Relatório de Atividades 2013

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1 Relatório de Atividades 2013 Relatório de Atividades Filantrópicas referente ao ano de 2013 Fevereiro de

2 SUMÁRIO Sobre o Viva Rio... 3 SEGURANÇA HUMANA... 4 ASSISTÊNCIA MEIO AMBIENTE EDUCAÇÃO COMUNICAÇÃO VOLUNTARIADO ANEXO ANEXO

3 Sobre o Viva Rio O Viva Rio nasceu em resposta ao clima de insegurança e indignação que permeava a cidade do Rio de Janeiro. Em julho de 1993, oito meninos de rua foram assassinados em frente à Igreja da Candelária, no centro da cidade. No mês seguinte, um grupo de policiais militares entrou na favela de Vigário Geral e matou 21 pessoas. Sob o impacto dessas tragédias, um grupo de 40 pessoas, vindas de diversos setores da sociedade, se reuniu em torno de uma pergunta: O que nós, cidadãos, podemos fazer?. Em 1995, o Viva Rio tornou-se uma Organização não Governamental, sem fins lucrativos. Assim, pôde dedicar-se com mais eficiência à implementação de projetos que demonstram que soluções para a violência são viáveis e estão ao nosso alcance (dos nossos governos e da sociedade). Desde então, atua no interior de comunidades de baixa renda e, particularmente, em áreas violentas. Desenvolve pesquisas; produz campanhas de mobilização popular; executa projetos e trabalha para propor e acompanhar o desenvolvimento de políticas públicas. Desde 1999, passou a agir também em escala Internacional. Hoje, seja no tema da violência juvenil, da reforma das instituições de segurança, ou da reabilitação dos espaços urbanos, o Viva Rio atua entre o local e o internacional, construindo redes de relacionamento entre diferentes atores e entidades. A partir das experiências vividas nas favelas do Rio de Janeiro, chega a outros contextos, em especial, a países da América Latina, Caribe e África. Missão do Viva Rio: Promover a cultura de paz e viabilizar a inclusão social. 3

4 SEGURANÇA HUMANA 4

5 1. Informações Técnicas 1.1. Área (Coordenação do Projeto) Segurança Humana 1.2. Nome do Projeto Projeto de Artes Marciais Faz Paz 1.3. Coordenador da Área Ubiratan Ângelo 1.4. Coordenador da Atividade Sandro Costa 1.5. Descrição das atividades/serviços Desenvolvidos O projeto visa aplicar cursos de artes marciais mistas para jovens residentes do território. Os cursos serão ministrados por professores com notório saber em lutas como jiu-jitsu, muay-thai, boxe, taekwondo e wrestiling. O intuito é enfatizar que as artes marciais, se corretamente aplicadas, podem ser uma opção saudável para o corpo e a mente, envolvendo conhecimentos disciplinares em prol de uma cultura de paz. Também objetiva promover a aproximação dos jovens das comunidades atendidas pelas equipes de saúde para permitir que sejam desenvolvidas ações para aperfeiçoar os conhecimentos básicos de diversos temas que impactam sobre a saúde das pessoas Objetivo Promover aulas de artes marciais, como Tae-Kwon-Do, Boxe e Muay-thai para jovens de 12 a 18 anos moradores das comunidades e adjacências; Identificar talentos em artes marciais para competições nacionais e internacionais das modalidades olímpicas e MMA (Artes Marciais Mistas), bem como fomentar a socialização, promover cidadania e a cultura de paz; Promover roda de conversas entre os alunos do Projeto e profissionais da Estratégia Saúde da Família sobre temas eleitos pelos profissionais de saúde, para a promoção da saúde e espaços saudáveis, utilizando o conceito mais ampliado de saúde; Valorizar o desenvolvimento local através de contratações de profissionais de artes marciais que sejam moradores das respectivas comunidades; 5

