UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA ELISA VIANNA ROSSI CALDAS

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1 10 UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA ELISA VIANNA ROSSI CALDAS UM OLHAR DA PSICANÁLISE SOBRE AS DIMENSÕES DO FRACASSO NA OBRA CARTAS A THEO DE VINCENT VAN GOGH Palhoça 2012

2 11 ELISA VIANNA ROSSI CALDAS UM OLHAR DA PSICANÁLISE SOBRE AS DIMENSÕES DO FRACASSO NA OBRA CARTAS A THEO DE VINCENT VAN GOGH Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de graduação em Psicologia, da Universidade do Sul de Santa Catarina, como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em Psicologia. Orientador: Prof. Dr. Maurício Eugênio Maliska Palhoça 2012

3 12 ELISA VIANNA ROSSI CALDAS UM OLHAR DA PSICANÁLISE SOBRE AS DIMENSÕES DO FRACASSO NA OBRA CARTAS A THEO DE VINCENT VAN GOGH Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Psicologia da Universidade do Sul de Santa Catarina, como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em Psicologia. Palhoça, 18 de junho de 2012 Prof. e orientador Maurício Eugênio Maliska, Dr. Universidade do Sul de Santa Catarina Profª Maria Ângela Giordani Machado, Msc. Universidade do Sul de Santa Catarina Prof. Pedro Heliodoro de Moraes Branco Tavares, Dr. Universidade de São Paulo Palhoça 2012

4 A todos aqueles que têm o dom de metamorfosear o que se vive. 13

5 14 AGRADECIMENTOS Muitas pessoas me ajudaram na trajetória do Curso de Psicologia, e em especial na realização deste trabalho. Gostaria neste momento, não só de agradecêlas o amor, o companheirismo e os incentivos que me dispensaram, mas também de prestá-las uma homenagem. Ao Prof. Dr. Maurício Eugênio Maliska, orientador deste trabalho, quero agradecer a atenção, a amizade e o estímulo constante, com os quais me conduziu durante esses dois últimos semestres. À Profª Maria Ângela Giordani Machado, por aceitar fazer parte da minha banca, pelos livros emprestados, pela sua atenção e incentivo. Agradeço, também, ao Prof. Dr. Pedro Heliodoro de Moraes Branco Tavares, professor da Área de Alemão - Língua, Literatura e Tradução da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. A minha família, que sempre esteve ao meu lado nos momentos de dificuldades e realizações. Agradeço, em especial, à jornalista Margareth Vianna Rossi Claussen, minha mãe, pela sua paciente tarefa de leitura, revisão e observações deste trabalho. À companheira de TCC Carmen Lucia dos Anjos que, com sua amizade e a constante troca de ideias, incentivou-me com estímulo e coragem para mais essa conquista. Aos amigos em geral que estiveram presentes mesmo longe e disponíveis para compartilhar suas ideias e opiniões acerca do assunto. A minha terapeuta, Celi Ghislandi, que esteve ao meu lado nestes últimos anos sendo testemunha dos meus fracassos e sucessos. Agradeço, ainda, a todas as pessoas que indiretamente contribuíram para a realização deste trabalho.

6 15 Aquele que vive sinceramente e encontra aflições verdadeiras e desilusões, e que jamais se deixar abater por elas, vale mais que os que sempre vão de vento em popa, e que conheceriam uma prosperidade apenas relativa. (VAN GOGH).

