DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL: PERSPECTIVAS DE INSERÇÃO NO ASSENTAMENTO ALVORADA, JÚLIO DE CASTILHOS, RS 1

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1 4º ENCONTRO NACIONAL DE GRUPOS DE PESQUISA ENGRUP, São Paulo, pp , DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL: PERSPECTIVAS DE INSERÇÃO NO ASSENTAMENTO ALVORADA, JÚLIO DE CASTILHOS, RS 1 Marilse Beatriz Losekann 2 Carmen Rejane Flores Wizniewsky 3 Resumo: O presente artigo aborda o desenvolvimento rural sustentável e sua importância para o desenvolvimento local e a permanência dos agricultores no campo em função da preservação de seus recursos naturais. Neste contexto, faz-se uma reflexão acerca das possibilidades dos agricultores do assentamento Alvorada se inserirem neste modelo. Para isso, analisou-se sua organização e suas práticas produtivas bem como o papel desempenhado pela escola Municipal de Ensino Fundamental São Francisco, ali localizada no Assentamento Alvorada. Palavras-chave: Sustentabilidade Assentamentos Educação do campo Resumen: El presente artículo aborda el desarollo rual susteníble y su imprtáncia para el desarrollo local y la permanência de los agricultores em el médio rural em función de la preservación de sus recursos naturales. Em este contexto, se hace uma reflección a cerca de las posibilidades de los agricultores del assentamento Alvorada de inserción en este modelo. Para tanto, se analisó su organización y sus practicas productivas, bien cómo el papel de la escuela Municipal de Ensino Fundamental São Francisco, localizada en el Assentamiento Alvorada. Palabras Clave: Sustentabilidad Asentamientos Educación Rural 1 Trabalho apresentado no 4º Encontro Nacional de Grupos de Pesquisa, realizado entre os dias 8 e 10 de setembro de 2008, São Paulo, Brasil. 2 Acadêmica do curso de Geografia da Universidade Federal de Santa Maria, 3 Profª. Doutora do Departamento de Geociências da Universidade Federal de Santa Maria,

2 447 4º ENGRUP, São Paulo, LOSEKANN, M. B. e WIZNIEWSKY, C. R. F. Introdução A crise ambiental e agrária vigente é reflexo do modelo adotado pelas economias capitalistas, e apontam para a necessidade de profundas reflexões sobre o tipo de desenvolvimento ideal para os agricultores familiares assentados. No assentamento Alvorada, localizado em Julio de Castilhos, RS, esta crise é percebida nas manifestações dos agricultores e na forma em que organizam suas explorações agrárias, assim como nas escola da comunidade (Escola Municipal São Francisco). O presente artigo pretende dialogar a respeito da possibilidade de inserção dos agricultores assentados em um modelo alternativo de desenvolvimento, fundamentado a partir de projeto de extensão realizado no ano de 2007 no respectivo assentamento. No referido estudo constatou-se a necessidade de ações junto à comunidade, que visem à formação de cidadãos capazes de compreender e adotar práticas produtivas que valorizem a preservação dos recursos naturais e melhorem sua renda através de uma racionalidade produtiva e de mercado que resultem em uma melhoria da qualidade de vida, e de um tipo de desenvolvimento que seja eficiente economicamente, socialmente justo e ambientalmente sustentável. Os agricultores familiares envolvidos no presente estudo conquistaram suas terras a partir da luta desencadeada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Esta luta culminou, em âmbito regional, com a efetivação do Assentamento Alvorada no ano de É importante frisar que no caso desses assentados, a maior parte deles tem sua origem relacionada à agricultura, sendo que os mesmos foram desterritorializados do processo produtivo em função dos graves conflitos entre capital e trabalho inerentes ao modelo agrícola industrial vigente até a atualidade (Gómez, 1997). Neste contexto, se torna evidente que os assentados em questão busquem alternativas produtivas que garantam sua permanência na terra, e não persistam produzindo e reproduzindo um modelo produtivo capitalista, que segundo Oliveira (1999) é desigual e combinado. À medida que o referido modelo produz a exclusão dos que não podem competir de igual para igual com os agricultores capitalizados, ocorre a perda da terra, a desistência frente às adversidades inerentes ao capitalismo desigual. Configura-se assim, a necessidade de construir junto aos agricultores familiares, ações que busquem consolidar o modelo de desenvolvimento sustentável, garantindo a

