Um estudo sobre a Inclusão de Micro e Pequenas. Empresas na Web. Rafael Eduardo Felberg

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1 UNIOESTE Universidade Estadual do Oeste do Paraná CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS Colegiado de Informática Curso de Bacharelado em Informática Um estudo sobre a Inclusão de Micro e Pequenas Empresas na Web Rafael Eduardo Felberg CASCAVEL 2009

2 RAFAEL EDUARDO FELBERG UM ESTUDO SOBRE A INCLUSÃO DE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS NA WEB Monografia apresentada como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Informática, do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Campus de Cascavel. Orientador: Prof. Dr. Clodis Boscarioli CASCAVEL 2009

3 RAFAEL EDUARDO FELBERG UM ESTUDO SOBRE INCLUSÃO DE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS NA WEB Monografia apresentada como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Informática, pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Campus de Cascavel, aprovada pela Comissão formada pelos professores: Prof. Dr. Clodis Boscarioli (Orientador) Colegiado de Informática, UNIOESTE Prof. MSc. Luiz Antonio Rodrigues (Co-orientador) Colegiado de Informática, UNIOESTE Profa. MEng. Sandra Mara Stocker Lago Colegiado de Administração, UNIOESTE Prof. Dr. Victor Francisco Araya Santander Colegiado de Informática, UNIOESTE Cascavel, 23 de novembro de 2009.

4 Lista de Figuras FIGURA 1.1: DISTRIBUIÇÃO PERCENTUAL SEGUNDO PORTE DA EMPRESA...2 FIGURA 2.1: PROPORÇÃO DE EMPRESAS QUE POSSUEM SITE POR PORTE...9 FIGURA 2.2: RECURSOS OFERECIDOS PELO SITE DA EMPRESA...10 FIGURA 3.1: PÁGINA INICIAL DO CURSO DE JOOMLA OFERTADO...14 FIGURA 3.2: NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS...17 FIGURA 3.3: EXISTÊNCIA DE SITES...18 FIGURA 3.4: PERCENTAGEM DE PRETENSÃO EM HOSPEDAR O SITE CONSTRUÍDO...19 FIGURA 3.5: PERCENTAGEM DE PRETENSÃO EM REGISTRAR O DOMÍNIO PARA O SITE...19 FIGURA 3.6: PERCENTAGEM DOS QUE JÁ CONHECIAM O ASSUNTO ABORDADO...20 FIGURA 3.7: PERCENTAGEM DOS QUE REFORMULARAM CONCEITOS E PONTOS DE VISTA...21 FIGURA 3.8: PERCENTAGEM DOS QUE TROCARAM EXPERIÊNCIAS E CONHECIMENTOS...22 FIGURA 3.9: PERCENTAGEM DOS QUE ENCONTRARAM APLICAÇÃO PRÁTICA NA VIDA PROFISSIONAL...22 FIGURA 3.10: PERCENTAGEM DE AVALIAÇÃO DOS MINISTRANTES...23 FIGURA 3.11: PERCENTAGEM DE AVALIAÇÃO DO CURSO...24 FIGURA 3.12: FATORES INDIVIDUAIS PARA EVASÃO...25 FIGURA 3.13: FATORES SOCIAIS, POLÍTICOS E ECONÔMICOS PARA EVASÃO...25 FIGURA 3.14: FATORES DIDÁTICO PEDAGÓGICOS QUE LEVARAM A EVASÃO...27 FIGURA 3.15: HOUVE CRESCIMENTO DAS ATIVIDADES IMPORTANTES APÓS PUBLICAÇÃO DO SITE?...28 FIGURA 3.16: SUA MARCA/SLOGAN/NOME/TRABALHO FICOU MAIS CONHECIDO?...29 FIGURA 3.17: VOCÊ OBTEVE UM ALCANCE MAIOR E REALIZOU MAIS VENDAS?...29 FIGURA 3.18: HOUVE ALGUMA VENDA, NEGÓCIO OU CONTATO POR MEIO DE INFORMAÇÕES NO SITE?...30 FIGURA 3.19: O NÚMERO DE CLIENTES TEVE ALGUM AUMENTO?...31 FIGURA 3.20: COMO VOCÊ AVALIA O RESULTADO FINAL OBTIDO?...32 FIGURA 3.21 TELA INICIAL SOS GÁS...35 FIGURA 3.22 TELA INICIAL MECANDIESEL...36 vi

