Carlos Ferreira Manaia. Gestão da Mudança. Adaptada por Ailton Takayama e Carlos Ferreira Manaia (junho/2012)

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Carlos Ferreira Manaia. Gestão da Mudança. Adaptada por Ailton Takayama e Carlos Ferreira Manaia (junho/2012)"

Transcrição

1 Carlos Ferreira Manaia Gestão da Mudança Adaptada por Ailton Takayama e Carlos Ferreira Manaia (junho/2012)

2 APRESENTAÇÃO É com satisfação que a Unisa Digital oferece a você, aluno(a), esta apostila de Gestão da Mudança, parte integrante de um conjunto de materiais de pesquisa voltado ao aprendizado dinâmico e autônomo que a educação a distância exige. O principal objetivo desta apostila é propiciar aos(às) alunos(as) uma apresentação do conteúdo básico da disciplina. A Unisa Digital oferece outras formas de solidificar seu aprendizado, por meio de recursos multidisciplinares, como chats, fóruns, aulas web, material de apoio e . Para enriquecer o seu aprendizado, você ainda pode contar com a Biblioteca Virtual: a Biblioteca Central da Unisa, juntamente às bibliotecas setoriais, que fornecem acervo digital e impresso, bem como acesso a redes de informação e documentação. Nesse contexto, os recursos disponíveis e necessários para apoiá-lo(a) no seu estudo são o suplemento que a Unisa Digital oferece, tornando seu aprendizado eficiente e prazeroso, concorrendo para uma formação completa, na qual o conteúdo aprendido influencia sua vida profissional e pessoal. A Unisa Digital é assim para você: Universidade a qualquer hora e em qualquer lugar! Unisa Digital

3 SUMÁRIO INTRODUÇÃO CONCEITO DE MUDANÇA Por que Realizar Mudanças Modelo Teórico para Mudança O Autor do Modelo - Kurt Lewin Desdobramentos do Modelo de Mudança de Kurt Lewin Resumo do Capítulo Atividades Propostas EVOLUÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES VERSUS MUDANÇA Empresas no Início do Século XX até a Década de Empresas em Meados da Década de 1930 até o início dos Anos Empresas em Meados da Década de 1970 até o Final dos Anos Empresas na Década de 1990 até o Início do Século XXI Transformações no Mundo das Organizações - Ondas Transformação do Gerenciamento A Migração do Papel das Empresas Motivos pelos quais as Organizações Mudam Tipos de Organização Necessidade de Mudança Reflexões sobre Mudança Mudança Voluntária x Mudança Involuntária Resumo do Capítulo Atividades Propostas FORÇAS MOTIVADORAS DA MUDANÇA Forças Motivadoras Externas Forças Motivadoras Internas Resumo do Capítulo Atividade Proposta OS DIFERENTES TIPOS DE MUDANÇA Profundidade da Mudança Velocidade da Mudança Como a Mudança é Implementada A Complexidade da Mudança Resumo do Capítulo Atividades Propostas AS QUATRO ETAPAS DA MUDANÇA Resumo do Capítulo Atividade Proposta...39

