XVIII CONGRESSO BRASILEIRO DE ÁGUAS SUBTERRÂNEAS; XIX ENCONTRO NACIONAL DE PERFURADORES DE POÇOS; VIII FENÁGUA FEIRA NACIONAL DA ÁGUA.

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1 XVIII CONGRESSO BRASILEIRO DE ÁGUAS SUBTERRÂNEAS; XIX ENCONTRO NACIONAL DE PERFURADORES DE POÇOS; VIII FENÁGUA FEIRA NACIONAL DA ÁGUA.

2 Águas Subterrâneas e a Legislação Mineira de Recursos Hídricos Breno Esteves Lasmar Ins?tuto Mineiro de Gestão das Águas - Igam

3 Águas Subterrâneas na Legislação Brasileira de Recursos Hídricos CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA 1988 ART 20, INCISO III: os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou que banhem mais de um Estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham, bem como os terrenos marginais e as praias fluviais; ART 26, INCISO I: incluem- se entre os bens dos Estados: as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito, ressalvadas, neste caso, na forma da lei, as decorrentes de obras da União;

4 LEI FEDERAL N.º 9.433/1997 Ins?tui a Polí?ca Nacional de Recursos Hídricos e cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos; Determina a Bacia Hidrográfica como Unidade de Aplicação da Polí?ca de Recursos Hídricos.

5 Água Subterrânea é um recurso hídrico: A Polí?ca Nacional de Recursos Hídricos também se refere às águas subterrâneas. A Bacia Hidrográfica é a Unidade de Planejamento e Gestão. Qual o limite dos aquíferos? Qual a Unidades de Planejamento e Gestão das águas subterrâneas?

6 Situação de uso das águas subterrâneas em Minas Gerais A u$lização das águas subterrâneas tem crescido de forma significa$va nos úl$mos tempos no Brasil, inclusive em Minas Gerais. Mais que uma reserva de água, as águas subterrâneas devem ser consideradas como um meio de acelerar o desenvolvimento econômico e social das regiões. No Brasil, as secas são fenômenos frequentes que acarretam graves problemas sociais e econômicos, como no Polígono das Secas, e em atualmente em todo o Estado. Desta forma, a exploração de águas subterrâneas tem aumentado significa$vamente.

7 Situação de uso das águas subterrâneas em Minas Gerais Campanha de Regularização do Uso dos Recursos Hídricos em Minas Gerais, Água: Faça o uso legal

8 Situação de uso das águas subterrâneas em Minas Gerais Situação das outorgas e usos insignificantes em 2013, emi$das pela Semad.

9 Situação de uso das águas subterrâneas em Minas Gerais Plano Estadual de Recursos Hídricos de Minas Gerais: as finalidades de maior demanda de uso de águas subterrâneas são:

10 Situação de uso das águas subterrâneas em Minas Gerais O Igam opera a rede de monitoramento de qualidade das águas subterrâneas no estado, composta por 83 poços de monitoramento dos quais 60 estão localizados na região norte do estado, 05 no aquífero Guarani, no Triângulo Mineiro e 18 no aquífero Baurú, esse úl$mo operado em parceria com a CPRM Serviço Geológico do Brasil. Essa rede permite a análise e caracterização qualita$va dos recursos hídricos subterrâneos e avaliação das condições de qualidade, a par$r das quais é possível assegurar o uso adequado dessas águas e também fornecer subsídios para ações de prevenção e controle da poluição.

11 Situação de uso das águas subterrâneas em Minas Gerais Os principais resultados demonstram que as águas subterrâneas no Norte de Minas não apresentam qualidade adequada para o consumo humano, sendo desejável tratamento prévio ou restrições, em alguns casos. A analise realizada seguindo os parâmetros da Portaria de Potabilidade do Ministério da Saúde nº 2914/2011, indica que embora variável, na maior parte dos poços a ocorrência de violações é rela$vamente baixa, em comparação com o número total de análises realizadas nas águas de cada poço.

12 Situação de uso das águas subterrâneas em Minas Gerais Entretanto, houve violações pontuais de parâmetros que implicam em riscos à saúde humana, as causas prováveis são: Fenóis e nitratos: origem associada a fontes difusas Zinco, bário e fluoreto: origens naturais, associadas à ocorrência de minerais- fonte. Ferro e alumínio: alterações de gosto e odor nas águas, podem ocorrer como resultado da condição constru$va dos poços monitorados na qualidade das águas.

13 Situação de uso das águas subterrâneas em Minas Gerais Estudo da Disponibilidade Hídrica Subterrânea Projeto Águas do Norte de Minas O Projeto Águas do Norte de Minas tem como obje$vo avaliar a disponibilidade hídrica subterrânea da região norte do Estado de Minas Gerais (UPGRHs SF6, SF7, SF8, SF9, SF10, JQ1, JQ2, JQ3, MU1, PA1 e Bacias do Leste), onde o uso da água subterrânea assume grande importância. Atualmente 14 bacias do Norte de Minas selecionadas como representa$vas estão sendo monitoradas. O projeto foi viabilizado pelas parcerias entre CPRM, FEOP, IGAM, FAPEMIG, SECTES, SEDVAN e SEMAD, com inves$mentos de quase R $ 7 milhões. A coordenação do Projeto está a cargo do Igam e do Serviço Geológico do Brasil- CPRM.

