DIAGNÓSTICO SOCIAL DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DO MUNICÍPIO DE MARINGÁ

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1 CMDCA Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente CONSELHO TUTELAR Zona Norte CONSELHO TUTELAR Zona Sul INSTITUTO VOTORANTIM PRATTEIN Consultoria em Educação e Desenvolvimento Social SASC Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania DIAGNÓSTICO SOCIAL DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DO MUNICÍPIO DE MARINGÁ / MARINGÁ 2011

2 DIAGNÓSTICO SOCIAL DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DO MUNICÍPIO DE MARINGÁ /

3 ÓRGÃO REALIZADOR CMDCA Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente Rua Jourbert de Carvalho, 127, 1º andar, sala 201 Centro CEP: Fone: MEMBROS PARTICIPANTES DA COMISSÃO DE DIAGNÓSTICO 1ª COMISSÃO (2010) Paulo Rogério da Silva CMDCA Fernanda Quevedo CMDCA Vandré Fernando Faete Alvarenga Conselho Tutelar Zona Norte João Donizete Francisco Álvaro Conselho Tutelar Zona Sul Ana Aparecida de Brito Apoio Técnico 2ª COMISSÃO (2011) Cibele Cristina Telles Campos Presidente da Comissão / CMDCA Rosângela Maria Martins CMDCA Vandré Fernando Faete Alvarenga Conselho Tutelar Zona Sul Hudson Carlos dos Santos Conselho Tutelar Zona Norte Emiliana Cristina Burkot Taborda Apoio Técnico Fernanda Quevedo Apoio DEMAIS COLABORADORES Estagiárias: Luciana da Silva Santos Cristine Palma Zochio Renata Andrade de Oliveira

4 ELABORAÇÃO DOS QUESTIONÁRIOS PRATTEIN Consultoria em Educação e Desenvolvimento Social ELABORAÇÃO DA METODOLOGIA PRTATTEIN Consultoria em Educação e Desenvolvimento Social COLETA DE DADOS ETAPA INICIAL Ana Aparecida de Brito Fernanda Quevedo Luciana da Silva Santos ETAPA FINAL Cristine Palma Zochio Emiliana Cristina Burkot Taborda Renata Andrade de Oliveira TABULAÇÃO DOS DADOS Ana Aparecida de Brito Cristine Palma Zochio Emiliana Cristina Burkot Taborda Luciana da Silva Santos Renata Andrade de Oliveira AUTORES DO RELATÓRIO Cibele Cristina Telles Campos Cristine Palma Zochio Emiliana Cristina Burkot Taborda Hudson Carlos dos Santos Renata Andrade de Oliveira Rosângela Maria Martins Vandré Fernando Faete Alvarenga

5 CMDCA Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente CONSELHO TUTELAR Zona Norte CONSELHO TUTELAR Zona Sul INSTITUTO VOTORANTIM SASC Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania PRATTEIN Consultoria em Educação e Desenvolvimento Social DIAGNÓSTICO SOCIAL DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DO MUNICÍPIO DE MARINGÁ / Relatório final do Diagnóstico apresentado ao Instituto Votorantim pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e Conselhos Tutelares do Município de Maringá. MARINGÁ 2011

6 SUMÁRIO INTRODUÇÃO JUSTIFICATIVA OBJETIVOS METODOLOGIA INFORMAÇÕES HISTÓRICAS SOBRE O MUNICÍPIO AUTO-AVALIAÇÃO DO CMDCA, DO CONSELHO TUTELAR E UMA APRECIAÇÃO DO SISTEMA DE GARANTIA DE DIREITOS Auto- avaliação do CMDCA Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente Auto-avaliação dos Conselhos Tutelares Zona Norte e Zona Sul Avaliação dos recursos fundamentais do Sistema de Garantia de Direitos: defesa, promoção e controle Avaliação da articulação e comunicação dos atores do Sistema de Garantia de Direitos Avaliação do planejamento, controle e da política de atendimento DADOS GERAIS DO MUNICÍPIO Análise das vulnerabilidades Análise das Vulnerabilidades apontadas pelo IDF Índice de Desenvolvimento da Família Violações de Direitos Fundamentais Registradas nos Conselhos Tutelares Atos Infracionais Registrados pelo Sistema de Segurança Pública (Polícia Civil e Polícia Militar) Atos Infracionais Registrados pelo Ministério Público e Poder Judiciário Perfil dos atendimentos às crianças e adolescentes no HUM Hospital Universitário Regional de Maringá Descrição das potencialidades Equipamentos de Atendimento na área da Saúde Equipamentos de Atendimento na área da Educação Equipamentos de Atendimento na área de Cultura, Esporte e Lazer Equipamentos de Atendimento na área de Assistência Social Dados Territoriais REGIÃO

7 4.1.1 Análise das Vulnerabilidades do IDF Índice de Desenvolvimento da Família, registradas na Região Análise das violações de Direitos Fundamentais registradas pelos Conselhos Tutelares ocorridas na Região Perfil dos Atos Infracionais registrados pelo Ministério Público e Poder Judiciário, ocorridos na Região Análise das Potencialidades da Região na área da Saúde, Educação, Cultura, Esporte e Lazer e Assistência Social REGIÃO Análise das Vulnerabilidades do IDF Índice de Desenvolvimento da Família, registradas na Região Análise das violações de Direitos Fundamentais registradas pelos Conselhos Tutelares ocorridas na Região Perfil dos Atos Infracionais registrados pelo Ministério Público e Poder Judiciário, ocorridos na Região Análise das Potencialidades da Região na área da Saúde, Educação, Cultura, Esporte e Lazer e Assistência Social REGIÃO Análise das Vulnerabilidades do IDF Índice de Desenvolvimento da Família, registradas na Região Análise das violações de Direitos Fundamentais registradas pelos Conselhos Tutelares ocorridas na Região Perfil dos Atos Infracionais registrados pelo Ministério Público e Poder Judiciário, ocorridos na Região Análise das Potencialidades da Região na área da Saúde, Educação, Cultura, Esporte e Lazer e Assistência Social REGIÃO Análise das Vulnerabilidades do IDF Índice de Desenvolvimento da Família, registradas na Região Análise das violações de Direitos Fundamentais registradas pelos Conselhos Tutelares ocorridas na Região Perfil dos Atos Infracionais registrados pelo Ministério Público e Poder Judiciário, ocorridos na Região Análise das Potencialidades da Região na área da Saúde, Educação, Cultura, Esporte e Lazer e Assistência Social

8 4.5 REGIÃO Análise das Vulnerabilidades do IDF Índice de Desenvolvimento da Família, registradas na Região Análise das violações de Direitos Fundamentais registradas pelos Conselhos Tutelares ocorridas na Região Perfil dos Atos Infracionais registrados pelo Ministério Público e Poder Judiciário, ocorridos na Região Análise das Potencialidades da Região na área da Saúde, Educação, Cultura, Esporte e Lazer e Assistência Social CONCLUSÃO E RESULTADOS RECOMENDAÇÕES REFERÊNCIAS ANEXOS... Anexo I. Instrumentais para coleta de dados Planilha 01 Orientações Gerais Planilha 02 Coleta de Dados Conselho Tutelar Planilha 03 Coleta de Dados da Segurança Pública:Vitimados Planilha 04 Coleta de Dados da Segurança Pública: Atos Infracionais Planilha 05 Coleta de Dados: Cartório da Infância Planilha 06 Coleta de Dados do Poder Judiciário Anexo II. Questionário Diagnóstico Municipal Questionário 01 Entidades de Atendimento Não Governamentais Questionário 02 Programas e Serviços Governamentais Anexo III. Pessoas Cadastradas no Cadastro único por bairro Anexo IV. Distribuição das Ocorrências de Violações por Eixo nos Bairros Anexo V. Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Área de Abrangência Anexo VI.Regiões de Abrangência dos CRAS- Centro de Referência de Assistência Social

9 RESUMO O Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do município de Maringá apresenta o trabalho elaborado a partir da pesquisa das incidências de violações dos direitos fundamentais descritos no ECA Estatuto da Criança e do Adolescente, registradas pelos Conselhos Tutelares em seus atendimentos. Observaram-se, também, os atos infracionais cometidos por crianças e adolescentes, contidos nos registros do Ministério Público, Poder Judiciário, e Sistema de Segurança Pública. Do mesmo modo, foram coletadas informações sobre as ofertas de serviços desenvolvidos pelos equipamentos de Educação, Esporte e Lazer, Saúde, Cultura e Assistência Social. Partindo dessa coleta de dados, o município foi dividido em regiões para facilitar a análise e delimitar o perfil de cada localidade quanto à incidência de violações, ocorrência de atos infracionais cometidos por esta população e a presença ou não da rede de proteção especial e básica desenvolvidas pelas políticas a fim, para atendimento e prevenção às situações de vulnerabilidade ao qual está exposto este público. PALAVRAS-CHAVE: Diagnóstico Social, Criança e Adolescente, Direitos Fundamentais e Rede de Proteção

10 8 INTRODUÇÃO A iniciativa do CMDCA Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente em realizar um Diagnóstico se deu pela necessidade de identificar a demanda do município de Maringá, propor e acompanhar as políticas públicas de atendimento às crianças e adolescentes, entendendo que o conhecimento da realidade é o primeiro passo para se sugerir ações efetivas no enfrentamento às vulnerabilidades a que estão sujeitos este público específico. A oportunidade de desenvolver este trabalho se deu a partir da parceria entre o CMDCA, Prefeitura do Município de Maringá e Instituto Votorantim, sendo este o financiador do trabalho. Com a orientação e acompanhamento de PRATTEIN Consultoria em Educação e Desenvolvimento Social, a proposta VIA Valorizando a Infância e a Adolescência, tem a intenção de envolver os próprios agentes municipais, que atuam no processo de garantia de direitos das crianças e adolescentes, na elaboração do diagnóstico e na proposição de políticas públicas realmente efetivas. Sendo assim, o trabalho vai tratar da delimitação do perfil das ocorrências de violações dos direitos fundamentais das crianças e dos adolescentes, bem como os atos infracionais cometidos por eles e sua incidência nas regiões do município. Regiões estas, definidas pela Comissão formada para realizar o Diagnóstico, com o agrupamento dos bairros, levando-se em consideração o conhecimento da Comissão para tal exercício. Trata também dos recursos municipais de proteção especial, ou seja, ações de enfrentamentos desenvolvidas quando os direitos das crianças e adolescentes já foram violados ou estão ameaçados, e das políticas básicas de saúde, educação, cultura, esporte, lazer e assistência social, com ações preventivas. Com a análise das informações, o trabalho pretende delimitar um perfil de ocorrências de violações de direitos, identificar os vazios de atendimento, e propor ações para uma melhor intervenção junto a tais violações, ainda recorrentes no município, no intuito de minimizá-las até o ponto em que não venham mais ocorrer.

11 9 JUSTIFICATIVA O município de Maringá, por meio do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, vê no Diagnóstico Social uma oportunidade de transformar uma necessidade antiga, do município, em realidade. Sendo assim, este visa investigar a situação da criança e do adolescente através de pesquisa científica e amparado em dados obtidos por meio de análise bibliográfica, documental e de campo. Tendo como foco principal a obtenção de informações sobre em que medida os direitos das crianças e adolescentes do município de Maringá estão sendo consolidados ou violados. Além disso, é imprescindível para toda população, e em especial aos órgãos que compõem o Sistema de Garantia de Direitos bem como as instituições de atendimento à criança e ao adolescente, conhecer essa realidade, suas fragilidades e potencialidades, para, então propor ação eficazes, efetivas e eficientes no intuito de prevenir e/ou combater as situações de vulnerabilidade e risco ao qual este segmento da população está exposto. Por fim os resultados serão avaliados e considerados para a elaboração de políticas públicas adequadas à realidade da criança e do adolescente, deste modo justifica-se a realização do diagnóstico.

12 10 OBJETIVOS OBJETIVO GERAL Elaborar o Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá OBJETIVOS ESPECÍFICOS Avaliar a atuação do CMDCA e Conselhos Tutelares, bem como os demais órgãos que compõem o Sistema de Garantia de Direitos da criança e do adolescente do Município de Maringá. Verificar as violações dos Direitos Fundamentais contemplados no ECA Estatuto da Criança e do Adolescente, registradas nos atendimentos dos Conselhos Tutelares. Mapear as ocorrências de Atos Infracionais registrados pelo Sistema de Segurança Pública (Polícia Militar e Polícia Civil), Sistema Judiciário e Ministério Público. Identificar e avaliar a rede de proteção básica e especial de atendimento à criança e ao adolescente.

13 11 METODOLOGIA Após a formalização da parceria entre Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Prefeitura do Município de Maringá e Instituto Votorantim foi definida a composição da Comissão para a realização do Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente, composta por dois membros do CMDCA, dois membros do Conselho Tutelar e uma técnica de apoio. Devido às eleições ocorridas no Conselho Tutelar e a alteração na presidência do CMDCA houve, também, alterações na composição da Comissão 1. Para a escolha dos membros foi considerada a afinidade de cada um com as políticas de atendimento envolvidas na pesquisa, com o intuito de facilitar o contato e a coleta de dados. A metodologia utilizada teve por base as orientações da Prattein Consultoria em Educação e Desenvolvimento Social, parceira do Instituto Votorantim na realização dos diagnósticos Municipais em todo o país. O plano técnico disponibilizado fundamenta-se em quatro pontos: 1. Ponto de partida e direção: de dentro para fora 2. Olhar para os problemas e as potencialidades 3. Identificar como os problemas e as potencialidades manifestam-se territorialmente no município 4. Buscar a participação colaborativa dos agentes locais e compartilhar o processo de análise e tomada de posições A proposta inicia-se com o movimento de dentro para fora baseado na mobilização dos atores locais do CMDCA e Conselho Tutelar, tendo como primeiro desafio a realização da Auto-avaliação dos Conselhos (CMDCA e CT) e apreciação do Sistema de Garantia de Direitos (SGD), em nosso município. Seguindo a orientação da Consultoria, tiveram como linha mestra cinco dimensões: 01. Auto-avaliação do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente, 02. Auto-avaliação do Conselho Tutelar, 03. Auto-avaliação dos recursos fundamentais do SGD: defesa, promoção e controle, 04. Auto-avaliação da articulação e comunicação dos atores do SGD e 05. Auto-avaliação do planejamento, controle e avaliação da política de atendimento. 1 Vide p.3

14 12 A Comissão refletiu cada item elegendo, em conjunto, a posição atribuída a cada indicador. A finalidade do exercício foi o processo de investigação da estrutura e funcionamento dos próprios Conselhos, Tutelares e de Direitos, dando a noção de suas forças e fragilidades. Concomitantemente, após discussão realizada pela Comissão, foram eleitas as cinco regiões de maior vulnerabilidade no município. A escolha teve por critério o conhecimento empírico dos membros e os estigmas construídos socialmente a respeito de alguns bairros ou regiões do Município de Maringá. Definiu-se, deste modo: Região 01, compostas pelos bairros Zona 01 e parte da Zona Armazém; Região 02, compreendida pelo Jardim Diamante, Residencial Copacabana, Residencial Copacabana II, Conjunto Residencial Herman Moraes de Barros, Parque das Palmeiras, Jardim Vitória, Parque das Bandeiras, Parque Residencial Quebec, Jardim Kakogawa, Parque das Grevíleas II, Parque das Grevíleas, Parque das Grevíleas III; Região 03, composta pelos bairros: Jardim Alvorada, Jardim Alvorada Parte II, Chácara Alvorada, Jardim Alvorada Parte III, Conjunto Rodolpho Bernardi, Loteamento Ebenezer II, Loteamento Ebenezer, Jardim Santa Clara e Jardim Novo Alvorada; Região 04: Conjunto Residencial Guaiapó, Conjunto Requião, Jardim Campos Elíseos, Jardim Piatã e Jardim Champagnat; e Região 05: Residencial Tarumã, Parque Tarumã, Jardim Ipanema, Jardim Paraíso, Conjunto João de Barro Cidade Alta I, Conjunto João de Barro Cidade Alta II, Conjunto Cidade Alta, Loteamento Madrid, Conjunto Cidade Canção, Santa Felicidade, Conjunto Residencial João de Barro I e Jardim Universo e, além disso, o Jardim Rebouças, o qual foi agrupado a esta região por ter características semelhantes aos bairros anteriormente citados, mas não está próximo territorialmente. No município, cada serviço de atendimento à criança e ao adolescente tem sua divisão territorial delimitada conforme a abrangência do atendimento. A comissão não tomou como referência nenhuma divisão preestabelecida, o agrupamento foi realizado segundo a experiência dos membros no atendimento e no conhecimento que tem a respeito do comportamento dos adolescentes em suas relações no território de moradia. Num segundo momento, foi realizado o que a Prattein denomina Conhecimento dos Problemas, a partir da coleta de dados referentes aos atendimentos à criança e ao adolescente realizados no período de janeiro a dezembro de Foram consideradas as planilhas, montadas a partir dos guias de orientação, para orientar a equipe

15 13 quanto aos tipos de informações a serem coletadas 2. Esta consiste na coleta de informações a partir do banco de dados do IDF Índice de Desenvolvimento da Família (Banco de Dados do Cadastro Único do Governo Federal: Ministério do Desenvolvimento Social), também nos registros de atendimento dos conselheiros tutelares, Delegacia de Polícia, Patrulha Escolar da Polícia Militar, Ministério Público e Vara da Infância e Juventude, sendo que destes dois últimos, apenas os dados dos processos arquivados em A obtenção dos dados foi possível por meio de contato telefônico, envio de ofício e coleta in loco. Ao final desta etapa de coleta, os dados foram lançados em planilha do Excel-Windows, segundo a orientação da Consultoria, tabulados por bairros e posteriormente agrupados em macro regiões, a fim de delimitar o índice de ocorrência de violações e sua incidência nas regiões. Com o apoio de orientações contidas nos manuais da Prattein foram feitas as discussões sobre as ocorrências de violações dos direitos fundamentais e atos infracionais cometidos por crianças e adolescentes, registrados nos órgãos que compõem o Sistema de Garantia de Direitos. Num terceiro momento, iniciou-se o levantamento das potencialidades, tendo como ação primitiva classificação da rede de proteção especial de atendimento à criança e ao adolescente. Foram feitos contato telefônico com esta rede e posteriormente aplicado questionário individualmente, via e nos locais. Como complemento à ação, obteve-se a lista das entidades da rede de proteção básica de saúde, educação, cultura, esporte e lazer e assistência social, e também solicitado o preenchimento dos questionários via . Os órgãos que não responderam no prazo determinado foram visitados e os questionários preenchidos no momento da visita. A Comissão anterior decidiu por aplicar os questionários mantendo os modelos contemplados nos guias de orientação 3. Neste sentido, a segunda comissão deu seguimento a esta ação, visto que a coleta de informações via questionário já havia sido iniciada. Os dados foram coletados em sua totalidade, sempre considerando os sistemas e instrumentais de registro de cada setor de atendimento. 2 3 Vide anexo I Vide anexo II

16 14 Na questão referente a auto-avaliação preenchida pelas entidades de atendimento, as respostas foram classificadas, conforme orientação da Prattein, da seguinte forma: QUALIDADE ALTA cinco ou mais itens assinalados nas colunas muito bom ou bom. QUALIDADE MÉDIA quatro itens assinalados nas colunas muito bom ou bom. QUALIDADE BAIXA três ou menos itens assinalados nas colunas bom ou muito bom. Para finalizar, conforme dito anteriormente foi realizada a análise da manifestação territorial dos problemas e potencialidades a partir da divisão dos bairros em macro regiões e análise das manifestações das violações de direitos e ocorrência de atos infracionais ocorridos nestas regiões, bem com as disposições da rede de atendimento para enfrentamento destas ocorrências.

