NA PINTURA: O DESENHO, O OBJETO E UMA NARRATIVA DA IMAGEM.

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1 I SIMPÓSIO INTERNACIONAL DO NÚCLEO DE PESQUISA EM PINTURA E ENSINO NUPPE Instituto de Arte / Universidade Federal de Uberlândia IARTE/UFU MOVÊNCIAS DA PINTURA ISSN a 13 de setembro de 2012, Uberlândia MG Brasil NA PINTURA: O DESENHO, O OBJETO E UMA NARRATIVA DA IMAGEM. Camila Moreira e Raphaël Larre 1 Resumo: O presente ensaio discutirá em torno da obra La chambre de Van Gogh em Arles, de Vincent Van Gogh e a instalação intitulada La chambre de Vincent de Camila Moreira e Raphaël Larre, apresentada na Casa da Cultura de Uberlândia-MG, Brasil. Seguido de delírios, representações, correspondências e narrativa, a obra de Vincent Van Gogh é sem dúvida poesia e imaginação reproduzidas pela pintura, por seus desenhos, por suas cores. Em torno de seu recolhimento dentro de um quarto à Arles - França, ele pintava, escrevia cartas a seu irmão Théo e sonhava. A cada carta redigida, podemos assim como o pintor, imaginar, circundar um universo subjetivo que ele utilizava os objetos e as cores para além da representação pictórica. Desse modo, objetiva-se aqui estabelecer a relação entre a pintura, o desenho e o objeto, do plano à forma, da narrativa à imagem. Résume Cet essai va présenter une discussion autour de l œuvre «La Chambre de Van Gogh à Arles» de Vincent Van Gogh et l installation intitulée : «La chambre de Vincent» de Camila Moreira e Raphaël Larre, vue à la Maison de la Culture de Uberlândia- MG, au Brésil. Suivi de 1 Camila Moreira é artista plástica, Mestre em Artes Plásticas pela Université Paris 1 Panthéon Sorbonne e doutoranda em Artes Plásticas pela mesma Université Paris 1 Panthéon Sorbonne- França. (membro: NUPPE/UFU). Bolsista da CAPES - Proc /12-6. Raphaël Larre é artista plástico, professor da École de Beaux Arts de Toulouse- França.

2 délires, de représentations, de correspondances et de narrations, l œuvre de Vincent Van Gogh est sans doute une poésie et imagination reproduites par la peinture, par ses dessins, par ses couleurs. Autour de son recueil dans la chambre à Arles en France, il faisait ses peintures, il écrivait des lettres à son frère Théo et rêvait. A chaque lettre rédigée, on peut aussi comme le peintre, imaginer, s approprier son univers subjectif qu il utilise au travers des objets et des couleurs hors de toutes représentations picturales. Ainsi, on a pour objectif ici d établir une relation entre la peinture, le dessin et l objet, du plan à la forme, de la narration à l image. Je vise à peindre la vie, tout simplement. Et je la peins de mémoire, sur la toile même. (Eu viso pintar a vida, simplesmente. E eu a pinto de memória, sobre a tela mesmo.) Vincent à Théo, Nuenen, avril 1885 (lettre 403 en néerlandais, tome II, page 424) 2 A obra assim como a vida de Vincent Van Gogh é surpreendente. Quando lemos suas cartas, seus relatos e seus desenhos, nos deparamos com um gênio. Seus delírios, sua loucura e suicídio são como uma segunda vida, vista pelo mesmo sujeito, mas confrontada por um outro homem. Van Gogh expressava nas suas cores e formas, na sua repetição constante de temas e autorretratos, uma obsessão pela arte, pela vida. Sua angústia mutilante, seus gritos e viagens constantes revelam um artista motivado pela dor e alegria da expressão. Van Gogh era intenso, único e apaixonante. Sua relação com o objeto, com a narrativa de suas imagens produzem a leitura de uma obra imaginaria, além da representada. É como se pudéssemos, junto à ele, compor com luz e sombra, com cores e movimentos, o 2 Correspondance Complète de Vincent Van Gogh enrichie de tous les dessins originaux. Trad. M. Beerblock et L. Roelandt. Paris: Gallimard/Grasset, 1960, tome II, p.424.

