbldade. As vezes, por um esforço de racocíno, ou por efeto de uma estrutura nervosa mas delcada, conseguntos vslumbrar as formas de expressão recentes. Nunca, entretanto, as apreendemos do um modo ntegral. Daí, e tnmbém porque não nos agrada confessar essa nferordade, a. energa com que refutamos o que desconhecemos. Daí os dogmas estétcos, com os quas nos defendemos, pe- a condenação, contra as surpresas ncômodas. Em verdade a lnguagem poétca só nos - àlcança faclmente quando dexa de ser cfrada e se torna convenconal. A cada vez que ca se renova, exge de nós uma sére deabdcações e decantaçõe3 penosas. Porque essa lnguagem c pessoal e únca, é nvenção e nem sempre somos capazes de abstrar o sentdo habtual das palavras, de esquecer 03 concetos que elas e3tabelccem. Então o julgamento do poema faz-se terrvelmente complcado, a menos que o con< sderemos apenas do ponto de vsta técnco. O mesmo esforço temos de realzar dante da pntura, por exemplo, quando os temas mudam e somos obrgados a desprezar o assunto para entender a arte. Es um poema do lvro de estréa do sr. José Escobar Fara ("Os das guas" Ed, Braslense S. Paulo, 194S) nttula-se Camnhos? o comporta versos como estes: O mar não ouvest. - ; Do carado lago Rumor não sentes, Da fonte apenas. Sacas o ardor Sede contnua Que rol a entranha, ^ Em ponta seca. O sentdo me escapa. Se «w» <wnsíro ao rtmo desses r«no* SÉRGO MLLET de quatro e cnco sílabas, quando muto terá o poema, para mm, um valor encantatóro. Mas descubro também nele magens orgnas que me ntçressam como especalsta mas. que não acredto possam como-, ver o lego. E há prncpalmente assocações nesperadas de palavras que hão de chocá-lo como charadas: Do carado lago... O lego quer sempre saber do sgnfcado lógco. Que quer dzer? É a prmera pergunta. E responda-se que não quer azer nada! Mas a músca terá algum sentdo? Para muta gente ela é tão somente ruído. E certa poesa popular naq,tcm tampouco o menor sentdo e contudo comove os ouvntes pelos sons c rtmos. Não estará nela a poesa mas pura, a menos ntenconal, a que mas se aproxma do objetvo mágco da arte que é sugerr, revelar, comover? ; Ah, tudo dexar Poesa hermétca, abre-se entretanto para um smbolsmo acccssível, de quando en vez, como nesse "Sombras poema noturnas", em que a sugestão -< nsôna. e do sonho acordado, üo lento deslzar de fantasmas pela escada do sono, morte dara, cra um clma de angusta: A hora em que «fvone doe»* mente nclnas} E do sono as pesadas palpebras se fundem} Eu nojo a escada. Varam então as > soluções rítmcas. Decassílabo ncal segundo de um falso alexandrno (sem cesura), e de um verso de. quatro, estabelecem com duas meddas pares uma pesada modorra. Bem dferentes pelo espírto e a técnca são os poemas de Dante Mlano (Poesas Lv. José Olmpo Ro 1948). Não creo, no entanto, que se evdencen mas accessíves, nem mesmo na sére de sonetos tmados e metrfcados da p.tmera parte, pos só na apare»- ca são esses versos semelhantes aos da poesa antga. O erro do lego está cm hnaglnar que não compreende a poesa moderna porque carece poesa moderna de rma e de metro. Não C3tá nesses pormenores a dferença e um Valéry, clássco pela forma exbda, não é menos dfcl-do que qualquer verso-lvrsta do momento. Ao contráro. A dferença resde na própra valorzação das palavras,. na recusa ern^ acetá-las no seu sentdo vulgar, no nedtsmo do mundo crado pelo poeta. A propósto do estado atual da pntura, ndaga Jean Grener em um dos, últmos números da revsta "LArche*: "Estare-, mos condenados a uma arte esotérca? A cênca já o é". Em seguda, ctando Valéry, "tnha acrescenta: pensamentos, nvoluntáros... todo o seu esforço consstu em crar uma natureza que não exsta anda, tornando ele própro semelhan te à natureza". E não me parece nútl lembrar, por outro lado, uma afrmação de Whstler: "Suas obras (as dos aradêmcos) são talvez acabadas: mas por certo não são começadas", o que quer dzer: são fetas de fórmulas e não sgnfcam cosa alguma, a não ser para o públco do romance folhetm, do cromo e do mau cnema. :. - O dvórco, e, sem dúvda, fatal. E Spencer já. obervou que os versos se escrevem hoje para os poetas,e não para o públco. Da mesma forma a arte é feta para os artstas. Não haverá então o pergo de um soçôbro defntvo da arte por falta de audênca? Nnguém o nega. É provável que a nova etvlzação cre novas formas de arte, relegando ao esquecmento as do passado. Pode-se" esperar muto do cnema, do ráál televsã..da anda na nfânca e grosseramente apegados a tabus que não Hes dzem respeto. No da em que o m rádo não mas pensar ltearamente, encontrará uma tx«pressão estétca própra e talvea admrável. Enquanto se aguarda esse porvr, vamos transpondo uma fase de transção na qual assstmos aos estertores das arte» tradconas. Aos requntados o prazer mórbdo dessa agona. Dute Mlano está b<?m a ca» rale ro desta nossa época h*rmétca e da época de possível comuncação que va morrendo. Ele não desdenha ser compreensível, ou melhor, ce o deseja ser, mas Já no escapa, na sua necessdade da renova* ção, à síntese que fere a «ens» bldade do públco lego. Já não consegue evtar as soluço** de smples sugestão c de nvenção gratuta, que não repercutem nos espírtos menos suts. Sonham tanto que o mundo não nos reconhece mas As aves, os pexes as pedras não nos reconhecem mas. Deus não nos reconhece mas. O poeta está fora do tempo. Como tora do tempo anda o pntor. E anda o músco Só Mundo estranho De rls, lotus, mnfeas Aves pernaltas, Plantas aquátcas Esqustos bchos Rumor de águas de todos os tados] Um slênco que enche os owldos} Estátuas de fronte cansada, fíancos onde se medta no sulçldíot Homens camnhando para o passado. Es um jardm públco, dos-4 pdo, ná, sem atratvos para quem não penetre a melancoía chea de pudor do poeta. No mundo hostl ao poeta, no mundo que dspensa o pòefaj que atenta apenas para a efcênca, a máquna, a demagoga, a guerra, a padronzação, que fazer senão encolher-se, solar-se e evadr-se? Note dsforme. Se olhares o céu} o que não vale a pena, Verás que 0 brlho das estrelas é nma cosa nútl í. senlrás o fro da vda, O poeta sonhou e ao acordar vu que: - O mundo não é mas a pasa-, í/em antga. A pasagem sagrada. Agora: Cdades lumnadas, edfícos a. rr pque, Jorres, pontes, mastros, luzes, fos, aptos, snax engenhero está dentro do tempo. O poeta é nm agonzante que já canta o mundo da morte, ncompreensível aos vvos. Por sso não lhe compreendemos as palavras msterosas Drão que sso não é arte c não fcará. Que sabemos da possível permanênca das obras contemporâneas? E fcarão as que não passam hoje de cópa medíocre das do passado? A hstóra mostra-nos que sórnén-. _. (Conclu na 13.a pfrg.) ]

7 Domngo, L TUAS K AUTbS Págna 7 PAULO Podo parocer curoo.. prms- S ra vtta. falar de oso» foga.a propósto do um escrtor que é. essanculmorta, um nd* vdualíta. Ma a soeíojoçh u trapassou o grau de antnoma entre o ndvíduo c a socedade pela tuora da rüenroedado do pontos do vsta Por consegur te. no é mpossvt "s pror dokobrlr déas &oe< láf.cas entre os ma croxos ndvdual^tu. Antes, contudo, do abordar o nosso tema, pae.ee nacessáro índcar como concebemos as relafdes da lteratura o da socolugla. Três são es casos a eonsdorar. Prmaro caso: o escrtor ao nspra nas doutrnas íocoló^cas prcoxstantes. para tentar de- as extrar um novo lrsmo; é o caso do ucs Romans com o unanmsmo- Segundo caso: o romanco de costumo*, dssrravcndo os costumes e fxando tpos socas, permte ao socólogo colher, entro os romancstas, uma grande safra de ensnamentos; fo assm qua Marx se servu do Balxac para descrever os eomsços do captalsmo c Clberto Freyre se utlísou das obras romântcas em "Sobrados c Mucambos". Mas há anda um teresro caso, mas nteressante. O socólogo unverstáro conserva, armxenado do algum mcjo cm sua memóría. toda una sre ds concetos ou de, categeras so:as. hardadas de sua educação ou da auas leturas. Quando examna os fatos socas, manfesta a tedânca para vê-los c e ssfcálos por um sstema praastabelecdo de no-ões. O escrtor, no contráro, qua gnora tudo da socologa, possu vsão nova e pode descobrr, ntuüvamonte, fatos ou déas que o-socólogo não tenha consegudo enxergar, ou cuja mportânca não tenha percebdo, enfartado que se acha com os antgos nstamas. Ora, parece-nos justamente que Cdo teve una dessas ntucõss a qual 0 socologa centfca tera nre- > resse cm levar cm consderação. É estranhávsl cm Cda ssmemanto nturão, que chamare a le da recorrênca socológca, so tanto mo for permtdo pos pa* tú. nã sua flosofa socal, do uma attudo que podora tô-lo dosvado da descoberta. Partu do naturalsmo Educado por uma nglesa, amga de sua mz«, C-c adquru logo cede o gosto pelas cêncas naturas, pela botânca em partcular, e passou a despre* sar a hstóra, por consogunto. Na sua propredade da Normav da, compraza-t cm fascr oxperêncas de lcrtcultura ü em observar os anmas cm lberdade. AS DÉAS SOCOLOG- CAS DE ANDRÉ GDE Desde então, a sua prmara concepção das relações do homom no meo socal será calcada nas cêncas naturas (da mssma forma, alás, que na sua juyentude as déas em moda na socologa favorecam mas o ogancsmo do.que o hsfercsmo). Em sua polemca com Barres, polomca que fcou famosa sob o ttulo de "a pendênca do olmcro", afrmava que o homem precsa ser desarragadó. levado para fora do seu meo natvo, w quer, de fato crescer e fortfcar se, da mesma. manera que uma planta precsa do poda ou de mudança de terra. Assm, o ndvdu3ísmo so concentrava nela sobre uma concepção naturalsta. sobre uma dentfcação das les humanas.com as les das eêncas naturas, sobre uma análoga entre o meo socal e o meo bológco. O gosto da Cdc pelas cêncas naturas jamas dmnuu, mas percebeu pouco a pouco o absmo que separa a cênca do homem da cênca das plantas. Procuraremos de bom grado a transção entre o seu naturalsmo e o seu humansmo recente na economa poltca. A economa poltca já é uma cênca socal do UOGEll BÂSTDE homem, mas fem les rgoros.s. não raro maomátcas. o por co.»- segunte sã basea no modelo das cêncas da naturoza. Cdo va nteressarão, pos, pela economa poltca, tanto mas quo é sobrnlo do granda economsta Carlos Cda. r-mr- -í*tf -mç. ftrr Rfcardo, na sua teora da renda, afrmara que os prmeros culrvadores so apossaram das ter ras mas rcas, cm seguda das menos boas. o assm par dante, por ordem do qualdade, de tal manera que por fm só restavam as más para serem exploradas. Da a sua concepção pessmsta da renda decrescente. Mas Caroy mostrou, ao contráro, que a prmeras torras cultvadas, eram as mas fáces, as mas cômodas à exploração, a dos planaltos, por causa da sua vegetação rara. Ao contráro, as terras baxas, com as suas florestas luxurantes, sous pântanos fervthantcs de réptes, permanecam sem lavoura. Eram estas, contudo, as terras mas "A rcas: terra mas rca é o terror do prmero mgrante". Assm, quanto à domestcação das torças naturas, a ord&m fo em razão nversa de seu podaro prmeramente se utlzaram os braços dos homens, depos a força anmal, depos a força do vento ou da água, e só muto mas tarde é quo se servu da força/ do vapor ou da clstrcdade, sendo que hoje apenas entramos. na era atômca. As,conseqüêncas estétcas que Cde tra da fc de Carey não nos nterassam neste artgo. nrsressa-nos a que èle trou no atnente à educação do homem: "Cada um de nós só leva a cultura, prntoro, às partes mas supcrkcas, mas pobres de sou sêr; e não raro aí so planta» desdenhando, desprezando, gnorando as rcgõ.s mas profana»., <»..s çclvares, do fecunddades htentas, ou renegando as". Contra esta educação prmtva* mesqunha» Cdo apela para uma educação do homem ntoprpl- Na ulrrma parte de sua vda, Cdo va fundar as suas reflexões á respeto da socedade não mas sobre as cêncas já exstentes, como a botânca ou a economa poltca, mas sobre a sua própra reflexão pscológca. Ele passou do naturalsnvo à déa da autonoma da cênca do homem. A br.se* desta autonoma rastdo na le da recorrênca. Cdc não a vu. antes através da socofogja. Precsou esperar, para tanto, a sua vagem ao Confo. Descobru esta le. cm prmero lugar, no exclusvo domíno da pscologa. A conscênca não é um smples projetor que lumna os fenômenos nterores, é uma força cradora, e basta que formemos uma magem do que somos. Basta pensar que temos tal ou qual sentmento para expermcntá-lo realmente. É a desço* berta desta fôrsa. de recorrênca quo fez Cde dexer a lteratura ntrospectva para escrever romances de comportamento objctvo. Esta le lhe pareceu masmo tão mportante que lhe consagra todo um romanca. "LEeole des femmes", cm que Robert se doxa enganar pela magem que tem de s mosmo e se torna o que não é. O coníácto de Cde cem uma socedade dferente da socedade ocdental, a dos negros, levando-o a nteressar-se pelas culturas, e não mas apenas petb homem ndvdual, lhe Va mostrar o valer da (e da recorrênca «"ora da pscologa o o far translorf.h para a socologa. Ooorvando quo os "boys" afrcanos, quando eram chamados pelos s * "pcd.co patrões de asno", lotnavam-so mesmo cretnos. Cdo escrevo: "Prodgosamente maloáles. os negros se convertem mas fàclmcnto naqulo quo so ds que ôlcs são naqulo quo so deseja ou que so crê qdo sujam". Parece-ma quo está aqu uma ntução suscotível de explcar mutos fatos socológcos e quo poderam ser utlzados pelos antropólogos. A antropologa- com efeto, notou que os ndvíduos do um grupo possuem uma concepção etnoeêntrca dos ndvíduos dos outros grupos, c, de sou lado, os pscanalstas demonstraram que projetamos sôbte outrem os nossos sentmentos de culpabldrda. Mas nem uns nem outros notaram a ação da recorrênca desses desejos ou desses temores sobro as própras pcsons que olltam os componentes do "out-group" como espelhos cm que vívúrnbram