Ensino a distância de Estruturas de Aço

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1 UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Arquitetura e Urbanismo Sidnei Palatnik Ensino a distância de Estruturas de Aço São Paulo SP 2011

2 SIDNEI PALATNIK Ensino a distância de Estruturas de Aço Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu, em Arquitetura e Urbanismo da Universidade São Judas Tadeu, para obtenção do título de mestre. Orientador: Professora Doutora Kátia Azevedo Teixeira. São Paulo SP 2011

3 Palatnik, Sidnei Ensino a distância de estruturas de aço / Sidnei Palatnik. - São Paulo, f. ; 30 cm Orientador: Kátia Azevedo Teixeira Dissertação (mestrado) Universidade São Judas Tadeu, São Paulo, Aço - Estruturas 2. Ensino à distância - Arquitetura 3. Aprendizagem de adultos I. Teixeira, Kátia Azevedo. II. Universidade São Judas Tadeu, Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Arquitetura e Urbanismo. III. Título CDD Ficha catalográfica: Elizangela L. de Almeida Ribeiro - CRB 8/6878

4 Dedicatória À Riva, companheira e parceira na estrada da vida, o meu amor; Aos meus filhos: Ionathan e Ilan, que me situaram na vida.

5 Agradecimentos Aos meus pais, Nehemias e Clara, que, entre tantas coisas me ensinaram o valor dos livros; À Kátia Azevedo Teixeira, pela generosidade e paciência na orientação desta pesquisa; À Catia Mac Cord Simões Coelho pelo apoio constante; Ao CBCA pela possibilidade de desenvolvimento dos cursos de ensino a distância; Ao Yopanan C.P. Rebello, com quem continuo aprendendo; Ioshe e Fany, pelo apoio incondicional sempre que necessário; À CAPES pela bolsa de estudos concedida para esta pesquisa; Ao Programa de Pós-graduação da Universidade São Judas Tadeu, pela oportunidade de realização do mestrado; Ao pessoal da secretaria de pós-graduação: Simone, Daniel e Selma, pela atenção e orientação; Aos colegas do curso de mestrado, e especialmente à Profª. Marta Bogéa, pelas boas discussões e insights; À Ângela, Rodrigo e o pessoal da Hous, que colaboram permanentemente para o sucesso dos cursos a distância; À minha família que me agüentou nestes tempos solitários; A todos que de alguma forma contribuíram para que eu chegasse até aqui.

6 Resumo Palatnik, Sidnei. Ensino a distância de Estruturas de Aço p. Dissertação (Mestrado) Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade São Judas Tadeu, São Paulo, SP, Uma característica cada vez mais presente no cotidiano de nossa sociedade, e que acabou por se tornar um imperativo devido à rápida expansão do conhecimento, é a atualização profissional. O desenvolvimento da internet e a crescente integração digital por meio da banda larga tornaram este veículo um importante vetor para a difusão do conhecimento e a formação continuada de indivíduos adultos. Por outro lado, em um segmento completamente diferente, o Brasil, por diversos motivos, tem esbarrado em limitações no desenvolvimento de sua infraestrutura e, além disso, o déficit habitacional continua alto. Neste aspecto, a construção industrializada, e principalmente a construção em aço pode ser uma das formas de atender a esta demanda. Mas apesar dos insumos para a construção metálica estarem disponíveis no país, a mão de obra especializada, tanto para projeto como para cálculo e execução de estruturas de aço ainda é deficitária e restrita a certas áreas do país. Esta pesquisa pretende abordar o ensino a distância através da internet como forma de atualização e capacitação de profissionais buscando, na bibliografia pertinente, as teorias e métodos mais avançados sobre essa forma de ensino para a sua utilização na introdução do ensino de estruturas de aço, tanto para arquitetos como engenheiros. Ao mesmo tempo busca identificar na bibliografia produzida no Brasil sobre estruturas de aço, os conteúdos adequados para subsidiar um curso a distância. A pesquisa é complementada com um estudo de caso que focaliza um curso existente sobre o tema, realizado pelo Centro Brasileiro de Construção em Aço (CBCA) ao longo dos últimos cinco anos, com o intuito de fazer a transposição da teoria à prática, através tanto de uma crítica aos conteúdos e processos adotados, como para o estabelecimento de critérios e orientações ao desenvolvimento do mesmo. Palavras chave: Arquitetura, Ensino a distância, Internet, Andragogia, Estruturas de Aço. Página 5

7 Abstract Palatnik, Sidnei. Distance learning of Steel Structures p. Thesis (Master) School of Architecture and Urbanism, São Judas Tadeu University, São Paulo, SP, A feature that is increasingly present in everyday life in our society, and became an imperative due to the fast expansion of knowledge, is the professional updating. The development of the Internet and the increasing digital integration, by means of broadband has made this vehicle a major vector for the spread of knowledge and continuing education of adults. On the other hand, in a completely different segment, Brazil, for various reasons, has collided with limitations in the development of its infrastructure and, in addition, the housing deficit remains high. In this respect, industrialized construction, and especially the steel construction can be one way to meet this demand. But despite the inputs for the steel construction are available in the country, skilled labor, both for design and for calculation and execution of steel structures is still deficient and restricted to certain areas of the country. This research aims to address distance learning via the Internet as a means of updating and training of professionals seeking, in the relevant literature, theories and more advanced methods of this form of education for use in introducing the teaching of steel structures, both for architects and engineers. At the same time tries to identify in the literature produced in Brazil on steel structures, the appropriate content to support a distance learning course. The survey is complemented by a case study that focuses on an existing course on the subject, conducted by the Brazilian Center of Steel Construction (CBCA) over the past five years, in order to make the leap from theory to practice by both a critique of the content and processes adopted, as for the establishment of criteria and guidelines to its development. Keywords: Architecture, Distance learning, Internet, Andragogy, Steel Structures. Página 6

8 Relação de Figuras Figura 1a Congresso Nacional, cujo prédio anexo foi construído em estrutura de 24 aço. Disponível em: <http://bsb.hd1.com.br/construcao.html> Acesso em: 04 maio Figura 1b Prédio Anexo do Congresso Nacional. Fonte: Ilan Palatnik 24 Figura 2a A Esplanada dos Ministérios. Vista das estruturas de aço dos edifícios em 25 construção. Fonte: Marcel Gautherot. Disponível em: <http://bibliotecaets.blogspot.com/2010/04/brasilia-50-anos.html> Acesso em 14 maio Figura 2b A Esplanada dos Ministérios - Estruturas de aço dos prédios. 25 Disponível em: <http://200anos.fazenda.gov.br/galeria-de-imagens/ministerio-dafazenda-df/709_nov_construcao_dos_ministerios_brasilia_df-2.jpg/> Acesso em: 14 maio Figura 2c Esplanada dos Ministérios, Brasília. Edifício pronto. Fonte: Ilan Palatnik. 26 Figura 3a Pintura rupestre caverna de Lascaux, França. Idade aproximada: a.c. Fonte: Bob Swain. Disponível em: <http://picasaweb.google.com/lh/photo/rfyhxwoyo82jfndzdu3p5a> Acesso em: 28 abr Figura 3b Pintura rupestre - Toca do Boqueirão da Pedra Furada, Serra da Capivara, 34 PI. Disponível em: <http://www.fumdham.org.br/pinturas.asp> Acesso em: 07 mar Figura 4 Detalhe da Estela de Minnakht - século XIV a.c. - Museu do Louvre, Paris. 35 Disponível em: <http://antigoegipto.wordpress.com/2009/07/05/imagem-em-destaquea-estela-de-minnakht/> Acesso em: 25 fev Figura 5 As cinco gerações de TI (MOORE; KEARSLEY, 2007, p.26) 37 Figura 6 Reprodução de tela da versão 4 do jogo SimCity. Disponível em: <http://www.kachusims.net/images/simcity/fotos/sc41.jpg> Acesso em: 11 abr Página 7

9 Figura 7 Reprodução de tela de um modelo complexo de cidade criada no SimCity. 53 Disponível em: <http://i212.photobucket.com/albums/cc168/hauchyi/chyis- May png> Acesso em: 11 abr Figura 8 Tela da versão para Linux do simulador SimCity. 54 Disponível em: <http://www.donhopkins.com/drupal/node/24> Acesso em: 11 abr Figura 9 Modelos de aprendizado eletrônico (Fonte: FILATRO, Andrea. Design 59 Instrucional na prática. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2008, p.18. Figura 10 Reprodução de tela inicial do AVA Moodle, para o curso de Introdução ao 62 Uso do Aço na Construção Civil Figura 11 Esquema da visão de Rogers sobre o aprendizado de adultos. 78 Figura 12 Iron Bridge, em Coalbrookdale, Inglaterra (1779). Disponível em: 82 <http://thaumazein-lbert.blogspot.com/2010_04_01_archive.html> Acesso em 17/03/2011 Figura 13 Palácio de Cristal, de Joseph Paxton (1851), sede da Exposição 83 Internacional de Londres. Disponível em: <http://www.niagarafallsrunsoutofwaterbecauseofadrought.com/?p=16 0> Acesso em: 17/03/2011 Figura 14 Fábrica de Chocolates Menier, em Noisel-sur-Marne, de Jules Saulnier 84 (1872). Disponível em: <http://buttes-chaumont.blogspot.com/2010/04/noisiel-insolite.html> Acesso em: 17/03/2011 Figura 15 Leiter I Building- projeto de William Le Baron Jenney Fonte: Biblioteca do Congresso Americano Disponível em: Acesso em: 16 jul Página 8

10 Figuras 16 e 17 Figura 18 Figura 19 Figura 20 Figura 21 Figura 22 Figura 23 Figura 24 Leiter I Building - Levantamento do projeto feito em Fonte: Biblioteca do Congresso Americano. Disponível em: Acesso em: 16 jul Wainwright Building, St. Louis. EUA, de 1891, projeto de Louis Sullivan. Foto: Domínio público. Disponível em: <http://en.wikipedia.org/wiki/wainwright_building> Acesso em: 15 jul Carson Pirie Scott Building, Chicago, EUA projeto de Louis Sullivan. Autor: J. Crocker Disponível em: <http://en.wikipedia.org/wiki/carson,_pirie,_scott_and_company_buildi ng> Acesso em: 15 jul Fachadas de dois prédios em Berlim (1919 e ), projetos não construídos de Mies Van der Rohe, em estrutura metálica. Fonte: ZEVI, Bruno. Erich Mendelsohn: Opera Completa. Turin: Testo & Immagine e Bruno Zevi, 1997 p 38. Crown Hall, Instituto de Tecnologia de Illinois, Chicago, Illinois. Projeto de Ludwig Mies van der Rohe. Finalizado em Fonte: Jeremy Atherton, Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/ficheiro:crown_hall_ jpg> Acesso em: 13 mar Seagram Building, de Mies Van der Rohe (1958). Fonte: Ezra Stoler. Disponível em: <http://digitalimaging.wikispaces.com/ezra+stoller> Acesso em: 13 mar Lever House, Nova York, projeto de SOM (1951) - Autor: David Shankbone Disponível em: <http://en.wikipedia.org en.wikipedia> Acesso em: 20 jul Thyessen-Haus, Dusseldorf - Alemanha, projeto de Hentrich e Petschnigg. Disponível em: <http://de.academic.ru/dic.nsf/dewiki/ > Acesso em: 20 jul Página 9

11 Figura 25 Edifício administrativo da John Deere and Company, em Moline, Illinois, 97 projeto de Eero Saarinen (1964). Disponível em: <http://harryallen.info/?cat=4&paged=2> Acesso em: 24 jul Figura 26 One Shell Plaza, Houston, Texas. Projeto arquitetônico: SOM. Projeto 98 estrutural: Fazlur Kahn. Disponível em: <http://houstontunnellady.blogspot.com/2011/03/one-shell-plaza.html> Acesso em: 01 maio 2011 Figura 27 Esquema estrutural do sistema de tubo rígido (framed tube) e do tubo 98 dentro de tubo. Fonte: MARGARIDO, Aloizio Fontana. O Uso do Aço na Arquitetura. Rio de Janeiro: CBCA, 2007, cap.10 - p.8 Figura 28 Sears Tower, projeto de arquitetura do SOM e projeto estrutural de 100 Fazlur Kahn, no conceito de feixe de tubos. Disponível em: <http://www.ask.com/wiki/sears> Acesso em: 01 mar Figura 29 Torres Gêmeas, Nova Iorque. Estrutura em forma de tubo. 101 Disponível em: <http://www.zastavki.com/eng/world/usa/new_york/wallpaper htm> Acesso em: 13 mar Figura 30 Centro Pompidou, Paris, França. Projeto dos arquitetos Renzo Piano e 101 Richard Rogers. Disponível em: <http://www.inspiringcities.org/index.php?id=395&page_type=article&i d_article=18866> Acesso em: 18 mar Figura 31 Museu Guggenheim, Bilbao, Espanha. Projeto de Frank Gehry. 102 Disponível em: <http://www.hdwallpapers.in/walls/guggenheim_museum_bilbao_spain -wide.jpg> Acesso em: 18 mar Figura 32 Aeroporto de Madri-Barajas. Projeto de Norman Foster. 102 Fonte: Sidnei Palatnik Figura 33 Teatro José de Alencar, Fortaleza CE (1908 a 1910). 106 Fonte: Sidnei Palatnik Figura 34 Mercado do Peixe, Belém PA (1899). Fonte: Sidnei Palatnik 106 Página 10