7 16 RESUMO O fracasso é um tema de grande importância para a literatura psicanalítica, uma vez que envolve diversos conceitos. Nesta pesquisa, a temática do fracasso foi ampliada no sentido de identificar e discutir as dimensões do mesmo na obra Cartas a Theo, de Vincent Van Gogh. Portanto, este estudo tem como objetivo propor uma análise discursiva sobre as dimensões do fracasso nesta obra literária, buscando: a) identificar passagens que remetem ao fracasso; b) investigar a importância do fracasso; e c) relacionar o fracasso nas Cartas com a teoria psicanalítica. Para que os objetivos da presente pesquisa fossem contemplados, adotou-se um caráter exploratório e qualitativo quanto à abordagem e classificação desta. Quanto ao delineamento adotado, foi o bibliográfico com base documental, visto que Cartas a Theo constitui a genuína correspondência trocada entre os irmãos Van Gogh. A análise apontou para uma problematização do nome próprio, já que Van Gogh herdou o nome de um irmão mais velho falecido com seis meses de idade. Com relação ao nome, foi discutido o fracasso do Nome-do-Pai, na medida em que aparece nas cartas certa precariedade de uma assunção do nome de família este nome que não representava ou apresentava Van Gogh, uma vez que ele assinava, nas cartas e também nas suas obras, apenas o nome Vincent. Desta relação com o nome de família, destacou-se a intensa relação com o irmão Theo, destinatário absoluto das cartas (objeto desta pesquisa) que desempenhou um papel fundamental na organização da vida cotidiana do pintor, inclusive proporcionando determinado ajuste na psicose do artista. Este possível fracasso do Nome-do-Pai está articulado com o conceito lacaniano de forclusão, que está no cerne da constituição da estrutura psicótica. Por fim, foram discutidas características de um possível quadro de melancolia apresentadas por Van Gogh, por meio do seu discurso, nas Cartas. Palavras-chave: Fracasso. Cartas a Theo. Van Gogh. Psicanálise.

8 17 LISTA DE FIGURAS Figura 1 Vincent Van Gogh aos 13 anos de idade...10 Figura 2 Theodore Van Gogh...11 Figura 3 Vincent Van Gogh aos 19 anos de idade...12 Figura 4 Johanna Van Gogh-Bonger...13 Figura 5 Kee Voos...20 Figura 6 Dr. Gachet...22 Figura 7 Sien...24 Figura 8 Quarto de Vincent no hospício de Saint-Rèmy...25 Figura 9 O Vinhedo Vermelho - Primeiro e único quadro vendido, em vida, por Van Gogh...26

9 18 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO PROBLEMÁTICA E JUSTIFICATIVA OBJETIVOS OBJETIVO GERAL OBJETIVOS ESPECÍFICOS REFERENCIAL TEÓRICO AS CARTAS A THEO O FRACASSO NAS CARTAS O FRACASSO NA TEORIA PSICANALÍTICA MÉTODO AS CARTAS E O FRACASSO UM E OUTRO VINCENT: LUTO E/OU MELANCOLIA? ENTRE THEO E VINCENT: A TENTATIVA DE SUPLÊNCIA DO NOME-DO- PAI DE VAN GOGH A VINCENT: O FRACASSO DO NOME-DO-PAI CONSIDERAÇÕES FINAIS...46 REFERÊNCIAS...48

10 9 1 INTRODUÇÃO Este estudo está vinculado ao Núcleo Orientado em Psicologia e Saúde e à disciplina Trabalho de Conclusão de Curso II, do curso de Psicologia da Universidade do Sul de Santa Catarina - Unisul. A presente pesquisa consiste em uma análise discursiva sobre o fracasso na obra Cartas a Theo de Vincent Van Gogh. A ideia de realizá-la surgiu através de um antigo desejo da pesquisadora de unir a psicologia à arte e a partir da prévia leitura da correspondência dos irmãos Van Gogh, transformada nesta obra literária. O capítulo introdutório apresenta a formulação do problema de pesquisa, seguido da justificativa e dos objetivos. O capítulo seguinte apresenta o referencial teórico que trata de temas que foram divididos em três subtítulos: as cartas a Theo, o fracasso nas cartas e o fracasso na teoria psicanalítica. O terceiro capítulo trata do tipo de pesquisa, da abordagem e do delineamento da mesma, do contato com o material escolhido e dos instrumentos utilizados para coleta e análise do material. Por fim, serão apresentadas a análise e as considerações finais, com conclusões decorrentes do trabalho realizado e sugestões para novas pesquisas.

