FÓRUM DE VAREJO E CONSUMO SUSTENTÁVEL

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1 FÓRUM DE VAREJO E CONSUMO SUSTENTÁVEL Experiências, Debates e Desafios

2 Fórum de Varejo e Consumo Sustentável Experiências, Debates e Desafios Realização Fundação Getulio Vargas GVcev Centro de Excelência em Varejo da FGV-EAESP Programa de Responsabilidade Social e Sustentabilidade no Varejo Tel. +55 (11) / Av. 9 de Julho, 2029, 11º andar Bela Vista São Paulo - SP Patrocínio Philip Morris Brasil SCPC Serviço Central de Proteção ao Crédito Whirlpool Latin America Agradecimentos especiais aos participantes e palestrantes do Fórum de Varejo e Consumo Sustentável Coordenação Prof. Juracy Parente - Coordenador do GVcev Prof. Jacques Gelman - Coordenador do Programa Profª. Roberta Cardoso - Coordenadora Técnica do Programa Redação, Edição e Revisão - Equipe FGV/GVcev Luiz Macedo Maria Furlan da Silva Telles Roberta Cardoso Projeto Gráfico Communitas Com. Ilustrações Roni O GVcev Centro de Excelência em Varejo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP) tem como missão exercer papel de liderança, sendo catalisador do processo de desenvolvimento e evolução do varejo no Brasil, com atividades nas áreas de educação e formação, pesquisa, publicação, consultoria e eventos. Entender o varejo, suas peculiaridades e tendências, e apoiar o processo de desenvolvimento e evolução do varejo no Brasil são os principais objetivos do GVcev. Neste sentido, desenvolve seminários, cursos, pesquisas e publicações para aprimorar o conhecimento existente e subsidiar a tomada de decisão dos executivos varejistas, acreditando no desenvolvimento do setor e em sua contínua melhoria. O Programa de Responsabilidade Social e Sustentabilidade no Varejo foi criado com o intuito de apoiar empresas e entidades varejistas a incorporar práticas sustentáveis na gestão diária dos seus negócios. Desenvolvido desde 2003, pelo GVcev, o Programa é pioneiro na promoção da temática no setor varejista brasileiro. Seus objetivos são mobilizar, capacitar, reconhecer, gerar e disseminar conhecimento sobre as práticas de responsabilidade social e sustentabilidade de empresas e entidades varejistas de todos os portes, setores e regiões do Brasil. Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP Fórum de Varejo e Consumo Sustentável: experiências, debates e desafios / coordenação Juracy Parente, Jacques Gelman, Roberta Cardoso; redação, edição e revisão: Luiz Macedo, Maria Furlan da Silva Telles e Roberta Cardoso. - São Paulo: FGV, p. Realização: Fundação Getulio Vargas, GVcev Centro de Excelência em Varejo da FGV-EAESP e Programa de Responsabilidade Social e Sustentabilidade no Varejo. 1. Desenvolvimento sustentável. 2. Comércio varejista. 3. Responsabilidade social da empresa. 4. Mercadorias Aspectos ambientais. 5. Comportamento do consumidor. I. Parente, Juracy. II. Gelman, Jacques. III. Cardoso, Roberta. IV. Macedo, Luiz. V. Telles, Maria Furlan da Silva. VI. Título. CDU /.87 Todos os direitos reservados. A reprodução é permitida, com autorização prévia por escrito do GVcev, devendo-se atribuir o crédito à FGV, que o disponibiliza gratuitamente.

3 4 Apresentação 6 Oportunidades para o Varejo 8 Princípios de Sustentabilidade do Varejo Oportunidades, Melhores Práticas e Desafios 1. O que vem antes do produto chegar ao varejo? 2. O que é um produto sustentável? 3. O consumidor consciente 4. Como popularizar os produtos sustentáveis? 5. Como educar consumidor e funcionários para o consumo consciente? 6. Lojas e Operações Sustentáveis 7. Transportes 8. Coerência na comunicação: discurso x prática 9. Desafios para o Varejo Mapeamento de Organizações que estudam Varejo Sustentável no Brasil e no Mundo Saiba Mais Sumário

