TRAVESTIS EXPLORADAS SEXUALMENTE: NECESSIDADES DE POLÍTICAS DE ENFRENTAMENTO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "TRAVESTIS EXPLORADAS SEXUALMENTE: NECESSIDADES DE POLÍTICAS DE ENFRENTAMENTO"

Transcrição

1 TRAVESTIS EXPLORADAS SEXUALMENTE: NECESSIDADES DE POLÍTICAS DE ENFRENTAMENTO Alan de Loiola Alves Resumo: O presente artigo tem como temática uma das expressões da questão social presente na realidade social brasileira: a exploração sexual comercial de adolescentes travestis. A exploração sexual comercial infanto-juvenil é uma violência sexual e conforme a Organização Internacional do Trabalho (OIT) é uma das formas mais aviltantes de trabalho infantil. Esta violação dos direitos humanos encontra-se circunscrita numa atividade lucrativa do mercado do sexo, consistindo num crime globalizado, sendo as travestis juvenis prezas fáceis para a rede de exploração, pois subvertem a lógica inteligível do gênero, sendo vítimas de transfobia e estigmatizadas pela sociedade. Este trabalho tem como objetivo apresentar a vivência das adolescentes travestis no mercado do sexo na cidade Rio de Janeiro. Desse modo, a comercialização sexual de travestis juvenis no município carioca encontra-se organizado, existindo uma rede de exploração com agenciadores-aliciadores e clientes, os programas sexuais são tabelados, existe uma jornada regular de trabalho. Ademais, as travestis não são protegidas pela rede de proteção a criança e adolescente. Assim sendo, faz-se necessário proteger as adolescentes travestis, incluindo-as nas políticas de proteção a infância e juventude. Palavras chaves: Travestis Adolescentes. Exploração Sexual Comercial. Gênero. Violência. Introdução Este artigo tem como tema a exploração sexual comercial de adolescentes travestis na cidade do Rio de Janeiro. A Declaração aprovada durante o I Congresso Mundial contra a Exploração Sexual Comercial de Crianças e Adolescentes, Estocolmo 1996, definiu que: (...) a exploração sexual comercial de crianças é uma violação fundamental dos direitos da criança. Esta compreende o abuso sexual por adultos e a remuneração em espécie ao menino ou menina e a uma terceira pessoa ou várias. A criança é tratada como um objeto sexual e uma mercadoria. A exploração sexual comercial de crianças constitui uma forma de coerção e violência contra crianças, que pode implicar o trabalho forçado e formas contemporâneas de escravidão (LEAL e LEAL, 2002, p. 42). A inserção de crianças e adolescentes no mercado do sexo consiste num comércio ilegal e altamente lucrativo e globalizado. Ele é articulado em redes e rotas nacionais e internacionais com o tráfico de drogas e de pessoas, com a corrupção e a pedofilia. Mesmo que a negociação do sexo não esteja organizada, sendo construída através dos arranjos informais, isto é, por situações isoladas e esporádicas é considerada no âmbito do comercio ilegal. 1

2 Nesse sentido, a população infanto-juvenil é duplamente explorada, uma vez que gera lucro econômico para a rede de exploração sexual, como também é fonte de prazer sexual para os consumidores desse comércio. Desse modo, crianças e adolescentes no mercado do sexo são submetidas a uma forma de trabalho, exercendo uma atividade danosa e perigosa para seu desenvolvimento físico, mental, espiritual, moral ou social, interferindo na sua educação e formação pessoal e social. De acordo com Eva Faleiros (2000), existe uma caracterização do mundo do trabalho na exploração sexual comercial de criança e adolescentes distinguindo-se em três diferentes tipos de trabalho: o formal, o informal e o escravo. A primeira forma é representada não pelo aspecto legal, isto é, reconhecido através de registro, mas sim pela relação definida entre patrão trabalhador, onde do contrato de trabalho está bem definido, constando a atividade exercida, assim como a paga pelo trabalho e carga horária trabalhada. A segunda forma, o trabalho informal, se dá pela não contratação, ou seja, a atividade é exercida por conta própria na prostituição de rua, incluindo meninos e meninas de rua, ou através da oferta individual de serviços sexuais, o contrato da atividade é realizada entre o cliente e o adolescente ou a criança. Já a terceira forma, é caracterizada pelo trabalho escravo, que possui como característica a relação de propriedade e servidão, não tendo contrato de trabalho nas relações sexuais comerciais. Vale ressaltar que esse contrato de trabalho envolvendo crianças e adolescentes no mercado do sexo é relativo, não sendo formalizado e sim estabelecido verbalmente, na qual o preço é determinado pelo adulto (cliente e agente), por ato sexual, ficando assim a população infantojuvenil sujeita a determinação de outrem. Neste contexto, o preço estabelecido na relação sexual está organizado em função da qualidade dos serviços e dos produtos ofertados, como também pelo nível da clientela, o espaço urbano aonde são oferecidos os serviços e a aparência das crianças e adolescentes, existindo uma rotatividade dos mesmos nos espaços do mercado do sexo. Como observa Faleiros (2000, p.34), como qualquer outro ramo de negócios este está sujeito à oferta e à demanda, ou seja, às "leis" do mercado. A exploração sexual comercial infanto-juvenil consiste numa atividade sexual com base no valor de uso e de troca, pois a prática sexual envolvendo crianças e adolescentes é utilizada pelos jovens como forma de troca para conquistar algo, exercendo essa atividade em longas jornadas de trabalho, mantendo várias relações sexuais em locais insalubres, não possuem contrato de trabalho e nem renda fixa e estável. Além disso, são usadas para gerar lucro para o proprietário, 2

3 movimentando milhões de dólares de todo o mundo como aponta Paiva e Pereira (1996, p. 231). Araújo (1996) afirma que a inserção de crianças e adolescentes no mercado do sexo corresponde ao terceiro comércio mundial ilegal em termos de lucratividade, ficando atrás do comércio de armas e do narcotráfico. A exploração sexual comercial de travestis adolescentes juvenis é um fenômeno complexo, visto que os mesmos mantêm relações homoeróticas na prática sexual no mercado do sexo e, ainda possuem identidade de gênero feminina, sendo consideradas pela sociedade como desviantes e marginais, são culpabilizadas por vivenciarem esta violência, sofrendo forte preconceito e estigma. 1- Travestis adolescentes: uma questão de gênero As adolescentes travestis 1 identificadas neste trabalho são jovens do sexo masculino com idade entre 12 a 17 anos e 11 meses 2, que possuem identidade de gênero feminina, provocando alterações corporais para adquirirem aparência feminina, que adotam nomes femininos. Segundo Benedetti, as travestis são: aquelas que promovem modificações nas formas do seu corpo visando a deixá-lo o mais parecido possível com o das mulheres; vestem-se e vivem cotidianamente como pessoas pertencentes ao gênero feminino sem, no entanto, desejar explicitamente recorrer à cirurgia de transgenitalização para retirar o pênis e construir uma vagina (BENEDETTI, 2000, p.18),. Contudo, é importante destacar que não pretende-se enquadrar as travestis num formato ou único modelo, pois reconhece as multiplicidades envolvidas nas identidades e na sexualidade humana, na qual existe dentro da travestilidade 3 não é diferente. Todavia, a travesti não busca ser mulher, sabe que não é uma mulher e também não se identifica como uma, ela procura a aparência da mulher que existe no seu imaginário. Parafraseando Benedetti (2000), a aparência corporal feminina é importante para as travestis na sua percepção corporal e formação como sujeito, em função disso realizam transformação no 1 Vale destacar que a utilização do artigo a travesti se dá por compreender a perspectiva de Silva (2007, p.16) que salienta: ainda que no universo travesti não haja consenso sobre qual é o gênero da palavra, uso o artigo feminino para me referir às travestis não só por uma posição política (uma vez que o tratamento no gênero feminino é uma das reivindicações dos movimentos sociais), mas também para estar mais de acordo com a forma como elas se tratam. Entre si, os artigos, pronomes e substantivos para se auto-referirem, ou para tratarem aquelas que lhes são próximas, estarão sempre no feminino. 2 Segundo o Estatuto da Criança e Adolescente, adolescente no Brasil é considerado a partir dos 12 anos. 3 O termo travestilidade é usado no mesmo sentido proposto por William Peres (2004) apud Silva (2007, p.18) uma vez que não só para marcar a heterogeneidade de possibilidades identitárias das travestis, como também em substituição ao sufixo ismo, que remete a doença e a patologia. 3