3 Desenvolvimento rural sustentável: perspectivas de inserção no assentamento Alvorada, Júlio de Castilhos - RS, pp igualdade e melhoria de vida dos agricultores e da sociedade, assim como o equilíbrio entre o desenvolvimento da sociedade e a conservação ambiental. Através da analise da organização do assentamento Alvorada, com destaque na organização produtiva adotada pelos agricultores e os impactos sócio-ambientais resultantes dessas práticas, suas experiências compartilhadas, trocas de saberes, assistência técnica e a função que a escola frente ao desenvolvimento do assentamento, buscou-se analisar através de entrevistas qualitativas, a forma com que os agricltores assentados compreendem as suas práticas produtivas e como é a sua relação com os recursos naturais. Também buscou-se analisar até que ponto a assistência técnica influi para a possibilidade de mudanças no modelo de desenvolvimento levado a cabo pelas famílias assentadas. Também o trabalho objetivou de forma específica identificar o papel da escola na conscientização quanto a utilização dos recursos naturais. Agricultura e desenvolvimento Apesar da crise agrária que assola de forma mais significativa os pequenos agricultores descapitalizados, a agricultura familiar desempenha um importante papel, à medida que apresenta uma racionalidade própria que colabora para a permanência no espaço rural. A agricultura familiar merece destaque por ser a responsável pela produção de alimentos consumidos no território nacional. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 70% dos estabelecimentos agrícolas são do tipo familiar sendo esse segmento indispensável para a produção de alimentos básicos, visto que responde por 75% dessa produção. Soma-se a isso, o fato de empregar mais de 80% da força de trabalho ocupada no meio rural, sendo esse segmento indispensável para a fixação da população rural. O rural foi um cenário presente e significativo para a formação da sociedade brasileira, como pode ser constatado na obra de Sérgio Buarque de Holanda intitulada Raízes do Brasil. Segundo Wanderley (1989), percebe-se que o rural faz parte da memória do agricultor familiar e permanece ao longo das gerações. Esta memória é a raiz que permanece presente na vida das pessoas do campo, formando uma espécie

4 449 4º ENGRUP, São Paulo, LOSEKANN, M. B. e WIZNIEWSKY, C. R. F. de identidade de agricultor, que se manifesta através de um vínculo afetivo e nostálgico ligado a terra, a cultura, ao trabalho e a produção (Casado, Molina e Gusmán 2000, p. 118). O rural se constitui um espaço de produção e reprodução de conhecimento, de troca de saberes sociais, que segundo Damasceno Nobre (1993, p. 55) Esse saber é entendido como o saber básico que os integrantes de um grupo social necessitam para participar do seu ambiente, qualificandose por ser prático (em termos técnico, político, religioso etc), mediante o qual o sujeito interfere na vida cotidiana. Portanto o saber cotidiano refere-se a situações particulares, distinguindo-se do saber metódico. Neste contexto, os agentes sociais do campo, no caso específico dos assentados em questão, foram distanciados de seu território e à medida que tiveram que migrar para uma região diferente no que se refere ao geográfico, histórico e cultural. Porém um distanciamento histórico e cultural passou a acontecer antes mesmo do processo migratório, trata-se da absorção forçada da agricultura industrial imposta pela modernização da agricultura. Este fato provocou entre as famílias dos agricultores a perda seletiva da memória e o rompimento com o passado e seus saberes, causando um grande prejuízo que pode ser visualizado tanto no que se refere ao aspecto cultural como no produtivo. Dessa forma os agricultores foram perdendo o conhecimento passado de geração a geração e assimilando o novo modelo hegemônico da Revolução Verde. Não obstante, o modelo agrícola industrial, exigia da agricultura familiar, a disponibilidade de capital, para que pudesse ser produtiva e se situar dentro dos padrões do mercado agrícola capitalista. Este fato foi sem dúvida um grande entrave, à medida que muitos desses agricultores não tiveram sucesso, provocando sua exclusão do processo e levando em grande medida ao êxodo rural. Por outro lado, os efeitos do modelo hegemônico da agricultura industrial, não somente provocou prejuízos culturais, sociais, e econômicos, mas também ambientais. Nesse sentido é importante afirmar que, surgem preocupações a cerca dos efeitos que

