Testemunho(s) para o Futuro

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Testemunho(s) para o Futuro"

Transcrição

1

2

3

4 Testemunho(s) para o Futuro Casa Pia de Lisboa Vidas com História constitui um excelente exemplo para assinalar Duzentos e Trinta Anos de História da nossa Instituição. A abordagem a este somatório de depoimentos de educandos cuja média da faixa etária ronda os trinta anos, deve ser equacionada como uma pequena amostra de um universo maior revelador do cumprimento da Missão da Casa Pia de Lisboa. Desde a sua fundação em 1780, a Casa Pia de Lisboa tem assumido um papel particularmente relevante, na sociedade portuguesa. Dar oportunidades às crianças e jovens que, por circunstâncias diversas da vida, foram confrontadas com inúmeras adversidades e que optaram pela CPL. A grandeza desta Instituição deve ser medida em razão das competências e da formação ética e moral que tem conseguido proporcionar aos seus educandos. dois Neste sentido, os testemunhos destes jovens adultos, saídos da Casa Pia de Lisboa, há relativamente pouco tempo, são reveladores de que a Instituição continua a cumprir os seus objectivos. Ao ler estas narrativas de experiências de vida, protagonizadas por jovens que assumem papéis de destaque, nas mais diferentes áreas da nossa sociedade, retirei algumas ilações que gostaria de partilhar convosco. Em primeiro lugar é bem evidente que a Casa Pia lhes proporcionou competências técnicas e científicas, pressupostos fundamentais, para ingressarem no agressivo mercado de trabalho da actualidade. Um outro denominador comum destes depoimentos assenta num vasto conjunto de actividades extra-curriculares que a Casa Pia lhes proporcionou em nome de uma visão Humanista que sempre caracterizou a nossa Instituição a Arte, a Música e o Desporto como referências fundamentais na construção da plena cidadania, essa Inteligência emocional que está consignada na nossa cultura. A celebração da cultura do Ser. As múltiplas referências destes jovens a figuras ímpares na construção dos seus imaginários e experiências de vida, são reveladoras da importância de uma palavra sorridente no momento certo. Um gesto afectivo num momento de maior desânimo, a cumplicidade da dimensão Humana, a visão da partilha dos docentes e educadores com estes jovens na construção dos seus percursos de vida. O enorme orgulho dos docentes e educadores na construção das pequenas vitórias destes jovens é uma referência constante.

5 O pioneirismo pedagógico e científico acompanha a nossa Casa, desde a sua fundação até aos nossos dias, revelando ao longo da sua história capacidade de regeneração, de superação de crise e de mudança numa trajectória de inovação e de visão de futuro. A História ensinou-me que o saudosismo doentio e a ausência de auto-crítica remetem-nos para uma espécie de imobilismo o que acaba por comprometer o que de melhor se fez no passado. Ao assumir a liderança desta Casa encarei este projecto com uma enorme responsabilidade. Sabia que esta Casa tem como missão fundamental dar à sociedade Cidadãos e, neste sentido a nossa Instituição, como sempre fez, teria que actualizar-se para responder aos problemas do seu tempo. A paisagem do Mundo está em constante mudança. A sociedade industrial e a visão Taylorista da produtividade enformada à três máquina são já referências da História recente. Reinventar a Casa Pia de Lisboa e preparar o futuro foi a preocupação dominante deste Conselho Directivo em estreita colaboração com todos os colaboradores. Não tenhamos medo de uma nova Casa Pia de Lisboa. A mudança não põe em causa a nossa identidade. Bem pelo contrário ela irá reforçar a nossa singularidade no espaço da comunidade educativa e formativa. Por último, queria em nome da nossa Instituição dar os meus parabéns a estes jovens e dizer-lhes que eles são a grande inspiração de toda a comunidade educativa da Casa Pia de Lisboa. A sua missão continua a cumprir-se. Maria Joaquina Ruas Madeira Presidente do Conselho Directivo

6 Ana Balbi Aluna de Pina Manique de 1997 a 2005 Desde sempre ouvi o que era o orgulho de ser Casapiano, visto que o meu bisavô, Augusto Balbi, foi criado na Instituição. Mas quem me imprimiu o significado de ser um Ganso foi o meu vizinho Aníbal Fortio, aluno da década de 50, que me contava as aventuras e desventuras vividas naquela escola e aquilo que ela tem de realmente mágico. A primeira vez que entrei em Pina Manique foi na inauguração do então remodelado pavilhão Anastácio da Cunha, mal sonhava quatro que seria o pavilhão onde mais tarde iria ter as minhas aulas. Foi nesse dia que ouvi pela primeira vez o Hino da Casa Pia. Que momento tão marcante Entrar para a Casa Pia era difícil. Não era qualquer aluno que conseguia, e tinham que se fazer provas para poder fazer parte de um núcleo de quase 2000 alunos, na altura, em Pina Manique. Entrei em 1997 e aquela escola parecia não ter fim, eram pátios e mais pátios, um refeitório que parecia não acabar, uma piscina fantástica, um campo de ténis, ringues de tudo e mais alguma coisa, e eu ia poder usufruir daquilo tudo e foi isso que fiz. Nos primeiros dois anos que estive em Pina Manique fiz todas as actividades possíveis; pratiquei patinagem artística, ténis de campo, ténis de mesa, natação e andebol, aprendendo a jogar de tudo nas aulas de educação física. Só turmas de quinto ano eram seis e a minha era a famosa 5º F. Desta turma ainda hoje tenho amigos que considero de coração. Foi nesta turma que senti pela primeira vez o que era ser um grupo. Foi aqui que fiz a minha primeira melhor amiga: Patrícia Costa que ainda hoje a tenho como irmã e que por muito que o tempo passe e a vida nos leve por caminhos diferentes o cantinho das recordações está cá, trazendo comigo momentos inesquecíveis. Estreei-me em 1997, a fazer teatro na Academia de Santo Amaro, pela mão do actor Carlos Areia numa revista à portuguesa intitulada Prata da Casa. Entretanto o meu sonho continuava nas tábuas dos palcos. Segui o meu caminho e ingressei no teatro profissional em 1998, na peça de teatro de Tennessee Williams A Rosa Tatuada no Teatro Politeama, encenada por Filipe Lá Féria, e daí já foi difícil sair. Em 1999, integro o elenco do Musical Amália de Filipe Lá Féria e até hoje vou continuando a conciliar os estudos com o Teatro, onde já fiz trabalho de contra-regra, ponto, directora de cena, reservas de bilhetes, assistente de sala, assistência de encenação, etc.

7 Nem sempre foi fácil, tive a ajuda incansável de professores espectaculares que se preocupavam não só comigo mas com cada aluno em particular, interessavam-se pela nossa vida pelas nossas carências e eram eles os primeiros a estar presentes. Professores, preceptores, auxiliares (parece que, ainda hoje, consigo ouvir a D. Isabel a chamar por nós), a toda aquela gente que fazia parte do nosso dia das 8h30 às 18h todos os dias a todos eles tenho uma palavra de agradecimento, não só por mim mas pelos meus colegas que tenho a certeza que partilham do mesmo sentimento. Os anos passam, e a saudade aperta As recordações são tantas que custa enumerar uma que seja. Fiz até ao 9º ano na turma de unificado, e deu-se o dilema de escolher a área a seguir, ao ingressar no 10º ano. Eu não sabia o que queria, simplesmente não queria sair daquele colégio e por isso, depois de muitas andanças, fui parar ao curso técnico de design de equipamento sem saber se tinha sequer algum jeito para aquilo e assim foi. Fiz os três anos num ápice e tirei 20 na nota da prova de aptidão profissional. Agora a escola já não era a mesma as regras já tinham mudado, as pessoas já não sabiam o significado da palavra Ganso, e a mim custava-me a crer que o colégio estivesse debaixo de tantas polémicas mediáticas. Como era possível que na escola onde eu aprendi a sonhar, se tenham destruído tantos sonhos? Enquanto aluna, custava-me ver aquele turbilhão de informação vi perder-se o amor à Casa vi esconder-se o orgulho de ter ali crescido e vi principalmente as pessoas deixarem de acreditar numa instituição que durante séculos foi Mãe de milhares cinco de crianças, que como eu ali cresceram e que, como eu, ali foram muito felizes. Qualquer um dos meus amigos, sabe o amor que tenho pela Casa Pia, nem sei bem explicar porquê mas foi ali que vi alguém preocupar-se comigo e com os meus problemas, e foi ali que vi colegas crescerem em lares e formarem-se grandes Homens e Mulheres, sempre de Ganso ao peito! Tenho tanta coisa a agradecer aos momentos que ali vivi e tanta coisa que pouca gente da minha geração sabe o que é sentir a Casa Pia. Quando acabei o curso, visto que poucas foram as vezes que não trabalhei em simultâneo com a escola, já estava no mercado de trabalho, nem sempre a fazer o que sonhei, mas com os olhos postos no futuro. Se há coisa que posso agradecer à escola foi a boa preparação académica que me deram, e o fazer-me acreditar que tinha valor para atingir os meus sonhos Mas o meu sonho adiou-se Entrei em Arquitectura, com bolsa de mérito pela Universidade Lusíada, e ainda com um apoio mensal por parte da Casa Pia para os gastos com material e livros mas devido a um problema de saúde tive que abandonar o curso no final do primeiro ano e já não voltei Ingressei em 2008 na Escola Superior de Teatro no curso de Teatro, no ramo de Produção, onde frequento, hoje, o segundo ano, e onde pretendo concluir a licenciatura para o ano que vem. Como actriz, ao longo dos anos fui integrando vários projectos, onde vou dando lugar ao meu sonho A paixão pelo Teatro não me deixa abdicar deste sonho!...