3 cenário de sua vida conturbada, narrado em suas correspondências. Como uma obra ao lado de outra, a narrativa da imagem através de suas cartas, nos toma pelo deleite de contemplar, à distância dos tempos, a vibração desse artista. A conversa proposta abrange a obra de Vincent van Gogh ( ) La chambre de Van Gogh à Arles de 1889, sua terceira versão e a instalação La chambre de Vincent de Camila Moreira e Raphaël Larre, de Nossa proposta foi refazer o quarto de Vincent, compondo com os mesmos objetos, justapondo-os em uma sala de exposição que está situada dentro da Casa da Cultura de Uberlândia - MG, tombada pelo patrimônio cultural da cidade. Porém, esses mesmos objetos estão recobertos de branco, de papel branco. Uma brancura da virgindade da obra que se inicia, se fecunda e se refaz. O branco, dito por Vincent Van Gogh como o branco de seus móveis, narrado em uma correspondência à Gauguin. Figura 1. Vincent van Gogh ( ), La chambre de Van Gogh à Arles.1889, Huile sur toile - H. 57,5 ; L. 74 cm. Fonte: Paris, musée d'orsay RMN (Musée d'orsay) / Hervé Lewandowski

4 J ai fait, toujours pour ma décoration, une toile de trente de ma chambre à coucher, avec des meubles en bois blanc que vous savez. Eh bien, cela m a énormément amusé de faire cet intérieur sans rien, d une simplicité à la Seurat. 3 Para nossa instalação, encobrimos os objetos. E agora eles estão calados, inutilizados, esbranquiçados, mas também ressaltados por sua forma e contorno. Desenhamos, conversamos, damos cor. Esses objetos, assim como todo seu contexto de paredes, teto, chão e janelas que foram cobertos de branco, também o foram recobertos de desenhos, de cores. Em uma ação performática, como um grito ou delírio, com silêncio e música, sob a narrativa das correspondências de Van Gogh, essa instalação tem o desejo de refazer o quarto pintado por ele mas também o quarto de Vincent. Dois homens em um corpo: o gênio e o louco, ou seria dois corpos em um homem? Vincent Van Gogh nasceu um ano após o nascimento de seu irmão mais velho, que nasceu morto. Ele herdou o mesmo nome e o dia de nascimento. Agora ele era o filho mais velho. Théo, nascido entre uma irmã e Van Gogh, era marchand. Foi ele quem apoiou financeiramente e emocionalmente Vincent. Uma ligação forte, verdadeira, de amor intenso, de cumplicidade. Fato esse que levou à morte de Théo, seis meses apos o suicídio de Van Gogh. Van Gogh escrevia cartas à Théo e a alguns amigos artistas como Gauguin. Em suas cartas ele escrevia sobre sua vida, suas motivações mas também sua obra. Van Gogh teve uma vida solitária, 3 Correspondance Complète de Vincent Van Gogh enrichie de tous les dessins originaux. Trad. M. Beerblock et L. Roelandt. Paris: Gallimard/Grasset, 1960, tome II, p.254. ( Eu fiz, sempre para minha decoração, uma tela de trinta, do meu quarto de dormir, com os moveis de madeira brancos que você sabe. E bem, isso me divertiu enormemente de fazer esse interior sem nada, de uma simplicidade à Seurat. ) Trad. Gabriela Moreira.