4 Apresentação 04

5 Apresentação O Fórum de Varejo e Consumo Sustentável foi lançado com o objetivo de estimular o setor varejista brasileiro a debater, implementar e disseminar práticas sustentáveis de desenvolvimento de produtos, distribuição, comercialização e consumo. Coordenado pelo GVcev Centro de Excelência em Varejo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP), o fórum reuniu, entre junho de 2008 e setembro de 2009, mais de 30 palestrantes e 600 participantes em 11 reuniões de trabalho e visitas técnicas para debater sobre a melhor maneira de estimular e implantar práticas de sustentabilidade no setor varejista brasileiro. As reuniões realizadas tornaram-se um espaço de debate público e democrático, agrupando diversos setores da sociedade para discutir os temas pertinentes ao varejo sustentável. Esse espaço tem sido ampliado, também, nas discussões virtuais do Fórum de Varejo e Consumo Sustentável, realizadas pelos seus participantes por meio do grupo sustentavel, onde estão reunidos os materiais e informações trocadas no fórum, facilitando o acesso ao conteúdo discutido para mais de 462 membros cadastrados. Jacques Gelman Coordenador Programa de Responsabilidade Social e Sustentabilidade no Varejo Os representantes do fórum participaram de um processo de reflexão profunda em torno dos temas propostos: Varejo como Promotor do Consumo Sustentável, Operações e Lojas Sustentáveis e Sustentabilidade na Cadeia Produtiva. Representantes de empresas e entidades varejistas, fornecedores do varejo (indústria e serviços), ONGs, especialistas em varejo, consumo e sustentabilidade, imprensa, professores e estudantes universitários, entre outros, apresentaram experiências, debateram dilemas e levantaram desafios e oportunidades para tornar o varejo mais sustentável. Esta publicação é uma tentativa de consolidar o trabalho de construção coletiva realizado pelos membros do Fórum de Varejo e Consumo Sustentável. Esperamos que seu Roberta Cardoso Coordenadora Técnica Programa de Responsabilidade Social e Sustentabilidade no Varejo conteúdo seja utilizado pelo setor varejista como uma forma de impulsionar a adoção de práticas inovadoras de sustentabilidade no relacionamento com seus funcionários e consumidores, na gestão de suas operações diárias e na sua cadeia produtiva. Agradecemos a todos aqueles que nos ajudaram a realizar este trabalho, por terem dado uma contribuição muito significativa para a disseminação da sustentabilidade no varejo. Boa leitura! fórum de varejo e consumo sustentável experiências, debates e desafios 05

6 Conexões da cadeia de valor do varejo Operações e Lojas Sustentáveis Oportunidades para o Varejo Matéria-Prima e insumos Indústria Sustentabilidade na cadeia produtiva Distribuidor Varejo Consumidor Pós-Consumo Varejo como promotor do consumo sustentável Reciclagem Outras Cadeias 06

7 Oportunidades para o Varejo Há um reconhecimento crescente do fato que os modernos padrões de consumo possibilitados pelas atividades varejistas têm um impacto significativo no meio ambiente, uma vez que o consumo mundial (especialmente em economias emergentes) é cada vez maior. Esse consumo, por um lado, está aumentando a pressão sobre as bases limitadas de recursos disponíveis e, por outro lado, resulta em volume crescente de resíduos despejados no meio ambiente. A mudança para padrões de produção e consumo mais sustentáveis tem sido uma preocupação mundial e o varejo tem um papel fundamental na efetivação desta mudança. Além do setor varejista ser destaque na economia, ele consiste no elo principal entre fornecedores e consumidores. Esta posição garante que as mudanças no setor varejista beneficiarão a sociedade como um todo e, ao mesmo tempo, trarão benefícios para o próprio setor. Por meio da promoção de produtos mais eficientes e menos poluentes, da mobilização da cadeia produtiva e da educação e informação dos seus consumidores, o varejista irá atender ao anseio dos consumidores que buscam consumir de forma a produzir menores impactos sociais e ambientais. As oportunidades para o varejo se tornar mais sustentável compreendem essencialmente três áreas: 1. Operações e Lojas Sustentáveis O setor varejista pode iniciar controlando e gerenciando os impactos socioambientais nas construções e operações de suas lojas. Apesar dos impactos ambientais diretos do varejo corresponderem a apenas de 5 a 10% dos impactos totais, seu gerenciamento é importante para garantir a coerência e o exemplo para os demais elos da cadeia de valor. 2. Gerenciamento da Cadeia Produtiva Os varejistas podem incentivar seus fornecedores a desenvolver produtos com diferenciais ambientais e/ou sociais. Alocar esforços para tornar a cadeia produtiva mais sustentável, implementar compras sustentáveis e encorajar o desenvolvimento de pequenos fornecedores são alguns exemplos de contribuições para tornar a cadeia produtiva mais sustentável 3. Educação e Informação para os Consumidores Os varejistas podem incentivar os consumidores a comprar produtos sustentáveis assim como educá-los para usar e descartar produtos de forma apropriada. Outra contribuição importante é disponibilizar pontos de coleta seletiva e sinalizar aspectos de sustentabilidade nos produtos por meio de etiquetas. O varejo, em seus inúmeros contatos diários com o consumidor, é uma peça fundamental para a mudança de comportamentos nas escolhas diárias dos consumidores. Esta publicação busca assegurar que o setor varejista brasileiro avance na adoção de iniciativas no campo da sustentabilidade, sem comprometer seu desempenho econômico. Ao contrário, entendemos que o consumidor anseia por participar e contribuir com a construção de um mundo mais sustentável e ele vê no varejo um aliado que pode viabilizar a realização desse desejo. O varejista que souber aproveitar essa oportunidade certamente contará com o apoio dos clientes e da sociedade. experiências, debates e desafios fórum de varejo e consumo sustentável 07

8 Princípios de Sustentabilidade para o Varejo A sustentabilidade é um tema amplo que está presente em todas as áreas do varejo, portanto é natural que as empresas se deparem com uma série de alternativas para se tornar mais sustentável. Como saber se a idéia que nos apresentam realmente contribui para a sustentabilidade? Que alternativa é melhor? Com o objetivo de responder essas e outras perguntas é que fomos buscar uma referência para auxiliar o setor varejista em suas escolhas. 08

