POLÍTICA CAMBIAL E SALDO DO BALANÇO DE PAGAMENTOS: uma análise do efeito gerado pelo regime adotado pelo Brasil a partir dos anos 90.

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "POLÍTICA CAMBIAL E SALDO DO BALANÇO DE PAGAMENTOS: uma análise do efeito gerado pelo regime adotado pelo Brasil a partir dos anos 90."

Transcrição

1 175 POLÍTICA CAMBIAL E SALDO DO BALANÇO DE PAGAMENTOS: uma análise do efeio gerado pelo regime adoado pelo Brasil a parir dos anos 90. Douglas Sad Silveira 1 Gláucia de Paula Falco 2 RESUMO Na década de 80, muios países iveram problemas com a inflação. Nos anos 1990, esses países aingiram uma esabilidade de preços e uma inflação conrolada. Nesse período, o câmbio fixo foi escolhido como âncora nominal pelos Bancos Cenrais. Porém, as sucessivas crises de confiança nos mercados, enre ouros problemas, fizeram necessário mudar essa âncora. O câmbio passa a fluuar e as operações de compra e venda de moedas funcionam sem conrole sisemáico do governo. Nese conexo, o rabalho apresena uma discussão sobre a relação exisene enre o regime cambial brasileiro, seu saldo do Balanço de Pagamenos e o PIB. Para disinguir o regime de câmbio adoado, usou-se uma variável dummy. Conclui-se que não houve diferença significaiva enre os períodos, iso é, o regime de câmbio fixo no Brasil foi eficiene em seu propósio de conquisar a esabilidade dos preços e conrole da inflação e não afeou significaivamene o PIB. PALAVRAS-CHAVE: BALANÇO DE PAGAMENTOS. VARIÁVEL DUMMY. CÂMBIO. ECONOMETRIA. ÂNCORA NOMINAL. 1 Graduado em Economia nas Faculdades Inegradas Vianna Júnior. 2 Douora em Engenharia Elérica. Professora no Insiuo Vianna Júnior e na Faculdade Machado Sobrinho.

2 176 INTRODUÇÃO Sempre que surgem crises financeiras inernacionais, reomam-se as discussões sobre a eficácia das políicas econômicas adoadas pelos países. Em um ambiene exremamene globalizado e com capiais cada vez mais voláeis, os países, ou pelo menos a grande maioria deles, não conseguem fixar sua axa cambial e ao mesmo empo maner políicas moneárias independenes. Iso é, os mesmos devem se posicionar diane do rade-off 3 exisene enre a esabilidade e confiança propiciada por um regime de axa fixa e o conrole sobre a políica oferecida por um regime de axas fluuanes. Moivo pelo qual, ao longo dos anos, os países se revezam enre as modalidades exremas e oposas de câmbio fixo e câmbio fluuane e arranjos cambiais inermediários como bandas de fluuação cambial, câmbio fixo ajusável, prefixação das desvalorizações cambiais ou, ainda, fluuação adminisrada. O câmbio fixo é um insrumeno de políica econômica que consise na fixação da axa de câmbio, endo o governo que definir a coação da moeda local em relação a uma moeda de referência, como, por exemplo, o dólar nore-americano. O câmbio fluuane é o sisema em que as operações de compra e venda de moedas funcionam sem conrole sisemáico do governo, ou seja, o valor da moeda esrangeira fluua de acordo com a ofera e a demanda no mercado. No arranjo de bandas cambiais e fluuação adminisrada, cabe ao Banco Cenral esabelecer o inervalo ou faixa de valores em que o câmbio irá fluuar. Ao longo da década de 90, muios foram os países emergenes que pariram para a esabilização de suas economias via mudanças cambiais. O Brasil eve posição de desaque nese grupo, experimenando ano o câmbio fixo com suas aparenes vanagens de esabilidade e segurança quano com o câmbio fluuane, parecendo ese úlimo ser o único a fazer frene aos choques exernos provocados pela violena 3 Trade-off: siuação em que há conflio de escolha. Ele se caraceriza em uma ação econômica que visa à resolução de problema mas acarrea ouro, obrigando uma escolha.

3 177 mobilidade dos capiais inernacionais. As jusificaivas para isso foram as mais variadas: o crescimeno econômico nacional, a agregação de valor à cadeia produiva complemenando a poupança inerna com capial a cusos condizenes com o mercado inernacional e, principalmene, o incremeno do mercado exerno como supore a uma políica de esabilização de preços inernos. O propósio dese esudo são efeios exisenes enre as variações cambiais e o saldo do Balanço de Pagamenos do Brasil ao longo dos anos 90 aé o presene período. A parir dessa análise se preende idenificar, enre os diferenes regimes cambiais adoados quais foram o melhor em ermo de geração de superávi das conas exernas e, por conseguine, em ermo do PIB nominal. Para ano, será desenvolvido um modelo economérico embasado no PIB nominal pela óica da demanda, associado a uma variável dummy para disinguir no esudo os períodos de câmbio fixo e variável que foram praicados no Brasil. O rabalho esá dividido em see seções. Na primeira, enconra-se a inrodução aqui apresenada. A seção dois raz uma revisão sobre os regimes cambiais e suas variações. Na erceira seção se apresena alguns fundamenos macroeconômicos referenes às crises cambiais e os efeios no Balanço de Pagamenos ane aos desequilíbrios exernos. A seção seguine apresena a meodologia proposa para implemenação do modelo economérico. Nas seções cinco e seis são descrios e explicados os eses realizados para validação da regressão economérica e na úlima seção enconra-se a conclusão do esudo. 1 REGIMES CAMBIAIS De acordo com Carvalho e al (2000), um regime cambial é definido fundamenalmene pela regra esabelecida para a formação da axa de câmbio. Ouras regras ambém são imporanes para deerminar o modus operandi do mercado de câmbio e as relações enre ese e o mercado moneário, cabendo desacar as regras

4 178 relaivas ao grau de conversibilidade da moeda domésica, iso é, o grau de liberdade que os residenes de um país êm para adquirir moeda esrangeira com moeda domésica para diferenes finalidades. O méodo de implemenação da axa de câmbio no Brasil, nos permie raduzi-la como o preço de uma moeda esrangeira em ermos de unidades de moeda nacional. No Sisema Moneário Inernacional, definido em Gonçalves e al. (1998) como um conjuno de regras e convenções que governam as relações financeiras enre os países, enconramos dois casos exremos de sisemas cambiais: o de axas de câmbio fixas e o sisema cujas axas são oalmene fluuanes. No enano, enre eses exremos, enconramos sisemas alernaivos, ora mais próximos das axas fixas, ora mais próximos das fluuanes, sendo eses denominados pelos economisas como sisemas cambiais alernaivos ou arranjos cambiais. Como exemplo dos processos moneários ciados acima, como enunciado em Sringhini (2002): O regime de câmbio fixo ajusável de Breon Woods 4 ; o sisema de minidesvalorização cambial, que represena um sisema onde as desvalorizações são esabelecidas gradualmene pelas auoridades moneárias, de acordo com políicas inernas de preços ou de conrole de inflação; o regime de bandas cambiais, onde a auoridade moneária esipula uma banda de fluuação e deixa o mercado auar denro dese inervalo, como era o Sisema Moneário Europeu anes da inrodução do Euro; e, finalmene, o regime considerado mais próximo ao da fluuação pura, denominado fluuação suja, onde o governo apenas inervém para eviar insabilidades exageradas no mercado cambial, mas sem preensão de influir no nível da axa de câmbio. 1.1 Taxas de Câmbio Fixas Nese sisema, a fixação das axas de câmbio pode ser com relação a uma moeda ou a uma cesa de moedas esrangeiras ou, ainda, por uma mercadoria (o ouro). 4 Breon Woods: o Sisema Breon Woods de gerenciameno econômico inernacional esabeleceu em julho de 1944 as regras para as relações comerciais e financeiras enre os países mais indusrializados do mundo.

5 179 O processo de insalação desse regime pode ser via decisão governamenal ou aravés de lei, e ainda pode ser oalmene ou relaivamene rígido sem perder a sua classificação inicial. Carvalho e al. (2000), afirma que enre as experiências de cambio fixo com propósio permanene desacam-se: o padrão-ouro inernacional e os experimenos de conselho da moeda em países como a Argenina ( ) e a criação do euro em 1999, aravés de uma união moneária com o esabelecimeno de paridades irrevogáveis enre 17 moedas europeias. O Sisema Moneário Europeu 5, ao dar origem ao euro, esabeleceu axas de câmbio múuas fixadas, mas permiem que os preços de suas moedas fluuem em relação ao dólar nore-americano. Num regime onde as axas são rígidas, o Banco Cenral inervém no mercado comprando ou vendendo moeda esrangeira, de acordo com a necessidade do mercado inerno, a preços predeerminados, em ermos de moeda nacional. Nesse regime, como dio em Blanchard (2005), é o balanço de pagamenos que mede o volume de inervenção de moeda esrangeira que as auoridades moneárias necessiam. Assim que o Banco Cenral em a reserva necessária, ainda de acordo com o explicado em Blanchard (2005), ele pode coninuar a inervir nos mercados cambiais esrangeiros como forma de maner a axa de câmbio consane. Enreano, se um país persisenemene apresenar déficis no balanço de pagamenos, o Banco Cenral evenualmene poderá er suas reservas de moedas esrangeiras esgoadas e se ornar incapaz de coninuar sua inervenção. As vanagens desse sisema de câmbio são, de acordo com Simonsen (1995) e Cardim, Souza, Sicsú, Paula, Sudar (2007): i) a rápida esabilização moneária, eliminando de forma imediaa o aumeno dos preços dos bens negociados com o exerior e, desa forma busca a convergência enre a inflação domésica e a inernacional; ii) a expecaiva de desvalorização cai a zero quando há o 5 Sisema Moneário Europeu: resulou de um acordo esabelecido em Março de 1979 aravés do qual a maior pare dos países da enão Comunidade Econômica Européia acordaram ligar as suas moedas de forma a eviar grandes fluuações de axa de câmbio enre elas.

6 180 compromeimeno das auoridades com al políica, o que permie a redução das axas inernas de juros e sua convergência para o nível das axas inernacionais; iii) ese regime concede maior previsibilidade às variáveis nominais da economia, oferecendo um horizone posiivo à omada de decisões dos agenes econômicos, levando ao desenvolvimeno da produção e do emprego. As desvanagens de um sisema de câmbio fixo, conforme explicado em Simonsen (1995) e Cardim, Souza, Sicsú, Paula, Sudar (2007), são: i) A manuenção de axas fixas de câmbio, sem conversibilidade, pode levar a uma siuação de perdas de reservas e crises cambiais; ii) axas fixas e susenáveis de câmbio implicam que a expansão moneária inerna não pode ser sensivelmene diferene da exisene na moeda-âncora. Iso é, as axas de juros domésicas devem acompanhar o movimeno das inernacionais e é absoluamene necessária a coordenação enre as políicas moneária e fiscal, de modo que a inflação domésica não difira de forma significane da inflação exerna. Os capiais enderão a escoar do país e as reservas diminuirão caso esas condições de susenabilidade não esiverem devidamene reunidas; iii) uma das principais desvanagens desse regime é o fao de a políica moneária esar submeida exclusivamene à manuenção da axa de câmbio no paamar anunciado. Para Simonsen (1995), num cenário de livre movimenação e de ala volailidade dos fluxos de capiais, os problemas associados ao câmbio fixo são amplificados. A inerpreação por pare dos agenes inernacionais de um menor compromisso das auoridades com a poliica cambial pode provocar grande perda de divisa aé o pono que a desvalorização realmene se fará necessária. 2 Taxas de Câmbio Fluuanes No regime de câmbio dio flexível a axa de câmbio é deerminada exclusivamene pelas forças de mercado. Ese fao, de acordo com Simonsen (1995),

7 181 leva ao maior mério do regime: o de deixar os formuladores de políicas moneárias livres para aingir ouras meas como a esabilização do emprego e dos preços. Nese sisema, por definição, as reservas inernacionais do Banco Cenral esão proegidas, pois odo o excesso de demanda ou ofera de divisas é eliminado pelos movimenos de preços aravés da flexibilização da axa de câmbio e não pelas quanidades (venda ou compra em excesso de moeda esrangeira por pare da auoridade moneária). Logo, elimina-se o problema de crise de câmbio, e, em função diso, o país não necessia maner um elevado nível de reservas e incorrer nos respecivos cusos fiscais associados ao processo. Ao passo em que concede maior grau de independência à políica moneária domésica, o sisema de câmbio fluuane ende a isolar o seor real da economia de perurbações econômicas adversas provenienes do exerior. Em Cardim, Souza, Sicsú, Paula, Sudar (2007) é dio que mesmo em período de crises inernacionais, esse isolameno permie que o ajuse inerno ocorra de forma mais balanceada enre variações de produção, emprego e vendas (possivelmene, devido à mudanças nas axas de juros e na políica fiscal) e alerações de preços, por meio de mudanças no preço das moedas esrangeiras. Ouro imporane aspeco do referido sisema é a adição de um grau mais elevado de risco à ação dos especuladores quando eses movimenam seus recursos ano inernamene quano exernamene ane as possíveis mudanças na economia. Denre as desvanagens apresenadas pelo regime de axas fluuanes, desacam-se, de acordo com Simonsen (1995) e Mankew (1998): i) caso prevaleça uma indisciplina moneária e fiscal, ese regime ende a provocar rapidamene um cenário de inflação. Uma políica moneária expansionisa, em que se verifica uma queda das axas inernas de juros e a expansão da demanda agregada aumenaria a procura por bens imporados e, consequenemene, por moeda esrangeira, provocando uma pressão de queda da axa de câmbio. O mesmo efeio ende a se produzir via cona de capiais devido à redução do diferencial enre juros domésicos e exernos, impacando

