Todas as cores do mundo (Objetiva) 4ª Prova: Abreu s System

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1 Caro senhor Van Gogh, não estou certa de que esta carta será lida algum dia. Não sei se terei coragem para fechar o envelope e enviá-la. E tampouco sei se o senhor se lembra de mim, se manteve na memória algo do meu rosto, da minha voz. Espero que sim, até porque tenho a impressão de que conserva em seu íntimo algo de todos aqueles que conheceu, de todas as coisas que viu e fez. Seu endereço eu tenho, procurei me informar: a/c do doutor Gachet, ex-colégio das Moças, rue de Vessenots, Auvers-sur-Oise. É que, o senhor também sabe disso, muitas cartas nós começamos, mas não terminamos; não temos coragem de mandá-las por temor de sermos mal-interpretados, de não sermos compreendidos, de pedirmos ajuda. Porque é sempre difícil, quando temos a vontade, mas também o medo de recordar. O senhor de fato sabe, pois escreveu tantas cartas, embora para mim nunca tenha escrito nenhuma. Eu, seja como for, vou começar. Meu nome é Teresa e hoje faço 26 anos. Há uma mesa preparada no parque, sob os grandes pinheiros de ramos quase vermelhos; muitos amigos me esperam, querem me festejar. Disseram-me que haverá porco e sidra. E não as lentilhas de sempre, os feijões e os produtos coloniais que, aqui, muitas vezes têm gosto de mofo. Portanto, hoje não vou me estender muito nesta carta.

2 12 Mas escrevo para lhe dizer coisas que jamais consegui dizer a ninguém. Não tenho alternativa. O senhor e eu nos conhecemos em Gheel, na Bélgica, mais de dez anos atrás. Tenho cabelos longos e negros, as faces meio rechonchudas. O senhor só passou comigo alguns dias, mas espero que tenha deles uma lembrança tão bonita quanto a minha. Quanto a mim, recordo-o perfeitamente: a pele clara, os ombros largos, e até sua caligrafia. Na época, o senhor tinha mais ou menos a minha idade de agora. E eu sempre conservei seu rosto, sua paixão, a preocupação com seu destino. Pensei muitas vezes no senhor, em todo esse tempo. Para mim, seria um grande conforto saber que também lhe aconteceu, algumas vezes, perguntar-se que fim eu tinha levado, que sorte me coubera. Peço-lhe que me siga, que volte comigo a um dia de setembro de 1864, em Gheel, atrás da casa paroquial, no momento exato em que o vigário Torsten interrompeu o rosário na vigésima terceira Ave-Maria e saiu pelos fundos da igreja de Santa Dinfna. Devo recomeçar a partir dali; devo tentar compreender por que tudo aconteceu, ter certeza de que tudo aconteceu, de que eu fui a mocinha que hoje não sou mais. Confie em mim, por favor, continue a ler, senhor Van Gogh. Era um dia de sol, um dia raro em Gheel. Em torno da casa paroquial havia uma profusão de cores. Ao longe, os campos amarelo-esverdeados, um aprisco acin-

3 13 zentado e árvores sisudas; logo atrás da igreja, ao contrário, uma longa sebe de abrunheiro-bravo e uma terra nem negra nem roxa, coberta de urze e turfa. Era um dia de sol, sim, mas o vigário estava furioso com Deus; de fato, desde alguns anos antes não aconteciam milagres. A igreja de Santa Dinfna estava lotada como sempre, nos dias de novena. Os suplicantes vinham, davam três voltas em torno do altar da santa, ajoelhavam-se, batiam no peito, cobriam a cabeça com cinzas, recitavam os salmos ou pediam às crianças que os recitassem, imploravam a misericórdia celeste. Tudo conforme o prescrito. Mas ninguém sarava. O vigário Torsten olhava diante de si, desconsolado, quando de repente viu dois gatos que se acasalavam. Por um tempinho, fingiu não dar importância, mas depois os observou. A coisa o divertiu. Nunca lhe aconteceu, senhor Van Gogh? Fazer-se perguntas sem resposta, duvidar da existência de Deus, e depois ser distraído por algo simples, que lhe devolve o sorriso? Aqueles animais tinham menos problemas, menos dúvidas, não deviam respeitar jejuns, não temiam os castigos do inferno. Contentavam- -se com um pouco de comida, um pouco de sol, um namoro rápido; praticamente um sonho! Então Torsten se aproximou para olhar melhor. E os reconheceu: eram o branco-avermelhado do moleiro e o vira-lata preto que estava sempre por ali. Meu Deus: dois machos! Dois machos montados um sobre o outro, grudadíssimos. Era intolerável, contra a natureza! O vigário pegou no chão uma pedra e atirou-a contra eles. Acertou um em cheio; os gatos saíram correndo para o mato. Mas, quando a pedra atingiu o animal, o céu escureceu, tornou-se cor de cobre, e o sol desapareceu. Uma