11 10 Figura 1 Vincent Van Gogh aos 13 anos de idade Fonte: Van Gogh Museum (2011) Antes de iniciarmos a problemática da pesquisa, é importante uma breve apresentação do sujeito, cujo discurso será posteriormente analisado. Vincent Van Gogh nasceu em 30 de março de 1853 (exatamente um ano após da morte do seu primeiro irmão, também Vincent, que faleceu aos seis meses de vida), na aldeia de Groot Zundert brabante holandês, uma região situada entre a Bélgica e os Países Baixos. Seu pai, Theodorus Van Gogh era pastor e sua mãe, Anna Cornelia Carbentus, filha de um encadernador da corte. (TERRASSE, 1997). Vincent cresceu em uma família tradicional do século XIX, cujos valores cristãos, o trabalho e o esforço eram a base para uma vida virtuosa. Primogênito de uma família de seis filhos, seus cinco irmãos, em ordem, eram Anna, Theodore, Elisabeth, Willemien e Cor. (VAN GOGH MUSEUM, 2011, tradução nossa). Entre eles, Theodore, carinhosamente chamado de Theo, quatro anos mais novo e com

12 11 quem Vincent mantinha uma relação mais próxima, documentada por meio de cartas que ambos trocaram por toda a vida. Figura 2 Theodore Van Gogh Fonte: Van Gogh Museum (2011) Theodore Van Gogh foi um negociante de artes dos Países Baixos, alguém que acreditou e apoiou financeiramente seu irmão para que este se dedicasse exclusivamente à pintura. A partir de uma carta na qual Vincent abre-se profundamente a Theo [...] e descreve a horrível angústia em que se encontrava Théo passa a dedicar-se inteiramente ao irmão. (TERRASE, 1997, p.10). A primeira carta escrita por Vincent a Théo foi num domingo, em 29 de setembro de A última, Vincent trazia consigo no momento em que deu um tiro no seu próprio peito, no dia 29 de julho de A correspondência entre os irmãos Van Gogh foi interrompida durante o período em que Vincent morou com Theo em Paris, sendo retomada no próprio dia da chegada do mesmo a Arles, uma cidade no sul da França. E, também, durante os 15 dias após a noite de Natal de 1880, quando Vincent chega à casa de seu amigo, e também pintor, Paul Gauguin e decepa um

13 12 pedaço de sua orelha. Após os dois episódios citados, as cartas escritas a Théo seguem quase que diariamente, contribuindo para a construção de um verdadeiro testamento literário. (TERRASSE, 1997, p.13). Figura 3: Vincent Van Gogh aos 19 anos de idade Fonte: Van Gogh Museum (2011) Já que o ponto central para a discussão da temática do fracasso será a obra Cartas a Theo, é imprescindível a apresentação da mesma. O livro consiste na reunião de aproximadamente 700 cartas de Vincent endereçadas a Theodore Van Gogh. A primeira edição de Cartas a Theo, um volume de mais de mil páginas, foi publicada em 1914 por meio da viúva de Théo, Johanna Van Gogh-Bonger, que reuniu as cartas, organizou-as cronologicamente e publicou-as na cidade de Amsterdam. Posteriormente, os manuscritos dos irmãos Van Gogh foram traduzidos para o inglês pela própria Johanna.

14 13 Figura 4 Johanna Van Gogh-Bonger Fonte: Van Gogh Museum (2011) Na edição de 2002 foram acrescentadas mais de uma centena de cartas em relação à edição de 1997, organizada pelo francês Georges Philppart. Por se tratarem de correspondências autobiográficas, o autor da obra é considerado o próprio Vincent Van Gogh. No prefácio elaborado por Charles para a edição de 1997, o escritor francês descreve um pouco essa vida permeada pela amargura, pela solidão, pelo processo criativo de Vincent e, ainda, pela evolução de suas crises pessoais. De acordo com Terrasse (1997), Vincent deixa a casa paterna pela primeira vez ao completar 12 anos, ao ser internado no colégio de uma cidade vizinha, em Zevenbergen, sendo permitido ao mesmo retornar para casa somente nas férias de verão. Aos 16 anos uma profissão se fez urgente e Vincent saiu desta escola para iniciar um trabalho de negociante de artes, conseguido através de seu tio, também Vincent. Já inserido no comércio das artes, como alguns Van Gogh do passado, Vincent começa a viajar a trabalho e a se interessar cada vez mais pelas artes