12 Figura 35 Mercado da Carne Belém importado da Escócia e fabricado por W. 107 MacFarlene & Sons, de Glasgow. Fonte: Sidnei Palatnik Figura 36 Mercado Municipal Adolpho Lisboa, em Manaus, o 2º a ser montado no 107 Brasil, a partir de 1882 e arrendado, de 1906 a 1934 para a Manaos Markets, firma inglesa que finalizou a sua construção. Fonte: Sidnei Palatnik Figura 37 Sistema Danly - Chalé pré-fabricado pela Forges D Aiseau, no final do sec. 108 XIX e montado em Belém. Atualmente, na Universidade Federal do Pará. Fonte: Sidnei Palatnik Figura 38 Sistema Danly - Chalé II pré-fabricado pela Forges D Aiseau, no final do 108 sec. XIX e montado no Horto Florestal, na Av. Generalíssimo Deodoro em Belém. Fonte: Sidnei Palatnik Figura 39 Sistema Danly - Estação Ferroviária de Bananal, pré-fabricado pela Forges 109 D Aiseau, no final do sec. XIX e montado em Bananal, SP. Fonte: Paulo Cesar A. Lellis Figura 40 Estação Ferroviária da Luz, em São Paulo (1901). Fonte: Sidnei Palatnik. 110 Figura 41 Edifício Avenida Central, Rio de Janeiro, projeto de Henrique Mindlin. 112 Fonte: Sidnei Palatnik Figura 42 Brasília Palace Hotel, Brasília. Projeto de Oscar Niemeyer. Fonte: Ilan 113 Palatnik Figura 43 Edifício Casa do Comércio, em Salvador (1987). Projeto dos Arquitetos 116 Oton Gomes e Fernando Frank. Fonte: Sidnei Palatnik Figura 44 Centro Empresarial do Aço, em São Paulo (1992). Projeto dos Arquitetos. 117 Alberto Botti, Marc Rubin, e João Walter Toscano. Fonte: Sidnei Palatnik Figura 45 Instituto Cultural Itaú, em São Paulo (1992). Projeto dos Arquitetos. 118 Ernest R.C. Mange, Wlamir Saturni, e Ricardo Belpiede. Em 2002, o prédio foi modificado com projeto do Arquiteto Roberto Loeb. Fonte: Sidnei Palatnik. Figura 46 Pórtico na Praça do Patriarca, em São Paulo (2002). Projeto do Arquiteto Paulo Mendes da Rocha. Fonte: Sidnei Palatnik 119 Página 11

13 Figura 47 Ampliação e remodelação do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro (2004). Projeto do Arquiteto Sergio Jardim. Fonte: Sidnei Palatnik Figura 48 Estação Parque Dom Pedro do Expresso Tiradentes, em São Paulo (2007). Projeto do Arquiteto Rui Otake. Fonte: Sidnei Palatnik Figura 49 Estação Sacomã do Expresso Tiradentes, em São Paulo (2007). Projeto do Arquiteto Ruy Otake. Fonte: Sidnei Palatnik Figura 50 Passarela da Estação Cidade Nova, do Metrô - Rio, no Rio de Janeiro (2010). Projeto do escritório JBMC Arquitetura e Urbanismo. Fonte: Sidnei Palatnik Figura 51 Gráfico tensão deformação do Aço. Fonte: Adaptado de Rebello (2009, p.34) Página 12

14 Relação de Quadros Quadro 1 Sumário do Manual Brasileiro para Cálculo de Estruturas Metálicas 141 Quadro 2 Sumário de Estruturas de Aço Conceitos, técnicas e linguagem 142 Quadro 3 Sumário de O Uso do Aço na Arquitetura 143 Quadro 4 Sumário de Bases para Projeto Estrutural na Arquitetura 144 Quadro 5 Quadro comparativo dos conteúdos da bibliografia selecionada 145 Quadro 6 Quadro 7 Quadro 8 Quadro 9 Quadro 10 Aços estruturais. Fonte: CBCA - Aços Estruturais. Disponível em: <http://www.cbca-iabr.org.br/construcao-em-aco-acos-estruturais.php> Acesso em: 10 maio Principais elementos (ferro-ligas) utilizados para a produção de aço e seus efeitos sobre o material obtido. Fonte: MARGARIDO, Aluízio Fontana (2007, cap. 2, p.6) Principais aços utilizados no Brasil, segundo a norma ASTM. Fonte: MARGARIDO, Aluízio Fontana (2007, cap. 2, p.7) Detalhamento do conteúdo do curso de Introdução ao uso do Aço na Construção Civil parte1 Detalhamento do conteúdo do curso de Introdução ao uso do Aço na Construção Civil parte Página 13

15 Anexo A Reprodução de telas do Curso de Introdução ao uso do Aço na Construção Civil 190 Figura A1 Reprodução da tela de visualização do Moodle para a primeira página do curso, com barra de rolagem, link para vídeo e menu de navegação. 191 Figura A2 Capa, folha de rosto e primeira página da apostila em arquivo pdf 192 Figura A3 Reprodução de tela com a animação flash Linha do tempo e quadro de links para sites externos 193 Figura A4 Reprodução da tela de visualização de um fórum de discussão do curso de Introdução ao uso do aço 194 Figura A5 Reprodução da tela de visualização de teste múltipla escolha do curso de Introdução ao uso do Aço 194 Página 14

16 Relação de abreviaturas e siglas AVA BIM Blogs CBCA Chat CMS CSN EAD E-learning Facebook Forum Free source HTML IABR LabVirt LDB LinkedIn LMS LMS Moodle MEC M-Learning MOODLE Myspace Open content Open source Orkut Pdf Ambiente Virtual de Aprendizagem Building inteligence modeling Páginas pessoais na forma de diários na internet Centro Brasileiro da Construção em Aço Espaço virtual síncrono de discussão (por escrito) Course Management System : o mesmo que LMS Companhia Siderúrgica Nacional Ensino a distância Modalidade de ensino mediada por tecnologias de comunicação Rede social via internet Espaço virtual assíncrono de discussão (por escrito) Programas (softwares) de arquitetura aberta, ou código fonte aberto HyperText Markup Language, que significa Linguagem de Marcação de Hipertexto, utilizada na construção de páginas web. Instituto Aço Brasil Laboratório Virtual ligado a Escola do Futuro, núcleo de pesquisa de ensino a distância, da USP Lei de Diretrizes e Bases para o ensino Rede social profissional via internet Learning Management System ou sistema de gerenciamento de aprendizado Programa de gerenciamento e ambiente de ensino para a internet Ministério da Educação e Cultura Mobile learning ou aprendizado em movimento Modular Object Oriented Dynamic Learning Environment Rede social via internet Conteúdo livre O mesmo que Free source Rede social via internet Portable document format Página 15

17 PHP Hypertext Preprocessor PUC-Rio Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro RAM Random Access Memory SimCity Programa de simulação Skype Ferramenta de intercomunicação entre computadores, com transmissão de áudio, vídeo e dados, e também chamadas para telefones fixos e celulares, em todo o mundo. TI Tecnologias de Informação TICs Tecnologias de Informação e Comunicação UAB Universidade Aberta do Brasil UFOP Universidade Federal de Ouro Preto UPF Universidade de Passo Fundo UFSCAR Universidade Federal de São Carlos Unix, Linux, Windows, Sistemas operacionais para computadores Mac OS X USP - São Carlos Universidade de São Paulo, em São Carlos Web Rede mundial de computadores, o mesmo que internet Web 2.0 Termo utilizado para descrever a segunda geração da World Wide Web -- que reforça o conceito de troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais. Wikis Identifica tanto um tipo específico de coleção de documentos em hipertexto, como o software colaborativo usado para criá-lo. Windows Live Messenger Ferramenta de intercomunicação entre computadores, com transmissão de áudio, vídeo, e dados. Página 16

18 Sumário Resumo 5 Abstract 6 Relação de figuras 7 Relação de Quadros 13 Relação de figuras do Anexo A 14 Relação de abreviaturas e siglas 15 Sumário 17 Introdução 20 Metodologia 28 A Lógica da Pesquisa 28 Capitulo 1: Ensino a distância Histórico ª Geração: Cursos por Correspondência ª Geração: Rádio e Televisão ª Geração: Universidades Abertas ª Geração: Teleconferência ª Geração: Internet / Web Principais características do ensino a distância, baseado na internet Modelos de aprendizado eletrônico Plataformas técnicas para suporte a cursos via Web 60 Capitulo 2: Andragogia Ensino e aprendizado em adultos Teorias da Andragogia A Abordagem Cognitivista 72 Página 17

19 2.4. O aprendizado contínuo e a independência do estudo do adulto 77 Capitulo 3: O ensino de Estruturas de Aço O Desenvolvimento da construção em aço na Europa e nos Estados Unidos O Desenvolvimento do uso do Aço no Brasil Análise bibliográfica de obras para o ensino de estruturas de aço ª publicação: Manual Brasileiro para Cálculo de Estruturas Metálicas ª publicação: Estruturas de Aço Conceitos, técnicas e linguagem ª publicação: O Uso do Aço na Arquitetura ª publicação: Bases Para Projeto Estrutural Estrutura e divisão das obras selecionadas 140 Capitulo 4: Estudo de Caso Curso EAD Introdução ao uso do Aço na 155 Construção Civil 4.1. Premissas do curso Introdução ao uso do aço na Construção Civil O desenvolvimento do curso As primeiras edições A busca por cursos similares Formatação dinâmica Programas utilizados no desenvolvimento e operação do curso Metodologia utilizada Avaliação do conteúdo do curso, possíveis alterações e inclusões 169 Capitulo 5: Considerações Gerais e propostas para o curso 173 Bibliografia 180 Anexo I 190 Página 18

20 O que é aprender? O Homem aprende à medida que traz todos os seus afazeres e desfazeres para a correspondência com isso a que a ele é dito de modo essencial. Heidegger 1 1 HEIDEGGER, Martin. Ensaios e Conferências. Petrópolis: Ed. Vozes, 2008 p.112 Página 19

21 Introdução Apesar de ser, atualmente, grande produtor de aço, possuindo um expressivo parque siderúrgico 2, um dos motivos para o menor desenvolvimento, aplicação e disseminação das estruturas de aço, e talvez um dos principais, foi o modelo adotado pelo Brasil, desde a década de 1950, a partir do governo de Juscelino Kubitschek. A opção de desenvolvimento nacional, em termos de políticas públicas 3, relativa ao aço voltou-se para a produção de produtos siderúrgicos destinados aos setores considerados prioritários: os setores de base e a indústria automobilística. Em relação à construção civil, os esforços de desenvolvimento concentraram-se na tecnologia do concreto armado, capaz de reunir duas condicionantes extremamente importantes: o êxito da arquitetura moderna brasileira, que explora e bem utiliza o então novo material - cujos resultados passam a ser distinguidos no cenário internacional - e os requisitos próprios dos processos de execução da técnica do concreto armado que, mais artesanais, demandam grande quantidade de mão de obra menos especializada, circunstância, portanto estratégica para o Brasil e demais países subdesenvolvidos, na 2 Dados consolidados do mercado de aço, referentes ao ano de 2009, no Brasil: Parque produtor de aço: 27 usinas, sendo 12 integradas (a partir do minério de ferro) e 15 semi-integradas (a partir do processo de ferro gusa com sucata), administradas por oito grupos empresariais; Capacidade instalada: 42,1 milhões de t/ano de aço bruto; Produção Aço Bruto: 26,5 milhões de t; Saldo comercial: US$ 1,9 bilhões - 7,5% do saldo comercial do país, 15º Exportador mundial de aço (exportações diretas). Principais setores consumidores de aço: Construção Civil; Automotivo; Bens de capital, Máquinas e Equipamentos (incluindo Agrícolas); Utilidades Domésticas e Comerciais. Fonte: IABr (Instituto Aço Brasil) 3 Juscelino Kubitschek de Oliveira, presidente do Brasil de 1956 a 1961, baseou seu governo em um Plano de Metas, cujo lema era cinqüenta anos em cinco e que consistia no investimento em áreas prioritárias para o desenvolvimento econômico, principalmente, infra-estrutura (rodovias, hidrelétricas, aeroportos) e indústria. Abriu a economia para o capital internacional, atraindo investimento de grandes empresas, e em especial as grandes montadoras de automóveis como, Ford, Volkswagen, Willys e GM (General Motors). Fonte:<http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/governo_jk.htm> Acesso em: 29 maio Página 20

22 expressão da época 4, carentes de uma mão de obra mais especializada. É de certa forma paradoxal que a cidade de Brasília, o principal projeto de JK, tenha tido entre suas primeiras edificações, como o prédio Anexo ao Congresso Nacional (Figuras 1a e 1b) e a Esplanada dos Ministérios (Figuras 2a, 2b e 2c), entre outros, o uso intensivo de estruturas de aço. Entretanto, este ímpeto inicial não teve a continuidade necessária para o seu pleno desenvolvimento. Aparentemente o aço foi usado exclusivamente em função de sua velocidade construtiva, que permitiu a inauguração de Brasília, dentro do cronograma pretendido. Outro possível fator, já na década de 1980, que restringiu o desenvolvimento da construção em aço, foi o atraso e posterior interrupção na construção da maior fábrica de perfis laminados da America Latina, a Açominas, e a escassez deste insumo. Como consequência o desenvolvimento do segmento da construção em aço no país foi afetado. Durante este período foram utilizados, principalmente, perfis soldados, que demandam uma segunda linha de produção para sua fabricação a partir de aços planos, tornando mais complexa a sua disponibilização, e perfis laminados importados, o que também aumentava o seu custo. Este cenário gerou, segundo Zanettini (BORSATO, 2009) uma distorção no mercado da construção em aço no Brasil, onde por deficiencias diversas, no lugar do uso prioritário do perfil laminado nas construções, o caminho possível encontrado tornou-se o uso do perfil soldado, por meio da soldagem de chapas planas, acarretando um aumento de custos da ordem de 15% a 20%. Além disso, os aços planos são utilizados por outros segmentos da indústria, tornando sua disponibilidade para a construção civil objeto de política comercial do fabricante. E, como citado anteriormente, a construção civil não era, naquele período, o foco principal da indústria siderurgica. A distribuição do material disponível, uma vez que as maiores siderurgicas brasileiras de aços planos, e principalmente a Companhia Siderúrgica Nacional 4 Atualmente, pode-se considerar que o Brasil esta em uma fase transitória e se coloca na posição de país emergente, integrando o grupo denominado BRICs (SANDIM; MACHADO, 2007), composto por Brasil, Russia, India e China, e por isso enfrenta problemas diferentes do estágio anterior. Porém, a questão da qualificação de mão de obra necessária para a utilização dos sistemas industrializados de construção e, principalmente da construção em aço, permanece um gargalo a ser resolvido. Página 21

