MUDANÇA TEMPORÁRIA DE LIMIAR AUDITIVO. Pesquisa em uma indústria calçadista

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1 CEFAC CENTRO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA CLÍNICA AUDIOLOGIA CLÍNICA MUDANÇA TEMPORÁRIA DE LIMIAR AUDITIVO Pesquisa em uma indústria calçadista Monografia de conclusão do curso de Especialização em Audiologia Clínica Orientadora: Mirian Goldenberg Andréa França da Silva Porto Alegre 1999

2 RESUMO A perda auditiva, induzida por níveis elevados de pressão sonora ocupacional, acomete milhares de indústrias. Sendo assim, faz-se necessária a adoção de medidas de proteção coletiva e individual, contra os efeitos da exposição ao ruído. De acordo com a Legislação Brasileira NR7 do Ministério do Trabalho (Portaria nº 24, de 29/12/1994) quadro II, é obrigatória a realização de audiometria em todos os funcionários expostos a ruídos. Esta audiometria deve ser realizada com o trabalhador em repouso acústico de, no mínimo, 14 horas, independente do uso de protetor auricular. Esta pesquisa tem como objetivo comparar audiometrias tonais via aérea de trabalhadores expostos a ruído em repouso acústico e após a jornada de trabalho e, com isto, verificar se o ruído ao qual os trabalhadores estão expostos pode provocar mudança temporária do limiar auditivo (TTS), mesmo fazendo uso do protetor auricular; analisar a possível relação entre TTS e P.A.I.R. e avaliar a efetividade do Programa de Conservação Auditiva. Foi identificada a presença de TTS (mudança temporária do limiar auditivo) em 21,43% dos trabalhadores testados onde o nível de ruído variava de 79 a 93 db. A mudança do limiar auditivo foi de 5 db em 3KH 2, 4KH 2, 6KH 2 e 8KH 2. Os três funcionários que tiveram mudança temporária do limiar auditivo apresentaram alteração em 6KH 2. O número de trabalhadores com alteração temporária do limiar auditivo (TTS) foi baixo. Na empresa onde foi desenvolvida a pesquisa existe um Programa de Conservação Auditiva onde todos 2

3 os funcionários usam protetor auricular, também já foram realizados trabalhos de controle do ruído na fonte através da troca de coletores. Desta forma, este Programa de Conservação Auditiva P.C.A. foi considerado eficiente. 3

4 ABSTRACT Hearing impairment induced by high levels of occupational sound pressure is present in a lot of industries. Therefore, the recommendation about the appropriate early intervention programs should be studied in details in order to avoid the harmful side effects associated with noise and hearing loss. This study is about a research which tries to demonstrate the change of Temporary Threshold in workers considering level of noise, time of exposure to noise, sex, race, otological sickness and other factors. It also shows different procedures relating to prevention which are being used in successful programs. The purpose of this brief study is to describe the analysis that is suitable for workers at risk for hearing loss induced by noise on their jobs. Another important topic is about the work of the audiologist in true partnership with other professionals. If this type of service is done, it can work for the betterment of all. 4

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6 A Geraldo Pecis, cujo amor, compreensão e apoio sempre presentes possibilitaram a realização deste trabalho. AGRADECIMENTOS - À professora Mirian Goldenberg, por iniciar-me nos caminhos da pesquisa científica, pelo incentivo e orientação. - Aos trabalhadores, não só àqueles que participaram desta pesquisa, mas a todos que me fazem acreditar na importância de continuar nesta área de atuação. - Ao Eng. Ingo Schwin que viabilizou o desenvolvimento deste estudo. - A meus pais, Francisco e Marta, que tornaram possível a realização deste trabalho, pelo incentivo e amor constante. - À minha irmã Liliana, com quem compartilhei todos os percalços de ser estudante, pesquisadora e dona de casa. - Às amigas Elena Engeroff, Ecilma Pereira e Simara Alves pelo apoio constante e por compreenderem os meus muitos momentos de ausência. - À fonoaudióloga Lígia Kranen pela valiosa contribuição na revisão de Língua Portuguesa. SUMÁRIO 6

