Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Turismo Mata de São João, Costa dos Coqueiros/BA

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1 tc Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Turismo Mata de São João, Costa dos Coqueiros/BA

2 Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Turismo Mata de São João, Costa dos Coqueiros/BA [ 1 ] APRESENTAÇÃO COORDENAÇÃO GERAL Giuseppe Vozza, Sociólogo EQUIPE TÉCNICA André Chamusca Turismólogo, Coordenador Técnico Brian Macedo Graduando em Psicologia, Estagiário Cristiane Santos Administradora, Técnica em Administração e Finanças Poti Malaquias Turismólogo, Técnico em Turismo Sara Abreu Comunicóloga, Técnica em Mercado e Comunicação CRÉDITOS FOTOGRÁFICOS André Chamusca, Cristiane Santos, George Popoff e Poti Malaquias PANGEA Centro de Estudos Socioambientais Entidade reconhecida como de Utilidade Pública Municipal Lei n.º 5964/2001 Rua dos Radioamadores, s/n Pituaçu, Salvador/Bahia CEP (71) Esta publicação foi impressa em papel produzido a partir de madeira de florestas certificadas e de outras fontes controladas. PANGEA, Todos os direitos reservados.

3 Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Turismo Mata de São João, Costa dos Coqueiros/BA [ 2 ] LISTA DE SIGLAS ANPTUR Associação Nacional de Pesquisa de Pós-Graduação em Turismo APA Área de Proteção Ambiental AZIMBO Assentamento Agrícola Zumbi dos Palmares BAHIATURSA Empresa de Turismo da Bahia S/A CAPES Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior CAT Centro de Atendimento ao Turismo CLN Concessionária do Litoral Norte CONDER Companhia de Desenvolvimento da Bahia COOPEVALES Cooperativa Agroindustrial do Vale de Sauípe COPEC Complexo Petroquímico de Camaçari CRA Centro de Recursos Ambientais ECOPLAN Planejamento Agrícola e Consultoria Ambiental EES Empreendimento de Economia Solidária EMBRATUR Instituto Brasileiro do Turismo IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IH Instituto de Hospitalidade INCRA Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária MTUR Ministério do Turismo OMT Organização Mundial do Turismo PAIS Programa Agroecológico Integrado e Sustentável PCTS Programa de Certificação em Turismo Sustentável PDITS Plano de Desenvolvimento Integrado do Turismo Sustentável PMSJ Prefeitura de Mata de São João

4 Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Turismo Mata de São João, Costa dos Coqueiros/BA [ 3 ] PNUD Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PREVI Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil PRODETUR Programa de Desenvolvimento do Turismo PRODESU Programa de Desenvolvimento Sustentável para a Área de Proteção Ambiental do Litoral Norte da Bahia RMS Região Metropolitana de Salvador SEBRAE Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas SEI Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia SUINVEST Superintendência de Investimentos em Pólos Turísticos da Bahia UCSAL Universidade Católica de Salvador UFBA Universidade Federal da Bahia

5 Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Turismo Mata de São João, Costa dos Coqueiros/BA [ 4 ] 1 INTRODUÇÃO O Turismo é um dos instrumentos mais importantes de impulso da economia de diversos países. Na grande maioria dos casos, garante o crescimento econômico e social da região, possibilitando, assim, geração de empregos e uma distribuição de renda de forma mais ampla. Porém, os benefícios do turismo nem sempre são observados em todas as localidades, ou mesmo não são percebidos pela maioria da população local. Vez ou outra, até existe certa preocupação em valer-se destes grupos como mão-de-obra, mas esta força de trabalho é, em sua maioria, pouco qualificada, recebe baixos salários e tem jornadas de trabalho mais longas que outras atividades. Cabe ainda observar que a informalidade é uma prática comum e que a grande maioria das ocupações é temporária dada a sazonalidade da atividade turística, o que pouco contribui para a diminuição da concentração de renda, visto que os principais investimentos nos últimos anos na atividade são de grupos internacionais, sendo estes que mais obtêm benefícios do setor. Uma alternativa para amenizar este conflito, observado em comunidades impactadas por este turismo excludente, é o turismo sustentável, construído com bases na economia solidária, visando um harmônico desenvolvimento ambiental, econômico e social, fortalecendo e beneficiando as comunidades locais e populações tradicionais. A cada dia aumenta a quantidade de grupos que começam a se organizar para gestão e comercialização de novos produtos turísticos, buscando participar mais fortemente do mercado. Comunidades e grupos associados começam a trilhar oportunidades de inclusão nos roteiros turísticos, fortalecendo seus movimentos culturais, gastronômicos e folclóricos. Desta forma, os que se veem menos beneficiados pelo modelo tradicional de turismo onde predomina a falta de comprometimento com os princípios do turismo sustentável encontram nesta lacuna oportunidades que permitem adaptar as condições econômicas dos