5 FIGURA 3.23 TELA INICIAL ORDEM INTERNACIONAL DO ARCO-ÍRIS PARA MENINAS...38 FIGURA 3.24 TELA INICIAL ELETRÔNICA VÍDEO LINE...40 FIGURA 3.25 TELA INICIAL ARTEZ VÍDEO PRODUÇÕES...42 FIGURA 3.26 TELA INICIAL ARTPEDRA MARMORARIA...43 vii

6 Lista de Tabelas TABELA 2.1: TIPOS E/OU APLICAÇÕES DO COMÉRCIO ELETRÔNICO...7 viii

7 Lista de Abreviaturas e Siglas IBGE PIB AMIC ACIC CMS URL CEMPRE HDM OOHDM UML RMM B2B B2C B2G PHP MySQL Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Produto Interno Bruto Associação de Micros e Pequenas Empresas do Oeste do Paraná Associação Comercial e Industrial de Cascavel Content Management System (Sistema Gerenciador de Conteúdo) Uniform Resource Locator (Localizador de Recursos Universal) Cadastro Central de Empresas Hypertext Design Model (Modelo de Construção de Hipertexto) Object-Oriented Hypermidia Design Method (Método Orientado a Objetos de Construção de Hypermidia) Unified Modeling Language (Linguagem de Modelo Unificada) Relationship Management Methodology (Metodologia de Gerenciamento de Relacionamento) Empresa para Empresa (Business To Business) Empresa para Consumidor (Business To Consumer) Empresa para Governo (Business To Government) Personal Home Page Tools My Structure Query Language ix

8 Resumo Este trabalho apresenta um estudo sobre a inclusão de micro e pequenas empresas na web com foco na elaboração de sites que possibilitem ao micro e pequeno empresário uma nova forma de interagir com o mercado e inserir seus produtos e serviços em um nível mais amplo. As micro e pequenas empresas formam um dos principais pilares de sustentação da economia tanto pela enorme capacidade geradora de empregos quanto pela quantidade de empresas, deste porte, existentes. Muito embora não se discuta a importância do uso do computador e da Internet por empresários e profissionais no apoio a seus negócios, ainda não é de senso comum, pelo menos por parte de micro e pequenos empreendedores, o fato de que a Internet pode ser utilizada, a baixo custo para divulgar e promover seus negócios. A inclusão destas micro e pequenas empresas na web, através de sites expositivos, tenta então influenciar na relação empresa-cliente, sendo para a empresa mais uma forma de obter visibilidade no mercado. No estudo de caso realizado neste trabalho, foi definido um grupo de micro e pequenos empresários da região, ligados a AMIC e ACIC, que receberam treinamento através de um curso de 44 horas no uso da Internet e na capacitação para construção de seus próprios sites. Ao final do curso, foi realizado um processo de avaliação das atividades, bem como do curso, da evasão e do impacto e prospecção ocorrido nos negócios das micro e pequenas empresas. Por fim, discussões e considerações foram feitas. Palavras-chave: Micro e Pequena Empresa; Capacitação; Internet; Uso de Joomla. x

9 Sumário LISTA DE FIGURAS... VI LISTA DE TABELAS... VIII LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS... IX RESUMO... X SUMÁRIO... XI 1 INTRODUÇÃO CONTEXTUALIZAÇÃO JUSTIFICATIVA OBJETIVOS ESTRUTURA DO TRABALHO E-COMMERCE, MARKETING NA WEB E A MICRO EMPRESA E-COMMERCE Tipos de E-commerce MARKETING NA WEB MICRO E PEQUENAS EMPRESAS E A WEB O ESTUDO DE CASO REALIZADO A METODOLOGIA DE TRABALHO ADOTADA O CURSO REALIZADO O PROCESSO DE AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES Formulário de Avaliação Formulário para Compreensão de Evasão Formulário para Avaliação dos Impactos ocorridos nas empresas DISCUSSÕES E RESULTADOS CONSIDERAÇÕES FINAIS...45 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...48 APÊNDICES...51 APÊNDICE A...51 APÊNDICE B...58 APÊNDICE C...61 APÊNDICE D...68 xi