7 I INTRODUÇÃO... 1 II JUSTIFICATIVA... 6 III REVISÃO BIBLIOGRÁFICA... 9 Mudança temporária no limiar auditivo (T.T.S.)... 9 Perda auditiva induzida por ruído (P.A.I.R.) Avaliação da T.T.S Fatores que influenciam a aquisição e desenvolvimento da P.A.I.R Idade Sexo Raça Tempo de exposição e intensidade de ruído Outros fatores Programa de conservação auditiva Protetores auriculares IV METODOLOGIA Caracterização da empresa Análise da média dos níveis de ruído das operações Caracterização dos sujeitos Procedimentos Critérios para análise dos audiogramas V RESULTADOS VI DISCUSSÃO E CONCLUSÃO VII REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS VIII ANEXOS Anamnese Ficha audiométrica Análise dos audiogramas

8 I - INTRODUÇÃO A relação saúde x trabalho acompanha a trajetória do homem. Após a Revolução Industrial, ocorrida no final do século XVIII, o extraordinário desenvolvimento dos métodos de confecções de produtos tornou mais aguda esta relação. O acelerado crescimento industrial é decorrência natural do sistema capitalista. Na indústria, os trabalhadores estão mais expostos, diariamente, a vários agentes, entre eles os físicos (como ruído, vibrações, temperaturas elevadas, radiações e pressão) e os químicos, nocivos à saúde. Com isto, o trabalho passa a perder o seu conceito ideológico de relação do homem com o homem e com o meio; e passa a ser um martírio, à medida que prejudica a saúde geral do indivíduo. De acordo com a Legislação Brasileira, as doenças profissionais estão incluídas entre os acidentes de trabalho. Fiorini (1994) relatou estatísticas oficiais da Previdência Privada. No período de 1971 a 1976, teria havido casos de doenças profissionais no Brasil. Destes, 95%, ou seja, eram devidos a dermatoses, saturnismo e surdez, dados pesquisados por Ribeiro e Lacaz. Desde então, o número de doenças profissionais cresceu assustadoramente, sendo que a Perda Auditiva Induzida Pelo Ruído (PAIR) continua ocupando lugar de destaque na hierarquia de acidentes mais comuns, sendo que as estatísticas oficiais no Brasil ficam muito prejudicadas devido às subnotificações dos acidentes e doenças do trabalho feitas pelas empresas. Desta forma, acredita-se que os números de acidentes de trabalho no Brasil, na realidade, são em proporções muito mais alarmantes do que as divulgadas oficialmente. 8

9 Os problemas decorrentes do trabalho são tantos que hoje temos um grande número de profissionais dedicados ao estudo da qualidade de vida e de doenças nos trabalhadores. O adoecer e morrer no trabalho não são situações novas e muito menos controladas no Brasil. A segurança do trabalho envolve um conjunto de medidas técnicas, administrativas, educacionais, médicas e psicológicas, que devem ser empregadas para prevenir acidentes. As alterações nas legislações trabalhistas das Normas Regulamentadoras 7 e 9 pelas portarias 24 e 25, de 29 de dezembro de 1994, da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho do Ministério do Trabalho, estabeleceram a obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições, que admitam trabalhadores como empregados do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) que tem por objetivo a preservação da saúde do trabalhador e o Programa de Prevenção de Riscos (PPRA) preservando a integridade dos trabalhadores através da avaliação, reconhecimento e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes no ambiente de trabalho, considerando a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. Entre os diversos riscos ambientais nocivos à saúde, destaca-se, por ser de interesse desta pesquisa, o ruído, um agente físico em grande evidência tanto no ambiente de trabalho, quanto no cotidiano dos indivíduos. Para Russo (1993), a classificação do ruído é subjetiva e sua diferença está no fato deste ser ou não desejável. Para um jovem ouvir uma música oriunda de um conjunto de rock é prazeroso, enquanto para outro pode ser um ruído. O termo ruído é utilizado para descrever um sinal acústico aperiódico, originado na superposição de vários movimentos e vibração com diferentes freqüências, as quais não apresentam relação entre si. 9