4 6 FUNDAMENTANDO A MUDANÇA Fase de Criatividade e Crise de Liderança - Fase Fase de Orientação e Crise de Autonomia - Fase Fase de Delegação e Crise de Controle - Fase Fase de Coordenação e Crise de Burocracia - Fase Fase de Colaboração - Fase Evolução x Revolução Fatores que Indicam Necessidade de Mudança Desempenho Empresarial e Mudanças Gestão da Mudança no Terceiro Setor Dimensões da Mudança Abordagens para a Mudança Pilares que Sustentam a Dinâmica da Mudança Resumo do Capítulo Atividade Proposta CONSTRUINDO A MUDANÇA Intervenções para Facilitar o Processo de Mudança Organizações que Aprendem As Cinco Disciplinas de Peter Senge Os Sete Ss das Empresas Estratégia Forças Propulsoras da Mudança Escolhendo as Pessoas para um Processo de Mudança Conceito de Mudança no Sistema de Gestão Integrada Resumo do Capítulo Atividade Proposta ESTRUTURANDO A MUDANÇA Fatores que Interferem Negativamente nas Mudanças Aspectos Importantes na Estruturação da Mudança O Comitê da Mudança Estruturação do Plano Estruturação das Equipes Estruturação dos Projetos Modelo de Projeto da Mudança para Intervenção Implantação do Plano de Auditoria em RH Frente à Gestão da Mudança A Gestão da Mudança e o Endomarketing O Capital Intelectual, os Talentos e a Gestão da Mudança Resumo do Capítulo Atividades Propostas MOBILIZAÇÃO Fundamentação Alinhamento do Comportamento Mobilização em Prática Líderes em Ação na Mudança Resumo do Capítulo Atividades Propostas...76 RESPOSTAS COMENTADAS DAS ATIVIDADES PROPOSTAS REFERÊNCIAS... 81

5 INTRODUÇÃO Caro(a) aluno(a), Vivemos um tempo em que compartilhar conhecimento é um dos fatores de sucesso e de realização, tanto para as pessoas quanto para as empresas. Aliados a esse momento estão os diversos processos de mudança que o mundo vive. Em particular, o mundo dos negócios tem sido atingido por uma onda de mudanças sem igual nos últimos anos. Conduzir processos de mudança é trabalhoso e difícil, pois exige muita dedicação, transpiração e uma boa dose de coragem para romper, em muitos casos, padrões existentes há anos. O processo de mudança organizacional é sempre um salto no escuro, ainda que se faça um planejamento adequado e cuidadoso. Nele, cultivam-se inimigos e defensores tímidos. Essa constatação não é novidade; já em O Príncipe, Maquiavel cita diversas passagens sobre suas observações de grandes mudanças no reino e suas consequências para o relacionamento vivido pelo soberano. Todos que se colocarem à frente para uma empreitada desta deverão estar preparados para enfrentar o sucesso e o insucesso. Não existe fórmula mágica ou uma receita para eliminar o risco. Ter a coragem para mudar no momento adequado é um grande desafio, tanto no campo profissional quanto no pessoal. O grande dilema vivido pelas organizações é ter que mudar para poder sobreviver. Em um mundo cada vez mais competitivo, a empresa tem que conviver com todas as vantagens e desvantagens que essas mudanças trazem. Estar no mundo dos negócios assemelha-se à participação em uma guerra, em que a cooperação é vista como contrária à natureza humana e a competição, como parte da integridade das pessoas. Não estamos falando apenas da guerra empresarial por mercados, mas também da disputa ferrenha que, muitas vezes, domina a convivência das pessoas dentro das organizações. Por muitas razões, as mudanças são positivas, entre elas, porque as empresas precisam inserir conhecimentos essenciais capazes de gerar mudanças e trazer significados que deem sentido à sua existência e à vida daqueles que contribuem com ela. Este material será dividido em capítulos, nos quais os principais conceitos serão abordados. Na primeira parte, vamos fundamentar conceitualmente a mudança. Serão discutidos o porquê de realizar mudanças nas empresas, as fases de evolução das organizações e os fatores internos e externos que influenciam na necessidade de mudar. Também veremos quais são os pilares que sustentam uma mudança. A seguir, serão apresentados os conceitos, as ferramentas e os métodos importantes na construção da mudança e a necessidade de avaliar ou reavaliar a estratégia da empresa frente a esse processo. Serão analisadas, nessa fase, as forças propulsoras da organização para que o processo seja facilitado. Uma estrutura de sustentação é essencial para que o projeto de mudança possa ter sucesso. Esse será o tema central da terceira parte deste trabalho, em que trataremos do dilema das empresas que 5

