Jamb Cultura. Boa Leitura

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1 Este caderno é parte integrante do Jornal da Associação Médica Brasileira (AMB) Coordenação: Hélio Barroso dos Reis Bimestral Julho/Agosto de 2010 Nº 4 Foto: Divulgação Antonio Peticov (Assis, SP ) trabalha com pintura, desenho, gravura, escultura e ilustração. Sua formação artística se constitui a partir de suas pesquisas sistemáticas em história da arte e pela sua integração aos movimentos artísticos de vanguarda na segunda metade da década de 60. A sua produção é diversificada e segue tendências variadas das vanguardas artísticas internacionais das últimas décadas. Realiza vários trabalhos, dentre eles: o documentário Homo Faber (1978); a instalação Balli Ballet (1982), em Cloudwalk Farm, Connecticut (EUA) e a escultura The Golden Wall (1988), em forma de grande espiral, em homenagem à cidade de Aiuruoca (Minas Gerais). Peticov participa de vários projetos e exposições no Brasil e no exterior, desde 1960 aos dias atuais. Lança o livro Trabalhos Escolhidos com a exposição no Museu de Arte de São Paulo - MASP (2003). Em suas pinturas trabalha frequentemente com séries temáticas como Cérebros e Mentes, a Seção Áurea e Dia e Noite, utilizando conceitos da física e da matemática, relacionados ao espectro de cores e à luz. Série Cérebros Energy, 2006 Acrílico sobre tela Dimensões: 160 x 120 cm Boa Leitura O alemão João Gutenberg, ou Johannes Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg, nascido em Mainz, arcebispado de Mogúncia, por volta de 1398, foi o responsável por dar início ao relacionamento do ser humano com os livros impressos, como também jornais, nos idos do século XV, por volta de 1439, em Estrasburgo, na França. Após essas relações seculares de sucesso, ainda nos dias atuais comemoramos a impressão do JAMB Cultura, nosso suplemento cultural, a despeito dos grandes avanços tecnológicos como o livro digital. Instrumento de real grandeza, a tipografia veio nos brindar tantos anos após o feito de Gutenberg, através de um percurso vitorioso. É por isso que reforçamos o convite aos médicos de todo o Brasil a participar deste meio de comunicação, enviando suas manifestações culturais para a Associação Médica Brasileira. Hélio Barroso dos Reis (Vitória/ES), Ortopedista, Diretor Cultural da AMB J a m b C u l t u r a 2010; 1(3):

2 A importância da orelha de Van Gogh N a véspera da noite de Natal do ano de 1888 bate à porta do prostíbulo um pintor estranho que morava no mesmo bas fond em Arles (sul da França), na (hoje famosa) casa amarela, trazendo à mão uma pequena lembrança para uma das prostitutas. Certamente quem recebeu o pacote deve ter se surpreendido muito ao encontrar dentro, ensanguentado, um pedaço da orelha de Vincent Van Gogh que, com esse propósito, acabara de seccioná-la. O prostíbulo era o número 1, da Madame Chose, ao qual fora na véspera com seu amigo Paul Gauguin. Naquela noite, Vincent disse a uma das moças que lá trabalhavam que gostaria de pintar o seu retrato, a cujo convite ela recusou e, em tom de pilheria, disse que um presente muito melhor seria uma de suas orelhas, à qual dava puxõezinhos e piparotezinhos para o divertimento e riso desbragado dos frequentadores... naquele momento. O ato de cortar a orelha se explica pelos absintos ingeridos ininterruptamente pelo gênio Van Gogh, a gerar mais e mais inquietações àquela mente já inquieta por natureza. À época, Vincent andava às voltas com os seus quadros e chegou a escrever ao irmão Theo que gostaria de pintar retratos, já que achava suas paisagens saturadas de tinta. Porém, encontrava inúmeras dificuldades para conseguir modelos, de modo especial prostitutas, que temiam