A RELEVÂNCIA DE SITES COMO PRÁTICA DE GESTÃO DO CONHECIMENTO EM GRUPOS DE PESQUISA

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1 A RELEVÂNCIA DE SITES COMO PRÁTICA DE GESTÃO DO CONHECIMENTO EM GRUPOS DE PESQUISA DALLIANE VANESSA PIRES ANDRADE (UFRN) danielle moraes de macedo (UFRN) HELIO ROBERTO HEKIS (UFRN) Jamerson Viegas Queiroz (UFRN) FERNANDA CRISTINA BARBOSA PEREIRA QUEIROZ (UFRN) Vivemos num mundo onde a rede mundial de computadores popularizou-se e fez com que houvesse uma maximização da produção e disseminação do conhecimento em grande escala. Nesse contexto, surgiram os grupos de pesquisas dentro das universidadees, com o objetivo de desenvolver pesquisas sobre determinada área do conhecimento, onde procuram canais alternativos de disseminação do conhecimento para expor seus trabalhos e pesquisas, como por exemplo, as web pages. Esse artigo caracteriza-se como um estudo de caso, tendo como objetivo analisar a relevância de sites como ferramenta de gestão do conhecimento para grupos de pesquisas, onde primeiro buscou-se aplicar um questionário sobre o desenvolvimento dos websites nos grupos de pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) que estavam cadastrados no SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas, depois houve a compilação dessas informações e por fim, pode-se propor uma estrutura básica para sites destinados a grupos de pesquisa. Palavras-chaves: Websites. Grupos de Pesquisa. Gestão do Conhecimento

2 1. Introdução A sociedade mundial, com o advento e popularização da rede de computadores, maximizou a produção de conhecimento em grande escala. Nesse mesmo sentido, as Instituições de Ensino Superior em todo o mundo, também têm ampliado a geração de novos conhecimentos, proporcionando benefícios e alavancando o desenvolvimento humano. Nesse contexto, é comum a existência de Grupos de pesquisa, que são grupos de pessoas que realizam pesquisa sobre uma determinada área de conhecimento; com isso, novas técnicas, ferramentas, metodologias (...) são desenvolvidas, além de contribuir para diagnóstico e aprimoramento das organizações. Os grupos de pesquisa, em geral, desenvolvem estudos inovadores e que, geralmente, produzem novos saberes. Destaca-se que, muitos deles são ligados ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico CNPQ. No Brasil, o CNPQ, cujo objetivo está ligado ao desenvolvimento de pesquisas científicas, tecnológicas e formação de recursos humanos, é um dos órgãos responsáveis pelo gerenciamento dos Grupos de pesquisas regularmente reconhecidos pelas Instituições de Ensino Superior brasileiro. Destarte, o CNPQ mantem o Diretório dos Grupos de Pesquisas, criado em 1992 e que reuni dados e informações sobre os grupos em atividades no país (CNPQ, 2012). Em consulta ao site <http://dgp.cnpq.br/censos>, observa-se que em 2010 foram identificados grupos de pesquisas em todo Brasil e que desses grupos, mantém pelo menos um vinculo com empresas (que possuem registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica), conforme ilustra Figura 1; logo, tais dados reforçam a perspectiva apresentada neste introito. Figura 1 Número de grupos de pesquisa cadastrados no CNPQ Fonte: CNPQ (2012) Contudo, apesar do CNPQ apontar que um dos objetivos dos Diretórios dos Grupos de Pesquisa é facilitar a troca de informações de forma rápida, percebe-se que nem sempre é possível consolidar tal objetivo. Além disso, nos diretórios não há informações detalhadas sobre os debates e pesquisas realizadas pelos grupos, ou seja, em que nível de discussões e pesquisas o grupo tem foco. Há também, por vezes, dificuldades no acesso às informações e novos saberes gerados e disponibilizados, por exemplo, em formas de artigos científicos. 2

