MESTRES DAS ARTES SUPLEMENTO DIDÁTICO. Elaborado por

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1 MESTRES DAS ARTES VINCENT VAN GOGH De Mike Venezia (Formado em Belas-Artes pelo Instituto de Artes de Chicago, EUA. Desde 1978 escreve e ilustra livros sobre arte, música e história para crianças e jovens. SUPLEMENTO DIDÁTICO Elaborado por Rosa Iavelberg Pós-graduada em Arte-educação pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Trabalhou na elaboração dos PCNs de Arte e atualmente leciona no Departamento de Metodologia de Ensino da Faculdade de Educação da USP. Luciana Arslan Mestre em Artes Visuais, leciona no ensino fundamental e médio da Escola de Aplicação da USP e em cursos de capacitação de professores. Professor Neste suplemento você encontrará duas sugestões de projetos pedagógicos para desenvolver com alunos do ensino fundamental: a primeira é destinada a turmas de 1 a a 4 a série do ensino fundamental; a segunda, a turmas a partir da 5 a série. Cada um desses projetos tem como base o conteúdo do livro estudado. Para apoiar o trabalho do professor são aprofundadas questões sobre o movimento a que pertence o artista, além da contextualização de uma de suas obras. Fica a critério do professor aproveitar as atividades para outros projetos, adaptando-as ao perfil de sua turma. A Editora

2 POR QUE TRABALHAR COM VAN GOGH? Vincent van Gogh foi um artista de personalidade incomum, cuja biografia está refletida em imagens, episódios e ambientes figurados de maneira surpreendente e expressiva. As pinceladas são visíveis em muitas das imagens de Van Gogh, e a exacerbação dos aspectos expressivos salta à vista na leitura de suas obras. Desde criança Van Gogh se sentia diferente dos garotos da sua idade. Como artista pintou coisas tão novas que eram compreendidas por poucas pessoas. Teve dificuldade para sobreviver do trabalho de sua arte; o reconhecimento como artista só veio após sua morte. Esse fato abre caminho para a discussão a respeito do valor estético e do valor econômico da arte e sobre o papel da crítica de arte na sociedade. Estudar Van Gogh é estudar os elementos relevantes da pintura, como forma e movimento, luz e cor, pois entre os artistas ele talvez seja um dos que mais alcançaram a graça de revelar estados de espírito em imagens exuberantes. Van Gogh também tornou-se obstinado pela sua arte, produziu muito e com enorme disciplina. Seus problemas psicológicos, as crises de depressão são parte de sua biografia, e o fato de Van Gogh produzir melhor quando não estava mentalmente perturbado pode levar a uma reflexão sobre a relação entre arte e saúde mental, temática recorrente tanto na psicanálise como na saúde. Nesse sentido, o tema transversal Saúde proposto nos documentos dos Parâmetros Curriculares Nacionais pode ser aprofundado. Observação: As biografias de Van Gogh e Gauguin podem ser estudadas em conjunto, porque suas vidas se cruzaram em episódios retratados nas imagens. 2

3 SUGESTÃO DE PROJETO PEDAGÓGICO PARA TURMAS DE 1 a A 4 a SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL: CÉUS Objetivo Refletir sobre a diversidade de representações expressivas a partir de um mesmo tema, o céu, tendo como ponto de partida a prática artística e a leitura das obras de Van Gogh. Conteúdos gerais (com referência nos PCNs de Arte) Seleção e tomada de decisões com relação a materiais, técnicas, instrumentos na construção das formas visuais. Identificação e reconhecimento de algumas técnicas e procedimentos artísticos presentes nas obras visuais. Contato freqüente, leitura e discussão de textos simples, imagens e informações orais sobre artistas, suas biografias e suas produções. Conteúdos do projeto Observação da natureza e suas várias representações no bidimensional. Vida e obra de Van Gogh. Desenho de paisagens celestes, acompanhadas ou não de outros elementos, utilizando diversos recursos, como observação de fotos, de pinturas, da natureza, desenho de memória e de imaginação. Temas transversais: Saúde, Trabalho e Consumo (ocupação e remuneração). Trabalho interdisciplinar: Ciências e Geografia (Astronomia). ATIVIDADE PARA ANTES DA LEITURA Sensibilizando os alunos Peça a cada aluno que desenhe na lousa um elemento do céu: nuvens, estrelas, lua e sol poderão fazer parte desse exercício. Comente cada uma das representações. Qual expressa melhor o tema proposto? Qual se distancia mais? Qual é mais interessante ou agradável de ser vista? Alguém conseguiu dar a idéia de brilho ou de luz nos desenhos? Existe somente uma maneira de desenhar uma nuvem, as estrelas, o sol? Mostre aos alunos duas obras em que Van Gogh tenha representado o céu de maneiras diferentes (não use o quadro Noite estrelada, pois ele será estudado mais tarde). As pinturas sugeridas para esta atividade são: Os ciprestes (página 23) e Oliveiras (páginas 24 e 25). Distribua pedaços pequenos de papel e giz de cera aos alunos. Peça a eles que desenhem variações de céu. Por exemplo: um céu com vento e um céu nublado, uma lua pouco brilhante e outra muito brilhante, um sol quente e outro frio, um céu em dia chuvoso. Você pode sugerir muitas variações. Coloque todos os desenhos no chão para uma avaliação coletiva sobre a maneira como foram desenhados, sobre o modo como os alunos expressaram suas intenções. Comente os recursos utilizados por eles para transmitir as sensações de brilho, calor, etc. ATIVIDADES PARA DURANTE A LEITURA Orientações para ler o livro em sala de aula Para os alunos da 1 a série, o livro pode ser lido em voz alta, em uma roda. Para as demais séries, proponha a leitura individual. Conte a eles que Vincent, além da pintura, conseguia expressar-se muito bem por meio de textos: ele adorava escrever cartas, principalmente para o irmão. 3

