PLANO MUNICIPAL DE GERENCIAMENTO INTEGRADO DE RESÍDUOS SÓLIDOS CASEIROS/RS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "PLANO MUNICIPAL DE GERENCIAMENTO INTEGRADO DE RESÍDUOS SÓLIDOS CASEIROS/RS 2012-2032"

Transcrição

1 0 PLANO MUNICIPAL DE GERENCIAMENTO INTEGRADO DE RESÍDUOS SÓLIDOS CASEIROS/RS Av Mário Cirino Rodrigues, 249 CEP Fone (54) ww.caseiros.rs.gov.br

2 1 Plano Municipal de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos de Caseiros/RS

3 2 EXECUÇÃO E COLABORAÇÃO EXECUÇÃO ECCOSIGMA Engenharia Ltda RESPONSÁVEL TÉCNICO Eng. Ambiental Eduardo Bertolin CREA RS COLABORAÇÃO TÉCNICA Eng. Ambiental Adriano Borges Pires CREA RS Eng. Ambiental Dinava Letícia Müller CREA RS COMITÊ DIRETOR Arquiteta e Urbanista Adriane Vassoler CAU ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL Gestão Prefeito Municipal - Marcos José Canalli Vice-Prefeito e Sec. Da Agricultura, Desenvolvimento e Meio Ambiente - Leo Cesar Tessaro Secretaria Municipal de Assistência Social Joelice Bortolanza Canalli Secretaria Municipal de Obras e Viação José Cesar Moreira dos Passos Secretaria Municipal da Saúde Gerson Fiorini Lima Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto Luciane Marini Lima Av Mário Cirino Rodrigues, 249 CEP Fone (54) ww.caseiros.rs.gov.br

4 3 LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS APP Área de Preservação Permanente ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas ANA Agência Nacional de Águas ASPP Aterro Sanitário de Pequeno Porte ATT Área de Triagem e Transbordo A3P Agenda Ambiental na Administração Pública BDI Benefícios e Despesas Indiretas CAT Comunicação de Acidente de Trabalho CONAMA Conselho Nacional do Meio Ambiente CF Constituição Federal DAU Departamento de Ambiente Urbano ETE Estação de Tratamento de Esgoto GT Grupo de Trabalho LEV Locais de Entrega Voluntária MCidades Ministério das Cidades MMA Ministério do Meio Ambiente MP Ministério Público NBR Norma Brasileira Registrada ONG Organização Não Governamental PACS Programa de Agentes Comunitários da Saúde PEAMSS Programa de Educação Ambiental e Mobilização Social em Saneamento PERS Plano Estadual de Resíduos Sólidos PGIRS Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos PEV Ponto de Entrega Voluntária PMS Projeto de Mobilização Social e Divulgação PNAD Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNM Plano Nacional de Mineração PNSB Pesquisa Nacional de Saneamento Básico PNRS Política Nacional de Resíduos Sólidos PPA Plano Plurianual PSF Programa Saúde da Família RCC Resíduos da Construção e de Demolição RSS Resíduos de Serviços de Saúde RSU Resíduos Sólidos Urbanos SNIRH Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos SIAB Sistema de Informação da Atenção Básica SICONV Sistema de Convênios e Contratos de Repasse SINIR Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos SNIS Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento SISNAMA Sistema Nacional do Meio Ambiente TR Termo de Referência

5 4 APRESENTAÇÃO O presente documento tem por finalidade apresentar o Plano Municipal de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos (PGIRS) do município de Caseiros. O PGIRS atenderá os princípios, objetivos e instrumentos estabelecidos na Lei Federal /10, a qual institui a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS) e dá outras providências. Para sua elaboração parte-se do princípio fundamental de gestão integrada dos resíduos sólidos que passa de voluntária a obrigatória e prioriza a ordem de: não geração, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final ambientalmente adequada. A elaboração do PGIRS do município de Caseiros será estruturada nas seguintes etapas: metodologia, diagnóstico da situação atual e previsão de cenários futuros; definição de diretrizes e estratégias; fixação de metas, programas e recursos necessários; implementação de ações e definição de prazos e revisões para aprimoramento do PGIRS do município. O PGIRS de Caseiros é apresentado em quatro capítulos, distintos e inter-relacionados entre si, sendo assim dividido: a) CAPÍTULO I Caracterização do Município b) CAPÍTULO II Resíduos Sólidos: Considerações Gerais c) CAPÍTULO III Diagnóstico da Situação Atual d) CAPÍTULO IV Prognóstico: Cenários, Diretrizes e Estratégias

6 5 SUMÁRIO CAPÍTULO I: CARACTERIZAÇÃO MUNICIPAL INTRODUÇÃO Características municipais Histórico municipal ASPECTOS FÍSICOS E GEOGRÁFICOS Topografia e geologia Hidrografia Vegetação Clima ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS Dados demográficos Indicadores socioeconômicos Uso e ocupação do solo Infraestrutura Energia Saneamento básico Esgotamento sanitário Abastecimento de água Abastecimento urbano Abastecimento rural Drenagem e manejo das águas pluviais Transporte Educação e saúde Esporte e lazer Habitação Sistema viário CAPÍTULO II- RESÍDUOS SÓLIDOS: Considerações Gerais FUNDAMENTOS DO SETOR DE RESÍDUOS Considerações iniciais Considerações técnicas Abrangência, prazos e horizonte Resíduos sólidos Definição Classificação Etapas da gestão dos resíduos sólidos Geração e acondicionamento Coleta e transporte Coleta seletiva Tratamento Incineração Compostagem Usinas de triagem e compostagem Disposição final Aterro sanitário CAPÍTULO III- DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO ATUAL DIAGNÓSTICO Situação atual... 40

7 Composição gravimétrica Origem Resíduos sólidos domiciliares Rejeitos dos resíduos sólidos domiciliares Resíduos da limpeza pública e resíduos verdes Resíduos da construção civil e demolição (RCD) Resíduos volumosos Resíduos dos serviços de saúde (RSS) Resíduos com logística reversa obrigatória Resíduos de serviços públicos de saneamento básico Resíduos sólidos de cemitérios Resíduos de óleos comerciais Resíduos industriais Resíduos agrossilvopastoris Custos Acondicionamento Diagnóstico legal Educação ambiental Responsabilidades públicas e privadas CAPÍTULO IV- PROGNÓSTICO DO PGIRS CENÁRIOS, DIRETRIZES E ESTRATÉGIAS Perspectivas de crescimento e geração de resíduos Diretrizes e estratégias Geradores sujeitos a elaborar planos de gerenciamento específicos Fontes de recursos Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Projetos Multisetoriais Integrados Urbanos Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos Ministério do Meio Ambiente Fundo Nacional de Meio Ambiente Ministério da Saúde e Fundação Nacional da Saúde Programa de Saneamento Ambiental Ministério das Cidades e Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental Programa Resíduos Sólidos Urbanos Ministério da Justiça Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD) Áreas favoráveis para disposição final Escolha de área e levantamentos preliminares Critérios ambientais para escolha da área Funcionamento do aterro Sistema de Impermeabilização de Fundo Sistema de Drenagem do Lixiviado Sistema de Drenagem de Gases Sistema de Drenagem Superficial Sistema de Cobertura Final Monitoramento das Águas Subterrâneas Acesso à Área Estratégia de Encerramento do Aterro Estratégia de Encerramento do Aterro... 73

8 Diagnósticos Após Encerramento Proposição de cenários Ecopontos Metas, programas, projetos e ações Metas Gerais Ações Plano de Ações Definição Das Ações Planejamento e Desenvolvimento das Ações Programas/Projetos e Ações Parceria público-privada (PPPs) Visão de mercado Taxa de coleta de lixo e limpeza urbana Criação de emprego e renda Materiais de apoio Cronograma de Atividades REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Anexo 1 Ata da 1ª Audiência Pública Anexo 2 Ata da 2ª Audiência Pública Anexo 3 Modelo de Convite da 1ª Audiência Pública Anexo 4 Divulgação da Elaboração do Plano do Site do Município Anexo 5 Fotos das Audiências Públicas Anexo 6 Ofício de pedido de aprovação do PGIRS de Caseiros/Prefeito Sr. Marcos José Canali Anexo 7 - Ofício de pedido de aprovação do PGIRS de Caseiros/ membros do conselho Municipal da Saúde Anexo 8 - Ofício de pedido de aprovação do PGIRS de Caseiros/membros do conselho de Meio Ambiente Anexo 9 Decreto de aprovação do PGIRS de Caseiros Anexo 10 Lista de presença dos Conselheiros Municipais de Saúde Anexo 11 Ata do Conselho Municipal de Saúde Anexo 12 Ata do Conselho Municipal de Meio Ambiente Anexo 13 Questionário Entregue na 1 Audiência Anexo 14 Questionário da Etapa do Diagnóstico Anexo 15 Orçamento da Usina de Triagem e Compostagem Anexo 16 Material Educativo elaborado pela Empresa Executora do Plano Anexo 17 Material Educativo elaborado pela Anexo 18 Anotação de Responsabilidade Técnica- ART do responsável Técnico

9 8 CAPÍTULO I: CARACTERIZAÇÃO MUNICIPAL

10 9 1 INTRODUÇÃO 1.1 Características municipais Histórico municipal Em meados de 1637, Caseiros foi passagem para os bandeirantes rumo às missões jesuíticas. Em 1713, índios missioneiros conduziram e fizeram aqui parada para rebanho de gado, com que se iniciou o povoamento dos campos na vacaria dos Pinhais. Ainda em 1738 serve como caminho das missões a São Paulo, em 1819 o tropeirismo, abriu novo caminho entre os matos Castelhano e Português, encurtando distâncias e abrindo pioneiramente a atual BR 285. Com o final da Batalha de Monte Caseros em 1852 e a criação da Colônia Militar de mesmo nome, em 1859, no então Mato Português é concretizado o vinculo definitivo de Caseiros com a Argentina. Com intenção de aprisionar os índios para cristianizá-los, o Governo Imperial criou uma colônia militar com contingente de militares e esses responsáveis pelo trabalho na região, isto por volta de Após a guerra da independência, o Governo Imperial resolveu manter os soldados portugueses na região, e para isto distribuiu lotes de áreas férteis, para habitação da região, com duração nesta condição até 1878, deixando de existir a colônia militar, sendo esquecido pelo Governo. Continuando o desenvolvimento local, foi mantido o nome referencial de Caseiros, sendo criado o distrito pertencente à Lagoa Vermelha, por Decreto Municipal em 31 de outubro de O esforço e o desprendimento dos emancipacionistas, primeiro, pelos anos de 1965 com os padres Barnabitas, depois em 1987 pelas lideranças comunitárias. O movimento teve êxito e, em 09 de maio de 1988, pela Lei Estadual nº foi criado o Município de Caseiros. O município foi emancipado em 09 de maio de 1988, com origem do município mãe de Lagoa Vermelha, localizado junto a BR 285, a 280 km da capital, Porto Alegre, a 80 km de Passo Fundo e a 20 km de Lagoa Vermelha, na região Nordeste do Estado, com sua economia baseada na agropecuária e sustentação na atividade rural, com fortes relações de base econômica e social.

11 10 Elevado à categoria de município com a denominação de Caseiros, pela lei estadual nº 8612, de , alterada em seus limites pela lei estadual nº 9009, de , desmembrado de Lagoa Vermelha. Constituído do distrito sede. Instalado em Em divisão territorial datada de 2003, o município é constituído do distrito sede. O município de Caseiros está localizado na Região Nordeste do estado do Rio Grande do Sul, a 280 km da capital do estado Porto Alegre. O acesso ao município se dá através da Rodovia Federal BR 285, que liga a sede do Município até a cidade de Passo Fundo a 80 km no sentido Oeste, e a 20 km de Lagoa Vermelha no sentido Leste. Existe também uma ligação aos Municípios de Ibiraiaras, pela RS 445 (12 km), Muliterno (13 km), Ibiaçá (33km) e Santa Cecília do Sul (35 km). Seus limites são a Leste Lagoa Vermelha e Ibiraiaras, ao Sul Ibiraiaras, Muliterno e Ciríaco, a Oeste Santa Cecília do Sul e Ibiaçá e ao Norte Ibiaçá. Sua área territorial é de 235,68 km², a Figura 1 apresenta a localização do município. Figura 1: Localização do município de Caseiros Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) O município de Caseiros integra a Mesorregião Nordeste Rio-Grandense e a Microrregião Passo Fundo. O município está posicionado geograficamente nas coordenadas S e O a uma altitude média de 801 metros em relação ao nível do mar.

12 11 2 ASPECTOS FÍSICOS E GEOGRÁFICOS 2.1 Topografia e geologia Caseiros localiza-se no planalto meridional, o território é modelado em rochas basálticas juro-cretáceas, da formação Serra Geral, possui relevos de patamares e correspondem a derrames basálticos sucessivos, apresentando topografia ondulada formada por um conjunto de elevações arredondadas (coxilha) e cotas altimétricas entre 400 e 700 metros. Na região de Campos as elevações são menos acentuadas, tendo um solo com coloração vermelha, fértil e com grande permeabilidade. O tipo de solo predominante é o Latossolo Bruno (Figura 2), constituído também por rochas basálticas. Figura 2: Classificação do solo e localização municipal Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Projeto RADAMBRASIL O afloramento das rochas se caracteriza por formações rochosas classificadas como rochas ígneas, sedimentares e metamórficas. No município, ocorrem agregados naturais de minerais (rochas) que apresentam propriedade de dureza, podendo ser exploradas com a finalidade de utilizar o cascalho para estradas. No município de Caseiros, a visualização da estruturação dos derrames vulcânicos é prejudicada pelo forte intemperismo que formou solos muito espessos. A Figura 3 apresenta o Mapa Pedológico do Estado.

13 12 Figura 3: Mapa pedológico do Rio Grande do Sul Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Projeto RADAMBRASIL A região caracteriza-se pela ocorrência de rochas efusivas básicas continentais toleíticas da formação Serra Geral (Grupo São Bento) comumente basaltos e fenobasaltos, com diques e corpos tabulares de diabásio associados. Ocasionalmente, entre as lavas, ocorrem lentes e camadas de arenitos interderrames, eólicos, finos a médios, róseos, com estratificação cruzada tangencial e brechas constituídas por fragmentos de basalto e arenitos cimentados por lava basáltica. Normalmente capeando as efusivas básicas, ocorre uma seqüência de rochas de composição ácida, constituída por riolitos felsiticos, riodacitos felsíticos e seus correspondentes termos vítreos. O município encontra-se na província geomorfológica do Planalto Meridional formado pelo derramamento basáltico da era Mesozóica sobre os depósitos sedimentares do Deserto Botucatu (Figura 4). Figura 4: Classificação geológica e localização municipal Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Projeto RADAMBRASIL

14 Hidrografia Os principais rios do município são: Rio São Domingos, Rio Telha, Rio Ligeiro, Rio Lageadinho, Rio Santo Antônio, Rio Inhandava (Forquilha), Rio Cadeia, Arroio Passo das Velhas, Arroio Passo Ruim, Arroio Passo do Cará, Arroio Melado, Arroio Ligeirinho e Arroio Araçá. A rede hidrográfica apresenta-se bem distribuída e de bom manancial de água, desaguando nas bacias do Uruguai e Guaíba. O município de Caseiros pertence a duas bacias hidrográficas. Está localizado nas bacias Taquari-Antas e Apuaê-Inhandava, conforme demonstra a Figura 5. Figura 5: Localização do município em relação às bacias Hidrográficas do RS Fonte: SEMA RS (2002) 2.3 Vegetação A vegetação do município de Caseiros, de acordo com a classificação da vegetação brasileira utilizada no Projeto RADAMBRASIL (IBGE, 1994), pode ser sistematizada em duas regiões fitoecológicas associadas ao Bioma Mata Atlântica (Figura 6), são elas: Região da Savana ou Campos; Região da Floresta Estacional Decidual.

15 14 A Região da Savana ocorre em porções de relevo geralmente aplainado a ondulado onde se desenvolve vegetação xeromorfa (Gramíneo-lenhosa e parque), podendo apresentar floresta de galeria. A região fitoecológica da Floresta Estacional Decidual ocupa a maior parte da vertente sul do Planalto das Araucárias (Serra Geral) e áreas de relevo ondulado da bacia do rio Ijuí, no Planalto das Missões. Figura 6: Mapa de Caracterização da vegetação regional Fonte: SEMA RS (2002) 2.4 Clima O município caracteriza-se pelo clima subtropical, com características das quatro estações do ano, com ocorrência de geadas e umidade relativa do ar elevada no inverno. No verão temperaturas elevadas (Figura 7) e baixa umidade relativa do ar com incidência de ventos. Não existem áreas de microclima. As temperaturas variam de -2ºC a 35ºC. Figura 7: Variação sazonal da temperatura no Rio Grande do Sul (Verão) Fonte: Atlas Eólico do RS

16 15 A pluviometria está em torno de 1800 a 2000 mm por ano na região (Figura 8). As chuvas são, normalmente, bem distribuídas durante os meses do ano, sendo que o inverno é a época com maior concentração. Figura 8: Precipitação média anual do Rio Grande do Sul Fonte: Atlas Eólico do RS Além de precipitação em forma de chuvas, também se registram, raramente, em forma de neve e granizo. O Quadro 1 indica os principais dados climáticos da sub-região 3b do Macrozoneamento Agroecológico, a qual pertence o município de Caseiros. Quadro 1: Dados climáticos de Caseiros/RS ITEM DESCRIÇÃO Precipitação pluviométrica média anual (mm) 1800 a 2000 Dias de chuva 90 a 130 Temperatura média ( C) 15 a 18 Temperatura média máxima (ºC) 21 a 24 Temperatura média mínima (ºC) 10 a 13 Geada (número de ocorrências por ano) 9,5 a 24,3 Umidade relativa do ar (%) 75 a 80 Fonte: Macrozoneamento agroecológico e econômico do Estado do Rio Grande do Sul

17 16 3 ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS 3.1 Dados demográficos De acordo com o último Censo realizado no Brasil, no ano de 2010, o município de Caseiros apresenta-se conforme demostrado no Quadro 2 abaixo. Quadro 2: Resumo das informações demográficas População (2010) Área Territorial (Km²) Densidade Demgráfica (hab/km²) Gentílico ,706 12,76 Caseirense 3.2 Indicadores socioeconômicos O Quadro 3 apresenta um resumos dos indicadores econômicos do município de Caseiros. Quadro 3 Indicadores econômicos municipais INDICADORES ECONÔMICOS PIB 2006 per capita PIB 2007 per capita (R$) (R$) IDESE FEE Índice Geral ,615 Educação ,842 Ranking geral Educação ,842 Índice Geral ,643 Renda ,682 Ranking geral Renda ,739 Índice Geral ,652 Saneamento ,286 Ranking geral Saneamento ,287 Índice Geral ,666 Saúde ,823 Ranking geral Saúde ,824 Índice Geral ,671 Idese ,658 Ranking geral Idese ,673 IDH-M PNUD 2000 Esperança de vida ao nascer (anos) Taxa de alfabetização de adultos Taxa bruta de frequência escolar 69,243 0,879 0,818 Renda per capita (R$) 197,708 Índice de esperança de vida (IDHM-L) Índice de educação (IDHM-E) Índice de PIB (IDHM- R) Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) Ranking por UF 378 Ranking Nacional 1871 Fonte: Macrozoneamento agroecológico e econômico do Estado do Rio Grande do Sul 0,737 0,859 0,655 0,750

18 Uso e ocupação do solo O município de Caseiros ainda não possui Plano Diretor, as diretrizes para o uso do solo estão estabelecidos na Lei Municipal nº 548, de 26 de dezembro de 2002, que dispõe sobre a Política do Meio Ambiente do Município de Caseiros - RS. A Lei nº 187 de 23 de novembro de 1992, que estabelece o Código de Obras e Lei nº712 de 7 de abril de 2008, que institui a Lei de Diretrizes Urbanas. 3.4 Infraestrutura Energia O município conta com rede de energia elétrica (Concessionária Rio Grande Energia - RGE) e iluminação pública, também tem a concessão da Cooperativa de Energia/Geração e Desenvolvimento (COPREL) em algumas localidades rurais Saneamento básico A rede de abastecimento de água potável em todo o perímetro urbano é de concessão da Companhia Rio-Grandense de Saneamento (CORSAN). A rede de escoamento de águas pluviais foi executada parcialmente e está sendo implantada a pavimentação de diversas vias (em basalto regular), segundo pesquisa de caracterização de domicílios realizada no ano de 2010, cerca de 69% dos domicílios contam com esgoto pluvial nas suas ruas Esgotamento sanitário O município de Caseiros não conta com um sistema de esgotamento sanitário, sendo utilizada na maioria dos casos fossa séptica e sumidouro ou fossa séptica e filtro anaeróbio conectado a rede pluvial que lança as águas servidas na Sanga da Lavagem que corta a cidade. Existe um Projeto para o Sistema de Tratamento de Esgotos Sanitários elaborado pela Secretaria de Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano do Estado do Rio Grande do Sul com a empresa Magna Engenharia Ltda. O projeto divide a área urbana em 4 bacias de

19 18 esgotamento, com quatro elevatórias, sendo uma final, que conduz os esgotos até a área da Estação de Tratamento de Esgotos, localizada a norte, a aproximadamente 1 km da área urbana. O sistema de esgoto sanitário utilizado na maioria dos domicílios é do tipo tanque séptico com disposição final em sumidouro. Os domicílios mais antigos possuem apenas o sumidouro e ainda existem alguns casos de esgoto com escoamento direto na rede pluvial ou ainda direto na sanga que corta o município Abastecimento de água O abastecimento de água do município de Caseiros tem a concessão dos serviços sob responsabilidade da CORSAN (Companhia Riograndense de Saneamento). O município de Caseiros caracteriza-se por se uma comunidade de pequeno porte com aproximadamente 624 economias, atendendo uma população urbana de habitantes (IBGE/2010) Abastecimento urbano A captação está localizada dentro do perímetro urbano do município, de águas subterrâneas de dois poços tubulares, um instalado na Rua Osvaldo Antônio Leite nº 80 e outro na Avenida Nove de Maio nº 350, como mostram as Figuras 9 e 10. Figura 9: Poço 1 e Unidade da CORSAN (Av. Osvaldo Leite) Fonte: Plano Municipal de Saneamento Básico de Caseiros

20 19 Figura 10: Poço tubular profundo (Av. 9 de Maio) Fonte: Plano Municipal de Saneamento Básico de Caseiros O volume de reserva do abastecimento de Caseiros é de 85 m³, com dois reservatórios metálicos instalados na Rua Prof. Edithe D. Leite Lunelli s/n, conforme mostra a Figura 11. Figura 11: Reservatórios (Rua Prof. Edithe Dutra L. Lunelli) Fonte: Plano Municipal de Saneamento Básico de Caseiros O sistema de distribuição é no modelo distribuição em marcha, com manutenção diária. A tubulação de distribuição é toda em PVC de diversos diâmetros com extensão de aproximadamente de metros (CORSAN, 2010).

