Atenção aos sinais para vencer barreiras

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1 Agosto de 2015 n 180, ano XV Atenção aos sinais para vencer barreiras O momento não é dos melhores para o comércio, mas, ultrapassados os obstáculos deste ano com cautela, o cenário pode melhorar para um setor de participação indispensável na economia do País E mais: Novo Código Comercial segue em pauta página 18 Câmaras do Comércio alinham ações página 20

2 Congresso Nacional do Sistema Confederativo da Representação Sindical do Comércio (Sicomércio), realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no hotel Windsor Barra, no Rio de Janeiro, de 28 a 30 de outubro. Vamos juntos fortalecer nosso sistema sindical e garantir a defesa dos interesses de nossos representados!

3 EDITORIAL Transição e cautela Não há como negar que o Brasil atravessa um período de turbulências. É possível acompanhar pela imprensa os solavancos na economia e seus reflexos na sociedade. Passamos por um momento de transição, e é nessas horas que surgem desafios e possibilidades de mudanças. A reportagem de capa da de agosto aborda justamente este momento, no qual o empresário do comércio de bens, serviços e turismo precisa ter cautela e resiliência para chegar ao fim do ano com seu negócio incólume. E mais, adentrar 2016 com, no mínimo, perspectivas esperançosas. Obviamente que o caminho até lá não é fácil, mas trata-se de um setor que mesmo em tempos difíceis consegue contribuir de forma decisiva para o desenvolvimento do País. A hora não é de esmorecer, e sim de adotar estratégias que levem em conta o cenário atual de imprecisão. Planos que adaptem à realidade preços, mão de obra, prazos e logística, entre inúmeros outros fatores. Nem tudo está perdido. A expectativa é que as famílias brasileiras cheguem ao fim de 2015 com um orçamento menos apertado, por conta de um possível arrefecimento da inflação. O cenário também não é de reajustes de preços que impactam diretamente a atividade comercial, como o custo da energia elétrica, já que a maioria desses preços, administrados, já passaram por atualizações. E o segundo semestre do ano sinaliza para uma possível melhora no elemento que mais influencia as vendas reais do varejo: o preço. Defender e dar voz ao empresariado constitui uma das frentes de trabalho constantes da CNC. Na reportagem de capa desta edição, saiba também o que pensam os presidentes de federação do comércio e como eles encaram o grande desafio de fazer negócios em um país como o Brasil. E por falar em frentes positivas, a edição deste mês aborda também o andament o dos trabalhos do grupo criado pela Confederação para acompanhar o Projeto de Lei (PL) nº 1.572/2011, que institui o novo Código Comercial, instrumento indispensável para a otimização das relações entre empresas. E com empresas competitivas, o Brasil avança em meio à crise. Conheça, ainda, os eixos que vão nortear o Congresso Nacional do Sicomércio, que, em outubro, vai debater a importância de oferecer bons produtos e serviços e também de comunicar as ações dos sindicatos aos seus associados. E na terceira matéria sobre os 70 anos da Confederação, a CNC Notícias mostra que, por meio do trabalho de representatividade que exerce há décadas, a entidade teve sua atuação internacionalmente reconhecida. Com cautela e otimismo, com base no passado e visando o futuro, é o momento de o comércio mostrar a força de sua atuação, contribuindo para o desenvolvimento do Brasil, no momento em que o País precisa de trabalho e otimismo. Boa leitura! Agosto 2015 n 180 1

