A RESPONSABILIDADE SOCIAL DE EMPRESAS PRIVADAS COMO NOVO ELEMENTO NA DINÂMICA DEMOCRÁTICA DO BRASIL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A RESPONSABILIDADE SOCIAL DE EMPRESAS PRIVADAS COMO NOVO ELEMENTO NA DINÂMICA DEMOCRÁTICA DO BRASIL"

Transcrição

1 Universidade Federal de Minas Gerais Programa de Formação de Conselheiros Nacionais Curso de Especialização em Democracia Participativa, República e Movimentos Sociais Marisa Jacomini de Sousa A RESPONSABILIDADE SOCIAL DE EMPRESAS PRIVADAS COMO NOVO ELEMENTO NA DINÂMICA DEMOCRÁTICA DO BRASIL Brasília 2010

2 2 MARISA JACOMINI DE SOUSA Monografia apresentada à Universidade Federal de Minas Gerais como requisito parcial para obtenção do título de Especialista em Democracia Participativa, República e Movimentos Sociais. Orientadora: Maria de Lourdes Dolabela Co-orientadora: Flávia Pereira Xavier Brasília 2010

3 3 Marisa Jacomini de Sousa A RESPONSABILIDADE SOCIAL DE EMPRESAS PRIVADAS COMO NOVO ELEMENTO NA DINÂMICA DEMOCRÁTICA DO BRASIL Monografia apresentada à Universidade Federal de Minas Gerais como requisito parcial para obtenção do título de Especialista em Democracia Participativa, República e Movimentos Sociais. Aprovada em.../.../... BANCA EXAMINADORA Componente da Banca Examinadora Instituição a que pertence Componente da Banca Examinadora Instituição a que pertence Componente da Banca Examinadora Instituição a que pertence

4 4 SUMÁRIO Pg. 1. Introdução 6 2. Objetivos e justificativa Objetivos Gerais Objetivos específicos Justificativa 9 3. A evolução do debate: da filantropia à Responsabilidade Social Empresarial Mobilização Internacional Norteadora da Responsabilidade Social Empresarial Pacto Global Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico OCDE Fórum Social Mundial FSM A Mobilização das Empresas Privadas Instaladas no Brasil em torno da Responsabilidade Social Empresarial Instituto Ethos Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade Prêmio Objetivo de Desenvolvimento do Milênio Brasil Prêmio ODM Brasil Índice de Sustentabilidade Empresarial ISE Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida COEP Balanço Social do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas IBASE 20

5 5 6. O Potencial democratizante da Responsabilidade Social Empresarial Base Empírica: Pesquisas do IPEA Análise das pesquisas 29 Quadro 1: Comparação entre as pesquisas Bondade ou Interesse? Como e por que as empresas atuam na área social (2001) e A Iniciativa Privada e o Espírito Público - A evolução da ação social das empresas privadas no Brasil (2006), ambas do IPEA Interpretação dos discursos do setor empresarial, à luz das contradições apresentadas pelo debate Potencial de atuação conjunta entre estado e o setor privado sob a ótica da responsabilidade social empresarial Considerações Finais Referências Bibliográficas 44

6 6 1. INTRODUÇÃO A ausência de consenso em torno do tema da responsabilidade social empresarial vai desde a imprecisão de seu conceito até a definição de sua dimensão. O fato é que a abrangência do tema envolve diferentes opiniões em relação às especificidades dos papéis do Estado, das empresas privadas e da sociedade civil. Sem julgar a motivação, o histórico de exclusão social do Brasil em si já justifica a importância das ações filantrópicas por parte de pessoas e de empresas. São ações de alívio imediato que amenizam a miséria dos que vivem à margem dos direitos garantidos em leis. Entretanto, não fosse a polêmica em torno do tema em que alguns autores consideram o ativismo social empresarial como uma mera tentativa de as empresas se legitimarem nos territórios em que atuam, apropriandose de um discurso simpático à sociedade em que buscam combater a pobreza que no fundo elas mesmas criaram. A Responsabilidade Social Empresarial é um tema recente, inacabado e polêmico entre os diversos autores que tratam do assunto. Por ser recente, existem várias expressões que muitas vezes expressam sinônimos ou diferenças, como filantropia empresarial, cidadania empresarial, responsabilidade social corporativa, responsabilidade social empresarial, entre outros. Há, entretanto, um certo consenso entre os autores em situá-lo em uma linha evolutiva que vai do altruísmo pessoal do proprietário, posteriormente passando à filantropia empresarial, caracterizada por ações conjuntas com entidades religiosas ou afins, e finalmente, à responsabilidade social empresarial, expressão ainda não conclusiva, vista como a incorporação de valores sociais e políticos no desenvolvimento dos negócios da empresa. Mas, se os serviços sociais que são ofertados pelas empresas também o são garantidos em lei, por que então elas os promovem? A resposta é evidente e dispensa maiores reflexões: apesar de garantidos em leis, muitos cidadãos vivem à margem do desfrute pleno dos direitos sociais. As restrições orçamentárias, os obstáculos burocráticos, a ineficiência administrativa, entre tantos outros motivos podem ser apontados como os grandes vilões da efetivação dos direitos sociais que

7 7 mantêm uma legião de cidadãos em busca de alternativas para conseguirem usufruir seus direitos duramente conquistados e garantidos em leis. Sendo dever do Estado democrático o provimento de serviços sociais a todos os cidadãos, isso se torna um fato suficientemente relevante para que ele acenda o alerta em busca das possibilidades que se apresentam como instrumentos para a formação de uma nova arquitetura administrativa de enfrentamento à exclusão social. Chega-se, portanto à seguinte constatação: os direitos sociais estão garantidos nas leis; é dever do Estado provê-los; em função de inúmeros obstáculos, o Estado não consegue promovê-los; a sociedade passa a demandar das empresas o suprimento de serviços púbicos onde o Estado está ausente; as empresas privadas entram em cena para cobrir o vácuo deixado pelo Estado. Mas por que as empresas? Por que elas são demandadas e por que elas atendem o chamado? Os direitos sociais são direitos dos cidadãos e cidadania pressupõe o acesso democrático aos bens e direitos públicos garantidos na Constituição Federal. Por sua vez, a Constituição Federal brasileira traduziu em leis os anseios democráticos da sociedade civil sedenta por direitos sociais, civis e políticos em uma sociedade democrática protegida por um ambiente participativo, garantido pelo Estado. Falar de ações sociais empreendidas por empresas privadas sem o envolvimento do Estado é, no mínimo, reduzir a nada a função precípua do Estado. A não-participação do Estado no debate representa não somente a perda de força e potencial em traduzir em transformação social as ações sociais das empresas, mas principalmente a exclusão política de toda sociedade. Construir uma sociedade livre, mais justa e politicamente participativa é a grande meta de um Estado Democrático de Direito. E ambiente democrático perpassa pelas relações transparentes entre Estado, sociedade civil e mercado, aqui representado pelas empresas privadas. Este trabalho procura contribuir para investigar a concepção da responsabilidade social das empresas privadas situadas no território brasileiro, sob a perspectiva democratizadora que o tema pode conter. Busca-se assim jogar luz sobre as possibilidades que se desenham para viabilizar a participação de diversos

8 8 atores sociais, através do rearranjo institucional do Estado para mais uma frente de combate às desigualdades sociais. Para isso, este trabalho está estruturado de forma que passemos pela evolução do debate no contexto do progresso sócio-econômico e político do Brasil e do mundo na tentativa de contribuir para a compreensão dos reflexos do tema nas ações das empresas localizadas no Brasil. Para contextualizar os movimentos da sociedade relativos à responsabilidade social empresarial, voltaremos o olhar para a mobilização internacional e seus reflexos na sociedade brasileira. Na tentativa de evitar a dilatação extrema deste trabalho, no que concerne aos atores sociais envolvidos no tema, tentaremos situar o grau de envolvimento de cada um no atual contexto democrático. A seguir, tentaremos estabelecer a conexão do tema com o fortalecimento do processo de democracia participativa vivida pelo país nos últimos tempos. Como base para constatação da investigação bibliográfica, usaremos duas pesquisas sobre a ação social das empresas, bastante ricas em detalhes, produzidas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Em seguida, serão apontadas algumas perspectivas baseadas no confronto entre as pesquisas e o estudo bibliográfico tendo como pano de fundo a experiência brasileira de participação democrática. Finalmente, serão feitas algumas considerações finais, na tentativa de delimitar os avanços e as limitações deste estudo.