5 Desenvolvimento rural sustentável: perspectivas de inserção no assentamento Alvorada, Júlio de Castilhos - RS, pp o modelo intensivo de produção, adotado de forma geral na agricultura, tem causado. Conforme GOMES (2004, p.183)... a agricultura está cada vez mais pressionada pelo conjunto de relações que mantém com a sociedade em geral, sendo emergente o debate sobre a questão ambiental. Essas relações, às vezes de dependência às vezes de conflito, são as que determinam uma chamada ampla para mudanças orientadas à sustentabilidade, não só da atividade agrícola em si, se não que afete de maneira geral a todo o entorno no qual a agricultura está inserida. Segundo o Relatório da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades da geração atual sem comprometer a capacidade de as gerações futuras atenderem suas próprias necessidades. Porém, os agricultores foram moldados com os parâmetros da Revolução Verde, na qual a agricultura se desenvolve baseada em altas taxas de produtividade proporcionadas pela introdução de máquinas agrícolas, fertilizantes químicos, sementes híbridas e venenos químicos, o que se torna insustentável na agricultura familiar e, causa impacto ambiental como a destruição dos solos e das florestas, contaminação do ar, rios e mares somando-se a problemas de saúde provocados pela intoxicação dos trabalhadores devido ao uso de agrotóxicos. Segundo Gomes (2004, p. 119), surgem na atualidade propostas alternativas a esse modelo conservador e excludente a discussão sobre a necessidade de mudança de formato tecnológico também tem outras origens. Ao mesmo tempo em que se tornava mais evidentes os efeitos adversos do modelo convencional e enquanto o movimento contracultural colocava em discussão uma série de valores da sociedade moderna, na agricultura surgiam as propostas

6 451 4º ENGRUP, São Paulo, LOSEKANN, M. B. e WIZNIEWSKY, C. R. F. alternativas. Este movimento se expressou por meio de diferentes formas, origens e denominações, entre as quais podem ser citadas as agriculturas alternativa, biodinâmica, orgânica, biológica, natural, ecológica, regenerativa, a permacultura, a biotecnologia tropical e as tecnologias apropriadas, influenciados por uma variada matriz teóricometodológica. Outra corrente é a agroecologia, considerada por uns como um novo paradigma e por outros, saudada apenas como uma proposta promissora que ainda necessita maior precisão epistemológica. Neste contexto, o agricultor familiar, ou seja, o assentado, precisa ter acesso ao conhecimento que existem outras formas de produção, como a agroecologia que fornece a base técnico-científica de estratégias de desenvolvimento rural sustentável que enfatizam a soberania alimentar, a conservação dos recursos naturais e a superação da pobreza. A produção agroecológica apresenta vantagens de custos, o que é visado pelo agricultor assentado devido a sua baixa capitalização e falta de políticas públicas eficazes. Por isso, o projeto ressalta a importância de conscientizar a comunidade agricultora de buscar uma assistência técnica coerente com o modelo de desenvolvimento sustentável. Quanto a Escola Municipal de Ensino Fundamental São Francisco, cabe a responsabilidade com o educando, sua família e a comunidade, de construir os conceitos em prol da valorização do espaço agrário e a compreensão do lugar como formas de diminuir as desigualdades sociais. Assim como a conscientização de que é fundamental uma mudança nas suas práticas produtivas, seja na agricultura ou na criação animal, na atividade florestal ou no manejo dos recursos naturais valorizando estes e produzindo alimentos saudáveis. Para Caldart (2002, p. 33) além da relação de trabalho existente entre os camponeses e a terra,

7 Desenvolvimento rural sustentável: perspectivas de inserção no assentamento Alvorada, Júlio de Castilhos - RS, pp Há uma dimensão educativa na relação do ser humano com a terra: terra de cultivo da vida, terra de luta, terra ambiente, planeta. A educação do campo é intencionalidade de educar e reeducar o povo que vive no campo na sabedoria de se ver como guardião da terra, e não apenas como seu proprietário ou quem trabalha nela. Vê a terra como sendo de todos que podem se beneficiar dela. Aprender a cuidar da terra e aprender deste cuidado algumas lições de como cuidar do ser humano e de sua educação. A escola deve ser um organismo disseminador e construtor de conhecimento, voltada a atender as demandas da comunidade, sendo um veículo fundamental para a melhoria da qualidade de vida, construindo um projeto de inclusão social para o homem da terra, para que o educando se sinta valorizado e projete na sua vivência comunitária um novo caminho para o desenvolvimento do campo, o desenvolvimento sustentável. Local de estudo O Assentamento Alvorada está localizado no município de Júlio de Castilhos, Rio Grande do Sul, sendo um dos quatro assentamentos de Reforma Agrária existente no município. Na figura 1, pode-se observar a localização do Assentamento Alvorada no Município de Júlio de Castilhos e este no Estado do Rio Grande do Sul.