6 Prover os recursos materiais e humanos, bem como a adequação do espaço físico de cada local para permitir o desenvolvimento das artes marciais Período de realização 12 meses (período integral de 2013) 1.8. Resultados obtidos As atividades estão sendo desenvolvidas com sucesso, proporcionando os primeiros resultados nos campeonatos e a mudança comportamental dos frequentadores das atividades. Casa de Cultura Milton Santos Inscrições e manutenção das atividades desenvolvidas; participação dos alunos em campeonatos com excelentes resultados; ótima interação com a comunidade local Índice de desempenho Inscrições e manutenção de mais de 160 jovens para as modalidades de Jiu-Jitsu e Muaythai que estão distribuídos em 3 (três) turmas entre os turnos da manhã e tarde de 2ª a 6 feira; Acompanhamento do processo de compra de materiais para as atividades e uniformes; Inscrição e acompanhamento dos alunos aptos em campeonatos de Jiu-Jitsu e Muay-thai Público Alvo Jovens em situação de vulnerabilidade social residentes nas comunidades: Tabajaras, Costa Barros e Penha Número total de beneficiários atendidos 160 jovens atendidos Número de beneficiários atendidos de forma gratuita 100% Percentual da gratuidade parcial 0% Número de beneficiários atendidos de forma não gratuita 0% 2. Informações Financeiras 6

7 2.1. Financiador Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro 2.2. Orçamento R$ , Valor Recebido R$ ,00 3. Avaliação Final 3.1. Avaliação Final Os benefícios alcançados foram: Consolidação das parcerias comunitárias nos seguintes territórios: Sylvio Braunner Continuidade das atividades já desenvolvidas; Dante Romanó Inscrições e manutenção das atividades desenvolvidas. Portus e Quitanda Incorporação das atividades já realizadas nesta unidade para os projetos da variável-1. Casa de Cultura Milton Santos Inscrições e manutenção das atividades desenvolvidas; participação dos alunos em campeonatos com excelentes resultados; ótima interação com a comunidade local. João Barros Barreto Em parceria com a Unidade João Barros Barreto iniciou-se o Projeto FAZ PAZ MMA na quadra esportiva da Comunidade do Tabajaras em Botafogo. 7

8 1. Informações Técnicas 1.1. Área (Coordenação do Projeto) Segurança Humana 1.2. Nome do Projeto Plataforma de Expansão da Tecnologia Social do Rio de Janeiro (TSRIO) 1.3. Coordenador da Área Ubiratan Ângelo 1.4. Coordenador da Atividade Carlos Roberto Oliveira Cesar Fernandes 1.5. Descrição das atividades/serviços Desenvolvidos Sistematização do conhecimento social empírico acumulado no Estado do Rio de Janeiro, contribuindo para que se transforme numa Tecnologia Social passível de transferência para outros Estados e Regiões Objetivo Sistematização de boas práticas sociais realizadas no Estado do Rio de Janeiro nas últimas décadas, sob uma forma didática e atraente, propícia à sua disseminação Produção de manuais descritivos e aplicativos nos campos do Policiamento de Proximidade em Áreas sujeitas à Violência Armada; da Gestão de Resíduos Sólidos e da Geração de Bio Energia; da Educação Inclusiva de Jovens em situação de risco social; da Assistência Básica de Saúde em bairros pobres. Produção de material promocional que apresente os conteúdos acima referidos em linguagem amigável a formadores de opinião e operadores de políticas públicas. Construção de uma plataforma WEB para divulgação e implementação dos modelos de tecnologia social do Rio de Janeiro através de Crowdfunding e outras fontes de financiamento Período de realização Outubro de 2013 a Dezembro de