15 14 plásticas, frequentando museus e lendo tudo o que lhe cai nas mãos. (TERRASSE, 1997, p. 4). Neste período, Vincent é enviado a Londres para trabalhar em uma filial da Casa Goupil importante galeria de arte da Europa e somente um ano depois ele retorna à casa paterna, sombrio e atormentado. (TERRASSE, 1997, p. 5). Este foi o primeiro de vários retornos que iriam acontecer. (BONGER, 2008). Na leitura das Cartas a Theo, percebe-se um Vincent solitário, humilhado, sacrificado e capaz de esquecer ele mesmo. O artista viveu a pobreza e a privação, e durante a maior parte de sua existência foi assistido financeiramente por seu irmão, Theo. Além disso, Van Gogh nunca foi reconhecido e compreendido em vida, e uma das primeiras vezes que seus quadros foram expostos em uma Exposição Pós-Impressionista foi uma ocasião em que muitas pessoas ainda riram deles. (BONGER, 2008, p.23). Antes de dedicar-se exclusivamente à pintura, Vincent experimentou várias atividades, entre elas um longo período a pregar o evangelho em diferentes cidades. Com a ilusão de levar conforto e alegria às vidas miseráveis, lecionou para crianças, visitou pobres e dirigiu estudos bíblicos. Apesar de praticar aquilo que acreditava, era triste, porém esperançoso. (BONGER, 2008). Em uma das cartas a Theo, Vincent escreveu: A quem poderia eu ser útil de alguma maneira?. (VAN GOGH, 2002, p.40). E, também: Muitas vezes me ocorre falar ou agir um pouco depressa demais, quando seria melhor esperar com um pouco mais de paciência. Acredito que outras pessoas também possam às vezes cometer semelhantes imprudências. Agora, sendo assim, o que se deve fazer, devo considerar-me com um homem perigoso e incapaz de qualquer coisa? Penso que não... Além disso, sabe-se que Vincent tentou suicídio no período durante o qual mais trabalhou e produziu em toda sua vida, chegando a pintar em média um quadro por dia, como se pode observar nesta carta a Theo escrita alguns meses antes de seu falecimento: Meu caro irmão é sempre em meio ao trabalho que eu lhe escrevo, estou trabalhando como um verdadeiro possesso, mais que nunca estou num furor surdo de trabalho. E creio que isto contribuirá para minha cura. Talvez me aconteça algo como o que fala Eugene Delacroix: Encontrei a pintura quando não tinha mais nem paixão e nem ânimo, no sentido de que minha triste doença me faz trabalhar com um furor surdo muito lentamente, mas da manhã à noite sem parar e provavelmente aí está o segredo: trabalhar muito tempo e lentamente. (VAN GOGH, 2002, p.372).