3 Nesse contexto, foi identificado o seguinte problema de pesquisa: os sites de internet podem contribuir para com a divulgação e compartilhamento de saberes e conhecimento, agregando valor aos grupos de pesquisas? Logo, este artigo tem como objetivo analisar a relevância de sites como ferramenta de gestão do conhecimento para grupos de pesquisa. Associado ao objetivo geral destaca-se ainda, três objetivos específicos: pesquisar nos grupos de pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte cadastrados no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas SIGAA, qual a ligação dos mesmos com os sites próprios; avaliar quais os aspectos relevantes nos sites dos grupos; compilar as informações dos sites e propor uma estrutura básica para o grupo de pesquisa, visando a utilização da ferramenta para a gestão do conhecimento nos referidos grupos. O artigo se justifica uma vez que propõe a criação de um site como ferramenta de gestão do conhecimento. Instrumento que além de facilitar a divulgação no acesso as informações do grupo de pesquisa, proporcionará o compartilhamento de saberes e conhecimento. O presente artigo está organizado da seguinte forma: além dessa seção introdutória, há, na segunda seção o resgate teórico do estudo, composto por estudos ligados à Gestão do Conhecimento, Gestão da informação e pesquisa científica; em seguida, na seção três, são descritos os métodos de pesquisa; na seção quatro são apresentados os resultados e discussões do artigo. Por fim, na seção cinco, são postas as conclusões e, na ultima seção, o referencial bibliográfico. 2. Referencial Teórico 2.1 Gestão do Conhecimento Hansen et al., (1999) afirma que a Gestão do Conhecimento não é nada novo. Por centenas de anos, os proprietários de empresas famíliares passaram a seus conhecimentos aos seus filhos, os mestres artesãos têm meticulosamente ensinado aos aprendizes, e os trabalhadores têm trocado ideias e know-how no trabalho. Mas somente no ano de 1990 que os executivos-chefe começaram a falar sobre gestão do conhecimento, [...] mudaram de recursos naturais para ativos intelectuais, executivos foram obrigados a examinar o conhecimento subjacente à sua empresa e como esse conhecimento é utilizado (HANSEN, NOHRIA E TIERNEY, 1999). Segundo Andrade et al., (2010) o termo Gestão do Conhecimento implica a utilização de mecanismos que auxiliem as organizações a gerenciar o conhecimento como um ativo que promova o desenvolvimento organizacional. Para criação do conhecimento na organização é preciso identificar o tipo de conhecimento necessário, conhecer o ambiente competitivo; aprimorar constantemente seus processos produtivos; e ter capacidade de inovação para a conquista da vantagem competitiva sustentável (ANDRADE, JÚNIOR, TOMAÉL, CORGOSINHO, 2011). Para outros autores a Gestão do Conhecimento está centrada na criação de conhecimento, compartilhamento de conhecimento, e aplicação do conhecimento conforme mostra a figura 2. 3

4 Hedlund (1994) De Jarnett (1996) Quintas et al., (1997) Demarest (1997) Moresi (2001) Murray (2005) Figura 2 Definição Gestão do Conhecimento Fonte: Elaboração Própria Aquisição de conhecimento, armazenamento de conhecimento, transferência de conhecimento, aplicação do conhecimento, proteção do conhecimento. Construção do conhecimento, incorporação do conhecimento, disseminação do conhecimento e uso, retenção de conhecimento e refinamento. Processo ou prática de criar, adquirir, capturar, compartilhamento e uso do conhecimento. Construção do conhecimento, disseminação do conhecimento, incorporação de conhecimento, uso. Conjunto de atividades que busca desenvolver e controlar todo tipo de conhecimento em uma organização visando à utilização na consecução de seus objetivos. Uma estratégia que transforma bens intelectuais da organização informações registradas e o talento de seus membros em maior produtividade, novos valores e aumento de competitividade. Conhecimento é agora considerado o ativo organizacional mais importante estrategicamente (Kiessling e Harvey, 2006). Para Sandhawalia e Dalcher (2011) a criação de conhecimento é ativado por processos e atividades de interação, feedback, inovação, brainstorming, e benchmarking. Nonaka e Konno (1998) sugerem como uma plataforma para a construção do conhecimento, um conceito que abrange aspectos fundamentais que complementam o conhecimento e auxiliam a gerência na tomada de decisões. Tais aspectos são: capacidade mental; inteligência emocional; conhecimentos técnicos e do negócio; crescimento; ego saudável; dar a direção; influenciar pessoas; fazer com que as coisas aconteçam; estabelecer relacionamentos. A natureza do conhecimento científico é peculiar, bem como o ambiente no qual se dão os processos de sua criação, compartilhamento e uso. Além do mais, os estudos que, tradicionalmente, abordam a gestão do conhecimento nem sempre levam em consideração a estrutura comunicacional existente, por meio da qual o conhecimento é produzido e comunicado. Parecem, até o momento, serem raras as iniciativas sobre a gestão do conhecimento científico resultante de atividades de ensino e pesquisa no ambiente acadêmico. Ainda mais raras, parecem ser as que levam em consideração o sistema de comunicação científica, que constituem uma questão fundamental a ser levada em consideração em estudos sobre GC (LEITE E COSTA, 2006). 2.2 Gestão da informação 4