4 14 brisa, imperceptível, começou a mover as sarças. O vigário se retirou para a igreja; deve ter pensado que não é sensato enfurecer-se com Deus. Naquele mesmo momento, a velha Sem Sonhos caminhava pela longa via de seixos que corta ao meio o vilarejo. Era dia de feira e ela sentia uma dor forte na barriga. Olhava as barracas: uns vendiam velas, e outros, tecidos; uns ofereciam calendários, e outros tocavam gaita de boca; uns traziam ervas mágicas das colônias, e outros, bulbos de papoulas holandesas. Havia o engolidor de fogo e o limpador de chaminés, o amolador e o adeleiro. Toda a aldeia estava ali. Mas a velha passava adiante, porque sentia que era o momento de parir. Ninguém sabia que ela estava grávida. Ela, uma pobre louca, que devia ser controlada e tutelada! O que iriam dizer do velho Gaston, que a recebera em casa dezoito anos antes? Diriam que havia abusado dela? O que ela trazia no ventre era um sinal do Demônio. A velha Sem Sonhos já não tinha nome, desde quando chegara a Gheel. Nascida em Paris, mais de quarenta anos antes, desde criança parecera estranha; molhava a cama, era surpreendida tocando-se entre as pernas, dizia falar com os anjos e, sobretudo, que os anjos lhe respondiam. Tudo isso inquietava a família, mas os médicos não conseguiam fazer a garotinha parar, apesar das ervas medicinais e das recitações de ladainhas, e embora, antes de colocá-la na cama, atassem suas mãos com uma corda de cânhamo. Depois de tentar com banhos gelados e cautérios, perderam toda a esperança. Um doutor parisiense aconselhou interná-la na Salpêtrière. Ela não tinha nem 12 anos, senhor Van Gogh. Era só uma menina.

5 15 Os pais, comerciantes de tabaco, ficaram arruinados; fugiram da França para a América do Sul, a fim de evitar os credores. Esqueceram-se dela. Por isso, quando, dez anos depois, foi liberada do manicômio, Sem Sonhos não tinha para onde ir e foi enviada a Gheel; não havia recuperado a razão nem a paz e, por medo de que mesmo ali alguém a surpreendesse no sono e lhe fizesse mal, não dormia nunca, ficava sempre em vigília, num estado de vaga inconsciência. E, assim, todos começaram a chamá-la Sem Sonhos. Era só uma louca, senhor Van Gogh. Mas tenho certeza de que desejou a criatura que trazia no ventre, ela que era velha demais para parir. Por trás dos olhos apagados, das frases desconexas e dos cabelos desgrenhados, ainda havia alma suficiente para compreender o amor e a vida que lhe crescia dentro. Ninguém, contudo, soube jamais o nome do pai. Era um homem mau, que se envergonhava de ter engravidado uma pobre monomaníaca, e por isso a levara às ciganas para fazê-la abortar. Sem Sonhos se lembrava perfeitamente: a dor de um aguilhão ardente metido entre as pernas, espetado lá dentro, que girava e rasgava seu útero, mas sem encontrar o que procurava, porque o feto se grudara à barriga como um náufrago a uma jangada. De um modo ou de outro, aquela criatura se salvara e era só dela. Esta é a cena, senhor Van Gogh. Uma aldeia inteira que olha para o outro lado, e ela caminhando ali no meio.