4 corpo, tomando hormônio feminino, fazem ingestão ou aplicação de medicamentos que contenham progesterona e estrogênio para desenvolver os seios, arredondar os quadris, diminuir os pêlos. Além disso, fazem aplicações de silicone industrial ou prótese, usam roupas femininas, fazem uso de maquiagem e utilizam os artigos femininos. Como apontam Silva (2007) e Fábregas-Martinez (2000) as travestis estão marcadas pelo estigma. Silva (2007) salienta que isso ocorre em função do embaralhamento do gênero, isto é, a identidade do gênero feminino não corresponde ao sexo biológico, que é masculino, mas elas realizam a construção do feminino em corpos masculinos, sendo percebidas com a sexualidade exacerbada, desregrada e problemática. Todavia, a construção da identidade de gênero conta também com a participação dos sujeitos, que estão implicados no processo plural e permanente deste processo (Louro, 1999). Afinal cada indivíduo poderá escolher o seu gênero, estando em conformidade ou não com o sexo biológico ou com as formas atribuídas estruturalmente ao masculino e feminino. Entretanto, essa escolha de viver e usar o corpo de acordo com um estilo consiste em interpretar, reproduzir e reorganizar as normas de gênero. Além disso, a adoção do gênero pode transitar entre o masculino e o feminino e vice-versa (Butler, 1988 apud Saffioti 2001). As travestis possuem identidade gênero feminino, não seguindo a lógica inteligível do gênero. Conforme define Butler, 1990 apud Saffioti (2001, p.6), o gênero inteligível é aquele que de alguma forma, instituem e mantém relações de coerência e continuidade entre sexo, gênero, práticas sexuais e desejo. Desse modo, as travestis desobedecem aos papéis sexuais e sociais estabelecidos pela sociedade, que os definem através do sexo biológico. Em decorrência disso, as travestis são percebidas como desviantes, marginais, sendo discriminas. Neste sentido, está presente a discriminação entre as identidades sociais dominantes, tidas como normais, com as identidades sociais dominadas, consideradas anormais e desviantes, como aponta Guimarães (2004). Este processo é produto da divisão do trabalho, que determinou a identidade social, como positiva ou negativa. Assim sendo, as travestis juvenis que estão construindo e desenvolvendo sua identidade sexual e de gênero, são prezas fáceis para o mercado do sexo, em função do preconceito vivido. 2 Exploração sexual comercial de travestis juvenis no Rio de Janeiro 4

5 A cidade do Rio de Janeiro chamada por cidade maravilhosa, em função das belezas naturais e belezas arquitetônicas, que possui como por exemplo: as praias de Copacabana e Ipanema, a Lagoa Rodrigo de Freitas, a Floresta da Tijuca, o Cristo Redentor e o Teatro Municipal, entre outras, assim como por ser reconhecida sua população como hospitaleira, divertida e sensual.. Este é um dos principais municípios do país e como salienta Evangelista (2003) é uma das mais ricas também e responsável por 62% do Produto Interno Bruto PIB do estado do Rio de Janeiro. Todavia, não é só por seus encantos que a cidade maravilhosa é conhecida, pois ela também tem índices altos de violência urbana, como assaltos, narcotráfico e homicídios. Em amostragem do IBGE nos anos de 2007 e 2008 foram notificados respectivamente e 2,336 casos de homicídios dolosos 4. De acordo como o IBGE (2000) aproximadamente pessoas moram em aglomerados subnormais, espalhados por toda região do município, tanto nas zona sul, norte, oeste e centro A cidade maravilhosa como toda grande metrópole vive um diversificado serviço sexual em todo território, existindo um complexo mercado do sexo, incluindo homens, mulheres, travestis, jovens, idosos e inclusive crianças e adolescentes como prestadores desse serviço. Neste quadro encontram-se as adolescentes travestis, que são exploradas sexualmente em todo território municipal, como mostra a tabela abaixo. Tabela 1: Travestis Adolescentes Exploradas Sexualmente na Cidade do Rio de Janeiro 5 Nº Pontos de Prostituição Zona Total 1 Av. Augusto Severo (Glória) Sul 01 2 Estrada do Pau Ferro (Jacarepaguá) Oeste 02 3 Quinta da Boa Vista (São Cristóvão) Norte 14 4 Praça do Ó (Barra da Tijuca) Oeste 02 5 Rua da Regeneração (Bonsucesso) Norte 03 Total de Adolescentes do Sexo Masculino em Situação de Exploração Sexual Comercial 22 4 Segundo o Código Penal Brasileiro no Art 18, diz-se que o crime é doloso, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo. 5 Fonte: Pesquisa Garotos sem Programa: estudo sobre a exploração sexual comercial de adolescentes do sexo masculino na cidade do Rio de Janeiro. Diário de Campo (junho a dezembro de 2008). 5

6 Esses cinco pontos 6 possuem características semelhantes com certos matizes peculiares, na qual as adolescentes travestis, são chamados e se identificam como travinhas, tendo um número expressivo na Quinta da Boa Vista. Este termo é utilizado no meio em função da pouca idade, pouca transformação no corpo e na fase de iniciação no mercado do sexo. Neste caso, o termo possui semelhanças com o que Silva (2007, p.55) chamou de ninfetinha, pois valem-se da precocidade com que começaram a ingerir hormônios femininos para legitimar sua permanência naquela região. Os programas sexuais nessas localidades são realizados geralmente diariamente, com jornada destinada à exploração sexual comercial longa, permanecendo até nove horas, cobrando pela atividade sexual entre R$ 10,00 e R$ 30,00, arrecadando em média R$ 150,00 pela prática de seis programas numa noite. Os clientes são em sua maioria homens casados com idades entre 20 a 60 anos. Esta organização está pautada na organização da prostituição de travestis adultas. É importante destacar que violência na exploração sexual comercial não está somente na realização de programas sexuais, mas também na exposição, na disponibilidade e o não recebimento por esses serviços, caracterizando da mesma forma a violência, a exploração. O lucro dos comerciantes do sexo e da rede de exploração sexual como um todo é certo, visto que é cobrado do adolescente uma taxa para o exercício dos programas. No mercado do sexo tudo tem um preço, inclusive a rua, assim as adolescentes para ficarem expostas nos lugares para realizar programas sexuais, geralmente pagam uma taxa ao dono do local, em que alguns pontos como na Quinta da Boa Vista é cobrado R$ 120,00 (cento e vinte reais) semanalmente pelo ponto na rua e pelo local de moradia, republica de travestis. Ainda, as travestis sofrem com as agressões físicas e verbas, assim como pelos furtos praticados pelos clientes, pelos transeuntes, pelas colegas que vivenciam a situação de prostituição, pelos donos dos pontos e pelos policiais. A primeira atividade sexual comercial das adolescentes travestis ocorreu na faixa etária entre 10 e 14 anos, em alguns casos antes do processo de transformação no corpo. As pesquisas sobre meninas em situação de exploração sexual comercial indicam a predominância da primeira atividade sexual comercial com idade entre 12 e 14 anos, porém existem crianças com idades mais precoces exploradas sexualmente no Brasil, na qual a gravidade desta situação deve ser considerada na medida em que, anteriormente ao desenvolvimento dos caracteres 6 Vale salientar, a existência de outros pontos de prostituição de adolescentes travestis disseminadas na cidade, como por exemplo, Av. Atlântica em Copacabana, mas sendo possível a realização da pesquisa nesta área. 6

7 sexuais secundários, ou seja, maturação biológica, a partir do qual podemos supor a maturação psicológica (Libório, 2003, p.212). As travestis juvenis relatam que a motivação para a realização do programa sexual comercial se deu pelo desejo de vivenciar a travestilidade, habilidade natural, desejo de ser profissional do sexo e pela possibilidade de ganhar dinheiro. No que tange as relações familiares, as adolescentes apontam como boas ou razoáveis, pois em alguns casos são provedoras ou contribuem no orçamento familiar. A contribuição financeira atenua a orientação e identidade sexual travesti, como também a inserção no mercado do sexo. Ainda, chama-se atenção para a existência da influência direta e/ ou indireta de familiares na exploração sexual comercial, em alguns casos primos, irmãs e/ou vizinhos levam-as para realizar programas sexuais, inserindo-as no mercado do sexo. Sobre a vida escolar, as travestis juvenis destacaram que estão fora da rede educacional a mais de um ano, apontando para a não frequência escolar a pouca motivação, pois vivenciavam situações de bullying, em função da orientação sexual e da transformação do corpo. Além disso, pela necessidade de exercer alguma atividade de trabalho e/ ou a inserção na exploração sexual comercial, sendo incompatível desenvolver essa atividade e frequentar a escola. A respeito da rede de proteção a criança e ao adolescente e as políticas de enfrentamento a exploração sexual comercial infanto-juvenil na cidade do Rio de Janeiros, as travestis informam que nunca foram atendidas pelo Conselho Tutelar, nem pelas abordagens policiais de combate a comercialização sexual da população infantil, assim como as escolas não notificaram aos órgãos competentes a evasão escolar. Contudo, as travestis juvenis destacam a necessidade de medidas de enfrentamento a exploração sexual comercial infanto-juvenil, ressaltando que não concordam com a esta situação vivenciada por elas, na qual destaca como possíveis medidas de proteção a repressão policial e criação de um espaço para os homossexuais adolescentes. Considerações Finais Este artigo mostrou a vivencia das adolescentes travestis no mercado do sexo, na qual a exploração sexual comercial dessas jovens na cidade do Rio de Janeiro encontra-se de forma organizada, pautada na organização da prostituição de rua de travestis adultas, na qual as jovens adotam a linguagem e as denominações dos territórios, assim como realiza jornada de trabalho regular, programa sexual tabelado e ainda são obrigadas a pagar pelo ponto de prostituição e pelos 7