9 1.8. Resultados obtidos Entrevistas com especialistas sobre política da pacificação da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ). Coleta de informações sobre programas de intervenção para resolução de conflitos urbanos, especialmente em zonas de alta vulnerabilidade social. Além disso, o projeto coletou informações sobre gestão de biodigestores, especialmente os dados referentes a política usada na região serrana do Rio de Janeiro Índice de desempenho Até o momento, foram coletadas informações de 03 áreas em relação às 07 áreas incluídas no projeto. Porém o projeto ainda permanecerá ativo durante todo o ano de Calcula-se que o material coletado, até o momento, seja transcrito em cerca de 100 páginas Público Alvo Poder público de outros municípios e estados do Brasil. Além disso, o material desenvolvido poderá ser utilizado em outros países que possuem demandas semelhantes àquelas do território fluminense Número total de beneficiários atendidos Cerca de 8 pessoas entrevistas e 04 instituições atendidas pelo projeto Número de beneficiários atendidos de forma gratuita 100% Percentual da gratuidade parcial 0% Número de beneficiários atendidos de forma não gratuita 0% 2. Informações Financeiras 2.1. Financiador Cooperacion Andina de Fomento (CAF) 2.2. Orçamento US$ ,00 ou cerca de R$ ,00 9

10 2.3. Valor Recebido US$ ,00 3. Avaliação Final 3.1. Avaliação Final O projeto permanece na fase inicial, onde consultores estão coletando informações técnicas de especialistas em segurança pública, biodigestores e mediação de conflitos. Espera-se que nos próximos meses de 2014, o projeto inclua as áreas restantes e desenvolva a sistematização das tecnologias sociais. Por fim, o projeto apoiará a exportação desses conhecimentos para outras cidades, estados ou países. 10

11 1. Informações Técnicas 1.1. Área (Coordenação do Projeto) Segurança Humana 1.2. Nome do Projeto Curso de Cidadania e Responsabilidade para Policiais 1.3. Coordenador da Área Ubiratan Ângelo 1.4. Coordenador da Atividade Fabiano Monteiro 1.5. Descrição das atividades/serviços Desenvolvidos O curso proposto visa qualificar policiais envolvidos no processo de pacificação em territórios anteriormente dominados e influenciado pelas ações de traficantes de drogas na cidade do Rio de Janeiro Objetivo 1. Qualificar de 200 policiais que servirão como multiplicadores em questões relacionadas aos direitos humanos e ajudar a desenvolver uma integração entre a polícia ea sociedade em áreas pacificadas do Rio de Janeiro; Aumentar o compromisso dos atores inseridos no sistema de segurança pública, a fim de garantir os direitos humanos básicos para a população da área pacificada; Preparar material didático (áudio visual e textual) para estar disponível para a Polícia Militar PMERJ-Estado do Rio de Janeiro, com o objetivo de formar novos agentes policiais que atuam em áreas pacificadas e não pacificadas; Disseminar o debate sobre a participação dos órgãos de segurança pública no desenvolvimento local, especialmente com relação à: (1) a manutenção da paz social, (2) a coordenação na resolução de problemas locais, (3) a inclusão social dos jovens Período de realização Fevereiro de 2013 a Dezembro de Resultados obtidos O projeto capacitou 205 policiais atuantes em áreas pacificadas, habilitando-os para atuarem junto à rede de proteção local na temática de direitos humanos, direitos de grupos 11

12 vulneráveis, redes locais, etc Índice de desempenho O projeto tinha como objetivo capacitar 200 policiais e capacitou 205 agentes. O sucesso pode ser metido pelo número de visitas técnicas feitas policiais aos órgãos da rede de proteção social, buscando novas saídas para casos que têm uma dimensão extra-criminal Público Alvo Policiais que servirão como multiplicadores em questões relacionadas aos direitos humanos e ajudar a desenvolver uma integração entre a polícia e a sociedade em áreas pacificadas do Rio de Janeiro Número total de beneficiários atendidos 205 alunos Número de beneficiários atendidos de forma gratuita 100% Percentual da gratuidade parcial 0% Número de beneficiários atendidos de forma não gratuita 0% 2. Informações Financeiras 2.1. Financiador AUSAID 2.2. Orçamento AUD ,89 (dólar australiano) ou cerca de R$ , Valor Recebido AUD ,89 12