8 453 4º ENGRUP, São Paulo, LOSEKANN, M. B. e WIZNIEWSKY, C. R. F. Figura 1: Mapa de localização do Assentamento Alvorada A estrutura fundiária, apesar dos assentamentos realizados no município, ainda é bem concentrada, sendo que de 40% a 60 % da área do município é ocupada por estabelecimentos de mais de 500 hectares. Segundo a prefeitura municipal, a população de Júlio de Castilhos em 2004 era de habitantes, distribuídos em uma área de 1.929,4 km², representando assim uma densidade demográfica de 10,6 hab/km². O município tem origem da antiga Redução da Natividade de Nossa Senhora, fundada em 1633 pêlos padres jesuítas da Companhia de Jesus. Em 1826 a Redução é doada em forma de sesmaria a João Vieiro de Alvarenga que estabeleceu-se no Alto da Coxilha do Durasnal, hoje, centro da cidade de Júlio de Castilhos. A atividade principal desenvolvida na antiga sesmaria era a criação de gado. Além do Assentamento Alvorada o território do município ainda contempla Assentamento Ramada, Assentamento Santa Julia, e Assentamento Sobrado.

9 455 4º ENGRUP, São Paulo, LOSEKANN, M. B. e WIZNIEWSKY, C. R. F. A fazenda Alvorada foi desapropriada por ser considerada improdutiva e por estar em processo de endividamento junto ao Governo Federal, sendo que o dono da fazenda já não residia mais no local. A desapropriação e ocupação da fazenda Alvorada é considerada um marco na história do MST no Rio Grande do Sul e no Brasil, uma vez que abriu caminho á várias outras ocupações e desapropriações de terras no Estado. As famílias que estavam acampadas foram todas assentadas no período de um ano. O assentamento possui uma dinâmica de produção individual, ou seja, cada agricultor é responsável pela produção de seu lote, ao contrário da produção cooperativa que é uma das recomendações do Movimento do Trabalhadores Rurais nos assentamentos atuais. Em entrevista o representante do Movimento também explica a dinâmica do assentamento. Constituindo-se de famílias de três acampamentos, possui também três regiões (chamados bolsões). Cada bolsão possui um representante que responde nas decisões do assentamento por cerca de 25 famílias. Estes representantes são indicados pêlos moradores de cada bolsão a cada ano. São responsáveis por discutir sobre as atividades internas, sobre as reivindicações e os problemas existentes no assentamento. Alguns agricultores se reuniram, no ano passado (2006), em forma de associação e conseguiram financiamento do Governo Federal para a construção de um prédio, que será utilizado para a exposição e venda de produtos oriundos dos assentamentos do MST (Quiosque). A figura 3 apresenta o Quiosque construído às margens da BR 158.

10 Desenvolvimento rural sustentável: perspectivas de inserção no assentamento Alvorada, Júlio de Castilhos - RS, pp Figura 3: Foto do Quiosque às margens da BR 158 Segundo o entrevistado, com o passar do tempo, houve o afastamento de alguns agricultores dos princípios que eram colocados no acampamento. Sobre isso o entrevistado relata, Eu acho que o que temos que fazer dentro do MST é um amplo debate sobre cultura, é um tema que precisa ser muito discutido, inclusive nós temos um material que fala sobre o MST e a cultura, muito interessante (..) por que são 500 anos de dominação das pessoas, ( ) Nós do setor de educação do MST, nós discutia, desde criança, começa lá na família, as crianças começam a aprender a ouvir os pais não, não corre, não mexe, e isso vai crescendo cada vez mais essa individualidade. Hoje é muito comum dentro dos assentamentos, e aí nós vimos aqui, cada um tem seu lote, e o conceito dessa pessoa não evoluiu de chegar por exemplo aqui é um assentamento de tantas famílias, aqui nós vamos produzir. Se organizem. Mas pelo contrário, quando chegamos aqui cada um pegou o seu lote. Foi a principal luta que nós fizemos quando chegamos aqui, eu digo nós por que eu também tenho o meu lote está cercado, (...) mas pelo correto, aqui era um latifúndio, agora a produção