14 LEGISLAÇÃO MINEIRA Lei Estadual n.º /2000: Dispõe sobre a administração, a proteção e a conservação das águas subterrâneas de domínio do Estado e dá outras providências. Art. 1º - A administração, a proteção e a conservação das águas subterrâneas de domínio do Estado são regidas pelas disposições desta lei e das normas dela decorrentes e, no que couber, pela legislação rela$va a recursos hídricos.

15 2º - Quando as águas subterrâneas, por razões de suas qualidades ssico- químicas e propriedades oligominerais, prestarem- se à exploração para fins comerciais ou terapêu$cos e puderem ser classificadas como águas minerais, a sua u$lização será regida tanto pela legislação federal quanto pela legislação estadual rela$va à saúde pública, assim como pelas disposições específicas desta lei.

16 Art. 3º - O gerenciamento das águas subterrâneas compreende: I - a sua avaliação quan?ta?va e qualita?va e o planejamento de seu aproveitamento racional; II - a outorga e a fiscalização dos direitos de uso dessas águas; III - a adoção de medidas rela?vas à sua conservação, preservação e recuperação.

17 Art. 4º - O Ins?tuto Mineiro de Gestão das Águas - IGAM - desenvolverá ações visando a promover o gerenciamento eficaz das águas subterrâneas, mediante: I - a ins?tuição e a manutenção de cadastro de poços e outras captações; II - a proposição e a implantação de programas permanentes de conservação e proteção dos aquíferos, visando ao seu uso sustentado; III - a implantação de sistemas de outorga e de consulta permanente, de forma a o?mizar o atendimento aos usuários de produtos e serviços.

18 Art. 7º - Os projetos de implantação ou ampliação de empreendimentos de alto risco ambiental, tais como pólos petroquímicos, carboquímicos, cloroquímicos e radiológicos, ou qualquer outra fonte potencial de contaminação das águas subterrâneas que tragam periculosidade e risco para a saúde do público em geral conterão caracterização detalhada da hidrogeologia local, incluindo avaliação da vulnerabilidade dos aquíferos potencialmente afetados, assim como proposta para as medidas de proteção e controle a serem adotadas.

19 Art. 8º - A implantação ou ampliação de empreendimentos consumidores de elevados volumes de águas subterrâneas, classificados ambientalmente como empreendimentos de grande porte e de potencial poluidor, será precedida de estudo hidrogeológico para avaliação das disponibilidades hídricas e do não- comprome?mento do aquífero a ser explotado, sem prejuízo da apreciação do Conselho Estadual de Polí?ca Ambiental - COPAM- MG.

20 Art. 9º - As áreas com depósitos de resíduos construídos no solo e com efluentes perigosos serão dotadas de sistema de monitoramento das águas subterrâneas, a cargo do responsável pelo empreendimento, executado conforme plano, aprovado pelo COPAM- MG, que conterá: I - a localização e os detalhes constru?vos do poço de monitoramento; II - a forma de coleta de amostras, a frequência de amostragem, os parâmetros a serem analisados e os métodos analí?cos adotados; III - a espessura da zona saturada e a direção de escoamento do aquífero freá?co, assim como a iden?ficação das eventuais interconexões com outras unidades aquíferas.

21 Art Quando, tanto no interesse da conservação, proteção ou manutenção do equilíbrio natural das águas subterrâneas quanto no interesse dos serviços públicos de abastecimento de água, ou também por mo?vos geológicos, geotécnicos ou ecológicos, se fizer necessário restringir a captação e o uso dessas águas, o órgão outorgante do direito de uso poderá, com base em estudos hidrogeológicos ambientais, ins?tuir áreas de proteção e controle, restringir as vazões captadas por poços, estabelecer as distâncias mínimas entre poços e tomar outras medidas que o caso requeira.

22 ESTUDO DE CASO MUNICÍPIO DE SETE LAGOAS, MG Termo de Compromisso Ambiental celebrado entre o IGAM, Prefeitura Municipal de Sete Lagoas e Serviço Autônomo de Água e Esgoto do mesmo município, em 18 de maio de Necessidade: A principal fonte de abastecimento para o município de Sete Lagoas é subterrânea sendo que o principal aquífero explotado é o cárs?co, de alta vulnerabilidade e considerando o histórico de ocorrências de aba?mentos no município.