9 9 2. OBJETIVOS E JUSTIFICATIVA 2.1. Objetivo Geral Contribuir para a compreensão e inserção da temática da responsabilidade social empresarial no contexto da dinâmica democrática brasileira Objetivos específicos Apontar as principais iniciativas sociais de mobilização em torno da responsabilidade social empresarial, a fim de conhecer possíveis parceiros para a inserção do tema na agenda pública brasileira; Analisar o pontencial democratizante de inserção do tema na agenda pública brasileira; Identificar o potencial de atuação conjunta entre Estado e setor privado, a partir da interpretação dos discursos do setor empresarial, à luz do debate Justificativa A polêmica em torno do tema da responsabilidade social não é somente conceitual, no sentido de compreender o que caracteriza a ação social responsável do setor empresarial. A questão do ativismo social empresarial tem sofrido ataques quanto a sua própria existência. Muitos o consideram prejudicial à eficiência do mercado, outros acreditam que ele fortalece o neoliberalismo e há os que acreditam que ele é o reflexo de uma nova concepção de cidadania. Por ser um tema recente, sua concepção não está definida. A formação do juízo social em torno do tema está em pleno desenvolvimento. Aos que de alguma forma podem ser afetados pela consolidação e generalização de uma concepção é hora de se moverem e entrarem no debate, de compreenderem suas potencialidades e suas armadilhas, se é que existem.

10 10 Para a empresa, sua inserção social pode credenciá-la a um melhor posicionamento diante de seus concorrentes. Para a sociedade, o tema passa a ser depositário da expectativa de ampliação da participação e provimento de demandas sociais, embaladas desde o início do processo de democratização que culminou com a Constituição Federal de Para o Estado, o tema pode colocar em prova sua capacidade de promover a articulação entre os diversos atores sociais em torno de projetos concretos para a superação das desigualdades sociais tão enraizadas quanto combatidas pela sociedade.

11 11 3. A EVOLUÇÃO DO DEBATE: DA FILANTROPIA À RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL Este capítulo procura fazer uma breve passagem sobre a evolução do tema desde a considerada mais clássica compreensão até a atual concepção do pensamento sobre a responsabilidade social empresarial. Percebe-se que a evolução do debate acompanha as expectativas relativas às diferentes visões do papel das empresas ao longo do tempo. Tenório (2004) divide a questão em dois momentos: o primeiro seria o período de transição da economia agrícola para a industrial, com o predomínio da ideologia do liberalismo. Naquele momento, a interferência do Estado era considerada maléfica ao desenvolvimento econômico. Caberia a ele apenas a proteção da concorrência, da propriedade privada e a promoção das ações sociais essenciais. A função social das empresas se resumiria na geração de empregos e ao pagamento de impostos. Com os recursos dos impostos o Estado deveria promover ações sociais. Essa idéia teve origem no pensamento do economista Milton Friedman, que por volta de 1970 escreveu a um artigo a uma importante revista norte-americana, conforme citado por Oliveira (2008): a única responsabilidade social das empresas era gerar lucro para seus acionistas, dentro das regras da sociedade (leis). Enfim, para os autores da corrente essencialmente liberalista, a função social da empresa se resumia na maximização dos lucros e no recolhimento de impostos. A prática de ações sociais por empresas seria inclusive condenada por essa corrente, que considerava a caridade como um entrave ao desenvolvimento da sociedade. Como conclui Tenório (2004):... no início do século XX, a responsabilidade social limitava-se apenas ao ato filantrópico, que inicialmente assumia caráter pessoal, representado pelas doações efetuadas por empresários ou pela criação de fundações.... Posteriormente, os argumentos de Friedman mostraram-se inconsistentes uma vez que surgiram como resultado da industrialização, a degradação do meio ambiente, a baixa qualidade de vida provocada pelo agravamento dos problemas sociais, e a precariedade das relações trabalhistas, levando a sociedade a pressionar governos e empresas por melhores condições de vida. Conforme Tenório (2004), esse fato levou algumas empresas a incorporarem, além da geração de

12 12 empregos e do pagamento de impostos, a idéia de responsabilidade social, entendida então como o cumprimento de obrigações legais ligadas a questões trabalhistas e ambientais. Já o segundo momento, para Tenório (2004), se dá com o desenvolvimento da sociedade pós-industrial, caracterizado pela valorização de um novo fator de produção: o conhecimento técnico. É quando se dá a consolidação do pensamento Keynesiano, que vai do período dos anos 30 aos anos 70, caracterizado pela intervenção do Estado na economia. A transição para o Keynesianismo despertou valores na sociedade que extrapolavam à pura acumulação de riquezas. Essa sociedade pós-industrial passa a valorizar o ser humano, a qualidade de vida e o respeito à natureza. Esse novo padrão de pensamento é que será a base para o atual conceito de responsabilidade social empresarial. Com os requisitos do conhecimento tecnológico, os proprietários de empresas assistem ao crescimento do poder daquilo que é intangível aos negócios: ou seja, do conhecimento, da ordem estrutural de uma empresa, da reunião de diferentes talentos, enfim, na competência organizacional. Com o advento da globalização, as empresas passaram a investir cada vez mais em novas tecnologias a fim de conseguirem produzir produtos e serviços de melhor qualidade e menores custos, a serem oferecidos a um amplo mercado internacional. Para essa nova reestruturação produtiva, as empresas também passaram a buscar trabalhadores com perfil melhor qualificado e polivalente. Aos trabalhadores de baixa qualificação técnica, restariam os baixos salários e as condições precárias de emprego. Paradoxalmente, a globalização que trouxe tanto poder de mercado às empresas, também as tornou vítimas do próprio benefício. Da mesma forma que cresceu o mercado consumidor e fornecedor, cresceu também o interesse das sociedades internacionais em saber as condições de produção de cada produto. A reação da sociedade contra os efeitos negativos da globalização das empresas que infringiam os direitos trabalhistas e o meio ambiente foi o movimento de resistência e de denúncia para o combate a tais práticas. Assim, o mercado globalizado fez com que as empresas da sociedade pósindustrial passassem a incluir os objetivos sociais aos negócios, a fim de atender as

13 13 reivindicações de consumidores, associações civis, movimentos sociais, Ong s, governos, sindicatos e trabalhadores, a fim de legitimarem-se em seus mercados. Como prefaciado por Heitor Chagas de Oliveira, no livro de Tenório (2004): A convivência e as relações com as comunidades, de onde as empresas retiram tantas energias às quais muitas vezes agridem com o seu gigantismo ou com fortes impactos na organização de sua vida, terão que ser objeto de transparentes e legítimas negociações. Beghin (2005) relata que no Brasil, o marco fundador da filantropia empresarial ocorreu em 1910, quando o empresário e escritor Monteiro Lobato criou o personagem Jeca Tatu para um livreto distribuído pelo Laboratório Farmacêutico Fontoura, para a campanha de combate à ancilostomose. Para a autora, esse trabalho foi fortemente marcado por interesses publicitários. E complementa, que só a partir da segunda metade dos anos 80 é que o trabalho voluntário de empresas em atividades de combate à pobreza e à miséria se intensificou. Nesse mesmo período, relata a autora, surgem novas práticas e instituições empresariais com o objetivo de promover o ativismo social das empresas privadas. ordem social: Beghin (2004, p. 69. SD. Mimeog.) ainda complementa que, frente à nova As empresas privadas buscam criar condições para conferir legitimidade à ordem capitalista no Brasil, no sentido do que consideram sua eficiência e a credibilidade de suas instituições (p. 69. SD. Mimeog.). Por sua vez, a legitimidade de uma empresa não é um valor imposto ou gratuito. Ela é conquistada a partir da construção das relações com os diversos atores com os quais uma empresa lida. Dessa forma é consenso entre a maioria dos autores que tratam sobre o tema de que a responsabilidade social surge como reação à reação social, ou seja, a responsabilidade social vem como resposta empresarial às reações das sociedades contra as conseqüências sociais nefastas da globalização. Vem como uma busca pelo alinhamento do objetivo empresarial às expectativas dos atores sociais. Nesse contexto, o pensamento de Oliveira (2008) também corrobora para a compreensão da atual mobilização empresarial em torno do tema: Quando indivíduos ou organizações ganham legitimidade perante um grupo ou sociedade, geralmente ganham credibilidade. Isso facilita seu