13 3. Avaliação Final 3.1. Avaliação Final A avaliação do projeto é positiva, pois os participantes se sentiram mais inclinados a se envolver nas tecnologias sociais aplicadas ao desenvolvimento social das favelas. No contexto do combate bélico ao tráfico, a polícia era marcada por um alto nível de letalidade e com baixa popularidade junto aos moradores. Com a força da convivência e com capacitações específicas como esta é possível perceber um aumento da credibilidade da polícia junto aos moradores, bem como uma postura mais cooperativa com os mesmos. 13

14 1. Informações Técnicas 1.1. Área (Coordenação do Projeto) Segurança Humana 1.2. Nome do Projeto Acolhendo e garantindo direitos! Violência Doméstica 1.3. Coordenador da Área Ubiratan Ângelo 1.4. Coordenador da Atividade Lidiane Malanquini 1.5. Descrição das atividades/serviços Desenvolvidos O projeto visa elaborar cartilha elucidativa e curso de capacitação sobre violência doméstica/intrafamiliar, para os profissionais da Estratégia de Saúde da Família (ESF) da Área Programática 3.3 e 2.1 Agentes Comunitários de Saúde, Assistentes Sociais, Enfermeiros, Gerentes de Unidade, Médicos, Psicólogos, Dentistas, Auxiliares de Saúde Bucal e Técnicos de Enfermagem Objetivo Produção de material didático sobre Violência Doméstica para profissionais da Estratégia de Saúde da Família; Capacitar profissionais da Estratégia de Saúde da Família sobre a temática Violência Doméstica; 1.7. Período de realização Janeiro de 2013 a Dezembro de 2013 (12 meses) 1.8. Resultados obtidos Neste período, o Conselho Consultivo da Cartilha Construindo Juntos: profissionais e usuários da Estratégia de Saúde da Família lidando com a Violência Doméstica! conseguiu finalizar a análise do conteúdo e apresentação gráfica do material. Atualmente, 14

15 estão acontecendo os pré-testes da cartilha e apreciação desta pelos coordenadores das CAP 2.1 e 3.3. A previsão é que após a aprovação e últimas modificações o material seja reproduzido e iniciemos a 3ª etapa do projeto (Capacitação dos profissionais da Estratégia de Saúde da Família). Neste período, também já iniciamos o diálogo com as CAP 2.1 e 3.3 para pensarmos a estrutura e dinâmica do curso em cada área, bem como a definição do número de profissionais atendidos e carga horária Índice de desempenho 100% das 15 equipes capacitadas durante o período planejado Público Alvo Agentes Comunitários de Saúde, Assistentes Sociais, Enfermeiros, Gerentes de Unidade, Médicos, Psicólogos, Dentistas, Auxiliares de Saúde Bucal e Técnicos de Enfermagem Número total de beneficiários atendidos 15 equipes, totalizando 180 profissionais capacitados Número de beneficiários atendidos de forma gratuita 100% Percentual da gratuidade parcial 0% Número de beneficiários atendidos de forma não gratuita 0% 2. Informações Financeiras 2.1. Financiador Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro 2.2. Orçamento R$ , Valor Recebido R$ ,00 15

16 3. Avaliação Final 3.1. Avaliação Final Foram realizadas reuniões sistemáticas ao longo do ano de 2013 para elaboração do conteúdo teórico e gráfico da cartilha Construindo Juntos: profissionais e usuários da estratégia de saúde da família lidando com a Violência Doméstica. O Conselho Consultivo é composto por representantes do Nível Central da Secretaria Municipal de Saúde e das CAP envolvidas (2.1 e 3.3) e profissionais da OSS Viva Rio Saúde. No final de setembro foi aprovado tanto o conteúdo teórico e gráfico do material. 16