21 20 As análises dos parâmetros: cloro, ph, flúor e cor, são efetuadas na própria unidade. Demais parâmetros físico-químicos e as análises bacteriológicas são feitas no laboratório da Unidade Lagoa Vermelha Abastecimento rural O abastecimento de água nas comunidades rurais é feito por 14 poços tubulares municipais localizados nas comunidades rurais do município: Santa Terezinha, São Luiz, Cristo Rei, Santo Antão, Sagrado Coração de Jesus, São Jorge, Linha Pimentel, Bom Jesus, São Ricardo, São Brás, Vargem Bonita, Linha Massocato, Oliveiras e Rech. O volume para reserva é feito em reservatórios de fibra de vidro com capacidades entre 5 e 20 mil litros. A distribuição é feita por tubulação de PEAD dos reservatórios até as residências. Cerca de 56% da população rural é atendido por esse sistema de abastecimento de água vindo dos poços tubulares municipais, o restante se utiliza de poços comuns (10%), nascentes (32%) ou ainda é atendida pela CORSAN (2%), no caso das comunidades próximas do perímetro urbano Drenagem e manejo das águas pluviais A possui estudos e projetos relacionados à drenagem e manejo de águas pluviais na área urbana, porém cada rede foi executada isoladamente, sendo que eventualmente existem problemas de escoamento das águas por falta de dimensionamento correto. Existem problemas de alagamento na interseção das Ruas Domingos F. Fiorini e José C. Rodrigues com a Sanga Lavagem, principalmente nas épocas de muita precipitação ou em casos isolados de enxurradas. O mesmo acontece no cruzamento da Rodovia BR 285 e da Rua Paralela Norte com a Sanga (Figura 12).

22 21 Figura 12: Ponte na Rua Paralela Norte (2010) Fonte: Plano Municipal de Saneamento Básico de Caseiros No cruzamento entre a Rodovia BR 285 e a Sanga da Lavagem existe um desnível acentuado. Neste ponto ocorre deslizamento da cabeceira das galerias quando há aumento significativo do volume de água da sanga. Nesses dois casos já existem projetos de melhoramentos das galerias e sistema de drenagem que estão em fase de aprovação junto ao Governo Federal (Anexo III). Existem ruas que ainda não possuem tubulação para drenagem de águas pluviais ocorrendo assim problemas de alagamentos em alguns trechos, frequentemente nos épocas de chuvas (Figuras 13 e 14). Figura 13: Enxurrada na Rua Demétrio Cirino dos Santos Fonte: Plano Municipal de Saneamento Básico de Caseiros

23 22 Figura 14: Enxurrada paralela a Rodovia BR 285 Fonte: Plano Municipal de Saneamento Básico de Caseiros Transporte Em Caseiros há transporte coletivo privado intermunicipal. O município conta com transporte escolar gratuito, tanto no perímetro urbano como nas comunidades rurais, e transporte para consultas médicas, exames, emergências e internações para todos os locais necessários, já que o município não dispõe de hospitais nem serviços especializados na área de saúde. 3.5 Educação e saúde O município dispõe de duas escolas, uma municipal de ensino fundamental e outra estadual de ensino fundamental e médio, o que assegura a garantia de vaga para todas as crianças e adolescentes com idade escolar. Caseiros foi contemplado com uma escola de educação infantil por intermédio do Ministério da Educação - Proinfância que será construída com o objetivo de atender a demanda de crianças, com idade de até seis anos e buscar a qualidade da educação. As redes de ensino mantêm projetos pedagógicos voltados para a construção do conhecimento inserido na realidade dos alunos e com, isso, trabalha no sentido de reduzir a evasão e a repetência.

24 23 Os alunos cujo acesso à escola é dificultado pela distância podem contar com o transporte escolar que é realizado de forma gratuita pelo município. A Secretaria Municipal da Saúde, conta com 24 profissionais da Saúde, uma Unidade Básica e um Centro de Especialidades. Atualmente desenvolve vários projetos como combate ao Tabagismo, DST/AIDS, Planejamento Familiar, Saúde da Mulher, Vigilância Sanitária, Epidemiológica, Saúde do Trabalhador entre vários outros projetos realizados. A missão da Secretaria da Saúde é promover a saúde do usuário através de ações que visem a promoção, prevenção e reabilitação da Saúde, dando garantia as necessidades de cada indivíduo na sua integralidade. 3.6 Esporte e lazer Entre as principais festas do município destacam-se: a de Nossa Senhora da Conceição, no dia 8 de dezembro, que recebe romeiros vindos de toda a região e a Copa Verão realizada nos meses de janeiro e fevereiro. O tradicionalismo está bem presente nos costumes do povo caseirense, possuindo 07 quadros de laço e 01 CTG, que promovem torneios em suas comunidades. Na Semana Farroupilha é realizado o Torneio de Laço Municipal. O município conta também com um núcleo esportivo municipal com ginásio e campo de futebol. Existem ainda sedes de sociedades privadas com complexos esportivos. As praças também fazem parte dos locais públicos de lazer existentes no município, na Figura 15 apresenta-se a praça central da cidade. Figura 15: Praça Padre Paulo Coroli 3.7 Habitação O município de Caseiros, preocupado com a questão habitacional, vem buscando solucionar os problemas de acordo com triagem realizada por profissional da Secretaria

25 24 Municipal de Assistência Social, responsável pelo setor habitacional do município, assim sendo no ano de 2006 foram beneficiados 40 moradores da zona rural e 20 da zona urbana, através do Programa Minha Casa Minha Vida, com recursos pleiteados junto ao Governo Federal-FGTS, e operacionalizados pela Caixa Econômica Federal, com contrapartida subsidiada pela Prefeitura Municipal. Entre os anos de 2007 e 2008 foram contemplados 64 beneficiários moradores do Bairro Nossa Senhora de Fátima, pelo Programa Carta de Crédito FGTS Operações Coletivas e em 2012, 11 famílias estão sendo beneficiadas através do FDS/CAIXA- do Programa Minha casa minha vida, com a construção de residência unifamiliar, no perímetro urbano. 3.8 Sistema viário Além da rodovia BR 285 a rodovia RS 126 é uma articulação importante do município com os vizinhos: Passo Fundo, Mato Castelhano e Lagoa Vermelha, outra rodovia que passa no território de Caseiros é a Rodovia RS 126 que no sentido sul faz ligação direta com o município de Ibiraiaras e no sentido norte com Sananduva. A Figura 16 apresenta o mapa viário localizado da região de Caseiros. Figura 16: Mapa viário regional e localização de Caseiros Fonte: DAER (2012) As vias são hierarquizadas como rodovias, avenidas, ruas principais, ruas secundarias e estradas vicinais, de acordo com a Lei Municipal n 712/08.

26 25 CAPÍTULO II- RESÍDUOS SÓLIDOS: Considerações Gerais

27 26 4 FUNDAMENTOS DO SETOR DE RESÍDUOS 4.1 Considerações iniciais Para o melhor entendimento do Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos do município de Caseiros é necessário o entendimento de alguns termos que o comporão, os principais são os descritos abaixo: a) Coleta seletiva: coleta de resíduos sólidos previamente segregados conforme sua constituição ou composição; b) Destinação final ambientalmente adequada: destinação de resíduos que inclui a reutilização, a reciclagem, a compostagem, a recuperação e o aproveitamento energético ou outras destinações admitidas pelos órgãos competentes do Sisnama, do SNVS e do Suasa, entre elas a disposição final, observando normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos; c) Disposição final ambientalmente adequada: distribuição ordenada de rejeitos em aterros, observando normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos; d) Geradores de resíduos sólidos: pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, que geram resíduos sólidos por meio de suas atividades, nelas incluído o consumo; e) Gerenciamento de resíduos sólidos: conjunto de ações exercidas, direta ou indiretamente, nas etapas de coleta, transporte, transbordo, tratamento e destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos, de acordo com plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos ou com plano de gerenciamento de resíduos sólidos; f) Gestão integrada de resíduos sólidos: conjunto de ações voltadas para a busca de soluções para os resíduos sólidos, de forma a considerar as dimensões política, econômica, ambiental, cultural e social, com controle social e sob a premissa do desenvolvimento sustentável;

28 27 g) Logística reversa: instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada; h) Reciclagem: processo de transformação dos resíduos sólidos que envolve a alteração de suas propriedades físicas, físico-químicas ou biológicas, com vistas à transformação em insumos ou novos produtos, observadas as condições e os padrões estabelecidos pelos órgãos competentes do Sisnama e, se couber, do SNVS e do Suasa; i) Rejeitos: resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada; j) Resíduos sólidos: material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível; k) Reutilização: processo de aproveitamento dos resíduos sólidos sem sua transformação biológica, física ou físico-química, observadas as condições e os padrões estabelecidos pelos órgãos competentes do Sisnama e, se couber, do SNVS e do Suasa; l) Serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos: conjunto de atividades previstas no art. 7º da Lei nº , de 2007, sendo elas: I - de coleta, transbordo e transporte dos resíduos relacionados na alínea c do inciso I do caput do art. 3 o desta Lei; II - de triagem para fins de reúso ou reciclagem, de tratamento, inclusive por compostagem, e de disposição final dos resíduos relacionados na alínea c do inciso I do caput do art. 3 o desta Lei; III - de varrição, capina e poda de árvores em vias e logradouros públicos e outros eventuais serviços pertinentes à limpeza pública urbana

29 Considerações técnicas O processo de elaboração do Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos (PGIRS) do município de Caseiros terá caráter contínuo e será desenvolvido em várias etapas distintas e inter-relacionadas entre si, conforme demonstrado na Figura 17. A elaboração do referido PGIRS será alicerçada na Lei Federal n /2010 que trata da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a qual estabelece princípios, instrumentos e diretrizes para a gestão integrada e gerenciamento dos resíduos sólidos, indicando as responsabilidades dos geradores, do poder público e dos consumidores além de definir os princípios importantes como: o da preservação e precaução, do poluidor-pagador, da ecoeficiência, da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, do reconhecimento do resíduo como bem econômico e de valor social, entre outros (PNMA, 2010). Diagnóstico Monitoramento e Avaliação ELABORAÇÃO DO PGIRS DE CASEIROS Objetivos e Metas Programas, Projetos e Ações Figura 17: Etapas para elaboração do PGIRS de Caseiros A elaboração do PGIRG, nos termos da Lei Federal /10, é condição para que o município tenha acesso aos recursos da União, ou por ela controlados, destinados a empreendimentos e serviços relacionados à limpeza urbana e ao manejo de resíduos sólidos, ou para serem beneficiados por incentivos ou financiamentos de entidades federias de crédito ou fomento.

30 Abrangência, prazos e horizonte O Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos do município de Caseiros irá abranger a totalidade da área territorial, ou seja, 235,68 km². Deste total, 1,35 km² referem-se ao perímetro urbano conforme Lei n 710/2008. O PGIRS terá sua primeira versão elaborada em agosto de 2012 e vigência indeterminada. O horizonte de atuação dos cenários, programas e metas será neste primeiro momento de 20 anos, devendo ser observada sua atualização ou revisão a cada 4 anos. 4.3 Resíduos sólidos Definição A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) por meio da Norma Brasileira Regulamentadora (NBR) de 2004, define resíduos sólidos como: Resíduos nos estados sólido e semi-sólidos, que resultam das atividades da comunidade de origem: industrial, domiciliar, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos, cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos d água ou exijam para isso soluções técnicas e economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia disponível Classificação Uma classificação para os resíduos sólidos que se sobrepõe a todas as demais é aquela que considera os riscos potenciais dos resíduos ao ambiente, dividindo-os em três classes: perigosos, inertes e não inertes, conforme a ABNT (NBR /2004). a) Resíduos Classe I - Perigosos: aqueles que apresentam periculosidade ou uma das características descritas como inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade ou patogenicidade.

31 30 b) Resíduos Classe II - Não Perigosos a. Resíduos classe II A - Não inertes: aqueles que não se enquadram nas classificações de resíduos Classe I - Perigosos ou de resíduos classe II B Inertes. Podem ter propriedades, tais como: biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água; b. Resíduos Classe II B Não perigosos e inertes: quando submetidos a um contato dinâmico e estático com água destilada ou deionizada, à temperatura ambiente, não possuem nenhum de seus constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões de potabilidade de água, excetuando-se aspecto, cor, turbidez, dureza e sabor. Também pode-se classificar os resíduos quanto a fonte geradora, esta classificação está melhor apresentada no Capítulo III deste plano, o qual trata do diagnóstico da situação atual dos resíduos. 4.4 Etapas da gestão dos resíduos sólidos O plano de gestão integrada deve atender todas as etapas, desde a geração até a disposição final de resíduos sólidos, com a finalidade de proteger o meio ambiente e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. Este é um problema complexo que deve requerer grande abrangência, ou seja, uma visão sistêmica e integrada dos resíduos sólidos (VALLE, 2004). A gestão de resíduos sólidos deve ser analisada em seu conjunto. É preciso valorizar a necessidade de mudanças no comportamento e hábitos do cidadão, da sociedade moderna, relativos à redução do consumo e da produção. A consolidação dessas mudanças é um grande desafio para a política de educação ambiental junto à sociedade (NUNESMAIA, 2002). Partindo da premissa que o gerenciamento dos resíduos sólidos é um processo dinâmico, onde soluções ou alternativas deverão acompanhar as mudanças de atitudes e de hábitos, com a introdução de novos padrões de consumo e de produção, o sucesso de um programa de gestão está diretamente associado à integração do poder público e à participação da sociedade, nos seus vários segmentos. Estas mudanças podem ocorrer de forma impositiva, com a adoção de instrumentos de comando e controle (como a legislação, por exemplo) e econômicos (taxas, impostos, forças de mercado), ou ainda por meio de instrumentos de persuasão como a educação ambiental e a mobilização popular (MACHADO, 2002).

32 31 O gerenciamento integrado dos RSU trata-se do conjunto articulado de ações normativas, operacionais, financeiras e de planejamento que uma administração municipal desenvolve (com base em critérios sanitários, ambientais e econômicos) para coletar, tratar e dispor o lixo de sua cidade. (CEMPRE, 2001 apud LOPES, 2003). Implica, portanto, a busca continua de parceiros, especialmente junto às lideranças da sociedade e de entidades importantes na comunidade, para comporem o sistema (IBAM, 2001). O pleno funcionamento do GIRSU depende da atuação de subsistemas específicos nos quais possam atuar não somente agentes vinculados à prefeitura, mas também: a) A população, empenhada na separação e acondicionamento diferenciado dos materiais recicláveis em casa; b) Os grandes geradores, responsáveis pelos próprios rejeitos; c) Os catadores, organizados em cooperativas, capazes de atender a coleta de recicláveis oferecidos pela população e comercializá-los junto às fontes de beneficiamento; d) Os estabelecimentos que tratam da saúde, tornando seus resíduos inertes ou oferecidos à coleta diferenciada, quando isso for imprescindível, sem desconsiderar as normas e resoluções relativas ao gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde - RSS (resolução da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária ANVISA RDC 306/2004 e resolução CONAMA 358). A prefeitura, através de seus agentes, instituições e empresas contratadas, que por meio de acordos, convênios e parcerias deve exercer papel protagonista no gerenciamento integrado de todo o sistema. O Quadro 4 apresenta os tipos de resíduos e a responsabilidade correspondente a cada um.

33 32 Quadro 4 Responsabilidades pelo gerenciamento dos resíduos RESPONSABILIDADES PELO GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS Tipo Responsável Domiciliar Comercial De Serviços Industrial Serviços de Saúde Portos, Aeroportos e Terminais Ferroviários e Rodoviários Agrícola Entulho Radioativo Prefeitura Prefeitura* Prefeitura Gerador Gerador (hospitais, clínicas, etc) Gerador Gerador (agricultor) Gerador* CNEN (*) A prefeitura é co-responsável por pequenas quantidades ou de acordo com o definido em legislação municipal específica Geração e acondicionamento A geração per capta depende de pelo menos três fatores principais: status socioeconômico, grau de urbanização e tamanho das famílias. RSU são: Segundo Lima (2004) outros fatores que influenciam a geração e a composição dos a) número de habitantes; b) área relativa de produção; c) variações sazonais; d) condições climáticas; e) hábitos e costumes da população; f) nível educacional; g) poder aquisitivo; h) leis e regulamentações específicas. Os métodos de acondicionamento de resíduos utilizados incluem a utilização de tambores metálicos ou plásticos contendo o lixo solto, caixas de papelão e o predominante descarte em receptáculos plásticos, como sacolas de supermercado e sacos de lixo. Alguns resíduos requerem métodos especiais de acondicionamento, como os oriundos de serviços de saúde, e aqueles de caráter perfuro cortante, devido ao seu potencial risco de prejuízo a saúde dos coletores e catadores de lixo.

34 33 Acondicionar os resíduos sólidos domiciliares significa prepará-los para a coleta de forma sanitariamente adequada, como ainda compatível com o tipo e a quantidade de resíduos. A qualidade da operação de coleta e transporte de lixo depende da forma adequada do seu acondicionamento, armazenamento e da disposição dos recipientes no local, dia e horários estabelecidos pelo órgão de limpeza urbana para a coleta. A população tem, portanto, participação decisiva nesta operação. A importância do acondicionamento adequado está em: a) evitar acidentes; b) evitar a proliferação de vetores; c) minimizar o impacto visual e olfativo; d) reduzir a heterogeneidade dos resíduos (no caso de haver coleta seletiva); e) facilitar a realização da etapa da coleta Coleta e transporte A coleta e disposição final do lixo urbano são de competência dos municípios. Segundo dados do IBGE (2002), a organização do gerenciamento do processo de coleta deve objetivar a coleta de 100% dos resíduos gerados, ou seja, a universalização da coleta. A coleta engloba desde a partida do veículo da garagem, compreendendo todo o percurso gasto na viagem para remoção dos resíduos dos locais onde foram acondicionados aos locais de descarga, ate o retorno do veículo ao ponto de partida Coleta seletiva A resolução CONAMA nº 275, de 25 de abril de 2001 estabelece o padrão de cores Figura 18, para os diferentes tipos de resíduos, a ser adotado na identificação de coletores e transportadores, bem como nas campanhas informativas para a coleta seletiva. A coleta seletiva consiste na separação, na própria fonte geradora, dos componentes que podem ser recuperados, mediante um acondicionamento distinto.