8 investimentos no corpo, como por exemplo, estimulantes sexuais, silicone, hormônio feminino, entre outros artigos estéticos e/ou farmacêuticos. Os pontos de prostituição e os investimentos no corpo geralmente são cobrados pelos aliciadoresagenciadores. A denominação travinha que é dada para as travestis juvenis, as descaracterizam enquanto adolescentes, tirando o caráter de pessoas em desenvolvimento e sujeitos de direitos, coisificando e rotulando dentro de uma lógica perversa, a lógica do mercado. Além disso, destaca-se a invisibilidade das travestis juvenis na rede proteção a criança e o adolescente, assim como nas políticas de combate a exploração sexual comercia, pois não tiveram passagem por nenhum órgão de proteção, isto é, existindo esquecimento deste grupo, na qual seus direitos não tem sido garantidos. Assim sendo, nota-se a necessidade de prosseguir e ampliar as medidas para enfrentar esta problemática. Acreditando no processo de protagonismo dessas jovens, deve-se assumi-los como principal personagem da sua história, trabalhando e estimulando-os nas suas potencialidades e desejos, com propósito de construir alternativas e formas de enfrentamento, vislumbrando outras formas de trabalho, sobrevivência e diversão, que não seja a exploração sexual. Desse modo, fazer valer as vozes das travestis juvenis, transformando-os em sujeitos de direitos. Para isto, precisa-se compreender que as adolescentes travestis também são violentados sexualmente, para que as incluam na agenda política. Neste sentido, sugere-se que as estratégias de enfrentamento à exploração sexual comercial infanto-juvenil, seja realizada conforme a identidade sexual e de gênero, pois as demandas e a realidade vivenciada no mercado do sexo são distintas, assim como precisa prestar a atenção nas percepções das adolescentes sobre a sua situação. Ademais, propõe-se o atendimento das famílias e das jovens dentro do paradigma de redes que implica na articulação entre os segmentos voltados para o atendimento dessa população, isto é, assistência social, educação, saúde e jurídica, permitindo melhor interação e informação acerca das necessidades apresentadas. Ainda, faz-se necessária uma medida a longo prazo, com propósito de prevenir a inserção de crianças e adolescentes no mercado do sexo. Para isto, a realização de campanhas a fim de mudar a postura e o comportamento da população em relação aos preconceitos e estigmas. Ainda é preciso que a população esteja informada sobre a importância das políticas, dos programas e das leis de proteção à criança e o adolescente. O Estado também deve assumir seu papel de proteção, garantindo condições para a família proteger seus membros criança ou adolescente, gerando emprego e renda, com intuito de enfrentar a 8

9 desigualdade social, como também, escolas públicas de qualidade e com ensino laico para todos, atendimento à saúde amplo e preventivo e que as medidas de proteção sejam efetivas e respeitadas. Assim sendo, com o propósito de proteger a infância e a juventude dos riscos sociais, é fundamental que se dê continuidade aos estudos e ao processo de investigação sobre essa temática. Referências ALVES, Alan de Loiola. Garotos sem programa: estudo sobre exploração sexual comercial de adolescentes do sexo masculino na cidade do Rio de Janeiro. Dissertação (Mestrado em Serviço Social) Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, ARAÚJO, Braz. Congresso Mundial contra a Exploração Sexual de Crianças, 27 a 31 de agosto de 1996 Estocolmo, Suécia Rascunho para discussão 5 de fevereiro de In: Araújo, Braz (coord.) Crianças e adolescentes no Brasil; diagnósticos, políticas e participação da sociedade. Campinas, Fundação Cargil, BENEDETTI, Marcos Renato. Hormonizada! Reflexões sobre o uso de hormônios e tecnologia do gênero entre travestis que se prostituem em Porto Alegre. IN: FREITAS, Karen Bruck, FÁBREGAS-MARTINEZ, Ana Isabel e BENEDETTI, Marcos Rentato. Na Batalha: sexualidade, identidade e poder no universo da prostituição. Porto Alegre: Dacasa: Palmarica, EVANGELISTA, Helio de Araújo. Rio de Janeiro: violência, jogo do bicho e narcotráfico segundo uma interpretação. Rio de Janeiro: Revan, FÁBREGAS-MARTÍNEZ, Ana Isabel. A identidade masculina entre os michês de porto Alegre. IN: FREITAS, Karen Bruck, FÁBREGAS-MARTINEZ, Ana Isabel e BENEDETTI, Marcos Rentato. Na Batalha: sexualidade, identidade e poder no universo da prostituição. Porto Alegre: Dacasa: Palmarica, Traçando a batalha: breve perfil da prostituição em espaços privados de Porto Alegre. IN: FREITAS, Karen Bruck, FÁBREGAS-MARTINEZ, Ana Isabel e BENEDETTI, Marcos Rentato. Na Batalha: sexualidade, identidade e poder no universo da prostituição. Porto Alegre: Dacasa: Palmarica, FALEIROS, Eva T. Silveira. Repensando os conceitos de violência, abuso e exploração sexual de crianças e de adolescentes. Brasília: CECRIA, GUIMARÃES, Carmen Dora. O homossexual visto por entendidos. Rio de Janeiro: Garamond, LEAL e LEAL, Maria de Fátima (Org). Pesquisa sobre tráfico de mulheres, crianças e adolescentes para fins de exploração sexual comercial no Brasil. Relatório Nacional. CECRIA (Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes), LOURO, Guacira Lopes. Pedagogias da sexualidade. IN: LOURO, Guacira Lopes (org). O corpo educado: pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte: Autêntica,

10 PAIVA, Denise Maria Fonseca e PEREIRA, Rosana Sperandio. Exploração, abuso sexual e maus tratos de crianças e adolescentes: análise de uma realidade. In: Braz, Araújo (coord.) Crianças e adolescentes no Brasil; diagnósticos, políticas e participação da sociedade. Campinas, Fundação Cargil, SAFFIOTI, Heleieth I.B.. Contribuições feministas para o estudo da violência de gênero. In: Lebrys, estudos feministas, número 1-2, julho/ dezembro, SILVA, Larissa Pelúcio. Nos nervos, na carne, na pele: uma etnografia sobre prostituição travesti e o modelo preventivo de AIDS. São Carlos: Tese de Doutorado em Ciências Sociais, Universidade Federal de São Carlos, Transvestites Sexually Exploited: Policy Needs Coping Abstract: This article is one of the thematic expressions of social issues present in the Brazilian social reality: the commercial sexual exploitation of teenage transvestites. The commercial sexual exploitation of children and adolescents is sexual violence and as the International Labour Organization (ILO) is one of the basest forms of child labor. This violation of human rights is circumscribed in a profitable activity of the sex trade, consisting of a globalized crime, juvenile being transvestites "prezas" easy for network exploration because the logic intelligible subvert the genre, being victims of transphobia and stigmatized by society. This paper aims to present the experience of adolescents in the sex transvestites in Rio de Janeiro city. Thus, the sexual marketing of transvestites youth in the municipality of Rio de Janeiro is organized, there is a network of bookies-operation with customers and pimps, sex programs are tabulated, there is a regular working day. Moreover, transvestites are not protected by the safety net of the child and adolescent. Therefore, it is necessary to protect teenage transvestites, including the policies for the protection of children and youth. Keywords: Transvestite Juvenile. Commercial Sexual Exploitation. Gender. Violence. 10

TRAVINHA NA QUINTA: A EXPLORAÇÃO SEXUAL COMERCIAL DE ADOLESCENTES TRAVESTIS

TRAVINHA NA QUINTA: A EXPLORAÇÃO SEXUAL COMERCIAL DE ADOLESCENTES TRAVESTIS TRAVINHA NA QUINTA: A EXPLORAÇÃO SEXUAL COMERCIAL DE ADOLESCENTES TRAVESTIS Introdução Alan de Loiola Alves Universidade Nove de Julho alanloiola@yahoo.com.br O fenômeno exploração sexual comercial infanto-juvenil

Leia mais

POLÍTICA DE ENFRETAMENTO A EXPLORAÇÃO SEXUAL COMERCIAL INFANTO-JUVENIL NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO.