17 ASSISTÊNCIA 17

18 1. Informações Técnicas 1.1. Área (Coordenação do Projeto) Assistência Social 1.2. Nome do Projeto Viva Rio Inclusão Programa de Inclusão Social para PCD 1.3. Coordenador da Área Alexandre Fernandes 1.4. Coordenador da Atividade Alexandre de Góes 1.5. Descrição das atividades/serviços Desenvolvidos O projeto Viva Rio Inclusão visa atender uma parcela significativa da população que se situa como portador de deficiência, incluindo deficiências físicas, visuais, auditivas ou mentais. O programa é dividido em quatro eixos operacionais: 1) qualificação para o mercado de trabalho; 2) estudos de avaliação e atendimento para pessoas com deficiência no programa Estratégia da Saúde da Família no município do Rio de Janeiro; 3) debate e sensibilização sobre o tema da inclusão de pessoas com deficiência; 4) promoção de redes intersetoriais sobre o mesmo tema; 5) ação voltada a ressocialização de crianças e adolescentes com deficiência com base na metodologia de Brinquedotecas Comunitárias. É importante ressaltar que a simples inclusão das pessoas com deficiências no mercado de trabalho, sem um estudo e trabalho específico, tem como resultado sua total exclusão. O simples cumprimento de cotas pela iniciativa privada não significa inclusão. Atualmente, é quase impossível que as empresas consigam cumprir as cotas estabelecidas por lei. E não é por falta de vontade. A inclusão atual é realizada sem a preocupação adequada por parte do Estado, quanto à adequação (habilitação e reabilitação) do deficiente ao exercício da função e ao novo mundo do trabalho. Portanto, ao longo do ano de 2013, o Viva Rio desenvolveu atividades que visam integrar as pessoas com deficiência no quadro socioeconômico de empresas, políticas públicas e na própria sociedade. Assim, o tema ganhou tamanha notoriedade que se tornou um programa prioritário para a organização, mobilizando todos os departamentos e projetando uma nova visão de respeito e inclusão dessa população. 18

19 1.6. Objetivos a) Analisar o ambiente de trabalho das pessoas com deficiências; b) Avaliar o impacto da inclusão das pessoas com deficiência no ambiente de trabalho; c) Sensibilizar os profissionais da importância da inclusão das pessoas com deficiências no mercado de trabalho. d) Avaliar o atendimento de pessoas com deficiência no tocante à política de Atenção Primária desenvolvida pela Estratégia da Saúde da Família; e) Fortalecer e formar uma rede de mobilização, entre instituições, órgãos públicos e pessoas, para discutir o papel das políticas públicas e os direitos das pessoas portadoras de deficiência; f) Promover a ressocialização de crianças e adolescentes, com deficiência, por meio de metodologias pautadas em Brinquedotecas Comunitárias 1.7. Período de realização Janeiro de 2013 a Dezembro de 2013 (ainda ativo) 1.8. Resultados obtidos O Viva Rio obteve os seguintes resultados: Publicação de um Diagnóstico sobre Pessoas com Deficiência dentro do Programa Estratégia da Saúde da Família; Desenvolvimento de Cursos de Capacitação para Sensibilização na Gestão para Questões Voltadas às Pessoas com Deficiência; Seminário O Desafio da Inclusão Social de Pessoas com Deficiência ; Levantamento estatístico dos usuários do Saúde da Família que são registradas como Pessoas com Deficiência; Programa de Inclusão e Recrutamento profissional de Pessoas com Deficiência. 19

20 Além das ações de sensibilização ou qualificação para o mercado de trabalho, o Viva Rio também promoveu atividades visando a ressocialização de crianças e adolescentes, oriundas de áreas vulneráveis, que possuem deficiências físicas, mentais, auditivas ou visuais. A seguir é apresentada a matéria do Jornal O DIA em relação a esta ação: 20

