MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME SECRETARIA NACIONAL DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

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1 MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME SECRETARIA NACIONAL DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DEPARTAMENTO DE DESENVOLVIMENTO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL GERÊNCIA DO PROGRAMA DE ERRADICAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL Análise Situacional do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil PETI FUNDO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A INFÂNCIA UNICEF Brasília, maio de 2004

2 Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome - MDS Patrus Ananias de Souza Ministro Secretaria Nacional de Assistência Social Márcia Helena Carvalho Lopes Secretária Nacional Fundo das Nações Unidas para a Infância UNICEF Reiko Niimi Representante Maria America Ungaretti Coordenadora do Projeto de Erradicação do Trabalho Infantil Grupo de Trabalho do PETI Milda Lourdes Pala Moraes - MDS Coordenadora Eliane Araque dos Santos Ministério Público do Trabalho - MPT Frederico Fernandes de Souza Fórum Nacional de Secretarias de Assistência Social - FONSEAS Isa Maria de Oliveira Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil - FNPETI Ivanna Sant Ana Torres Ministério da Educação - MEC José Adelar Cuty da Silva Ministério do Trabalho e Emprego MTE Magdalena Sophia Oliveira Pinheiro Villar de Queiroz Ministério da Educação - MEC Maria America Ungaretti UNICEF Maria Izabel da Silva Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente - CONANDA Maurício Correia de Mello Ministério Público do Trabalho - MPT Pedro Américo Furtado de Oliveira Organização Internacional do Trabalho - OIT Rafael Setúbal Arantes Secretaria Especial de Direitos Humanos - SEDH Tania Mara Garib Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social - CONGEMAS Tarcízio Ildefonso Costa Junior Secretaria Especial de Direitos Humanos - SEDH Equipe de Apoio Vera Lúcia Campelo da Silva Gerência do PETI Patrícia Félix de Lima Gerência do PETI Equipe Técnica Ana Gonçalves de Macedo Santos Consultora Maria America Ungaretti - Coordenadora Magdalena Sophia Oliveira Pinheiro Villar de Queiroz - Revisora Milda Lourdes Pala Moraes Realização Fundo das Nações Unidas para Infância Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil Análise Situacional do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - PETI 2

3 Sumário Introdução 5 Capítulo I. Contextualização da temática Quadro teórico e estatístico Quadro jurídico Principais ações realizadas 9 Capítulo II. Caracterização do PETI Estrutura do Programa Histórico 13 Capítulo III. Descrição e análise dos dados Considerações sobre os procedimentos metodológicos Caracterização do PETI nos estados e municípios Educação Jornada ampliada Família Dados gerais Impacto do PETI nos índices do trabalho infantil Atuação das Comissões de Erradicação do Trabalho Infantil Gestão do PETI Comparativo entre dados de 2000 e Capítulo IV. Descrição e análise das informações Aspectos negativos do PETI Aspectos positivos do PETI 44 Capítulo V. Considerações finais 47 Referências bibliográficas 51 ANEXOS 53 Anexo 1 Lista de siglas 53 Anexo 2 Lista de gráficos e tabelas 55 Anexo 3 Intervenções estratégicas do governo federal 57 Anexo 4 Informações sobre análises do PETI 61 Anexo 5 Questionários 65 3 Análise Situacional do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - PETI

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5 Introdução Na perspectiva das populações em situação de precariedade econômica e social, observa-se uma importante vulnerabilidade e desqualificação social que, não raras vezes, evolui para um estado de exclusão propriamente dita. A pobreza intensa, além da carência de bens materiais, coloca o indivíduo numa realidade de vulnerabilidade e degradação. Os pobres são cidadãos incompletos e os excluídos não são cidadãos. Portanto, há uma diferença substancial entre o pobre que está incluído no mercado de trabalho, embora com baixos e injustos salários, e o excluído deste mercado. Um dos grandes problemas que enfrenta o Brasil é, sem dúvida, o desemprego crescente e, portanto, o aumento da vulnerabilidade e de situações de exclusão de um número, também crescente, de grande parte da população. O desemprego permanente, as dificuldades de inserção profissional e a desqualificação social são experiências muito humilhantes e perigosas. O tema da exclusão é extremamente complexo, sobretudo na perspectiva socioeconômica. O que está em seu bojo são relações de poder, implicando em produção de imaginários e subjetividades. Há uma subjetividade, não emancipada, produzida no pobre e no excluído e um imaginário de fracasso social. Pobres e excluídos, via de regra, nos programas assistencialistas, são responsabilizados pela sua condição. A vulnerabilidade e a exclusão produzem vários itinerários: salariais, conjugais, escolares etc. De maneira global, pode-se dizer que a exclusão é um processo, uma construção regulada, ordenada, singularmente coerente. 1 Portanto, discutir a prevenção e a erradicação do trabalho infantil e a conseqüente inclusão social e escolar das crianças e adolescentes, requer, necessariamente, que se analise e apresente propostas visando a inclusão social de suas famílias, pois vive-se um tempo no qual grande parte da população brasileira tem seus direitos violados. Deve-se fazer um enorme esforço para a construção da cidadania. Cidadania entendida como pleno exercício dos direitos sociais, civis e políticos. O Brasil apresentou, em 1980, cerca de 6,9 milhões de crianças e de adolescentes em situação de trabalho. Em 1992, registrou 9,6 milhões com idade entre 5 a 17 anos. Em 1995, este número decresce para 9,5 milhões. Porém, é somente em 1998 que este quadro é alterado de modo significativo, totalizando cerca de 7,7 milhões de crianças e adolescentes, enquanto que em 1999 foram reduzidos para 6,6 milhões. De acordo com a PNAD 2001, cerca de 5,5 milhões de crianças e adolescentes, com idade entre 5 e 17 anos, encontram-se em situação de trabalho precoce. Destes, cerca de 300 mil estão na faixa etária de 5 a 9 anos, 2,8 milhões têm idade entre 10 e 15 anos e 2,4 milhões se encontram entre os 16 e 17 anos de idade. As origens deste fenômeno são múltiplas: a pobreza e a miséria; as limitações do sistema educacional; e as restrições impostas pelos aspectos culturais. Entre as iniciativas empreendidas pelo governo federal para alteração da exploração laboral de crianças e de adolescentes, registra-se o Programa de Erradicação do Trabalho infantil - PETI, beneficiando, em 2003, cerca de mil crianças e adolescentes (dados de março de 2004), em 27 unidades federativas e municípios. O PETI tem se destacado por sua relação direta com a diminuição da exploração do trabalho de crianças e adolescentes no Brasil. O desenho do Programa compreende três eixos de atuação: a concessão da Bolsa Criança Cidadã, a manutenção da jornada ampliada e o trabalho realizado junto às famílias, objetivando atingir as três principais raízes do problema. O benefício monetário representa uma alternativa à escassez de acesso a bens e serviços básicos. A jornada ampliada 1 Documento apresentado nos seminários Monitoramento da Inclusão e Sucesso Escolar, promovido pela Missão criança em conjunto com o UNICEF nas escolas municipais de Aracaju, Goiânia e Porto Alegre, no quadro do projeto Monitoramento da Inclusão e Sucesso Escolar de crianças oriundas do trabalho infantil, Porto Alegre, dezembro de Análise Situacional do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - PETI