23 (CSN), eram estatais, ainda sofria influência da classe política, com a distribuição de cotas e troca de favores com a classe empresarial. Obviamente, o mercado não ficou parado e nos quase quarenta anos, entre a decada de 1970 e 2010, muita coisa foi feita no Brasil, principalmente na área industrial. Mas é de se supor que uma vez que a Açominas seria exclusivamente dedicada à produção de perfis laminados para a construção civil, e não apenas mais um componente de um portfólio de produtos oferecidos a diversos mercados, a ênfase e a dedicação para o desenvolvimento deste mercado seria muito maior. Desta forma, o interesse quanto ao uso da técnica da construção em aço no setor da construção civil brasileira, aliado ao aprofundamento desse conhecimento técnico, mantiveram-se, ao longo das últimas cinco décadas, restritos à áreas específicas, enquanto que em países mais desenvolvidos, como Inglaterra, Estados Unidos, Japão, e mesmo Espanha, China, Coréia do Sul e Chile, é notório que a construção civil é o segmento que mais consome aço atualmente, tanto no uso de estruturas de aço e sistemas industrializados de construção, como em estruturas de concreto armado 5. Por outro lado, em decorrência do quadro atual, em que se acirra no Brasil a pressão por produtividade na construção civil, os processos construtivos utilizados passam por um período de grande transformação: as empresas buscam substituir os processos artesanais de produção por outros, industrializados, de forma a aumentar sua produtividade e reduzir o desperdício. Neste aspecto, o aço pode ser um grande aliado desta mudança tecnológica, pois é um sistema pré-fabricado, normalmente modulado e com baixíssimo índice de desperdício, além de ser totalmente reciclável 6. Para o pleno crescimento deste segmento torna-se necessário a formação de mão de obra especializada. Entretanto, esta questão esbarra em pelo menos quatro dificuldades iniciais, imbricadas: a primeira é o fato do conhecimento específico da técnica das construções em aço encontrar-se mais restrito a certas regiões, mormente os grandes centros do país, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e em alguns centros acadêmicos, como a cidade 5 Fonte: IABR - Instituto Aço Brasil 6 Fonte: AMORIM, Carlos Valério. ABECE Informa. São Paulo, jul./ago Página 22

24 de São Carlos (Universidade Federal de São Carlos - UFSCAR, Universidade de São Paulo - USP - São Carlos), no estado de São Paulo, Ouro Preto (Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP), em Minas Gerais, e Passo Fundo (Universidade de Passo Fundo - UPF), no Rio Grande do Sul; a segunda, é a contínua prioridade dada, no país, ao ensino e ao uso do concreto, como atestam a maior parte das obras dos arquitetos - ainda que nesta última década os projetos associando às tecnologias de ambos os materiais concreto e aço comecem a ser mais utilizadas. A terceira, decorrente das anteriores, é a concentração geográfica daqueles profissionais capacitados a ensinar a técnica do uso de estruturas de aço, circunstância nada desprezível face às dimensões territoriais brasileiras. Finalmente, a quarta, conseqüentemente que é alimentada e alimenta o quadro precedente - é a menor expressão dos conteúdos sobre tecnologia em geral - e relativamente ao uso do aço em particular - em parte significativa dos currículos das escolas de arquitetura e urbanismo, reforçada pela menor conexão, ainda, entre as disciplinas de projeto e os conteúdos das demais disciplinas 7. Vidigal 8 (2004, p.72) confirma essa situação ao expor que [...] o maior problema do ensino de arquitetura, no entanto, para 65% dos professores, é o distanciamento entre as disciplinas das áreas teórica e tecnológica e o ensino de projeto. 7 Essas questões a menor presença e a manutenção das deficiências no ensino de tecnologia e/ou o desvinculamento das mesmas no ensino de projeto - estão apontadas, em níveis e enfoques diversos, em várias dissertações e teses, tais como: TEIXEIRA, Katia Azevedo. Ensino de Projeto: Integração de conteúdos. Tese- FAUUSP, São Paulo, SEGNINI Jr. Francisco. A Prática Profissional do Arquiteto em discussão. Tese. FAUUSP, São Paulo, LEITE, M.A. D. F. D A. O Ensino de Tecnologia em Arquitetura e Urbanismo. Dissertação- FAUUSP, São Paulo, Resultados de pesquisa realizada com docentes. In: VIDIGAL, E.J. Um estudo sobre o ensino de projeto de arquitetura em Curitiba. Dissertação FAUUSP, São Paulo, 2004 Página 23

25 Figura 1a Congresso Nacional, cujo prédio anexo foi construído em estrutura de aço. Figura 1b. Congresso Nacional, com o Prédio Anexo ao fundo. Página 24

26 Figura 2a - Esplanada dos Ministérios, Brasília. Vista das estruturas de aço dos edifícios em construção. Figura 2b - Esplanada dos Ministérios, Brasília. Vista das estruturas de aço dos edifícios em construção. Página 25

27 Figura 2c - Esplanada dos Ministérios, Brasília. Edifício pronto. A formação continuada apresenta-se como um requisito necessário à capacitação de profissionais para o atendimento da demanda de um mercado que tende a crescer e permanece carente. Neste aspecto, o Ensino a distância EAD - coloca-se como uma possibilidade de aprendizado para as áreas de arquitetura e engenharia, por permitir a requalificação e atualização de profissionais, em nível nacional, principalmente nas áreas externas ao eixo dos grandes centros, mas até mesmo nestes, pelas efetivas alternativas que oferece em relação à diminuição dos deslocamentos e às possibilidades de escolha de horários diferenciados e individualizados para o estudo. As formas de organização do estudo à distância, no mundo contemporâneo, distanciam-se profundamente daquelas iniciais, do século XIX, marcadas pelo uso exclusivo de material didático impresso e enviadas por correio, com a mediação entre professor e aluno também restrita a este modelo e, portanto com um longo tempo de comunicação entre pergunta e resposta. Essas características foram a solução de uma dada época, absolutamente distinta do momento em que vivemos. Página 26

28 Por outro lado, em todo o mundo, discute-se hoje o papel da escola formal - em seus diferentes níveis - incluindo o conhecimento que propaga e as formas de adquirí-lo (LITTO; FORMIGA (orgs.), 2009, FILATRO, 2008, AZEVEDO, 2008, TAPSCOTT, 2009). Essa questão, articulada ao maior acesso ao ensino, às novas possibilidades de acesso à informação através do uso da internet, e à necessidade que parece inquestionável de formação continuada, talvez exponha uma questão do mundo contemporâneo: os limites das instituições de ensino como locais hegemônicos de capacitação e de transformação do indivíduo pelo conhecimento. Nesse sentido é importante registrar que, atualmente, universidades mundialmente reconhecidas pela qualidade e tradição de ensino, tais como Harvard, California Berkeley e Cornell, nos Estados Unidos da América, e as Universidades de Cambridge e de Oxford, na Inglaterra, e ainda a Fundação Getúlio Vargas FGV 9, no Brasil, mantêm cursos na modalidade semipresencial, blended learning 10 ou totalmente a distância (EAD ou E- learning), tanto para educação continuada, como para a formação acadêmica, em uma ampla variedade de especialidades A FGV Online, área de ensino a distância da Fundação Getúlio Vargas, oferece cursos de extensão (30H:00), atualização (120H:00) e pós-graduação latu senso ou MBA (especialização), estes com carga horária mínima de 360H:00, em diversas áreas tais como: administração, finanças, marketing, gestão pública, gerenciamento de projetos e Construção civil, entre outras. Mais informações em: <http://www5.fgv.br/fgvonline/default.aspx> Acesso em: 28 abr Blended learning refere-se à modalidade de ensino que mescla o ensino presencial e o ensino a distância. 11 Para informações sobre os cursos oferecidos por estas instituições ver: Harvard University <http://www.extension.harvard.edu/distanceed/> University of California Berkeley <http://extension.berkeley.edu/> Cornell University <http://www.ecornell.com/> University of Cambridge <(http://www.ice.cam.ac.uk/courses/online-study> Oxford University <http://www.conted.ox.ac.uk/> Página 27

29 Metodologia É dentro deste contexto que se insere a pesquisa Ensino a distância de Estruturas de Aço que busca, justamente, ao reunir os dois aspectos - o ensino a distância e o conhecimento introdutório para o uso de estruturas de aço na construção civil identificar algumas das condições necessárias para a sua maior e melhor implementação a partir de duas condicionantes principais: a) a seleção dos conteúdos fundamentais a serem ministrados, b) a seleção dos procedimentos metodológicos adequados a tal conteúdo e pertinentes ao ensino a distância, considerando os meios contemporâneos disponíveis, tais como os ambientes colaborativos, os recursos de comunicação, a capacidade tecnológica dos equipamentos atuais e as perspectivas trazidas, principalmente, com o desenvolvimento da internet, da banda larga, e das tecnologias móveis de comunicação sem fio. A Lógica da Pesquisa Adota-se como suporte estrutural para o desenvolvimento do trabalho dois percursos principais: um, que se refere à fundamentação teórica, investigando os principais conceitos e/ou debates contemporâneos acerca dos temas envolvidos; o outro que visa a aplicação desse conjunto de conhecimentos em um estudo de caso, focalizando um curso de ensino a distância que é ministrado há cinco anos. Na revisão bibliográfica relativa ao Ensino a distância, são referências importantes os trabalhos de Michael Moore e Greg Kearsley (2007), Andrea Filatro (2004; 2008), Fredric M. Litto e Marcos Formiga (2009). Considerando ainda que o objeto de ensino da pesquisa proposta estruturas de aço é destinado necessariamente à formação e à atualização de adultos, estabeleceu-se como público-alvo indivíduos já graduados, arquitetos e engenheiros, ou em final dos cursos de arquitetura ou engenharia. Por isso mesmo interessou o estudo das questões abordadas pela Andragogia, sobre o ensino e aprendizagem próprios a esse grupo. Nessa área, foram referências principais os Página 28

30 trabalhos de Lindeman (1926), Thorndike (1932), Skinner (1968), Gagné (1965), Knowles, Holton e Swanson (1998), Netto (1987), Almeida (2009). Em relação aos conhecimentos, divulgação e ensino de estruturas de aço, a maior parte do material disponível, no país, está voltado em particular ao cálculo de estruturas e menos preocupado com a conceituação de seu uso em projetos de arquitetura. Buscou-se então, na literatura existente, os autores brasileiros que tivessem produzido conteúdos ligados principalmente aos aspectos conceituais, os quais se encontram distribuídos em algumas, poucas publicações. As principais obras a serem referenciadas são o Manual Brasileiro para Cálculo de Estruturas Metálicas, editado pelo Ministério da Indústria e Comércio (1985; 1989); a obra de Luis Andrade de Mattos Dias (1999; 2001; 2008), sobre estruturas de aço na arquitetura; e ainda os autores Aluízio Fontana Margarido (2002; 2007) e Yopanan Conrado Pereira Rebello (2003; 2007). A importância do Manual Brasileiro é função de ser a primeira obra específica sobre este assunto publicada no Brasil, servindo de referência para as demais. A obra de Andrade é leitura indispensável para qualquer interessado em estruturas de aço. Já Margarido e Rebello têm sua carreira acadêmica pautada por mais de trinta anos de ensino de estruturas, incluindo as de aço, para estudantes de arquitetura. A outra estratégia da pesquisa foi um estudo de caso, com o objetivo de avaliar um curso a distância existente, com os mesmos recortes que orientam esta pesquisa: conteúdo sobre estruturas metálicas e público adulto. O intuito é identificar, a partir dos critérios observados na etapa anterior, os aspectos e procedimentos mais adequados, bem como aqueles passíveis de melhorias, tanto em relação à metodologia de ensino a distância, como à seleção dos conteúdos pertinentes ao ensino e aprimoramento do conhecimento de estruturas de aço, no sentido de estabelecer um instrumento efetivo de qualificação para engenheiros e arquitetos. O curso escolhido para o estudo de caso, Introdução ao Uso do Aço na Construção Civil, é desenvolvido para o Centro Brasileiro da Construção em Aço CBCA. Foram critérios para tal seleção: Página 29

31 ser ainda, até o momento desta pesquisa, o único versando sobre tal conteúdo; o fato de existir há cinco anos, com uma média de três edições por ano, circunstâncias que indicam, pelo menos, a persistência da demanda; estar respaldado pelo CBCA, centro técnico de referência nacional no uso de estruturas de aço. Enquanto Conteudista e Tutor do curso, objeto deste estudo, estabeleceu-se, da parte deste autor um processo empírico de aprendizado do ensino a distância, baseado, inicialmente na assessoria da Escola do Futuro, núcleo da USP contratado para este fim, e desenvolvida, posteriormente na prática ao longo das edições subseqüentes, onde as características e conteúdos do curso foram aprimorados. A permanência do curso ao longo de cinco anos levou ao seu amadurecimento, e ao mesmo tempo levantou diversos questionamentos sobre sua forma e condução. Destes questionamentos resultou a necessidade de embasamento teórico e bibliográfico mais aprofundado que validasse as práticas adotadas, bem como seu direcionamento, o que motivou esta pesquisa. Além disso, este curso deu origem há dois outros, em que se aprofunda o estudo desta técnica de construção 12. Através deste estudo de caso, procura-se investigar e analisar um curso exemplificador das questões envolvidas, com o intuito de identificar erros e acertos, bem como possíveis melhorias, tanto no aspecto do ensino a distância, como dos conteúdos pertinentes ao ensino e aprimoramento do conhecimento de estruturas de aço, no sentido de estabelecer um instrumento efetivo de qualificação para arquitetos e engenheiros. Desta forma, esta pesquisa foi dividida em quatro partes: a primeira referente ao ensino a distância propriamente dito, a segunda aborda conceitos da andragogia, a terceira busca estabelecer um conteúdo adequado para a introdução ao estudo das estruturas de aço, e a quarta faz uma análise crítica de um estudo de caso referente a um curso real de ensino a distância sobre estruturas de aço, tentando, ainda estabelecer possíveis melhorias. 12 Atualmente o CBCA oferece, além do curso citado, outros dois denominados Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura e Dimensionamento de Elementos de Estruturas de Aço. Até o final de 2010, mais de 1000 profissionais, entre arquitetos e engenheiros, já haviam participado destes cursos. Fonte: CBCA. Página 30

