CURSO: Ciências da Comunicação DISCIPLINA: História da Imagem DOCENTE: Paulo Viveiros

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1 CURSO: Ciências da Comunicação DISCIPLINA: História da Imagem DOCENTE: Paulo Viveiros 1º Ano 2º Semestre Ano lectivo 1999/2000 DISCENTE: Ana Filipa Gonçalves Gaspar N.º 8474

2 The truth is we can only make our pictures speak VINCENT VAN GOGH 2

3 ÍNDICE Introdução Descrição Contexto Interpretação Bibliografia A Igreja de Auvers de Vincent van Gogh 3

4 INTRODUÇÃO A Igreja de Auvers é a imagem proposta por mim para análise neste trabalho. O motivo desta escolha prende-se com uma questão de sensibilidade e gosto pessoal, pois esta obra de van Gogh simplesmente fascinou-me quer pela cor (e em relação a este aspecto, o azul do céu foi determinante), quer pelo retrato de uma Igreja sem portas, junto da qual uma camponesa caminha. A partir desta imagem, elaborou-se o trabalho a seguir apresentado, realizando-se um estudo técnico da obra, assim como uma investigação contextualizante e uma interpretação da mesma. Espera-se deste modo aprofundar-se os conhecimentos sobre a imagem em questão. Ana Filipa Gaspar A Igreja de Auvers de Vincent van Gogh 4

5 1. DESCRIÇÃO Avec cela, j ai un plus grand tableau de l église du village un effet où le batîment paraît violacé contre un ciel d un bleu profond et plat de cobalt pur; les fenêtres à vitraux paraissent comme des taches bleu d outre-mer, le toit est violet et en partie orangé. Sur l avant-plan un peu de verdure fleurie et du sable ensoleillé rose. VINCENT VAN GOGH A Igreja de Auvers é uma das grandes obras de van Gogh, cujo estilo e técnica são inconfundíveis o uso de cores puras, fortes, intensas, contrastantes (repare-se no azul escuro do céu em oposição ao plano inferior onde predominam as cores mais claras da areia e da erva), assentes na tela em grossas camadas de tinta, aplicadas com a espátula, o pincel ou directamente nela, criando um relevo, um ritmo, uma textura ( o empaste ou impasto ); as linhas que podem ser curvas contínuas e ondulantes (constate-se no céu) ou linhas nítidas, ziguezagueantes e tracejadas (caso das linhas que formam o caminho) e que, em ambos os casos, conferem movimento à imagem; por último, a composição inquieta, assente nas diagonais, verificando-se uma leve distorção dos objectos tal como um falseamento das proporções (uma análise atenta da Igreja permite verificá-lo). DESCRIÇÃO TÉCNICA: A Igreja de Auvers Autor Vincent van Gogh Data de produção Junho de 1890 Tipo de suporte e técnica Óleo sobre Tela Formato 94 x 74 cm Localização Paris, Musée d Orsay Em termos estilísticos, avaliam-se cerca de dez tons nesta pintura: o violeta, dois tons de azul (azul cobalto e azul marinho), o laranja, dois tons de verde (verde claro e verde escuro), um tom rosa esbatido, o amarelo, o preto e o branco. Como o próprio van Gogh descreve, o azul cobalto preenche o céu que, juntamente com traços de preto, anuncia uma tempestade; a Igreja é um edifício violeta, com telhados violeta e laranja e, por último, vitrais azul marinho; no primeiro plano verifica-se o verde vivo da erva e o rosa esbatido do caminho. Para além disso, encontra-se ainda a camponesa vestida com uma saia verde escura e blusa e chapéu brancos, casas com telhados laranja e paredes brancas por detrás da Igreja, árvores verdes igualmente atrás da Igreja e ainda breves pinceladas de azul marinho, amarelo e branco sobre a erva. O contorno dos objectos é feito a preto. Na verdade, hoje em dia, nós não vemos A Igreja de Auvers de Vincent van Gogh 5