5 cheia de ausências e recusas, aonde ele encontrou nas correspondências com Théo um refúgio, uma companhia, um sentido. Dentre um número excessivo de correspondências trocadas, em algumas delas, Van Gogh fala da obra La chambre de Van Gogh à Arles narrando à Théo sua estada em Arles-França, as cores, o sentido, a essência de sua obra, acompanhado de um croqui. Permitimos aqui transcrevê-la, pois essa correspondência é também parte da obra. A imagem narrada, sentida. Mon Cher Théo, Enfin je t envoie un petit croquis pour te donner une idée de la tournure que prend le travail. Car aujourd hui je m y suis remis. J ai encore les yeux fatigués, mais enfin j avais une nouvelle idée en tête et en voici le croquis. Toujours toile de 30. C est cette fois-ci ma chambre à coucher tout simplement, seulement la couleur doit ici faire la chose et en donnant par sa simplification un style plus grand aux choses, être suggestive ici du repos ou du sommeil en générale. Enfin la vue du tableau doit reposer la tête ou plutôt l imagination. Les murs sont d un violet pâle. Le sol est à carreaux rouges. Le bois du lit et les chaises sont jaune beurre frais, le drap et les oreillers citron vert très clair. La couverture rouge écarlate. La fenêtre verte. La table à toilette orangée, la cuvette bleue. Les portes lilas. Et c est tout - rien dans cette chambre à volets clos. La carrure des meubles doit maintenant encore exprimer les repos inébranlable. Les portraits sur le mur et un miroir et un essuie-mains et quelques vêtements. Le cadre comme il n y a pas de blanc dans le tableau - sera blanc. Cela pour prendre ma revanche du repos forcé que j ai été obligé de prendre. J y travaillerai encore toute la journée demain, mais tu vois comme la conception est simple. Les ombres et ombres portées sont supprimées, c est coloré à teintes plates et franches comme les crépons. Cela va contraster avec par exemple «la Diligence de

6 Tarascon» et le «Café de nuit» Je ne t écris pas longtemps, car je vais commencer demain fort de bonne heure avec la lumière fraîche du matin, pour finir ma toile. Comment vont les douleurs, n oublie pas de m en donner des nouvelles. J espère que tu écriras des ces jours-ci. Je te ferai un jour des croquis des autres pièces aussi. Je te serre bien la main. t. à t., Vincent. 4 Figura 2: Croqui para a obra La Chambre de Van Gogh em Arles, enviado junto à carta à Théo. Fonte: Correspondance Complète de Vincent Van Gogh enrichie de tous les dessins originaux. Trad. M. Beerblock et L. Roelandt. Paris: Gallimard/Grasset, Quando adentramos ao universo descrito por Van Gogh, conseguimos ver com maestria a referida obra, ao som e gosto de sua narrativa. Ele descreveu sua obra como uma composição simples. Ora, a abstração do real era bem mais complexa que seus devaneios. A visão e gosto apurados pelo pincel de Van Gogh exprimem a simplicidade e desejo de um homem que viveu modestamente, enclausurado na sua própria integridade, em seus devaneios e misérias, ardente em suas ações de amor a arte. O quarto de Vincent para Vincent, para seu descanso e imaginação, poderia ser também o quarto de muitos Vincent, de outros homens impelidos por outras causas, em outros tempos. À partir dessa ligação sinestésica provocada pela obra de Van Gogh é que somos impulsionados a pensar Vincent, o quarto de 4 Idem, p Lettre 554, tome III.