9 Princípios de Sustentabilidade para o Varejo O GVcev optou por trabalhar com o The Natural Step (TNS) por este conseguir traduzir de maneira simples e inteligente o conhecimento acumulado por diversas áreas da ciência, estabelecendo limites necessários para a preservação do planeta. A escolha também foi baseada na seriedade e nos resultados obtidos pelo grande número de empresas que adotam este ideário no seu planejamento estratégico. Os princípios de sustentabilidade, conforme declarados pela fundação The Natural Step, foram desenvolvidos com base em 20 anos de pesquisa, envolvendo acadêmicos de alto nível, liderados pelo Dr. Karl-Henrik Robèrt, médico oncologista inquieto com as perguntas existenciais feitas por seus filhos. As frases que compõem os princípios de sustentabilidade foram cuidadosamente aprimoradas durante anos para representar os limites do sistema natural e social da Terra. Foram escritas, portanto, para servir de escrutínio para atividades correntes e para servir de teste de consistência para a inovação. Para encontrar esses limites, esse grupo de cientistas verificou ao longo desses anos todas as implicações combinadas do que é universalmente aceito em geologia, biologia, ecologia, física e química, gerando os 3 primeiros princípios. Quanto ao limite declarado para o sistema social (o 4º princípio), ele vem de uma teoria econômica desenvolvida pelo economista chileno Manfred Max-Neef. Princípios de Sustentabilidade Após muitos anos de desenvolvimento contínuo, a Fundação The Natural Step declarou os princípios de sustentabilidade da seguinte forma: Na sociedade sustentável a natureza não está sistematicamente submetida ao aumento de: 1. concentrações de substâncias extraídas da crosta terrestre; 2. concentrações de substâncias produzidas pela sociedade; 3. degradação por meios físicos; E nessa sociedade: 4. as pessoas não estão sistematicamente sujeitas a condições que as impeçam de satisfazer as suas necessidades fundamentais. Veja em seguida uma explicação para cada um dos quatro princípios: Na sociedade sustentável a natureza não está sistematicamente submetida ao aumento de: 1. concentrações de substâncias extraídas da crosta terrestre; Este princípio lida com o risco de envenenamento do meio ambiente. Durante bilhões de anos, o meio ambiente ajustou-se a um processo lento de sedimentação que mudou muito a concentração de certas substâncias na composição química da vida. Algumas dessas substâncias tornaram-se muito escassas, permitindo a existência da vida como a conhecemos hoje. Quando as nossas atividades extraem elementos da crosta terrestre e permitem que se acumulem novamente no meio ambiente, o equilíbrio de elementos presentes nos organismos vivos se altera. O risco de envenenamento, a longo prazo, é alto e muito difícil de se medir. Para garantir que as atividades humanas não alterarão a composição química da vida, evitando envenenamento, precisamos respeitar o princípio concentrações de substâncias produzidas pela sociedade; Do mesmo modo como no princípio 1, aqui estamos lidando com um risco de envenenamento do meio ambiente. Mas neste caso, estamos falando de elementos artificiais, inexistentes na composição química da vida como a conhecemos hoje. Alguns elementos artificiais simplesmente não se degradam e envenenam os organismos vivos. Outras substâncias artificiais até se degradam, porém, formam novos compostos eventualmente persistentes e com potencial de envenenamento, de atuação similar à hormonal, etc. Como é muito difícil garantir o resultado do espalhamento na Natureza dos muitos compostos artificiais e como o risco de envenenamento é muito alto, precisamos evitar que cheguem ao meio ambiente. 3. degradação por meios físicos; Diferentemente dos dois primeiros princípios, este aqui trata da destruição física do meio ambiente. Existe um limite para que os ecossistemas sobrevivam à destruição causada pelas atividades humanas. É difícil mensurar esse limite, mas não podemos correr o risco de ultrapassá-lo. experiências, debates e desafios fórum de varejo e consumo sustentável 09