16 15 Na leitura da obra Cartas a Théo, o retorno de Vincent à casa paterna em Etten, na Holanda, aparece repetidamente. Estariam essas repetidas idas e vindas ligadas ao fracasso? O fracasso é um tema discutido pela psicanálise desde autores como Freud (1916), passando por Lacan (1985) e recentemente por Harari (2008) e Maliska (2010). É um assunto de grande importância para a literatura e para a psicanálise, visto que envolve conceitos como o desejo, o gozo, a angústia e o inconsciente. Estes autores trazem interessantes considerações acerca do fracasso que estarão presentes ao longo dessa pesquisa. Harari (2008, p.213) nos fala sobre a repetição do fracasso: [...] encontramos pessoas em que toda relação humana conduz a idêntico final, tal como benfeitores, cujos protegidos, pobrezinhos que são em outros aspectos, se mostram ingratos passado certo tempo; esses benfeitores então, parecem destinados a curar a amargura da ingratidão. Outros que em sua vida repetem muitas vezes o ato de elevar uma pessoa à condição de grande autoridade para si mesmo ou para o público e, depois de um tempo, a destroem para substituí-la por outra. Amantes cujo relacionamento amoroso com as mulheres tem o mesmo percurso, com as mesmas fases, que desembocam em final idêntico. Sobre o que o autor quis dizer anteriormente, acredita-se que o senso comum poderia entender esse acontecimento como um sinal de má sorte na vida, como se o sujeito estivesse fadado a viver um destino previamente traçado. (HARARI, 2008, p. 212). O interessante dessas ocorrências trágicas (FREUD, 1916) é que ao mesmo tempo em que elas podem ser entendidas como um sinal de má sorte na vida, também são compreendidas como um traço de um determinado tipo de caráter. Em Alguns tipos de caráter encontrados no trabalho psicanalítico: os arruinados pelo êxito, Freud (1916) cita um caso de uma mulher, exemplo típico de uma dessas ocorrências trágicas: Era bem nascida e bem educada; no entanto, ainda muito jovem, não pôde conter seu gosto de viver; fugiu de casa e perambulou pelo mundo em busca de aventuras, até travar conhecimento com um pintor, que não só pôde apreciar seus encantos femininos, mas também captar, apesar de sua degradação, as qualidades mais requintadas que ela possuía. Levou-a para viver com ele e ela provou ser uma companheira fiel, parecendo apenas carecer de reabilitação social para alcançar uma felicidade completa. Após muitos anos de vida em comum, o pintor conseguiu fazer com que a família dele se reconciliasse com ela; estava então preparado para torná-la sua esposa legítima. Foi nesse momento que ela começou a desmoronar.

17 16 Descuidou da casa da qual agora estava prestes a tornar-se dona por direito; imaginou-se perseguida pelos parentes dele, que desejavam fazê-la parte da família; proibiu ao amante, com seu ciúme insensato, todo contato social; prejudicou-o em seu trabalho artístico, e logo sucumbiu a uma doença mental incurável. (FREUD, 1916, p. 331). Outro caso encontrado na clínica psicanalítica é citado a seguir: [...] um respeitável senhor, professor universitário, que nutria havia muitos anos o desejo natural de ser o sucessor do mestre que o iniciara nos estudos. Quando esse professor mais antigo se aposentou e os colegas informaram ao pretendente que ele fora escolhido para substituí-lo, começou a hesitar, depreciou seus méritos, declarou-se indigno de preencher o cargo para o qual fora designado, e caiu numa melancolia que o deixou incapaz de toda e qualquer atividade durante vários anos. (FREUD, 1916, p. 332). Nos dois casos citados por Freud observa-se que existiu luta e esforço na tentativa de obter o êxito, mas em algum momento do caminho, quando esses sujeitos estavam prestes a atingir os seus objetivos, fracassaram. De alguma forma, a doença da qual a mulher e o professor são acometidos, acompanha a realização desse desejo e põe fim ao desfrute do mesmo. (FREUD, 1916). Diante do exposto até o momento constata-se certa reiteração do movimento de Vincent nas Cartas. Estaria isso ligado ao fracasso? Dessa forma, há o interesse em pesquisar Como se apresenta a dimensão do fracasso na obra Cartas a Theo de Vincent Van Gogh? Muitos estudos e análises sobre a vida e as produções artísticas de Van Gogh já foram realizados, sendo assim, esta pesquisa pretende um novo olhar, não um olhar sobre o artista, mas no valioso dado literário o discurso que se apresenta através das suas cartas a Theo. A fim de verificar e validar a relevância científica deste trabalho foi realizado um rastreamento em fontes bibliográficas e banco de dados on-line sobre o tema, como teses on-line da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), bem como em publicações nos sites da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro (SBPRJ), da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP), da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTB), da Scientific Electronic Library