8 Hoje, com 22 anos, ainda há muito para sonhar e muito por concretizar com os olhos postos no futuro e com a força do passado construo um presente digno. Tenho pena que o colégio tenha mudado. Tenho pena que muitos dos alunos que fazem a Casa Pia não tenham sequer ouvido o Hino da Escola e que já haja pouca gente a saber o significado do que é a minha escola, mas tenho esperança que o orgulho renasça das cinzas, que o coro volte a cantar bem alto e que o nome da Casa Pia possa ser de novo entoado com respeito e dignidade por todos. Tenho a convicção que ainda há muita coisa a fazer, que há ainda muita gente a zelar pela Instituição e só por isso merecem a ovação de todos. Quem sabe se um dia poderei fazer parte das pessoas que contribuem, diariamente, para erguer mais alto o nome da Casa Pia Agradecida penso que seja a palavra que mais se adequa à minha pessoa nesta reflexão Agradecida pelos momentos únicos, pelas oportunidades de aprender qualquer desporto, pelo ombro amigo de quaisquer um dos professores com quem convivi, pela ajuda dos livros e cadernos que durante anos a minha mãe não pôde comprar, pelas refeições gratuitas que tive durante anos inteiros, pelas visitas de estudo que me abriram novos horizontes, pelas instalações fantásticas que proporcionaram uma aprendizagem digna de muitos colégios privados, pelos professores fantásticos, pela viagem de finalistas, tanta coisa. É impossível poder agradecer tanta coisa que vivi nesta escola, é impossível escrever um sentimento de gratidão tão grande por amizades que, seis mesmo com o passar dos anos, se vão revelando fortes e sem perigo de ruir. Tenho que agradecer a todos os professores que tentaram sempre perceber a minha vida e que muitas vezes me ajudaram a não deitar tudo a perder não posso deixar de agradecer à Professora Elisa Ferreira que foi uma amiga incrível em anos muito complicados, e à Dr.ª Paula Pereira, que sendo assistente social do curso onde andei, fez também de Psicóloga, não só enquanto andei no curso, mas ainda hoje quando estamos juntas e me ajuda em qualquer problema, ou basta olhar para mim para saber se estou bem aos colegas que são Amigos e que com a maioria ainda mantenho contacto, tanto aqueles que me acompanharam até ao 9º ano como os do Curso de Design de Equipamento, onde aprendi muitas outras lições de vida. A minha vivência na Casa Pia foi mais que uma simples passagem foi uma aprendizagem, sinto que me ofereceram todas as ferramentas para construir o meu futuro. Mostraram-me o que é Amor Fraternidade Amizade e Família! Obrigada Casa Pia! E como canta o Hino: Instruir, Educar e Amparar é o lema da nossa bandeira muito Obrigada por se ter cumprido o cântico.

9 António Rocha Com a separação dos meus pais, tinha eu 8 anos, fiquei a viver com o meu pai porque a minha mãe foi viver para Espanha não me podendo levar com ela. A convivência com o meu pai não foi a mais saudável devido ao facto dele não gostar muito de mim. Foi assim que fui viver com a minha avó paterna, num bairro social no Restelo, onde quase me tornei um marginal, já que as companhias também não ajudavam. Andei dois anos nesta vida onde só pensava em fazer coisas que não devia. Fiz a vida negra à minha avó durante esses anos. Os serviços sociais desse bairro no Restelo, não sei como, apostaram em mim e colocaram-me na Casa Pia de Lisboa, colégio D. Nuno Álvares Pereira. sete O primeiro ano de adaptação não foi fácil devido à vida a que estava habituado, mas com o tempo entendi que para se ser alguém neste mundo é preciso estudar, ter objectivos na vida e perseguir os nossos sonhos. Para isso a CPL deu-me os instrumentos necessários e mostrou-me o caminho. No Colégio D. Nuno Álvares Pereira, estive em regime de internato, no curso de Técnico de Electrónica, onde desenvolvi as seguintes actividades: Monitor e Educador, durante um ano, no Colégio D. Nuno Álvares Pereira, Curso do Projecto Vida Curso de Monitor/Animador na UPAJE Monitor na Junta de freguesia de Belém Professor de Viola no Belém Clube Formador num Curso Pós-laboral na escola Marquês de Pombal (MS-DOS, Windows 95, Excel e Word), Monitor de Campos de Férias. Na CPL tive as oportunidades que não tinha tido até então, foi lá que conheci os princípios com que se rege um verdadeiro homem. A Instituição deu-me as ferramentas para que me tornasse a pessoa que sou hoje. É verdade que sem força de vontade e perseverança nada se consegue. Como sempre estive envolvido em várias actividades extra CPL, a adaptação à vida profissional foi tranquila e, para isso, contribuíram as pessoas com quem me cruzei ao longo desse percurso, as quais passaram a ser grandes amigos. Penso que o balanço da minha experiência na Casa Pia é mais que positivo. Não só pelas pessoas que conheci e com as quais travei conhecimento, mas também pelos valores e princípios que me ensinaram. Para o futuro, espero crescer profissionalmente dentro da empresa onde trabalho actualmente (Portugal Telecom Como técnico coordenador do departamento informático PT PRO ) o que tem vindo a acontecer de forma progressiva.

10 António Silva Santos Ingressei na Casa Pia de Lisboa, colégio Nuno Álvares Pereira, em Tinha 6 anos. Regressávamos de Moçambique, de onde havíamos sido repatriados. A minha mãe tinha falecido alguns meses antes e o meu pai via-se com 5 filhos nos braços e na condição de ter que começar a reconstruir a sua vida, rigorosamente, do princípio. A Casa Pia era a solução ideal para os cinco irmãos. oito Estive em Nuno Álvares como aluno interno durante 16 anos. Estudei durante todo esse tempo e mais os três anos que se seguiram, para terminar o curso superior de gestão na Universidade Autónoma de Lisboa. Na altura, Nuno Álvares, só tinha condições para se tirar a antiga 4ª classe. Depois, os alunos que queriam continuar a estudar, teriam que o fazer no exterior. Entre os 15 e os 18 anos fiz parte do chamado colégio azul, um espaço que reunia um grupo de 6 alunos, os chamados pré- -universitários. Entre os 18 e os 22 anos já era completamente independente. Vivia num quarto, sozinho, e tudo o que tinha para tratar fazia-o directamente com a Directora (Dra. Irene Couto). Durante todo este tempo de frequência na Casa Pia estive sempre em contacto com actividades artísticas e desportivas. Fiz ballet na Gulbenkian, joguei futebol no Belenenses, joguei basquetebol no Atlético e mais tarde no Benfica (com quem fui campeão nacional de juniores). Estive também uma temporada a frequentar o curso de inglês na Oxford School. A Casa Pia deu-me todas as condições logísticas e humanas para ter sucesso na minha vida pessoal e académica. Estou convencido que até tive mais condições que os alunos que viviam no exterior da Casa Pia, que, na maior parte dos casos tinham que tirar fotocópias dos livros que precisavam para estudar, e eu, praticamente comprava os livros todos (que ainda os tenho). Vivemos num mundo em que toda a gente fala dos papéis sociais e dos valores humanos, mas a hipocrisia é tanta que muito poucos os praticam. A Casa Pia ensinou-me a conviver, diariamente, com o significado prático desses papéis e desses valores. A nossa principal mais-valia foi termos vivido, entre nós, o verdadeiro significado de valores como a amizade, a solidariedade ou a generosidade.

11 São os tais valores que dão significado e dignidade à nossa existência. Quando saí da Casa Pia, o meu maior choque foi ter percebido claramente que, cá fora, toda a gente falava nesses valores, mas na verdade muito poucos os praticavam. O meu instinto foi seguir o que tinha aprendido no colégio porque sabia que nesse modelo eu seria feliz, tal como o havia sido na juventude. Aquele era um modelo inspirado naquilo que a natureza humana tem de mais puro. Sei o que é ser pai porque brinco, dou atenção, ajudo nos trabalhos de casa, dou mimos, conto histórias, ralho, transmito valores, preocupo-me Não basta dizer que se é pai. É preciso desempenhar o papel! A mesma coisa com a amizade ou com a profissão. Essa é a parte mais difícil e verdadeira! E é isso que faz toda a diferença. Posso dizer, sem qualquer dúvida, que a Casa Pia me ajudou a compreender esta realidade que está na origem de tanta infelicidade e mal-entendidos da nossa sociedade. A minha integração na vida profissional foi fácil e pacífica. No colégio já cantava e tocava viola. Era um autodidacta. Algo que continuou ao longo da minha vida universitária. No 2º ano do curso convidaram-me para ficar a trabalhar num bar de música ao vivo no Bairro Alto e, a partir daí, nunca mais parei. Foi como uma bola de neve. Começaram a surgir contratos atrás de contratos e tem sido assim até aos dias de hoje. Terminei o curso de gestão mas dediquei-me de corpo e alma à actividade musical. Nunca andei à procura de emprego! Hoje sou um cantor/animador respeitado no mercado. Empresto a minha voz a anúncios, desenhos animados, dvd s de karaoke, animação de festas nos bares, discotecas, empresas, etc. Naturalmente que nesta actividade também aplico muitos dos conhecimentos de gestão que adquiri na faculdade. Penso até que sem esses conhecimentos dificilmente teria chegado onde já cheguei. nove O balanço que faço da minha vida na Casa Pia não podia ser mais positivo. Tudo o que tenho e sou devo-o inteiramente à Casa Pia. Adquiri no colégio todas as competências humanas e académicas que me permitiram integrar-me na sociedade e ser um elemento útil. Penso que tenho honrado cada cêntimo que a Casa Pia gastou na minha formação. Era a única e melhor forma de agradecer tudo o que me proporcionaram e que fizeram de mim um privilegiado, em contraste com milhares de outras crianças que, nas mesmas condições, infelizmente não tiveram a mesma sorte que eu. Saber que adquiri e tenho uma família que me acolheu e amou, quando mais precisei, que me acompanhará até ao último dia da minha existência, é algo que não posso nem consigo transmitir por palavras

12 David Maia O depoimento de David Maia foi recolhido, a pedido do mesmo, através de uma entrevista por elementos do Gabinete de Comunicação da Casa Pia de Lisboa. Os pontos altos da conversa são reproduzidos no texto que se segue. O que trouxe David Maia para a Casa Pia de Lisboa, como em inúmeros casos semelhantes, foram as dificuldades do seu núcleo dez familiar mais próximo, a avó, em ter ao seu cuidado três crianças, David e as suas duas irmãs. As dificuldades impuseram que a irmã gémea fosse viver com a madrinha e, para evitar a separação, vieram os dois para a Casa Pia, Secção de D. Maria Pia, hoje Centro de Educação e Desenvolvimento D. Maria Pia. Tinha 7 anos quando entrou para a Casa Pia em regime de semi-internato e, como aluno da Casa Pia que se preza, era rebelde. Foi essa mesma rebeldia que o fez ter, inicialmente, alguns problemas com colegas que rapidamente evoluíram para as grandes amizades que ainda hoje cultiva. Do Colégio D. Maria Pia recorda o horário sempre preenchido com aulas e actividades extra curriculares, algo que ainda hoje tenta transmitir aos seus alunos a boa gestão do tempo. O que me moldou mais o carácter, foi a formação, deu-me uma família (eu tinha a minha avó e irmãs). Deu-me a vontade de lutar por aquilo que gostava, ensinou-me a batalhar por aquilo que queremos e deu-me a ferramenta para ganhar coragem para atingir os meus objectivos. De todas as actividades em que estava envolvido, o grupo de música era dos preferidos. Era o mais jovem membro e, por iniciativa do Professor Rascão, integrou o grupo musical Os Gansos como trompetista. O grupo, de camisa branca e laçarote, ia muitas vezes representar a CPL em actuações no exterior até que, uma aparição no programa televisivo Jornalinho, fez disparar as solicitações para actuações e impor ainda mais actividade a um currículo já preenchido. Como curiosidade desses tempos, lembra que no seu colégio não havia formação em viola, apesar de existirem três, penduradas na sala de música. Aí a vontade de experimentar fez o resto: Eu e o João Pedro Pais, pegámos naquilo e começámos a tocar. A 1.ª actuação que fizemos foi no Amoreiras. A partir daí começaram a haver violas no grupo.