17 15 DIAGNÓSTICO SOCIAL DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DO MUNICÍPIO DE MARINGÁ 1. INFORMAÇÕES HISTÓRICAS SOBRE O MUNICÍPIO A partir da década de 1940 iniciaram-se no Município de Maringá, as primeiras edificações propriamente urbanas na localidade, conhecidas posteriormente como Maringá Velho. Eram edificações rústicas, erguidas provisoriamente com a finalidade de organizar minimamente um pólo para o assentamento de numerosos migrantes que afluíam para essa nova terra. Os pioneiros tinham procedência de vários Estados do Brasil, em sua maioria, colonos paulistas, mineiros e nordestinos, que chegavam em caravanas organizadas pela CMNP- Companhia Melhoramentos Norte do Paraná. As primeiras atividades comerciais eram de compra e venda de terras, de negociações entre proprietários, hospedagem de colonos recém chegados e algumas práticas ínfimas de comércio varejista. O local funcionava também, como pousada para aqueles que se embrenhavam mata adentro, no rumo desconhecido das barrancas do Rio Ivaí. A CMNP responsabilizou-se pela venda das terras e lotes, além da construção de estradas e implantação de núcleos urbanos. O traçado urbanístico da pequena aldeia refletia os elementos de provisoriedade do assentamento. Eram logradouros irregulares, sem infra-estrutura e escoamento, iluminação ou água corrente. Deve-se observar, que desde muito cedo aquele centro pioneiro multiplicou suas funções conforme avançava a ocupação da região. Maringá foi fundada em 10 de maio de 1947 como Distrito de Mandaguari, em l948 passou à categoria de Vila, elevada a Município através da Lei nº 790 de 14/11/l951, tendo como Distritos Iguatemi, Floriano e Ivatuba. A categoria de COMARCA foi elevada em l954. A partir de l998, pela Lei Estadual nº 83/98 tornou-se sede da Região Metropolitana de Maringá integrada pelos municípios de Sarandi, Paiçandu, Mandaguaçu, Marialva, Mandaguari, Iguaraçu e Ângulo. O ano de 2005 caracteriza as cidades de Astorga, Doutor Camargo, Itambé, Ivatuba e Presidente Castelo Branco como os novos municípios inclusos na Região Metropolitana de Maringá. A cidade sedia a Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense AMUSEP com participação de 30 municípios, assim como o Consórcio Público

18 16 Intermunicipal de Saúde do Setentrião Paranaense CISAMUSEP que tem assento no Conselho Municipal de Saúde de Maringá. A pedido da CMNP, o arquiteto urbanista Jorge de Macedo Vieira, elaborou um dos projetos mais arrojados e modernos para a época, A Companhia exigia largas avenidas, praças e espaços para árvores. A preocupação era elaborar um plano, cujas praças, ruas e avenidas, fossem demarcadas considerando-se, ao máximo, as características topográficas da área, a proteção e preservação do verde nativo, conjugado com a organização do uso do solo. Com seu surgimento enraizado no período de ouro do ciclo do café, Maringá hoje, apresenta diversificada produção agrícola, composta de soja, algodão, milho, cana-de-açúcar, trigo sendo também grande produtora do bicho-da-seda. Os setores industriais de mais destaque são: alimentação, confecção, agroindústria, metal-mecânico e outros. Seu progresso acontece harmoniosamente sem perder totalmente as características de cidade planejada, onde a consciência pela preservação da natureza se impõe, como se pode notar, pela sua farta arborização, que proporciona um festival de cores todos os meses do ano. São 40m² de área verde por habitante (sendo 27m², correspondente a arborização de ruas e praças e 13m² reservas e parques, no perímetro urbano (Fonte: Secretaria de Serviços Públicos e Meio Ambiente maio de 2003). Maringá situa-se geograficamente no Norte do Paraná, localizada em um divisor de águas entre os rios Pirapó e Ivaí, sendo cortada em sua parte sul, pela linha imaginária do Trópico de Capricórnio. A cidade apresenta um corrente crescimento em sua população, visto que, em 2007 contabilizou mil habitantes (Fonte: IBGE Contagem da População 2007) e no ano de 2009 esse montante cresceu 2,92% representando uma população de mil habitantes (Fonte: IBGE População Estimada 2009). Apresenta clima subtropical e posiciona-se aproximadamente a 596 metros acima do nível do mar, proporcionando desta maneira chuvas bem distribuídas. O Município teve sua cultura enriquecida devido às correntes migratórias, como a colônia japonesa, portuguesa, árabe, alemã e italiana, com a preservação de suas tradições e folclore. Quanto à educação, em 2009 foram registradas matrículas para alunos em creche, sendo na rede municipal e na rede particular, num total de 116

19 17 estabelecimentos para atendimento deste público. Há também, no município, 125 estabelecimentos de pré-escola, num total de matrículas, divididas em na rede municipal e na rede particular. Já no ensino fundamental foram registradas matrículas, divididas em na rede estadual, na rede municipal e na rede particular, contabilizando 110 estabelecimentos. Quanto ao ensino médio, há 44 estabelecimentos, totalizando alunos matriculados, dentre estes na rede estadual e na rede particular. Já o ensino superior conta com 08 estabelecimentos, sendo 01 estadual, com matriculados e 07 particulares, com matriculados, totalizando alunos. 4 Dentre os equipamentos municipais de saúde, são contabilizadas vinte e cinco Unidades Básicas de Saúde, um Hospital Municipal e um Hospital Universitário (que atende também a região). O atendimento social da rede municipal conta com seis CRAS Centros de Referência de Assistência Social, um CREAS Centro de Referência Especializado de Assistência Social, com atendimento para crianças e adolescentes vítimas de violência, em medidas socioeducativas e família acolhedora, bem como um Abrigo Municipal. Na rede privada, em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania, são quarenta e nove entidades de atendimento de proteção básica e especial, que complementam a ação governamental. Os equipamentos de esporte, cultura e lazer contabilizam dezenove unidades, sendo estas: cinco Bibliotecas, sendo quatro descentralizadas e um na região centra; um Centro de Ação Cultural, na região central; um Ginásio de Esportes e uma Vila Olímpica, próximos a região central e onze Centros Esportivos descentralizados. 2. AUTO-AVALIAÇÃO DO CMDCA, DO CONSELHO TUTELAR E UMA APRECIAÇÃO DO SISTEMA DE GARANTIA DE DIREITOS Seguindo as orientações da Consultoria, iniciaremos com a apresentação da auto-avaliação do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente e do Conselho Tutelar, 4 Cadernos Municipais IPARDES. Disponível em Acessado em setembro/2011.

20 18 que, no caso do Município de Maringá, são dois Conselhos: Zona Norte e Zona Sul; bem como a apreciação do Sistema de Garantia de Direitos (SGD). A avaliação parte do princípio do conhecimento prático que a Comissão tem a respeito dos órgãos que compõem o Sistema de Garantia de Direitos e, segundo o guia, a partir das afirmações apresentadas, deveriam ser atribuídas às seguintes notas: 00 a afirmação não corresponde à realidade existente; 01 a afirmação corresponde parcialmente à realidade existente, para menos; 02 a afirmação corresponde parcialmente à realidade existente, para mais; 03 a afirmação corresponde bem à realidade existente. Como seguimento ao exercício de avaliação foi elaborado propostas de intervenção para as afirmativas avaliadas com notas zero e um, com o intuito de contribuir para a melhora no atendimento à criança e ao adolescente, pelos atores do SGD. Sendo assim, segue as etapas da auto-avaliação. 2.1 Auto- avaliação do CMDCA Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Quando um conselho se propõe a desenvolver um diagnóstico social, inúmeros sãos os elementos que manifestamente devem ser considerados, levando-se em conta seu papel na busca de soluções para os problemas que envolvem crianças e adolescentes. Recorrentemente, busca-se avaliar a situação das diversas instituições envolvidas na defesa e proteção de crianças e adolescentes e encontrar os pontos falhos na atuação de cada uma delas, sejam pertencentes ao poder público ou entidades assistenciais, além de exigir que corrijam suas falhas e supram suas lacunas. Entretanto, parece-nos que o ponto de partida deve ser pela avaliação das condições e postura do CMDCA, como instância de avaliação e controle social. Conhecer a forma de atuação do Conselho de Direitos é essencial para corrigirmos boa parte dos problemas encontrados, pois o conhecimento, a dedicação e o

21 19 entrosamento dos conselheiros são fundamentais para que sua atuação seja eficaz, tanto na relação com o Conselho Tutelar e o Poder Público, quanto na administração de problemas surgidos diariamente nos trabalhos das entidades. Essa auto-avaliação é positiva não somente para conhecermos nossas limitações e trabalharmos para solução, como também um exercício de alteridade em relação aos demais atores envolvidos na proteção de crianças e adolescentes. Manifestando nossas dificuldades antes latentes, será possível compreender as dificuldades pelas quais passam os outros e assim contribuir de forma mais efetiva para o bom funcionamento de todos os elementos envolvidos na causa. O CMDCA teve sua fundação em 27 de novembro de 1990, pela Lei nº 2.773/90, que dispõe sobre a política municipal de atendimento dos direitos da criança e do adolescente e dá outras providências. A lei vigente é a lei municipal nº de 26, de dezembro de 2006, que define como atribuição do conselho, entre outras: fornecer elementos e informações necessárias à elaboração da proposta orçamentária para planos e programas, mediante diagnóstico apresentado pela Secretaria de Assistência Social e Cidadania e Conselhos Tutelares 5. Ele é constituído preferencialmente, segundo a lei, por membros da Secretaria Municipal da Educação; Secretaria Municipal da Cultura; Secretaria Municipal da Saúde; Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano; Planejamento e Habitação; Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania; Secretaria Municipal da Fazenda; Secretaria Municipal da Indústria, Comércio e Turismo; Secretaria Municipal dos Esportes e Lazer; Secretaria Municipal dos Transportes; Núcleo Regional de Educação e Universidade Estadual de Maringá, exercida por membros efetivos, escolhidos dentre os servidores. Já as organizações não governamentais são representadas da seguinte forma: dois representantes de entidade e/ou programas de atendimento à família; dois representantes de entidades e/ou programas de atendimento a criança e adolescente de 0 a 18 anos incompletos; um representante de entidade de atendimento às pessoas portadoras de 5 Art. 6º, IV

22 20 deficiências; um representante de organizações de categorias profissionais e sindicatos; um representante de associações de pais, mestres e funcionários de instituições de atendimento à criança e ao adolescente; um representante de moradores de bairros; um representante de entidades e/ou movimentos estudantis; dois representantes de organizações de defesa dos direitos da criança e do adolescente. Atualmente o Conselho é composto por vinte e três membros sendo estes: REPRESENTANTES GOVERNAMENTAIS TITULARES SUPLENTES Joceli Dario Peron Alex Sandro de Oliveira Chaves Vera Lúcia Simone Nascimento Célia do Rocio Santos Bellincanta Cínthia Amboni Soares Cláudia Michelli França Patrícia Cabral de Souza Portolese Carmem Ablene Soriano Inocente João Correa de Araújo Neto Helenice Zotto Amorim Raul Martoni Filho Lígia Egoroff Galli da Silva Célia Maria Monteiro Veffort Paula Cristina Dias Laranjeira Raul Pereira da Silva Hermes Salgueiro da Silva Tânia Perez da Silva Geni Kayo Matsuda Ailton José Morelli Amália Regina Donegá Beatriz Viani da Silva Telicesqui Michele Maria dos Santos REPRESENTANTES NÃO GOVERNAMENTAIS TITULARES SUPLENTES Silvana Vieira de Oliveira Rita Cristina Galiotti Borim Cleide de Fátima Viana Castilho Maria Pereira de Souza Marli de Almeida Rudolpho Márcia de Souza Aline de Jesus Tatiane de Cássia Medeiros Riqueto Maria José Carvalho Pombalino Tânia Nicélia Izelli Cibele Cristina Telles Campos Rosângela Maria Martins Luiz Carlos dos Santos Cristina Zandonadi Ulisses Stathopoulos Maria das Dores dos Santos André Leandro de Mello Veneruci Rozemeri Alves Machado Souza Fernanda Gomes da Silva Pires Fabiana Moura Arruda Valdete dos Santos Pereira Cléia Renata Teixeira de Souza seguintes notas: Na avaliação feita ao CMDCA, os membros da Comissão atribuíram as NOTA 00

23 21 AFIRMATIVA O Conselho comunica e atualiza o Conselho(s) Tutelar(es), o Ministério Público e o Judiciário sobre a existência e o registro das entidades não-governamentais e de seus programas e dos programas governamentais NOTA 01 PROPOSIÇÃO Há a necessidade de alterar a resolução para contemplar o artigo 91 do Estatuto da Criança e do Adolescente e concomitantemente, organizar, imediatamente, reunião com a presença do Conselho Tutelar, Ministério Público e Judiciário, com a finalidade de criar coletivamente um protocolo que atenda o referido artigo. AFIRMATIVAS Os conselheiros do governo representam as principais políticas básicas (pelo menos Educação, Saúde e Assistência Social) e são funcionários que detém autonomia e poder de decisão sobre instâncias de seu funcionamento Os conselheiros têm razoável conhecimento do Estatuto e das leis, normas e principais resoluções (federal, estadual e municipal) que regulam o funcionamento do Conselho As tarefas e as responsabilidades inerentes ao funcionamento do Conselho são assumidas com pertinência e igualdade O Conselho dispõe de arquivos organizados e acessíveis com a história e memória documentada de sua atuação (lei de criação, regimento interno, atas de reuniões, resoluções etc.), pelo menos dos últimos 04 anos. PROPOSIÇÕES Deve ser realizada reunião com Secretários da Pasta que compõem o CMDCA para que cumpram as orientações e indiquem pessoas com poder de decisão política e como um segundo passo, que façam reuniões com esses conselheiros para efetivar as delegações tomadas. Numa etapa seguinte, que ocorram capacitações com ênfase no papel dos conselheiros governamentais e não governamentais. Como enfrentamento a esta fragilidade vê-se a necessidade de desenvolver, no mínimo semestralmente, ciclo de capacitação, na área de criança e adolescente, aos conselheiros, com a participação dos gestores, organizado por comissão mista dos membros do CMDCA. Como esta afirmativa corresponde para menos a realidade posta, a tentativa de enfrentamento desta fragilidade indica a necessidade de alterar o regimento interno de forma a possibilitar a participação de todos, dentro e fora do horário comercial, instituindo o critério de participação mínima de 8h/mês a cada conselheiro. Como complemento a esta proposta, realizar capacitação, no máximo até trinta dias após a posse dos novos conselheiros, sobre suas atribuições e deveres. Outra questão é assegurar o cumprimento do regimento interno. A proposta da Comissão para esta afirmativa é contratar o serviço de um arquivista para organizar as informações que atualmente estão dispersas e também levantar com os conselheiros anteriores, os dados de seu conhecimento, para contribuir com o compêndio dos documentos históricos do

24 22 Conselho. O Conselho mantém registro atualizado dos programas governamentais de proteção e de medidas sócio-educativos Como proposição se sugere organizar uma planilha contendo os dados destes programas e, a cada alteração nas informações, a assessoria técnica do CMDCA deverá atualizá-la imediatamente e em seqüência enviar tais modificações ao Conselho Tutelar e ao Ministério Público. Para que a proposição se viabilize verifica-se a necessidade de oficiar os Serviços Governamentais para que informe o CMDCA todas as alterações ocorridas. NOTA 02 AFIRMATIVAS Os conselheiros da sociedade civil são legítimos e escolhidos democraticamente O Conselho dispõe de espaço, equipamentos, materiais e pessoal de apoio, necessários e suficientes para a realização do seu trabalho O Conselho estabelece e considera satisfatório o processo vigente de escolha dos membros do Conselho Tutelar O Conselho mantém registro atualizado das entidades não-governamentais e de seus programas de proteção e de medidas sócio-educativas NOTA 03 AFIRMATIVA O Conselho estabelece e considera satisfatórios as normas e procedimentos para o registro das entidades não-governamentais e dos programas de atendimento 2.2 Auto-avaliação dos Conselhos Tutelares Zona Norte e Zona Sul. O Conselho Tutelar teve sua fundação pela mesma lei do CMDCA, no ano de 1990, com apenas uma Unidade de atendimento. Atualmente, são dois Conselhos Tutelares, que dividem o município em Zona Norte e Zona Sul, regulamentados pela lei vigente nº 7.406/06, que define como atribuição dos Conselhos Tutelares atender às crianças e adolescentes, sempre que houver ameaça ou violação dos direitos reconhecidos no Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA, por ação ou omissão da sociedade ou Estado, por falta, omissão ou abuso dos pais ou responsável, e em razão de sua conduta.

25 23 Os conselheiros participantes do processo de coleta de dados dos Conselhos Tutelares e da auto-avaliação foram: CONSELHO TUTELAR ZONA NORTE Célio Emeriques Moreira Vandré Fernando Faeti Alvarenga Hélio Ghizoni Jaime Correa da Rocha Laércio Ribeiro CONSELHO TUTELAR ZONA SUL Aracy Adorno Reis João Donizete Francisco Álvaro Efigênia de Souza Benedita Elis Franchin dos Santos Sérgio Honório As notas da auto-avaliação e as proposições foram as seguintes: NOTA 00 AFIRMATIVA O Conselho dispõe de assessoria técnica (jurídica, psicológica, social etc.) para o seu trabalho PROPOSIÇÃO Como a afirmativa não corresponde à realidade existente, a proposição compreende em solicitar ao Executivo e ao CMDCA, equipe técnica necessária para o bom funcionamento dos trabalhos dos Conselhos Tutelares, conforme a demanda apresentada. NOTA 01 AFIRMATIVAS O Conselho dispõe de pessoal de apoio necessário ao seu trabalho (auxiliar administrativo, secretária, motorista etc.). O Conselho tem registro circunstanciado dos casos que atendeu de crianças e adolescentes ameaçados ou violados em seus direitos em sistema informatizado (SIPIA ou similar), pelo menos dos últimos doze meses. PROPOSIÇÕES Para avançar no comprimento desta afirmativa de forma satisfatória, identifica-se a necessidade de solicitar ao Executivo a disponibilidade do número de funcionários necessários para o bom funcionamento do Conselho Tutelar, bem como viabilizar a capacitação desses funcionários para a execução dos serviços nos Conselhos Tutelares. Outra questão é a elaboração de uma resolução dando poderes ao Conselho Tutelar para gerir seu próprio quadro de funcionários, não havendo interferência de outra hierarquia. Como intervenção a esta falta de registro adequado das informações, vê-se a necessidade de solicitar ao Estado programa de fácil utilização nos moldes do SIPIA, estimular os Conselheiros a alimentar o programa com os dados do atendimento e

26 24 O Conselho fiscaliza as entidades governamentais e não-governamentais de atendimento. capacita-los sobre a importância do SIPIA para as políticas públicas. Como intervenção proposta sugere-se criar um cronograma de visitas mensais às entidades governamentais e não governamentais e solicitar à equipe de monitoramento do CMDCA e da SASC algumas visitas. NOTA 02 AFIRMATIVAS Os conselheiros têm razoável conhecimento do Estatuto e das leis, normas e principais resoluções (federal, estadual e municipal) que regulam o exercício das atribuições dos conselheiros e o funcionamento do Conselho. As tarefas e as responsabilidades inerentes ao funcionamento do Conselho são assumidas com pertinência e igualdade por todos os conselheiros. O Conselho dispõe de espaço físico adequado para atuar em termos de localização, tamanho, conservação e privacidade. O Conselho dispõe de equipamentos e materiais necessários ao seu trabalho (transporte, telefonia, computador internet etc.). O Conselho tem registro e controle da execução das medidas protetivas aplicadas às crianças e adolescentes e aos pais ou responsáveis aos casos atendidos, pelo menos dos últimos doze meses. NOTA 03 AFIRMATIVAS - O Conselho tem estrutura e funcionamento organizado para atender a população durante as 24 horas de todos os dias da semana. Os conselheiros compartilham experiências e conhecimentos e deliberam o mais possível de forma colegiada sobre os casos atendidos. O Conselho tem registro circunstanciado dos casos que atendeu de crianças e adolescentes ameaçados ou violados em seus direitos, pelo menos dos últimos doze meses. O Conselho tem um cadastro atualizado dos programas mantidos por entidades governamentais e não-governamentais para encaminhar a execução das medidas protetivas por ele aplicadas. O Conselho encaminha ao MP notícia de fato que constitua infração administrativa ou penal contra os direitos da criança ou adolescente. 2.3 Avaliação dos recursos fundamentais do Sistema de Garantia de Direitos: defesa, promoção e controle.

27 25 Dentre os principais órgãos, o município de Maringá dispõe de 02(dois) Conselhos Tutelares em pleno funcionamento, atendendo as regiões norte e sul, além de uma rede de serviços: 27(vinte e sete) unidades básicas de saúde, 42 (quarenta e duas) escolas municipais, 31(trinta e uma) escolas estaduais, 54 (cinqüenta e quatro) centros municipais de educação infantil, 06(seis) centros de referência da assistência social, 02(dois) centros especializados da assistência social, entre outros equipamentos que compõem a rede serviços da saúde, educação e assistência social, mesmo assim ainda temos taxa de mortalidade 5,67%, taxa de natalidade de 12,67% e uma taxa de analfabetismo de 5,4%. No sistema de garantia de direitos, destaca-se a presença do Batalhão da Patrulha Escolar, PROERD e Delegacia do Adolescente, que apesar de sua atuação ter espaço para uma significativa melhora, no que tange a ampliação de atendimento e quanto a sua metodologia, sugere-se uma maior integração com a rede de serviços. Podemos observar que em nenhuma outra política, além da relacionada à criança e ao adolescente, há o envolvimento de atores como Poder Judiciário, Ministério Público, Poder Executivo e Sociedade Civil Organizada, a partir das ações dos Conselhos, tanto de Direitos como Conselhos Tutelares, na composição do Sistema de Garantia de Direitos (SGD), cuja competência é promover, defender e controlar a efetivação dos direitos da criança e de adolescentes (Resolução 113, CONANDA). Na perspectiva de olhar para dentro, ao SGD do município, após avaliação da Comissão do Diagnóstico VIA, foram atribuídas as seguintes notas e consideradas proposições de enfrentamento: NOTA 00 AFIRMATIVAS O Sistema de Justiça do município dispõe de Defensoria especializada para as questões das crianças e dos adolescentes. PROPOSIÇÕES A proposição para avançar na questão da instituição de Defensoria Especializada, ou algo que contemple a necessidade urgente de atendimento à criança e ao adolescente seria o município instituir um programa de serviço de assessoria jurídica gratuita às famílias que se enquadrem nos critérios, atendimento

28 26 O município dispõe no sistema de saúde de programas, serviços ou projetos de atendimento especializados / diferenciados para crianças e adolescentes vitimados. supervisionado por uma Comissão formada por, no mínimo, dois representantes de ensino superior, outro da área jurídica, além de representante da OAB e CMDCA, tendo, após sua instituição, um trabalho de divulgação do serviço junto à comunidade. Colocar em funcionamento o CAPS-i, no módulo de saúde mental. Outra ação é divulgar a Policlínica Zona Norte (Alvorada) à comunidade, como referência ao atendimento da criança e do adolescente. NOTA 01 AFIRMATIVAS O Sistema de Justiça do município dispõe de equipe interdisciplinar para subsidiar o Poder Judiciário em suas decisões relacionadas às crianças e aos adolescentes. PROPOSIÇÕES Necessidade de ampliação da equipe interdisciplinar; promover a interação entre os serviços da equipe técnica do judiciário e os demais membros do sistema de garantia de direitos e que participem das capacitações oferecidas pela rede. O município dispõe de polícia militar com atendimento especializado/ diferenciado para as questões das crianças e adolescentes (para os vitimados como para o adolescente a quem se atribua autoria de ato infracional). É possível identificar no legislativo do município um grupo suprapartidário de vereadores com maior vinculação com as questões das crianças e adolescentes. O município dispõe de Delegacia de Polícia Especializada tanto na apuração de ato-infracional atribuído à adolescente, quanto na apuração de crimes praticados contra crianças e adolescentes. O município dispõe de programas de apoio e assistência aos egressos de medidas sócio-educativas. O município dispõe no sistema de educação de programas, serviços ou projetos de atendimento especializados/diferenciados para crianças e adolescentes vitimados. Proposição: Articular reunião entre os Conselhos Tutelares, CMDCA, CONSEG, COMAD, Ministério Público e Polícia Militar, com o intuito de discutir o conceito de atendimento especializado, a fim de criar um protocolo de atendimento à criança e adolescente vítima ou autor de ato infracional. Como proposição prevê-se a instituição de uma comissão formada por vereadores, para a discussão das questões relativas às políticas públicas de atendimento à criança e ao adolescente. Há necessidade de instituir, em parceria com a Secretaria de Segurança Pública, o NUCRIA (Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente) Requisitar equipe técnica para atuar no sistema socioeducativo, especialmente que fomentem projetos de reinserção à comunidade. Conscientizar e capacitar a equipe pedagógica e administrativa do seu papel contemplado no ECA, art. 56. O município dispõe no sistema de Para atender a afirmativa de forma satisfatória

29 27 assistência social de programas, serviços ou projetos de atendimento especializados / diferenciados crianças e adolescentes vitimados. O município dispõe de sociedade civil organizada com participação relevante na formulação, execução e controle da política de atendimento aos direitos da criança e do adolescente. vê-se a necessidade da instituição do CRIA Centro de Referência de Criança e Adolescente. Proposição: Ampliação da participação, por meio de campanhas educativas; promover eventos culturais de capacitação e apresentação dos resultados obtidos; bem como fomentar o protagonismo juvenil. NOTA 02 AFIRMATIVA O município dispõe de programas municipalizados de medidas sócio-educativas em meio aberto (PSC e LA). NOTA 03 AFIRMATIVAS O Sistema de Justiça do município dispõe de Vara da Infância e Juventude para as questões das crianças e dos adolescentes. O Sistema de Justiça do município dispõe de Promotoria da Infância e Juventude para as questões das crianças e dos adolescentes. 2.4 Avaliação da articulação e comunicação dos atores do Sistema de Garantia de Direitos. Com atribuições distintas e funcionamentos autônomos, os Conselhos Tutelares e o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente têm a incumbência comum de propor e promover a concretização de uma política municipal de atendimento, porém, a efetivação desse papel é um processo em construção em nossa sociedade. Primeiramente, é de suma importância que estes Conselhos conheçam a realidade da população infanto-juvenil, e também o sistema que se constitui para tal finalidade. Atentar para uma gestão democrática, participativa e integrada a todos os seus colaboradores é essencial para a articulação e integração de ações eficazes entre as três esferas de Governo. Para tanto, faz-se necessário estratégias e mecanismos de articulação, comunicação, cooperação para uma boa investigação e diagnóstico local.