6 16 *** Sentiu que devia se despachar, depois de apenas sete meses de concepção, e assim começou a afrouxar o camisão que todas as manhãs era apertado sobre seus flancos. E enquanto as rajadas de vento inflavam os panos das carroças, ameaçavam a chama do engolidor de fogo, levantavam poeira e agitavam as crinas dos cavalos, a velha Sem Sonhos agachou-se no chão e começou a gritar. Mas ninguém a ouviu, ninguém foi ao seu encontro, ninguém compreendeu que ela estava morrendo. Todos procuravam pôr a salvo suas próprias coisas, recolhiam-nas às pressas para que não fossem roubadas, e se fechavam em casa. Enquanto isso, as lufadas de ar tinham se tornado impetuosas, ameaçadoras; faziam estremecer os vidros das janelas, assoviavam entre os ramos, crepitavam entre as rochas. E assim, enquanto a velha paria, o vento fazia muito barulho; tudo se misturava, se confundia, o ar revirava sementes e terra, como todas as coisas, em Gheel, sempre haviam sido reviradas, como tudo se revirou também na barriga da louca; a criatura esperneava, se agitava, queria sair, queria vir ao mundo. A bolsa se rompeu. Sem Sonhos começou a impelir, impelir, abrindo as pernas, e pensou que era a última coisa que fazia na terra, então apertou os dentes, e um pequeno ser se esgueirou para fora como um peixe saindo do mar, e logo se acomodou sobre a saia da mãe, começando a chorar. A velha olhou a filha. O vento parou. Aquela menina sou eu. Foi o vigário Torsten quem me encontrou; compreendeu de imediato que por minha mãe não havia nada a fazer, mas chamou às pressas Lisbeth, a parteira, para me tirar dali

7 17 antes que eu também morresse. Depois me pegou, limpou meu rosto com seu lenço e olhou entre as pernas; viu uma fissura cor-de-rosa que não lhe deixou dúvidas: uma fêmea. Comoveu-se porque Sem Sonhos morria, mas também esperou que meu nascimento fosse o bom sinal que ele esperava de Deus; até os loucos, senhor Van Gogh, trazem ao mundo as suas criaturas. Minha mãe foi sepultada junto ao túmulo branco de Santa Dinfna, bem atrás da igreja; eu levei o senhor até lá, ao menos uma vez. É um lugar simples; uma terra cheia de cruzes sem nome, de cruzes pobres de madeira, um cemitério de camponeses. Alguns dias depois, o vigário Torsten foi ao registro civil de Antuérpia para declarar um nascimento, e Gaston também foi, a fim de comunicar a morte por hemorragia da francesa Hélène Bruvière, monomaníaca imbecil, chegada a Gheel em 15 de dezembro de 1846 e confiada aos cuidados dele na qualidade de nourricier, seu guardião. Fui batizada perante Deus com o nome de Teresa Sem Sonhos. A vida recomeçou em Gheel, como se nada de importante houvesse acontecido. Assim se conta, senhor Van Gogh, e também se diz que o vigário e Gaston ficaram preocupados, porque temiam que eu fosse mandada para o orfanato. Então, dirigiram-se logo à prefeitura, para falar com o doutor Shepper, o inspetor régio em Gheel. Era médico, mas

8 18 também tinha autoridade civil sobre os habitantes de nosso estranho vilarejo. Ele ficou surpreso por aquele evento inesperado e fez algumas perguntas sobre a gravidez. Torsten não lhe mentiu; o doutor Shepper se limitou a confirmar, com uma rápida perícia, aquilo que todos na aldeia já sabiam; ou seja, que, em consequência de um acidente com um tubarão ao largo das Ilhas Comores, Gaston não podia mais engravidar uma mulher. De qualquer modo, no meu interesse, Shepper não investigou o acontecido e evitou incluí-lo nos registros citadinos. Para falar a verdade, o doutor pensava também no interesse de Gheel; aqueles registros seriam lidos em Bruxelas, e a notícia sobre uma louca que ficara grávida talvez viesse a impedir nosso lugarejo de continuar a ser aquilo que era havia mil anos, a estranha exceção cuja existência parece impossível a alguns. Fosse como fosse, o inspetor não achava que o escândalo duraria muito; eu nascera prematura, tinha um corpinho tão frágil que as pessoas temiam me tomar nos braços, e o inverno se anunciava rígido; o bom Shepper duvidava de que eu sobrevivesse ao novo ano. Torsten, porém, toda noite acendia por mim um círio a Santa Dinfna. E assim, contra todas as expectativas, ainda estou aqui, senhor Van Gogh. Desde cedo meus cabelos eram escuros e as faces, rechonchudas. Eu dormia profundamente e sem dúvida tinha sonhos belíssimos, porque sorria sempre. Em março, a seis meses do nascimento, o inspetor quis me examinar com cuidado; me deu banho, auscultou meu coração, abriu minha boca, olhou a língua,