23 Mapa das outorgas usos insignificantes emitidos em Sete Lagoas

24 ESTUDO DE CASO MUNICÍPIO DE SETE LAGOAS, MG a) Caracterização da situação dos poços u?lizados para o abastecimento público do município, a?vidades realizadas: Cadastramento e georreferenciamento: 105 poços, Levantamento das condições constru?vas por meio de perfilagem ó?ca em 30 poços, Realização de 50 testes de bombeamento escalonados, 6 testes de 24 horas com vazão máxima, 9 testes de aquíferos com 48 horas de duração; Adequação de poços para realização de monitoramento de nível, com a instalação de tubos guias; Elaboração um banco de dados para o SAAE com informações atualizadas sobre os poços do sistema de abastecimento público.

25 ESTUDO DE CASO MUNICÍPIO DE SETE LAGOAS, MG Após a consistência de informações originadas do banco de dados de outorga (SIAM), banco de dados Siagas e banco de dados do SAAE, foi elaborado o cadastro de poços existentes no município. Uso de água subterrânea

26 ESTUDO DE CASO MUNICÍPIO DE SETE LAGOAS, MG Com relação a situação da outorga de poços tubulares no município, o estudo apurou, a par?r de dados do SIAM atualizados até outubro de 2013, que: 30% dos poços de Sete Lagoas estão em conformidade com a legislação e possuem outorgas vigentes, o que corresponde a 161 poços. Dos poços para abastecimento publico, 45% estão regulares enquanto que apenas 25% de poços par?culares se encontram nessa situação; Dos 384 poços classificados como não outorgados, 280 estão em processo de regularização, em diferentes fases do processo para tal;

27 ESTUDO DE CASO MUNICÍPIO DE SETE LAGOAS, MG A distribuição espacial dos poços no território do município permite verificar que a maior densidade dos poços se encontra na parte central do município, ao longo da rodovia BR040 (zona industrial) e na parte norte do município, onde estão concentradas indústrias com elevado uso de água no processo produtivo.

28 ESTUDO DE CASO MUNICÍPIO DE SETE LAGOAS, MG O uso da agua subterrânea no município foi assim caracterizado:

29 ESTUDO DE CASO MUNICÍPIO DE SETE LAGOAS, MG 4. CONSIDERAÇÕES E RECOMENDAÇÕES O município de Sete Lagoas já planeja e trabalha para que seu sistema de abastecimento se torne misto, com o uso de captação superficial no rio das Velhas, deixando de se tornar dependente unicamente da água subterrânea, esse recurso ainda será de grande importância para o município.

30 ESTUDO DE CASO MUNICÍPIO DE SETE LAGOAS, MG 4. CONSIDERAÇÕES E RECOMENDAÇÕES Planejamento do uso e ocupação do território que contemple os aspectos socioeconômicos de forma integrada à condição de vulnerabilidade e capacidade de suporte do terreno em que ele está implantado. Para tal, o conhecimento cada vez mais aprimorado em escala de maior detalhe de diferentes aspectos do meio físico se faz necessário e a utilização de recursos que levem à obtenção de informações para tal devem ser buscadas.

31 ESTUDO DE CASO MUNICÍPIO DE SETE LAGOAS, MG 4. CONSIDERAÇÕES E RECOMENDAÇÕES Devem ser tomadas medidas que permitam o conhecimento das condições de solicitação e resposta do aquífero tais como: ü cadastro dos poços tubulares existentes; ü monitoramento do aquífero; ü estudos acerca de sua disponibilidade hídrica; ü aplicação de restrições no uso da água subterrânea em uma região, quando essas forem necessárias.

32 DESAFIOS PARA A GESTÃO DAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS 1) Regulamentação da Lei Estadual n.º /2000, em especial quanto as Áreas de Proteção dos Aquiferos: a) Área de Proteção Máxima, compreendendo, no todo ou em parte, zonas de recarga, descarga e transporte de aquíferos altamente vulneráveis à poluição e que se constituam em depósitos de águas essenciais para abastecimento público ou para suprir atividades consideradas prioritárias pelos Comitês de Bacia ou, na sua ausência, pelo CERH-MG; b) Área de Restrição e Controle, caracterizada pela necessidade de disciplinamento das extrações, controle máximo das fontes poluidoras já implantadas e restrição a novas atividades potencialmente poluidoras; c) Área de Proteção de Poços e Outras Captações, abrangendo a distância mínima entre poços e outras captações e o respectivo perímetro de proteção.

33 DESAFIOS PARA A GESTÃO DAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS Lei /2000: Art Nos casos de escassez de água subterrânea ou de prejuízo sensível aos aproveitamentos existentes nas Áreas de Proteção Máxima, o CERH- MG poderá: I - proibir novas captações até que o aquífero se recupere ou seja superado o fato que determinou a carência de água; II - restringir e regular a captação de água subterrânea, estabelecendo volume máximo a ser extraído em cada captação e o seu regime de operação; III - controlar as fontes de poluição existentes, mediante programa específico de monitoramento; IV - restringir novas a?vidades potencialmente poluidoras.

34 Obrigado. Breno Esteves Lasmar

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