6 exactamente determinadas cores neste quadro como eram originalmente, pois A Igreja de Auvers sofreu, tal como duas outras obras pintadas em Auvers-sur-Oise, uma descoloração dos tons rosa enquanto os tons violeta tornaram-se bege pálido (esta deterioração deveu-se a eosine, um produto de coloração sintético usado pelos fabricantes de tinta em certos pigmentos de tinta vermelha). Como já foi previamente referido, há um contraste realizado mediante o uso de cores claras e escuras, distinguindo-se o primeiro plano pela predominância de tons claros e o plano superior pelo domínio de tons escuros. Efectivamente, o céu, no plano superior, assume uma cor que se pode dizer ser nocturna, mas, por oposição, o primeiro plano da imagem surge bastante iluminado, verificando-se ainda a existência de uma ligeira sombra do edifício sobre a vegetação e sobre o caminho (sombra essa que consiste no uso de tons mais escuros, ou seja, com menor intensidade de luz), não sendo possível determinar com certeza absoluta se trata-se de uma pintura nocturna ou diurna. Note-se ainda que a cor em van Gogh adquire especial relevo, pois trata-se de uma escolha subjectiva do pintor baseada na expressão individual e na imaginação da realidade na mente do pintor e não mero uso representativo da realidade tal como ela é aos olhos de todos Instead of trying to reproduce exactly what I have before my eyes, I use colour more arbitrarily so as to express myself more forcibly (Vincent Van Gogh). Aliás, a cor enaltece a expressividade temática da pintura. Quanto ao volume, há uma tentativa de representação dos objectos tridimensionalmente, ou seja, com volume e não plana. Grandiosa e sumptuosa, a Igreja opõe-se à pequena e simples camponesa (talvez para nos lembrar que se trata de uma humilde Igreja de uma localidade provinciana), ambas com formas bem definidas e salientes. Relativamente à organização icónica, podemos contemplar: um denso céu azul no plano superior da composição; uma Igreja, que preenche o centro da tela; uma parte de uma casa e duas árvores no lado esquerdo junto e por detrás da Igreja; uma parte de uma casa no lado direito da Igreja, identicamente atrás desta; uma camponesa localizada no canto inferior esquerdo; um caminho que se bifurca no plano inferior da composição, rodeado por vegetação. No que diz respeito à descrição temática, o título A Igreja de Auvers remete-nos para a ideia de uma Igreja e é isso que encontramos na tela em questão. É a Igreja que desperta imediatamente a nossa atenção quando olhamos para esta pintura devido à sua magnificência, que, por sua vez, nos poderia levar a pensar que se tratava de uma catedral de Paris, por exemplo, mas também aí o título é esclarecedor: a imponente Igreja é a Igreja de Auvers, uma pequena aldeia a norte de Paris. Contudo, o título não tem obviamente um carácter geral que permita representar tudo o que está presente na imagem, tudo aquilo que Vincent retirou A Igreja de Auvers de Vincent van Gogh 6

7 daquele cenário que tinha diante dele quando pintou esta obra-prima. Ou seja, o título circunscreve-se a apenas um dos vários elementos retratados na composição; e nela encontramos não só a Igreja como também a camponesa, as casas ao longe, as árvores, o céu, o caminho, a vegetação. Quanto a símbolos, encontramos nesta imagem especialmente dois: a Igreja que pode ser entendida enquanto santuário, como símbolo de fé e, por outro lado, enquanto uma espécie de fortaleza que parece proteger Auvers-sur-Oise, como símbolo de segurança (contudo, essa segurança parece ser abalada por uma força superior o denso céu); a camponesa, símbolo de humildade e trabalho. Em conclusão, o estilo e a técnica de van Gogh presentes nesta obra e em toda a sua arte são uma revelação dos sentimentos do próprio autor an artist who tried to realize his dream of a superhuman absolute through the language of forms and colour (Elgar Frank) 1. Podemos assim deduzir que Vincent sentia, no momento em que elaborou esta pintura, um certo tormento, uma pressão (o céu atormentado, em tumulto, que pressiona a Igreja, que parece a qualquer momento sucumbir ante a força do primeiro) de facto, brevemente van Gogh não aguentaria mais esse tormento nem essa pressão e suicidaria-se. Desta forma, a pintura como expressão dramática sentida pelo artista surge com Vincent van Gogh, que lança assim as raízes do Expressionismo, traduzindo-se este na expressão da emoção em detrimento da objectividade e beleza clássicas. 1 In The Post-Impressionists, 1ª ed., Phaidon, Oxford, A Igreja de Auvers de Vincent van Gogh 7