30 28 Favorecer, aprofundar e ampliar as relações com os órgãos envolvidos, buscar a participação dos demais colaboradores do Sistema de Garantias de Direitos, compartilhar o processo de análise, estabelecer níveis de articulação e comunicação, fomentariam atitudes metodológicas de um diagnóstico consistente e frutífero. Na perspectiva de avaliar a articulação e comunicação entre os atores do Sistema de Garantia de Direitos foram atribuídas as seguintes notas: NOTA 01: AFIRMATIVAS Conselho de Direitos estabelece algum nível de articulação e comunicação com o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Segurança Pública no sentido de qualificar os processos de apuração e responsabilização da violação de crianças e adolescentes. O Poder Judiciário, Ministério Público e Conselho Tutelar estabelecem algum nível de articulação e comunicação na atribuição comum de fiscalização das entidades de atendimento (governamentais e nãogovernamentais). PROPOSIÇÕES A proposta é de que ocorra reunião entre os órgãos para aferir a realidade até o momento e que se promova ações preventivas, incrementando as já existentes, com a finalidade de minimizar os problemas. Outra proposta é instituir, a cada dois meses, reunião entre as partes para avaliação e acompanhamento dos trabalhos desenvolvidos (estudo de caso). Também estabelecer protocolo de ação conjunta objetivando a comunicação entre CMDCA, Conselhos Tutelares, Ministério Público, Poder judiciários e Segurança Pública. Verifica-se a necessidade de construir protocolo conjunto com CMDCA, Conselho Tutelar e Ministério Público, para cumprir o art. Nº 90 e nº 91 do Estatuto da Criança e do Adolescente, de fiscalização regular. Conselho de Direitos e outros Conselhos setoriais (ao menos educação, saúde e assistência social) estabelecem algum nível de articulação e comunicação no sentido de implantar ou qualificar as linhas de ação da política de atendimento. Formar comissão intersetorial da criança e do adolescente para troca de experiências e informações, com reuniões bimestrais. A comissão será composta por representantes do COMAS Conselho Municipal de Assistência Social, sendo um governamental e um não governamental, representantes da Secretaria de Saúde, Secretaria de Educação, Cultura, COMAD Conselho Municipal Antidrogas, CONSEG Conselho de Segurança, CMDCA Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e Conselho Tutelar. Outra consideração é solicitar espaço nos informes

31 29 Segurança Pública (Polícia Militar e Civil) e Conselho Tutelar estabelecem algum nível de articulação e comunicação entre a atribuição do primeiro de prevenir, reprimir e instaurar inquéritos de crimes e infrações de que sejam vitimas crianças e adolescentes e, do segundo, de zelar dos direitos dos mesmos. O município dispõe de integração operacional (Judiciário, Ministério Público, Defensoria, Segurança Pública e Assistência Social) para o atendimento do adolescente a quem se atribua autoria de ato infracional. A gestão municipal das políticas públicas básicas (ao menos educação, saúde e assistência social) estabelece algum nível de articulação e comunicação de suas ações tendo em vista a promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente. das reuniões dos Conselhos para repassar as discussões desta Comissão. Realização de Fórum anual com os atores do sistema de garantias para debate e nivelamento conceitual, ex: mediadas socioeducativas em meio aberto; ou tratamento voluntário e involuntário. Criar protocolo, para que, quando o adolescente, vítima ou infrator, for encaminhado à delegacia, o Conselho Tutelar seja informado. Ampliar os Serviços, com estrutura necessária, espaço físico e recursos humanos. Capacitar os Servidores para trabalhar em rede; Estabelecer protocolo para o trabalho em rede; e Divulgação à população NOTA 02: AFIRMATIVAS Conselho Tutelar estabelece algum nível de articulação e comunicação com o Poder Judiciário e/ou com o Ministério Público nos processos de apuração e responsabilização da violação de crianças e adolescentes. Conselho de Direitos e Conselho Tutelar estabelecem algum nível de articulação e comunicação no sentido de implantar ou qualificar a efetiva aplicação das medidas específicas de proteção. Segurança Pública (Polícia Militar e Civil) e Sistema de Justiça (Judiciário e Ministério Público) estabelecem algum nível de articulação e comunicação no sentido de agilizar os procedimentos legais necessários para os adolescentes autores de atos infracionais. A nenhuma das afirmativas foi atribuída nota 00 ou Avaliação do planejamento, controle e da política de atendimento.

32 30 Uma das atribuições do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) é formular políticas de proteção para este público. A viabilização dessas políticas em ações passa, necessariamente, pela participação no processo de planejamento, controle e orçamento, elementos fundamentais para concretude das políticas de atendimento. Quanto à inclusão do Plano de Ação do CMDCA, no ciclo orçamentário do município, aqui configurado como uma fragilidade se faz necessário destacar dois pontos: a) o Estatuto da Criança e Adolescente ECA, no art. 4º, único, alíneas c prevê que a destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e à juventude e b) que ocorre a inserção no Plano orçamentário, contudo tem espaço para aproximação nas relações, cujo fruto seja destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas correspondentes às políticas públicas para efetivação dos direitos da criança e adolescentes contidos no ECA. Por fim, outra dificuldade é, sem dúvidas, o acompanhamento do orçamento municipal nos aspectos de realização de despesas vão desde conhecimento técnico específicos até a elaboração de instrumentos de gestão como Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), Lei Orçamentária Anual (LOA) e toda a visão ampla de criança e adolescente, política de atendimento, recursos financeiros e mecanismos de fiscalização. Estas dificuldades estão contempladas com previsão de capacitação para conselheiros constantes no Plano Municipal de Capacitação de Como a intenção da dimensão cinco é avaliar o planejamento, controle e avaliação da política de atendimento. As notas atribuídas a cada afirmativa foram: NOTA 00: AFIRMATIVA O CMDCA acompanha a execução do orçamento municipal no que se refere à realização de despesas relacionadas à política de atendimento. PROPOSIÇÃO Determinar que a comissão de finanças acompanhe sistematicamente a execução do orçamento com a contribuição do Observatório Social e instituir uma plenária específica para o controle do orçamentocriança, com convites especiais aos adeptos do FMDCA visando a transparência

33 31 NOTA 01: AFIRMATIVAS O Plano de Ação do CMDCA é considerado e inserido no ciclo orçamentário do município. O município dispõe no PPA, LDO e LOA do seu último ciclo orçamentário ( ) de uma identificação razoável da prioridade concedida nesses instrumentos à defesa e promoção dos direitos das crianças e adolescentes. O município dispõe regularmente nos últimos dois ou três anos do "Orçamento Criança", iniciativa que se propõe a calcular e analisar os gastos públicos em benefício da criança e do adolescente. O CMDCA consolida regularmente nos últimos dois ou três anos um Plano de Ação, com objetivos, metas e prioridades, que realize a política de atendimento do município em todas as suas linhas de ação e que responda às reais necessidades locais da infância e da juventude. O município dispõe regularmente nos últimos dois ou três anos de algum mecanismo sistemático de acompanhamento e avaliação da política de atendimento à criança e ao adolescente. PROPOSIÇÕES Formar comissão entre governo e CMDCA para revisão do Plano Bienal do CMDCA e entregá-lo às Secretarias das pastas para terem conhecimento e executá-los. Capacitação sobre PPA, LDO, LOA e disponibilização, pelo município, de técnicos para apoio. Solicitar para que o Orçamento Criança seja elaborado, em conjunto com o CMDCA, em tempo hábil e tornar uma tarefa da comissão de finanças a sua formulação e acompanhar a execução. Encaminhar para a câmara de vereadores e Ministério Público o Plano de Ação. Atrelar a aprovação do orçamento à efetivação das ações, garantidas no plano do CMDCA. Resolução do CMDCA solicitando que cada conselheiro, governamental apresente, a cada quatro meses, relatório contendo dados préestabelecidos. NOTA 02: AFIRMATIVAS O município dispõe regularmente nos últimos dois ou três anos de um Plano de Ação para a Política Municipal de Atendimento que expressa e instrumentaliza o que queremos, podemos e devemos fazer para melhor defender e promover os direitos das crianças e adolescentes. O CMDCA consolida regularmente nos últimos dois ou três anos um Plano de Aplicação dos recursos do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente, considerando o Plano de Ação. O município promove a captação de recursos para o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (de dotação orçamentária, transferências, multas e doações de pessoas físicas e jurídicas).

34 32 NOTA 03: AFIRMATIVAS O Plano de Ação do CMDCA incorpora recomendações e ou demandas apresentadas pelo Conselho Tutelar. O Plano de Aplicação do Fundo Municipal é inserido no ciclo orçamentário. O CMDCA acompanha a execução do orçamento municipal no que se refere à realização do Plano de Aplicação do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente. 3. DADOS GERAIS DO MUNICÍPIO 3.1 ANÁLISE DAS VULNERABILIDADES Análise das Vulnerabilidades apontadas pelo IDF Índice de Desenvolvimento da Família. Como forma de conhecer a realidade das crianças e dos adolescentes do município, as primeiras investigações foram realizadas no banco de dados do Cadastro Único do Governo Federal, onde o Ministério de Desenvolvimento Social (MDS) disponibilizou para o Município as informações de todas as pessoas cadastradas. Para mensurar a realidade deste público específico, o IDF Índice de Desenvolvimento da Família, programa do Sistema de Informações do Governo Federal, possibilitou a abstração somente das informações de interesse para o diagnóstico. Com um total de (quinze mil e oitocentas e dez) famílias cadastradas até dezembro de 2009, que apresentam renda familiar de até três salários mínimos, o perfil identificado apresentou as seguintes particularidades: Tabela 01 Características das famílias maringaenses cadastradas no Cadastro Único, até dezembro de Característica N de Famílias % Família com crianças de 00 a 06 anos ,3 Famílias com crianças de 07 a 14 anos ,2 Famílias com adolescentes de 15 a 17 anos ,8 Famílias com crianças de 00 a 06 anos fora da escola ,1 Famílias com crianças de 07 a 14 anos fora da escola ,3 Famílias com adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola ,2

35 33 Famílias com crianças de até 14 anos com mais de dois anos de atraso escolar ,2 Famílias com crianças de 10 a 14 anos analfabetas 110 0,7 Famílias com adolescentes de 15 a 17 anos analfabetos 34 0,2 Famílias com menores de 10 anos trabalhando 79 0,5 Famílias com menores de 15 anos trabalhando 252 1,6 Fonte: Cadastro Único MDS, 2009 As famílias participantes do Cadastro Único foram analisadas por bairro de moradia, com a finalidade de identificar sua distribuição no município 6. Neste trabalho o bairro de maior destaque foi o Jardim Alvorada, com o maior número de cadastrado e maior incidência de famílias em situação de vulnerabilidade, segundo as ocorrências da tabela acima Violações de Direitos Fundamentais Registradas nos Conselhos Tutelares. Os Direitos Fundamentais contidos na Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 ECA Estatuto da Criança e do Adolescente - garantem à criança e ao adolescente o direito à Vida e à Saúde; à Liberdade, ao Respeito e à Dignidade; à Convivência Familiar e Comunitária; à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer; e o direito à Profissionalização e à Proteção no Trabalho. Qualquer obstrução ou negativa em algum dos direitos supracitados caracteriza ameaça ou violação de um direito constituído e necessita de intervenção dos órgãos competentes de proteção e de garantia desses direitos. O Conselho Tutelar, órgão que compõe o Sistema de Garantia de Direitos, segundo o artigo nº131 do ECA é órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente, definidos em lei. De acordo com Dr. Judá J. de B. Soares, Juiz de Direito do Rio de Janeiro, em Estatuto da Criança e do Adolescente Comentado 7, este artigo indica as três características básicas do Conselho Tutelar; é permanente porque deve ter ações contínuas, duradouras e ininterruptas; é autônomo porque tem liberdade e independência na sua atuação funcional e; 6 Vide anexo III 7 Cury, Munir. Estatuto da Criança e do Adolescente Comentado - Comentários Jurídicos e Sociais, 10ª edição, 2010, p.627.

36 34 não jurisdicional, porque as ações exercidas são de natureza executiva, não cabendo a ele estabelecer qualquer sanção para forçar o cumprimento de suas decisões. A análise geral dos dados coletados demonstrou o seguinte perfil de violações dos direitos fundamentais no âmbito municipal: Foram registrados nas recepções dos dois Conselhos Tutelares (cinco mil e duzentos e nove) atendimentos, ou seja, famílias ou adolescentes que procuraram atendimento para orientação e garantia dos seus direitos. Destes, foram registrados em fichas de atendimento pelos Conselheiros (um mil quinhentos e onze) casos, que apontaram as seguintes informações: Tabela 02 Distribuição dos registros dos Conselhos Tutelares de Maringá entre faixa etária e sexo, no período de janeiro a dezembro de Faixa Etária Meninos Meninas Total Crianças de 00 a 03 anos Crianças de 04 a 06 anos Crianças de 07 a 09 anos Crianças de 10 a 11 anos Adolescentes de 12 a 14 anos Adolescentes de 15 até 17anos Sem registro de idade Adolescentes outros Total Fonte: Conselho Tutelar Zona Sul e Zona Norte do Município de Maringá. As violações registradas pelos Conselhos Tutelares, considerando os cinco eixos anteriormente citados, se apresentam da seguinte forma: Tabela 03 Freqüência das violações nos cinco eixos dos Direitos Fundamentais da Criança e do Adolescente, descritos no ECA, registradas pelos Conselhos Tutelares de Maringá no ano de Direitos Fundamentais Freqüência % Vida e Saúde 101 6,3 Liberdade, Respeito e Dignidade 141 9,3 Convivência Familiar e Comunitária ,1 Educação, Cultura, Esporte e Lazer ,7 Profissionalização e Proteção no Trabalho 05 0,3 Total Fonte: Conselho Tutelar Zona Sul e Zona Norte do Município de Maringá. Janeiro/Dezembro 2009

37 35 Detalhando as informações, consideramos que a partir Do Título II Dos Direitos Fundamentais, Capítulo I Do Direito à Vida e à Saúde, do ECA, em seu artigo 7 determina que, a criança e o adolescente tem direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência. A violação desse direito pode ocasionar danos permanentes, comprometendo o desenvolvimento pleno e sadio desse indivíduo em condições peculiares, que devem ser consideradas. Neste sentido, o número de violações, neste seguimento foi o seguinte: Tabela 04 Freqüência das violações no eixo I Vida e Saúde, registradas pelos Conselhos Tutelares de Maringá no ano de Violações Total % Não atendimento médico 40 39,5 Atendimento Médico Deficiente 26 25,7 Omissão de Socorro Vida e Saúde Irregularidades na garantia de alimentação Dependência de Substâncias 19 18,8 Tentativa de Suicídio Prejuízo por ação e/ou omissão de agente externo Total Fonte: Conselho Tutelar Zona Sul e Zona Norte do Município de Maringá. Janeiro/Dezembro 2009 O direito contemplado no Capítulo II Do Direito à Liberdade, ao Respeito e à Dignidade, no artigo 15 especifica que, A criança e o adolescente tem direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis. O Direito à Liberdade pressupõe os seguintes aspectos, contidos no artigo 16 da mesma lei: I ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais; II opinião e expressão; III Crença e culto religioso; IV brincar, praticar esportes e divertir-se; V participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação; VI participar da vida política, na forma da lei; VII buscar refúgio, auxílio e orientação. O Direito ao respeito, considerado no artigo 17, consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação

38 36 da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos espaços e objetos pessoais. Já o artigo 18 aponta que, é dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor. Considerando o comentário de João Benedito de Azevedo Marques, Secretário de Assuntos Penitenciários do município de São Paulo, no ECA Comentado: A sociedade brasileira, ao longo do tempo, nunca respeitou o direito à dignidade de milhões de crianças e adolescentes marginalizados, que são discriminados, social e economicamente, desde a gestação, passando pela infância e adolescência, continuando pela idade adulta e terminando, muitas vezes, na morte violenta ou decorrente de subnutrição (p.104). as seguintes: As violações registradas pelos Conselhos Tutelares, neste segmento foram Tabela 05 Freqüência das violações no eixo II Liberdade, Respeito e Dignidade, registrada pelos Conselhos Tutelares de Maringá no ano de Violações Total % Liberdade, Respeito e Dignidade Aprisionamento 01 0,7 Violência Física Violência Psicológica 09 6,5 Violência Sexual Discriminação 06 4,5 Práticas Institucionais Irregulares Aliciamento para atividades ilícitas 05 3,5 Crianças autoras de ato infracional 01 0,7 Impedimento de acesso à documentação de identificação 62 44,5 Local inadequado para permanência de crianças e adolescentes Ato atentatório ao exercício da cidadania 09 6,5 Total Fonte: Conselho Tutelar Zona Sul e Zona Norte do Município de Maringá. Janeiro/Dezembro 2009 do ECA, art. 19, define que: O direito à convivência familiar e comunitária, contemplado no Capítulo III Toda Criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio da sua família e, excepcionalmente, em

39 37 família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente livre de pessoas dependentes de substâncias entorpecentes. (p.107). Tabela 06 Freqüência das violações no eixo III Convivência Familiar e Comunitária, registradas pelos Conselhos Tutelares de Maringá no ano de Violações Total % Negligência Não pagamento de pensão Violência Física Violência psicológica ,5 Violência sexual Convívio com dependentes de substâncias Convivência Familiar e Comunitária químicas/álcool Utilização na mendicância 02 0,5 Utilização na prostituição 01 0,2 Não registro de nascimento Identificação de paternidade 08 1,5 Ausência de convício familiar Inadequação do convívio familiar 07 1,5 Ausência de infraestrutura Conflito familiar Ausência de condições materiais 08 1,5 Rebeldia/comportamento inadequado Atos atentatórios ao exercício da cidadania 01 0,3 (desrespeito de guarda) Total Fonte: Conselho Tutelar Zona Sul e Zona Norte do Município de Maringá. Janeiro/Dezembro 2009 O Capítulo IV do ECA, trata do Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer.O art. 53 trata da educação como objetivo de pleno desenvolvimento da criança e do adolescente, seu preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho. O art. 58 contempla o respeito aos valores culturais, artísticos e históricos próprios da criança e do adolescente, garantindo a eles a liberdade de criação e o acesso às fontes de cultura. Já o art. 59 define que é atribuição dos municípios, com apoio dos Estados e da União, estimular e facilitar a destinação de recursos e espaços para programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para infância e a juventude. Tabela 07 Freqüência das violações no eixo IV Educação, Cultura, Esporte e Lazer, registrados pelos Conselhos Tutelares de Maringá no ano de Violações Total % Educação, Ausência/impedimento de acesso à creche/pré-escola

40 38 Cultura, Esporte e Lazer Impedimento de acesso ao ensino fundamental 92 12,5 Impedimento de acesso ao ensino médio 12 1,5 Condições educacionais inadequadas Ausência/impedimento de acesso a meios de transporte 05 0,5 Impedimento de permanência no sistema escolar 11 1,5 Violência na escola 18 2,5 Evasão escolar/faltas escolares Comportamento inadequado Solicitação de contra turno 35 4,5 Atos atentatórios ao exercício da cidadania (não flexibilidade de horários) Total Fonte: Conselho Tutelar Zona Sul e Zona Norte do Município de Maringá. Janeiro/Dezembro 2009 Como observado, dentre as violações descritas, esta foi a de maior ocorrência, tendo destaque os casos de evasão escolar/faltas escolares, com maior incidência na maioria dos bairros do município, correspondendo a 50,68% do total de violações ocorridas nesta área 8 : Após a Emenda Constitucional n 20 a nova redação do inciso XXXIII do art. 7 da Constituição Federal determina: Proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito anos e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos. Trabalhar na condição de aprendiz, segundo consta no Estatuto Comentado (p.283) significa trabalho inserido em programa de aprendizagem, que é uma das primeiras etapas da formação técnico-profissional, ou seja, garantia de aprendizagem profissional de forma protegida e acompanhada, com legislação específica e direitos trabalhistas. Desta forma as violações ocorridas neste segmento são as seguintes: Tabela 08 Freqüência das violações no eixo V Profissionalização e Proteção no Trabalho, registradas pelos Conselhos Tutelares de Maringá no ano de Violações Total % Profissionalização Trabalho infantil A distribuição das ocorrências por eixo de violação nos bairro está disponível no anexo IV.

