CONCEITOS CHAVE EM PROJETOS FLORESTAIS DE CARBONO. Celia A. Harvey, Climate Change Initiatives

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1 CONCEITOS CHAVE EM PROJETOS FLORESTAIS DE CARBONO Celia A. Harvey, Climate Change Initiatives

2 Projetos de carbono devem : Demonstrar adicionalidade Localizar potenciais fugas Garantir a permanência do carbono Ser conservadores nas estimativas de carbono Utilizar linhas de base apropriadas

3 3. Permanência? 2. Fugas? 4. Linhas de base? 1.Adicionalidade? 5. Ser conservador?

4 1. Adicionalidade: Um projeto de carbono deve ser adicional a tudo que aconteceria na ausência da atividade proposta no projeto Isto significa que você tem que poder demonstrar que o projeto de reflorestamento (ou RED) não poderia ser executado sem o projeto de carbono O projeto pode não ser financeiramente viável sem a receita da venda de créditos de carbono Podem existir barreiras substanciais que evitem que o projeto seja implementado (barreiras de investimento, institucionais, culturais, sociais)

5 Qual destes projetos de reflorestamento é adicional? Reflorestar uma área adicional de terra em uma paisagem onde o reflorestamento já ocorre? Reflorestar quando os custos do reflorestamento são maiores que os de usos alternativos da terra? Reflorestar quando o plantio é provavelmente muito lucrativo? Reflorestar uma área onde a lei estipula que deve ser floresta? Reflorestar área em uma comunidade que não tem tradição cultural de atividades florestais nem experiências relevantes? (verde= adicional; vermelho= não adicional)

6 E quanto à adicionalidadade para os projetos RED? Questão-chave não resolvida (e controversa)! Para comprovar adicionalidade, deve-se demonstrar que: A floresta está sob perigo significativo de desmatamento A floresta ainda não está protegida

7 Por que a adicionalidade é tão importante? Garante que os créditos de carbono são verdadeiros e não pura bobagem Garante que não estamos pagando por algo que iria acontecer de qualquer modo (sem o projeto ser desenvolvido) Evita incentivos perversos (por exemplo, derrubar florestas para fazer o plantio)

8 2. Fuga: Fuga= mudanças nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) que ocorrem fora dos limites do projeto como resultado de suas atividades. Estas são mudanças não desejadas nas emissões de GEE devido às atividades do projeto.

9 Área do projeto Fora da área do projeto X 2007+X CO 2 C C Slide: Lucio Pedroni (CATIE)

10 Quais são os 3 diferentes tipos de fuga? 1. Fuga por deslocamento de atividade: Quando as atividades que causam emissões não são permanentemente evitadas, mas simplesmente deslocadas para outra área. Exemplo: se uma área é posta de lado para reflorestamento, os pecuaristas que estavam usando a área podem desmatar uma outra fora dos limites do projeto para compensar a área de pasto perdida.

11 Quais são os diferentes tipos de fuga (continuação)? 2. Fuga devido a efeitos de mercado: quando o projeto muda o suprimento e a demanda por produtos e serviços, levando a atividades (e aumento nas emissões) em outro lugar. Por exemplo, se um projeto de conservação impede uma exploração comercial de madeira em larga escala, isto pode diminuir o suprimento de madeira no mercado, levando outras madeireiras a elevar a sua taxa de corte.

12 Quais são os diferentes tipos de fuga (continuação)? 3. Superaceitação: se as atividades do projeto são muito bem-sucedidas, elas podem atrair a população das áreas ao redor. Isto pode ter um impacto negativo nas emissões, por conduzir à elevação do desmatamento, enquanto as novas famílias limpam mais terra ou pode ter um impacto positivo se os migrantes estavam antes desmatando em outras áreas e adotarem estilos de vida na nova área que resulte em menores emissões.

13 Por que a fuga é tão importante? A fuga tem o potencial de causar uma redução significativa, ou anular completamente os benefícios climáticos do projeto. Em geral: Baixa fuga: Projetos envolvendo restauração de floresta em sítios onde não há usos da terra em competição. Alta fuga: Projetos prevenindo a exploração comercial de madeira ou a produção agrícola para exportação, sem compensar a restrição na produção.

14 3. Permanência Preventing Leakage Permanência= Preventing Leakage medida da longevidade prevista para o carbono sequestrado como parte da atividade MDL. A permanência é uma questão importante nos projetos florestais de carbono porque é difícil de garantir por quanto tempo o carbono permanecerá na plantação...

15 Causas naturais Queimadas Causas humanas Queimadas -fire Pestes e doenças Extração de madeira Furacões -hurricanes Mudanças no uso da terra Fatores que podem levar à perda de carbono dos projetos florestais de carbono

16 4. Seja conservador Cálculos de biomassa e carbono precisam resultar em uma estimativa conservadora dos efeitos líquidos de um projeto sobre os GEE (isto é, é melhor subestimar um pouco os efeitos sobre os GEE que superestimá-los)

17 4. Linhas de Base: A linha de base é a medida das emissões ou remoções de GEE que ocorreriam na ausência da atividade proposta no projeto. Linha de base = o que aconteceria se um projeto não fosse implementado

18 Estoqu e de C A) Linha de base estática tempo Linha de base Linhas de base podem ser estáticas ( se o uso da terra e o estoque de carbono permanecem os mesmos) Estoqu e de C Estoqu e de C B) Linha de base descendente C) Linha de base ascendente 4. Baselines Linha de base tempo.. Ou dinâmicas (se o uso da terra e o estoque de carbono muda conforme o tempo) Linha de base tempo

19 Por que é importante usar o tipo certo de linha de base? Isto determina seus cálculos para saber qual será a redução de emissão de GEE de seu projeto (ou seja, de créditos de carbono)

20 Estoqu e de C A) Linha de base Com projeto Linha de base Atividade A/R tempo Área azul = Estoqu e de C B) Linha de base descendente 4. Baselines Com projeto Linha de base reduções nas emissões alcançadas pelo projeto Estoqu e de C Atividade AR C) Linha de base ascendente tempo Com projeto Linha de base Atividade AR tempo

21 Em resumo, projetos de carbono precisam: Mostrar que são adicionais e não poderiam ter acontecido sem um projeto de carbono Localizar fugas (potenciais mudanças nas emissões de GEE em terras adjacentes à área do projeto devido às atividades do projeto) Assegurar que o carbono continua na área florestada durante o tempo de duração do projeto (permanência) Ser conservador em estimativas de carbono Usar linhas de base apropriadas, para que os cálculos de reduções de emissões sejam apropriados

22 Alguma pergunta?

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