13 Seguiu para o curso de Artes Gráficas. Escolheu-o sem especial vocação, mas acima de tudo para manter unido o grupo coeso de amigos que tinha feito na Casa Pia, Fui para o curso para continuar com o grupo que tinha na escola, porque era como uma família e também da música para dar continuidade à música Acabou o curso de nível-3 com 15 anos e, em paralelo, o desporto (luta) começou a ter cada vez mais importância na sua vida. Foi uma proposta da Federação Portuguesa de Lutas Amadoras que o fez enveredar, definitivamente, pelo desporto e representar a selecção nacional em provas nacionais e internacionais. Resume assim a escolha que fez e de que não se arrepende, Na Luta deram-me mais oportunidades. Em 1992 volta a Maria Pia como monitor de Educação Física em função da experiência como atleta de alta competição e do palmarés acumulado. Foi uma experiência nova que, para um jovem de 18 anos, implicou uma mudança de atitude. Os seus alunos tinham praticamente a sua idade. Foi necessário trabalho, disciplina e uma personalidade forte para conseguir conquistar o seu respeito e obter resultados. Intensifica, em paralelo com a actividade de treinador, a preparação como atleta que, em 1996, culmina na participação nos Jogos Olímpicos. Prosseguiu a actividade como atleta e treinador até ao ano 2000 em que assumiu que a sua motivação como treinador superava a de atleta. O aparecimento de Hugo Passos como atleta de uma nova geração, treinado por si, contribuiu, decisivamente para a sua decisão. Hoje, David Maia, em jeito de balanço confessa que, apesar do muito trabalho feito, as condições para a prática desportiva na CPL podem melhorar mas é difícil captar novos talentos para os treinos pós-aulas e valorizar de algum modo os educandos que se aplicam e obtêm resultados. onze Defende que o desporto na Casa Pia deve ser ainda mais valorizado, quer em termos curriculares em conjunto com os professores de Educação Física, quer em termos de condições físicas ou facilidades para praticar, como gosta de salientar: Tenho 10 anos como treinador na CPL, transformei uma oficina numa sala de Luta porque fui eu e outros colaboradores que nos esforçámos. Pintámos, etc., e a Associação de Trabalhadores também ajudou com as máquinas. O meu sonho era ter a minha sala como deve ser na Instituição. Quanto ao futuro, David Maia gostaria de ver o espírito casapiano vivo entre as novas gerações de educandos da mesma forma que o continua a viver, Eles não sabem que a CPL está ali para os ajudar. Eu era muito novo mas consegui perceber o que era a CPL. A CPL continua a cumprir aquilo que tem que fazer - ajudar as crianças. Sonhos para o futuro próximo confidencia-nos que são ir aos jogos olímpicos como treinador, não fui porque a Federação assim não o entendeu e, na sua actividade como treinador na CPL, ter uma sala com melhores condições. Como gosta de repetir A CPL tem potencial e matéria para ser uma das melhores da Europa.

14 Isilda Almeida Harvey Uma educação de qualidade foi sempre um dos valores mais preciosos na nossa vida familiar, portanto a escolha do estabelecimento de ensino foi sempre central. Após completar o ensino primário colocou-se a questão de qual era a melhor opção dentro das possibilidades financeiras que tínhamos. A Casa Pia de Lisboa teve desde sempre uma boa reputação em termos de nível de exigência e isso era evidente através dos nomes de diversas individualidades que tinham frequentado a Casa Pia e cujas vidas tinham constituído histórias de grande sucesso. Havia também conhecimento, na família, de ex-alunos que falavam com imenso doze orgulho do que tinham aprendido durante a sua frequência da Casa Pia e do sentido muito forte de pertença a uma comunidade ou melhor irmandade. O Colégio de Nossa Senhora da Conceição era a escola mais próxima. A frequência era exclusivamente do sexo feminino, o que, para uma família muito conservadora era ideal. Tinha também a reputação de ser exigente e oferecer actividades extra-curriculares. Lembro-me que nessa altura pagávamos cerca de 300 escudos por mês, se não me engano. Após Nossa Senhora da Conceição eu queria continuar a frequentar a Casa Pia de Lisboa e portanto fiz a transição para o décimo ano no Colégio de Pina Manique. A minha frequência na Casa Pia foi sempre semi-interna e iniciou-se no ano lectivo de 1983/84 para frequentar o primeiro ano do segundo ciclo, como disse anteriormente, no Colégio de Nossa Senhora da Conceicao onde completei o 9º ano, em Durante esse período as minhas actividades extra-curriculares foram o coro e aulas de culinária. Continuei a minha frequência no Colégio de Pina Manique onde estudei Humanidades, na área de Jornalismo durante dois anos (10º e 11º anos). Estes foram os anos mais felizes da minha vida! Continuei a fazer parte do coro, frequentei a banda e fui vocalista do Grupo Musical com o Professor Lage! Continuei algumas destas actividades até ao primeiro ano da Universidade. A Casa Pia, sobretudo o Colégio de Pina Manique, é uma instituição que promove o esforço, a dedicação e extrai dos jovens o melhor que eles e elas têm para dar. O facto dos professores e os membros da direcção conhecerem as crianças pelo nome e mostrarem-se genuinamente interessados em ver-nos brilhar, em ajudar-nos a ultrapassar obstáculos é absolutamente fantástico! Sobretudo o facto que esse grande sentido de responsabilidade pelo nosso futuro não acabava quando saimos da Instituição. A minha frequência na Casa Pia moldou a pessoa e sobretudo a profissional que sou hoje.

15 Permitiu-me explorar habilidades menos académicas mas de grande valia para o meu desenvolvimento pessoal e social. Proporcionou-me experiências que, possivelmente, jamais teria tido. Encorajou-me a ser ambiciosa e determinada, assim como exigente e dedicada porque os exemplos que recebi na escola através dos professores e educadores reforçaram os valores e aprendizagem feita no seio da vida familiar. Os laços com a Casa Pia permitiram-me beneficiar do apoio, através de Bolsas de Estudo, para frequentar o curso de Licenciatura e o Mestrado em Universidades de excelente reputação. (A transição mais difícil não foi a saída da Universidade para o mercado de trabalho mas o período do 11º ano para o 12º ano que frequentei na Escola Secundária da Cidade Universitária porque eu senti que a estrutura de apoio e os canais de comunicação eram significativamente diferentes. Os professores não conheciam os alunos e não havia tempo para interacção após as aulas.) Após terminar o estágio de curso na Fundação Calouste Gulbenkian continuei a trabalhar no Departamento de Comunicação e, desde aí até agora, o meu percurso profissional só foi interrompido entre 2001 e 2002 para frequentar o Mestrado em Museologia na Universidade de Leicester no Reino Unido. A minha experiência da Casa Pia foi absolutamente fantástica! Foram, como disse, os meus anos de ouro e só posso dizer que gostaria que os meus filhos frequentassem um estabelecimento de ensino cuja prática e excelência inspira e apoia a formação de indivíduos com vista ao sucesso, independentemente do seu contexto, e que continua essa ligação através das suas vidas, como treze uma família! Desde que me encontro no Reino Unido que tenho testemunhado e trabalhado paralelamente em iniciativas que traduzem os esforços governamentais para alcançar um modelo de ensino publico que na prática faz o que a Casa Pia tem feito ao longo de 230 anos: dar asas. Se a Casa Pia continuar na sua forma única de inspirar, então não tenho dúvida: o futuro é brilhante.

16 Decorria o ano de 1993/94, quando chegou a altura de frequentar o 5º ano de escolaridade, consequentemente uma nova fase da minha vida, pois teria que mudar de escola. João Pedro da Silva Pereira Como cresci num bairro que na altura era dos mais problemáticos de Lisboa (Casal Ventoso), os meus pais quiseram que eu passasse o maior tempo possível fora desse ambiente, mesmo contra a minha vontade, pois adorava o local onde vivia, mas no catorze fim a vontade deles prevaleceu. Com esta decisão ingressei na CPL Pina Manique, e aqui começa o meu percurso neste colégio, o qual durou 8 anos. Durante estes anos o meu percurso escolar foi exemplar chegando nos primeiros anos a entrar nos quadros de honra do colégio. Tive a oportunidade de participar em várias actividades e desportos extra-curriculares voleibol, patinagem, corta-mato e futebol. Nunca tive uma nota negativa e felizmente sempre alcancei os objectivos com boas notas, apesar de conciliar a escola com o futebol. Os meus primeiros anos na CPL não foram fáceis, deparei-me com uma realidade diferente da minha anterior escola. A CPL é uma complexidade de culturas enorme, desde Portugueses passando por Cabo-Verdianos, Moçambicanos, Guineenses e acabando em Brasileiros, tudo isto era algo novo para mim. Como já referi, anteriormente, o meu percurso iniciou-se no 5º ano de escolaridade, logo de seguida o 6º e no 7º ano tive a minha primeira dúvida que foi optar por um curso técnico-profissional ou o curso unificado, pois os cursos profissionais tinham bastante saída mas como nenhum deles me proporcionava o que eu idealizava no futuro, por isso optei pelo curso unificado onde iria ter disciplinas mais importantes que me serviriam de suporte para o curso que eu idealizava, e que mais tarde acabaria por realizar. Este curso (Técnico Profissional de Desporto) foi a minha opção quando cheguei ao 10º ano e tinha tudo a ver comigo. Neste curso tive a oportunidade de praticar e conhecer um lote vasto de desportos quer colectivos quer individuais e ao mesmo tempo ter disciplinas teóricas desde a Matemática e a Físico-Química, passando por teoria de treino e planeamento de treino.

17 No meu último ano de curso realizei um estágio que tinha como base o hóquei em patins que foi a minha opção depois de ter estado em dúvida entre este e o ténis. Este estágio foi muito importante no meu crescimento escolar, pessoal e, acima de tudo, do meu lado humano, pois tive que dar aulas a alunos do 5º e 6º anos o que, na altura, foi um grande desafio, porque estava a preparar o meu futuro, sendo ainda um aluno e fazendo ao mesmo tempo de professor. Esta experiência fez-me ver o lado complicado dos professores que têm que lidar com 20 ou 30 alunos, todos eles com feitios e opiniões diferentes. Com isto consegui crescer e tornar-me uma pessoa mais paciente e compreensível. Depois destes oito anos tive a sorte de poder realizar o meu grande sonho, tornando-me jogador profissional de futebol. Nesta minha profissão não é tão importante as aulas de matemática e de biologia, mas é muito importante o que aprendi nas dificuldades, alegrias, conquistas, amizades, desafios e principalmente no convívio com os colegas, professores, directores e todas as pessoas que nos rodeiam no ambiente escolar. Com isto não pretendo dizer que as aulas não são importantes, porque sinto-me completamente preparado para, se um dia necessitar, voltar aos estudos nomeadamente concorrer a uma faculdade. Para concluir só posso dar os parabéns e agradecer, incondicionalmente, tudo o que a CPL fez por mim e que acredito que continue a fazê-lo por muitos jovens que frequentam esta Instituição. quinze Um bem haja a CPL.