8 182 e acelerando o processo inflacionário; ii) o regime de câmbio flexível é menos previsível, o que pode prejudicar a produção e o comércio exerior; iii) nem sempre as mudanças nominais das moedas esrangeiras razem o equilíbrio esperado do balanço de pagamenos, resulado numa possível desvalorização desenfreada das axas de câmbio e os efeios nocivos à economia inerna. 3 UMA BREVE RETROSPECTIVA DA HISTÓRIA CAMBIAL DO BRASIL Nos úlimos anos da década de 1970, a economia laino-americana vivenciou um processo inflacionário que se alasrou por oda a década seguine. Dois faores conribuíram foremene para isso. O primeiro deles foi o 2º choque do peróleo, ocorrido em 1979, que redundou em um imporane choque negaivo de ofera com relevanes consequências inflacionárias. O segundo, ambém em 1979, foi a súbia elevação das axas de juros inernacionais em decorrência da políica econômica adoada pelos Esados Unidos. A ação do Federal Reserve Bank (FED) eve como consequência uma reversão dos fluxos volunários de crédios para os países em desenvolvimeno, fao que levou à conhecida crise da dívida. Diane desse ocorrido, a nova forma de financiameno dos serviços da dívida exerna se deu de maneira inflacionária, conribuindo em grande pare para os desequilíbrios de preços que eseve presene no Brasil durane oda a década de 80 e no início da década seguine. Diversos planos de esabilização - ano com caracerísicas heerodoxas como orodoxas - foram adoados e fracassaram no objeivo de coner a expansão da inflação. Segundo Bresser Pereira (2007), enre os principais planos orodoxos implemenados nas úlimas décadas, enconram-se: Plano Delfim III e o Plano Collor, apesar da políica de rendas (congelameno de preços) incluída na formulação dos mesmos. Já os planos heerodoxos, podem-se desacar os Planos Cruzados I e II, o

9 183 Bresser e o Verão. Tais planos, no enano, não foram eficienes em combaer a inflação. Em 1993, eve início um novo plano de esabilização da moeda que, finalmene, obeve êxio e conseguiu coner o crescimeno dos níveis de preços. Era o Plano Real, que inha como seus principais pilares a realização de um ajuse fiscal prévio, a implemenação da Unidade Real de Valor (URV), a reforma moneária e o esabelecimeno de uma âncora nominal consruída a parir da axa de câmbio. A escolha de uma adminisração esreia da axa de câmbio se deveu à necessidade de se combaer o processo inflacionário via insiuição de uma âncora nominal. Em ouras palavras, a axa de câmbio passou a ser uilizada como âncora da economia. Sua imporância na implemenação do Plano Real foi desacada por Pasore e Pinoi (1995), Porugal (1996), Schwarsman (1999) e Andrade, Silva e Carneiro (2000). Desde 1999, o Brasil vem adoando um regime de câmbio fluuane, em linha com a endência predominane enre as principais economias emergenes. As políicas de câmbio adminisrado (fixo ou bandas cambiais), que prevaleceram nessas economias na década de 1990, iveram o mério de garanir a esabilidade da axa de câmbio nominal, um dos preços-chave das economias capialisas, mas se revelaram exremamene susceíveis à apreciação da axa de câmbio real e a aaques especulaivos, que culminaram em sucessivas crises cambiais na segunda meade daquela década, denre as quais a crise brasileira de A Crise Cambial e os Fundamenos da Economia Aplicados ao Caso Brasileiro Esa seção preende mensurar os possíveis efeios observados no Balanço de Pagamenos ane as pressões cambiais e os desequilíbrios macroeconômicos durane

10 184 a experiência de adminisração da axa de câmbio fixo adoado pelo Brasil. A análise, num primeiro momeno, será feia de acordo com os diames dos modelos de primeira geração de crises cambiais. Os modelos de primeira geração de crises cambiais, como aponado, originaram-se em Krugman (1979). Ouras imporanes conribuições foram feias por Flood e Garber (1984) e Obsfeld (1984). De acordo com esses modelos, os desequilíbrios do balanço de pagamenos êm origem na manuenção de axas de câmbio fixas para os casos brasileiro e argenino, pode-se considerar como axas de câmbio rigidamene adminisradas denro de um ambiene de fundamenos macroeconômicos deeriorados. Os modelos de fundamenos de crises cambiais, ambém denominados de modelos de primeira geração, analisam a inconsisência da manuenção de axas de câmbio fixas, ou foremene adminisradas, em um ambiene de desequilíbrio macroeconômico. Enre os desequilíbrios macroeconômicos que podem resular num aaque especulaivo conra a axa de câmbio pode-se ciar, enre ouros, a presença de déficis fiscais, de déficis na cona de ransações correnes do balanço de pagamenos e de axas de câmbio reais supervalorizadas. Krugman (1979) apresena a inconsisência enre as políicas (de desequilíbrio) conduzidas inernamene e a manuenção de axas de câmbio fixas. Paricularmene, a pesquisa de Krugman focou o caso do financiameno, via emissão moneária, do défici fiscal em um ambiene de fixação cambial. Denro desse ambiene, considerando-se que o governo irá defender sua paridade cambial, as reservas inernacionais vão se ornando escassas, aé que, no momeno anerior à exausão desas, os especuladores vendem a moeda domésica, esgoando anecipadamene as reservas inernacionais resanes e conduzindo a economia a uma crise cambial. Como se pode enender a parir do modelo de Krugman (1979), a ocorrência de um aaque especulaivo esá esreiamene relacionada à emissão moneária conjugada

11 185 com a enaiva das auoridades governamenais em defender uma paridade cambial (ou banda de fluuação) previamene esabelecida. Assim, a variável crucial, deerminane do aaque especulaivo, é a expansão do crédio domésico. Essa expansão do crédio domésico, por sua vez, é originária de um desequilíbrio nas conas públicas. Ainda denro da inerpreação do modelo de Krugman (1979), o governo, ao financiar o défici público via expansão moneária, faz com que os invesidores privados busquem realocar seus porfólios. Dado o excesso de ofera de moeda o que já poderia ser considerado incompaível com a fixação cambial -, e a consequene perda de valor desse aivo, ou de sua renabilidade, os invesidores passam a recompor seu porfólio reduzindo a proporção de moeda domésica e elevando a demanda por moeda esrangeira. Porano, como resulado desse processo, ocorre uma gradaiva dilapidação das reservas inernacionais. Como observa Krugman (1979), al processo erá coninuidade aé que os invesidores formem expecaivas de que a axa de câmbio fixa será abandonada. Nesse momeno em início um aaque especulaivo que culmina com uma crise do balanço de pagamenos. A lieraura acerca das crises cambiais originadas nos fundamenos macroeconômicos ambém recebeu a conribuição de Flood e Garber (1984). Nesse rabalho, Flood e Garber inroduzem aspecos esocásicos ao modelo de Krugman (1979). A pesquisa apresena duas consruções cenrais. Na primeira o modelo de Krugman é esendido ao incorporar uma solução para deerminar o momeno do aaque especulaivo. O momeno no qual ocorrerá o aaque especulaivo será uma função do amanho da desvalorização esperada, mas ambém do período de fluuação que anecede o esabelecimeno da nova paridade cambial. Daí surge um imporane resulado do modelo. Obsfeld (1984) analisa que, caso o período ransacional seja suficienemene breve, um aaque especulaivo omará lugar assim que os agenes

12 186 reconheçam que a axa de câmbio deerminada não possa ser susenada pelas auoridades moneárias. Aprofundando esa análise, Obsfeld (1984) coloca que o novo valor da axa de câmbio (desvalorizado) pode garanir a sua susenabilidade. Essa susenabilidade, no enano, poderá ser perdida, dando origem a novos aaques especulaivos, caso a desvalorização não seja acompanhada de medidas macroeconômicas adequadas. Colocando em ouros ermos, o realinhameno da axa de câmbio não acarreará prejuízos caso os desequilíbrios nos fundamenos macroeconômicos não sejam aacados pelas adequadas medidas de políica econômica. Em ouro rabalho empírico acerca das crises do balanço de pagamenos, Cumby e Wijnbergen (1989) analisaram o regime de fluuação suja argenino para o período de 1978 a Nesse modelo foram consruídas probabilidades acerca da confiança dos agenes econômicos no regime cambial anunciado pelo governo. Foi mosrado que a probabilidade de abandono do regime cambial era esreiamene relacionada com o crescimeno do crédio domésico. Assim, quano maior a axa de crescimeno do crédio domésico, maior a probabilidade de que a axa de câmbio adminisrada seria abandonada. Porano, Cumby e Wijnbergen (1989) mosram que a credibilidade em uma políica cambial de axas adminisradas pode ser foremene diminuída, levando mesmo ao abandono da políica, caso as políicas fiscais e moneárias não sejam consisenes com o objeivo da axa de câmbio. Consequenemene, caso as políicas fiscais e moneárias, represenaivas dos fundamenos macroeconômicos, sejam escolhidas como prioriárias, mas conduzidas de maneira inconsisene, faalmene o regime cambial adminisrado ruirá. Para comprovar os resulados das pesquisas apresenadas nesa seção, o presene projeo em o objeivo de desenvolver um esudo economérico apoiado na discussão proposa pelos modelos de primeira geração de crises cambiais descrios acima para, a parir de enão, fazer uma análise e averiguação empírica da eoria aqui discuida.

13 187 4 METODOLOGIA Para realização e averiguação do proposo no capíulo 3, esa seção apresenará a meodologia a ser uilizada para comprovação da eoria em esudo. 4.1 Colea de Dados Para elaboração do modelo economérico foram coleados dados rimesrais da série de PIB nominal pela óica da demanda no Brasil enre os anos de 1995 e 2010 no sie do IPEADATA. As variáveis explicaivas que compõem o modelo economérico uilizado para explicar o valor esperado do PIB são: consumo privado, gaso do governo, invesimeno, variação de esoque, exporação e imporação. 4.2 Análise de Regressão e Modelagem Economérica de variáveis emporais Uma série emporal pode ser definida como um conjuno de observações de uma variável disposas sequencialmene no empo. A série emporal pode ser classificada como deerminísica ou esocásica, quando os valores da série podem ser escrios aravés de uma função maemáica y = f(empo) diz-se que a série é esacionária, quando a série envolve além de uma função maemáica do empo ambém um ermo aleaório y = f(empo, ε ) chamamos a série de esocásica. Normalmene, as séries emporais são analisadas a parir de seu comporameno, que pode apresenar: endência, ciclo, sazonalidade e variações aleaórias. Nese rabalho vamos usar os ermos séries emporais e séries de empo como endo o mesmo significado. Durane a década de 1960 os professores George E. P. Box e Gwilym M. Jenkins escreveram diversos rabalhos sobre a eoria de conrole e análise de séries

14 188 emporais. A meodologia de Box-Jenkins esima modelos de séries emporais da forma: y = α + α y + L+ α y + ε + βε + L + β ε (1) p p 1 1 q q Nesa equação emos que o ermo α 0 represena uma consane no modelo esimado, α 1 aé αpsão parâmeros que ajusam os valores passados de y do insane anerior aé o mais disane represenado por p. Os valores de ε represenam uma sequência de choques aleaórios e independenes uns com os ouros, ε é uma porção não conrolável do modelo é chamado normalmene de ruído branco. Os parâmeros β 1 aé β q possibiliam escrever a série em função dos choques passados. Em geral cada ε é considerado como endo disribuição normal, média zero, variância consane e não correlacionados. Em linguagem esaísica, considerando que E[ x ] denoa a média eórica do valor de x, a sequência ε é considerada um processo ruído branco se para cada período de empo ivermos: (i) E[ ε ] E[ ] zero; (ii) E ε = E ε 1 = = σ ε 1 L 0 = = =, média L, variância consane; (iii) [. ] = E ε j. ε j s = L = 0, covariância nula para odo valor de s. E ε ε = Um modelo é dio esacionário se, para odo e -s ivermos o seguine: (i) E[ y ] = E[ y ] = µ, com média consane; (ii) E ( y ) E ( y ) s s µ = s µ = σy variância é homocedásica, iso é, seu valor é consane; (iii) E ( y µ )( y µ ) ( )( y ) = E y s µ j s µ = γs, covariância consane., a s = Para que possamos deerminar qual o modelo economérico que melhor represena a série e que poderá ser uilizado para fazer as previsões, podemos seguir as seguines eapas como proposo em Enders (2003):