6 Carlos Ferreira Manaia vivem entre as atividades rotineiras e a necessidade de inovar por meio das mudanças. O foco será a estruturação do Projeto de Mudança, bem como das Equipes que atuarão nesse trabalho. Por fim, vamos tratar da mobilização para a mudança, das pressões que esse processo sofre e da avaliação da capacidade instalada para a mudança versus o grau de tensão existente para mudar. Aqui, faremos uma avaliação cuidadosa da cultura instalada e de sua influência nos processos existentes e no processo de mudança a ser iniciado. Esperamos que essa análise possa contribuir com seu desenvolvimento pessoal e profissional. 6

7 1 CONCEITO DE MUDANÇA Prezado(a) aluno(a), Agora, vamos iniciar o estudo da Gestão da Mudança. Para isso, nada melhor que iniciarmos com a compreensão do próprio conceito de mudança, seus modelos teóricos e desdobramentos segundo alguns pensamentos dos estudiosos da ciência da administração. Atenção Existem muitas formas para definir mudança, cada uma com um foco e uma finalidade que vão ao encontro da explicação que as pessoas e/ou organizações necessitam para implementar uma evolução em um ou mais sistemas. Podemos, então, citar algumas definições que são mais usuais no mundo das organizações e que estão no dia a dia dos gestores que administram as mudanças nas empresas: mudança é a transição de uma situação para outra diferente ou a passagem de um estado para outro diferente; mudança implica ruptura, transformação, perturbação, interrupção; o mundo atual caracteriza-se por um ambiente dinâmico em constante mudança, que exige das organizações uma elevada capacidade de adaptação como condição básica de sobrevivência; adaptação, renovação e revitalização significam mudança. Para mudar a cultura e o clima organizacional, a organização precisa ter capacidade inovadora, isto é: adaptabilidade: um alto poder de adaptação, sem, contudo, deixar que as atividades da rotina saiam de controle; perspectiva exata do meio ambiente: conhecimento do meio em que está inserida; integração entre as pessoas: uma boa rede de relacionamentos entre as pessoas que garanta a estabilidade nos processos organizacionais. 1.1 Por que Realizar Mudanças Segundo Mandelli et al. (2003), toda organização tem ambição, no mínimo, pela sobrevivência em um mercado altamente competitivo, porém seus objetivos não se restringem à sobrevivência. As empresas também têm desejo de crescer e buscar novos posicionamentos, com maior estabilidade nos seus negócios, dentro do mercado em que estão inseridas. Melhor do que utilizar o verbo crescer, que parece deixar uma lacuna no seu entendimento, as empresas usam, hoje, o verbo prosperar, que carrega o sentido de ganhar condições de conti- 7

8 Carlos Ferreira Manaia nuidade em estado crescente e de forma autônoma, até que se atinja a perpetuidade. De acordo com Mandelli et al. (2003), considerando os focos de sobreviver, crescer e prosperar, é óbvio que as organizações passam a ser comparáveis a organismos vivos. Estruturas que sofrerão doenças, traumas, etc..., mas que, etapa a etapa, tal qual um corpo humano, precisarão de cuidados e intervenções para que se adaptem à nova situação de forma rápida, preferencialmente de maneira preventiva. Esperar que as doenças aconteçam para que se busque um tratamento efetivo não nos parece ser o melhor caminho em ambientes competitivos. Portanto, encaramos os processos de mudanças empresariais como fatos naturais. Observando a dinâmica no mundo empresarial, notaremos que o próprio processo de mudança tem mudado. Antigamente, as alterações eram eventuais e não tão comuns a esse meio. Já atualmente, as empresas que estão em ambientes competitivos precisam realizar movimentos de mudança como parte da sua dinâmica de administração. Trabalham, a maior parte do tempo, para que as mudanças ocorram de modo natural e não como uma intervenção. Ainda assim, as mudanças não devem ser tratadas como algo normal, mesmo que aconteçam com uma frequência ou de forma continuada. O caminho de uma solução para mudança molda-se em função de alguns fatores. Entre eles, podemos destacar: tipo do negócio; tipo do mercado em que está inserida; tipo de produto que produz; situação dos concorrentes; posicionamento nas cadeias finais de consumo. 1.2 Modelo Teórico para Mudança Um dos primeiros modelos teóricos sobre a mudança foi proposto por Kurt Lewin (entre 1951 e 1965), no quadro das suas investigações em psicologia social, as quais descrevem o processo de mudança com suas fases. O modelo envolve três fases ou etapas distintas: descongelamento: velhas ideias e práticas são derretidas, abandonadas e desaprendidas ; mudança: novas ideias e práticas são aprendidas e exercitadas; recongelamento: novas ideias e práticas são incorporadas definitivamente ao comportamento. 8