que as pessoas fossem rir dos retratos e assim ficariam desacreditadas, ridicularizadas perante os seus clientes. A bem ver, os retratos que Van Gogh pintava pareciam feios e, portanto, enfeiadas estariam as pessoas por ele retratadas. À época não foram somente os incultos que esconderam nos cantos e nos porões das casas as telas de Van Gogh, mas até pessoas aparentemente abertas para os avanços da arte o faziam. Ou seja, era difícil alguém se sujeitar ao pós-impressionismo, pois ainda imperava o clássico, há séculos. Então, na noite em que foi ridicularizado no cabaré, quando a prostituta recusou-se a ser o seu modelo, Vincent chegou à superexitação mental. Assim, carregado de tensões e não querendo ser por elas dominado e cair em depressão, reagiu em valente exaltação e automutilou-se, decepando um pedaço da orelha esquerda, para presenteá-la àquela que troçara de sua genialidade. Tivesse Rachel assim se chamava a destinatária do presente assentido ao convite para posar, hoje estaria, certamente, imortalizada em importantíssimo quadro. Entretanto, por outro lado, não teríamos os dois lindos autorretratos pintados no dia 7 de janeiro de 1889, ou seja, cerca de 15 dias após o fato, em que Van Gogh aparece com a orelha vendada (um detalhe: no quadro é a orelha direita, imagem invertida, pois usara espelho para se retratar), nem o retrato do psiquiatra que o atendeu, Felix Rey ( ). Sobre a atitude automutiladora as pessoas da cidade de Arles não entenderam nada, e ficaram apavoradas e Van Gogh rapidamente saiu de lá e internou-se (voluntariamente) no hospício da cidade de Saint-Rémy, em uma cidadezinha próxima de Arles. Ali produziu algumas de suas mais fantásticas obras, Pátio do hospício, Enfermeiro Trabuc e a famosa Noite estrelada, em que as estrelas e a lua são cor de laranja e as pequenas pinceladas evoluíram para curvas espiraladas. A propósito, Van Gogh era epiléptico, psicose epilética, com certeza. Autorretrato com a Orelha Enfaixada, Vincent van Gogh, janeiro, 1889 Óleo sobre tela cm Instituto Courtauld de Arte, Londres Guido Arturo Palomba (São Paulo/SP) Psiquiatra Forense 26 J a m b C u l t u r a 2010; 1(4): 25-32

3 Uma fotografia histórica: Madame Curie em Belo Horizonte A fotografia que ilustra este artigo eu a devo à gentileza do Prof. João Amílcar Salgado, um dos mais notáveis historiadores da Medicina brasileira, mineiro que sabe cultuar, como poucos, nossa tão amada profissão, através de uma vida das mais belas, exemplo vivo para gerações vindouras. Nela, notam-se retraídas, em roupas escuras, duas notáveis mulheres: Madame Curie ( ), assim é ela universalmente conhecida e sua filha mais velha, Irène ( ), que fora casada com Frédéric Juliot ( ), precisamente a 9 de outubro de Madame Curie visitava o Brasil em 1926, tendo sido recebida em São Paulo, na Santa Casa de Misericórdia pelo saudoso Professor Raphael Penteado de Barros ( ), titular de Física Médica e Radiologia da Faculdade de Medicina de São Paulo. No Rio de Janeiro, Miguel Couto saudou-a na Academia Nacional de Medicina, em primoroso discurso, concedendo o título de membro honoris causa à famosa pesquisadora e encerrando seu discurso com estas palavras: C est peu, Mme. Curie, c est tres peu, mas c est que nous avons a vous offrir. Em Belo Horizonte, sempre em companhia da médica Carlota Pereira de Queiroz ( ) (de óculos, em pé), fora ela inaugurar o Instituto do Radium, criado pelo saudoso Professor Eduardo Ribeiro Borges da Costa. Os professores Luis Adelmo Lodi, Baeta Viana e Carlos Pinheiro Chagas (Carleto, era assim chamado o popularíssimo mestre entre os alunos) estavam presentes à cerimônia, além de outros colegas não identificados. A fotografia