POLÍTICA DE ENFRETAMENTO A EXPLORAÇÃO SEXUAL COMERCIAL INFANTO-JUVENIL NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO. POLÍTICA DE ENFRETAMENTO A EXPLORAÇÃO SEXUAL COMERCIAL INFANTO-JUVENIL NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO. Alan de Loiola Alves 1 RESUMO O presente trabalho tem como objetivo apresentar as políticas sociais para

Leia mais

Exploração Sexual Comercial de Crianças as e Adolescentes

Exploração Sexual Comercial de Crianças as e Adolescentes Exploração Sexual Comercial de Crianças as e Adolescentes Gorete Vasconcelos go_vasconcelos@yahoo.com.br Marcos Históricos e Políticos Código de Menores /1927 Doutrina da Situação Irregular; Declaração

Leia mais

TRABALHO INFANTIL. CEREST ESTADUAL Márcia Peixoto Lucimeira Costa

TRABALHO INFANTIL. CEREST ESTADUAL Márcia Peixoto Lucimeira Costa TRABALHO INFANTIL CEREST ESTADUAL Márcia Peixoto Lucimeira Costa O que é trabalho infantil? São crianças e adolescentes economicamente ativos, meninos e meninas com idade até 18 anos que contribuam para

Leia mais

HOMENS QUE SE PROSTITUIEM E AS DIFERENTRES IDENTIDADES

HOMENS QUE SE PROSTITUIEM E AS DIFERENTRES IDENTIDADES HOMENS QUE SE PROSTITUIEM E AS DIFERENTRES IDENTIDADES Introdução Alan de Loiola Alves Universidade Nove de Julho alanloiola@yahoo.com.br Na cidade do Rio Janeiro, assim como em qualquer outro grande metrópole,

Leia mais

Breve Cronologia das Ações

Breve Cronologia das Ações A ECPAT nasce como campanha de mobilização contra o turismo sexual nos países asiáticos e, a partir de 1995, torna-se referência mundial no combate à exploração sexual comercial, à pornografia e ao tráfico

Leia mais

VIOLÊNCIA CONTRA A CRIANÇA ou ADOLESCENTE

VIOLÊNCIA CONTRA A CRIANÇA ou ADOLESCENTE VIOLÊNCIA CONTRA A CRIANÇA ou ADOLESCENTE Equipe LENAD: Ronaldo Laranjeira Clarice Sandi Madruga IlanaPinsky Maria Carmen Viana Divulgação: Maio de 2014. 1. Porque esse estudo é relevante? Segundo a Subsecretaria

Leia mais

PROGRAMA NACIONAL DE ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES PAIR

PROGRAMA NACIONAL DE ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES PAIR Presidência da República Secretaria de Direitos Humanos Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente Departamento de Políticas Temáticas dos Direitos da Criança e do Adolescente

Leia mais

ORIENTAÇÃO SEXUAL NOS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS

ORIENTAÇÃO SEXUAL NOS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS DISJUNÇÕES DA SEXUALIDADE NOS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS E NOS PROJETOS ESCOLARES DE EDUCAÇÃO SEXUAL Denise da Silva Braga UERJ Agência Financiadora: CNPQ Os discursos atuais sobre a sexualidade

Leia mais

Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes

Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes Mostrando que a proteção de nossas crianças e adolescentes também está em fase de crescimento Subsecretaria de Promoção

Leia mais

PREVENÇÃO DE VIOLÊNCIAS E PROMOÇÃO DA CULTURA DE PAZ

PREVENÇÃO DE VIOLÊNCIAS E PROMOÇÃO DA CULTURA DE PAZ MINISTÉRIO DA SAÚDE IMPACTO DA VIOLÊNCIA NA SAÚDE DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES PREVENÇÃO DE VIOLÊNCIAS E PROMOÇÃO DA CULTURA DE PAZ VOCÊ É A PEÇA PRINCIPAL PARA ENFRENTAR ESTE PROBLEMA Brasília - DF 2008

Leia mais

- Adolescentes desprotegidos

- Adolescentes desprotegidos + Adolescentes estudando - Adolescentes desprotegidos É da Nossa Conta! = [Cartilha Empregador] Promenino Fundação Telefônica Apoio cartilha_empregador_geral_final.indd 1 01/08/14 17:22 A Campanha É da

Leia mais

1.4 Objeto e Metodologia

1.4 Objeto e Metodologia 1.4 Objeto e Metodologia O objeto a pesquisa cujos dados serão apresentados foi definido juntamente com a SAS- Secretaria de Assistência Social de Presidente Prudente em especial com a equipe do CREAS

Leia mais

O TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL NO ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES Alicia Santolini TONON 1 Juliene AGLIO 2

O TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL NO ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES Alicia Santolini TONON 1 Juliene AGLIO 2 1 O TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL NO ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES Alicia Santolini TONON 1 Juliene AGLIO 2 RESUMO: Este artigo apresenta uma reflexão sobre a violência

Leia mais

LEVANTAMENTO SOBRE CRIANÇAS EM SITUAÇÕES DE RISCO NO BRASIL

LEVANTAMENTO SOBRE CRIANÇAS EM SITUAÇÕES DE RISCO NO BRASIL ESTUDO LEVANTAMENTO SOBRE CRIANÇAS EM SITUAÇÕES DE RISCO NO BRASIL Renata Baars Consultora Legislativa da Área XXI Previdência e Direito Previdenciário ESTUDO JULHO/2009 Câmara dos Deputados Praça 3 Poderes

Leia mais

Secretaria Nacional de Justiça promove a prevenção ao Tráfico de Pessoas em parceria com ONGs

Secretaria Nacional de Justiça promove a prevenção ao Tráfico de Pessoas em parceria com ONGs Secretaria Nacional de Justiça promove a prevenção ao Tráfico de Pessoas em parceria com ONGs Nos últimos anos conhecemos histórias de vida de algumas mulheres acompanhadas na nossa entidade, que estiveram

Leia mais

AÇÕES DE COMBATE A HOMOFOBIA NAS ESCOLAS DO PÓLO DO CEFAPRO (CENTRO DE FORMAÇÃO E ATUALIZAÇÃO DE PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO) DE TANGARÁ DA SERRA-MT

AÇÕES DE COMBATE A HOMOFOBIA NAS ESCOLAS DO PÓLO DO CEFAPRO (CENTRO DE FORMAÇÃO E ATUALIZAÇÃO DE PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO) DE TANGARÁ DA SERRA-MT AÇÕES DE COMBATE A HOMOFOBIA NAS ESCOLAS DO PÓLO DO CEFAPRO (CENTRO DE FORMAÇÃO E ATUALIZAÇÃO DE PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO) DE TANGARÁ DA SERRA-MT RELATO DE EXPERIÊNCIA Introdução Marcos Serafim Duarte

Leia mais

elementos para refletirmos a respeito da liberdade do corpo da prostituta na prática da

elementos para refletirmos a respeito da liberdade do corpo da prostituta na prática da PROSTITUIÇÃO E A LIBERDADE DO CORPO 1 Primeiramente quero agradecer o convite e falar que estou encantada de falar deste tema para uma platéia tão especial. Bom, na minha comunicação pretendo levantar

Leia mais

Relatório da Pessoa Idosa

Relatório da Pessoa Idosa Relatório da Pessoa Idosa 2012 O Relatório da Pessoa Idosa 2012, com base nos dados de 2011, se destina à divulgação dos dados de criminalidade contra a pessoa idosa (idade igual ou superior a 60 anos),

Leia mais

Declaração de Estocolmo. Declaração de Estocolmo

Declaração de Estocolmo. Declaração de Estocolmo Declaração de Estocolmo Declaração de Estocolmo Como resultado do Congresso Mundial sobre Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, realizado em Estocolmo, em 1998, foi apresentada uma Declaração e

Leia mais

29 DE JANEIRO DIA NACIONAL DA VISIBILIDADE DE TRAVESTIS E TRANSEXUAIS. Jaqueline Gomes de Jesus* 1

29 DE JANEIRO DIA NACIONAL DA VISIBILIDADE DE TRAVESTIS E TRANSEXUAIS. Jaqueline Gomes de Jesus* 1 29 DE JANEIRO DIA NACIONAL DA VISIBILIDADE DE TRAVESTIS E TRANSEXUAIS Jaqueline Gomes de Jesus* 1 Uma história única cria estereótipos, e o problema com os estereótipos não é que eles sejam mentirosos,