4 No caso dos alunos alfabetizados, sugira que, após a leitura, releiam a página 12 e escrevam uma carta imaginária para Van Gogh, comentando suas obras e emitindo uma opinião sobre elas, dizendo, por exemplo, qual pintura apreciaram mais e gostariam de ter na parede de casa. Leia algumas cartas em voz alta e peça aos alunos que tentem imaginar como seria a reação de Van Gogh ao recebê-las. Roteiro de apreciação da obra reproduzida no livro: Noite estrelada (página 22) Professor, conduza o exercício de leitura da obra de arte na forma de perguntas, para instigar a observação da imagem e abrir a imaginação dos alunos. Alguns exemplos: Existem habitações nesse quadro? Como é a vegetação? Há pessoas representadas? Existe luz acesa em algum lugar? Será que há luz elétrica? Dá para ver algum poste, antena ou fios elétricos? Qual hora do dia parece ter sido retratada? Como foi pintado o céu? Qual o movimento da pincelada? Quantas cores você identifica no céu? O que podemos ver no céu? Estrelas? Lua? Como foram representadas? Podemos ter uma idéia da temperatura? Contextualização (veja quadro na página 7 deste suplemento) ATIVIDADES PARA DEPOIS DA LEITURA Produção Os alunos deverão observar vários céus. Assim como Vincent, eles podem observar imagens científicas e inventar novas formas de representação para nuvens, estrelas, lua, sol... Dê como ponto de partida a pintura de dois céus diferentes: um diurno e um noturno. Para inspirar mais seus alunos, coloque na lousa um trecho de uma carta de Van Gogh destinada à sua irmã Wilhelmina, escrita em 1888: É evidente que para pintar um céu estrelado não é de forma alguma suficiente colocar pontos brancos sobre um fundo azul [...]. Quero agora absolutamente pintar um céu estrelado. Freqüentemente me parece que a noite é ainda mais ricamente colorida que o dia, colorida de violetas, de azuis e os mais intensos verdes. Quando você prestar atenção verá que certas estrelas são cor limão, outras têm brilho cor-de-rosa, verde, azul, miosótis. Lembre os alunos de que a cor e a pincelada eram recursos utilizados por Vincent para que seus céus ficassem tão vivos. Deixe-os livres para representar no céu o que desejarem: cavalos alados, naves etc. Avaliação Você pode propor uma exposição diferente, em que as pinturas fiquem expostas no teto da sala. Avalie as pinturas coletivamente, pedindo a opinião dos alunos sobre os trabalhos. Variações Trabalhe o livro de Van Gogh com metade da sala e o livro do Gauguin (da mesma coleção) com a outra metade. Estabeleça uma troca de correspondência imaginária entre Vincent van Gogh e Paul Gauguin. Peça que nas cartas um artista comente a pintura do outro. Será uma ótima oportunidade de introduzir e exercitar o vocabulário utilizado na crítica de arte. 4