14 14 reconhecimento social e a ação na sociedade. (Oliveira, p. 98. SD. Mimeog.). A polêmica em torno do tema pode ser resumida com o seguinte trecho de BEGHIN, ao se referir sobre o ativismo social empresarial: Essas diferentes e, mesmo, antagônicas visões reforçam a necessidade de se aprofundar a temática, inclusive porque, no mundo acadêmico, ainda são pouco numerosas as reflexões sobre o assunto (2005, p. 12. SD. Mimeog.). tema: Assim, pode-se extrair três interpretações distintas para a compreensão do A abordagem teórica liberalista compreende que o papel social das empresas se resume no cumprimento das obrigações legais e na distribuição dos lucros aos acionistas. Por essa abordagem, o que o proprietário fizer além da obrigação legal poderia ser enquadrado como caridade pessoal, e não haveria nenhum compromisso e nada que obrigue o proprietário a tal ação. Pela abordagem da cidadania empresarial, (ainda que não seja uma expressão consensual, usaremos este apenas para delimitar o conceito), a empresa estenderia seu compromisso à melhoria da qualidade de vida da comunidade na qual ela está inserida. Pela abordagem mais atual que se desenha, ainda sem consenso e ainda de conceito indefinido, a responsabilidade social empresarial passa a fazer parte do negócio da empresa e diz respeito ao compromisso da empresa com o desenvolvimento sustentável e com a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

15 15 4. A MOBILIZAÇÃO INTERNACIONAL NORTEADORA DA RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL Com a quebra das fronteiras com a globalização, as empresas se viram mais poderosas por poderem escolher onde e como quiserem produzir, muitas vezes aproveitando os baixos padrões ambientais e trabalhistas de alguns países para diminuir custos de produção, incluindo custos com mão-de-obra, incentivos fiscais, entre outros benefícios que tornam seus produtos mais baratos e, portanto, mais competitivos. Mas também, elas podem levar aos países investimentos, geração de emprego, renda, acesso à tecnologia e serem uma mola propulsora para o desenvolvimento de países em desenvolvimento. Entretanto, ainda que o mercado tenha quebrado as fronteiras dos países, não existem regulamentações globais para proteger as sociedades contra empresas socialmente irresponsáveis. Não existe um órgão internacional capaz de criar e fiscalizar legislação universal. Ainda que tenham surgido entidades como Ong s fiscalizadoras, suas capacidades são limitadas. Apesar disso, existem algumas iniciativas para tornarem as empresas mais socialmente responsáveis. Abaixo, estão mencionadas as mais expressivas iniciativas internacionais que pautam a regulação das ações das empresas: 4.1 Pacto Global É um pacto proposto às lideranças empresariais, pelo ex-secretário geral das Nações Unidas, Kofi Annan no dia 31 de janeiro de 1999, durante a realização do Fórum Econômico Mundial. O desafio colocado foi para que as empresas promovessem ações e parcerias para o alcance de metas, conhecidas como os Oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, com o objetivo final de conquistar uma economia global mais sustentável e inclusiva. Conforme afirma Oliveira (2008), o Pacto Global defende dez Princípios Universais derivados da Declaração Universal de Direitos Humanos, da Declaração da Organização Internacional do Trabalho, da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção.

16 16 O objetivo do Pacto Global é encorajar o alinhamento das políticas e práticas empresariais com os valores e os objetivos fundamentais aplicáveis internacionalmente. Esses valores principais foram separados em dez princípios, nas áreas de direitos humanos, direitos do trabalho, proteção ambiental e combate à corrupção Embora seja uma iniciativa com pontos positivos por trazer empresas para discutir a solução de problemas globais, já existem muitas críticas ao Pacto Global: a) É de iniciativa voluntária. A empresa descomprometida pode escolher não aderilo; b) Para as empresas que pactuam, não há fiscalização; c) Não há punição para as empresas que violam o compromisso e; d) mesmo sendo falho, algumas empresas utilizam o Pacto Global para marketing. 4.2 Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE A OCDE é uma entidade internacional e intergovernamental, da qual fazem parte as nações mais desenvolvidas, as quais se reúnem periodicamente para trocar informações e alinhar políticas para o desenvolvimento de seus membros. O Brasil, apesar de não ser membro também aderiu aos princípios da OCDE. Suas diretrizes são o estabelecimento de princípios e padrões de conduta que devem ser fiscalizados por países que aderirem, sendo membro ou não da OCDE. Oliveira (2008) relata que as empresas devem levar em consideração esses princípios e a opinião das partes legitimamente interessadas em suas operações. A empresa citada por quebra dos princípios deve responder, sob pena de ser responsabilizada nos países envolvidos. 4.3 O Fórum Social Mundial FSM Como constata BEGHIN (2005), a temática da responsabilidade social também está inserida na agenda do Fórum Social Mundial que se apresenta como: um espaço de debate público de propostas, nem sempre consensuais, que acenam com uma possibilidade de uma regulação social da economia pautada pelo reconhecimento e garantia de direitos. (BEGHIN, 2005, p ). A preocupação global com o meio ambiente e os direitos humanos vai aos poucos tomando corpo, vez e voz entre as nações a partir da propagação das

17 17 mobilizações internacionais que pressionam empresas e governos pelo respeito e cumprimento dos princípios consensados e estabelecidos nessas entidades.

18 18 5. A MOBILIZAÇÃO DAS EMPRESAS PRIVADAS INSTALADAS NO BRASIL EM TORNO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL A seguir estão referenciadas algumas das mais importantes iniciativas brasileiras para o incentivo às empresas na adesão do tema da responsabilidade social empresarial. 5.1 Instituto Ethos Criado em 1998 pelo empresário Oded Grajew, o Instituto Ethos é uma entidade sem fins lucrativos caracterizada como uma OSCIP (organização da sociedade civil de interesse público) que tem como missão sensibilizar e orientar as empresas a gerir seus negócios de forma socialmente responsável, tornando-as parceiras na construção de uma sociedade justa e sustentável. O Instituto Ethos ganhou visibilidade internacional após a elaboração de um conjunto de indicadores que orientam as empresas a incorporarem a responsabilidade social em suas atividades. Seguindo a mesma linha do Ethos, outras entidades ou movimentos afins foram sendo criados, como por exemplo, a Associação de Dirigentes Cristãos de Empresas no Brasil (ADCE), o Grupo de Institutos e Fundações Empresas (GIFE), (o Pensamento Nacional de Bases Empresariais) e o Observatório Brasileiro da Desigualdade, que desde então vem, cada uma a seu modo, fazendo coro aos objetivos por justiça social. 5.2 Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade Numa iniciativa pioneira, o movimento foi formado por um conjunto de empresas, entidades governamentais e não-governamentais, em 2004, com o objetivo de conscientizar e mobilizar a sociedade no desenvolvimento de debates e ações em torno dos Oito Objetivos do Milênio. Atualmente, o movimento vem trabalhando juntamente com a Secretaria-Geral da Presidência da República e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento na mobilização da sociedade para o alcance dos objetivos do milênio, com destaque para o Prêmio ODM Brasil, que vem sendo o instrumento de reconhecimento e incentivos às organizações e prefeituras que trabalham pelos objetivos do milênio.

19 Prêmio Objetivos de Desenvolvimento do Milênio Brasil Prêmio ODM BRASIL Em consonância com o compromisso assinado pelo Brasil em setembro de 2000 no documento que ficou conhecido como a Declaração do Milênio, o governo federal brasileiro, em parceria com o Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) criou, em 2004, o Prêmio ODM Brasil como uma iniciativa pioneira no mundo, durante a abertura da Primeira Semana Nacional pela Cidadania e Solidariedade, organizada por aquele movimento. Seu objetivo desde então, é reconhecer publicamente os esforços dos que, de alguma forma, trabalham em prol dos Objetivos do Milênio. O Prêmio marca o estabelecimento de parceria entre o Estado, as empresas e a sociedade civil na busca de solução dos problemas apontados pelas Nações Unidas, que deram origem ao estabelecimento das Metas do Milênio que devem ser alcançadas pelos países. O prêmio está em sua 3a edição e vem contando com a forte mobilização e participação ativa de vários setores da sociedade civil para sua divulgação e realização. 5.4 Índice de Empresas Sustentáveis da BM&Fbovespa Atendendo a tendência de investidores procurarem empresas socialmente mais responsáveis para aplicar seus recursos, a Bolsa Brasileira de Mercadorias, BM&FBOVESPA, na época Bolsa Valores de São Paulo, elaborou, juntamente com outras entidades ligadas ao setor empresarial e financeiro, com a participação do Ministério do Meio Ambiente e colaboração da Fundação Getúlio Vargas (Oliveira, 2008 p. 216), numa iniciativa pioneira na América Latina, o índice de ações que fosse um referencial para os investimentos socialmente responsáveis, o ISE - Índice de Sustentabilidade Empresarial. A despeito das críticas à baixa participação da sociedade civil não ligada ao empresariado na elaboração e gestão do ISE (Oliveira, 2008, p. 216), ainda que de maneira incipiente, o índice também atua como promotor de boas práticas sociais.