os seus reflexos. A magem do espelho acaba por conyerterse numa realdade c explca o comportamento coletvo. Podemos tomar como exemnlo o quo se passa com o nsgro norrc-amercano c o ncrjro hrasle-. ro. Tem-se aluddo com frequênca à dferença pscológca quo separa o prmero do secundo, à volênca brutal de um contraposta à bondade de outro, c sa tem atrbudo esta dferença a exstênca da lnha de cór nos Estados Undos. Mas qua vem a ser afnal o maeansmo de ação desta lnha? Parece-nos que o negro se modela sôbrc a magem -que o branco dele t~m, medante a recorrênca pscológca. Mas a descoberta de Cdc não se aolca apenas ao problema dos contactos culturas; ela pode ser válda também nó donrno das rolações entre as geraçôas, sto c, em socologa educaconal. Daí a mportânca do amor como fator de progresso socal. Assm pudéssemos s/t espelhos em quo os outros homens apenas se vssem aformoseados, e não sob a forma de magens horrorosas! QUNTANA, esse ntmssmo ooeta que MARO mereceu o louvor de um poema desse outro grande poeta quo é Cecíla Mereles, tem a fataldade gaúcha de ser un homem de Bruges. Essa fatal dade não e prvlego da geração de Bruges, dos sulstas que amaram tanto Rodenbach, que atra rar para o sou símbolo toda uma garação fnorenta numa paxão que levou, o moço meo dnamarquês Rodrgo Octavo Flho a cor rer as ruas, as pontas, as pedras seculares de Bruges La Morte, enternecdo dante de cada portal, O ndgnado com um lvrero que nada saba nformar sobre o seu adorado Rodenbach. A alma de Bruges não veo só da geração de Álvaro Moreyra. Ela está no clma gaúcho, e ss encontra» aqu e al, em Alceu Wamos/, em Augusto Meyer, em Carlos Dante de Moras, em todos os poetas sulnos que cornoreenderam desde logo a moostfbhdade de ser tontroantes e épcos na parte mas tontroanle e érwca do Brasl. No seu -melhor,: "brugsmo" rogrand.?nss nos dá o qua há de mas ntmo das "Canções" de Maro Quntana, nos "Poemas de Blú" de Augusto Meyer. numa tonaldade perma» nente de "sanglots longs" veraneanos; no seu por, ela va alá mesmo ao poama-de-apartamento de Paul Geraldy, ou seja. na mtação epdérmca e sexual do slmbolkmo belga. Marto Quntana jamas correu o rsco do poemnha de sofá, vo grato às moças prsparatorar.-s e aos apaxonados ds pouca magnação cradora. Salvou-se pela coragem de uma flosofa qua perpassa em seus poemas, em seus quntanares, oam rep?tr a palavra que ele nventou e Ceela Mereles consagrou, Essa f<losofa é a das cosas njnjrnas para assunto de sua poesa, cotsas mínmas como o "Vase velho brsé", "Canções" aue nas a."canção..-de Vdro", a flosofa frlorenra dos. bares soltáçòs.. on-,de amar a, vda é beb^-h em, -»aytevrâs condorçjr^:, e odrt-lí. não Os Quntanarese os poemas em prosa ê verter opóstròfes: tudo está tm extrar da mnatura de um rnomentp uma sgnfcação oersonallssma a permanente, que fca lumnada como uma surpresa no cotdano. Esse o Maro Quntuía dos quntanares», que ama um gesto quase- despercebdo e vaorza-o com uma sensbldade agudssma (como eu gostara de dar aqu aos superlatvos aquele sabor de superlatvo talano que ss encontra em Afen s nos lvros de estudo de musca: dolcssmo, cantablssmo, oa,ssmo.... As constantes do poeta gaúcho são mponderáves, são o venroj um bejo dado através da "gatos um vdro) moles do sono", "olam que laranjas de lã"., estrelas^despetaladas que ee despetalou, tona dagua onda mergulhou o corpo mas não a alma. Tudo al são nadas repletos de emoções, tão quetos, tão puros> (Conclusão da 5.* pág.) GULHERME FGUEREDO tão ensmesmados que a gente os, segue com medo de que o rudo das págnas folheadas espantem a poesa, façam-na desvnnojet-se para nunca mas;,0 arrepo frorento de Sruge» está al, e a gente recea que o estalo de urh move, um som onghqub, a voz dstante duma crança ou dum pássaro, tudo pode desmoronar o estado p^énco do letor, construído por ytentana como um castelo da cartas transparentes e sém peso. Captar esses estados, fxá-los com mão lavssma (ah, os superlat* vos taanos!), não regressar deles em vnte, trnta versos ao rascar da pena no papel branco, aí está o mlagre do poeta, o mlagre de surpreender-nos com aqu- o que a nossa grossa oresença no cotdano não soubs ntur, advnhar, desenovelar. Essas canções, que Noema ustrou com um traço quase tão CONCURSO DE SONETO to fnal que apontará os vtoro» sos do nosso concurso. A Comssão Julgadora doa solutos que obtveram classfcação, será consttuída pelos poe. tas Cecíla Mereles, Manuel Bandera, Carlos. Drummond de Andrade, Cassano Rcardo, Gulherme de Almeda t Murlo Mendes, ses nomes da maor projeção em nosso fundo cultural. Dez prêmos serão dstrbuídos nos vencedores, cabendo ao prmero colocado o Prêmo "Letras e Artes" na mportânca de dos rhl cruzeros, e ao segundo, o Prêmo Edtora A NOTE, corstl. tdo por uma edção de luxo do "ígrande Dcoetórlo lustrado da X.ngu Eo4t«guêstSMj. de aslruno Frere, no valor de ml e du> zentos cruzeros. NÃO FORAM CLASSFCADOS Não mereceram classfcação os sonetos dos seguntes concorrentes: Celna Ferrera, Cataguazes E. de Mnas; S. Varela. Ro; Reclar, Ro; Otávo Magalhães Vabo, Ro; Dante da Slvera, Ro; Paulo Almeda, Carangoln E. de Mnas; A. Marcos Gentl, Vsconde do llo Branco E. de Mnas; Glauco Soarea, Londrna E. do "araná; Mara da Glóra Cruz Uta, Belo Horzonte; Josefn. de Carvalho, Belo orzontc; Josó de Carvalho Branco, Ro; Odlo Andrade (?); Walter de Souza Barbero, São Paulo; Slvo Moras dòvalrècra. São Paulo; Cesar Camelera, Belo Horzonte; Zeca de Castro. Ro; Gomfs.rjv mponderável quanto as magens de Qumtana, são mesmo o melhor poeta, embora a gente se perca, em resonôncas" de emoção ao ler o seu utmo lvro, "O Sapato Pordo". Afnal, que dferença há entre as "Canções" "Sapatc e o Flordo? Drão que há apenas a convenção de um ser poesa e outro prosa, porque nas prmeras o ouvdo do escrtor sentu rtmos de verso, e no segundo preferu consumr as lnhas até o fm da pauta. Maro Quntana fo bastante sagaz para duvdar dã sa= gacdade do letor, e colocar cm seu lvro, menos como epgrate do que como prefaco, o dálogo sobre orpsa "Le e poesa" do Bourgeos Gentlhomme" de Molère. Quer me parecer que, no caso, Monseur, jourdan saba perfetamente o que estav.-j fa-. zendo, auera prosa poétca, não porque tvesse abandonado as nhas desguas, mas porque mu- Moura, Ro; Otávo Brto, Ro; Jupy (?); Mara Heloísa, Vtora; Paulo Pnhero Alves, Ro; Saturnno Gomes, Crato E. do Ceará; Orlando Gumarães Vlan, Araraquara E. de S. Pau- o; Jaú, Barra do Praí E. d«ro; P. S. Ferraz, Araraquara E. de São Paulo; Gl Vcente, Belo Horzonte; Antôno Carlos Augusto, S. Paulo; Jota d# Moras, Ro; Dalla. Ferrera Costa.. Mendes E. do Ro; Luz PaV mary (?): Elvaldo de Alarcon, Bagé E. do Ro Grande do Sul; Luz Cânddo de Campos, Bagé E. 4o Ro Gnnd? /do Srl; Eduardo J. Mranda, R*»f Mrabeau F.lho, Ro; Mauro Go*- çalves de Andrade, Ro; Pedro Santos. Ro; P. R. B., Ro; Jacnto Carvalho. Caçador E. de S."!.nn Éfft*eJ.rAjk.-t. " "^-..? ;.", f, dou mesmo de redação, tornando-se mas lógco, mas sujetopredcado, e até mas objetvo. "constelações As de palavras" das "Canções" cedem lugar ao aforsmo, e.o desejo de expressar vm juízo, pouco mportando que êlo venha em forma de "Estranho parábola, como no caso de Mster Wong", eu pequsno emao "Das lírco, como em Metarnorfoses". e mu as vazes até (o que me causa alguma pena n*> estlo daqulo que as nossas mães e avós coleconavam em cadernos "Penspmanlos". com o rótulo de Preterra o meu Maro Quntana menos obvo, sem o cudado de explcar as suas próoras sumlezas, fornecendo a sua flosofa através de uma ma^stca menos coerente. Às vezes, os <;eus poemeos em prosa chegam mesmo a ser elegantes: trechos cesta^ cados íe págnas qua ele -.àí teve o -aborrecmento aa redgr, mas que, se escrtas para o vxor sasmo de um conto ou -c um romance, no meo da trva.daüe da ação. de um fato. daquelas cosas que repugnavam a Valery a ponto de confessar jamas ousar escreve- as, aí sm, saltaram da "écrture chatce da blanche" romanesca para lumnar-ss.amo lampejo poétco e... antológíco. Refro-me a trechos como o nttulado "Horror" ou "Drosoda" ou- anda "Remnscênclas". sto não quer dzer que seja de menor qulate o ouro "Sapato Flordo": quer dzer que ela de é mas vsível, e por sso o seu brlho não se prolonga tanto centro de nós "Cançoes". quanto o das O Doema-em-prosa (enamamo.!o assm Dará lhe dar urr nome) de Baudelare e de Perre Louvs* e que entre nós só hava produzdo a fração msnos bela t.ã coro curta de Raul Pomoéa, ^tá aqu valorzado "Saoato em Píordd", mas vmorzado por um n^ètv1 mo anda é melhor ooe!-a: quando nos dó os hatos da lógca "ev os paços em branco" da era cão -uo fazem < ntenção mas encantaí.-.a da cjj r.o.-.^a.!.

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Um abraço do seu» A_ ô.<^c. %± gj^s-^é " *-* (^. ^\ *~~»«-* «>»**» 0? v -.) * /*" ** - t/.,, MAMO DE ALENCAR.. A»^ r/t**^ - *******rt****7r********^^ M UTO moço comece a trabalhar. Tnha perddo d pa aos 1 1 c aos 16 nce mnha "vda.orátca" como ajudante da despachante de meu to a tutor. Não trara o título ofcal e por sto era consdsrado "quaíy\ Trabalhava mas no escrtóro em encher e calcular dasdachos, extrar guas de pagamsnto etc. fvks. confesso, furtava oastanre tempo, desses que laseres para nos papes de servço... fazer versos. Eu prestava culto aquela quadra tão lnda quão legtma de Slvera Carvalho, verdadero poeta do meu temdo: Tenho, a lembrar os dspersos Castelos que outrora ergu: A pasta chea de versos E os versos cheos de t. Da Alfândega passe, em busca de melhor ordenado, e para me casar, à Contadora da Creat Western. Tnha 21 anos e gannava 120S000 mensas. Com estes vencmentos, acrescdos de umas outras nnharas de renda partcular, plante o meu lar. E era pa\ do prmero flho quando fz concurso para o Correo nomeado e numa reíorma fu 233$00O... com pratcante Bons tempos de 1909, em que tnhamos anda um terno de case"bcos". Estava, mra por 150 funconáro enfm, publco, o "os deal para poetas", (assm chefe) co* um m-\e classfcava O prof. Fhquette R íquette Pnto falando a João Conde PEDAÇOS DE NFÂNCA MAMO SEtTE mèèêèèêêm» m E9H 1 ^g^^g^ O escrtor MARO SETTE. aos sos de um horáro de atvdade maus "camarada" que o de outras ofcnas de trabalho e de uma certa autonoma, já não me sa;am versos da pena, porém cróncas e contos, bem que as rascunhava nos ntervalos dos ofcos e dos pareceres. Não fora um o meus superores;^, o escrtor Olímpo Calvão, benevolente "pratpara essas produções do cante". E pratcante marque passo, tão dfícl a subda para o amanuensado. Esse roncersmo herárquco no Correo dera até margem a uma anedota corrente: Um de nossos colegas, com essa categora, levara uma docada para consegur promoção a amanensê. rô ele.amgo ntmo de um velho é bonanchãó nglês, do Recfe, nessa época. Certa vez o nglês ndagara do amgo o ""«jae era ele no Correo: > Pratcante. Va o brtânco à Europa; por lá demora muto tempo e regressa. Reencontra sua boa amzade no Correo e, em conversa, torna a perguntar: Você agora o que é na sua repartção? Pratcante. Oh! Você é muto burra!.., Nunca dexa de pratcar!... E eu me nclua na defnção do nglês. Porque pratque tambem, "excus?z du peu" 12 anos. MARO SETTE /v «lllll > B «MM W.M «NASCEU EM 1884 NO DSTRTO FEDERAL. ALTURA, PESA 75 QULOS. SAPATO N. 41. COLARNHO N. 40. \ USA ÓCULOS SÓ PARA JBR; PARA O RESTO PR EREPNCE-NEZ AGARRADO NUMA FTA MUTO LONGA, MODELO ANTGO. FUMA CGARRO, CHARUTO E CACHMBO (GOSTA MAS DE CACHMBO, MAS COMO NAO SABE FUMAR, FCA MESMO COM OS CGARROS). FRUTAS DE SUA PREDLEÇÃO: AS BONTAS E AS RESCAS; DE SUA ANTPATA: CAQU (TOMATE METDO A SEBO). ADORA MUSCA (PRNCPALMENTE O CANTO). COMPOSTORES DF, SUA PREDLEÇÃO: BACH, BEE HOVEN, MENDELSON, SANSAN, DEBUSSXE CHOPÍN. FO UM EXCELENTE CATÓLCO DEPOS FCO? UM NSUFCENTE POSTVSTA. EM GERAL DORME AS 12 HORAS, ACORDANDO AS 4 DA MADRUGADA. TOCAVA PANO E OCARNA. ROMANCSTAS ESTRANGEROS DE SUA PRED1L ÇAOrANATOLE FRANCE, FELDNG. BRASLEROS: JOS/S DE ALENCAR, QUE ENCANTOU A SUA MOCD/ )E, E MACHADO DE ASSS, QUE O AJUDA A CARREGAR A VELHCE, JOSÉ LNS DO REGO E JORGE AM DO. NAO VA AO CNEMA PORQUE GOSTA MUTO DE NKMA... HÁ MUTA ORDEM NA DESORDEM DO SEU APAR ÍMENTO: "NO ESCURO ESTOU APTO A ACHAR O LVRO OU OBJETO QUE DESEJO. NA MNHA CASA W UM LUGAR PARA CADA COSA E CADA COSA É POSTA EM SEU LUGAR». NÃO PREFERE NENHUM DOS SEUS LVROS PUBLCADOS, ACHA QUE OS LVROS SÃO COMO FLHOS. POETA BRASLERO DE SUA PREDLEÇÃO: VCEN E DE CARVALHO. NÃO TEM MEDO DE VAJAR DE AVÃO. É MUTO ATALSTA. É CAPAZ DE ENTENDER E FAZER-SE ENTENDDO M PORTUGUÊS, TUP, FRANCÊS. TALANO, ESPANHOL, NGLÊS, ALEMÃO E UM POUCO DE LATM E UMA RELES LAMBUJEM DE GREGO, SUAS GRANDES ADMRAÇÕES LTERÁRAS: GOE HE, SHAKESPEARE, RACNE, DANTE, CARDUCC E TANTOS OUTROS.. SANTOS DE SUA ADMRAÇÃO: TODAS AS NOSSAS SENHORAS E S. PAULO. ATUALMENTE É UM PÉSSMO CORRESPONDENTE, PORQUE ESCREVE COM MUTA DFCULDADE, "MAS SEMPRE CONSDERE A PONTUALD3ADE EM TUDO ATENAS CARTAS COMO UM DEVER. SER EDUCADO É SER PONTUAL"^. O PRMERO LVRO QUE LEU: "ATALA", DE.CHA VAUBRAND (TNHA 9 ANOS). REMOU, QUANDO MOÇO, NO CLUBE DE REGAT/ DO BOTAFOGO. ACREDTA POSTVAMENTE EM ASSOMBRAÇÕES; APESAR DE NUNCA TER VSTO NADA, CRÊ QUE MUTA GENTE HAJA VSTO. ] FO O PA DO RADO NO BRASL. SUA VDA TEM SDO ESTUDAR, ENSNAR E DD70 DR. COMO ESTA DOENTE, NÃO PODENDO SE LOCOM4 VER COM FACLDADE, ENCONTRA NA ARTE DA GRAVURA ALGUMA COSA QUE LHE ENCHE OS DAÍ NAO TEM MEDO DE MORRER. GOSTA MUTO DE LCOR FORTE, MAS NAO PODE %BEB. PNTORES DE SUA PREDLEÇÃO: REMBRANT ("SE FÔR PRECSA UMA VDA HUMANA PARA SALVAR A "RONDA NOTURNA", MANDE-ME BUSCAR"); ENTREfOS ANTGOS, BRASLEROS, ADMRA PEDRO AMÉRCO, E ENTRE OS MODERNOS, PORTNAR (l.a FASEJ. A GRAVURA SEMPRE FO UMA PAXÃO DE SUA VD)A. y GOSTA MENSO DE TRABALHAR COM AS MÃO$ "AS MÃOS Ê QUE FAZEM O HOMEM NTELGENTE", %k ESCREVEU "RONDÔNA" EM * WGOSTA MUTO DÉ GÍRA E TEM HORROR A GRAMÁTCA: "SE ESCREVO CERTO, É SEMPRE POR ACASO". * GOSTA MUTO DE PMENTA E CONSDERA-SE UM BOM COZNHERO. NUNCA FRACASSOU EM SUAS NCATVAS. j SEMPRE SENTU DENTRO DE S O GERME 0É UM GENERAL, RAS NUNCA LHE OFERECERAM SENÃO POSTOS DE TENENTE. *«PENSA TER REALZADO O MAS POSSÍVEL O SH SONHO DE MOCDADE. CONSDERA VLA-LOBOS O MAOR COMPOSTO QUE AS AMÉRCAS TÊM DADO. FO MAJOR MÉDCO DA RESERVA DA 1» LNHAj ÍA 2.a CLASSE, HOJE REFORMADO. CONSDERA ENCERRADA SUA CARRERA CH5NÍ FCA, DESDE QUE NÃO PODE CONTNUAR OS SEUS TRABALHOS DE PESQUSA. 