11 457 4º ENGRUP, São Paulo, LOSEKANN, M. B. e WIZNIEWSKY, C. R. F. deveria ser coletiva, que é um projeto socialista muito maior. (MST, 2007) A área da antiga sede da fazenda, atualmente, abriga a sede do assentamento, permanecendo as antigas casas, além dos prédios construídos, dentre os quais se encontram a escola e o salão comunitário. As famílias assentadas no Assentamento Alvorada são originárias de muitos municípios do Estado do Rio Grande do Sul, como Arroio do Tigre, Cruz Alta, Ijuí, Júlio de Castilhos, Miraguaí, Nonoai, Passo Fundo, Ronda Alta e Palmeira das Missões. A descendência dos assentados, na sua maioria é luso-brasileira, com presença minoritária da descendência italiana, alemã e polonesa (GOMES, 2003). A maioria dos titulares do lote é do sexo masculino, com idade variando de 19 a 66 anos, estando entre faixa etária de 20 a 40 anos. Os assentados são oriundos de basicamente dois acampamentos do MST, o de Cruz Alta e o de Lagoa Vermelha. O tempo de acampamento varia muito de assentado para assentado, sendo que alguns acamparam até sete anos e outros um período mais curto de tempo, um ano. No momento de concretização do assentamento receberam alguns auxílios, como o custeio para a casa e créditos que possibilitaram a primeira produção. Atualmente, alguns produtores, que possuem uma dinâmica maior dentro do lote utilizam-se do PRONAF (Programa Nacional de Apoio a Agricultura) custeio para auxiliar nos custos da produção, entretanto a utilização deste depende da produção do ano anterior. A assistência técnica não é muito presente no assentamento, sendo que a COOPTEC, (Cooperativa de Técnicos do MST) é a única forma de extensão rural existente no Assentamento. Entretanto alguns agricultores alegam que a assistência técnica é precária, uma vez que são poucos técnicos para uma grande demanda de agricultores. Os lotes têm em média 20 hectares sendo que a maioria parte da área é utilizada integralmente para a produção. Alguns lotes não possuem toda a área utilizável, tendo a presença de banhados, impossibilitando o uso integral da área.

12 Desenvolvimento rural sustentável: perspectivas de inserção no assentamento Alvorada, Júlio de Castilhos - RS, pp Apresenta-se assim o problema de não planejamento dos assentamentos rurais do INCRA, o que ocorria até bem pouco tempo. Os dois técnicos da COOPTEC que atendem o Assentamento Alvorada, são responsáveis também pela assistência técnica dos outros três assentamentos da região: Ramada, Sobrado e Santa Julia. Caracterização geral da escola A escola São Francisco é uma escola municipal e localiza-se á margem da BR - 158, que liga Santa Maria a Júlio de Castilhos. Atende atualmente cerca de 40 crianças, de 3 à 14 anos, oferecendo desde a pré-escola até a 5 série do ensino fundamental. O funcionamento da escola se dá em dois turnos, sendo que pela manhã são atendidas as crianças de 4 e 5 série, e à tarde da pré-escola a 3 série do ensino fundamental. O corpo docente da escola é composto por 5 professores, as quais atendem todas as séries da escola. Uma das docentes possui também a função de diretora. Quanto à infra-estrutura a escola possui 4 salas de aula, 2 banheiros, uma sala de professores e ainda cozinha e despensa. Existe uma funcionária municipal que está encarregada pela limpeza das salas de aula e elaboração da merenda escolar das crianças. Localizada numa região rural, atende somente crianças filhas de agricultores, pertencentes ao assentamento Alvorada. A escola foi uma reivindicação dos agricultores assentados no ano 1996, na antiga fazenda Alvorada. Nos quatro anos iniciais ela funcionou em uma das estruturas da antiga fazenda, sendo que por volta do ano de 2000, a prefeitura construiu um prédio próprio para a escola Na figura 4, pode-se observar a fachada da escola São Francisco vista da BR-