retrata Madame Curie triste, mesmo após ter recebido dois prêmios Nobel, um de Física com o esposo Pierre Curie e Antoine Henri Becquiel( ), em 1903, e outro de Química, em Passou a famosa pesquisadora por grandes dissabores, quando o inevitável ocorreu. Ela se tornou amante de Paul Langevin e a imprensa francesa atacando-a vivamente, a mulher estrangeira que estava acabando com um lar francês. Mas, ao final, surpreendentemente, a neta de Madame Curie e o neto de Paul Langevin casaram-se mais tarde, sem que fosse feita nenhuma alusão ao famoso escândalo de seus avós. Madame Curie recebia de todo o mundo a consagração de que era merecedora. Sarah Bernhardt leu, na Ópera de Paris, antes de sua viajem aos Estados Unidos, uma Ode de Madame Curie, referindo-se a ela como a irmã de Prometeu. A mulher estrangeira do escândalo Langevin fora esquecida: Marie Curie era agora a Joana D Arc francesa. Segundo Bendiner & Bendiner (1990), as Curie Marie e Pierre, a filha Irène e o genro Frédéric foram as descobridoras e as profetas da radiação atômica, bem como suas primeiras vítimas. Em 1965, Eve Curie, a filha mais nova de Pierre e Marie, recebeu o prêmio Nobel da Paz. Jornalista e museóloga, ela e seu esposo Pierre Labouisse desenvolveram intenso trabalho na Unicef, famoso centro de emergência para crianças, de caráter internacional. Madame Curie faleceu de leucemia a 6 de julho de Seu caixão foi baixado sobre o de Pierre Curie, no pequeno cemitério de Sceaux. Apenas os amigos íntimos estavam presentes, entre eles, Langevin. De Varsóvia, sua irmã Bronya trouxe um punhado de terra polonesa, salpicada sobre seu caixão. Poucas semanas antes de morrer, Marie Sklodowska Curie escalava sozinha parte do Mont Blanc, para ver o sol se pôr sobre as montanhas. Era um grande cérebro, um pensamento vivo que desapareceria entre as trevas, rumo à eternidade. Carlos da Silva Lacaz, in memoriam (São Paulo/SP) Médico e Cientista J a m b C u l t u r a 2010; 1(3):

4 A Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e o Primeiro Congresso da AMB No alvorecer da década dos anos 50 São Paulo possuia apenas duas faculdades de Medicina, ambas na capital. Muitos interioranos viam-se frustrados, pois como afirmou um brilhante professor, meu contemporâneo:...se não houvesse a Faculdade de Ribeirão Preto, eu não teria condições de cursar a medicina! Atento, com sua argúcia, o professor Zeferino Vaz, que fazia parte do Conselho Superior da Universidade de São Paulo, resolveu peitar a ideia, mais ou menos improvável na época, de levar o ensino médico para o interior. Muitos o tacharam de visionário, sonhador de olhos abertos e outras impropriedades. Mas não havia nenhum argumento que pudesse demovê-lo de sua ideia inovadora. Com seu gênio empreendedor, deu forma e vida à Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, ligada à Universidade de São Paulo, criando inovações que depois se esprairam pelas demais faculdades. Naquele ano de 1955, a Faculdade vivia momentos de grande ebulição pela mudança radical na política paulista, com a subida ao poder do sr. Jânio Quadros. Felizmente, seu secretario de Educação - o eminente Professor Alípio Corrêa Netto, que ante as dúvidas que permeavam o novo governador, veio pessoalmente a Ribeirão Preto, publicando a partir daí uma série de artigos em forma de reportagens em um dos mais prestigiosos jornais da época O Diario de São Paulo, o que fez acalmar o trêfego governador, que de crítico passou a um dos maiores entusiastas da Faculdade de Medicina. Nesta ocasião, Alípio Corrêa Netto, com um grupo de brilhantes médicos criou a Associação Médica Brasileira (AMB) que pretendia exercer um papel semelhante ao da Associação Médica