1 ESPERA MORRER HA MUTOS ANOS, A QUALQüf R HORA. "ACREDTO PAMENTE QUE VOU REVVER EM ALGüMAS VOLETAS QUE ESTÃO PLANTADAS NO TÚMULO DE MNHA MÃE EM PETRÓPOLS, PARA. ONDE - - *-~- *->*=2= RE"A Como escrev o meu romance? Não se confessá-lo, françam-snte. Comece por brncadera, cre entusasmo e íu ao rn. Meu lvro nasceu de uma longa conversa com um velho companhero de rânca. Estvemos, note a dentro, recordando a nossa mennce à margem do Ro Salgado, em Lavras da Mangabera, Ceará. Falamos do tudo, prncpalmente do ro. Um ro manso, descolordo, mas que, no nverno, se revolta e eabraveja. E a nem o dabo podo com êle» Leva tudo: roçados, árvores e.casas. Meu amgo hter pelou-me, quase abruptamente: Por que você não escrevu um romance? R-me dele. Um ngênuo, som dúvda. Mas a déa passou a verrumar-me a cabeça. E p.s o papel na maquna. Sau o prmero captulo, que mortre ao meu amgo, e assm por dante.. De uma manera geral, po.:no dzer que este romance sau de uma vez, espontaneamente. Da os defetos de que se ressente. Há, porem, uma partculardade que oxplca ema "facldada" na composção do lvro. Tve uma mocdade atormentadssma. Não conhec adoles-an/o kfúnçco fjc íc. V «_, Mo Há Estrelas NQ,C u u " ** MBBÈk Tf.vü AH a/swcní/ratutou) jencía. De menno loy.z, vlro homom aos. 13 anos, marcado pela oríandade. Trabalhe duro, u caxornho da loja de um to, empregado de Fábrca, o dabo... Até que "vre" lunconáro públco, como todo braslero que se preza... Essas cosas todas mprm** ram, com lágrmas e angustas, traço3 de surpreendente ntdez na mnha personaldade moral e ntelectual. Por outro lado, assst, na m* nha cdade, a lutas acesas da polítca. Famlas que se extermnavam psla obtenção do poder. E mutas vezes lug pelas notes de lua ou de escurdão para os etlos dstantes com medo doa ccj-aceros... Nada há de bográfco nesto lvro. Mas não poda eu escrovê-!o, s não houvesse vvdo a vda qus vv... Qus falar-lhe da NÃO HÁ ESTRELAS NO CÉU. E fale de mm. Hão mo arrependo, porem. E^ou dentfcado com o meu lvro. Se êlo não ó bom, cabe a culpa toda a mm, que tambem não o sou... Um forte abraço do CLMACO. Ro, out j^*********^^-^*^^ ÁLBUM DE-FAMÍLA. l/.v.v.v.vv -.-.n, v. w, tovímv.wv í>. *....*... VVwvAv.w v-v.vaw VW.vJítvV f....:: v.w.w :.:.: % v.".. :>...."." ; -."...,".-.,... " " O romancsta CORNELíO PêNNA. aos 9 anos de datfs *

9 , Págna 10 LETRAS E ARTES Domngo, Flora forr <h (rüuu. Tve o prazer de e:í, r cm contado con mu.tnco * *<tr«. foro la trbuna, Uma (lula. na resdênca gostosa do Manl o dono do Museu de Arte d São Paulo, qto o f receou, para apresentação lu tn nenío b«> nen de letras, um sfnoruslssmo juntar amercano, cognomlnado pelo un Urno de.., coquelcl pauls.. A casa du lard è uma sucursal do Museu do Arte. Al se encontram quadros excelentes, desde Vnlpult nlê. n ngênuo Slva, passando por D Chr.cn- e 1orlnar. As purodes estão atopetudas de tel.ts u a gente se espanta no sabor quo a coleção par oulor de Uurd aluda não chegou da tála.. Naquele ambente fnamente artístco chncót*mcá prncpo a fgura de Franecsco Klorn, cujo físco me deu a mpressão de fabrcante de csptgucll o outras massas almeulíeas. Mas é precso ouv-lo ou lê-lo para se ter a noção exata1 do quem é realmente o crtco lternro talano. Ouvíuo-m ou lendo-o é que sc pode afrmar que quem vf cara rãò vê corebro. Rumo ao Norte Cogta a Sccretueta da P.ducação c Cultura da Prefetura de São Paulo, juntamente com o "Tpurng Clube do Brasl", dc envar ao norte do pas lma exposção-fern flutuante; drjtfnzada pelo governo bandcrate. Para esle fm oslá sendo adaptado convenentemente o navo "Pedro ". ceddo pelo Lloyd Braslero, no qual serão expostos os prncpas protntos da ndustra, do comerco e da agrcultura de S. Pau- o. Além dos produtos levará "Pedro o " Vln caravana composta de um grupo snfônco, de um "balfet". de cantores reg»- nas e de cerca de 2ã0 turstas que dcsejarcp conhecer o norte hfaslér;. Partndo dcsantos, nos prn cpns do ano nuc vem. o "Pe-, dro T" rá até Manaus, fazendo. ( escala em todas as captas nortstas que serão vstadas de- moradamene. Aí está uma ót- ma oportundade de fcarem os, do norte conhecendo melhor a pujança ccóhftmea dos paulstas que no mesmo tempo entrarão também cm contacto com o povo e com as regões / nordestnas. Será portanto uma ótma vagem de ntercsmlvo, precursora talvez dc outras mas. que vsam o melhor conhecmento do Brasl e maor estretamento das relações en- tre nort o snt. j Portnar no Museu l de Arte O Museu de Arte cstátprepa-. rando a mas mportante expo- / «çâo de Portnar que se nrga-, nz.ou até hoje. pos trata-se de, uma amostra retrospectva que, abrange o período de 1920 a, Às obras escolhdas, entre, as mas representatvas de cada uma das fases do pntor» permtrão ao publco paulsta formar uma déa.de conjunto, do desenvolvmento da pntura. dc Portnar., Servrá também para os pau- lstas matar saudades do pntor, de Brodosqu que há dezessete anos não expõe om sua terra, í, onde conta com grande nume* ro de admradores c amgos. Lvros para breve Anunca-se o próxmo aparecmento de três lvros mpor- tantos: "Castro Alves", de Ja» ml Almansur Haddad. ".Oho- / náro de Flosofa". Mt Luís Washngton c "A Organzação Socal dos Tupnambás, de Florcstan Fernandes. São obras ce pessoas mas mu menos nova. dos quas a pátra anda muto espera... Mas um museu O "Centro de,pesqusas ;Foclórcas Maro de Andrade" naugurou outro da o seu- museu, no Conservatóro São Urumntco e Musca ce. Paulo.. O museu compõe-se das seguntes seções: m n s eu"e""t""êã:""c"r;n"õa" e relgão; técnca popular; arte popular: seção lúdca e seção ndígena. O museu tem tomo dretora d. J.úíètá de Andrade e ««tá franqueado to publco às segúrdas. terça s quartas, sétfttís e sábados, chs 10 às- 20 noras. Qualquer da (Varemos um uúò até lá é a enãó dremos de nossa mweísúv; E pè^faífr èjn íolchre.....".está- p:ra ser.nstaata a, Prneka^Fe^M Folclórca de S.. Paulo, certame t;uè rcju.n J tudo "o.xje,.ç)]"pas possu de rego- na; etn usos é costumes, mun- <:a. dança. escu.lrr.. pntura ô poesa,,, Brha Ooj.t: tne da 4^<tp^ ^J1^a*tP?csí,e- nttr eras, y^wl V; ;:."r;t-;:; í--!- >fam&&-~: os olhos do* paulstas, capoelra c nucumba c para o seu pa- ndr, v í l a p á, cfó, acarajé, mungunzá, etc. )n llo do Janero vrá o samba, juntamente com unn caravana de ntelectuas c poetas, sob u chefa dc Almrante o Augusto Bodrlgues. Do tccfe vrão o frevo c o marucalu. l)o Ro Crandc do Sul vrão os ganchos dos rodeos c os cautador.es do pampa.. De Santa Catarna vrão os balarnos da "ratoera"» dança típca daquele lstado (Com vstas ao. Jorge Lacerda...) Enfm, voleros e cantadores de.- tôdns as regõs do pas dc- Verão se confraternzar cm S.. Paulo, pela prmera vez unudo suas vozes sob o céu da garoa. C oxalá estas vozes clegem até o céu c comovam os anjos, fazendo com que ces olhem um pouco mas por esta regão... Anda sobre folclore Quero chamar a a,ten;áo dos letores dc S. Paulo c de outros Estados para o "Centro de Folclore de Praccaba", ehtdade rje funcona na vznha cdade do nteror paulsta. côgnomnada "a.nova ca colna". São suas fnaldades: ncentvo edefesa do folclore; proporosonar todos os meos para a democralzação do folclore; cooperar com as nsttuções congúneres do pas; colaborar nas grandes campanhas folclórcas e manter cursos populares de folclore. É uma agremação que luta com grande dfculdade para se manter e levar avante o programa que sc traçou; 12 apesar d* todas as dfculdades o "Centro de Folclore de Plraccapa" tem procurado manter sempre vva a tradção de cntos e danças paulstas, como o batc-pé e o cururu. carnha verde. etc. Sob a orentação de Agostnho dc Aguar e de João Charn, o Centro tem levado a efeto váras festas Folclórlcas pelo nteror do Estado <«mesmo aqu em São Paulo, ondc o pessoal se exbu num eururu que amanheceu! Quem já assstu a um ALCÂNTARA SLVERA cnruru nunca mas se esquece de sm meloda, de algumas du suas rmas c prncpalmente dc gente como Bastão Campelro» lnrbuslha. Bastão (onu-s. Santnq, Chco Vera, c tantos outros, uns "prmera", outros ".segunda"- «este "pedestre", aquele volero, todos batalhando mesmo sem sentr pela conservação da pureza de nossa musca popular. O "Centro dc Folclore dc Prr.ecaba" merece o apoo dos. letores não somente dc São Paulo, como de outros Estudos, já que. nò fundo, as muscas o ns danças, sc nasceram cm S. Paulo, pertencem ao Brasl. Prmero Congresso Braslero de Edtores e Lvreros A hora cm que escrevemos, anda se realzam ns sessões plenáras do Prmero Congcsso Braslero de Edtores e Lvreros do Brasl.. Pelo menos, posso afrmar que a sessão naugural fo das mas fracas, quanto ao numero dc assstentes. OxMá dessa reunão não saam majoràcíós anda mas o prc;o dos lvros... Ê este um dos congressos mas séros que se tem realzado no Brasl, porquanto do que nele for resolvdo dependerá cm grande parte o futuro dos escrtores. Todo mundo sabe que neste pas não se lê. sendo o preço do lvro um dos molvos desta abstenção. Ora. resolver tal problema deve ser o grande objetvo do conclave. Todo edtor ou- lvrero quer vender. bastante, mas raream os letores por causa do preço do lvro. Banateando o preço, os lvreros e edtores têm prejuízo. Logo... logo é um crculo vcoso que reputo dc dfel.solução. 0 presente de!an de Almeda Prado. João Fernando dc Almeda Prado cm como" é -mas conhecdo nos meos ntelectuas an de Almeda Prado, sentlndo-se doente, resolveu dar à Uma das brlhantes xlogravuras áe Yl.lEM KERR, para a ;»V> Prefetura nada menos do que vnte ml volumes, que repre* sentam mas ou menos trnta mlhões dc cruzeros! Es uma notca que dexa muto tnte- cclual com ngun na bocas vnte ml volumes escolhdos u dedo. recolhdos pelo seu proprcláro cm todas as partes donundo, vnte ml volumes decucados nca e exclusvamente ts cosas do Brasl! Talvez seja esta a maor "braslana" que sc conhece, e por mas ncrível que pareça até agora a Prefetura não pôde receber o régo presente que lhe querem dar» acontece que an dc Almeda Prado dcseja que seus lvros sejam bom tratados. lvres dc traças e outros bchos dannhos e!a Prefetura não tem tm -edfíco onde possa guardá-los. Besolvcu então o doador.- além dc dar os lvros, doar um terreno no Muncípo c construr uma casa nesse terreno, cspecfalmente para abrgar seus# lvrosl Ora, tudo sto crou "m problema para a Prefetura que precsou baxarvuná le consderando a regão onde va se locatzar a bbloteca braslana zona especal, na qual não sc poderá construr edfícos com mas dc ses andares, para que os lvros fquem num prédo bem eusolarado.. Va assm fcar São Paulo com uma bbloteca especalzada m lvros- sobre o Brasl, nstalada cm prédo construdr» especalmento para ca, dotado de frw-.., o". ofu<:?tós técnco* x gdos. E tudo sto por conta do doador Helena Slvera recebeu o prêmo f - No da 13 do mès passado, depos da bela conferênca de Augusto Frederco SchmWt sobre D. Vcredlana c antes da cea oferecda "bote" pela Oáss à Henrctte Morncau, o salão da Bbloteca Muncpal encheu-se de gente para assstr à entrega do "Antôno prêmo Alcântara Machado de 1Í48", da Academa Paulsta dc Letras. Não fu í\. reunão porque cm boa í ; [.. grande edskso óvs conhsfas 1 : r 1 - hora l une o acadêmco Clao* dlo de Souza ra fu ar Kobre os amores de Chnleaubrlmd Ps bem, pdrque os comenta os quu ouv depos foram os pores ponüvcs. nfezmeutu o ospnço o. pouco nra reproduz-os aqu... Afnal devo-so elogar o gol- PO dado pelos acadêmcos paulstas: stbedorcs dc que n /ala Meara vaza sc o prêmo Tos- «o entregue antes da confercnco. resolveram fnzer a entrego depos dn palhaçada (o Cláudo de Souza... Besultdo: dõr de cabeça cm noventa por cen» das pessoas que tveram a desdta dc r á Bbloteca... Revstas Contnuam a chegar algumas revstas, envadas por aqueles f e atenderam no nosso apelo; "Sul" de Floranópols. "Confcrénca". co Bo (ano de 1ÍK13...). de Beclfc: "Contraponto" c "Presença", da Babla: "Caderno da Baha". Nossa palavra não cau no deserto. Dcstfts queremos salentar noje apenas duas: "Sul" c "Conferfncla", esta por causa de uma orgnaldade: um artgo assnado por um tal Geraldo Vera que n::o é outro senão o nosso José Geraldo Vera, lám seu estlo de já se pode dvnhar o estlo de lá naquele tempo José Geraldo Vera falava no "mlagre, nvísvcl do Broádcastng", no "lé- Xco fluente c na dnasta duma sntaxe vbrall". na "lnh". de sombra de que melancólcamente nos fala Conrad", no "mapa da superfíce humana", etc... sto num artgo sobre uma conferènca sobre estétca... Quanto n "Sul" veo nos revear uma Santa Catarna :n> telcctual que snceramente não pensávamos exstsse. mprcssónou-nos sobretudo não só o conteúdo da revsta (que lembra de perto o "Joaqum" de Curtba), mas prncpalmente o movmento teatral que tem a frente o "Crculo de Arte Moderna"; representando Praudello. Shaw.( Sartre e toger Martn du Gárd. Uma prova de que as revstas (mesmo que não prestassem, o que não é o caso) têm o valor de revelar a força artístca e ntelectual do melo cm que aparecem. Monumento a Amadeu Amaral Ao mesmo tempo em que o nsttuto Progresso Edohl lança o prmero volume das obras completas de Amadeu Amaral, cogta a cdade dc Caplvar dc ergr um monumento ao seu dleto flho. Va-so assm restaurando a memóra dtf ura dos grandes escrtores do São Patlo de outros- tempos. Alás, bastava a publcação de stas obras completas para ser feta essa restauração... Homenagem a Júlo de Mesquta Flho tcalzou-se fnalmente a lomenagem que os amgos c «acmradores do jornalsta Júlo de Mesquta Flho havam panejado. Na Sala João Mendes Júnor, da Faculdade de Dreto. reunram-se aqueles qc pa^ra lá foram a fm de testemuon-har pessoalmente (já que o havam feto por escrto), o.apreço em que S. S.. é tülo u\ socedade paulsta. A homenágem consstu na entrega de um pergamnho assnado por míbares de pessoas de todas as condções socas. Fo uma consagração que poucos homens já receberam cm vda. Geralncnte todo «medalhão da polítca e das letras quando morre so transforma, como por encanto, em ótmo sujeto e todos lhe rendem grandes homenagens. Júlo de Mesquta Flho vu-se consagrado publcamente, cm pleno apogeu de suas facuulades ntelectuas, vvo para qualquer luta que lhe reclame a pcua ou a exstênca. Lembro-me da prmera vez que v Júlo de Mesquta Flho cm plena ação. Fo no Confresso Braslero de Escrtores, realzado cm Belo Horzonte: ra sessão dc encerramento, quando todos os orado-es sc derramavam ^ em -dtrambos. cm tradas lírcas e sentmentas. o delegado de São Paulo se levantou para apontar os erros do conclave, e fez um dscurso bem paulsta, sto é: en- XKo e dreto, mostrando o que estava errado^ De gente deste feto é que sempre precsamos. Agradecendo a homenagem de seus amgos e admradores, o dretor de "O Estado de Sãa Paulo" pronuncou uma oração que é uma profssão de fé apontando soluções que mutos poderão segur. "São Paulo nas letras e nas artes" se assoca àquela festa cívca e enva daqu ao jornalsta Júlo de Vesquta Flho as tms mas cordas saudações. \ 1