32 Capítulo 1: Ensino a distância O Ensino a distância, enquanto método de formação e treinamento de indivíduos tem passado por profundas transformações desde seus primórdios, ainda no século XIX, na década de 1870, na Europa e, posteriormente nos Estados Unidos, quando se registram as primeiras tentativas de sua utilização, basicamente através do envio de material impresso por correio (MOORE; KEARSLEY, 2007). O cenário atual, com as inúmeras possibilidades de comunicação e acesso quase ilimitado ao conhecimento oferecidas pela internet, ainda não permite uma visão melhor definida de como será o desenvolvimento futuro do ensino a distância. De qualquer forma, as contínuas transformações pelas quais passamos ampliam velozmente o intercâmbio e o acesso à produção científica e cultural de diferentes partes do mundo, como aponta FILATRO 13 : (as) *...+ revoluções tecnológicas, como a internet e os constantes lançamentos de aparelhos eletrônicos, como PCs, videogames, palmtops e Ebooks (e ainda os telefones celulares e os tablets) *...+ chamaram a atenção para novas formas de consumir e produzir conhecimento. (FILATRO, 2004, p-18) Para tentar entender o que efetivamente representa esta verdadeira revolução nas possibilidades de envio de conteúdos e também na interação entre professor e aluno, hoje disponível com a internet, parece necessário conhecer as formas pelas quais passou o EAD em sua evolução enquanto meio de ensino, e os suportes utilizados neste desenvolvimento, 13 Andrea Cristina Filatro é Doutora e Mestra pela Faculdade de Educação da USP. É graduada em Pedagogia com Especialização em Administração Escolar, consultora em educação on-line, professora convidada da Universidade Federal de Juiz de Fora para o curso de pós-graduação lato sensu em Design Instrucional para Cursos On-line e docente no MBA Gestão Empresarial da Universidade Paulista. Atua principalmente nos seguintes temas: educação a distância, ensino superior virtual, educação profissional, livro didático e design instrucional. É autora das obras Design Instrucional Contextualizado (São Paulo: Senac, 2004) e Design Instrucional na Prática (São Paulo: Pearson Education, 2008). Página 31

33 denominados de tecnologia da informação (TI) 14, ou numa denominação mais abrangente, incluindo a comunicação (TICs) Histórico Parte integrante e essencial da vida dos homens e da sociedade, a educação existe desde que há seres humanos sobre a terra (LUZURIAGA, 1985). Ao se estabelecer uma linha temporal no desenvolvimento das TICs, observa-se que nas sociedades pré-históricas a tradição, constituída pelo conjunto de conhecimentos referentes a uma determinada cultura, e fundamental para a identidade do grupo, era transmitido na forma oral, de geração em geração: Os mitos e os ritos são transmitidos oralmente, e a tradição se impõe por meio da crença, permitindo a coesão do grupo e a repetição dos comportamentos considerados desejáveis. [...] Nas comunidades tribais as crianças aprendem imitando os gestos dos adultos nas atividades diárias e nos rituais. [...] as crianças aprendem para a vida e por meio da vida. (ARANHA, 2006, p.34-35) O autor denomina este tipo de educação como difusa, pois nenhum indivíduo do grupo está especialmente destinado à tarefa da educação. Entretanto, A formação é integral - abrange todo o saber da tribo - e universal, porque todos podem ter acesso ao saber e ao fazer apropriados pela comunidade (ARANHA, 2006, p.35). Essa responsabilidade compartilhada por todos no processo de educação é corroborada por Luzuriaga (1985, p.1) : [...] significa também a ação genérica, ampla de uma sociedade sobre as gerações jovens, com o fim de transmitir a existência coletiva. Naturalmente, a tradição oral implica em deficiências na sua transmissão. Samuel Pfromm Netto 15 ressalta que: 14 Segundo NETTO, TI são os procedimentos, equipamentos, materiais, a organização que trata do registro, armazenamento, recuperação e difusão da informação (NETTO, 1987) 15 Samuel Pfromm Netto é doutor em Educação pela Universidade de São Paulo (1970). É Professor Titular da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, com especialidade em Ensino e Aprendizagem na Sala de Aula, Psicologia da Educação a Distância e Psicologia da Mídia Educativa. É autor de vasta bibliografia sobre ensino. Página 32

34 Ao longo dos séculos, o homem criou e aperfeiçoou múltiplas formas de superação artificial das limitações inerentes à transmissão oral e gestual de informação, pois este tipo direto de transmissão é demasiado fugaz [...]. Além disso, é lento, de alcance muito limitado no espaço, sujeito a omissões, acréscimos e deformações. (NETTO, 1987, p.84) O autor considera que a pré-história da TI se dá a partir do aperfeiçoamento das representações pictóricas em cavernas e rochas (NETTO, 1987). Estes registros, que remontam do Paleolítico, há pelo menos a.c. 16, foram encontrados, em cavernas e sítios arqueológicos, como o de Lascaux (Figura 3a), em 1940, na França, sob a forma de pinturas feitas diretamente na superfície de pedra, os registros rupestres ou arte rupestre, e expressam rituais de caça, animais locais, e outras informações nem sempre passíveis de interpretação, uma vez que contém também elementos subjetivos e simbólicos (Figura 3b). Figura 3a: Pintura rupestre caverna de Lascaux, França. Idade aproximada: a.c. 16 Ver: <http://www.metmuseum.org/toah/hd/lasc/hd_lasc.htm> Acesso em: 28 abr Página 33

35 Figura 3b: Pintura rupestre - Toca do Boqueirão da Pedra Furada, Serra da Capivara PI. Idade aproximada: a.c. Com a evolução das sociedades humanas, há cerca de apenas cinco mil anos, e a partir da invenção e sistematização da escrita, certos conhecimentos passaram a ser registrados em diferentes suportes tecnológicos, como as tabuletas de argila, couro de animais e papiros. Todos de forma artesanal e de alcance limitado, porém permitindo que tais conhecimentos pudessem ser perpetuados com a guarda dos registros, ou com menos alterações, por meio de cópias manuais. A escrita e a leitura são então conhecimentos bastante restritos, muitas vezes limitados ao uso religioso, mas o crescimento do comércio e a necessidade do registro sistemático das transações comerciais fazem com que a escrita e os escribas sejam valorizados e gozem de prestígio. De seu legado extraordinário, consta, entre outros, o registro da história e dos costumes, como os do Egito Antigo (ARANHA, 2006) (Figura 4). Página 34

36 Figura 4 - Detalhe da Estela de Minnakht - século XIV a.c. (Museu do Louvre, Paris). Na Grécia antiga a escrita ainda era restrita aos escribas, mas por volta do século IX a.c., por influência do alfabeto fenício, povo navegador e comerciante, ela ganha espaço de forma dessacralizada e mais democrática, mesmo que ainda não acessível a todos (ARANHA, 2006). Com a separação ocorrida no período clássico da civilização Grega nos séculos V e IV a.c., das questões religiosas pela razão autônoma e crítica, que dá mais ênfase ao indivíduo, ao cidadão, que (por sua vez) deixa de ser o depositário do saber da comunidade, para se tornar aquele que elabora a cultura da cidade. (Aranha, 2006, p.67), permitiu, entre outros, o desenvolvimento da filosofia, da matemática e da ciência, que, retomadas séculos mais tarde pelos europeus, resultam no período do Renascimento e no Iluminismo, no século XV, origem da filosofia e da ciência como as conhecemos atualmente. Página 35

37 Portanto, com o progresso da ciência as transformações se aceleram, principalmente nos últimos dois séculos. Entretanto, o estágio cultural da sociedade moderna, com alto grau de especialização e crescimento acelerado do conhecimento, não mais permite que, como nas sociedades pré-históricas, cada indivíduo absorva todo o conhecimento da cultura à qual pertence. Nesse aspecto, torna-se extremamente importante a possibilidade de acesso a informação, sendo a internet um canal de enorme potencial. Netto (1987) distingue quatro gerações na evolução das TICs, todas desenvolvidas apenas nos últimos cinco séculos. A 1ª Geração, iniciada no século XV, com a invenção da imprensa por Gutemberg, é constituída de meios impressos. A 2ª Geração, a partir da segunda metade do século XIX, e caracterizada pelo registro de imagens e sons, é constituída pela fotografia, gravação e reprodução de sons, transmissão via telégrafo e telefone. A 3ª Geração, no século XX, ancora-se no Rádio e na Televisão. E a 4ª Geração, a atual para o autor, abrange as tecnologias diversas cujo emprego tem início nos últimos cinqüenta anos, tais como o computador, vídeo-cassete, e outros. Moore e Kearsley (2007) 17 propõem uma seqüência ligeiramente diferente, vinculada diretamente ao ensino a distância, iniciando-se a primeira geração com os cursos por correspondência, a segunda com o uso de rádio e televisão, a terceira com a abordagem sistêmica das universidades abertas, a quarta com os recursos da teleconferência e, por fim, uma quinta geração baseada em computadores e internet (Figura 5). 17 Michael G. Moore é Ph.D. pela University of Winsconsin-Madison e conhecido nos círculos acadêmicos pela liderança na conceituação e no desenvolvimento de estudos rigorosos de educação a distância. É autor de diversas publicações relacionadas ao tema. Atualmente leciona na Penn State University. Greg Kearsley é Ph.D. pela University of Alberta e é consultor especializado na criação e disponibilização de educação on-line. É autor de mais de 20 livros relacionados ao tema de tecnologia. Juntos, Moore e Kearsley são autores do livro Educação a Distância : Uma visão integrada (tit. original: Distance Education: A systems view), São Paulo: Thomson Learning, Página 36

38 1ª geração: cursos por correspondência 2ª geração: rádio e televisão 3ª geração: universidades abertas 4ª geração: teleconferências 5ª geração: Internet / web Figura 5 - As cinco gerações de TI. Fonte: MOORE; KEARSLEY, 2007, p.26. Nesta pesquisa, considerou-se pertinente utilizar a classificação apresentada por Moore e Kearsley por ser esta mais completa, e ao mesmo tempo enfatizar de forma mais abrangente o impacto das tecnologias de comunicação sobre o ensino a distância. Convém ainda ressaltar a diferenciação entre tecnologia e mídia, onde: A tecnologia é que constitui o veículo para comunicar mensagens e estas são apresentadas em uma mídia. (MOORE; KEARSLEY, 2007, p.7). Nesse entendimento, consideram-se como mídias os textos, imagens (fixas ou em movimento), sons e dispositivos ª Geração: Cursos por Correspondência Cronologicamente, a invenção da prensa de tipos móveis feita pelo alemão Johannes Gutemberg, no século XV, opera uma revolução na forma de transmissão do conhecimento na medida em que os antigos volumes copiados manualmente podem, a partir de então, ser reproduzidos e distribuídos em larga escala, dividindo entre muitos o conhecimento que antes era limitado a poucos. A opção de envio de um volume impresso, ou vários volumes, com conteúdos específicos e estruturados, abrem a possibilidade de aprendizado autônomo, dando início, no século XVIII ao ensino a distância. Pode-se estabelecer o início do ensino a distância com os cursos por correspondência entregues via correio, cujas experiências pioneiras ocorrem na Europa. Em 1728, a Gazette de Boston anuncia aulas por correspondência, organizadas por Caleb Philips, que envia semanalmente as lições para os alunos inscritos (LITTO; FORMIGA (orgs.), 2009). Em 1840, na Inglaterra, Isaac Pitman utiliza o sistema postal para ensinar taquigrafia, e na década de 1850, quando o francês Charles Touissant e o alemão Gustaf Languenscheidt iniciaram o Página 37

39 intercambio do ensino de línguas, resultando na criação de uma escola de ensino de idiomas por correspondência (MOORE; KEARSLEY, 2007). Já em 1880, nos Estados Unidos da América, viabilizados pela expansão das linhas férreas e pela ampliação e confiabilidade dos serviços postais, começam a ser efetivados cursos deste tipo. O trabalho do Chautauqua Correspondence College, a partir de 1881, é considerado pioneiro no ensino a distância nesse país. E a Universidade de Chicago, por sua vez, pioneira na formação de um programa formal de educação à distância, ainda na década de 1890 (MOORE; KEARSLEY, 2007). Além disso, nos Estados Unidos ocorreu um rápido crescimento do setor privado através das escolas particulares, o que levou a certo descrédito, devido a variação da qualidade dos cursos. Em 1926 foi criado o National Home Study Council NHSC 18, como uma forma de regulamentar e promover o ensino a distância por meio de práticas éticas e profissionalismo (MOORE; KEARSLEY, 2007). Neste aspecto, é importante ressaltar um estudo sobre ensino a distância, patrocinado pela NHSC e realizado em 1968, que indicou que aproximadamente três milhões de americanos estavam estudando através deste método, e, desse total, 10% já eram vinculados a programas de universidades e mais de 50% estudavam nas forças armadas (MOORE; KEARSLEY, 2007) ª Geração: Rádio e Televisão O desenvolvimento de aparelhos receptores de ondas, como o rádio, e posteriormente a televisão, criam novas possibilidades de ensino a distância, até então restrito aos cursos por correspondência. O desenvolvimento de novos meios áudio-visuais permite a transmissão de conteúdos diversificados. Ainda antes do rádio e da televisão, a invenção da fotografia, e posteriormente do cinema, trazendo novos recursos áudio-visuais, aliados à necessidade de treinamento de grandes contingentes de recrutas convocados para o esforço de guerra durante a 2ª grande guerra 18 Conselho Nacional de Estudo em Casa. Página 38