6 Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Turismo Mata de São João, Costa dos Coqueiros/BA [ 5 ] pequenos rendimentos, na tentativa de incluir-se no circuito do consumo e da geração de renda. Esta forma de comercialização caracteriza uma rede de economia solidária, onde o conjunto de etapas necessárias para a transformação e transferência de insumos o que envolve produção, distribuição e comercialização de bens e serviços é realizado por empreendimentos econômicos que necessitam encontrar mecanismos de assegurar a tomada de decisão democrática que já é realizado internamente aos empreendimentos no conjunto da cadeia. Tal gestão participativa fortalece as comunidades envolvidas de forma social, cultural e econômica. Porém, no habitual contexto de fragilidade socioeconômica destas redes de cooperação, é comum identificar carência de qualificação técnica, especialmente no tocante a aspectos organizacionais, administrativos, comerciais, jurídicos, tecnológicos, etc. Assim, não raro faz-se necessário que estes grupos empreendedores sejam apoiados e acompanhados tecnicamente, de modo a minimizar tais deficiências, ou mesmo potencializar sua competitividade. A este processo educativo de acompanhamento sistêmico ou assessoria a grupos de pessoas interessadas na formação de empreendimentos econômicos chamamos de incubação. O presente diagnóstico buscou, através de uma pesquisa baseada em dados primários e secundários, retratar a realidade da cadeia produtiva do turismo no Município de Mata de São João, Litoral Norte da Bahia, buscando identificar grupos a serem incubados. Entendemos que este processo propicia inserção e fortalecimento das iniciativas que estejam à margem, esquecidos e/ou atuando precariamente na cadeia produtiva do turismo. Empreendedores que precisam de apoio para iniciar ou avançar e que possam se integrar à cadeia produtiva com certo grau de autonomia, organizações associativas comunitárias formais ou informais que busquem fortalecer as suas comunidades dentro de uma perspectiva de sustentabilidade, integrada ao turismo e justificada pela contínua expansão desta atividade na região.

7 Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Turismo Mata de São João, Costa dos Coqueiros/BA [ 6 ] Para execução desta etapa diagnóstica, foram elaboradas ferramentas que nos permitiram uma maior aproximação com a realidade local, viabilizando uma observação mais precisa na identificação das iniciativas com perfis convergentes ao escopo do Projeto. Dentre os recursos para coleta de informações, valemo-nos de entrevistas com atores locais (comunidade, trade, turistas, entidades do terceiro setor e poder público), questionários, pesquisas (bibliográfica e digital) e participação em eventos. Estes recursos foram fundamentais para elaboração deste Diagnóstico, visto que forneceram percepções mais aprofundadas das necessidades e potencialidades da região. 2 DIAGNÓSTICO DA CADEIA PRODUTIVA LOCAL As recentes mudanças no mundo do trabalho e algumas das suas graves conseqüências, o crescente desemprego e as transformações na qualidade do trabalho, frutos da era da globalização, têm deslocado, cada vez mais, parte dos indivíduos para formas alternativas de ocupação. Esta tendência aponta para a necessidade de ampliar o conhecimento e disponibilizar informações relativas aos novos recursos de trabalho que estão sendo desenvolvidos no Brasil e no mundo. Face ao desenvolvimento do potencial turístico da região-foco desta etapa diagnóstica, e com especial atenção à análise da inclusão socioeconômica da população local em sua cadeia produtiva, salienta-se que, uma vez relacionada a empreendimentos aderentes aos princípios da Economia Solidária, tal inclusão se dá de maneira mais adequada e com maior potencialidade de êxito. 2.1 ESTRUTURA Esta seção apresenta a organização lógica através da qual foi estruturada a pesquisa desenvolvida para a realização desta etapa diagnóstica. A seguir, serão descritos o Objetivo e a Metodologia aplicada ao longo da atuação em campo e, posteriormente, na elaboração do presente documento.