15 189 Idenificação do Modelo Esimação Verificação ou diagnósico Previsão Na idenificação dos modelos são uilizados dois recursos: as funções de auocorrelação (FAC) e as funções de auo-correlação parciais (FACP). A função de auocorrelação (FAC) de uma série y é definida por ρk Cov [ y, y k] / Var[ y] γk/ γ0 onde γ k é a auo-covariância de k-ésima ordem de y, ou seja ( )( y ) = =, γ k = E y µ k µ, k =...,-2,-1,0,1,2,... (1) Dada a equação (1) podemos verificar que ρ 0 = 1, ρ k = ρk e que 1< ρ k < 1. A FAC é úil para caracerizar modelos ARMA, os quais são uilizados para ajusar funções com base nos seus valores passados (pare AR) e na média da série (pare MA). Um exemplo simples é a série ruído branco odo 0 ε para a qual [ ] 0 k. Para o modelo AR(1) dado por y = ( y ) 1 1 E ε = e ρ = 0 para µ α µ + ε, =2,3,...,n podemos escrever que E[ y ] µ α E[ y µ ] E[ ε ] ( 1 α ) µ αe[ y ] = + + = +. Para que o processo AR(1) seja convergene necessiamos α 1 < 1, sendo assim a esperança de y pode ser escria como E[ y ] ( 1 L) 1 ( 1 ) = α α µ = µ. Para calcular a FAC do processo 1 1 AR(1) vamos iniciar calculando a variância 0 = E ( y E[ y] )( y E[ y] ) γ, que pode ser escria alernaivamene como E ( y ) E ( ) Sabemos que [ ] 2 ( ) γ 0 = µ = ε + αε 1 1+ α1 ε E ε = σ dessa forma a expressão da variância pode ser simplificada para γ = σ 1 + ( α ) + ( α ) +... = σ 1 ( α ) emporal AR(1) é dada por γ 2 ( 2 1 σ α1/ 1 α1 ). A auo-covariância para uma série =, com isso emos que o primeiro valor da FAC é ρ1 = γ1/ γ0 = α1. Para calcular odos os valores ρ k precisamos considerar a k

16 190 E y µ y µ = σ α / 1 α 2 k seguine expressão para o modelo AR(1) ( )( ) ( ) ( ) 2 que resula em ρ α ρ ( α ) k 1 k 1 1 k k 1 1 o = =. Como α 1 < 1 a FAC é exponencialmene declinane. Para calcular a FACP podemos uilizar o sisema de equações de Yule-Walker: Para a FACP de primeira ordem emos que φ 11 = ρ 1 para a FACP de segunda φ ρ ( ρ ) ( ρ ) = 2 1 A parir da erceira ordem podemos uilizar a recursão: 1 k 1 k 1, sendo k=3,4,5, ρ = φ + φ ρ + K+ φ ρ k k 1 ρ = φρ + φ + K+ φ ρ M k k 2 ρ = φρ + φ ρ + φ ρ K+ φ k 1 k 1 2 k 2 3 k 3 k φkk = ρk φk 1, jρk j. 1 φk 1, jρk j= 1 j= 1 Para um modelo AR(1) deerminamos φ 11 a parir da primeira auo-regressão e achamos φ11 = β11 na segunda auo-regressão eremos que φ22 = β22 = 0 e assim por diane endo que para odos os ouros valores φ kk = 0. Porano, no modelo AR(1) emos apenas φ11 0, para k > 1 φ = 0. Generalizando para um modelo AR(p) eremos kk φ 0 para k p e φ = 0 nos casos k > p, ou seja a FACP é runcada na ordem p. kk kk Resumidamene a Tabela 1 apresena o comporameno das funções de auocorrelação para os modelos ARMA conforme Enders (2003). Modelo FAC FACP AR declinane runcada em p MA runcada em q Declinane ARMA Declinane Declinane Tabela 1: Comporameno da FAC e da FACP para os modelos ARMA

17 191 Na Figura 1 vemos os possíveis padrões de comporameno da FAC e da FACP para o modelo AR(1). ρ k 0 3 φ >0 φ kk φ >0 ρ k 0 3 φ <0 6 9 φ kk 0 1 φ <0 Figura 1: Funções de auocorrelação FAC e FACP de um modelo AR(1) Na eapa de esimação precisamos esimar os parâmeros α s do modelo AR, 2 os parâmeros β s do modelo MA e a variância do erro σ ε. A esimação pode ser feia uilizando-se o méodo dos mínimos quadrados ou máxima verosimilhança. A série emporal y pode ser escria como um modelo ARIMA(p,d,q) se esa série for nãoesacionária podemos aplicar o operador diferença nessa série para orna-la esacionária na média, escrevendo uma nova série ( ) y y y y y = O modelo a parir de w d = y, por exemplo w permie que possa escrever a série diferenciada com a amosra de dados como sendo w = φw + φw + K+ φ w + ε θε θ ε K θ ε. De forma abreviada φ p p q q+ 1 ( B) w ( B) = θ ε, onde B é o operador backward, isolando o ermo erro ficamos com ( ) φ( ) 1 = B B w. ε θ minimizar Para realizar a esimação pelo méodo dos mínimos quadrados devemos ˆ2 ε. No caso da esimação por máxima verosimilhança necessiamos da hipóese de normalidade sobre a disribuição de ( 0, 2) ( 0, ε w N ) w d = y, ou seja ε N σ Ω e a função que será oimizada é

18 192 1 ; ; ; 2..exp ` 2 T 1 1 L φ θ w π Ω = 2 Ω 2 wω w ( ) ( ). Depois da eapa de esimação é necessário realizar a verificação ou diagnósico que compreende: a verificação dos parâmeros esimados, análise dos resíduos e análise dos criérios de informação. Os criérios de informação mais uilizados são o Akaike informaion crierion (AIC) e o Schwarz Bayesian crierion (SBC), calculados como: AIC = ln ˆ ( p q) σ + + e SBC = T 2 2 ε 2 lnt ln ˆ σ ε + ( p + q ), onde T é o número de observações usadas. O SBC ambém é T conhecido como Bayesian informaion crierion (BIC). Idealmene, o AIC e o SBC deverão ser os menores possíveis podendo assumir valores negaivos, sendo que ambos medem o quano o modelo esimado se ajusa aos dados. Na eapa final, a de previsão, dada uma série { } y, y,..., y queremos prever os valores y + 1, y + 2 aé y + s. O ineresse agora esá concenrado em enconrar o previsor óimo y + s, ou seja aquele que minimiza o erro quadráico médio da previsão: 2 2 ( ) E e ( s) E y yˆ + s =. min T s T T Quando fazemos previsão emos o problema da perda de informações a medida que avançamos em enar prever os valores mais adiane no empo. Iso pode ser viso claramene usando-se, por exemplo um modelo ARMA(2,3) dado por w = φw + φ w + ε θε θ ε θ ε. Aualizando um período ficamos com w T 1 T 1 2 T 2 T 1 T 1 2 T 2 3 T 3 = φw + φw + ε θε θ ε θ ε para obermos o previsor de w T um passo T+ 1 1 T 2 T 1 T+ 1 1 T 2 T 1 3 T 2 a frene, denoado por da série aualizada, o que resula em w ˆT precisamos omar a esperança condicionada aé o insane T 1 ˆT φ1 T φ2 T 1 0 θε 1 T θ2εt 1 θ3εt 2 w = w + w + sendo que o valor zero nessa expressão represena uma perda de informação, devido ao conjuno de informações esarem condicionados aé o insane T (ou seja: [ ] E ε + = ). T T 1 0

19 193 Coninuando desa maneira, na deerminação do valor da série para dois passos à frene eremos a seguine expressão w = φw + φw + ε θε θ ε θ ε, o previsor condicionado às informações T+ 2 1 T+ 1 2 T T+ 2 1 T+ 1 2 T 3 T 1 aé o insane T é obido aplicando o operador da esperança condicionada em ambos os lados da seguine equação: E [ w ] E [ φw φ w ε θε θ ε θ ε ] = + +, T T+ 2 T 1 T+ 1 2 T T+ 2 1 T+ 1 2 T 3 T que irá resula em wˆ ˆ T = φ1wt + φ2wt θ2εt θ3εt 1, noa-se que a medida que avançamos em enar prever o fuuro, ou seja deerminar o valor da série s passos à frene, perdemos informações referenes aos choques aleaórios e a nossa previsão passa a ser uma função de oura previsão, isso quer dizer que o poder prediivo vai ficando mais pobre. 4.3 A Inclusão de Uma Variável Dummy no Modelo Na análise de regressão, a variável dependene pode ser influenciada por variáveis quaniaivas e qualiaivas. As variáveis quaniaivas são facilmene mensuradas em alguma escala o que não ocorre com as variáveis qualiaivas, uma vez que essas indicam a presença ou a ausência de uma qualidade ou aribuo. Dessa forma, um méodo para "quanificar" esses aribuos é consruir variáveis arificiais que assumam valores de 1 ou 0 ( indicando ausência de um aribuo e indicando a sua presença) que são conhecidas pela lieraura exisene de "variáveis dummy". A rigor, não é essencial que as variáveis dummy assumam os valores de 0 e 1. O par (0,1) pode ser ransformado em qualquer ouro par por uma função linear al que Z = a+bd (b 0) em que a e b são consanes e em que D =1 ou 0. Quando D =1, em-se Z = a+b ; e quando D=0, em-se Z = a. Assim, o par (0,1) se orna (a, a + b). Observa-se que a aribuição de valores é puramene arbirária, exigindo cuidado na hora de inerprear os resulados.

20 194 A inrodução de variáveis qualiaivas (dummy) orna o modelo de regressão linear uma ferramena exremamene flexível capaz de lidar com muios problemas enconrados, principalmene, em esudos empíricos. Quano à sua aplicação, ese ipo de variável pode ser usado em modelos simples, em que a única variável explicaiva é a própria dummy, e em modelos mais complexos, em que uma variável caegórica é desdobrada em duas ou mais variáveis dummies. Aenção especial requer a especificação de modelos que combinam dummies para diferenes caegorias e para modelos que combinam dummies e variáveis quaniaivas. Nese úlimo caso, duas análises são possíveis: incorporar mudanças no inercepo e/ou na declividade de uma função; possibiliar a idenificação de mudanças esruurais. O objeivo ao se implemenar uma análise economérica no arigo é desenvolver um esudo eórico-práico sobre a uilização de variáveis dummy como insrumeno para capar a relação e os efeios exisenes enre adoção de câmbio fixo ou variável e o resulo enconrado no Balanço de Pagamenos. De forma sucina, o que se preende aqui é elaborar um maerial simples e abrangene a fim de desacar os casos em que as variáveis dummy são aplicadas e apresenar alguns resulados dessas aplicações usando o programa compuacional Eviews 7.0. A meodologia a ser uilizada para apresenação dos resulados corresponde à dos livros exo de economeria, ais como, Gujarai (2000) e Wooldridge (2011). Para que a análise economérica seja robusa, fez-se necessário desenvolver uma equação que capasse, de forma abrangene e sucina, várias grandezas associadas à produção de riqueza dos países para que se fosse possível visualizar esaisicamene, aravés da implemenação de uma variável dummy ao modelo, a relação enre a adoção do câmbio (fixo ou fluuane) e o saldo resulane desse câmbio no Balanço de Pagamenos.

21 195 4 O MODELO IMPLEMENTADO A parir dessa necessidade, uilizou-se a equação do PIB nominal pela óica da despesa, em que: PIBdespesa = C + I (FBKF+ EST) + G + X M. A variável C corresponde ao consumo privado, I é o invesimeno, cuja composição é a soma da formação brua de capial fixo (FBKF) e variação do esoque ( EST), G é o gaso público do Governo e o resulado da diferença enre os ermos (X-M), em que X represena o oal de exporações e M o oal de imporações, nos dá jusamene o saldo do Balanço de Pagamenos. Associa-se a essa equação uma variável dummy δ, que assumirá valor igual a um (1) quando o sisema de câmbio adoado for o fixo e zero (0) quando o sisema de câmbio adoado for variável. O modelo conou com uma base de dados rimesrais de 1995 aé 2010, num oal de 61 observações. Para validar o que foi proposo na ese, num primeiro momeno, foram analisados os correlogramas (FAC e FACP) das variáveis em nível, de acordo com a meodologia Box & Jenkins com a finalidade de comprovar a esacionariedade das mesmas. De acordo com a eoria economérica e a parir da análise dos correlogramas obidos, como exposo em Enders (2003) emos que: Variáveis: pib e cons_privado. A FAC decai exponencialmene ao passo que há um evidene core brusco na FACP. Caraceriza-se, porano, uma série esacionária AR(1).