10 Capítulo 1 1 Introdução A sociedade atualmente vive em um mundo globalizado onde tendências tecnológicas influenciam direta e/ou indiretamente o cotidiano das pessoas e a dinâmica das relações entre população, governo, prestadores de serviço, etc. tem mudado muito. Com o avanço da tecnologia e com o aumento da interação promovida pela Internet, mais e mais informações e conhecimentos são gerados em um curto espaço de tempo. Adquirir estes conhecimentos e utilizá-los para gerar valores, bens ou serviços necessários à sociedade é uma característica bem-vinda a qualquer organização. Contudo, esta também é a atual carência do cenário empreendedor no Brasil. 1.1 Contextualização Conforme comentam LONGENECKER, MOORE e PETTY [17] e FELIPINI [9], micro e pequenas empresas formam um dos principais pilares de sustentação da economia brasileira, tanto pela enorme capacidade geradora de empregos, quanto pela quantidade de empresas existentes que são assim classificadas. Para BANTERLI e MANOLESCU [1], são características principais das micro e pequenas empresas: Utilizam tecnologia de domínio público; Produzem de forma eficiente bens e serviços com um baixo preço unitário; São fontes de inovações; Conseguem atender as necessidades básicas da população; As vendas são, na maioria, para o consumidor final; 1

11 Têm uma baixa produção mensal; Auxiliam as grandes empresas; Geram novos empregos; Estimulam a competição econômica no país. De acordo com a publicação realizada em 2003 pelo IBGE [13], as micro e pequenas empresas representam uma parcela importante dos empregos e do produto interno bruto (PIB) do país. Entre os anos de 1999 a 2001, elas representaram 99,2% do número total de empresas, 60% dos empregos formais e 25% a 30% do produto interno bruto brasileiro, aumentando a participação no número total de empresas industriais naquele período. Em um estudo mais recente publicado pelo IBGE [14], do ano de 2006, percebe-se que as micro e pequenas empresas continuaram representando uma grande porção (92,2%) das empresas ativas no CEMPRE (Cadastro Central de Empresas), como ilustrado na Figura 1.1 (retirado de [14]). Figura 1.1: Distribuição percentual segundo porte da empresa Ainda em relação à Figura 1.1, nota-se que a porcentagem dos empregos formais das micro e pequenas empresas caiu para 32,3% em relação aos 60% da pesquisa feita no ano de 2

12 2003. Contudo, o valor de 32,3% ainda permanece acima da porcentagem empregada pelas grandes empresas (32,0%). Neste estudo de 2006, o IBGE decidiu adotar a nomenclatura de porte adaptada a partir da definição adotada pelo Statistical Office of the European Communities SCHMIEMANN [22] apud IBGE [14], onde considera a seguinte divisão para classificar as empresas: 0 a 9 pessoas microempresas; 10 a 49 pessoas pequenas empresas; 50 a 249 pessoas médias empresas; 250 e mais pessoas grandes empresas; Segundo, BANTERLI e MANOLESCU [1], alavancar um aumento na produtividade destas micro e pequenas empresas poderá significar uma importante melhoria no quadro socioeconômico da região onde se encontram. No entanto, DORNELAS [8] afirma que estas empresas nem sempre aproveitam ao máximo o potencial que têm quando o assunto abordado é conceito de marketing, prospecção de mercado e acesso à Internet seja pelas grandes dificuldades que enfrentam no seu dia-a-dia ou por questões de orçamento, havendo a necessidade de se buscar formas de impulsionar e incentivar esses empreendimentos. Embora não se discuta a importância do uso do computador e da Internet por empresários e profissionais no apoio a seus negócios, ainda não é de senso comum, pelo menos por parte de micro e pequenos empreendedores, o fato de que a Internet pode ser utilizada, a custo baixíssimo ou até mesmo sem custo, para divulgar e promover seus negócios FIGUEIREDO, STRASSBURG e LYRIO [10]. A virtualização das relações é, portanto, uma nova realidade no mundo dos negócios e está diretamente ligada ao dia-a-dia das empresas. Estar presente, fisicamente, já não é mais um requisito necessário para se negociar ou vender serviços. Faz-se necessário analisar como as micro e pequenas empresas estão encarando esta tendência de mercado. 3