8 Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Turismo Mata de São João, Costa dos Coqueiros/BA [ 7 ] Objetivo O presente Diagnóstico tem como objetivo levantar aspectos históricos, políticos, ambientais, sociais, culturais e econômicos da região de Mata de São João (Costa dos Coqueiros, Litoral Norte/BA), identificando grupos/indivíduos empreendedores espontâneos aderentes aos princípios da Economia Solidária selecionando aqueles com maior potencial para participar de um processo de incubação, visando sua inserção na cadeia produtiva do turismo Metodologia Para a elaboração deste diagnóstico foram necessários dois momentos distintos. O primeiro foi o levantamento de informações secundárias através de consulta a bibliotecas, bases de dados regionais, nacionais e internacionais, sites e portais institucionais com identificação de bibliografia, documentos, publicações periódicas, avulsas e mapas pertinentes ao contexto de nossa pesquisa. O segundo momento foi pautado na coleta de informações de ordem primária com atores locais, destacando-se profissionais que atuam direta e indiretamente na cadeia produtiva do turismo, representantes do poder público, das comunidades e do terceiro setor atuantes na região. Foi usada a técnica de entrevista semiestruturada, uma vez que a mesma possibilita maior flexibilidade na coleta das informações, nos permitindo reconstruir e adaptar eventuais indagações que surgissem no decorrer da entrevista. Utilizamos também questionários 1 com perguntas objetivas e subjetivas, que variaram de acordo com os atores abordados. Além disso, houve também participação em diversos eventos (palestras, reuniões, feiras, debates) ligados a atividades turísticas da região, o que nos permitiu um estreitamento nas relações com os atores locais, agregando substanciais informações ao Diagnóstico. Nestas ocasiões, o trabalho foi conduzido através da prática da observação participante, o que viabilizou maior detalhamento e compreensão dos dados obtidos. 1 Vide ANEXOS.

9 Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Turismo Mata de São João, Costa dos Coqueiros/BA [ 8 ] Procuramos nos ater primordialmente às questões centrais do diagnóstico, evitando, na medida do possível, o levantamento de informações já conhecidas e disponibilizadas por fontes tradicionais locais e nacionais a exemplo de Ministério do Turismo (MTUR), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) Associação Comercial e Turística da Praia do Forte (TURISFORTE), etc., tendo estas, portanto, um papel complementar. Assim, o trabalho de campo foi dividido em dois momentos, tendo a primeira etapa consistida da realização dos contatos iniciais, onde foram contatadas instituições e profissionais atuantes diretamente na cadeia produtiva do turismo, objetivando colher as primeiras impressões sobre a realidade deste segmento no contexto proposto no projeto, bem como levantar informações que pudessem auxiliar no norteamento do trabalho, confrontar visões, coletar dados/fontes, mapear os caminhos para se ter acesso à comunidade, identificando as pessoas e organizações-chave. Além disto, aproveitamos para fazer uma apresentação inicial do projeto, colher impressões e opiniões e, também, identificar e avaliar a possibilidade de estabelecimento de futuras parcerias. Vale ressaltar que a experiência anterior do PANGEA foi de grande importância nesta etapa da construção do diagnóstico, pois agregou informações relevantes e auxiliou no contato com os grupos e/ou pessoas devido a sua confiabilidade já existente, fruto dos projetos anteriores. Já a segunda etapa teve como objetivo levantar informações finalísticas que permitissem incorporar ao Diagnóstico dados precisos e consistentes sobre a dinâmica local, bem como indicar o rumo do processo de incubação das iniciativas identificadas na região. Nesta etapa, foram avaliadas as informações coletadas na primeira etapa e os dados secundários levantados ainda previamente.