18 17 On-line (Scielo) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) 1. Nessas consultas não foram encontrados estudos específicos sobre a relação do fracasso e Van Gogh. As pesquisam encontrados abordam, por exemplo, o estilo único de Van Gogh à luz de suas ansiedades primitivas 2, e o estabelecer relação para melhor entendimento da dualidade entre a vida e a obra do mesmo 3. Não foi localizado nenhum artigo ou texto publicado que articulasse a dimensão do fracasso com o discurso de Van Gogh na obra Cartas a Theo. Portanto, esta pesquisa discorrerá sobre o fracasso, problemática presente no que tange às demandas da clínica psicanalítica. Além disso, visa adicionar conteúdo teórico e reflexões ao conhecimento dos profissionais envolvidos e contribuições à teoria psicanalítica, visto que a proposta desta pesquisa é de certa forma inovadora em relação às publicações já existentes. A relação entre a psicanálise e a literatura é antiga. Para Cottrell (2008), existem vários autores que se utilizaram de personagens de obras literárias para ilustrar seus pensamentos e reflexões. O próprio Freud iniciou o casamento duradouro entre psicanálise e literatura. Willian Shakespeare foi um dos principais autores que Freud estudou e citou em seus trabalhos. Em Alguns tipos de caráter encontrados no trabalho psicanalítico: os arruinados pelo êxito, Freud (1916) toma Lady MacBeth, personagem principal de uma das peças mais conhecidas e aclamadas de Shakespeare, como exemplo de pessoa que sucumbe ao atingir o êxito. (FREUD, 1916). No mesmo texto, Freud escreve sobre o sentimento de culpa e o complexo de Édipo a partir de Rosmersholm, obra teatral escrita pelo dramaturgo norueguês Henrik Ibsen, e estabelece concordância entre as duas obras. Outro ponto importante para a realização deste trabalho e que o torna relevante para a literatura é o fato do mesmo ter como ponto central uma obra literária de base documental. Dessa forma, pretende despertar o interesse daqueles que nutrem o prazer pela literatura e, ainda, daqueles que apreciam a arte em todas as suas formas de expressão: Van Gogh foi um grande artista e é referência no php,

19 18 âmbito das artes plásticas. Neste contexto, é necessário analisar a dimensão do fracasso na obra Cartas a Theo, possibilitando então hipóteses interpretativas a partir do discurso do próprio Vincent Van Gogh. Com o intuito de responder à pergunta da pesquisa, quatro objetivos foram elaborados: um geral e três específicos. 1.1 OBJETIVOS pesquisa. Nesta seção serão apresentados o objetivo geral e os objetivos específicos da OBJETIVO GERAL Analisar as dimensões do fracasso na obra Cartas a Theo de Vincent Van Gogh à luz da teoria psicanalítica OBJETIVOS ESPECÍFICOS a) Identificar na obra Cartas a Theo de Vincent Van Gogh passagens que remetem ao fracasso; b) Investigar a importância do fracasso na obra Cartas a Theo de Vincent Van Gogh; c) Relacionar o fracasso encontrado na obra Cartas a Theo com a temática do fracasso à luz da teoria psicanalítica

20 19 2 REFERENCIAL TEÓRICO [...] Quanto mais fico dissipado, doente, alquebrado, mais também me torno artista, criador, nesta grande renascença da arte da qual falávamos. (VAN GOGH, 2002, p.241). Neste capítulo será realizada a fundamentação teórica relacionada à pesquisa, utilizando como referencial a teoria psicanalítica no sentido de favorecer a posterior análise discursiva sobre a dimensão do fracasso na obra Cartas a Theo. Ao iniciar esta fundamentação teórica é importante destacar uma consideração sobre o foco deste trabalho. Em geral quando se escuta o nome Van Gogh rapidamente o pensamento é remetido à psicose, quanto a isso, a proposta desta pesquisa é transitar entre as possibilidades e hipóteses relacionadas ao fracasso e interpretá-las por meio de dados literários presentes na obra Cartas a Theo. Dessa forma, não se pretender afirmar ou influenciar a leitura e a reflexão do leitor para que o mesmo entenda que o fracasso de Van Gogh possuía cunho psicótico ou neurótico. 2.1 AS CARTAS A THEO Cartas a Theo é uma obra que consiste na reunião da numerosa correspondência de Vincent para seu irmão, amigo e confidente, Theo. Elas eram escritas em pequenos intervalos de tempo e às vezes, diariamente. Esses manuscritos reunidos em Cartas a Theo apresentam arranjo cronológico referente à vida de Vincent. As Cartas foram escritas entre julho de 1873 e julho de 1890, e a última foi encontrada junto ao corpo de Vincent no momento de sua morte. As cartas revelam o que Vincent via, fazia e pensava. Nelas estão descritas as suas experiências em Borinage 4 com os operários das minas de carvão quando este ainda era um aspirante a missionário, as características da região onde viveu nesse momento, os hábitos das pessoas e até mesmo o sol local. O pintor escreveu a Theo sobre seus passeios no campo, suas leituras e estudos de livros que estiveram ao seu alcance, como a Bíblia e Revolução Francesa de Michelet, sobre seus pintores franceses favoritos, como por exemplo, Scheffer; Delaroche; Hébert e 4 Região da Bélgica