10 A exposição ao ruído pode trazer conseqüências para a audição e prejudicar o trabalho, perturbar o sono, o descanso e a comunicação entre os seres humanos, podendo causar ou provocar reações psicológicas, fisiológicas e até patológicas, de acordo com a ORGANIZAÇÃO PANAMERICANA DE SAÚDE E ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE (1980). Para Seligmann (1997), de acordo com AAO e ACO, 1979, a surdez pode ser vista como a mais séria condição predisponente na avaliação de um handicap, que é a desvantagem imposta por uma lesão, sendo capaz de perturbar a eficiência do trabalhador no cotidiano. Os efeitos do ruído na audição podem ser caracterizados como trauma acústico, Perda Temporária da Audição (TTS Temporary Threshold Shift) e Perda Auditiva Permanente (PAIR). O trauma acústico é definido como um problema auditivo causado por uma única exposição a níveis sonoros muito intensos, segundo Fiorini (1994). Jerger e Jerger (1989) lembram que a perda auditiva pode ser causada pelo fato do ruído exceder os limites fisiológicos do sistema auditivo. Neste caso, podem ocorrer destruição total ou parcial do órgão de Corti, ruptura da membrana timpânica e alteração na cadeia ossicular. Godoy (1991) classifica a Mudança Temporária de Limiar, também conhecida como TTS (Temporary Threshold Shift), como uma redução do limiar auditivo logo após a exposição ao ruído. Esta diminuição da audição é temporária e pode ser acompanhada por zumbidos, tendendo a voltar ao normal após algumas horas de cessada a exposição. A Mudança Permanente do Limiar (PTS) ou Perda Auditiva Induzida pelo Ruído (PAIR) é decorrente de um acúmulo de exposições ao ruído, normalmente diárias, que são repetidas 10

11 constantemente por um período de muitos anos. Em geral, a PAIR desenvolve-se lenta e gradualmente, em decorrência de exposições a ruídos contínuos ou intermitentes (Russo, 1993). É valido salientar que os efeitos do ruído na audição sofrem influência direta de alguns fatores, tais como: intensidade e freqüência do ruído, tempo e local de exposição, além da suscetibilidade individual. Vários estudos apontam a alta prevalência da PAIR nas indústrias brasileiras. Fiorini (1994) citou Carnicelli (1988) que encontrou 32,7% de um total de 150 trabalhadores com quadro sugestivo de PAIR; e Pereira (1978) realizou um estudo epidemiológico em 838 trabalhadores metalúrgicos. Destes, 193 representaram o grupo controle e os achados mostraram prevalência de PAIR em 53,1% da população exposta ao ruído e 33,2% para o grupo controle. A Legislação Brasileira na NR 7 do Ministério do Trabalho, (Portaria nº 24, de 29/12/1994) quadro II, torna obrigatória a realização de audiometria em todos os funcionários expostos a ruídos. A audiometria tonal via aérea deve ser realizada com o trabalhador em repouso acústico de, no mínimo, 14 horas independente do uso de EPI - protetor auricular. Este trabalho pretende comparar audiometrias tonais via aérea de trabalhadores expostos ao ruído em repouso acústico e após a jornada de trabalho; e desta forma verificar se o nível de ruído ao qual os trabalhadores estão expostos, mesmo fazendo uso de protetor auricular, pode provocar Mudança Temporária da Audição (TTS). Fica a indagação de como esses dados comparativos podem contribuir para a relação suscetibilidade x prevenção da PAIR dentro de um programa de conservação auditiva. A presente pesquisa foi desenvolvida em uma indústria calçadista da região do Vale dos Sinos. Foram examinados vinte funcionários com a audição normal, na faixa etária de 20 a 30 anos 11