35 34 Figura 18: Padrão de cores dos resíduos Fonte: Res. CONAMA 275/2001 Uma das grandes necessidades de se trabalhar alternativas para coleta dos materiais recicláveis se traduz na variedade de situações que envolvem o cotidiano de uma população. O tempo de decomposição dos materiais, apresentado no Quadro 5, também pode ser compreendido como um motivador da criação de sistemas de coleta, pois alguns materiais levam um longo tempo para se decomporem e outros praticamente não se decompõem. Quadro 5: Tempo médio de decomposição dos materiais TEMPO MÉDIO DE DECOMPOSIÇÃO DOS MATERIAIS Aço Mais de 100 anos Alumínio 200 a 500 anos Cerâmica Indeterminado Chiclete 5 anos Cordas de Nylon 30 anos Embalagens Longa-Vida Até 100 anos (alumínio) Embalagens PET Mais de 100 anos Esponjas Indeterminado Filtros de Cigarro 5 anos Isopor Indeterminado Metais (componentes de equipamentos) 450 anos Papel e Papelão 6 meses Plástico (embalagens de equipamentos) 450 anos Pneus Indeterminado Sacos e Sacolas Plásticas Mais de 100 anos Vidros Indeterminado FONTE: Ambiente Brasil (2011)

36 35 O destino dos materiais recicláveis é norteado pelo mercado de absorção dos mesmos que depende dos galpões de triagem e pré-valorização. Segundo Brasil (2000), uma das necessidades que essa pesquisa revelou é a presença de indústrias recicladoras próximas a região, facilitando assim o circuito da reciclagem. As principais vantagens da coleta seletiva são as que seguem: a) Diminuição da exploração de recursos naturais renováveis e não-renováveis; b) Redução do consumo de energia; c) Diminuição da poluição do solo, água e ar; d) Diminuição da proliferação de doenças e a contaminação de alimentos; e) Prolongamento da vida útil do aterro sanitário; f) Melhoria na qualidade do composto produzido a partir da matéria orgânica; g) Melhoria na limpeza da cidade; h) Possibilidade de reciclagem de materiais que iriam para o lixo; i) Diminuição do custo de produção com o aproveitamento de recicláveis pelas indústrias; j) Diminuição de desperdício; k) Criação de oportunidades para o fortalecimento de organizações comunitárias; l) Geração de renda pela comercialização de recicláveis; Segundo Lopes (2003) para que seja atingido com êxito os programas de coleta seletiva, as administrações devem estar cientes de que é fundamental investir em conscientização das pessoas, quanto da redução da geração de resíduos. Assim os programas devem ser integrados a Educação Ambiental, propondo mudanças de hábitos e costumes, divulgando informações sobre o potencial de reutilização e reciclagem de materiais Tratamento Após o descarte (comum ou seletivo) os resíduos podem ser encaminhados ao tratamento (incineração, compostagem e/ou reciclagem) e/ou podem ser dispostos em aterros sanitários Incineração

37 36 Para o tratamento dos resíduos hospitalares perigosos e resíduos industriais perigosos é, porventura um dos métodos mais seguros (registram-se experiências com autoclavagem em resíduos hospitalares). A incineração tem vantagens na redução dos volumes a depositar em aterros, que pode chegar a 90 %, na eliminação de resíduos patogênicos e tóxicos e na produção de energia sob a forma de eletricidade ou de vapor de água Compostagem D Almeida (2000), apud Junkes (2002) denomina compostagem o processo de decomposição biológico da matéria orgânica contida em restos de origem animal ou vegetal, obtendo como resultado final um composto orgânico que pode ser aplicado ao solo, podendo melhorar suas características sem ocasionar riscos ao meio ambiente. Jardim (1995) apud Lopes (2003), e Soares (2006), aponta as seguintes vantagens para a compostagem: a) Economia de espaço físico em aterro sanitário ou controlado, aumentando sua vida útil; b) Aproveitamento agrícola da matéria orgânica que seria descartada; c) Reciclagem dos nutrientes para o solo; d) Processo ambientalmente seguro; e) Eliminação de agentes patogênicos; f) Recuperação energética através do composto Usinas de triagem e compostagem Segundo dados da FEAM (2005) normalmente as usinas compõem de um conjunto de estruturas físicas edificadas, como galpão de recepção e triagem de lixo, pátio de compostagem, galpão para armazenamento de recicláveis, unidades de apoio (escritório, almoxarifado, instalações sanitárias/vestiários, copa/cozinha, etc.). As usinas geralmente possuem outras unidades, como valas de aterramento de rejeitos e de resíduos de saúde, unidades para tratamento dos efluentes gerados, tanto na operação como na higienização, que podem ser nas modalidades de fossa/filtro/sumidouro ou lagoa de tratamento. De acordo com Junkes (2002) as instalações de uma usina de triagem e compostagem podem ser agrupadas em seis setores, conforme descrição:

38 37 a) 1º Setor - recepção e expedição: compreende as instalações e equipamentos de controle dos fluxos de entrada (resíduos, insumos, etc.) e saída (composto, recicláveis, rejeitos). b) 2º Setor - triagem: onde se faz a separação manual dos diversos componentes do resíduo, que são divididos em grupos, de acordo com a sua natureza: matéria orgânica, materiais recicláveis, rejeitos e resíduos sólidos específicos. Neste setor, segundo a FEAM (2005), é importante que o lixo não esteja compactado. c) 3º Setor - pátio de compostagem: área onde a fração orgânica do lixo sofre decomposição microbiológica transformando-se em composto. Nesse setor os resíduos dispostos em pilhas ou leiras de compostagem são monitorados periodicamente para efetivo controle das variáveis necessárias a biodegradação do composto. d) 4º Setor - beneficiamento e armazenagem de composto: consiste em peneiramento e remoção de materiais indesejáveis, dando ao produto final menor granulométrica alem de torná-lo manuseável para o agricultor. A análise e estocagem do composto também integram os procedimentos deste setor. e) 5º Setor - aterro de rejeitos: os materiais volumosos e os rejeitos da seleção do lixo e do beneficiamento do composto devem ser encaminhados a um aterro de rejeitos. Esse aterro deve ser compatível com as características do rejeito e ter sua localização licenciada por órgãos responsáveis pelo meio ambiente. f) 6º Setor - sistema de tratamento de efluentes: recebe e trata as águas com resíduos da lavagem dos equipamentos da usina e dos veículos e os líquidos provenientes do pátio de compostagem. Os efluentes de usinas de compostagem tem características similares ao chorume originado em aterros sanitários, porem mais diluídos (JUNKES, 2002). Cabe ressaltar que o pleno funcionamento de uma usina de triagem e compostagem contam com a efetiva participação da comunidade, que tem importante papel na segregação dos resíduos na fonte, diminuindo, assim, os riscos de contaminação dos resíduos orgânicos a serem compostados. Como já mencionado, uma das preocupações neste aspecto e a contaminação por metais pesados e substancias toxicas presentes, por exemplo, em pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes. No Anexo 15 é apresentado um orçamento dos equipamentos necessários para instalação e operação de uma Usina de Compostagem Acelerada para Resíduos Sólidos Orgânicos.

39 Disposição final A disposição final é a última etapa do gerenciamento de resíduos sólidos urbanos. A coleta dos resíduos é uma operação visível aos olhos da população, que exige a qualidade do serviço. Contudo, a destinação final inadequada incomoda poucas pessoas e gera desinteresse por parte da população. Por isso, diante de um orçamento restrito, como ocorre em grande arte dos municípios brasileiros, o sistema de limpeza urbana coloca a disposição final em segundo plano, priorizando a coleta dos resíduos sólidos urbanos (MONTEIRO et al., 2001) Aterro sanitário Segundo a norma ABNT NBR 8.419/1992 aterro sanitário é uma técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo sem causar danos à saúde pública e à sua segurança, minimizando os impactos ambientais, método este que utiliza princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos à menor área possível e reduzi-los ao menor volume permissível, cobrindo-os com uma camada de terra na conclusão de cada jornada de trabalho, ou a intervalos menores, se for necessário. Segundo Barros et al. (1995) essa técnica consiste basicamente na compactação dos resíduos no solo, dispondo-os em camadas que são periodicamente cobertas com solo ou outro material inerte, formando células, de modo que haja uma alternância entre os resíduos e o material de cobertura. O aterro sanitário exige cuidado e técnicas especiais, que visam mesmo ao uso futuro da área e que incluem a seleção e o preparo da área, sua operação e monitoramento. Ao final de sua vida útil, o aterro sanitário pode ser reutilizado mediante abertura das células, para retirada do material bioestabilizado ou utilização do mesmo em outras situações tais como: áreas de lazer e praças (BIDONE; POVINELLI, 1999; FALCÃO; ARAÚJO, 2005).

40 39 CAPÍTULO III- DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO ATUAL

41 40 5 DIAGNÓSTICO A etapa de diagnóstico é fundamental e caracterizará a situação atual dos resíduos sólidos, identificação de áreas para a implantação de unidades de tratamento dos resíduos e disposição final dos rejeitos e a identificação de resíduos e geradores sujeitos a elaboração de planos específicos pelos geradores. Além do mais serão caracterizados os diversos serviços e atividades, estudados os principais problemas e causas e possíveis alternativas para sua solução, também será diagnosticado a situação referente à limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos de uma forma geral. 5.1 Situação atual Atualmente no município de Caseiros a coleta dos resíduos sólidos urbanos (orgânico e reciclável) é realizada por duas empresas distintas, de forma terceirizada. Os resíduos secos são coletados pela empresa Milton Gritti de Moraes - ME, a qual realiza a coleta nas segundas e sextas-feiras, sempre a partir das 12:00 horas. O serviço de coleta seletiva é atendido em sua totalidade na zona urbana e na zona rural é coletado a cada 2 meses pela prefeitura e posteriormente encaminhado a empresa responsável. Os resíduos coletados pela empresa Milton Gritti de Moraes ME são levados para pavilhão próprio, às margens da BR 285, onde é realizada a segregação e posteriormente são vendidos a diversas empresas do setor de reciclagem, que utilizam estes resíduos para diversos fins. As Figuras 19 e 20 apresentam os veículo utilizado para coleta dos resíduos secos no município e dos resíduos convencionais, respectivamente.

42 41 Figura 19: Caminhão utilizado na coleta dos resíduos secos Figura 20: Caminhão utilizado na coleta convencional

43 42 Resíduos volumosos, tais como geladeiras, fogões e demais bens também são recolhidos pela empresa e encaminhados para outras indústrias que dão destinos diversos a estes resíduos. Já em relação aos resíduos orgânicos, os mesmos são coletados pela empresa ECO VERDE Prestação de Serviços de Coleta de Lixo Ltda, que realiza a coleta três vezes por semana: terças, quintas a partir das 17:00 horas e aos sábados a partir das 9 horas. A Figura 21 apresenta o veículo da empresa ECO VERDE utilizado para coleta dos resíduos orgânicos. A empresa ECO VERDE, com sede em Vila Maria, destina os resíduos recolhidos em Caseiros ao aterro sanitário de Palmeira das Missões/RS, distante 203 km de Caseiros. A ECO VERDE trabalha com a coleta dos resíduos dos serviços de saúde, fazendo este serviço de forma quinzenal. O Quadro 5 abaixo demonstra os dias de coleta dos resíduos orgânicos, seletivos e de saúde no município de Caseiros, bem como a frequência dos serviços de manutenção e limpeza urbana de espaços públicos. Quadro 5: Frequência dos serviços de coleta e de manutenção RESÍDUOS Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Orgânicos X X X Seletivos X X Serv. Saúde Coleta na Zona Rural Limpeza Urbana Quinzenal Bimestral Semanal (2 a 3 dias) Composição gravimétrica A composição gravimétrica (percentual em relação ao peso total) dos resíduos sólidos do município de Caseiros é apresentada no Quadro 6 e na Figura 21.

44 43 Quadro 6: Quantidade mensal dos principais resíduos gerados Material Quantidade Mensal (Kg) % Plástico ,818 Plástico Seco ,249 Plástico Branco 333 0,407 Papelão ,434 Lata ,197 Alumínio ,323 Vidro ,410 Cobre 63 0,077 Metal 69 0,084 Matéria Orgânica ,000 TOTAL Figura 21: Gráfico da composição gravimétrica dos resíduos Origem Quanto à origem dos resíduos o município de Caseiros, assim como os demais municípios brasileiros tem a divisão característica das fontes geradoras, sendo divididas conforme os itens subsequentes Resíduos sólidos domiciliares Correspondem aos resíduos originários de atividades domésticas em residências urbanas: é composto por resíduos secos e resíduos úmidos (RSU). Os resíduos secos são constituídos principalmente por embalagens fabricadas a partir de plásticos, papéis, vidros e

45 44 metais diversos, ocorrendo também produtos compostos como as embalagens longa vida e outros. Já os resíduos úmidos são constituídos principalmente por restos oriundos do preparo dos alimentos. Contém partes de alimentos in natura, como folhas, cascas e sementes, restos de alimentos industrializados e outros. O município de Caseiros possui a maior parte da população concentrada na zona rural, nesta parte da cidade os resíduos secos são coletados com periodicidade bimestral e os resíduos orgânicos são utilizados como composto geralmente em hortas e pequenos cultivos Rejeitos dos resíduos sólidos domiciliares Referem-se às parcelas contaminadas dos resíduos domiciliares: embalagens que não se preservaram secas, resíduos úmidos que não podem ser processados em conjunto com os demais, resíduos das atividades de higiene e outros tipos. Segundo os estudos que embasaram o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, correspondem a 16,7% do total, em uma caracterização média nacional (MMA, 2011), podendo este valor ser utilizado como referência nos casos em que não há uma caracterização bem definida ou dados locais confiáveis. Levando-se em consideração esta estimativa, o município de Caseiros possui uma média mensal de rejeitos de kg Resíduos da limpeza pública e resíduos verdes As atividades de limpeza pública, definidas na Lei Federal de Saneamento Básico, dizem respeito a: varrição, capina, podas e atividades correlatas; limpeza de escadarias, monumentos, sanitários, abrigos e outros; raspagem e remoção de terra e areia em logradouros públicos; desobstrução e limpeza de bueiros, bocas de lobo e correlatos; e limpeza dos resíduos de feiras públicas e eventos de acesso aberto ao público. Em relação aos resíduos da limpeza e manutenção de espaços públicos, o serviço é realizado por uma empresa terceirizada (AZ Agroflores), como citado anteriormente, os mesmos são colocados nos próprios canteiros da cidade servindo de adubo e também são destinados à propriedade rural da empresa para formação de leiras de compostagem para posterior utilização.

46 45 A empresa Az Agroflores Ltda é responsável pela manutenção de espaços públicos que realiza serviços de: podas, irrigação, adubação, controle de pragas e ervas daninhas, preparação do solo com adubo, esterco, calcário, serviços estes executados conforme necessidade e contrato administrativo firmado em abril de 2012 e estendido até março de A figura 22 apresenta a empresa Az Agroflores Ltda efetuando a manutenção dos espaços públicos. Figura 22: Manutenção dos espaços públicos, realizada pela empresa AZ Agroflores Alguns serviços de varrição de ruas e podas de maior parte são realizados pela Secretaria de Obras do município, estes resíduos são enviados para a área industrial de Caseiros, onde são espalhados em áreas e acabam por se decomporem no solo. Os resíduos de limpeza pública representam aproximadamente 15% da geração total de resíduos domiciliares, excluída a quantidade de resíduos de construção em deposições irregulares Resíduos da construção civil e demolição (RCD) Nestes resíduos predominam materiais trituráveis como restos de alvenarias, argamassas, concretos e asfalto, além do solo, todos designados como RCC classe A (reutilizáveis ou recicláveis). Correspondem, a 80% da composição típica desse material.

47 46 Comparecem ainda materiais facilmente recicláveis, como embalagens em geral, tubos, fiação, metais, madeira e o gesso. Este conjunto é designado de classe B (recicláveis para outras destinações) e corresponde a quase 20% do total sendo que metade é debitado às madeiras, bastante usadas na construção. O restante dos RCC são os resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem/recuperação e os resíduos potencialmente perigosos como alguns tipos de óleos, graxas, impermeabilizantes, solventes, tintas e baterias de ferramentas (MMA, 2011). Existe relação entre os resíduos da construção e demolição e resíduos domiciliares na ordem de dois para um. A média nacional é de 520 Kg/hab/ano podendo ser menores em municípios de pequeno porte. Aproximadamente 75% da geração de RCD ocorrem em pequenos e médios eventos construtivos. Atualmente no município de Caseiros os resíduos de construção e demolição, do tipo Classe A, são utilizados no aterramento de terrenos, quando assim solicitados pelos proprietários ou pela própria administração municipal Resíduos volumosos São constituídos por peças de grandes dimensões como móveis e utensílios domésticos inservíveis, grandes embalagens, podas e outros resíduos de origem não industrial e não coletados pelo sistema de recolhimento domiciliar convencional. Os componentes mais constantes são as madeiras e os metais. Os resíduos volumosos estão definidos nas normas brasileiras que versam sobre resíduos da construção e, normalmente são removidos das áreas geradoras juntamente com os RCC. Conforme a pessoa responsável pelo recolhimento dos resíduos secos em Caseiros, a empresa também recolhe e destina os resíduos volumosos às indústrias de reciclagem. Os inventários existentes dão conta de uma taxa de geração de 30 Kg anuais per capita para estes resíduos, tomando por base uma média nacional Resíduos dos serviços de saúde (RSS) Para melhor controle e gerenciamento, estes resíduos são divididos em grupos, da seguinte forma:

48 47 a) Grupo A (potencialmente infectante: produtos biológicos, bolsas transfusionais, peças anatômicas, filtros de ar, gases etc.); b) Grupo B (químicos); c) Grupo C (rejeitos radioativos); d) Grupo D (resíduos comuns) e e) Grupo E (perfuro cortantes). A observação de estabelecimentos de serviços de saúde tem demonstrado que os resíduos do Grupos A, B, C e E são no conjunto, 25% do volume total. Os do Grupo D (resíduos comuns e passíveis de reciclagem, como as embalagens) respondem por 75% do volume (MMA, 2011). Os resíduos deste tipo de serviço são, no caso de Caseiros, proveniente do próprio posto de saúde e também de farmácias e clínicas odontológicas existentes. Há uma clínica odontológica que possui contrato particular, com a empresa VIA NORTE, para destinação dos resíduos, os demais são destinados a Secretaria Municipal de Saúde, a qual destina juntamente com seus próprios resíduos. Os resíduos do posto de saúde e demais RSS enviados a ele são coletados com periodicidade quinzenal pela empresa ECO VERDE Ltda que destina os mesmos para incineração em uma unidade localizada no município de Caxias Do Sul. A quantidade média de resíduos de saúde no município são 6 caixas (1,5 lts) do tipo descarpack e 45 litros de materiais contaminados do tipo não perfucortantes Resíduos com logística reversa obrigatória Este conjunto de resíduos é constituído por produtos eletroeletrônicos; pilhas e baterias; pneus; lâmpadas fluorescentes (vapor de sódio, mercúrio e de luz mista); óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens e, por fim, os agrotóxicos, também com seus resíduos e embalagens. Vários dos resíduos com logística reversa já têm a gestão disciplinada por resoluções específicas do CONAMA. Os equipamentos eletroeletrônicos são de pequeno e grande porte e incluem todos os dispositivos de informática, som, vídeo, telefonia, brinquedos e outros, os equipamentos da linha branca, como geladeiras, lavadoras e fogões, pequenos dispositivos como ferros de passar, secadores, ventiladores, exaustores e outros equipamentos dotados, em geral, de controle eletrônico ou acionamento elétrico.

49 48 As pilhas e baterias são de várias dimensões, desde os dispositivos de muito pequeno porte até as baterias automotivas. Os pneus, também são de portes variados e têm condições obrigatórias de gestão para as peças acima de 2 kg, de acordo com a Resolução CONAMA nº 416 de 30 de setembro de 2009 (BRASIL, 2009a). A prática de diferenciação deste tipo de resíduos é recente, sua obrigatoriedade se deu a partir da Lei /10. Sendo assim pode-se considerar taxas de geração para eletroeletrônicos de 2,6 Kg anuais per capita. Quanto aos pneus, o número dos considerados inservíveis, recolhidos e destinados aponta para uma taxa de geração de resíduos de 2,9 Kg anuais por habitante. Com relação a pilhas e baterias, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE) indica uma taxa de consumo média de 4,34 pilhas e 0,09 baterias anuais por habitante (TRIGUEIRO, 2006). No tocante às lâmpadas, a estimativa dá conta de uma geração média de 4 unidades incandescentes e 4 unidades fluorescentes por domicílio. Como diagnóstico da situação atual de Caseiros, verificou-se que o município não apresenta programas específicos para a coleta de pilhas, baterias, lâmpadas, pneus e equipamentos eletroeletrônicos não apresentam pontos de entrega voluntária (PEV) nem Ecopontos, tampouco programas específicos. Devido a essa deficiência, em conjunto com a falta de conscientização da população, os resíduos, como de pilhas e baterias, do município são dispostos na coleta convencional de resíduos domésticos, tendo por fim o aterro sanitário de Palmeira das Missões/RS, ou seja, um destino ambientalmente incorreto Resíduos de serviços públicos de saneamento básico O município de Caseiros não possui Estação de Tratamento de Água (ETA) nem Estação de Tratamento de Efluentes (ETA). Os poços tubulares de abastecimento público somente recebem tratamento com dosadores de cloro/flúor não gerando desta forma lodos que necessitem de tratamento. A prefeitura de Caseiros, através da Secretaria de Obras, realiza o desentupimento de tanques sépticos nas localidades rurais do município, o material retirado é disposto no próprio solo das propriedades.