22 196 Figura 2: FAC e FACP da variável pib cons_privado Figura 3: FAC e FACP da variável Variáveis: impor e fbkf A FAC decai exponencialmene e há um core brusco na FACP: série esacionária AR (1). Figura 4: FAC e FACP da variável impor variável fbkf Figura 5: FAC e FACP da

23 197 Variáveis: var_esoque e expor Os valores observados para var_esoque esão denro do inervalo de confiança. A série é ruído branco. Para expor, A FAC decai exponencialmene e há um core brusco na FACP: série esacionária AR (1). Figura 6: FAC e FACP da variável var_esoque variável expor Figura 7: FAC e FACP da Variável: gaso_gov A FAC decai exponencialmene e há um core brusco na FACP: série esacionária AR (2).

24 198 Figura 8: FAC e FACP da variável gaso_gov 4.1 Esimando o Modelo de Regressão Após análise dos correlogramas e confirmação de que as séries são esacionárias, podemos fazer o modelo de regressão. No caso, foi realizada uma regressão esáica, com as variáveis em nível, onde a variável Pib foi adoada como variável dependene (Y) e as variáveis cons_privado, cons_publico, fbkf, var_esoque, expor, impor e a dummy de câmbio (δ) são as variáveis explicaivas do modelo. O passo seguine será analisar as esaísicas obidas no modelo desenvolvido. Vale desacar alguns conceios para realizar o esudo como: i) O valor do R² que, quano mais próximo de um (1) indica melhor ajusameno do modelo, precisa ser analisado com exremo cuidado, pois mesmo incluindo variáveis não significaivas no modelo, esse valor se eleva; ii) Para a análise individual dos coeficienes das variáveis do modelo de regressão, usa-se a esaísica T. É desejável rejeiar a hipóese nula de que os coeficienes beas da regressão são nulos. Para al, é necessário que o p-valor associado seja menor que 0.05, iso é, para um inervalo de confiança de 95%; iii) A esaísica F faz um esudo da variância populacional e indica se a regressão feia com

25 199 a amosra de dados é um esimador consisene do verdadeiro parâmero das variáveis na população. Logo, se p-valor associado a esa esaísica for menor que 0.05, aceiamos o modelo. No próximo capíulo, raaremos dos resulados enconrados na regressão e buscaremos evidencias para comprovar o efeio do câmbio no balanço de pagamenos. 5 RESULTADOS DA REGRESSÃO O modelo proposo foi desenvolvido no sofware Eviews 7.0. Abaixo, seguem os resulados da regressão feia pelo méodo dos mínimos quadrados ordinários que, conforme GUJARATI (2000) é uma écnica de oimização maemáica que procura enconrar o melhor ajuse para um conjuno de dados enando minimizar a soma dos quadrados das diferenças enre os valores esimados e os dados observados. Figura 9: esaísicas obidas pelo modelo de regressão no sofware Eviews 7.0

26 200 Como evidenciado pelas esaísicas obidas no sofware, podemos aceiar o modelo esimado a parir das variáveis uilizadas. Fica claro que, embora exisa uma relação negaiva enre a adoção do câmbio fixo e o PIB ao olharmos o coeficiene negaivo de C(8), variável dummy, o mesmo não é significane pelo fao de seu p-valor esar fora do inervalo de rejeição da hipóese nula (Ho: β=0). Logo, aceia-se que a variável dummy não é relevane ao modelo. O R² foi basane significaivo, bem como o valor da esaísica F. Das oio variáveis usadas para esimação, cinco foram significanes ao considerarmos um inervalo de confiança de 95%. Isso é mais uma evidência de que o modelo apresena uma boa capacidade prediiva. Para que o modelo esimado seja consisene e não viesado é necessário um esudo sobre o erro e verificar se ese possui variância consane (homocedasicidade) ou não. 5.1 Tese para verificar correlação serial dos resíduos da regressão O ese de Breusch-Godfrey para correlação serial, como definido por Wooldridge (2011) é ouro ese da classe de eses assimpóicos conhecidos como eses de muliplicador de Lagrange (LM) e pode ser usado para esar processos ARMA de qualquer ordem. Além disso, nese ese a presença de variáveis dependenes defasadas no lado direio da equação não produz viés como no caso do ese baseado na Durbin-Wason. A hipóese nula do ese é de que não exise correlação serial dos resíduos aé a defasagem de ordem q. A hipóese alernaiva é que os resíduos são uma ARMA(p,q) sendo q=max(p,q), ou seja, a hipóese nula é esada conra alernaivas ano AR como MA.

27 201 Figura 10: esaísicas obidas pelo modelo de regressão no sofware Eviews 7.0 De acordo com Obs*R-squared e o p-valor ( que é maior que 0.05) associado, deve-se aceia a hipóese nula de que os resíduos da regressão não apresenam correlação serial. 5.2 Tese para normalidade dos resíduos da regressão Em Gujarai (2000) é dio que se os resíduos êm disribuição normal, seu hisograma deve er a conhecida forma de sino e a esaísica de Jarque-Bera não deve ser significane. A esaísica Jarque-Bera serve para esar a hipóese nula de que a

28 202 amosra foi exraída de uma disribuição normal, ou seja, a amosra pode ser considerada simérica e unimodal, além de seu valor mais frequene coincidir com o valor da média e da mediana. Figura 11: esaísicas obidas pelo modelo de regressão no sofware Eviews 7.0 De acordo com o valor obido no ese de Jarque-Bera para normalidade dos resíduos ( ) e o p-valor associado ( ), aceiamos a hipóese nula de que os resíduos são normalmene disribuídos. 5.3 Tese para Heerocedasicidade Uma das hipóeses do modelo de regressão é a de homocedasicidade, iso é, a de que a variância eórica do ermo de disúrbio aleaório, condicional em relação às variáveis independenes, seja consane. Quando a variância eórica (não observável) do disúrbio aleaório muda ao longo de diferenes segmenos do inervalo de empo considerado ou em função de variáveis independenes emos o caso de heeroscedasicidade. Nese caso, segundo Gujarai (2000) os esimadores de mínimos quadrados deixam de ser esimadores lineares não-endenciosos óimos (BLUE) e

29 203 perdem sua eficiência assimpóica. Além disso, odos os eses de hipóeses baseados em esaísicas, F e Qui-quadrado deixam de ser válidos. Figura 12: esaísicas obidas pelo modelo de regressão no sofware Eviews 7.0 De acordo com o Obs*R squared e o p-valor associado, deve-se aceiar a hipóese nula de que os resíduos não são heerocedásicos, iso é, são homcedásico. Logo, podemos afirmar que os dados regredidos enconram-se mais homogeneamene e menos dispersos em orno da rea de regressão esimada pelo modelo.

30 204 CONCLUSÃO O principal propósio dese rabalho foi consruir um modelo economérico que permiisse uma averiguação das diversas eorias acerca das relações exisenes enre a variação dos sisemas cambiais na geração de riquezas e no saldo do Balanço de Pagamenos do Brasil durane a década de 90 aé o período aual. Implemenou-se uma variável dummy para auxiliar na inerpreação dos resulados obidos e foi possível concluir que não exise uma relação significane (o coeficiene desa variável é negaivo, mas seu p-valor é insignificane) enre a adoção do sisema de câmbio com a riqueza gerada e o saldo resulane das exporações e imporações observadas no inervalo de empo em esudo. Porano, pelo modelo apresenado, não é possível afirmar qual foi o melhor regime cambial para o Brasil no período aqui analisado. Cada um apresenou suas vanagens e desvanagens, como abordado aqui nas seções 2 e 3. A parir de um esudo realizado por Baumann (1996) é possível chegar à conclusão de que os mercados operam melhor com liberdade cambial. Ao longo do rabalho, ele afirma que a insabilidade no mercado cambial não deve ser inerpreada como inerene ao livre funcionameno do mercado, mas como um sinoma da fala de consisência das políicas governamenais, moivos causadores de incereza. Como dio ambém por Baumann (1996), as incerezas são responsáveis pelas especulações. Por esse moivo, ele defende a adoção da fluuação cambial, em uma banda larga deerminada pela auoridade econômica, frene às exigências dos fluxos de comércio e de capial, pois esa práica minimiza a necessidade de inervenção do Banco Cenral no mercado, conferindo-lhe mais liberdade na condução da políica moneária em busca do objeivo principal de buscar a esabilidade do nível de preços domésicos. Para rabalhos fuuros a respeio dese mesmo ema, sugere-se um esudo acerca da causalidade das variáveis no senido de Granger, uma vez que o regisro

31 205 esaísico de correlação observado nese projeo apenas mediu a inensidade de relações lineares enre diferenes esimadores de uma regressão economérica. Assim, uma correlação fore não implica, necessariamene, em uma relação de causa e efeio e, porano, não é possível afirmar que as quedas na geração de riqueza e no saldo do Balanço de Pagamenos são causadas pelo regime de câmbio fixo, mesmo que ais indicadores sofram influência de acordo com as variações do dólar. FOREIGN POLICY AND BALANCE BALANCE OF PAYMENTS: an analysis of he effec generaed by he scheme adoped by Brazil from he 90. ABSTRACT In he 80s, many counries had problems wih inflaion. In he 1990s, hese counries achieved a sabiliy of prices and subdued inflaion. During his period, he fixed exchange rae as a nominal anchor was chosen by he Cenral Banks. However, he successive crises of confidence in he markes, among oher problems, have made necessary o change his anchor. The Exchange shall floa and he buying and selling of currencies work wihou sysemaic conrol of he governmen. In his conex, he paper presens a discussion of he relaionship beween he Brazilian exchange rae, your balance Balance of Paymens and GDP. To disinguish he exchange rae regime adoped, we used a dummy variable. I was concluded ha here was no significan difference beween he periods, ie, he fixed exchange rae regime in Brazil was efficien in is purpose of securing price sabiliy and inflaion conrol and did no affec GDP. KEYWORDS: BALANCE OF PAYMENTS. DUMMY VARIABLE. EXCHANGE. Economerics. NOMINAL ANCHOR.

32 206 REFERÊNCIAS ANDRADE, Joaquin P., SILVA, Maria Luiza Falcão e CARNEIRO; Francisco Galrão. Conrasing Moneary Policies Wihin he Mercosur Experimen. Economia Aplicada 4, BAUMANN, Renao (org). O Brasil e a economia global. Rio de Janeiro: Campus SOBEET, BLANCHARD, Olivier. Macroeconomia. Teoria e Políica Econômica. Rio de Janeiro: Campus, BOX, G. E. P. & JENKINS, G. M.; Time series analysis: forecasing and conrol. San Francisco, Holden-Day, BRESSER-PEREIRA, L.C. Macroeconomia da esagnação: críica da orodoxia convencional no Brasil pós Ediora 34, São Paulo, CARDIM; SOUZA; SICSÚ; PAULA e STUDART. Economia moneária e financeira, eoria e políica. Ediora Campus, 2. ed. Rio de Janeiro, CARVALHO, Fernando C.; SOUZA, Francisco E.P., e al. Economia moneária e financeira. Rio de Janeiro: Campus, CUMBY, Rober E.; WIJNBERGEN, Sweder Van. Financial Policy and Speculaive Runs wih a Crawling-peg: Argenina Journal of Inernaional Economics 27: , ENDERS, Waler. Applied economeric ime series. Wiley GUJARATI, D. N.; Economeria básica: ed. Makron Books, FLOOD, Rober P., Peer M. GARBER e Charles Kramer. Collapsing exchange rae regimes: Anoher Linear Example. Journal of Inernaional Economics 41: , OBSTFELD, Maurice. Balance-of-paymens crises and devaluaion. Journal of Money, Credi and Banking 16: , 1984.

33 207 PASTORE, Affonso Celso e PINOTTI, Maria Crisina. Câmbio e inflação. In João Paulo dos Reis Velloso. O Real e o Fuuro da Economia. Rio de Janeiro: José Olumpio, MANKEW, N. Gregory. Macroeconomia. Tradução: Maria José Cyhlar Moneiro. 3. ed. Rio de Janeiro: LTC, 1998 PORTUGAL, Marcelo e al. A Economia do real. Poro Alegre: Oriz, SIMONSEN, Mario Henrique; Cysne, Rubens Penha. Macroeconomia. 2. ed. São Paulo: Alas, SCHWARTSMAN, Alexandre. A crise cambial e o ajuse fiscal. Revisa de Economia Políica 19: 5-29, 1999 STRINGHINI, Vera Teresinha Daniel. Uma Análise da Influência das Variações Cambiais sobre os Preços de Mercado na Década de 90. Disseração de Mesrado, UFRGS. Poro Alegre, WOOLDRIDGE, J. M. Inrodução à economeria: uma abordagem moderna. 5. ed. São Paulo: Thompson Learning, KRUGMAN, Paul R. A model of balance-of-paymen crises. Journal of Money, Credi and Banking 16: , KRUGMAN, Paul R.; Obsfeld, Maurice. Economia inernacional: eoria e políica. Tradução: Celina Marins Ramalho Laranjeira. Revisão Técnica: Maria Alejandra Caporale e Rubens Famá. 5. ed. São Paulo: Makron Books, 2001.