21 20 Hamon e, ainda, do tipo de arte que o atraía. Destes livros e obras, contou ao irmão sobre os ensinamentos e as reflexões que adquiriu a partir dos mesmos. Através dessas cartas, Van Gogh mostrou-se um homem cheio de dúvidas e de humor inconstante, mas capaz de amar. Em algumas cartas Vincent escreveu sobre o amor que nutriu pela prima Kee Voos, e mesmo esse amor não tendo sido retribuído pela mesma, conseguiu proferir belíssimas palavras sobre os seus sentimentos: Se continuarmos a amar sinceramente o que na verdade é digno de amor, e não desperdiçarmos nosso amor em coisas insignificantes, nulas e insípidas, obteremos pouco a pouco mais luz e nos tornaremos mais felizes. (VAN GOGH, 2002, p. 28). Figura 5 Kee Voos Fonte: Van Gogh Museum (2011) A Theo, Vincent descrevia com muita alegria, seu pequeno quarto alugado no bairro de Montmartre, em Paris, França, e os quadros que pendurava nas paredes. Relatou as exposições de arte que viu enquanto morou lá, as visitas ao museu do Louvre, e os seus desenhos baseados na obra de grandes pintores que o

22 21 inspiraram, como Corot e Rembrandt, além dos primeiros trabalhos com modelos vivos e do método que ele utilizou para retratá-los. Van Gogh era um homem com sonhos, objetivos e devoção a Deus, e em suas errantes idas e vindas reveladas nas Cartas a Theo, transpareceu seus momentos de melancolia e desespero sobre a consciência de sua possível doença mental: Uma melhoria na minha vida por acaso não a desejariam por acaso não precisaria? Gostaria de melhorar bem mais. Mas precisamente porque o desejo, tenho medo de remédios piores que a doença. (VAN GOGH, 2002, p.39). Uma das teorias sobre o episódio no qual Vincent cortou com uma navalha um pedaço de sua própria orelha na noite de Natal de 1888, afirma que o acontecimento foi motivado por um desentendimento com seu amigo, companheiro de casa e pintor Paul Gauguin. Após este incidente, Vincent embalou o pedaço cortado de sua orelha e o levou para uma prostituta do bordel que ele frequentava. Considerado totalmente louco pelo amigo e pelo irmão foi levado a um hospital. Quando retornou à sua casa, em vez de encontrar seu amigo, deparou-se com a angústia e tomado por alucinações e sofrimento. (TERRASSE, 2002). Através dos conselhos de Theo, Vincent decide se internar em um hospício na cidade de Saint-Rémy, na França. Neste período escreveu cartas nas quais descreveu os incessantes berros de seus infelizes companheiros (TERRASSE, 2002, p.17) e, ainda, a evolução da sua própria loucura. Vincent transformou seu quarto em um estúdio e, embora suas crises fossem recorrentes, ele produziu cerca de 150 pinturas durante o ano que esteve internado, (VAN GOGH MUSEUM, 2011, tradução nossa). Apesar de estar num hospício e consequentemente privado de viver a liberdade, o regime de vida imposto em Saint-Rémy dava a Vincent uma estabilidade dificilmente vivida antes, relatada em uma de suas Cartas a Theo: Eu me atrapalhei na vida e meu estado mental não somente é como também foi abstraído, de forma que independente do que fizessem por mim, eu não posso pensar em equilibrar minha vida. Quando eu tenho que seguir uma regra aqui no hospício, sinto-me tranquilo. (VAN GOGH, 2002, p. 354). Depois de quase um ano internado no hospício de Saint-Rèmy Vincent decide se mudar e volta para o norte, para uma cidadezinha próxima à Paris chamada