10 -;S Domngo, LETRAS l ARTES Págna 11 QUATRO SONETOS DE ALPHONSUS ROSAS ROSAS QUE JA VOS FOSTES DESFOLHADAS POR MÂÒS TAMBÉM QUE JA SE FORAM, ROSAS SUAVES E TRSTES! ROSAS QUE AS AMADAS, MORTAS TAMBÉM, BEJARAM SUSPROSAS. UMAS RUBRAS E VAS, OUTRAS FANADAS, MAS CHEAS DO CALOR DAS AMOROSAS... SOS AROMAS DE ALFOMBRAS SLENCOSAS ONDE DORMRAM TRANCAS DESTRANCADAS UMAS, BRANCAS, DA COR DAS POBRES FRERAS, OUTRAS CHEAS DE VÇO E DE FRESCURA, ROSAS PRMERAS, ROSAS DERRADERAS! Al! QUEM MELHOR QUE VÓS, SE A DOR PERDURA, PARA COROAR-ME, ROSAS PASSAGERAS, O SONHO QUE SE ESVA NA DESVENTURA? SÉTMA DOR, V: DOCE MÃE DE JESUS, SE VOS NÃO PUDE ENGRANDECER POR TODA A ETERNDADE, SE C MEU ESTLO, ÀS VEZES, FRACO E RUDE, BEM LONGE ESTA DA VOSSA DEAL BONDADE: SE A MNHA MUSA EDÊNCA SE LUDE, QUANDO JULGA REZAR COM SUAVDADE, QUANDO CHEA DE ZELO E DE VRTUDE VEM FALAR-VOS DE VÓS COM TAL SAUDADE: PERDOA-ME, VÓS QUE ENGRNALDAS COM FLORES CASTAS AS LRAS FETAS PARA A PRECE, DE TANTOS MACERADOS TROVADORES... ESTES VERSOS SÃO COMO UM LAUSPERENE: MAS FZERA, SENHORA, SE EU PUDESSE OFCAR NO MOSTERO DE VERLANE, 1ULVS NNGUÉM ANDA COM XUS MAS DO QUE EU ANDO. NNGUÉM SEGUE OS SEUS PASSOS COMO SGO. NÃO BENDGO A NNGUÉM, F. NEM MALDGO: TUDO E MORTO NUM PLTO. MSERANDO. VEJO O SOL, VEJO A LUA E TODO O BANDO DAS ESTRELAS NO OLÍMPCO JAZGO. A MSTEROSA MÃO DE DEUS, O TRGO, QUE FLA PLANTOU, AOS POUCOS VA CEFANDO E VÃO-SE AS HORAS EM COMPLETA CALMA. UM DA (JÁ VEM LONGE OU JA VEM PERTO? TUDO QUE SOFRO E QUE SOFR SE ACALMA. AH! SE CHEGASSE EM BREVE O DA NCERTO! FAR-SE-Á LUZ DENTRO EM MM, POS A MNHALMA SERÁ TRGO DE DEUS NO CÉU ABERTO.,-. J O N E T O DOCE CONSOLAÇÃO DOS NFELZES, PRMERO E ÚLTMO AMPARO DE QUEM CHORA, OH! DÁ-ME ALVO, DÁ-ME CCATRZES PARA ESTAS CHAGAS QUE TE MOSTRO AGORA. DA-Mb DAS DE LUZ, HORAS FELZES, TODA A NOCÊNCA DAS MANHÃS DE OUTRORA: AS COLUNAS DE NUVENS EM QUE PSES TRANSFORMAM-SE EM CLARÕES DE FM DE AURORA..» TU QUE ÉS A ROSA BRANCA ENTRE OS ESPNHOS, ESTRELA NO ALTO MAR E TORRE FORTE, VEAM MOSTRAR-ME, SENHORA, OS BONS CAMNHOS. OUE AO MEDTAR AS TUAS SETE DORES, - EU SNTO NA MNHALMA A DOR DE MORTE DOS MEUS PECADOS E DOS MEUS TERRORES... as mas.puras glp; ras da poesa braslera, ENTRE em todos os tempos, nscreve-se o nome de Alphonsus de Gumaraens, e, apesar da veneração que lhe cerca a memóra, é precso que se ofrme não exstr anda a necessara correspondênca entre o autor dc "Krale" e o nosso tempo. Sua vda fo obscura, marcada pela soldão, contrarádã até mesmo no rotna profssonal. Morto, começou para êle a glóra, que culmnou com a monumental edção dc "Pocsas", mandada fazer pelo Mnsterò dá Educação. Contudo, esgotado o seu lvro* de obras completas, mós uma vez coube a poemas, espársòs do grande poeta mnero os quas remos reproduzndo em "-Letras e Artes" a tarefa de comuncar ao nosso povo uma dessas vozes poétcas que trazem em s, «o mesmo tempo, a. mas pura sugestão artístca e o mas comovente acento lírco. Com o objetvo de dar à memóra de Alplhonsus de Gumaraens um públco testemunho dá admração que lhe votam ntelectuas c "Letras povo, c Artes", como já é do conhecmento geral, resolveu encaheçar um movmento para a ereção de um busto a Alphonsus do Gumaraens, na cdade de Marana, atmosfera de seus versos e de sua vda. Devendo essa homenagem ser prestado por meo de subscrção públca, a dreção deste suplemento acaba *de estabelecer as comssões destnadas a angarar donatvos. Para presdente de honrí» da Comssão Caroca fo escolhdo o Sr. Afonso Penha Júnor, alta fgura das nossaf. letras, c da Comssão Mnera c governador Mlton Campos grande amgo dos ntelectual e ntelectual também dos mas brlhantes. Ao mesmo tempo* contamos com o apoo do Centro Mnero, já manfestado pelo Sr. Machado Sobrnho, seu respectvo presdente, tão grande dcve set, naturalmente, o nterêsse de todos os que nasceram na terra de Alphonsus de Oumaraens, por essa justa homenagem. As Comssões As Comssões foram assm organzadas: O MONUMENTO A ALPHONSUS MO DE JANERO Presdente: Afonso Penha Junor. :y>y. Comssão dou Suplementos: /, Lteráros -T^, "Correo da Manhã* -1 ^ varo Lns, José César Borhà^é"".. Josó Conde. "Dáro de Notícas" Raul Lma e Favo D-Aquho. ->; "/m*. "O Jornal" Valdcmar CíP-, val.cant c Carlos Castelo Brartco.. "Dáro Caroca" - Pruden- te de Moras Neto- c Pompcu. de Souza. -! >. ". Comssão do Senado Federal Ncreu Ramos, José Amérco ríc Almeda, Hamlton Noguera, vo daquno, Artur Bernardes Flho, Ferrera de Souza e Aloyso de Carvalho Flho. - Comssão da Câmara dó.a Deputados Afonso Arnos dc Melo Franco, Gustavo Cap.nncma, Bcnc- -dto"» Valadares, Glberto Frcyre, Máro Brant, Mlton Prate^, Wellígton. Brandão, Crstano Machado, JÜscelno Kubtschek, Gabrel Passos, Godofredo da Slva Teles, Munhoz da Bocha, Armando. Fon- Dâmaso Rocha c tes.. Comssão da Câmara d»3 Vereadores Jorge de Lma, Osóro Borba, Oswaldo Moura Brasl c Co- rm Neto. Comssão do Ro Presdente: Afonso Pcnna Junor. Adonas Flho, Afrâno Gòutnbo, Alceu Amoroso Lma, Aurélo Buarque de Holanda, Antôno Rangel Bandera, Ahòr Butlcr Macel, Augusto Fredcrco Schmdt, Andrade Murc, Augusto Meyer, Álvaro Gonçalves, Asccndno Lete, Brto Broea, Carlos Drummond dc Andrade, Cahcla Rso, Cecla Mcrelles, Gornélo Pcnna, Cyo DOülHmWffmlrBaL^^?» &$&*&& y< - < íçp^esptjlc WMffffl^TMffllr fffftv,v fflprtbm mãí^mm3^^àmmwsmjm : LjÊm^ ~ %^WBMm? * - mmwwwf wbèm&w&wmím ra HPraMflH m 4\W?J PmBÈmsa WVn^l ^hkp. í v sw f NlBll Escolhdo-o nome do sr. Afonso Penna Júnor para presdente da Comssão do Ro de Janero prô-mo. numento~a Alphonsus de Gumaraens foram os nossos companheros Jorge Lacerda e João Conde, em vsta ao lustre braslero, a fm de assentar, em comurn, as bases dessa homenagem ao grande poeta mnero Desse prmero contacto com o sr. Afonso Penna JLunor, tveram os representantes de "LETRAS E ARTES" a magnífca mpressão, de um verdadero humansta, dessa estrpe que jâ va se tornando rara em nosso meo. Grande cultor dos clásscos, em cujas fontes tem embebdo o seu espírto, o ensaísta de "A Arte de Furtar e o seu autor" não desdenha com sso os modernos, sabendo consderá-los no devdo lugar e reconhecer os legítmos mértos. Durante a vsta que se prolongou pela note a dentro, Afonso Penna Júnor, rodeado peles seus trnta ml volumes, mostrou-se um "causeur" encantador, a par de tudo que se realza no mundo das letras, chegando mesmo a rectar com entusasmo, mutas poesas modernas. Tão lsonjera fo a mpressão doa nossos companheros, que nos propusemos, oportunamente, a revelar aos nossos letores alguns dos aspectos mas brlhantes e caracterlstcos dessa fgura tão sngular das,letras brasleras, representante lídmo desse humansmo t que se refera há pouco, Trstão de Átaíde: "que não confunde o saber com a condção". Na fotografa acma. vemos o sr. Afonso Penna Júnor, ladeado por seu flho Aluso Penna e pelos representante» de "LETRAS E ARTES"* «los Anjos, HCTyalo Cannabrava, Dantc Mlano, Dnal S 1 vera de Queroz, Ernan Bes, Frankn de Olvera, Fcrnaml Sabno, Hcrbcrto Sales, Eugêno Gomes, Francsco de Asss Barbosa, Jaymc Adour da Câmara, João Conde, Fayga Ostrower, Ledo vo, Lígá Fagúndes Teles, Lúco Cardoso, Luz Jardm, Eustáquo Duarte, Evaldo Coulnho. José ülímpo, José Lns do Bêgo, Josué Montelo, M a n u e 1 Bandera, Marcos Konder Bes, Marques Bebêlo, Glberto Freyre, Mur- o Mendes, Muco Leão, Novell Júnor, Machado Sobrnho, Otávo de Fara, Olo Mara Carpeaux, Peregrno Júnor, Renato Almeda, Oswaldo Goeld, Professor Perera Lra, Bodrgp Melo Franco dc Andrade, Rosáro Fusco, Santa Rosa, Tasso da Slvera, Yllen Kerr, Leony de Olvera Machado, Paulo Bonaí, Oncslaldo dc Pcnnafort, Bubcm Braga, Otaclo Alecrm, Pedro Gallol, Francsco Karam, Slvo Neycsj Saldanha CopMo Paulo Mendes Campos, R. Magallãcs Júnor e Cel. Olímpo Mourãò lljo. MNAS GERAS Presdente da Comssão; Go-, vernador Mllon Campos". Membros: Ábgar Renault, Baeta Vanfl, Crslano Mar- Uns, Anbhl Maos. Emílo Moura, Dantas Mola. Eduardo Felro, Oscar Mondes, Gugnnrd, E(Í.f.f;r da Mat; Macltado. AugUSto Vaní do Caslelo, Ares da Mata Maclado, Wlson de Elgueredo, Hélo Pelegrno, Murlo Hubão. Bueno de Rvera, Aííusto Vegas, Henrqueta Lsboa, Máro Matos, Hel Me- neíale, duno loso. Máro Bolívar Casassanta. c Versan Ar- Vc- SÃO PAULO Presdente da Comssão: Sév go Mllct. Membros: Cassono Rcardo, Alorulara Slvera, José Gera]- do Vera, Almeda Sales, Gu- hermc de Almeda, Menott de Pccha, Roland Covbser, (Pércles Eugêno da Slva Ramos, Domngos Carvalho da Slva, José Escòbar Fara e Sérgo Buarque dc Holanda.. Lsta de adesões As lstas de adesões já p*» dem ser encontradas na Lvra* ra Josó Olímpo, ã rua do Om vdor, JOjl ra redação de *^A! Manhã" (com o Sr. Martnho caxa); na Lvrara de A N.O* TE (na galera dos Emprega^ dos do Comérco") e na Lha* ra yctor (Cncl.íldía), _ N

11 Págna lf LETRAS E ARTES Domngo, 5-1Z-1948 / R í. RENUNCA DE DANTE AUTONOMA DA ARTE «funw * jf"* Octavo de Fara, um comprometdo TASSO DA SLVERA "A O poeta obauuo escreveu: porta humlde do convento francscano Dante, cansado e sucumbdo, va bater. Vnha do longe, sm: do amargo deseng;-nu... Vnha da estrada longa c poerenta. Dexará na últma curva, além, o orgulho a esfalecer. Que traza da vda? O amor, frustro desejo, o amor foralhe como uma lâmpada clara quo o destno apagou. Da exstênca no sol-pôr, tnha aos lábos,, anda, esse prmero bejo que guardara, a sonhar, para uma boca cm flor. A glóra? que rrsso pr.*ra os que vflo soznhos.., Mragem do ouro e luz, que a area sepultou. Coroaram-no, pos não!... de rosas e de espnhos. As rosas se acspealaram nos camnhos, mas.dos espnhos quanta cosa lhe fcou! A porta humlde bate. O slênco é profundo. Vagam sombras do entardecer no céu llaz. Range o gonzo, quebrando o slênco profundo. Alguém pergunta: rmão, que queres? Da-me paz Dante era, nesse nstante, o cansaço do Mundo..." Pela sua objetvdade temátca (um epsódo real da vda do Alghcr), êste pequeno poema poder_ê sar dado como parnasano ou clássco. Mas é romântca a sua arabênca de quexa c de fadga. E a extrema flexuosdade, o "moymento" dos seus^ alexandrnos, só dentro da arte dos smbolstas se explcara. Nele, contudo, se alguma cosa vale é a substânca, que contem, de "poesa de sempre*, alhea a tôdas as escolas. E este resultado, alcançou-o nstntvamente o poeta pela superposçâo desencontrada de dos planos dversos: o do grantíe momento dantesco e o do momento humlmo, mas de sentdo dêntco, que êle, o poeta obscuro, vva. Por que à mágoa do D-.ut». superpôs mplctamente a sua, j.