TOMADA DE DECISÃO EM FUTUROS AGROPECUÁRIOS COM MODELOS DE PREVISÃO DE SÉRIES TEMPORAIS

TOMADA DE DECISÃO EM FUTUROS AGROPECUÁRIOS COM MODELOS DE PREVISÃO DE SÉRIES TEMPORAIS ARTIGO: TOMADA DE DECISÃO EM FUTUROS AGROPECUÁRIOS COM MODELOS DE PREVISÃO DE SÉRIES TEMPORAIS REVISTA: RAE-elerônica Revisa de Adminisração de Empresas FGV EASP/SP, v. 3, n. 1, Ar. 9, jan./jun. 2004 1

Leia mais

Centro Federal de EducaçãoTecnológica 28/11/2012

Centro Federal de EducaçãoTecnológica 28/11/2012 Análise da Dinâmica da Volailidade dos Preços a visa do Café Arábica: Aplicação dos Modelos Heeroscedásicos Carlos Albero Gonçalves da Silva Luciano Moraes Cenro Federal de EducaçãoTecnológica 8//0 Objevos

Leia mais

METODOLOGIA PROJEÇÃO DE DEMANDA POR TRANSPORTE AÉREO NO BRASIL

METODOLOGIA PROJEÇÃO DE DEMANDA POR TRANSPORTE AÉREO NO BRASIL METODOLOGIA PROJEÇÃO DE DEMANDA POR TRANSPORTE AÉREO NO BRASIL 1. Inrodução O presene documeno visa apresenar dealhes da meodologia uilizada nos desenvolvimenos de previsão de demanda aeroporuária no Brasil

Leia mais

Equações Simultâneas. Aula 16. Gujarati, 2011 Capítulos 18 a 20 Wooldridge, 2011 Capítulo 16

Equações Simultâneas. Aula 16. Gujarati, 2011 Capítulos 18 a 20 Wooldridge, 2011 Capítulo 16 Equações Simulâneas Aula 16 Gujarai, 011 Capíulos 18 a 0 Wooldridge, 011 Capíulo 16 Inrodução Durane boa pare do desenvolvimeno dos coneúdos desa disciplina, nós nos preocupamos apenas com modelos de regressão

Leia mais

ENGENHARIA ECONÔMICA AVANÇADA

ENGENHARIA ECONÔMICA AVANÇADA ENGENHARIA ECONÔMICA AVANÇADA TÓPICOS AVANÇADOS MATERIAL DE APOIO ÁLVARO GEHLEN DE LEÃO gehleao@pucrs.br 55 5 Avaliação Econômica de Projeos de Invesimeno Nas próximas seções serão apresenados os principais

Leia mais

4 Cenários de estresse

4 Cenários de estresse 4 Cenários de esresse Os cenários de esresse são simulações para avaliar a adequação de capial ao limie de Basiléia numa deerminada daa. Sua finalidade é medir a capacidade de o PR das insiuições bancárias

Leia mais

Taxa de Câmbio e Taxa de Juros no Brasil, Chile e México

Taxa de Câmbio e Taxa de Juros no Brasil, Chile e México Taxa de Câmbio e Taxa de Juros no Brasil, Chile e México A axa de câmbio consiui variável fundamenal em economias aberas, pois represena imporane componene do preço relaivo de bens, serviços e aivos, ou

Leia mais

UMA ANÁLISE ECONOMÉTRICA DOS COMPONENTES QUE AFETAM O INVESTIMENTO PRIVADO NO BRASIL, FAZENDO-SE APLICAÇÃO DO TESTE DE RAIZ UNITÁRIA.

UMA ANÁLISE ECONOMÉTRICA DOS COMPONENTES QUE AFETAM O INVESTIMENTO PRIVADO NO BRASIL, FAZENDO-SE APLICAÇÃO DO TESTE DE RAIZ UNITÁRIA. UMA ANÁLISE ECONOMÉTRICA DOS COMPONENTES QUE AFETAM O INVESTIMENTO PRIVADO NO BRASIL, FAZENDO-SE APLICAÇÃO DO TESTE DE RAIZ UNITÁRIA Área: ECONOMIA COELHO JUNIOR, Juarez da Silva PONTILI, Rosangela Maria

Leia mais

2. Referencial Teórico

2. Referencial Teórico 15 2. Referencial Teórico Se os mercados fossem eficienes e não houvesse imperfeições, iso é, se os mercados fossem eficienes na hora de difundir informações novas e fossem livres de impedimenos, índices

Leia mais

O Fluxo de Caixa Livre para a Empresa e o Fluxo de Caixa Livre para os Sócios

O Fluxo de Caixa Livre para a Empresa e o Fluxo de Caixa Livre para os Sócios O Fluxo de Caixa Livre para a Empresa e o Fluxo de Caixa Livre para os Sócios! Principais diferenças! Como uilizar! Vanagens e desvanagens Francisco Cavalcane (francisco@fcavalcane.com.br) Sócio-Direor

Leia mais

CAPÍTULO 9. y(t). y Medidor. Figura 9.1: Controlador Analógico

CAPÍTULO 9. y(t). y Medidor. Figura 9.1: Controlador Analógico 146 CAPÍULO 9 Inrodução ao Conrole Discreo 9.1 Inrodução Os sisemas de conrole esudados aé ese pono envolvem conroladores analógicos, que produzem sinais de conrole conínuos no empo a parir de sinais da

Leia mais

APLICAÇÃO DE SÉRIES TEMPORAIS NA PREVISÃO DA MÉDIA MENSAL DA TAXA DE CÂMBIO DO REAL PARA O DÓLAR COMERCIAL DE COMPRA USANDO O MODELO DE HOLT

APLICAÇÃO DE SÉRIES TEMPORAIS NA PREVISÃO DA MÉDIA MENSAL DA TAXA DE CÂMBIO DO REAL PARA O DÓLAR COMERCIAL DE COMPRA USANDO O MODELO DE HOLT XXX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Mauridade e desafios da Engenharia de Produção: compeiividade das empresas, condições de rabalho, meio ambiene. São Carlos, SP, Brasil, 12 a15 de ouubro

Leia mais

O EFEITO DIA DO VENCIMENTO DE OPÇÕES NA BOVESPA 1

O EFEITO DIA DO VENCIMENTO DE OPÇÕES NA BOVESPA 1 O EFEITO DIA DO VENCIMENTO DE OPÇÕES NA BOVESPA 1 Paulo J. Körbes 2 Marcelo Marins Paganoi 3 RESUMO O objeivo dese esudo foi verificar se exise influência de evenos de vencimeno de conraos de opções sobre

Leia mais

Taxa de Juros e Desempenho da Agricultura Uma Análise Macroeconômica

Taxa de Juros e Desempenho da Agricultura Uma Análise Macroeconômica Taxa de Juros e Desempenho da Agriculura Uma Análise Macroeconômica Humbero Francisco Silva Spolador Geraldo San Ana de Camargo Barros Resumo: Ese rabalho em como obeivo mensurar os efeios das axas de

Leia mais

exercício e o preço do ativo são iguais, é dito que a opção está no dinheiro (at-themoney).

exercício e o preço do ativo são iguais, é dito que a opção está no dinheiro (at-themoney). 4. Mercado de Opções O mercado de opções é um mercado no qual o iular (comprador) de uma opção em o direio de exercer a mesma, mas não a obrigação, mediane o pagameno de um prêmio ao lançador da opção

Leia mais

Uma avaliação da poupança em conta corrente do governo

Uma avaliação da poupança em conta corrente do governo Uma avaliação da poupança em cona correne do governo Manoel Carlos de Casro Pires * Inrodução O insrumeno de políica fiscal em vários ojeivos e não é surpreendene que, ao se deerminar uma mea de superávi

Leia mais

PROJEÇÃO DO PREÇO FUTURO DE UMA AÇÃO DA USIMINAS: UMA ABORDAGEM ECONOMÉTRICA

PROJEÇÃO DO PREÇO FUTURO DE UMA AÇÃO DA USIMINAS: UMA ABORDAGEM ECONOMÉTRICA 3 PROJEÇÃO DO PREÇO FUTURO DE UMA AÇÃO DA USIMINAS: UMA ABORDAGEM ECONOMÉTRICA PROJEÇÃO DO PREÇO FUTURO DE UMA AÇÃO DA USIMINAS: UMA ABORDAGEM ECONOMÉTRICA Felipe Lacerda Diniz Leroy 1 RESUMO Nese arigo,

Leia mais

A INFLUÊNCIA DO RISCO PAÍS E DAS CRISES FINANCEIRAS INTERNACIONAIS NOS INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS NO BRASIL NO PERÍODO PÓS PLANO REAL

A INFLUÊNCIA DO RISCO PAÍS E DAS CRISES FINANCEIRAS INTERNACIONAIS NOS INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS NO BRASIL NO PERÍODO PÓS PLANO REAL A INFLUÊNCIA DO RISCO PAÍS E DAS CRISES FINANCEIRAS INTERNACIONAIS NOS INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS NO BRASIL NO PERÍODO PÓS PLANO REAL fcccassuce@yahoo.com.br Apresenação Oral-Comércio Inernacional ANA

Leia mais

Susan Schommer Risco de Crédito 1 RISCO DE CRÉDITO

Susan Schommer Risco de Crédito 1 RISCO DE CRÉDITO Susan Schommer Risco de Crédio 1 RISCO DE CRÉDITO Definição: Risco de crédio é o risco de defaul ou de reduções no valor de mercado causada por rocas na qualidade do crédio do emissor ou conrapare. Modelagem:

Leia mais

VALOR DA PRODUÇÃO DE CACAU E ANÁLISE DOS FATORES RESPONSÁVEIS PELA SUA VARIAÇÃO NO ESTADO DA BAHIA. Antônio Carlos de Araújo

VALOR DA PRODUÇÃO DE CACAU E ANÁLISE DOS FATORES RESPONSÁVEIS PELA SUA VARIAÇÃO NO ESTADO DA BAHIA. Antônio Carlos de Araújo 1 VALOR DA PRODUÇÃO DE CACAU E ANÁLISE DOS FATORES RESPONSÁVEIS PELA SUA VARIAÇÃO NO ESTADO DA BAHIA Anônio Carlos de Araújo CPF: 003.261.865-49 Cenro de Pesquisas do Cacau CEPLAC/CEPEC Faculdade de Tecnologia

Leia mais

Universidade Federal de Pelotas Departamento de Economia Contabilidade Social Professor Rodrigo Nobre Fernandez Lista de Exercícios I - Gabarito

Universidade Federal de Pelotas Departamento de Economia Contabilidade Social Professor Rodrigo Nobre Fernandez Lista de Exercícios I - Gabarito 1 Universidade Federal de Peloas Deparameno de Economia Conabilidade Social Professor Rodrigo Nobre Fernandez Lisa de Exercícios I - Gabario 1. Idenifique na lisa abaixo quais variáveis são e fluxo e quais

Leia mais

UMA APLICAÇÃO DO TESTE DE RAIZ UNITÁRIA PARA DADOS EM SÉRIES TEMPORAIS DO CONSUMO AGREGADO DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS

UMA APLICAÇÃO DO TESTE DE RAIZ UNITÁRIA PARA DADOS EM SÉRIES TEMPORAIS DO CONSUMO AGREGADO DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS UMA APLICAÇÃO DO TESTE DE RAIZ UNITÁRIA PARA DADOS EM SÉRIES TEMPORAIS DO CONSUMO AGREGADO DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS VIEIRA, Douglas Tadeu. TCC, Ciências Econômicas, Fecilcam, vieira.douglas@gmail.com PONTILI,

Leia mais

METODOLOGIAS ALTERNATIVAS DE GERAÇÃO DE CENÁRIOS NA APURAÇÃO DO V@R DE INSTRUMETOS NACIONAIS. Alexandre Jorge Chaia 1 Fábio da Paz Ferreira 2

METODOLOGIAS ALTERNATIVAS DE GERAÇÃO DE CENÁRIOS NA APURAÇÃO DO V@R DE INSTRUMETOS NACIONAIS. Alexandre Jorge Chaia 1 Fábio da Paz Ferreira 2 IV SEMEAD METODOLOGIAS ALTERNATIVAS DE GERAÇÃO DE CENÁRIOS NA APURAÇÃO DO V@R DE INSTRUMETOS NACIONAIS Alexandre Jorge Chaia 1 Fábio da Paz Ferreira 2 RESUMO Uma das ferramenas de gesão do risco de mercado

Leia mais

DEMANDA BRASILEIRA DE CANA DE AÇÚCAR, AÇÚCAR E ETANOL REVISITADA

DEMANDA BRASILEIRA DE CANA DE AÇÚCAR, AÇÚCAR E ETANOL REVISITADA XXX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Mauridade e desafios da Engenharia de Produção: compeiividade das empresas, condições de rabalho, meio ambiene. São Carlos, SP, Brasil, 12 a15 de ouubro

Leia mais

Câmbio de Equilíbrio

Câmbio de Equilíbrio Câmbio de Equilíbrio Seção 1 Meodologia do cálculo do câmbio...4 Seção 2 - Passivo Exerno... 11 Seção 3 Susenabilidade do Passivo Exerno... 15 Seção 4 - Esimaivas... 17 Seção 5 - Conclusão... 20 2 Inrodução

Leia mais

PREÇOS DE PRODUTO E INSUMO NO MERCADO DE LEITE: UM TESTE DE CAUSALIDADE

PREÇOS DE PRODUTO E INSUMO NO MERCADO DE LEITE: UM TESTE DE CAUSALIDADE PREÇOS DE PRODUTO E INSUMO NO MERCADO DE LEITE: UM TESTE DE CAUSALIDADE Luiz Carlos Takao Yamaguchi Pesquisador Embrapa Gado de Leie e Professor Adjuno da Faculdade de Economia do Insiuo Vianna Júnior.