Leia mais

SUGESTÕES DE COMO ABORDAR NAS EMPRESAS O TEMA DO ENFRENTAMENTO DA EXPLORAÇÃO SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

SUGESTÕES DE COMO ABORDAR NAS EMPRESAS O TEMA DO ENFRENTAMENTO DA EXPLORAÇÃO SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES SUGESTÕES DE COMO ABORDAR NAS EMPRESAS O TEMA DO ENFRENTAMENTO DA EXPLORAÇÃO SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES PRESIDENTA DA REPÚBLICA Dilma Vana Rousseff MINISTRA DE ESTADO CHEFE DA SECRETARIA DE

Leia mais

PRESERVAÇÃO DA VIDA: COMUNIDADE ESCOLAR DO BAIRRO DO ICUI CONTRA O TRAFICO DE PESSOAS

PRESERVAÇÃO DA VIDA: COMUNIDADE ESCOLAR DO BAIRRO DO ICUI CONTRA O TRAFICO DE PESSOAS PREFEITURA MUNICIPAL DE ANANINDEUA SECRETARIA MUNICIPAL DE CIDADANIA, TRABALHO E ASSISTENCIA SOCIAL CENTRO DE REFERËNCIA DA ASSISTENCIA SOCIAL CRAS UIRAPURU PRESERVAÇÃO DA VIDA: COMUNIDADE ESCOLAR DO BAIRRO

Leia mais

Violência contra a Pessoa Idosa. Sandra Regina Gomes Fonoaudióloga e Gerontóloga sandra@longevida.com.br

Violência contra a Pessoa Idosa. Sandra Regina Gomes Fonoaudióloga e Gerontóloga sandra@longevida.com.br Violência contra a Pessoa Idosa Sandra Regina Gomes Fonoaudióloga e Gerontóloga sandra@longevida.com.br Violência contra as pessoas idosas: FOTOGRAFIA: THINKSTOCK problema sério e invisível Síntese de

Leia mais

Crianças/Adolescentes ocupados por U.F e por Faixa Etária

Crianças/Adolescentes ocupados por U.F e por Faixa Etária Erradicação do Trabalho Infantil Brasília, 2 de fevereiro de 21 Introdução Esta nota apresenta um quadro do trabalho infantil no período de 26 a 28, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios

Leia mais

A invisibilidade do trabalho infanto-juvenil doméstico

A invisibilidade do trabalho infanto-juvenil doméstico PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA - PIBIC A invisibilidade do trabalho infanto-juvenil doméstico NOME DA BOLSISTA: Clarice de Sousa Silva ORIENTADOR (A) DO PROJETO: Ana Cristina

Leia mais

DIMENSÕES DO TRABAHO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE PRUDENTE: O ENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÕES DE TRABALHO PRECOCE

DIMENSÕES DO TRABAHO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE PRUDENTE: O ENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÕES DE TRABALHO PRECOCE Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 18 a 22 de outubro, 2010 337 DIMENSÕES DO TRABAHO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE PRUDENTE: O ENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM

Leia mais

A questão do trabalho infantil no mercado de trabalho: um estudo da oferta de trabalho na década de 1990*

A questão do trabalho infantil no mercado de trabalho: um estudo da oferta de trabalho na década de 1990* A questão do trabalho infantil no mercado de trabalho: um estudo da oferta de trabalho na década de 1990* Rafael Loures Ogg¹ Cleise Maria de Almeida Tupich Hilgemberg² Palavras-chave: Violação; Criança;

Leia mais

VIOLÊNCIA E BULLYING HOMO/TRANSFÓBICA NAS ESCOLAS E NAS AULAS DE EFE: ENTENDENDO PARA PODER MINIMIZAR ESSAS PRÁTICAS.

VIOLÊNCIA E BULLYING HOMO/TRANSFÓBICA NAS ESCOLAS E NAS AULAS DE EFE: ENTENDENDO PARA PODER MINIMIZAR ESSAS PRÁTICAS. VIOLÊNCIA E BULLYING HOMO/TRANSFÓBICA NAS ESCOLAS E NAS AULAS DE EFE: ENTENDENDO PARA PODER MINIMIZAR ESSAS PRÁTICAS. Prof. Me. Leonardo Morjan Britto Peçanha Licenciado e Bacharel em Educação Física (UNISUAM);

Leia mais

Como o Brasil enfrenta a exploração sexualcomercial de crianças e adolescentes

Como o Brasil enfrenta a exploração sexualcomercial de crianças e adolescentes Como o Brasil enfrenta a exploração sexualcomercial de crianças e adolescentes 1. Introdução Fenômeno dos mais graves de nosso tempo, a exploração sexual-comercial de crianças e adolescentes não deve ser

Leia mais

Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes: Um Desafio à Primeira Década do Novo Milênio

Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes: Um Desafio à Primeira Década do Novo Milênio Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes: Um Desafio à Primeira Década do Novo Milênio A exploração é caracterizada pela relação sexual de criança ou adolescente com adultos, mediada por

Leia mais

PERSPECTIVAS DE ANÁLISE DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA MULHER: MAPEAMENTO DAS DENÚNCIAS ENTRE OS ANOS DE 2010 E 2011 NA CIDADE DE CAMPINA GRANDE-PB

PERSPECTIVAS DE ANÁLISE DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA MULHER: MAPEAMENTO DAS DENÚNCIAS ENTRE OS ANOS DE 2010 E 2011 NA CIDADE DE CAMPINA GRANDE-PB PERSPECTIVAS DE ANÁLISE DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA MULHER: MAPEAMENTO DAS DENÚNCIAS ENTRE OS ANOS DE 2010 E 2011 NA CIDADE DE CAMPINA GRANDE-PB Autoria: Antonio Pereira Cardoso da Silva Filho Universidade

Leia mais

ORIENTAÇÕES DE COMUNICAÇÃO SOBRE VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

ORIENTAÇÕES DE COMUNICAÇÃO SOBRE VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES A proteção e a promoção dos direitos da infância e adolescência também devem ser contempladas na forma como falamos e comunicamos este assunto. Alguns cuidados com a comunicação são fundamentais para proteger

Leia mais

Cartilha de Prevenção Orientações para o combate à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes

Cartilha de Prevenção Orientações para o combate à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes Art. 5º Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão,

Leia mais

Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres. 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento;

Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres. 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento; Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento; Objetivo geral Promover a igualdade no mundo do trabalho e a autonomia

Leia mais

Artigo 1º - Fica autorizado o Poder Executivo a criar o Programa de Acessibilidade e Segurança da População LGBTT no Estado de São Paulo.

Artigo 1º - Fica autorizado o Poder Executivo a criar o Programa de Acessibilidade e Segurança da População LGBTT no Estado de São Paulo. PROJETO DE LEI Nº 173, DE 2015 Autoriza a criação do Programa Estadual de Acessibilidade e Segurança da População LGBTT no Estado de São Paulo e dá outras providências. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO

Leia mais

Considerando o ensinamento lecionado no paragrafo único do art.134, da Lei Federal nº8.069/90;

Considerando o ensinamento lecionado no paragrafo único do art.134, da Lei Federal nº8.069/90; RESOLUÇÃO N. º 002/2015-CMDCA Dispõe sobre os parâmetros para a formação continuada de conselheiros de direitos e tutelares do Município de São Luis-MA. O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do

Leia mais

ENFRENTAMENTO AO TRÁFICO DE PESSOAS: DESAFIO PARA O GOVERNO BRASILEIRO E PARA A EDUCAÇÃO.

ENFRENTAMENTO AO TRÁFICO DE PESSOAS: DESAFIO PARA O GOVERNO BRASILEIRO E PARA A EDUCAÇÃO. ENFRENTAMENTO AO TRÁFICO DE PESSOAS: DESAFIO PARA O GOVERNO BRASILEIRO E PARA A EDUCAÇÃO. Larissa Gabrielle Braga e Silva 1 Orientadora: Profª Maria Helena Morra 2 RESUMO O Brasil é um país de faces contraditórias

Leia mais

VIOLÊNCIA E SAÚDE RELATO DE UM EXPERIÊNCIA

VIOLÊNCIA E SAÚDE RELATO DE UM EXPERIÊNCIA A imagem não pode ser exibida. Talvez o computador não tenha memória suficiente para abrir a imagem ou talvez ela esteja corrompida. Reinicie o computador e abra o arquivo novamente. Se ainda assim aparecer

Leia mais

A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA AS MULHERES, DESIGUALDADE DE GÊNERO, EDUCAÇÃO E JUVENTUDE COMO CATEGORIAS DE ARTICULAÇÃO

A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA AS MULHERES, DESIGUALDADE DE GÊNERO, EDUCAÇÃO E JUVENTUDE COMO CATEGORIAS DE ARTICULAÇÃO A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA AS MULHERES, DESIGUALDADE DE GÊNERO, EDUCAÇÃO E JUVENTUDE COMO CATEGORIAS DE ARTICULAÇÃO Ideojane Melo Conceição 1 - UNEB Grupo de trabalho - Educação e Direitos Humanos Agencia

Leia mais

Palavras-chaves: denuncia, consumo de álcool, consumo de drogas.