ão afasta» da, no tempo e nas repercussões hstórcas, da prmera, fo que pôde re-crar o epsódo dantesco em profunddade, dando-nos, não uma smples tela objetva, um mural, uma aguada, um carvão, mas uma "presença" verdadera, co» mo a que nos trazem os flmes. E por que assm estendeu a mágoa do Algher e**- o presente, unversalzou-a e deu-lhe efcáca "Dante de símbolo. era, nesse nstante, o cansaço do Mundo..." * Em seu lvro A Arte e a Socedade, tão cheo de pontos de vsta fecundos, embora equíyoco em váras de suas análses e conclusões, Herbert Read estabelece de manera admrável a dgndade da arte, assm como o seu caracter de força autônoma, nascda de mpulso prmtvo rrcdutlvel, enlre as demas forças que se conjugam para erguer o edfíco da cvlzação e da cultura. A arte, escreve êle, "não é um produto accessóro do desenvolvmento socal, mas um dos elementos orgnas que levam à formação da socedade". Este é um conceto que nâo descobrmos com facldade na conscênca de socólogos e estetas. Em geral, por mas profunda reverênca com que tratem do fenômeno artístco, estetas e socólogos o compreendem como algo resultante de outras mas fundamentas atvdades e mpulsos, colocando-o, portanto, ãs vezes asm clara percepção do sentdo desse ge_- to, em posção subalterna no plano total do esprto e suas crações. Começando por stuá-lo sob estrta e medata dependênca do nstnto de maga ou relgão, acabam mutos por sujetá-lo, em seu processo de condensação genétca e em seu desenvolvmento posteror, aos mas rudmentares rapul* sos hedonístcos e prátcos, com o que lhe degradam o sentdo até a uma pura dentfcação com o smples jogo, ou seja, a uma perfeta nsgnfcação.. O lvro de Herbert Read consttu exatamente um protesto contra esta manera de ver o assunto. Porque ela conduz, sem dúvda, a erro grave, qual seja o menosprezo, a subestmação do valor da arte, elemento no entanto, de afrmação do espírto como, de tanta efcáca, nenhum outro se apresenta. Rebatendo o conceto dos que, como Karl Groòs e Wells, equparam pntura, escultura, poesa, músca, dança ao crquete e ao futebol, consderando-os com smples for* mas de gnástcas mental ou físca, Herbert Read veemente-, mente assnala: "A arte deve, antes, ser reconhecda como o modo de expressão mas exato que a humandade realzou. Como tal se tem propagado desdp a aurora da cvlzação. Em tôdas as épocas, o homem fabrcou cosas" para seü uso e seguu mlhares de ocupações tornadas necessáras pela sua luta pela exstênca. Tem lutado sem descanso pelo poder, pelos lazeres e pela felcdade materal. Crou lnguagens o símbolos, e acumulou um fundo de saber mpressonante; o seu recurso e a sua nventva; nunca se esgotaram. E no en* tanto, sempre, em cada fase da cvlzação, sentu que aqulo a que chamamos a attude centífca é nsufcente. O esprto que êle desenvolveu a partr de sua engenhosdade delberada só pode lutar com fatos objetvos; para além desses fatos objetvos há todo um aspecto do mundo que só é accessível ao nstnto e â ntução. O desenvolvmento desses modos de apreensão mas obscuros tem sdo o fm da arte; e não estamos próxmos de uma compreensão da humandade e da hstóra da humandade enquanto não admtmos o sgnfcado e, efetvamente, a superordade do conhecmento corporzado nu arte. Poderemos aventurar-nos a revndcar a superordade de um tal conhecmento, porque, ao passo que nada tem mostrado ser tâo transtóro e provsóro como aqu* lo que temos prazer em desgnar por fato centífco e a flo- Sofa sôbre êle ergdo, a arte, pelo contráro, é por toda parte, nas suas manfestações, unversal e eterna" (23). O ponto de partda do equívoco que desconhece ao fenômeno da arte a sua extrema sgnfcação está, justamente, em nôo perceber-se com ntdez que -o mpulso de que a arte nasce é um dos mpulsos íuhdamç.títas e rredutíves do ser humano,* sujeto, sem dúvda, a complexas fusões com os demas mpulsos da mesma espéce, mas dotado de perfeta autonoma. Cpmó a arte, cm dados momentos e crcunstâncas, ntmamentese compõe com a relgão, com o dea moral ou soca, com as craçõesutltáras, poucos alcançam dstngurlhe essa perfeta autonoma, e o seu caracter de mpulso rredutível. Dal sujetarem-na de modo ncoercível a outros mpulsos, mormente ao relgoso, com o que lhe ferem a ntfegrdade do sentado e lhe obscurecem o valor. Herbert lead nos város capítulos do volume procura exatamente assentar de manera defntva a autonoma e r- -^aügtíbda "relações as..orgens da arte e -Tuas com a maga, o mstcsmo, a relgão, e atngndo n1on* efcáca em sua argumentação-límpda c honesta. < «3_v_»_tv_ Ban GRnotn =-nt*. *mm**x KSSOlí o ar. Octavo de Parla, em recente entrevlsta,, parece quo a CON propósto de "Os Renegado-", que a "Tragéda; Burguesa** aoente agora começava própramente a tomar formas, sendo portanto o já realzado como uma "gota dágua no oceano"". Em face desta confssão, reatanos ndagar se ao sera orec* pltaço levantar qualquer julgamento, nclusve propor per- Clmas a respeto da obra. da personaldade deste homem que naa madrugadas ensaa os paasoa futuros de seus personjgens. Não será que já ouse demas? O julgamento, alás, no noa cabe fazer, por motlvo do conhecmento ncomplvco o fragmentáro da obra. Maa, propor perguntas, ou cm outras palavras provocar o debate sbbre o sgnfcado doa símbolos e daa déas que Octavo de Fara Joga em seu romance, ísho acho vável, apesar de sua decuração. Por exemplo, qual sera o resultado se levantarmos ndagações sôbre a catolcldade do crador de Branco e Pedro Borges? A hora é chegada a nfluênca deste flho de uma burguesa, cujo processo êle mesmo está levantando, já ee fras, * notar prncpalmente entre os jovena. Refro-me a uma mnora, mas que por sso não dexa de ser- sgnf catvo,levand em conta o que vale esta mnora. Chegou a hora não somente de serem propostas ndagações, sôbre a sua catolcdade, mas também sôbre a mportânca de sua obra e o seu sgnfcado O seu sgnfcado? Talvez venha* mos a afrmar, não dgo que cm futuro bem próxmo, pos bem longo 6 o período de tempo que ee deu Octavo de Fara pnra conclur a sua obra, que > seu sgnfcado será o mas surpreendente entre todos os prevstos. A verdade porém é que começou a sua hora, o momento do mas proemnente representante de uma burguesa aem salvação. Nem êle mesmo tem sal* -/ação, de tal forma está comprometdo e condenado. A conptexldade de sua obra acredto vem prncpalmente desta qualdade do destno seu. A compreensão para Octavo de Fara não será sempre encontrada na base do julgamento artístco e puramente lteráro *** de sua obra. Nele, a mensagem. artístca deve ser encarada em -, caráter secundáro. Por sso, :. repto,.consttu este escrtor tamanho prgo, na sua qual- í, dade de teortzador. N2o. mas o teorzador poltco, dga-se d<» passagem. nacetáves as sua» tendêncas, levando-se em conta especfcamente o; «flue ele dc-, fende e quer mpor ao letor como arbtraramente mpõe a«* seus personagens? Não se trata absolutamente de acetar, nem de julgar, mas de dtscuttr. A obra deve ser vsta como reposltóro de elementos para dseussão. Os crstãos - dea-ulpem-mc a afrmatva paradoxal prncpalmente os crstãos jovens, juventude essa que nno He como dentfcar, devem delc se aproxmar com vglânca, pos nunca encontre maor condenado, provavelmente maor vtma. Ele mesmo se condenon _ a levar a sua burguesa a um porto seguro., É o romancsta dá juventude heróca dz o sr. Paulo Hec- ~ ker Flho. Convenhamos que seja um heroísmo todo especal, que_ sugere mas uma proble» matca para ele. Pode-se afr* mar heróca a ação de elementos representantlvos de uma classe que está em decadênca? É forçar muto o sgnfcado do temo, anda mas referndo-se h adolescênca dos personagens.de Octavo de Fara. Eles não os protótpos de uma raça especa, para a qual Octavo de Fara destna uma lha. Tudo nele é autentco. Tanto o ndo mau, contráro à vrtude,, como o bom de seus personagens. Mas, cm quem há mas. autentcdade: em Branco ou em Pedro Borges, em Padre Luz ou em Maura? Responddas estas perguntas, rc..t-! pouco, muto pouco. Não haverá. porém, respostas. A compexdade da mensagem de Gctavo de Fara transcende qualquer explcação. Essa complexdade não está na descontmdade, nem é determnada oelo bloco que se va transformando a obra. Vem da catolcdade ro autor, das suas toor--açõ«-*,l da RAVMMOO SOU7A DAW* (Concluído) queda perante o mal daqueles personagens cujas almas êle tanto porfa pela salvação. Vc* de bem como dfere este catolco dos demas romancstas católlcos: e sto leva a ndagarmn ae Octavo de Fara nao está camahando para a prpra negação de auas teoras de sal* vação da alma através do confessoaáro. So rdculoa todos aqueles qae, em ves de examnar a fundo o sea segredo, tentam dmnur a sus mportâaca, prncpalmente por aque* la» auas teoras. Falta nele a vaclação, por cnquanto. Camnha demasudamente dreto ao seu fte, através de sínteses e antíteses. Está verto demas de que encontrou a verdade e que sa resde exdusvãmente no Crsto, úe qualquer forma, é um condenado, um comprometdo. Pela sua paxão cm face de seu mundo, pela sua orgem também. E, snd, pelas suaa relações com a vda e com a arte. Na sua busca de perfeção, no para êale ou aquele personagem, para oa elementos da sua raça, já é uma forma de se comprometer. Há qualquer colas de trglco, porém, quando vemos Branco, um sensual de tpo cerebral, magnar as ma. baxas perversões, sentr-se caído na lama, perddo, apesar dos csforços de Octavo de Fara para lvá-lo das garraa do demôno do mal. Em toda a tragéda burguesa, naturalmente que pos volumes que até aqu veram a lume, sente-se um esforça para purfcar e esprtualzar o homem. No vacla o seu «tutor pos sabe que tem forças para levar adante o seu ntento, no se lmtando com nboões. - Mas, será com boas ntenções que ae faz obra de arte o que se pode salvar da queda algum condenada de antemão pelo própro caráter re sua tragéda. Está Octavo de Fara tão romprometdo que não enxergará psra a o certos de. seus perso-. nagena outro fm senão o de porfar pela salvação de sua ama. sso nclusve o» obrga a todo momento a nflur, no mundo que crou, para forçar nna fataldade: a de Branco, para o. Bem, & de Pedro Borges, para o. Mal. Dos condenados, duas crações sínteses, & representação do dualsmo.no qual Octavo de Fara está com um pé em cada ex- -tremdade, sem o saber possívelmente. Por sso, êle é verdade!- ro, lancnante e patétco. Corhser tem razão, mas não acerta.completamente quando dz que.. -? é um "romancsta teólogo c profetá". Teólogo e blasfemo AS PUBLCAÇÕES DO em volume uma sere de dscursos ENFE1XAND0 do embaxador João Neves da Fontoura, sob o ttulo Scr.-_j.do ao lamaraty", o Servço de Publcação do Mnstéro das Relações Extcrores demonstra mas uma vsz, além dos cudados de apresentação dos textos, o apuro com que vem segundo a edção de obras dgnas do renome da Casa de Ro-Branco. Depos de reunr num extras-" tvo trabalho as obras completas dp seu patrono, numa das mas cudadosas edções ofcas, aquele operoso Servço lançou obras de valor captal, tas como o "Tratado de Dlrelo Dplomátco", da autora do mnstro Rubens de Meto. f de notar a raro aspclo gráfco mantda pelas publcações daquele Servço, sóbras, elegantes, dentro dc um rgor tètnco já tornado clássco nas fuás produções que saem da rotna. Recentemente tvemos a edção dos "Ensaos de Hstora c Crtca", da autora do embaxador Araújo Jorge, c a prnmorosa "Gua edção lustrada do dc Ouro Preto", de Mánucl Bandera, vertda pura o francês pelo prof. Mchcl Smon, duas obras dc alto valor ntelectual. Louvando o esforço e a ca* puçdadé realzadora do Servço de Publcações do "//n/stéro das Relações Exterores, catamos louvando um dos mas produtvos setores do Servço Públco, que nele conta um dos sens elevador, padrões de ntelgênca! c utldade. rsco o profeta, pos no é com esta palavra que se nomea "predestnação ". No tenho certeza se o sr. Octavo de fara aceta,* vono outros que.olocam a aua expe» rlênca romanesca sob o sgno de uma déa teológca, qu.* noas ntensõcs em romances é blnsremar. "No há obra de arte oem a colaboração do demôno". Glde pode tfrmá-lo, prncpalmente o Glde de **0s Moedt-lras Falaos". A concepção de Octavo de Fara é de que se torna necesasra no «omente a cola,.»*- ração do demôno, mas.«poetamente do bem. O que se constata, enm, é que da grandoadade da tragéda resultará n salvação pela mposção do bem. Acetem oa no oa seus dcfesores, os personagens da "1rugeda Burguesa" todos eles, sào fetos para tombar no.rrencdá* vel do rraconal. Lembro uul a propósto a palavra do l.van«gelho: "Quem -tuer salvar a sua alma, perdc-la-a; e quem a perder, te-le-á salva". Ná.» vaolará, agora, dante da nalavra do Evangelho? Ela estrvu.ee» marcha de _ua déa teológca. Ela lhe dara a oportundade do confessar numa duvda. que buscare com ansá em seus proxlmob lvros, mas sem esoeraaças: podera purfcar-mo "... de tudo sto, Senhor, par. que cu, cm voz alta, «.ante o vosso louvor?" Glde o fez, mas Gdo prmero conheceu o pc«_too o nele vveu, sen por.ar pela utura salvação. Octavo de Fara, porém, repetrá um dn, como o fez, em o "Anjo de Pedra", o Padre Luz: **0 preço da salvação da nossa alma, nós não o sabemos". Promet-me nunca mas escrever sobre um autor que não me desse oportundade de falar de mm mesmo. Quando comece a pensar em conhecer a obra do sr. Octavo de Fara, tnha em m.-a, prncpalmente, expermentar até quanto esta a tu lberto da nfluenca de um preconceto que mutos preju-..os me trouxe e, conseqüentemente, pôr à prova a mnha capacdade de compreensão em face de um escrtor que costumava pôr à margem por ter defenddo "déas desumanas e fascstas" * esta frase extra de um trabalho do sr. Álvaro Lns. Sempre goste dos pretextos e a esse me pegue como se através dele vesse defender a mnha ndependênca no terreno lteráro e cultural. Readqur, nclusve, o meu verdade.- ro caráter em relação â classe, ou melhor, dexe de negá-lo estupdamente. O poeta Carlos Drummond de Andrade, a quem muto admro pela ndependenca, tem muta razão quando d/. «que negarmos a no,.sa condção pequeno-burguesa sera negamos a nós mesmos. Essa coerenca também encontro em Octavo de Fara; nele, em seus atos, como nas suas crações, que em sua vda, como na vda de todo» verdadero Hedonsta ó a tarefa mas mportante. Não há em Octavo de Fara - a gratudade pscológca que caracterza os que não estão dentfcados com a classe. Ele parece, pelo já vsto, ter â ntcnçâo de negar qus os efetos socas e econômcos ncluem «o destno de "sua" burguesa. Sm, "sua", pos a burguesa recrada pelo romancsta é cs» peeal, não tem lgação com su» per-estruturas deológcas ou condções socas. Parec*, ncrvel alguém escrever tas cosas e anda mas alguém que tem cm sua mesa de trabalho obras dos melhores tcorstas do marxsmo. É como se fosse uma hertsa. Uma duvda, porem, me assalta. Cabe-me» prncpahrtente a mm, condenar esta obra, tm vrtude dela não Se ajustar aos termos marxstas com rela-.ão à decadenda de uma casse? Duvda que logo se desfaz^, podendo eu afrmar que na obra de arte buscare sempre o des- Uno pscológco e moral dos personagens, e não a nfluenca doa grandes mecansmos economcos em sua vda. Mas, a verdade é que no mundo butguês do sr. Octavo de Fara não é a vda que dôtermna a conscênca. Dá-se o contraro, o reverso. A produção das déas não está determnada ou roplta na atvdade materal do*, sonagens. per- Suas_ crses e aeus juízos mor.as não decorrem de uma atvtl.de hstórca. E como se descessem dos.eus par,, a c-ra > e ír*m «so un.-, fra^c d<* (Conclu na l",; pág;)