Leia mais

Curso de preparação para a prova de matemática do ENEM Professor Renato Tião

Curso de preparação para a prova de matemática do ENEM Professor Renato Tião Porcenagem As quaro primeiras noções que devem ser assimiladas a respeio do assuno são: I. Que porcenagem é fração e fração é a pare sobre o odo. II. Que o símbolo % indica que o denominador desa fração

Leia mais

Eficácia das Intervenções do Banco Central do Brasil sobre a Volatilidade Condicional da Taxa de Câmbio Nominal

Eficácia das Intervenções do Banco Central do Brasil sobre a Volatilidade Condicional da Taxa de Câmbio Nominal Eficácia das Inervenções do Banco Cenral do Brasil sobre a Volailidade Condicional da Taxa de Câmbio Nominal Fernando Nascimeno de Oliveira, Alessandra Plaga Conens: Keywords: 1. Inrodução; 2. Dados; 3.

Leia mais

2 Relação entre câmbio real e preços de commodities

2 Relação entre câmbio real e preços de commodities 18 2 Relação enre câmbio real e preços de commodiies Na exensa lieraura sobre o cálculo da axa de câmbio de longo prazo, grande pare dos modelos economéricos esimados incluem os ermos de roca como um dos

Leia mais

Teste de estresse na ligação macro-risco de crédito: uma aplicação ao setor doméstico de PFs. Autores: Ricardo Schechtman Wagner Gaglianone

Teste de estresse na ligação macro-risco de crédito: uma aplicação ao setor doméstico de PFs. Autores: Ricardo Schechtman Wagner Gaglianone Tese de esresse na ligação macro-risco de crédio: uma aplicação ao seor domésico de PFs Auores: Ricardo Schechman Wagner Gaglianone Lieraura: ligação macrorisco de crédio Relação macro-volume de crédio

Leia mais

Uma análise de indicadores de sustentabilidade fiscal para o Brasil. Tema: Ajuste Fiscal e Equilíbrio Macroeconômico

Uma análise de indicadores de sustentabilidade fiscal para o Brasil. Tema: Ajuste Fiscal e Equilíbrio Macroeconômico Uma análise de indicadores de susenabilidade fiscal para o rasil Tema: Ajuse Fiscal e Equilíbrio Macroeconômico . INTRODUÇÃO Parece pouco discuível nos dias de hoje o fao de que o crescimeno econômico

Leia mais

Crises cambiais e bancárias na década de 1990: uma análise de painel aplicada a mercados emergentes. Ana Paula Menezes Pereira * e Fernando Seabra **

Crises cambiais e bancárias na década de 1990: uma análise de painel aplicada a mercados emergentes. Ana Paula Menezes Pereira * e Fernando Seabra ** Crises cambiais e bancárias na década de 990: uma análise de painel aplicada a mercados emergenes Ana Paula Menezes Pereira * e Fernando Seabra ** Resumo: Um grande número de crises cambiais ocorreu na

Leia mais

12 Integral Indefinida

12 Integral Indefinida Inegral Indefinida Em muios problemas, a derivada de uma função é conhecida e o objeivo é enconrar a própria função. Por eemplo, se a aa de crescimeno de uma deerminada população é conhecida, pode-se desejar

Leia mais

Modelo ARX para Previsão do Consumo de Energia Elétrica: Aplicação para o Caso Residencial no Brasil

Modelo ARX para Previsão do Consumo de Energia Elétrica: Aplicação para o Caso Residencial no Brasil Modelo ARX para Previsão do Consumo de Energia Elérica: Aplicação para o Caso Residencial no Brasil Resumo Ese rabalho propõe a aplicação do modelo ARX para projear o consumo residencial de energia elérica

Leia mais

OTIMIZAÇÃO ENERGÉTICA NA CETREL: DIAGNÓSTICO, IMPLEMENTAÇÃO E AVALIAÇÃO DE GANHOS

OTIMIZAÇÃO ENERGÉTICA NA CETREL: DIAGNÓSTICO, IMPLEMENTAÇÃO E AVALIAÇÃO DE GANHOS STC/ 08 17 à 22 de ouubro de 1999 Foz do Iguaçu Paraná - Brasil SESSÃO TÉCNICA ESPECIAL CONSERVAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA (STC) OTIMIZAÇÃO ENERGÉTICA NA CETREL: DIAGNÓSTICO, IMPLEMENTAÇÃO E AVALIAÇÃO DE

Leia mais

POSSIBILIDADE DE OBTER LUCROS COM ARBITRAGEM NO MERCADO DE CÂMBIO NO BRASIL

POSSIBILIDADE DE OBTER LUCROS COM ARBITRAGEM NO MERCADO DE CÂMBIO NO BRASIL POSSIBILIDADE DE OBTER LUCROS COM ARBITRAGEM NO MERCADO DE CÂMBIO NO BRASIL FRANCISCO CARLOS CUNHA CASSUCE; CARLOS ANDRÉ DA SILVA MÜLLER; ANTÔNIO CARVALHO CAMPOS; UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA VIÇOSA

Leia mais

Equações Diferenciais Ordinárias Lineares

Equações Diferenciais Ordinárias Lineares Equações Diferenciais Ordinárias Lineares 67 Noções gerais Equações diferenciais são equações que envolvem uma função incógnia e suas derivadas, além de variáveis independenes Aravés de equações diferenciais

Leia mais

2 Fluxos de capitais, integração financeira e crescimento econômico.

2 Fluxos de capitais, integração financeira e crescimento econômico. 2 Fluxos de capiais, inegração financeira e crescimeno econômico. O objeivo dese capíulo é apresenar em dealhes as variáveis fundamenais enconradas na lieraura que deerminam o crescimeno de longo prazo

Leia mais

Capítulo 5: Introdução às Séries Temporais e aos Modelos ARIMA

Capítulo 5: Introdução às Séries Temporais e aos Modelos ARIMA 0 Capíulo 5: Inrodução às Séries emporais e aos odelos ARIA Nese capíulo faremos uma inrodução às séries emporais. O nosso objeivo aqui é puramene operacional e esaremos mais preocupados com as definições

Leia mais

EVOLUÇÃO DO CRÉDITO PESSOAL E HABITACIONAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DOS FATORES MACROECONÔMICOS NO PERÍODO PÓS-REAL RESUMO

EVOLUÇÃO DO CRÉDITO PESSOAL E HABITACIONAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DOS FATORES MACROECONÔMICOS NO PERÍODO PÓS-REAL RESUMO 78 EVOLUÇÃO DO CRÉDITO PESSOAL E HABITACIONAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DOS FATORES MACROECONÔMICOS NO PERÍODO PÓS-REAL Pâmela Amado Trisão¹ Kelmara Mendes Vieira² Paulo Sergio Cerea³ Reisoli

Leia mais

COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DO ETANOL BRASILEIRO: DETERMINAÇÃO DE VARIÁVEIS CAUSAIS

COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DO ETANOL BRASILEIRO: DETERMINAÇÃO DE VARIÁVEIS CAUSAIS Naal/RN COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DO ETANOL BRASILEIRO: DETERMINAÇÃO DE VARIÁVEIS CAUSAIS André Assis de Salles Escola Poliécnica - Universidade Federal do Rio de Janeiro Cenro de Tecnologia Bloco F sala

Leia mais

COMPORTAMENTO DIÁRIO DO MERCADO BRASILEIRO DE RESERVAS BANCÁRIAS NÍVEL E VOLATILIDADE IMPLICAÇÕES NA POLÍTICA MONETÁRIA

COMPORTAMENTO DIÁRIO DO MERCADO BRASILEIRO DE RESERVAS BANCÁRIAS NÍVEL E VOLATILIDADE IMPLICAÇÕES NA POLÍTICA MONETÁRIA COMPORTAMENTO DIÁRIO DO MERCADO BRASILEIRO DE RESERVAS BANCÁRIAS NÍVEL E VOLATILIDADE IMPLICAÇÕES NA POLÍTICA MONETÁRIA Resumo Mardilson Fernandes Queiroz UNB Ese rabalho evidencia padrão de comporameno

Leia mais

Valor do Trabalho Realizado 16.

Valor do Trabalho Realizado 16. Anonio Vicorino Avila Anonio Edésio Jungles Planejameno e Conrole de Obras 16.2 Definições. 16.1 Objeivo. Valor do Trabalho Realizado 16. Parindo do conceio de Curva S, foi desenvolvida pelo Deparameno

Leia mais

CIRCULAR Nº 3.383. I - Abordagem do Indicador Básico; II - Abordagem Padronizada Alternativa; III - Abordagem Padronizada Alternativa Simplificada.

CIRCULAR Nº 3.383. I - Abordagem do Indicador Básico; II - Abordagem Padronizada Alternativa; III - Abordagem Padronizada Alternativa Simplificada. TÍTULO : DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS 29 Página 1 de 7 CIRCULAR Nº.8 Esabelece os procedimenos para o cálculo da parcela do Parimônio de Referência Exigido (PRE) referene ao risco operacional (P OPR ), de

Leia mais

CHOQUES DE PRODUTIVIDADE E FLUXOS DE INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS PARA O BRASIL * Prof a Dr a Maria Helena Ambrosio Dias **

CHOQUES DE PRODUTIVIDADE E FLUXOS DE INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS PARA O BRASIL * Prof a Dr a Maria Helena Ambrosio Dias ** CHOQUES DE PRODUTIVIDADE E FLUXOS DE INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS PARA O BRASIL * Prof a Dr a Maria Helena Ambrosio Dias ** Resumo O inuio é invesigar como e em que grau um choque de produividade ocorrido

Leia mais

Experimento. Guia do professor. O método de Monte Carlo. Governo Federal. Ministério da Educação. Secretaria de Educação a Distância

Experimento. Guia do professor. O método de Monte Carlo. Governo Federal. Ministério da Educação. Secretaria de Educação a Distância Análise de dados e probabilidade Guia do professor Experimeno O méodo de Mone Carlo Objeivos da unidade 1. Apresenar um méodo ineressane e simples que permie esimar a área de uma figura plana qualquer;.

Leia mais

Estudo comparativo de processo produtivo com esteira alimentadora em uma indústria de embalagens

Estudo comparativo de processo produtivo com esteira alimentadora em uma indústria de embalagens Esudo comparaivo de processo produivo com eseira alimenadora em uma indúsria de embalagens Ana Paula Aparecida Barboza (IMIH) anapbarboza@yahoo.com.br Leicia Neves de Almeida Gomes (IMIH) leyneves@homail.com

Leia mais

CIRCULAR Nº 3.640, DE 4 DE MARÇO DE 2013

CIRCULAR Nº 3.640, DE 4 DE MARÇO DE 2013 CIRCULAR Nº.640, DE 4 DE MARÇO DE 20 Esabelece os procedimenos para o cálculo da parcela dos aivos ponderados pelo risco (RWA), relaiva ao cálculo do capial requerido para o risco operacional mediane abordagem

Leia mais

Luciano Jorge de Carvalho Junior. Rosemarie Bröker Bone. Eduardo Pontual Ribeiro. Universidade Federal do Rio de Janeiro

Luciano Jorge de Carvalho Junior. Rosemarie Bröker Bone. Eduardo Pontual Ribeiro. Universidade Federal do Rio de Janeiro Análise do preço e produção de peróleo sobre a lucraividade das empresas perolíferas Luciano Jorge de Carvalho Junior Rosemarie Bröker Bone Eduardo Ponual Ribeiro Universidade Federal do Rio de Janeiro

Leia mais

1 INTRODUÇÃO. 1 O argumento da inconsistência dinâmica apóia-se na idéia de que os agentes conhecem o incentivo

1 INTRODUÇÃO. 1 O argumento da inconsistência dinâmica apóia-se na idéia de que os agentes conhecem o incentivo 0 INTRODUÇÃO A queda do sisema de Breom Woods e, poseriormene, a ausência de uma relação esreia enre moeda e renda, dada pela insabilidade da velocidade de circulação da moeda, inciou o desenvolvimeno

Leia mais

APLICAÇÃO DO MODELO ARIMA À PREVISÃO DO PREÇO DAS COMMODITIES AGRÍCOLAS BRASILEIRAS

APLICAÇÃO DO MODELO ARIMA À PREVISÃO DO PREÇO DAS COMMODITIES AGRÍCOLAS BRASILEIRAS APLICAÇÃO DO MODELO ARIMA À PREVISÃO DO PREÇO DAS COMMODITIES AGRÍCOLAS BRASILEIRAS PABLO AURÉLIO LACERDA DE ALMEIDA PINTO; ELENILDES SANTANA PEREIRA; MARIANNE COSTA OLIVEIRA; JOSÉ MÁRCIO DOS SANTOS; SINÉZIO

Leia mais

Curva de Phillips, Inflação e Desemprego. A introdução das expectativas: a curva de oferta agregada de Lucas (Lucas, 1973)

Curva de Phillips, Inflação e Desemprego. A introdução das expectativas: a curva de oferta agregada de Lucas (Lucas, 1973) Curva de Phillips, Inflação e Desemprego Lopes e Vasconcellos (2008), capíulo 7 Dornbusch, Fischer e Sarz (2008), capíulos 6 e 7 Mankiw (2007), capíulo 13 Blanchard (2004), capíulo 8 A inrodução das expecaivas:

Leia mais

Boom nas vendas de autoveículos via crédito farto, preços baixos e confiança em alta: o caso de um ciclo?