Americana (AMA). As comunicações da época eram precárias, ao contrario de nossos irmãos do Norte, que com uma simples ligação telefônica conseguiam arregimentar toda a classe médica americana. Que ilusão. Uma ligação telefônica entre São Paulo e Ribeirão Preto levava em média algumas horas de espera! As estradas de rodagem precárias só possuiam asfalto na via Anhanguera até Campinas. Mas os idealistas não veem dificuldades. E Alípio Corrêa Netto era um idealista. Por isso escolheu Ribeirão Preto através de sua Faculdade de Medicina para sede do Primeiro Congresso Médico da Associação Médica Brasileira, em meados de Para lá acorreram médicos e professores de todo o país. Entre os que brilharam com suas exposições e ideias, Josué de Castro, autor do livro Geografia da Fome, com seu discurso de verdadeiro tribuno, disse coisas bastante incômodas para a época, mas que em certo sentido continuam atuais. Como presidente de honra do Congresso, Alípio convidou o Prof. Bernardo Houssay, que nesta época havia retornado à sua catedra de Buenos Aires após a queda do ditador Perón. Instado a proferir aula de demonstração de suas teorias sobre o funcionamento da constelação hormonal, que havia lhe valido a outorga do prêmio Nobel, conquistou a imensa plateia de mestres e alunos pela extrema simplicidade e simpatia. Posteriormente, concedeu entrevista exclusiva ao jornal O Esteto, órgão oficial do Centro Acadêmico Rocha Lima da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, sentindo-se inteiramente à vontade entre os alunos, respondendo pacientemente todas indagações. Aquele primeiro encontro dos médicos brasileiros, sob o comando de Alípio Corrêa Netto, constituiuse no grande ariete a impulsionar nossa Associação Médica Brasileira, que após a passagem de vários luminares, encontra seu verdadeiro papel nos dias de hoje em defesa da classe médica brasileira. Na presidência da AMB, ao sucedê-lo, o ilustre professor Hilton Rocha, catedrático de Oftalmologia da Faculdade de Medicina de Belo Horizonte, vislumbrou em sua fala uma das assertivas de Alípio Corrêa Netto, que ao escolher Ribeirão Preto como local de encontro de seu primeiro certame, anteviu seu futuro promissor ao afirmar : Os médicos do Brasil olham com atenção e entusiasmo para o que se passa nos arraiais da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Sentem que aí se plasma um organismo novo, em moldes que permitirão o ensino científico e integral da medicina. Rollemberg entrevista o Prof. Houssay na biblioteca do depar tamento de Fisiologia, sob os olhares do Prof. Covian Manuel Ignácio Rollemberg (São Paulo/SP) Cirurgião de Tórax 28 J a m b C u l t u r a 2010; 1(4): 25-32

5 homenagem EURYCLIDES DE JESUS ZERBINI Considerado um dos maiores nomes da medicina contemporânea brasileira, Zerbini nasceu em Guaratinguetá, em 1912, filho de italianos que haviam migrado para o Brasil, como tantos outros, para escapar à dramática situação de seu país após as guerras da unificação. Foi para fazer a vontade do pai que ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, mas quase desistiu do curso, conforme declarou posteriormente em inúmeras entrevistas concedidas à imprensa. As aulas eram desinteressantes e o cheiro de formol o deixava enjoado. O grande responsável por sua permanência teria sido o médico italiano contratado para ministrar as aulas de Anatomia da Faculdade, Alfonso Bovero, cujo brilhantismo acabou por cativar o jovem estudante. Zerbini formou-se em 1935, tendo como paraninfo o grande benemérito Celestino Bourroul. A partir desta data, passou a dedicar-se com afinco ao trabalho, estudo e ensino. Ainda como acadêmico, iniciou seu aprendizado junto à cadeira de Clínica