12 Domngo, LKRAS E ARTES lu» Uííun que me ra* l.ulhavum ao chegar u UJA,urlugul tu vlvllat M*..tl Torga, conhecer pessoal* mente Case escrtor, uma d;s n» altas fgura* da môuurna Ufra >ru portuguesa,. duplameu:.* lgudo ao Brasl, p.»r ter tl :hsmlo a nfânca e pelo círculo de admradores e le- *.» «npuxonado* que entre nos pohhu. De certo Vgucl -."bu anda não chegou ao grande públco, em nosso pas, n«:u desfruta a <stmu de uma d; n:t qual podemos sântar o* nonea de José l.l:»n do Ucgo,.ura Mguel Perera, Aurélo Huarqee de Holanda, Paulo Konal, Álvaro bna e mutos outron. * Um da, porém, quando aqu esteve o sr. José Osóro de OUvcra, numa de sun- fr*qucute* vagens ao.brasl, ped.lhe n»lclae de Torga e fle me pntou o escrtor como uma espéce do "lobo da estepe", Umpcramento hspdo, dfcluentvencdo pela pertnáca Ofetíva de Rbero Couto que ft«l buscar-lhe o convívo por um dê*ses atos de vontade de que só o romancsta de "Cabocla" sera capaz. Ma tarde, l num llvruho do escrtor conmbrcensp, Crmuc Nobr.j outra referênca pouco anmadora: "Mgael Torga é arredo a esta cosa dos j.urna3. Mal tratado por uns, eravudo de njustças por outros, o poeta recolheu-se a um sl^nro e v. uma tmdez perante as colunas dos jornas e revstas, onde a sua obra c a sua posç«o lterácn têm sdo tratadas quase sempre ao sabor de despetos c de ncomprecnsõejt sofsmadf3*. }, Ora. por melhores que foscm as mnhas ntenções, não poda de\ar de procurá-lo como jornalsta e tema, conseqüentemente, o seu retrament»». N*o estava nss*m anmado de grandes esperanças quando de- «embarque em Combra, num sábado nolvdável de setembro, o coração já comovdo a vsta do Mrndego, que descortnara do tr,m, perfetamente caraetc- -azado pelos vultos das lavaderas,. curvadas à margem. Algumas horas d? «n«(n*.t.> perambult pela cdade, numa tonvda de contacto chea de efupões P-rcas, c com verdadera emoçáy, ao passar pelo largo da Porta-rem, avsto a tabulou: Dr. Adolfo Rocha Ouvdo* N»-rz Garganta". (Nnguém gnora se- esse o nome e a òrofs3ão de Mguel Torça na vda cvl). Relembro anda uma vez lur de que me dsseram do oscrtor e ovando como quem va par. o assalto de uma fortaleza M"s da a momentos estamos conversando o consultóro, "fraternal na m.p camara-tagem. O ARTSTA E O HO^l-M J<J*"bora tvesse prometdo a Msrnel Torora nêo me utlzar absolutamente do aned ótco neçta crônca, não posso dexar de referr-me ao nosso encontro nns ptcntnncns reas e tn tanto anedótcas, en; qua se deu. onero dzer ao contratte entre a mn«rem que me nculcaram do escrtor e a tnpe-:- são que dele receb, 070 no prmero momento. A verdade 6 one Torga, pesso.tlmente, em nada dfere daqn»1e one se nos apresenta na sua o»>ra. Lê-lo é conversar eem fe. sso porque êl* será tnrnpaz de escrever nma déa que não pense, ou na qual não estea empenhado seu jtó.pro ser. f arte nata q autor de "Vndma" torna-se um ejeercco vtal, nseparável de tô* : dns as. outras manfestações da personaldade. No trato pessoal, nas an. dades. Torra não fog»; ama tn*ha h ntereza do que traduz estetcamente na poesa, no conto ou no romance.* Não será o caso de falar-sw partcularmente em dg.dnde lterára. A dgndade para Mguel Torga é uma só. Ele não separa o homem socal ou po- NA.-GASA DE MGUKL TORGA, EM COMBRA.,»» "Tenha á lha atura còrduntt mssão muto ajfrjc" (l* a autor <u. (por lrto Broca, enyudv especal dv MTRAS E ARTES) uco do urtwa; ldentlfta*oh todos no mesmo aer\ bmnno, Jm, fortemente vlncto na st a obra. PJLOS QUATRO CANTOS DE PORTUGAL Como coordenar as mpre»...ôes dessa tarde, em qne o escrtor na companha da c*po» sa^ Andrée Crabec Rucba, autera de notáves euuos nobre Garrot c Falho, levou-me par o sen teto, hasp-dandü-mc com» mu smplcdade com ov.cnfe? A c&sa de Mguel Torga «nodesta habtacfo de nma porta c duas janelas fe na Estada da Bera, arrabalde de Combra, ao qual já refera K,a de Queroz nos "Mats". Nunra me sent mal» a voutade, nem expermente maor eufora mental. Já pela letora do "Dáro"* se percebe que Torga c um andejo. Conheço todo Portugal te norte n sul c de leste a oeste dt-mc êle *- mostrnpjo-mc fotografas das suas úneras peregrnações por moatca e va- ps _ Venho c\*ur3nandc n> r sítos ásperos, onde n,."n ae tem onde dormr, mas encontro ndso tudo um almento - nd*spersável à artístc c satvldade cradora. Lembra-se de mnha "Pátra"? poesa p mas ou menos aqulo que al exprmo. Não consgo produz* sem renovar contnuamente o contacto com a terra. E para s»o levo stmnre que Posbo uma vda errante. Tnfelsmente, mnha subsstênca materal depende de nma profskfo, da qtul a»nd oú» logre lbertar-me. Mas Vulta o melo, fecho o consulta o e parto para qualquer recanto do!» «fl. ««n- bú t^-s H Já JUCl * "ua-- estare sando de <\nmbra; voa a Sâo Martthho asss^.r n v dma. Assstr c trabalhar, eu e mnha mulher. Ah! Se «senhor qusesse vr conoscr, ra mostrar-lhe o que ó n alegra dêsse trabalho naquelas bandas.. Mguel Torga prossegue a m03trar-me fotografa*, c.atljuvado sempre pela e.a-osa. q:-\ relembra um detalhe uma passagem das suas ntermtávea jornadb. Olha, sto ar.tj tramos num recanto quare gnorado de Uma das lustrações de OSWALDO GOELDporo a edção traduzda de Dosroevsk, da Ed. José Olímpo., TrO-oa<(Montes, Encunt ramos ul um curoso tpo d.«vda prmtva; m aldtfos eonr<(* uem uma verdadero comundado, Kendò* que há umas mtsh, ronhecdns pt»r botas do Conselho, que um <*e»ej t.lea para r todo ano pagar oh moo.tos & cabeça do lstrtc. Uma das cosas que nü atraem ícsnuh vagens é luso; descobrr em rerantos dstantes e perddos a sobrevvênca de cnltun.h antgas, às vezes nàlttnárhtb Nâo aro dstngo numn velhu usanra lá, num grotâo da tcra ou de Tras-os-Moptes, a remanascer.cla de hábtos dos tempos dos romanos ou dos god ks. Sob esse aspecto, o nosso "sertão" oferece mas nteresse que o do Brasl. Por 14 não e-;stem rndo as sedmentações, cujos readuos c^.ontramos por nou. Não possuem anda os senhore- a nossa velhce. Mas quanta esperança: LEMBRANÇA DO BRASL Torga relembra sua nfânca em Mnas, admrnvelmente evocada nó "Prmero Da dl Craç.;*.o""; que va ser agora ròc/lt.do. A forra tcurca da nos*a pasagem dexon-lhe nma marça nalenável na alma.. Vejo com grande cn;*«rmo o Brasl e gostara de and».- lá vver das melhores do «ue os que pasme na nfanca.- Os senhores têm um tr-andefuturo, porque à base de elemonto latno souberam agregar." se elemento vrgem tão rco de nosslbftfcladca que o nc gro" "0 dota", de Pepno 13»orn meta a dva 4»»! jtrhí.n no 8om»p«um eannaco rremeuav«1, levando «HtK a üeeadíncla, Sm, esaoo» cansados, Já n.o lemos cnm.dnde para a acgr nem»h»m o au»or.... uvlu èle \ COlUMlAO COM A TERRA l SlWTMlíNTO DA BÉRA VoltMto a "íudr à nua comunlcnçre ntma eoa» terra, o avtor de "Contou da Montanl»a" còmlderã a cmpíco de nugn.uhno que parco íxlstc entre o seu ser e o» rndes c»«rlnhos que tem palmhlmdo, Qtmndo ho P«ln serra, dvhcvnoo ou «ubnd naqtílal rlbàmelraa, snto-me tomado de uma c?alta.çao tco grnnne quo juluo lerem meus p»*s. em con* tneto com a terra, antent.3 a ca,t,rem a poesa. E, p.ra quo o nenhorveja como t. po^la e uma co«a fundamental para w.m, <*nsta *-t««. este exemplo: Corta ver. estava caçando, qnnnto a arma dtsnaron. por P«uco não n e cansando cro dano ou talvez, a morte. Pos ncwc momento. em qne deva ««tar fortemente abalado com o choque e nrnnaz, portanto, de coordenar m pensamentos, f«l que ne ocorreu, na saa torma deflnlll* va, nm poema, enja déa le ha mútví se mantnha mprecsa no meu esprto"..oto em sesura, Torga «óxplen como n«ssa comorthão com a torra é. sotretndo, o sen- Twent<, da bcra que êe pro-,. ra «_ ma renetrnçúo nrofunda nas orgens, nos mhucrlcf, rh lecona da rara. Por anu andaram n:lrts deuses nrns e-ençns e confervamos no e*nírto os e-ol dr todo esse "assado vo?.- oo «.ordam a todo momento exlgndo acenas «««níw a-*r»*onla ara rterpfota-lns. O csrftor e a espona acompanham-me ate à rua; ou melhor. até a <*strndn nessa noto one. para rompletar o quadro das sogè^õcâ lírva-s e de lnar \< um luar re-nlcndente. Se ju»ga? que dn nons» palestra pod«trar alga d.«r.- t.er«"»--rmte para o púmco bra- K!l?íro, n."o me oponho a quo drynlgçeí o n-e lhe aprouver r.. r"o se osoneça,l?ptn: tws a nrfp- " fttcrífu" ra c«mn e^a r»ssão multo»e> "^frjto ry, 0 rj"o v-la nrofar.a^.a po ""Tí> nnedótco o«da rnr^^^^^e íác!l... 0 hernetvmo e a poesa \ m^ílsrna _(f?fvít«.ah.5o. _da pág...)_... te as obras representatvas de sua época lo»rraram alcançar a posterdade. Quas se:fb as quo ospalham o nosso modo atual de pensar e sent^ as nossas dúvdas, a nossa angústa o nosso, deavpero? As melancólcas produções dos acadêmcos, que nada refletem da realdade do mundo? Que repetem, já sem exprsssao. as stuações mortas? Essas bem sabemos que»;"o fcarão.; Não fcaram da dade Méda as cópas do escultura romana, mas sm s»8 pnturas b-antnns e as, catedras gótcas, lídmas expreasoes da cvlzação crstã. Cada momento da hstóra nos d«ml soluções artstas dferente», sgnfcatvas. Cada énoca crou seu estlo, nem melhor nem por do que os outros. Acredtar que a nova cvlíaçâo de- Dobedeca à regra geral e ao lado dos v^torns étcos econfmlcos e socas qoe está crando, mantenha ntactos os valore» c3t*-o8 de outros tempos é um absurdo. Dza La Bruyère que o. dog» mntsmo é fruto da gnorânca* Sej-mos oor*?»nto humddea, dnto das novns pesqusa» artístí!as. Tentemos entender- 1J?«>^ a3 ratões de ser. E mala nada. Quanto, a gostar, é outra cosa. Ê nuestâo de sensbltdnde e cada um tem a que Deu» lhe den 0«o meo em que *» ve, a educação, a geografa. Nas bancas e lvraras, o tercero numero da grande revsta "Colégo" MaHHMPnMMMHMNnMMHHMMttSBHBMM^^

13 * t»? > 11 Págna 14 LETRAS E AlTEò Domngo, í nos vem do berço m noções do lem c do mu, NKÒ ()b rtlof nstntvos são atos ndferentes; nem vr* ndes, nen pecados. A noean* en é o ncapacdade de lhce* nr o que é bom do quo é mau, ü frnl» da árvore smbólco do (ônesh somenlo d tu toa rjos lleu dça moralstas c esplrltun» podem umdê-ln. Cru» os rojn* lstas (juúndn prelondén cobícor num segundo plano n vda r.-, começam a mxolear no cêrebro as prmeras luzes da materal do homem, sune.stnundo o conjunto dos seus or- compreensão, l nco a crnçn «aprendzado das les, dos vgulnmcntns, das regras, do que pura sullnar c endeusar u gáos cplaures de sensações, 8e devo o não se deve fazer, o utvld.dcs do cérebro, a ação catecsmo do Dou! que >s gerações veram codfcando ma. <lo esprto, as faculdades da a- para condconar a vda de cada um l o caso_ é (ptc os sacerdotes à convenênca dos outros. (te todas, as relgões vveu a Nada de nstntvo, espnjtaoco e natural. O homem nasce anatômca e fsológca, a me- condenar a matéra humana, o cresce exstencalsta, l assm prossegura por toda a vr pensamento c sentmento. A nospre/á-la cm face do homem; la. nau fora a ntervenção dos ponto de não admtrem conto pas, dos parentes, das rmas, legtmes, decentes e puros o dos professores, dos sacerdotes que rcsprczlvclmentc chamam "os com as regra du educação, de prazeres da carne". pjjfegan o sacrfíco, a abstnênca, comportamento, de hgene, de vrtude (pe acabam por formar as prvações, o jejum, a flr.gc- ndvíduo artfcalmente nção, como perfeto. í: pena que, atngda a dade Deus. atos agradável» a do pleno racocíno torne-se êlc Ora, não me entra na?nbcça quo o Crador de tantas ru- apto a nvejar, odar, persegur. roubar < agredr os seus some- sas boas c saborosas que oferece n vda vá fcar couleute mantos c até trucdá-los o extermna-los em guerras Sunírentasferndo as rundades amargas c porque delas nos prvemos, pv- Mas na nfânca, enquanto os feas que com certeza foram trncpos de moral e as regras le boa educação anda não lhe lenetraram o cérebro, vvo o : lomem pelos sentdos, smples,. spontunco c natural. A sua. «referênca é pelas cosas que les dão prazeres scnsórals. udo -quanto o moleste ou de ngrade fscamente tem o sru rotcslo medato, manfestao f elo grto, pelo choro, pelo es- erneo. assm que começa a nrtcular os prmeros sons clgves, aprende nstntvamente palavras de repulsa a rc- N tolta: "não", "mau" e "feo"; A edção de "Letras c Nota se que as noções de maltladc c feoldade confundem-se ultmo, prometemos resu- Artes".de 14 de novembro no seu mr, aqu, esprto, fle as rapclc. a parte fnal do art- m EO de Amé 1atrf a propósto do \ sua tendênca natural ê para lvro "Qu,f>st-ceque a ltérature?", de Jean.laul Sartre. amar o bom e o belo, o que satstaz e deleía. Vmos que Sartre preconza Sntetzando no prazer c na uma arte "engagée" e, ao me»- dor, quanto de agradável ou mo tempo, quer que essa arte repugnante oferece seja nteramente lvre, sto c, a vda, nada mas justo que o homem, ao mento dscplnar exteror, co- lberta de qualquer constrang- escolher seu camnho, dê preferênca â estrada florda e ma- das setas relgosas ou dos Esmo os que provêm dos partdos, ca que conduz ao gozo das boas tados totaltáros. cosas que o Crador pós no Dz Amé Patr: Combatendo mundo... em duas frentes de um lado, os últmos fés da arte "degagée", e, de outro,os voluntáro* lí pelos sentdos que a êla estamos lgados. í: através deles que se processa a nossa Bofo e dramaturgo parece trun. da arte "partcpante" 0 flovda de relação. O cérebro apenas recebe as sensações far faclmente de todas as óbjcções que lhe fazem uns e outros, por eles pos usa sempre o recurso captadas pafaransfonna- de apelar para a lberdade, perante os que o ntmam, a se as, através do sstema. nervoso, cm motvos de prazer ou "comprometer" vcrdadframcnte, e de pregar o de sofrmento. Tanto assm que "alcamento", o "comprometmento" aos que um ndvíduo prvado dos cnco sentdos e com o cérebro funconando normalmente sera un desgraçado reduzdo ü vda mental, cuja exstênca, pa\doxalmente, pouco dferra da de uma planta ou de uma pcd rã. - Não compreendo, pos, a ló> D E lá muto que se faza sentr no Brasl a neçes* sdade de uma coleção como essa* dos Clásscos Jaekno, que acaba de ser lançada pelos Edtores W. M. Jackson nc., tendo como» organzador o sr. Henrque de Campos.Km todas as línguas, sobretudo no francês, no talano, no es?