Palavras-chaves: denuncia, consumo de álcool, consumo de drogas. VIOLENCIA CONTRA A MULHER E A DEPENDENCIA FINACEIRA. UM ESTUDO DE CASO NO MUNICIPIO DE PITANGA. MARLY APARECIDA MAZUR MACHADO/UNICENTRO E-MAIL: maymazur@outlook.com SIMÃO TERNOSKI (ORIENTADOR)/UNICENTRO

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA Observatório de Violências e Acidentes Observatório de Violações de Direitos de Crianças e Adolescentes Carnaval 2015 Bahia

GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA Observatório de Violências e Acidentes Observatório de Violações de Direitos de Crianças e Adolescentes Carnaval 2015 Bahia RELATÓRIO CONSOLIDADO 6º DIA DO CARNAVAL 2015 Salvador-BA Revisado 24-02-15 Das 18 horas de 12/02/2015 às 06 horas de 17/02/2015 foram consolidados/analisados pelo Observatório um total de 1126 atendimentos:

Leia mais

EXPLORAÇÃO SEXUAL COMERCIAL

EXPLORAÇÃO SEXUAL COMERCIAL EXPLORAÇÃO SEXUAL COMERCIAL DE CRIANÇAS AS E ADOLESCENTES Margarete S. Marques Psicóloga clínica. Mestre em Psicologia PUC-SP Consultora Childhood Brasil mar-marques@uol.com.br CAMINHO DA CRIANÇA A PARA

Leia mais

SEMANA 3 A CONTRIBUIÇAO DOS ESTUDOS DE GÊNERO

SEMANA 3 A CONTRIBUIÇAO DOS ESTUDOS DE GÊNERO SEMANA 3 A CONTRIBUIÇAO DOS ESTUDOS DE GÊNERO Autor (unidade 1 e 2): Prof. Dr. Emerson Izidoro dos Santos Colaboração: Paula Teixeira Araujo, Bernardo Gonzalez Cepeda Alvarez, Lívia Sousa Anjos Objetivos:

Leia mais

A PERFORMATIVIDADE DE GÊNERO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: PROBLEMÁTICAS E PROPOSIÇÕES NA CONSTITUIÇÃO DE LIVROS DIDÁTICOS

A PERFORMATIVIDADE DE GÊNERO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: PROBLEMÁTICAS E PROPOSIÇÕES NA CONSTITUIÇÃO DE LIVROS DIDÁTICOS A PERFORMATIVIDADE DE GÊNERO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: PROBLEMÁTICAS E PROPOSIÇÕES NA CONSTITUIÇÃO DE LIVROS DIDÁTICOS OLIVEIRA, Márcio de (UEM) MAIO, Eliane Rose (UEM) INTRODUÇÃO A proposta central desse

Leia mais

25 de novembro - Dia Internacional de Combate à Violência Contra as Mulheres. Carta de Brasília

25 de novembro - Dia Internacional de Combate à Violência Contra as Mulheres. Carta de Brasília Anexo VI 25 de novembro - Dia Internacional de Combate à Violência Contra as Mulheres Carta de Brasília Na véspera do Dia Internacional de Combate à Violência Contra as Mulheres nós, trabalhadoras dos

Leia mais

A 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia - Estatísticas e Cases

A 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia - Estatísticas e Cases A 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia - Estatísticas e Cases Dra.Ancilla-Dei Vega Dias Baptista Giaconi Maio/2014 0 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia Criada em 23 de Novembro

Leia mais

Jorge Abrahão de Castro Diretor da Diretoria de Estudos Sociais Brasília, 20 janeiro de 2010

Jorge Abrahão de Castro Diretor da Diretoria de Estudos Sociais Brasília, 20 janeiro de 2010 Juventude e Políticas Sociais no Brasil Jorge Abrahão de Castro Diretor da Diretoria de Estudos Sociais Brasília, 20 janeiro de 2010 Juventude e suas questões Juventude e População: Brasil 2008: 50,2 milhões

Leia mais

Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação-Porto\Portugal. Uma perspectiva comportamental em Adolescentes Obesos: Brasil x Portugal

Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação-Porto\Portugal. Uma perspectiva comportamental em Adolescentes Obesos: Brasil x Portugal Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação-Porto\Portugal Discente: Genaina Bibiano Vieira Disciplina: Desenvolvimento Humano Uma perspectiva comportamental em Adolescentes Obesos: Brasil x Portugal

Leia mais

III SEMINÁRIO POLÍTICAS SOCIAIS E CIDADANIA AUTOR DO TEXTO: Fernanda de Lazari Cardoso; Marisa Alves Lacerda; Luciana da Silva Oliveira

III SEMINÁRIO POLÍTICAS SOCIAIS E CIDADANIA AUTOR DO TEXTO: Fernanda de Lazari Cardoso; Marisa Alves Lacerda; Luciana da Silva Oliveira III SEMINÁRIO POLÍTICAS SOCIAIS E CIDADANIA AUTOR DO TEXTO: Fernanda de Lazari Cardoso; Marisa Alves Lacerda; Luciana da Silva Oliveira Fortalecendo as escolas na rede de proteção à criança e ao adolescente

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO 55. Planejamento Estratégico

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO 55. Planejamento Estratégico PROCURADORIA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO 55 Planejamento Estratégico Criança e Adolescente 2010 PROCURADORIA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO 56 INTRODUÇÃO Tema: Criança e Adolescente A questão da infância

Leia mais

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável Sustentabilidade Socioambiental Resistência à pobreza Desenvolvimento Saúde/Segurança alimentar Saneamento básico Educação Habitação Lazer Trabalho/

Leia mais

PROPOSTA DE PLANO DE AÇÃO PARA A PROMOÇÃO DA IGUALDADE E EQUIDADE DE GÉNERO/CPLP (2014-2016)

PROPOSTA DE PLANO DE AÇÃO PARA A PROMOÇÃO DA IGUALDADE E EQUIDADE DE GÉNERO/CPLP (2014-2016) PROPOSTA DE PLANO DE AÇÃO PARA A PROMOÇÃO DA IGUALDADE E EQUIDADE DE GÉNERO/CPLP (2014-2016) Este Plano de Ação é um sinal claro para os intervenientes dos Estados membro da importância que a CPLP atribui

Leia mais

TRAFICO DE PESSOAS Subsídios para proposição de ações e políticas de segurança pública

TRAFICO DE PESSOAS Subsídios para proposição de ações e políticas de segurança pública TRAFICO DE PESSOAS Subsídios para proposição de ações e políticas de segurança pública Documento enviado ao Conselho de Segurança do Estado do Pará (Consep) Belém, outubro de 2013. Redação: Jaqueline Almeida

Leia mais

FALANDO SOBRE SEXO E SEXUALIDADE: EXERCÍCIO PRÁTICO EM UM AMBIENTE ESCOLAR

FALANDO SOBRE SEXO E SEXUALIDADE: EXERCÍCIO PRÁTICO EM UM AMBIENTE ESCOLAR FALANDO SOBRE SEXO E SEXUALIDADE: EXERCÍCIO PRÁTICO EM UM AMBIENTE ESCOLAR 2013 Charlisson Mendes Gonçalves Graduando em Psicologia pelo Centro Universitário do Leste de Minas Gerais Marleide Marques de

Leia mais

Pesquisa. Há 40 anos atrás nos encontrávamos discutindo mecanismos e. O setor privado de ensino sob um perspectiva de gênero.

Pesquisa. Há 40 anos atrás nos encontrávamos discutindo mecanismos e. O setor privado de ensino sob um perspectiva de gênero. Pesquisa O setor privado de ensino sob um perspectiva de gênero. Introdução Há 40 anos atrás nos encontrávamos discutindo mecanismos e políticas capazes de ampliar a inserção da mulher no mercado de trabalho.