5 SUGESTÃO DE PROJETO PEDAGÓGICO PARA TURMAS A PARTIR DA 5 a SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL: CONSTRUÇÃO DE PAISAGENS COM DIFERENTES PLANOS Objetivo A partir da observação das paisagens pintadas por Vincent van Gogh, orientar a construção de uma paisagem articulando alguns recursos expressivos, como o tratamento de diferentes planos, a utilização da cor como elemento da composição e o uso significativo das pinceladas. Conteúdos gerais (com referência nos PCNs de Arte) Observação, análise, utilização dos elementos da linguagem visual e suas articulações nas imagens produzidas. Contato sensível e análise de formas visuais presentes nos próprios trabalhos, nos dos colegas, na natureza e nas diversas culturas, percebendo elementos comuns e específicos de sistemas formais (natureza e cultura). Representação e comunicação das formas visuais, concretizando as próprias intenções e aprimorando o domínio dessas ações. Conteúdos do projeto Pinceladas como recurso expressivo. Diferentes planos em uma paisagem. Pintura de paisagem. Temas transversais: Saúde, Trabalho e Consumo (ocupação e remuneração). Trabalho interdisciplinar: Ciências e Geografia (Astronomia). ATIVIDADE PARA ANTES DA LEITURA Sensibilizando os alunos Distribua fotocópias de pinturas de Vincent van Gogh para que os alunos as di- vidam em planos (você pode pedir que eles recortem e separem os diversos planos). Vamos tomar como exemplo a obra Casa de fazenda em Provença (página 11 do livro): 1 o plano: parte inferior até o muro e o portão; 2 o plano: casa amarela, montes de feno e árvores; 3 o plano: montanha, casas e árvores menores. Indique para os alunos como fica a proporção das figuras, que diminuem à medida que se distanciam do observador e ajudam na diferenciação dos planos e na sensação de profundidade. Instigue-os a pensar. Qual foi o ponto de vista do pintor? Onde está a linha do horizonte? ATIVIDADES PARA DURANTE A LEITURA Orientações para ler o livro em sala de aula Peça aos alunos que comentem e listem características comuns às pinturas reproduzidas no livro, como, por exemplo: linhas e formas espiraladas, onduladas; pinceladas fortes, energéticas e bem marcadas; contornos escuros; cores misturadas na tela; grande variedade de tons; tinta grossa etc. Após a leitura, comente com os alunos a diferença entre as primeiras e as últimas pinturas de Van Gogh (realizadas em Arles e Saint-Rémy-de-Provence). Peça que escolham em grupo a obra reproduzida no livro de que eles mais gosta- 5

6 ram e que sentimento experimentaram ao observá-la. Roteiro de apreciação da obra reproduzida no livro: Noite estrelada (página 22) Algumas sugestões de perguntas para você conduzir a leitura da obra: O que se vê nessa pintura? O que aparece no 1 o, no 2 o e no 3 o plano da obra? Existem habitações? Descreva-as. Que lugar é esse? Como é a vegetação? E o céu? Temos a sensação da temperatura desse lugar? (frio, calor, tempo úmido ou seco) Que hora do dia (ou da noite) está representada? A paisagem transmite tristeza, calma, marasmo, agitação? Quantas cores e tons conseguimos observar? Como são as pinceladas? Elas emprestam alguma sensação à pintura? Que movimento conseguimos perceber? O que mais chama a atenção nessa obra? Que sensação ela transmite? O artista parece ter pintado esse lugar de memória, pela observação ou usando a imaginação? Qual o ponto de vista do observador? Que sentimento esse quadro transmite a você? Contextualização (veja quadro na página 7 deste suplemento) ATIVIDADES PARA DEPOIS DA LEITURA Produção Solicite aos alunos que construam uma paisagem. Determine uma seqüência de trabalho que poderá ajudá-los na vivência do que foi discutido anteriormente. Peça que pensem sobre o que colocarão em sua pintura: prédios, casas, céu, mar... Em seguida, eles deverão desenhar apenas os elementos que vão aparecer no 1 o plano. Depois devem acrescentar os elementos que aparecerão no 2 o plano. Por último eles irão desenhar os elementos que aparecem no 3 o plano. Peça-lhes que pintem suas paisagens emprestando às pinceladas algum movimento que ressalte a característica do lugar representado ou a sensação que pretendem transmitir por meio da pintura. Recorde aos alunos que as cores ajudam a destacar as sensações que eles querem ressaltar. Avaliação A partir da exposição em sala de aula, incentive os alunos a falar sobre os trabalhos. Interfira para apontar aqueles que apresentam soluções diferentes ou semelhantes. Pergunte aos alunos como foi pintar uma paisagem a partir do roteiro sugerido. É importante nesse momento você esclarecer que os pintores acabam inventando seus próprios métodos de trabalho: incentive os alunos a pintar novas paisagens, dessa vez tentando um processo mais individual. Variações Peça que os alunos desenhem paisagens usando recursos diferentes como memória, observação e imaginação. Você pode leválos para desenhar e pintar paisagens ao ar livre. 6