6 oferece atividades socioeducativas e culturais, fomentando o processo de aprendizado das crianças e dos adolescentes envolvidos. O trabalho com as famílias envolve o desenvolvimento de ações socieducativas e de geração de emprego e renda. O presente relatório apresenta os dados e informações obtidos pela Análise Situacional do PETI, registra o cenário atual, seus aspectos positivos e negativos e aponta estratégias que podem subsidiar a sua revisão e adequação às atuais necessidades. Foi adotada como metodologia a elaboração e aplicação de um instrumento para coleta de dados e informações, constando de dois questionários, sendo um destinado às unidades federativas e outro remetido aos governos municipais. O referido instrumento foi encaminhado para as 27 unidades da federação e para os municípios atendidos pelo PETI. Foram consolidadas informações prestadas por 23 governos estaduais e Distrito Federal e municípios. A sistematização dos dados e informações dos estados do Acre, Rondônia e Roraima não foi incorporada, tendo em vista o não recebimento do instrumento no tempo estabelecido pela Gerência Nacional do PETI. As informações consolidadas compreendem um universo de cerca de 62% do total de municípios inseridos no PETI, famílias e crianças e adolescentes, representando aproximadamente 62% do atendimento, sendo que 52% são oriundas da área urbana e 48% da área rural. O número estimado de crianças e adolescentes que ainda trabalham, segundo informações fornecidas pelos municípios da amostra é de , destacando-se a existência de trabalho infantil na agricultura em geral, no trabalho doméstico, no comércio em feiras e ambulantes e nos lixões. O documento consta de cinco capítulos e anexos. O capítulo I caracteriza a problemática no Brasil, considerando os aspectos estatísticos, jurídicos e as ações implementadas. O capítulo II apresenta a caracterização do Programa, incluindo o desenho e a análise sobre sua execução. O capítulo III registra e analisa os dados obtidos por meio dos questionários preenchidos pelos estados e municípios. O capítulo IV assinala a análise dos aspectos negativos e positivos, enquanto que o capítulo V, destaca as considerações finais, indicando algumas recomendações. Foram ainda registradas as intervenções estratégicas do governo federal, como o Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente, elaborado pela Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil CONAETI, que apesar de deliberado pelo CONANDA, não foi ainda aprovado pelo governo federal. O documento registra, também, informações sobre o Programa de Transferência de Renda com Condicionalidades (Bolsa Família) e o Plano Nacional de Atendimento Integral à Família PAIF (Anexo 3). Além disso, apresenta, como referências para a análise empreendida no presente documento, um estudo, uma pesquisa e uma avaliação realizados sobre o PETI por distintas instituições (Anexo 4). Apesar da exigüidade de tempo para sua realização e da metodologia utilizada, os resultados obtidos permitem indicar algumas recomendações que podem ser pertinentes para o plano de ação a ser elaborado pelo Grupo de Trabalho encarregado de apresentar estratégias e ações, com vistas ao reordenamento do PETI, considerando seus limites e desafios em termos metodológicos e estratégicos para a inclusão social e escolar de crianças e adolescentes envolvidos em situação de trabalho infantil. Análise Situacional do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - PETI 6