21 1.9. Índice de desempenho Os índices de desempenho das atividades são desenvolvidos em duas categorias: (1) percentagem de PCD que são atendidas no programa Saúde da Família das áreas programáticas da 2.1, 3.1 e 3.3; e (2) índices qualitativos e quantitativos amostrais obtidos no Diagnóstico dos Questionários de Pessoas com Deficiência. A seguir são apresentados alguns dados relevantes para composição desses índices: Total de PCD cadastrados na base de dados do programa Estratégia da Saúde da Família, nas áreas programáticas 2.1, 3.1 e 3.3: AP TOTAL DE DEFICIENTES TOTAL DE CADASTRADOS % DEFICIENTES ,26% ,33% ,28% TOTAL ,30% Esse resultado revela que as operações controladas e monitoradas pelo Viva Rio impactam 2978 pessoas que se enquadram no âmbito da política de PCD. Dessas, 1739 são caracterizadas por deficiência visuais, 436 com deficiências auditivas, 686 com deficiências motoras e 118 com deficiências mentais. Em relação a esta segunda categoria, índices foram medidos conforme uma pesquisa amostral para compor o Diagnóstico de PCD que trabalham em unidades ou clínicas do programa Saúde da Família. A seguir são apresentados os seguintes resultados: O seu posto de trabalho oferece condições de mobilidade? Condições de Mobilidade Nenhuma 1 Muito pouca 1 Pouca 1 Muita 5 Extrema 6 21

22 A sua condição de pessoa com deficiência interfere no seu desempenho? Condição interfere no desempenho Nem um pouco 8 Muito pouco 4 Um pouco 2 Seu gerente/coordenador oferece suporte ao seu trabalho? Gerente oferece suporte Nenhum suporte 1 Algum suporte 3 Bastante suporte 4 Total suporte 6 Veja o anexo 1 e anexo 2 para analisar mais detalhes sobre o (2) diagnóstico das entrevistas e sobre os (1) números de controle do programa do Estratégia da saúde da Família Público Alvo Pessoas com deficiência da cidade do Rio de Janeiro, gestores de políticas públicas e outros profissionais que lidem com o mesmo tema Número total de beneficiários atendidos Cerca de pessoas portadoras de deficiência caracterizadas por deficiências visuais, motoras, auditivas ou mentais Número de beneficiários atendidos de forma gratuita 100% Percentual da gratuidade parcial 0% Número de beneficiários atendidos de forma não gratuita 0% 22

23 2. Informações Financeiras 2.1. Financiador Essas ações são incentivadas por programas de inclusão social que são desenvolvidas em parceria com o Estratégia da Saúde da Família Orçamento R$ Valor Recebido R$ Avaliação Final 3.1. Avaliação Final A avaliação final do projeto mostrou-se, até o momento, satisfatória. Segundo o Diagnóstico das entrevistas com Pessoas com Deficiência (anexo 2), o trabalho proposto no programa Estratégia da Saúde da Família (nas áreas 2.1, 3.1 e 3.3) tem sido acima das expectativas. Basta ressaltar que 86% dos profissionais PCD não veem nenhuma atitude ofensiva em função de comportamentos preconceituosos. Também cabe evidenciar que 93% dos entrevistados possuem boa ou ótima relação com seus colegas de trabalho. O estudo sobre os indicadores quantitativos, de pessoas autodeclaradas PCD, incluídas no programa Estratégia da Saúde da Família também revelam que há a necessidade em ampliar o escopo operacional da Atenção Básica para esse público. Tendo em vista que o programa é construído para prevenir patologias e proporcionar saúde, cabe ressaltar que novas ações podem ser propostas para lidar especialmente com esse público. Com base nas observações anteriores, foram desenvolvidas atividades que focam em segmentos específicos do público PCD: tais como as brinquedotecas comunitárias, principalmente a Maurício de Souza (anexo 3), próxima à favela da Rocinha (zona sul do Rio de Janeiro). Nela, são desenvolvidas atividades com crianças especiais (especialmente aquelas que possuem deficiências mentais) em um espaço lúdico, mostrando à importância do brincar na educação. Este espaço possibilita às crianças realizarem atividades lúdicas e a explorarem as suas curiosidades, o que promoverá sua socialização e compartilhamento de alegrias. 23