9 Gestão da Mudança Figura 1 O modelo teórico de Kurt Lewin. Descongelamento Mudança Recongelamento Velhas ideias e práticas são derretidas, abandonadas e desaprendidas. Novas ideias e práticas são aprendidas e exercitadas. Novas ideias e práticas são incorporadas definitivamente ao comportamento. Identificação Internalização Suporte Reforço Fonte: Chiavenato (2001). Para cada uma das fases, temos os desdobramentos de ações que deverão ser administrados pelos responsáveis da mudança na organização. 1.3 O Autor do Modelo - Kurt Lewin Kurt Lewin nasceu na Alemanha, estudou em Freiburg, Munique e Berlim, onde se doutorou em 1914, quando foi para a Primeira Guerra Mundial como oficial do Exército Alemão, trabalhando no Instituto Psicanalítico de Berlim. Foi para os Estados Unidos em 1933, onde se refugiou durante a Segunda Guerra Mundial, pois suas teorias eram incompatíveis com o Nazismo; então, não voltou mais para a Alemanha. Trabalhou nas Universidades de Cornell, Stanford e Iowa, e fundou o Centro de Pesquisa de Dinâmica de Grupo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em 1945, no qual fez diversos trabalhos e formou muitos profissionais no campo da psicologia e da sociologia. 9

10 Carlos Ferreira Manaia 1.4 Desdobramentos do Modelo de Mudança de Kurt Lewin Podemos observar, na Figura 2, os principais desdobramentos para cada uma das fases do processo de mudança, segundo o modelo de Kurt Lewin: Figura 2 Desdobramentos do modelo teórico de Kurt Lewin. Fase Ênfase Implicações A Superar I. Deslocamento Criação de motivação para mudança. Diminuição da força dos valores e dos comportamentos vigentes. Resistência. II. Mudança Introdução de novos valores e comportamentos. Novas fontes de informação e reestruturação cognitiva. Falta de motivação. III. Congelamento Estabilização das mudanças. Consolidação emocional e cognitiva. Tempo variável. Fonte: Chiavenato (2001). Na fase de descongelamento, podemos notar que a ênfase está na criação de motivação para a mudança, o que implica trabalhar para que haja uma diminuição da força dos valores e comportamentos existentes na organização. Dessa forma, há a necessidade de criar condições para que a resistência natural às mudanças seja superada. Isso só acontece se as pessoas estão efetivamente engajadas no novo processo que está sendo estabelecido. No segundo momento, em que a mudança está sendo implementada de forma consistente, a ênfase é para a introdução dos novos valores e comportamentos, que traz um conjunto de novas fontes de informação e uma reestruturação cognitiva para a empresa. Essa modificação na forma de pensar da organização pode acarretar uma falta de motivação interna, que precisa ser trabalhada e superada. Na terceira e última fase do processo, precisamos congelar os novos pensamentos e comportamentos, provocando uma estabilização das mudanças, com uma consequente consolidação emocional e cognitiva das pessoas envolvidas no processo de mudança. Para que isso aconteça, o tempo é variável e não podemos afirmar com certeza uma data de finalização. Saiba mais Deve-se sempre analisar e observar as limitações do crescimento da empresa, pois a expansão não deve ser forçada, mas natural. 10