50 Resíduos sólidos de cemitérios Os resíduos gerados no cemitério público de Caseiros são basicamente resíduos que se enquadram naqueles denominados secos são principalmente vasos plásticos e de barro e embalagens diversas, estes resíduos são descartados e coletados pela empresa que faz este serviço. Os demais resíduos são como flores e restos de velas são descartados e coletados pela coleta de orgânicos e posteriormente encaminhados ao aterro sanitário de Palmeira das Missões/RS Resíduos de óleos comerciais São os resíduos de óleos gerados no processo de preparo de alimentos. Provêm das fábricas de produtos alimentícios, do comércio especializado (restaurantes, bares e congêneres) e também de domicílios. Apesar dos pequenos volumes gerados, são resíduos preocupantes pelos impactos que provocam nas redes de saneamento e em cursos d água. Apesar de não serem sólidos, costumeiramente vêm sendo geridos em conjunto com os resíduos sólidos em geral. As estimativas dão conta de taxa de geração de 0,1 e 0,5 litros mensais em famílias das Classes A e B e 1,0 e 1,5 litros para as Classes C e D. Com relação a este tipo de resíduos muitos munícipes utilizam o mesmo para fabricação de sabão caseiro e também incorporam o mesmo no preparo de alimentos de animais domésticos. No município muitas pessoas utilizam estes óleos pós-consumo para produção de sabão caseiros, porém alguns ainda descartam nas pias das residências ocasionando poluição e degradação ambiental Resíduos industriais Os resíduos industriais são bastante diversificados e foram disciplinados, anteriormente à Política Nacional de Resíduos Sólidos, pela Resolução CONAMA nº 313/2002. A partir da sua edição os seguintes setores industriais devem enviar registros para com posição do Inventário Nacional dos Resíduos Industriais: indústrias de preparação de couros e fabricação de artefatos de couro; fabricação de coque, refino de petróleo, elaboração de

51 50 combustíveis nucleares e produção de álcool; fabricação de produtos químicos; metalurgia básica; fabricação de produtos de metal; fabricação de máquinas e equipamentos, máquinas para escritório e equipamentos de informática; fabricação e montagem de veículos automotores, reboques e carrocerias; e fabricação de outros equipamentos de transporte (BRASIL, 2002). No município de Caseiros não há grandes geradores de resíduos industriais, porém no Capítulo IV deste Plano, serão caracterizados os estabelecimentos que necessitam de Planos de Gerenciamento de Resíduos específicos. Pode-se destacar aqui os dois postos de combustíveis localizados as margens da BR 285: Auto Posto LB Ltda e Auto Posto Caseiros Ltda, ambos destinam os óleos lubrificantes usados para a Indústria Petroquímica do Sul Ltda, de Alvorada/RS, que re-refina o material para posterior reutilização. Quanto às embalagens de óleo lubrificante usadas estas são recolhidas pela empresa MB Engenharia e Meio Ambiente de Canoas/RS que dá o destino ambientalmente correto a estes resíduos. Na área industrial do município há duas indústrias de maravalha gerando apenas resíduos da maravalha que são aproveitados novamente; uma serraria a qual gera cepilho, serragem e lenha e uma madeireira.estas industria basicamente geram resíduos de madeira os quais são aproveitados novamente em suas diversas confecções. Há uma olaria que gera basicamente resíduos dos tijolos que não são vendidos, resíduos gasosos que são lançados pelas chaminés dos fornos. E por último uma indústria de detergente: Maiara Lucia Webber - ME que resultante do seu processo produtivo gera frascos deteriorados, corantes, ácidos, e reagentes, a maioria dos resíduos gerados são líquidos.não se pode esquecer que todas as empresa citadas a cima geram dentre outros resíduos,orgânicos Resíduos agrossilvopastoris Estes resíduos precisam ser analisados segundo suas características orgânicas ou inorgânicas. Dentre os de natureza orgânica deve-se considerar os resíduos de culturas perenes (café, banana, laranja, coco, etc.) e temporárias (cana, soja, milho, mandioca, feijão, etc.). Quanto às criações de animais, precisam ser consideradas as de bovinos, equinos, caprinos, ovinos, suínos, aves e outros, bem como os resíduos gerados nos abatedouros e outras atividades agroindustriais. Também estão entre estes, os resíduos das atividades florestais.

52 51 A criação predominante no Município de Caseiros é gado leiteiro, aviário de corte e engorda de suínos sendo que os dejetos, resíduos destes animais são vendidos, doados ou utilizados na própria propriedade para serem colocados nas lavouras o que se torna adubo devido a grande quantidade de Nitrogênio. As culturas existentes no município são de inverno como Aveia, Cevada, Trigo e Canola e de verão Soja e Milho. Os resíduos de natureza inorgânica abrangem os agrotóxicos, os fertilizantes e os produtos farmacêuticos e as suas diversas formas de embalagens. Os grandes volumes de resíduos gerados e as características daqueles que são de natureza orgânica têm pautado a discussão das possibilidades de seu aproveitamento energético, visando à redução das emissões por eles causadas. 5.2 Custos O Quadro 7 apresenta um resumo dos gastos e custos inerentes os serviços de limpeza, coleta e destinação final dos principais resíduos sólidos produzidos no município de Caseiros, totalizando um valor de R$ 4.80 per capita. Quadro 7: Custos dos serviços relacionados a coleta, transporte e destinação de resíduos e manutenção de espaços públicos Item Discriminação Empresa Responsável Valor Mensal (R$) Coleta de Resíduos Secos Coleta de Resíduos dos Serviços de Saúde Coleta Convencional Manutenção, podas, irrigação, controle de pragas, etc Milto Gritti de Moraes - ME 1.600,00 ECO VERDE Prestação de Serviços de Coleta de Lixo Ltda ECO VERDE Prestação de Serviços de Coleta de Lixo Ltda Frequência do Serviço 2 vezes por semana 832,00 Quinzenal 8.418,00 3 vezes por semana AZ Agroflores Ltda 3.315,33 Semanal TOTAL ,33 OBS R$ 3,30/litro para: medicamentos vencidos, ampolas e vidros c/ resíduos de medicamentos Inclui materiais (flores, adubos, etc)

53 Acondicionamento O acondicionamento dos resíduos secos e orgânicos é separado conforme a sua classe em lixeiras padronizadas distribuídas nas praças, escolas, quadras municipais e área industrial conforme mostram as Figuras 23 e 24. Figura 23: Lixeiras distribuídas nas praças e escolas Figura 24: Lixeiras distribuídas no passeio público e área industrial

54 Diagnóstico legal Para sustentação e apoio na elaboração do Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos sólidos, utilizou-se do aporto legal municipal, tendo como principais legislações as que seguem: a) Lei n 187/1992 Código de Obras; b) Lei n 188/1992 Código de Posturas; c) Lei n 548/2002 Política de Meio Ambiente; d) Lei n 712/2008 Diretrizes Urbanas; e) Lei n 747/2009 Altera a Lei n 548/2002; f) Decreto n 582/2001 Aprova o Plano Municipal de Saneamento Básico g) Lei n 07/12/ Lei Orgânica do Município; 5.5 Educação ambiental Programas e ações de educação ambiental devem, por lei, fazer parte do PGIRS. O município de Caseiros não possui planos específicos de educação ambiental. Segundo o secretário de saúde, Gerson Fiorini Lima, a prefeitura não possui Programas de Saúde da Família, tão pouco agentes de saúde e/ou agentes comunitários de saúde. A importância e destaque deste tipo de profissional nos planos de resíduos se dá pelo fato de estes recursos humanos poderem atuar também na educação ambiental junto as pessoas atendidas pelos programas, o resumo da situação atual é demonstrado no Quadro 8. Quadro 8: Situação dos programas de saúde municipais Programas de Saúde da Família Equipes Agentes Programas de Agentes Comunitários de Saúde Equipes Agentes zero zero zero zero

55 Responsabilidades públicas e privadas Conforme o Capítulo III, da Lei Federal /10, que trata das Responsabilidades dos Geradores e do Poder Público, a questões deste tema ficam assim definidas: a) O poder público, o setor empresarial e a coletividade são responsáveis pela efetividade das ações voltadas para assegurar a observância da Política Nacional de Resíduos Sólidos e das diretrizes e demais determinações estabelecidas nesta Lei e em seu regulamento. b) O titular dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos é responsável pela organização e prestação direta ou indireta desses serviços, observados o respectivo plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos, a Lei nº , de 2007, e as disposições desta Lei e seu regulamento. c) As pessoas físicas ou jurídicas referidas no art. 20 da Lei 12305/10 são responsáveis pela implementação e operacionalização integral do plano de gerenciamento de resíduos sólidos aprovado pelo órgão competente. d) A contratação de serviços de coleta, armazenamento, transporte, transbordo, tratamento ou destinação final de resíduos sólidos, ou de disposição final de rejeitos, não isenta as pessoas e) físicas ou jurídicas, referidas no art. 20 da Lei /10, da responsabilidade por danos que vierem a ser provocados pelo gerenciamento inadequado dos respectivos resíduos ou rejeitos. f) Nos casos abrangidos pelo art. 20 da Lei /10, as etapas sob responsabilidade do gerador que forem realizadas pelo poder público serão devidamente remuneradas pelas pessoas físicas ou jurídicas responsáveis, observado o disposto no 5 do art. 19 da Lei /10. g) O gerador de resíduos sólidos domiciliares tem cessada sua responsabilidade pelos resíduos com a disponibilização adequada para a coleta ou, nos casos abrangidos de resíduos de logística reversa, com a devolução.

56 55 CAPÍTULO IV- PROGNÓSTICO DO PGIRS

57 56 6 CENÁRIOS, DIRETRIZES E ESTRATÉGIAS A proposição de cenários em um processo de planejamento visa à descrição de um futuro possível, imaginário ou desejável a partir de suposições ou prováveis perspectivas de eventos, capazes de uma mudança, da situação de origem até a situação futura e constituindo-se referências para o planejamento a longo prazo. 6.1 Perspectivas de crescimento e geração de resíduos De acordo com o crescimento populacional dos últimos 10 anos pode-se realizar uma estimativa do mesmo para o período dos próximos 20 anos e consequentemente obter a geração de resíduos aproximada para o mesmo período, conforme demonstra o Quadro 9. Quadro 9: Perspectiva do crescimento populacional e da geração de resíduos Ano População Geração de Resíduos (per capita) Ano População Geração de Resíduos (per capita) Ano População Geração de Resíduos (per capita) , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , Diretrizes e estratégias a) As diretrizes e estratégias devem se basear na: b) Recuperação de resíduos e minimização dos rejeitos encaminhados à disposição final ambientalmente adequada; c) Programas e ações de Educação Ambiental voltado para a não geração, redução, reutilização e reciclagem de resíduos sólidos;

58 57 d) Ferramenta básica para auxiliar nas mudanças de hábito de consumo e comportamento com relação à forma de tratar os resíduos; e) Manejo diferenciado e integrado em instalações normatizadas; f) Planejamento e demais atividades de gestão de resíduos sólidos de regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões; g) Perfil da população, tendências de crescimento e projeção de geração h) Tipos de manejos, fluxos, Estudo do perfil da população e as tendências de crescimento ao longo do período que se pretende como alcance do projeto; i) Tipos de manejo, de fluxos, de tipos, quantidades e capacidades das unidades de tratamento dos resíduos, disposição final dos rejeitos; j) Proposição de normas e diretrizes para a disposição final de rejeitos tais como: a) As metas para o aproveitamento energético dos gases gerados na biodigestão e disposição final dos resíduos sólidos; b) Proposição de medidas a serem aplicadas em áreas degradadas objeto de recuperação em razão da disposição inadequada de resíduos sólidos ou rejeitos; c) Medidas para incentivar e viabilizar a gestão consorciada dos resíduos sólidos; d) Diretrizes e meios para a criação de fundo estadual e municipal de resíduos sólido; e) Capacitação das equipes gestoras locais e regionais; a obrigatoriedade de estruturação e implementação de sistemas para os resíduos sujeitos a logística reversa; f) Apoio a cooperativas de catadores de materiais recicláveis, contribuindo para a formalização de suas atividades. 6.3 Geradores sujeitos a elaborar planos de gerenciamento específicos Este levantamento foi pautado nos art. 20º e 33º da Lei nº /10, no Decreto nº /10 e nas normas estabelecidas pelos órgãos do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama) e do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS). Estão sujeitos à elaboração de plano de gerenciamento de resíduos sólidos, os geradores com as seguintes características:

59 58 a) Resíduos públicos de saneamento básico: excetuados os resíduos sólidos urbanos (resíduos domiciliares e resíduos de limpeza urbana); b) Resíduos industriais: gerados em processos produtivos e instalações industriais; c) Resíduos de serviços de saúde; d) Resíduos de mineração: em atividades de pesquisa, extração ou beneficiamento de minérios; e) Estabelecimentos comercias e de prestação de serviços que: a. gerem resíduos perigosos; b. gerem resíduos que, mesmo caraterizados como não perigosos, por sua natureza, composição ou volume, não sejam equiparados aos resíduos domiciliares pelo poder público municipal; f) Empresas da construção civil; g) Responsáveis pelos terminais e outras instalações que gerem resíduos de serviços de transporte: originários de portos, aeroportos, terminais alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de fronteira; h) Responsáveis por atividades agrossilvopastoris, se exigido pelo órgão competente do SISNAMA, no SNVS ou do SUASA; 6.4 Fontes de recursos Como citado anteriormente, a elaboração do Plano Municipal de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos, é condição para que o município tenha acesso a recursos da União ou por ela controlados, bem como para que sejam beneficiados por incentivos ou financiamentos de entidades federais de crédito ou fomento destinados, no âmbito de suas respectivas competências: a empreendimentos e serviços relacionados à gestão de resíduos sólidos; ou à limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Para tanto, se expõe a seguir algumas linhas de financiamento e fontes de captação de recursos para o setor de resíduos dos principais órgãos e entidades Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

60 Projetos Multisetoriais Integrados Urbanos Projetos Multissetoriais Integrados Urbanos - PMI são conjuntos de projetos que integram o planejamento e as ações dos agentes municipais em diversos setores a fim de solucionar problemas estruturais dos centros urbanos por meio de um modelo alternativo de tratamento dos problemas sociais para vários tipos de carências, como o saneamento básico. Sua finalidade é financiar empreendimentos como, por exemplo, os abaixo descritos: a) Urbanização e implantação de infraestrutura básica no município, inclusive em áreas de risco e de sub-habitação; b) Infraestrutura de educação, saúde, assistência social, esporte, lazer e serviços públicos; c) Recuperação e revitalização de áreas degradadas, de interesse histórico ou turístico; d) Saneamento ambiental (abastecimento de água, esgotamento sanitário, resíduos sólidos e drenagem urbana); e) Transportes públicos de passageiros (urbanos, metropolitanos e rurais; hidroviário, sobre trilhos e sobre pneus; equipamentos e infraestrutura). As solicitações de apoio são enviadas ao BNDES por meio de Consulta Prévia, conforme Roteiro de Informações Administração Pública disponível no site do BNDES Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos A finalidade é apoiar e financiar projetos de investimentos públicos ou privados que tenham como unidade básica de planejamento bacias hidrográficas e a gestão integrada dos recursos hídricos. A linha Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos apoia e financia empreendimentos para: a) Abastecimento de água; b) Esgotamento sanitário; c) Efluentes e resíduos industriais; d) Resíduos sólidos; e) Gestão de recursos hídricos (tecnologia e processos, bacias hidrográficas); f) Recuperação de áreas ambientalmente degradadas;

61 60 g) Desenvolvimento institucional; despoluição de bacias, em regiões onde já estejam constituídos Comitês; h) Macrodrenagem. A participação máxima do BNDES é de 80% dos itens financiáveis, podendo ser ampliada em até 90%. As condições financeiras da linha se baseiam nas diretrizes do produto BNDES Finem. As solicitações de apoio são encaminhadas ao BNDES pela empresa interessada ou por intermédio da instituição financeira credenciada, por meio de Consulta Prévia, preenchida segundo as orientações do Roteiro de Informações disponível no site do BNDES Ministério do Meio Ambiente Fundo Nacional de Meio Ambiente A finalidade do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), criado pela Lei Nº de 10 de julho de 1989 é disponibilizar recursos para ações que contribuam para a implementação da Política Nacional do Meio Ambiente. As ações são distribuídas por núcleos temáticos: água e florestas, conservação e manejo da biodiversidade, sociedades sustentáveis, qualidade ambiental, gestão e pesqueira compartilhada e planejamento e gestão territorial. O núcleo de Qualidade Ambiental, por exemplo, tem como uma das áreas de atuação os resíduos sólidos industriais. O MMA recomenda observar a necessidade de orientar a elaboração de projetos considerando Inventários e Cadastros de Resíduos Sólidos Industriais para a apresentação adequada de projetos nesta área de atuação. Para a área de atuação de resíduos sólidos industriais, os projetos serão somente atendidos por meio de instrumentos convocatórios específicos, ou outras formas de indução, e com prazos definidos e direcionados a um tema ou a uma determinada região do país (a chamada demanda induzida) Ministério da Saúde e Fundação Nacional da Saúde Programa de Saneamento Ambiental O Programa de Saneamento Ambiental para municípios até 50 mil habitantes tem a finalidade de fomentar a implantação e/ou a ampliação de sistemas de coleta, transporte e

62 61 tratamento e/ou destinação final de resíduos sólidos para controle de propagação de doenças e outros agravos à saúde, decorrentes de deficiências dos sistemas públicos de limpeza urbana. O apoio da Funasa contempla aspectos técnicos de engenharia e de modelos de gestão, e os itens financiáveis são: a implantação ou ampliação de aterros sanitários, aquisição de equipamentos, veículos automotores, unidades de triagem e/ou compostagem e coleta seletiva Ministério das Cidades e Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental Programa Resíduos Sólidos Urbanos A finalidade é aumentar a cobertura dos serviços de tratamento e disposição final ambientalmente adequado dos resíduos sólidos, na perspectiva da universalização e da sustentabilidade dos serviços prestados priorizando soluções regionalizadas a serem geridas mediante gestão associada por consórcios públicos intermunicipais, com adoção de mecanismos de sustentação econômica dos empreendimentos e controle social, enfocando o destino final associado à implantação de infraestrutura para coleta seletiva com inclusão de catadores. As ações devem contemplar a implantação ou adequação e equipagem de unidades licenciadas para tratamento e disposição final, incluindo aterros sanitários, que poderão envolver projeto adicional de instalações para coleta e tratamento do biogás com vistas à redução de emissões de gases de efeito estufa - GEE; aterros sanitários de pequeno porte, bem como unidades de triagem, compostagem e beneficiamento de resíduos sólidos. Complementarmente, deverão ocorrer ações voltadas para a inclusão socioeconômica dos catadores, quando for o caso, e ações relativas à educação ambiental. As intervenções deverão ser operadas por consórcios públicos intermunicipais com vistas a assegurar escala, gestão técnica qualificada, regulação efetiva, funcionalidade e sustentabilidade na prestação dos serviços Ministério da Justiça Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD)

63 62 Sua finalidade é a reparação dos danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico, paisagístico, bem como aqueles ocasionados por infração à ordem econômica e a outros interesses difusos e coletivos. Serão apoiados projetos de manejo e gestão de resíduos sólidos que incentivem o gerenciamento dos resíduos sólidos em áreas urbanas e rurais, contribuam para a implantação de políticas municipais ambientalmente corretas ou que promovam ações de redução, reutilização e reciclagem do lixo. Para receber apoio financeiro do FDD é necessário apresentar Carta-Consulta, conforme modelo e procedimentos divulgados pelo Ministério da Justiça. 6.5 Áreas favoráveis para disposição final A disposição final ambientalmente adequada é a distribuição ordenada de rejeitos em aterros sanitários, observadas as normas operacionais específicas, como as normas ABNT NBR e /2010. A identificação de áreas favoráveis para implantação de aterros sanitários contempla dados populacionais e estimativas de crescimento, diagnóstico sobre os resíduos sólidos produzidos na área, componentes operacionais e aspectos geoambientais do meio físico (como localização, aspectos geológicos, geomorfológicos e morfoclimáticos e processo de ocupação da área). A escolha de um local para a implantação de um aterro sanitário não é tarefa simples. O alto grau de urbanização das cidades, associado a uma ocupação intensiva do solo, restringe a disponibilidade de áreas próximas aos locais de geração de lixo e com as dimensões requeridas para se implantar um aterro sanitário que atenda às necessidades dos municípios. Além desse aspecto, há que se levar em consideração outros fatores, como os parâmetros técnicos das normas e diretrizes federais, estaduais e municipais, os aspectos legais das três instâncias governamentais, planos diretores dos municípios envolvidos, pólos de desenvolvimento locais e regionais, distâncias de transporte, vias de acesso e os aspectos político-sociais relacionados com a aceitação do empreendimento pelos políticos, pela mídia e pela comunidade. Por outro lado, os fatores econômico-financeiros não podem ser relegados a um plano secundário, uma vez que os recursos municipais devem ser sempre usados com muito equilíbrio.

64 63 Por isso, os critérios para se implantar adequadamente um aterro sanitário são muito severos, havendo a necessidade de se estabelecer uma cuidadosa priorização dos mesmos. A estratégia a ser adotada para a seleção de uma área para um aterro no município de Caseiros consiste nos seguintes passos: a) seleção preliminar das áreas disponíveis no Município; b) estimativa preliminar da área total do aterro; c) estabelecimento do conjunto de critérios de seleção d) definição de prioridades para o atendimento aos critérios estabelecidos e) análise crítica de cada uma das áreas levantadas frente aos critérios estabelecidos e priorizados, selecionando-se aquela que atenda à maior parte das restrições através de seus atributos naturais. f) delimitação dos perímetros das regiões rurais e industriais e das unidades de conservação existentes no Município; g) levantamento das áreas disponíveis, dentro dos perímetros delimitados anteriormente, com dimensões compatíveis com a estimativa realizada, com prioridade para as áreas que já pertencem ao Município; h) levantamento dos proprietários das áreas levantadas; i) levantamento da documentação das áreas levantadas, com exclusão daquelas que se encontram com documentação irregular. O Quadro 10 apresenta os critérios técnicos, citados no item c, e as respectivas observações que devem ser consideradas.