41 39 e proteção no Trabalho adolescente precário ou ilegal trabalho Total Fonte: Conselho Tutelar Zona Sul e Zona Norte do Município de Maringá. Janeiro/Dezembro 2009 Estas violações se distribuem no município, por bairros, da seguinte forma: Tabela 09 Distribuição por bairros das ocorrências de violações ao Direito Fundamental de Educação, Cultura, Esporte e Lazer que constam nos registros dos Conselhos Tutelares de Maringá, de janeiro a dezembro de Bairros Ocorrências Bairros Ocorrências Alvorada 126 Zona Centro 53 Alto da Boa Vista 03 Requião 48 Atlanta 03 Morangueira 45 Bela Vista 03 Borba Gato 38 Catedral 03 Tarumã 38 Cidade Canção 03 Guaiapó 37 Europa 03 Operária 35 Ferroviário 03 Santa Felicidade 35 Gávea 03 Zona Grevílea II 03 Itaipu 30 Ibirapuera 03 Esperança 28 Império do Sol 03 Universo 28 Indaiá 03 Sem registro 27 Itatiaia 03 São Silvestre 26 Moradia dos Ipês 03 Ney Braga 25 Patrícia 03 Zona Prolar 03 Aeroporto 21 Santa Maria 03 Olímpico 21 São Clemente 03 Hortência 20 São Francisco 03 Madrid 20 Ana Rosa 02 Laranjeiras 19 Bandeirantes 02 Santa Izabel 19 Beth 02 Marumbi 17 Cerro Azul 02 Zona Cidade Nova 02 Tuiuti 16 Emília 02 Cidade Alta 14 Grevílea III 02 Ebenezer 14 Guaporé 02 Campos Elisios 13 Imperial II 02 Ipanema 13 Internorte 02 Palmeiras 13 Novo Oásis 02 Rebouças 13 Pássaros 02 Zona Pioneiro 02 Zona Real 02 Cidade Alta II 12 Santa Alice 02

42 Grevílea 12 Seminário 02 Itaparica 12 Tropical 02 Santo Antônio 12 Veredas 02 Paraíso 11 Vilage Blue 02 Ouro Cola 10 Zona Sol Nascente 10 Brasil 01 Hermann 09 Campo Dourado 01 Liberdade 09 Céu Azul 01 Paulino 09 Cidade Jardim 01 Thaís 09 Cidade Universitária 01 Vila Nova 09 Cleopatra 01 América 08 Colina Verde 01 Andrade 08 Dias 01 Novo Horizonte 08 Eldorado 01 Paulista 08 Grajaú 01 Portal das Torres 08 Ipiranga 01 Quebec 08 Itália 01 Aclimação 07 Karina 01 Bandeiras 07 Lagoa Dourada 01 Batel 07 Laudicéia 01 Bertioga 07 Lice 01 Mandacaru 07 Los Angeles 01 Paris 07 Madalena 01 Sanenge I e II 07 Monte Rei 01 Santa Rosa 07 Moradias Atenas 01 São Jorge 07 Natami 01 Tabaetê 07 Orquídea 01 Branca Vieira 06 Pinheiros 01 Hortência II 06 Progresso 01 Oásis 06 Rec. dos Magnatas 01 Santa Helena 06 Record 01 Tupinamba 06 Rodolfo Bernardes 01 Andrea 05 Santa Clara 01 Avenida 05 Santa Marina 01 Champagnat 05 Santa Rita 01 Copacabana 05 Santa Zélia 01 Imperial 05 São Domingos 01 Industrial 05 Vale Azul 01 João de Barro 05 Zona Novo Alvorada 05 Subtotal urbano 1454 Vardelina 05 Rural 03 Verônica 05 Est. Miosótis 01 Vitória 05 Est. Bandeirantes 01 Aurora 04 Est. Progresso 01 Bosque 04 Rancho Paranaense 01 Continental 04 Subtotal rural 07 Diamante 04 Distrito Iguatemi 29 40

43 41 Dourados 04 Outras cidades 13 Industrial II 04 Distrito Floriano 07 Monte Carlo 04 Situação de Rua 01 Montreal 04 Subtotal Outros 50 Piatã 04 Porto Seguro 04 Total Fonte: Conselho Tutelar Zona Sul e Zona Norte do Município de Maringá. Janeiro/Dezembro 2009 Conforme especificado no artigo 4 do ECA, É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. Em se tratando de agente violador, o que se observa é que os principais violadores são aqueles que deveriam proteger as crianças e os adolescentes. Considerando os registros dos Conselhos Tutelares, a tabela que segue contempla as informações em ordem decrescente de ocorrência. Tabela 10 Classificação e ocorrência do agente violador dos Direitos Fundamentais, de acordo coma ficha de registro dos Conselhos Tutelares de Maringá no ano de Grupo Agente Violador Ocorrência Mãe 297 Pai 184 Avós 19 Padrasto 14 FAMÍLIA Outro 11 Tios 07 Irmãos 05 Madrasta 04 Responsável 03 Subtotal Família 544 Escola 203 Secretaria Municipal 161 Delegacia de Identificação 48 ESTADO Polícia Militar 08 Núcleo de Educação 05 Cartório 03 Subtotal Estado 428 Pessoa Física 41 SOCIEDADE Empresa 05 CRIANÇA OU ADOLESCENTE Subtotal Sociedade 46 Adolescente de 15 a 17 anos 220 Adolescente de 12 a

44 42 Crianças de 7 a 11 anos 54 Crianças de 00 a 06 anos 06 Subtotal Criança ou Adolescente 426 Agente violador não identificado 190 NÃO IDENTIFICADO Subtotal Agente Violador não identificado 190 Fonte: Conselho Tutelar Zona Sul e Zona Norte do Município de Maringá. Janeiro/Dezembro 2009 Mediante a ocorrência de violações são aplicadas, excepcionalmente, medidas de caráter interventivo, por meio de agentes públicos, na vida das crianças e adolescentes cujos direitos foram violados. Esta tem a finalidade de reparar danos aos afetados considerando seus limites e regramentos previstos no artigo 100 do ECA 9. Tabela 11 Distribuição das Medidas Protetivas aplicadas pelos Conselheiros Tutelares do município de Maringá no período de Janeiro a Dezembro de Grupos de medidas Medidas Protetivas. Art.101, I a VII Medidas aplicadas Quantidade I - encaminhamento aos pais ou responsável, mediante termo de responsabilidade; 73 II - orientação, apoio e acompanhamento temporários; 303 III - matrícula e freqüência obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino fundamental; 235 IV - inclusão em programa comunitário ou oficial de auxilio à família, à criança e ao adolescente; 37 V - requisição de tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico, em regime hospitalar ou ambulatorial; 156 VI - inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos; 09 VII - abrigo em entidade; 46 Art. 102 VIII Regularização de registro civil &1º 05 Subtotal: Medidas protetivas e art. 102 & 1º 864 I - encaminhamento a programa oficial ou comunitário de Art. 136 II. promoção à família; 394 Atender e II - inclusão em programa oficial ou comunitário de auxilio, aconselhar orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos; 15 os pais ou III - encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico; 12 responsável IV - encaminhamento a cursos ou programas de orientação; 04 aplicando as V - obrigação de matricular o filho ou pupilo e acompanhar sua medidas freqüência e aproveitamento escolar; 202 previstas no art. 129, I a VI - obrigação de encaminhar a criança ou adolescente a VII. tratamento especializado; 13 VII - advertência; 500 Subtotal: Medidas aos pais ou responsáveis, art. 136 II Art Na aplicação das medidas levar-se-ão em conta as necessidades pedagógicas, referindo-se aquelas que visem ao fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários.

45 43 Total Sem nenhuma medida aplicada 307 Total Geral Fonte: Conselho Tutelar Zona Sul e Zona Norte do Município de Maringá. Janeiro/Dezembro Atos Infracionais Registrados pelo Sistema de Segurança Pública (Polícia Civil e Polícia Militar) O texto jurídico do ECA aponta determinadas ações de crianças e adolescentes que ferem o ordenamento, e por isso são denominadas atos infracionais. A Segurança Pública registrou no período de Janeiro/2009 a Dezembro/2009 um total de 533 (quinhentos e trinta e três) casos executados exclusivamente por adolescente de 12 a 18 anos, nos quais 442 (quatrocentos e quarenta e dois) são meninos e 89 (oitenta e nove) meninas. A média de casos mensais, neste período, foi de 44,3 casos/mês, sendo 36,8 masculinos, o que equivale a 83,2% dos casos e 7,4 femininos, correspondendo a 16,8%. Nos registros de atos infracionais cometidos por adolescentes, da Delegacia de Polícia Civil foram observadas as seguintes informações, segundo a tipificação que segue: Tabela 12 Ocorrência dos Atos infracionais registrados pela Delegacia de Polícia Civil de Maringá, no período de Janeiro a Dezembro de Tipificação Atos Infracionais Total Roubo 82 Furto 89 Receptação 14 Crimes contra o Patrimônio Invasão 01 Violação 01 Adulterar chassi 02 Dano contra o patrimônio 14 Subtotal: Crimes contra o Patrimônio 203 Homicídio 09 Lesão Corporal 64 Ameaça 37 Posse/porte de arma 15 Desacato 17 Crimes contra a Pessoa Perturbação/Rixa 07 Latrocínio 01 Estelionato 02 Direção perigosa 01 Dirigir alcoolizado 01 Violação de direitos 05

46 44 Extorsão 02 Via de Fato (Briga) 10 Dirigir sem habilitação 09 Subtotal: Crimes contra a Pessoa 180 Crimes contra os Costumes Atentado Violento ao Pudor/revogado 01 Estupro 05 Subtotal: Crimes contra os Costumes 06 Crimes contra a Honra Difamação 03 Injúria 03 Subtotal: Crimes contra a Honra 06 Crimes contra a Saúde Pública Tráfico de Entorpecentes 52 Consumo 81 Subtotal: Crimes contra a Saúde Pública 133 Sem identificação 02 Outros Falsa comunicação 02 Objeto nota falsa 01 Subtotal: outros 05 Total 533 Fonte: Delegacia de Polícia Civil do município de Maringá. Ano de 2009 Militar as seguintes ocorrências: No mesmo período foram registradas pela Patrulha Escolar da Polícia 52 Vias de fato; 14 Ameaça; 13 Furtos; 04 Dano ao Patrimônio; 23 Atos infracionais sem especificação no registro; 03 Drogas ilícitas e 01 Arma de fogo Atos Infracionais Registrados pelo Ministério Público e Poder Judiciário. Conforme descrito na metodologia os dados coletados foram referentes aos casos arquivados em 2009, encaminhados pelo Ministério Público ao Poder Judiciário. Tabela 13 Classificação em faixa etária e sexo dos processos arquivados que envolvem crianças e adolescentes pelo Ministério Público no ano de Faixas etárias Masculino Feminino Sem Identificação Total

47 45 Adolescentes de 12 a 14 anos Adolescentes de 15 a 17anos Até 18 anos Sem identificação de sexo Total Fonte: Vara da Infância e Juventude do município de Maringá. Janeiro/Dezembro de 2009 Considerando o bairro de moradia dos adolescentes que cometeram algum ato infracional, assim estão distribuídos: Tabela 14 Freqüência de atos infracionais, de acordo com o bairro de moradia, dos processos judiciais arquivados relacionados à criança e o Adolescente, no Município de Maringá no ano de Bairro Total Sem Registro Bairro Total Sem Registro Alvorada 25 Andrade 01 Zona Aurora 01 Operária 10 Bela Vista 01 Liberdade 09 Bosque 01 Ney Braga 09 Botânico 01 Morangueira 08 Branca Vieira 01 Requião 08 Campos Elísios 01 Santa Felicidade 08 Céu Azul 01 Guaiapó 07 Cidade Alta II 01 Itaipu 07 Cidade Campos 01 Laranjeiras 07 Emília 01 Aeroporto 06 Everest 01 Ebenezer 06 Grevílea III 01 Grevílea 06 Hortência II 01 Itatiaia 06 Império do Sol 01 Bandeiras 05 Ipanema 01 Champagnat 05 João de Barro 01 Borba Gato 04 Lea Leal 01 Esperança 04 Los Angeles 01 Olímpico 04 Lt sem bairro 04 Mandacaru 01 Bertioga 03 Marajoara 01 Copacabana 03 Montreal 01 Herman 03 Morador de Rua 01 Industrial 03 Novo Oásis 01 Novo América 03 Palmeiras 01 Novo Horizonte 03 Pássaros 01 Oásis 03 Paulino 01 Pinheiros 03 Porto Seguro II 01 Progresso 03 Prolar 01 Quebec 03 Rebouças 01 Santa Izabel 03 Record 01

48 46 Santa Maria 03 Rodolfo Bernardes 01 Universo 03 Santa Rosa 01 Zona Seminário 01 Atenas 02 Tabaetê 01 Atlanta 02 Tarumã 01 Avenida 02 Torres 01 Canadá 02 Tuiuti 01 Centro - Zona Zona Cidade Nova 02 Zona Diamante 02 Zona Hortência I 02 Subtotal urbano Imperial 02 Sarandi Kakogawa 02 Paiçandu 18 Marumbi 02 Floresta 16 Monte Carlo 02 Ivatuba 07 Ouro Cola 02 Toledo 02 Paraíso 02 Dr. Camargo 02 Piatã 02 Marialva 02 Santo Antônio 02 São Pedro do Ivaí 01 São Silvestre 02 Astorga 01 Tarumã II 02 Guarulhos 01 Thaís 02 Iporã 01 Subtotal demais cidades Virgínia 02 Vitória 02 Iguatemi 05 Zona Floriano 01 Zona Subtotal distritos 06 Aclimação 01 Estrada Pinguim 01 Alamar 01 Subtotal rural 01 Alzira 01 Ana Rosa 01 TOTAL Fonte: Vara da Infância e Juventude do município de Maringá. Janeiro/Dezembro de 2009 Considerando o local de ocorrência de atos infracionais cometidos por adolescentes, eles se distribuem da seguinte forma: Tabela 15 Freqüência de atos infracionais, de acordo com o bairro de ocorrência, dos processos judiciais arquivados relacionados à criança e o Adolescente, no Município de Maringá no ano de Bairros de Ocorrência Total Bairros de Ocorrência Total Centro 44 Zona Zona Avenida 01 Alvorada 19 Bandeirantes 01 Morangueira 14 Bandeiras 01 Hermann 11 Bela Vista 01 América 10 Botânico 01

49 47 Olímpico 10 Campos Elíseos 01 Ney Braga 09 Ebenezer 01 Requião 09 Esperança 01 Operária 08 Indaiá 01 Santa Felicidade 08 Internorte 01 Nova 07 Itaparica 01 Zona 01 (Centro) 07 Itatiaia 01 Zona João de Barro 01 Zona Lea Leal 01 Aeroporto 06 Maravilha 01 Itaipu 06 Monte Carlos 01 São Silvestre 06 Paço Municipal 01 Copacabana 05 Pinheiros 01 Guaiapó 05 Porto Seguro 01 Tarumã 05 Quebec 01 Borba Gato 04 São Jorge 01 Grevílea 04 Santa Isabel 01 Santo Antônio 04 Seminário 01 Champagnat 03 Tropical 01 Novo Horizonte 03 UEM 01 Oasis 03 Universitário 01 Ouro Cola 03 Zona Universo 03 Zona Zona Zona Aclimação 02 Zona Laranjeiras 02 Subtotal urbano 314 Mandacaru 02 Rodovia PR Palmeiras 02 Subtotal rural 03 Sol Nascente 02 Paiçandu 23 Tuiuti 02 Floresta 14 Vardelina 02 Ivatuba 07 Virgínia 02 Iguatemi 06 Zona Doutor Camargo 01 Zona Floriano 01 Zona Sarandi 01 Zona Subtotal outros Municípios 53 Zona Zona TOTAL 370 Fonte: Vara da Infância e Juventude do município de Maringá. Janeiro/Dezembro de 2009 A tabela que segue demonstra o tipo de ato infracional ocorrido no município de acordo com o número de ocorrência, sendo o de maior incidência o ato de dirigir sem carteira de habilitação ou autorização, com 104: Tabela 16 Tipo de Ato Infracional e o número de ocorrências no Município de Maringá no ano de Ato Infracional Total Ato Infracional Total

50 48 Dirigir sem CNH ou autorização 104 Receptação 05 Lesão Corporal 56 Contra direitos autorais 04 Furto 49 Injúria 04 Consumo de entorpecentes 39 Rixa 03 Ameaça 31 Homicídio 03 Desacato à autoridade 20 Contra a dignidade sexual 03 Contravenção penal 20 Estelionato 01 Vandalismo 15 Extorsão 01 Tráfico de Entorpecentes 14 Resistência à prisão 01 Roubo 10 Alteração de chassi 01 Difamação 09 Dirigir alcoolizado 01 Posse ou porte irregular ou ilegal de arma 07 Tentativa ou consumação 07 TOTAL 408 Fonte: Vara da Infância e Juventude do município de Maringá. Janeiro/Dezembro de Perfil dos atendimentos às crianças e adolescentes no HUM Hospital Universitário Regional de Maringá. Conforme descrito no perfil de atendimento 10, o HUM atende pacientes no Ponto Socorro fazendo o acolhimento com classificação de risco, em plantão de vinte e quatro horas, dentre as crianças e adolescentes atendidos, considerando apenas os registros de pacientes moradores do município de Maringá, visto que o hospital atende toda a região, foram identificadas as seguintes situações relacionadas a este público: Tabela 17 Dados de atendimento à crianças e ao adolescentes registrados pelo HUM. Tipo de Atendimento Número de Atendidos Idade Em situação de aborto à 17 Vítima de Violência Sexual à 15 Vítima de Violência Física à 17 Ferimento Arma Branca Ferimento Arma de Fogo à 17 Adolescentes Gestantes à 17 Crianças de nascimento prematuro Adolescentes no pós-parto Suspeita de Gravidez à 16 Acidentes e Atropelamentos à 17 Total 294 Fonte: Banco de dados do Hospital Universitário Regional de Maringá. Janeiro/Dezembro de DESCRIÇÃO DAS POTENCIALIDADES 10 Página de atendimento do Hospital Universitário Regional de Maringá. Disponível em Acessado em 14/11/11.

51 Equipamentos de Atendimento na área da Saúde O Município de Maringá conta com 27 (vinte e sete) Unidades Básicas de Saúde 11, em funcionamento no ano de 2009, 01 (um) Hospital Municipal e 01 (um) Hospital Universitário Regional, bem como a rede complementar particular de atendimento à saúde nos diversos níveis de complexidade 12. Tabela 18 Equipamentos de atendimento à saúde que participaram da pesquisa Tipo Total Participantes da Pesquisa % Unidade Básica de Saúde Hospital 02* CISAM Total FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de 2011 * Não foi solicitado ao Hospital Universitário Regional de Maringá o preenchimento do questionário, somente o perfil e total de atendimentos. Conforme coletado em pesquisa foram contabilizadas a capacidade de atendimento por Unidade, conforme a tabela que segue: Tabela 19 Número de atendimento referente aos equipamentos públicos de saúde, entrevistados, do município de Maringá, no ano de Unidades Número de Atendimentos Alvorada I, III e Zona Norte 1800 Casa do PSF área CISAM 180 Eq. 4 Paulino 790 Esperança 113 Floriano 180 Guaiapó/Requião 275 Hospital Municipal Não informou Iguaçu 250 Iguatemi 150 Industrial Não informou Internorte 168 Mandacaru 400 Morangueira 511 Ney Braga 80 NIS Aclimação 700 NIS - Cidade Alta Não informou NIS Grevíleas III Os Bairros de abrangência das Unidades de Saúde constam no anexo V. A rede particular não foi contemplada na pesquisa, semente os equipamentos da rede pública.

52 50 NIS Maringá Velho 724 NIS Pinheiros 136 NIS Tuiuti 161 Olímpico 180 Operária 30 Parigot de Souza 92 Quebec Não informou São Silvestre 14 Universo Não informou Zona Sul 97 FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de 2011 Conforme citado na metodologia do trabalho 13, foi utilizado questionário disponibilizado em anexo, para coleta de informações. De acordo com as respostas foram identificadas as seguintes características, após auto-avaliação preenchida pelas Unidades de Atendimento: Quanto à existência de um plano de trabalho e/ou projeto pedagógico que oriente a equipe: 03 Muito Bom 05 Bom 11 Mediano 01 Ruim 05 Muito ruim ou nulo 04 Não responderam Quanto ao método e estratégias de atendimento dos usuários: 04 Muito Bom 18 Bom 06 Mediano 00 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 01 Não respondeu Quanto ao número de funcionários em face do número de pessoas atendidas: 13 Vide páginas 13 e 14.

53 51 00 Muito Bom 06 Bom 09 Mediano 12 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 02 Não responderam Quanto à capacitação e desempenho da equipe de atendimento: 04 Muito Bom 17 Bom 06 Mediano 00 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 02 Não responderam Quanto à instalação e equipamentos disponíveis para o atendimento: 01 Muito Bom 12 Bom 09 Mediano 05 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 02 Não responderam Quanto à atuação junto às famílias das crianças e adolescentes atendidos: 00 Muito Bom 15 Bom 08 Mediano 01 Ruim 02 Muito ruim ou nulo 03 Não responderam Quanto à existência de mecanismos para envolver a comunidade para favorecer o trabalho:

54 52 00 Muito Bom 10 Bom 07 Mediano 07 Ruim 02 Muito ruim ou nulo 03 Não responderam Quanto à capacidade de gerar benefícios e resultados esperados para os usuários: 01 Muito Bom 15 Bom 07 Mediano 03 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 03 Não responderam Sendo assim, obtiveram o seguinte resultado: 44,4% (12) alta qualidade, 25,9% (7) de média qualidade e 29,6% (8) de qualidade baixa, segundo descrição metodológica 14. Conforme informações prestadas pela Secretaria Municipal de Saúde, a área da saúde cujo foco é a população infanto-juvenil, alerta que os problemas e necessidades que mais se relacionam com este grupo estão interligados principalmente com a dependência e uso de substâncias lícitas e ilícitas. Outro fator gerador de atendimento, no ano de 2009, de grau expressivo foram os casos de gravidez na adolescência. Os recursos municipais existentes para o atendimento dessa faixa etária e dos principais problemas vivenciados por eles compreendem as Unidades Básicas de Saúde (UBS), com a realização de grupos de debates com adolescentes, com discussão de temas direcionados a esse público. E mais, essas Unidades possuem grupos para crianças e adolescentes portadores de transtornos mentais e pediatria especializada em atendimento psiquiátrico no CISAM- Centro Integrado de Saúde Mental. Outro serviço relacionado ao 14 Idem.