11 Gestão da Mudança 1.5 Resumo do Capítulo Caro(a) aluno(a), A mudança é a certeza da sobrevivência empresarial no mercado de trabalho, pelo motivo da competitividade, globalização e necessidade de aprimoramento dos profissionais. A mudança faz parte dos resultados organizacionais, com a visão interna e externa do ambiente de trabalho. 1.6 Atividades Propostas 1. Como garantir que o que foi planejado é o que será realmente feito? 2. Por que fazer a mudança? 3. O que será feito na mudança? 11

12 2 EVOLUÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES VERSUS MUDANÇA Caro(a) aluno(a), Agora que já conseguimos compreender as questões básicas que envolvem a gestão da mudança, abordadas no capítulo 1, é muito importante compreendermos a evolução do pensamento organizacional e sua relação com a gestão da mudança. Vamos lá... Temos certeza que esse mergulho na evolução histórica lhe trará uma ótima visão da gestão e da mudança organizacional. Bom estudo! Segundo Ouro (2005), conhecer o processo de evolução das organizações ajuda a compreender as necessidades de mudanças. Dessa forma, vamos apresentar alguns quadros em que poderemos observar a evolução das organizações e suas consequentes interfaces com o gerenciamento das mudanças. Atenção Em todo processo de mudança, é fundamental conhecer a realidade das empresas antes de mudar. Nossa análise mostrará, principalmente, como as organizações comportam-se frente à mudança, nos diversos períodos estudados. Poderemos observar como são impactados o ambiente e o homem em cada um desses momentos. Além disso, será possível verificar em que velocidade a mudança ocorre. Ouro (2005) afirma que no século XX surgem indícios de que entraríamos na época em que as mudanças seriam condicionantes para a sobrevivência das organizações. Do início do século até a década de 30, as empresas basicamente eram locais e familiares; a indústria era localizada em poucos países e a diversificação de produtos era algo que praticamente não existia. Clientes? Nem se sabia o que era isso! Vamos, então, apresentar a evolução das organizações a partir do início do século XX e observar como eram seus comportamentos frente às mudanças. 2.1 Empresas no Início do Século XX até a Década de 1930 Essas empresas tinham características muito especiais. Em sua maioria, eram empresas locais e familiares; A atividade industrial estava concentrada em poucos países, o que acarretava uma escassez na diversificação e na oferta de produtos; O ambiente dessa época era relativamente estável, fazendo com que as mudanças ocorressem de forma lenta e previsível; O homem era considerado um recurso organizacional e era tratado dessa for- 13

13 Carlos Ferreira Manaia ma quando da realização do planejamento organizacional; A ênfase estava no tamanho e na eficiência dos processos da empresa; O foco era no produto e na produção em massa. Muito pouca atenção era dada ao cliente ou ao empregado; Havia uma hierarquização muito grande, com uma forte centralização das decisões e com supervisão autocrática, além de uma obediência cega por parte dos empregados; A organização do trabalho era feita de forma burocrática e com uma fragmentação das tarefas. Figura 3 Empresas início do século XX até a década de Empresas locais e familiares. Atividade industrial - poucos países. Pouca diversificação de produtos. Início do século XX - até a década de 1930 Ênfase no tamanho e eficiência. Produção em massa. Foco no produto. Ausência de atenção a clientes/empregados. Organização burocrática. Fragmentação das tarefas. Hierarquização. Centralização das decisões. Supervisão autocrática. Obediência cega. Ambiente: relativamente estável. Mudanças: lentas e previsíveis. Homem: recurso oganizacional. Fonte: Ouro (2005). 2.2 Empresas em Meados da Década de 1930 até o início dos Anos 1970 As empresas desse período passaram a produzir todo o conhecimento de que o setor necessitava. Assistimos a um crescimento vertiginoso no mercado de trabalho, em organizações formalmente constituídas; Surgiram os grandes conglomerados e as grandes corporações. As empresas começaram a ter uma atuação mais regional, nacional e, em muitos casos, até internacional; A diversificação de produtos era um dos fatores de sucesso das empresas e teve início um desenvolvimento do co- mércio internacional. Houve uma grande expansão da industrialização; O ambiente continuou relativamente estável, com as mudanças ocorrendo de forma lenta e previsível; O homem continuou sendo considerado um recurso organizacional e tratado como insumo no planejamento organizacional; A ênfase passou para os objetivos organizacionais. A racionalização nos meios de produção e a melhoria na eficiência dos processos eram fatores primordiais; 14