13 1.2 Justificativa Esse trabalho aborda aspectos de aprimoramento da habilidade de conduzir empreendimentos e apresentar algumas estratégias de marketing voltado para web de maneira simplificada e direta. Além disso, mostra algumas soluções condizentes com micros e pequenas empresas, com foco na elaboração de sites 1 que possibilitem ao micro e pequeno empresário uma nova forma de interagir com o mercado e inserir seus produtos e serviços em um mercado mais ampliado. SUPERTI [23] e ROSSO [21] atestam que expor empresas na rede mundial de computadores através de sites construídos dentro do perfil e filosofia de cada empreendimento possibilita atingir resultados concretos, imediatos, e de médio e longo prazo, em termos de vendas e, conseqüentemente, de geração de emprego e renda. Esta possibilidade, de fato, pode se tornar real, pois a Internet está conseguindo democratizar o comércio no Brasil porque destaca as marcas, produtos e serviços independentemente do tamanho da empresa que os oferece GUASTI [12]. Faz-se necessário viabilizar nas micro e pequenas empresas a adoção de processo inovador e diferenciado em suas práticas empresariais, cujas ações serão pautadas na atualização e execução de práticas empresariais modernas. Tais práticas serão focadas no potencial da Internet enquanto meio de comunicação, englobando aspectos de marketing, vendas, estabelecimento de parcerias e outras possibilidades de interação por meio de uma perspectiva de empreendedorismo como forma de alavancar a inserção desse segmento na economia e mercado em que atuam. Nesse contexto o uso de software livre, se incorporado na prática do dia-a-dia empresarial, atendidas e respeitadas as particularidades de cada ramo de atuação mediante treinamento e acompanhamento dos empresários e pessoas envolvidas com a organização das micro e pequenas empresas, pode ser um elemento propulsor. 1 Conforme [4], entende-se por site, website, sítio, websítio ou simplesmente por páginas de Internet todo e qualquer conteúdo, dinâmico ou estático, que se disponibilize através de hipertextos acessíveis por algum programa que os interprete. 4

14 1.3 Objetivos Este trabalho objetivou estudar a inserção das micro e pequenas empresas na Web, com os seguintes desdobramentos: - Definir um grupo de empresários da região, ligados à AMIC (Associação das Micro e Pequenas Empresas de Cascavel) e ACIC (Associação Comercial e Industrial de Cascavel) para um estudo de caso; - Capacitar e auxiliar empreendedores a construírem e manterem seus próprios sites a partir de um gerenciador de conteúdo voltado para web chamado Joomla [15]; - Analisar o impacto da inserção das micro e pequenas empresas na Internet; 1.4 Estrutura do Trabalho Esse trabalho está organizado como segue: No Capítulo 1 apresenta-se uma breve introdução e caracterização do assunto estudado. O Capítulo 2 traz os conceitos principais de e-commerce e marketing voltado à Web, necessários à contextualização do leitor. Além disso, aborda a relação das micro e pequenas empresas com a Web, apresentando o que se considera fatores limitantes e potencialidades de uso às mesmas. O estudo de caso realizado como um projeto de extensão indissociado a essa pesquisa é apresentado e discutido no Capítulo 3. Por fim, o Capítulo 4 relata as principais conclusões desse estudo, e propõe novos rumos à pesquisa em trabalhos futuros. Em seguida, são listadas as referências bibliográficas utilizadas na pesquisa. O questionário usado para Avaliação do Curso é disposto como Apêndice A; o questionário para Compreensão da Evasão dos participantes é fornecido no Apêndice B; o questionário realizado para avaliar a utilização dos sites produzidos e dos empreendimentos/negócios é dado como Apêndice C; o conteúdo programático e slides gerados para o Curso de Joomla são inseridos como Apêndice D. 5