12 de idade. As audiometrias foram realizadas por uma fonoaudióloga, no ambulatório da empresa. A profissional testou as freqüências de 500Hz a 8kHz por via aérea. O objetivo geral desta pesquisa é o estudo comparativo de audiometrias realizadas com o funcionário em repouso acústico e após a jornada de trabalho, visando constatar Mudança Temporária de Limiar entre o primeiro e o segundo audiograma. Como objetivos específicos temos: - constatar as Mudanças Temporárias do Limiar; - analisar a possível relação entre TTS e PAIR; - avaliar a efetividade do Programa de Conservação Auditiva. II - JUSTIFICATIVA 12

13 O interesse por este assunto surgiu em função da prática diária em Audiologia Ocupacional em relação à Legislação Brasileira, a NR 7 do Ministério do Trabalho (Portaria nº 24, de 29/12/1994), que no quadro II considera o ruído um agente físico e a audiometria necessária para monitorizar este risco à saúde. Deve-se realizar a audiometria tonal via aérea em caráter admissional, seis meses após a admissão, e depois anualmente, em cabine acústica of. OSHA 81 apêndice D, calibração do audiômetro segundo a norma ISO 389/75 ou ANSI 1969; otoscopia prévia e em repouso acústico do trabalhador maior que 14 horas independente do uso de EPI (protetores auriculares). A NR 15 do Ministério do Trabalho (Portaria 3214/1978) prevê um limite máximo de 85dB por 8 horas de trabalho. A obrigatoriedade do repouso acústico maior que 14 horas, muitas vezes, torna a realização de audiometrias ocupacionais e o desenvolvimento de um Programa de Conservação Auditiva inviável para as indústrias, pois afastar um funcionário da produção para realizar a audiometria em repouso acústico, gera custos para a empresa. Pensando na saúde do trabalhador, considerou-se importante o desenvolvimento de um estudo sobre a mudança temporária de limiar auditivo do trabalhador exposto ao ruído e se é válida a realização da audiometria periódica durante a jornada de trabalho sem o devido repouso acústico. Existem muitos questionamentos sobre a realização da audiometria ocupacional periódica com repouso acústico, principalmente por parte das indústrias que estão passando por intensas crises econômicas. A carência de recursos estende-se a todos os setores da indústria, tornando as condições de trabalho cada vez mais precárias e aumentando as dificuldades em conseguir investimentos que garantam condições mais seguras de trabalho. De acordo com esta situação, 13

14 muitas indústrias negam-se a realizar as audiometrias periódicas seguindo as exigências do Ministério do Trabalho, no caso, o repouso auditivo de no mínimo 14 horas. A partir da situação acima referida e da preocupação com os efeitos nocivos que o ruído pode provocar no homem, considerou-se importante o estudo comparativo das audiometrias com e sem repouso acústico. A constatação de uma possível Mudança Temporária do Limiar Auditivo nos trabalhadores expostos ao ruído tornar-se-á um dado importante na efetividade do Programa de Conservação Auditiva. A utilização deste dado pode ser um alerta de que a proteção auditiva individual não está sendo efetiva; a identificação da TTS pode ser usada como um indicativo de suscetibilidade ao desenvolvimento da PAIR, ou seja, um ouvido que tem mais predisposição em desenvolver TTS será um ouvido com mais probabilidades de desenvolver a PAIR. Com base nestes dados, podemos dizer que as características da suscetibilidade à TTS e à PAIR são as mesmas. Entre os fatores ligados à suscetibilidade individual, podemos citar: sexo, raça, idade, passado otológico, exposição simultânea a outros agentes, etc. Nesse momento, o objetivo da pesquisadora configura-se claramente: identificar uma Mudança Temporária de Limiar Auditivo (TTS) nos indivíduos testados e enfocar este dado como parte importante na efetividade de um Programa de Conservação Auditiva e, a partir da revisão bibliográfica e análise dos dados, fornecer subsídios para uma reflexão, a fim de que outros fonoaudiólogos atuantes na área possam ter mais esclarecimentos. Durante estes processos, uma série de informações serão levantadas a respeito da população em pauta, sendo isto também objeto de estudo. III - REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 14