23 22 Auvers-sur-Oise, com o intuito de ficar mais próximo de Theo. Esta foi a última cidade na qual Vincent residiu. Figura 6: Dr. Gachet Fonte: Van Gogh Museum (2011) Em suas últimas correspondências, escreveu ao irmão sobre a sua relação e crescente afeição pelo doutor Paul Gachet, médico homeopata e, também, amante das artes plásticas. O médico conviveu e cuidou de Vincent, num breve período, durante os últimos três meses de vida que ele passou na cidade de Auvers-sur-Oise, na França, após deixar o hospício: [...] ele me pareceu na verdade tão doente e perturbado quanto você e eu, e ele é mais velho e perdeu há poucos anos a sua mulher; mas é muito médico e sua profissão e sua fé o sustentam contudo. Já somos muito amigos... (VAN GOGH, 2002, p.378) 2.2 O FRACASSO NAS CARTAS A partir da análise do discurso de Van Gogh na obra Cartas a Theo, pretendese identificar passagens que remetem ao fracasso e investigar sua importância. Por isso, este capítulo tem como objetivo principal discorrer sobre como o mesmo se apresenta nas Cartas a Theo.

24 23 Nos manuscritos se conhece um homem cuja vida foi permeada por objetivos frustrados e muito sofrimento. Nas cartas a dimensão do fracasso aparece exaustivamente no que diz respeito aos diferentes tipos de trabalho, que Vincent experimentou em sua vida, antes de se dedicar exclusivamente à arte. Quando Vincent deixou o colégio interno, no qual estudou até completar 16 anos, a família Van Gogh rapidamente tratou de inseri-lo nos negócios da arte. Por meio de seu tio, também Vincent, Van Gogh foi contratado para trabalhar como negociante de artes na Casa Goupil, uma importante e conceituada galeria da Europa. Nela permaneceu por seis anos e, ao final deles, foi considerado um péssimo empregado, chegando até a viajar sem avisar aos seus patrões episódio que lhe rendeu uma demissão. Após esse período, retornou à casa paterna em Etten 5 pela primeira vez e se empregou como professor em uma escola anglicana 6. Depois de três meses foi despedido e iniciou um trabalho como ajudante do pregador de uma igreja. Poucos meses depois Vincent abandonou o emprego e começou a trabalhar em uma livraria, o que durou pouco, pois quatro meses depois voltou a Amsterdam para estudar a bíblia e se formar pastor. Dois meses depois de iniciar esses estudos, Vincent resolve abandoná-los e voltar, novamente, a casa dos pais. Após esta breve estada, Vincent viaja a Bruxelas, na Bélgica, e entra para uma escola evangelista, com o objetivo de se tornar um missionário. Não sendo nomeado para tal ocupação; partiu por vontade própria para a região de Borinage, local onde realizou um trabalho com os operários das minhas de carvão. Ao final do ano de 1878, o Comitê de Evangelização surpreendeu-se com o ânimo e o sacrifício de Vincent, retificando sua decisão de não nomeá-lo e enviandoo para uma missão de seis meses na Bélgica. Sua dedicação foi radical, pois neste período Van Gogh abdicou da sua saúde para servir ao outro, alimentou-se pouco, basicamente de pedaços de pães doados pelas pessoas por onde ele passava. Chegou a dormir no chão e a andar de pés descalços. Em um novo retorno à casa paterna, Vincent encontrou com seu primo e também pintor Anton Mauve, que lhe deu alguns conselhos e o desencorajou sobre as ideias de cortejar novamente sua prima Kee. Este acontecimento resultou em uma discussão com seu pai e tornou tensa a relação com seu primo Mauve. 5 Cidade holandesa na qual seus pais viviam. 6 Instituição educacional na qual se ensina a doutrina bíblica.

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