Leia mais

Anais do VII Seminário Fazendo Gênero 28, 29 e 30 de 2006

Anais do VII Seminário Fazendo Gênero 28, 29 e 30 de 2006 Gênero e Sexualidade nas Práticas Escolares ST 07 Priscila Gomes Dornelles i PPGEdu/UFRGS Educação Física escolar - aulas separadas entre meninos e meninas - relações de gênero Distintos destinos : problematizando

Leia mais

O Adolescentro Paulo Freire e suas estratégias para a promoção e prevenção de saúde valorizando o protagonismo juvenil

O Adolescentro Paulo Freire e suas estratégias para a promoção e prevenção de saúde valorizando o protagonismo juvenil O Adolescentro Paulo Freire e suas estratégias para a promoção e prevenção de saúde valorizando o protagonismo juvenil DANIELA FALCI PEREIRA DÁRBIO ANDRÉ DE LIMA Apresentação O Adolescentro Paulo Freire

Leia mais

Carta Política. Campanha Cidades Seguras para as Mulheres

Carta Política. Campanha Cidades Seguras para as Mulheres Carta Política Campanha Cidades Seguras para as Mulheres Brasil - 2014 Nós, mulheres de diversas localidades e comunidades de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e São Paulo, que há muito

Leia mais

A INICIATIVA GLOBAL CONTRA O TRÁFICO DE PESSOAS

A INICIATIVA GLOBAL CONTRA O TRÁFICO DE PESSOAS A INICIATIVA GLOBAL CONTRA O TRÁFICO DE PESSOAS Um crime que envergonha a todos A INICIATIVA GLOBAL CONTRA O TRÁFICO DE PESSOAS O tráfico de pessoas é um comércio internacional que lucra bilhões de dólares

Leia mais

ORGANIZAÇÕES DE/PARA E COM JOVENS: ponderações sobre a participação juvenil

ORGANIZAÇÕES DE/PARA E COM JOVENS: ponderações sobre a participação juvenil ORGANIZAÇÕES DE/PARA E COM JOVENS: ponderações sobre a participação juvenil Maria do Socorro Sousa de Araújo 1 Maria Betânia Silva Magalhães 2 Resumo: Apresentação dos dados da pesquisa visando identificar

Leia mais

Gênero e Educação no Brasil

Gênero e Educação no Brasil Gênero e Educação no Brasil Informe sob responsabilidade de Ação Educativa elaborado para a Campanha Latinoamericana por uma educação não-sexista e anti-discriminatória, de iniciativa do Cladem, em parceria

Leia mais

PLANO MUNICIPAL DE ENFRENTAMENTO A VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA A CRIANÇA E O ADOLESCENTE

PLANO MUNICIPAL DE ENFRENTAMENTO A VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA A CRIANÇA E O ADOLESCENTE PLANO MUNICIPAL DE ENFRENTAMENTO A VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA A CRIANÇA E O ADOLESCENTE APRESENTAÇÃO: A violência sexual contra a criança e o adolescente tem sido um problema de difícil enfrentamento por

Leia mais

Curso de Capacitação em Bullying

Curso de Capacitação em Bullying Curso de Capacitação em Bullying Segundo pesquisa do Instituto Cidadania e da Fundação Perseu Abramo, a violência é o tema que mais preocupa os brasileiros entre 15 e 24 anos (55% do total), à frente de

Leia mais

Indicadores de Violência e Segurança Pública

Indicadores de Violência e Segurança Pública Indicadores de Violência e Segurança Pública 1 2 3 Indicadores de Violência e Segurança Pública Proposta: criação e implementação do Sistema Estadual de Informações de Violência e Segurança Pública Parcerias

Leia mais

FSS. Rede de atendimento para moradores em situação de rua. Revista da ADPPUCRS

FSS. Rede de atendimento para moradores em situação de rua. Revista da ADPPUCRS FSS Revista da ADPPUCRS Porto Alegre, nº. 5, p. 71-76, dez. 2004 Rede de atendimento para moradores em situação de rua GLENY TEREZINHA DURO GUIMARÃES * RESUMO: Esta pesquisa utilizou como fonte de informação

Leia mais

Tourisme sexuel impliquant des enfants & grands

Tourisme sexuel impliquant des enfants & grands Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente Conférence Internationale Tourisme sexuel impliquant des enfants & grands

Leia mais

A SituAção da 2015 PAternidAde no Mundo: resumo e recomendações

A SituAção da 2015 PAternidAde no Mundo: resumo e recomendações Situação a 2015 aternidade o Mundo: esumo e ecomendações ais são importantes. As relações pai-filho/a, em todas as comunidades e em todas as fases da vida de uma criança, têm impactos profundos e abrangentes

Leia mais

Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes: barreiras ao convívio democrático Josevanda Mendonça Franco Professora-Especialista

Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes: barreiras ao convívio democrático Josevanda Mendonça Franco Professora-Especialista CURSO DE APERFEIÇOAMENTO PARA O PROCESSO SELETIVO E CONSULTIVO PARA DIRETORES ESCOLARES Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes: barreiras ao convívio democrático Josevanda Mendonça Franco Professora-Especialista

Leia mais

Merchandising Social Proposta de Temas e Subtemas a Serem Monitorados

Merchandising Social Proposta de Temas e Subtemas a Serem Monitorados Merchandising Social Proposta de Temas e Subtemas a Serem Monitorados 1. Novo Conceito de Merchandising Social Merchandising social televisivo é a veiculação de mensagens educativas, reais ou ficcionais,

Leia mais

JOVEM HOMOSSEXUAL substituir por JOVENS GAYS, LÉSBICAS, BISSEXUAIS E TRANSGÊNEROS (GLBT) ou por JUVENTUDE E DIVERSIDADE SEXUAL

JOVEM HOMOSSEXUAL substituir por JOVENS GAYS, LÉSBICAS, BISSEXUAIS E TRANSGÊNEROS (GLBT) ou por JUVENTUDE E DIVERSIDADE SEXUAL JOVEM HOMOSSEXUAL substituir por JOVENS GAYS, LÉSBICAS, BISSEXUAIS E TRANSGÊNEROS (GLBT) ou por JUVENTUDE E DIVERSIDADE SEXUAL OBJETIVOS E METAS 1. Prover apoio psicológico, médico e social ao jovem em

Leia mais

Violência contra as Mulheres em Pernambuco

Violência contra as Mulheres em Pernambuco Violência contra as Mulheres em Pernambuco Recife, 25 de novembro de 2015 FICHA TÉCNICA Coordenação: Equipe do SOS Corpo Instituto Feminista para Democracia Pesquisadora: Ana Paula Melo (pesquisadora convidada)

Leia mais

MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES TERCEIRA AÇÃO INTERNACIONAL

MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES TERCEIRA AÇÃO INTERNACIONAL MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES TERCEIRA AÇÃO INTERNACIONAL Autonomia econômica das mulheres Autonomia econômica das mulheres se refere à capacidade das mulheres de serem provedoras de seu próprio sustento,

Leia mais

Malabaristas Equilibristas infantis lutando por uma vida digna

Malabaristas Equilibristas infantis lutando por uma vida digna Malabaristas Equilibristas infantis lutando por uma vida digna Autor: Alexandre Pontieri (Advogado, Pós-Graduado em Direito Tributário pela UNIFMU-SP, Pós-Graduado em Direito Penal pela ESMP-SP) Publicado

Leia mais

No entanto, a efetividade desses dispositivos constitucionais está longe de alcançar sua plenitude.

No entanto, a efetividade desses dispositivos constitucionais está longe de alcançar sua plenitude. A MULHER NA ATIVIDADE AGRÍCOLA A Constituição Federal brasileira estabelece no caput do art. 5º, I, que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações e reconhece no dispositivo 7º a igualdade de

Leia mais

Violência letal e gênero: decifrando números obscenos?

Violência letal e gênero: decifrando números obscenos? Violência letal e gênero: decifrando números obscenos? José Eustáquio Diniz Alves1 Sonia Corrêa2 No Brasil, a cada ano, os homicídios matam o equivalente ao número de americanos mortos em toda a Guerra

Leia mais

difusão de idéias Temas Transversais na Educação: ainda uma questão mal resolvida nas políticas de educação

difusão de idéias Temas Transversais na Educação: ainda uma questão mal resolvida nas políticas de educação Fundação Carlos Chagas Difusão de Idéias outubro/2009 página 1 Temas Transversais na Educação: ainda uma questão mal resolvida nas políticas de educação Sandra Unbehaum: avanços e limites na superação

Leia mais

Por uma cidade mais justa e sustentável

Por uma cidade mais justa e sustentável Por uma cidade mais justa e sustentável 2011 Como imaginamos e como queremos Nossa Belo Horizonte daqui a 1, 4, 10, 20 anos? Eixos de Atuação 1. Programa de Indicadores e Metas Selecionar, sistematizar,

Leia mais

Eduardo Stranz Mariana Boff Barreto Rosângela Ribeiro Virna Limongi

Eduardo Stranz Mariana Boff Barreto Rosângela Ribeiro Virna Limongi O Crack na Fronteira Brasileira Eduardo Stranz Mariana Boff Barreto Rosângela Ribeiro Virna Limongi Resumo: O Observatório do Crack, projeto elaborado e mantido pela Confederação Nacional de Municípios

Leia mais

MIGUEL, L. F.; BIROLLI, F. Feminismo e política: uma introdução. São Paulo: Boitempo, 2014

MIGUEL, L. F.; BIROLLI, F. Feminismo e política: uma introdução. São Paulo: Boitempo, 2014 MIGUEL, L. F.; BIROLLI, F. Feminismo e política: uma introdução. São Paulo: Boitempo, 2014 Karen Capelesso 4 O livro Feminismo e política: uma introdução, de Luis Felipe Miguel e Flávia Biroli, se vincula

Leia mais

11º FÓRUM DE EXTENSÃO E CULTURA DA UEM TRABALHO INFANTIL E O PROJETO BRINCADEIRAS COM MENINOS E MENINAS DE E NA RUA.