7 Capítulo I Contextualização da temática 1.1 Quadro teórico e estatístico Em âmbito nacional, o trabalho infantil, nestas últimas duas décadas, vem obtendo especial atenção da sociedade civil organizada, do poder público, dos empregadores, dos trabalhadores e das agências de cooperação internacional. Delimitou-se por trabalho infantil o mesmo conceito estabelecido pelo Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente (2003): todo o trabalho desempenhado por crianças e adolescentes com idade mínima de início ao trabalho inferior a 16 anos, exceto na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos. Ressalta-se que os documentos internacionais, referentes neste texto, reconhecem a criança como aquela pessoa com idade inferior a 18 anos 2. O UNICEF (2004), segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio PNAD, 2001, apresenta que no Brasil, cerca de 5,5 milhões de crianças e adolescentes (entre cinco e 17 anos) encontram-se em situação de trabalho; destes, cerca de 300 mil estão na faixa etária de 5 a 9 anos, 2,8 milhões têm idade de 10 a 15 anos e 2,4 milhões se encontram entre os 16 e 17 anos de idade. Em comparação, entre os anos de 1999 e 2001, pode-se aferir que houve uma redução, em termos absolutos, do trabalho infantil em aproximadamente 1,15 milhão, sendo que destes a maior parte (cerca de 750 mil) está compreendida na faixa etária de 10 a 15 anos. A redução, em termos relativos 3, ocorreu da seguinte maneira: na faixa etária de 5 a 9 anos de idade de 24%, 18% na faixa etária de 10 a 15 anos, enquanto que entre 16 e 17 anos houve um decréscimo de 8%. Em 2001, quanto à proporção de pessoas ocupadas em relação ao total da população, ou seja, o índice ocupacional, registra-se que 1,8% das crianças entre 5 e 9 anos trabalhavam, 14% entre 10 e 15, e 35% daquelas entre 16 e 17. Comparando o ano de 1999 ao de 2001 (UNICEF, 2004), identifica-se que, segundo as grandes regiões, houve redução de trabalho infantil em todo país, em diferentes proporções, sendo que este processo foi mais intenso, em termos absolutos, no Nordeste, especialmente na faixa etária de 10 a 15 anos de idade, e em termos relativos, correspondente à mesma faixa etária, no Centro Oeste e no Norte urbano 4. Os estados que apresentaram maior incidência de trabalho infantil na faixa etária de 5 a 15 anos, em termos absolutos, foram Bahia, Minas Gerais e Maranhão. Houve uma alteração na distribuição setorial do trabalho infantil, a qual consistiu em diminuição das atividades agrícolas e em aumento na participação das atividades comerciais e de serviços. Sobre a caracterização 5 do trabalhador infantil, ressalta-se que este é em sua maioria do sexo masculino, com ressalvas ao trabalho infantil doméstico; mais de 50% são de cor negra (pardos e pretos); 43% dos trabalhadores são brancos; 0,5% indígenas; e 0,5% amarelos. A zona rural agrega mais trabalhadores com idade entre 5 e 15 anos, predominando também o setor agrícola nessa faixa etária. Em contrapartida, os adolescentes que trabalham com idade entre 16 e 17 anos estão sobretudo na zona urbana. 2 Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio PNAD/2001 foram sistematizados englobando a faixa etária de 5 a 17 anos, influenciando a distribuição das informações dispostas neste documento. 3 Esta análise leva em consideração as variações demográficas no período. 4 Alguns dos resultados por unidades federativas, em especial, aqueles da Região Norte e do Distrito Federal, bem como os dados referentes às crianças com idade entre cinco e nove anos possuíram uma margem de erro alta merecendo necessária cautela em sua análise. 5 Dados apresentados pelo Plano Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente (2003). 7 Análise Situacional do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - PETI

8 Quanto à remuneração, quase metade dos trabalhadores infantis não possuem qualquer remuneração por seu trabalho. Do ponto de vista educacional, cerca de 22,7% das crianças e adolescentes que trabalham no país, estão fora da escola, concentrando-se esse percentual naqueles com idade entre 16 e 17 anos. As crianças e os adolescentes que trabalham, registram nível de escolarização inferior ao daquelas que não trabalham, sendo que as crianças e adolescentes trabalhadores estão com idade mais avançada para a série cursada em relação às crianças e adolescentes que não trabalham. 1.2 Quadro jurídico A normatização legal brasileira sobre o trabalho infantil tem como premissa a doutrina da proteção integral à criança e ao adolescente, garantindo seus direitos com prioridade absoluta. O trabalho infantil no Brasil deve ser analisado, do ponto de vista jurídico, a partir dos seguintes documentos: Constituição Federal (1988), Convenção sobre os Direitos da Criança (1989), Consolidação das Leis Trabalhistas - CLT (1942) e Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA (1990). Outros documentos que merecem destaque são as Convenções nºs 138 e 182, da Organização Internacional do Trabalho OIT, ratificadas pelo Brasil. A Carta Magna, ao legislar sobre os direitos fundamentais do trabalho no Artigo 7º, afirma ser proibido o trabalho a qualquer pessoa com idade inferior a 16 anos, salvo na condição de aprendiz, sendo permitida esta condição a partir dos 14 anos 6. Todavia, o trabalho noturno, perigoso, insalubre ou degradante, não é permitido em nenhuma hipótese para pessoas com menos de 18 anos. Em 1989, a Organização das Nações Unidas - ONU estabeleceu a Convenção sobre Direitos da Criança, sob a ótica de proteção e defesa da criança. Esta Convenção registra, entre outras garantias, em seu Artigo 32, a proteção contra a exploração sexual 7, trabalho perigoso ou que produza efeitos negativos à educação, que seja nocivo à saúde, ao desenvolvimento físico, mental, espiritual, moral ou social. 6 A idade para ingresso no mercado de trabalho foi alterada pela Emenda Constitucional nº20/98, a qual estabelece a idade mínima para o trabalho de 16 anos, salvo na condição de aprendiz a partir dos 14 anos de idade. 7 O Artigo 34 deste documento retoma a questão da proteção contra todas as formas de abuso e exploração sexual. 8 A questão da guarda de adolescentes trazidos de outra comarca com a finalidade de prestação de serviços domésticos, é atribuída como infração administrativa: deixar de apresentar à autoridade judiciária de seu domicílio, no prazo de cinco dias, com o fim de regularizar a guarda, adolescentes trazidos de outra comarca para a prestação de serviço doméstico, mesmo que autorizado pelos pais ou responsável (Artigo 248, ECA, 1990). A CLT traz como exigência que o adolescente que tenha menos de 18 anos de idade, por ocasião da rescisão contratual trabalhista, deverá ter assistência do responsável, sendo proibido exercer serviços noturnos, atividades em locais insalubres, perigosos ou prejudiciais à moral, trabalhos na rua, praças e logradouros públicos, salvo mediante autorização judicial. No caso de adolescente com idade legal para trabalhar, o empregador deverá garantir o tempo necessário à freqüência escolar. Foi sancionada pelo Presidente da República, em 1990, a Lei nº 8.069, denominada Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA, a qual surge para regulamentar o estabelecido na Constituição Federal no que se refere aos direitos das crianças e dos adolescentes. O ECA afirma a necessidade de implementação de um Sistema de Garantia de Direitos SGD e de um Sistema de Proteção. O ECA, em seus Artigos 60 a 69, legisla sobre a proteção do adolescente trabalhador. Entre os conteúdos desta Lei, merece atenção do legislador, do poder público e da sociedade civil, a questão da guarda 8, que pode ser confundida com a facilidade para o desenvolvimento do trabalho infantil doméstico. Vale assinalar que: o parágrafo da lei, na forma como está elaborado, permite abusos, facultando o uso da guarda no emprego de crianças e jovens no serviço doméstico privado, descaracterizando, assim, a finalidade da guarda como instrumento de proteção e ocultando a exploração infanto-juvenil das meninas trabalhadoras domésticas (OIT, 2003). Análise Situacional do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - PETI 8