65 64 Quadro 10: Critérios técnicos para escolha de áreas de aterros sanitários CRITÉRIOS TÉCNICOS DE ÁREA PARA ATERRO SANITÁRIO - CASEIROS/RS Critério Observações Uso do solo As áreas devem se localizar numa região onde o uso do solo seja rural (agrícola) ou industrial e fora de qualquer Unidade de Conservação Ambiental. Proximidade de cursos d'água relevantes As áreas não podem se situar a menos de 200 metros de corpos d'água relevantes, tais como, rios, lagos, lagoas e oceano. Também não poderão estar a menos de 50 metros de qualquer corpo d'água, inclusive valas de drenagem que pertençam ao sistema de drenagem municipal ou estadual. Proximidade de núcleos residenciais urbanos As áreas não devem se situar a menos de mil metros de núcleos residenciais urbanos que abriguem 200 ou mais habitantes. Lençol freático Vida útil mínima Permeabilidade do solo natural Extenção da bacia de drenagem Acesso de veículos pesados As distâncias mínimas recomendadas pelas normas federais e estaduais são as seguintes: Para aterros com impermeabilização inferior através de manta plástica sintética, a distância do lençol freático à manta não poderá ser inferior a 1,5 metro. Para aterros com impermeabilização inferior através de camada de argila, a distância do lençol freático à camada impermeabilizante não poderá ser inferior a 2,5 metros e a camada impermeabilizante deverá ter um coeficiente de permeabilidade menor que 10-6cm/s. É desejável que as novas áreas de aterro sanitário tenham, no mínimo, vinte anos de vida útil. É desejável que o solo do terreno selecionado tenha uma certa impermeabilidade natural, com vistas a reduzir as possibilidades de contaminação do aqüífero. As áreas selecionadas devem ter características argilosas e jamais deverão ser arenosas. A bacia de drenagem das águas pluviais deve ser pequena, de modo a evitar o ingresso de grandes volumes de água de chuva na área do aterro. O acesso ao terreno deve ter pavimentação de boa qualidade, sem rampas íngremes e sem curvas acentuadas, de forma a minimizar o desgaste dos veículos coletores e permitir seu livre acesso ao local de vazamento mesmo na época de chuvas muito intensas. Disponibilidade de material de cobertura Preferencialmente, o terreno deve possuir ou se situar próximo a jazidas de material de cobertura, de modo a assegurar a permanente cobertura do lixo a baixo custo.

66 65 Deve-se observar, juntamente com os critérios técnicos de escolha de área, os critérios econômico-financeiros a fim de que possa reduzir custos nos investimentos inerentes as etapas de projeto do aterro sanitário, estes critérios estão expostos no Quadro 11. Quadro 11: Critérios econômico-financeiros para escolha de áreas de aterros sanitários CRITÉRIOS ECONÔMICOS-FINANCEIROS DE ÁREA PARA ATERRO SANITÁRIO - CASEIROS/RS Critério Observações Distância ao centro geométrico de coleta Custo de aquisição do terreno É desejável que o percurso de ida (ou de volta) que os veículos de coleta fazem até o aterro, através das ruas e estradas existentes, seja o menor possível, com vistas a reduzir o seu desgaste e o custo de transporte dos resíduos. Se o terreno não for de propriedade da prefeitura, deverá estar, preferencialmente, em área rural, uma vez que o seu custo de aquisição será menor do que o de terrenos situados em áreas industriais. Custos de investimento em construção e infraestrutura É importante que a área escolhida disponha de infraestrutura completa, reduzindo os gastos de investimento em abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos, drenagem de águas pluviais, distribuição de energia elétrica e telefonia. Custos com sistema de manutenção do sistema de drenagem A área escolhida deve ter um relevo suave, de modo a minimizar a erosão do solo e reduzir os gastos com a limpeza e manutenção dos componentes do sistema de drenagem. Os critérios político-sociais não devem estar de fora quando se avalia áreas para disposição final de resíduos, estes critérios são mais bem expostos no Quadro 12.

67 66 Quadro 12: Critérios político-sociais para escolha de áreas de aterros sanitários CRITÉRIOS POLÍTICOS-SOCIAIS DE ÁREA PARA ATERRO SANITÁRIO - CASEIROS/RS Critério Distância de núcleos urbanos de baixa renda Observações Aterros são locais que atraem pessoas desempregadas, de baixa renda ou sem outra qualificação profissional, que buscam a catação do lixo como forma de sobrevivência e que passam a viver desse tipo de trabalho em condições insalubres, gerando, para a prefeitura, uma série de responsabilidades sociais e políticas. Por isso, caso a nova área se localize próxima a núcleos urbanos de baixa renda, deverão ser criados mecanismos alternativos de geração de emprego e/ou renda que minimizem as pressões sobre a administração do aterro em busca da oportunidade de catação. Entre tais mecanismos poderão estar iniciativas de incentivo à formação de cooperativas de catadores, que podem trabalhar em instalações de reciclagem dentro do próprio aterro ou mesmo nas ruas da cidade, de forma organizada, fiscalizada e incentivada pela prefeitura. Acesso à area através de vias com baixa densidade de ocupação O tráfego de veículos transportando resíduos é um transtorno para os moradores das ruas por onde estes veículos passam, sendo desejável que o acesso à área do aterro passe por locais de baixa densidade demográfica. Inexistência de problemas com a comunidade local É desejável que, nas proximidades da área selecionada, não tenha havido nenhum tipo de problema da prefeitura com a comunidade local, com organizações não-governamentais (ONG's) e com a mídia, pois esta indisposição com o poder público irá gerar reações negativas à instalação do aterro. 6.6 Escolha de área e levantamentos preliminares Há necessidade de condições favoráveis, tanto no que se refere aos aspectos ambientais, quanto aos construtivos. Assim, o tipo de solo e a profundidade do lençol freático, são elementos decisivos na escolha da área; pois terrenos com lençol freático aflorante ou muito próximos da superfície são impróprios para a construção deste tipo de aterro. O espaço mínimo, recomendado entre o lençol freático e o fundo da vala escavada, é de 3,0m (três metros). Da mesma forma os terrenos rochosos não são indicados, devido as dificuldades de escavação.

68 Critérios ambientais para escolha da área a) Mapa de localização da atividade e do seu entorno com raio de 1.500m, a partir do perímetro da área; b) Fora da área de influência direta do manancial de abastecimento; c) 200m distante de rios e nascentes do perímetro da área; d) 1500m de distância de núcleos populacionais, a partir do perímetro da área; e) Deve ser observada a profundidade do lençol freático e tipologia de solo;300m de distância do perímetro da área de residências isoladas. Aterro Figura 25: Possível área para o aterro sanitário; 6.7 Funcionamento do aterro Após recolhimento dos resíduos domiciliares, estes serão encaminhados até o aterro sanitário, onde serão submetidos à pesagem na entrada do aterro por uma balança especifica, para se ter o controle da entrada de resíduos no aterro. Logo serão submetidos à triagem, no qual será separado o material a ser reciclado, sendo posteriormente disposto na célula em

69 68 operação do aterro. Esses procedimentos serão realizados tanto na primeira como na segunda fase de operação do aterro. Pelo método da trincheira os resíduos deverão ser dispostos na célula em camadas com aproximadamente de 20 a 30 cm, onde serão compactados por maquinas especificas para o serviço, até atingir uma densidade mínima de 400 kg/m³. Feito isto será adicionada a cobertura (diária) com espessura de aproximadamente 15 cm com solo argiloso proveniente da própria escavação da trincheira fazendo nova compactação desse solo também com uma máquina apropriada para a compactação de solos, finalizando assim um dia de operação. Na segunda parte de operação do aterro, depois de finalizada a parte interna da trincheira, serão construídos inicialmente diques de contenção nas bordas da célula para se ter uma superfície onde compactar os resíduos; onde este deverá ter também uma altura de 3m. Os métodos de compactação e espalhamento dos resíduos serão os mesmos utilizados para a primeira parte de operação do aterro, com a diferença que o material de cobertura será proveniente de uma área de empréstimo da mesma área onde está localizado o aterro, onde este solo será armazenado próximo a frente de trabalho, conforme a necessidade de uso, mantendo sempre uma reserva para possíveis eventualidades. 6.8 Sistema de Impermeabilização de Fundo As trincheiras deverão conter os resíduos e os líquidos gerados sem permitir a poluição ambiental, para tanto deve ser projetados impermeabilização de fundo e das laterais. (PROSAB 2006). Esse sistema será composto por uma camada de argila compactada, com 60 cm de espessura, geomembrana de polietileno de alta densidade (PEAD) uma camada de proteção composta por geotêxtil e por fim uma camada de solo compactada de 15 cm de acordo com a Figura 26. geotêxtil geomenbrana Solo compactado Solo natural Figura 26: Sistema de impermeabilização de fundo.

70 Sistema de Drenagem do Lixiviado O sistema terá por finalidade à captação e destinação do lixiviado gerado na célula para uma estação de tratamento de efluentes localizado na própria área do aterro devido que este efluente é um grande contaminante de águas por ter grande carga orgânica e nutrientes, provenientes da decomposição dos sólidos orgânicos. A coleta será feita através de geotubos com filtro de geotêxtil, que conduzirão o lixiviado até um ponto de acumulo posterior as células, e depois o mesmo será encaminhado até a estação de tratamento de efluentes. Os canais de coleta serão de forma horizontal à célula, onde cada canal terá uma declividade em torno de 5 para facilitar o recolhimento do lixiviado. A Figura 27 demonstra o sistema utilizado. Tubulações Figura 27: Drenagem do Lixiviado 6.10 Sistema de Drenagem de Gases O sistema será composto por tubulações verticais de concreto perfurado e filtro de brita, como demonstrado na figura 28, onde tem a finalidade de conduzir o gás gerado da decomposição dos sólidos orgânicos até a superfície, onde este será queimado ou utilizado como fonte de energia nas próprias instalações do aterro.

71 70 Figura 28: Drenagem de Gás 6.11 Sistema de Drenagem Superficial Este sistema tem a finalidade de evitar que as águas pluviais a montante do aterro cheguem até as células de aterramento. Deve-se evitar ao máximo a entrada destas águas nas células a fim de minimizar a geração de lixiviado assim como contribuir a uma maior estabilidade das células. Essa drenagem será feita através de valetas revestidas de concreto com forma trapezoidal, porque de acordo com (Armando 2003) apresentarem maior eficiência hidráulica. As valetas devem estar ao longo de toda a área superior e laterais do aterro, visto que a mesma possui uma determinada declividade. Estas devem ser sempre monitoradas para evitar sua obstrução para impedir a entrada de água no aterro evitando a contaminação de um maior volume de água. A figura 29 representa o tipo de vala utilizado. Figura 29: Vala para drenagem superficial

72 Sistema de Cobertura Final O sistema de cobertura final é um componente muito importante, para o controle das águas superficiais, lixiviados e gases gerados no aterro além do controle da proliferação de vetores de doenças e odores desagradáveis gerados pelo resíduo. (Prosab 2006). Esse sistema será composto por uma camada impermeável de argila compactada (40 cm), uma georrede drenante, uma camada de solo natural da área com 20 cm e por fim uma camada de 10 cm de solo vegetal para fixar a vegetação. Solo Vegetal Solo Natural Georrede Solo Compactado Figura 30: Sistema de Cobertura Final 6.13 Monitoramento das Águas Subterrâneas Deverão ser instalados 10 poços de monitoramento na área para controle de águas segundo especificações da NBR (ABNT, 1997). Os parâmetros analisados serão metais pesados nitrito, nitrato, fósforo, oxigênio dissolvido, DBO, DQO, coliformes fecais, dureza e ph. Onde as amostras serão encaminhadas mensalmente para um laboratório de efluentes. Os poços de monitoramento estão descritos na figura 31.

73 72 Figura 31: Detalhe do poço de monitoramento 6.14 Acesso à Área Toda a área do aterro deverá ser delimitada com tela de malha de 75 mm com 2 m de altura para impedir o acesso de pessoas não autorizadas e a entrada de animais. A área utilizada para o aterro em partes de seus limites já apresenta vegetação nativa sendo que as áreas que não apresentam vegetação deverá ser implantada uma cortina verde com espessura de 5 m Estratégia de Encerramento do Aterro A área como se encontra no distrito industrial da cidade já apresenta acesso com a rodovia. As estradas internas serão construídas de forma não pavimentada no decorrer da operação do aterro.

74 Estratégia de Encerramento do Aterro Após o cumprimento da vida útil prevista do aterro de 20 anos ou total preenchimento das células previstas se dará o encerramento do aterro. Após o encerramento será realizada a implantação de espécies nativas da região de acordo com um projeto paisagístico e de recuperação da área que deverá ser realizado. O plano de monitoramento em longo prazo continuará sendo realizado para controle da erosão do solo, recalques e estabilidade da massa de resíduos, tratamento de lixiviado que continua sendo gerado e monitoramento da águas subterrâneas e superficiais do entorno. A manutenção de alguns sistemas como de drenagem superficial e drenagem de gases deverá ser efetuada de forma periódica e a infraestrutura de acesso deverá ser mantida. De acordo com a evolução da população do entorno o local poderá ser reaproveitado como forma de um parque para atividades de lazer e área reflorestada de preservação ou também a qualquer utilização do terreno que não prejudique a estabilidade do terreno e massa de resíduos, a ocorrência de erosão, o tratamento de lixiviado e a drenagem do gás que continua sendo gerado em longo prazo Diagnósticos Após Encerramento O monitoramento deverá ser prosseguido conforme as especificações a seguir: a) Monitoramento de águas superficiais e subterrâneas b) Monitoramentos do lixiviado e efluentes líquidos provenientes do sistema de tratamento c) Monitoramento dos gases d) Monitoramento dos recalques 6.18 Proposição de cenários Considerando a heterogeneidade dos resíduos sólidos, a adoção de sistemas integrados nada mais é do que prescreverem-se soluções diferenciadas para os resíduos de acordo com as suas características. De fato, não se podem impor soluções únicas para resíduos tão diversos. A dimensão do sistema também pode levar a uma integração de municipalidades em sistemas com o objetivo do equacionamento dos seus resíduos, de forma a ter escala de exploração

75 74 econômica. A proposta do sistema integrado de Gestão de RSU do Município de Caseiros, RS esta representado no esquema abaixo (Figura 32). Figura 32: Proposta de geração integrada de resíduos Ecopontos Para os resíduos domésticos recicláveis propõem-se a criação de um Ecoponto. A construção e a instalação de Ecopontos, Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) têm como objetivo reduzir os danos ambientais, os prejuízos estéticos, a proliferação de vetores e a desvalorização de imóveis, decorrentes da acumulação de resíduos sólidos em áreas públicas e terrenos, além de incentivar a separação de materiais recicláveis do lixo, pela população em geral Quadro 12: Propostas para localização de ecopontos

76 75 RESÍDUOS CLASSE ACONDICIONAMENTO LOCALIZAÇÃO FREQUÊNCIA DE COLETA Embalagens Agrotóxicos I - Perigoso (NBR 10004) Baias com fundo impermebealizado/cercado e com coberto Secret.Obras 6/6 meses Pilhas I - Perigoso (NBR 10004) Bombonas azuis 30L Mercado x Escola e UBS 1 x ao ano Lampadas Fluorescentes I - Perigoso (NBR 10004) Bombonas azuis 30L Mercado x Escola e UBS 1 x ao ano Óleo de cozinha usado II B Inerte (NBR 10004) Bombonas azuis 50 L Mercado x 3/3 meses Pneus I - Perigoso (NBR 10004) Baias cobertas Secret.Obras 6/6 meses Eletroeletrônicos I - Perigoso (NBR 10004) Baias cobertas e cercadas Secret.Obras 1 x ao ano Baterias I - Perigoso (NBR 10004) Bombonas azuis 30L Mercado x e Escola e UBS 1 x ao ano Os resíduos acima citados serão coletados na época prevista pelas empresas constadas no Quadro 13 abaixo. Quadro 13: Proposta de possíveis Empresas para coleta de resíduos RESÍDUO EMPRESA Embalagens de Agrotóxicos Eletroeletrônicos Coopibe - Caseiros Recicla Tchê Informática e Reciclagem - Getúlio Vargas- Estação 6.19 Metas, programas, projetos e ações As metas equivalem às etapas necessárias à obtenção dos resultados. As metas apresentadas remetem a questões específicas e não genéricas e guardam correlação entre os resultados a serem obtidos e o problema a ser solucionado ou minimizado. As metas aqui apresentadas terão caráter quantificável, de modo que seu alcance seja mensurável e, por consequência, aferido posteriormente.

77 Metas Gerais O PGIRS prevê as seguintes metas gerais: Atendimento de 40% dos programas/ações previstos a curto prazo (até 5 anos); Atendimento á 80% dos programas/ações previstos a médio prazo(de 6 a 10 anos); Atendimento a 100% dos programas/ações previstos a longo prazo (de 11 a 20 anos); 6.20 Ações Plano de Ações O Plano de Ação é o planejamento de todas as ações necessárias para atingir os resultados desejados, desdobrados em metas e ações. Aqui estão contidas todas as ações a serem desenvolvidas, com as respectivas características (projetos), e com a definição de prazos, executores, valores envolvidos e localização; avaliando as prioridades e as melhores alternativas de implantação Definição Das Ações Cada ação proposta foi descrita conforme as metas a que se fazem justificadas e conforme a aplicação prática das mesmas, contendo ainda os responsáveis pela sua realização, bem como prazos e orçamentos. Com relação aos custos parte orçamentária é preciso ainda que os responsáveis pela administração municipal assumam o compromisso de estudálos e aprová-los, de forma a garantir a implementação do PGIRS. Nos casos de ações propostas para curto (até 5 anos) médio (entre 6 e 10 anos) e longo prazo (entre 11 e 20 anos) está sendo considerada a hipótese de reavaliação dos mesmos no momento da execução com a revisão de valores, quantidades e possibilidades de implementação. Os prazos são baseados no Plano de Saneamento Básico do Município de Caseiros.

78 Planejamento e Desenvolvimento das Ações O planejamento e desenvolvimento das Ações basearam-se nos princípios do PGIRS, e no cenário local diagnosticado Programas/Projetos e Ações A proposição de programas e projetos tem como escopo a melhoraria das condições dos serviços prestados à população, e deverá ser produto de uma análise integrada de todas as alternativas levantadas, que considere a possibilidade de otimizar o uso dos ativos existentes e a melhoria da eficiência operacional e gerencial na prestação dos serviços. Analisou-se também a viabilidade técnica, verificando a solução mais adequada para o cenário local, considerando a tecnologia disponível no mercado e se há condições adequadas para implantá-la. No aspecto ambiental, as alternativas aqui propostas estão em acordo com os princípios e normas ambientais, desde as normas gerais até aquelas aplicáveis localmente aqui no município e região, levando-se em conta os prazos para licenciamento ambiental. realizado. Os programas e projetos são apresentados no Quadro 14, sendo apontado o prazo a ser Quadro 14: Programas e projetos para o PGIRS Projetos/Programas e Ações Prazo Plano de Saneamento Básico Criar regulamento que exija a separação dos resíduos domiciliares na fonte Implantar postos de entrega voluntária de materiais recicláveis, com recipientes acondicionadores destes, em locais estratégicos e prédios públicos (escolas, repartições públicas, ginásios de esporte, etc.). Criar sistema para redução e reciclagem dos resíduos gerados na área rural e urbana, incentivando a Curto Curto Curto Até 5 anos Até 5 anos Até 5 anos

79 78 compostagem dos resíduos orgânicos. Monitorar a empresas responsáveis pela coleta seletiva. Promover maior divulgação sobre o programa da coleta seletiva na mídia e junto às instituições de ensino (escolas), bairros, comércio,serviços e indústria. Divulgar sistema de coleta e sensibilizar os geradores para a separação dos resíduos em três tipos distintos (compostável, e reciclável) na fonte de geração Implantar projeto executivo de unidade de triagem. Curto Curto Curto Médio Até 5 anos Até 5 anos Até 5 anos Entre 6 e 10 anos Construir sistema de compostagem com toda infraestrutura necessária para funcionamento, aumentando gradativamente a capacidade até atender 100% a população urbana. Médio Entre 6 e 10 anos Estabelecer procedimentos adequados para o manejo de cada grupo (através de folders,cartazes na cidade, palestras educacionais sobre resíduos). Curto Até 5 anos Criar uma cultura organizacional de segurança e do não desperdício (através da separação, reciclagem) Curto Até 5 anos Implantação do Aterro Sanitário Longo Entre 11 e 20 anos

80 79 Atender Resolução 358/05 (CONAMA) e a RDC 306/04 (ANVISA). Médio Entre 6 e 10 anos Fiscalizar a execução do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. Curto Até 5 anos Padronização das lixeiras de todas as residências, comércios e divisões públicas para o sistema de secos (recicláveis) e úmidos (orgânicos); Elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Saúde -PGRSS Curto Curto Até 5 anos Entre 6 a 10 anos 6.22 Parceria público-privada (PPPs) Parceria público-privada é quando o parceiro privado assume o compromisso de disponibilizar à administração pública ou à comunidade uma certa utilidade mensurável mediante a operação e manutenção de uma obra por ele previamente projetada, financiada e construída. Em contrapartida a uma remuneração periódica paga pelo Estado e vinculada ao seu desempenho no período de referência. Alguns exemplos de obras realizada por PPPs são vagas prisionais, leitos hospitalares, energia elétrica, autoestrada dentre outras. Os últimos anos têm sido marcados por uma aumento da colaboração entre sector público e o privado para o desenvolvimento e operação de infraestruturas para um leque alargado de atividades econômicas. Assim os acordos das parcerias público-privadas (PPP) são guiados por limitações dos fundos públicos para cobrir os investimentos necessários, mas também dos esforços para aumentar a qualidade e a eficiência dos serviços públicos. As quatro principais regras para o setor privado num esquema de PPP são: a) Providenciar capital adicional; b) Fornecer capacidades alternativas de gestão e implementação; c) Acrescentar valor ao consumidor e ao público em geral;

81 80 d) Melhorar a identificação das necessidades e a otimização dos recursos Visão de mercado Plantas de destinação de resíduos sólidos são parte importante da infraestrutura de qualquer país que tenha um mínimo de atenção ao meio ambiente. Até um passado recente os processos resumiam-se ao confinamento em aterros sanitários, que no caso de alguns resíduos perigosos era precedido por tratamentos de encapsulamento, inertização ou incineração. O objetivo era assegurar proteção à saúde pública e aos compartimentos ambientais: ar, água e solo. Mas, no início da década de 1990, os principais países da União Europeia adotaram como objetivo prioritário a sustentabilidade, passando a considerar aqueles como meros requisitos mínimos de processo. E nos últimos 20 anos esses países vêm liderando o processo de inovação na gestão de resíduos, tanto em políticas públicas quanto em tecnologias de tratamento. No Brasil, os resíduos sólidos ainda são um dos principais problemas ambientais. Assim como em outros setores de infraestrutura, nosso desenvolvimento socioeconômico não foi acompanhado pela implantação de empreendimentos de tratamento e destinação de resíduos em número e tecnologia adequados. Até o passado recente a situação caracterizava-se pelo baixíssimo aproveitamento dos resíduos, tanto dos urbanos quanto dos industriais e outros, e pela destinação inadequada de sua maior parcela. O aproveitamento pela reciclagem ou reutilização focava-se basicamente em sucatas metálicas (ferro, aço, cobre e alumínio), papel e papelão, vidro e alguns plásticos, e ficava restrito aos segmentos de cadeias produtivas onde trazia resultado econômico. E esse resultado geralmente estava baseado na informalidade e na sonegação de obrigações tributárias e trabalhistas. Temos um significativo atraso em relação aos países desenvolvidos, mas tudo indica que com Política Nacional de Resíduos Sólidos iniciamos um processo acelerado de evolução do gerenciamento, no setor público e no privado, pautado por elevados padrões de proteção ambiental e sustentabilidade. Acertadamente, o Brasil fixou em lei a hierarquia para destinação de resíduos, priorizando a reutilização e reciclagem e deixando por último, apenas para os rejeitos, a disposição final em aterro sanitário. Com isso, o baixo custo da disposição em aterro sanitário, entre R$ 14 e R$ 18 anuais por habitante, deixará de ser o fator principal de decisão, seja por municípios ou por empresas.