Boom nas vendas de autoveículos via crédito farto, preços baixos e confiança em alta: o caso de um ciclo? Boom nas vendas de auoveículos via crédio faro, preços baixos e confiança em ala: o caso de um ciclo? Fábio Auguso Reis Gomes * Fabio Maciel Ramos ** RESUMO - A proposa dese rabalho é conribuir para o

Leia mais

Variabilidade e pass-through da taxa de câmbio: o caso do Brasil

Variabilidade e pass-through da taxa de câmbio: o caso do Brasil Variabilidade e pass-hrough da axa de câmbio: o caso do Brasil André Minella Banco Cenral do Brasil VI Seminário de Meas para a Inflação Agoso 005 Disclaimer: Esa apresenação é de responsabilidade do auor,

Leia mais

O IMPACTO DOS INVESTIMENTOS NO ESTADO DO CEARÁ NO PERÍODO DE 1970-2001

O IMPACTO DOS INVESTIMENTOS NO ESTADO DO CEARÁ NO PERÍODO DE 1970-2001 O IMPACTO DOS INVESTIMENTOS NO ESTADO DO CEARÁ NO PERÍODO DE 970-200 Ricardo Candéa Sá Barreo * Ahmad Saeed Khan ** SINOPSE Ese rabalho em como objeivo analisar o impaco dos invesimenos na economia cearense

Leia mais

4. A procura do setor privado. 4. A procura do setor privado 4.1. Consumo 4.2. Investimento. Burda & Wyplosz, 5ª Edição, Capítulo 8

4. A procura do setor privado. 4. A procura do setor privado 4.1. Consumo 4.2. Investimento. Burda & Wyplosz, 5ª Edição, Capítulo 8 4. A procura do seor privado 4. A procura do seor privado 4.. Consumo 4.2. Invesimeno Burda & Wyplosz, 5ª Edição, Capíulo 8 4.2. Invesimeno - sock de capial óimo Conceios Inroduórios Capial - Bens de produção

Leia mais

Função definida por várias sentenças

Função definida por várias sentenças Ese caderno didáico em por objeivo o esudo de função definida por várias senenças. Nese maerial você erá disponível: Uma siuação que descreve várias senenças maemáicas que compõem a função. Diversas aividades

Leia mais

Uma Análise Sobre a Sustentabilidade de Médio-Prazo da Dívida Pública Brasileiro Sob Condições de Risco (2008-2012)

Uma Análise Sobre a Sustentabilidade de Médio-Prazo da Dívida Pública Brasileiro Sob Condições de Risco (2008-2012) Uma Análise Sobre a Susenabilidade de Médio-Prazo da Dívida Pública Brasileiro Sob Condições de Risco (2008-202) Jaime Ferreira Dias * José Luis Oreiro ** Resumo: Ese arigo em por objeivo analisar a dinâmica

Leia mais

1 Introdução. Onésio Assis Lobo 1 Waldemiro Alcântara da Silva Neto 2

1 Introdução. Onésio Assis Lobo 1 Waldemiro Alcântara da Silva Neto 2 Transmissão de preços enre o produor e varejo: evidências empíricas para o seor de carne bovina em Goiás Resumo: A economia goiana vem se desacado no conexo nacional. Seu PIB aingiu R$ 75 bilhões no ano

Leia mais

SPREAD BANCÁRIO NO BRASIL

SPREAD BANCÁRIO NO BRASIL SPREAD BANCÁRIO NO BRASIL Elaine Aparecida Fernandes RESUMO: Diane da consaação de que os spreads bancários brasileiros (diferença enre as axas de juros de capação e aplicação dos bancos) se enconram em

Leia mais

Risco no mercado de arroz em casca

Risco no mercado de arroz em casca RISCO NO MERCADO DE ARROZ EM CASCA ANDRÉIA CRISTINA DE OLIVEIRA ADAMI; GERALDO SANT ANA DE CAMARGO BARROS; ESALQ/USP PIRACICABA - SP - BRASIL adami@esalq.usp.br APRESENTAÇÃO ORAL Comercialização, Mercados

Leia mais

CURVA DE KUZNETS AMBIENTAL ESTIMATIVA ECONOMÉTRICA USANDO CO2 E PIB PER CAPITA

CURVA DE KUZNETS AMBIENTAL ESTIMATIVA ECONOMÉTRICA USANDO CO2 E PIB PER CAPITA CURVA DE KUZNETS AMBIENTAL ESTIMATIVA ECONOMÉTRICA USANDO CO E PIB PER CAPITA CLEYZER ADRIAN CUNHA; UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS GOIANIA - GO - BRASIL cleyzer@uai.com.br APRESENTAÇÃO ORAL Agropecuária,

Leia mais

José Ronaldo de Castro Souza Júnior RESTRIÇÕES AO CRESCIMENTO ECONÔMICO NO BRASIL: UMA APLICAÇÃO DO MODELO DE TRÊS HIATOS (1970-2000)

José Ronaldo de Castro Souza Júnior RESTRIÇÕES AO CRESCIMENTO ECONÔMICO NO BRASIL: UMA APLICAÇÃO DO MODELO DE TRÊS HIATOS (1970-2000) José Ronaldo de Casro Souza Júnior RESTRIÇÕES AO CRESCIMENTO ECONÔMICO NO BRASIL: UMA APLICAÇÃO DO MODELO DE TRÊS HIATOS (1970-2000) Belo Horizone, MG UFMG/CEDEPLAR 2002 José Ronaldo de Casro Souza Júnior

Leia mais

METAS INFLACIONÁRIAS NO BRASIL: UM ESTUDO EMPÍRICO USANDO MODELOS AUTO-REGRESSIVOS VETORIAIS (VAR)

METAS INFLACIONÁRIAS NO BRASIL: UM ESTUDO EMPÍRICO USANDO MODELOS AUTO-REGRESSIVOS VETORIAIS (VAR) METAS INFLACIONÁRIAS NO BRASIL: UM ESTUDO EMPÍRICO USANDO MODELOS AUTO-REGRESSIVOS VETORIAIS (VAR) Edilean Kleber da Silva Douorando em Economia Aplicada pela UFRGS Rua Duque de Caxias, 1515, apo. 402.

Leia mais

Uma revisão da dinâmica macroeconômica da dívida pública e dos testes de sustentabilidade da política fiscal.

Uma revisão da dinâmica macroeconômica da dívida pública e dos testes de sustentabilidade da política fiscal. IPES Texo para Discussão Publicação do Insiuo de Pesquisas Econômicas e Sociais Uma revisão da dinâmica macroeconômica da dívida pública e dos eses de susenabilidade da políica fiscal. Luís Anônio Sleimann

Leia mais

AÇÕES DO MERCADO FINACEIRO: UM ESTUDO VIA MODELOS DE SÉRIES TEMPORAIS

AÇÕES DO MERCADO FINACEIRO: UM ESTUDO VIA MODELOS DE SÉRIES TEMPORAIS AÇÕES DO MERCADO FINACEIRO: UM ESTUDO VIA MODELOS DE SÉRIES TEMPORAIS Caroline Poli Espanhol; Célia Mendes Carvalho Lopes Engenharia de Produção, Escola de Engenharia, Universidade Presbieriana Mackenzie

Leia mais

REGRAS DE POLÍTICA MONETÁRIA ÓTIMAS EM PEQUENAS ECONOMIAS ABERTAS

REGRAS DE POLÍTICA MONETÁRIA ÓTIMAS EM PEQUENAS ECONOMIAS ABERTAS REGRAS DE POLÍTICA MONETÁRIA ÓTIMAS EM PEQUENAS ECONOMIAS ABERTAS CATEGORIA: PROISSIONAL - Inrodução Após as crises financeiras do final dos anos novena e início desa década, noadamene as crises da Ásia

Leia mais

Análise econômica dos benefícios advindos do uso de cartões de crédito e débito. Outubro de 2012

Análise econômica dos benefícios advindos do uso de cartões de crédito e débito. Outubro de 2012 1 Análise econômica dos benefícios advindos do uso de carões de crédio e débio Ouubro de 2012 Inrodução 2 Premissas do Esudo: Maior uso de carões aumena a formalização da economia; e Maior uso de carões

Leia mais

PREVISÃO DE DEMANDA: UMA APLICAÇÃO DOS MODELOS BOX- JENKINS NA ÁREA DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA DE COMPUTADORES PESSOAIS

PREVISÃO DE DEMANDA: UMA APLICAÇÃO DOS MODELOS BOX- JENKINS NA ÁREA DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA DE COMPUTADORES PESSOAIS PREVISÃO DE DEMANDA: UMA APLICAÇÃO DOS MODELOS BOX- JENKINS NA ÁREA DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA DE COMPUTADORES PESSOAIS Liane Werner Deparameno de Esaísica, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Rua Beno

Leia mais

Influência de Variáveis Meteorológicas sobre a Incidência de Meningite em Campina Grande PB

Influência de Variáveis Meteorológicas sobre a Incidência de Meningite em Campina Grande PB Revisa Fafibe On Line n.3 ago. 007 ISSN 808-6993 www.fafibe.br/revisaonline Faculdades Inegradas Fafibe Bebedouro SP Influência de Variáveis Meeorológicas sobre a Incidência de Meningie em Campina Grande

Leia mais

O EFEITO DIA DE VENCIMENTO DE OPÇÕES NA BOVESPA REVISITADO

O EFEITO DIA DE VENCIMENTO DE OPÇÕES NA BOVESPA REVISITADO O EFEITO DIA DE VENCIMENTO DE OPÇÕES NA BOVESPA REVISITADO Newon C. A. da Cosa Jr., Milon Biage Deparameno de Economia, UFSC Waldemar Ferreira e Marco Goular Deparameno de Adminisração, UFAM Curso de Pós-Graduação

Leia mais

APLICAÇÃO DE MODELAGEM NO CRESCIMENTO POPULACIONAL BRASILEIRO

APLICAÇÃO DE MODELAGEM NO CRESCIMENTO POPULACIONAL BRASILEIRO ALICAÇÃO DE MODELAGEM NO CRESCIMENTO OULACIONAL BRASILEIRO Adriano Luís Simonao (Faculdades Inegradas FAFIBE) Kenia Crisina Gallo (G- Faculdade de Ciências e Tecnologia de Birigüi/S) Resumo: Ese rabalho

Leia mais

Composição Ótima da Dívida Pública Federal: Definição de uma Referência de Longo Prazo

Composição Ótima da Dívida Pública Federal: Definição de uma Referência de Longo Prazo Composição Óima da Dívida Pública Federal: Definição de uma Referência de Longo Prazo Brasília 2011 MINISTRO DA FAZENDA Guido Manega SECRETÁRIO-EXECUTIVO Nelson Henrique Barbosa Filho SECRETÁRIO DO TESOURO

Leia mais

PREVISÃO DE INFLAÇÃO EM CABO VERDE POR MEIO DE VETORES AUTOREGRESSIVOS

PREVISÃO DE INFLAÇÃO EM CABO VERDE POR MEIO DE VETORES AUTOREGRESSIVOS PREVISÃO DE INFLAÇÃO EM CABO VERDE POR MEIO DE VETORES AUTOREGRESSIVOS Resumo Anônio José Medina dos Sanos Bapisa Rubicleis Gomes da Silva O objeivo do rabalho foi esimar um modelo de correção de erro

Leia mais

Guia de Recursos e Atividades

Guia de Recursos e Atividades Guia de Recursos e Aividades girls worldwide say World Associaion of Girl Guides and Girl Scous Associaion mondiale des Guides e des Eclaireuses Asociación Mundial de las Guías Scous Unir as Forças conra

Leia mais

Universidade Federal de Pelotas UFPEL Departamento de Economia - DECON. Economia Ecológica. Professor Rodrigo Nobre Fernandez

Universidade Federal de Pelotas UFPEL Departamento de Economia - DECON. Economia Ecológica. Professor Rodrigo Nobre Fernandez Universidade Federal de Peloas UFPEL Deparameno de Economia - DECON Economia Ecológica Professor Rodrigo Nobre Fernandez Capíulo 6 Conabilidade Ambienal Nacional Peloas, 2010 6.1 Inrodução O lado moneário

Leia mais

3 O impacto de choques externos sobre a inflação e o produto dos países em desenvolvimento: o grau de abertura comercial importa?