15 A necessidade de oferecer proteção ao trabalhador contra os riscos da exposição excessiva ao ruído, levou à organização de programas destinados à conservação da audição. Isio ocorreu após a II Guerra Mundial, pois naquela época maiores conhecimentos sobre medicina industrial foram adquiridos. Tornou-se o ruído um problema social com a ampliação desordenada dos complexos industriais. O ruído constitui-se num dos agentes mais nocivos à saúde dos trabalhadores. O ruído ocupacional é composto por ruídos contínuos e de impacto. Sochat e Andrade afirmam que estudos laboratoriais demonstram que a combinação desses dois agentes podem ser substancialmente mais danosos que quando atuam isoladamente. Os efeitos do ruído na audição podem ser trauma acústico, Mudança TTS e PAIR. No presente trabalho, serão consideradas TTS e PAIR e sua possível relação, visando a prevenção da PAIR dentro de um Programa de Conservação Auditiva. Mudança Temporária no Limiar Auditivo (TTS) Para Fiorini, a TTS é uma redução do limiar auditivo após algumas horas de exposição a níveis sonoros muito intensos ( shows musicais, bailes, eventos e outros). A mudança nos limiares é temporária; pode ser acompanhada por zumbidos, tendendo a voltar ao normal após algumas horas de cessada a exposição. Para Katz (1989), numa TTS, a sensibilidade pode variar de uns poucos dbs dentro de uma estreita faixa de freqüência em relação às alterações que causam surdez temporária. 15

16 Russo (1993) cita Merluzzi (1981), os ruídos de baixa freqüência não produzem tanta fadiga auditiva ou TTS quanto os de alta freqüência, principalmente na faixa de 2000 a 6000 Hz em intensidades entre 60 e 80dB. E a maior parte da TTS tende a ser recuperada nas primeiras 2 ou 3 horas após cessada a estimulação sonora. Katz (1989) enfatiza que os níveis sonoros devem ultrapassar uma certa intensidade antes que a pessoa venha experimentar qualquer TTS, mesmo para exposições de 8 a 16 horas. Os níveis de ruído devem ultrapassar de 60 a 80dB na escala A de um medidor de nível sonoro para produzir TTS. A fadiga auditiva aumentará com a elevação da intensidade e com o aumento na duração do ruído. Existem evidências de que, pelo menos para níveis de ruídos de intensidade moderada, os tempos de exposição que ultrapassam de 8 a 16 horas podem não produzir qualquer aumento adicional na magnitude da alteração do limiar, afirma Katz (baseado em Mills et al., 1970; Mosko et al., 1970; Melnick, 1974; Melnick e Maves, 1974). Outra observação importante, relatada pelo autor, é que a exposição ao ruído com interrupções produzirá menos TTS do que uma exposição contínua à mesma energia sonora. Morata e Santos (1994) tomam como referência Merluzzi (1981) para explicar a duração do tempo de recuperação dos limiares auditivos que seguem um andamento proporcional logarítmico do tempo, sendo que a maior parte da TTS recupera-se nas 2 a 3 horas. O restante da recuperação pode levar até 16 horas para se completar, dependendo da estimulação que o indivíduo recebeu. Estes autores consideram que, nas alterações temporárias de limiares TTS, ocorrem discretas alterações intracelulares, edema das terminações nervosas junto às células ciliadas, alterações vasculares, alterações químicas e exaustão metabólica, além da diminuição da 16