10 Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Turismo Mata de São João, Costa dos Coqueiros/BA [ 9 ] 2.2 CONTEXTUALIZAÇÃO REGIONAL O Litoral Norte 2 baiano consiste num trecho com extensão de aproximadamente 240 km e liga Salvador a Mangue Seco, na divisa com o Estado de Sergipe e é servido pela Rodovia BA-099, compreendida pela Estrada do Coco e Linha Verde. Em seu trecho inicial, abrange os municípios de Lauro de Freitas, Camaçari, Mata de São João e suas respectivas praias, com destaque para Arembepe, Barra do Jacuípe, Genipabu, Guarajuba, Itacimirim, Praia do Forte, Imbassaí, Diogo e Sauípe. O trecho compreendido entre a Praia do Forte e Mangue Seco denomina-se Costa dos Coqueiros, definida pelo MTUR como um dos 65 destinos indutores do desenvolvimento turístico regional. Figura 1: Litoral Norte da Bahia. Fonte: 2 Os ANEXOS trazem uma representação turística detalhada da região.

11 Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Turismo Mata de São João, Costa dos Coqueiros/BA [ 10 ] Área de Abrangência Para a delimitação da área de abrangência do Diagnóstico, inicialmente foram consideradas a orientação do financiador do projeto e a relativa limitação dos recursos do mesmo, critérios que demoveram a equipe da atuação em âmbitos mais extensos. Desta forma, a área de abrangência do Projeto foi limitada à região do destino turístico Costa dos Coqueiros, Litoral Norte da Bahia. Uma vez em campo, porém, percebeu-se que a localidade que apresenta maior desenvolvimento econômico e contingente populacional, além de maior concentração de investimentos e impactos positivos e negativos da atividade turística é a região do município de Mata de São João. Igualmente importante para fundamentar a delimitação geográfica, foi a presença do PANGEA, reconhecida por conta de ações anteriores, atuando na região desde 2006 através de diversos programas institucionais. Também em campo, apesar de poucos exemplos fielmente configuráveis como Empreendimentos de Economia Solidária, foi em Mata de São João que se identificaram as maiores potencialidades, o mais expressivo número de iniciativas e a atuação de potenciais parcerias institucionais já bastante legitimadas especialmente do terceiro setor, como é o caso do Programa BERIMBAU e do Projeto TAMAR. Mata de São João possui belezas naturais e alto padrão de serviços prestados que reúne luxuosas pousadas e resorts e restaurantes de todas as nacionalidades o que o coloca em posição de grande destaque enquanto destino turístico. O turismo em seu litoral já dispõe de ações sistêmicas de visibilidade, sendo considerada pela gestão pública municipal sua atividade econômica mais importante. Isto porque conta com atrativos consolidados como Praia do Forte, Imbassaí e Sauípe, com suas características e peculiaridades distintas, com destacado efeito demonstrativo local, oferecendo variado leque de opções à atuação do Projeto. Mata de São João conta com um trade turístico mais

12 Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Turismo Mata de São João, Costa dos Coqueiros/BA [ 11 ] maduro, habituado a ações e programas de qualificação do setor, sendo, portanto, receptivos à ideia do projeto. Adicionalmente a estes aspectos econômicos, percebe-se a latente fragilidade da região, o eminente risco de perda da identidade tradicional reflexo do desenvolvimento insustentável, que fagocita a cultura local. Em suma, foi em Mata de São João que se encontrou uma maior riqueza não apenas numérica, mas também qualitativa de aspectos favoráveis ao desenvolvimento de incubações, motivando a escolha da equipe técnica Localização geográfica Localizado a 56 km de Salvador, Mata de São João é o mais importante município da Costa dos Coqueiros. A história de constituição do município marca o processo de formação nacional e, principalmente, do Nordeste brasileiro. Quem visita o município e conhece o patrimônio artístico-cultural e material, preservado ao longo dos anos, relembra parte da história da constituição desse país tropical chamado Brasil. O acesso ao município, a partir de Salvador, é feito de duas formas: pela BA-093 se chega à Sede do município, que está localizada no interior do Estado, na região do Recôncavo Baiano, entre os municípios de Dias D Ávila e Pojuca. A região litorânea do município, por sua vez, é acessada pela BA-099, rodovia que recebe os nomes de Estrada do Coco trecho entre Lauro de Freitas e o limite com Camaçari e Linha Verde, entre Praia do Forte e Mangue Seco, sendo considerada a primeira rodovia ecológica do Brasil. O limite rodoviário Sul de Mata de São João está a cerca de 50 km do Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães e a 72 km da Estação Rodoviária de Salvador. O município compreende uma área de aproximadamente 700 km 2, apresenta clima úmido e temperatura média anual de 25,1 C. Algumas localidades merecem destaque devido a sua atratividade e reconhecimento já consolidado como destino turístico nacional e internacional. Dos diversos distritos