55 53 atendimento, acompanhamento e orientação psicológica é o Centro de Atenção Psicossocial para álcool e drogas (CAPS-ad) e quando necessário o Serviço de Emergência Psiquiátrica. Já para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade nas ruas houve a implantação do Projeto Consultório de Rua. Mas, quando o enfoque está na família, em geral, existe o Programa Saúde da Família, Núcleo de Apoio a Saúde da Família (NASF) e grupo de orientação aos pais nas UBS que são responsáveis pelo acompanhamento e discussão a respeito da situação que essa se encontra. Além desses recursos, os programas especiais existentes no município são: o Programa Maringá Saúde, Programa Saúde do Homem, Programa Saúde Bucal, Espaço Saúde, Grupos de adolescentes, Hiperdia, Programa Bebê de Risco, Programa Nascer no Paraná, Comitê de Aleitamento Materno Infantil, Comitê de Combate a H1N1, Comitê de prevenção a mortalidade materna infantil, Grupos de puericultura, Grupos de Gestantes, Grupos da Terceira Idade e Humaniza SUS. Todos esses equipamentos são distribuídos nas diferentes regiões do município, de forma que, na Zona Sul localiza-se o Centro Integrado de Saúde Mental (CISAM), Emergência Psiquiátrica, Conselho Tutelar Zona SUL, Hospital Municipal de Maringá, Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPS-i) em processo de implantação e Unidades Básicas de Saúde. Na Zona Norte do município os equipamentos encontrados são o CAPS-ad, Conselho Tutelar Zona Norte, Pronto Atendimento da Criança Zona Norte (PAC) e Unidades Básicas de Saúde. No entanto, existe a ausência de um serviço especializado para atendimento às crianças e adolescentes portadores de transtornos mentais, e por isso, a Secretaria de Saúde implantará o Centro de Atenção Psicossocial Infantil, no ano de Com relação aos principais problemas da população infantil, as doenças imunopreviníveis têm o acompanhamento feito pela cobertura vacinal de acordo com a faixa etária. Enquanto que para a mortalidade infantil redutível, o município conta com o Comitê de Investigação de óbitos materno-infantil, Comitê Nascer no Paraná Direito a Vida e Comitê de Aleitamento Materno. Para o atendimento de crianças e de adolescentes vítimas de abuso e exploração sexual e de violência doméstica, o município, desde 2008, possuí um Protocolo de Atenção à Mulher, Criança e Adolescente Vítimas de Violência Sexual, Doméstica e Intrafamiliar com um fluxograma que inclui atendimento médico, hospitalar, psicológico, atuação do Ministério Público, Polícia Civil, Instituto Médico Legal (IML) e Centro de Referência Especializada em Assistência Social (CREAS).

56 54 Em termos de prevenção e recuperação da saúde, o ponto forte do sistema de atendimento do município é a estrutura da Secretaria de Saúde. Esta possuiu uma Diretoria específica para trabalhar a Promoção à Saúde em todas as faixas etárias, desenvolvendo atividades como o controle da obesidade infantil, grupos intersetoriais de prevenção da gravidez na adolescência, espaço saúde, hortas comunitárias, Academias da Terceira Idade (ATI), entre outras atividades. Os serviços disponíveis são desenvolvidos em parceria com outros setores internos da Secretaria de Saúde e demais Secretarias da Prefeitura, no sentido de se trabalhar intersetorialmente. Portanto, as ações e políticas públicas municipais de saúde são desenvolvidas de forma a atingir o município como um todo, tendo desta forma o atendimento primário, secundário e terciário acessível, sempre que necessário, constituindo uma rede de atenção à saúde Equipamentos de Atendimento na área da Educação A Rede Pública de Educação é composta, no Município e Distritos, pelos seguintes equipamentos, dos quais 97% foram participantes da pesquisa, conforme tabela abaixo: Tabela 20 Equipamentos de Educação no Município. Instituições Total Pesquisados % Centros Municipais de Educação Infantil Escolas Municipais Colégios Estaduais Total FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de 2011 Considerando os CMEI Centros Municipais de Educação Infantil e CEI Centro de Educação Infantil conveniados, temos a seguinte capacidade de atendimento por Unidade: Tabela 21 Capacidade de atendimento dos Centros Municipais de Educação Infantil. Nome Atendidos Capacidade % CEI Anjo da Guarda ,4 CEI Assoc. Cultural e Educação Infantil Menino Jesus CEI Casa Maternal Evangélica de Maringá ,7 CEI Irmã Antona ,3

57 CEI Lar Escola Bom Samaritano ,8 CEI Purificação de Jesus Valente ,2 CEI Recanto do Menor Alvorada ,8 CEI Recanto do Menor - Vila Esperança CEI Recanto do Menor - Vila Operária CME Irmã Firmina Maria ,5 CMEI Afonso Vidal Cézar ,7 CMEI Alexandre e Sophia Rasgulaeff ,1 CMEI Ana Chiquetti Men ,8 CMEI Ângelo Viegas ,5 CMEI Antonieta Mattos Coutinho CMEI Antônio Facci - Jardim Imperial ,9 CMEI Aparecida Fortunata Bartalini Seneme CMEI Bárbara Cecily Netto Barros ,9 CMEI Benedito de Souza ,1 CMEI Cecília Meireles CMEI Des. Zeferino Mozzato Krukoski ,7 CMEI Dona Guilhermina Cunha Coelho CMEI Dorcelina Folador ,9 CMEI Florestan Fernandes ,5 CMEI Herbert José de Souza ,1 CMEI João XXIII ,4 CMEI José Cláudio Pereira Neto ,4 CMEI José Gerardo Braga ,9 CMEI José Pacheco dos Santos ,1 CMEI José Prestes Neto CMEI Lia Terezinha Sambatti ,1 CMEI Luiza Martos Murcia Fontes ,3 CMEI Mafalda Noêmia Barletta Villanova ,5 CMEI Maria Doná Ferraz ,6 CMEI Monsenhor Kimura CMEI Nadyr Penteado Virmond CMEI Nice Braga ,8 CMEI Nice Braga ,8 CMEI Nilza de Oliveira Pipino ,2 CMEI Pion. Aparecida Luzia Pires de Moraes ,3 CMEI Pion. Maria Conc. Ramos Alexandre ,1 CMEI Pioneira Tereza Martins Fernandes CMEI Pioneiro Vanor Henriques ,7 CMEI Profª France Luz ,2 CMEI Professor Galdino de Andrade CMEI Professora Iria de Castro ,2 CMEI Professora Laura Parente Bossolan ,7 CMEI Professora Tereza Leonel ,5 CMEI Vagalume CMEI Vereador José Rodrigues dos Santos ,4 55

58 56 Total FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de 2011 Observando a tabela acima se constata que há uma sobra de vagas nos Centros de Educação Infantil, mas, conforme relato das Unidades, a procura maior de vagas se dá nas faixas etárias de 00 a 01anos - INFANTIL I e de 03 anos - INFANTIL III, resultando em uma lista de espera. De acordo com o número de Centros e a avaliação das perguntas, a autoavaliação computou-se da seguinte forma: Quanto à existência de um plano de trabalho e/ou projeto pedagógico que oriente a equipe: 36 Muito Bom 11 Bom 00 Mediano 00 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 03 Não responderam Quanto ao método e estratégias de atendimento dos usuários: 24 Muito Bom 23 Bom 00 Mediano 00 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 03 Não responderam Quanto ao número de funcionários em face do número de pessoas atendidas: 05 Muito Bom 26 Bom 16 Mediano

59 57 01 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 02 Não responderam Quanto à capacitação e desempenho da equipe de atendimento: 19 Muito Bom 26 Bom 02 Mediano 00 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 03 Não responderam Quanto à instalação e equipamentos disponíveis para o atendimento: 14 Muito Bom 25 Bom 07 Mediano 02 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 02 Não responderam Quanto à atuação junto às famílias das crianças e adolescentes atendidos: 14 Muito Bom 30 Bom 03 Mediano 00 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 03 Não responderam Quanto à existência de mecanismos para envolver a comunidade para favorecer o trabalho: 12 Muito Bom 32 Bom 03 Mediano

60 58 00 Ruim 01 Muito ruim ou nulo 02 Não responderam Quanto à capacidade de gerar benefícios e resultados esperados para os usuários: 18 Muito Bom 29 Bom 00 Mediano 00 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 03 Não responderam Seguindo a orientação da Prattein os CMEIs se auto-avaliaram como; 98% (48 unidades) de alta qualidade e 2% (uma unidade) de qualidade nula. A capacidade das Escolas Municipais, descrita na tabela a seguir, demonstra que o Município tem atendido à população neste segmento educacional. A possível falta de vagas na proximidade das residências é compensada com a disponibilização, por parte do Município, de vales-transporte gratuito para garantir o deslocamento da criança ou adolescente até o estabelecimento de ensino. Sendo assim: Tabela 22 Capacidade de Atendimento das Escolas Municipais Nome Atendidos Capacidade % Ângela Vergínia Borin ,7 Ariovaldo Moreno Ayrton Plaisant ,7 Campos Salles ,3 Célestin Freinet ,3 D. Lázara Ribeiro Vilella ,2 Dep Fed Dr. Ulysses Guimarães Diderot Alves da Rocha Loures ,1 Dona Angelina Lonardon Meneguetti Dr. Helenton Borba Cortes Dr. João Batista Sanches , Dr. Luiz Gabriel Guimarães Sampaio Fernão Dias

61 59 Gabriela Mistral ,7 Machado de Assis ,8 Maestro Aniceto Matti ,0 Octávio Periotto ,6 Odete Ribarolli Gomes de Castro ,6 Olga Aiub Ferreira ,8 Oscar Pereira dos Santos ,5 Osvaldo Cruz ,8 Padre Pedro Hyo Tanaka ,5 Paulo Freire Pioneira Jesus de Jesus Freitas Pioneira Mariana Viana Dias ,7 Pioneiro Manuel Dias da Silva Profª Benedita Natalia Lima Profª Lídia Ribeiro Dutra da Silva Profª Miriam Leila Palandri ,6 Profª Nadyr Maria Alegretti Profª Odette Alcântara Rosa ,7 Professor José Aniceto Professor José Marchesini Professor Midufo Vada Professor Milton Santos ,7 Professor Renato Bernardi ,2 Professora Agmar dos Santos ,3 Professora Piveni Piassi Moraes ,8 Rosa Palma Planas Ruy Alvino Alegretti ,7 Victor Beloti ,2 Zuleide Samways Portes ,3 Total FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de 2011 De acordo com o número de Escolas Municipais e a avaliação das perguntas, a auto-avaliação computou-se da seguinte forma: Quanto à existência de um plano de trabalho e/ou projeto pedagógico que oriente a equipe: 33 Muito Bom 09 Bom 00 Mediano 00 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 00 Não respondeu

62 60 Quanto ao método e estratégias de atendimento dos usuários: 28 Muito Bom 12 Bom 01 Mediano 00 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 01 Não respondeu Quanto ao número de funcionários em face do número de pessoas atendidas: 04 Muito Bom 19 Bom 17 Mediano 01 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 01 Não respondeu Quanto à capacitação e desempenho da equipe de atendimento: 23 Muito Bom 19 Bom 00 Mediano 00 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 00 Não respondeu Quanto à instalação e equipamentos disponíveis para o atendimento: 12 Muito Bom 22 Bom 07 Mediano 01 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 00 Não respondeu

63 61 Quanto à atuação junto às famílias das crianças e adolescentes atendidos: 17 Muito Bom 20 Bom 04 Mediano 01 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 00 Não respondeu Quanto à existência de mecanismos para envolver a comunidade para favorecer o trabalho: 16 Muito Bom 14 Bom 06 Mediano 02 Ruim 02 Muito ruim ou nulo 02 Não responderam Quanto à capacidade de gerar benefícios e resultados esperados para os usuários: 17 Muito Bom 19 Bom 03 Mediano 00 Ruim 01 Muito ruim ou nulo 02 Não responderam Neste sentido, 95,2% (40 unidades) foram classificadas com de alta qualidade e 4,8% (02 unidades) como de baixa qualidade. Considerando os dados coletados junto aos Colégios Estaduais que participaram da pesquisa, no total há uma sobra de vagas, mas analisando individualmente observa-se que um colégio declarou atender acima da sua capacidade. O motivo observado é que, devido a sua localização, atende um número significativo de bairros, além de alunos

64 62 moradores de divida do município visinho, Sarandi. Assim, segue a tabela contendo a capacidade de atendimento dos Colégios Estaduais localizados no Município e nos Distritos: Tabela 23 Capacidade de atendimento dos Colégios Estaduais Nome Atendidos Capacidade % Adaile Maria Leite ,7 Alberto Jackson Byington Jr ,2 Alfredo Moisés Maluf ,6 Branca da Mota Fernandes ,2 Brasílio Itiberê ,4 CAP Dirce de Aguiar Maia Duque de Caxias ,2 Elvira Blani dos Santos ,4 Instituto de Educação ,7 Ipiranga ,4 João de Faria Pioli ,1 João XXIII ,8 José Gerardo Braga Juscelino K. De Oliveira ,9 Marco Antônio Pimenta ,8 Parque Itaipú Presidente Kennedy ,5 Professor Manoel Rodrigues Rodrigues Alves Rui Barbosa ,5 Santa Maria Goretti ,6 Silvio M. Barros Tancredo de A. Neves Tânia Varella Ferreira ,3 Theobaldo Miranda Santos ,8 Tomaz Edison de Andrade Vieira Unidade Pólo ,5 Vinícius de Morais ,6 Vital Brasil Total FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de 2011 Quanto à auto-avaliação preenchida pelos equipamentos de educação, atribuíram-se aos quesitos solicitados, de acordo com o número de Colégios Estaduais, as seguintes classificações:

65 63 Quanto à existência de um plano de trabalho e/ou projeto pedagógico que oriente a equipe: 14 Muito Bom 13 Bom 00 Mediano 00 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 03 Não responderam Quanto ao método e estratégias de atendimento dos usuários: 11 Muito Bom 14 Bom 02 Mediano 00 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 03 Não responderam Quanto ao número de funcionários em face do número de pessoas atendidas: 01 Muito Bom 11 Bom 08 Mediano 05 Ruim 02 Muito ruim ou nulo 03 Não responderam Quanto à capacitação e desempenho da equipe de atendimento: 08 Muito Bom 15 Bom 02 Mediano 02 Ruim 01 Muito ruim ou nulo 02 Não responderam

66 64 Quanto à instalação e equipamentos disponíveis para o atendimento: 03 Muito Bom 11 Bom 09 Mediano 03 Ruim 02 Muito ruim ou nulo 02 Não responderam Quanto à atuação junto às famílias das crianças e adolescentes atendidos: 03 Muito Bom 16 Bom 06 Mediano 00 Ruim 02 Muito ruim ou nulo 03 Não responderam Quanto à existência de mecanismos para envolver a comunidade para favorecer o trabalho: 00 Muito Bom 13 Bom 11 Mediano 01 Ruim 02 Muito ruim ou nulo 03 Não responderam Quanto à capacidade de gerar benefícios e resultados esperados para os usuários: 02 Muito Bom 17 Bom 06 Mediano 00 Ruim 01 Muito ruim ou nulo 04 Não responderam

67 65 Tendo 63,3% (19 unidades) de alta qualidade, 13,3% (04 unidades) de média qualidade, 16,7% (05 unidades) de baixa qualidade, 6,7% (02 unidades) de qualidade nula. Segundo informações coletadas junto à Secretaria Municipal de Educação, a respeito dos Centros de Educação Infantil e demais atendimentos desta Secretaria, ela relata que estão matriculadas na educação infantil crianças de 00 a 03 anos que correspondem a 59% de cobertura desse segmento com o total de 52 unidades de atendimento. As matriculas se distribuem em na região norte do município, na região sul e 138 nos distritos. Já as crianças de 04 a 06 anos matriculadas na pré-escola computam matrículas, sendo 87% o percentual de cobertura das 52 unidades de atendimento. Esse dado está distribuído no município de forma em que a maior concentração de matrículas esteja na região norte com 3.217, e a região sul com enquanto que os distritos possuem 193 matrículas. Além disso, existem listas de esperas em todos os Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), alguns com grande demanda e outros com menos, mas não há um vazio de atendimento. Em relação aos critérios de atendimento, os CMEIs de Maringá não fazem distinção entre etnia, violação de direitos e situação socioeconômica e sim por ordem de colocação na lista de espera. Por isso, para a expansão do atendimento e aproveitamento da capacidade dos recursos devem ser construídos mais Centros, pois na medida do possível os CMEIs sempre são reformados e ampliados, conforme demanda atual. A expansão da educação infantil em Maringá está interligada com a construção e ampliação de CMEIS que abrangem as modalidades de Educação Infantil de 00 a 03anos e 04 a 06 anos, isto ocorre de acordo com as condições existentes no município. Em questão de inserção e inclusão, o atendimento da educação infantil para crianças portadoras de necessidades especiais é realizado com apoio pedagógico, acessibilidade, triagem fonoaudiológica e psicológica, currículo de adaptação e capacitação de profissionais.

68 66 Nas situações nas quais as escolas de educação infantil possuem crianças vítimas de maus-tratos, negligência e abuso sexual, o procedimento é informar a Secretaria de Educação e enviar um relatório para o Conselho Tutelar para averiguação dos fatos, além de haver um trabalho em rede com a Secretaria de Assistência, por meio do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e Centro de Referência Especializada de Assistência Social (CREAS), e com a Secretaria de Saúde. Os profissionais da educação estão atentos a qualquer suspeita de qualquer uma dessas violações, pois participam de eventos anualmente que tratam sobre esses temas. De forma paralela, existem matrículas de crianças e adolescentes no ensino fundamental (7 a 14 anos), representando 100% de cobertura nesse segmento de escolas de ensino fundamental. A rede Municipal não incluiu ensino médio, e possui 45 unidades que oferecem o ensino fundamental, que distribuem as matrículas na zona norte com matrículas, a região sul 4.399, 191 na zona rural e 643 nos distritos. Como o município de Maringá consegue atender toda a demanda, para a Secretaria de Educação, o fator que explicaria a existência de crianças e adolescentes de 7 a 14 anos fora da escola seria a negligência familiar. Por meio do relatado, a Secretaria de Educação afirma que não existe vazio de atendimento do ensino fundamental ou diferenças significativas entre os locais do município, pois toda a região urbana e rural é contemplada com unidades de ensino, tendo como pontos fortes do ensino fundamental e infantil de Maringá, a estrutura física, alimentação, programa Mais Educação, fornecimento de uniforme e material escolar, transporte e formação continuada para os profissionais da educação. O Ensino Médio é de responsabilidade do governo do Estado e segundo informações do Núcleo Regional de Educação, localizado em Maringá, os adolescentes de 15 a 17 anos estão em busca de entrar no mercado de trabalho, sendo esta a sua prioridade, destinando pouco tempo para os estudos, ocasionando, baixo rendimento escolar. Considerado os casos de adolescentes em situação de violência e maus tratos, ou em cumprimento de medidas socioeducativas, a escola trabalha com a orientação da família no intuito de viabilizar o trabalho em rede, fazendo os encaminhamentos para os Conselhos Tutelares, CREAS Centro de Referência Especializado de Assistência Social, CRAS Centros de Referências de Assistência Social.

69 Equipamentos de Atendimento na área de Cultura, Esporte e Lazer O Município, na área da Cultura, conta com cinco Bibliotecas, sendo quatro delas descentralizadas e um CAC Centro de Ação Cultural, na região central; treze Centros Esportivos, também descentralizados, totalizando dezenove equipamentos, sendo os que participaram da pesquisa: A Tabela 24 Equipamentos de Cultura, Esporte e Lazer participantes da pesquisa. Tipo Total Participantes da Pesquisa % Cultura Esporte Total FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de 2011 O número de atendimentos realizados pelas Bibliotecas foi: Tabela 25 Atendimentos realizados nos Equipamentos Municipais de Cultura. Nome N Atendimento Biblioteca Alvorada 341 Biblioteca Central 326 Biblioteca Mandacaru 330 Biblioteca Palmeira 423 Biblioteca Vila Operária 304 C.A.C Centro 617 Total 2341 FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de 2011 Tabela 26 Capacidade de atendimento dos Equipamentos de Esporte e Lazer. Equipamento Atendidos % Capacidade % Ginásio de Esportes Prof. Vagner 250 3, Vila Olímpica 106 1, ,5 Centro Esportivo Vila Operária 625 8, ,5 Centro Esportivo Borba Gato , ,6 Centro Esportivo Floriano 420 5, Centro Esportivo São Silvestre 700 9, ,7 Centro Esportivo Zona , ,6 Centro Esportivo Miosótis , Centro Esportivo Iguatemi 300 4, ,2 Centro Esportivo Jardim Alvorada , ,1 Centro Esportivo Mandacaru ,6 Total FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de 2011

70 68 As respostas da auto-avaliação preenchida pelos Equipamentos de Cultura, Esporte e Lazer foram computadas conforme o número de equipamentos da seguinte forma: Quanto à existência de um plano de trabalho e/ou projeto pedagógico que oriente a equipe: 02 Muito Bom 15 Bom 01 Mediano 00 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 00 Não respondeu Quanto ao método e estratégias de atendimento dos usuários: 03 Muito Bom 15 Bom 00 Mediano 00 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 00 Não respondeu Quanto ao número de funcionários em face do número de pessoas atendidas: 00 Muito Bom 11 Bom 07 Mediano 00 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 00 Não respondeu Quanto à capacitação e desempenho da equipe de atendimento: 05 Muito Bom 13 Bom 00 Mediano 00 Ruim

71 69 00 Muito ruim ou nulo 00 Não respondeu Quanto à instalação e equipamentos disponíveis para o atendimento: 03 Muito Bom 07 Bom 07 Mediano 01 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 00 Não respondeu Quanto à atuação junto às famílias das crianças e adolescentes atendidos: 00 Muito Bom 07 Bom 00 Mediano 00 Ruim 10 Muito ruim ou nulo 01 Não respondeu Quanto à existência de mecanismos para envolver a comunidade para favorecer o trabalho: 00 Muito Bom 16 Bom 01 Mediano 00 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 01 Não respondeu Quanto à capacidade de gerar benefícios e resultados esperados para os usuários: 09 Muito Bom 08 Bom 01 Mediano

72 70 0 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 00 Não respondeu Analisando as alternativas preenchidas pelas unidades de atendimento, 94,4% (17 unidades) foram classificadas de alta qualidade e 5,6% (uma unidade) foram classificadas de média qualidade. Os equipamentos de cultura, segundo informação da Secretaria da Cultura, são os parques, praças, ruas de lazer e complexos esportivos com condições para a prática de múltiplas expressões; espaços para a realização de eventos como bailes, shows, concertos e recitais, bibliotecas públicas que não as de uso estritamente escolar; museus; centros de cultura; salas de concertos, teatros e cinemas. Além desses locais, a Secretaria realiza atividades a céu aberto, em praças, parques e ruas, tais como: Carnaval Samba na Praça, Férias Culturais, Festival de Bonecos de Maringá (Festebom). As escolas municipais também podem ser consideradas equipamentos culturais, já que a Secretaria de Cultura realiza projetos em parceria com a Secretaria Municipal de Educação. Os vazios de equipamentos encontrados nas regiões que não são centrais se devem a vários motivos dentre eles, a Secretaria responsável determina o fato de todas as cidades possuírem concentração de equipamentos na zona central por ser de fácil acesso a todos os bairros. Maringá experimenta um momento de crescimento excepcional e, por isso, em algumas áreas ainda não receberam equipamentos culturais. Para contrabalancear a ausência de equipamentos, quando há a necessidade, a Secretaria de Cultura e a Secretaria de Educação disponibilizam transporte para o deslocamento da população infanto-juvenil. Os programas especiais voltados para a população de criança e de adolescentes são aqueles de âmbito federais dos Ministérios do Esporte e da Cultura, além dos de iniciativa estadual, municipal ou de entidades não governamentais. Desta forma, tem-se o Programa Ler é legal, realizado nas cinco bibliotecas municipais; Projeto Convite à Dança; Convite à Música e Convite ao Teatro; Férias Culturais; Festival de Bonecos, Festival de Teatro do Estudante, Carnaval e Natal Ingá; bem como Festival de Hip Hop. Juntamente são ofertados coral, curso de: balé clássico, artesanato em feltro, boneca de Eva, biscuit, cartonagem, customização, decoupage, desenho, pintura em tela, pintura em tecido,

73 71 modelagem artística, teatro, violão, teclado, oficinas de poesias, oficinas de artesanato, gincanas literárias e encontro de xadrez. Além desses projetos desenvolvidos pela Secretaria de Cultura, ainda são realizadas atividades em parceria com os programas de Fomento à Cultura Estadual e Nacional. Todos esses projetos foram criados para atender principalmente os bairros que não possuem equipamentos próprios, pois a Secretaria de Cultura procura atender a todas as áreas, na medida do possível. Deste modo, o ponto forte do município na promoção da cultura é a permanência de projetos de democratização do acesso aos bens culturais, e assim, os esforços pra universalizar e equalizar o acesso para a população infantojuvenil tendo como foco os distritos e os bairros novos Equipamentos de Atendimento na área de Assistência Social A Política de Assistência Social é divida em políticas sociais básicas e políticas sociais especiais de média e alta complexidade. Ela desempenha um papel fundamental na regulamentação do desenvolvimento social dos indivíduos, famílias e da própria sociedade. Por isso, existe a necessidade de que, nas situações de vulnerabilidade, haja a atuação do poder público no intuito de garantir o acesso aos meios indispensáveis para combater esses problemas. Deste modo, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome MDS adere à proteção social básica o objetivo da prevenção de situações de risco por meio do desenvolvimento de potencialidades e aquisições e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. Sendo que, o público-alvo desse serviço é a população em estado de fragilidade conseqüentes da pobreza, ausência de renda, acesso precário ou nulo aos serviços públicos ou fragilização de vínculos afetivos (discriminações etárias, étnicas, de gênero ou por deficiências, dentre outras). 15 A Proteção Social Básica é estruturada no desenvolvimento de serviços, programas e projetos locais de acolhimento e socialização de famílias e de indivíduos. Essa 15 Site: Acessado em setembro de 2011.