Cirúrgica, orientada na época por João Alves de Lima e, mais tarde, por Alípio Corrêa Netto, seu grande mestre. Zerbini foi então introduzido na prática da cirurgia torácica e, posteriormente, cardíaca, notabilizando-se entre seus pares. Em 1941, com a tese O pneumotórax extrapleural, conquistou o título de livre-docente da cadeira, e procurou aperfeiçoar-se continuamente. Mais tarde, na Escola Paulista de Medicina, orientou o tratamento cirúrgico de pacientes com afecções do coração e dos grandes vasos, junto ao Departamento de Clínica Médica, dirigido por Jairo Ramos. Casou-se em 1949 com a médica Dirce Costa, que seria sua eterna companheira e colaboradora. Tiveram três filhos: Roberto, Eduardo e Ricardo. Já com renome internacional pelo seu trabalho como pesquisador, cirurgião e professor, Zerbini realizou o primeiro transplante cardíaco no Brasil, em 1968, com enorme repercussão. No ano seguinte, com a aposentadoria de Alípio Corrêa Netto, tornou-se titular da cadeira de Clínica Cirúrgica da Faculdade de Medicina, onde desenvolvera sua brilhante carreira. Um dos grandes sonhos de Zerbini e de Luís Décourt, seu companheiro dos tempos de estudante, era formar um Instituto do Coração. O projeto foi finalmente concretizado em Para garantir o funcionamento desse novo centro de cardiologia, Zerbini idealizou a criação de uma fundação, que hoje ostenta seu nome e é motivo de orgulho da classe médica brasileira. A morte do grande mestre do coração, como era conhecido, consternou a população brasileira, em outubro de Sua obra, no entanto, é continuamente lembrada pelas famílias dos pacientes cuja vida prolongou e, mais do que tudo, pelos discípulos que, fiéis aos ensinamentos dele recebidos, não cessam de aprimorá-los. Yvonne Capuano (São Paulo/SP), Médica Clínica Foto: AMB J a m b C u l t u r a 2010; 1(3):

6 Espaço poético IMPORTÂNCIA SER MÉDICO Importante é o que me traz prazer e tranquilidade. Paz. Importância que não se mede por nenhum metro, não se pesa em balança nem se avalia por título ou moedas. Importante é ter alma que não se considera única mas, sim, parte de um todo maior - natureza e humanos com o qual convive e interage de modo fraterno e constante. Importância é levar, ao longo dos anos, em permanente vivência, toda pureza, alegrias e beleza, vividas na infância. É ter a mais sublime das vocações E exercer a mais completa das profissões É demonstrar aptidão e habilidade E praticá-las com ética e humildade É gostar de pessoas e com elas se identificar Compreendendo seus anseios para poder ajudar É atualizar-se de forma consciente Para dar o melhor ao paciente É com os pacientes a dor compartilhar Chorando sem as lágrimas revelar É dedicar-se a todos com prioridade Relacionando-se com qualidade É exercê-la de maneira responsável Dedicando-se ao próximo de forma incansável É sorrir e transmitir confiança E dizer a verdade com esperança É comportar-se com responsabilidade E no trato com os colegas ter dignidade É nunca esquecer o dever para com os seus É, enfim, a melhor maneira de se aproximar de Deus Hudson Hübner França (Sorocaba/SP), Cardiologista Murillo R. Capella (Florianópolis/SC), Cirurgião Pediatra 30 J a m b C u l t u r a 2010; 1(4): 25-32