13 459 4º ENGRUP, São Paulo, LOSEKANN, M. B. e WIZNIEWSKY, C. R. F. Figura 4: Escola São Francisco vista da BR 158. Kolling (1999) destaca o analfabetismo como um dos grandes problemas que que afeta o campo, mas também pode-se relacionar outros como: o não acesso a ensino médio; a problemática da educação infantil; a falta de infra-estrutura e uma prática estimuladora do abandono do campo por apresentar a cidade mais atraente, trabalhando assim para a sua auto-destruição. A Escola São Francisco não contribui muito para mudar essa realidade que também ocorre no Assentamento Alvorada, porém após algumas reflexões realizadas pelo projeto de extensão da UFSM com a escola, começam a surgir atitudes que visam valorizar o espaço agrário e transformar as práticas produtivas dos agricultores como a horta orgânica feita pelos alunos da escola, a qual pode ser visualizada na figura 5, abaixo apresentada.

14 Desenvolvimento rural sustentável: perspectivas de inserção no assentamento Alvorada, Júlio de Castilhos - RS, pp Figura 5: Estufa de pet para produção de hortaliças. Identificação do modo de produção e impactos ambientais Para esses agricultores que foram desterritorializados, tendo que migrar para uma região geográfica, histórica e culturalmente diferente, a conquista da terra através da luta coletiva possibilitada pela organização dentro do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), representa uma transformação difícil e ao mesmo tempo gratificante, visto que possibilita o início da aquisição da cidadania. Dos entrevistados, todos se identificam profissionalmente como agricultores, não tendo exercido outra profissão e vêem na produção de sobrevivência a tarefa básica a ser realizada por qualquer trabalhador da terra. Porém, as perspectivas apontam para a necessidade de aumentar a produção desses produtos para comercializar esse excedente e assim garantir um desenvolvimento economicamente sustentável. Dentre a produção destaca-se o leite e a soja que são comercializados com cooperativas da cidade de Júlio de Castilhos, e também para o auto-consumo da família juntamente com outros produtos de subsistência tais como: mandioca, feijão, carnes, ovos, batatas, verduras e legumes. Na figura 6 podemos observar a horta de uma família do assentamento.

15 461 4º ENGRUP, São Paulo, LOSEKANN, M. B. e WIZNIEWSKY, C. R. F. Figura 6: Foto de horta de uma propriedade Os benefícios da agricultura para a família são compreendidos como a fonte de sobrevivência, a autonomia na relação de trabalho e o convívio com a família. Também o fornecimento de alimentos para a sociedade e o consumo local por parte da família agricultura, a importância da agricultura para o PIB do Brasil e a isenção de importação de alimentos são reconhecidos pelos agricultores como vantagens da agricultura. Há uma incerteza sobre a continuidade das gerações futuras na terra, devido, primeiramente, as dificuldades de aquisição desta e também pela falta de políticas públicas como subsídios, financiamento e assistência técnica. O desejo expresso por estes agricultores é de que seus filhos permaneçam trabalhando na terra, no entanto não irão interferir na suas decisões além de incentivá-los a continuarem estudando. No que se refere à questão ambiental é demonstrada uma preocupação em relação aos impactos provocados pelo homem e um interesse em torná-los mínimos possíveis. Algumas atitudes são tomadas como plantio direto, cobertura de palha, não praticar queimadas e rotação de culturas, como também a preservação de nascentes, banhados e matas ciliares, sendo esta área riquíssima em recursos hídricos comportando três nascentes que desembocam os rios Toropi e Guassupi. Porém, durante as visitas aos lotes identificamos a preservação apenas da nascente mostrada na figura 7, nos demais lotes a situação é preocupante como observamos na figura 8.