74 72 tarefa é composta por diferentes unidades, governamental e não-governamental, destacando os Centros de Referência de Assistência Social CRAS. No presente diagnóstico constatou-se o total de 50 (cinqüenta) entidades de Proteção Social Básica, das quais 10 (dez) são equipamentos governamentais, tendo dentre eles 06 (seis) CRAS e 40 (quarenta) são não governamentais, cadastradas no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), no ano de A Proteção Social Especial refere-se ao atendimento à indivíduos ou famílias em situação de risco social ou pessoal, cujos direitos foram violados ou ameaçados, com ações de natureza protetiva e serviços diretamente ligados ao Sistema de Garantia de Direitos (Poder Judiciário, Ministério Público e outros órgãos e ações do executivo). Os Centros de Referência Especializados de Assistência Social CREAS são unidades públicas responsáveis por ofertar serviços especializados de forma continuada e gratuita, tendo também como atribuição, ou papel, coordenar e fortalecer a articulação dos serviços com a rede de assistência social e demais políticas públicas. A rede de proteção especial é composta por 15 (quinze) unidades de atendimento de média e alta complexidade, com serviços que vão desde o atendimento à crianças e adolescentes vítimas de violência até abrigamento provisório. participação na pesquisa: Sendo assim ficam quantificados da seguinte forma, de acordo com a Tabela 27 Total de equipamentos de Assistência Social, governamental e nãogovernamental, participantes da pesquisa. Assistência Social Equipamentos Participantes da Pesquisa % Proteção Social Básica Proteção Social Especial Total FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de 2011 De acordo com a capacidade de atendimento, auto-avaliação e definição de grau de qualidade de atendimento, as entidades de Proteção Social Básica e Especial, públicas e privadas, são distribuídas:

75 73 Tabela 28 Capacidade de Atendimento das Entidades não-governamentais cadastradas no CMDCA de Proteção Social Básica. Entidade Atendidos Capacidade AAPAC- Associação de Amigos da Pastoral da Criança Não informou Abrigo Deus, Cristo e Caridade Ação Social Santa Rita de Cássia AFIM- Associação de Apoio ao Fissurado Lábio Palatal de Maringá 94 Não informou Agência de Desenvolvimento Ambiental, Social, Cultural, Econômico e Liberdade- ADASCEL AMA - Associação Maringaense dos Autistas Não informou Não informou ANPACIN- Associação Norte Paranaense de Áudio Comunicação Infantil ANPR - Associação Norte Paranaense de Reabilitação APAE- Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Maringá APMIF - Associação de Proteção à Maternidade, à Infância e à Família de Maringá Projeto Bom Aluno ASSINDI - Associação Indigenista Associação Civil Carmelitas da Caridade Projeto Social Santa Cruz Associação Brasileira de Educação e Cultura (ABEC) - Centro Social Marista Irmão Beno Tomasoni Associação Cultural Banda de Música Branca da Motta Fernandes ACBMF Associação de Handebol nas Escolas de Maringá Associação do Movimento - Amor Exigente Maringá (AMAEX) Projeto Coral ASUMAR - Associação dos Surdos de Maringá Casa Assistencial Bezerra De Menezes 10 CCJ - Centro Cultural JHAMAYKA Centro Social Maria Tílio Mantenedor do Roupeiro Santa Rita de Cássia Centro de Treinamento e Qualificação no Transporte Programa FLORESCER G10/ATDL Encontro Fraterno Lins de Vasconcellos Fundação Isis Bruder Grupo Espírita Allan Kardec Instituto Constâncio Pereira Dias de Responsabilidade Social - COCAMAR Social Lar Escola da Criança de Maringá Legião da Boa Vontade (LBV) Centro Comunitário e Educacional Núcleo Social Papa João XXIII Organização REVIVER Rede Feminina de Combate ao Câncer Sistema de Apoio à Saúde São Rafael

76 74 Sociedade Beneficente Estrela da Manhã - Casa de Emaús FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de 2011 Tabela 29 Capacidade de Atendimento das Unidades governamentais de Proteção Social Básica. Unidades Atendidos Capacidade CIACA Mandacaru CRAS Alvorada CRAS Central Não informou Não informou CRAS Ney Braga Não informou Não informou CRAS Requião Não informou Não informou CRAS- Itaipu CRAS- Santa Felicidade Não informou Não informou Escola Profissionalizante Prof.ª Laura Rebouças de Abreu Espaço da Juventude Brinco da Vila F.A Comunidade FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de 2011 As respostas da auto-avaliação preenchida pelos Equipamentos de Proteção Social Básica, Governamental e Não Governamental apresentam-se, segundo o número de equipamentos, da seguinte maneira: Quanto à existência de um plano de trabalho e/ou projeto pedagógico que oriente a equipe: 16 Muito Bom 18 Bom 04 Mediano 00 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 01 Não respondeu Quanto ao método e estratégias de atendimento dos usuários: 18 Muito Bom 20 Bom 01 Mediano

77 75 00 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 00 Não respondeu Quanto ao número de funcionários em face do número de pessoas atendidas: 04 Muito Bom 14 Bom 12 Mediano 08 Ruim 01 Muito ruim ou nulo 00 Não respondeu Quanto à capacitação e desempenho da equipe de atendimento: 22 Muito Bom 14 Bom 01 Mediano 01 Ruim 01 Muito ruim ou nulo 00 Não respondeu Quanto à instalação e equipamentos disponíveis para o atendimento: 07 Muito Bom 19 Bom 05 Mediano 07 Ruim 01 Muito ruim ou nulo 00 Não respondeu Quanto à atuação junto às famílias das crianças e adolescentes atendidos: 08 Muito Bom 21 Bom 08 Mediano 00 Ruim

78 76 01 Muito ruim ou nulo 01 Não respondeu Quanto à existência de mecanismos para envolver a comunidade para favorecer o trabalho: 10 Muito Bom 15 Bom 08 Mediano 05 Ruim 01 Muito ruim ou nulo 00 Não respondeu Quanto à capacidade de gerar benefícios e resultados esperados para os usuários: 15 Muito Bom 15 Bom 07 Mediano 01 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 01 Não respondeu Analisando as alternativas preenchidas pelas unidades de atendimento governamental e não-governamental, de Proteção Social Básica, 79,5% (31 unidades) foram classificadas de alta qualidade, 7,7% (03 unidades) foram classificadas de média qualidade e 12,8% (05 unidades) classificadas como baixa qualidade. Tabela 30 Capacidade de Atendimento das Entidades não-governamentais cadastradas no CMDCA de Proteção Social Especial. Entidade Atendidos Capacidade Associação Beneficente Casa de Nazaré Associação Maringaense de Apoio e Reintegração de Adolescentes AMARAS / Recanto Mundo jovem Casa Lar Da Adolescência Talita AMAI Lar Betânia de Maringá Lar Preservação da Vida MAREV- Associação Maringá Apoiando a Recuperação de Vidas 03 10

79 77 MNMMR- Comissão Local do Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua Núcleo de Estudos e Defesa de Direitos da Infância e da Juventude NEDIJ FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de 2011 Tabela 31 Capacidade de Atendimento das Unidades governamentais de Proteção Social Especial. Unidades Atendidos Capacidade Abrigo Provisório Municipal CREAS Centro de Referência Especializado da Assistência Social (criança e adolescente vítima de violência e em medidas socioeducativas) Família Acolhedora FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de 2011 Conforme questionários preenchidos pelas Unidades de proteção Social Especial, Governamental e Não Governamental destacaram que os atendimentos dos programas governamentais dividiram-se na orientação e apoio sócio-familiar, no combate ao abuso e exploração sexual, abrigo, prestação de serviços à comunidade; Já as violações atendidas por essas mesmas unidades são distribuídas de forma que engloba consumo ou dependência de substâncias psicoativas, violência física, violência psicológica, violência sexual, aliciamento para atividades ilícitas ou impróprias, adolescente autores de ato infracional, negligência, envolvimento na mendicância, envolvimento com exploração sexual e trabalho adolescente precário e ilegal; As respostas da auto-avaliação preenchida pelos Equipamentos de Proteção Social Especial, Governamental e Não Governamental foram apresentadas, conforme número de entidades, da seguinte maneira: Quanto à existência de um plano de trabalho e/ou projeto pedagógico que oriente a equipe: 04 Muito Bom 09 Bom 03 Mediano 00 Ruim 00 Muito ruim ou nulo

80 78 00 Não respondeu Quanto ao método e estratégias de atendimento dos usuários: 04 Muito Bom 10 Bom 02 Mediano 00 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 00 Não respondeu Quanto ao número de funcionários em face do número de pessoas atendidas: 02 Muito Bom 05 Bom 07 Mediano 02 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 00 Não respondeu Quanto à capacitação e desempenho da equipe de atendimento: 03 Muito Bom 09 Bom 04 Mediano 00 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 00 Não respondeu Quanto à instalação e equipamentos disponíveis para o atendimento: 03 Muito Bom 06 Bom 05 Mediano 01 Ruim 01 Muito ruim ou nulo 03 Não responderam

81 79 Quanto à atuação junto às famílias das crianças e adolescentes atendidos: 01 Muito Bom 08 Bom 05 Mediano 00 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 02 Não responderam Quanto à existência de mecanismos para envolver a comunidade para favorecer o trabalho: 00 Muito Bom 08 Bom 06 Mediano 01 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 01 Não respondeu Quanto à capacidade de gerar benefícios e resultados esperados para os usuários: 01 Muito Bom 10 Bom 04 Mediano 00 Ruim 00 Muito ruim ou nulo 01 Não respondeu Analisando as alternativas preenchidas pelas unidades de atendimento governamental e não-governamental, 62,5% (10 unidades) foram classificadas de alta qualidade, 12,5% (02 unidades) foram classificadas de média qualidade e 25% (04 unidades) classificadas como baixa qualidade. 4. DADOS TERRITORIAIS

82 80 Esta etapa se refere à análise dos dados coletados, considerando as cinco regiões de maior vulnerabilidade escolhidas pela Comissão e descritas na metodologia. Para uma melhor visualização no contexto geral do município, segue o mapa: MAPA 01 MUNICIPIO DE MARINGÁ: REGIÕES DE VULNERAILIDADE FONTE: Diagnostico Social da Criança e do Adolescente 2009/ REGIÃO 01 Centro (Zona 01) e Parte da Zona Armazém MAPA 02 REGIÃO 01

83 81 FONTE: Diagnostico Social da Criança e do Adolescente 2009/2010 A região delimitada tem uma população de habitantes 16. Os fatores geradores de vulnerabilidade, segundo as discussões realizadas pelos membros da Comissão, na região central do município são: condições propícias para o comércio de drogas e produtos de origem do crime; prostituição e favorecimento de esmola, visto que, nesta área há um grande fluxo de pessoas e de dinheiro, o que não é observado nos bairros. Em contra partida os equipamentos públicos existentes são: 15º Regional de Saúde, Biblioteca Bento M. R. Neto, Centro de Referência de Assistência Social - CRAS Central, Escola Municipal Dr. Osvaldo Cruz, EMATER, Fórum Eleitoral, IBGE, Junta Comercial, Ministério Público Federal, Núcleo Regional de Educação, PROCON, Promotoria de Justiça Federal, Receita Estadual, Secretaria de Saúde, Secretaria Municipal de Educação SEDUC, Tribunal de Pequenas Causas e Centro Municipal de Educação Infantil CMEI Vaga-Lume Análise das Vulnerabilidades do IDF Índice de Desenvolvimento da Família, registradas na Região 01. Nesta região foram identificadas 134 pessoas cadastradas no Cadastro Único do Governo Federal, até o final de 2009, ou seja, 1,22% do total de moradores desta região Dados do IBGE Censo Dados disponibilizados pelo site e banco de dados do Município no MDS (Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome) Cadastro Único do Governo Federal: Instrumento que identifica e

84 82 Considerando as famílias cadastradas, identificou-se o seguinte perfil: Tabela 32 Características das famílias cadastradas no Cadastro Único, até dezembro de 2009, moradoras da região 01. Característica Famílias % Famílias com crianças de 00 a 06 anos fora da escola 06 0,17 Famílias com crianças de 07 a 14 anos fora da escola 01 0,1 Famílias com adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola 01 0,1 Famílias com crianças de até 14 anos com mais de dois anos de atraso escolar 02 0,15 Famílias com crianças de 10 a 14 anos analfabetas Famílias com adolescentes de 15 a 17 anos analfabetos Famílias com menores de 10 anos trabalhando Famílias com menores de 15 anos trabalhando Fonte: Cadastro Único - MDS.2009 A maior vulnerabilidade apresentada pelas famílias é número de famílias com crianças de 00 a 06 anos fora da escola Análise das Violações de Direitos Fundamentais registradas pelos Conselhos Tutelares ocorridas na Região 01. Ao analisar as características do território, referente aos registros dos Conselhos Tutelares, identificou-se que não ocorreu nenhuma violação nos eixos fundamentais de Vida e Saúde; Liberdade, Respeito e Dignidade e Profissionalização e Proteção no Trabalho. Tabela 33 Total de Violações aos Direitos Fundamentais ocorridas na Região I, que constam nos registros dos Conselhos Tutelares de Maringá, de janeiro a dezembro de Direito Fundamental Violações N Sem registro 00 Convivência familiar e comunitária Sem violação 23 Negligência 02 Não pagamento de pensão 00 Violência física 01 caracteriza as famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa ou de três salários mínimos no total, possibilitando conhecer a realidade socioeconômica dessas famílias, trazendo informações de todo núcleo familiar.

85 83 Violência psicológica 04 Violência sexual 00 Convívio com dependentes de substâncias químicas/álcool 01 Utilização na mendicância 00 Utilização na prostituição 00 Utilização na produção e/ou tráfico de drogas 00 Não registro de nascimento 00 Indefinição de paternidade 00 Ausência de Convívio Familiar (abandono pelos pais, expulsão de casa por pais ou responsáveis, impedimento de acesso à familiares, internação sem fundamento legal) 02 Inadequação do Convívio Familiar (prisão, confinamento, seqüestro por pais ou responsáveis 00 Ausência de infraestrutura (inexistência de abrigos temporários, falta de atendimento especializado para portador de deficiência, internação de adolescente em presídio adulto) 01 Conflito familiar 06 Ausência de condições materiais 00 Rebeldia/ comportamento inadequado 00 Atos atentatórios ao exercício da cidadania (desrespeito de guarda) 00 Subtotal: Convivência familiar e comunitária 17 Educação, cultura, esporte e lazer Ausência/ Impedimento de acesso à creche/pré-escola 04 Impedimento de aceso ao Ensino Fundamental 01 Impedimento de aceso ao Ensino Médio 00 Condições educacionais inadequadas 00 Ausência/ Impedimento de acesso a meios de transporte 00 Impedimento de permanência no sistema escolar 00 Não comunicar ao CT situações de maus-tratos, excesso de faltas ou evasão escolar 00 Violência na escola 01 Evasão escolar/ faltas escolares 10 Mau comportamento 00 Solicitação de contra turno 02 Atos atentatórios ao exercício da cidadania (não flexibilidade de horários) 00 Subtotal: Educação, cultura, esporte e lazer 18 Total de Violações 35 Total de Registros 58 Fonte: Conselho Tutelar Zona Sul e Zona Norte do Município de Maringá. Dezembro/Janeiro Perfil dos Atos Infracionais registrados pelo Ministério Público e Poder Judiciário, ocorridos na Região 01. Os registros de atos infracionais cometidos por crianças e/ou adolescentes moradores desta região foram 02 (dois) casos de furto, praticados por uma menina e um

86 84 menino, compreendendo 0,5% dos casos totais (419 casos). Nestes casos, as medidas aplicadas foram de acordo com o Artigo n 112 do ECA, de caráter socioeducativo compreendendo à prestação de serviço à comunidade. Analisando os casos ocorridos, mas que não necessariamente foram cometidos por moradores desta região, foi observado o seguinte perfil, num total de 52 (cinqüenta e dois) atos. por meninas, sendo: Do total, 35 (trinta e cinco) foram cometidos por meninos e 17 (dezessete) Tabela 34 Atos Infracionais que ocorreram na Região 01. Ato Infracional Total % Furto Dirigir sem habilitação Tráfico de drogas Lesão Corporal Ameaça Roubo Direitos autorais Rixa Desacato Consumo de Drogas Vandalismo Total % Fonte: Vara da Infância e Juventude do município de Maringá. Janeiro/Dezembro de 2009 Sendo as medidas aplicadas para estes atos: De caráter socioeducativo Art. 112 do ECA: 26 Prestação de Serviço à Comunidade 19 Advertência 02 Liberdade Assistida De caráter protetivo Art. 101 do ECA: 01 Matrícula e freqüência obrigatória em estabelecimento oficial de ensino fundamental 01 Inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos. 03 Nenhuma medida foi aplicada.

87 Análise das Potencialidades da Região na área da Saúde, Educação, Cultura, Esporte e Lazer e Assistência Social. equipamentos públicos: Como potencialidade da referida região, foram identificados os seguintes Tabela 35 Equipamentos de Educação localizados territorialmente na Região 01. Equipamento N Participantes Capacidade Atendidos Espera CMEI/CEI 01 Corujinha da XV/ Vagalume Escola Municipal 01 Dr. Osvaldo Cruz Total FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de 2011 Dentre os equipamentos levantados, apresentou-se o seguinte perfil: A menor capacidade admitida é decorrente do fato de que algumas séries não tiveram a sua capacidade plena por diversos motivos, todavia, o volume de atendimento é aproximado ou igual à demanda do local do equipamento. Os equipamentos educacionais presentes atendem a crianças e adolescentes de diversos bairros, sendo os de destaque ou de maior número o Centro e a Vila Operária. Ao se auto-avaliarem, esses aparelhos públicos obtiveram, na escala segundo a metodologia da Prattein, a nota ALTA, tendo desde seus planos de trabalho, métodos de atendimentos, infra-estrutura e alcance de resultados na área da educação avaliados entre bom e muito bom. 18 Tabela 36 Equipamentos de Saúde localizados na Região 01. Equipamento Total Participante Secretaria 01 Secretaria Municipal de Saúde FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de 2011 Tabela 37 Equipamentos de Cultura, Esporte e Lazer localizados na Região 01. Equipamento N Participantes Capacidade Cultura 02 Biblioteca Bento Munhoz da Rocha Neto 326 Centro de Ação Cultural 550 Total 876 FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de Conforme auto-avaliação contemplada na questão 12 do Anexo II.