5 Conforme Valentim (2008, p. 18), a informação é, ao mesmo tempo, objeto e fenômeno, visto que pode ser destacada e analisada por si mesma e, também, pode ser parte de um processo. Como objeto, a informação é explicitada em algum suporte e nos permite visualizar o conhecimento construído por um indivíduo ou grupo de indivíduos e, como fenômeno, pode ser emancipadora uma vez que o sujeito cognoscente ou o grupo de sujeitos cognoscentes poderão realizar o processo cognitivo individualmente ou coletivamente. Nesse sentido, destaca-se a internet: uma rede mundial de computadores que interliga todos tipos de organizações espalhadas pelo mundo. Ela eliminou as fronteiras e contribuiu para consolidação da globalização. As Universidades, como instituições de pesquisa fizeram parte do desenvolvimento da Internet, conforme destacado por Norton (1996), que na época afirma que as Instituições Científicas de pesquisa, educacionais e as organizações de interesses comerciais (em fase inicial) eram as principais organizações que utilizam essa ferramenta de comunicação. Segundo Rowley (1994), gestão da informação como uma disciplina ou profissão está relacionada com qualquer técnica, processo ou sistema que está associado com a gestão da informação. A mais específica definição de trabalho de gerenciamento de informações poderia ser: Desenvolvimento e gestão de uma organização de sistemas de informação e recursos para que as informações mais adequadas possam ser localizadas pelas pessoas associadas com a organização, quando essa informação é necessária; Localização, identificação e integração informações externas à organização em da organização próprios sistemas de informação, quando essa informação é necessária. Portanto, percebe-se que a Internet é um dos principais meios de comunicação e compartilhamento de informações; acessível a todos. Estamos assim, atualmente, confrontados com um delicado equilíbrio entre a adequada disponibilização de informação para a melhor tomada de decisão, e informação excessiva que provoca que provoca uma sobrecarga para a tomada de decisão. Consequentemente, a abundância de informação não simplifica o processo de decisão. (FERREIRA, 2011) 2.3 Comunicação científica A comunicação científica constitui um tópico muito explorado e discutido na ciência da informação ao longo das últimas quatro décadas. Contribui, assim, de forma significativa para a construção de conhecimento na área. Vários são os modelos teóricos, as abordagens e os contextos encontrados na literatura para seu estudo, o que reflete uma variedade de aspectos por meio dos quais o processo de comunicação entre pesquisadores tem sido estudado. (COSTA, 2005) Torna-se evidente, portanto, que um pesquisador utiliza os canais de comunicação em todo o ciclo do conhecimento desde a sua criação até a sua divulgação, o que nos permite afirmar que existe um complexo sistema de comunicação científica que permeia as comunidades científicas e instituições acadêmicas. (LEITE E COSTA, 2006). Nesse cenário onde a colaboração é a chave da construção da Inteligência Coletiva, nota-se que a criação e compartilhamento de conhecimento por meio das ferramentas Web 2.0 requer 5