18 João Santos Foi por intermédio da Cruz Vermelha que (junto com os meus quatro irmãos) fui parar à Casa Pia. O pós-25 de Abril de 1974 mudou as nossas vidas. A instabilidade política e a luta de libertação em Moçambique, onde vivíamos com o meu pai, levou-nos a Portugal. A Casa Pia foi a solução encontrada para cinco irmãos órfãos de mãe e com pai desempregado. Fui aluno interno do Colégio Nuno Álvares Pereira durante uma década. Fiz lá a quarta classe e depois passei a frequentar o dezasseis ensino no exterior. Fiz o 2º Ciclo na Escola Básica Paula Vicente, o 3º Ciclo na Escola Secundária Marquês de Pombal e o ensino secundário na Escola Secundária Passos Manuel. No meu percurso, enquanto jovem, a mais-valia que a Casa Pia me proporcionou foi a formação. A Casa era a mãe de todos nós. Mais de 200 alunos quando entrei. Havia 10 camaratas para alunos cada e o Lar das raparigas tinha umas 40 alunas. Isto em Era assim que a víamos, a Mãe de que fala o hino, cujo lema é instruir, educar e amparar. Garantia-nos o essencial para viver dignamente. É certo que na segunda metade da minha estadia, vivemos períodos conturbados, com sucessivas mudanças de direcção e muita instabilidade. Problemas de liderança e acompanhamento dos alunos, etc. Vivemos uma fase difícil, em que se pretendeu esvaziar a casa de alunos, para haver uma reestruturação. Quando saí, éramos já umas poucas dezenas de alunos, na maioria estudantes. Aqueles que vacilavam na escola eram encaminhados para quartos no exterior e empregos. Tiveram de se fazer à vida sozinhos e muitos acabaram mal. Eu fui um privilegiado. Comecei a jogar Basquetebol no Belenenses com 13 anos de idade e formei-me lá como jogador durante 6 anos. A minha equipa foi campeã de Lisboa 4 vezes e campeã nacional 3 vezes. Aos 18 anos, depois de ser internacional Júnior, decidi aceitar um convite para jogar como atleta amador, remunerado, numa equipa da 1ª Divisão. Mudei-me para o Norte (S. João da Madeira) e tornei-me independente e auto-suficiente pela via do desporto. Tinha concluído o ensino secundário e candidatei-me à Faculdade das Ciências do Desporto e da Educação Física no Porto para prosseguir os estudos. Entrei lá em 1986 mas fui chamado para a tropa no ano seguinte e tive de interromper. Joguei em sete clubes diferentes, incluindo o Benfica e o Sporting e, durante 7 anos, não consegui conciliar o desporto com os estudos, porque joguei longe da faculdade. Na parte final da minha carreira desportiva, transferi-me para a Universidade Lusófona e concluí a licenciatura em Educação Física e Desporto.

19 Comecei a leccionar e deixei a prática do basquetebol dois anos depois, já com 33 anos de idade. Nesse mesmo ano, em 1999, fui convidado para dar aulas de Planeamento e Avaliação em Educação Física na Universidade Lusófona, como professor assistente estagiário. Estive lá em regime de acumulação durante quatro anos e fiz também um mestrado em Ciências da Educação. Depois disso trabalhei na escola, na formação de professores. Fui professor/orientador de estágio durante dois anos. Hoje, sou professor efectivo de Educação Física na Escola Básica 2/3 de Telheiras e professor assistente de Basquetebol na Faculdade de Educação Física e Desporto da Universidade Lusófona, onde regressei em 2007 e me mantenho até hoje em regime de acumulação. O balanço que faço da minha frequência no Colégio é muito positivo. A Casa foi uma Instituição que me acolheu quando eu mais precisava e me proporcionou as condições que me ajudaram a formar-me como homem e como cidadão. dezassete

20 Vim para a Casa Pia de Lisboa pela mão do meu irmão Mário que se inscreveu no curso de nível II de Administração e Comércio no Colégio de Pina Manique. Luísa Ferreira Relembrar o meu percurso na Casa Pia de Lisboa é sempre um momento comovente para mim são lembranças de amizades feitas para a vida, são episódios que me marcaram e dos quais tenho orgulho e que fazem parte daquilo que hoje sou. dezoito Fiz o ensino secundário regular, sem a componente técnico-profissional, na variante de Jornalismo - Turismo. Foram anos de escola recheados de dias diferentes, que relembro com tonalidades muito coloridas e que guardo com carinho e de forma emotiva. Foi um percurso em que fiz amizades que ficaram até aos dias de hoje e em que ganhei o espírito de pertença ao mundo casapiano. Alguns dos professores são referências fundamentais para mim ainda hoje, como exemplo de pessoas de carácter e um poço fundo de amizade e de compreensão como é o caso da professora de Filosofia, Vanda Sousa, do professor de Português, João Louro, das professoras de História, Maria João Ulrich e Fátima Marvão, da professora de Inglês, Filomena Santos, do professor de Educação Física, António Fiúza. A Ana Raquel Alentejo é, ainda hoje, a minha amiga, dos tempos de escola, mais querida, com quem partilhei muitas das minhas aventuras e descobertas não me esqueço da Expo92 em que balançou tanto a cabine do teleférico para tirar a fotografia naquele ângulo A assistente social Maria do Rosário, Zaínha também teve um papel muito importante após e no meu percurso na Casa Pia de Lisboa, em particular durante o período em que fiz a licenciatura. Todos os dias da escola eram dias de exploração e de divertimento e sempre tivemos a possibilidade de frequentar todas as actividades extra-escolares a que nos propuséssemos foram os programas de rádio (Rádio Gossip) emitidos nos intervalos grandes da manhã, com o apoio incondicional do professor de Música, Luís Lage, e do professor de Jornalismo-Turismo João Louro, que aliás foi nosso companheiro nas mais diversas aventuras. Não me posso esquecer da agitação que foi fazermos o filme «Coisas da Vida», que nos valeu um, 18 valores, e em que conseguimos reunir o melhor que a criatividade arrojada da adolescência nos permite ter Foi um tempo de experimentação em que quis ser as mais variadas profissões, em que me senti ser capaz de ser tudo, em que

21 o amor pela prosa poética e a veia jornalística foram experimentados ao máximo no jornal da Escola e nas aulas de Português e em concursos do Cancioneiro Infanto-Juvenil Só me ocorre dizer que a Casa Pia de Lisboa não é uma escola qualquer, que não é uma escola igual às outras, que sou quem sou também devido ao percurso que fiz cá dentro enquanto jovem. Todas as oportunidades que tive, todo o apoio incondicional e amizade dos professores e dos colegas ensinaram-me a respeitar a Casa e a compreender a dimensão humana que existe em todos nós. Tenho desenvolvido a minha actividade profissional, nos últimos 11 anos, nesta Instituição, quer na área da Formação dos colaboradores da Casa Pia de Lisboa, quer mais recentemente, na Unidade de Planeamento e Gestão Estratégica, unidade afecta à Direcção de Apoio à Coordenação. São áreas de trabalho particularmente aliciantes porque me permitem aplicar os conhecimentos que adquiri no meu percurso escolar (na área da Sociologia e da Gestão de Recursos Humanos e, mais recentemente na área de Ciências de Educação Formação de Adultos) e que correspondem às minhas áreas de preferência, designadamente o trabalho com programas comunitários e com projectos que promovem a criação e a aplicação de instrumentos para a auscultação efectiva dos colaboradores face às suas necessidades e expectativas. Esta é, quanto a mim, uma questão muito sensível no sentido em que reconheço que, a Casa Pia de Lisboa, foi fundamental no meu percurso escolar mas também na formação da pessoa que hoje sou. A Casa Pia de Lisboa não é apenas uma escola, é um local comum de aprendizagens, de troca de experiências, de apoio incondicional para todos os projectos e para todos os sonhos. dezanove Espero que os actuais alunos da Casa Pia de Lisboa consigam reconhecer a importância e o privilégio de ser um Casapiano e, que consigam perceber também, que o seu percurso cá dentro não é apenas um percurso escolar. É um percurso de aprendizagens diferentes que nos faz distintos dos outros mas, que ao mesmo tempo, nos permite uma integração em pé de igualdade, em contextos que se querem cada vez mais inclusivos e partilhados. É importante que se reconheça a qualidade dos profissionais e das estruturas que existem cá dentro, do carácter experimental e inovador das práticas pedagógicas e, em particular, que reconheçam que pessoas que aqui trabalham têm um amor profundo aos valores da Instituição e ao que ela representa do ponto de vista da sua missão.

22 Ricardo Saldanha O principal motivo que me levou até a Casa Pia de Lisboa foi a instabilidade do apoio familiar devido ao falecimento do meu Pai. Tinha 3 anos quando isso aconteceu e, por consequência, deu-se a possibilidade de iniciar o meu processo de acompanhamento, conforto e educação nas instalações da Casa Pia de Lisboa, onde rapidamente me identifiquei como membro de uma família. O meu percurso na Casa Pia iniciou-se aos 3 anos de idade. O primeiro colégio que frequentei foi o Instituto Jacob Rodrigues Pereira onde conclui a Pré-Primária, de seguida fui para o Colégio D. Nuno Álvares Pereira, onde completei a primária e o vinte primeiro ciclo, correspondente ao 5º e 6º anos. Foi neste colégio que me foi proporcionada a possibilidade de ser aluno interno e com todo o conforto de um ambiente familiar onde sempre tive a oportunidade de prosseguir com os estudos. Fiz o 2º ciclo no Colégio de Santa Clara onde conclui o Curso Técnico de Artes Visuais. No seguimento de um contexto artístico, para concluir o nível 3 correspondente ao 12º ano, fui para o Colégio de Pina Manique onde integrei o Curso Técnico Profissional de Design e Equipamento, que conclui com algum sucesso, sendo o melhor aluno do curso. Ganhei uma bolsa de estudo atribuída pela Casa Pia, o que me permitiu dar continuidade e ingressar no Curso Superior na Universidade de Arquitectura. Entretanto, em paralelo a todo este percurso académico e escolar, tive também um percurso Desportivo no Casa Pia Atlético Clube, fazendo parte das camadas jovens de futebol 11 até ao 2º ano de juvenis. Entretanto, ingressei noutras actividades em representação do Casa Pia, tais como: ginástica artística com alguns títulos Regionais e Distritais, e no halterofilismo onde fui Campeão Nacional. Nesse mesmo período exerci funções de Monitor de alguns Lares do colégio Pina Manique, nomeadamente os Lares Gil Teixeira Lopes, Maldonado Gonelha e Martins Correia, onde numa fase final exercia as competências de Assistente de Apoio Residencial, até ao ano de Quando terminei a Universidade, ingressei no mercado de trabalho na área para a qual estudei, formei-me em Arquitectura e estou actualmente a exercer actividade profissional em África (Angola). Considero que a minha mais-valia consiste nas bases educacionais as quais me foram proporcionadas por intermédio do meu percurso na Casa Pia de Lisboa. Estudei e tive boas bases de Educação o que me permitiu ingressar no mundo de trabalho com facilidade de adaptação a qualquer exigência, um sentido profundo do conceito familiar e respeito pelo próximo, todas essas competências foram desenvolvidas nas diversas actividades e convivências de colégio e de Lar na Casa Pia.