9 O Estatuto estabelece, ainda, mecanismos como os Conselhos dos Direitos e Tutelares, tratados pelos Artigos 88, 131 e 132, para a garantia dos direitos legislados. Esses Conselhos são co-responsáveis no processo de erradicação do trabalho infantil. Outro documento de suma importância para a análise do trabalho infantil no Brasil é a Convenção nº138, da Organização Internacional do Trabalho - OIT, de Essa Convenção estabelece a idade mínima para ingresso no mercado de trabalho, chamando atenção para a necessidade de uma política nacional de erradicação do trabalho infantil e prevendo a elevação progressiva da idade mínima de ingresso em atividades laborais. Das restrições exigidas, ficou estabelecida como idade mínima aquela não inferior à conclusão da escolaridade compulsória e, em qualquer hipótese, não menor que 15 anos. A Convenção nº 138 foi ratificada pelo Brasil apenas em 2001, enquanto que a Convenção nº 182, também da OIT, de 1999, foi ratificada em A Convenção nº 182 estabelece a proibição das piores formas de trabalho infantil, bem como a elaboração e implementação de programas para sua eliminação. Como piores formas estão expressas todas as formas de escravidão, de prostituição, de tráfico de entorpecentes, que prejudiquem a saúde, a segurança ou a moral das crianças e dos adolescentes. Em 2002, a ONU apresentou o documento final de sua Sessão Especial sobre a Criança, denominado Um Mundo para Crianças Principais ações realizadas As ações implementadas de prevenção e erradicação do trabalho infantil e os agentes partícipes de tais ações são inúmeros. Serão destacados alguns deles, porém, não se tem a pretensão de abarcar todos, uma vez que não é o objetivo deste documento. Em âmbito internacional a problemática do trabalho infantil está inserida no debate realizado em torno da questão dos direitos humanos, cujo eixo é a proteção dos direitos dos excluídos e vulneráveis, tendo como estratégia relevante a mobilização da sociedade civil contra todos os tipos de exclusão, discriminação e repressão. Por meio de tratados, a comunidade internacional tem buscado a garantia de melhoria das condições de vida dos indivíduos, visando assegurar-lhes seus direitos fundamentais 10. Cabe à OIT a proteção dos direitos humanos no que se refere às esferas econômica e trabalhista, estando o combate ao trabalho infantil sob sua alçada. Sua contribuição tem sido registrada, desde 1992, por meio do Programa Internacional para Eliminação do Trabalho Infantil IPEC 11. Este Programa, juntamente com parceiros locais, vem elaborando diagnósticos, estudos de casos, pesquisas e avaliações com objetivo de erradicar o trabalho infantil. O UNICEF tem por mandato participar da aplicação da Convenção sobre os Direitos da Criança. A prevenção e a erradicação do trabalho infantil constam da cooperação técnica e financeira desde a década de 90. A participação na definição de políticas, implementação de programas e projetos, elaboração de metodologias e estratégias inovadoras, registro de boas práticas para o enfrentamento do trabalho infantil e atendimento direto de crianças e de adolescentes, constituem as ações prioritárias de sua programação no Brasil. Das ações realizadas em âmbito nacional, cabe destaque a criação do FNPETI, em 1994, com o apoio do UNICEF e da OIT, constituído atualmente por 73 entidades: representantes do governo, dos trabalhadores, dos empresários, ONGs, Fóruns Estaduais de Erradicação do Trabalho Infantil, Procuradoria Geral da República e Ministério Público do Trabalho. O FNPETI tem por finalidade viabilizar um espaço de articulação e mobilização dos atores sociais institucionais relacionados com políticas e programas destinados a prevenir e erradicar o trabalho infantil no país. 9 O Mundo para Crianças define como metas: (i) promover vidas saudáveis (combatendo os ciclos de pobreza e inacessibilidade a serviços sociais básicos); (ii) acesso à educação de qualidade (visando garantir às crianças o acesso ao ensino primário de boa qualidade, gratuito e obrigatório e que estas concluam seus estudos); (iii) proteger as crianças contra os maus-tratos, a exploração e a violência (objetiva empreender esforços na eliminação das piores formas de trabalho infantil, como definido na Convenção nº 182; proteger as crianças dos impactos dos conflitos armados e eliminar o tráfico e a exploração sexual de crianças e garantir as mesmas proteção em geral); (iv) combater o HIV/AIDS (visando reduzir o número de homens e mulheres jovens com idade entre 15 a 24 anos infectados pelo HIV; promover a diminuição no número de lactantes infectadas e criar e fortalecer mecanismos de apoio aos órfãos e meninas e meninos infectados). 10 Análise e recomendações para a melhor regulamentação e cumprimento da normativa nacional e internacional sobre o trabalho de crianças e adolescentes no Brasil. ANTÃO DE CARVALHO, Henrique José; GOMES, Ana Virgínia; MOURÃO ROMERO, Adriana; SPRANDEL, Márcia Anita y VILLAFAÑE UDRY, Tiago. OIT. Brasília, O Programa Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil IPEC tem como um de seus objetivos analisar a legislação vigente nos países do Mercado Comum do Sul MERCOSUL, identificando as lacunas existentes frente ao conjunto de convenções, recomendações, normas e tratados internacionais referentes ao tema do trabalho infantil OIT, Análise Situacional do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - PETI