6 dos profissionais da informação novas posturas, novas habilidades e novas competências (ANDRADE, JÚNIOR, TOMAÉL, CORGOSINHO, 2011). Como forma de aumentar a comunicação científica tem-se hoje os periódicos eletrônicos que segundo Campello (2003) têm algumas características comuns: são um meio de comunicação extremamente versátil e rápido, que permite a divulgação da pesquisa imediatamente após sua conclusão, ignorando barreiras geográficas para acesso (embora dependam de equipamentos e linhas de comunicação eficientes), minimizando barreiras hierárquicas e permitindo a recuperação de informações de várias maneiras. Mas, apesar das inúmeras possibilidades oferecidas pela tecnologia, a maioria dos periódicos científicos eletrônicos ainda é muito parecida com os periódicos impressos, inclusive na periodicidade e na maneira de identificar volumes e fascículos, especialmente aqueles que são apenas a versão eletrônica de um periódico existente em formato tradicional. 3. Metodologia Analisar a relevância de sites como ferramenta de gestão do conhecimento para grupos de pesquisa é o foco principal deste artigo. Assim, esta pesquisa caracteriza-se como descritiva, pois aborda problemas que não são documentados e tem como objetivo a descrição de características de determinada amostra. Gil (1999) relata que as pesquisas descritivas têm como objetivo a descrição das características de determinada população ou fenômeno [...] utilizando técnicas padronizadas de coleta de dados. Logo o presente artigo se caracteriza como descritiva, pois aborda problemas que não são documentadas e tem como objetivo a descrição de características de determinados amostra. Quanto ao delineamento o presente estudo também é classificado como uma pesquisa bibliográfica, pois segundo Gil (1999), ela é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos. E ainda pode ser classificada como um estudo de caso que, segundo Andrade (2003), é uma categoria de pesquisa cujo objeto é uma unidade que se analisa profundamente. Pode ser caracterizado como um estudo de uma entidade bem definida, como um programa, uma instituição, um sistema educativo, uma pessoa ou uma unidade social. Destarte, buscou-se, em um primeiro momento, aplicar uma pesquisa em um grupo de pesquisa específico, caracterizando este artigo como estudo de caso. Em tal pesquisa, foi analisado o processo de desenvolvimento do website do grupo, cuja finalidade é a de promover a socialização de informações e compartilhamento de saberes. As estapas metodológicas do artigo estão descritas na Figura 3. Figura 3 Etapas estatísticas Fonte: Autores,

7 A coleta de dados, aplicação do questionário, foi feita via , em que os líderes dos grupos de pesquisa recebiam o convite para participar do estudo; a amostra foi composta por 70 grupos de pesquisa, que foram selecionados aleatoriamente (amostragem aleatória simples) dentre os 251 cadastrados na Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, informações estas, disponíveis no Sigaa (Sistema Integrado de Gestão Acadêmica da IES). O nível de confiança da amostra foi de 90% e margem de erro de 10% e os demais valores estimados, como pˆ (é a estimativa da proporção populacional de discentes que pertencem a categoria de interesse no estudo) e qˆ (representando a estimativa a proporção populacional de indivíduos que não pertence à categoria de interesse do estudo), foram fixados em 6%. A coleta dos dados ocorreu no período de 20 de setembro a 10 de outubro de Contudo, apenas 43 responderam a pesquisa. Para a análise e interpretação dos resultados, os dados foram tabulados no software Excel O instrumento de pesquisa era composto por duas questões: a primeira era se o grupo de pesquisa possui website próprio e a segunda questionava quais itens o site possuía, a saber: descrição do grupo de pesquisa; informações sobre os participantes do grupo de pesquisa; descrição dos projetos de pesquisas desenvolvidos pelo grupo; notícias com as atualizações e novos debates realizados pelo grupo; descrição e link para os artigos publicados em congressos ou periódicos pelos integrantes do grupo. Em seguida realizou-se um levantamento das informações contidas nos sites e/ou blogs dos grupos de pesquisa, a fim de compila-las e analisa-las sob a ótica da relevância da ferramenta para a gestão do conhecimento nos grupos de pesquisa. Com base nessas informações e reflexões propõe-se uma estrutura básica para um website destinado a Grupos de Pesquisa. 4. Estudo de Caso O estudo de caso foi realizado em uma amostra aleatória nos grupos de pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, cadastrados no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas - SIGAA. O SIGAA é um sistema que informatiza os procedimentos da área acadêmica através dos módulos de: graduação, pós-graduação (stricto e lato sensu), ensino técnico, ensino médio e infantil, submissão e controle de projetos e bolsistas de pesquisa, submissão e controle de ações de extensão, submissão e controle dos projetos de ensino (monitoria e inovações), registro e relatórios da produção acadêmica dos docentes, atividades de ensino a distância e um ambiente virtual de aprendizado denominado Turma Virtual. O que foi analisado no estudo de caso foi a ligação desses grupos com os sites próprios, os aspectos relevantes dos sites, e por fim propor uma estrutura básica para o grupo de pesquisa, visando a utilização da ferramenta para a gestão do conhecimento nos referidos grupos. Como primeira etapa foi elabora um questionário que foi aplicado em 70 grupos de pesquisa, isso foi feito com o objetivo de identificar quais possuíam websites ativos. Contudo, apenas 43 responderam a pesquisa, o que reduziu nossa amostra. 7