23 A minha transição para a vida profissional deu-se logo que terminei o Curso Superior de Arquitectura. Tive uma colocação imediata no mercado de trabalho e estou actualmente, em Angola, a exercer a minha actividade profissional. Considero estar a ter algum sucesso visto que já subi na carreira no meu primeiro ano de trabalho, sendo uma transição imediata, mas confortável, pela confiança nas bases adquiridas no meu percurso de vida. O balanço do meu percurso na CPL é muito positivo, a minha frequência na Instituição permitiu desenvolver uma personalidade competente na adaptação a diversos ambientes, nomeadamente num contexto de disciplina, interacção nas dinâmicas de grupos e convivências. Estas noções derivam do facto de ter crescido em ambientes de Lar com cerca de 16 a 20 colegas, de idades diversas, e um conjunto de educadores, professores e outros técnicos de educação do qual mais tarde também tive a oportunidade de fazer parte. Todo este conjunto de experiências revelou-me ensinamentos de perspectiva. Tenho uma saudável ambição profissional que pretendo continuar a desenvolver da mesma forma, e perseguindo perspectivas pessoais na constituição de uma família, onde certamente irei utilizar as noções de educação que me foram transmitidas no meu percurso na Casa Pia de Lisboa. vinte e um

24 Sofia Anastácio Tenho um irmão mais velho que entrou na Casa Pia de Lisboa, Colégio Pina Manique, para frequenatr o Curso de Electricidade. Os meus pais trabalhavam até tarde e sempre se preocuparam em que passasse o mais tempo possível na escola onde estaria ocupada e onde pudesse aprender algo mais do que o normal, que aprendesse um ofício para mais tarde, quando acabasse o 9º ano, pudesse integrar-me no mercado de trabalho com mais confiança. Surgiu o Colégio Pina Manique porque o meu irmão já o frequentava e então os meus pais acharam por bem que eu também frequentasse a mesma escola. A escolha do curso não foi vinte e dois difícil naquele tempo, em 1988/1989 éramos poucas raparigas e não havia muita escolha. Relojoaria surgiu, após alguns testes psicotécnicos que, tínhamos de fazer, para sabermos que curso devíamos frequentar, aquele em que, possivelmente, teríamos mais aptidão. Só soube para que curso tinha entrado quando saiu a listagem das turmas e suas colocações. Entrei para a Casa Pia de Lisboa, Colégio Pina Manique, em 1988/1989 para o curso de relojoaria que seria de 4 anos e teria equivalência ao 9º ano, em regime de semi-interna e tinha um horário em que entrava às 8h30 e saía às 18h todos os dias. Tínhamos sempre 4 horas por dia de oficinas que incluía práticas oficinais, desenho técnico, electrónica e tecnologia. O primeiro ano foi dos mais importantes na minha vida. Tínhamos regras e, quando as quebrávamos, tínhamos sempre algum mestre para nos chamar à atenção. Era impensável chegar atrasado. Sempre fui uma aluna que adorava desporto, principalmente futebol. Foi criada uma equipa feminina de Futebol de cinco, de que fiz parte ao longo de todo o meu curso. Mesmo quando acabei a escola fiquei federada no Casa Pia Atlético Clube durante 3 anos. Mais tarde tive de desistir, pois a minha vida familiar, já casada e na altura com um filho e a minha vida profissional não o permitiam. Tive que abandonar, mas ainda hoje, quando posso, faço questão de matar saudades. Uma das situações mais marcantes que passei no meu primeiro ano do curso, era que no último dia da semana em que tivéssemos práticas oficinais, reservavam sempre as duas últimas horas para fazermos a limpeza à oficina. Foi muito importante porque era um momento em que aprendíamos a fazer tudo o que numa casa se deve fazer, para se manter limpa e arrumada, e a respeitar todas as profissões. A relojoaria tinha magia. Tínhamos uma oficina pequena que ficava situada junto da oficina de manutenção automóvel. Os mestres eram muito importantes, preocupavam-se sempre connosco e se estávamos tristes, se tínhamos negativas, se faltávamos às aulas, havia sempre um mestre que vinha falar connosco e ajudava-nos, pois tinha sempre uma palavra para nos fazer ver as coisas. Nos intervalos, muitas das vezes, em frente à relojoaria era onde os alunos mais velhos jogavam à bola com os mestres.

Transcrição de Entrevista nº 5

Transcrição de Entrevista nº 5 Transcrição de Entrevista nº 5 E Entrevistador E5 Entrevistado 5 Sexo Feminino Idade 31 anos Área de Formação Engenharia Electrotécnica e Telecomunicações E - Acredita que a educação de uma criança é diferente

Leia mais

Genialidade, Fernando Pessoa

Genialidade, Fernando Pessoa Um homem de génio é produzido por um conjunto complexo de circunstâncias, começando pelas hereditárias, passando pelas do ambiente e acabando em episódios mínimos de sorte. Genialidade, Fernando Pessoa

Leia mais

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão.

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão. REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO Código Entrevista: 2 Data: 18/10/2010 Hora: 16h00 Duração: 23:43 Local: Casa de Santa Isabel DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS Idade

Leia mais

Tendo isso em conta, o Bruno nunca esqueceu que essa era a vontade do meu pai e por isso também queria a nossa participação neste projecto.

Tendo isso em conta, o Bruno nunca esqueceu que essa era a vontade do meu pai e por isso também queria a nossa participação neste projecto. Boa tarde a todos, para quem não me conhece sou o Ricardo Aragão Pinto, e serei o Presidente do Concelho Fiscal desta nobre Fundação. Antes de mais, queria agradecer a todos por terem vindo. É uma honra

Leia mais

DTIM Associação Regional para o Desenvolvimento das Tecnologias de Informação na Madeira

DTIM Associação Regional para o Desenvolvimento das Tecnologias de Informação na Madeira DTIM Associação Regional para o Desenvolvimento das Tecnologias de Informação na Madeira APOIO DO FUNDO SOCIAL EUROPEU: Através do Programa Operacional Plurifundos da Região Autónoma da Madeira (POPRAM

Leia mais

14-5-2010 MARIA JOÃO BASTOS AUTOBIOGRAFIA. [Escrever o subtítulo do documento] Bruna

14-5-2010 MARIA JOÃO BASTOS AUTOBIOGRAFIA. [Escrever o subtítulo do documento] Bruna 14-5-2010 MARIA JOÃO BASTOS AUTOBIOGRAFIA [Escrever o subtítulo do documento] Bruna Autobiografia O meu nome é Maria João, tenho 38 anos e sou natural da Nazaré, onde vivi até há sete anos atrás, sensivelmente.

Leia mais

Concurso Literário. O amor

Concurso Literário. O amor Concurso Literário O Amor foi o tema do Concurso Literário da Escola Nova do segundo semestre. Durante o período do Concurso, o tema foi discutido em sala e trabalhado principalmente nas aulas de Língua

Leia mais

O andebol oferece-me coisas que a faculdade não tem é a demonstração de carácter

O andebol oferece-me coisas que a faculdade não tem é a demonstração de carácter O andebol oferece-me coisas que a faculdade não tem é a demonstração de carácter Aos 24 anos Ricardo Pesqueira tem já um longo percurso andebolístico. Cresceu para o desporto no Águas Santas, mas no currículo

Leia mais

Conhece os teus Direitos. A caminho da tua Casa de Acolhimento. Guia de Acolhimento para Jovens dos 12 aos 18 anos

Conhece os teus Direitos. A caminho da tua Casa de Acolhimento. Guia de Acolhimento para Jovens dos 12 aos 18 anos Conhece os teus Direitos A caminho da tua Casa de Acolhimento Guia de Acolhimento para Jovens dos 12 aos 18 anos Dados Pessoais Nome: Apelido: Morada: Localidade: Código Postal - Telefone: Telemóvel: E

Leia mais

Prova Escrita de Português Língua Não Materna

Prova Escrita de Português Língua Não Materna EXAME NACIONAL DO ENSINO BÁSICO E DO ENSINO SECUNDÁRIO Prova 28 739 /1.ª Chamada 1.ª Fase / 2008 Decreto-Lei n.º 6/2001, de 18 de Janeiro e Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março A PREENCHER PELO ESTUDANTE

Leia mais

Rio de Janeiro, 10 de junho de 2008

Rio de Janeiro, 10 de junho de 2008 IDENTIFICAÇÃO Rio de Janeiro, 10 de junho de 2008 Humberto Cordeiro Carvalho admitido pela companhia em 1 de julho de 1981. Eu nasci em 25 de maio de 55 em Campos do Goytacazes. FORMAÇÃO Segundo grau Escola

Leia mais

Sinopse I. Idosos Institucionalizados

Sinopse I. Idosos Institucionalizados II 1 Indicadores Entrevistados Sinopse I. Idosos Institucionalizados Privação Até agora temos vivido, a partir de agora não sei Inclui médico, enfermeiro, e tudo o que for preciso de higiene somos nós

Leia mais

Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a

Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a João do Medo Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a mamãe dele. Um dia, esse menino teve um sonho ruim com um monstro bem feio e, quando ele acordou, não encontrou mais

Leia mais

Rotary International Distrito 4570 Programa de Intercâmbio Internacional de Jovens

Rotary International Distrito 4570 Programa de Intercâmbio Internacional de Jovens Rotary International Distrito 4570 Programa de Intercâmbio Internacional de Jovens Depoimentos de Intercambistas Brasileiros 2 Carolina Castro foi aos Estados Unidos em 2011 Programa Longa Duração O ano

Leia mais

AJUDA DE MÃE. APOIO DO FUNDO SOCIAL EUROPEU: Através do Programa Operacional da Região de Lisboa e Vale do Tejo (PORLVT)

AJUDA DE MÃE. APOIO DO FUNDO SOCIAL EUROPEU: Através do Programa Operacional da Região de Lisboa e Vale do Tejo (PORLVT) AJUDA DE MÃE APOIO DO FUNDO SOCIAL EUROPEU: Através do Programa Operacional da Região de Lisboa e Vale do Tejo (PORLVT) Objectivos: Informar, apoiar, encaminhar e acolher a mulher grávida. Ajudar cada

Leia mais

O PERCURSO ACADÉMICO NA FBAUL E AS PERSPECTIVAS FUTURAS

O PERCURSO ACADÉMICO NA FBAUL E AS PERSPECTIVAS FUTURAS O PERCURSO ACADÉMICO NA FBAUL E AS PERSPECTIVAS FUTURAS QUE OPORTUNIDADES PÓS-LICENCIATURA ESPERAM? EXPECTATIVAS QUE INQUIETAÇÕES TÊM OS ALUNOS DE DC? MADALENA : M QUAL É A TUA PERSPECTIVA DO MERCADO

Leia mais

O início de minha vida...