10 O governo federal vem se comprometendo com a prevenção e erradicação do trabalho infantil por meio do desenvolvimento e aplicação da legislação e por ações desenvolvidas pelo poder executivo. O então Ministério da Previdência e Assistência Social Secretaria de Estado de Assistência Social contribuiu para prevenção e erradicação do trabalho infantil por intermédio dos programas Sentinela e PETI. O Programa Sentinela destina-se a combater o abuso e a exploração sexual de crianças e de adolescentes, tendo como metas programáticas a implantação de centros de referência, serviços para o atendimento do público-alvo e promoção de ações de mobilização da sociedade e instituições 12. O PETI foi implantado em 1996 com o objetivo de retirar crianças e adolescentes de 7 a 15 anos de idade do trabalho considerado perigoso, penoso, insalubre ou degradante, ou seja, daquele trabalho que coloca em risco sua saúde e sua segurança (Manual Operacional do PETI, 2002). O Programa possui três eixos de atuação: concessão da Bolsa Criança Cidadã, execução da jornada ampliada e trabalho com as famílias (educativo e de geração de emprego e renda). O PETI prevê, ainda, o controle social por meio das Comissões de Erradicação do Trabalho Infantil, Conselhos de Direitos da Criança, Conselhos de Assistência Social e Conselhos Tutelares. Desde 2000, o PETI estabeleceu parceria junto ao Ministério do Trabalho e Emprego - MTE, por meio de um Termo de Cooperação Técnica. Essa ação teve como finalidade implementar conjuntamente as ações voltadas à erradicação do trabalho infantil. Esse Termo prevê que uma vez identificada, nas fiscalizações realizadas pelo MTE, a existência de crianças e adolescentes em situação de trabalho precoce, estas terão prioridade de ingresso no PETI. Outro aspecto pactuado consiste na delegação de competência ao MTE para supervisionar a jornada ampliada. O MTE vem contribuindo para o objetivo de erradicação do trabalho infantil, intensificando a fiscalização do trabalho infanto-juvenil, bem como delimitando os procedimentos adotados pelos auditores fiscais do trabalho (Instrução Normativa nº 01/2002), em parceria com os Conselhos Tutelares, entidades sindicais e Ministério Público do Trabalho MPT. Cabe ao MTE a competência de mapeamento dos focos de trabalho infantil no Brasil. Outra medida efetivada por esse Ministério foi a criação dos Grupos Especiais de Combate ao Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente GECTIPAs 13. Esses grupos, instalados nas 27 unidades federativas, foram instituídos no âmbito das Delegacias Regionais do Trabalho DRTs. 12 Para maiores esclarecimentos recorrer a publicação: SECRETÁRIA DE ESTADO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. Relatório de Gestão da Assistência Social SEAS/ MPAS. Brasília, Os GECTIPAs, criados pela Portaria MTE/SIT No.07/2000 advém da Secretaria de Inspeção do Trabalho - SIT. 14 Este Programa surge como um desdobramento do Relatório da Sessão Especial da Assembléia Geral das Nações Unidas sobre a Criança, em 2002, a qual estabeleceu as metas das Nações Unidas para o Milênio. O MTE instituiu e coordena a CONAETI. Sua primeira atribuição foi a elaboração de uma proposta de Plano Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente e, em seqüência, se dedicará a revisão da legislação brasileira e proporá adequações, adaptando-a às Convenções 138 e 182 da OIT. Estabeleceu, também como meta, a revisão da Portaria nº 20, de 13 de setembro de 2001, a qual regulamenta as atividades consideradas perigosas, penosas, insalubres e degradantes, proibidas a qualquer pessoa que não tenha completado 18 anos de idade. A Secretaria Especial de Direitos Humanos SEDH, ligada a Presidência da República, também vem atuando na problemática do trabalho infantil, especialmente no que tange às atividades ilícitas, na implementação do Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Infanto-Juvenil e no Programa Presidente Amigo da Criança 14. O enfrentamento do trabalho infantil conta também com a participação do MPT, que instituiu a Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente, que tem como principal objetivo integrar as Procuradorias Regionais do Análise Situacional do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - PETI 10

11 Trabalho em uma atuação uniforme e coordenada de combate ao trabalho infantil e de regularização do trabalho do adolescente, assim como fomentar a troca de experiências e discussões sobre a temática. A Coordenadoria estabeleceu metas prioritárias, definiu as diretrizes a serem seguidas e as parcerias que viabilizarão as ações efetivas. Entre as metas prioritárias eleitas, estão o combate ao trabalho infantil doméstico, o trabalho de crianças e adolescentes nos lixões e em atividades ilícitas (tráfico de drogas e exploração sexual). No âmbito da sociedade civil organizada podem ser destacadas as importantes ações desenvolvidas por diferentes e inúmeras organizações não governamentais como a Agência de Notícias dos Direitos da Infância ANDI, Cáritas Diocesana, Fórum Nacional dos Direitos da Criança Fórum DCA, Fórum Nacional Lixo e Cidadania, Instituto Ayrton Senna, Instituto Brasileiro de Administração Municipal IBAM, Instituto de Estudos Sócio-Econômicos INESC, Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua MNMMR, Missão Criança e Movimento de Organização Comunitária MOC, entre outras. Outros atores fundamentais são as centrais sindicais e o setor patronal. As centrais sindicais têm se posicionado publicamente contra o trabalho infantil e realizado ações específicas, participando junto com os representantes dos empregadores no FNPETI. Além disso, desde 1996, a Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança vem articulando cadeias produtivas para a pactuação de não empregar crianças, apoiar a escola e investir nos fundos municipais. Desenvolve também o Programa Empresa Amiga da Criança que estimula o crescimento do número de empresas engajadas no enfrentamento do trabalho infantil. As ações dirigidas à prevenção e erradicação do trabalho infantil alcançaram relativo sucesso, conforme a análise dos dados da PNAD/ , apresentando uma diminuição do trabalho infantil. Este decréscimo acontece no período de 1995 a 1996, fato que pode ter como fatores causadores: o crescimento econômico, a estabilização monetária e a elevação real do salário mínimo em 1995, confirmando a relação entre pobreza e trabalho infantil. Em 1999 e 2001, nota-se uma redução nos índices de trabalho infantil. A influência do PETI nesse resultado é reafirmada por uma relação estatística comprovável entre redução do número de crianças e adolescentes trabalhadores e a elevação do número de crianças e adolescentes atendidas pelo PETI, por unidade federativa. O alto nível de correlação entre essas duas variáveis é expresso pelo coeficiente de correlação de 0,91. Ressalta-se que o coeficiente de correlação expressa a relação entre duas variáveis. Os valores do coeficiente de correlação variam entre -1 (máxima correlação negativa), 0 (inexistência absoluta de correlação) e +1 (máxima correlação positiva) (UNICEF, 2004). A evolução do trabalho infantil nesses anos estabelece uma conexão que merece destaque: o PETI teve papel fundamental para a diminuição dos índices de trabalho precoce no Brasil. Relacionando os dados do PETI com as informações sobre as variações quantitativas de crianças e adolescentes inseridos no trabalho infantil, pode-se aferir que o aumento no número de crianças atendidas pelo PETI no período 1999 e 2001 corresponde a 72 por cento da redução no número de crianças trabalhadoras (na faixa de 5 a 15 anos) ocorrida no período A Evolução do Trabalho Infantil no Brasil de 1999 a 2001.UNICEF. Rio de Janeiro, A Evolução do Trabalho Infantil no Brasil de 1999 a 2001,UNICEF. Rio de Janeiro, Análise Situacional do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - PETI