17 rigidez dos estereocílios, que ocasionam uma redução na capacidade das células em perceber a energia sonora que as atingem e conseqüente alteração de sua sensibilidade. Estas alterações podem ser reversíveis dependendo da interrupção da exposição. A fadiga auditiva é considerada patológica quando a mudança de limiar permanece por mais de 16 horas após o término da exposição e, em sua recuperação, há um andamento linear com relação ao tempo. Morata (1994) diz que alguns estudos têm sugerido que a TTS não decorre de fadiga coclear, mas de esgotamento de neurotransmissores nas sinapses das terminações nervosas com as células ciliadas. Segundo Zhu (1997), com referência aos mecanismos de ruído induzido nos valores de limiares temporários da audição, três mecanismos têm sido geralmente considerados: dano mecânico do órgão de Corti causado por excessiva vibração da membrana basilar; exaustão metabólica das células ciliadas (Linn & Dunn, 1979; Linn, 1986) e redução do fluxo sangüíneo coclear (Vertes e Axelsbon, 1981; Dengerink et al., 1984; Axelsbon e Dengerink, 1987; Thorne e Nuthall, 1987). Os estudos indicaram que o fluxo sangüíneo coclear é reduzido significativamente mais na PAIR do que na audição normal (Dengerink et al., 1984; Thorne e Nuthall, 1987). Zhu, Zakakibara e Yamada (1997) realizaram estudos sobre a combinação entre vibração mão-braço e o ruído e seus efeitos combinados no valor de limiar temporário. Os autores concluíram que as exposições simultâneas à vibração mão-braço e ruído podem acentuar a TTS da audição mais do que a exposição ao ruído. No entanto, somente a vibração mão-braço, dificilmente, pode afetar o valor do limiar auditivo. A exposição ao ruído ou a combinação da vibração e ruído causou um aumento significante nos valores de TTS em 4 e 6kHz. A exposição ao 17

18 ruído causa vasoconstrição dos vasos cocleares e redução do fluxo sangüíneo. O sistema nervoso simpático, inervando os vasos cocleares, desempenha uma função na redução do fluxo sangüíneo coclear e posteriormente o desenvolvimento da PAIR. PERDA AUDITIVA INDUZIDA POR RUÍDO (PAIR) 18

19 Segundo Russo (1993) a Perda Auditiva Ocupacional (PAO) é decorrente de um acúmulo de exposições a ruído, normalmente diárias, que são repetidas constantemente por muitos anos. Geralmente, seu desenvolvimento é lento e gradual, em decorrência da exposição a ruídos contínuos ou intermitentes. Enfatiza-se que na fase inicial, a perda auditiva pode ser TEMPORÁRIA, acompanhada de sensação de ouvido tampado, abafamento auditivo e zumbidos, isto é, barulhos subjetivos no ouvido. Segundo o COMITÊ NACIONAL DE RUÍDO E CONSERVAÇÃO AUDITIVA (1994), PAIR relacionada ao trabalho é uma diminuição gradual da acuidade auditiva decorrente da exposição contínua a níveis elevados de ruído. O COMITÊ apresenta as seguintes características para esta perda: - a PAIR é sempre neuro-sensorial, em razão do dano causado às células do órgão de Corti; - é irreversível e quase sempre bilateral; - raramente atinge o grau de perda profunda; - tem início normalmente em 6KHz, 4KHz ou 3kHz e, com a progressão, atinge 8KHz, 2kHz, 1KHz, 500Hz e 250Hz; - é uma patologia coclear e o portador pode apresentar zumbidos e intolerância a sons intensos; - uma vez cessada a exposição, não ocorre progressão da perda; - a PAIR é influenciada por características físicas do ruído, tempo de exposição e suscetibilidade individual. 19