10 Princípios de Sustentabilidade para o Varejo 10 A destruição física afeta tanto as estruturas de sustentação dos ciclos naturais (rios, montanhas, mares, etc.) quanto a biodiversidade, que é fundamental para todos os serviços naturais que garantem a existência da vida. A biodiversidade e as estruturas naturais são diminuídas, por exemplo, pela extração ou manipulação dos ecossistemas. Exemplos de degradação por meios físicos incluem corte de madeira em grandes áreas ou captura de peixes a uma taxa maior do que a natureza é capaz de repô-los. A manipulação dos ecossistemas inclui ações como alterar leito dos rios, causar erosão de terras, reduzir a fertilidade natural da terra, precisando adicionar químicos (violando os princípios 1 e 2), pavimentar grandes áreas, etc. E nessa sociedade: 4. as pessoas não estão sistematicamente sujeitas a condições que as impeçam de satisfazer as suas necessidades fundamentais. Cabe a cada indivíduo a responsabilidade e a iniciativa de buscar satisfação de suas necessidades fundamentais. O que a sociedade em geral e as empresas em particular precisam fazer não é garantir que as necessidades sejam satisfeitas, mas sim garantir que todos aqueles que buscarem satisfação tenham condições de encontrá-la. Vamos olhar alguns exemplos de necessidades fundamentais: subsistência, liberdade, participação e proteção. Tomemos em particular a necessidade de subsistência. Para subsistir nós precisamos, dentre outras coisas, de comida. Porém, não é responsabilidade das empresas ou do governo obrigar as pessoas a comer. Mas quando uma pessoa busca comida para se satisfazer, é preciso que ela encontre e tenha acesso. Quando nós, em outro exemplo, sentimos necessidade de proteção, é preciso que possamos de fato nos proteger, caso contrário, a sociedade terá falhado em oferecer as condições necessárias para que essa necessidade fundamental fosse satisfeita. Esse mesmo raciocínio vale para todas as nossas necessidades fundamentais e está diretamente ligado à forma como usamos recursos naturais e como desenvolvemos nossa economia e nossos mercados. O modo como cada um de nós busca a satisfação das necessidades fundamentais é decisão individual e tem consequências diretas na sustentabilidade. Quando optamos por um ou outro modo de buscar satisfação, estamos fazendo uso da nossa cultura, do nosso nível de informação, do conteúdo da mídia a que estamos expostos e do cardápio de opções de que dispomos. Perguntas e Respostas Por que esses princípios falam em "sociedade sustentável"? Porque a sociedade é a base de sustentação das organizações humanas. Não podemos falar em organizações sustentáveis se não encontrarmos o caminho para a sociedade tornar-se sustentável. Por que os princípios foram escritos no negativo? Uma declaração de sustentabilidade no positivo precisaria abarcar uma gama muito ampla de condições para evitar omissões que pudessem legitimar atividades insustentáveis. A amplitude necessária para escrever uma declaração positiva também seria de concepção quase impossível e de uso muito difícil. Os princípios de sustentabilidade não foram desenhados para ser frases de estímulo e motivação e sim para ser declarações técnicas de limite. E como declarações de limite, eles se prestam a três fins: a) à verificação de atividades humanas existentes quanto à sua contribuição ou não para a sustentabilidade; b) ao teste de consistência de qualquer atividade nova, desde que se queira considerar os limites naturais do planeta; c) à orientação do planejamento estratégico para direcionar organizações em sua contribuição com uma sociedade sustentável. Onde está a dimensão econômica? Essa questão já está, com maior ou menor sucesso, presente nas empresas. Os princípios de sustentabilidade não devem pretender ensinar empresários a gerir melhor seus negócios, mas sim a guiá-los quanto ao acréscimo dos limites de sustentabilidade aos limites habituais na gestão de qualquer negócio. Normalmente as empresas bem sucedidas já buscam, por exemplo, endividamento próximo do menor custo médio ponderado de capital, conformidade com a lei, obter os alvarás necessários antes de abrir uma nova loja etc. Mas há outros limites e objetivos a considerar quando se fala em sustentabilidade e mostrálos é uma das funções dos princípios de sustentabilidade. Uma empresa tende a prosperar quando sua gestão estimula a inovação dentro dos limites que ela deve respeitar para permanecer saudável. O acréscimo inteligente de limites de sustentabilidade à gestão de qualquer atividade econômica tende a torná-la mais rentável e durável.

11 Princípios de Sustentabilidade para o Varejo As necessidades fundamentais humanas foram classificadas por Max-Neef como: subsistência, proteção, afeto, compreensão, participação, lazer, criação, liberdade e identidade. Com o tempo essa equipe de acadêmicos de diversas universidades, localizadas em vários países, percebeu que era preciso ajustar e inserir esses princípios em um sistema sólido de planejamento estratégico para que a organizações pudessem usá-los. Com a parceira de algumas empresas (como por exemplo, Ikea, Electrolux, Volvo, etc) foi desenvolvido e aprimorado um sistema de planejamento estratégico que leva em conta os limites do sistema natural, além das questões tradicionalmente abordadas pelas principais escolas de planejamento estratégico. Nas Reuniões de Trabalho do Fórum de Varejo e Consumo Sustentável foram construídos os Princípios de Sustentabilidade para o Varejo, com base nos princípios do The Natural Step. Quando fizemos uma proposta de tradução desses princípios para o varejo, nossos critérios foram: 1. simplificar para facilitar a compreensão; 2. manter a concepção de uma declaração de limites; 3. levantar, a partir disso, exemplos que possam estimular a inovação para a sustentabilidade no varejo, tendo a declaração de limites como o teste de consistência da contribuição (ou não) dessas inovações para a sustentabilidade da sociedade como um todo. Princípios de Sustentabilidade para o Varejo Para ajudar a sociedade a atingir a sustentabilidade, o varejo compromete-se a: eliminar sua contribuição para o acúmulo de substâncias tóxicas na natureza, sejam extraídas do subsolo ou produzidas artificialmente; Note que os dois primeiros princípios do TNS estão representados neste ponto 1. No caso do varejo, comprometer-se com o enunciado acima significa, por exemplo:. obter independência de combustíveis fósseis e seus derivados;. eliminar o descarte de resíduos sólidos (embalagens, resíduos orgânicos, pós-consumo de produtos);. eliminar o uso de gases nocivos à atmosfera (gases de efeito estufa e CFCs),. privilegiar fornecedores que acatem esses princípios, etc. Cabe a cada varejista expandir esta lista com novos exemplos e com soluções inovadoras. eliminar sua contribuição para a alteração física dos ecossistemas além da sua capacidade de regeneração; Para evitar a alteração física dos ecossistemas, o setor varejista pode, por exemplo:. adotar critérios de sustentabilidade na construção de suas lojas e na adoção de equipamentos;. respeitar os ciclos naturais e a biodiversidade no seu processo de compra, observando a sazonalidade dos produtos e garantindo que a cadeia não está comprando mais recursos do que a Natureza possa renovar;. mapear sistematicamente os impactos das suas atividades, engajando funcionários, clientes e fornecedores a fazer o mesmo. Do mesmo modo, cabe a cada varejista expandir esta lista com novos exemplos e com soluções inovadoras. eliminar sua contribuição para a destruição do tecido social. O fator humano deve ser sempre considerado no processo de construção de uma sociedade sustentável. Além das questões ambientais é muito importante que as empresas varejistas promovam, por exemplo:. a negociação transparente e equilibrada com fornecedores;. a comunicação e propaganda responsável;. a conscientização dos clientes acerca do crédito;. respeito e remuneração justa aos funcionários;. a educação ambiental e o consumo consciente de bens e serviços entre seus consumidores;. o cuidado com as comunidades do entorno e a sociedade. E aqui também cabe a cada varejista expandir esta lista com novos exemplos e com soluções inovadoras. experiências, debates e desafios fórum de varejo e consumo sustentável 11