4 Presidente: Antonio Oliveira Santos Vice-presidentes: 1º Josias Silva de Albuquerque, 2º José Evaristo dos Santos e 3º Laércio José de Oliveira. Abram Szajman, Adelmir Araújo Santana, Carlos de Souza Andrade, José Marconi Medeiros de Souza, José Roberto Tadros, Lázaro Luiz Gonzaga, Luiz Carlos Bohn e Pedro Jamil Nadaf. Vice-presidente Administrativo: Darci Piana Vice-presidente Financeiro: Luiz Gil Siuffo Pereira Diretores: Aldo Carlos de Moura Gonçalves, Alexandre Sampaio de Abreu, Antonio Airton Oliveira Dias, Bruno Breithaupt, Carlos Fernando Amaral, Daniel Mansano, Edison Ferreira de Araújo, Eliezir Viterbino da Silva, Euclydes Carli, Francisco Valdeci de Sousa Cavalcante, Itelvino Pisoni, José Arteiro da Silva, José Lino Sepulcri, Leandro Domingos Teixeira Pinto, Luiz Gastão Bittencourt da Silva, Marcelo Fernandes de Queiroz, Marco Aurélio Sprovieri Rodrigues, Pedro José Maria Fernandes Wähmann, Raniery Araújo Coelho, Sebastião de Oliveira Campos e Wilton Malta de Almeida. Conselho Fiscal: Domingos Tavares de Souza, José Aparecido da Costa Freire e Valdemir Alves do Nascimento. CNC NOTÍCIAS Revista mensal da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo Ano XV, n º 180, 2015 Gabinete da Presidência: Lenoura Schmidt (Chefe) Assessoria de Comunicação (Ascom): Edição: Cristina Calmon (editora-chefe) e Celso Chagas (editor Executivo Mtb 30683) Reportagem e redação: Celso Chagas, Edson Chaves, Geraldo Roque, Joanna Marini, Luciana Neto e Marcos Nascimento Design: Programação Visual/Ascom Revisão: Elineth Campos Impressão: WalPrint Gráfica e Editora Colaboradores da de agosto de 2015: Reiner Leite (Apel/CNC), Ana Paula Tomazzetti (DJ/CNC), Mariana Casanova (SDI/CNC), Rejane Leite (Senac-DN), Diego Recena (Fecomércio- DF), Délia Coutinho (Fecomércio-BA), Lucila Nastassia e Juliana Araújo (Fecomércio-PE). Créditos fotográficos: Divulgação/Fecomércio-SE (página 4), Reprodução/Twitter Inc. (página 4), Christina Bocayuva (páginas 7, 14, 15, 17, 19, 20, 21, 24, 25 e 35), Adriana Medeiros (páginas 14 e 15), Felipe Maranhão (páginas 22 e 23), Paulo Negreiros (página 26), Divulgação/CNC (página 27), Marcos Nascimento (páginas 28 e 29), Sérgio Amaral (página 30), Edgar Marra (página 31), Joanna Marini (página 32), Divulgação/Fecomércio- SC (página 33), Divulgação/Fecomércio-DF (página 42), Divulgação/Fecomércio-PE (página 43), Divulgação/Fecomércio- BA (página 44), Divulgação/Fecomércio-MG (página 44), Divulgação/Fecomércio-RS (página 45), Divulgação/Sindilojas Goiás (página 47), Divulgação Sindilojas Gravataí (página 47), Acervo SDI/CNC (Especial 70 anos). Ilustrações: Carolina Braga (capa e páginas 2, 8, 9, 10, 11, 12,13, 14, 15,16, 17, 29, 36, 37, 38, 39, 40, 41, 46 e 47) e Fecomércio-PR (página 45). Projeto Gráfico: Programação Visual/Ascom-CNC A adota a nova ortografia. Capa 08 Precaução no comércio Os sinais da economia brasileira não são nada animadores, mas ainda há uma luz no fim do túnel. Cautela é a palavra de ordem para o comércio, que aposta em alternativas para não sufocar com a crise. 22 Sistema CNC mobiliza-se pelo Código Comercial Grupo de Trabalho da CNC constituído por representantes da Confederação e de federações do comércio deu continuidade à análise do Código Comercial e ao planejamento das ações de defesa institucional. Além disso, a aproximação de entidades interessadas no tema, como a OAB/SC, reforça a articulação do Sistema. 4 FIQUE POR DENTRO 5 BOA DICA 6 OPINIÃO - Investimento e logística 8 CAPA - Comércio deve ter cautela até o fim do ano - Tendências de consumo e e-commerce: Alternativas na crise - A voz de quem trabalha, produz e vende - Carlos Thadeu de Freitas: Perspectivas para o comércio 18 REUNIÃO DE DIRETORIA - Cuidados para chegar ao fim do ano sem sustos CNC - Rio de Janeiro Av. General Justo, 307 CEP: PABX: (21) CNC - Brasília SBN Quadra 1 Bl. B - n 14 CEP: PABX: (61) / Agosto 2015 n 180

5 30 Governo lança Pronatec Aprendiz para MPEs O governo federal lançou, no dia 28 de julho, o Pronatec Aprendiz, que vai capacitar jovens para atuar em micros e pequenas empresas. O Senac é parceiro do governo e fará a sua parte, porque considera o Programa importantíssimo para o País, disse o diretor-geral do Senac, Sidney Cunha. 46 Excelência em produtos, serviços e comunicação Entre os seis eixos principais da atuação sindical, o Congresso Nacional do Sicomércio, que será realizado em outubro, vai debater a importância de oferecer bons produtos e serviços e também de comunicar as ações dos sindicatos aos seus associados. Para garantir a excelência é preciso não apenas vender bons produtos, mas também saber como vendê-los. 48 Crescimento da representatividade Na terceira matéria especial sobre os 70 anos da Confederação, a mostra como o reconhecimento internacional da entidade como representante do comércio ganhou força a partir da década de A expansão do Sesc e do Senac pelo Brasil e a mudança definitiva da CNC para Brasília também são destaque. SUMÁRIO 22 INSTITUCIONAL - Mobilização em torno do novo Código Comercial - Saúde visual tem impacto no comércio - Varejistas debatem dificuldades do setor - Atenção aos acordos sobre logística reversa - Multiplicadores do Segs conhecem dados de EM FOCO - Governo lança Pronatec Aprendiz para MPEs - Comércio contribui para projeto de aprendizagem - Ministro da Fazenda declara abertas as atividades do Carf - Fecomércio-SC lança braço estadual da Renalegis 34 CONJUNTURA ECONÔMICA - Ernane Galvêas: O tamanho da crise 36 PESQUISAS NACIONAIS CNC - ICF: Momento para duráveis registra pior pontuação - Peic: Dívidas caem, mas inadimplência aumenta - Icec: Confiança é a mais baixa desde SISTEMA COMÉRCIO - Mérito Mercador Candango homenageia empreendedores - Novos espaços do Senac em Caruaru - Fecomércio-BA reúne parlamentares em Brasília - Inovação no varejo em debate em Minas Gerais - Fecomércio-PR lança cartão de crédito recarregável - Solidariedade às vítimas das chuvas no Rio Grande do Sul 46 SICOMÉRCIO Excelência em prestação de serviços e informação 48 ESPECIAL CNC 70 ANOS - Crescimento da representatividade Agosto 2015 n 180 3