13 Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Turismo Mata de São João, Costa dos Coqueiros/BA [ 12 ] existentes no Município de Mata de São João, quatro possuem uma maior infraestutura turística e, portanto, maior desenvolvimento: Praia do Forte, Imbassaí, Diogo e Sauípe. SAUÍPE DIOGO IMBASSAÍ SEDE PRAIA DO FORTE Figura 2: Município e Distritos de Mata de São João. Fonte: Adaptado de SALVADOR Aeroporto Internacional km 0 PRAIA DO FORTE 56 km IMBASSAÍ 65 km DIOGO 70 km SAUÍPE 76 km MATA DE SÃO JOÃO (SEDE) 56 km Tabela 1: Distância entre Salvador e distritos de Mata de São João. Fonte: Guia Turístico do Litoral Norte Histórico e Dinâmica de Ocupação A ocupação da região teve início na segunda metade do século XVI, pois só após a chegada de Tomé de Souza à Bahia Garcia D Ávila começa a se estabelecer na região. Tendo chegado ao Brasil como almoxarife dos armazéns reais, Garcia D Ávila foi um dos principais responsáveis pela expulsão dos índios Tupinambá de todo o litoral, datando de 1549 os primeiros conflitos entre brancos e índios especificamente no litoral norte. Em 1560, Tomé de Souza, ao voltar para a Europa, doou então à Garcia D Ávila uma propriedade que havia recebido do Rei de Portugal, cujos limites iam dos campos do rio Pojuca até perto da foz do rio Real. Em torno de 1600, foi construída a primeira casa da torre com função de proteção e defesa do local, que posteriormente foi batizado Praia do Forte. Com a instalação de olarias,

14 Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Turismo Mata de São João, Costa dos Coqueiros/BA [ 13 ] engenhos de açúcar, fazendas de gado e da atividade extrativista, deu-se início a formação dos pequenos núcleos, vilas e povoados como até hoje são conhecidos e ao processo de submissão e dizimação dos índios Massarandupió, bem como supressão significativa dos ecossistemas costeiros (MATTEDI, 2002). Em 1695, morre o mais famoso e rico descendente de Garcia D Ávila, Francisco Dias D Ávila, que aumentou os domínios herdados, chegando a possuir terras no Piauí e todo o sertão norte da Bahia. Tendo se iniciado em 1650 a decadência da economia açucareira, devido à introdução da cultura da cana-de-açúcar nas Antilhas, toda a estrutura econômica da região foi abalada. Também data desta mesma época o início da decadência da pecuária extensiva que foi lentamente perdendo toda a sua importância. Dá-se início à plantação de coco e a região passa a fornecer, além de lenha, carvão, carne, produtos de couro, coco e as frutas, feijão, derivados de leite e objetos de palha. Mattedi (2002) afirma que A região segue seu ritmo nos séculos seguintes, havendo lacunas nos registros encontrados sobre o período compreendido entre meados do século XVII e final do XIX. Ao final do século XIX, o norte-americano Sigismundo Schindler compra parte das terras dos descendentes de Garcia D Ávila, estabelecendo sua propriedade da costa da Praia do Forte até a Vila do Conde e inicia o comércio dos produtos naturais e manufaturados, construindo um porto próximo à foz do rio Sauípe, onde futuramente se instalaria o povoado Porto Sauípe, facilitando a articulação da região com Salvador e Europa. A notícia de inauguração deste porto em 1898 foi resgatada por Stifelman (1997), que fazendo alusão à força, perseverança, inteligência e dispêndio de Schindler, menciona a obstrução de 20 metros de cordilheira de pedras que interceptava a navegação de barcos, o que veio a possibilitar um escoamento mais ágil das mercadorias que antes viajavam a cavalo até a estação ferroviária de Alagoinhas para então seguir para Salvador, mas, após a criação do porto, chegava-se em 10 horas à capital. Em 1920, parte das terras, aproximadamente ha, com 20 km de praia e 40 km de profundidade, foram vendidas à companhia inglesa British and Brazilian Rubber Planters