O início de minha vida... Relato 1 Memórias de minha vida Juliana Pedroso 1 O início de minha vida... Perceber com clareza é o mesmo que ter a visão iluminada pela Luz da Alma. Podemos ficar livres da ignorância e ver corretamente

Leia mais

Região. Mais um exemplo de determinação

Região. Mais um exemplo de determinação O site Psicologia Nova publica a entrevista com Úrsula Gomes, aprovada em primeiro lugar no concurso do TRT 8 0 Região. Mais um exemplo de determinação nos estudos e muita disciplina. Esse é apenas o começo

Leia mais

Comunicação JOGOS TEATRAIS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO MATERNAL E EDUCAÇÃO INFANTIL

Comunicação JOGOS TEATRAIS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO MATERNAL E EDUCAÇÃO INFANTIL Comunicação JOGOS TEATRAIS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO MATERNAL E EDUCAÇÃO INFANTIL ROSA, Maria Célia Fernandes 1 Palavras-chave: Conscientização-Sensibilização-Transferência RESUMO A psicóloga Vanda

Leia mais

PROGRAMA DE VOLUNTARIADO. NOME: Serviço Voluntário Europeu (SVE) EMAIL: info@euromedp.org

PROGRAMA DE VOLUNTARIADO. NOME: Serviço Voluntário Europeu (SVE) EMAIL: info@euromedp.org PROGRAMA DE VOLUNTARIADO NOME: Serviço Voluntário Europeu (SVE) EMAIL: info@euromedp.org WEBSITES: Serviço de Voluntariado Europeu: http://www.sve.pt http://www.facebook.com/l.php?u=http%3a%2f%2fwww.sve.pt%2f&h=z

Leia mais

As Tic- Tecnologias de Informação e Comunicação nos meus Percursos de Vida Pessoal e Profissional

As Tic- Tecnologias de Informação e Comunicação nos meus Percursos de Vida Pessoal e Profissional As Tic- Tecnologias de Informação e Comunicação nos meus Percursos de Vida Pessoal e Profissional 1 Nasci no dia 4 de Novembro de 1967, na freguesia de Vila Boa do Bispo, Concelho de Marco de Canaveses,

Leia mais

PROGRAMA JOVEM APRENDIZ

PROGRAMA JOVEM APRENDIZ JOVEM APRENDIZ Eu não conhecia nada dessa parte administrativa de uma empresa. Descobri que é isso que eu quero fazer da minha vida! Douglas da Silva Serra, 19 anos - aprendiz Empresa: Sinal Quando Douglas

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS FACULDADE DE EDUCAÇÃO PESQUISA DO OBSERVATÓRIO DA EDUCAÇÃO OBEDUC RANIÉRE ANDRÉ FERNANDES.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS FACULDADE DE EDUCAÇÃO PESQUISA DO OBSERVATÓRIO DA EDUCAÇÃO OBEDUC RANIÉRE ANDRÉ FERNANDES. UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS FACULDADE DE EDUCAÇÃO PESQUISA DO OBSERVATÓRIO DA EDUCAÇÃO OBEDUC RANIÉRE ANDRÉ FERNANDES. ANÁLISE DAS MEMÓRIAS DOS PROFESSORES DA ESCOLA MUNICIPAL DE TEMPO INTERGRAL JARDIM

Leia mais

Acesso à Educação para Filhos de Imigrantes Folheto Informativo

Acesso à Educação para Filhos de Imigrantes Folheto Informativo Acesso à Educação para Filhos de Imigrantes Folheto Informativo 1 INTRODUÇÃO O Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas em colaboração com o Secretariado Entreculturas elaborou esta brochura

Leia mais

Uma faculdade centrada nas pessoas, na investigação e no ensino

Uma faculdade centrada nas pessoas, na investigação e no ensino Magnífico Reitor, Senhoras Vice-Reitoras, Senhores Vice-Reitores Caras/os Colegas, Amigos, Estudantes e Funcionários Minhas Senhoras e Meus Senhores Regresso, hoje, a este espaço da Reitoria da Universidade

Leia mais

1. COMPLETE OS QUADROS COM OS VERBOS IRREGULARES NO PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO E DEPOIS COMPLETE AS FRASES:

1. COMPLETE OS QUADROS COM OS VERBOS IRREGULARES NO PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO E DEPOIS COMPLETE AS FRASES: Atividades gerais: Verbos irregulares no - ver na página 33 as conjugações dos verbos e completar os quadros com os verbos - fazer o exercício 1 Entrega via e-mail: quarta-feira 8 de julho Verbos irregulares

Leia mais

Para a disciplina de Área de Projecto. Prof.ª Ana Reis

Para a disciplina de Área de Projecto. Prof.ª Ana Reis Escola Secundária da Portela Loures Ensino Secundário Curso Científico-Humanístico de Ciências e Tecnologias 12º Ano de Escolaridade Para a disciplina de Área de Projecto Prof.ª Ana Reis Relatório Individual

Leia mais

A DIVERSIDADE NA ESCOLA

A DIVERSIDADE NA ESCOLA Tema: A ESCOLA APRENDENDO COM AS DIFERENÇAS. A DIVERSIDADE NA ESCOLA Quando entrei numa escola, na 1ª série, aos 6 anos, tinha uma alegria verdadeira com a visão perfeita, não sabia ler nem escrever, mas

Leia mais

Catequese nº 13 (4º Catecismo) Jesus presente no irmão. Jorge Esteves

Catequese nº 13 (4º Catecismo) Jesus presente no irmão. Jorge Esteves Catequese nº 13 (4º Catecismo) Jesus presente no irmão Jorge Esteves Objectivos 1. Reconhecer que Jesus se identifica com os irmãos, sobretudo com os mais necessitados (interpretação e embora menos no

Leia mais

A CRIANÇA NA PUBLICIDADE

A CRIANÇA NA PUBLICIDADE A CRIANÇA NA PUBLICIDADE Entrevista com Fábio Basso Montanari Ele estuda na ECA/USP e deu uma entrevista para e seu grupo de colegas para a disciplina Psicologia da Comunicação, sobre sua história de vida

Leia mais

Segmentos da Entrevista do Protocolo 5: Alunos do Pré-Escolar

Segmentos da Entrevista do Protocolo 5: Alunos do Pré-Escolar Segmentos da Entrevista do Protocolo 5: Alunos do Pré-Escolar CATEGORIAS OBJECTIVOS ESPECÍFICOS S. C. Sim, porque vou para a beira de um amigo, o Y. P5/E1/UR1 Vou jogar à bola, vou aprender coisas. E,

Leia mais

Uma lição de vida? Nos meus últimos anos tenho aprendido muitas lições de vida mesmo. A que eu acho mais importante de transmitir são "os Resultados"

Uma lição de vida? Nos meus últimos anos tenho aprendido muitas lições de vida mesmo. A que eu acho mais importante de transmitir são os Resultados Gonçalo Carvalho Em entrevista exclusiva à Federação Equestre Portuguesa, meses antes do início dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, Gonçalo Carvalho fala da sua paixão pelo desporto equestre, da trajetória

Leia mais

R I T A FERRO RODRIGUES

R I T A FERRO RODRIGUES E N T R E V I S T A A R I T A FERRO RODRIGUES O talento e a vontade de surpreender em cada projecto deixou-me confiante no meu sexto sentido, que viu nela uma das pivôs mais simpáticas da SIC NOTÍCIAS.

Leia mais

Mestrado em Ciências da Educação

Mestrado em Ciências da Educação Mestrado em Ciências da Educação Tema : Educação e formação de jovens e adultos pouco escolarizados O Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências na (re) definição de trajectórias

Leia mais

OSVALDO. Como também foi determinante a motivação e a indicação feita por um professor.

OSVALDO. Como também foi determinante a motivação e a indicação feita por um professor. OSVALDO Bom dia! Meu nome é Osvaldo, tenho 15 anos, sou de Santa Isabel SP (uma cidadezinha próxima à Guarulhos) e, com muito orgulho, sou bolsista ISMART! Ingressei no ISMART este ano e atualmente estou

Leia mais

Histórias de. Comunidade de Aprendizagem. Histórias de Comunidade de Aprendizagem 1

Histórias de. Comunidade de Aprendizagem. Histórias de Comunidade de Aprendizagem 1 Histórias de Comunidade de Aprendizagem Histórias de Comunidade de Aprendizagem 1 Introdução O projeto Comunidade de Aprendizagem é baseado em um conjunto de atuações de êxito voltadas para a transformação

Leia mais

No dia 21 de setembro as aulas iniciaram e eu estava super emocionada!

No dia 21 de setembro as aulas iniciaram e eu estava super emocionada! No dia 21 de setembro as aulas iniciaram e eu estava super emocionada! Hoje já não me dou conta mas foi assim era uma nova escola, novos colegas, novos desafios e, para desafio, tinha de estar cheia de

Leia mais

Dinâmica e Animação de Grupo

Dinâmica e Animação de Grupo Dinâmica e Animação de Grupo Desenvolvimento de Competências Turma G3D Leandro Diogo da Silva Neves 4848 Índice 1. Introdução... 3 2. Planeamento de desenvolvimento individual... 4 2.1 Competências...

Leia mais

Uma narrativa, uma história e um imaginário. Fernanda Cielo* 1

Uma narrativa, uma história e um imaginário. Fernanda Cielo* 1 Uma narrativa, uma história e um imaginário. Fernanda Cielo* 1 Meu nome é Maria Bonita, sou mulher de Vírgulino Ferreira- vulgo Lampiãofaço parte do bando de cangaceiros liderados por meu companheiro.

Leia mais

Encontro Nacional Jovem de Futuro 2013: conexões e troca de experiências

Encontro Nacional Jovem de Futuro 2013: conexões e troca de experiências boletim Jovem de Futuro ed. 04-13 de dezembro de 2013 Encontro Nacional Jovem de Futuro 2013: conexões e troca de experiências O Encontro Nacional Jovem de Futuro 2013 aconteceu de 26 a 28 de novembro.

Leia mais

Contos. Tod@s Contamos. Projecto de Intervenção - de Mulher para Mulher2 -

Contos. Tod@s Contamos. Projecto de Intervenção - de Mulher para Mulher2 - Contos Tod@s Contamos Projecto de Intervenção - de Mulher para Mulher2 - Nota Introdutória O livro Contos - Tod@s Contamos é a compilação de quatro contos sobre a Igualdade de Género realizados por dezasseis

Leia mais

P/1 Então por favor, começa com o seu nome completo, local e a data de nascimento.

P/1 Então por favor, começa com o seu nome completo, local e a data de nascimento. museudapessoa.net P/1 Então por favor, começa com o seu nome completo, local e a data de nascimento. R Meu nome é Kizzes Daiane de Jesus Santos, 21 de julho de 1988, eu nasci em Aracaju, no estado do Sergipe.