16 Desenvolvimento rural sustentável: perspectivas de inserção no assentamento Alvorada, Júlio de Castilhos - RS, pp Figura 7: Foto de nascente preservada. Figura 8: Cultivo de lavoura até dentro da nascente, sem mata ciliar. A figura 7 representa a constatação de ações como envaletamento de banhados, plantio até as nascentes sem deixar margem para mata ciliar (é justificado pela pouca quantidade de terras) ou casos em que o agricultor planta espécies exóticas como mata ciliar demonstrando que há intenção, porém falta o conhecimento, assim como utilização de agrotóxicos para o cultivo de alguns produtos como a soja que é tido pelos agricultores como necessários, pois não conhecem técnicas de produção

17 463 4º ENGRUP, São Paulo, LOSEKANN, M. B. e WIZNIEWSKY, C. R. F. orgânica ou pela dificuldade de se inserir nesse modelo devido a existências de políticas institucionais de incentivo a produção de soja transgênica. Apresenta-se também a problemática em relação ao destino das embalagens de agrotóxicos que são recolhidas esporadicamente, e ficam armazenadas temporariamente nos estabelecimentos da propriedade rural sem o devido cuidado, inclusive ao alcance de crianças. O destino dado ao lixo orgânico é o aproveitamento em hortas enquanto que o restante é queimado ou jogado em latrinas. A relação entre a produção convencional (soja, milho) e a degradação ambiental é reconhecida pelos produtores, especialmente nesta área que o solo é arenoso, é apresenta locais com erosão. Eles apontam a agroecologia como alternativa viável em especial para produção de hortigranjeiros, que teria a comercialização facilitada devido à presença de um ponto de vendas quiosque - já construído no assentamento, as margens da BR 158, porém está inativo por dificuldades de organização interna e falta de apoio técnico, os quais são apontados, juntamente a falta de mão-de-obra e o desconhecimento de práticas agroecológicas, como problemas para a mudança nas práticas produtivas. Limites e possibilidades: visão dos assistentes técnicos O MST organiza cooperativas para prestar assistência técnica aos assentados, sendo a COOPTEC de Júlio de Castilhos a responsável pelo Assentamento Alvorada dentre vários outros da região. Um dos grandes limites apontados pelo técnico Paulo Sérgio é a falta de veterinários e de recursos para atender os agricultores. A instituição tem como filosofia a produção de alimentos levando os assentados a optar pela produção diversificada realizando uma autogestão da propriedade. A educação agrícola ocorre através de trabalhos com a escola, como a estufa de litros pet, pois os alunos incentivarão os pais, sendo um grande desafio visto que o resultado é lento. Ele acredita que o desenvolvimento sustentável, a produção orgânica com princípios agroecológicos vem aos poucos e por isso o trabalho com a juventude é muito importante. Dentre algumas ações postas em prática no assentamento está o

18 Desenvolvimento rural sustentável: perspectivas de inserção no assentamento Alvorada, Júlio de Castilhos - RS, pp PRV (pastoreio Rotativo Voazã), o Projeto de Investimento na Produção e experimentos como açude para produção de peixes e o ponto de vendas (quiosque), porém problemas como a infra-estrutura, a falta de técnicos e no convênio com o INCRA que há atraso de 6 meses no pagamento de salários dos técnicos, impedem as ações. Sobre a relação entre a monocultura e o meio ambiente, Paulo Sérgio aponta que não é viável devido ao grande desgaste do talento natural das pastagens e por o solo ser fraco, porém os assentados tem culturalmente a tradição da monocultura e para mudar essa prática e diversificar a produção tenta-se fazer projetos de hortas caseiras. Também a pecuária é complicado em relação ao meio ambiente devido ao pisoteio, e hoje há visão de proteção em função do aquecimento global, e uma grande parte dos assentados tem consciência dos riscos ao meio ambiente e da necessidade de se reduzir os impactos. Ele aponta que o grande problema é a inexistência de políticas públicas para diminuir os riscos ao meio ambiente, somente a COOPTEC e escolas realizam esse trabalho. As perspectivas sobre a produção é que se não se diversificar será difícil o produtor de manter, apontando para o assentamento a produção leite, mel, fruticultura entre outros, pois garantindo o auto consumo não haverá fome, além de visar baratear o custo de produção para torná-la economicamente viável. Para vencer a resistência dos assentados de modificar a forma produtiva deve-se com muita calma mostrar que é rentável, pois não é fácil mudar a cultura da soja. Dentre os problemas que impedem a preservação ambiental aparecem a falta de conhecimento como, por exemplo, o tratamento dado ao lixo, as embalagens, ao uso excessivo de agrotóxicos necessitando de cursos, de formação, assim como a falta de técnicos e de financiamentos para habitação e para o projeto de produção do INCRA.

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