82 81 Vale ressaltar que ainda hoje cerca de 50% dos resíduos urbanos gerados têm destinação inadequada, face ao custo quase zero dos lixões e aterros controlados (38% da quantidade gerada), ou por não serem atendidos por coleta pública (12% da quantidade gerada). Esse problema terá que ser solucionado até Embora as matérias jornalísticas deixem a impressão que a proibição de lixões é uma determinação legal nova, imposta pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, na realidade ela existe desde 1981, como uma das disposições da Política Nacional do Meio Ambiente. Esta já definia como poluição, e portanto como crime, a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos; (lei federal 6.938, de 31 de agosto de 1981, artigo 3º, inciso III). Mas sempre faltou a necessária pressão legal para seu cumprimento, através de instrumentos legais complementares detalhados, estrutura de fiscalização e sistemas de informação de controle. Mesmo assim, sem qualquer planejamento público ou política de incentivo, ao longo das duas últimas décadas a iniciativa privada construiu no Brasil uma infraestrutura especializada em destinação de resíduos. Um mapeamento recente elaborado pela Abetre, focando apenas empresas privadas que prestam serviços ao mercado, conseguiu identificar 252 unidades receptoras de resíduos. Entre 2004 e 2009 o setor de destinação de resíduos cresceu à média de 16% ao ano. Quanto às tecnologias, 100% dos resíduos urbanos são destinados em aterros sanitários. Nos resíduos industriais há uma diversificação de tecnologias, mas também prevalece a disposição em aterros (76%), seguida por co-processamento em fornos de produção de cimento (18%), incineração e outros tratamentos térmicos (3%) e tratamentos biológicos e outros (3%). Não há dados consolidados sobre a capacidade instalada para tratamento e destinação de resíduos, mas entende-se que é compatível com a demanda atual. A partir de 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos traz um conjunto muito abrangente de diretrizes, que cobrem todos os aspectos necessários à desejada transformação desse cenário. Vai à origem do problema, criando diversas medidas que resultarão no maior aproveitamento dos resíduos e na redução dos rejeitos, e, embora ainda timidamente, abre a possibilidade de um plano nacional para a descontaminação de áreas órfãs contaminadas. Foca-se no futuro, mas não deixa para trás os passivos ambientais do passado. Trata-se de um novo cenário, que abre inúmeras oportunidades para novos empreendimentos em todas as

83 82 etapas do gerenciamento de resíduos sólidos: limpeza urbana, logística reversa, triagem e reciclagem, recuperação de resíduos, desenvolvimento de novas aplicações para materiais reciclados, aproveitamento energético, transporte, etc., além de estruturas administrativas para planejamento e controle. Embora o Plano Nacional de Resíduos Sólidos ainda não esteja finalizado e aprovado, é evidente a necessidade de ampliação e diversificação acelerada da infraestrutura de destinação, pública e privada, do contrário as metas nacionais não serão alcançadas. Serão necessários grandes investimentos, mas estes são relativamente baixos em comparação com outros setores de infraestrutura, como saneamento, transporte e energia, que demandam muito mais recursos. A iniciativa privada tem capacidade gerencial e financeira para desenvolver a infraestrutura necessária, e na velocidade que vier a ser demandada pelo poder público. No caso dos resíduos urbanos, as parcerias público-privadas são uma alternativa segura, que possibilitam ao poder público direcionar seus recursos áreas prioritárias, como educação, saúde e segurança Taxa de coleta de lixo e limpeza urbana O STF já se posicionou com relação à constitucionalidade da taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis, através da Súmula Vinculante nº 19: a) Súmula Vinculante nº 19 do STF: A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis, não viola o art. 145, II, da CF. Ao afirmar a constitucionalidade da referida taxa, o STF foi omisso com relação à taxa cobrada em função da limpeza urbana. O texto deixa a entender que o Tribunal a considera inconstitucional, mas não há disposição expressa neste sentido no verbete da Súmula. No entanto, o mesmo Tribunal, em decisão da RE AgR, decidiu pela inconstitucionalidade da cobrança desta espécie tributária para custear o serviço de limpeza urbana, conforme decisão que segue: A Corte entende como específicos e divisíveis os serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis, desde que essas atividades sejam completamente dissociadas de outras serviços públicos de limpeza realizados em benefício da população em geral (uti

84 83 universi) e de forma indivisível, tais como os de conservação e limpeza de logradouros e bens públicos. Decorre daí que as taxas cobradas em razão exclusivamente dos serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis são constitucionais, ao passo que é inconstitucional a cobrança de valores tidos como taxa em razão de serviços de conservação e limpeza de logradouros e bens públicos. Desta forma, em função da combinação da Súmula Vinculante nº 19 e da decisão supra citada, chega-se à conclusão da constitucionalidade da taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis e pela inconstitucionalidade daquela cobrada em razão de serviços de conservação e limpeza de logradouros e bens públicos. Para que os municípios instituam a taxa de cobrança de coleta de lixo deverá ser aprovada pela Câmara Municipal uma Lei específica sendo a mesma sancionada pelo Prefeito Municipal Criação de emprego e renda A seguir são citadas algumas alternativas de criação de emprego e renda para o Município de Caseiros. a. Identificar oportunidades relacionadas à comercialização (compradores, novos mercados, e agregação de valor aos produtos); b) Incentivar a aquisição de equipamentos e venda de material num todo; c) Por meio de parcerias buscar soluções, para a assistência técnica; d) Identificar potenciais parcerias com o setor privado e instituições financeiras; e) Indústrias e população fomentar uso de matérias- primas recicláveis; f) Criação de associações, cooperativas nos processos de triagem dos resíduos do município; g) Incentivo a venda dos resíduos resultantes do processo de triagem, no caso os recicláveis; h) Usina de Triagem e compostagem; i) Cadastro de possíveis receptores de determinados resíduos; j) Incentivo a comercialização dos produtos reciclados ou reutilizados ;

85 Materiais de apoio A seguir são listados alguns materiais, manuais e endereços eletrônicos que poderão ser utilizados para consulta e embasamento, pela Prefeitura de Caseiros, para fortalecer e desenvolver de forma organizada o setor de resíduos: a) Agenda Ambiental na Administração Pública: a. Disponível em: b) Manual do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos Municipais: a. Disponível em: amento_de_residuos_solidos_municipais.pdf c) Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil (2011): a. Disponível em: d) Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis Guia Para Implementação: a. Disponível em: 3o/eco_negocios/arquivos_eco_negocios/livro_catadores_cap00_web.pdf e) Endereços eletrônicos de referência para consultas: a. Compromisso Empresarial para a Reciclagem: 3o/eco_negocios/arquivos_eco_negocios/livro_catadores_cap00_web.pdf b. Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais: c. Ministério do Meio Ambiente - Resíduos Sólidos: d. Banco do Brasil Manuais de Orientação:

86 85

87 AGENDAS DE IMPLEMENTAÇÃO PLANO DE AÇÃO DIAGNÓSTICO ESTRUTURAÇÃO E PARTICIPAÇÃO SOCIAL PLANO DE GERENCIAMENTO INTEGRADO DE RESÍDUOS SÓLIDOS DE CASEIROS 86 7 Cronograma de Atividades DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADE Reunião com agentes públicos Sem. 1 JUNHO 2012 JULHO 2012 AGOSTO 2012 Sem. 2 Sem. 3 Sem. 4 Sem. 1 Sem. 2 Sem. 3 Sem. 4 Sem. 1 Sem. 2 Sem. 3 Sem. 4 Estruturação da agenda de elaboração do PGIRS Identificação dos agentes sociais e políticos a serem envolvidos Estabelecimento de estratégias de mobilização dos agentes (jornais, rádios, site) Elaboração do diagnóstico expedito e identificação das peculiaridades locais Apresentação pública dos resultados e avaliação do diagnóstico Incorporação de contribuições e preparo do diagnóstico consolidado Definição das perspectivas do PGIRS Identificação das ações necessárias para superaração dos problemas Definição de programas prioritáriose resíduos mais relevantes Definição dos agentes públicos e privados responsáveis pelas ações do PGIRS Definição das metas para um período de 20 anos (metas, iniciativas, instalações, etc) Elaboração da 1ª versão do PGIRS Estabelecimento de um plano de divulgação da 1ª versão junto aos meio de comunicação Apresentação pública dos resultados e avaliação do PGIRS Incorporação das contribuições e consolidação do PGIRS Discussão e tomada de decisões sobre a conversão ou não do PGIRS em lei municipal Divulgação ampla do PGIRS consolidado Difinição da agenda de continuidade do processo, iniciativas, programas e revisão do Monitoramento do PGIRS e avaliação dos resultados

88 87 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABRE Associação Brasileira de Embalagens. Reciclagem no Brasil. Disponível em: <http://www.abre.org.br/meio_ambiente.php>. Acesso em: 28 de ago. de ABREU, M. De F. Do lixo à cidadania: estratégias para a ação. Brasília: CEF; UNICEF, p.94, AGENDA 21. Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUD). São Paulo, SP, AMBIENTE BRASIL. Resíduos: Código de Cores. Disponível em: <http://ambientes.ambientebrasil.com.br/residuos/codigo_de_cores.html>. Acesso em: 02 set ANVISA AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Resolução RDC nº 306, de 07 de dezembro de Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Diário Oficial da União de 10 de dezembro de ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR : Resíduos Sólidos Classificação. Rio de Janeiro, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8849: Apresentação de projetos de aterros controlados de resíduos sólidos. São Paulo, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT, NBR 8419: Apresentação de projetos de aterros sanitários de resíduos sólidos urbanos. Rio de Janeiro: Ministério do Meio Ambiente. Resolução CONAMA nº 257 de Disponível em: <http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res99/res25799.html>. Acesso em: 13 set Ministério do Meio Ambiente. Resolução CONAMA nº 237 de Disponível em: <http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res97/res23797.html>. Acesso em: 21 set Ministério do Meio Ambiente/Ministério da Educação. Declaração de Brasília para a educação ambiental. Anais. I Conferencia Nacional de Educação Ambiental. Brasília, Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/publicacao2.pdf>. Acesso em: 12 ago NBR 10005: Procedimento para obtenção de extrato lixiviado de resíduos sólidos. Rio de Janeiro: NBR 10006: Procedimento para obtenção de extrato solubilizado de resíduos sólidos. Rio de Janeiro: NBR 10007: Amostragem de resíduos sólidos. Rio de Janeiro: NBR 13055: Sacos plásticos para acondicionamento de lixo - Determinação da capacidade volumétrica. Rio de Janeiro: NBR 13221: Transporte de resíduos - Procedimentos. Rio de Janeiro: 2003.

89 88. NBR 13463: Coleta de resíduos sólidos - Classificação. Rio de Janeiro: NBR 11174: Armazenamento de resíduos classes II - não inertes e III - inertes. Rio de Janeiro: Lei nº de 12 de fevereiro de Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências. Diário Oficial da república federativa do Brasil, Brasília, DF, 13 de fevereiro de Lei nº de 02 de agosto Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos e dá outras providências. Presidência da Republica. Brasília, DF, 2010ª BRASIL. Lei Federal nº 6.938, de 31 de agosto de Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. Brasília, em 31 de agosto de 1981 BRASIL. Lei nº de 27 de abril de Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Brasília, em 27 de abril de BRASIL, ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Lei de 18 de setembro de Institui o Código Estadual do Meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Sul e dá outras providências. Diário oficial do Estado do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, 3 de agosto de BRASIL, MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE CONAMA. Resolução nº 275, de 25 de abril de Dispõe sobre o estabelecimento do código de cores para diferentes tipos de resíduos, a ser adotados na identificação de coletores e transportadores, bem como nas campanhas informativas para a coleta seletiva. Brasília: Diário Oficial da União, edição de 19 de junho de BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Cidades sustentáveis: subsídios à elaboração da Agenda 21 brasileira. Brasília: MMA, BRASIL. Programa nacional de educação ambiental - ProNEA / Ministério do Meio Ambiente, Diretoria de Educação Ambiental; Ministério da Educação. Coordenação Geral de Educação Ambiental ed - Brasília : Ministério do Meio Ambiente, BARROS, R. T. V. et al. Manual de saneamento e proteção ambiental para os municípios, 1: O município e o meio ambiente. Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental. Fundação Estadual do Meio Ambiente Belo Horizonte; BIDONE, F. R. A.; POVINELLI, J. Conceito básico de resíduos sólidos. São Carlos: EESC / USP, BOFF, Leonardo. Saber Cuidar. Ed.Vozes BOURDIEU, P. Squisse d une Théorie de la Pratique. Paris: Libraire Droz, 1972.

90 89 COMPANHIA DE TÉCNOLOGIA DE SANEAMENTO AMBIENTAL DE SÃO PAULO (CETESB). Aterro sanitário. São Paulo: CETESB, 1997 a. (Apostilas Ambientais). CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS MUNÍCIPIOS. CNM. Municípios brasileiros. Disponível em: <http://www.cnm.org.br/dado_geral/mumain.asp>. Acesso em: 21 Ago CUNHA, V.; CAIXETA FILHO, J. V. Gerenciamento da coleta de resíduos sólidos urbanos: estruturação e aplicação de modelo não-linear de programação por metas. Gestão e Produção. V.9, n.2, p , ago DEMAJOROVIC, J Da política tradicional de tratamento do lixo à política de gestão de resíduos sólidos. As novas prioridades. Revista de Administração de Empresas. São Paulo, v. 35, n.3, p FUNDAÇÃO DE ECONOMIA E ESTATÍSTICA-FEE. Resumo Estatístico. Disponível em: <http://www.fee.tche.br/sitefee/pt/content/resumo/pg_municipios_detalhe.php?municipio=tio +Hugo>. Acesso em: 25 Set FEAM. Fundação Estadual do Meio Ambiente. Orientações técnicas para a operação de usina de triagem e compostagem do lixo. Belo Horizonte: FEAM, p. FIGUEIREDO, P.J.M. A sociedade do lixo. Piracicaba: Editora Hemus, 2 ed.,1995. FONSECA, E. Iniciação ao estudo dos resíduos sólidos e da limpeza urbana. 2ªed. João Pessoa: JRC, HOMMA, Alfredo K. O. Criando um Preço Positivo para o Lixo Urbano: A Reciclagem e a Coleta Informal. In: Simpósio Sobre a Reciclagem de Lixo Urbano para fins industriais e Agrícolas, Belém, 1998.Anais : Belém, PA, Embrapa Amazônia Ocidental, 2000, p GASPARINI, A.R. Educação ambiental: uma pesquisa, uma reflexão e uma grande discussão. In: RODRIGUES, S. C. C.; SANTANA, V. N.; BERNABÉ, V. L. (Org.) Educação, ambiente e sociedade: novas idéias e práticas em debate. Vitória: Companhia Siderúrgica de Tubarão CST, p. INSTITUTO BRASILEIRO DE ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL IBAM. Manual de Gerenciamento integrado de resíduos sólidos. 5. ed. Rio de Janeiro: IBAM, p INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA IBGE. Cidades. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?1>. Acesso em: 19. Ago ISAIA, E. B. I; ISAIA, T. & ROTH, B. W. Destinação final dos resíduos sólidos urbanos. Ciência e Ambiente. V.1, nº. 18, p , JAMES, B. Lixo e Reciclagem. Trad. Dirce Carvalho de Campos. Rev. José Carlos Seriego. São Paulo: Ed. SCIPIONE, LIMA, L. M. Q. Tratamento e biorremediação. São Paulo: Hemus, 3 ed.,1995.

91 90 LOUREIRO, C. F. B. Teoria social e questão ambiental: pressupostos para uma práxis crítica em Educação Ambiental. In: LOUREIRO, C. F. B., LAYRARGUES, P. P.; CASTRO, R. S. (orgs.). Sociedade e meio ambiente: a educação ambiental em debate. São Paulo: Cortez, Manual gerenciamento integrado de resíduos sólidos - GRSU. Instituto Brasileiro de Administração Municipal - IBAM, Rio de Janeiro MONTEIRO, J. H. P. et al. Manual de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM) e Secretaria Especial de Desenvolvimento Urbano da Presidência da República (SEDU/PR), p. MÜLLER, Jackson. Educação Ambiental: diretrizes para a prática pedagógica. Porto Alegre: Famurgs, p. NOGUERA, Jorge O. C. Modelo de Gestão Ecológica para Resíduos Sólidos Urbanos em Municípios de Pequeno Porte no Estado do Rio Grande do Sul, Florianópolis, p. Tese de Doutorado em Engenharia de Produção, UFSC, NUNESMAIA, M. F. A gestão de resíduos urbanos e suas limitações. TECBAHIA Revista Baiana de Tecnologia. vol. 17, n 1, p Camaçari. Jan/Abr ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE - OMS. Caderno Água e Saúde: OPAS/OMS, PEQUENO, P. A. M. Coleta seletiva de lixo: uma alternativa para a minimização de resíduos com geração de renda. (Dissertação de Mestrado). Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ, PEREIRA NETO, J. T. et al. Resíduos urbanos domiciliares: um paradoxo da sociedade moderna. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL, 17., 1993, Natal RN. Anais... Natal, V 2, Tomo II, PEREIRA NETO, J. T. et al. Resíduos urbanos domiciliares: um paradoxo da sociedade moderna. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL, 17., 1993, Natal RN. Anais... Natal, V 2, Tomo II, PEREIRA NETO, J. T. Manual de compostagem processo de baixo custo. Belo Horizonte: UNICEF p. PEREIRA NETO, J.T. Gerenciamento de Resíduos Sólidos em Municípios de Pequeno Porte. Revista Ciência e Ambiente, número 18, Santa Maria-RS, p. REIGOTTA, Marcos.Desafios à Educação Ambiental in Educação, Meio Ambiente e Cidadania.CASINO, F; JACOBI, P; OLIVEIRA, J. (org.) Sec.do Meio Ambiente. São Paulo

92 91 RIBEIRO, T. F., LIMA, S. C. Coleta seletiva de lixo domiciliar Estudo de casos. Caminhos de geografia: Programa de pós graduação em geografia, p , Uberlândia, RUSSO, M.A.T., O aterro sanitário na base de uma gestão integrada de resíduos sólidos VI SILUBESA, Florianópolis, Brasil, SAVI, J. Gerenciamento integrado de resíduos sólidos urbanos em Adamantina SP: Análise de viabilidade da usina de triagem de RSU com coleta seletiva. Presidente Prudente: UNESP, p. SINGER, P A recente ressurreição da economia solidária no Brasil. In Santos, B.S.(ORG.) Produzir para viver. Os caminhos da produção não capitalista. Rio de janeiro: Civilização Brasileira. p SISINNO, C. L. S; OLIVEIRA, R. M de (Orgs.). Resíduos sólidos, ambiente e saúde: uma visão multidisciplinar. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, SOARES, J. H. P. Gerenciamento de resíduos sólidos: curso de especialização em analise ambiental, maio de f. Notas de aula. TAGUCHI, Viviane. Lixo Orgânico = Fertilizante. Revista Escala Rural, Ano 3, n. 9 São Paulo, S.P. Ed. Globo, jun 2001, p REIGOTTA, Marcos.Desafios à Educação Ambiental in Educação, Meio Ambiente e Cidadania.CASINO, F; JACOBI, P; OLIVEIRA, J. (org.) Sec.do Meio Ambiente. São Paulo RIBEIRO, T. F., LIMA, S. C. Coleta seletiva de lixo domiciliar Estudo de casos. Caminhos de geografia: Programa de pós graduação em geografia, p , Uberlândia, SAVI, J. Gerenciamento integrado de resíduos sólidos urbanos em Adamantina SP: Análise de viabilidade da usina de triagem de RSU com coleta seletiva. Presidente Prudente: UNESP, p. SINGER, P A recente ressurreição da economia solidária no Brasil. In Santos, B.S.(ORG.) Produzir para viver. Os caminhos da produção não capitalista. Rio de janeiro: Civilização Brasileira. p

93 92 Anexo 1 Ata da 1ª Audiência Pública

94 93 Anexo 2 Ata da 2ª Audiência Pública

95 94 Anexo 3 Modelo de Convite da 1ª Audiência Pública Ilmo Sr. Marcos José Canalli Prefeito Municipal de Caseiros A empresa ECCOSIGMA Engenharia Ltda, através da Prefeitura Municipal de Caseiros, tem a honra de convidá-lo a participar da 2º Audiência Pública para apresentação Final do Plano Municipal de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos de Caseiros. O encontro realizar-se-á no dia 27 de julho de 2012, as 15:00 horas no Salão Dom Romero localizado. Sua participação é muito importante! Caseiros, 20 de julho de 2012 ECCOSIGMA Engenharia Ltda Arqu. e Urban. Adriane Vassoler

96 95 Anexo 4 Divulgação da Elaboração do Plano do Site do Município

PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESIDUOS SOLIDOS URBANOS

PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESIDUOS SOLIDOS URBANOS PREFEITURA MUNICIPAL DE TUCURUÍ PARÁ SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE DE TUCURUÍ SEMMA / TUCURUÍ PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESIDUOS SOLIDOS URBANOS APRESENTAÇAO O presente documento consolida o diagnóstico

Leia mais

ULTRAVIOLETA DESINFECÇÃO DE ÁGUA E EFLUENTES COM RAIOS. Sistema de decantação. Fenasan 2013. tratamento de água e efluentes

ULTRAVIOLETA DESINFECÇÃO DE ÁGUA E EFLUENTES COM RAIOS. Sistema de decantação. Fenasan 2013. tratamento de água e efluentes revista especializada em tratamento de DESINFECÇÃO DE ÁGUA E EFLUENTES COM RAIOS ULTRAVIOLETA Sistema de decantação Ação dos decantadores em tratamento de água Fenasan 2013 9 772236 261064 junho/julho-2013

Leia mais

Resíduos Sólidos: A Classificação Nacional e a Problemática dos Resíduos de Ampla e Difusa Geração

Resíduos Sólidos: A Classificação Nacional e a Problemática dos Resíduos de Ampla e Difusa Geração Resíduos Sólidos: A Classificação Nacional e a Problemática dos Resíduos de Ampla e Difusa Geração 01/33 Apresentação do Instrutor: Eduardo Fleck *Engenheiro Químico UFRGS, 1990; **Mestre em Engenharia

Leia mais

PMGIRS e suas interfaces com o Saneamento Básico e o Setor Privado.