7 Crônica Pavarotti e Caruso Sou um ser predestinado vejo e ouço todos os dias, Pavarotti e Caruso. Além deles, contemplo extasiado, a seus lados, duas figuras femininas redimidas Mata Hari e Salomé. Caruso, só houve um ninguém o suplantou. Pavarotti, só existe um ninguém o iguala no dó de peito. Mata Hari é imortal, assim como Salomé, duas mulheres que dois mil anos separam na vida e na morte, e uma eternidade condena pela vilania, que não sabemos ao certo se é verdade ou hipocrisia. Junto assim, em duas belas gaiolas, pedaços eternos da arte, da história, das religiões e das guerras, esses motores de civilização e cultura que acionam o meu modus vivendi. Luciano Pavarotti é o maior tenor contemporâneo. ao lado de José Carreras e Plácido Domingo, conseguiu realizar algo impensável apenas umas poucas décadas passadas popularizar a música clássica, trazer o povo inculto à contemplação das mais belas óperas e árias napolitanas, uma espécie de musicoterapia da ignorância. Enrico Caruso, o maior intérpetre de óperas de todos os tempos, morreu precocemente, aos 47 anos de idade, ironicamente vitimado por uma afecção de garganta, quando o mundo inteiro se prostrava aos pés da sua voz. É por isto que me extasio quando os vejo transfigurados e os ouço, maviosos, na varanda da minha casa, enclausurados, mas muito bem tratados, a pãode-ló com manteiga, em dois amplos gaiolões de luxo. Pavarotti e Caruso são meus dois calafates machos, fogosos, cantores eméritos a cuja siringe nenhum ornitólogo hesitaria conferir, talvez um tanto entusiasticamente, a abrangência de pelo menos seis oitavas. Sei que estou exagerando, mas que eles cantam, cantam... e muito bem. Pavarotti é alvo como uma garça imaculada; Caruso, cinza brilhante, como uma salva de prata; contrastando ambos, a plumagem, com o lacre dos bicos vermelhos próprios dos pardais da Ilha de Java. Mata Hari é igual a Pavarotti; não existe, casualmente, dimorfismo sexual entre eles. Mas Salomé é colorida, como bem concerne a uma bailarina audaz e volátil. Não sei bem porque nominei assim as minhas pardocas javanesas, especialmente quando as casei com nomes altamente positivos das referências históricas masculinas. A primeira, fuzilada em 1917, condenada por espionagem em favor da Alemanha na Primeira Grande Guerra. Era uma mulher bela, voluptuosa, sedutora terá cometido realmente alguma traição, ou será essa a história contada pelos vencedores? Mata Hari, ou seja, o olho da madrugada, a dançarina holandesa de estilo hindu, Margareth Gertrude, seria uma heroína, talvez até uma Joana d Arc desvirginada, se o resultado da guerra fosse outro? Fico com a dúvida, e a enterneço na minha gaiola. Salomé é outro caso; não me reporto a uma das três mulheres que ao lado de Madalena e de Maria, a mãe de Tiago, surpreenderam vazio o túmulo de Jesus refiro-me à filha de Herodíades, que ao bailar elegantemente no banquete de aniversário do seu padrasto, Herodes Antipas, agradou tanto que o tetrarca lhe disse: Pede-me o que bem quiseres e te darei (Mc 6,22). Instigada por sua ardilosa mãe, ela pediu a cabeça de João Batista, o profeta encarcerado nos calabouços do palácio real, justamente por haver condenado pública e tenazmente o casamento de Antipas com Herodíades, sua ex-cunhada: Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão (Mc 6,18); Não te é permitido tê-la como mulher (Mt 14,4). O resultado dessa dança macabra, ou melhor, dessa trama diabólica, foi a decapitação daquele que mesmo hoje, dois mil anos passados, ainda festejamos com fogueiras joaninas, fogos de artifício e animados forrós; e cuja cabeça jazeu sangrando, na bandeja de Salomé mas é lícito supor se a história é verdade inteira Salomé, uma jovem talvez inexperiente, inebriada pela corte como o demonstram seus régios casamentos posteriores, foi certamente induzida e forçada pela perfídia de sua mãe, Herodíades. Até quando, e quanto, Salomé é realmente culpada? Gosto de História. Como médico e literato, sou um amante das artes. Estudo religião não como religioso, teólogo, mas pela reverência à sacralidade do mundo em que vivemos. Quero a natureza dentro do meu espaço assim, sou mais que um velho passarinheiro; tornei-me um ornitólogo amador; os meus calafates, por isto mesmo, não podem ser simplesmente pardais de Java, munia oryzivora, aves passeriformes da família ploceidae. Eles são algo mais, concatenando e coordenando as minhas ideias e pensamentos. São Pavarotti, Caruso, Mata Hari e Salomé. Ernane N. A. Gusmão (Salvador /BA), Clínico e Nefrologista J a m b C u l t u r a 2010; 1(3):