8 2. CONTEXTO Vincent Willem van Gogh (Março 1853 Julho 1890) foi o génio criador de A Igreja de Auvers. Com uma vida conturbada, plena de fracassos, Vincent descobriu, apenas aos vinte e sete anos, na arte a sua vocação e levou a diante uma carreira que duraria somente uma década. Todavia, a produção artística de van Gogh é bastante vasta (aproximadamente 800 telas e semelhante número de desenhos), encontrandose aí incluída A Igreja de Auvers. Pintada um mês antes do seu suicídio, em Auvers-sur- Oise, pouco depois de van Gogh ter saído de um asilo psiquiátrico perto de Saint-Rémy-de- Provence, onde esteve internado pelo período de um ano devido a uma depressão, esta imagem é representativa do último período de evolução artística de Vincent. Com efeito, em Auvers, van Gogh pintou em dois meses cerca de setenta e oito telas, que se distinguem das telas de períodos anteriores, particularmente por um estilo muito intenso, verificável pelas formas lineares utilizadas 2, aplicadas na tela com bastante vigor. Juntamente com outras telas, como Rua em Auvers, O Jardim de Daubigny, A Casa do Doutor Gachet, entre outras, A Igreja de Auvers colabora para uma descrição da pequena localidade pela mão de Vincent van Gogh. A Igreja de Auvers não foi feita por encomenda. Aliás, Vincent via na arte um sacerdócio, investindo totalmente no seu trabalho, realizando sucessivamente telas e mais telas que quase ninguém adquiria 3. Na verdade, a obra de van Gogh não sensibilizou os seus contemporâneos Vincent van Gogh é ao mesmo tempo demasiado simples e demasiado subtil para o espírito burguês dos nossos contemporâneos. Completamente compreendido será sempre só por seus irmãos, por aqueles artistas que são verdadeiros artistas (Albert Aurier) 4. Contudo, para Vincent, a sua pintura devia destinar-se ao grande público e não somente a críticos profissionais ou a abastados apreciadores. Restava-lhe apenas a esperança: Não posso evitar o facto de os meus quadros não serem vendáveis. Mas virá o tempo em que as pessoas verão que eles valem mais que o preço da tinta (Vincent van Gogh). Esse tempo chegou e actualmente muitas pessoas apreciam a arte de van Gogh, pelo que os seus quadros são dos mais caros do mundo. Esta ocorrência deve-se ao facto de as suas obras serem 2 Ver capítulo 1, linhas Normalmente pensa-se que van Gogh apenas vendeu uma única obra na vida ( A vinha vermelha em Arles comprado por Anna Bosch pelo valor de 400 francos, presentemente no Pushkin Museum, Moscovo), mas certos historiadores defendem que Vincent vendeu mais algumas obras (segundo Brian Petrie teriam sido duas pinturas a óleo, uma aguarela e alguns desenhos). 4 in Mercure de France, A Igreja de Auvers de Vincent van Gogh 8