PMGIRS e suas interfaces com o Saneamento Básico e o Setor Privado. PMGIRS e suas interfaces com o Saneamento Básico e o Setor Privado. Ribeirão Preto, 08 de junho de 2011 Semana do Meio Ambiente AEAARP Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto

Leia mais

ANÁLISE DO GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS NO MUNICÍPIO DE MOSSORÓ-RN

ANÁLISE DO GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS NO MUNICÍPIO DE MOSSORÓ-RN ANÁLISE DO GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS NO MUNICÍPIO DE MOSSORÓ-RN Allyson Leandro Bezerra Silva (*), Paulo Alexandre da Rocha Morais. * UFERSA, Universidade Federal Rural do Semi-Árido Campus

Leia mais

LEI FEDERAL 12305/2010 POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS

LEI FEDERAL 12305/2010 POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS LEI FEDERAL 12305/2010 POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS ARTIGO 13 -ORIGEM RSU(domiciliares e de limpeza pública) Comerciais e Prestadores de Serviços Serviços Públicos de Saneamento Básico Industriais

Leia mais

NORMA DE FISCALIZAÇÃO CONJUNTA DA CÂMARA DE ENGENHARIA CIVIL E QUÍMICA N 001/09 DE ABRIL DE 2009.

NORMA DE FISCALIZAÇÃO CONJUNTA DA CÂMARA DE ENGENHARIA CIVIL E QUÍMICA N 001/09 DE ABRIL DE 2009. NORMA DE FISCALIZAÇÃO CONJUNTA DA CÂMARA DE ENGENHARIA CIVIL E QUÍMICA N 001/09 DE ABRIL DE 2009. Esclarece a competência dos Engenheiros: Civis, de Fortificações, Sanitaristas e Químicos quanto projetos,

Leia mais

SECRETARIA DE ESTADO DO AMBIENTE CONSELHO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE DO RIO DE JANEIRO ATO DO PRESIDENTE

SECRETARIA DE ESTADO DO AMBIENTE CONSELHO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE DO RIO DE JANEIRO ATO DO PRESIDENTE SECRETARIA DE ESTADO DO AMBIENTE CONSELHO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE DO RIO DE JANEIRO ATO DO PRESIDENTE RESOLUÇÃO CONEMA Nº 56 DE 13 DE DEZEMBRO DE 2013. ESTABELECE CRITÉRIOS PARA A INEXIGIBILIDADE DE

Leia mais

Política Nacional de Resíduos Sólidos. Pernambuco - PE

Política Nacional de Resíduos Sólidos. Pernambuco - PE Política Nacional de Resíduos Sólidos Pernambuco - PE Desafios 1. Eliminar lixões 2. Eliminar aterro controlado 3. Implantar aterro sanitário 4. Coleta seletiva 5. Compostagem e 6. Logística reversa Legenda

Leia mais

Políticas Públicas Resíduos e Reciclagem. Sérgio Henrique Forini

Políticas Públicas Resíduos e Reciclagem. Sérgio Henrique Forini Políticas Públicas Resíduos e Reciclagem. Sérgio Henrique Forini O lixo é conhecido como os restos das atividades humanas considerados inúteis, indesejáveis e descartáveis. No entanto, separado nos seus

Leia mais

PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DO CIM-AMAVI. Audiencia Pública - Prognóstico

PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DO CIM-AMAVI. Audiencia Pública - Prognóstico PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DO CIM-AMAVI Audiencia Pública - Prognóstico LEGISLAÇÃO: Constituição 1988: Artigo 225 Lei 11.445/2007 (Saneamento Básico) Decreto 7.217/2010 (Saneamento

Leia mais

Gestão da Limpeza Urbana no Município de São Paulo. Ariovaldo Caodaglio

Gestão da Limpeza Urbana no Município de São Paulo. Ariovaldo Caodaglio Gestão da Limpeza Urbana no Município de São Paulo Ariovaldo Caodaglio Município de São Paulo DADOS DEMOGRÁFICOS População (2010) 11.253.503 Densidade demográfica (hab./km²) 7.387,69 Território (Km²) 1.521,101

Leia mais

Gestão de Resíduos Sólidos no Brasil: Situação e Perspectivas. Odair Luiz Segantini ABRELPE

Gestão de Resíduos Sólidos no Brasil: Situação e Perspectivas. Odair Luiz Segantini ABRELPE Gestão de Resíduos Sólidos no Brasil: Situação e Perspectivas Odair Luiz Segantini ABRELPE Introdução A ABRELPE ABRELPE Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, fundada

Leia mais

PLANOS MUNICIPAIS DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS A atuação do TCE-RS. Arq. Andrea Mallmann Couto Eng. Flavia Burmeister Martins

PLANOS MUNICIPAIS DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS A atuação do TCE-RS. Arq. Andrea Mallmann Couto Eng. Flavia Burmeister Martins PLANOS MUNICIPAIS DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS A atuação do TCE-RS Arq. Andrea Mallmann Couto Eng. Flavia Burmeister Martins BASE LEGAL Lei Federal 11.445/2007 e Decreto 7.217/2010 Lei Federal

Leia mais

1 Abastecimento de água potável

1 Abastecimento de água potável Objetivo Indicador Métrica Propostas Prazo Entraves Índice de atendimento urbano de água Planilha de Objetivos, Indicadores e GT Saneamento A Santa Maria que queremos Visão: Que até 2020 Santa Maria esteja

Leia mais

TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS (RSU) Profa. Margarita María Dueñas Orozco margarita.unir@gmail.com

TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS (RSU) Profa. Margarita María Dueñas Orozco margarita.unir@gmail.com TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS (RSU) Profa. Margarita María Dueñas Orozco margarita.unir@gmail.com TRATAMENTO Série de procedimentos destinados a reduzir a quantidade ou o potencial poluidor dos

Leia mais

1 Abastecimento de água potável

1 Abastecimento de água potável Objetivo Indicador Métrica Propostas Prazo Entraves Índice de atendimento urbano de água Planilha de Objetivos, Indicadores e GT Saneamento A Santa Maria que queremos Visão: Que até 2020 Santa Maria esteja

Leia mais

Programa de Consumo Consciente nas Instituições de Ensino Superior Particulares FOREXP. Fórum de Extensão das IES Particulares

Programa de Consumo Consciente nas Instituições de Ensino Superior Particulares FOREXP. Fórum de Extensão das IES Particulares Programa de Consumo Consciente nas Instituições de Ensino Superior Particulares FOREXP Fórum de Extensão das IES Particulares Consumir conscientemente significa atentar para os efeitos que este ato acarreta

Leia mais

Elaboração Item 2 inclusão do PG-C-01 Programa Integrado de SSTMA Item 2 Codificação dos documentos de referência

Elaboração Item 2 inclusão do PG-C-01 Programa Integrado de SSTMA Item 2 Codificação dos documentos de referência Página 1 de 9 DESCRIÇÃO DAS REVISÕES REV DATA ALTERAÇÃO OBSERVAÇÃO 00 01 20/05/2009 30/09/2009 16/12/09 Elaboração Item 2 inclusão do PG-C-01 Programa Integrado de SSTMA Item 2 Codificação dos documentos

Leia mais

FACULDADE DE ENGENHARIA POLUIÇÃO DO SOLO URBANO - RESÍDUOS SÓLIDOS - aline.procopio@ufjf.edu.br

FACULDADE DE ENGENHARIA POLUIÇÃO DO SOLO URBANO - RESÍDUOS SÓLIDOS - aline.procopio@ufjf.edu.br FACULDADE DE ENGENHARIA POLUIÇÃO DO SOLO URBANO - RESÍDUOS SÓLIDOS - Profa. DSc. Aline Sarmento Procópio Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental aline.procopio@ufjf.edu.br Gestão dos Resíduos

Leia mais

A Política Nacional de Resíduos Sólidos e a questão dos Resíduos Sólidos Urbanos no Estado do Rio de Janeiro. Quanto à origem Sujeitos à lei

A Política Nacional de Resíduos Sólidos e a questão dos Resíduos Sólidos Urbanos no Estado do Rio de Janeiro. Quanto à origem Sujeitos à lei A Política Nacional de Resíduos Sólidos e a questão dos Resíduos Sólidos Urbanos no Estado do Rio de Janeiro. A política Nacional de resíduos sólidos é muito importante na história do gerenciamento de

Leia mais

DISPÕE SOBRE A POLÍTICA DE COLETA SELETIVA NO MUNICÍPIO DE CACHOEIRA ALTA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

DISPÕE SOBRE A POLÍTICA DE COLETA SELETIVA NO MUNICÍPIO DE CACHOEIRA ALTA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. LEI Nº 1.223/2013 DE 16 DE ABRIL DE 2013. DISPÕE SOBRE A POLÍTICA DE COLETA SELETIVA NO MUNICÍPIO DE CACHOEIRA ALTA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. A CÂMARA MUNICIPAL DE CACHOEIRA ALTA, Estado de Goiás, por

Leia mais

O PAPEL DO MUNICÍPIO NA GESTÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS

O PAPEL DO MUNICÍPIO NA GESTÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS REALIZAÇÃO: O PAPEL DO MUNICÍPIO NA GESTÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS O Município é estratégico na gestão dos resíduos sólidos. As atividades geradoras e de gestão de resíduos se desenvolvem no âmbito local.

Leia mais

Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos PMGIRS. Associação dos Municípios do Alto Irani - AMAI

Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos PMGIRS. Associação dos Municípios do Alto Irani - AMAI Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos PMGIRS Associação dos Municípios do Alto Irani - AMAI BOM JESUS - SC PLANO DE TRABALHO PARA A ELABORAÇÃO DO PMGIRS Fevereiro de 2014 1 Sumário 1.

Leia mais

SERVIÇOS DE SAÚDE MOSSORÓ

SERVIÇOS DE SAÚDE MOSSORÓ SERVIÇOS DE SAÚDE MOSSORÓ - 2011 CURSO DE GERENCIAMENTO DE RSS LEI 12.305 DE 02 DE AGOSTO DE 2010 Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e

Leia mais

1 Qualificar os serviços de Abastecimento de água potável

1 Qualificar os serviços de Abastecimento de água potável nos núcleos rurais com mais de 10 economias nas áreas quilombolas nas áreas indígenas Planilha de Objetivos, Indicadores e Ações Viabilizadoras GT Saneamento A Santa Maria que queremos Visão: "Que até

Leia mais

1º SEMINÁRIO DA AGENDA AMBIENTAL NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DO JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO

1º SEMINÁRIO DA AGENDA AMBIENTAL NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DO JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO 1º SEMINÁRIO DA AGENDA AMBIENTAL NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DO JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO Gestão de resíduos sólidos impactos ambientais negativos BASE LEGAL 1/2 Lei 11.107/05 - Consórcios Públicos

Leia mais

Definições centrais do Plano Cidades Limpas PLANO REGIONAL DE GESTÃO ASSOCIADA E INTE- GRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PARA O CIRCUITO DAS ÁGUAS

Definições centrais do Plano Cidades Limpas PLANO REGIONAL DE GESTÃO ASSOCIADA E INTE- GRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PARA O CIRCUITO DAS ÁGUAS Definições centrais do Plano Cidades Limpas PLANO REGIONAL DE GESTÃO ASSOCIADA E INTE- GRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PARA O CIRCUITO DAS ÁGUAS setembro 2013 As proposições elencadas neste documento originam-se

Leia mais

GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS NO BRASIL

GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS NO BRASIL GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS NO BRASIL O QUE MUDA COM A APROVAÇÃO DA P.N.R.S.? Engo. Eleusis Di Creddo Gerente de Meio Ambiente e Destinação Final SOLVI PARTICIPAÇÕES S.A. ecreddo@solvi.com Realização:

Leia mais

Planos de Resíduos Sólidos: conteúdo mínimo, implantação e deficiências. Compatibilidade dos contratos. Porto Alegre, 21 de agosto de 2015.

Planos de Resíduos Sólidos: conteúdo mínimo, implantação e deficiências. Compatibilidade dos contratos. Porto Alegre, 21 de agosto de 2015. Planos de Resíduos Sólidos: conteúdo mínimo, implantação e deficiências. Compatibilidade dos contratos Porto Alegre, 21 de agosto de 2015. CONTEÚDO 1. Políticas e Planos de Saneamento Básico e de Resíduos

Leia mais

PLANO DE SANEAMENTO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS E MANEJO DE RESÍDUOS

PLANO DE SANEAMENTO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS E MANEJO DE RESÍDUOS PLANODESANEAMENTODOSRESÍDUOSSÓLIDOSURBANOSE MANEJODERESÍDUOS CIVAP CONSÓRCIOINTERMUNICIPALDOVALEDOPARANAPANEMA 1 PLANODESANEAMENTODOSRESÍDUOSSÓLIDOSURBANOSEMANEJODERESÍDUOS A implementação da Política

Leia mais

PROPOSTA E ORIENTAÇÃO PARA A REESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE RESÍDUOS

PROPOSTA E ORIENTAÇÃO PARA A REESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE RESÍDUOS PROPOSTA E ORIENTAÇÃO PARA A REESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE RESÍDUOS Texto de apoio à discussão sobre o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos do município de Osasco Secretaria de Planejamento

Leia mais

PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO DE VIRGÍNIA MG

PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO DE VIRGÍNIA MG PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO DE VIRGÍNIA MG Diagnóstico da Infraestrutura do Sistema de Coleta e Tratamento de Resíduos Sólidos no Setor de Mobilização 2, bairros Vargem Alegre, Serra Verde, Rio

Leia mais

Desafios na Implementação do Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Ricardo S. Coutinho Eng. Sanitarista e Ambiental Técnico Pericial Ambiental do MP-GO

Desafios na Implementação do Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Ricardo S. Coutinho Eng. Sanitarista e Ambiental Técnico Pericial Ambiental do MP-GO Desafios na Implementação do Plano Nacional de Resíduos Sólidos Ricardo S. Coutinho Eng. Sanitarista e Ambiental Técnico Pericial Ambiental do MP-GO Introdução O Plano Nacional de Resíduos Sólidos é um

Leia mais

Política Nacional de Resíduos Sólidos e Logística Reversa

Política Nacional de Resíduos Sólidos e Logística Reversa Política Nacional de Resíduos Sólidos e Logística Reversa Cristina R. Wolter Sabino de Freitas Departamento Ambiental O mundo será obrigado a se desenvolver de forma sustentável, ou seja, que preserve

Leia mais

Os resíduos sólidos podem ser classificados de acordo com a origem, tipo de resíduo, composição química e periculosidade conforme abaixo:

Os resíduos sólidos podem ser classificados de acordo com a origem, tipo de resíduo, composição química e periculosidade conforme abaixo: TIPOS DE RESIDUOS Os resíduos sólidos podem ser classificados de acordo com a origem, tipo de resíduo, composição química e periculosidade conforme abaixo: Resíduo Hospitalar ou de Serviços de Saúde :

Leia mais

PROJETO DE LEI CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

PROJETO DE LEI CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES PROJETO DE LEI Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos e dá outras providências. O CONGRESSO NACIONAL decreta: CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1 o Esta Lei institui a Política Nacional

Leia mais

P.42 Programa de Educação Ambiental

P.42 Programa de Educação Ambiental ANEXO 2.2.3-1 - ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS (PMRS) DE PARANAÍTA/MT O roteiro apresentado foi elaborado a partir do Manual de Orientação do MMA Ministério do Meio Ambiente

Leia mais

Políticas Públicas de Resíduos Sólidos e. Alexandre Magrineli dos Reis Fundação Estadual do Meio Ambiente Belo Horizonte, outubro de 2011

Políticas Públicas de Resíduos Sólidos e. Alexandre Magrineli dos Reis Fundação Estadual do Meio Ambiente Belo Horizonte, outubro de 2011 Políticas Públicas de Resíduos Sólidos e logística reversa Alexandre Magrineli dos Reis Fundação Estadual do Meio Ambiente Belo Horizonte, outubro de 2011 Relatório da Pesquisa Pagamento por Serviços Ambientais

Leia mais

Conscientização da Gestão dos Resíduos Sólidos no Município de São Paulo

Conscientização da Gestão dos Resíduos Sólidos no Município de São Paulo SECRETARIA MUNICIPAL DE SERVIÇOS Conscientização da Gestão dos Resíduos Sólidos no Município de São Paulo DEPARTAMENTO DE LIMPEZA URBANA LIMPURB ATRIBUIÇÕES DO LIMPURB LIMPURB E ATRIBUIÇÕES TÉCNICAS LEI

Leia mais

11º GV - Vereador Floriano Pesaro

11º GV - Vereador Floriano Pesaro PROJETO DE LEI Nº 496/2010 Dispõe sobre a destinação final ambientalmente adequada de resíduos sólidos produzidos p o r c e n t r o s c o m e r c i a i s denominados shoppings centers e similares, e dá

Leia mais

Perguntas frequentes Resíduos Sólidos. 1) Quais são os tipos de resíduos frequentemente gerados em plantas industriais?

Perguntas frequentes Resíduos Sólidos. 1) Quais são os tipos de resíduos frequentemente gerados em plantas industriais? Perguntas frequentes Resíduos Sólidos 1) Quais são os tipos de resíduos frequentemente gerados em plantas industriais? Resíduos industriais: gerados nos processos produtivos e instalações industriais.

Leia mais

PLANO INTERMUNICIPAL DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS

PLANO INTERMUNICIPAL DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PLANO INTERMUNICIPAL DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS APRESENTAÇÃO DO PLANO DE TRABALHO REGIÃO DO SERTÃO ALAGOANO 1º PARTE CAPACITAÇÃO TÉCNICA O que é o Plano de Resíduos? O que é o Plano de Resíduos?