6 FIQUE POR DENTRO Fecomércio-SE conhece novo método da Renalegis Em 3 de julho, representantes da Assessoria Legislativa (Apel) da CNC reuniram-se com os representantes da Renalegis em Sergipe, na sede da Fecomércio-SE. Reiner Leite e Felipe Oliveira, da Apel, apresentaram o novo Sistema Renalegis ao president e da Federação, Laércio Oliveira, e aos demais assessores da entidade. Defender e representar o setor terciário nos dá mais força, devido à credibilidade do Sistema, afirmou Laércio. Agimos como indutores de políticas públicas, no sentido de adequar as normas desenvolvidas no Parlamento, em consonância com os anseios do Sistema Comércio, afirmou Reiner Leite (veja mais sobre a Renalegis na pág. 29). CNC apoia realização do 13 CertForum - Etapa Brasília Brasília receberá, nos dias 23 e 24 de setembro, no Centro de Eventos da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), etapa do 13º CertForum Fórum de Certificação Digital, maior evento sobre certificação digital no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil). O CertForum tem o apoio institucional da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), e as inscrições são gratuitas. O 13º CertForum Etapa Brasília é realizado pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) e organizado pela Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia em Identificação Digital (Abrid). O evento conta com o patrocínio da Boa Vista Serviços, da Caixa Econômica Federal, da Certisign, da Digitalsign, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), da Serasa Experian, da Soluti Certificação Digital e da Valid Certificadora Digital. O formulário de inscrição e outras informações podem ser obtidas no site www. certforum.iti.gov.br. Twitter lança plataforma de anúncios para MPEs O Twitter anunciou mudanças em sua plataforma de anúncios, o Twitter Ads, e agora também favorece micros e pequenas empresas que queiram explorar a ferramenta como estratégia de marketing. Anteriormente, o Twitter exigia um investimento mínimo de US$ 7 mil por trimestre em alguns tipos de anúncio. Segundo a diretora de Vendas para MPEs do Twitter Brasil, Gabriela Comazzetto, a ferramenta é intuitiva e deve atender todos os públicos. Ela é simples de gerenciar e criar campanhas. A plataforma permite a seleção dos objetivos e a segmentação de público, algo muito importante para as MPEs, que são muito sensíveis a resultados e têm o orçamento limitado, afirmou Gabriela. Segundo o Twitter, mais de 9 milhões de pequenas e médias empresas estão na rede social. 4 Agosto 2015 n 180

7 BOA DICA Para sobreviver à crise Os tempos de crise são inevitáveis. Marcam o fim de uma era e trazem as transformações necessárias ao início da próxima. Os filósofos Edgar Morin e Patrick Viveret mostram no livro Como viver em tempo de crise?, da editora Bertrand Brasil, que todos precisam se unir em uma coletividade planetária para usar a crise de forma positiva e construir uma nova fase, de mais solidariedade e compreensão, para a humanidade. Seria um incrível desperdício ver-se diante de improváveis positivos sem saber como aproveitá-los, já que estamos tão formatados para enfrentar o pior que não sabemos mais trabalhar a partir do melhor, diz um trecho da obra. Evolução das cozinhas profissionais O livro Cozinhas Profissionais, da editora Senac São Paulo, descreve as etapas da evolução do processo de cozinhar, da celebração do convívio social em banquetes, na Antiguidade, à oferta de refeições em albergues, séculos mais tarde, e em hotéis e restaurantes, na era contemporânea. A autora, Renata Zambon Monteiro, conta como a história dos serviços de alimentação percorreu várias etapas de evolução. O livro ilustra a transformação desse segmento e discute sua constituição hoje, abordando as necessidades inerentes ao projeto e à operação de diferentes tipos de cozinhas profissionais. A invenção do conforto A pesquisadora Joan DeJean revela, em O século do conforto, a origem do conceito de conforto na sociedade ocidental, ao analisar uma série de inovações surgidas na França durante os reinados de Luís XIV e Luís XV. No livro, publicado pela editora Civilização Brasileira, a autora mostra como a vida voltada para o conforto é um fenômeno com poucos precedentes na história ocidental. A autora relata como o lar moderno tomou forma, com a atual disposição dos cômodos, a invenção do sofá, da água corrente, entre outros. Segundo ela, arquitetos, artesãos e os habitantes da capital francesa dos séculos XVII e XVIII criaram a planta baixa das residências e projetaram nosso atual modo de viver nelas. Agosto 2015 n 180 5