14 Gestão da Mudança As empresas passaram a ter uma visão sistêmica e começaram a investir boa parte dos seus resultados financeiros em pesquisa e desenvolvimento; Saiba mais Visão sistêmica consiste na visão completa do sistema, sendo a empresa uma parte dele. Além disso, aumentou a preocupação em observar o ambiente externo, como fonte de informação e conhecimento; A alta administração começou a se preocupar com o comando e o controle das atividades organizacionais e agregou a elaboração de um planejamento estratégico ao seu plano de negócio; O planejamento estratégico tornou-se um método eficaz de gestão empresarial. Figura 4 Empresas meados da década de 1930 até o início dos anos Meados da década de até início dos anos 1970 Empresa produz todo o conhecimento necessário ao setor. Crescimento vertiginoso. Empresas regionais, nacionais e internacionais. Conglomerados, corporações. Diversificação de produtos. Desenvolvimento do comércio internacional. Industrialização em expansão. Racionalização na produção. Ênfase em objetivos. Pesquisa e desenvolvimento. Visão sistêmica. Preocupação com comando e controle. Visão de ambiente externo. Plano estratégico como método. Ambiente: relativamente estável. Mudanças: lentas e previsíveis. Homem: recurso oganizacional. Fonte: Ouro (2005). 2.3 Empresas em Meados da Década de 1970 até o Final dos Anos 1980 Surgiu o conceito de empresas transnacionais e as empresas deixaram de ter pátria. Os capitais de investimento eram formados por dinheiro proveniente de acionistas que estavam em todos os lugares do planeta; A ênfase das empresas voltou-se para a sua vocação de negócio, o core business, que determinava quais eram as principais atividades a serem realizadas e quais atividades podiam ser repassadas para os parceiros de negócio; Dicionário Core business: a parte central dos negócios, o ponto forte e estratégico da atuação de uma empresa. Os mercados ganharam uma segmentação cada vez maior e os clientes passaram a ser mais exigentes. Com isso, as organizações precisaram investir mais em aspectos de integração nos processos produtivos e em assegurar a qualidade; 15

15 Carlos Ferreira Manaia O ambiente empresarial tornou-se instável e ganhou um alto grau de incerteza, o que fez com que as empresas tivessem que ser mais ágeis em seus processos e mais eficazes em seus resultados; O homem tornou-se colaborador da empresa, ganhou uma visão mais crítica do negócio e passou a utilizar mais sua criatividade para resolver problemas e encontrar soluções para os novos desafios. Dessa forma, transformou-se num elemento questionador que ajudava a organização na evolução necessária à continuidade dos negócios; O planejamento era visto, agora, como um valor da organização; Era imperativo que os aspectos tecnológicos e ambientais fossem considerados e que a empresa tivesse o foco na inovação e no mercado; Alianças estratégicas e parcerias com clientes e fornecedores eram fundamentais para garantir a longevidade do negócio; Ter uma visão de futuro que possibilitasse vislumbrar o caminho a ser seguido, bem como conhecer o consumidor dos seus produtos, fazia parte do diferencial competitivo a ser desenvolvido; Surgiram novas formas de organização do trabalho. O trabalho individualizado cedeu lugar ao trabalho em equipe e a administração autocrática cedeu lugar à liderança participativa; As hierarquias foram reduzidas e a descentralização do poder e das decisões tornou os processos e as respostas mais rápidos e ágeis. Cada vez mais, buscou-se uma melhor qualidade de vida para os colaboradores das empresas; Apareceu um novo conceito, o de efetividade, para designar um resultado que tinha sustentação e podia ser reproduzido mais de uma vez. Figura 5 Empresas meados da década de 1970 até o final dos anos Meados da década de até início dos anos 1980 Empresas transnacionais. Ênfase na vocação - core business. Várias correntes tecnológicas para um setor. Segmentação crescente de mercados. Ênfase na integração e na qualidade. Planejamento como um valor. Imperativo tecnológico e ambiental. Organização para inovação. Foco no mercado. Alianças estratégicas e parcerias. Visão de futuro. Foco no consumidor. Descentralização. Busca de efetividade. Busca de qualidade de vida. Trabalho em equipe e liderança. Fonte: Ouro (2005). Ambiente: alto grau de incerteza e instabilidade. Mudanças: ganhando velocidade. Homem: visão crítica; criativo; questionador. 16