20 Fiorini (1994) cita Glorig (1980) que afirmava que a perda auditiva atinge sua maior gravidade dos 5 aos 7 anos de exposição ao ruído. Após 15 anos de exposição, a progressão da PAIR pode ocorrer mais lentamente, tendendo à estabilização, desde que não haja nenhuma intercorrência. Avaliação da TTS - como parâmetro na prevenção da PAIR Após um dia ruidoso de trabalho, os ouvidos ficam fatigados e o operário terá uma redução temporária da audição (TTS). Se nenhuma atividade ruidosa é exercida após o trabalho, a perda freqüentemente deixará de existir na próxima manhã. Se este modelo de dias ruidosos de trabalho repete-se por um período de meses ou anos, a perda temporária TTS poderá se transformar em PTS. O processo é facilitado se a exposição diária for intensa ou prolongada o suficiente para que não se complete a recuperação da TTS antes que inicie a próxima exposição. Para Kwitko (1993), identificar a TTS é uma maneira de avaliar efeitos temporários do ruído em operários expostos a ruído acima de 80dB, antes que se tornem permanentes. Os resultados da TTS fornecem indicações diretas para uma exposição em particular, mostram se a proteção auditiva utilizada é a mais correta, ou seja, se está sendo utilizada de forma adequada. É efetivo material motivador para operários que não utilizam nenhuma proteção. A medição da TTS pode ser uma forma de avaliar a eficiência da proteção auditiva individual e como ela ocorre no mundo real das condições industriais, haja vista que o EPI auditivo não oferece idêntica atenuação para todas as pessoas. 20

21 Sabemos que a PAIR e a TTS estão correlacionadas, mas não podemos utilizar a TTS para produzir, de forma adequada, a extensão da PAIR. Com este trabalho, objetiva-se identificar a existência ou não de TTS em uma indústria calçadista com indivíduos utilizando EPI, onde os níveis de ruído, em média, ultrapassam os permitidos. Kwitko (1993) defende a idéia de que a audiometria deve ser realizada durante a jornada de trabalho, sem repouso acústico, porque apenas 60% dos funcionários expostos ao ruído terão PAIR; isto facilitará sua execução e irá detectar possíveis alterações de TTS, enfatizando não apenas a detecção de indivíduos com PAIR, mas, principalmente, a importância de evitar que indivíduos jovens venham a ter sua audição alterada. O autor pesquisou a existência de TTS em duas indústrias metalúrgicas da Grande Porto Alegre. Primeiramente, foi realizada audiometria tonal em 524 funcionários sem repouso auditivo, durante o horário de trabalho. Foram identificados 286 (54,5%) funcionários com PAIR. Estes funcionários repetiram a audiometria antes da jornada de trabalho na mesma cabine, audiômetro e técnico. Foram encontrados 246 (46,9%) funcionários com PAIR. Esta análise mostrou que todos os indivíduos que tiveram resultado normal na audiometria realizando a audiometria antes da jornada de trabalho, apresentaram TTS. Estes funcionários pertencem ao grupo de risco em adquirir uma PAIR. A audiometria realizada com repouso acústico não detectou estas 40 pessoas, fazendo com que elas continuem expostas ao ruído sem uma atenção especial, evoluindo, provavelmente, para uma PAIR. A realização de audiometria, sem repouso acústico, em indivíduos expostos a elevados níveis de ruído pode contaminar o exame, ou seja, causar a TTS. Por outro lado, a realização de audiometrias sem repouso acústico durante a jornada de trabalho e com o funcionário fazendo uso do EPI auditivo, diminui os custos para a empresa, tornando o procedimento mais 21

22 acessível. Neste caso, o ruído ocupacional pode ser usado como fator de provocação, funcionando como teste de fatigabilidade para testar a suscetibilidade individual diante do ruído. Kwitko afirma que a incidência de TTS não causa nenhuma alteração no diagnóstico audiométrico. O percentual de TTS aumenta nas altas freqüências, justamente as mais afetadas pelo ruído; a média de TTS é de 4dB em 6KHz. Havendo grande alteração no limiar de até 10dB nesta freqüência, o TTS pode ser utilizado para detectar precoces perdas auditivas se os exames tiverem análise seqüencial. Zhu, Sakokibara e Yamada encontraram TTS na exposição simultânea de vibração mãobraço e exposição ao ruído em 6KHz e 4KHz de 3,2dB a 3,5dB em média, e a maior foi de 10dB com indivíduos expostos a ruídos de 90dB por 15 minutos e a este mesmo nível de ruído combinado com vibração de mão e braço de 30m/s² a 60Hz. Embora a relação entre PAIR e TTS de audição seja ainda obscura, o presente experimento sugere que trabalhos expostos à vibração de mão-braço e ruído e somente ruído, têm maior TTS de audição no trabalho, o qual pode resultar em maior PAIR. FATORES QUE INFLUENCIAM A AQUISIÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA PAIR Mayrink et al afirmam que o quadro audiológico da PAIR pode estar relacionado às características do ruído (espectro de freqüência, intensidade, tipo de ruído e tempo de exposição) e 22