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13 05 1 O que vem antes do produto chegar ao varejo? 2 O que é um produto sustentável? 3 O consumidor consciente 4 Como popularizar os produtos sustentáveis? 5 Como educar consumidores e funcionários para o consumo consciente? Lojas e Operações Sustentáveis Transportes Coerência na Comunicação: discurso x prática Desafios para o Varejo experiências, debates e desafios fórum de varejo e consumo sustentável 13

14 1 O que vem antes do produto chegar ao varejo? Ficou bem claro que é um trabalho coletivo, então, vamos trabalhar e oferecer não apenas alternativas, mas informação e incentivos para que todos os elos da cadeia produtiva possam participar dessa mudança. Depoimento de participante da 1ª Reunião de Trabalho do Fórum de Varejo e Consumo Sustentável Oportunidades, Melhores Práticas e Desafios 14

15 No mundo globalizado a trajetória de fabricação das coisas que compramos é, muitas vezes, maior do que pensamos. Se tomarmos como exemplo uma simples camiseta, veremos que a idealização do produto pode ter sido feita por uma empresa americana, o algodão orgânico plantado na Turquia, o tecido produzido na Tailândia e as camisetas costuradas no Vietnã. O produto pronto segue para os Estados Unidos onde é distribuído por todo o país e, ainda, exportado para outros, como o Brasil. Alguns produtos alimentícios, como o peixe, apresentam um desafio adicional. Neste caso é preciso respeitar a sazonalidade e buscar formas de manter o consumo em níveis que permitam a manutenção dos ciclos naturais, garantindo o fornecimento desses produtos no longo prazo. Para garantir a sustentabilidade nestes intrincados processos produtivos dos quais o varejista é co-responsável, as empresas passam a mudar suas relações com os fornecedores e os quesitos a serem avaliados em seus processos de compras. Surgem, assim, as compras sustentáveis. Compras Sustentáveis Realizar compras de produtos e serviços que permitam o atendimento das necessidades específicas do consumidor final e ofereçam benefícios para o meio ambiente e a sociedade. Cadeia Produtiva Sequência de setores econômicos unidos entre si por relações significativas de compra e venda onde há uma divisão do trabalho entre eles, cada um realizando uma etapa do processo de transformação. Cadeia de Valor É uma sequência de atividades que se inicia com a origem dos recursos e vai até o descarte do produto pelo consumidor final. Garantir a sustentabilidade na cadeia produtiva Sustentabilidade como critério de compra Todas as empresas têm processos de compras que utilizam critérios para comparar e escolher produtos de diferentes fornecedores. Em sua maioria, estes processos utilizam o preço, a qualidade e prazo de entrega como critérios essenciais. Nas compras sustentáveis adicionam-se outros critérios, tais como o bom aproveitamento dos recursos e sua origem, a poluição gerada na produção e transporte e as condições de trabalho e remuneração das pessoas envolvidas na cadeia produtiva. É importante que os varejistas informem os critérios de seleção a fim de garantir condições semelhantes a todos os interessados em fornecer produtos e serviços à sua empresa. A empresa varejista pode comunicar os critérios de seleção por meio de informativos disponíveis no Departamento de Compras, divulgação no site ou elaborar um código de fornecedores e torná-lo disponível para todos os interessados. Rastreamento O rastreamento dos produtos é importante por conter dados sobre a história, a aplicação ou a localização de um item por meio de registros. Essa iniciativa ajuda a controlar riscos ambientais, sociais, e à saúde humana garantindo transparência na cadeia produtiva e diferencial de qualidade. Existem algumas iniciativas de rastreabilidade na pecuária, agricultura e indústria têxtil: Pecuária A pecuária tem sido alvo de atenção devido às precárias condições de trabalho em propriedades rurais e a prática de desmatamento para ampliação de áreas de pastagens. Este último tema foi base para um relatório do Greenpeace que faz um detalhado mapeamento da cadeia produtiva dos frigoríficos e da indústria de calçados. Para colaborar com a solução dos problemas apontados, o World Wild Fund (WWF) e o Banco Mundial criaram o Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS) a fim de estabelecer critérios de sustentabilidade para a pecuária, além de formas de rastreamento dos animais. Agricultura Algumas empresas já permitem o rastreamento de seus produtos por meio de sites que informam aos interessados as propriedades que produziram os grãos de café que compõem determinado blend. Para tanto, é necessário apenas acessar o site e informar o código constante na embalagem dos produtos. Recentemente, o Grupo Pão de Açúcar disponibilizou aos consumidores um site experiências, debates e desafios fórum de varejo e consumo sustentável 15