8 Figura 4 Número de grupos de pesquisa que possuem ou não site próprio Fonte: Elaboração Própria Percebe-se que em nossa amostra pesquisa que 31 grupos de pesquisa não possuem site próprio e apenas 12 possuem conforme apresentado na figura 4, o que nos leva a concluir que um número bastante reduzido divulgam suas práticas e trabalhos através de páginas na web. Com isso perde-se a oportunidade de conhecer, criar, gerar, transformar, disseminar o conhecimento. Já que a Universidade é propulsora do conhecimento, essas informações devem ser transformadas efetivamente em conhecimento e distribuídas, tornando-se acessíveis aos interessados, além de divulgar a própria Universidade. Na segunda parte da pesquisa têm-se os aspectos relevantes dos sites dos grupos de pesquisa, onde 10 deles responderam possuir neles a descrição do grupo, 9 afirmam ter informações sobre seus participantes, 9 deles possuem descrição dos projetos de pesquisas desenvolvidos, e apenas 6 afirmaram que mantém atualizações, novos debate, descrição e link para os artigos publicados, conforme apresentado na tabela 1. Tabela 1 Itens que contém nos sites dos grupos de pesquisa Itens que contém no site Quantidade Descrição do Grupo de Pesquisa 10 Informações sobre os participantes do Grupo de Pesquisa, 9 Descrição dos Projetos de pesquisas desenvolvidos pelo Grupo 9 Notícias com as atualizações e novos debates realizados pelo Grupo 6 Descrição e link para os Artigos publicados em congressos ou periódicos pelos integrantes do Grupo Fonte: Elaboração Própria 6 8

9 O conhecimento deriva da informação e sem divulgação de informação, a produção científica dos grupos de pesquisa fica limitada aquele número de pessoas ao qual pertence. Portanto, a gestão do conhecimento, impulsionada pela tecnologia da informação e pelas comunicações, é uma realidade da qual nos proporciona diversas vantagens. Nesse contexto o conhecimento e a divulgação do mesmo se transformam em um valioso recurso estratégico para a vida dos estudantes e das instituições. Como terceira etapa do estudo de caso, propõe-se uma estrutura básica para os sites dos grupos de pesquisa, visando à utilização da ferramenta para a gestão do conhecimento. Com base no questionário respondido, identificou-se que a estrutura básica para construção de um site para grupos de pesquisa deve-se partir da descrição do mesmo, contendo informações sobre sua fundação, seus integrantes (professores e discentes), suas linhas de pesquisa e projetos desenvolvidos. Além disso, sugere-se a inserção de um feed de notícias sobre as atualizações e novos debates realizados pelo grupo. E por fim, mas não menos importante descrição e link para suas produções científicas (publicadas em congressos ou periódicos) a fim de tonar sua página da Web uma disseminadora de conhecimentos, divulgando e compartilhando saberes, transformando-se em uma base de dados fundamental para o crescimento do Grupo e, consequentemente, da Instituição. Torna-se assim, uma ferramenta de grande relevância para a gestão do conhecimento nos grupos de pesquisa. 5. Conclusão A produção acadêmica e científica cresceu nos últimos anos, aumentando o número de dados e informações disponível para toda a sociedade. As Instituições de Ensino Superior destacamse nesse cenário de produção científica, tendo os Grupos (ou bases) de Pesquisa como principais fomentadoras. Nesse mesmo passo, percebe-se que gerenciar todo o conhecimento gerado torna-se tarefa árdua, uma vez que envolve vários elementos e fatores. Percebeu-se, no desenvolvimento do estudo, que um desses fatores é a gestão da produção científica dos grupos de pesquisa, uma vez que, com o aumento quantitativo, ter acesso e tornar publico (com facilidade aos interessados) todo esse conhecimento, tornou-se outro desafio. Assim, o estudo buscou analisar a relevância dos websites (páginas de internet) como ferramenta de gestão do conhecimento. Percebe-se que poucos grupos de pesquisas utilizam os websites como forma de divulgação de seus trabalhos, o que acaba limitando o acesso das pessoas ao conhecimento científico. Se a própria universidade apoia-se a criação dos sites seria benéfico tanto para os grupos como para as instituições de ensino, já que mais pessoas teriam o conhecimento do que está sendo feito, em termos de trabalhos científicos, na instituição. Observou-se, no estudo, que diante de todo o cenário de crescimento que envolve os Grupos de Pesquisa, os website podem se tornar relevantes como ferramentas de gestão do conhecimento, desde que tenham informações básicas, como: página com descrição das atividades e pesquisas, os integrantes e, principalmente, link ou acesso direto (download) para a produção científica e acadêmica dos Grupos. Tais informações, mesmo que básicas, podem facilitar o acesso à elas, comunicar as novas proposições ou descobertas dos Grupo pesquisa, dentre outros benefícios. Assim, percebe-se que o problema de pesquisa e objetivos do trabalho foram respondido e alcançados. 9