7 CONTEXTUALIZAÇÃO: PÓS-IMPRESSIONISMO EM NOITE ESTRELADA O termo pós-impressionismo foi usado pelo artista e crítico de arte inglês Roger Fry em referência a um grupo de artistas, de características bastante diferentes, que sucederam o movimento impressionista, entre eles Van Gogh, Cézanne, Seurat e Toulouse-Lautrec. Os pós-impressionistas possuíam em comum apenas a preocupação mais acentuada com o tratamento das formas, em oposição ao interesse único dos impressionistas com os fenômenos visuais e da luz. Noite estrelada pertence ao período final da obra de Vincent van Gogh. Ele o pintou no hospício, em Saint-Rémy-de- Provence, logo após uma sucessão de crises psicológicas que culminaram no trágico episódio em que cortou sua orelha. Se para alguns críticos de arte o quadro Noite estrelada representa um estado de alucinação ou de profundo misticismo do autor, para outros a pintura revela uma perfeita sintonia com a natureza. A visão das estrelas como grandes bolas de fogo e das nebulosas em espiral gerou discussões astronômicas contemporâneas a Van Gogh. Sabe-se que o artista sempre demonstrou interesse pela astronomia na pintura Noite estrelada, muitos identificam a estrela Vênus e a constelação de Áries. A imagem meio lua, meio sol também resulta em muitas interpretações: se Van Gogh passou várias noites pintando o quadro, não poderia ter pintado a lua em suas diferentes fases, sobrepondoas? A igreja estaria propositadamente pequena diante do agitado cipreste e da energia celestial? Muitas interpretações são possíveis diante dessa obra que permite inúmeros caminhos interpretativos. Van Gogh também pode ser considerado um precursor do expressionismo, pois em suas pinturas a subjetividade possui um papel significativo diante da natureza. PARA SABER MAIS Paisagem Quadro em que o tema principal é uma representação de formas naturais, de lugares campestres, seja parque ou floresta, freqüentemente abarcando uma considerável área e distâncias, podendo incluir figuras para dar uma sensação de escala, mas é inteiramente subordinada à vista como um todo.[...] Muitas teorias e técnicas têm buscado captar os aspectos naturais das sempre mutáveis condições do ar, da luz e do tempo. (Dicionário de termos artísticos) Plano do quadro Diz-se da superfície vertical da tela, em relação à qual foram arranjados os vários elementos de uma pintura. Embora corresponda a uma coisa concreta, básica para a aplicação da perspectiva, trata-se de algo de maior valor conceitual do que real, uma vez que, na pintura ilusionista, as imagens alcançam conotações virtuais, parecendo ora afastar-se do plano do quadro, ora flutuar na frente dele. (Dicionário de termos artísticos) 7

8 ONDE ENCONTRAR, NO BRASIL, ALGUMAS OBRAS ORIGINAIS DE VAN GOGH? No Museu de Arte de São Paulo: Natureza morta com flores,1886, óleo sobre tela, 54 x 45 cm. Banco de pedra, 1889, óleo sobre tela, 40 x 48 cm. Passeio no crepúsculo,1889, óleo sobre tela, 49 x 45 cm. Arlesiana,1890, óleo sobre tela, 64 x 54 cm. O escolar,1890, óleo sobre tela, 63 x 54 cm. BIBLIOGRAFIA Van Gogh ARTAUD, A. Van Gogh: o suicidado da sociedade. Lisboa: Hiena,1993. COLI, J. Vincent van Gogh: a noite estrelada. São Paulo: Brasiliense,1985. VAN GOGH, V. Cartas a Theo. Porto Alegre: L&PM,1986. Arte-educação ARGAN, G. C. Arte Moderna. São Paulo: Companhia das Letras, BARBOSA, A. M. Arte-educação: conflitos / acertos. São Paulo: Ateliê Editorial, A imagem do ensino da arte: anos oitenta e novos tempos. São Paulo / Porto Alegre: Perspectiva / Fundação Iochpe, Arte-educação no Brasil: das origens ao modernismo. São Paulo: Perspectiva,1997. GOMBRICH, E. H. Arte e ilusão. São Paulo: Edusp,1992. IAVELBERG, Rosa. Para gostar de aprender arte: sala de aula e formação de professores. Porto Alegre: Artmed, JANSON, H. W. Iniciação à História da Arte. São Paulo: Martins Fontes, MARTINS, M. C. et alii. Didática de ensino de arte: a língua do mundo Poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, PARSONS, M. J. Compreender a arte. 1. ed. Lisboa: Presença, ROSSI, M. H. W. A compreensão das imagens da arte. Arte & Educação em revista. Porto Alegre: UFRGS / Iochpe. I: 27-35, out DICIONÁRIOS DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE. São Paulo: Martins Fontes,1996. READ, Herbert (org.). Dicionário da arte e dos artistas. Lisboa: Edições 70, MARCONDES, Luís Fernando (org.). Dicionário de termos artísticos. Rio de Janeiro: Pinakotheke,1988.

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