9 caracteristicamente directas e universais, encontrando-se histórica, biográfica e culturalmente situadas (caso de A Igreja de Auvers ). Quanto à função da imagem em estudo, pode-se afirmar que a arte de van Gogh pretende ensinar ou transmitir sentimentos ao espectador (os contemporâneos do pintor). De facto, existe uma educação visual patente na sua obra e ao aprendermos a contemplar uma imagem como A Igreja de Auvers, há um aumento da nossa sensibilidade à cor na natureza e na arte. Por outro lado, van Gogh é considerado como um pós-impressionista 5. Contribuindo de forma singular para a pintura, seguiu uma orientação simbolista, adoptando preocupações de ordem sensível e espiritual ignoradas pelos impressionistas. No entanto, Vincent também sofreu influências do Impressionismo e do Neo-Impressionismo, nomeadamente em relação ao uso de cores puras e vivas (como o belo azul do céu e o verde vivo da vegetação n A Igreja de Auvers ) aplicadas na tela com pinceladas duras, dando a impressão de luz reflectida nas superfícies naturais, bem como a adopção da prática de construir o tema por meio de pequenas pinceladas (visível, por exemplo, no caminho que rodeia a Igreja). Todavia, van Gogh não se limitou ao Impressionismo, nem ao Neo-Impressionismo, mas procurou ir mais além. Os pós-impressionistas são distintos entre si, mas possuem alguns aspectos comuns como a fascinação pelas gravuras japonesas (que foram determinantes para a evolução da cor em Vincent), a dedicação apaixonada à arte e a necessidade de exprimir uma realidade mais profunda. Estes aspectos distinguem-se claramente dos objectivos impressionistas, entre os quais a captação da impressão, que são mais superficiais. É portanto num contexto pósimpressionista que surge A Igreja de Auvers. Relativamente à difusão da obra em análise, antes da morte de van Gogh, a sua arte era pouco conhecida. Após a morte de Vincent, A Igreja de Auvers ficou na posse do Dr. Gachet ( ), o médico que cuidou dele durante a sua estadia em Auvers-sur-Oise. Dr. Gachet, que também era pintor e possuía, para além de algumas obras de van Gogh, pinturas de Cézanne, Monet, Renoir, Pissaro, entre outros, nunca quis vender a sua colecção. Aliás, a família Gachet, mesmo após a morte do doutor, sempre se apresentou bastante relutante em emprestar suas obras, impedindo sempre qualquer reprodução das mesmas. No entanto, entre 1949 e 1954, os seus filhos, Paul e Marguerite, fizeram três doações de várias obras ao Estado francês. No que concerne ao destino d A Igreja de Auvers, existe duas opiniões distintas: uma diz-nos que Paul, o filho do Dr. Gachet, permitira ao Louvre comprar a imagem por metade do seu valor estimado; outra versão defende que, em 1954, A Igreja de Auvers foi 5 Pós-Impressionismo é um termo que surge em 1910 segundo uma proposta de Roger Fry (crítico de arte inglês) para designar o trabalho de vários artistas que continuaram a revolução principiada pelos impressionistas, rejeitando porém o naturalismo herdado do Impressionismo. A Igreja de Auvers de Vincent van Gogh 9

10 generosamente doada ao Estado francês pelos filhos de Dr. Gachet. Hoje em dia, esta obra encontra-se no Museu d Orsay, Paris e anteriormente esteve exposta no Museu do Louvre, na mesma cidade. A Igreja de Auvers de Vincent van Gogh 10

