ILUMINAÇÃO ARTIFICIAL

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1 ILUMINAÇÃO ARTIFICIAL O primeiro objetivo da iluminação é a obtenção de boas condições de visão associadas à visibilidade, segurança e orientação dentro de um determinado ambiente. Este objetivo está intimamente associado às atividades laborativas e produtivas (escritórios, escolas, bibliotecas, bancos, indústrias etc.). Para este objetivo, os Sistemas de Iluminação podem ser classificados quanto à forma como as luminárias são distribuídas no ambiente, como descrito nos itens A, B C e D, abaixo; também, podem ser classificados quanto à forma pela qual o fluxo luminoso é distribuído pela luminária, ou seja, de acordo com a quantidade do fluxo luminoso emitido para cima e para baixo do plano horizontal da luminária ou lâmpada, como descrito nos itens E, F e G, a seguir. A) Iluminação Geral Caracteriza-se pela distribuição aproximadamente regular das luminárias pelo teto; pela iluminação horizontal a partir de um nível médio; e pela uniformidade nos níveis de iluminamento. B) Iluminação Localizada Concentram-se as luminárias em locais de interesse. As luminárias devem ser instaladas suficientemente em altura suficiente para cobrir as superfícies adjacentes, possibilitando altos níveis de iluminância sobre o plano de trabalho, ao mesmo tempo em que asseguram uma iluminação geral suficiente para eliminar fortes contrastes.

2 C) Iluminação de Tarefa Luminárias perto da tarefa visual e do plano de trabalho, iluminando uma área muito pequena. D) Iluminação de Emergência Luminárias instaladas em locais que permitem clarear áreas escuras de passagens, horizontais e verticais, incluindo áreas de trabalho e áreas técnicas de controle de restabelecimento de serviços essenciais e normais, na falta de iluminação normal. A intensidade da iluminação deve ser suficiente para evitar acidentes e garantir a evacuação das pessoas, levando em conta a possível penetração da fumaça nas áreas. Deve sinalizar inconfundivelmente as rotas de fuga utilizáveis no momento do abandono do local e sinalizar o topo do prédio para a aviação comercial. O projeto luminotécnico para esta modalidade dever estar em conformidade com a norma ABNT NBR Iluminação de Emergência: Setembro de 1999.

3 E)Iluminação Direta Luminárias embutidas ou fixadas diretamente no teto, de forma a proporcionar uma iluminação direta e vertical incidente no plano de trabalho. F) Iluminação Indireta Luminárias suspensas, concentradas nas áreas de trabalho ou distribuídas homogeneamente no ambiente, com seus fluxos luminosos unicamente, direcionados verticalmente para o teto. O resultado no plano de trabalho é uma iluminação indireta e difusa. G) Iluminação Direta-Indireta Luminárias suspensas, concentradas nas áreas de trabalho ou distribuídas homogeneamente no ambiente, com seus fluxos luminosos direcionados verticalmente tanto para o teto quanto para o plano de trabalho, numa proporção definida pelo projeto e de acordo com a ambientação desejada.

4 O segundo objetivo da iluminação é a utilização da luz como principal instrumento de ambientação do espaço - na criação de efeitos especiais com a própria luz - ou no destaque de objetos e superfícies ou do próprio espaço. Este objetivo está intimamente associado às atividades não laborativas e não produtivas (restaurantes, museus e galerias, residências etc.). Para este objetivo, os Sistemas de Iluminação podem ser classificados quanto à Forma de luz de ambientação adequada ao espaço, como descritos nos itens H I, J, K, L e M, abaixo. Em alguns casos, estes sistemas podem operar, secundariamente, com os Sistemas de Iluminação associados às atividades laborativas e produtivas. H) Iluminação de Destaque Coloca-se ênfase em determinados aspectos do interior do ambiente, como um objeto ou uma superfície, chamando a atenção do olhar. Geralmente, esse efeito é obtido com o uso de spots, criando-se uma diferença de intensidade da iluminação 3, 5 ou até 10 vezes maior em relação à luz geral ambiente. Este efeito pode ser obtido também posicionando a luz muito próxima à superfície a ser iluminada I) Iluminação de Efeito Enquanto na Luz de Destaque procura-se destacar algo, na Luz de Efeito o objeto de interesse é a própria luz: jogos de fachos de luz nas paredes, contrastes de luz e sombra etc. J) Iluminação Decorativa Nesta modalidade de iluminação o que mais importa é o objeto que produz a luz. Exemplos: Lustres antigos, arandelas coloniais, velas etc. Criam uma área de interesse no ambiente, destacando o objeto, além de simplesmente iluminar o próprio espaço.

5 K) Iluminação com Modulação de Intensidade ( dimmerização ): É a possibilidade de aumentar ou diminuir a intensidade das várias luminárias instaladas no ambiente, modificando com isso a percepção ambiental. Pode também ser utilizada em ambientes com o intuito de aumentar a eficiência energética do sistema de iluminação. L) Iluminação Arquitetônica Obtida quando posiciona-se a luz dentro de elementos arquitetônicos do ambiente tais como, sancas, corrimãos, fendas nas paredes etc. M) Iluminação de Fachadas e Monumentos Nesta modalidade ocorre uma composição da Iluminação de Efeito e da Iluminação de Destaque.

6 Em complemento às citações acima, faz-se alguns comentários, em forma de tabela, relacionando algumas das modalidades citadas e, onde possível, apresenta-se suas vantagens, desvantagem e a eficiência energética associada. As modalidades citadas acima e não relacionadas na tabela, não se enquadram no perfil das modalidades relacionadas para propósito de comparação ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE EQUIPAMENTOS Lâmpadas A) Fluxo Luminoso

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