>n«nhol c no nglês, exstem coleções ffmelh.ntes, em que o-j c.lãsscos são apresentados ro manera metódca c e.-udta. No Brasl, nada se tnha realzado nesse sentdo. E bom sabumoa.como é falho o conhecmento dos nossos ntelectuas no que se refere à lteratura clássca. Formamos! a nossa cultura, cogtando geralmente da cúpula e da fachada, som nos preocuparmos com os alcerces. E3- quecemosda base, dessa tnge que só os clásscos nos podem dar: Mufa Rente chefa mesmo à nsensatez de afrmar que podemos passar sem ela. Outros repetem a conclusão levana de Herem os clásscos mac- cqs,. pesados e consequcnlemcnt«í aborrecdos. São dos erros clamorósos. Está provada a m- O «MBWWRíMt r^*»«gozo DE BEM VVER íl STOS TGRE sübrepllclamenlo ntroduzdas ao mundo por Satnuaz. O antropouornsuo que nos fax emprestar a Deus vrtudes humanas c também alguns Jofetos, nverteu a palavra da llt- Mn (que o meu amgo Anslcgéslu de Alade qus utroduzr nas Declarações dos Dretos da ONU), Assm magnou um Deus a magem c somollança do homem, rrtando-se ou fcando contente, conforme procedemos deste ou daquele jeto nos atos mas trvas da vda. Um Deus a nteressar-se por ndvíduos que espontâneamente e sem a menor ncccssldade, renuncam nos prazeres materas, preferndo passar fome c sédc, dormr sóbre lages, e martrzar o corpo a rje3 golpes de dscplno, Não, meus amgos! Nenhum sacrfíco nútl pode serv- h glóra de Deus que crou com o bom e o belo a cxcelsa Clldade. Se a mnha fome exge um pão c eu me prvo da metade délc em benefíco de quem não tem nenhum du seu, multo bem! aco r. sacrfíco que aproveta a ottrcm e rjup a mm moralmente me aproveta. Suto um prazer esprtual varrespondente á metade do pao b que m«; prve. Se submeto o meu corpo n golpes, ferummtos, dores c fngdos em delesa da mnha fanla ou da mnha pátra, justfca-se o meu sacrfíco. í: anda uma transnçáo realzada entre a matera e o esprto. Aquela sofre, mas éslc deleta se. A satsfação de ter sdo bom c útl compensa ns provações sofrda? Quando, porém, a prvação dos prazeres e a provação de sofrmentos a nada c a nnguém aprovetam, o homem que a tas prátcas se entrega nclu-se no menso rol dos dodos mansos. Observando o fenômeno ror outro Angulo, vemos que as nvestgnçôes no terreno da pscologa concluíram que clícos c jejuns que a s mesmos se nflgcm certos ndvíduos não Sartre.seu èn^àg^^^ suas contradções manfestam a pretensão de permanecer 1 vrfes; nà! antga acep^" ção da palavra.- <; -s > ;;) É curoso, porém, averguar que, na parte fnal de seu en. sao,- Sartre manfesta amarga duvda sobre a possbldade de levar a bom termo o programa que se traçou; Quexa-se ò flósofo de que, se DSRÁEL não lhe faltam, pelo nundo afor, letores esparsos, entretan- perdeu o camnho. Tal proble- é geralmente ínucío uc qáe se to não lhe fo dado, anda, atnglr o verdadero publco, capaz tem sdo, o mas das vezes, mal ma, aparentemente nsoluvel. de tomá-lo como gua esprtual proposto: essas duas exgêncas para a solução dos problemas de de "lberdade total" e de "comprometmento total" seram re- nosso tempo. O acesso a esse publco lhe tem sdo vedado pelo almcntc compatíves c não vram a roer-se mutuamente? A Partdo Comunsta, transforma, do cm greja autortára c dogmátca, preocupada, como se savolve questão da mesma natureza tarefa de, conclá-las não enbe, cm alcar os espírtos mas que a da quadratura do crculo? pouco respetosa da lberdade de Os romances, o teatro e seua.recrutas. os en. safos de Sartre têm boje extraordnára dvulgação. Todava, a Assm, esse ensao de Sartre sobre a lteratura se fnalza, efcáca polítca do melhor de paradoxalmente, com algumas seus escrtos será sempre menor consderações extra-lteráras, a do que a de qualquer artgo de respeto dos dos grandes grupos que se embatem no mundo letrado, desde que este possa jornal da lavra de um plumtvo atual, e da necessdade de uma usar a chancela de um partdo tercera força mundal, que sera a únca possbldade de sal- ; É polítco... vação, que a técnca da tanto propagar-. para a lteratura como para a socedade. da polítca não se afna com a da lteratura, seja esta, embo? E não é sem surpresa (dz A. Patr) que o letor ra, de "déas". A garanta da depos de efcáca da obra lterára está na ter segudo, em seus nfntos leza do,estlo., e meandros, uma da-, composção, na profunddade das anál-, dalétca,às vezes mquetadora e sempre pres- bcs c na. tgqsa, que o levou tão alto e generosdade das ntenfí0 longe -^ ouve* (ÇÕes. pedosas çxor- ^ tàçõc!s sobre o ÍSocrflsmO.a de-lní Não fo. sem >razão. que um joa quem Sar- mocracá e a paz, que >ór terto vcm comunsta rão fcartaa níal na pe!rbr"ação tre chamou mbecl *-*: èsc*evculhe: "S voas vouléz vous enga- dum Bub-prefe,to, ao dscursar em còmcos:agrícolas... :;? p; ger, pourquo nadheréz-vous pas Nãd será a confssão de uma au part commúnstè?". derrota? Chegar-se a un "mpasse" e sar.se pela tangente "engagement").. (A segur: ^Marx contra o>., UM MUNDO DESGOHHECÍDO A propósto dà recente vèmo dos CLÁSSCOS JACKSON possbldade de alguém ataglr um grau superor de càltnra lterára sem conhecer certo número dé obras fandamer.- tas que há mutos séculos vêm nutrndo o esprto humano, fornecendo-lhe elementos c s^gestões para centenas de crações artístcas. Por outro lado, a afrm-.k~o de serem os clásscos nucços e pesados não passa de um preconceto, uma dessas déas falsas que se crstalzam, graças à ndolênca mental com que acostumamos acetar nmu nfndade de noções, sem examná-las. O que pode dar, a prncpo, tal déa, numa obra clássca, é a ausênca de preparação por parte do letor.?*- so acontece com todos os gçnndes autores. Quanta gente vm desstdo de re um André G-" ce, por exemplo, uncamente ^-r Joaqum Nabuco não se achar em condções de npreender-lhe as sutlezas do ; pensaraento? E que dzer <íé ín Proust, ante o qual têm. refugado mlhares de letores, havendo mesmo crítcos que chegam a sugerr processos, recetas para se ler o genal romancsta? Não resta a menor dúvda de que esses dos escrtores fgurarão entre os clásscos do fturo. Pos com os clásscos atuas se dá o mesmo. Essa necessdade de preparação íèr corre de sua própra "grandeza. Mas logo que o letor se dentífque com o clma de tas autores báscos com eles se delcará de manera plena e absoluta. Compreenderá, então, a pequenez. nsgnfcâncla de tantas obras que antes lhes parecam tão belas. Para semelhante preparação vem concorrer, «a edção ú<)g passam do modaldades m6rt<t* das de prazer. São forma do tsupmno, mas do domíno da pscopaun quo da moral. Üs (acnrctas voltuamente exlados nas monlaulas " e que lá, solados de lodo o convívo do mundo, ptssaa à vda a medtar, almentando so de gnnfnnholos e mel, levam, no seu modo, uma esplendda o regalada vda. Quantas vezes nôs, condenados a passar a exstênca na árdua lda pela conqusta do pão, ansámos por fcar soznhos, enfurnados num canto, onde não vá nnguém, man confdencal conversa com os nossos íntmos pensamentos 1 Mas não o consegumos, jamas. Nenhum de nôs a s prôpro se pertence. Envolvc-noí a vda cm suas teas, de sorto que cada um dos nossos mo/mentos está regulado pela re* volução de ml rodnhas que consttuem n entrosagem da vda: famíla, negócos, convenções socas, mposções do Estudo, amor c amores, estabelecem, o nosso horáro, traçam o nosso destno, aceleram ou rctardam o rtmo dos nossos passos. Enquanto sso, o anaenretà, na sua gruta, medta soltáro. Hebe no côncavo das mãos a água clara da fonte; depos medta... Sc tem fome, come gafanhotos e, por sobremesa, mel de abelhas... K depos medta de novo. Sc lhe vem o sono, dorme, o que é anda um modo de medtar, para dentro. Não tem ele as boas cosas que a cvlzação nos dá pata gozo dos sentdos; nem cardápos varados, nem letos macos, nem automóves céleres, nem cnemas, nem moças bontas; mas, cm compensação, de quantas cosas desagradaveís está êle lvre!,nada de falta de dnhero, credores, epos-, tos, cacetadas, vstas a fazer, cartas a responder... - Anacoretas e eremtas na sua vda contemplatva são soltáros profssonas. Recolbcm-sc ns suas tebadas fugndo ao mundo e aos seus mundansmos. Tal os desluddos da Socedade ou por ela repeldos vão alstar-se na Legão Estrangera, assm os contemplatvos refugam-se no seu ermo, acastekdos num egocentrsmo que lhe basta e satsfaz. São nns gozadores ao seu modo. Uns boa-vdas.,. O mesmo fato de comerem gafanhotos não me comove ou mpressona. Quem nos dz que o gafanhoto não seja excelente petsco? Pos nos mas caros restaurantes do mundo não se comem caramujos? E os nobos de andornhas não são fnssmos areppes para os mandarns chneses? Rematada parvoce é, porúm, pretender mtar fsen vocação para o ofco os anacoretas -e profssão. Prvar-se por nmor de uma vrtude hpotétca., dos prazeres materas, scnsorís, (Conclu na 13.* pág.) "Clásscos Jackson",. os prefâcos ncluídos em cada volume e fetos sempre por um e?pecalsta ao cargo do qual estp-e também a escolha da matéra. Estamos certos de que os "Clásslcòs.Jackson". da manera pe- a qual acabam de ser apresentados, graças prncpalmente ao crtéro e ao bom gosto do sr. Henrque de Campos, vv.o.^uscltar entre nós um movmento de nteresse pelos grandes autores báscos, sobretudo alguns muto mal conhecdos devdo à escassez ou absoluta nexstênca de traoucões. Andou bem o sr. Henrque de Campos nclundo, entre os vnte clásscos ora lançador, dos brasleros comb Joaqum Nabuco e João Francsco l.?boa. qúe fguram respectvamente com a "Mnha Formação" e "A Vda do Padre Vera", duas obras prmas de nossa ltératura. que podem ser também consderadns entre as grandes obras unversas. No nróxmo número apreca» remos, sob outros aspectos, éssa admrável e mertóra tn»«atva edtoral que faz jó«? ao melhor acolhmento do públco.,.-::

14 , Domngo, LETRAS /í ARTES Pagno 15 h* lukrc famíla nronluru, o A. nasceu FLHO em âtrjx-^l»*, estudou,. Suça, tendo no dplomado ea Pnculdndu lu Le run de r.-.clra. Passou a vver en ".o cm 1arh c té 1928, drgu um cana edtora "l2dlton* Corrêa", do renome unlvursul, "dllundo, entre oulruh, JncqueH Murllun, Frum.ot*. Muu.uc, ClueH du lou, Unbrcl Maree, «Maree Kayut, ldmond.ulnu*f «Lha ros Plsnler, vencedor lo Prêmo (onrourt dc 10*17. Colaborou, efttru olras revbtas rawhas, cm "Caller» du Sud", "Vendrcdl" c vndo ao lrus, conruado cnmo protessor do Lteratura Francesa pela Unlveradade do Mmrto Federal c pela Faculdade Na-. conal dc Flosofa, nsttuto Ro Branco e Faculdade dc FllOMfa da Onverrdad* CatóaV «a e da UnlvcrsWBde Lría)elte, passou a leconar lteratura mn- «derna em todoa esses estateleementos unverstáros dn ca- * Ua federal. Entre 1942 e 1*41, regeu o rodapé da crtca menar em A MANHA e cetawou no "Correo da Manha", laôre questões dc* dvulgação lterára «artístca, embora a sua espectaldade c a ana vocação íte- «tm a grande crtca, maa orofnnda e autêntca qae a Hnpca nformado jornalístca. O presente lvro "Ant«*u c a ertlcu" reúne alguns envos desta rase dc Roberto Alvr Corrêa como crtco nformatlvo, destnando-se, nor sso. *»> grande públco, como obra de dvulgarão cultura) c HtcráTla. No entanto, o pensamento de sólda bnac unverstára do crftco maor o crtco da obraa para o péblco mas culto - est no seu lvro sempre presente Colocando os sens eaeatoa sota o sgno de Ante» êle pretendeu fazer ver ae* fetores ser o crtco também, de certo modo, flho e sa de «na terra. O sen lvro representa, pos. a hstora da volta de nrn escrtor à terra de orgem, psra, pela paterndade lterára do crtco, nela se ntegrar, apôs longos anoa de ausênca na Eu-, ropa, onde nasceu e se formou, ANTEU EA CRTCA >** a 111 n* ma-* braslero nor llho fle pas hrsllafuoü,aqu vra **.<» cm ml nove-entos t» trnta o poucos, lncar os pvs nn terra u nn c**lturò do sua gente. Curoso étce lvro punu- r»** presen*» o fruto de lnqulr experênca dc um crtco "» ráro que longe dc volta à lerra de orgem com o orgulho do homem culto, embora sendo talvez o únco crtco lteráro d» formação unverstára, a curopela, deu-nos a maor dns r- ções dc humldade ntelectual e lterára, sataptando-ne s contlngémae celura*,** c Mcréras de «ua terra dc flação procurando «-empreendê-la, ncaãe fascado tabula rasa doa conhecmento* sdqulados, rendo-a & lua desses. conhecmentos c segundo ela mesma, seu desejo de engrandecmento e de. trofunddade lterára nterprctnndo e ajudando. É bem o drama de um Anteu da crítca! E é o que fax. em seu lvro Roberto Atvtm. Corrêa, estudando as abras doa poeta* (Murlo Mendes, Manuel Bandera, Kbero Couto, Cecíla.Mclreles, Augusto Frederco Schmdt, alguns dos nossos maores soetas); ou de escrtores franewes (Maree Proost, Maurae, Bararnos, Charles Da- Boo, André Cde, Roman Rolland); ou romanetstaa e contstas nossos (Fran Martns, Leandro Dupré, La CoTrea Dutra, Aurélo Buorque de Holanda, o grande: Jnsé Uns do Rego); ou ensaístas (do ponte de Trstão de Atheyde, Glberto Freyre, Maro de Andrade); ou crítcos lteráros, como Álvaro Lns e Slvo Homero). O. prmero ensao do lvro, sobre Murlo Mendes, bem rcflete a preocupação do crítco cm "compreender** a ter»a de sua flação pelo* que nela hc encontra de mas representatvo. Ressente-se num momento da JORGE DE UMA mlrv-.