20 Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida COEP O COEP é um desdobramento do Movimento pela Ética na Política e da campanha da Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, que tinha o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, na época presidente do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE) como um dos mais engajados militantes. Através do IBASE, Betinho lançou ampla campanha nacional chamando empresas públicas e privadas para o compromisso no combate à fome e à elaboração do balanço social, no padrão sugerido pelo IBASE. Em 2008, com 15 anos e após diversas transformações e crescimento de sua estrutura, o COEP largou de iniciais 30 organizações associadas para a viabilização da Rede COEP, que passando a contar então com mais de organizações públicas e privadas, espalhadas em todos os estados e no Distrito Federal, com presença em 20 grandes municípios. Assim, a própria criação do COEP pode ser vista como um exemplo de capacidade organizacional e de pensamento e ação estratégicos muito competentes, embora seus fundadores trabalhassem apenas com um conjunto coerente de pressupostos e princípios, e não com um plano formal (COEP, 2008, p. 264). O surgimento e a manutenção do COEP é, sem dúvida, um grande exemplo de esforço conjunto pela construção de caminhos alternativos ao combate às desigualdades sociais. 5.6 Balanço Social do IBASE O Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE) é uma instituição sem fins lucrativos que tem como missão aprofundar a democracia, baseada nos princípios dos direitos humanos, e no estimulo à participação cidadã. Em sintonia com o movimento da sociedade internacional iniciado nas décadas de 60 e 70 que exigia uma nova postura ética das empresas, e que como reposta a essas demandas algumas empresas passaram a elaborar e divulgar o relatório anual com informações de caráter social, o chamado balanço social. A partir dos anos 80 algumas poucas empresas instaladas no Brasil aderiram à produção de tais balanços anuais. Entretanto, tal adesão:

21 21 só ganhou visibilidade nacional quando o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, lançou, em junho de 1997, uma campanha pela divulgação voluntária do balanço social. Com o apoio e a participação de lideranças empresariais, a campanha decolou e vem suscitando uma série de debates através da mídia, seminários e fóruns. Hoje é possível contabilizar o sucesso desta iniciativa e afirmar que o processo de construção de uma nova mentalidade e de novas práticas no meio empresarial está em pleno curso. Acima foram mencionadas algumas iniciativas brasileiras em torno da mobilização da sociedade e de empresas para o compromisso com uma maior responsabilidade comportamental das empresas e da sociedade em geral.

22 22 6. O POTENCIAL DEMOCRATIZANTE DA RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL A Constituição Federal de 1988 proclamou o Estado democrático reconhecedor de direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais (IPEA, 2009). Tal condição estabeleceu uma prerrogativa e um desafio à governabilidade institucional. O Estado assume decisivamente o seu reconhecimento e sua responsabilidade pelos direitos cidadãos. O avanço na construção do arcabouço institucional dos direitos evidenciou o vácuo entre a norma e seu efetivo exercício por parte dos cidadãos. Fica nas mãos do Estado a responsabilidade por garantir direitos, em um ambiente democrático, a uma sociedade brasileira atravessada por heterogeneidades estruturais e por um padrão muito acentuado de desigualdades socioeconômicas (ANASTASIA, p.225, 2004). Hoje a grande questão colocada ao Estado não é mais o dever de assegurar os direitos constitucionais, mas o desafio de como superar os obstáculos à efetivação desses direitos (Bresser, 1999 p. 55). E poderia complementar esse raciocínio, a idéia de que, embora o Estado tenha a titularidade sobre a responsabilidade de promover o desenvolvimento social e econômico do país, sozinho ele não terá capacidade para tal. A emergência de uma parceria participativa entre Estado, sociedade organizada e iniciativa privada pode ser uma solução viável para prover serviços de melhor qualidade e efetividade aos excluídos desses bens. A participação social deixou de ser um tema relacionado às questões políticas e vem se consolidando como princípio de condução das políticas públicas do país. O Estado está no centro do desafio de identificar e resolver, de forma democrática, os empecilhos à concretização da cidadania. Se os direitos estão assegurados, o acesso a eles não. Ter direitos não é sinônimo de ter capacidade de exercê-los. Por essa razão, pode-se dizer que o Estado não está acessível a todos e tem o grande desafio de fazê-lo estar. MATOS (p.36. SD. Mimeog.) contribui para essa reflexão: Está ainda em aberto a questão dos agentes coletivos que deverão prover tais condições de bem-estar inerente à nova configuração democrática. Não existem soluções óbvias, porque os atores capazes de suplementar o Estado e sua burocracia no exercício dessas funções mercado, associações voluntárias, família e comunidade local apresentam problemas: o mercado está francamente em crise, as nossas associações

PROGRAMA DE ADOÇÃO DE PRINCÍPIOS SOCIOAMBIENTAIS

PROGRAMA DE ADOÇÃO DE PRINCÍPIOS SOCIOAMBIENTAIS A Copagaz A Copagaz, primeira empresa do Grupo Zahran, iniciou suas atividades em 1955 distribuindo uma tonelada de Gás Liquefeito de Petróleo - GLP por dia nos estados de São Paulo, Mato Grosso e Mato

Leia mais

V Encontro das Agências no Brasil 18 e 19 de março de 2001. Mudanças na Cultura de Gestão

V Encontro das Agências no Brasil 18 e 19 de março de 2001. Mudanças na Cultura de Gestão 1 V Encontro das Agências no Brasil 18 e 19 de março de 2001. Painel: Desenvolvimento Institucional Mudanças na Cultura de Gestão Roteiro: 1. Perfil das organizações do PAD. 2. Desenvolvimento Institucional:

Leia mais

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global (texto extraído da publicação IRVING, M.A.; BOTELHO, E.S.; SANCHO, A.; MORAES, E &

Leia mais

4º Período Ciências Contábeis Aulas 03 e 04 11.02.2014 Semana 2. Contabilidade e Responsabilidade Socioambiental

4º Período Ciências Contábeis Aulas 03 e 04 11.02.2014 Semana 2. Contabilidade e Responsabilidade Socioambiental 4º Período Ciências Contábeis Aulas 03 e 04 11.02.2014 Semana 2 Contabilidade e Responsabilidade Socioambiental 1 RESPONSABILIDADE SOCIAL: conceitos e importância Responsabilidade trata-se do cargo ou

Leia mais

Francisco Chaves, Presidente Ibolyka Elizabeth, Diretora Executiva. www.iaap.org.br Lorena-SP

Francisco Chaves, Presidente Ibolyka Elizabeth, Diretora Executiva. www.iaap.org.br Lorena-SP Diretoria Francisco Chaves, Presidente Ibolyka Elizabeth, Diretora Executiva. www.iaap.org.br Lorena-SP O Terceiro Setor no Brasil Sumário: Histórico e Legislação Bandeira: a figura da Filantropia (do

Leia mais

DIRETRIZES DO FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/NÓS PODEMOS. (aprovada em 2010 e 1ª revisão em agosto de 2012)

DIRETRIZES DO FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/NÓS PODEMOS. (aprovada em 2010 e 1ª revisão em agosto de 2012) DIRETRIZES DO FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/NÓS PODEMOS (aprovada em 2010 e 1ª revisão em agosto de 2012) Artigo 1º O Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade/Nós

Leia mais

O desenvolvimento do Terceiro Setor e a profissionalização

O desenvolvimento do Terceiro Setor e a profissionalização O desenvolvimento do Terceiro Setor e a profissionalização Cristiane dos Santos Schleiniger * Lise Mari Nitsche Ortiz * O Terceiro Setor é o setor da sociedade que emprega aproximadamente 1 milhão de pessoas.

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIAL NO CENÁRIO EMPRESARIAL ¹ JACKSON SANTOS ²

RESPONSABILIDADE SOCIAL NO CENÁRIO EMPRESARIAL ¹ JACKSON SANTOS ² RESPONSABILIDADE SOCIAL NO CENÁRIO EMPRESARIAL ¹ JACKSON SANTOS ² A Responsabilidade Social tem sido considerada, entre muitos autores, como tema de relevância crescente na formulação de estratégias empresarias

Leia mais

PROTEÇÃO INTEGRAL EM REDES SOCIAIS

PROTEÇÃO INTEGRAL EM REDES SOCIAIS PROTEÇÃO INTEGRAL EM REDES SOCIAIS ENCONTRO DE GRUPOS REGIONAIS DE ARTICULAÇÃO- ABRIGOS - SÃO PAULO O QUE É UMA REDE DE PROTEÇÃO SOCIAL? sistemas organizacionais capazes de reunir indivíduos e instituições,

Leia mais

DOS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO (ODM) PARA OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ODS)

DOS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO (ODM) PARA OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ODS) DOS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO (ODM) PARA OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ODS) INTRODUÇÃO A Organização das Nações Unidas (ONU) está conduzindo um amplo debate entre governos

Leia mais

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337.