7 Vincent, o homem e a ação de Vincent. Quando pretensiosamente refazemos a ideia do quarto de Vincent à Arles, refazemos também seus desejos, sua narrativa, seus objetos. Desejamos dialogar o espaço enclausurado com a imaginação livre. Do plano composto pelo branco da tela ou do papel que cobre à forma gerada e geradora. Um compêndio da narrativa trocada, escrita com a imagem pintada, guardada, retida. Essa mistura incandescente posta por Van Gogh permitia um dialogo com os objetos, pois para ele, os mesmos partiam para além de suas utilidades e visualidades formais. Les objets ne lui sont pas seulement anecdote, hasard qui passe devant ses yeux; il y guette, il y écoute une harmonique, une résonance où il se reconnaît et qui, soulignées, dégagées, porteront aux autres l écho de ce qui vibre dans sa sensibilité. 5 Arles foi o lugar e o momento de incandescência na vida de Van Gogh, aonde a loucura ou o grito suplicante de dor o fizeram mutilar seu próprio corpo, entranhando em sua carne as dilacerações da vida de recusas, miséria e perdas. 6 Fechado em seu universo particularizado mas conectado à razão de uma arte contemporânea ao impressionismo, Van Gogh fez de sua miséria, e de ausências a mais pura poesia e riqueza expressa por suas cores. Peindre un objet est sa façon de se l approprier. (Pintar um objeto é sua maneira de apropriar dele.) 7 Quando Van Gogh pode habitar sua própria casa em Arles, toda repintada e com apenas alguns moveis necessários, ele 5 HUYGHE, René. Van Gogh. Paris: Copyright, p. 33. ( Os objetos não são para ele somente anedota, azar que passa na frente dos seus olhos; ele o escuta em harmonia, uma ressonância onde ele se reconhece e que, sublinhados, libertados, levará aos outros o eco do que vibra na sua sensibilidade. )Trad. Gabriela Moreira. 6 Idem, p HAZIOT, David. Van Gogh. Biographie. Malesherbes: Gallimard, p. 289.

8 começou, à partir dessa intimidade solitária e quase desértica, adentrar a liberdade e autonomia que um artista poderia sonhar. A natureza morta pintada, os objetos escolhidos e narrados como imagem e sentimento, ressaltados por suas formas e desejados pela cor, foram o marco de uma nova vida. Figura 3: Croqui para natureza morta. Fonte: Correspondance Complète de Vincent Van Gogh enrichie de tous les dessins originaux. Trad. M. Beerblock et L. Roelandt. Paris: Gallimard/Grasset, Nos objetos e sua forma, seu olhar era conduzido, reproduzido em cor, movimento e narrativa. Van Gogh narrava a obra com pureza, clareza da composição mas também de seus sentimentos expressos, impressos, revoltos. Logo, vemos uma obra circundada de representações, de imagens e imaginários, de narrativas que, por correspondências nos permitem hoje imaginar o calor de seus desejos. Je dessine comme on écrit, couramment; je cherche à saisir dans le dessin ce qui est essentiel puis les espaces limites par les contours, exprimés ou non, mais sentis. 8 8 Fondation Van Gogh. Van Gogh à Arles. Dessins Documents Originaux Photographies. Nantes: Actes Sud, p. 24. (Eu desenho como agente escreve, correntemente; eu procuro marcar no desenho o que é essencial os espaços limitados pelos contornos, expressos ou não, mas sutis.) Trad. Gabriela Moreira.

9 A imagem narrada assim como seu desenho e pintura, eram um único elo que se metamorfoseava pelas mãos de Van Gogh. Eram memórias misturadas à imagens reais e as desejadas, somadas as suas cores, expressão e movimento. A instalação La Chambre de Vincent aporta essa ligação mutante, convexa. Olha a si mesmo pelo olhar do outro, em uma experiência do contato, do movimento performático à narrativa. Cobrimos de branco, de papel branco todo o objeto e espaço que são desejo e forma, receptáculos para um desenho, uma pintura, uma expressão. Em corrente com Vincent Van Gogh, autor da imagem pintada, desenhada, escrita, correspondida, imaginada e acima de tudo, fruto de sua memória e para a memória. Estabelece-se assim uma relação do objeto apropriado por sua forma e contorno com seu desenho, sua pintura. Tudo isso entrelaçado à sua narrativa. Ora, o que é uma obra senão seu conjunto de desejo, memória e materialização? A fecundação e processo criador somados ao tempo e circunstancia da criação, fizeram dessa imagem imaginaria um compendio de realidade, movimento e cor. Quando escutamos sua narrativa, imaginamos com os ouvidos o que os olhos conhecem. Lemos a carta sobre a obra, acrescida de um croqui. A descrição das cores são tão fortes em sua realidade expressa, como a obra de fato. Pois imaginação e desejo foram aliadas de Van Gogh e fielmente tratadas por ele. De sa solitude d Arles, Vincent confiait à Théo toutes ses pensées et toutes ses espérances en des lettres qui forment un véritable journal intime. Ces lettres, écrites par un homme d une parfaite modestie, presque autodidacte, qui ne prévoyait pas quelle gloire posthume l attendait, sont passionnantes et extraordinairement émouvantes. On y trouve l expression de la solitude désespérée de Vincent, de son sens d une mission à remplir; on y perçoit aussi la