-.! do noümo vocabulnro crtco sôbrc naté.- d«tootoga místca, alheado* como bao, com raras cxcèçõe,, o» no»- soh crítcos dessas cosas dn lâ.». Assm, a palavra mslca e poesa mstlca apnreco nele com uma conotação.*olcr.ca >ue um católco da cltuu do sr. Roberto Alvm. Corre, certamente, (lapso sem mportâncn) devera evtar. Tamanha é a confusão» renante entre noa a êsse respeto. K ulngném como éle, depos de Trstão de Atlaydc, melhor ndcado pura nos esclarecer sobro esssa cosns. Por «uo faur, p*. cn» "-poeta místca*» quando sotrata apenas o- "poctn-crlsto", on "poeta católco", ao sentdo apenas d» "poeta de n»- praeã»! católca ou de nnpra- Cão crstã, rejetamos como o A. e nós rejetamos, qualquer ftctvldúo para a poesa, mas, rcconhecendo por outro ndo. romo daa Bcrnanos, que ue lhe dzem "nm que grande poeta é católco, só tem motvos para sc alegrar com sso", d»*mk» que não pretenda fazer propaganda relgosa com a sun, poesa, mas exprmr apenas a aua manera de ser como poeta? No mas, o ensao «tôb»*o Mn- * rlo Mendes testemunha a Janta posção do crtco ua-la rategórfco a respeto de cosas nefáves como aa de: poesa; nada dogmátco nem» dtjau-al em colha» em que a* Ubedadu de ses o de manfestar-se poetlcaments é dc todas as; lberdades da pessoa humano aquela que maè escapa á prsão- da fales a pretensosa crlttc de poesa. O ensao; sôbr.í Manuel Bandera é umn das cosas mas profundas e belas qbe se escreveu entre nós sobre o mal* querdo e notável.dos nossos poetas do movmento modernsta como* do- po-ít-modernstn, de quem, há pouco, João Gaspar -,tnò*h r.ío henílnva cm aflrmar, cm *vu ólllmo lvro, -faherdado do Esprto", (pá;-nu 32»): "Manuel Bandera tnlves o unlco u«r-»/. do Bras- cm cuja nspração pulsa por ve» zvh, o banguc do própro uêulo-. Belo e profundo ó o seu en. sao sóbre «Vwflro Coutn oue orslku dc poeta da nostalcla (est t um crande poeta ne j. crtca esquece em suua d*ações cotldlaaaa, talvet porque o suave Ru. vfva ausente dns rodnhan); Cecíla Mclrelct o- mo a hstoradora do nefável daa nossas* eoaaa poétcas alndn não comuncadas: sóbre Schmdt, no eomo o poeta V- rco qae sempre o fo c nm grande poeta, mas também cnmo o grande poeta épco da "Ue-t- experêncn qoe nttulon cobrtmento**, anda nacabada Seguro, honesto e revelador é o crtco de Mallarmé. Maree Proust Maurae. Bernam-s. Charles Du Bos. Gde. Ron.a»n Rolland. sempre consegundo dscr cosas novas e sobretudo cosas smples para o grande públco que lê os nossos Jornas em busca do nformarões e de cultura lterára. # Qs três ensaos sobre Jo«é Lns do Rego, consderado por nm crtco protnguês que- nào* recordo agora, um doat matores romnnclstna da lngua por* tugnesa, (ou Casas Montero, ou João* Gaspar Smões). stuanv perfetamente a- obra áo grande escrtor nordestno nn lteratura braslera- e portuguesa cm geral. O estudo a respeto de Trstão de Athayde, o nosso : maor crtco lterára» c hoje o maor crtco de déas das línguas latnas, sem duvída nenhuma, e sóbre o que dsse de Glberto Freyre, como* ansasta e Maro de Andrade, -vvaro Los é Slvo Romero Roberto Alvm Corrêa revela, mala.ma»**». a aua «rand acul»»** erllea a nervlç» d uma «reucupaçân de nforma* o pubcò alando, admrável* -Mu* a cultura e a dvuk> «;a» crtcas, Jú» pode. afnal, pela K» tura do seu lvro "Anteu e crtca dlxer que não caper» remoa cm vão por um lvro d grand». crtca, da crtca molo. vela.»» a endu momento, a» ma smples coleção dc artgo» t». jn-.utlh c revlhtas, onde cnrênca dc espaço o a obrlr**» çfo dc drulr-c* ao públco n» ncroho rcstrnkc, «em djvld nenhuma, a profunde* e aeuldaoc do olhar do ctro Entretanto nos capítulos en? que o A. conseguu lhcrtar-m dessas concessões (por dev«r d< ofco* nf.o veto analsta mak capas aem mns neccssrlo, po n* cultura, pelo bom gas p. po lo* dom de* transmssão aem ln> fase e aem pcdantlsmo. Mas v*** "Anteu" de Rober to Alvm Corrêa representa tfo somente o dedo do ggante qus a: vem* com* um ensao (para começar) sóbre Baudelare no* távcl, notnblssmo. O autor Já nos deu morlvas de saas sonda* Cena nn oceano baudelalrcano, cm longa conferênca proferda na sede do Centro D. Vtal. Para oov-lo. na convcção d«poder apreender o nédto sôbre o gêno de "Flores do Mal" abandone certa tarde afasrca e obrgações urgentíssmas t lá fqne -*no velho casarão da Praça Qnln/e esquecdo das undas amolarõr»» de mnha rda-, ouvndo o mestre dsnertar do manera fluente e penetrante sóbre o "trop poeta obréten** ncomoreenddo pelos sens contemporâneos. Nesse ensao Corrês1 fe* deacobettss que ntngném. conseguu. É um estudo dgno do. grande crtco que publl-*ado em qualquer das lngnas unversas lhe dara re* nome tato em tôdn a lteratara do mundo. Mas a sso o honesto e puro Corrêa não wpra: anda* vão v pessoa mas avêasn nem. mas refratára à "xl-. bcão e- * nuhlcdude que esse Anteu amgo; a: quem csmmo como rmão- e a quem admro como professor. A Hstóra se repete... há dúvda: a Hstóra se repete... E ao repetr-se trás consgo gran- NÃO des e utlísjímas lções. Além de lções, às.vezes também reparações e castgos... ft o que se pode honestamente conclur dante da attude que a "nova geração" de 1948 acaba de adotar, corajosa e agressva, contra os "gagás" de Em aua famnaa revsta "Orfeu*", o» Jovens poetas brasleros raneuexa, defendem, eom desabonada a teora de que, aos "moços* de 194» cabe a tarefa de derrabar os «velhos** dc 1S22, e lbertarse resoluta e delberadament» da nfluênca deles, e/ue estão decrépros e mprestáves. Espon. o «oo (Concluso dn J4.» pág.) do seu ndvíduo físeo. E.-qperlos sâo àqueles que saboreando as boas e fnas cosas da Tda, pensam estar cometendo pecados mortalssímos. É que estes saboream cüm requntes de "gourmet" a acdez e o leve âmargor do fruto probdo. Só tem o homem motvos de glóra e de louvor por saber trar dos seus sentdos o mas c o melhor" que eles lhe podem dar. Comer bem, beber com sabedora, vestr com conforte*, dormr em caa cama, asprar. perfnves fnos,. ouvr múscos extnsantes, contemplar.bclas pasagens e dvnas obras do nrt-e entre as -quas "las.t, bnt not the íeast" as craturas do sexo oposto, apetcrr ves e acessíves. Dar aos sentdos todos os grandes e pequenos prazeres, com ser sábo, justo e humano, só pode satsfazer a Deus fadmtndo que* Deus se nteresse com.as bagatelas da nossa vda), como homenagem à *-*xc*;lstude de sua obra. Ó góo de bem vver 6 a mós bela da vrtudes; Gozemos pojs a la, o quanto nos for possvel. Deus o quer e ela o merece. X,;" "-** " -a. s do essa tese nsurreconal, me- «em êle» o páu, de rjo, sem dó nem pedade, em Carlos Dr*umond de Andrade; Manuel Bandera, Rbero Couto, Gulherme de Almeda e outros lderes do movmento modernsta. A eít-.tude é njusta sem dúvda,, mas perfetamente compreensível e explcável: os moços, são, por defnção, rreverentes, nqnetos, conoclastas. B se n«lo o fossem. não seram moços... Eles fazem com os "gagás" de 1922, exatamente o mesmo qtte os "moços" de 1922 faza» com os "gagás** da Academa. Até a lnguagem é a mesma. Ronald de Carvalho, revdando a ura ataque de Oscar Guanabarho, que se colocara ao lado dos "últmos helenos" da Academa, contra os revoluconáros a Semana da Arte Moderna, chamou dc... "gagabarno". Quer dzer: o mesmo xngamento de "gagá" que os novos de.hoje concedem ao sr. Carlos Drumo- 1 de Andrade... Chamando aqs modernstas de 22 de "gagás", portanto não fazem mas os "novos" do Orfeu" do que repetr os gestos e as palavras dos lderes da Semana da Arte Moderna contra os parnasanos da Academa,, contra Coelho Neto e Alberto de Olvera... Os "novos" dc 1922 combatam mplacavelmente a Academa, chamando seus membros maa emnentes de "fósses" e "decréptos" e repetam com alvoroço o grto de guerra de Graça Aranha: Ou a Academa se renova, ou morr a Academa! Queram todos êk lbertar o Brasl da "nfluênca nefasta" de Coelho Neto e Blac, de Alberto de Olvera e Ru Barbosa... Era precnr renovar a lteratura braslera, arquvando DOGENES LAÊRCffl defntvamente os "fósses" da Academa! fsso não mpedu -]up.. decorrdos n^nns anos, batossem à pora da Casa <"Je Machado de Asss, e lã dentro se nstalassem tranqüla e confortavelménte os srs. Alceu Amoreso Lma, Manuel Bandera, Gulherme de Almeda, Rbero Couto, Menott de: Pccha, Cassano Rcardo. Múdo< Leão, Pe«regrno Júnor, Rodrgo. Otávo Flho todos eles da geração ant-acadêmca de 1922 Os novos dc 1948 «tebelanuss agora e cem que fúra, SUn* to Deusí contrn os epígonos da geração ant-acadêmca de Quem cont ferro fere, com ferro será te^têe...- A Hstóra, no sen rtmo rrecorrlvel, se es. tá repetndo. Mas é precso que os epígonos lustres da geração, de 22 que enfexam. mutos deles, o bastão da lderança terára sabam compreenc* r a attude conoclasta dos jovens poetas de "Orfeu" e recebam sem cermôna e sem amargor os sens grtos subversvos» de revolução... As revoluções são sempre nteressantes, embora raramente sejam útes. Elas têm um caráter expermental. Nunca se sabe o que va sar delas senão depos qué elas se desenradeam... Esperemfvsem azc" dame e sem amargura, o resultado da experênca dos mennos de "Orfeu": o momento agora pertence a eles... nfluêncas de Chaíeaubrsand no Brasl Tera Chateaubrand nfluído na lteratura brasfera? É evdente essa nfluênca. O ndansmo de Alencar muto lhe deve, sem sombra de duvda. Mas o sr. Pedro Calmon, dscutndo o tema com vvaedade e graça, sugeru uma nfluênca que quase todos nós gnorávamos: sôbre Castro Alves. O bógrafo do grande poeta dos "Escravos" Teclará ue "A Cachoera de Paulo AforcO! se nsprou no po-a-** nvo Chateaubrand* escrevo» sobre a cachoera de Nagara. E o sr. Calmou» lançam!j a déa, ofereceu-a medtação e a pesqusa dos acadêmcos; que am falar sobre a personaldade e a obra de Chateaubrand. Um lvro em latm O padre Serafm Lete- oforeceu à bbloteca da Acadómla nm novo lvro de D. Aquno. es-. crlto lodo êle no latm mas* puro o1 elegante. O lustre hstorador da Companha de lesus chamou a atenção da Academa* para * mportânca. sgnf«açã e belexa da obra de D. Aquno. O sr. À. Austregéslo, Heola- dç folhear o volume, elogou caorosamente o**.-»lm em que «a* creveu o emnente arcebspo de Mato Grosso, debatendo o ssunto com o padre Serafm Lete; E,. por fm, também eloj>ando o latm d< l\ Aquno falou o sr. Ataulfo de Pava, que narrou um curoso epsódo. O atual sumo Pontífce, quando esteve no Brasl - e era então. apenas o Cardeal *ace * v- Btou o Supremo Trbunal Federal, fo al saudado pcln scu presdente dc então, o mnstro Edmundo Lns "um autêntco homem do "Caraça" num dscurso em latm O Ctrdcal Pacelj, ao responder wm surpresa geral, falnu em porlugues. E acrescentou o sr. Alatlfo de Pava: Alás, Sua Santdade quando recebe agora no Vatcano os brasleros, faz um "che": faa em português/ Dscurso do sr. João Neves O sr. Peregrno lunlor pedu a transcrção nos Anas da Academa, do dscurso que o sr. João «Neves da Fontoura pronúnco t na AéaemMéá -"h repfesèntántés do Ro Grande do Sol. O sr. João íe.v-és; agradh* cendo a delcada homenagem de seus. pares, fèz um bonto dscurso, fxando alguns aspectos da pscologa gancha; e as s.aa "constantes hstórcas" dc "brasüdadc". O sr. Lev Carnero na Academa das Cêncas A Academa das Cêncas dd Lsboa*", reunu-se,, em sessão solène, para recebes a homenagear Ô> sr.. Levl Carnero. O emnenfe* acadêmco braslero fo audado peto -sr. Jalo Dantas o*, em resposta, fe» nas btla o substancoso dscurso, focalzando aa: nquetações poptcas e esprtuas da -tunl>dade o traçando os: roteros qpns nos p*ndem conduzr aos rumos fela^*** da Paz.. / mm DE FUB», ÜM C8MPRQMBS8 * a*p» (Conclusão da 13^ pí,gk Bfhrx. Por sso é qs» ae pow afrmar qne Octavo do Fars não tem os seus tpon como elementos d? uma burguesa "cas- Be", mas de" uma burguesa "raça". Alguém costumava dlzer que não se parte daqulo que os homens dzem, magnam, se representam, nem do» homens dtob, pensados, lmjngnados, representados, p a ra chegar aca homens vívob. Octavo de Fara faz abstração ;do ludo ísjo, nclusve dos fenonenos que são a causa dos desa- JuEtaneUof socas, para dcfender um lugar à parte para a Psa "raoa". O drama desses ndvdualsías não e o de uma rlasko, mas de uma "raça" que deve subsstr, usndo que o -»eu legado é *"guardar" os valores que o s-. Cctavlo de Fara vem lhe emprestando, através de s.ua soberba obra ú Alcançara, com a eua obra, o novo humansmo, ou melhor, a unão ontologea do homem com Deus? Que o meu querdo amgo" Otto Mara Cárpeaux mo perdoe esta nova déa que quase empreste ao fm da obra ds sr. Octavo de Fara. Alás, nãs é uma nova déa, mas a conclusãò a que chego, espchando a déa de cátoícdadé que o fluíò* do "Orgêtía e Froa"^ achou um tanto tameíára. ^ ***. fe* «a» : 9 M <$ ;& & ÍS",** * : * ^<- %am &?

15 Pagna 16 LtVRAS E AKTÊ.S Domngo, PAGNAS DA POESA MODERNA *?r mmàí t?! N :-? ^B^" lustração de SANTA ROSA O ANJO DA NOTE ;j«* D v v \Sf-5v? " ".?t%..v- í * ; ) anjo da note se desprende da forma hírta dos [rochedos v e alonga as asas dentro do grande slênco [prmtvo. e-lo que atravessa a dstânca nebulosa dos 7 [horzontes submersos e sacode *o ar a cabelera trunfante onde floresce [o rso páldo dos raos e-lo que se encamnha para a costa onde a água rola [com vendes arrepos e mergulha o olhar nos golfos que agasalham os [brancos veleros soltáros... E entã% dentro da espessa, nvolável note das [almas castgadas, a fosfòresrênca se eleva do mar como uma aurora [prematura, as ondas crculam detrtos dos astros que a explosão 1 [atrou na mensdade e nas af efos geladas vomtam cadáveres coroados; \ [dè espumas, Í íjf." : J-.5 f. LÚCO CARDOSO1

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