40 mundial, provocou um grande impulso no desenvolvimento de métodos de treinamento e de transmissão de conteúdos educacionais. Pesquisadores - psicólogos e educadores norte americanos - foram convocados a desenvolver materiais de treinamento para o serviço militar, como ressalta Filatro: [...] assim, armados com as idéias de Edward Thorndike segundo as quais a aprendizagem ocorre quando um tema é cuidadosamente controlado e seqüenciado e quando os alunos recebem um reforço apropriado e abastecidos com a experiência de criar métodos padronizados de entrega instrucional usando máquinas de ensino, os pesquisadores desenvolveram uma leva de filmes para treinamento militar, tendo como inspiração o sucesso de audiovisuais como o cinema. (FILATRO, P.8) Entre 1941, ano do início do funcionamento do United States Army Institute (USAFI) e seu fechamento em , *...+ mais de sete milhões de membro das forças armadas fizeram cursos de ensino médio e aproximadamente (sic) pessoas se matricularam em cursos de nível universitário. (MOORE; KEARSLEY, 2007, p.31). Apesar do fracasso inicial das primeiras tentativas realizadas entre 1921 e 1925 do uso de transmissão radiofônica para curso de ensino a distancia, este se deveu principalmente ao amadorismo no trato com o veículo e a conflito de interesses, principalmente comerciais. A TV educativa começa a ser desenvolvida em 1934, e a partir de 1950 a Fundação Ford doa centenas de milhões de dólares para sua transmissão nos Estados Unidos. Em 1956, uma experiência pioneira une em circuito fechado diversas escolas públicas de Maryland. Em 1972 todas as operadoras de TV a cabo são obrigadas a ter pelo menos um canal educativo, em programas denominados telecursos, versando sobre os mais variados temas. Em 1981, há mais de 600 mil alunos matriculados neste tipo de curso (MOORE; KEARSLEY, 2007, p.33). Esta modalidade de vídeoaula difundida por meio da televisão, em teleconferência, como a TV Educativa, tem a desvantagem de ser unidirecional, o que obriga que os educadores e 19 Na verdade o fechamento do USAFI foi feito apenas em função da sua substituição por outro programa denominado DANTES, e terceirizado diretamente com universidades e escolas privadas. (Moore; Kearsley,2007, apud Writh, 1991, p.54) Página 39

41 elaboradores de conteúdos tenham uma abordagem diferente e específica diante de um aluno passivo. Entretanto, o aumento da interatividade desta modalidade ocasionado pelo desenvolvimento da TV digital, por meio de conexão pela internet, permite supor mudanças consideráveis, e sua longevidade aumentada ª Geração: Universidades Abertas Entre 1964 e 1968, nos Estados Unidos, o Articulated Instructional Media Project (AIM), organizado por Charles Wedemeyer 20, propunha a integração de diversas mídias, tais como: [...] guias de estudo impressos, orientação por correspondência, transmissão por rádio e televisão, audioteipes (sic) gravados, conferências por telefone[...] e recursos de uma biblioteca local.[...] (E ainda) o suporte e a orientação do aluno, discussões em grupos locais e o uso de laboratórios das universidades nos períodos de férias. (MOORE; KEARSLEY, 2007, p.35) Em 1960, Wedemeyer traz uma constelação de pensadores pioneiros sobre a tecnologia para a educação para a Universidade de Wisconsin, em Madison, cujas discussões resultam 20 Charles Wedemeyer interessou-se pelas tecnologias de comunicação, e como estas tecnologias poderiam ser utilizadas na educação de adultos, quando servia como oficial da Marinha americana durante a Segunda Guerra Mundial. Mais tarde, como diretor de estudo do programa por correspondência da Universidade de Wisconsin, através da associação da universidade com o trabalho das Forças Armadas dos EUA (Instituto USAFI), a maior organização de ensino à distância no mundo com quase meio milhão de estudantes na época, Wedemeyer pode aplicar suas idéias, demonstrando a viabilidade de um novo modelo educacional. Estudioso, autor, professor, filósofo e criador da idéia de educação aberta e educação a distância, foi durante quatro décadas um fervoroso defensor da aplicação da tecnologia como ferramenta para a abertura de oportunidades e de promoção da democracia na educação, e para o acesso à Educação, independentemente da idade, raça, sexo, nacionalidade, deficiência física, renda, classe social, emprego ou local de residência. (MOORE, Michael G., Editorial do The American Journal of Distance Education, Volume 13, Número 3, 1999, por ocasião da morte de C. Wedemeyer. Disponível em: <http://www.ajde.com/contents/vol13_3.htm> Acesso em: 26 abr Página 40

42 no relatório Brandenberg, que lança as bases da investigação e da teoria para o que agora se descreve como educação a distância (MOORE, 1999). Estas idéias foram testadas com o Articulated Instructional Media Project (AIM), de 1969, através da elaboração, supervisão e registro das experiências, cujo aspecto mais importante foi justamente a visão integrada e articulada de diversas formas de abordagem do conteúdo, de tal maneira que diversos estilos de aprendizado pudessem se manifestar em função de características diferenciadas dos estudantes. O AIM é reconhecidamente um marco em relação ao ensino a distância, especialmente devido a sua abordagem como um sistema total. Com a boa repercussão de suas idéias na Inglaterra, onde outro projeto está em gestação, a Universidade Aberta da Grã-Bretanha, Wedemeyer é convidado a apresentar o projeto na Universidade de Oxford. Entretanto, ele considera que seu projeto, principalmente por seu pioneirismo, tinha pelo menos três falhas inerentes a falta de controle sobre o corpo docente, sobre o currículo e dos recursos financeiros, e expõe estas questões. Evitando estes erros os ingleses optam por criar uma instituição de ensino com finalidade única, cujo expoente é a Universidade Aberta (UA) 21. Esta instituição mantém sua autonomia, apesar da pressão das instituições tradicionais de que estas unidades deveriam ser inseridas dentro das universidades. O projeto de Universidade Aberta da Inglaterra atualmente com mais de 200 mil alunos anuais, é considerado exemplar segundo especialistas como Moore, Kearsley, Litto, e Formiga, e conseguiu provar que através da seleção de conteúdos adequados, da metodologia adotada e das ferramentas disponíveis à época para a integração professoraluno, permitiam um ensino a distância de boa qualidade. O sucesso da experiência britânica rendeu frutos e atualmente existem instituições similares em diversos países. Devido ao grande número de alunos elas são conhecidas como 21 Universidade aberta significa que não há exigência de exame de admissão, podendo o aluno optar por um curso acadêmico, com diploma, ou simplesmente cursos de aperfeiçoamento, permitindo a atualização do indivíduo face às novas necessidades do mercado de trabalho. (LITTO; FORMIGA (orgs.), 2009) Página 41

43 megauniversidades, ou metauniversidades 22, e estão situadas na China ( alunos), Índia ( alunos), Coréia ( alunos), Turquia ( alunos), além do Canadá, Alemanha e Países Baixos, entre outros (MOORE; KEARSLEY, 2007) ª Geração: Teleconferência O primeiro protótipo de videofone foi testado em 1964, mas seu uso efetivo só foi possível a partir de 1980, com o aumento da infraestrutura de transmissão e com a redução de seu custo. A videoconferência foi criada como uma ferramenta empresarial para facilitar reuniões de negócios. Posteriormente passou a ser utilizada para fins educativos. Dentre as mídias aplicadas ao EAD esta é a que mais se aproxima de uma interação presencial, pois permite a comunicação em duas ou mais direções, em tempo real com áudio e vídeo, integrando professor e aluno, ou alunos, em dois ou mais diferentes locais (LITTO; FORMIGA (orgs.), 2009). Nos Estados Unidos, atraiu um grande número de educadores pela possibilidade do processo educacional ocorrer de forma parecida com a tradicional em classes ou grupos de alunos que, mesmo não compartilhando o mesmo espaço físico com o professor, estariam interagindo com este em tempo real. Em um primeiro momento utilizou-se a audioconferência (1970 a 1980), mas com a evolução da tecnologia de transmissão de sinal de vídeo, a partir da década de 1980, a videoconferência se dissemina, com suas claras vantagens (MOORE; KEARSLEY, 2007, p.39) ª Geração: Internet / Web A mais recente, e maior revolução se dá pela introdução do universo digital e pela invenção e uso da Internet como meio de comunicação, que inicialmente pretendia unir universidades em torno de projetos de pesquisa. É até possível pensar num futuro, talvez não muito distante, onde todo o conhecimento humano poderá estar ao alcance de 22 Nomenclatura utilizada para denominar universidades com mais de alunos (LITTO; FORMIGA (orgs.), 2009). Página 42

44 qualquer indivíduo que a ela esteja conectado 23, sem limites geográficos ou horários determinados. Esta possibilidade é de tal forma revolucionaria que ainda não é possível estabelecer o seu impacto em nossa sociedade. Estamos vivendo um processo extremamente dinâmico onde seus contornos e limites ainda não são muito claros. Além disso, a tecnologia de compressão de vídeos, dividindo-os em blocos e facilitando a sua transmissão, permitiu que também os vídeos, além dos textos e das imagens estáticas fossem incorporados definitivamente aos conteúdos habituais da internet. As características atuais dos computadores pessoais permitem transformá-los em máquinas hibridas, mistura de processador de texto e de imagens, máquina de calcular sofisticada, plataforma de projeto e desenho, terminal de comunicação em áudio e vídeo, além de inúmeras outras aplicações multimídia. O desenvolvimento exponencial do poder de processamento dos novos computadores (hardware) e o aumento da disponibilidade de todo tipo de programas (softwares), e incluindo a computação em nuvem ou cloud computing, que usa recursos de processamento e ferramentas que estão espalhados pela rede e não exclusivamente na máquina do usuário, e ainda com as novas opções de conectividade, como a banda larga, bem como a acessibilidade remota, tornam-na, a cada dia mais, uma ferramenta de trabalho obrigatória. Moore e Kearsley (2007) elencam algumas características relevantes para este desenvolvimento. Entre elas se destacam: - o acesso crescente a oportunidades de aprendizado e treinamento; - apoio à qualidade das estruturas educacionais existentes; - melhora da capacitação do sistema educacional; - aumentar as aptidões para a educação em novas áreas do conhecimento; - e ainda, oferecer uma combinação de educação com trabalho e vida familiar. 23 A empresa de internet Google já trabalha em um projeto de biblioteca virtual universal, mas que ainda esbarra na questão de direitos autorais, um tema bastante sensível e muito discutido, principalmente em relação a internet. Página 43

45 Atualmente, com o crescimento vertiginoso das possibilidades de integração entre alunos e professores, por meio das tecnologias baseadas em redes de computadores, e ainda com a transmissão de dados em alta velocidade via internet, a rede de computadores mundial, ainda podem surgir resistências quanto a aceitá-lo como um formato válido e relevante de inclusão e qualificação de profissionais (LITTO; FORMIGA (orgs.), 2009). De fato, alguns aspectos podem ser questionados, tais como: Se a interação professor X aluno pode ser reproduzida integralmente fora da sala de aula; Se há risco da banalização dos meios de ensino em função da ampliação das vagas oferecidas com a adição de ensino à distância; Se é possível oferecer alta qualidade de ensino e de material didático; Se é suficiente o uso de tutores, de forma a reduzir os custos com professores. De forma geral, a resposta a questão da interação professor X aluno tem sido positiva, embora as configurações sejam diferentes e as relações sejam mantidas através de outro meio (LITTO; FORMIGA (orgs.), 2009). Por outro lado, toda vez que há um aumento expressivo da oferta de vagas na educação, é preciso que formas de controle da qualidade sejam implantados, ou o resultado será variável. O mesmo ocorre com o ensino a distância, se não houver um suporte qualitativo adequado. E não há nada que impeça oferecer qualidade tanto de ensino como do material didático. Esses serão tão bons quanto o corpo técnico que os elaboram. Além disso, é importante ressaltar as possibilidades multimídia oferecidas pela internet. Em relação aos tutores, esses não substituem os professores, mas servem de filtro para as questões mais simples e para o gerenciamento do dia a dia do curso, deixando para o professor as questões mais relevantes. O papel do professor, enquanto responsável pelo conteúdo, permanece. Muitos especialistas em educação acreditam que as novas tecnologias de comunicação ainda terão grande desenvolvimento e que estamos presenciando apenas o início deste processo. O desenvolvimento da internet e o crescimento do acesso a ela transformam Página 44