8 OPINIÃO Investimento e logística Em artigo, Antonio Oliveira Santos, presidente da CNC, aborda o novo Programa de Investimento em Logística (PIL), do governo federal, voltado para rodovias, ferrovias, portos e aeroportos Para sair do imobilismo em que se encontra em face de um ambiente de economia estagnada e desemprego em alta, o Executivo federal propõe, agora, um novo Programa de Investimento em Logística (PIL). Esse programa retoma em parte o anterior, de 2012, centrado em rodovias e ferrovias, iniciativa que, infelizmente, quase nada avançou. O Programa, agora ampliado, prevê que os investimentos a serem levados a cabo por meio do instituto das concessões estão avaliados em R$ 198 bilhões. Tais recursos serão orientados para construção e reforma de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. Desse montante a preços constantes, isto é, descontada a inflação, 35% devem ser utilizados entre 2015 e 2018, e os 65% remanescentes, investidos a partir de São numerosos os estudos que tratam da relação causal entre o investimento em infraestrutura e o crescimento econômico. Percebe-se, intuitivamente, que os serviços que fluem da infraestrutura econômica geram, na linguagem dos economistas, em maior ou menor grau, externalidades para a agricultura, a indústria, o comércio e os serviços. Em outras palavras, esse tipo de investimento gera aumento de produtividade para todos os setores da produção direta de bens e serviços. É claro que, sem um bom sistema viário, as safras agrícolas no trajeto entre a fazenda e o porto de embarque perdem competitividade, sem falar nos custos implícitos na fila dos navios que se forma ao largo, à espera de facilidades de atracação. Na realidade, segundo o World Economic Forum, entidade que promove o importante encontro anual em Davos, na Suíça, nossa deficiente infraestrutura econômica, num ranking qualitativo entre 144 países, coloca-nos na 120ª posição classificação incompatível com a importância econômica do nosso país, refletindo atraso que vem de longe e que resulta da má gestão governamental implícita na formulação de suas políticas. Seja como for, o anúncio do Programa de Investimento em Logística, em sua segunda fase, aponta na direção certa. Contudo, a intenção de agir sobre as expectativas dos agentes econômicos não são favas 6 Agosto 2015 n 180

9 OPINIÃO Percebe-se, intuitivamente, que os serviços que fluem da infraestrutura econômica geram, na linguagem dos economistas, em maior ou menor grau, externalidades para a agricultura, a indústria, o comércio e os serviços Antonio Oliveira Santos Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo contadas, visto que não há reações imediatas dos comportamentos que baseiam as decisões de natureza econômica, diante de um programa que se desdobra no tempo, por vários anos. Mas há mais. É preciso lembrar que o histórico gerencial das grandes obras públicas em nosso país não é dos melhores. Os Programas de Aceleração do Crescimento (PACs) ficaram sempre aquém do prometido, assim como o PIL de 2012 ficou a meio caminho. O recurso às concessões como forma de mobilizar o setor privado ante a limitação de recursos do Estado é a solução possível para sanar os estrangulamentos que afloram das deficiências da infraestrutura. Será preciso, contudo, que o modelo ou modelos de concessão não tenham a marca do voluntarismo do governante, ao impor taxas de retorno que desencorajem os eventuais participantes dos leilões. As grandes obras públicas são, em sua maioria e por definição, projetos de investimento bastante complexos. O estudo de viabilidade econômica está fundamentado em projeto básico. Entretanto, entre este e o projeto executivo podem surgir importantes diferenças de ordem técnica. Em nosso caso, há inúmeros registros de atrasos no início e na execução dos trabalhos, seja porque a licença ambiental demora a ser concedida, seja porque a obra em questão passa necessariamente por terras indígenas ou, ainda, por obstáculos de ordem técnica, como seria, por exemplo, a adversa natureza do solo. Do leque de projetos que formam o PIL 2, a maioria vale insistir se desdobra no tempo, e pode haver reticência dos investidores em aceitar riscos numa perspectiva de longo prazo. Contudo, é possível identificar alguns projetos, especialmente os rodoviários com concessões em andamento ou licitações aprovadas, que podem ter um tempo de maturação mais rápido, com reflexos mais imediatos sobre a atividade econômica. Seja como for, será preciso bem mais do que o anúncio de um novo programa de investimentos em infraestrutura para induzir à reversão de expectativas e acender o espírito animal do empresário privado, capaz de impulsionar uma nova fase de expansão da economia nacional. Artigo publicado no Jornal do Commercio-RJ em 7 de agosto de 2015 Agosto 2015 n 180 7

10 CAPA 8 Agosto 2015 n 180

11 CAPA Todo cuidado é pouco Apesar de a atividade econômica ainda não mostrar sinais de estabilização e de indicadores sugerirem uma nova contração no terceiro trimestre do ano, ainda é possível enxergar uma melhora para Até lá, cautela volta a ser palavra de ordem para o comércio, acostumado a ter presença significativa na economia, seja na geração de empregos, seja na movimentação de mercadorias e serviços. Com desequilíbrios sendo reduzidos, surgem novos desafios, como a manutenção do crescimento do e-commerce e a aposta em novas tendências de consumo. A atividade econômica ainda não mostra sinais de estabilização, e indicadores sugerem uma nova contração no terceiro trimestre do ano. A CNC revisou de -1,9% para -2,4% sua expectativa em relação às vendas do varejo restrito para Agosto 2015 n 180 9