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337. PROGRAMA TÉMATICO: 6229 EMANCIPAÇÃO DAS MULHERES OBJETIVO GERAL: Ampliar o acesso das mulheres aos seus direitos por meio do desenvolvimento de ações multissetoriais que visem contribuir para uma mudança

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIAL

RESPONSABILIDADE SOCIAL RESPONSABILIDADE SOCIAL Universidade de Brasília Faculdade de Ciência da Informação Profa. Lillian Alvares TODO COMPORTAMENTO TEM SUAS RAZÕES. A ÉTICA É SIMPLESMENTE A RAZÃO MAIOR DAVID HUME DEFINIÇÕES

Leia mais

Política de Sustentabilidade

Política de Sustentabilidade Política de Sustentabilidade Sul Mineira 1 Índice Política de Sustentabilidade Unimed Sul Mineira Mas o que é Responsabilidade Social? Premissas Básicas Objetivos da Unimed Sul Mineira Para a Saúde Ambiental

Leia mais

POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL REDE GAZETA

POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL REDE GAZETA POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL REDE GAZETA Vitória, ES Janeiro 2010. 1ª Revisão Janeiro 2011. 2ª Revisão Janeiro 2012. POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL DA REDE GAZETA IDENTIDADE CORPORATIVA Missão

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIAL: a solidariedade humana para o desenvolvimento local

RESPONSABILIDADE SOCIAL: a solidariedade humana para o desenvolvimento local RESPONSABILIDADE SOCIAL: a solidariedade humana para o desenvolvimento local 1 Por: Evandro Prestes Guerreiro 1 A questão da Responsabilidade Social se tornou o ponto de partida para o estabelecimento

Leia mais

PROGRAMA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL PRS-FACIIP

PROGRAMA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL PRS-FACIIP PROGRAMA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL PRS-FACIIP Aprovado na Reunião do CONASU em 21/01/2015. O Programa de Responsabilidade Social das Faculdades Integradas Ipitanga (PRS- FACIIP) é construído a partir

Leia mais

INDICADORES ETHOS PARA NEGÓCIOS SUSTENTÁVEIS E RESPONSÁVEIS. Conteúdo

INDICADORES ETHOS PARA NEGÓCIOS SUSTENTÁVEIS E RESPONSÁVEIS. Conteúdo Conteúdo O Instituto Ethos Organização sem fins lucrativos fundada em 1998 por um grupo de empresários, que tem a missão de mobilizar, sensibilizar e ajudar as empresas a gerir seus negócios de forma socialmente

Leia mais

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO Introdução Escopo A Carta de Bangkok identifica ações, compromissos e promessas necessários para abordar os determinantes da saúde em

Leia mais

Sustentabilidade nos Negócios

Sustentabilidade nos Negócios Sustentabilidade nos Negócios Apresentação O programa Gestão Estratégica para a Sustentabilidade foi oferecido pelo Uniethos por nove anos. Neste período os temas ligados à sustentabilidade começam a provocar

Leia mais

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey Executivos em todos os níveis consideram que a sustentabilidade tem um papel comercial importante. Porém, quando se trata

Leia mais

FÓRUM EMPRESARIAL SUSTENTABILIDADE E RESPONSABILIDADE CORPORATIVA: UM PASSO ADIANTE

FÓRUM EMPRESARIAL SUSTENTABILIDADE E RESPONSABILIDADE CORPORATIVA: UM PASSO ADIANTE AMCE NEGÓCIOS SUSTENTÁVEIS www.amce.com.br PROJETOS ESPECIAIS FÓRUM EMPRESARIAL SUSTENTABILIDADE E RESPONSABILIDADE CORPORATIVA: UM PASSO ADIANTE 10º EVENTO TEMA: Investimento Social Privado: é possível

Leia mais

A atividade de Relações Públicas como suporte para a gestão socialmente responsável

A atividade de Relações Públicas como suporte para a gestão socialmente responsável A atividade de Relações Públicas como suporte para a gestão socialmente responsável Felipe de Oliveira Fernandes Vivemos em um mundo que está constantemente se modificando. O desenvolvimento de novas tecnologias

Leia mais

VERSÃO APROVADA Tradução de cortesia ANEXO 4

VERSÃO APROVADA Tradução de cortesia ANEXO 4 ANEXO 4 RELATÓRIO PRELIMINAR DO CEED AO CONSELHO DE DEFESA SUL- AMERICANO SOBRE OS TERMOS DE REFERÊNCIA PARA OS CONCEITOS DE SEGURANÇA E DEFESA NA REGIÃO SUL- AMERICANA O é uma instância de conhecimento

Leia mais

A história do Balanço Social

A história do Balanço Social C A P Í T U L O 1 A história do Balanço Social D esde o início do século XX registram-se manifestações a favor de ações sociais por parte de empresas. Contudo, foi somente a partir da década de 1960, nos

Leia mais

PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007

PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007 PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007 Institui o Programa Mais Educação, que visa fomentar a educação integral de crianças, adolescentes e jovens, por meio do apoio a atividades

Leia mais

Aprofundar mudanças rumo a um modelo de desenvolvimento sustentável

Aprofundar mudanças rumo a um modelo de desenvolvimento sustentável Este artigo é cópia fiel do publicado na revista Nu e va So c i e d a d especial em português, junho de 2012, ISSN: 0251-3552, . Aprofundar mudanças rumo a um modelo de desenvolvimento sustentável

Leia mais

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO PROGRAMAÇÃO DO EVENTO Dia 08/08 // 09h00 12h00 PLENÁRIA Nova economia: includente, verde e responsável Nesta plenária faremos uma ampla abordagem dos temas que serão discutidos ao longo de toda a conferência.

Leia mais

Profa. Cláudia Palladino. Unidade I RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS

Profa. Cláudia Palladino. Unidade I RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS Profa. Cláudia Palladino Unidade I RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS ORGANIZAÇÕES Antes de falarmos sobre RSE Ambiente das empresas: Incertezas Pressões das partes interessadas em: desempenho global que promova

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Dimensão Social

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Dimensão Social DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Dimensão Social Por Daiane Fontes 1 A preocupação da sociedade com relação aos temas ética, cidadania, direitos humanos, desenvolvimento econômico, Desenvolvimento Sustentável

Leia mais

Reflexões sobre a Ética em Empresas de Tecnologia O Caso Petrobras. Heitor Chagas de Oliveira Gerente Executivo Recursos Humanos

Reflexões sobre a Ética em Empresas de Tecnologia O Caso Petrobras. Heitor Chagas de Oliveira Gerente Executivo Recursos Humanos Reflexões sobre a Ética em Empresas de Tecnologia O Caso Petrobras Heitor Chagas de Oliveira Gerente Executivo Recursos Humanos Sustentabilidade e Competitividade SUSTENTABILIDADE pode ser entendida como

Leia mais

Resolução adotada pela Assembleia Geral em 19 de dezembro de 2011. 66/121. Políticas e programas voltados à juventude

Resolução adotada pela Assembleia Geral em 19 de dezembro de 2011. 66/121. Políticas e programas voltados à juventude Organização das Nações Unidas A/RES/66/121 Assembleia Geral Distribuição: geral 2 de fevereiro de 2012 65 a sessão Item 27 (b) da pauta Resolução adotada pela Assembleia Geral em 19 de dezembro de 2011

Leia mais

INESUL / FAEC FACULDADE EDUCACIONAL DE COLOMBO. Programa de Responsabilidade Social

INESUL / FAEC FACULDADE EDUCACIONAL DE COLOMBO. Programa de Responsabilidade Social INESUL / FAEC FACULDADE EDUCACIONAL DE COLOMBO Programa de Responsabilidade Social APRESENTAÇÃO 2 O equilíbrio de uma sociedade em última instância, é formada pelo tripé: governo, família e empresa. Esperar

Leia mais

Política de Comunicação do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) - PCS

Política de Comunicação do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) - PCS Política de Comunicação do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) - PCS POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DO SERVIÇO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS (SERPRO) - PCS A Política de Comunicação do Serviço

Leia mais

Voluntariado nas Organizações de Terceiro Setor Marisa Seoane Rio Resende *

Voluntariado nas Organizações de Terceiro Setor Marisa Seoane Rio Resende * Voluntariado nas Organizações de Terceiro Setor Marisa Seoane Rio Resende * Voluntariado é a expressão da participação da sociedade na vida pública mais significativa da atualidade. Os movimentos de participação