Leia mais

introdução Olá, eu chamo-me Paulo Rebelo e sou apostador profissional.

introdução Olá, eu chamo-me Paulo Rebelo e sou apostador profissional. introdução Olá, eu chamo-me Paulo Rebelo e sou apostador profissional. O ensino é uma das minhas paixões, pois é muito gratificante poder transmitir aos meus alunos a experiência que adquiri ao longo de

Leia mais

Carnaval 2014. A Sociedade Rosas de Ouro orgulhosamente apresenta o enredo: Inesquecível

Carnaval 2014. A Sociedade Rosas de Ouro orgulhosamente apresenta o enredo: Inesquecível Carnaval 2014 A Sociedade Rosas de Ouro orgulhosamente apresenta o enredo: Inesquecível Nesta noite vamos fazer uma viagem! Vamos voltar a um tempo que nos fez e ainda nos faz feliz, porque afinal como

Leia mais

Há 4 anos. 1. Que dificuldades encontra no seu trabalho com os idosos no seu dia-a-dia?

Há 4 anos. 1. Que dificuldades encontra no seu trabalho com os idosos no seu dia-a-dia? Entrevista A13 I Experiência no lar Há quanto tempo trabalha no lar? Há 4 anos. 1 Qual é a sua função no lar? Encarregada de Serviços Gerais. Que tarefas desempenha no seu dia-a-dia? O contacto directo

Leia mais

Relatório de Atividades Maio e Junho

Relatório de Atividades Maio e Junho Relatório de Atividades Maio e Junho ANA LISE MENSAL MAIO/JUNHO Devido a Copa do Mundo FIFA Brasil 2014 o horário do Projeto Construindo o Saber Pré Vestibular durante a semana foi modificado (16h50min

Leia mais

1º Trabalho Listas de Discussão

1º Trabalho Listas de Discussão 1º Trabalho Listas de Discussão Catarina Santos Meios Computacionais no Ensino 05-03-2013 Índice Introdução... 3 Resumo e análise da mensagem da lista Matemática no secundário... 4 Resumo e análise da

Leia mais

Biodanza. Para Crianças e Jovens. Manuela Mestre Robert

Biodanza. Para Crianças e Jovens. Manuela Mestre Robert Biodanza Para Crianças e Jovens Manuela Mestre Robert FICHA TÉCNICA: TÍTULO Biodanza para Crianças e Jovens AUTORIA Manuela Mestre Robert Manuela Mestre Robert, 2008 CAPA Crianças do 1º ciclo do Ensino

Leia mais

Lúmini Art Centro de Pesquisa, Cultura e Ação Social. O Projeto Social Luminando

Lúmini Art Centro de Pesquisa, Cultura e Ação Social. O Projeto Social Luminando Lúmini Art Centro de Pesquisa, Cultura e Ação Social O Projeto Social Luminando O LUMINANDO O Luminando surgiu como uma ferramenta de combate à exclusão social de crianças e adolescentes de comunidades

Leia mais

PROGRAMA DE VOLUNTARIADO SERRALVES EM FESTA 2012

PROGRAMA DE VOLUNTARIADO SERRALVES EM FESTA 2012 PROGRAMA DE VOLUNTARIADO SERRALVES EM FESTA 2012 VOLUNTARIADO SERRALVES EM FESTA 2012 Preparado para mais um Serralves em Festa? É já nos dias 2 e 3 de Junho que se realiza mais uma edição do Serralves

Leia mais

Apresentação. Olá! O meu nome é Paulo Rebelo e sou apostador profissional.

Apresentação. Olá! O meu nome é Paulo Rebelo e sou apostador profissional. Apresentação Olá! O meu nome é Paulo Rebelo e sou apostador profissional. Ao longo dos últimos anos, tem aumentado o interesse em redor das apostas. A imprensa tem-se interessado pelo meu trabalho pelo

Leia mais

Áustria Viena. Foi uma grande surpresa o facto de todos os alunos andarem descalços ou de pantufas.

Áustria Viena. Foi uma grande surpresa o facto de todos os alunos andarem descalços ou de pantufas. Áustria Viena Foi uma grande surpresa o facto de todos os alunos andarem descalços ou de pantufas. Apenas fui assistir a uma aula, que acabou por não ser dada devido à presença dos alunos estrangeiros

Leia mais

ESCOLA NACIONAL DE BOMBEIROS (Centro de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências)

ESCOLA NACIONAL DE BOMBEIROS (Centro de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências) ESCOLA NACIONAL DE BOMBEIROS (Centro de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências) APOIO DO FUNDO SOCIAL EUROPEU: Através do Programa Operacional Educação (PRODEP III) Objectivos: Reduzir

Leia mais

Transcrição de Entrevista n º 22

Transcrição de Entrevista n º 22 Transcrição de Entrevista n º 22 E Entrevistador E22 Entrevistado 22 Sexo Masculino Idade 50 anos Área de Formação Engenharia Electrotécnica E - Acredita que a educação de uma criança é diferente perante

Leia mais

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa.

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Encontro com a Palavra Agosto/2011 Mês de setembro, mês da Bíblia 1 encontro Nosso Deus se revela Leitura Bíblica: Gn. 12, 1-4 A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Boas

Leia mais

É verdade que só começo um livro quando descubro uma pluma branca. Isso é um ritual que me impus apesar se só escrever uma vez cada dois anos.

É verdade que só começo um livro quando descubro uma pluma branca. Isso é um ritual que me impus apesar se só escrever uma vez cada dois anos. 1) Como está sendo a expectativa do escritor no lançamento do livro Ser como um rio que flui? Ele foi lançado em 2006 mas ainda não tinha sido publicado na língua portuguesa, a espera do livro pelos fãs

Leia mais

Transcriça o da Entrevista

Transcriça o da Entrevista Transcriça o da Entrevista Entrevistadora: Valéria de Assumpção Silva Entrevistada: Ex praticante Clarice Local: Núcleo de Arte Grécia Data: 08.10.2013 Horário: 14h Duração da entrevista: 1h COR PRETA

Leia mais

Benedicto Silva. Foto 1. Minha mãe e eu, fotografados pelo meu pai (setembro de 1956).

Benedicto Silva. Foto 1. Minha mãe e eu, fotografados pelo meu pai (setembro de 1956). 1. INTRODUÇÃO 1.1. MINHA RELAÇÃO COM A FOTOGRAFIA Meu pai tinha uma câmara fotográfica. Ele não era fotógrafo profissional, apenas gostava de fotografar a família e os amigos (vide Foto 1). Nunca estudou

Leia mais

Exma. Sra. Presidente do Conselho Geral Transitório Exmos. Srs. Conselheiros Exmos. Srs. Professores Exmos. Srs. Funcionários Caros amigos e amigas

Exma. Sra. Presidente do Conselho Geral Transitório Exmos. Srs. Conselheiros Exmos. Srs. Professores Exmos. Srs. Funcionários Caros amigos e amigas Exma. Sra. Presidente do Conselho Geral Transitório Exmos. Srs. Conselheiros Exmos. Srs. Professores Exmos. Srs. Funcionários Caros amigos e amigas Em primeiro lugar gostaria de expressar o meu agradecimento

Leia mais

R U I P E D R O R E I S

R U I P E D R O R E I S Quem: Rui Pedro Reis Idade: 30 anos Pretexto: É coordenador da SIC Notícias e editor do programa Música do Mundo Outros trabalhos: Foi uma das figuras de uma rádio nacional Imagem: Fanático pelos media

Leia mais

coleção Conversas #17 - DEZEMBRO 2014 - u s a r Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça.

coleção Conversas #17 - DEZEMBRO 2014 - u s a r Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. coleção Conversas #17 - DEZEMBRO 2014 - Sou so profes r a, Posso m a s n ão parar d aguento m e ai ensinar s? d a r a u la s Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. A

Leia mais

magazine A inaugurar a época de bom tempo e de boas sardinhas

magazine A inaugurar a época de bom tempo e de boas sardinhas magazine DESTAQUES Junho 2012 Santos populares Amera 3.0 Planos ambiciosos de animação edição 34 90 exemplares www.amera.com.pt 21 444 75 30 SANTOS POPULARES A inaugurar a época de bom tempo e de boas

Leia mais

Para gostar de pensar

Para gostar de pensar Rosângela Trajano Para gostar de pensar Volume III - 3º ano Para gostar de pensar (Filosofia para crianças) Volume III 3º ano Para gostar de pensar Filosofia para crianças Volume III 3º ano Projeto editorial

Leia mais

Transcrição de Entrevista n º 24

Transcrição de Entrevista n º 24 Transcrição de Entrevista n º 24 E Entrevistador E24 Entrevistado 24 Sexo Feminino Idade 47 anos Área de Formação Engenharia Sistemas Decisionais E - Acredita que a educação de uma criança é diferente

Leia mais

INQ Já alguma vez se sentiu discriminado por ser filho de pais portugueses?

INQ Já alguma vez se sentiu discriminado por ser filho de pais portugueses? Transcrição da entrevista: Informante: nº15 Célula: 5 Data da gravação: Agosto de 2009 Geração: 2ª Idade: 35 Sexo: Masculino Tempo de gravação: 10.24 minutos INQ Já alguma vez se sentiu discriminado por

Leia mais

F ONT I S. Carla Valéria Siqueira Pinto da Silva

F ONT I S. Carla Valéria Siqueira Pinto da Silva ARQUITECTURA derrubando F ONT I S Carla Valéria Siqueira Pinto da Silva Lisboa 2011 Para a minha filha Isabella, que acompanhou e ouviu todas as aulas, enquanto crescia dentro de mim e me debruçava sobre

Leia mais

Formação Social e Humana O voluntariado como modalidade pedagógica

Formação Social e Humana O voluntariado como modalidade pedagógica Formação Social e Humana O voluntariado como modalidade pedagógica Congresso Nacional de Práticas Pedagógicas no Ensino Superior Formação Social e Humana Unidade optativa do Mestrado Integrado em Medicina

Leia mais

Trabalho 3 Scratch na Escola

Trabalho 3 Scratch na Escola Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra Departamento de Matemática Trabalho 3 Scratch na Escola Meios Computacionais de Ensino Professor: Jaime Carvalho e Silva (jaimecs@mat.uc.pt)

Leia mais

Você, no entanto, pode nos ajudar!

Você, no entanto, pode nos ajudar! Este livro pode ser adquirido por educação, negócios, vendas ou uso promocional. Embora toda precaução tenha sido tomada na preparação deste livro, o autor não assume nenhuma responsabilidade por erros

Leia mais

Empreender para Crescer

Empreender para Crescer Empreender para Crescer R. Miguel Coelho Chief EntusiastPersonalBrands Caros Pais e Encarregados de Educação, este ano lectivo, por iniciativa da Assoc. Pais do Colégio, vai iniciar-se em Novembro uma

Leia mais

21 Mandamentos do Grandes Ideias

21 Mandamentos do Grandes Ideias 21 Mandamentos do Grandes Ideias 21 Mandamentos do Grandes Ideias Ideias simples mas que fazem toda a diferença na motivação dos nossos alunos!! 1. Conhecer os alunos e fazê-los sentirem-se amados pela

Leia mais

Quarto Estudo de Follow up dos Diplomados

Quarto Estudo de Follow up dos Diplomados Cursos de Formação em Alternância na Banca Quarto Estudo de Follow up dos Diplomados Relatório Cursos terminados entre 2006 e 2009 Projecto realizado em parceria e financiado pelo Instituto de Emprego

Leia mais

Em algum lugar de mim

Em algum lugar de mim Em algum lugar de mim (Drama em ato único) Autor: Mailson Soares A - Eu vi um homem... C - Homem? Que homem? A - Um viajante... C - Ele te viu? A - Não, ia muito longe! B - Do que vocês estão falando?