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13 Capítulo II Caracterização do PETI do PETI 2.1 Estrutura do Programa O PETI tem como objetivo a erradicação do trabalho infantil. Os eixos do Programa são o repasse da Bolsa Criança Cidadã; a execução da jornada ampliada; e o trabalho com as famílias, que se subdivide em duas naturezas: socioeducativo e de geração de emprego e renda. O público-alvo é a família que tenha filho (s) na faixa etária de 7 a 15 anos de idade, os quais devem estar inseridos em alguma das formas de trabalho caracterizadas como perigosas, penosas, insalubres ou degradantes, regulamentadas pela Portaria nº 20, publicada em 2001, pelo MTE. Terão prioridade as famílias com renda per capita de até ½ salário mínimo. Os valores da Bolsa Criança Cidadã e da jornada ampliada são diferenciados segundo as áreas rural e urbana. Os valores da Bolsa são de R$25,00 para a área rural e de R$40,00 para área urbana, sendo que para os municípios com população abaixo de habitantes, o valor é de R$25,00, independente da localização geográfica. Para execução da jornada ampliada, são disponibilizados para a área urbana R$10,00 por criança e adolescente, enquanto que para a área rural, R$20,00. Os critérios de permanência da família no Programa são os seguintes: todos os filhos com menos de 16 anos devem estar preservados de qualquer forma de trabalho infantil; a criança e/ou adolescente participante do PETI deverá ter freqüência escolar mínima de 75% e o mesmo percentual de freqüência nas atividades propostas pela jornada ampliada; e as famílias beneficiadas deverão participar das atividades socioeducativas e dos programas e projetos de geração de emprego e renda ofertados. O tempo de permanência no Programa é determinado pela idade da criança e do adolescente, sendo também critério para desligamento a conquista da emancipação financeira da família. O financiamento do Programa e sua gestão estão sob a responsabilidade das três esferas do poder público. O recurso repassado aos Fundos Estaduais de Assistência Social e aos Fundos Municipais de Assistência Social, está alocado no Fundo Nacional de Assistência Social. 2.2 Histórico O marco inicial do enfrentamento do trabalho infantil ocorreu nos fornos de carvão e na colheita da erva-mate de 14 municípios do estado do Mato Grosso do Sul, tendo ao longo dos anos uma expansão significativa, tanto em termos de atendimento, quanto na disponibilização de recursos para a execução das atividades. A normatização está efetivada pela Portaria nº 458, de 4 de Outubro de 2001/SEAS. O PETI conta com inúmeros parceiros, entre eles: MTE, MPT, FNPETI, OIT, UNICEF e Fórum Nacional Lixo e Cidadania. Destaca-se a atuação dos gestores locais e dos membros 13 Análise Situacional do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - PETI

14 das Comissões de Erradicação do Trabalho Infantil como agentes estratégicos de fundamental importância para construção e sucesso do PETI. Nos Gráficos I e II apresenta-se a evolução do Programa. Fonte: Relatório de Gestão 2001 PETI e Gerência Nacional do PETI, Brasília, agosto Para efeitos de análise foram considerados os dados e informações de agosto de 2003 fornecidos pela Gerência Nacional do PETI. No entanto, os dados disponibilizados em março de 2004 mostram que o PETI atendeu em 2003, crianças e adolescentes. 18 Para efeitos de análise foram considerados os dados e informações de agosto de 2003 fornecidos pela Gerência Nacional do PETI. No entanto, os dados disponibilizados em março de 2004 mostram que o PETI contou em 2003 com R$ ,00. Em abril de 2004, a Gerência Nacional do PETI informou que o orçamento de 2003 foi de R$ ,00, diferentemente dos dados apresentados pela Folha de São Paulo em 13 de março de 2004, que indicou R$507,5 milhões como orçamento de 2003 e efetivamente gasto R$405 milhões. Fonte: Relatório de Gestão 2001 PETI e Gerência Nacional do PETI, Brasília, agosto Nota-se que do primeiro ano de execução do Programa para o ano de 1998, o atendimento cresceu cerca de 3.000%, enquanto que os recursos disponibilizados elevaram-se na proporção de 4.000%. De 1999 para 2001, o Programa apresentou um crescimento de cerca de 500% em termos de atendimento e 350% de recursos aplicados. A ampliação da cobertura do Programa de 2001 para 2003 (dados de agosto), em termos de atendimento, implicou na inserção de apenas crianças e adolescentes, representando um incremento muito pequeno, que pode indicar uma desaceleração do Programa. Quando 2002 é comparado com 2003, verifica-se uma estagnação em termos de atendimento e uma diminuição dos recursos financeiros. O PETI atendeu, no ano de 2003, tomando por referência o mês de agosto, crianças e adolescentes, sendo que, destes, eram oriundas da zona rural e da zona urbana, contemplando municípios das 27 unidades da federação. Os recursos disponibilizados pela esfera federal nem sempre são proporcionais à variação do atendimento realizado, ou seja, a relação entre o número de crianças e de adolescentes a serem inseridos e o volume de recursos a serem utilizados depende do mês em que os beneficiários Análise Situacional do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - PETI 14