Leia mais

Carta de Adesão à Iniciativa Empresarial e aos 10 Compromissos da Empresa com a Promoção da Igualdade Racial - 1

Carta de Adesão à Iniciativa Empresarial e aos 10 Compromissos da Empresa com a Promoção da Igualdade Racial - 1 Carta de Adesão à Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial e à sua agenda de trabalho expressa nos 10 Compromissos da Empresa com a Promoção da Igualdade Racial 1. Considerando que a promoção da igualdade

Leia mais

Prefeitura Municipal de Botucatu

Prefeitura Municipal de Botucatu I- Identificação: Projeto Empresa Solidária II- Apresentação : O Fundo Social de Solidariedade é um organismo da administração municipal, ligado ao gabinete do prefeito, que atua em diversos segmentos

Leia mais

CONHEÇA OS NOSSOS PROJETOS

CONHEÇA OS NOSSOS PROJETOS CONHEÇA OS NOSSOS PROJETOS APRESENTAÇÃO Em Dezembro de 2004 por iniciativa da Federação das Indústrias do Estado do Paraná o CPCE Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial nasceu como uma organização

Leia mais

O Fórum Económico de Marvila

O Fórum Económico de Marvila Agenda O Fórum Económico de Marvila A iniciativa Cidadania e voluntariado: um desafio para Marvila A Sair da Casca O voluntariado empresarial e as políticas de envolvimento com a comunidade Tipos de voluntariado

Leia mais

AS ENTIDADES NÃO GOVERNAMENTAIS E O ATENDIMENTO À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE: A EXPERIÊNCIA DO GAFAM/AE

AS ENTIDADES NÃO GOVERNAMENTAIS E O ATENDIMENTO À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE: A EXPERIÊNCIA DO GAFAM/AE AS ENTIDADES NÃO GOVERNAMENTAIS E O ATENDIMENTO À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE: A EXPERIÊNCIA DO GAFAM/AE Amália Madureira Paschoal Anna Débora Fritzen Marcante Jaqueline Nadir da Silva Patrícia Ortigosa Chaves

Leia mais

Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras

Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras 1. DECLARAÇÃO Nós, das empresas Eletrobras, comprometemo-nos a contribuir efetivamente para o desenvolvimento sustentável, das áreas onde atuamos e

Leia mais

Associação sem fins lucrativos, fundada em 1998, por um grupo de 11 empresários; 1475 associados: empresas de diferentes setores e portes.

Associação sem fins lucrativos, fundada em 1998, por um grupo de 11 empresários; 1475 associados: empresas de diferentes setores e portes. Instituto Ethos Associação sem fins lucrativos, fundada em 1998, por um grupo de 11 empresários; 1475 associados: empresas de diferentes setores e portes. MISSÃO: Mobilizar, sensibilizar e ajudar as empresas

Leia mais

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DA CEMIG COM A COMUNIDADE Substitui a NO-02.15 de 23/06/2009

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DA CEMIG COM A COMUNIDADE Substitui a NO-02.15 de 23/06/2009 03/08/2010 Pág.01 POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DA CEMIG COM A COMUNIDADE Substitui a NO-02.15 de 23/06/2009 1. INTRODUÇÃO 1.1 A Política de Comunicação da CEMIG com a Comunidade explicita as diretrizes que

Leia mais

A preparação do Brasil para a Conferência Rio+20 Sugestões para contribuições

A preparação do Brasil para a Conferência Rio+20 Sugestões para contribuições A preparação do Brasil para a Conferência Rio+20 Sugestões para contribuições I. Informações preliminares sobre a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável ( Rio+20 ) De 28 de maio

Leia mais

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS EMPRESAS ELETROBRAS

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS EMPRESAS ELETROBRAS POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS Versão 2.0 09/02/2015 Sumário 1 Objetivo... 3 1.1 Objetivos Específicos... 3 2 Conceitos... 4 3 Princípios... 5 4 Diretrizes... 5 4.1

Leia mais

DIRETRIZES DE FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/ NÓS PODEMOS

DIRETRIZES DE FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/ NÓS PODEMOS 1 DIRETRIZES DE FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/ NÓS PODEMOS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES E OBJETIVO DO MOVIMENTO 2 Artigo 1º O Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade/Nós

Leia mais

Com o objetivo de continuar aprimorando o modelo de gestão de Minas Gerais, foi lançado, em 2010, o projeto Agenda de Melhorias caminhos para inovar

Com o objetivo de continuar aprimorando o modelo de gestão de Minas Gerais, foi lançado, em 2010, o projeto Agenda de Melhorias caminhos para inovar março de 2012 Introdução Com o objetivo de continuar aprimorando o modelo de gestão de Minas Gerais, foi lançado, em 2010, o projeto Agenda de Melhorias caminhos para inovar na gestão pública. A criação

Leia mais

Marcha Global contra o Trabalho Infantil Conferência Internacional sobre Trabalho Infantil na Agricultura Washington DC, EUA 28-30 julho, 2012

Marcha Global contra o Trabalho Infantil Conferência Internacional sobre Trabalho Infantil na Agricultura Washington DC, EUA 28-30 julho, 2012 Marcha Global contra o Trabalho Infantil Conferência Internacional sobre Trabalho Infantil na Agricultura Washington DC, EUA 28-30 julho, 2012 MARCO DE AÇÃO A Conferência Internacional sobre Trabalho Infantil

Leia mais

A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT

A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT Myrian Lucia Ruiz Castilho André Luiz Castilho ** A educação é um direito

Leia mais

Responsabilidade Social

Responsabilidade Social Responsabilidade Social Desafios à Gestão Universitária Prof. Dr. Adolfo Ignacio Calderón Coordenador do Núcleo de Pesquisas em Ciências Sociais Aplicadas da UMC, membro do comitê científico do Fórum de

Leia mais

Terceiro Setor - fator de confluência na ação social do ano 2000

Terceiro Setor - fator de confluência na ação social do ano 2000 Terceiro Setor - fator de confluência na ação social do ano 2000 Alceu Terra Nascimento O terceiro setor no Brasil, como categoria social, é uma "invenção" recente. Ele surge para identificar um conjunto

Leia mais

Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras

Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras Setembro de 2010 Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras DECLARAÇÃO Nós, das empresas Eletrobras, comprometemo-nos a contribuir efetivamente

Leia mais

1. DIRECIONADORES DAS RELAÇÕES E AÇÕES

1. DIRECIONADORES DAS RELAÇÕES E AÇÕES 1 A Endesa Brasil é uma das principais multinacionais privadas do setor elétrico no País com ativos nas áreas de distribuição, geração, transmissão e comercialização de energia elétrica. A companhia está

Leia mais

CAPTAÇÃO DE RECURSOS ATRAVÉS DE PROJETOS SOCIAIS. Luis Stephanou Fundação Luterana de Diaconia fld@fld.com.br

CAPTAÇÃO DE RECURSOS ATRAVÉS DE PROJETOS SOCIAIS. Luis Stephanou Fundação Luterana de Diaconia fld@fld.com.br CAPTAÇÃO DE RECURSOS ATRAVÉS DE PROJETOS SOCIAIS Luis Stephanou Fundação Luterana de Diaconia fld@fld.com.br Apresentação preparada para: I Congresso de Captação de Recursos e Sustentabilidade. Promovido

Leia mais

Glossário do Investimento Social*

Glossário do Investimento Social* Glossário do Investimento Social* O IDIS Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social é uma organização da sociedade civil de interesse público, que tem como missão promover e estruturar o investimento

Leia mais

Instituto Ethos. de Empresas e Responsabilidade Social. Emilio Martos Gerente Executivo de Relacionamento Empresarial

Instituto Ethos. de Empresas e Responsabilidade Social. Emilio Martos Gerente Executivo de Relacionamento Empresarial Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social Emilio Martos Gerente Executivo de Relacionamento Empresarial Missão do Instituto Ethos Mobilizar, sensibilizar e ajudar as empresas a gerir seus negócios

Leia mais

São Paulo, 25 de abril de 2013.

São Paulo, 25 de abril de 2013. São Paulo, 25 de abril de 2013. Discurso do diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania, Luiz Edson Feltrim, na SME Banking Conference 2013 1 Dirijo saudação especial a Sra. Ghada Teima, IFC Manager

Leia mais

GRATUITO CURSO COMPLETO DO SUS 17 AULAS 500 QUESTÕES COMENTADAS. Professor Rômulo Passos Aula 08

GRATUITO CURSO COMPLETO DO SUS 17 AULAS 500 QUESTÕES COMENTADAS. Professor Rômulo Passos Aula 08 1 www.romulopassos.com.br / www.questoesnasaude.com.br GRATUITO CURSO COMPLETO DO SUS 17 AULAS 500 QUESTÕES COMENTADAS Professor Rômulo Passos Aula 08 Legislação do SUS Completo e Gratuito Página 1 2 www.romulopassos.com.br

Leia mais

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva.