12 CAPA Comércio deve ter cautela até o fim do ano Imprecisão quanto ao cenário econômico acende o alerta para o setor, mas reversão das expectativas poderá reanimar a economia em 2016 Diante de uma audiência formada por empresários, presidentes de federação do comércio, economistas, advogados e assessores, o chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Carlos Thadeu de Freitas, durante a reunião da Diretoria da entidade em 23 de julho, narrou a conversa que teve semanas antes com o ministro do Planejamento, Joaquim Levy, sobre o cenário macroeconômico. Já existia, por parte do ministro Levy, a expectativa de que o saldo primário de 1,2% do PIB não seria alcançado. Ele não quis, naquele momento, dar declarações públicas, porque o Congresso ainda tinha que aprovar algumas medidas. Então, ele esperou o momento mais adequado, que foi ontem, para anunciar as mudanças, disse o ex-diretor do Banco Central. Carlos Thadeu se referiu ao anúncio feito pelo governo no dia 22 de julho, um dia antes da reunião da Diretoria da CNC, sobre a decisão de revisar a meta de economia para pagar os juros da dívida o chamado superávit primário para R$ 8,747 bilhões em 2015, o equivalente a 0,15% do PIB, ante previsão anterior de R$ 66,3 bilhões (1,19% do PIB). Foi anunciado também um corte adicional de R$ 8,6 bilhões no Orçamento de 2015, totalizando um contingenciamento acumulado de R$ 79,4 bilhões nos gastos entre todos os Poderes no ano. Esse é um quadro que já era esperado, mas não com essa queda tão vertiginosa do saldo primário, podendo, inclusive, não haver saldo, destacou Thadeu. Nesse nível de saldo que temos hoje e que vamos ter para o próximo ano, isso vai levar a dívida bruta do Brasil a subir para 66%, podendo chegar a 70%, eventualmente, se não tivermos o saldo primário esperado no ano que vem de 0,7%. Para 2016 é de 0,7%; a expectativa seria de 2%, apontou. Na prática, isso quer dizer que, no início da gestão do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, a dívida bruta era equivalente a 50% do PIB. Os investidores externos, as empresas de rating, olham muito para a dívida bruta, que mostra se o País é sustentável ou não ao longo do tempo. E essa dívida aumentou muito nos últimos anos, em razão dos juros mais altos, de operações que foram feitas, dos subsídios do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). E há também o fato de que a arrecadação caiu muito. Este ano, caiu inesperadamente, complementa Thadeu. Alguns esperavam ainda um crescimento do PIB, no ano que vem, de 0,5%. Hoje, a expectativa é de resultado negativo. Este ano, provavelmente, vai cair de 2% a Projeção de dívida bruta em % do PIB 55,5 56,8 59,3 58,9 56,0 54,8 51,8 53,3 51,3 64,7 66,4 66,3 65, Agosto 2015 n 180 Fonte: BC/Projeções:STN

13 CAPA Desvalorização do real é a maior entre as mais negociadas Cesta das principais moedas - Var. % acum. ano (22/07/2015) Real -17,6 Lira turca -13,8 Euro -9,8 Peso mexicano -8,5 Peso argentino Peso chileno -7,6-7,3 Iene -3,4 Renminbi chinês -0,1 0,2 Libra esterlina 5,7 Rublo russo Fonte: Bloomberg 2,5% ou mais. No ano que vem poderá cair também 0,5%, 1% ou até mais. Reação ruim O mercado financeiro reagiu com nervosismo às mudanças na meta fiscal anunciadas. No mesmo dia 23 o dólar fechou em alta de 1,98%, a R$ 3,291 a cotação mais elevada desde 19 de março. O Ibovespa, principal termômetro do mercado acionário, recuou 2,18%, aos ,62 pontos menor nível desde 16 de março. Para o mercado, a mudança no cenário fiscal fez aumentar o risco de a economia brasileira ser rebaixada pelas agências de classificação de risco. Para Thadeu, o ajuste, que seria mais rápido, vai ser mais longo. Ele destacou, ainda, que o déficit em conta-corrente tem diminuído, e a balança comercial voltou a apresentar superávit na primeira metade do ano. E a taxa de câmbio vem se mantendo pressionada, possibilitando uma recuperação mais rápida da Balança Comercial. Os preços administrados defasados foram reajustados. As expectativas de inflação de longo prazo vêm convergindo para o centro da meta, e o BC indicou que o ciclo de alta de juros está próximo do fim, diz Carlos Thadeu de Freitas. Moody s A decisão da agência de classificação de risco Moody s de reduzir a nota do Brasil de Baa2 para Baa3, rebaixando a avaliação de crédito do País, também foi analisada por Carlos Thadeu. Para ele, a preocupação das agências não é tanto com a inflação, mas com o aumento da dívida pública. Para evitar que isso aconteça, não há outro caminho, a não ser a aprovação de medidas que melhorem o resultado fiscal, explicou. Todos estão percebendo o tamanho do problema, com uma boa ajuda das agências, afirmou. O economista não espera mudanças estruturais, como uma reforma previdenciária, mas fez a ressalva de que a aprovação de medidas que aumentem a arrecadação tributária e reduzam algumas despesas já serão vistas como sinais alvissareiros. Saídas Há ainda esperança, enquanto tivermos uma racionalidade na área econômica. Mas todo cuidado é pouco, afirma Carlos Thadeu de Freitas. Não vamos ter datas favoráveis para o comércio este ano, a não ser, eventualmente, datas específicas. O comércio está começando a desempregar maciçamente, assim como o setor de serviços. A renda real está caindo e, por sua vez, está corrigindo a balança comercial. O País fica mais competitivo, porque importa menos também. Por que a balança comercial está melhorando? Porque não estamos importando praticamente nada, explicou. Como a atividade econômica não mostra sinais de estabilização, os indicadores antecedentes sugerem nova contração da economia no terceiro trimestre. Entretanto, há sinais de que a economia começa a caminhar para um equilíbrio condizente com os ajustes que vêm sendo implementados. Ou seja, os desequilíbrios vêm sendo reduzidos, mas ainda há muitos desafios à frente. Em particular, o ajuste fiscal se tornou mais difícil de atingir, devido ao enfraquecimento da economia. Agosto 2015 n