16 que permite acesso a informações sobre a origem, região produtora e nome de fornecedores de frutas, legumes e verduras (FLV) comercializados pelo grupo. Indústria têxtil O primeiro sistema a rastrear a cadeia produtiva de roupas foi proposto pela Made By - uma ONG européia que produz roupas respeitando os trabalhadores e o meio ambiente. Esta organização oferece informações sobre onde e por quem as roupas foram produzidas. As peças Made By contêm um código na etiqueta que, quando inserido no site da empresa, informa quem plantou o algodão que deu origem ao tecido, quem costurou a peça e quem a desenhou. Associações setoriais As associações setoriais podem contribuir para que o setor tenha uma cadeia produtiva mais sustentável, com custos menores. Essa foi a intenção da européia Foreign Trade Association quando criou o programa Business Social Compliance Initiative (BSCI). Este programa, por meio de um código de conduta único e atividades de monitoramento dos fornecedores, garante condições de trabalho em cadeias de fornecimento global. A entidade conta com um elevado número de varejistas associados que, desta forma, garantem os aspectos sociais na sua cadeia produtiva a custos mais acessíveis, uma vez que as despesas são divididas entre todos. Certificação Os selos e certificações facilitam o processo de compras porque controlam aspectos da extração da matéria-prima, fabricação dos produtos e condições de trabalho. Estes são muito úteis para os varejistas que quiserem garantias de compra de produtos que respeitam o meio ambiente e a sociedade, dispensando a realização de inspeções e visitas aos fornecedores. Oportunidades, Melhores Práticas e Desafios CERTIFICAÇÕES O selo Fairtrade (Comércio Justo) garante o pagamento de preços justos aos produtores e um valor adicional que deve ser utilizado na melhoria das suas condições socioeconômicas, sempre com respeito ao meio ambiente. Os rendimentos e as melhorias nas comunidades passam por auditorias periódicas. A certificação florestal FSC Forest Stewardship Council é uma ferramenta voluntária que atesta a origem da matéria-prima florestal em um produto. A certificação garante que a empresa ou comunidade maneja suas florestas de acordo com padrões ambientalmente corretos, socialmente justos e economicamente viáveis. Este selo indica que a empresa certificada pelo Instituto Biodinâmico (IBD) está em conformidade com as leis sanitárias, ambientais e trabalhistas nacionais e que esta garantia se estende aos fornecedores de matéria-prima certificados pelo IBD. 16

17 Mobilizar os fornecedores para a sustentabilidade Além de minimizar os riscos associados às inúmeras cadeias de suprimentos, o varejista pode contribuir para tornar estas cadeias mais sustentáveis. Realizar palestras, enviar materiais, ou mesmo uma conversa informal, podem ser formas de mostrar aos fornecedores que tornar o negócio mais sustentável contribui para o aumento de sua competitividade nos negócios. Nesta área também existem iniciativas mais estruturadas, vamos conhecer algumas? Produtos de Marca Própria Nos produtos de marca própria os varejistas possuem maior liberdade para definir as características dos produtos e a maneira como são produzidos. Portanto, essa é uma excelente oportunidade para o varejista induzir o desenvolvimento de produtos mais sustentáveis e estimular que os fornecedores estendam estes conhecimentos para a totalidade de sua produção. Estabelecimento de Parcerias Varejo - ONGs Para aliar garantias do processo produtivo e capacitação de fornecedores, muitas empresas recorrem a parcerias com ONGs ou universidades para que estas auxiliem os fornecedores a produzir de maneira mais sustentável. Esta é uma prática comum principalmente na área de produtos agrícolas (FLV) e peixes. A rede de supermercados americana Wegmans estabelece parcerias com ONGs, como a Marine Stewarship Council, para garantir a qualidade e diminuir os impactos ambientais de sua linha de pescados. Varejo Fornecedor Para estimular os fornecedores a repensar seus produtos, impactos na produção e transporte, alguns varejistas estabelecem parcerias com seus principais fornecedores a fim de realizar projetos em conjunto, que resultem em ganhos socioambientais. Fomento de fornecedores A realização de negócios com fornecedores locais ou pequenos produtores promove o desenvolvimento regional e diminui a desigualdade. O varejista pode contribuir para a sociedade através da inserção, entre seus fornecedores, de pequenas empresas, associações ou cooperativas. Os varejistas que quiserem desenvolver fornecedores contam com alguns aliados como: Aliança Empreendedora É uma ONG que fomenta, apóia e fortalece o empreendedorismo em comunidades de baixa renda. A organização contribui para aumentar o valor agregado dos produtos e serviços prestados pelas comunidades, além de ajudar a melhorar a gestão do negócio. Instituto Ethos Programa Tear Para auxiliar as empresas a incorporar a RSE nas estratégias de negócios entre fornecedores e clientes, tornando-os parceiros na construção de uma nova forma de fazer negócios pautados na sustentabilidade, o Instituto Ethos criou o Programa Tear. Saiba Mais Aliança Empreendedora Banco Mundial Business Social Compliance Initiative (BSCI) Douwe Egberts Good Origin com/dg/outofhome/goodorigin FairTrade Foreign Trade Association FSC Brasil Greenpeace IBD Certificações Instituto Ethos Programa Tear Made By Marine Stewarship Council Qualidade de Origem Wegmans World Wild Fund (WWF) experiências, debates e desafios fórum de varejo e consumo sustentável 07 17