3 O impacto de choques externos sobre a inflação e o produto dos países em desenvolvimento: o grau de abertura comercial importa? 3 O impaco de choques exernos sobre a inflação e o produo dos países em desenvolvimeno: o grau de aberura comercial impora? 3.1.Inrodução Todas as economias esão sujeias a choques exernos. Enreano, a presença

Leia mais

ESTIMANDO O IMPACTO DO ESTOQUE DE CAPITAL PÚBLICO SOBRE O PIB PER CAPITA CONSIDERANDO UMA MUDANÇA ESTRUTURAL NA RELAÇÃO DE LONGO PRAZO

ESTIMANDO O IMPACTO DO ESTOQUE DE CAPITAL PÚBLICO SOBRE O PIB PER CAPITA CONSIDERANDO UMA MUDANÇA ESTRUTURAL NA RELAÇÃO DE LONGO PRAZO ESTIMANDO O IMPACTO DO ESTOQUE DE CAPITAL PÚBLICO SOBRE O PIB PER CAPITA CONSIDERANDO UMA MUDANÇA ESTRUTURAL NA RELAÇÃO DE LONGO PRAZO Área 5 - Crescimeno, Desenvolvimeno Econômico e Insiuições Classificação

Leia mais

COINTEGRAÇÃO E CAUSALIDADE ENTRE AS TAXAS DE JURO E A INFLAÇÃO EM PORTUGAL

COINTEGRAÇÃO E CAUSALIDADE ENTRE AS TAXAS DE JURO E A INFLAÇÃO EM PORTUGAL COINTEGRAÇÃO E CAUSALIDADE ENTRE AS TAAS DE JURO E A INFLAÇÃO EM PORTUGAL JORGE CAIADO 1 Deparameno de Maemáica e Informáica Escola Superior de Gesão Insiuo Poliécnico de Caselo Branco Resumo No presene

Leia mais

Tito Belchior Silva Moreira

Tito Belchior Silva Moreira 1º Lugar Tio Belchior Silva Moreira Mecanismos de Transmissão da Políica Fiscal no Brasil: uma invesigação empírica. XIV PRÊMIO TESOURO NACIONAL 2009: Homenagem a Euclides da Cunha TEMA 1. POLÍTICA FISCAL

Leia mais

OBJETIVOS. Ao final desse grupo de slides os alunos deverão ser capazes de: Explicar a diferença entre regressão espúria e cointegração.

OBJETIVOS. Ao final desse grupo de slides os alunos deverão ser capazes de: Explicar a diferença entre regressão espúria e cointegração. Ao final desse grupo de slides os alunos deverão ser capazes de: OBJETIVOS Explicar a diferença enre regressão espúria e coinegração. Jusificar, por meio de ese de hipóeses, se um conjuno de séries emporais

Leia mais

Modelos Econométricos para a Projeção de Longo Prazo da Demanda de Eletricidade: Setor Residencial no Nordeste

Modelos Econométricos para a Projeção de Longo Prazo da Demanda de Eletricidade: Setor Residencial no Nordeste 1 Modelos Economéricos para a Projeção de Longo Prazo da Demanda de Elericidade: Seor Residencial no Nordese M. L. Siqueira, H.H. Cordeiro Jr, H.R. Souza e F.S. Ramos UFPE e P. G. Rocha CHESF Resumo Ese

Leia mais

Perspectivas para a inflação

Perspectivas para a inflação Perspecivas para a inflação 6 Ese capíulo do Relaório de Inflação apresena a avaliação feia pelo Copom sobre o comporameno da economia brasileira e do cenário inernacional desde a divulgação do Relaório

Leia mais

RAIZ UNITÁRIA E COINTEGRAÇÃO: TR S

RAIZ UNITÁRIA E COINTEGRAÇÃO: TR S RAIZ UNITÁRIA E COINTEGRAÇÃO: TR S APLICA ES Marina Silva Cunha 1. INTRODUÇÃO Segundo Fava & Cai (1995) a origem da discussão sobre a exisência de raiz uniária nas séries econômicas esá no debae sobre

Leia mais

ECONOMETRIA. Prof. Patricia Maria Bortolon, D. Sc.

ECONOMETRIA. Prof. Patricia Maria Bortolon, D. Sc. ECONOMETRIA Prof. Paricia Maria Borolon, D. Sc. Séries Temporais Fone: GUJARATI; D. N. Economeria Básica: 4ª Edição. Rio de Janeiro. Elsevier- Campus, 2006 Processos Esocásicos É um conjuno de variáveis

Leia mais

DEMANDA DE IMPORTAÇÃO DE VINHO NO BRASIL NO PERÍODO 1995-2007 ANTÔNIO CARVALHO CAMPOS; HENRIQUE BRIGATTE; UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA

DEMANDA DE IMPORTAÇÃO DE VINHO NO BRASIL NO PERÍODO 1995-2007 ANTÔNIO CARVALHO CAMPOS; HENRIQUE BRIGATTE; UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA DEMANDA DE IMPORTAÇÃO DE VINHO NO BRASIL NO PERÍODO 1995-27 ANTÔNIO CARVALHO CAMPOS; HENRIQUE BRIGATTE; UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA VIÇOSA - MG - BRASIL hbrigae@yahoo.com.br APRESENTAÇÃO ORAL Comércio

Leia mais

FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS ESCOLA DE ECONOMIA DE SÃO PAULO RICARDO SÁVIO DENADAI HÁ HYSTERESIS NO COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO? UM TESTE ALTERNATIVO

FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS ESCOLA DE ECONOMIA DE SÃO PAULO RICARDO SÁVIO DENADAI HÁ HYSTERESIS NO COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO? UM TESTE ALTERNATIVO FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS ESCOLA DE ECONOMIA DE SÃO PAULO RICARDO SÁVIO DENADAI HÁ HYSTERESIS NO COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO? UM TESTE ALTERNATIVO SÃO PAULO 2007 Livros Gráis hp://www.livrosgrais.com.br

Leia mais

Palavras-chave: Análise de Séries Temporais; HIV; AIDS; HUJBB.

Palavras-chave: Análise de Séries Temporais; HIV; AIDS; HUJBB. Análise de Séries Temporais de Pacienes com HIV/AIDS Inernados no Hospial Universiário João de Barros Barreo (HUJBB), da Região Meropoliana de Belém, Esado do Pará Gilzibene Marques da Silva ¹ Adrilayne

Leia mais

Pessoal Ocupado, Horas Trabalhadas, Jornada de Trabalho e Produtividade no Brasil

Pessoal Ocupado, Horas Trabalhadas, Jornada de Trabalho e Produtividade no Brasil Pessoal Ocupado, Horas Trabalhadas, Jornada de Trabalho e Produividade no Brasil Fernando de Holanda Barbosa Filho Samuel de Abreu Pessôa Resumo Esse arigo consrói uma série de horas rabalhadas para a

Leia mais

MODELAGEM E PREVISÃO POR MEIO DE METODOLOGIA BOX & JENKINS: UMA FERRAMENTA DE GESTÃO

MODELAGEM E PREVISÃO POR MEIO DE METODOLOGIA BOX & JENKINS: UMA FERRAMENTA DE GESTÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE TECNOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO MODELAGEM E PREVISÃO POR MEIO DE METODOLOGIA BOX & JENKINS: UMA FERRAMENTA DE GESTÃO DISSERTAÇÃO

Leia mais

POLÍTICA MONETÁRIA E MUDANÇAS MACROECONÔMICAS NO BRASIL: UMA ABORDAGEM MS-VAR

POLÍTICA MONETÁRIA E MUDANÇAS MACROECONÔMICAS NO BRASIL: UMA ABORDAGEM MS-VAR POLÍTICA MONETÁRIA E MUDANÇAS MACROECONÔMICAS NO BRASIL: UMA ABORDAGEM MS-VAR Osvaldo Cândido da Silva Filho Bacharel em Economia pela UFPB Mesre em Economia pela UFPB Douorando em Economia pelo PPGE UFRGS

Leia mais

Estrutura a Termo das Taxas de Juros Estimada e Inflação Implícita Metodologia

Estrutura a Termo das Taxas de Juros Estimada e Inflação Implícita Metodologia Esruura a Termo das Taxas de Juros Esimada e Inflação Implícia Meodologia Versão Abril de 2010 Esruura a Termo das Taxas de Juros Esimada e Inflação Implícia Meodologia SUMÁRIO 1. ESTRUTURA A TERMO DAS

Leia mais

CONSUMO DE BENS DURÁVEIS E POUPANÇA EM UMA NOVA TRAJETÓRIA DE COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR BRASILEIRO RESUMO

CONSUMO DE BENS DURÁVEIS E POUPANÇA EM UMA NOVA TRAJETÓRIA DE COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR BRASILEIRO RESUMO CONSUMO DE BENS DURÁVEIS E POUPANÇA EM UMA NOVA TRAJETÓRIA DE COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR BRASILEIRO VIVIANE SEDA BITTENCOURT (IBRE/FGV) E ANDREI GOMES SIMONASSI (CAEN/UFC) RESUMO O rabalho avalia a dinâmica

Leia mais

Marcello da Cunha Santos. Dívida pública e coordenação de políticas econômicas no Brasil

Marcello da Cunha Santos. Dívida pública e coordenação de políticas econômicas no Brasil Marcello da Cunha Sanos Dívida pública e coordenação de políicas econômicas no Brasil Belo Horizone, MG Cenro de Desenvolvimeno e Planejameno Regional Faculdade de Ciências Econômicas UFMG 4 Marcello da

Leia mais

Campo magnético variável

Campo magnético variável Campo magnéico variável Já vimos que a passagem de uma correne elécrica cria um campo magnéico em orno de um conduor aravés do qual a correne flui. Esa descobera de Orsed levou os cienisas a desejaram

Leia mais

Universidade Federal de Lavras

Universidade Federal de Lavras Universidade Federal de Lavras Deparameno de Ciências Exaas Prof. Daniel Furado Ferreira 8 a Lisa de Exercícios Disribuição de Amosragem 1) O empo de vida de uma lâmpada possui disribuição normal com média

Leia mais

O impacto de requerimentos de capital na oferta de crédito bancário no Brasil

O impacto de requerimentos de capital na oferta de crédito bancário no Brasil O impaco de requerimenos de capial na ofera de crédio bancário no Brasil Denis Blum Rais e Silva Tendências Márcio I. Nakane Depep II Seminário Anual sobre Riscos, Esabilidade Financeira e Economia Bancária

Leia mais

DESALINHAMENTOS DA TAXA DE CÂMBIO NO LONGO PRAZO E PREÇOS RELATIVOS NO BRASIL: COINTEGRAÇÃO, CAUSALIDADE E MODELO DE CORREÇÃO DE ERRO

DESALINHAMENTOS DA TAXA DE CÂMBIO NO LONGO PRAZO E PREÇOS RELATIVOS NO BRASIL: COINTEGRAÇÃO, CAUSALIDADE E MODELO DE CORREÇÃO DE ERRO UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA INSTITUTO DE ECONOMIA DESALINHAMENTOS DA TAXA DE CÂMBIO NO LONGO PRAZO E PREÇOS RELATIVOS NO BRASIL: COINTEGRAÇÃO, CAUSALIDADE E MODELO DE CORREÇÃO DE ERRO THAÍS GUIMARÃES

Leia mais

Escola E.B. 2,3 / S do Pinheiro

Escola E.B. 2,3 / S do Pinheiro Escola E.B. 2,3 / S do Pinheiro Ciências Físico Químicas 9º ano Movimenos e Forças 1.º Período 1.º Unidade 2010 / 2011 Massa, Força Gravíica e Força de Ario 1 - A bordo de um vaivém espacial, segue um

Leia mais

Sistemas não-lineares de 2ª ordem Plano de Fase

Sistemas não-lineares de 2ª ordem Plano de Fase EA93 - Pro. Von Zuben Sisemas não-lineares de ª ordem Plano de Fase Inrodução o esudo de sisemas dinâmicos não-lineares de a ordem baseia-se principalmene na deerminação de rajeórias no plano de esados,

Leia mais