46 sobremaneira as possibilidades de transmissão de informação na rede em duas, ou mais direções e a interatividade entre membros de uma comunidade virtual (FILATRO, 2004) (MOORE: KEARSLEY, 2008) (ALMEIDA, 2009) (NISKIER, 2009) (LITTO; FORMIGA (orgs.), 2009). Almeida 24 chama a atenção para o fato de que: A disseminação do uso da tecnologia digital e, especialmente, da internet na educação a distância (EAD) associada à necessidade de formação ao longo da vida vem provocando um crescimento vertiginoso na EAD on-line e acrescenta novos desafios e perspectivas a essa modalidade educacional, tornando seus processos mais complexos do que na EAD que se realiza por meio de materiais de apoio convencionais. Torna-se assim essencial compreender esse novo universo educacional que se descortina. (FILATRO, 2004, p.9) Por outro lado, no Brasil, as políticas governamentais de aumento da acessibilidade apontam para um crescimento expressivo dos lares com acesso à banda larga, demonstrando que esta modalidade vai continuar crescendo e se impondo como um veículo viável e comum de comunicação e educação. Em dezembro de 2005, o MEC publica o Edital de Lançamento Bases do Sistema Universidade Aberta do Brasil 25, onde constata que: [...] a combinação de fatores demográficos, de políticas de expansão do ensino médio que vem gerando pressão por aumento do número de vagas no ensino superior, bem como aumento das exigências de formação para o 24 Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida é Professora associada da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, coordenadora e docente no Programa de Pós-Graduação em Educação, com pesquisa em Novas Tecnologias em Educação, Formação Docente, Gestão e Tecnologias. Pós doutorado na Universidade do Minho e doutorado em Educação pela PUC SP (2000). 25 Para maiores informações sobre o Edital de Lançamento Bases do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) ver carta de lançamento em: <http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/carta.pdf> Acesso em: 28 mar Ver também: <http://www.uab.capes.gov.br> Acesso em: 28 mar Página 45

47 mercado de trabalho, sinaliza para uma expressiva demanda por educação superior inicial e continuada. Além disso, as assimetrias sociais, econômicas, culturais e educacionais são marcantes, desenhando um diagrama complexo, agravado pelas dimensões continentais do nosso País. (Diário Oficial da União, 20 de dezembro de 2005) Em função da oferta concentrada nos grandes centros urbanos e da escassez nos locais periféricos, o documento aponta o EAD como uma possibilidade real para enfrentamento do problema. [...] Os desafios educacionais podem ter, na educação a distância, uma possibilidade de indiscutível eficácia e que aponta para impactos positivos no tocante à acessibilidade à educação superior. A oferta de educação superior na modalidade de educação a distância constitui-se importante estratégia para aumento da oferta nas regiões distantes dos grandes centros. (IBID, p.2) A criação do Projeto Universidade Aberta do Brasil UAB, *...+ congrega instituições públicas de educação superior para ofertar cursos e programas da modalidade de educação a distância (IBID, p.2), tanto para a formação de docentes demanda estimada em mais de um milhão de indivíduos, apenas no âmbito da esfera federal - como a atualização e aprimoramento do contingente de funcionários públicos e de empresas estatais, além de expandir consideravelmente a capacidade de atendimento às necessidades de novas vagas em educação, externas aos grandes centros. Deve-se acrescentar a este número as qualificações necessárias às instâncias de governos estaduais e municipais, além da iniciativa privada, associações, organizações não governamentais e outros, gerando efetivamente uma grande demanda a ser atendida. Entretanto, diferentemente da idéia original inglesa de uma organização independente e sem restrições prévias para a sua utilização, a Universidade Aberta do Brasil nasce como um consórcio de instituições públicas de ensino superior, e não é aberta, pois não possui os mesmos princípios que norteiam a proposta original 26 (LITTO; FORMIGA (orgs.), 2009). 26 A Universidade Aberta se baseia na idéia de oferecer a um público maior de 21 anos o acesso irrestrito, independentemente de classe social, permitindo que possam completar seus estudos ou adquirir novos Página 46

48 Reforçam essas necessidades a constatação de que a antiga visão do profissional definitivamente apto ao final do ciclo de estudo, com a conclusão do curso universitário, não permite o seu domínio dos conhecimentos, incontestavelmente em constante desenvolvimento e em um ritmo bastante acelerado. Essa visão foi substituída pela perspectiva do processo continuo de aprendizado e atualização, que encontra no EAD uma opção privilegiada. Nesse sentido, Filatro (2008, p27) chama a atenção para a diversidade de posturas que vem sendo adotadas na educação: [...] Novas modalidades de educação, formais ou informais, individuais ou coletivas, de natureza autodidata ou sob a tutela de instituições de ensino, em formato presencial, híbrido ou totalmente mediado por tecnologias, vêm desenhando um novo cenário para a educação. Objetivos, papéis, metodologias e recursos são repensados à medida que máquinas, redes eletrônicas e tecnologias móveis invadem os espaços de aprendizagem tradicionais, fazendo emergir teorias e práticas relacionadas a sistemas virtuais, ambientes hipermídia e comunidades de aprendizagem. E, considerando a rede mundial de computadores, a internet, como um fato consumado, a autora enumera diversas possibilidades virtuais de entrega de informação, tais como: *...] tutoriais fechados, apostilas eletrônicas, listas de distribuição, grupos de discussão, sites para disciplinas, pacotes de cursos, ambientes virtuais e comunidades de aprendizagem. (FILATRO, 2008, p28). Desta forma, também nos meios de ensino, estas mudanças vêm provocando grandes reformulações, onde o sistema linear da sequência fixa de páginas do livro impresso passa a ser um sistema radial com múltiplas interconexões e diversos níveis informativos, com o uso de links e hipertextos. Da mesma forma que os servidores conectam os usuários em redes, o aluno pode estar conectado a professores e a outros alunos, sendo o conhecimento transmitido, repartido e até mesmo criado em diversas mídias, sem hora e local específicos, sendo o lugar de aprendizado e de encontro um espaço virtual. Filatro (2008, P.25) aponta ainda que: conhecimentos em suas próprias casas, sem exigência de freqüência ou obrigatoriedade de comprovação de instrução anterior. (LITTO; FORMIGA (orgs.), 2009, p.12). Página 47

49 [...] Conceitos como educação permanente e aprendizagem por toda a vida (lifelong learning) fazem crer que a auto-educação e o autodesenvolvimento não são mais opções de uma parcela da sociedade cuja vocação para o aprender aponta para o desenvolvimento pessoal continuado. O que antes significava uma ocupação de vida em oposição ao trabalho, com data de conclusão definida por um ritual de passagem para o mundo adulto, firma-se agora como estratégia de sobrevivência. A autora entende que a globalização e a informatização caracterizam um novo tipo de sociedade denominada sociedade da informação, ou do conhecimento (FILATRO, 2004). O conhecimento hoje se amplia rapidamente e em campos muito diversificados. Em nossa sociedade a própria necessidade dos indivíduos em relação ao processo de aprendizado muda rapidamente, de tal forma que este não pode mais ser estanque e limitado, mas sim um processo dinâmico. Cada indivíduo deve ser educado para aprender a aprender, de forma a manter-se atualizado, e a custa de ficar prematuramente fora do mercado de trabalho por falta de atualização. E aqui se abre um grande espaço para a possibilidade do ensino a distância via internet. Ainda segundo Filatro (2004, p.20), a internet oferece potencialidades para a incorporação da aprendizagem informal, autônoma e/ou cooperativa que atendam as demandas gerais de uma sociedade na era da informação. Em relação ao potencial tecnológico da internet, o Livro Verde, da Sociedade da Informação no Brasil, aponta que não é suficiente apenas treinar indivíduos no uso das novas TICs. Trata-se também de formar indivíduos para aprender a aprender, de modo a serem capazes de lidar positivamente com a contínua e acelerada transformação da base tecnológica. (SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO NO BRASIL, 2000, p.45) Entretanto, é possível questionar se nossas instituições de ensino estão realmente aptas a formar indivíduos qualificados para esta rápida transformação e, principalmente, para aprender a aprender e adotar, na prática, uma postura autodidata e, ao mesmo tempo participativa, supondo que por trás deste modelo deva existir um pensamento crítico sobre o que esta sendo aprendido, e não apenas a sua aceitação dogmática. Página 48

50 1.2. Principais características e modelos de ensino a distância, baseados na internet Educação a distancia é o aprendizado que ocorre normalmente em um lugar diferente do local de ensino, a sala de aula e a escola. Além disso, exige o uso de técnicas especiais de criação e organização de conteúdo e se processa através do uso intensivo de tecnologias de comunicação (MOORE; KEARSLEY, 2005). Litto (2009) alerta para o fato de que : [...] é evidente que estamos longe de ver a EAD como um campo de estudos que pode ser considerado científico no sentido clássico do termo. Observamos que inexistem práticas científicas rigorosas, como o estabelecimento de definições precisas de fenômenos nessa área. (LITTO; FORMIGA (orgs.), 2009, p.14) Este aspecto causa, por exemplo, a ocorrência da falta de um vocabulário preciso que defina estes diversos fenômenos, gerando termos que se conflitam, ou se sobrepõem, muitas vezes sem consenso de uso, dificultando o intercambio de idéias e experiências entre os profissionais da área. O Governo brasileiro, de acordo com o Decreto Nº 2494, de 10 de fevereiro de 1998, que regulamenta o Art. 80 da LDB, a define, em seu artigo 1 como: Educação a distância é uma forma de ensino que possibilita a autoaprendizagem com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados e veiculados pelos diversos meios de comunicação. 27 Talvez a principal diferença entre o ensino presencial e o ensino a distância, baseado na internet, é o fato de este ser mediado por uma máquina: o computador pessoal, cada vez mais presente no dia a dia dos estudantes e dos profissionais. Portanto, a discussão adesão/rejeição da informática se desloca agora para as transformações do ensino e da aprendizagem (e) para as novas modalidades de educação mediadas por tecnologias. (FILATRO, 2004, p. 32) 27 Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/tread.pdf> Acesso em: 28 mar Página 49

51 A introdução do computador pessoal permitiu a convergência em um mesmo equipamento de uma variada gama de funções, programas especializados, sistemas de registro e integração de comunicação em duas ou mais direções, seja por redes fixas, como também por redes móveis e, principalmente, do acesso a internet. Outra questão importante é o isolamento ao qual está sujeito o indivíduo objeto do ensino a distancia. Para certos modelos de EAD esta é uma possível barreira e um desestímulo ao aluno, a depender da metodologia adotada. Entretanto, este aspecto vem sendo subvertido pelas novas tecnologias de comunicação que integram em tempo real indivíduos que estejam em locais, e até mesmo países diferentes. A característica da internet é ser uma rede sem fronteiras, e por isso é possível unir indivíduos dispostos em locais distantes entre si, sem quebra de continuidade na comunicação. Souza aponta que: [...] O rápido desenvolvimento das redes de computadores, e em especial a Internet, revelou uma ampla gama de recursos possíveis de serem utilizados para o treinamento e capacitação de pessoal a distância, capazes de promover níveis de interação entre professor e aluno e entre alunos comparáveis aos que podem ser obtidos no ensino presencial. (SOUZA, 2001 p.2) 28 Em programas de comunicação instantânea, tais como Windows Live Messenger e Skype 29, entre outros, diversos indivíduos podem compartilhar uma conexão, com áudio e vídeo, e ainda com a troca de mensagens escritas e dados, integrados num mesmo ambiente, simultaneamente. 28 SOUZA, Laura Salime Hage de. O Uso da Internet como Ferramenta de Apoio ao Processo de Ensinoaprendizagem da Engenharia de Transportes. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, Windows Live Messenger, da Microsoft e Skype, recentemente comprado pela Microsoft, são ferramentas de intercomunicação entre computadores, com transmissão de áudio, vídeo, e dados, e também chamadas para telefones fixos e celulares, em todo o mundo. Atualmente já há versões para equipamentos móveis, como os celulares. Ver: <http://explore.live.com/windows-live-messenger?os=other> e <HTTP://www.skype.com> Página 50

52 As redes sociais, fenômeno ainda recente, mas de rápido crescimento, tais como facebook, myspace e orkut 30, entre outros, vêm sendo utilizadas tanto para troca de informações, como de integração entre indivíduos com interesses similares, em comunidades virtuais especializadas. Neste aspecto, Azevedo 31 (2005) destaca: [...] Alunos em turma interagindo uns com os outros e com o professor: por séculos este tem sido o cotidiano da sala de aulas presencial. O que surpreende aqueles que se envolvem com educação a distância online é que exatamente o mesmo pode acontecer em salas de aula virtuais: alunos reunidos em turmas e interagindo uns com os outros e com seus professores. [...] Estas turmas acabam por constituir comunidades virtuais de aprendizagem colaborativa em que, independente do tempo e do lugar, alunos se apóiam mutuamente, contribuem para a aprendizagem uns dos outros com o compartilhamento de indagações, dúvidas, questionamentos, opiniões ou informações. O mito da suposta "frieza" e falta de calor humano de ambientes virtuais cai por terra e deixa perplexos aqueles que antes imaginavam estar diante de máquinas sem vida e sem humanidade. Alves (LITTO; FORMIGA (orgs.), 2009) chama a atenção para as novas gerações de nativos digitais, que já vivem imersas em um universo tecnológico, onde as comunidades sociais virtuais são uma realidade (Facebook, Orkut, MySpace, etc.) e para a cultura da simulação, da forma como é utilizada nos modelos interativos adotados para jogos eletrônicos, onde simulações de ambientes tridimensionais, estratégias de jogo, escolhas e decisões, e o pluralismo de estilos de utilização fazem parte integral do ato de jogar. Sugere que, de forma similar, estes modelos (ou pelo menos estas potencialidades) podem e 30 Uma rede social é uma estrutura social composta por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que partilham valores e objetivos comuns. As que usam a internet, podem operar em diferentes níveis, como em redes de relacionamentos (facebook, orkut, myspace, twitter, tymr) ou redes profissionais (LinkedIn), entre outras. Fonte: <http://pt.wikipedia.org/wiki/rede_social> Acesso em: 02 maio AZEVEDO, Wilson. A Revolução da TI e suas influências na evolução do conhecimento. Disponível em: <http://www.serprofessoruniversitario.pro.br/ler.php?modulo=11&texto=594> Acesso em: 31 mar Página 51