11 3. INTERPRETAÇÃO Aobra A Igreja de Auvers pode ser alvo de várias interpretações, apesar de van Gogh nunca ter revelado qualquer interpretação possível para além de que se tratava de a imagem da Igreja da pequena localidade de Auvers-sur-Oise. Todavia, há nela alguns aspectos curiosos que permitem supor o porquê desta imagem ter sido elaborada. Um desses aspectos é o ângulo escolhido por Vincent para pintar a Igreja: o coro e não a fachada fria e austera característica das Igrejas do século XII. O historiador Tralbaut assinala que estamos assim perante uma Igreja sem portas na qual não é possível entrar. O que é que se pode concluir? Tralbaut diz-nos que van Gogh fá-lo porque está certo que o seu cortejo fúnebre não passará pela Igreja. Porém, se assim fosse, Vincent já teria em Junho noção de que a sua morte estaria perto, mas só em Julho é que uma série de acontecimentos determinaram a sua atitude de desespero o suicídio. Talvez esses acontecimentos tenham sido apenas a gota de água. Como já foi evidenciado no capítulo um, pode-se depreender, pelas suas linhas revoltas e pelo profundo azul do céu, o tormento da sua mente. Vincent, tal como a Igreja, estava quase a desabar devido à pressão que sentia sobre si. Mark Roskill, por seu turno, entende o estremecimento da Igreja, provocado pelo céu perturbado, que permite antever a sua queda a qualquer momento, como uma demonstração, por parte de van Gogh, da precariedade dos monumentos construídos pelo homem em relação à sua fé religiosa. Contudo, que fé religiosa era essa que Vincent van Gogh possuía? Na sua juventude procurara na religião a sua vocação e tentara seguir a carreira religiosa; no entanto, acabou por fracassar quer nos estudos teológicos, quer enquanto missionário. Após tudo isso, descobriu na arte a sua religião, abandonando a religião dos seus antepassados- pintar é uma fé (Vincent van Gogh). Outra curiosidade é o próprio tema, um tema que Vincent havia abandonado após ter deixado o lar e a família em Nuenen. Deste modo, A Igreja de Auvers é a primeira Igreja que van Gogh pinta depois de Nuenen, havendo ignorado as belas Igrejas de Paris e de Arles. Por esse motivo, considera-se a tela em interpretação como um apelo à familiaridade do passado. Em Nuenen, Vincent pintara o presbitério, o templo onde seu pai pregava e ainda a velha torre, a qual é usualmente comparada com A Igreja de Auvers o próprio van Gogh disse que C est encore presque la même chose que les études que je fis à Nuenen de la vieille tour et du cimetière, seulement à présent la couleur est probablement plus excessive, plus somptueuse. Efectivamente, A velha torre de Nuenen, com corvos voando ao seu redor, A Igreja de Auvers de Vincent van Gogh 11

12 tem muito do vigor d A Igreja de Auvers ; a grande diferença é indubitavelmente a cor. Por outro lado, a Capela em Nuenen com Devotos a caminho da Igreja é uma imagem de uma Igreja bastante diferente da de Auvers e que Vincent pintou com a intenção de oferecer a seus pais (pensa-se que sua mãe estaria doente nessa altura). É interessante verificar a visão desprendida da Igreja, de van Gogh, que apresenta o lugar do ministério espiritual de seu pai como se tratasse de um local de trabalho, onde se produzem bens. Para além disso, o tema é uma ida dominical, como se Vincent decidisse agradar seus pais e acompanhasse-os à Igreja; contudo, o pintor mantém uma certa distância ao criar a imagem, o que traduz o desejo de evitar uma identificação com a cena explorada. Desde esta última abordagem de uma Igreja e da velha torre, Vincent não sentiu mais vontade de pintar algo semelhante até deparar-se com a Igreja de Auvers. Talvez a aparência algo doentia da Igreja causada pelas alterações arquitectónicas que sofreu ao longo dos séculos o tenha sensibilizado. Na verdade, agora van Gogh não possui mais um lar, nem uma família como possuíra outrora em Nuenen. Há ainda a salientar a presença de uma camponesa que caminha de costas para o pintor e para o espectador pelo lado esquerdo do caminho que se bifurca no primeiro plano do quadro. Essa camponesa também pode ser entendida como uma reminiscência de van Gogh, que relembra desta maneira os primeiros tempos em que começou a pintar, quando os camponeses, essas figuras simples, que comiam o produto do seu trabalho, em contacto directo com a terra. Quanto ao caminho, este, aparentemente inofensivo, parece tomar a forma de serpentes, envolvendo aquela Igreja cuja solidez desaparece, para dar lugar à insegurança. Em suma, existem duas palavras apenas que, a meu ver, caracterizam plenamente esta obra de Vincent van Gogh: tormento e melancolia. Tormento porque é o sentimento que indubitavelmente transparece na composição por tudo o que já foi dito a esse respeito e melancolia devido ao facto de A Igreja de Auvers constituir uma forma de viajar pelos caminhos da memória até ao passado (caminhos esses que provavelmente tem a aparência daqueles que contornam a Igreja) e tudo aquilo que faz parte do passado é melancólico, especialmente quando o presente é tormento. A Igreja de Auvers de Vincent van Gogh 12