15 Capítulo 2 2 E-commerce, Marketing na Web e a Micro Empresa Há algum tempo não mais se realizam negócios e interações financeiras somente do modo tradicional, corpo a corpo. Hoje se tem disponível uma poderosa ferramenta, a Internet, que veio facilitar os trâmites e aumentar significativamente as relações comerciais no mundo. Segundo CASTRO e TEIXEIRA [3] a Internet representa um canal de comunicação e distribuição alternativo e que permite dispensar o papel dos intermediários, tendo-se acesso quase que diretamente ao consumidor final. Como exemplo desta nova dinâmica de se fazer negócio, o e-commerce e o marketing na web são uns dos mais praticados, e serão brevemente discutidos a seguir. 2.1 E-commerce O e-commerce ou negócios feitos pela Internet é o nome que se dá para tais interações que são feitas, quase que na sua totalidade, de forma virtual. O BRIEN [18] apud COELHO [7] define e-commerce como o ato de comprar e/ou vender de forma virtual, ou utilizando-se de meios digitais. Ou ainda, conforme está escrito em OCDE (Organisation For Economic Co-operation And Development) [19], o e-commerce se caracteriza por envolver a realização de negócios utilizando como meio a Internet. Neste tipo de comércio está incluído não somente a venda de produtos e serviços físicos, entregues de forma tradicional. LIMEIRA [16] comenta que produtos virtuais também podem fazer parte daquilo que é negociado pela Internet, por exemplo, software, e-books, 6

16 músicas e vídeos que podem ser entregues por ou de qualquer forma que se considere não presencial Tipos de E-commerce O e-commerce envolve vários tipos de trocas de produtos, informações e serviços nos mais variados segmentos. A Tabela 2.1 (adaptada de [19]) traz a interação existente entre órgãos governamentais, empresas e consumidores demonstrando a sua proliferação nos últimos anos. Tabela 2.1: Tipos e/ou aplicações do Comércio Eletrônico Governo Empresas Consumidor Governo G2G coordenação G2B informação G2C informação Empresas B2G contratos B2B e-commerce B2C e-commerce Consumidor C2G obrigações fiscais C2B comparação de preços C2C mercado de ações A quantidade de sites, dos mais variados tipos e gêneros, que existem atualmente podem estar na casa dos milhões ou até bilhões. Neste sentido, e considerando o baixo custo inicial de se ter um site na Internet, muitas empresas possuem sites que também auxiliam seus negócios e acabam por deixá-las abertas 24 horas por dia, apenas a alguns poucos cliques dos seus clientes/visitantes. 2.2 Marketing na Web Micros e pequenas empresas também podem tirar proveito desta tendência ou vigência atual, pois o comércio feito pela Internet não exige um alto investimento inicial, nem uma infra-estrutura complexa. Contudo, deve-se entender aqui que o escopo deste trabalho 7