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva. COMPREENDENDO A GESTÃO DE PESSOAS Karina Fernandes de Miranda Helenir Celme Fernandes de Miranda RESUMO: Este artigo apresenta as principais diferenças e semelhanças entre gestão de pessoas e recursos

Leia mais

Cooperação Internacional no Âmbito das Nações Unidas: solidariedade versus interesses nacionais

Cooperação Internacional no Âmbito das Nações Unidas: solidariedade versus interesses nacionais Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública Cooperação Internacional no Âmbito das Nações Unidas: solidariedade versus interesses nacionais RELATÓRIO Samira Santana de Almeida 1 1. Apresentação

Leia mais

Brasil em Ação (Investimentos Básicos para o Desenvolvimento)

Brasil em Ação (Investimentos Básicos para o Desenvolvimento) Brasil em Ação (Investimentos Básicos para o Desenvolvimento) Nos dois últimos anos, vimos construindo as bases de um crescimento sustentável e socialmente benéfico para a grande maioria dos brasileiros.

Leia mais

Compromissos de Sustentabilidade. Coelce

Compromissos de Sustentabilidade. Coelce Compromissos de Sustentabilidade Coelce ÍNDICE 5 5 5 6 6 6 7 8 8 9 INTRODUÇÃO 1. DIRECIONADORES DAS RELAÇÕES E AÇÕES 1.1 Valores 1.2 Política de Sustentabilidade 2. COMPROMISSOS INSTITUCIONAIS 2.1 Pacto

Leia mais

Declaração de Brasília sobre Trabalho Infantil

Declaração de Brasília sobre Trabalho Infantil Declaração de Brasília sobre Trabalho Infantil Nós, representantes de governos, organizações de empregadores e trabalhadores que participaram da III Conferência Global sobre Trabalho Infantil, reunidos

Leia mais

Palavras-chave Ação social, Comunicação, Investimento social privado, Responsabilidade Social

Palavras-chave Ação social, Comunicação, Investimento social privado, Responsabilidade Social Título Desafios na Comunicação da Ação Social Privada 1 Autores Prof. Dr. Paulo Nassar, professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e presidente da ABERJE Associação Brasileira

Leia mais

GUIA DO PRÊMIO ODM BRASIL

GUIA DO PRÊMIO ODM BRASIL GUIA DO PRÊMIO ODM BRASIL 4ª Edição QUANDO O BRASIL SE JUNTA, TODO MUNDO GANHA. Secretaria-Geral da Presidência da República Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) Movimento Nacional

Leia mais

UIPES/ORLA Sub-Região Brasil

UIPES/ORLA Sub-Região Brasil 1 A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE NO MUNDO GLOBALIZADO 1 Introdução Área de atuação. A Carta de Bangkok (CB) identifica ações, compromissos e garantias requeridos para atingir os determinantes

Leia mais

Compliance e a Valorização da Ética. Brasília, outubro de 2014

Compliance e a Valorização da Ética. Brasília, outubro de 2014 Compliance e a Valorização da Ética Brasília, outubro de 2014 Agenda 1 O Sistema de Gestão e Desenvolvimento da Ética Compliance, Sustentabilidade e Governança 2 Corporativa 2 Agenda 1 O Sistema de Gestão

Leia mais

o pensar e fazer educação em saúde 12

o pensar e fazer educação em saúde 12 SUMÁRIO l' Carta às educadoras e aos educadores.................5 Que história é essa de saúde na escola................ 6 Uma outra realidade é possível....... 7 Uma escola comprometida com a realidade...

Leia mais

O que é o Plano de Mobilização Social Pela Educação (PMSE)

O que é o Plano de Mobilização Social Pela Educação (PMSE) O que é o Plano de Mobilização Social Pela Educação (PMSE) É o chamado do Ministério da Educação (MEC) à sociedade para o trabalho voluntário de mobilização das famílias e da comunidade pela melhoria da

Leia mais

PROGRAMA DE VOLUNTARIADO DA CLASSE CONTÁBIL

PROGRAMA DE VOLUNTARIADO DA CLASSE CONTÁBIL PROGRAMA DE VOLUNTARIADO DA CLASSE CONTÁBIL PROGRAMA DE VOLUNTARIADO DA CLASSE CONTÁBIL 1. Apresentação O Programa de Voluntariado da Classe Contábil, componente do plano de metas estratégicas do Conselho

Leia mais

Planejamento Estratégico PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO. Histórico de elaboração Julho 2014

Planejamento Estratégico PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO. Histórico de elaboração Julho 2014 Planejamento Estratégico PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Histórico de elaboração Julho 2014 Motivações Boa prática de gestão Orientação para objetivos da Direção Executiva Adaptação à mudança de cenários na sociedade

Leia mais

Valores Pessoas; Trabalho em Equipe; Conduta Ética; Orientação ao Cliente; Orientação a Resultados; Inovação; e Comunidade e Meio Ambiente.

Valores Pessoas; Trabalho em Equipe; Conduta Ética; Orientação ao Cliente; Orientação a Resultados; Inovação; e Comunidade e Meio Ambiente. CÓDIGO DE ÉTICA EMPRESARIAL 1 INTRODUÇÃO O Código de Ética Empresarial da COELCE, apresenta os princípios direcionadores das políticas adotadas pela empresa e que norteiam as ações e relações com suas

Leia mais

SOMOS TOD@S UFRB. Síntese da Proposta de Trabalho

SOMOS TOD@S UFRB. Síntese da Proposta de Trabalho SOMOS TOD@S UFRB Síntese da Proposta de Trabalho Chapa SOMOS TOD@S UFRB Reitor: Silvio Soglia Vice-Reitora: Georgina Gonçalves "Aquele que quer aprender a voar um dia precisa primeiro aprender a ficar

Leia mais

Governança Sustentável nos BRICS. Resumo executivo

Governança Sustentável nos BRICS. Resumo executivo Governança Sustentável nos BRICS Resumo executivo Sumário executivo A rapidez com que, nos últimos anos, as economias emergentes do Brasil, da Rússia, da Índia, da China e da África do Sul vêm se aproximando

Leia mais

operacional que, na maioria das vezes, é realizada por voluntários, a fim de manter baixo o custo da operação.

operacional que, na maioria das vezes, é realizada por voluntários, a fim de manter baixo o custo da operação. 5 INTRODUÇÃO O terceiro setor é composto por uma grande diversidade de organizações do setor privado que realizam atividades para o público em geral, isto é, para a sociedade. Estas organizações não têm

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIAL. Roberta Dalvo

RESPONSABILIDADE SOCIAL. Roberta Dalvo RESPONSABILIDADE SOCIAL Roberta Dalvo Objetivo: Histórico e definições Panorama Social Oportunidades para as empresas (Vantagem Competitiva) Pesquisa realizada pelo Instituto Ethos/Valor Casos de sucesso

Leia mais

Desenvolvimento de Pessoas na Administração Pública. Assembléia Legislativa do Estado de Säo Paulo 14 de outubro de 2008

Desenvolvimento de Pessoas na Administração Pública. Assembléia Legislativa do Estado de Säo Paulo 14 de outubro de 2008 Desenvolvimento de Pessoas na Administração Pública Assembléia Legislativa do Estado de Säo Paulo 14 de outubro de 2008 Roteiro 1. Contexto 2. Por que é preciso desenvolvimento de capacidades no setor

Leia mais

Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes

Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes EIXO 1 PROMOÇÃO DOS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES Diretriz 01 - Promoção da cultura do respeito e da garantia dos direitos humanos de

Leia mais

EDITAL CHAMADA DE CASOS

EDITAL CHAMADA DE CASOS EDITAL CHAMADA DE CASOS INICIATIVAS INOVADORAS EM MONITORAMENTO DO DESENVOLVIMENTO LOCAL E AVALIAÇÃO DE IMPACTO O Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (GVces) e as empresas

Leia mais

Sustentabilidade Corporativa na Economia Mundial

Sustentabilidade Corporativa na Economia Mundial Sustentabilidade Corporativa na Economia Mundial NAÇÕES UNIDAS PACTO GLOBAL O que é o Pacto Global da ONU? Nunca houve um alinhamento tão perfeito entre os objetivos da comunidade internacional e os do