10 prodigieuse tension dans laquelle il ne cessait de travailler avec une énergie fiévreuse. 9 Figura 3: Albergue aonde se instalou, em um quarto de 7m, Vincent Van Gogh, durante 70 dias, antes de seu suicídio, à Auvers sur Oise, França.. Fonte: Arquivo pessoal: Camila Moreira. Em uma historia de vida e miséria, Van Gogh se via a todo tempo expulso de seus próprios tormentos, à procura de um porto que saciasse sua imensa angustia e necessidade de produzir. Em sua estada à Auvers Sur Oise, França, sentimos a lacuna que aportava seus desejos e recusas de uma vida curta, abortada por suas próprias mãos, em meio ao campo, face à sua eterna maestria: a pintura. C est un monde de significations qu on s approprie par imitation et qui devient partie intégrante de notre monde préexistant. De plus, nous ne pouvons nous exclure du monde pour comparer son 9 GOMBRICH, Ernst. H. Histoire de l art. Paris: Gallimard, p (De sua solidão em Arles, Vicente confiava à Théo todos seus pensamentos e todas as esperanças nas cartas que formam um verdadeiro jornal intimo. Essas cartas, escritas por um homem de uma perfeita modéstia, quase autodidata, que não previa qual gloria póstuma o esperava, são apaixonantes e extraordinariamente comoventes. Encontramos a expressão da solidão desesperada de Vincent, seu desejo de comunicação, de suas lutas e seus triunfos, de seu senso de missão à cumprir, percebemos também a prodigiosa tensão na qual ele não cessava de trabalhar com uma energia febril.) Trad. Gabriela Moreira.

11 contenu avec ses représentations: nous sommes toujours immergés dans ce monde. 10 Quando entrei no último quarto de Van Gogh, situado em um modesto albergue em Auvers Sur Oise, França; tive a emoção de encontrar além de uma simplicidade comovente de um lugar minúsculo, rude e desértico, a possibilidade do olhar, do desejo e genialidade de um homem que viu luz e cor, habitando em um lugar aonde era escuro e sujo, morto. Apesar de seu quarto nunca mais ter sido alugado, pois era o quarto de um suicida, caminhar sobre a madeira velha, e ver a luz do sol por apenas um pequeno vitro ao teto fez-me calar e encontrar paz. Como se a alma desse gênio-louco ainda pairasse pelas escadas, pelas sombras, pelo quarto. O homem que adormeceu. Que passou sua vida em constante migração, ora imposta pela sua loucura, ora buscada pela sua consciência, ora encontrada, ora perdida. E sempre, dentro um quarto, de uma vida que se resumia em produzir incessantemente e descansar o suficiente para produzir novamente. À procura de um quarto, de uma chambre meublé. Por isso, uma instalação para Vincent, para os muitos Vincent. Um quarto que representou seu interior seguro, de um homem que ousava pelos campos, pelas ruas, pelos cafés, retratando, pintando, narrando a vida, as cores, os encontros. Um quarto que abrigava não apenas objetos, mas os sonhos, desejos, de um homem solitário. Objetos presença e narrativa, imagem e obra. 10 VARELA, F. J., Invitation aux sciences cognitives, trad. P. Lavoie, Paris, Seuil, pp (É um mundo de significações que agente se apropria por imitação e que torna parte integrante do nosso mundo pré-existente. Além do mais, nós não podemos nos excluir do mundo para comparar seu conteúdo com suas representações: nós estamos sempre imergidos dentro desse mundo.) Trad. Gabriela Moreira.