17 considera apenas o tipo de marketing expositivo e não sistemas de e-commerce propriamente dito. Quando se falar em e-commerce, apenas se está mencionando que a alternativa existe, mas não que tenha sido considerada no estudo de caso. Segundo O BRIEN [18] apud COELHO [7], o e-commerce utiliza o marketing interativo, colaboração dos clientes por meio de trocas de s e reviews no aprimoramento dos produtos negociados, além do uso de software livre, uma vez que há bons gerenciadores de conteúdo para construção e manutenção de sites enquadrados nessa categoria de software. Entretanto, o marketing interativo deve ser efetivo e conter boa estratégia para, de fato, ser eficiente e atingir o público-alvo do negócio em questão, ou na pior das hipóteses, fazer com que a micro e pequena empresa fique conhecida e possa ser lembrada em algum momento pelo consumidor. O marketing interativo ou marketing virtual, segundo CASTRO e TEIXEIRA [3], completam algumas características da empresa, ou ainda, dão uma primeira impressão ao cliente. Este tipo de prospecção pode também agregar mais clientes à micro e pequena empresa, haja vista a abrangência de usuários da Internet. Considerando as micro e pequenas empresas, foco do estudo monográfico em questão, um dos meios mais promissores para prospecção ou inclusão no universo da Internet é através de um site expositivo ou também chamado de site voltado para o marketing expositivo ou virtual. Este tipo ou modalidade de site tem um custo inicial muito baixo e não exige grande investimento com implantação e manutenção de tecnologia, podendo ser construído por alguém da própria empresa, com ou sem conhecimento técnico agregado, bastando um treinamento direcionado a uma ferramenta para tal fim. As potencialidades advindas da Internet são inúmeras. Contudo, no próximo capítulo, poderá se perceber que os micros e pequenos empresários esbarram em alguns fatores limitantes da própria web ou até mesmo em relação a seus conceitos culturais. 2.3 Micro e Pequenas Empresas e a Web Segundo dados do CETIC (Centro de Estudos Sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil) [5] 94% das empresas brasileiras, com 10 ou mais funcionários 8

18 fazem uso de computadores. Deste total, 97% possuem acesso à Internet, chegando a 99% para empresas de médio porte (com mais de 50 funcionários). As atividades realizadas por estas empresas incluem envio e recebimento de (99%), busca de informações sobre produtos e serviços (94%), além de atividades de pesquisa (86%) e serviços bancários (82%) A mesma pesquisa verificou que no ano de 2008 houve um crescimento de 7% no número de empresas que possuem site no Brasil, alcançando 53% em A proporção do crescimento aumenta de acordo com o porte da empresa. A Figura 2.1 (extraído de [5]) ilustra este crescimento, com destaque para as médias empresas onde o aumento foi de 13%. Além disso, dentre as empresas que afirmam não possuir sites, 20% estão presentes na Internet utilizando-se de páginas de terceiros. Figura 2.1: Proporção de empresas que possuem site por porte Os principais recursos oferecidos por estes sites podem ser visualizados no gráfico da Figura 2.2. O catálogo de produtos e lista de preços lidera o ranking dos serviços oferecidos. É também o serviço que obteve o maior crescimento em Isto demonstra que as empresas ainda vêem a Internet como uma grande vitrine, uma vez que menos da metade das empresas possuem sistemas de pedido on-line e apenas 13% permitem o pagamento via Internet. 9

19 Figura 2.2: Recursos oferecidos pelo site da empresa Considerando o lado dos clientes/visitantes/consumidores, os resultados da pesquisa realizada pelo CETIC junto aos domicílios [5] em 2008 apontam que 13% da população usuária da rede já efetuou compras pela Internet e que 44% utilizam a rede para pesquisa de preço. Dentre os produtos mais comprados pelos internautas, destacam-se os equipamentos eletrônicos (40%), seguidos dos livros, revistas e jornais (28%). Para realizar a compra destes produtos, 61% dos internautas utilizam cartão de crédito e 36% disseram utilizar boleto bancário. A pesquisa também evidencia que quanto maior a faixa de renda do internauta, mais o cartão de crédito é utilizado. Considerando o tipo específico de e-commerce, B2B (Business To Business), ou seja, comércio entre empresas, 58% das empresas (10 ou mais funcionários) que têm acesso a Internet realizaram pedidos de compra via (49%) ou via formulário eletrônico (41%). Este percentual é maior para empresas de médio e grande porte (67% e 80%, respectivamente). Os pedidos de compra são mais utilizados pelo setor de construção (65%), seguido pelo setor imobiliário, aluguéis e serviços prestados às empresas e na indústria de transformação (ambos com 64%). 10