14 CAPA Tendências de consumo e e-commerce: alternativas na crise Incorporação ao que está fora do orçamento e vendas on-line podem ser remédios para a melhora da saúde dos negócios Adespeito do cenário econômico, há possibilidades, no médio e no longo prazo, de recuperação. Apesar de tudo, a expectativa de inflação é de queda. Este ano, ela deve fechar na faixa entre 9,5% e 10%. No ano que vem deve cair para a faixa de 5%. Está caindo muito rapidamente, pelo fato de o ajuste da renda real estar acontecendo também de forma rápida. O desemprego está aumentando, e as pessoas estão consumindo menos. E também não vai haver mais reajuste de preços administrados. Com serviços caindo e o dólar não subindo, como já subiu, a inflação vai cair. Isso é o que vai ajudar; acho que vai minimizar uma crise maior da atividade mais à frente, afirma Carlos Thadeu de Freitas, economista-chefe da CNC. De acordo com algumas tendências de mercado noticiadas pela imprensa, renda, emprego e crédito podem promover um ciclo de consumo no Brasil, levando o País a gastar, em 2020, R$ 5 trilhões. A revista Exame dedicou capa ao assunto, destacando que especialistas tentam decifrar como se dará a expansão da cesta de compras. Há três tendências: uma delas diz que o anseio é melhorar o que já foi conquistado e incorporar o que está fora do orçamento, e isso engloba desde os consumidores remediados até os mais abastados. Segundo a consultoria BCG, 26% dos consumidores aceitam gastar mais para comprar produtos melhores. Outra tendência destaca que investimentos em educação e acesso à internet e à TV a cabo são beneficiados pela vontade de saber mais. Para os emergentes, estar mais preparado significa conseguir um emprego melhor no futuro. E ainda há aqueles que desejam experimentar mais impulso que motiva boa parte dos consumidores emergentes a viajar de avião pela primeira vez, a conhecer um restaurante ou a passar a frequentar cinemas e teatros. E não é só: 34 milhões de pessoas encorparam as classes A, B e C no Brasil. Segundo projeções da consultoria LCA, em 2020 os lares brasileiros vão gastar R$ 5 trilhões 130% mais do que atualmente. Estreantes nas compras on-line Não há no Brasil dados tão precisos, mas em 2014 as vendas do Varejo Eletrônico, segundo dados do E-bit, atingiram R$ 35,8 bilhões, e o resultado de toda a atividade de varejo é estimado em R$ 1 trilhão. Ou seja, o varejo, por meio do e-comm erce no Brasil, já pode ser estimado em 3,5%. Esse valor representa um crescimento nominal de 24% em relação a 2013, quando a receita total atingiu R$ 28,8 bilhões. 12 Agosto 2015 n 180

15 CAPA Veja mais em Já o número de pedidos feitos via internet em 2014 foi de 103,4 milhões uma quantidade 17% maior que a registrada no ano anterior (88,3 milhões). Ao todo, 51,5 milhões de pessoas fizeram pelo menos uma compra on-line no ano de 2014, sendo 10,2 milhões de estrean tes. Considerando-se o total de pedidos, chega-se a uma média de duas compras por consumidor. As transações realizadas por meio de aparelhos móveis corresponderam a 9,7% de todas as vendas de bens de consumo pela internet. No primeiro semestre, a participação chegava a 7%. Em dezembro de 2014, 65% dessas compras foram originadas por smartphones, e 35%, por tablets, o que mostra uma inversão em relação a janeiro de 2014, quando este último era responsável por 67% das transações do mobile commerce. Ou seja, tudo isso vem motivando o crescimento do comércio eletrônico a taxas tão positivas, mesmo no cenário atual da economia, afirma Luiz Cláudio de Pinho de Almeida, economista da CNC. Expectativa de crescimento Como todo o comércio, as vendas on-line também são influenciadas pelas datas festivas. Mas a grande novidade é que o segmento criou uma nova data própria de consumo, a Blac k Friday, a partir da adaptação de um marco norte-americano. Em 2014 a Black Friday brasileira teve o faturamento recorde de R$ 1,16 bilhão em um único dia. A E-bit prevê que o comércio eletrônico termine 2015 com um faturamento de R$ 43 bilhões, ou seja, 20% maior que no ano anterior. Muita gente não se dá conta de quão pequena é a participação do e-commerce no faturamento geral do comércio. É um segmento que acreditamos que tenha espaço para crescer até chegar a seu ponto de equilíbrio, complementa Luiz Cláudio. Uma das edições da TV CNC aborda justamente essa possibilidade de crescimento, contando com a participação de Pedro Guasti, presidente do Conselho de Interação e e-commerce da Fecomércio -SP. No programa, Guasti explica que a interação entre lojas físicas e virtuais já é uma realidade, bem como a internet como ferramenta usada pelo consumidor para consultar preços e opções de pagamento (confira no link acima). Agosto 2015 n