15 Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Turismo Mata de São João, Costa dos Coqueiros/BA [ 14 ] & Manufaturados Ltda., que deu continuidade à exportação em especial ao látex da mangabeira, mantendo o extrativismo como principal atividade econômica, tendo sido introduzido o plantio de sisal, seringueira e algodão. A companhia arrendava as terras aos moradores que lá viviam das atividades de subsistência e extrativismo e por um período de ausência de seu administrador, moradores locais (de Vila Sauípe) se responsabilizaram pela arrecadação dos tributos e envio do dinheiro. Com a falência da companhia Inglesa em 1940 a área é transferida para o Banco de Londres, que passa a responder por sua administração e, nove anos depois, é vendida por um preço simbólico à empresa Construtora Norberto Odebrecht (CNO), dona das terras até hoje e que, por quase 50 anos, não deu um uso específico à área (STIFELMAN, 1997). Dos ha originais, a CNO titulou apenas ha e destes conservou apenas ha, calculando-se que na época já havia três mil posseiros. Este período é lembrado pelos moradores locais como um tempo bom e de abundância dos recursos naturais (ECOPLAN, 1995). Apenas em 2000 foi implantado por esta construtora o Complexo Turístico Costa do Sauípe em parceria com o grupo de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (PREVI). Nas décadas de 50 e 60, a região é incorporada à Região de Produção da PETROBRAS na Bahia, que implanta campos de exploração de petróleo nos municípios de Pojuca, Mata de São João, Entre Rios, Itanagra e Cardeal da Silva, gerando empregos e alterando a composição social tradicional da região. Já a área da antiga fazenda Praia do Forte é vendida pelo ex-governador Régis Pacheco, descendente de Garcia D Ávila, em 1922 para o Coronel Otacílio Nunes de Souza, que desenvolveu um programa de mudas de coco associado à pecuária extensiva. Com a morte do proprietário em 1939, inicia-se um período de conflitos acirrados entre os donos da terra e posseiros. Somente em 1970 as terras são vendidas a Klaus Peter, que inicialmente tenta recompor a empresa agropecuária, mas termina construindo no local o primeiro resort das redondezas.

16 Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Turismo Mata de São João, Costa dos Coqueiros/BA [ 15 ] Ao longo de décadas, o grande latifúndio e a agricultura de subsistência coexistiram, com uma população pouco expressiva concentrada nos pequenos núcleos. O isolamento foi mantido pelas dificuldades de acesso que a área ainda apresentava em sua face litorânea. O principal eixo de ligação, a BA-099, só foi construído na década de 1970, estendendo-se a princípio do rio Ipitanga, no município de Lauro de Freitas até pouco depois da ponte sobre o rio Pojuca, no limite dos municípios de Camaçari e Mata de São João. Ao longo desse eixo ocorreu forte especulação imobiliária e, conjuntamente com a implantação do Complexo Industrial de Camaçari, impulsionou a expansão urbana sobre ecossistemas de grande relevância ambiental. Quando foi ampliada em 1993, até o limite do estado com Sergipe, a estrada foi denominada de Linha Verde por ter a área de sua implantação recuada em alguns metros, levando em conta a preocupação com o frágil ambiente do seu entorno. Dentro desta mesma lógica, foi simultaneamente instituída uma Área de Proteção Ambiental (APA) na tentativa de promover o uso mais adequado do solo. A rodovia e sua área de influência imediata propiciaram novas relações sociais e econômicas, com uma comunicação direta de toda a região com a capital, em contraponto às dinâmicas que, até então, só aconteciam em torno do sistema viário mais interiorizado, onde se localizam, em geral, as sedes dos cinco municípios costeiros, à exceção de Conde, cuja sede é localizada no litoral, a poucos quilômetros da linha de costa. Com o crescimento de Salvador, a população metropolitana foi ocupando áreas cada vez mais distantes do grande centro e tomando o litoral norte como seu principal vetor dessa expansão, que se caracterizou como espaço de veraneio e lazer das elites. Toda esta região viu iniciar uma nova dinâmica implementada por programas e investimentos para o desenvolvimento de atividade turística cujo início foi a experiência de Praia do Forte e se ratificou com a implantação do Complexo Costa de Sauípe.