Leia mais

Anexo 2. . Falar educação Um programa do Instituto de Tecnologia Educativa Radio Televisão Portuguesa (1975) EDUCAÇÃO PELA ARTE

Anexo 2. . Falar educação Um programa do Instituto de Tecnologia Educativa Radio Televisão Portuguesa (1975) EDUCAÇÃO PELA ARTE Anexo 2 O documento que se apresenta em seguida é um dos que consideramos mais apelativos neste estudo visto ser possível ver Cecília Menano e João dos Santos e a cumplicidade que caracterizou a sua parceria

Leia mais

Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele

Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele O Plantador e as Sementes Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele sabia plantar de tudo: plantava árvores frutíferas, plantava flores, plantava legumes... ele plantava

Leia mais

O Ponto entrevista Letícia Odorizi, aprovada em 1º lugar para ATRFB!

O Ponto entrevista Letícia Odorizi, aprovada em 1º lugar para ATRFB! O Ponto entrevista Letícia Odorizi, aprovada em 1º lugar para ATRFB! A história da Letícia Odorizi, aprovada em 1º lugar para Analista Tributário da Receita Federal do Brasil, é mais uma das histórias

Leia mais

Ata do Lançamento do Ano Pastoral FAMÍLIA SALESIANA 2015/2016

Ata do Lançamento do Ano Pastoral FAMÍLIA SALESIANA 2015/2016 Ata do Lançamento do Ano Pastoral FAMÍLIA SALESIANA 2015/2016 Aos dezanove dias do mês de Setembro de dois mil e quinze realizou-se em Fátima, na Casa Nossa Senhora do Carmo, o encontro de apresentação

Leia mais

A MAGIA DA MATEMÁTICA

A MAGIA DA MATEMÁTICA A MAGIA DA MATEMÁTICA Helena Rocha, Isabel Oitavem Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa hcr@fct.unl.pt, oitavem@fct.unl.pt Introdução Todos os professores se preocupam com as

Leia mais

Protocolo da Entrevista a Maria

Protocolo da Entrevista a Maria Protocolo da Entrevista a Maria 1 O que lhe vou pedir é que me conte o que é que aconteceu de importante desde que acabou o curso até agora. Eu... ah!... em 94 fui fazer um estágio, que faz parte do segundo

Leia mais

Questiono se, hoje, a escola não deverá ser muito mais do saber ler, escrever, contar Ninguém duvida que a escola é muito mais do que isso.

Questiono se, hoje, a escola não deverá ser muito mais do saber ler, escrever, contar Ninguém duvida que a escola é muito mais do que isso. Sobre os rankings Há rankings para todos os gostos em função da amostra, tendo em conta o nº. de disciplinas, o nº de exames, o ser público ou privado, enfim Por exemplo no Diário de Notícias num ranking

Leia mais

Fruto do título de campeão nacional conquistado, João Pedro Sanches carimbou o passaporte para estar presente na 1.ª fase do Campeonato do Mundo, que

Fruto do título de campeão nacional conquistado, João Pedro Sanches carimbou o passaporte para estar presente na 1.ª fase do Campeonato do Mundo, que Resistência, coordenação, força e equilíbrio são alguns dos requisitos físicos necessários para a prática do Street Workout. Ainda pouco divulgada no nosso país, é uma modalidade desportiva que atrai cada

Leia mais

R E L A T Ó R I O D E E S T Á G I O

R E L A T Ó R I O D E E S T Á G I O INSTITUTO POLITÉCNICO DA GUARDA ESCOLA SUPERIOR DE EDUCAÇÃO COMUNICAÇÃO E DESPORTO R E L A T Ó R I O D E E S T Á G I O RICARDO JORGE MARCELO ALMEIDA RELATÓRIO PARA A OBTENÇÃO DO DIPLOMA DE ESPECIALIZAÇÃO

Leia mais

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA: UM DESAFIO PARA A IGUALDADE E AUTONOMIA

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA: UM DESAFIO PARA A IGUALDADE E AUTONOMIA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA UM DESAFIO PARA A IGUALDADE E AUTONOMIA CENTRO CULTURAL DE BELÉM 3 DE DEZEMBRO DE 2009 MARIA GUIDA DE FREITAS FARIA 1 AGRADEÇO

Leia mais

Lógicas de Supervisão Pedagógica em Contexto de Avaliação de Desempenho Docente ENTREVISTA - Professor Avaliado - E 2

Lógicas de Supervisão Pedagógica em Contexto de Avaliação de Desempenho Docente ENTREVISTA - Professor Avaliado - E 2 Sexo Idade Grupo de docência Feminino 40 Inglês (3º ciclo/secundário) Anos de Escola serviço 20 Distrito do Porto A professora, da disciplina de Inglês, disponibilizou-se para conversar comigo sobre o

Leia mais

ROJECTO PEDAGÓGICO E DE ANIMAÇÃO

ROJECTO PEDAGÓGICO E DE ANIMAÇÃO O Capítulo 36 da Agenda 21 decorrente da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada em 1992, declara que a educação possui um papel fundamental na promoção do desenvolvimento

Leia mais

Senhor Embaixador dos Estados Unidos da América, Exmo. Senhor Presidente do Conselho de Administração da Oeiras International School,

Senhor Embaixador dos Estados Unidos da América, Exmo. Senhor Presidente do Conselho de Administração da Oeiras International School, Senhor Embaixador dos Estados Unidos da América, Excelência, Exmo. Senhor Presidente do Conselho de Administração da Oeiras International School, Exma. Senhora Directora da Oeiras International School,

Leia mais

Histórias com sombras

Histórias com sombras Histórias com sombras Oficina de planificação, preparação e apresentação de um teatro de sombras Descobrir as técnicas para construção de um teatro de sombras, é a proposta desta oficina, em que as crianças

Leia mais

Entrevista 1.02 - Brenda

Entrevista 1.02 - Brenda Entrevista 1.02 - Brenda (Bloco A - Legitimação da entrevista onde se clarificam os objectivos do estudo, se contextualiza a realização do estudo e participação dos sujeitos e se obtém o seu consentimento)

Leia mais

10 segredos para falar inglês

10 segredos para falar inglês 10 segredos para falar inglês ÍNDICE PREFÁCIO 1. APENAS COMECE 2. ESQUEÇA O TEMPO 3. UM POUCO TODO DIA 4. NÃO PRECISA AMAR 5. NÃO EXISTE MÁGICA 6. TODO MUNDO COMEÇA DO ZERO 7. VIVA A LÍNGUA 8. NÃO TRADUZA

Leia mais

Uma nova vida para crianças desprotegidas

Uma nova vida para crianças desprotegidas Uma nova vida para crianças desprotegidas As Aldeias de Crianças SOS têm a sua origem na Áustria. O seu fundador Hermann Gmeiner conseguiu aplicar uma ideia fundamental e realizar um sonho: dar uma mãe,

Leia mais

Externato Flor do Campo

Externato Flor do Campo QUADRO NORMATIVO - 2010/2011 Externato Flor do Campo O MELHOR AMBIENTE PARA O SEU FILHO É pena perder-se em adulto o contacto com a criança que existe dentro de nós, com a criança que sonha, que fantasia,

Leia mais

PROJETO SOCIAL CITY PETRÓPOLIS: NOVOS HORIZONTES NA APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA

PROJETO SOCIAL CITY PETRÓPOLIS: NOVOS HORIZONTES NA APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA 369 PROJETO SOCIAL CITY PETRÓPOLIS: NOVOS HORIZONTES NA APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA Jorge Leonardo Garcia (Uni-FACEF) Sílvia Regina Viel Rodrigues (Uni-FACEF) O Ensino da Matemática Hoje As aulas típicas

Leia mais

Documento do MEJ Internacional. O coração do Movimento Eucarístico Juvenil

Documento do MEJ Internacional. O coração do Movimento Eucarístico Juvenil Documento do MEJ Internacional Para que a minha alegria esteja em vós Por ocasião dos 100 anos do MEJ O coração do Movimento Eucarístico Juvenil A O coração do MEJ é a amizade com Jesus (Evangelho) B O

Leia mais

Ensino Português no Estrangeiro Nível A2 Prova B (13A2BA) 70 minutos

Ensino Português no Estrangeiro Nível A2 Prova B (13A2BA) 70 minutos Ensino Português no Estrangeiro Nível A2 Prova B (13A2BA) 70 minutos Prova de certificação de nível de proficiência linguística no âmbito do Quadro de Referência para o Ensino Português no Estrangeiro,

Leia mais

Lógicas de Supervisão Pedagógica em Contexto de Avaliação de Desempenho Docente. ENTREVISTA - Professor Avaliado - E 5

Lógicas de Supervisão Pedagógica em Contexto de Avaliação de Desempenho Docente. ENTREVISTA - Professor Avaliado - E 5 Sexo Idade Grupo de Anos de Escola docência serviço Feminino 46 Filosofia 22 Distrito do Porto A professora, da disciplina de Filosofia, disponibilizou-se para conversar comigo sobre o processo de avaliação

Leia mais

questionários de avaliação da satisfação CLIENTES, COLABORADORES, PARCEIROS

questionários de avaliação da satisfação CLIENTES, COLABORADORES, PARCEIROS questionários de avaliação da satisfação creche CLIENTES, COLABORADORES, PARCEIROS 2ª edição (revista) UNIÃO EUROPEIA Fundo Social Europeu Governo da República Portuguesa SEGURANÇA SOCIAL INSTITUTO DA

Leia mais

Área Cultura, Língua e Comunicação; UFCD CLC_5 - Cultura, Comunicação e Média. Reflexão

Área Cultura, Língua e Comunicação; UFCD CLC_5 - Cultura, Comunicação e Média. Reflexão Área Cultura, Língua e Comunicação; UFCD CLC_5 - Cultura, Comunicação e Média Reflexão As Tecnologias de Informação e Comunicação na minha Vida Pessoal e Profissional A quando do meu nascimento, no dia

Leia mais

?- Período em que participavam das aulas.

?- Período em que participavam das aulas. Iniciativa Apoio como foi a campanha HISTÓRIAS EX ALUNOS 1997 2013 as perguntas eram relacionadas ao:?- Período em que participavam das aulas. - Impacto que o esporte teve na vida deles. - Que têm feito

Leia mais

Coaching para pessoas disponíveis, ambos

Coaching para pessoas disponíveis, ambos Nota da Autora 1001 maneiras de ser Feliz, é o meu terceiro livro. Escrevi Coaching para mães disponíveis e Coaching para pessoas disponíveis, ambos gratuitos e disponíveis no site do Emotional Coaching.

Leia mais