16 CAPA A voz de quem entende Defender os interesses do empresariado é uma bandeira constante da CNC. Saiba o que pensam os presidentes de federação do comércio sobre o desafio de fazer negócios no Brasil 14 Agosto 2015 n 180 Mais prazos e opções O empresário, nesses períodos de dificuldade econômica, deve buscar inovar, diversificar seu mix de produtos e também, na medida do possível, procurar estender os prazos de pagamentos e oferecer novas condições que se adequem à nova situação do consumidor. Bruno Breithaupt, presidente da Fecomércio-SC Postura flexível diante da crise A economia no Espírito Santo passa por uma fase nebulosa, em que segue a passos lentos. A sensação do empresário é de retrocesso. Porém, o setor permanece numa postura flexível, isto é, preparado para suportar eventuais adversidades sem apatia, mas sem desespero também. José Lino Sepulcri, presidente da Fecomércio-ES Moody s, rebaixamento da nota Evidentemente, o rebaixamento da nota é ruim, mas o Brasil ainda mantém o grau de investimento, principalmente devido as nossas reservas internacionais, que garantem uma ampla cobertura para os pagamentos da dívida externa. O caminho, agora, é melhorar o resultado fiscal e frear a dívida pública. Adelmir Santana, presidente da Fecomércio-DF Inflação: mau sinal A inflação é sintoma de que há algo de errado na economia. Em um ambiente de desaquecimento econômico como o atual, a inflação elevada mostra que há desequilíbrios macroeconômicos sérios no País. Abram Szajman, presidente da Fecomércio-SP Hora de promoções e treinamento As pesquisas desenvolvidas pela Fecomércio- MA mostram que as promoções e uma equipe de atendimento bem treinada, além dos preços competitivos, serão os diferenciais primordiais que os consumidores buscarão nesse período. José Arteiro, presidente da Fecomércio-MA

17 CAPA Planejamento para seguir adiante Atuo no segmento de utilidades domésticas e produtos para bares e restaurantes. Primeiramente, tivemos que rever nossa gestão operacional, estabelecendo maior planejamento, desde o procedimento de compras e reposição de estoque até a contratação de pessoal. Raniery Araújo Coelho, presidente da Fecomércio-RO Esperança em 2016 O Estado da Bahia deve perder cerca de 10% do faturamento real neste ano, e não haverá recuperação no curto prazo. A expectativa é que em 2016 as vendas possam começar a se recuperar, ainda que gradativamente. Carlos de Souza Andrade, presidente da Fecomércio-BA Olho na concorrência É fundamental que o empresariado compreenda que, em um mercado que não cresce, existe acirramento da concorrência, com tendência de ganho de market share por parte das empresas bem estruturadas, com lucratividade e liquidez. Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomércio-RS Menos postos de trabalho Somente no primeiro semestre tivemos uma redução de aproximadamente 10 mil postos de trabalho no setor de segurança privada. Se a economia continuar nesse passo, pode gerar ainda mais demissões. Jeferson Furlan Nazário, presidente da Federação Nacional dos Sindicatos das Empresas de Segurança, Vigilância e de Transporte de Valores (Fenavist) Aumentos impactam atividades Os escritórios de despachantes aduaneiros e as empresas que atuam no setor estão sentindo o impacto dos aumentos da energia, dos encargos com pessoal e dos preços dos combustíveis, embora em menor escala, em relação a empresas comerciais de maior vulto. Daniel Mansano, presidente da Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros (Feaduaneiros) Veja mais declarações dos presidentes de federação no site da CNC, em Agosto 2015 n

18 CAPA Perspectivas para o comércio Em artigo, o ex-diretor do Banco Central e economistachefe da CNC afirma que o segundo semestre de 2015 pode trazer melhorias com base em um fator preponderante para os negócios: o preço A deterioração do mercado de trabalho, que ocorre com maior aceleração neste ano, é mais um dos elementos que contribuem para o enfraquecimento das vendas do varejo. No último mês, comércio e serviços foram responsáveis por 70% das demissões apuradas pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE ou 209 mil posições. A taxa de desemprego ficou em 6,9% maior valor desde junho de Os juros reais elevados inibem a tomada de crédito para o consumo, e as restrições de emprego e renda fazem com que as despesas familiares se concentrem nos artigos mais básicos e necessários. Em maio as vendas no varejo restrito, apuradas pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), também do IBGE, cederam 4,5% ante maio de 2014 a maior queda desde agosto de 2003 (-5,7%). No varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, a queda de 1,8% em maio ante abril, além de ser a sexta consecutiva, é a mais intensa para o mês desde o início da série, em Nessas condições, as vendas de duráveis são intensamente atingidas, pois são as que mais dependem dos juros, do crédito e de renda adicional disponível. O setor de móveis e eletrodomésticos, por exemplo, costumava ser beneficiado pelo Dia das Mães. Em 2015, porém, a restrição de crédito e renda dos brasileiros não favoreceu a data. O setor de veículos é um espelho significativo dessa situação. As vendas de automóveis novos recuaram 22,4% em julho de 2015 ante julho de Foi a queda mais intensa entre os segmentos do varejo ampliado e a 12ª taxa negativa consecutiva para o setor. Poucos segmentos resistiram às quedas, a exemplo dos artigos farmacêuticos, em que a alta de preços sustenta a receita de vendas. Ao desempenho desfavorável das vendas soma-se a elevação de custos e despesas do setor, tais como gastos com energia elétrica, combustíveis, pessoa l, etc. Nesse sentido, os varejistas têm buscado adaptar o quadro de funcionários à nova realidade do setor. No períod o de 2004 a 2012, quando as vendas do varejo cresceram a uma média anual de 8,5%, o comércio foi responsável por 26% das vagas formais criadas no País, atrás apenas do setor de serviços, com 42% do total. Naquele momento, o emprego no comércio avançou 89% (7% ao ano), ante 5% ao ano do restante da 16 Agosto 2015 n 180