17 Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Turismo Mata de São João, Costa dos Coqueiros/BA [ 16 ] Mata de São João A história de ocupação do município iniciou com os colonos que acompanharam Garcia D Ávila no século XIV, em 1549, na caravana de Tomé de Sousa. Inicialmente denominada freguesia do Senhor do Bomfim de Mata de São João, ligado ao município de Camaçari. Somente em 1846, o povoado é elevado à condição de Vila e, posteriormente, a Município de Mata de São João em O município de Mata de São João, segundo dados municipais, é composto de 93 fazendas, 15 sítios e 8 povoados. Os distritos municipais são Praia do Forte, Imbassaí, Costa do Sauípe e Diogo Desenvolvimento do Turismo no Litoral Norte Baiano A institucionalização e atividade do turismo no Estado da Bahia são recentes. Sua importância só começou a ser reconhecida a partir da década de 60 quando foram criados dois organismos voltados para o setor, o Departamento de Turismo, vinculado à Secretaria de Assuntos Municipais e Urbanos do Governo do Estado e a Empresa Hotéis de Turismo do Estado da Bahia S/A, a BAHIATURSA, com a finalidade de implementar a rede hoteleira estadual. Anos depois, foi criado o Conselho Estadual de Turismo (CETUR) e alterada a razão social da BAHIATURSA, que passou a Empresa Estadual de Turismo S/A e, em 1972, é elaborado o primeiro plano de desenvolvimento do turismo contemplando a região do Recôncavo Baiano. Assim, ao longo da década de 1970, a atividade institucionaliza-se plenamente, assentando-se sobre três organismos responsáveis pelo seu desenvolvimento e implementação: a BAHIATURSA, a Empreendimentos Turísticos da Bahia-EMTUR, empresa voltada para a construção da rede de hotelaria no interior do Estado, hoje já privatizada, e a CONBAHIA, órgão voltado para a operação do Centro de Convenções. Também datam do

18 Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Turismo Mata de São João, Costa dos Coqueiros/BA [ 17 ] período a construção e inauguração de grande parte da rede hoteleira de Salvador (SILVA, 1996). O Estado neste momento teve uma importância fundamental no desenvolvimento desta atividade com dotação de infraestrutura básica para o desenvolvimento da atividade turística, permitindo o crescimento dos fluxos, receitas, empregos, investimentos gerados, ao mesmo tempo, descentralizou-se em relação à capital, Salvador, espraiando-se de Norte a Sul pela zona costeira e, a Oeste, chegando à Chapada Diamantina. A crise econômica brasileira dos anos 80 no setor petroquímico, o principal vetor de desenvolvimento da Bahia, e a competição estabelecida no setor turístico pela entrada no mercado de outros destinos concorrentes, reacenderam a idéia do turismo como uma alternativa econômica de desenvolvimento. Essa possibilidade demandava, no início dos anos 90, uma concepção de turismo que, contemplasse o planejamento integrado da atividade, diferentemente do crescimento, mais ou menos espontâneo, ocorrido nas décadas anteriores. Neste sentido, foi criado em 1992 o Programa de Desenvolvimento Turístico da Bahia Zona Turística Costa dos Coqueiros e Zona Turística Costa do Descobrimento, chamado PRODETUR-NE. O crescimento e o sucesso da atividade, ao lado dos impactos negativos sobre os meios físicos e recursos paisagísticos, já, na época, de conhecimento da empresa gestora do turismo, indicavam a necessidade premente do planejamento integrado da atividade. As condições para o desenvolvimento de um modelo que projetasse o desenvolvimento do turismo na Bahia, num horizonte de médio e longo prazo, já estavam lançadas. O modelo PRODETUR de planejamento passa pela ordenação do espaço turístico. Partindo de uma divisão territorial abrangente, pela qual são definidas cinco grandes regiões turísticas na Bahia: Litoral Norte; Baía de Todos os Santos; Litoral Baixo Sul; Litoral Sul e Chapada Diamantina.