18 2 O que é um produto sustentável 1? Oportunidades, Melhores Práticas e Desafios 18 Alguns produtos podem ser considerados sustentáveis por gerar menos perdas, por serem recicláveis ou mais duráveis. Outros porque contêm menos substâncias prejudiciais ou tóxicas, ou porque seu processo de produção consome menos energia. Os produtos que geram renda para cooperativas, artesãos ou comunidades de baixa renda também são considerados sustentáveis. Mas afinal o que é um produto sustentável? Para decidir qual produto é preferível em termos ambientais, os cientistas consideram necessário que sempre se faça uma comparação dos impactos ambientais dos produtos ou processos concorrentes por meio da análise de seus ciclos de vida. O produto sustentável é aquele que apresenta o melhor desempenho ambiental ao longo de seu ciclo de vida, com função, qualidade e nível de satisfação igual, ou melhor, se comparado com um produto-padrão. Na prática, nem sempre é fácil adotar tais critérios ao se adquirir um produto. Entre as barreiras mais comuns estão a falta de informação e a dificuldade do consumidor em comparar diferentes características de um produto específico. O que é melhor, um produto que gerou menos resíduos durante sua produção, ou um que consome um número menor de recursos durante sua vida útil? A situação fica mais complexa quando procuramos adicionar os aspectos sociais nesta equação. Ciclo de vida A avaliação do ciclo de vida leva em conta o impacto ambiental do produto em todos os seus estágios, desde o nascimento, ou berço (extração do material/matéria-prima), até o túmulo (disposição final ou pós-consumo), com o propósito de minimizar ao máximo o dano ambiental. Cradle to Cradle (Do berço ao berço) Iniciativa na área do design que busca uma alternativa ao desenvolvimento de produtos-padrão. Na filosofia cradle-tocradle os produtos são desenhados para formar um ciclo em que os materiais estejam permanentemente circulando em ciclos fechados. A manutenção dos materiais indefinidamente nos ciclos maximiza a utilização de recursos sem causar dano ao meio ambiente Em alguns casos, o consumidor é sobrecarregado com informações dos fabricantes, que anunciam ser o seu produto como o melhor para o meio ambiente. Diante do número crescente de produtos verdes ou produtos sustentáveis, em alguns países da Europa já surgem legislações para determinar quais as características de um produto para que ele possa se apresentar como sustentável. No Brasil, existem alguns tipos de produtos sustentáveis que apresentam um, ou uma combinação, dos seguintes diferenciais: Origem e forma de exploração da matéria-prima Produtos que possuem como matériaprima recursos provenientes do manejo sustentável, ou seja, respeitando critérios ambientais e sociais pré-estabelecidos, que garantem a renovação natural dos ecossistemas. Exemplos: O manejo sustentável das florestas garante a preservação da mesma enquanto gera recursos financeiros. Aqui também se encontra toda a linha de orgânicos. Nessa categoria destacamos a Korin, empresa com uma rede de agricultores que produzem segundo o princípio da agricultura natural, alimentos livres de agroquímicos. A empresa tem uma linha de mais de 65 produtos com valores ecológicos e sociais, dentre eles: frangos, ovos, grãos, cereais, frutas, verduras e legumes. 1 É importante salientar que não existem produtos sustentáveis, uma vez que todos os produtos e serviços geram algum tipo de impacto socioambiental. A nomenclatura correta é produtos com menor impacto socioambiental. Nesta publicação utilizaremos o termo produto sustentável por ser de uso corrente e permitir uma abordagem que inclui os aspectos sociais da produção.