53 devem ser aplicados aos ambientes de ensino virtuais nos cursos a distância: [...] Urge, portanto, a criação de espaços de ensino on-line que contemplem a lógica da cultura da simulação (jogos eletrônicos) e níveis de interatividade que possibilitem a construção do conhecimento, mediado pela necessária interatividade característica do processo de ensinar e aprender. (LITTO; FORMIGA (orgs.), 2009, p.144) O jogo para computador conhecido como SimCity 32 pode ser citado como exemplo. Neste jogo de simulação o jogador pode, literalmente, criar uma cidade virtual, desde sua topografia, rede viária, conjunto arquitetônico, paisagismo, etc. e deve, posteriormente, no papel de administrador ou prefeito, gerenciar o seu desenvolvimento (Figuras 6 e 7). Figura 6 Reprodução de tela da versão 4 do jogo SimCity. Da mesma forma que no mundo real, o administrador pode ser instado a resolver problemas que surgem cotidianamente, tais como desastres naturais, demandas impostas 32 Programa de simulação. Ver <http://simcitysocieties.ea.com/index.php>. Página 52

54 por parcelas da sociedade e diversas outras questões que não estão previstas no orçamento, necessitando de verbas extraordinárias, alocação de novos recursos e até mesmo a decisão sobre novos impostos. De tal forma o simulador se aproxima da realidade, reproduzindo consistentemente a complexidade do planejamento e da administração de uma cidade, que já há versões multiusuários do jogo sendo utilizadas para uso educacional em universidades, como na Universidade de Columbia, na área de engenharia civil e planejamento urbano e ambiental (Figura 8) 33. Figura 7 - Reprodução de tela de um modelo complexo de cidade criada no SimCity. 33 Fonte: Don Hopkin s, blog especializado em computação gráfica e games. <http://www.donhopkins.com/drupal/node/24> Acesso em 11/04/2011. Página 53

55 Figura 8 - Tela da versão para Linux do simulador SimCity. Dessa forma, estas tecnologias conjugadas ao uso de diversas outras mídias (áudio, vídeos, animações, além de fóruns de discussão e ), ampliam sobremaneira as possibilidades de comunicação e integração entre os participantes de um mesmo curso, reduzindo o impacto da questão do isolamento do aluno. Pode ser ainda observada uma mudança de paradigma educacional, uma vez que o aluno passa a ser o protagonista no processo de ensino aprendizagem e o papel do professor passa a ser de orientador e tutor. Sobre isso, Azevedo (2005) ainda assinala: [...] Com efeito, relatos de experiências e pesquisas revelam que a educação a distância permite e estimula o desenvolvimento da autonomia do aluno. E a educação a distância online, via Internet ou através de redes corporativas, Página 54

56 permite e estimula, além desta, o desenvolvimento de competências para o trabalho e a aprendizagem colaborativos. 34 Entretanto, alguns aspectos diferenciam o ensino tradicional do EAD, como ressalta Ponti (2005) 35 : [...] O treinamento virtual permite o estudo de qualquer assunto de uma perspectiva radicalmente diferente, por várias razões: O usuário do serviço (estudante) pode acessar os sistemas de informação em qualquer lugar do mundo. O usuário define, em grande medida, seu próprio plano de ação: horário, nível de profundidade do estudo, etc. A comunicação entre o usuário e o professor ou consultor,*...+ é constante, regular e eficaz. Da habitual burocracia de muitas escolas [...], está sendo passado para o imediatismo (no máximo 48 horas), em resposta às solicitações dos alunos. A avaliação é regida pela lógica e pela utilização *...+. Diz claramente o que será avaliado e, neste sentido, o teste de validação é nada mais do que uma simples confirmação de que as coisas estão indo bem. Elimina a sensação de "professor onisciente", porque o conteúdo de cada disciplina ou curso está no material didático (apostilas, vídeos, CD-ROMs, websites, etc.). O professor ou consultor, portanto, torna-se um guia para navegar pela complexidade das matérias e / ou conteúdos, guia indispensável em assuntos conceitualmente complexos. 36 O principal desenvolvimento das TICs, desde o ensino por correspondência até o estágio atual, com o uso de tecnologias sofisticadas de produção e transmissão de dados, se dá, principalmente em relação à questão da interatividade nas relações entre professor e 34 AZEVEDO, Wilson. A Revolução da TI e suas influências na evolução do conhecimento. Disponível em: <http://www.serprofessoruniversitario.pro.br/ler.php?modulo=11&texto=594> Acesso em: 31 mar Franc Ponti é professor da Fundación Privada Universitaria EADA, em Barcelona, Espanha. Para mais informações ver: <http://www.eada.edu/> Acesso em: 10 abr PONTI, Franc. La Formación Virtual en el Contexto de la Sociedad del Conocimiento. Disponível em: <http://www.serprofessoruniversitario.pro.br/ler.php?modulo=10&texto=567> Acesso em: 31/3/2009. Página 55

57 aluno, e entre alunos. E a transposição para outro lócus que não a sala de aula, das relações que podem ser estabelecidas nesta. Sobre esse aspecto Litto (2009, p.14) observa que *...+ a aceleração do crescimento da educação, em geral, está tornando cada vez mais indistintos os limites entre disciplinas, instituições e locais geográficos um mundo cada vez mais complexo, mais veloz nas mudanças e mais pluralista. Aparentemente, é a internet o veículo que tem se mostrado mais flexível e dinâmico para absorver estas mudanças. As novas ferramentas de videoconferência, tanto em um local pré-estabelecido, onde alunos podem se congregar para assistir a uma palestra, cujo palestrante se encontra em outra cidade, ou mesmo outro país, ou ainda pela utilização de vídeo em tempo real, via internet, com o apoio de ferramentas de comunicação, tais como o Skype, permitem uma imersão cada vez maior em uma relação cada vez mais interativa. Um exercício de livre imaginação sobre os possíveis desdobramentos das atuais tendências tecnológicas de comunicação, principalmente com o desenvolvimento da tecnologia 3D e ambientes de realidade virtual, permite pensar o aluno do futuro, integrado com o professor e os outros alunos, cada qual em sua própria casa, ou em qualquer outro local, em um ambiente virtual tridimensional de imersão total, compartilhando informações, desenvolvendo conteúdos, simulando experiências, tudo através da internet conectados até mesmo através de tecnologias móveis, como o telefone celular. Este ainda não é obviamente o estágio atual, mas, em relação ao uso do telefone celular como meio de aprendizado, na modalidade hoje conhecida como M-Learning 37, a empresa Nokia lidera um grupo de empresas, do qual também faz parte a Pearson Foundation, entre outras, que patrocina e desenvolve um projeto pioneiro que utiliza o telefone celular como meio de transferência de conteúdos para uso diário em sala de aula, efetuando downloads para o telefone celular a partir de um servidor remoto, de tal forma que estes conteúdos possam ser assistidos no próprio aparelho ou conectados a uma televisão. 37 Ou Mobile learning Página 56

58 Esta iniciativa permite levar conteúdos áudio visuais e digitais, de alto nível, através de uma interface muito simples, para comunidades rurais de áreas remotas e distantes dos grandes centros, motivando os professores e alunos. Da mesma forma, permite o envio de material para treinamento de professores, melhorando e aprimorando o nível do ensino 38. Este projeto esta sendo utilizado no Chile, com bons resultados, e tudo leva a crer que este também é apenas o início de um processo com enorme potencial de desenvolvimento Modelos de aprendizado eletrônico Em relação ao desenvolvimento de cursos a distancia baseados na internet torna-se fundamental estabelecer os seus objetivos e a que público alvo ele se destina. Só assim podem ser estabelecidas as abordagens pedagógicas/andragogicas adequadas. O próprio modelo a ser utilizado, e seu sucesso, depende de poder se estabelecer de forma clara os objetivos de aprendizagem. Filatro (2008) descreve os possíveis modelos de aprendizado eletrônico estabelecendo um continuum, que vai desde a simples entrega de conteúdo em rede, para aprendizado individual, até a construção de ambientes complexos de aprendizagem colaborativa em grupo, onde os conteúdos devem ser definidos e produzidos pelos próprios participantes. Numa seqüencia crescente, tanto de complexidade como de dependência tecnológica, podem ser identificados os seguintes modelos: Modelo informacional; Modelo suplementar; Modelo essencial; Modelo colaborativo; e Modelo imersivo. O Modelo informacional pressupõe um conteúdo relativamente estável, mais voltado para consultas, com pouca ou nenhuma interatividade e baixa manutenção. Este modelo é adequado para pequenos cursos informativos, tais como: postura na empresa, procedimentos de segurança, etc. Pode ocorrer tanto on-line, como off-line; 38 Para mais informações ver: <http://www.nokia.com/corporate-responsibility/society/educationdelivery/ed-home> Acesso em: 22 mar Página 57

59 O Modelo suplementar é normalmente utilizado como fornecedor de conteúdo adicional, anotações, atividades e tarefas extras, como forma de complemento as atividades de classe. Ocorre, na maior parte do tempo, off-line. Demanda manutenção diária ou semanal, e memória e largura de banda moderada; Já o Modelo essencial exige acesso constante do estudante e do professor ou tutor a internet, uma vez que a maior parte do conteúdo se encontra na rede. A manutenção é mais intensa e os requisitos tecnológicos, tanto de aluno como do professor/tutor também crescem, bem como a demanda por largura de banda. No Modelo colaborativo o conteúdo fixo pré-estabelecido se encontra na internet e é possível, a partir deste conteúdo, agregar novos conteúdos desenvolvidos pelos alunos e ainda, aprofundar reflexões sobre os assuntos abordados por meio de correio eletrônico, fóruns de discussão e chats, e ainda com a possibilidade de trabalho em grupo. Exige participação ativa dos estudantes e do professor ou tutor. A manutenção é mais intensa e os requisitos tecnológicos, tanto de aluno como do professor/tutor crescem, bem como a demanda por largura de banda. Por último, o modelo imersivo exige mais comprometimento e participação de alunos e tutores que o modelo colaborativo, uma vez que além de um conteúdo pré-estabelecido, todo o conteúdo desenvolvido ao longo do curso, bem como as interações entre alunos/ tutores, e alunos/alunos, são publicados na internet e passam a fazer parte da estrutura do curso, que pode ser alterada e ampliada durante a duração do curso. Neste modelo, a exigência de largura de banda, bem como de competência tecnológica dos participantes é máxima (FILATRO, 2008). As duas últimas modalidades, onde a internet deixa de ser apenas uma forma de distribuir o conteúdo pronto, mas passa a ser uma plataforma colaborativa em rede, onde o conhecimento pode ser produzido de forma compartilhada, apontam para uma nova forma de utilização da internet conhecida como Web , que tem como suas principais 39 O termo Web 2.0 é utilizado para descrever a segunda geração da World Wide Web --tendência que reforça o conceito de troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais. A idéia é que o ambiente on-line se torne mais dinâmico e que os usuários colaborem para a organização de conteúdo. Fonte: Página 58

60 características o conteúdo aberto (open content) 40, código livre (free source ou open source) 41, aproveitamento e compartilhamento da inteligência coletiva por meio de blogs 42, wikis 43 e sites de relacionamento, como Orkut, Facebook e MySpace, entre outros. Figura 9 - Modelos de aprendizado eletrônico (Fonte: FILATRO, Andrea. Design Instrucional na prática. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2008, p.18) Folha.com. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u20173.shtml> Acesso em: 14 maio Diversas universidades e centros acadêmicos disponibilizam atualmente conteúdos e mesmo vídeos de aulas e cursos completos gratuitamente na internet. 41 São programas (softwares) de arquitetura aberta, ou código fonte aberto, normalmente desenvolvidos de forma colaborativa, que podem ser alterados e/ou ampliados com novas ferramentas livremente e sem autorização prévia. Normalmente, as novas ferramentas e desenvolvimentos feitos por terceiros são avaliados por uma entidade ou fundação, que cuida da administração do programa, e podem até ser incorporados ao mesmo. 42 Blogs são páginas pessoais na internet na forma de diários, normalmente com opiniões, comentários, reflexões e fotografias. 43 O termo wiki é utilizado para identificar um tipo específico de coleção de documentos em hipertexto ou o software colaborativo usado para criá-lo. Uma página wiki pode, a qualquer momento, ser editada coletivamente com correções e ampliações. Várias páginas wiki podem ser relacionadas formando um conjunto altamente interligado. O mais conhecido exemplo é a Wikipédia. Página 59

61 Como colocado anteriormente, estas duas modalidades são as que mais demandam de seus participantes e do tutor/professor, mas, por outro lado, são as mais aptas a permitir a abordagem construtivista da construção coletiva do conhecimento e mesmo uma abordagem crítica sobre esta construção Plataformas técnicas para suporte a cursos via Web A transposição para a internet de um sistema de ensino pressupõe a existência de uma serie de recursos e ferramentas que permitam o gerenciamento e controle de conteúdos, acessos, testes e notas, e a integração entre os participantes e com seu professor/tutor. Este tipo de programa é conhecido como LMS (Learning Management System ou sistema de gerenciamento de aprendizado). Dentre as diversas plataformas utilizadas atualmente para o oferecimento de cursos na internet, podemos citar: Blackboard; Aulanet, desenvolvido pela PUC-Rio, COL Cursos On-line, da USP de São Paulo; Teleduc, desenvolvido pela Unicamp; o ecollege, da Pearson Education; WebCT, da British Columbia University; e o MOODLE. 44 Dos programas citados, destacamos o LMS MOODLE 45 por sua característica de programa de código livre e gratuito, que vem sendo utilizado, desde 1999, tanto por universidades, como também por escolas de segundo grau e cursos livres, a nível mundial. Além disso, esta é a plataforma utilizada, atualmente 46 no curso Introdução ao Uso do Aço na Construção 44 Para mais informações sobre os diversos sistemas ver: Blackboard (www.blackboard.com/); Aulanet (www.aulanet.com.br); COL Cursos On-line (http://col.redealuno.usp.br/portal/); Teleduc (http://teleduc.nied.unicamp.br/teleduc/); ecollege (www.ecollege.com); WebCT (www.webct.com); Moodle (http://moodle.org/). 45 MOODLE é o acrônimo de Modular Object Oriented Dynamic Learning Environment. É um programa de código aberto, sob a licença pública GNU, que significa que, basicamente há direitos de autoria, porém é possível a cópia e a modificação, sem que sejam removidas as licenças originais e que o mesmo critério seja aplicado a desenvolvimentos do original. É mantido pela Fundação Moodle. Para mais informações ver: <www.moodle.org> e <http://www.gnu.org/copyleft/gpl.html> Acesso em: 06/04/ A primeira e a segunda edições do curso foram oferecidas por meio do ambiente virtual de aprendizagem COL - Cursos on Line, da USP-SP. Por problemas operacionais ocorridos antes do início da terceira turma não foi mais possível continuar utilizando-o. A migração para o Moodle, inicialmente forçada, mostrou-se Página 60