88 86 O centro não apresentou equipamentos ligados ao Esporte e Lazer, somente de cultura. Deste modo, o serviço ofertado por ambos atende, de modo geral, mais ou o equivalente a capacidade de atendimento, isto porque, segundo estes, existem uma grande demanda por se tratar da região central do Município, e assim, todos os encaminhamentos são realizados a esses equipamentos. O objetivo dos serviços oferecidos é introdução à arte e incentivar a atividade da leitura, possuindo como público alvo crianças e adolescente, ou seja, sem faixa etária específica, de toda a cidade de Maringá, com os bairros principais dos usuários a Vila Morangueira, Jardim São Silvestre, Jardim Liberdade, Jardim América e o distrito de Floriano. Ambos avaliaram suas infra-estruturas, planos de ações e capacitação de gerar resultados e da equipe entre mediano a muito bom, enquadrando-se, assim, como Programas de grau MEDIANO a Alto. 19 Tabela 38 Equipamentos de Assistência Social localizados na Região 01. Equipamento Total Participantes Proteção Social Básica 01 CRAS Central Secretaria 01 Secretaria Municipal de Assistência Social FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de 2011 Sendo o CRAS a unidade pública responsável por organizar e ofertar serviço de proteção básica na área de vulnerabilidade e risco social, os seus serviços e seus atendimentos focam possibilitar as famílias seus direitos e desenvolver as potencialidades para o fortalecimento dos vínculos familiares. O CRAS Central realiza seu objetivo, por meio do encaminhamento s a documentação, concessão de benefícios eventuais, encaminhamento a serviços e programas de nível municipal, estadual e federa. Por se tratar de atendimento a família ainda não possui dados específicos das crianças e adolescentes, somente confirma que a sua área de abrangência é de 95 (noventa e cinco) bairros mais o Distrito de Iguatemi. A avaliação dessa unidade central de referência de assistência social foi mediana, com seus equipamentos, capacidade e métodos, entre outros, sendo classificados entre ruim e bom REGIÃO 02 BAIRROS: Conjunto Residencial Herman M. de Barros, Parque Residencial Quebec, Parque das Bandeiras, Jardim Vitória, Parque das Palmeiras, Idem Ibid.

89 87 Residencial Copacabana, Residencial Copacabana II, Jardim Diamante, Jardim Kakogawa, Parque das Grevíleas, Parque das Grevíleas II, Parque das Grevíleas III. MAPA 03 REGIÃO 02 FONTE: Diagnostico Social da Criança e do Adolescente 2009/2010 Baseado no conhecimento dos membros da Comissão, a vulnerabilidade identificada nesta região é decorrente da falta de políticas de segurança, alto índice de tráfico de drogas, falta de políticas públicas na área de assistência social e saúde. Com um total de mil habitantes, na região encontram-se os seguintes equipamentos públicos: Colégio Estadual Alfredo Moisés Maluf, CMEI Ana Chiquete Men, CMEI Antônio Facci, CRAS Ney Braga, Delegacia 5º Distrito Grevíleas, Escola Municipal Diderot Alves da Rocha L., Biblioteca Maria Aparecida Soares, Escola Municipal Miduf Vada, Centro Esportivo Prof. Bento Fernandes Dias, CMEI Prof. Nadyr Maria Alegretti, Escola Municipal Prof. Piveni P. Moraes, Salão Comunitário Quebec, UBS / NIS I Parque das Grevíleas II, UBS Jd. Quebec, CMEI Walkiria Fontes, Casa Assistencial Bezerras de Menezes, ASUMAR e Legião da Boa Vontade Análise das Vulnerabilidades do IDF Índice de Desenvolvimento da Família, registradas na Região 02.

90 88 Nesta região foram identificadas pessoas cadastradas no Cadastro Único do Governo Federal, até o final de 2009, ou seja, 18,4 % do total de moradores 21 Considerando as famílias cadastradas identificou-se o seguinte perfil: Tabela 39 Características das famílias cadastradas no Cadastro Único, até dezembro de 2009, moradoras da região 02. Característica Famílias % Famílias com crianças de 00 a 06 anos fora da escola ,7 Famílias com crianças de 07 a 14 anos fora da escola 71 12,3 Famílias com adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola 66 11,4 Famílias com crianças de até 14 anos com mais de dois anos de atraso escolar Famílias com crianças de 10 a 14 anos analfabetas Famílias com adolescentes de 15 a 17 anos analfabetos 02 0,3 Famílias com menores de 10 anos trabalhando 03 0,5 Famílias com menores de 15 anos trabalhando 16 2,8 Fonte: Cadastro Único - MDS.2009 Sendo a maior vulnerabilidade apresentada, o número de famílias com crianças de 00 a 06 anos fora da escola Análise das Violações de Direitos Fundamentais registradas pelos Conselhos Tutelares, ocorridas na Região 02. Ao analisar as características do território, referente aos registros dos Conselhos Tutelares, identificou-se que ocorreram violações em todos os eixos fundamentais descritos pelo ECA Estatuto da Criança e do Adolescente Vida e Saúde; Liberdade, Respeito e Dignidade; Convivência Familiar e Comunitária; Esporte, Cultura e Lazer e Profissionalização e Proteção no Trabalho. Estas estão distribuídas conforme as tabelas seguintes. Tabela 40 Violações de Direitos Fundamentais registradas pelos Conselhos Tutelares ocorridas na Região 02. Direito Fundamental Violações N Vida e saúde Sem registro Dados disponibilizados pelo site e banco de dados do Município no MDS (Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome) Cadastro Único do Governo Federal: Instrumento que identifica e caracteriza as famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa ou de três salários mínimos no total, possibilitando conhecer a realidade socioeconômica dessas famílias, trazendo informações de todo núcleo familiar.

91 89 Sem violação 07 Não atendimento médico 01 Falta de vacinação 01 Atendimento médico deficiente 00 Omissão de socorro à criança/adolescente 00 Doença decorrente de saneamento precário 00 Irregularidades na garantia da alimentação 00 Homicídios 00 Dependência de Substâncias 00 Tentativa de suicídio 01 Prejuízo por ação e/ou omissão agente externo 00 Atos atentatórios à vida (tentativa de homicídio, cirurgia com fins ilícitos) 00 Subtotal: Vida e saúde 03 Aprisionamento 00 Violência física 01 Violência psicológica 00 Violência sexual 01 Discriminação 00 Práticas institucionais irregulares 00 Liberdade, respeito e dignidade Aliciamento para atividades ilícitas/impróprias 00 Crianças autoras de ato infracional 00 Impedimento de acesso à documentação de identificação 00 Local inadequado para permanência de criança e adolescente (situação de rua) 00 Atos atentatórios ao exercício da cidadania (recuso auxílio/ impedimento ir e vir) 00 Subtotal: Liberdade, respeito e dignidade 02 Negligência 02 Não pagamento de pensão 01 Violência física 02 Violência psicológica 08 Violência sexual 01 Convívio com dependentes de substâncias 02 Convivência familiar e comunitária químicas/álcool Utilização na mendicância 00 Utilização na prostituição 01 Utilização na produção e/ou tráfico de drogas 00 Não registro de nascimento 01 Indefinição de paternidade 00 Ausência de Convívio Familiar (abandono pelos pais, expulsão de casa por pais ou responsáveis, impedimento de acesso à familiares, internação sem fundamento legal) Inadequação do Convívio Familiar (prisão, confinamento, seqüestro por pais ou responsáveis Ausência de infraestrutura (inexistência de abrigos temporários, falta de atendimento especializado para portador de deficiência, internação de adolescente em

92 90 Educação, cultura, esporte e lazer presídio adulto) Conflito familiar 01 Ausência de condições materiais 01 Rebeldia/ comportamento inadequado 02 Atos atentatórios ao exercício da cidadania (desrespeito de guarda) 00 Subtotal: Convivência familiar e comunitária 25 Ausência/ Impedimento de acesso à creche/pré-escola 15 Impedimento de aceso ao Ensino Fundamental 04 Impedimento de aceso ao Ensino Médio 01 Condições educacionais inadequadas 00 Ausência/ Impedimento de acesso a meios de transporte 00 Impedimento de permanência no sistema escolar 01 Não comunicar ao CT situações de maus-tratos, excesso de faltas ou evasão escolar Violência na escola 00 Evasão escolar/ faltas escolares 13 Mau comportamento 01 Solicitação de contra turno 02 Atos atentatórios ao exercício da cidadania (não flexibilidade de horários) 00 Subtotal: Educação, cultura, esporte e lazer 37 Profissionalização e Trabalho infantil 01 proteção no trabalho Trabalho adolescente precário e ilegal 00 Subtotal: Profissionalização e proteção no trabalho 01 Total de Violações 68 Total 76 Fonte: Conselho Tutelar Zona Sul e Zona Norte do Município de Maringá. Dezembro/Janeiro Perfil dos Atos Infracionais registrados pelo Ministério Público e Poder Judiciário, ocorridos na Região 02. Os registros constataram que como região de moradia do autor do ato infracional foram 34 (trinta e quatro) casos totais, dos quais 22 (vinte e dois) foram praticados por meninos e 07 (sete) por meninas, compreendendo 8,1% dos casos totais (419 casos). Nestes casos, as medidas aplicadas foram de acordo com o Artigo n 112 do ECA- Estatuto da Criança e do Adolescente, de caráter socioeducativo, sendo aplicados em 15 (quinze) casos o inciso III, de prestação de serviço à comunidade e em 11 (onze) casos o inciso primeiro, de advertência. Em 03 (três) casos nenhuma medida foi aplicada. Tabela 41 Atos Infracionais cometidos por moradores da Região 02. Ato Infracional N %

93 91 Lesão Corporal Dirigir sem CNH Furto Ameaça Contravenção penal Injúria Difamação Consumo de entorpecentes Desacato Total % Fonte: Vara da Infância e Juventude do município de Maringá. Janeiro/Dezembro de 2009 Considerando a Região 02 como local de ocorrência de ato infracional, ela foi alvo de 29 (vinte e nove) atos infracionais em 24 (vinte e quatro) ocorrências registradas, sendo 17 (dezessete) autores meninos, 07 (sete) meninas. Em alguns casos ocorreu que um mesmo infrator cometeu mais de uma infração, o que justifica o número de atos infracionais registrados não ser equivalentes ao número de registros. Utilizou-se também como medida aplicada a socioeducativa, conforme Art.112 do ECA, sendo 14 (quatorze) casos de prestação de serviço à comunidade (inciso III) e em 06 (seis) casos o inciso I de advertência. Em 04 (quatro) casos nenhuma medida foi aplicada. Tabela 42 Atos Infracionais que ocorreram na Região 02. Ato Infracional N % Lesão Corporal Furto Ameaça Contravenção Penal Dirigir sem habilitação Desacato Injúria Difamação Consumo de drogas Total % Fonte: Vara da Infância e Juventude do município de Maringá. Janeiro/Dezembro de Análise das Potencialidades da Região na área da Saúde, Educação, Cultura, Esporte e Lazer e Assistência Social presentes na Região 02. Tabela 43 Equipamentos de Educação localizados na Região 02. Equipamento N Participantes Capacidade Atendidos Espera CMEI/CEI 03 Ana Chiquete Men

94 92 Antônio Facci (J. Imperial) Walkiria Fontes 24 Total Parcial Diderot Alves da Rocha L Escola Midufo Vada Municipal Prof. Nadyr Maria Alegretti Prof. Piveni Pc. Moraes Total Parcial Colégio Estadual 01 Alfredo Moisés Maluf Total FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de 2011 Os dados referentes aos Centros Municipais de Educação Infantil e os Centros de Educação Infantil demonstram que a capacidade de atendimento e os atendimentos realizados são proporcionais e equivalentes entre si, mesmo a diferença de 54 vagas e tendo uma lista de espera de 36 pessoas. Tendo o ensino e a aprendizagem como foco de atuação principal, o perfil dos usuários é relativo à faixa etária de 00 a 06 anos. Esses usuários apresentam-se em maior demanda de bairros como Jardim Quebec, Jardim Vitória, Parque das Bandeiras, Parque das Palmeiras, Conjunto Hermann Morais de Barros, Jardim Diamante, Parque das Grevíleas I, II e III e Portal das Torres. O nível atingido pela avaliação varia entre médio e alto, já que a avaliação de todos os itens presentes, tanto em infraestrutura como em planejamento pedagógico, foram de mediano a muito bom. 22 Tabela 44 Equipamentos de Saúde localizados na Região 02. Equipamento N Participantes UBS 02 UBS/NIS I Parque das Grevíleas II UBS. Jardim Quebec FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de 2011 O perfil das crianças e dos adolescentes descritos pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) são adolescentes saudáveis, que aceitam o vínculo com mais prontidão e a família é envolvida e valoriza a ação de promoção e prevenção a saúde. Já as crianças saudáveis e hiperativas são acompanhadas pelas equipes de puericultura e com atendimento psicológico. Por atenderem diversos bairros e distritos de suas abrangências o número de atendimento e de capacidade de atendimento não foi possível de serem contabilizados. Suas avaliações sobre o programa e os serviços que disponibilizam alcançaram a classificação 22 Conforme auto-avaliação contemplada na questão 12 do Anexo II.

95 93 mediana, na qual segundo suas respostas estão entre ruim a muito bom, ressalva-se que em ambos os questionário a pior nota foi relativa ao número de funcionário em face do número de pessoas atendidas, demonstrando fragilidade estrutural no serviço. Tabela 45 Equipamentos de Esporte, Cultura e Lazer localizados na Região 02. Equipamento N Participantes Capacidade Atendimento Biblioteca 01 Maria Aparecida Soares 423 Centro Esportivo 01 Prof. Bento Fernandes Dias Total FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de 2011 A existência de apenas dois equipamentos de cultura e esporte, os quais possuem atuações distintas, demonstra um vazio no que concerne esta área do serviço público, mesmo tendo seus atendimentos aproximados a demanda de atendimento local. O objetivo do centro esportivo é democratizar as atividades recreativas, artísticas, lúdicas e esportivas, tendo em vista a inclusão e a promoção social, do mesmo modo, a biblioteca procura incentivar o desenvolvimento pela leitura e a maior freqüência na biblioteca. Isto reflete nos serviços oferecidos, porque assim, atendem a uma ampla faixa etária, crianças e adolescentes de 00 a 17 anos, e sem distinção de classe social. Os itens avaliados foram considerados de qualidade alta, com avaliação de mediano a bom 23. Tabela 46 Equipamentos de Assistência Social localizados na Região 02. Equipamento N Participantes Proteção Social Básica 04 CRAS Ney Braga Casa Assistencial Bezerras de Menezes ASUMAR Legião da Boa Vontade FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de 2011 Todas as entidades e equipamentos de assistência social disponíveis nesta Região são de caráter de proteção social básica, sendo o serviço governamental disponível o CRAS Ney Braga, implantado há 04 anos, e segundo este, ainda não foi possível executar suas atribuições na totalidade, principalmente, por falta de recursos humanos e de uma coordenação local que deveria fazer a gestão da rede socioassistencial de proteção social básica do seu território. Como o CRAS atende com foco na matricialidade familiar as informações prestadas são referentes às famílias, não tendo informações específicas de 23 Idem.

96 94 crianças e adolescentes. As informações acessadas indicam de modo geral que o atendimento no CRAS Ney Braga foi de 2010 famílias, de acordo com a quantidade de prontuários ativos da unidade. A respeito da capacidade de atendimento não possuem informação precisa já que desconhecem a quantidade de famílias referenciadas na área de abrangência da unidade. Em todos esses casos o objetivo de atuação é o fortalecimento de vínculos familiares, a defesa e a promoção do direito à convivência familiar e comunitária e, especialmente, a prevenção de situações de risco e violação de direitos. A qualidade da avaliação foi média por suas respostas se enquadrarem entre ruim e boa 24. No caso das entidades de atendimento não governamentais, de modo geral, realizam atendimentos aproximados as suas capacidades, todavia a ASUMAR aponta que há uma procura considerável de crianças pelo projeto esportivo, mas não há disponibilidade de recursos humanos, financeiros e de espaço físico para atender essa demanda, deste modo, o número de usuários atendidos é menor que a capacidade. A faixa etária de atendimento vai de 0 a 17 anos, sendo que a Casa Assistencial Bezerra de Menezes atende de 0 a 11 anos, a Legião da Boa Vontade (LBV) de 6 a 17 anos e a ASUMAR de 12 a 17 anos. O público alvo pode ser descrito como crianças e adolescente com dificuldades sociofamiliar, distintamente a ASUMAR que os usuários atendidos são adolescente surdos, e devido à falta de comunicação não interagem de forma completa com a sociedade. Por isso, o foco principal dos serviços é a prevenção e apoio para o fortalecimento no convívio familiar e acompanhamento. Os principais bairros de atendimento são o Parque das Grevíleas, em médio e grande número, Parque Avenida, médio e grande número, e Jardim Alvorada, pequeno a grande número. A qualificação da avaliação foi de grau alto, sendo os itens classificados de medianos a muito bons REGIÃO 03 BAIRROS: Jardim Alvorada, Jardim Alvorada II, Jardim Alvorada III, Chácara Alvorada, Conjunto Rodolpho Bernardi, Loteamento Ebenezer, Loteamento Ebenezer II, Jardim Santa Clara e Jardim Novo Alvorada MAPA 04 REGIÃO Ibid. Id. Ibid.

97 95 FONTE: Diagnostico Social da Criança e do Adolescente 2009/2010 São moradores desta região mil habitantes e, de acordo com as discussões feitas pela Comissão, esta é uma área que apresenta falta de programas preventivos na área da saúde com foco em drogadição; apresenta grande índice de consumo de drogas, gerando desestruturação sócio-familiar; necessita de ações preventivas em saúde mental, para tentar amenizar conflitos familiares e individuais. Os equipamentos localizados nesta região são: CMEI Alexandre e Sophia Rasgulaeff, Escola Municipal Ariovaldo Moreno, CIACA Alvorada, CRAS Alvorada, Delegacia 3º Distrito, Colégio Estadual Duque de Caxias, CMEI Irmã Firmina Maria, Centro Esportivo José Geraldo da Costa Moreira, Escola Municipal Maestro Aniceto Matti, Biblioteca Nilo Graena, Recanto do Menor CEMIC, Complexo Esportivo Roberto Duque da Rocha, Salão Comunitário EBENEZER, Salão Comunitário do Jardim Alvorada, UBS/NIS I Jd. Alvorada, UBS/NIS II Alvorada III, UBS/NIS III- Dr. José Renato V. Holanda, Colégio Estadual Unidade Polo, CMEI Vereador José Rodrigues dos Santos, Escola Municipal Zuleide S. Portes e Grupo Espírita Allan Kardec Análise das Vulnerabilidades do IDF Índice de Desenvolvimento da Família, registradas na Região 03.

98 96 Nesta região foram identificadas pessoas cadastradas no Cadastro Único do Governo Federal, até o final de 2009, ou seja, 21 % do total de moradores 26. Considerando as famílias cadastradas identificou-se o seguinte perfil: Tabela 47 Características das famílias cadastradas no Cadastro Único, até dezembro de 2009, moradoras da Região 03. Característica Famílias % Famílias com crianças de 00 a 06 anos fora da escola ,3 Famílias com crianças de 07 a 14 anos fora da escola Famílias com adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola Famílias com crianças de até 14 anos com mais de dois anos de atraso escolar ,2 Famílias com crianças de 10 a 14 anos analfabetas Famílias com adolescentes de 15 a 17 anos analfabetos 05 0,5 Famílias com menores de 10 anos trabalhando 09 0,9 Famílias com menores de 15 anos trabalhando 41 4,1 Fonte: Cadastro Único - MDS.2009 de 00 a 06 anos fora da escola. A maior vulnerabilidade apresentada é o número de famílias com crianças Análise das Violações de Direitos Fundamentais registradas pelos Conselhos Tutelares ocorridas na Região 03. Ao analisar as características do território, referente aos registros dos Conselhos Tutelares, identificou-se que ocorreram violações nos eixos fundamentais de Vida e Saúde; Liberdade, Respeito e Dignidade, Convivência Familiar e Comunitária e Profissionalização Proteção no Trabalho. Distribuídos conforme tabela abaixo: Tabela 48 Violações de Direitos Fundamentais registradas pelos Conselhos Tutelares ocorridas na Região 03. Direito fundamental Violações N Sem registro 01 Sem violação 05 Não atendimento médico Dados disponibilizados pelo site e banco de dados do Município no MDS (Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome) Cadastro Único do Governo Federal: Instrumento que identifica e caracteriza as famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa ou de três salários mínimos no total, possibilitando conhecer a realidade socioeconômica dessas famílias, trazendo informações de todo núcleo familiar.