9 19 apalpou as costelas, conferiu os ouvidos. E viu que eu era saudável. Decidiu que, enquanto tomasse mamadeira, eu ficaria na casa paroquial e logo depois seria confiada ao senhor Wilhelm De Goos, um fazendeiro que habitava no campo com a mulher e tinha como pensionista um mineiro chamado Icarus Broot, proprietário do único velocípede de Gheel. Shepper preferia que eu crescesse ali, protegida dos olhos indiscretos e das fáceis superstições dos habitantes do lugar. Ele não compreendia muito bem o que era, mas alguma coisa havia em mim, alguma coisa que me tornava extraordinária. Na realidade, não tenho nada de especial: sou apenas o enésimo milagre que não aconteceu em Gheel. Foi realmente assim, senhor Van Gogh. Assim sempre me contaram. Tenho certeza, embora há muito tempo já não escute essas histórias. Desse modo começou a minha vida, em meio ao vento. Um belo modo para vir ao mundo, não? E fui crescendo, na natureza árida da Campine. Uma terra que não dá nada, na qual as andorinhas se detêm o mínimo possível. Mas as cores da Campine me agradavam. Eram poéticas. Com frequência me lembro delas; o laranja das raposas, o branco-amarelado da espuma da cerveja, o vermelho das tulipas, as lagartas transparentes que se transformavam em borboletas multicores. Era a pergunta que eu sempre me fazia quando menina: como pode, de um tronco marrom, surgir uma maçã amarela? Como pode um arbusto verde produzir bagas azuis? Para que servem tantas cores?

10 20 *** Tenho saudade daquela época. Ainda sinto contra o dorso o feno onde me apoiava, quando as vacas retornavam à noitinha; o céu ficava avermelhado e eu esperava as estrelas. Entre os dedos, segurava os feijões a debulhar, a casca suja das batatas que eu limpava com uma escovinha de ferro. Cozinhar me divertia. Preciso me esforçar para recordar. Eu fui aquela menina. Eu fui feliz. A senhora De Goos era gorda, impulsiva e famosa por seus biscoitos de milho; o senhor De Goos, quando não estava nos campos dando ordens aos camponeses, ficava no estábulo alimentando os bezerros ou no escritório fazendo contas. E também havia Icarus, que todos os dias acordava de madrugada e montava aquela sua geringonça oscilante, aquele prodígio da técnica, para se dirigir à mina, em Osten. Ainda o vejo diante de mim: alto, magro, partindo na bruma do amanhecer. Não se pode dizer que fosse bonito, mas não se podia deixar de olhá-lo. Era inteligente e cortês, corajoso e melancólico. Um daqueles homens que dão a impressão de encontrar um sentido nas coisas que fazem. Quando retornava, no início da tarde, Icarus se dedicava totalmente a mim; me fazia subir nos galhos, me penteava os cabelos e depois os recolhia numa touca, tocava harmônica ou me recitava alguns poemas. Também me ensinava a ler e escrever, me falava de Shakespeare, Hugo, Zola, e das páginas que eles tinham escrito. Se você se sente impressionada por um livro, ou

11 21 por alguma outra coisa, é porque aquilo foi escrito com o coração, com humildade e simplicidade, dizia sempre. E eu perdia a noção do tempo ao escutá-lo. Juntos, passávamos tardes longuíssimas e maravilhosas. Eu aprendia os nomes das plantas, dos animais, dos ventos. Icarus me deixava correr, escalar as árvores. Contava-me a história de Gheel, a lenda de Santa Dinfna, o porquê da hospitalidade dos seus habitantes, as regras que disciplinam a permanência dos hóspedes; e me dizia que descrever nossa aldeia aos forasteiros é difícil, senhor Van Gogh. Todos custam a acreditar que possa existir um lugar assim. Icarus usava frequentemente um paletó claro e brincava de colocar e tirar chapéus de palha. Um dia, estávamos ajudando os camponeses a levar o carvão para casa e, quando ficamos sozinhos na trilha, perguntei a ele: Com que idade as pessoas costumam se casar? Depende respondeu, evasivo e dissimulado. Parecia divertido. De quê? insisti. De quando se encontra a pessoa certa. Mas não são as famílias que decidem? Isso era antigamente. Hoje, é dispensável. E você não a encontrou? perguntei, com um pouquinho de medo de que ele respondesse que sim. Não, ainda não. Eu me senti aliviada. E como deveria ser ela? Quando a encontrar, eu a descrevo para você disse ele, sorrindo. Havia percebido. Mas se parece comigo? Agora Icarus parecia embaraçado. Não zombou de mim, como faria normalmente. Acho que ele também pensava nisso, embora eu fosse só uma menina.