Leia mais

ESTADO DA PARAÍBA PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTO ANDRE

ESTADO DA PARAÍBA PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTO ANDRE LEI Nº 354/2014 Dispõe sobre a Política Municipal de Saneamento Básico, cria o Conselho Municipal de Saneamento Básico e o Fundo Municipal de Saneamento de Básico, e dá outras providências. A Prefeita

Leia mais

PLANO DE SANEAMENTO AMBIENTAL

PLANO DE SANEAMENTO AMBIENTAL PLANO DE SANEAMENTO AMBIENTAL Município de Dois Irmãos Município de Dois Irmãos RS- RS Agosto, 2012 Agosto, 2012 Oficina Jogos Cooperativos: Bairro São João 02/06/2012 02/06/201 REFLEXÃO ABRANGÊNCIA RESÍDUOS

Leia mais

DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DO CENTRO DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS DA CATURRITA EM SANTA MARIA-RS

DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DO CENTRO DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS DA CATURRITA EM SANTA MARIA-RS DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DO CENTRO DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS DA CATURRITA EM SANTA MARIA-RS Carolina Gaspar Enderle (1) Aluna do curso Técnico em Segurança do Trabalho do Colégio Técnico Industrial

Leia mais

TERMO DE REFERÊNCIA PARA A ELABORAÇÃO DE PLANOS DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS - PGRS

TERMO DE REFERÊNCIA PARA A ELABORAÇÃO DE PLANOS DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS - PGRS TERMO DE REFERÊNCIA PARA A ELABORAÇÃO DE PLANOS DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS - PGRS 1. JUSTIFICATIVA O presente Termo de Referência tem por fim orientar a elaboração do PGRS conforme previsto no

Leia mais

Departamento de Meio Ambiente DMA/FIESP. Política Nacional de Resíduos Sólidos

Departamento de Meio Ambiente DMA/FIESP. Política Nacional de Resíduos Sólidos Política Nacional de Resíduos Sólidos Setembro de 2010 Esquema de funcionamento DISPOSIÇÕES GERAIS DO OBJETO E CAMPO DE APLICAÇÃO DEFINIÇÕES DA POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS DISPOSIÇÕES GERAIS

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE-CONAMA

CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE-CONAMA CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE-CONAMA Resolução nº 307, de 5 de Julho de 2002. Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil, disciplinando as ações

Leia mais

RESÍDUOS SÓLIDOS CLASSIFICAÇÃO - ABNT NBR 10004

RESÍDUOS SÓLIDOS CLASSIFICAÇÃO - ABNT NBR 10004 RESÍDUOS SÓLIDOS CLASSIFICAÇÃO - ABNT NBR 10004 A classificação de resíduos sólidos envolve a identificação do processo ou atividade que lhes deu origem, de seus constituintes e características, e a comparação

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 307, DE 5 DE JULHO DE 2002 (DOU de 17/07/2002)

RESOLUÇÃO Nº 307, DE 5 DE JULHO DE 2002 (DOU de 17/07/2002) RESOLUÇÃO Nº 307, DE 5 DE JULHO DE 2002 (DOU de 17/07/2002) Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil. Correlações: Alterada pela Resolução nº 469/15

Leia mais

Conteúdo. Política Nacional de Resíduos Sólidos. Características do lixo domiciliar. Resíduos de Construção Civil.

Conteúdo. Política Nacional de Resíduos Sólidos. Características do lixo domiciliar. Resíduos de Construção Civil. RESÍDUOS SÓLIDOSS 1 Conteúdo Política Nacional de Resíduos Sólidos. Características do lixo domiciliar. Resíduos de Construção Civil. 2 Conteúdo Política Nacional de Resíduos Sólidos. Características do

Leia mais

PLANOS MUNICIPAIS DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS - PMGIRS

PLANOS MUNICIPAIS DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS - PMGIRS NOTA TÉCNICA PLANOS MUNICIPAIS DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS - PMGIRS Esta Nota Técnica tem o objetivo de reforçar junto aos Municípios do Estado de Pernambuco sobre os Planos Municipais de Gestão

Leia mais

Fontes de Financiamento para o segmento de Saneamento junto à Caixa Econômica Federal

Fontes de Financiamento para o segmento de Saneamento junto à Caixa Econômica Federal Fontes de Financiamento para o segmento de Saneamento junto à Caixa Econômica Federal Piracicaba, 07 de Agosto de 2013 Atuação da CAIXA Missão: Atuar na promoção da cidadania e do desenvolvimento sustentável

Leia mais

Política Nacional de Resíduos Sólidos: perspectivas e soluções

Política Nacional de Resíduos Sólidos: perspectivas e soluções Política Nacional de Resíduos Sólidos: perspectivas e soluções Renato Teixeira Brandão Diretor de Gestão de Resíduos Fundação Estadual do Meio Ambiente Políticas de Resíduos Sólidos Política Estadual de

Leia mais

Lixo. LIX (Latin)= CINZAS (=Lixo).

Lixo. LIX (Latin)= CINZAS (=Lixo). PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA SUBPROJETO DE GEOGRAFIA ESCOLA ESTADUAL DESEMBARGADOR FLORIANO CAVALCANTI SUPERVISORA: INÊS PACHECO BOLSISTAS: DAYAN MUNIZ E JAILZA REIS RESÍDUOS

Leia mais

A ELABORAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO DE BOMBINHAS ETAPA 2

A ELABORAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO DE BOMBINHAS ETAPA 2 A ELABORAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO DE BOMBINHAS ETAPA 2 SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA PROBLEMÁTICA POSSÍVEIS SOLUÇÕES ETAPAS OPORTUNIDADES - Ampliação do atendimento (75% de cobertura);

Leia mais

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE LEI Nº N 12.305/2010 DECRETO Nº N 7.404/2010

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE LEI Nº N 12.305/2010 DECRETO Nº N 7.404/2010 MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOSS LEI Nº N 12.305/2010 DECRETO Nº N 7.404/2010 TRAMITAÇÃO DA PNRS 1989 Projeto de Lei Nº N 354/89 do Senado 1991 Projeto de Lei Nº N 203/91

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE

CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE RESOLUÇÃO N. 307, DE 05 DE JULHO DE 2002 Alterações: Resolução CONAMA n. 348, de 16.08.04 Resolução CONAMA n. 431, de 24.05.11 Resolução CONAMA n. 448, de 18.01.12 Resolução

Leia mais

1 Abastecimento de água potável

1 Abastecimento de água potável Índice de atendimento urbano de água Planilha de Objetivos, Indicadores e GT Saneamento A Santa Maria que queremos Visão: Que até 2020 Santa Maria esteja entre os melhores Municípios do Rio Grande do Sul,

Leia mais

Protegida pelas últimas ramificações da Serra da Mantiqueira, em pleno vale do Rio Camanducaia.

Protegida pelas últimas ramificações da Serra da Mantiqueira, em pleno vale do Rio Camanducaia. MONTEALEGRE ALEGRE DO MONTE DOSUL SUL Protegida pelas últimas ramificações da Serra da Mantiqueira, em pleno vale do Rio Camanducaia. MONTE ALEGRE DO SUL Área 110,306 km² População (estimativa para 2014)

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ CENTRO DE APOIO OPERACIONAL MEIO AMBIENTE CRONOGRAMA DE PRAZOS SUGERIDOS PARA TAC - RESÍDUOS SÓLIDOS

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ CENTRO DE APOIO OPERACIONAL MEIO AMBIENTE CRONOGRAMA DE PRAZOS SUGERIDOS PARA TAC - RESÍDUOS SÓLIDOS 2ª 7ª 7ª, 3º 7ª, 4º 7ª, 5º 7ª, 6º 7ª, 7º 8ª 10, I MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ CENTRO DE APOIO OPERACIONAL MEIO AMBIENTE CRONOGRAMA DE PARA TAC - RESÍDUOS SÓLIDOS CLÁUSULA 2ª - O COMPROMISSÁRIO

Leia mais

política nacional de resíduos sólidos conceitos e informações gerais

política nacional de resíduos sólidos conceitos e informações gerais política nacional de resíduos sólidos conceitos e informações gerais 1 Índice PALAVRA DO PRESIDENTE 03. Palavra do Presidente 04. Introdução 06. Resíduos Sólidos 07. Classificação dos Resíduos Sólidos

Leia mais

Eixo: LOGISTICA REVERSA

Eixo: LOGISTICA REVERSA PREFEITURA MUNICIPAL DE ESTÂNCIA VELHA RESSANEAR PROJETO INTEGRADO DE SANEAMENTO BÁSICO E RESÍDUOS SÓLIDOS LEI 11.445/2007 Eixo: LOGISTICA REVERSA PLANO MUNICIPAL DE GERENCIAMENTO INTEGRADO DE RESÍDUOS

Leia mais

Plano Municipal de Saneamento Básico

Plano Municipal de Saneamento Básico 1 PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO CASEIROS - RS PREFEITURA MUNICIPAL DE CASEIROS Dezembro de 2010 2 PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO Índice 1 APRESENTAÇÃO...6 2 IDENTIFICAÇÃO DOS AGENTES ENVOLVIDOS...6

Leia mais

PLANO METROPOLITANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS COM FOCO EM RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE (RSS) E RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL E VOLUMOSOS (RCCV)

PLANO METROPOLITANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS COM FOCO EM RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE (RSS) E RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL E VOLUMOSOS (RCCV) PLANO METROPOLITANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS COM FOCO EM RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE (RSS) E RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL E VOLUMOSOS (RCCV) II Workshop Construindo o diagnóstico dos RCCV e RSS

Leia mais

PLANO MUNICIPAL DE GERENCIAMENTO INTEGRADO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

PLANO MUNICIPAL DE GERENCIAMENTO INTEGRADO DE RESÍDUOS SÓLIDOS PLANO MUNICIPAL DE GERENCIAMENTO INTEGRADO DE RESÍDUOS SÓLIDOS AUDIÊNCIA PÚBLICA Fabiano de Souza Eng. Ambiental Tecnólogo em Gestão Pública OBJETIVOS DO PLANO É um instrumento da Política Nacional de

Leia mais

Site Terra, 05 de Junho de 2013

Site Terra, 05 de Junho de 2013 Site Terra, 05 de Junho de 2013 Mesmo com data para acabar, lixões subsistem no Brasil. Mais da metade dos municípios brasileiros não impõe a destinação adequada ao lixo. Assim, cerca de 75 mil toneladas

Leia mais

Contextualização Constituição Federal de Constituição Federal 1988: de 1988:

Contextualização Constituição Federal de Constituição Federal 1988: de 1988: Plano Intermunicipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos PIGIRS Arcabouço legal Constituição Federal de 1988: Artigo 225 Lei Federal Nº 11.445/2007 e Decreto Federal Nº 7.217/2010; Lei Federal Nº 12.305/2010

Leia mais

Município de Carangola. 1. Aspectos Gerais

Município de Carangola. 1. Aspectos Gerais Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul Município de Carangola 1. Aspectos Gerais Além da sede, o município de Carangola possui 4 distritos. A população total

Leia mais

Logística Ambiental: Adequação das organizações a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Msc. Renata Quemel Pires

Logística Ambiental: Adequação das organizações a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Msc. Renata Quemel Pires Logística Ambiental: Adequação das organizações a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Msc. Renata Quemel Pires Desenvolvimento Sustentável É obter o crescimento econômico contínuo através de um manejo

Leia mais

Políticas Setoriais. Base Legal. Gestão Ambiental Prof. Carlos Henrique A. de Oliveira. Gestão Ambiental Políticas Setoriais

Políticas Setoriais. Base Legal. Gestão Ambiental Prof. Carlos Henrique A. de Oliveira. Gestão Ambiental Políticas Setoriais Gestão Ambiental Prof. Carlos Henrique A. de Oliveira Gestão Ambiental Políticas Setoriais Políticas Setoriais Políticas específicas, que estabelecem diretrizes para assuntos/temas específicos e/ou que

Leia mais

Nota técnica Março/2014

Nota técnica Março/2014 Nota técnica Março/2014 Sistemas de Saneamento no Brasil - Desafios do Século XXI João Sergio Cordeiro O Brasil, no final do ano de 2013, possuía população de mais de 200 milhões de habitantes distribuídos

Leia mais

Título: PGRS Bares e Restaurantes Palestrante: Julia Moreno Lara

Título: PGRS Bares e Restaurantes Palestrante: Julia Moreno Lara Título: PGRS Bares e Restaurantes Palestrante: Julia Moreno Lara Lei 12.305/2010 Estão sujeitos à elaboração de plano de gerenciamento de resíduos sólidos: I - os geradores de resíduos sólidos previstos

Leia mais

Carlos R V Silva Filho ABRELPE. agosto/2010

Carlos R V Silva Filho ABRELPE. agosto/2010 Política Nacional de Resíduos Sólidos: As mudanças que influenciarão o dia a dia das empresas Carlos R V Silva Filho ABRELPE agosto/2010 2 Resíduos Sólidos Urbanos: Situação 3 Quantidade de RSU gerados

Leia mais

Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS LEI 12.305 / 08/ 2010 DECRETO 7.404/ 12/ 2010

Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS LEI 12.305 / 08/ 2010 DECRETO 7.404/ 12/ 2010 Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS LEI 12.305 / 08/ 2010 DECRETO 7.404/ 12/ 2010 Cenário brasileiro de resíduos sólidos Aumento da: População nas cidades 50% mundial 85% Brasil (IBGE, 2010).

Leia mais

Apresentação da Metodologia da Conferência

Apresentação da Metodologia da Conferência Apresentação da Metodologia da Conferência Objetivos das Conferências? são espaços de diálogo entre o governo e a população Instrumentos de participação popular na construção e acompanhamento de políticas

Leia mais

"PANORAMA DA COLETA SELETIVA DE LIXO NO BRASIL"

PANORAMA DA COLETA SELETIVA DE LIXO NO BRASIL Reciclagem e Valorizaçã ção o de Resíduos Sólidos S - Meio Ambiente UNIVERSIDADE DE SÃO S O PAULO "PANORAMA DA COLETA SELETIVA DE LIXO NO BRASIL" Associação sem fins lucrativos, o CEMPRE se dedica à promoção

Leia mais

Transbordo: procedimento de repasse de transporte de resíduos;

Transbordo: procedimento de repasse de transporte de resíduos; TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO CENED ALUNA: CAROLINA SEGASPINI BOTEJO KRIESER CURSO: GESTÃO DE RESÍDUOS URBANOS PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS PARA SISTEMA AEROPORTUÁRIO DATA:20.08.2010 OBJETIVO

Leia mais

PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO Legislação Conceitos Atores Mobilização Social Reavaliação Prazos 1 LEGISLAÇÃO Constituição Federal Art. 23 É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal

Leia mais

Resíduos da Construção Civil INEA DIRETORIA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL (DILAM)

Resíduos da Construção Civil INEA DIRETORIA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL (DILAM) Resíduos da Construção Civil INEA DIRETORIA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL (DILAM) Legislação e Normas Resolução CONAMA n 307 de 04 de Maio de 2002 Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão

Leia mais

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE MMA

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE MMA MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE MMA Política Nacional de Resíduos Sólidos Instituída pela Lei 12.305/2010 e regulamentada pelo Decreto 7.404/2010, após 21 anos de tramitação no Congresso nacional Tem interação

Leia mais

São José dos Campos e a Política Nacional de Resíduos Sólidos

São José dos Campos e a Política Nacional de Resíduos Sólidos São José dos Campos e a Política Nacional de Resíduos Sólidos Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos Este sistema garante tratamento e destino adequado aos resíduos gerados na cidade, de modo que eles não

Leia mais

GESTÃO ESTADUAL DE RESÍDUOS

GESTÃO ESTADUAL DE RESÍDUOS GESTÃO ESTADUAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS DESAFIOS E PERSPECTIVAS SETEMBRO, 2014 INSTRUMENTOS LEGAIS RELACIONADOS À CONSTRUÇÃO DA POLÍTICA E DO PLANO DE RESÍDUOS SÓLIDOS Lei n. 12.305/2010 POLÍTICA NACIONAL

Leia mais

COLETA de LIXO. Recolher e transportar resíduos e encaminhá-lo:

COLETA de LIXO. Recolher e transportar resíduos e encaminhá-lo: COLETA de LIXO Conceituação: Recolher e transportar resíduos e encaminhá-lo: 1. A uma estação de transbordo ou 2. À usina de triagem ou 3. Sítio de destinação final. 1 Coleta Deve ser efetuada em cada

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO GOTARDO

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO GOTARDO LEI N.º 1.774, DE 24 DE ABRIL DE 2008. Dispõe sobre aprovação e instituição do Plano Municipal de Saneamento destinado à execução dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário no município

Leia mais

é lei Agora Política Nacional de Resíduos Sólidos poder público, empresas, catadores e população Novos desafios para

é lei Agora Política Nacional de Resíduos Sólidos poder público, empresas, catadores e população Novos desafios para Política Nacional de Resíduos Sólidos Agora é lei Novos desafios para poder público, empresas, catadores e população Marco histórico da gestão ambiental no Brasil, a lei que estabelece a Política Nacional

Leia mais

GESTÃO DOS SISTEMAS DE LIMPEZA URBANA CONCEITOS

GESTÃO DOS SISTEMAS DE LIMPEZA URBANA CONCEITOS RESÍDUOS SÓLIDOS A palavra lixo é proveniente do latim lix, que significa cinza ou lixívia, ou do verbo lixare, que significa polir, desbastar, arrancar o supérfluo. GESTÃO DOS SISTEMAS DE LIMPEZA URBANA

Leia mais

TERMO DE REFERENCIA PARA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO DE CONTROLE AMBIENTAL RCA PARA LICENCIAMENTO DE ÁREAS DE LAZER DE MÉDIO PORTE

TERMO DE REFERENCIA PARA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO DE CONTROLE AMBIENTAL RCA PARA LICENCIAMENTO DE ÁREAS DE LAZER DE MÉDIO PORTE TERMO DE REFERENCIA PARA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO DE CONTROLE AMBIENTAL RCA PARA LICENCIAMENTO DE ÁREAS DE LAZER DE MÉDIO PORTE Este Termo de Referência visa orientar na elaboração de PROJETO DE CONTROLE

Leia mais

Gerenciamento das Áreas Contaminadas no Estado do Paraná e Estratégias para o Atendimento da Resolução Conama 420/09

Gerenciamento das Áreas Contaminadas no Estado do Paraná e Estratégias para o Atendimento da Resolução Conama 420/09 Gerenciamento das Áreas Contaminadas no Estado do Paraná e Estratégias para o Atendimento da Resolução Conama 420/09 HISTÓRICO 70 década da água 80 década do ar 90 década dos resíduos sólidos Histórico

Leia mais

Vice-Presidência de Engenharia e Meio Ambiente Instrução de Trabalho de Meio Ambiente

Vice-Presidência de Engenharia e Meio Ambiente Instrução de Trabalho de Meio Ambiente Histórico de Alterações Nº de Revisão Data de Revisão Alteração Efetuada 1-Foi alterado o texto do item 2, onde foram suprimidas as referências anteriores e referenciada a PGR 4.3.2 e PGR-4.3.1 e IGR-4.4.6-12.

Leia mais

RESÍDUOS SÓLIDOS. Classificação dos Resíduos. 1. Quanto a categoria: Resíduos Urbanos residências e limpeza pública urbana;

RESÍDUOS SÓLIDOS. Classificação dos Resíduos. 1. Quanto a categoria: Resíduos Urbanos residências e limpeza pública urbana; RESÍDUOS SÓLIDOS - são os resíduos que se apresentam nos estados sólidos, semi-sólidos e os líquidos não passíveis de tratamento convencional, que resultam de atividades de origem industrial, comercial,

Leia mais

Gerenciamento de Resíduos

Gerenciamento de Resíduos Gerenciamento de Resíduos ANVISA RDC 306/04 - REGULAMENTO TÉCNICO PARA GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS DE SAÚDE veronica.schmidt@ufrgs.br O perigo do lixo hospitalar. Resíduos biológicos - culturas de microrganismos

Leia mais

Município de Capanema - PR

Município de Capanema - PR LEI Nº. 1.557, DE 20 DE MAIO DE 2015. Dispõe sobre a política municipal de resíduos sólidos do Município de Capanema e dá outras providências. A Câmara Municipal de Capanema, Estado do Paraná, aprovou

Leia mais

AVALIAÇÃO AMBIENTAL EM UMA COOPERATIVA DE MATERIAIS RECICLÁVEIS

AVALIAÇÃO AMBIENTAL EM UMA COOPERATIVA DE MATERIAIS RECICLÁVEIS 182 AVALIAÇÃO AMBIENTAL EM UMA COOPERATIVA DE MATERIAIS RECICLÁVEIS Nagiélie Muara SILVA 1* ; Camilla Stheffani Oliveira Machado 2 ; Maria Cristina Rizk 3 1,2 Discente em Engenharia Ambiental pela Universidade

Leia mais

FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE DE PALMAS DIRETORIA DE CONTROLE AMBIENTAL GERÊNCIA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL

FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE DE PALMAS DIRETORIA DE CONTROLE AMBIENTAL GERÊNCIA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL TERMO DE REFERÊNCIA PARA ELABORAÇÃO DE PROJETO AMBIENTAL DE EMPREENDIMENTOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE Este Termo de Referência visa orientar na elaboração de PROJETO AMBIENTAL PA para empreendimentos de serviços

Leia mais

CAPÍTULO. Lixo. O efeito do lixo nas encostas 15. 1. Tipos de soluções para a coleta do lixo 15. 2

CAPÍTULO. Lixo. O efeito do lixo nas encostas 15. 1. Tipos de soluções para a coleta do lixo 15. 2 CAPÍTULO 15 Lixo O efeito do lixo nas encostas 15. 1 Tipos de soluções para a coleta do lixo 15. 2 259 15. 1 O efeito do lixo nas encostas LIXO na ENCOSTA DESLIZAMENTO CAUSADO por LIXO na ENCOSTA Adaptado

Leia mais

cüxyx àâüt `âç v ÑtÄ wx Tvtâû c\

cüxyx àâüt `âç v ÑtÄ wx Tvtâû c\ ATO DE SANÇÃO N.º 003/2010. O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE ACAUÃ, ESTADO DO PIAUÍ, no uso de suas atribuições legais, sanciona por meio do presente, o Projeto de Lei do Executivo de N.º 002/2010, Ementa: Dispõe

Leia mais

RESOLUÇÃO N o 307, DE 5 DE JULHO DE 2002 Publicada no DOU nº 136, de 17/07/2002, págs. 95-96

RESOLUÇÃO N o 307, DE 5 DE JULHO DE 2002 Publicada no DOU nº 136, de 17/07/2002, págs. 95-96 RESOLUÇÃO N o 307, DE 5 DE JULHO DE 2002 Publicada no DOU nº 136, de 17/07/2002, págs. 95-96 Correlações: Alterada pela Resolução nº 448/12 (altera os artigos 2º, 4º, 5º, 6º, 8º, 9º, 10 e 11 e revoga os

Leia mais