15 são incluídos no Programa. Comparando os orçamentos do PETI em 2001 e 2002 (Gráfico II), percebe-se um incremento que não representa, proporcionalmente, um acréscimo significativo em termos de expansão do atendimento. As justificativas apontadas são a utilização parcial do orçamento de 2002 para reconhecimento de dívidas de 2001, não empenhadas em face de indisponibilidade de limite orçamentário para tanto, e a utilização de parte do orçamento de 2002 para o atendimento de adolescentes de 15 anos em situação de risco extremo, nas estratégias operadas pelos Programas Agente Jovem de Desenvolvimento Social e Humano e Sentinela. Houve uma redução nos recursos aplicados no PETI pela esfera federal em 2003, mas que não ocasionou diminuição no número de crianças e adolescentes atendidos, tendo existido, ao contrário, um ligeiro aumento em relação ao ano de A diminuição dos recursos não afetou diretamente o público atendido pelo PETI, já que se estima que o impacto da redução tenha recaído sobre a jornada ampliada e outras ações desenvolvidas pelo Programa, em especial as de geração de emprego e renda. O desembolso mensal de recursos do Programa, tomando como base o mês de agosto de 2003, foi da ordem de R$ ,00. Destes, R$ ,00 foram destinados à concessão da Bolsa Criança Cidadã e R$ ,00 repassados aos municípios para manutenção da jornada ampliada. Os recursos disponibilizados e o atendimento efetivado representam que o governo federal tem assumido, ainda que de forma limitada, os compromissos com o enfrentamento do problema. 15 Análise Situacional do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - PETI

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17 Capítulo III Descrição e análise Descrição e análise dos dados dos dados 3.1 Considerações sobre os procedimentos metodológicos Os dados a serem apresentados foram obtidos pelos questionários enviados aos estados e municípios beneficiados pelo Programa. Os instrumentos de coleta de informações são diferenciados segundo as unidades da federação e municípios. Algumas observações devem ser tecidas frente às dificuldades para consolidação dos dados e informações: (1) os questionários não foram submetidos a teste piloto junto aos gestores ou responsáveis pelo Programa, o que inviabilizou possíveis correções prévias; (2) os informantes não foram capacitados para o correto preenchimento dos questionários; (3) o tempo para o envio, preenchimento e tabulação dos dados não atendeu a realidade de vários municípios e estados que, por esse motivo, não devolveram os instrumentos preenchidos; (4) as respostas, em sua maioria, não alcançaram 100% dos informantes, ocorrendo até mesmo um caso de município que devolveu o instrumento sem qualquer resposta, fato que levou à decisão de desconsiderá-lo; (5) os dados obtidos em determinadas questões suscitam dúvidas, visto que exigiriam monitoramento sistemático e específico, como por exemplo a melhoria na capacidade de ler, de escrever e de interpretar das crianças e dos adolescentes inseridos no PETI; (6) os instrumentos excluem percepções de atores importantes sobre o tema, como por exemplo, os empresários locais, o setor educacional, o terceiro setor, as crianças e os adolescentes e as famílias; (7) os questionários são constituídos, em sua maioria, por questões objetivas. Quanto às questões subjetivas, além de consolidarem um quadro de diversidades, não foram respondidas de modo satisfatório, registrando, em sua maioria, percentuais sem relevância estatística, apesar da importância das mesmas para assinalar as dificuldades para erradicação do trabalho infantil; (8) algumas informações dessa análise, ao serem comparadas aos dados obtidos pela avaliação nacional do Programa realizada em 2000 e cujos dados foram publicados em 2001, indicaram categorizações diferenciadas, dificultando o processo; (9) determinados dados e informações apresentados no Relatório de Gestão da Assistência Social 2001, publicado pela Secretaria de Estado de Assistência Social SEAS/MPAS em junho de 2002, não coincidem com determinados dados e informações fornecidos pela Gerência Nacional do PETI - Ministério da Assistência Social, em novembro de Análise Situacional do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - PETI

18 Além disso, os dados apresentados pela Gerência Nacional do PETI, em 2004, são também divergentes em termos dos recursos financeiros alocados. A seguir, apresentam-se a descrição e a análise dos dados. A disposição das informações obedeceu a mesma categorização estabelecida no questionário. 3.2 Caracterização do PETI nos estados e municípios Foram enviados questionários para as 27 unidades da federação e os municípios inseridos no PETI. Foram recebidos preenchidos 24 questionários de estados e de municípios, conforme demonstrativo no quadro abaixo: Os estados do Acre, Rondônia e Roraima não encaminharam os questionários preenchidos em tempo determinado, assim como não foi possível incluir na consolidação as informações das capitais de Rio Branco, Manaus, Curitiba, Recife, Rio de Janeiro e Porto Alegre. A Tabela 1 mostra as capitais e estados que não encaminharam os questionários preenchidos, fato que poderia ter sido evitado, se a articulação com os Fóruns de Erradicação do Trabalho Infantil tivesse sido realizada para efetivação do processo de coleta de dados e informações. As informações acima indicam que em oito unidades da federação, nem mesmo 50% dos municípios encaminharam o questionário. Entre estas, quatro são oriundas da Região Norte do Brasil. Além disso, 13 unidades da federação não conseguiram encaminhar 60% dos questionários dos municípios atendidos em cada localidade. A única unidade da federação que atingiu 100% dos questionários encaminhados foi o Distrito Federal, o qual possui uma realidade peculiar, pois em seu território não existem municípios. Os questionários foram encaminhados via Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos ECT e por meio de correio eletrônico, sendo confirmado o recebimento, pelos informantes da esfera estatal. Os dados que não foram obtidos pelos estados e municípios podem indicar algumas dificuldades, tais como: os gestores não tiveram tempo hábil ou informações suficientes para o encaminhamento dos questionários; a ECT não conseguiu entregar todos os instrumentos aos municípios destinados no período proposto; os informantes não estavam sensibilizados para a importância do fornecimento dos dados; os municípios tiveram receio de disponibilizar dados que pudessem não refletir a realidade com exatidão; ou até mesmo não se encontravam preparados para o envio das informações, seja do ponto de vista financeiro, ou do monitoramento do Programa. Estas considerações merecem maior investigação. Os municípios analisados representam cerca de 62% do total de municípios inseridos no PETI, contemplando um universo de famílias e crianças e adolescentes, ou seja, em torno de 62% do universo total atendido. Das informações prestadas com relação à distribuição geográfica das famílias, identificou-se que cerca de 48% são oriundas da área rural e aproximadamente 52% da área urbana. Nos municípios analisados, quanto à distribuição geográfica das famílias atendidas, cerca de 80% responderam a questão, ou seja, esta realidade reflete 49% dos municípios atendidos pelo PETI. Das crianças e adolescentes contemplados na análise, 52% são oriundas da área urbana contra 48% da área rural. Esta informação foi prestada por 100% dos municípios, podendo confirmar que, quanto ao repasse de recursos, os municípios parecem estar seguros ou disponibilizam com maior facilidade as informações solicitadas, ou ainda, esta questão foi melhor elaborada quando comparada às demais. Análise Situacional do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - PETI 18