23 a fatores ligados à susceptibilidade individual (sexo, idade, raça, passado otológico, exposição simultânea a outros agentes, etc). No Canadá, a PAIR aparece segundo estimativas oficiais, em 8 a 12 indivíduos a cada 1000 habitantes. Phaneuf afirma que a perda auditiva encontrada pode estar relacionada aos seguintes fatores: 1) Ocupacionais: ruído, exposição simultânea a ruído e vibrações ou a ruído e produtos. 2) Extra Ocupacionais: idade, alguma patologia de orelha média, ruído fora do trabalho, drogas ototóxicas, traumas, etc. Segundo Axelsson, diferentes fatores podem aumentar o risco da PAIR, entre eles: intensidade do ruído, tempo de exposição, ruído em altas freqüências, vibrações simultâneas ao ruído, fatores genéticos e susceptibilidade individual. A seguir, serão discutidos alguns fatores que estão relacionados à aquisição e desenvolvimento da PAIR, a saber: idade, sexo, raça, etc. IDADE Com o envelhecimento, é possível que os indivíduos venham a apresentar uma perda auditiva decorrente da própria idade. Esta perda é denominada presbiacusia e é caracterizada por um maior comprometimento nas altas freqüências (principalmente em 8 KHz), sendo um processo sem relação específica com a exposição a ruído ocupacional. De acordo com a INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION (ISO 7029, 1984), a sensitividade da audição humana para tons puros cai progressivamente com a 23

24 idade e a perda auditiva é mais rápida para as altas freqüências do que para as baixas. Porém, a magnitude do efeito varia consideravelmente entre os indivíduos. Na ISO 1999 temos que, no diagnóstico de um indivíduo, não é possível determinar precisamente quais as mudanças de limiares que são atribuídas ao efeito idade, exposição ao ruído ou ao efeito acumulado entre ambas. De qualquer forma, esta norma propõe uma correção de todos os limiares auditivos em função da idade do indivíduo, antes de realizar a análise da perda auditiva induzida por ruído. Para Mills, as causas mais comuns de perda neuro-sensorial são exposição ao ruído, idade ou efeito interativo entre os dois. A existência de inúmeras causas para a perda auditiva neuro-sensorial, bem como os diferentes tipos de presbiacusia (sensorial, neural, metabólica e mecânica), geram dúvidas quanto ao verdadeiro fator causal. O autor reconhece o valor da ISO 1999 que propõe uma diferenciação entre os efeitos da exposição a ruído ocupacional e o efeito dos outros fatores, particularmente a idade, e incluindo a socioacusia (perda auditiva decorrente da exposição a ruído não ocupacional) e a nosoacusia (perda auditiva ocasionada por um outro fator, como doença, trauma, etc). Rösler apresentou um estudo de 11 investigações de diferentes autores sobre a progressão da deterioração auditiva relacionada ao tempo de exposição. Em todos os estudos a PAIR foi relacionada, entre outros, ao fator idade, utilizando como referência a ISO Henderson, Subramaniam e Boettcher referem que entre os fatores de susceptibilidade, podese destacar a idade do indivíduo. Em estudos demográficos, a idade é uma variação potencialmente importante para os longos períodos de exposição (20 a 40 anos), onde é possível a interação da presbiacusia com a PAIR. Desta forma, o autor afirma a necessidade de mais estudos que 24

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