24 1. Informações Técnicas 1.1. Área (Coordenação do Projeto) Saúde e Assistência 1.2. Nome do Projeto Projeto de Acolhimento Institucional Voltado a Crianças e Adolescentes Usuários de Substâncias Psicoativas, Especialmente Crack 1.3. Coordenador da Área Ana Schneider 1.4. Coordenador da Atividade Marília Rocha 1.5. Descrição das atividades/serviços Desenvolvidos As crianças e adolescentes serão encaminhadas das centrais de recepção para as casas, após terem sido avaliadas por equipes multiprofissional da central com os devidos encaminhamentos judiciais. A equipe multiprofissional das casas de acolhimento fará o acolhimento e avaliação, bem como a construção do projeto individual de cada indivíduo considerando a autonomia do indivíduo, o vínculo (ou seu reestabelecimento) com a família e os recursos comunitários existentes em seu território como escola, local para desenvolvimento de atividades esportivas e de lazer. As equipes deverão estar articuladas com os serviços de atenção psicossocial do território bem como unidade de saúde de referência Objetivo O serviço de acolhimento será destinado excepcionalmente para crianças e adolescentes de ambos os sexos sob medida de proteção (Art. 98 /ECA) e em situação de risco pessoal e social, cujas famílias ou responsáveis encontrem-se temporariamente impossibilitados de cumprir sua função de cuidado e proteção. Estes serviços terão como objetivo preservar vínculos com a família de origem, salvo determinação judicial em contrário; e desenvolver com os adolescentes condições para a independência e o autocuidado Período de realização Junho de 2013 a Dezembro de 2013 (7 meses) Ainda ativo 24

25 3.3. Resultados obtidos Acolhimento de 100 crianças em 05 casas no município do Rio de Janeiro (Bangu, Penha, Bonsucesso, Jacarepaguá e Del Castilho) Índice de desempenho Em cada casa moram até 20 crianças e adolescentes, que dispõem de sala de informática, biblioteca, salas multiuso com jogos e brinquedos e área de convivência. A ideia é que as unidades promovam a ressignificação das vidas desses meninos e meninas e ajudem na sua gradual reinserção familiar e comunitária Público Alvo Cerca de 100 vagas para jovens entre 12 e 17 anos, usuários de drogas psicoativas, especialmente crack Número total de beneficiários atendidos 100 crianças e adolescentes usuários de substâncias psicoativas, especialmente crack 1.8. Número de beneficiários atendidos de forma gratuita 100% 1.9. Percentual da gratuidade parcial 0% Número de beneficiários atendidos de forma não gratuita 0% 2. Informações Financeiras 2.1. Financiador Secretaria Municipal de Assistência Social 2.2. Orçamento R$ , Valor Recebido em 2013 R$ ,69 25

26 3. Avaliação Final 3.1. Avaliação Final A parceria do Viva Rio com o Município e o Estado é fundamental para criar uma rede. Já tarbalha-se de forma integrada com as secretarias municipais, isso encorpa o trabalho. O modelo de reabilitação por confinamento fracassou. Temos que dar estímulo e condições para que o jovem queira estar aqui e mudar sua vida, saindo da situação de risco. O projeto Casa Viva foi ampliado pela Secretaria de Desenvolvimento Social. As cinco unidades já estão em funcionamento. Em parceria com o Viva Rio, a prefeitura oferecerá ao todo 100 vagas no novo modelo especializado no acolhimento de menores com dependência química. 26

27 MEIO AMBIENTE 27

28 1. Informações Técnicas 1.1. Área (Coordenação do Projeto) Meio Ambiente 1.2. Nome do Projeto Trabalho socioambiental no programa de esgotamento sanitário do distrito sede do município de Itaboraí 1.3. Coordenador da Área Tião Santos 1.4. Coordenador da Atividade Tião Santos 1.5. Descrição das atividades/serviços Desenvolvidos O Programa prevê atividades de educação, comunicação e desenvolvimento socioambiental, promovendo a sustentabilidade socioeconômica e ambiental do empreendimento de esgotamento sanitário do distrito sede do município de Itaboraí, fortalecendo a geração de renda, o protagonismo da população e a transparência administrativa e comunicacional do projeto de contenção do rio Objetivo Melhorar o fluxo de informações entre os envolvidos no projeto de esgotamento sanitário e a comunidade local; Desenvolver um programa de educação ambiental para crianças, jovens e adultos residentes do território; Fomentar iniciativas de desenvolvimento socioambiental em território Período de realização Outubro de 2013 a Dezembro de 2013 (ainda ativo) 1.8. Resultados obtidos O projeto encontra-se em fase de estruturação, com contratação de profissionais e necessidade de grande esforço de articulação, já que se entende ser necessária 28