Leia mais

Propriedade intelectual e políticas de comunicação

Propriedade intelectual e políticas de comunicação 1 Fórum Para entender os eixos focais Propriedade intelectual e políticas de comunicação Graça Caldas O texto do prof. Rebouças oferece uma importante revisão histórica sobre os conceitos que permeiam

Leia mais

12. Da discussão e dos seminários, surgiu um consenso sobre as ideias seguintes

12. Da discussão e dos seminários, surgiu um consenso sobre as ideias seguintes Conclusões «Inovação e sustentabilidade ambiental. A inovação e a tecnologia como motor do desenvolvimento sustentável e da coesão social. Uma perspectiva dos governos locais». 1. O Fórum irá estudar,

Leia mais

Norma Permanente 4.1. GOVERNANÇA E GESTÃO 4.2. PRINCÍPIOS 4.3. INVESTIMENTO SOCIAL PRIVADO E INCENTIVADO

Norma Permanente 4.1. GOVERNANÇA E GESTÃO 4.2. PRINCÍPIOS 4.3. INVESTIMENTO SOCIAL PRIVADO E INCENTIVADO Resumo: Reafirma o comportamento socialmente responsável da Duratex. Índice 1. OBJETIVO 2. ABRANGÊNCIA 3. DEFINIÇÕES 3.1. PARTE INTERESSADA 3.2. ENGAJAMENTO DE PARTES INTERESSADAS 3.3. IMPACTO 3.4. TEMAS

Leia mais

Planejamento Estratégico PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO. Formação dos grupos de trabalho e Detalhamento das estratégias do Plano de Ação Julho 2014

Planejamento Estratégico PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO. Formação dos grupos de trabalho e Detalhamento das estratégias do Plano de Ação Julho 2014 Planejamento Estratégico PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Formação dos grupos de trabalho e Detalhamento das estratégias do Plano de Ação Julho 2014 Grupos de trabalho: formação Objetivo: elaborar atividades e

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA GESTÃO EMPRESARIAL: REFLEXÕES SOBRE O TEMA. Renata Ferraz de Toledo Maria Claudia Mibielli Kohler

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA GESTÃO EMPRESARIAL: REFLEXÕES SOBRE O TEMA. Renata Ferraz de Toledo Maria Claudia Mibielli Kohler EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA GESTÃO EMPRESARIAL: REFLEXÕES SOBRE O TEMA Renata Ferraz de Toledo Maria Claudia Mibielli Kohler REPRESENTAÇÕES DE EDUCAÇÃO E DE MEIO AMBIENTE O QUE ENTENDEMOS POR EDUCAÇÃO? O QUE

Leia mais

O BRASIL SEM MISÉRIA APRESENTAÇÃO

O BRASIL SEM MISÉRIA APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO O BRASIL SEM MISÉRIA O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome decidiu organizar este livro por vários motivos. Um deles é evitar que o histórico da construção do Plano Brasil

Leia mais

Fórum Social Mundial Memória FSM memoriafsm.org

Fórum Social Mundial Memória FSM memoriafsm.org Este documento faz parte do Repositório Institucional do Fórum Social Mundial Memória FSM memoriafsm.org CARTA DE PRINCÍPIOS DO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL O Comitê de entidades brasileiras que idealizou e organizou

Leia mais

Mobilização e Participação Social no

Mobilização e Participação Social no SECRETARIA-GERAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME Mobilização e Participação Social no Plano Brasil Sem Miséria 2012 SUMÁRIO Introdução... 3 Participação

Leia mais

Arqueologia em construção

Arqueologia em construção Carta produzida pelo Grupo de Trabalho Arqueologia de Contrato Coletivo de estudantes do PPGARQ- MAE-USP Arqueologia em construção A Semana de Arqueologia tem como objetivos o debate, a troca de informações

Leia mais

Trabalho voluntário: o cidadão em ações sociais

Trabalho voluntário: o cidadão em ações sociais Trabalho voluntário: o cidadão em ações sociais O trabalho voluntário vem assumindo um papel expressivo na sociedade. Adeptos da prática vêm de todas as classes sociais. Por Mayara Kelly Há seis anos,

Leia mais

PROJETO SEMANA CULTURA VIVA 10 ANOS DE CIDADANIA E DIVERSIDADE CULTURAL

PROJETO SEMANA CULTURA VIVA 10 ANOS DE CIDADANIA E DIVERSIDADE CULTURAL MINISTÉRIO DA CULTURA SECRETARIA DA CIDADANIA E DA DIVERSIDADE CULTURAL PROJETO SEMANA CULTURA VIVA 10 ANOS DE CIDADANIA E DIVERSIDADE CULTURAL Brasília, Novembro de 2014. APRESENTAÇÃO A primeira Semana

Leia mais

O PLANEJAMENTO DE COMUNICAÇÃO COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO

O PLANEJAMENTO DE COMUNICAÇÃO COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO O PLANEJAMENTO DE COMUNICAÇÃO COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO Josiane Corrêa 1 Resumo O mundo dos negócios apresenta-se intensamente competitivo e acirrado. Em diversos setores da economia, observa-se a forte

Leia mais

PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO EM GESTÃO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL E DESENVOLVIMENTO PETROBRÁS UNIVERSIDADE COORPORATIVA OFICINA2

PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO EM GESTÃO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL E DESENVOLVIMENTO PETROBRÁS UNIVERSIDADE COORPORATIVA OFICINA2 PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO EM GESTÃO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL E DESENVOLVIMENTO PETROBRÁS UNIVERSIDADE COORPORATIVA OFICINA2 ESTRATÉGIAS E INSTRUMENTOS DE RESPONSABILIDADE SOCIAL AMBIENTAL E

Leia mais

InfoReggae - Edição 33 Panorama das ONGs no Brasil 25 de abril de 2014. Coordenador Executivo José Júnior. Coordenador Editorial Marcelo Reis Garcia

InfoReggae - Edição 33 Panorama das ONGs no Brasil 25 de abril de 2014. Coordenador Executivo José Júnior. Coordenador Editorial Marcelo Reis Garcia O Grupo Cultural AfroReggae é uma organização que luta pela transformação social e, através da cultura e da arte, desperta potencialidades artísticas que elevam a autoestima de jovens das camadas populares.

Leia mais

Brasília, 9 de maio de 2012

Brasília, 9 de maio de 2012 Brasília, 9 de maio de 2012 Discurso do presidente Alexandre Tombini em evento no Sebrae para lançamento do Plano de Ação para Fortalecimento do Ambiente Institucional para a Adequada Inclusão Financeira

Leia mais

49 o CONSELHO DIRETOR 61 a SESSÃO DO COMITÊ REGIONAL

49 o CONSELHO DIRETOR 61 a SESSÃO DO COMITÊ REGIONAL ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE 49 o CONSELHO DIRETOR 61 a SESSÃO DO COMITÊ REGIONAL Washington, D.C., EUA, 28 de setembro a 2 de outubro de 2009 CD49.R10 (Port.) ORIGINAL:

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA. ANS nº 41431.0

CÓDIGO DE ÉTICA. ANS nº 41431.0 CÓDIGO DE ÉTICA Aprovado pelo Conselho Consultivo da Saúde BRB Caixa de Assistência em sua 37ª Reunião Extraordinária, realizada em 10.12.2010. Brasília, 22 de fevereiro de 2011 I - APRESENTAÇÃO CÓDIGO

Leia mais

RELATÓRIO DAS ATIVIDADES 2004

RELATÓRIO DAS ATIVIDADES 2004 RELATÓRIO DAS ATIVIDADES 2004 1. Palestras informativas O que é ser voluntário Objetivo: O voluntariado hoje, mais do que nunca, pressupõe responsabilidade e comprometimento e para que se alcancem os resultados

Leia mais

Escola de Formação Política Miguel Arraes

Escola de Formação Política Miguel Arraes Escola de Formação Política Miguel Arraes Curso de Atualização e Capacitação Sobre Formulação e Gestão de Políticas Públicas Módulo III Gestão das Políticas Públicas Aula 5 Parcerias na gestão e execução

Leia mais

CidadesDigitais. A construção de um ecossistema de cooperação e inovação

CidadesDigitais. A construção de um ecossistema de cooperação e inovação CidadesDigitais A construção de um ecossistema de cooperação e inovação CidadesDigitais PRINCÍPIOs 1. A inclusão digital deve proporcionar o exercício da cidadania, abrindo possibilidades de promoção cultural,

Leia mais

RE SIGNIFICANDO A AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL

RE SIGNIFICANDO A AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL RE SIGNIFICANDO A AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL Maria Celina Melchior Dados da autora Mestre em Educação, Avaliadora Institucional do INEP/SINAES/MEC, atuou como avaliadora in loco do Prêmio Inovação em Gestão

Leia mais