13 BIBLIOGRAFIA AA. VV., Impressionismo: Van Gogh, Monet, Renoir, Degas, col. Os grandes artistas, Difusão Cultural, Londres, BERNARD, Bruce, Vincent by himself, Orbis Publishing, London, BONAFOUX, Pascal, Van Gogh, Profils de l Art, Chêne, Sté. Nlle, CIVITA, Victor (editor), Vincent van Gogh, col. Mestres da Pintura, 1ª ed., Abril Cultural, São Paulo, Junho COELHO, M.ª da Conceição Pires, Meditação sobre a vida e obra de Vincent van Gogh ( ), separata da revista Brotéria, vol. 131, n.º 6, Lisboa, Dezembro DESCARGUES, Pierre, Van Gogh, col. La Bibliothéque des Grands Peintres, Éditions Cercle D Art, Paris, DIONÍSIO, Mário, Van Gogh, col. Os grandes pintores e escultores, ARS-Editorial, Lisboa, ELGAR, Frank, Van Gogh, 1ª Ed., Thames and Hudson, Londres, ELGAR, Frank, The Post-Impressionists, 1ª ed., Phaidon, Oxford, ESTIENNE, Charles e SIBERT, C. H., Van Gogh, col. Le Gôut de Notre Temps, vol. 12, Skira, Genebra, HARRIS, Nathaniel, A Arte de van Gogh, 1ª ed., trad. port. Francisco de Castro Azevedo, Ao Livro Técnico, Rio de Janeiro, KELDER, Diane, L héritage de L Impressionisme, trad. francesa Solange Schnall, La Bibliothéque des Arts, Paris, KENDALL, Richard, Van Gogh s Van Goghs, National Gallery of Art, Washington, MAURON, Charles, Van Gogh: Études psychocritiques, Librairie José Corti, Paris, PARIS, Jean, Miroirs, sommeil, Coleil, Espaces, 1ª ed., Éditions Galilée, PETRIE, Brian, Obras-primas de van Gogh, trad. port. Bernardette Pinto Leite, Editorial Verbo, Lisboa, POLLOCK, Griselda e ORTON, Fred, Vincent van Gogh: Artist of his time, 1ª ed., Phaidon, Oxford, REWALD, John, Il Pstimpressionismo da van Gogh a Gaugin, trad. italiana Nuccia Aggazi, Sansoni editore, Firenze, REWALD, John, Le post-impressionisme, vol.2, trad. francesa Alice Bellony-Rewald, Pluriel, Paris, ROSKILL, Mark, Van Gogh, Gaugin and the Impressionist Circle, Thames and Hudson, Londres, s.d. A Igreja de Auvers de Vincent van Gogh 13

14 TESTORI, Giovanni e ARRIGONI, Luisa, Van Gogh, Catalogue Complet, trad. francesa Chloé Gourdou, Bordag, Paris, TREBLE, Rosemary, Van Gogh and his art, Hamlyn, Middlesex, WALTHER, Ingo F., Vincent van Gogh : Visão e Realidade, trad. port. Maria Odete Gonçalves-Koller, Benedikt Taschen, Köln, WALTHER, Ingo F. e METZGER, Rainer, Van Gogh, vol. I, Benedikt Taschen, Köln, Nota: Para além da pesquisa bibliográfica, foi realizada uma pesquisa informática. São apresentados em seguida os recursos utilizados. AA. VV., Diciopédia 99, Priberam Informática, Lda. e Porto Editora Multimédia, Porto, AA. VV., Enciclopédia Universal Multimédia, Texto Editora, Cacém, Altavista, motor de busca na Internet. Clix, motor de busca na Internet. Netsapo, motor de busca na Internet. Yahoo, motor de busca na Internet. A Igreja de Auvers de Vincent van Gogh 14

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