19 Produção Neste grupo existe uma grande variedade de fatores, todos voltados à busca da redução de matéria-primas e recursos (água, energia, etc.) na sua fabricação ou na utilização de materiais alternativos e/ou reciclados. Este grupo possui uma ampla gama de alternativas: eliminação do uso de produtos tóxicos; diminuição de utilização de matéria-prima, na fabricação ou embalagem dos produtos; diminuição dos resíduos gerados no processo produtivo; uso de material reciclável como insumo na produção; produtos que prevêem a reutilização de embalagens (refil). A Electrolux desenvolveu o aspirador de pó Ultra Silencer Green que utiliza material reciclado na fabricação do produto (55% do plástico) e da embalagem (56% do papel). O produto é reciclável, ou seja, após sua vida útil 93% dos materiais podem ser reciclados e não causar impacto ambiental. Produtos Ecoeficientes Os produtos Ecoeficientes são aqueles que têm operação mais eficiente, ou seja, utilizam menos recursos (tais como energia, água, entre outros) durante sua utilização. O Selo Procel tem por objetivo orientar o consumidor no ato da compra, indicando os produtos que apresentam os melhores níveis de eficiência energética dentro de cada categoria, proporcionando assim economia na sua conta de energia elétrica. Também estimula a fabricação e a comercialização de produtos mais eficientes, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico e a preservação do meio ambiente. Em 2008, 212 produtos das marcas fabricadas no Brasil pela Whirlpool Latin America receberam o Selo Procel. A empresa está produzindo uma nova geração de refrigeradores que consome em média 50% menos energia que há dez anos. As lavadoras de roupas, que utilizavam, há dezoito anos, uma média de 28,5 litros de água por quilo de roupa a cada enxágüe, atualmente consomem 60% menos na realização do mesmo tipo de operação. As lavadoras de louças chegam a economizar até 82% de água em relação à lavagem manual e a linha de fogões e fornos, conta com uma nova tecnologia que gera um aumento de eficiência de cerca de 24% em relação a modelos similares produzidos em É importante ressaltar que essas mudanças promovidas pela Whirlpool Latin America nos produtos tiveram como referencial os conceitos do The Natural Step (TNS). Produtos que Geram Renda para Pequenos Fornecedores e Comunidades de Baixa Renda Existe um grande número de produtos e serviços que são manufaturados por pequenos fornecedores e comunidades de baixa renda, a fim de gerar recursos financeiros para a manutenção dos mesmos. Estas pequenas empresas e organizações enxergam o varejo como um excelente parceiro, que viabiliza a remuneração de seus produtos ou serviços. Um bom exemplo desse tipo de produto são os encontrados em lojas de artesanato (como Projeto Terra e Mãos de Minas), ou nas linhas de produtos disponíveis nos varejistas tradicionais de decoração ou hipermercados. O Supermercado Cardoso, com 3 lojas em Jequié na Bahia, tem uma linha de produtos denominada Produto da Terra que dá espaço nas prateleiras para pequenos fornecedores locais. Onde encontrar Fornecedores de Produtos Sustentáveis? Como vimos no capítulo anterior, todo fornecedor pode ter produtos sustentáveis, desde que tenha disposição para rever seus processos e critérios de compra, incorporando nestes as questões sociais e ambientais. Para ser um varejo mais sustentável é necessário que a empresa tenha um número cada vez maior de produtos sustentáveis na composição do seu mix de produtos. Além de tentar adaptar os produtos atuais, o varejista pode buscar fornecedores que trabalham com produtos mais sustentáveis. Existem duas ferramentas que podem auxiliar o varejista a encontrar alternativas, são elas: Catálogo Sustentável do GVces Catálogo eletrônico que armazena informações sobre produtos e serviços avaliados a partir de critérios de sustentabilidade e selecionados pela equipe de especialistas do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (GVces). Nele são encontradas informações sobre as características técnicas, os aspectos de sustentabilidade, as certificações e os fornecedores dos produtos e serviços selecionados. experiências, debates e desafios fórum de varejo e consumo sustentável 07 19

20 Páginas Verdes Catálogo contendo produtos certificados pelo FSC. Estes vão desde madeira, artesanato, móveis, material para construção civil, brindes, papel e embalagens. Existem, também, estudos sobre a substituição de produtos por serviços. Dessa forma, os consumidores não irão mais adquirir produtos, mas sim os serviços que e empresa prestaria. Nesse cenário, os produtos passariam a ter uma vida útil mais longa e seriam de propriedade do fabricante, responsável pelos reparos e destino adequado dos componentes ao final da vida útil do produto. Um exemplo disso é a Carrier, empresa do segmento de arcondicionados, que propõe um contrato de frescor e, em parceria com empresas oriundas de outros setores de atividades, dispõe de um leque de soluções alternativas à climatização para melhorar o conforto térmico das construções. Saiba Mais Carrier Catálogo Sustentável Eletrolux Fishchoice Forum for the Future Korin Oportunidades, Melhores Práticas e Desafios 20 Novas soluções aparecem todos os dias. Em breve, teremos uma maior variedade e mais acesso aos fornecedores de produtos sustentáveis. Hoje já existem distribuidores especializados em fornecer produtos sustentáveis. Este é o caso da Fishchoice, empresa americana que se posiciona como fornecedora de soluções ambientais para compradores empresariais de peixe, atendendo supermercados e restaurantes. Futuramente, os fornecedores terão os impactos socioambientais de todos os seus produtos avaliados e indicados no local de venda. O Sustainability Consortium iniciou, em março de 2009, a desenvolver um índice de sustentabilidade. A elaboração do índice passará por três etapas. Na primeira será avaliada a empresa fabricante. Num segundo momento serão agregados dados relativos à categoria dos produtos. Por fim, o processo será concluído com uma avaliação individual dos produtos. Os varejistas poderão utilizar a ferramenta para indicar o índice de sustentabilidade do produto nas gôndolas, ajudando o consumidor em sua decisão de compra. Nas grandes cidades onde os espaços residenciais são cada vez menores, oferecer uma lavanderia coletiva para os moradores de condomínios pode ser uma forma de desmaterialização da economia. O Projeto de Sustentabilidade Cotidiana (Sustainable Everyday Project) estuda estilos de vida sustentáveis e apresenta sugestões de futuro para o varejo de alimentação, lavanderias, transporte, comércio de material de construção, entre outros. Ainda falando de futuro, o Forum for the Future desenvolveu a publicação Retail Futures (Futuros do Varejo), contendo quatro cenários diferentes de como poderá ser o varejo no Reino Unido em Vale a pena conferir as idéias da entidade sobre como o varejo irá superar alguns desafios da sustentabilidade. Mãos de Minas Páginas Verdes to_pv.pdf Procel Projeto Terra Supermercados Cardoso Sustainability Consortium Sustainable Everyday Project (SEP) The Natural Step (TNS) Whirlpool Latin America

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