12 22 *** Mais tarde, às vezes, se não estivesse muito cansado, Icarus me fazia subir no velocípede e andávamos pelas estradas desertas. Quando íamos até a mina, ele repetia que não precisava trabalhar ali, que havia estudado na universidade e poderia ser professor de química. Mas estava escrevendo um livro sobre os mineiros, sobre as condições em que eles trabalhavam, sobre o fato de que não eram suficientemente remunerados pelas companhias mineradoras. Eu compreendia pouco e não gostava de ir até lá; a mina me apavorava. Aquele mundo subterrâneo, paralelo, que ninguém podia ver, me inquietava. E a paisagem ao redor, aqueles pobres barracões circundados por árvores mortas e negras de fumaça, por moitas de sarças, por esterco e refugos, restos de carvão e cinzas, me dava calafrios. Icarus me mostrava uma guarita e, na frente, indicava uma cratera, com as bordas pisoteadas, sem um talo de grama. Os mineiros são como os marinheiros quando estão em terra dizia, têm saudade da mina, apesar dos perigos e das fadigas. Parece impossível, mas é assim. E como são eles? Como todos os outros habitantes da Campine. Não sabem ler nem escrever, mas compensam com outras qualidades: são rápidos, destemidos. São de baixa estatura, parrudos, com olhos melancólicos. Nervosos, mas não débeis; sensíveis, poderíamos dizer. Mas por que trabalham lá embaixo? Para sobreviver, não existe outra coisa a fazer aqui. E para morrer; há infiltrações, desabamentos, sufocamentos. Eu pensava que por nada no mundo desceria até a mina e que Icarus era um bobo por fazer isso, se ninguém o obrigava. Tinha medo de que lhe acontecesse alguma

13 23 coisa; mas não dizia nada, porque Icarus realmente me agradava. Não me faltava nada, senhor Van Gogh. Eu aprendia a cozinhar, bordar, fiar, fazer contas, recitar as orações. Os De Goos me criavam como se eu fosse alguém da família, não me tratavam como uma enjeitada; esperavam que um dia eu me casasse. Mas eu também era competente nas atividades dos homens; rachava lenha, acendia fogo com pedras, ferrava cavalos, mascava tabaco às escondidas e depois folhas de menta para ninguém sentir o cheiro, sabia trapacear no baralho e não me impressionava se tivesse que suturar a pata de uma vaca. Quando não queria que ninguém me achasse, me refugiava numa pequena gruta no meio dos campos. Passava muito tempo sozinha, trançando espigas ou lançando pedrinhas o mais longe possível. Gostava de ficar assim. O senhor também ama a solidão, não é? Escreveu isso numa carta: A timidez serve para algo, e até o desânimo serve para algo, e às vezes é um bom meio de nos garantirmos a solidão necessária para podermos nos dedicar a alguma questão que nos preocupa. Sempre conversamos muito, senhor Van Gogh. Talvez o senhor não tenha conversado muito comigo, mas eu conversei muito com suas palavras.

14 24 Logo após o almoço, eu ia ver Gaston. Corria uns cem metros, pulava uma cerca arrebentada e chegava à pequena horta onde Gaston descrevia o mar. Nos dias de vento, ele reunia as crianças da aldeia, fazia-as sentarem-se sobre as rochas e depois mostrava os campos batidos pelo mistral: O mar é mais ou menos assim, nunca se sabe onde começa e onde acaba. Quando todos estavam atentos, explicava as ondas e as marés, os comércios e as batalhas, as bandeiras e os piratas. As crianças se empolgavam e pediam que ele as levasse a Antuérpia, para ver o mar de verdade, o azul, e não amarelo, com lunetas e chalupas em vez de árvores e feixes de espigas. Eu também tinha curiosidade pelo porto, pelos navios. Mas a verdade é que trazia dentro de mim um outro mar, um grande mar vazio, sem água. Assim, terminada a aula, eu ficava ali ainda um pouquinho, conversava com o marinheiro e lhe perguntava sobre minha mãe, quem era ela, de que gostava. Talvez Gaston mentisse, mas eu não me importava, sabia que minha mãe era só uma louca sem história, e ele lhe dava uma. Isso me parecia justo. Gaston dizia que a velha Sem Sonhos adorava mel e repetia sempre uma cançoneta sobre Gheel Amarelo, Amarelo, eu não sei, que não admitia ser contestada e que gostava de enfiar uma margarida entre os cabelos, estava quase sempre carrancuda, e também uma coisa que me impressionava, me enternecia, é que fechava os olhos quando assoviava. Quando fazia isso, era ela mesma. Eu a imaginava bonita e igual às outras mães, àquelas que eu via no mercado, nas poucas vezes em que descia até o vilarejo, e sonhava com seu abraço, porque sabia que era diferente de todos os que eu havia recebido em minha vida.

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