99 97 Falta de vacinação 00 Atendimento médico deficiente 02 Vida e saúde Omissão de socorro à criança/adolescente 01 Doença decorrente de saneamento precário 00 Irregularidades na garantia da alimentação 00 Homicídios 00 Dependência de Substâncias 01 Tentativa de suicídio 00 Prejuízo por ação e/ou omissão agente externo 00 Atos atentatórios à vida (tentativa de homicídio, cirurgia com fins ilícitos) 00 Subtotal: Vida e saúde 07 Aprisionamento 00 Violência física 02 Violência psicológica 03 Violência sexual 00 Discriminação 01 Práticas institucionais irregulares 00 Liberdade, respeito e Aliciamento para atividades ilícitas/impróprias 00 dignidade Crianças autoras de ato infracional 00 Impedimento de acesso à documentação de identificação 12 Local inadequado para permanência de criança e adolescente (situação de rua) 00 Atos atentatórios ao exercício da cidadania (recuso auxílio/ impedimento ir e vir) 01 Subtotal: Liberdade, respeito e dignidade 19 Convivência familiar e comunitária Negligência 09 Não pagamento de pensão 00 Violência física 01 Violência psicológica 14 Violência sexual 02 Convívio com dependentes de substâncias químicas/álcool 08 Utilização na mendicância 00 Utilização na prostituição 00 Utilização na produção e/ou tráfico de drogas 00 Não registro de nascimento 00 Indefinição de paternidade 02 Ausência de Convívio Familiar (abandono pelos pais, expulsão de casa por pais ou responsáveis, impedimento de acesso à familiares, internação sem fundamento legal) 07 Inadequação do Convívio Familiar (prisão, confinamento, seqüestro por pais ou responsáveis 00 Ausência de infraestrutura (inexistência de abrigos temporários, falta de atendimento especializado para portador de deficiência, internação de 01

100 98 adolescente em presídio adulto) Conflito familiar 03 Ausência de condições materiais 00 Rebeldia/ comportamento inadequado 05 Atos atentatórios ao exercício da cidadania (desrespeito de guarda) 00 Subtotal: Convivência familiar e comunitária 52 Ausência/ Impedimento de acesso à creche/préescola 19 Impedimento de aceso ao Ensino Fundamental 10 Impedimento de aceso ao Ensino Médio 01 Condições educacionais inadequadas 00 Ausência/ Impedimento de acesso a meios de transporte 00 Educação, cultura, esporte e Impedimento de permanência no sistema escolar 01 lazer Não comunicar ao CT situações de maus-tratos, excesso de faltas ou evasão escolar 00 Violência na escola 03 Evasão escolar/ faltas escolares 41 Mau comportamento 01 Solicitação de contra turno 09 Atos atentatórios ao exercício da cidadania (não flexibilidade de horários) 00 Subtotal: Educação, cultura, esporte e lazer 85 Profissionalização e proteção Trabalho infantil 01 no trabalho Trabalho adolescente precário e ilegal 00 Subtotal: Profissionalização e proteção no trabalho 01 Total de Violações 164 Total Geral 170 Fonte: Conselho Tutelar Zona Sul e Zona Norte do Município de Maringá. Dezembro/Janeiro Perfil dos Atos Infracionais registrados pelo Ministério Público e Poder Judiciário, ocorridos na Região 03. Nesta região contabilizou-se o total de 57 (cinqüenta e sete) casos de atos infracionais, sendo que 36 (trinta e seis) desses possuem como autores moradores da região que podem ter cometido o ato ou não na própria região. Enquanto que os outros 21(vinte e um) casos foram cometidos em um dos bairros, podendo ser de moradores de outras regiões ou de algumas das áreas da Região 03. O perfil dos 36 (trinta e seis) casos nos quais a região é de moradia constatou-se como autor do sexo masculino foram 28 (vinte e oito) e do sexo feminino 04. A diferença em relação ao total deve-se ao fato de que um agente pode ter cometido mais de um

101 99 ato infracional, e a totalidade referem-se ao número de infrações. Já como região de ocorrência fora 19 meninos e 02 meninas. Os registros dividiram-se da seguinte forma: Tabela 49 Atos Infracionais de moradores da Região 03. Ato Infracional N % Dirigir sem CNH Consumo de entorpecentes Ameaça Desacato Furto Lesão Corporal Contravenção penal Vandalismo Difamação Injúria Receptação Total Fonte: Vara da Infância e Juventude do município de Maringá. Janeiro/Dezembro de 2009 Nestes 32 (trinta e dois) registros de ocorrências foram aplicadas 16 (dezesseis) medias de advertência e 08 (oito) de prestação de serviço à comunidade, ambas referentes ao art. 112 do ECA. Em 08 (oito) casos nenhuma medida foi aplicada. Tabela 50 Atos Infracionais que ocorreram na Região 03. Ato Infracional N % Dirigir sem habilitação Consumo de drogas Furto Vandalismo Desacato Contravenção penal Contra a dignidade sexual Ameaça Receptação Total Fonte: Vara da Infância e Juventude do município de Maringá. Janeiro/Dezembro de 2009 Nos atos infracionais cometidos nesta região foram aplicadas 15 (quinze) medidas socioeducativas, sendo 11 (onze) de advertência (inciso I) e 04 (quatro) de prestação de serviço à comunidade (inciso III); 01 (uma) medida protetiva de requisição de tratamento

102 100 médico, psicológico ou psiquiátrico, em regime hospitalar ou ambulatorial, conforme art. 101 do ECA, inciso V; e em 06 (seis) casos não foram aplicadas nenhuma medida Análise das Potencialidades da Região na área da Saúde, Educação, Cultura, Esporte e Lazer e Assistência Social, localizados na Região 03. equipamentos públicos: Como potencialidade da referida região, foram identificados os seguintes Tabela 51 Equipamentos de Educação localizados na Região 03. Equipamento N Participantes Capacidade Atendidos Espera Alexandre e Sophia Rasgulaeff CMEI/CEI 04 Irmã Firmina Marina Recanto do Menor - CEMIC Vereador José Rodrigues dos Santos Total Parcial Ariovaldo Moreno Escola 03 Maestro Aniceto Matti Municipal Zuleide S. Porte Total Parcial Colégio Duque de Caxias Estadual Unidade Pólo Total Parcial Total FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de 2011 Os Centros de Educação Infantil atendem a aproximadamente a demanda total da região de atendimento com o a capacidade máxima disponível, destacando a limite do espaço físico que possuem. A localidade do público atendido decorre dos bairros Jardim Alvorada, em grande escala, e Jardim Ebenezer. Os itens sobre o serviço e a entidade de atendimento foram avaliados entre medianos e muito bons, o que classifica, de modo geral, essa parte da educação com grau alto, evidenciando que os avaliados como mediano foram o número de funcionário e a infraestrutura do serviço. As informações sobre as Escolas Municipais mostram que o atendimento e a capacidade são iguais e equivalentes com a demanda do local, apesar de haver em outras áreas instituições públicas e privadas que atendem as crianças desta Região. Esse serviço possui

103 101 como principais bairros da área de abrangência o Jardim Alvorada, Conjunto Rodolpho Bernadi e o Jardim Ebenezer. As instalações e equipamentos disponíveis para o atendimento e o número de funcionários foram os itens pior avaliados, sendo mediano, mas amplamente a qualificação é de grau alto. Em relação aos Colégios Estaduais, devido a municipalização do ensino de 1ª a 4ª séries os atendimentos são menores ou aproximados a capacidade, e isso resulta em alguns lugares o volume de atendimento ser maior que a demanda e em outros menor. Os bairros de grande atendimento são o Jardim Alvorada I, II e III, Jardim Ebenezer, Conjunto Paulino e Conjunto Andrade. A avaliação constatou um nível baixo ao médio dos Colégios Estaduais desta Região, com destaque a nota ruim para o número de funcionários em face ao número de pessoas atendidas. 27 Tabela 52 Equipamentos de Saúde localizados na Região 03. Equipamento N Participantes UBS 02 UBS/NIS Jardim Alvorada e NIS III UBS/ NIS III- Alvorada I FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de 2011 A área de abrangência desses serviços concentra-se no Jardim Alvorada I, II e III, atendendo aproximadamente igual à capacidade total. O perfil do público são crianças e adolescente de 0 a 17 anos, tendo como objetivo a saúde pública, prevenção e atendimento curativos de rotina. O patamar avaliativo das unidades básicas de saúde foi médio já que as respostas processadas enquadraram os recursos do serviço entre mediano e bom. 28 Tabela 53 Equipamentos de Cultura, Esporte e Lazer localizados na Região 03. Equipamento N Participantes Capacidade Biblioteca 01 Nilo Graena (Jd. Alvorada) 342 Centro José Geraldo Costa Moreira Esportivo Roberto Duque da Rocha Total FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de 2011 O objetivo do centro esportivo é democratizar as atividades recreativas, artísticas, lúdicas e esportivas, tendo em vista a inclusão e a promoção social, do mesmo modo, a biblioteca procura incentivar o desenvolvimento pela leitura e a maior freqüência na Conforme auto-avaliação contemplada na questão 12 do Anexo II. Idem.

104 102 biblioteca. Isto reflete nos serviços oferecidos, porque assim, atendem a uma ampla faixa etária, crianças e adolescentes de 0 a 17 anos, e sem distinção de classe social, por isso, a demanda local é aproximada ou totalmente atendida. Os itens avaliados foram considerados de qualidade alta com avaliação de mediano a bom. 29 Tabela 54 Equipamentos de Assistência Social localizados na Região 03 Equipamento N Participantes Proteção Social Básica 03 CRAS Alvorada CIACA Alvorada Grupo Espírita Allan Kardec FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de 2011 Os serviços governamentais, CRAS E CIACA, apresentam o seu volume de atendimento aproximado as suas capacidades e a as demandas das localidades. Estes oferecem todos os serviços relacionados à rede de proteção social básica as famílias em situação de vulnerabilidade social, por meio da garantia de acesso aos direitos básicos e ao espaço de convivência social e comunitária. Já o Grupo Espírita Allan Kardec, serviço não governamental, atende a adolescentes (12 a 17 anos) em situação de baixa renda com o objetivo de fortalecimento de vínculos familiares e sociais. Em todos os equipamentos, o bairro de maior cobertura é o Jardim Alvorada. Ao se auto-avaliarem destacou-se a distinção entre os equipamentos governamentais e não governamentais, os primeiros atingiram o mais baixo patamar, ressaltando a ruim capacitação e desempenho da equipe de atendimento e os mecanismos para envolver a comunidade no trabalho prestado, e também, as instalações e equipamentos disponíveis foram classificados como muito ruins ou nulos. Entretanto, aquele se enquadrou como qualidade alta. Foram avaliados como mediano referente ao número de funcionários em face do número de pessoas atendidas REGIÃO 04 BAIRROS: Conjunto Requião, Conjunto Requião II, Conjunto Requião III, Conjunto Requião IV, Conjunto Residencial Guaiapó, Jardim Campos Elísios, Jardim Piatã e Conjunto Champagnat Ibid. Id. Ibid.

105 103 MAPA 05 REGIÃO 04 FONTE: Diagnostico Social da Criança e do Adolescente 2009/2010 Nesta região, compreendida, em seu maior número, por habitação popular, foi avalizada pela Comissão do Diagnóstico como uma região com baixo perfil sócio econômico das famílias, bem como baixo índice de escolaridade, o que, segundo a Comissão, resulta em empregos desprotegidos legalmente e com baixa remuneração. Ocorre também a falta de investimento e planejamento nas áreas de saúde, esporte, lazer e cultura. Outra questão avaliada pela Comissão é de que nesta região estão alocados vários serviços públicos, mas é identificada uma demanda maior do que a oferta. Dentre os equipamentos estão: Escola Municipal Ângela Vergínia Borin, CMEI Anjo da Guarda, CMEI Antonieta Mattos Coutinho, CRAS Requião, CMEI Herbert José de Souza, Escola Municipal Olga Ferreira, Colégio Estadual Tânia V. Ferreira, UBS/NIS I- Guaiapó e MAREV (entidade de assistência social que atende dependentes químicos) Análise das Vulnerabilidades do IDF Índice de Desenvolvimento da Família, registradas na Região 04.

106 104 A população desta região é de mil habitantes, sendo pessoas cadastradas no Cadastro Único do Governo Federal, até o final de 2009, ou seja, 33% do total de moradores desta região 31. Considerando as famílias cadastradas identificou-se o seguinte perfil: Tabela 55 Características das famílias cadastradas no Cadastro Único, até dezembro de 2009, moradoras da região 04. Característica Famílias % Famílias com crianças de 00 a 06 anos fora da escola ,9 Famílias com crianças de 07 a 14 anos fora da escola ,2 Famílias com adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola ,8 Famílias com crianças de até 14 anos com mais de dois anos de atraso escolar ,5 Famílias com crianças de 10 a 14 anos analfabetas 13 1,5 Famílias com adolescentes de 15 a 17 anos analfabetos 02 0,2 Famílias com menores de 10 anos trabalhando Famílias com menores de 15 anos trabalhando 25 2,8 Fonte: Cadastro Único - MDS.2009 A maior vulnerabilidade apresentada pelas famílias é número de famílias com crianças de 00 a 06 anos fora da escola Análise das Violações de Direitos Fundamentais registradas pelos Conselhos Tutelares ocorridas na Região 02. Ao analisar as características do território, referente aos registros dos Conselhos Tutelares, identificou-se que ocorreu violação somente nos eixos fundamentais de Vida e Saúde; Liberdade, Respeito e Dignidade, Convivência Familiar e Comunitária e Educação, Cultura, Esporte e Lazer, com exceção da Profissionalização e Proteção no Trabalho. Como demonstra a tabela abaixo: Tabela 56 Violações de Direitos Fundamentais registradas pelos Conselhos Tutelares ocorridas na Região 04. Direito Violações N 31 Dados disponibilizados pelo site e banco de dados do Município no MDS (Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome) Cadastro Único do Governo Federal: Instrumento que identifica e caracteriza as famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa ou de três salários mínimos no total, possibilitando conhecer a realidade socioeconômica dessas famílias, trazendo informações de todo núcleo familiar.

107 105 fundamental Sem registro 01 Sem violação 07 Não atendimento médico 05 Falta de vacinação 00 Atendimento médico deficiente 00 Omissão de socorro à criança/adolescente 00 Doença decorrente de saneamento precário 00 Vida e saúde Irregularidades na garantia da alimentação 01 Homicídios 00 Dependência de Substâncias 03 Tentativa de suicídio 00 Prejuízo por ação e/ou omissão agente externo 00 Atos atentatórios à vida (tentativa de homicídio, cirurgia com fins ilícitos) 00 Subtotal: Vida e saúde 09 Aprisionamento 00 Violência física 02 Violência psicológica 01 Violência sexual 01 Discriminação 00 Liberdade, Práticas institucionais irregulares 00 respeito e Aliciamento para atividades ilícitas/impróprias 00 dignidade Crianças autoras de ato infracional 00 Impedimento de acesso à documentação de identificação 10 Local inadequado para permanência de criança e adolescente (situação de rua) 00 Atos atentatórios ao exercício da cidadania (recuso auxílio/ impedimento ir e vir) 00 Subtotal: Liberdade, respeito e dignidade 14 Negligência 02 Não pagamento de pensão 02 Violência física 02 Violência psicológica 08 Violência sexual 01 Convívio com dependentes de substâncias químicas/álcool 07 Utilização na mendicância 00 Convivência Utilização na prostituição 00 familiar e Utilização na produção e/ou tráfico de drogas 00 comunitária Não registro de nascimento 00 Indefinição de paternidade 00 Ausência de Convívio Familiar (abandono pelos pais, expulsão de casa por pais ou responsáveis, impedimento de acesso à familiares, internação sem fundamento legal) Inadequação do Convívio Familiar (prisão, confinamento, seqüestro por pais ou responsáveis Ausência de infraestrutura (inexistência de abrigos temporários, falta de atendimento especializado para portador de deficiência,

108 106 Educação, cultura, esporte e lazer internação de adolescente em presídio adulto) Conflito familiar 10 Ausência de condições materiais 00 Rebeldia/ comportamento inadequado 02 Atos atentatórios ao exercício da cidadania (desrespeito de guarda) 01 Subtotal: Convivência familiar e comunitária 39 Ausência/ Impedimento de acesso à creche/pré-escola 09 Impedimento de aceso ao Ensino Fundamental 04 Impedimento de aceso ao Ensino Médio 02 Condições educacionais inadequadas 01 Ausência/ Impedimento de acesso a meios de transporte 01 Impedimento de permanência no sistema escolar 01 Não comunicar ao CT situações de maus-tratos, excesso de faltas ou evasão escolar Violência na escola 00 Evasão escolar/ faltas escolares 27 Mau comportamento 00 Solicitação de contra turno 05 Atos atentatórios ao exercício da cidadania (não flexibilidade de horários) 00 Subtotal: Educação, cultura, esporte e lazer 50 Profissionalização Trabalho infantil 00 e proteção no trabalho Trabalho adolescente precário e ilegal 00 Subtotal: Profissionalização e proteção no trabalho 00 Total 112 Total Geral 120 Fonte: Conselho Tutelar Zona Sul e Zona Norte do Município de Maringá. Dezembro/Janeiro Perfil dos Atos Infracionais registrados pelo Ministério Público e Poder Judiciário, ocorridos na Região : As seguintes tabelas representam os registros contabilizados da Região Tabela 57 Atos Infracionais cometidos por moradores da Região 04. Ato Infracional N % Dirigir sem CNH Furto Consumo de entorpecentes Vandalismo Ameaça Alteração chassi 01 04

109 107 Contravenção penal Erro sobre a ilicitude dos fatos Lesão Corporal Receptação Violação de domicílio Total % Fonte: Vara da Infância e Juventude do município de Maringá. Janeiro/Dezembro de 2009 Sendo assim, foram aplicadas medidas socioeducativas, conforme art. 112 do ECA, de advertência em 12 (doze) casos; de prestação de serviço à comunidade em 08 (oito) casos e em 01 (um) caso, liberdade assistida. Quanto às medidas protetivas, em 01 (um) caso foi solicitada matrícula e freqüência obrigatória em estabelecimento oficial de ensino fundamental e 01 (um) caso de requisição de tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico em regime hospitalar ou ambulatorial. Em 02 (dois) casos não foram aplicadas nenhuma medida. Tabela 58 Atos Infracionais ocorridos na Região 04. Ato Infracional N % Dirigir sem habilitação Contravenção penal Consumo de drogas Ameaça Vandalismo Erro sobre a ilicitude dos fatos Lesão corporal Porte ilegal de arma Receptação Alteração de chassi Total % Fonte: Vara da Infância e Juventude do município de Maringá. Janeiro/Dezembro de 2009 Conforme a tabela acima apresentou, em dezoito ocorrências foram identificados 26 (vinte e seis) atos infracionais. Em 11 (onze) casos foram aplicadas medidas de advertência e em 08 (oito), medidas de prestação de serviço à comunidade, ambas de caráter socioeducativo. Apenas 01 (uma) medida protetiva foi aplicada, de matrícula e freqüência obrigatória em estabelecimento oficial de ensino fundamental. Em 01 (um) caso não foi aplicada nenhuma medida Análise das Potencialidades da Região na área da Saúde, Educação, Cultura, Esporte e Lazer e Assistência Social.

110 108 equipamentos públicos: Como potencialidade da referida região, foram identificados os seguintes Tabela 59 Equipamentos de Educação localizados na Região 04. Equipamento N Participantes Capacidade Atendidos Espera Anjo da Guarda CMEI/CEI 03 Antonieta Mattos Coutinho Herbert José de Souza Total Parcial Escola Ângela Virgínia Borin Municipal Olga Ferreira Total Parcial Colégio Estadual 01 Tânia V. Ferreira Total Parcial Total FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de 2011 O atendimento educacional realizado nos Centros de Educação Infantil, tanto os municipais ou não, entram em consenso no momento em que para atender a real demanda da área é necessária a ampliação do espaço físico, pois assim não haveria a lista de espera já que o atendimento, em termo de quantificação, está equiparado com a capacidade. O objetivo a ser alcançado de dar acesso e permanência da criança em um espaço de desenvolvimento e aprendizagem educacional aplica-se, nesta região, com maior freqüência no Conjunto Requião, Guaiapó e Champagnat. De modo geral, as avaliações demonstraram níveis altos de qualidade, com todos os itens classificados entre bom e muito bom. No mesmo sentido, as Escolas Municipais, também atendem de forma aproximada a sua capacidade e a sua demanda local, principalmente dos bairros como o Conjunto Requião, e Conjunto Guaiapó. O grau de avaliação foi considerado alto, com maioria das respostas classificadas como muito bom. Não de forma diferente, em todos os aspectos o Colégio Estadual mostrou-se paralelamente semelhantes aos demais institutos de ensino acima citados. 32 Tabela 60 Equipamentos de Saúde localizados na Região 04. Equipamento N Participantes 32 Conforme auto-avaliação contemplada na questão 12 do Anexo II.

111 109 UBS 01 UBS/ NIS I Guaiapó FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de 2011 O único equipamento de saúde pública disponível nesta região afirma que seu volume de atendimento é menor que a sua capacidade ao mesmo tempo em que não oferece a quantidade de serviço necessário para a cobertura da demanda local. A justificativa está pautada na falta de recursos humanos e materiais, além da deficiência na adesão e no interesse no serviço. Devido à carência de equipamentos, oferece todos os serviços ligados à criança e ao adolescente em face do objetivo de prevenir e propiciar a saúde básica a toda comunidade dos bairros de sua localização, mas principalmente, do Conjunto Requião I e II. Pelos problemas explanados seu grau de qualidade é o mediano, ressaltando que o número de funcionário é insuficiente. 33 Nesta região identificou-se a ausência de equipamentos municipais de cultura, esporte e lazer. Portanto, dentro do Município de Maringá, falta planejamento na distribuição e na disponibilidade de serviços interiores aos direitos fundamentais das crianças e dos adolescentes. Tabela 61 Equipamentos de Assistência Social localizados na Região 04. Equipamento N Participantes Proteção Social Básica 02 CRAS- Requião Encontro Fraterno Lins de Vasconcellos Proteção Social Especial 01 MAREV FONTE: Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente do Município de Maringá-PR. Agosto de 2011 Os equipamentos governamentais e não governamentais equivalentes a proteção social básica possuem funções distintas, assim, o CRAS (governamental) baseia-se na proteção e garantia dos direitos fundamentais da família e, por isso, não possui dados específicos sobre crianças e adolescentes. Entretanto, o Encontro Fraterno Lins de Vasconcellos (não governamental) oferece serviços no prisma da preparação profissional de crianças e adolescente, além do apoio familiar. A área em que estão situados abrange cerca de 45 (quarenta e cinco) bairros, mais a zona rural, dos quais destacam-se o Conjunto Requião e o Conjunto Guaiapó. 33 Idem.

112 110 Enquanto isso, a entidade da proteção social especial na época de realização do questionário oferecia um menor atendimento que a sua capacidade, pois uma reforma estava sendo realizada na Comunidade Terapêutica (MAREV), local de dormitório dos adolescentes. Todavia, em seu pleno funcionamento oferece atendimento aproximadamente igual a demanda local, assim, sua principal demanda são dos bairros Jardim Alvorada e Conjunto Requião. Seus serviços oferecidos estão ligados a problemática da drogadição e na prevenção da dependência de substancias psicoativas. 4.5 REGIÃO 05 BAIRROS: Jardim Universo, Conjunto Residencial João de Barro I, Núcleo Habitacional Santa Felicidade, Jardim Ipanema, Parque Tarumã, Residencial Tarumã, Jardim Paraíso, Conjunto João de Barro Cidade Alta I, Conjunto João de Barro Cidade Alta II, Conjunto Cidade Alta, Loteamento Madrid e Conjunto Cidade Canção. O Jardim Rebouças foi incluído nesta região por ter características semelhantes aos bairros anteriormente citados, mas não está geograficamente próximo. MAPA 06 REGIÃO 05

113 111 FONTE: Diagnostico Social da Criança e do Adolescente 2009/2010 Com mil habitantes e 45% dessa população cadastrada no Cadastro Único, em 2009, as vulnerabilidades apontadas pela Comissão foram a falta de planejamento na criação de novos bairros, demonstrando falta de observação do plano diretor e a baixa renda das famílias. Os equipamentos são: CRAS Santa Felicidade, CMEI Pacheco dos Santos, Escola Municipal Pion. Manuel Dias da Silva, Escola Municipal Prof. Benedito Natalia Lima, CMEI Prof. Tereza Leonel, Salão Comunitário Cidade Alta, Salão Comunitário Universo, UBS/NIS I Cidade Alta, UBS/NIS I Jd. Universo, CMEI Vanor Henriques, Colégio Estadual Vinícius de Moraes, Organização REVIVER e Centro Cultural Jhamayka. O Jardim Rebouças não apresenta nenhum equipamento público de saúde, educação, esporte e cultura e de assistência social. Também não é possível fazer o cálculo populacional, pois, segundo o SENSO 2010, este bairro está agrupado à área rural.

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