10 Ao criar um website os grupos de pesquisa estão estreitando seus laços com outros grupos, disseminando o conhecimento científico a um número maior de pessoas e ainda, ajudando a divulgar o trabalho realizados por eles, assim como eventos, revistas científicas e outros grupos de pesquisa. A criação (e atualização constante) de website de Grupos de Pesquisa, associados à outras ferramentas existentes, como o Diretórios de Grupos de Pesquisa do CNPq, podem aproximar, ainda mais, o conhecimento acadêmico e científico da população, além de permitir troca assertiva e pesquisa entre grupos de pesquisa de diferentes Instituições de Ensino. Espera-se que seja cada vez maior o número de Grupos que tornem publico, por meio de sites, os resultados de seus estudos, contribuindo para desenvolvimento da nação. 6. Referências ANDRADE, I.A.; JÚNIOR, D.W.B; TOMAÉL, M.I.; CORGOSINHO, R.J.M. Inteligência coletiva e ferramentas WEB 2.0: a busca da gestão da informação e do conhecimento em organizações. Perspectivas em Gesto & Conhecimento, João Pessoa, v.1, número especial, p , Out ANDRADE, M. T. T.; FERREIRA, C. V. F.; PEREIRA, B. B. P. Uma ontologia para a Gestão do Conhecimento no Processo de Desenvolvimento de Produto. Revista Gest. Prod., São Carlos, v. 17, n. 3, p , ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à metodologia do trabalho científico: laboração de trabalhos na graduação. 5. ed. São Paulo: Atlas, CAMPELLO, A.S. Fontes de Informação para pesquisadores e profissionais. Editora: UFMG. Belo Horizonte, MG, CNPQ, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Grupos de pesquisa. Disponível em: < Acesso em abril de COSTA, S.M.S. A comunicação científica nos dias atuais: impactos de uma filosofia aberta. Bibliotecas digitais: saberes e práticas. UFBA/IBICT. Salvador Brasília De Jarnett, L. Knowledge the latest thing, Information Strategy. The Executives Journal, Vol. 12, pt 2, pp. 3-5, DEMAREST, Mark. Understanding knowledge management. v.30, n.3, 1997,p Long range planning, FERREIRA, F.C. O comportamento de procura de informação no processo de decisão de compra da Web. Perspectivas em Gesto & Conhecimento, João Pessoa, v.1, número especial, p. 3-26, Out GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5ª Edição, São Paulo: Atlas, Hansen, M. T; Nohria, N; Tierney T. What's your strategy for managing knowledge? HARVARD BUSINESS REVIEW, vol. 77, Issue: 2, HEDLUND, Gunnar. A model of knowledge management and the N-form corporation. Strategic management journal, v.15, 1994, p

11 Kiessling, T. and Harvey, M. The human resource management issues during an acquisition: the target firms top management team and key managers, International Journal of Human Resource Management, Vol. 17 No. 7, pp , LEITE, F. C. L.; COSTA, S. Repositórios institucionais como ferramenta de gestão do conhecimento científico no ambiente acadêmico. Belo Horizonte: Consórcio de Bibliotecas no Brasil, MORESI, E.A.D. Inteligência organizacional: um referencial integrado. Ci. Inf. Brasília, v.30, n.2, p.35-46, maio/ago MURRAY, P. C. New language for new leverage: the terminology of knowledge management Disponível em < Acesso em fevereiro de NONAKA, Ikujiro; KONNO, Noboru. The concept of "ba": Building a foundation for knowledge creation.california Management Review; Berkeley; Spring NORTON, Peter. Introdução à Informática. São Paulo: Makron Books, Quintas, P., Lefrere, P. and Jones, G.Knowledge Management: A Strategic Agenda. Journal of Long Range Planning, Vol. 30, No. 3, pp , Rowley, J. The Changing Role of the Information Manager. Librarian Career Development Volume: 2, SANDHAWALIA, B.S.; DALCHER, D. Developing knowledge management capabilities: a structured approach. Jounal of Knowledge management. Vol. 15. Nº02. London VALENTIM, M.L.P. Informação e conhecimento em organizações complexas. Gestão da informação e do conhecimento no âmbito da Ciência da Informação. São Paulo: Polis: Cultura Acadêmica, p

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