11º FÓRUM DE EXTENSÃO E CULTURA DA UEM TRABALHO INFANTIL E O PROJETO BRINCADEIRAS COM MENINOS E MENINAS DE E NA RUA. 11º FÓRUM DE EXTENSÃO E CULTURA DA UEM TRABALHO INFANTIL E O PROJETO BRINCADEIRAS COM MENINOS E MENINAS DE E NA RUA. Luisa de Oliveira Demarchi Costa (apresentadora) 1 Cléia Renata Teixeira Souza (coordenadora)

Leia mais

Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)

Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) 15/07/2011 METALÚRGICO, 26 ANOS Não costumo fazer exame porque sinto meu corpo bom, ótimo. Nunca senti uma dor. Senti uma dor uma vez na

Leia mais

www.senado.leg.br/datasenado

www.senado.leg.br/datasenado www.senado.leg.br/datasenado Lei Maria da Penha completa 9 Promulgada em 2006, a Lei Maria da Penha busca garantir direitos da mulher, além da prevenção e punição de casos de violência doméstica e familiar.

Leia mais

MUDANÇAS NO CONTEXTO FAMILIAR

MUDANÇAS NO CONTEXTO FAMILIAR 1 MUDANÇAS NO CONTEXTO FAMILIAR 1 SOUZA, M. A. 2 ZAMPAULO, J. 3 BARROS, D. R. B. Resumo: Com esse breve estudo buscou se refletir sobre as mudanças que a família tem vivenciado no contexto social. Procura

Leia mais

Tema: Criminalidade e Cotidiano. Título: A violência na História do Brasil.

Tema: Criminalidade e Cotidiano. Título: A violência na História do Brasil. Arquivo do Estado de SP O Uso dos Documentos de Arquivo na Sala de Aula Tema: Criminalidade e Cotidiano. Título: A violência na História do Brasil. Mariana Ramos Apolinário 2º semestre 2013 São Paulo SP

Leia mais

Observação: De acordo com o art.2º da Lei 8.069/90 Estatuto da Criança e Adolescente :

Observação: De acordo com o art.2º da Lei 8.069/90 Estatuto da Criança e Adolescente : TRABALHO É toda atividade humana, remunerada ou não, sistemática, obrigatória, que pode ou não exigir conhecimentos específicos sobre determinado tema, arte ou ofício, cujo objetivo é o alcance de uma

Leia mais

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 TEMÁTICA: EDUCAÇÃO, QUESTÃO DE GÊNERO E DIVERSIDADE EDUCAÇÃO

Leia mais

REFLEXÕES SOBRE A QUESTÃO SOCIAL

REFLEXÕES SOBRE A QUESTÃO SOCIAL TEORIA MARXISTA NA COMPREENSÃO DA SOCIEDADE CAPITALISTA Disciplina: QUESTÃO E SERVIÇO Professora: Maria da Graça Maurer Gomes Türck Fonte: AS Maria da Graça Türck 1 Que elementos são constitutivos importantes

Leia mais

Gênero, ética e sentimentos: A resolução de conflitos no campo da educação

Gênero, ética e sentimentos: A resolução de conflitos no campo da educação PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade Gênero, ética e sentimentos: A resolução de conflitos no campo da educação Valéria Amorim Arantes 1 Brigitte Ursula Stach Haertel

Leia mais

Apoio. Patrocínio Institucional

Apoio. Patrocínio Institucional Patrocínio Institucional Apoio O Grupo AfroReggae é uma organização que luta pela transformação social e, através da cultura e da arte, desperta potencialidades artísticas que elevam a autoestima de jovens

Leia mais

APOIO E PARTICIPAÇÃO NAS AÇÕES DE CRIAÇÃO DO NÚCLEO DE ESTUDOS EM GÊNERO, RAÇA E ETNIA NEGRE/UEMS. RESUMO

APOIO E PARTICIPAÇÃO NAS AÇÕES DE CRIAÇÃO DO NÚCLEO DE ESTUDOS EM GÊNERO, RAÇA E ETNIA NEGRE/UEMS. RESUMO APOIO E PARTICIPAÇÃO NAS AÇÕES DE CRIAÇÃO DO NÚCLEO DE ESTUDOS EM GÊNERO, RAÇA E ETNIA NEGRE/UEMS. ¹Gislaine De Oliveira Correia; ²Maria José de Jesus Alves Cordeiro. ¹Bolsista de Iniciação Científica

Leia mais

O Valor Ideológico na Propaganda de Cerveja 1

O Valor Ideológico na Propaganda de Cerveja 1 O Valor Ideológico na Propaganda de Cerveja 1 Nathália Sene GARIERI/ Licenciada em História Aline Rafaela Portílio LEMES Aline Aparecida SILVA Samuel Douglas Farias COSTA RESUMO A propaganda ocupa um largo

Leia mais

DIREITOS DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES: O QUE ISTO TEM A VER COM SUSTENTABILIDADE? 1

DIREITOS DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES: O QUE ISTO TEM A VER COM SUSTENTABILIDADE? 1 DIREITOS DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES: O QUE ISTO TEM A VER COM SUSTENTABILIDADE? 1 O conceito de sustentabilidade Em 1987, o Relatório Brundtland, elaborado pela Comissão Mundial do Ambiente e Desenvolvimento,

Leia mais

Educação Integral Relatório em Junho/2013

Educação Integral Relatório em Junho/2013 Comunidade Escola Família Educação Integral Relatório em Junho/2013 Objetivo 3 O principal objetivo desta pesquisa é avaliar o conhecimento da população brasileira sobre educação integral. Metodologia

Leia mais

O HOMEM DE VERDADE 1 : Olhando pelas lentes pelas quais vêem as mulheres

O HOMEM DE VERDADE 1 : Olhando pelas lentes pelas quais vêem as mulheres Introdução O HOMEM DE VERDADE 1 : Olhando pelas lentes pelas quais vêem as mulheres Sonia de Alcantara IFRJ/UGB sonia.alcantara@ifrj.edu.br Letícia Mendes Pereira, Lohanna Giovanna Gonçalves da Silva,

Leia mais

Sexualidade e Poder segundo Foucault

Sexualidade e Poder segundo Foucault Sexualidade e Poder segundo Foucault SUPERSABER Fenômeno cultural, social FREUD: Desconhecimento do sujeito sobre seu desejo ou de sua sexualidade FOCAULT: Problema da produção de teorias sobre sexualidade

Leia mais

Projeto RI-VIDA Rede de Integração para a Vida Projeto de prevenção de DST s, HIV/AIDS e Hepatites

Projeto RI-VIDA Rede de Integração para a Vida Projeto de prevenção de DST s, HIV/AIDS e Hepatites Projeto RI-VIDA Rede de Integração para a Vida Projeto de prevenção de DST s, HIV/AIDS e Hepatites Apoio: Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS Secretaria de Estado da Saúde VULNERABILIDADE DA POPULAÇÃO

Leia mais

Como proceder à notificação e para onde encaminhá-la?

Como proceder à notificação e para onde encaminhá-la? Se a família não quiser ou não puder assumir a notificação, o educador deverá informar a família que, por força da lei, terá que notificar o fato aos órgãos competentes. Como proceder à notificação e para

Leia mais

Gabinetes de Atendimento da Mulher e da Criança: a análise dos casos registados. Margarita Mejia, Conceição Osório, Maria José Arthur

Gabinetes de Atendimento da Mulher e da Criança: a análise dos casos registados. Margarita Mejia, Conceição Osório, Maria José Arthur Gabinetes de Atendimento da Mulher e da Criança: análise dos casos registados Margarita Mejia, Conceição Osório, Maria José Arthur Publicado em Outras Vozes, nº 7, Maio de 2004 A WLSA Moçambique concluiu

Leia mais