19 CAPA Há a expectativa de que o orçamento das famílias esteja menos apertado na segunda metade do ano, por conta de um possível alívio na inflação. São esperadas menos elevações daqui para frente Carlos Thadeu de Freitas, Chefe da Divisão Econômica da CNC economia. A partir de 2013 o ritmo de vendas do setor iniciou um novo ciclo, marcado por forte desaceleração. O volume de vendas no varejo ampliado, que cresceu 8% em 2012, avançou 3,6% no ano seguinte. Em 2014 a crise no setor automotivo levou as vendas agregadas do varejo ao seu primeiro resultado negativo em dez anos (-1,6%). Um dos principais entraves à retomad a das vendas no varejo é o nível de preços atual. A inflação já está longe da meta há diversos períodos e ainda se mostra elevada mesmo com o desaquecimento da demanda. A principal barreira à sua queda é o reajuste dos preços administrados. No último relatório de inflação o Banco Central declarou esperar que ela atinja 9% ao final de A última previsão para o IPCA, de março deste ano, estava em 7,9%. No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) o Copom também atribui a alta dos preços ao processo de realinhamento dos administrados e dos preços livres. Adicionalmente, o RTI ressaltou que o real se depreciou significativamente nos últimos três anos em relação a outras moedas relevantes, e, por isso, já ocorre realinhamento entre preços domésticos e preços internacionais. Há a expectativa de que o orçament o das famílias esteja menos apertado na segunda metade do ano, por conta de um possível alívio na inflação. Nesse sentido, são esperadas menos elevações daqui para frente, já que a maior parte dos preços administrados já foi ajustada, e, assim, deve ocorrer menor impacto sobre a inflação ao consumidor no segundo semestre. Em sua mais recente decisão, na última semana de julho, o Copom elevou, de forma unânime, a taxa Selic em 0,50 p.p. para 14,25% ao ano, o que deve prejudicar ainda mais o orçamento das famílias. No entanto, no comunicado emitido após a reunião, a instituição indicou que esse foi o último aumento de juros do ciclo atua l, que foi iniciado com a Selic em 7,25%. A taxa é uma das peças fundamentais de previsibilidade, ancoragem e expectativas. Nesse sentido, uma sinalização de diminuição na taxa poderá auxiliar numa perspectiva de melhores condições para o ambiente de negócios. O segundo semestre sinaliza uma possível melhora no elemento que mais influencia as vendas reais do comércio varejista: o preço, embora ainda esteja distante uma recuperação real da atividade de forma mais ampla. Artigo publicado no Correio Braziliense em 7 de agosto de 2015 Agosto 2015 n

20 REUNIÃO DE DIRETORIA Cuidados para chegar ao fim do ano sem sustos A reunião de julho da Diretoria da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), realizada dia 23, no Rio de Janeiro, contou com um alerta do presidente da entidade, Antonio Oliveira Santos, já no início do encontro. Estamos vivendo uma situação bastante complexa. A atividade do comércio tem caído. Percebemos uma redução na atividade do varejo que nunca houve nos últimos dez anos; não com a mesma intensidade que está havendo agora. Mas isso todos os senhores, presidentes de federação, diretores, empresários estão sentindo diretamente, afirmou Oliveira Santos. O presidente da CNC destacou que a crise já atingiu há mais tempo a indústria nacional. Estamos, agora, caminhando para o final do ano. Pelas informações que temos, esperamos que até o final do ano a situação se normalize. Mas isso significa a necessidade de uma recomendação dos técnicos da Confederação para que nos próximos meses o comércio tenha bastante cuidado na aquisição dos estoques para o final do ano, especialmente aqueles que fazem um varejo muito ligado às épocas de Natal, Dia das Mães, etc. Para esses comerciantes, vale a pena um cuidado maior que nos anos anteriores, disse o presidente da CNC. Programa de Proteção ao Emprego A Medida Provisória (MP) nº 680/2015, que institui o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), foi muito debatida também pelos diretores da CNC. A MP, de 6 de julho de 2015, permite às empresas que aderirem ao Programa a redução temporária, em até 30%, da jornada de trabalho de seus empregados, com a redução proporcional do salário condicionada à celebração de acordo coletivo de trabalho específico com o sindicato de trabalhadores representativo da categoria da atividade econômica preponderante, conforme disposto em ato do Poder Executivo. De acordo com Josias Albuquerque, é responsabilidade das lideranças sindicais recomendar às empresas cautela e análise detalhada caso a caso, visto que a medida determina que as empresas que aderirem ao PPE ficarão proibidas de dispensar arbitrariamente ou sem justa causa os empregados que tiverem sua jornada de trabalho temporariamente reduzida enquanto vigorar a adesão ao Programa e, após o seu término, durante o equivalente a um terço do período de adesão. Ou seja, o empregador que não tiver condições de cumprir essas obrigações poderá ter sua situação agravada, pois o nível alto e crescente de inflação do País atualmente prejudica a empregabilidade e a capacidade econômica das empresas, seja para a manutenção dos postos de trabalho, seja para a sua própria sustentabilidade. Devemos ter muita precaução em relação a isso, porque reduzir o trabalho do 18 Agosto 2015 n 180

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Indicadores da Semana Indicadores da Semana O Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa de juros Selic em 0,5 p.p., a 14,25% ao ano, conforme esperado pelo mercado. A decisão ocorreu após elevação de 0,5 p.p no último encontro.

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