19 Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Turismo Mata de São João, Costa dos Coqueiros/BA [ 18 ] Na década de 1970, dois agentes de mudança são introduzidos na região do Litoral Norte: o reflorestamento e a atividade turística. A primeira caracterizada pela aquisição por empresas reflorestadoras de grandes e médias propriedades com grandes impactos e mudanças socioeconômicas para as localidades atingidas e suas populações, principalmente os pequenos proprietários que se vêem pressionados por estas organizações e acabam se afastando vendendo as suas propriedades e, tornando-se, em muitos casos, assalariados das empresas reflorestadoras. Um grande contingente, entretanto, não tem esta sorte e acaba ocupando as periferias das pequenas cidades da região, dependendo do trabalho sazonal em um mercado limitado. Outra mudança ocorre com a construção da Estrada do Coco nesta época e a instalação de um resort em Praia do Forte, quando, então, a atividade turística no local de fato é iniciada. Paralelamente, alguns loteamentos de veraneio são implantados, sobretudo na área costeira dos municípios de Mata de São João e Entre Rios. Esses loteamentos, em especial, são um reflexo do acelerado crescimento populacional gerado pelo processo de industrialização da Região Metropolitana de Salvador (RMS), com a instalação do Complexo Petroquímico de Camaçari (COPEC). O aquecimento do mercado imobiliário regional leva a melhorias de infraestrutura, representadas pela implantação do primeiro trecho da rodovia BA-099, a Estrada do Coco, mas também a uma forte especulação imobiliária. No início dos anos 90, a atividade turística desponta com grande força nessa região, alinhada à política governamental de incentivo ao setor do turismo, como uma alternativa econômica mais adequada e ambientalmente mais limpa. Desta forma, o Litoral Norte da Bahia passou a ser preparado para o desenvolvimento efetivo dessa atividade, através de três importantes intervenções governamentais: a formulação e implementação do PRODETUR-BA, a criação da Área de Proteção Ambiental do Litoral Norte (APA-LN) e a construção da Linha Verde. Com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável desta região; induzir a parceria com o setor privado; dotar a região de infraestrutura básica e de transportes; valorizar a base de recursos naturais e culturais disponíveis, desenvolverem centros

20 Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Turismo Mata de São João, Costa dos Coqueiros/BA [ 19 ] turísticos integrados e incentivar o surgimento de alternativas econômicas complementares foi concebido o já mencionado PRODETUR-BA. Dentro deste Programa, surge a proposta de um Centro Turístico Forte-Sauípe que envolveria 35 km de praias a partir da Praia do Forte até Porto Sauípe. Para ocupar esta região foram previstos os Complexos Turísticos Praia do Forte, o Complexo Turístico Velho Nambu, o Complexo Turístico Sauípe e os Terminais Turísticos Regionais de Imbassaí, Praia do Forte e Itacimirim (ECOPLAN, 1995), muitos deles ainda em operação atualmente Aspectos Socioculturais A população dos municípios da região econômica do Litoral Norte era, até a década de 70, predominantemente rural. Já na década de 1980, as áreas urbanas tiveram crescimento acentuado, chegando, em 1991, a 65% da população domiciliada na zona urbana e 35% na zona rural. Em Mata de São João, esses índices foram maiores do que a média, contando com 79% da população em zona urbana e apenas 21% na zona rural devido à precoce busca dessas áreas, se comparado aos municípios vizinhos. Em área, a região econômica do Litoral Norte é uma das menores do Estado, porém apresentava em 1991 uma densidade populacional de 37,63 hab/km 2, considerada alta se comparada à média estadual no mesmo período, que era 21 hab/km 2, mas que se explica pela tendência nacional e até mesmo mundial de ocupar mais densamente as áreas litorâneas. Pode-se considerar que a população residente na região é, na sua maioria, jovem e possui baixos poder aquisitivo e nível de escolaridade. Segundo relatório socioeconômico do PRODESU, mais da metade da população (53%) tem idade inferior a 20 anos e o índice de analfabetismo é de 16%, sendo maior a sua incidência no meio rural. Considera-se também que, mesmo entre a população alfabetizada, o grau de escolarização é baixo. Segundo o relatório da ECOPLAN (1995), em algumas localidades em que a totalidade das crianças em idade escolar está matriculada, a freqüência às aulas é bastante irregular, sobretudo na alfabetização, primeira e segunda séries. A principal causa de desistências, no

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