12 Admettons que nos objets quotidiens sont en effet les objets d une passion, celle de la propriété privée, dont l investissement affectif ne le cède en rien à celui des passions humaines, une passion quotidienne qui souvent l importe sur toutes les autres, qui parfois règne seule en l absence des autres. 11 Cores e formas, volume. Os objetos que abrigavam o quarto de Van Gogh assim como seu enquadramento e narrativa testemunham a simplicidade, o apego ao gesto e sentimento desse artista. Ele via para além da precisão solida, a fluidez de suas composições. Como se seu olhar caminhasse sobre a observação plena e enraizasse o objetivo ao seu desejo em produzir. Toujours devant cette œuvre vous voyez ce que vous voyez, toujours devant cette œuvre vous verrez ce que vous avez vu: la même chose. Ni plus, ni moins. Cela s appelle un objet spécifique. Cela pourrait s appeler un objet visuel tautologique. Ou le rêve visuel de la chose même. 12 Diante de uma obra de Van Gogh assim como diante de seu quarto, dos campos de trigo e seus passos imortalizados, encontramos 11 BAUDRILLARD, Jean. Le système des objets. Paris : Collection Tel Gallimard, réédition p (Admitamos que nossos objetos quotidianos são de fato os objetos de uma paixão, essa da propriedade privada, cujo o investimento afetivo não cede em nada à essas das paixões humanas, uma paixão quotidiana que frequentemente o importa sobre todas as outras, que às vezes reina só na ausência das outras.) Trad. Gabriela Moreira. 12 DIDI-HUBERMAM, Georges. Ce que nous voyons, ce que nous regarde. Paris : Les Éditions de Minuit, p. 33. (Sempre diante dessa obra você vê o que você vê, sempre diante dessa obra você vera o que você viu: a mesma coisa. Nem mais, nem menos. Isso se chama um objeto especifico. Isso poderia se chamar um objeto tautológico. Ou o sonho visual da coisa mesma.) Trad. Gabriela Moreira.

13 sempre a mesma coisa, como descreve Didi Huberman. Uma obra e uma vida acopladas, sentidas, narradas. La chambre de Vincent ou o O Quarto de Vincent é uma instalação que, para além do quarto de dormir, deseja acolher o sonho, o desejo e a vida dos muitos Vincent espalhados, vividos. Narração, pintura, imagem, desenho e objeto como obra. Bibliografia BAUDRILLARD, Jean. Le système des objets. Paris : Collection Tel Gallimard, réédition BONAFOUX, Pascal. Van Gogh par Vincent. Paris : Denoël, Correspondance Complète de Vincent Van Gogh enrichie de tous les dessins originaux. Trad. M. Beerblock et L. Roelandt. Paris: Gallimard/Grasset, Catalogue de 272 oeuvres de Vincent Van Gogh, Musée National Kröller-Müller, Pays Bas: Copyright Fondation Kröller-Müller, DIDI-HUBERMAM, Georges. Ce que nous voyons, ce que nous regarde. Paris : Les Éditions de Minuit, Fondation Van Gogh. Van Gogh à Arles. Dessins Documents Originaux Photographies. Nantes: Actes Sud, 2003.

14 GOMBRICH, Ernst. H. Histoire de l art. Paris: Gallimard, HAZIOT, David. Van Gogh. Biographie. Malesherbes: Gallimard, HUYGHE, René. Van Gogh. Paris: Copyright, VARELA, Francisco Janvier. Invitation aux sciences cognitives. trad. P. Lavoie. Paris: Seuil, Tradução: Gabriela Maria Rodrigues Moreira (Graduada em Letras, Português/Francês- Universidade Federal de Uberlândia. Master Appropriation du Français, langue non-maternelle et dispositifs d enseignement par apprentissage - Université de Besançon, France).

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