19 Tabela 1 Número de estados e municípios atendidos pelo PETI e número de estados e municípios que enviaram o questionário (em números absolutos e %) UF Municípios Municípios que Questionários Questionários PETI responderam % das capitais dos Estados Acre ,4 Não Não Alagoas ,0 sim Sim Amapá ,5 sim Sim Amazonas ,5 não Sim Bahia ,4 sim Sim Ceará ,4 sim Sim Distrito Federal sim Sim Espírito Santo ,9 sim Sim Goiás ,6 sim Sim Maranhão ,1 sim Sim Mato Grosso ,6 sim Sim Mato Grosso do Sul ,8 sim Sim Minas Gerais ,1 sim Sim Pará ,4 sim Sim Paraíba ,9 sim Sim Paraná ,8 não Sim Pernambuco ,0 não Sim Piauí ,3 sim Sim Rio de Janeiro ,9 não Sim Rio Grande do Norte ,7 sim Sim Rio Grande do Sul ,7 não Sim Rondônia ,7 sim Não Roraima ,8 sim Não Santa Catarina ,4 sim Sim São Paulo ,8 sim Sim Sergipe ,7 sim Sim Tocantins ,7 sim Sim Total ,6 Fontes: questionários preenchidos pelos municípios compreendidos na Análise Situacional do PETI, 2003; e dados consolidados pela Gerência Nacional do PETI, Brasília, agosto de Quanto ao sexo, 46% são meninas e 54% são meninos, enquanto que, na classificação segundo a cor, 35% são da cor branca, 46% são pardos e 15% da cor preta (perfazendo 61% de negros), 2% são amarelos e 2% são indígenas. Os dados apresentados nessa análise podem estar indicando alteração em áreas de trabalho infantil, registrando um limitado decréscimo nos índices de trabalho infantil rural. Os meninos ainda prevalecem nas atividades laborais, corroborando as 19 Análise Situacional do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - PETI

20 informações anteriores, porém, registra-se que no trabalho infantil doméstico esta realidade se inverte. Ressalta-se que o PETI conta em seu atendimento com crianças e adolescentes oriundas desse tipo de atividade, mesmo não sendo considerada como pior forma de trabalho infantil. Quanto ao aspecto de raça/cor, um dado merece destaque: o número de crianças e adolescentes trabalhadores negros é superior aqueles de cor branca, confirmando que a questão racial está estreitamente vinculada às questões socioeconômicas. Foi informada a existência de centros/espaços/núcleos destinados à jornada ampliada, sendo identificado que cerca de 58% estão localizados na zona rural e 42% na zona urbana, sendo mais representativo o número de centros informados pelos estados de Bahia, Goiás e Minas Gerais. Atuam na jornada ampliada monitores, dos quais 40% estão lotados na zona rural e 60% na zona urbana. Apesar de haver maior concentração de crianças oriundas da área urbana, o maior número de centros/espaços/núcleos de jornada ampliada está localizado em áreas rurais, porém, um maior número de monitores está lotado na zona urbana. De acordo com informações encaminhadas à Gerência Nacional do PETI, normalmente na zona rural os espaços ocupados para a realização da jornada ampliada são escolas rurais, as quais geralmente são em maior número e pequenas, contando com número reduzido de crianças. A zona rural conta com recursos humanos escassos; por vezes, um único monitor executa todas as ações, enquanto na zona urbana há a diversidade de ações com monitores capacitados para tarefas específicas. Na zona urbana há a probabilidade maior da existência de salas mais amplas, com uma demanda de crianças e adolescentes por sala também maior, exigindo, às vezes, a presença de mais de um monitor por sala. O número estimado de crianças e adolescentes que ainda trabalham, conforme informações fornecidas pelos municípios, é de Esta informação foi disponibilizada por cerca de 69% dos municípios compreendidos na amostra, representando 43% do universo total dos municípios beneficiados com o PETI. Indaga-se se a dificuldade para emissão dessa informação foi em função da insuficiência de mecanismos de averiguação que expressem o quantitativo de crianças e adolescentes que trabalham nas localidades em estudo. As tabelas a seguir apresentam, em termos percentuais, as atividades por eles apontadas, segundo distribuição por área. Das atividades desenvolvidas pelas crianças e adolescentes que ainda trabalham na área urbana, ganha destaque o trabalho infantil doméstico, sendo que este tipo de exploração existe em cerca de 69% dos municípios. Provavelmente o sistema de denúncia e outros mecanismos para identificação do trabalho infantil doméstico esteja contribuindo para a visualização de tal situação de trabalho precoce. Há um percentual significativo de respostas que evidenciam o quantitativo de municípios (22%) onde se encontram crianças e adolescentes em atividades de exploração sexual, enquanto que nos estados, cerca de 54% registraram também esta situação. A implantação do Programa Sentinela deveu-se, entre outros fatores, pela ineficiência e inadequação do PETI frente a este tipo de exploração do trabalho, o qual requer formas de intervenção específicas, distintas das aplicadas pelo Programa em análise. Outro tipo de trabalho infantil, não menos importante, indicado pela Tabela 2, é o comércio (tráfico) de drogas. Esta situação requer cuidados para além do acesso aos direitos sociais, visto que é atividade ilícita e que garante à criança e ao adolescente envolvidos, não somente uma condição econômica favorável, mas incorpora um certo empoderamento da pessoa frente aos seus pares. Análise Situacional do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - PETI 20

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