20 Levando-se em consideração o recebimento de pedidos via Internet, as empresas de médio (55%) e grande porte (66%) levam vantagens em relação às pequenas empresas. Na edição de 2008 da pesquisa, pouco mais de 90% das vendas realizadas pelas empresas brasileiras, nos 12 meses anteriores ao levantamento de campo, ocorreram entre empresas (50%) ou entre empresas e pessoas físicas (41%). Já as vendas para o Governo representaram apenas 9% das transações comerciais das empresas realizadas via Internet. Em relação à pesquisa de 2007, cresce ligeiramente a importância das transações B2B em relação às B2C (Business To Consumer), embora ambas permaneçam em patamares muito próximos nos dois últimos anos, bem como as transações de negócios com o Governo (B2G - Business To Government). O comércio eletrônico continua sendo mais usado pelas empresas brasileiras em transações domésticas (dentro do próprio país), o que corresponde a 97% do total de vendas via Internet, enquanto a Comunidade Européia e os países do Mercosul correspondem a apenas 1% das vendas para cada conjunto de países. Os principais benefícios percebidos pelas empresas com as vendas pela Internet são, pela ordem, o menor custo dos negócios (74% das empresas), a redução no tempo de transação e a maior qualidade de serviços para o consumidor (ambos citados em 69% dos casos). Já a percepção de que a venda pela Internet contribui para o aumento do volume de vendas e/ou do número de consumidores é compartilhada por pouco mais da metade das empresas (52%). Sendo assim, e considerando o foco do estudo de caso em questão, o marketing expositivo para as micro e pequenas empresas é foco do próximo capítulo, em forma de estudo de um estudo de caso realizado com empresas de Cascavel, focado na capacitação de pessoal para elaboração, registro e publicação de sites empresariais de divulgação. 11

21 Capítulo 3 3 O Estudo de Caso Realizado Este capítulo objetiva descrever as atividades práticas da pesquisa, considerando a necessidade de se construir e avaliar os sites gerados, além de mensurar as mudanças ocorridas nas micro e pequenas empresas que fizeram a publicação dos mesmos. Aqui é apresentada a metodologia de organização do estudo de caso, o formato do curso ministrado, as formas de avaliação, bem como, se discute os resultados obtidos. 3.1 A Metodologia de Trabalho Adotada Para validar na prática as temáticas estudadas para a elaboração dessa monografia, decidiu-se pela oferta de um curso que propiciasse às pequenas e médias empresas uma primeira visibilidade na web. Como ferramenta de auxílio para facilitar este primeiro contato, decidiu-se pela utilização de um gerenciador de conteúdo chamado Joomla [15]. O Joomla ajuda a resolver um problema muito comum, para as micro e pequenas empresas, que é o custo de desenvolver um site com diversos recursos, conteúdo e que vai ser mantido por pessoas com pouco ou nenhum conhecimento técnico. Segundo o site oficial do Joomla [15], Joomla é um CMS (Gerenciador de Conteúdo voltado para web) que foi escolhido por ser uma ferramenta totalmente livre, gratuita, de código aberto, capaz de prover funcionalidades básicas à publicação de sites. Além disso, também pode ser utilizada por qualquer pessoa sem um conhecimento técnico prévio de linguagens de programação voltadas para Internet, tentando resolver o problema da dependência técnica que se tem de designers e programadores. 12