8 Dicas culturais Foto: Luigi Beneduci PORTO ALEGRE Theatro São Pedro A CANÇÃO BRASILEIRA 18 de outubro de 2010, segunda-feira, às 21h Villa-Lobos, Cláudio Santoro/ Vinícius de Moraes Lorenzo Fernandez, Waldemar Henrique Ronaldo Miranda e Paulo Guedes Solista: Céline Imbert (soprano) Local: Pç. Marechal Deodoro, s/n Theatro São Pedro, Centro - Porto Alegre RS Informações: (51) São Paulo Hiroshima e Nagasaki: Um Agosto para Nunca Esquecer! Até 30 de setembro de 2010 Com o objetivo de provocar reflexões sobre esse trágico momento da história mundial, que completa 65 anos em 2010, a mostra reúne 30 pôsteres com imagens e textos informativos e DVDs com testemunhos dos sobreviventes, documentários e animações, todos vindos do Japão especialmente para o evento. A exposição é direcionada principalmente aos mais jovens, no sentido de promover uma ação educativa pela paz entre os povos. Local: Associação Paulista de Medicina (APM), Avenida Brigadeiro Luís Antônio, Bela Vista Informações e agendamento de visitas: (11) ou - Grátis, de segunda a sexta-feira, das 12h às 21h. Curadoria: Dr. Ruy Tanigawa (São Paulo/SP), Médico Acupunturista. Pôsteres na exposição Hiroshima e Nagasaki: Um Agosto para Nunca Esquecer! Colaboração O JAMB Cultura é um espaço aberto que estimula a literatura e valoriza as manifestações culturais do Brasil. Por isso, convidamos os médicos a enviar artigos, crônicas, poesias, textos sobre cultura e história da Medicina para o Conselho Editorial. A/C Hélio Barroso dos Reis (Diretor Cultural): Rua São Carlos do Pinhal, 324 Bela Vista São Paulo/SP - CEP: ou pelo e - Participe e colecione! Normas para publicação de artigo no Jamb Cultura 1) ser médico associado da Associação Médica Brasileira, através da Federada de sua região. 2) texto de aproximadamente 1 lauda, em arial 12. 3) se houver fotografias, favor identificá-las, colocar o crédito e enviar em 300 dpi, anexadas fora do texto (gip ou tip). 4) o material será apreciado pelos membros do Conselho Editorial, antes de sua aprovação de publicação. 5) ao enviar para ao Conselho, enviar autorização de publicação. 6) Assinar o artigo: nome, especialidade, cidade, estado e endereço para correspondência. JAMB CULTURA Edição bimestral julho e agosto de Presidente: José Luiz Gomes do Amaral Coordenador e Diretor Cultural: Hélio Barroso dos Reis Diretor de Comunicação: Elias Fernando Miziara Conselho Editorial ( ): Armando José China Bezerra (Brasília/DF - região Centro-Oeste) Carlos David Araújo Bichara (Belém/PA - região Norte) Gilson Barreto (São Paulo/Campinas região Sudeste) Giovanni Guido Cerri (São Paulo/SP região Sudeste) Guido Arturo Palomba (São Paulo/SP região Sudeste) Hélio Barroso dos Reis (Vitória/ES região Sudeste) José Luiz Gomes do Amaral (São Paulo/SP região Sudeste) Murillo Ronald Capella (Florianópolis/SC região Sul) Roque Andrade (Salvador/BA região Nordeste) Yvonne Capuano (São Paulo/SP região Sudeste) Revisão: Natália Cesana Apoio cultural: Departamentos de Comunicação e Marketing da AMB Assessoria em Comunicação e Cultura: Flávia Negrão Projeto Editorial: Sollo Comunicação O Jamb Cultura somente publica matérias assinadas, as quais não são de responsabilidade da Associação Médica Brasileira 32 J a m b C u l t u r a 2010; 1(4): 25-32

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