62 Civil, e que será objeto de análise no capítulo 4. Segundo a própria definição de seus autores: O MOODLE é um Course Management System (CMS), também conhecido como Learning Management System (LMS) ou Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Ele é um aplicativo web gratuito que os educadores podem utilizar na criação de sites de aprendizado eficazes. (http://moodle.org/) O MOODLE tem mais de 37 milhões de usuários, em quase comunidades de aprendizado, que oferecem mais de 3,7 milhões de cursos em pelo menos 75 línguas e que está presente em mais de 210 países, sendo a Open University, da Inglaterra o seu maior usuário, com mais de alunos, em mais de cursos. 47 Original da Austrália, sua primeira versão foi escrita por Martin Dougiamas, utilizando softwares de código aberto que, a partir de seu estudo de doutorado 48, adotou como filosofia pedagógica a criação de um ambiente de caráter construtivista e colaboracionista, mas que na verdade permite desde cursos com simples entrega de conteúdos fixos, até a elaboração de ambientes complexos e flexíveis a partir da colaboração dos participantes. Atualmente, MOODLE é uma organização não governamental, sediada na Austrália, que administra o desenvolvimento e a evolução do programa, validando e incorporando ferramentas e adições ao programa feitas por terceiros, e lançando, pelo menos uma vez por ano, uma nova versão estável do software. Através do site é possível obter as novas versões do programa, suporte técnico, acesso a material didático e a fóruns de discussão, além de notícias sobre eventos e novos desenvolvimentos. Além disso, MOODLE pode ser instalado em sistemas operacionais vantajosa sob diversos aspectos: sua interface é mais simples e mais intuitiva, sendo mais fácil e rápida a adaptação dos alunos a ela. Além disso, o programa é gratuito e seu código é livre, o que permite sua customização quando necessário. Por último, os requisitos tecnológicos para os cursos disponibilizados foram preenchidos de forma adequada pelo sistema. 47 Dados estatísticos fornecidos por Moodle.org, 10 out Título da tese de Dougiamas: The use of Open Source software to support a social constructionist epistemology of teaching and learning within Internet-based communities of reflective inquiry". Página 61

63 Unix, Linux, Windows, Mac OS X e qualquer outro que suporte a codificação PHP 49 e um banco de dados, tornando seu uso verdadeiramente democrático. Em relação aos diversos modelos de ensino eletrônico, permite a criação de cursos, desde os mais simples para treinamento dirigído, com pouca interatividade e simples entrega de conteúdo, até os mais complexos em ambientes colaborativos e com alta interatividade. Figura 10 Reprodução de tela inicial do AVA MOODLE, para o curso de Introdução ao Uso do Aço na Construção. Além disso, é possível acompanhar a participação dos alunos por meio de senhas de acesso individuais, permanecendo disponível para o professor/tutor, ou administrador do curso, o registro de todas as atividades de cada um dos alunos participantes dos cursos. A flexibilidade das ferramentas oferecidas pelo MOODLE permite o uso de uma gama variada de formatos multimídia tornando os cursos mais interessantes e visualmente atrativos. A evolução do software, desde sua primeira versão, tem sido permanente e permite antever 49 PHP significa Hypertext Preprocessor. Trata-se de uma linguagem de programação genérica e amplamente utilizada na internet, que permite o desenvolvimento de páginas dinâmicas, e que podem ser embutidas em codificações HTML. Ver: < Acesso em: 11 maio Página 62

64 um desenvolvimento contínuo à medida que surjam novas tecnologias de comunicação e novas ferramentas de programação 50. O ensino a distância através da internet já é uma realidade, que pode ser facilitada e ampliada por meio destas ferramentas e da construção do conhecimento de forma coletiva. Mas, apesar de toda a evolução tecnológica e das poderosas ferramentas de interatividade disponíveis, o papel do professor, orientador, tutor, ou a nomenclatura que se opte por adotar, permanece, no processo de aprendizado, absolutamente relevante como aquele que induz a formação do pensamento complexo e crítico, além de ter, por sua própria experiência e conhecimento específico, a visão global e o poder de síntese. Seja em sistemas integrais de ensino a distância, ou em sistemas híbridos, parte presencial e parte a distância, o ensino a distância fará cada vez mais parte do nosso dia a dia, e cabe aos professores, juntamente com web designers e equipes multidisciplinares, que irão ajudá-los a criar ambientes adequados ao ensino, um papel absolutamente importante: o de garantir a qualidade do conteúdo e do desenvolvimento de cursos de alto nível. 50 Recentemente foi incorporada uma nova ferramenta para a criação de texto colaborativo on-line. Página 63

65 Capitulo 2: Andragogia Aparte o desenvolvimento de toda a pesquisa sobre o processo de ensino/aprendizado realizada por inúmeros pesquisadores, em particular ao longo do século XX, envolvendo, além da filosofia, a contribuição de diversas outras áreas como psicologia e sociologia, que renovaram e formaram um sólido corpo de conhecimentos sobre como o ser humano aprende e fixa os novos conhecimentos (CAMBI, 1999), interessa a esta pesquisa restringir-se ao ensino/aprendizado de adultos, principalmente no que tange ao treinamento de alunos graduados e profissionais em busca de educação continuada ou de especialização Ensino e aprendizado em adultos Uma das várias maneiras de classificar as teorias da aprendizagem, segundo Netto (1987), baseia-se na distinção filosófica entre empirismo e racionalismo. Essa forte distinção conceitual dá origem às teorias empiristas 51, que enfatizam a importância das experiências sensoriais e, por isso mesmo, apoiam-se fundamentalmente no processo de associação de idéias ( ou de eventos) para proceder à aprendizagem. De outro modo, na concepção racionalista 52 é a razão humana a fonte inicial, primordial, do conhecimento. Suchodolski (2002), numa abordagem mais ampla, denomina estas duas grandes matrizes como pedagogia da essência e pedagogia da existência 53. Entretanto, a própria questão da 51 As teorias empiristas descendem da tradição filosófica do associacionismo de Hobbes, Locke e Hume e se concentram na avaliação externa, objetiva, do homem. Os principais teóricos e pesquisadores da aprendizagem do século XX, tais como Thorndike, Pavlov, Hull e Skinner, adotaram esse ponto de vista. (NETTO, 1987) 52 No racionalismo o principal interesse é a qualidade subjetiva da existência. Tem como precursores Descartes, Leibniz e Kant. Em relação à aprendizagem, destaca mais os problemas de organização, compreensão, interpretação e significado do que é aprendido e a influência de fatores inatos. (NETTO, 1987) 53 A pedagogia da essência considera a existência de um modelo idealizado do ser humano, a sua verdadeira essência real e eterna, e desvinculada da realidade empírica, vivida no mundo real e do cotidiano, e referência para o modelo de educação. A pedagogia da existência toma o homem tal como ele é, e que tem como Página 64

66 existência de uma pedagogia, e do estabelecimento de uma diferença da infância como idade autônoma e diversa da idade adulta, é um fato recente na história da educação, uma vez que na antiguidade a educação estava restrita aos indivíduos adultos (CAMBI, 1999). Knowles (1998) considera que o ensino de adultos foi bastante negligenciado pelos estudiosos, até o início do século 20, principalmente, considerando-se que na antiguidade todos os grandes professores, tais como: Confúcio e Lao Tse, na China, os profetas judeus e Jesus nos tempos bíblicos, Aristóteles, Sócrates e Platão na Grécia antiga, e Cícero e Quintiliano na Roma antiga, se dedicavam ao ensino de adultos e não de crianças, tendo desenvolvido conceitos e processos diferentes daqueles utilizados posteriormente na educação formal. Os métodos utilizados na antiguidade no processo de ensino/aprendizado estavam muito mais ligados a uma forma inquisitiva de abordagem dos temas em discussão do que de uma forma passiva de recepção. Os chineses e os judeus inventaram o estudo de caso, onde o professor propunha, normalmente através de uma história ou parábola, uma questão a ser debatida, que era então desenvolvida nas suas possíveis soluções. Os gregos inventaram o que é chamado de diálogo socrático, conforme os escritos de Platão, onde um grupo propõe uma questão e todos se juntam para propor respostas e soluções. Já os romanos utilizavam o confronto de idéias, onde cada grupo deveria apresentar e defender os seus pontos de vista (KNOWLES; HOLTON; SWANSON, 1998). De forma geral, a educação de crianças era praticamente inexistente nas sociedades antigas, a não ser ligadas ao ensino de profissões ou aos ritos e saberes necessários aos filhos da nobreza (ARANHA, 2006). Na Europa, somente no século VII foram organizadas, pela igreja católica escolas para a educação formal de meninos, principalmente para fins religiosos, denominadas escolas monásticas. As características e estratégias utilizadas nestas escolas para o ensino de crianças ficaram conhecidas como pedagogia, do grego paidós (criança) e agogus (líder, condutor), e literalmente: a arte e a ciência de ensinar a crianças (KNOWLES; HOLTON; SWANSON, 1998). Nelas, a partir do século VII foi objetivo satisfazer suas necessidades, e que contém em si mesmo as forças que formam o seu futuro. O confronto destas duas correntes tem permeado todos os modelos de educação vigentes no século XX e ainda perdura no século XXI. (SUCHODOLSKI, 2002) Página 65

67 sistematizado o método de ensino que se manteve, até o início do século XX, como a base organizacional da educação formal, com conteúdos definidos e alunos passivos. Este termo passa a definir de forma geral a teoria e o estudo dos métodos de ensino. Até o início do século XX, a antiga tradição de ensino para adultos parecia esquecida, pouco tendo sido investigado, especificamente a respeito do ensino e do aprendizado para adultos. Sabia-se mais sobre como animais e crianças aprendem, do que como os adultos o fazem, como lembra Knowles (1998). Malcolm S. Knowles foi um dos primeiros pesquisadores a introduzir nos Estados Unidos, ainda no início da década de 1970, o conceito de andragogia e, em conseqüência, o entendimento de que o processo de aprendizado de adultos é distinto daquele das crianças. O próprio termo andragogia, oriundo do grego andros (adulto) e agogus (líder, condutor), e que corresponde ao ensino voltado para adultos, foi criado em contraposição ao termo pedagogia (ALMEIDA, 2009). A primeira menção ao termo andragogia é de 1833, e deve-se a um professor de gramática alemão, Alexander Kapp, que o utilizou para descrever a teoria educacional de Platão, em termos da indagação, da interação e da dialética, que ele exercitava com pequenos grupos de jovens e adultos (ALMEIDA, 2009). Por falta de um modelo específico e adequado aos adultos, os professores continuaram a utilizar os métodos desenvolvidos para o ensino de crianças, e somente a partir da Primeira Guerra Mundial, os conceitos educacionais referentes à educação de adultos começam a tomar corpo na Europa e nos Estados Unidos (ALMEIDA, 2009). O termo volta a aparecer em 1921 quando Rosenstock, cientista social alemão, apresenta sua concepção de que a educação de adultos requer professores especiais, bases filosóficas e metodológicas diferenciadas, contrapondo desta forma a pedagogia e a andragogia. A partir da década de 1950 o uso do termo torna-se, gradativamente, mais freqüente, culminando com o aparecimento de universidades voltadas à andragogia em Zagreb e Belgrado, na antiga Iugoslávia e em Budapeste e Debrecen, na Hungria, que oferecem especializações e doutorados em educação de adultos e, em 1966, também a Universidade Página 66

68 de Amsterdam inicia um doutorado destinado à andragogia (KNOWLES; HOLTON; SWANSON, 1998) Teorias da Andragogia Em 1926 é fundada nos Estados Unidos a Associação Americana para Educação de Adultos, onde duas linhas de pesquisa são claramente identificadas, sendo a primeira linha denominada científica e a outra artística ou intuitiva (KNOWLES; HOLTON; SWANSON, 1998). Muito provavelmente, as duas linhas citadas por KNOWLES são as mesmas duas grandes linhas citadas anteriormente, no início deste capítulo, racionalista e empirista. Embora a linha científica, iniciada por Edward L. Thorndike (1932) defenda a busca de conhecimento através de uma investigação metodologicamente rigorosa, menos preocupada com a educação de adultos e mais com a habilidade de aprender, foi importante na medida em que forneceu os fundamentos para a teoria comportamental de aprendizado (behaviorista) 54, que tem em B.F. Skinner (1968), um de seus expoentes. Além 54 A abordagem behaviorista, também conhecida como comportamentalista, foi primeiramente formulada por Watson (1913). Tem em Tolman (1932), Hull (1943) e Skinner (1945), seus principais autores, responsáveis por diferentes abordagens da teoria comportamental. De modo geral, o behaviorismo reconhece o conhecimento como a descoberta de algo já existente no mundo externo. Tem como ênfase o empirismo: o conhecimento deriva da experiência (fenômeno > experiência > conhecimento). Considera que se as mudanças no meio provocam mudanças comportamentais, o processo pode ser manipulado de forma a provocar comportamentos e conhecimentos adequados. A utilização de contingências de reforços ( acerto = recompensa / erro = punição) é também outra característica deste sistema. Idealmente, após uma serie de experiências de aprendizado determinadas, monitoradas cientificamente, considera-se que, a partir de um momento, o indivíduo irá apresentar maturidade para perceber como Página 67

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