29 incorporação de mão de obra local, tanto para garantir adequado conhecimento do território, como para movimentação da economia local e desenvolvimento humano dos profissionais da cidade, podendo já com essa ação gerar impacto qualitativo na vida destas pessoas Índice de desempenho O projeto já realizou as seguintes atividades de contratação e adequação, tendo em vista o seu início: Gerente da casa Contratado Assistente Social Já selecionado, em processo de contratado Articulador Socioambiental Já selecionado, em processo de contratado Articulador Socioambiental ênfase comunicação Já selecionado, em processo de Contratado. Supervisor Pedagógico Já selecionado, em processo de contratação. Assistente Administrativo I Contratado Assistente Administrativo II Já selecionado, em processo de contratação. Motorista Em processo de contratação Profissional de copa e cozinha Em processo de contratação Aluguel de Imóvel - Já realizado o contrato Compra de mobiliário - Já realizado Compra de automóvel - Em processo Adequação do espaço - Em processo Seminário de Planejamento - Realizado Planejamento Local detalhado - Realizado para os primeiros meses e sistematizado para os primeiros 03 meses de ação Público Alvo População circunscrita pelo Programa de esgotamento sanitário do distrito sede do município de Itaboraí Número total de beneficiários atendidos Cerca de 3500 famílias Número de beneficiários atendidos de forma gratuita 100% Percentual da gratuidade parcial 0% Número de beneficiários atendidos de forma não gratuita 0% 29

30 2. Informações Financeiras 2.1. Financiador Bio Rio 2.2. Orçamento R$ , Valor Recebido em 2013 R$ ,13 3. Avaliação Final 3.1. Avaliação Final O intuito é criar um espaço onde ações estruturantes possam ser asseguradas, com o planejamento participativo, incluindo assembleias gratuitas e abertas para qualquer pessoa física ou jurídica que esteja envolvida diretamente ou indiretamente com as obras. Neste sentido, espera-se que o apoio da população, das empresas e da máquina pública construa Planos de Ações periódicos para o estabelecimento de metas qualitativas e quantitativas, pautando-se pelo mútuo respeito e pela preservação dos valores regionais. 30

31 1. Informações Técnicas 1.1. Área (Coordenação do Projeto) Meio Ambiente 1.2. Nome do Projeto Projeto Socioambiental ao Programa de Esgotamento sanitário do 1 distrito do município de Maricá 1.3. Coordenador da Área Tião Santos 1.4. Coordenador da Atividade Tião Santos 1.5. Descrição das atividades/serviços Desenvolvidos Tendo em vista que as obras impactarão a rotina social, econômica e ambiental da cidade, o projeto de esgotamento sanitário do distrito sede do município de Maricá contará com um Programa de assistência e desenvolvimento socioambiental para aumentar o diálogo e melhorar a qualidade de vida das populações em questão. Sendo assim, o principal intuito do Programa para educação, comunicação e desenvolvimento socioambiental é promover a sustentabilidade socioeconômica e ambiental do empreendimento, fortalecendo a geração de renda, o protagonismo da população e a transparência administrativa e comunicacional do projeto de contenção Objetivo Melhorar o fluxo de informações entre os envolvidos no projeto de esgotamento sanitário e a comunidade local; Desenvolver um programa de educação ambiental para crianças, jovens e adultos residentes do território; Fomentar iniciativas de desenvolvimento socioambiental em território Período de realização Outubro de 2013 a Dezembro de 2013 (ainda ativo) 31

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