22 Além disso, o Joomla é um software livre (disponível gratuitamente), existem vários módulos, componentes e extensões que podem ser utilizadas no Joomla e ele foi escrito em PHP (Personal Home Page Tools) e MySQL (My Structure Query Language), softwares livre bastante populares para aplicações web. Um projeto de extensão, gratuito, intitulado Marketing na Web: Criação e Manutenção de Sites em Joomla foi idealizado, cujo principal objetivo foi preparar os micros e pequenos empresários para utilizar a ferramenta supracitada, ensinando-os a criar, dar manutenção e fazer a inserção de sites no mundo da Internet. Esse curso foi idealizado com uma carga horária de 44 horas-aula, com oferta a 2 (duas) turmas, com encontro semanal de 4 h/a, as terças e quintas-feiras, respectivamente. Considerando as informações, objetivos e ações planejadas, partiu-se para uma chamada pública de micro e pequenos empresários (ou seus representantes) com filiação na AMIC (Associação de Micro e Pequenas Empresas do Oeste do Paraná) e/ou na ACIC (Associação Comercial e Industrial de Cascavel). Para tal, foi criado um folder explicativo e demonstrativo contendo as informações da proposta, como datas, local, carga horária, quantidade de vagas por turma, os objetivos do Curso. O apoio dessas entidades nesse momento foi de suma importância. Decidiu-se também que paralelo à elaboração do material didático para as aulas do projeto, seria construído um site, utilizando-se a própria ferramenta a ser ensinada. Tal site se tornou um ponto de referência para os participantes obterem o material didático e ter acesso ao conteúdo programático, além de outras informações básicas do curso como explicação, organização, descrição, público-alvo, objetivos, lista de participantes, alguns links interessantes e um item chamado Fale Conosco para que todos pudessem entrar em contato com a coordenação/ministrantes e tirar dúvidas extra-classe. Essa página também foi criada para que os participantes conseguissem visualizar um site elaborado com o auxílio do gerenciador de conteúdo Joomla, em um domínio que lhes fosse direcionado, servindo de inspiração para elaboração das suas respectivas páginas. A Figura 3.1 mostra a tela inicial do site do Curso de Joomla. Este foi o site oficial do curso onde os participantes tiveram acesso a todo conteúdo e podiam tirar dúvidas. 13

23 Figura 3.1: Página inicial do Curso de Joomla ofertado A primeira aula foi ministrada com os 45 integrantes do curso, selecionados apenas por ordem de inscrição até o preenchimento das vagas. Este primeiro encontro serviu como base a todo o curso e teve participação dos professores orientador e co-orientador dando boas-vindas e criando uma motivação inicial para todos. Os 45 inscritos foram divididos entre as duas turmas. O material didático foi criado de forma que pudesse ser passado em slides, tornando os encontros (aulas) mais dinâmicos e expositivos, facilitando a interação participante/ministrante. Todas as aulas foram práticas, ministradas no laboratório do Curso de Informática na Unioeste. Um acadêmico foi selecionado para ser monitor em ambas as turmas e outro acadêmico acompanhou também a turma de 3ª feira, que, a princípio, era maior. Para avaliar o projeto de extensão, três instrumentos de avaliação foram criados: - Um questionário para avaliação do curso, com itens para avaliação do ministrante e de caracterização da empresa (Apêndice B); 14

24 - Um questionário indagando os motivos da desistência (evasão) de participantes (Apêndice C); - Um questionário para avaliar os impactos nas empresas que tiveram seus sites publicados (Apêndice D). Após o término da capacitação, suporte on-line foi disponibilizado a todos os concluintes, até o mês de novembro, como forma de incentivo à inserção de melhorias e continuidade dos sites. 3.2 O Curso Realizado Cada encontro teve duração de 4 horas-aula e neste período de tempo foi passado o material conforme previsto no conteúdo programático ou tutorial gerado (Apêndice A). Como visão geral, falou-se de conceitos de Internet, marketing na web, notações, hospedagem de site, domínios e registros, e após passou-se ao treinamento específico da ferramenta Joomla. Foram realizados 10 encontros, com o devido controle de freqüência e motivação, para que todos prosseguissem e se esforçassem na caminhada rumo ao objetivo final que era ter o site construído e publicado na Internet e um último encontro de fechamento do curso, onde todos os concluintes expuseram seus sites. No decorrer do curso dificuldades apareceram tanto na parte estrutural (laboratórios) quanto na parte que envolvia os próprios participantes. Lidar com a resistência alheia ao novo e desconhecido às vezes impedia que as aulas transcorressem como planejadas. Percebeu-se também, a heterogeneidade da turma, em conhecimentos de informática básica, o que foi também uma dificuldade a ser superada. Considerando que todos os participantes eram micro e pequenos empresários (ou seus representantes), pensava-se que já tinham em mente aquilo que desejavam colocar/expor nos sites que seriam construídos. Mas o que se viu foi uma quase total carência ou falta de imaginação/criação para o que desejavam obter no produto final deste curso: um site expositivo, explicativo e que de alguma forma estive simples o suficiente para que ao ser acessado por algum cliente/usuário pudesse ser compreendido nos seus objetivos essenciais. 15

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