16 Gestão da Mudança 2.4 Empresas na Década de 1990 até o Início do Século XXI Alto grau de competição, empresas globalizadas e quebra de paradigmas estabelecidos como verdades absolutas marcaram essa nova era; Dicionário Paradigma: percepção geral e comum, nem sempre a melhor, de ver determinada coisa, seja um objeto, seja um fenômeno, seja um conjunto de ideias, limitando a capacidade de analisar os fatos. Os valores empresariais ganharam uma nova dimensão e tornaram-se norteadores para a terceirização e para o outsourcing (o mundo todo passou a ter possibilidade de fornecer matéria- -prima ou subconjuntos para o produto final); Dicionário Terceirização ou outsourcing: prática que permite à empresa abrir mão da execução de um processo e transferir para um terceiro, portador de uma base de conhecimento mais especializada, com o objetivo de agregar maior valor ao produto final (LEOCADIO). A velocidade no desenvolvimento e no lançamento de novos produtos também era maior. O cliente queria, cada vez mais rápido, um produtor melhor e mais barato; As empresas tornaram-se social e ambientalmente responsáveis por tudo aquilo que realizassem ou produzissem; Aumentou a descentralização em relação às soluções dos problemas e às tomadas de decisão. Havia uma maior flexibilidade nos processos e as pessoas ganharam autonomia; O foco do negócio passou a ser o cliente, o mercado e a sociedade, numa visão integrada, em que cada um deles era parte do todo; A qualidade passou a ser vista como uma commodity, ou seja, era necessário estar atento às exigências mínimas estabelecidas pelos clientes e pelo mercado consumidor; Dicionário Commodity: mercadoria. Houve uma diluição do poder, com a eliminação dos níveis hierárquicos e uma forte valorização das pessoas; Cada vez mais os aspectos culturais eram valorizados e as estratégias de marketing ganharam um espaço nunca visto anteriormente; O ambiente empresarial estava em constante mutação; As mudanças tornaram-se ainda mais frequentes e com velocidade cada vez maior. Dessa forma, as empresas precisavam ter seu foco direcionado para a estratégia de gerenciar essas mudanças; O homem tinha mais autonomia e liberdade e passou a ser um ator mais ativo no desenvolvimento humano e organizacional. Precisava estar conectado o tempo todo, para não ficar para trás; 17

17 Carlos Ferreira Manaia A tecnologia da informação invadiu o mundo dos negócios e tornou cada colaborador em um usuário final das suas ferramentas; Os produtos passaram a ser customizados para as necessidades e vontades do cliente; A sociedade transformou-se e ganhou novas formas de comunicação e interação com as informações. Vivia-se a era da informação e do conhecimento, em que todos estavam ligados a uma rede mundial, que possibilitava acesso às mais variadas formas de aprendizado e entretenimento; As organizações, por sua vez, estavam conectadas a grandes redes integradoras de gestão e de relacionamentos, que possibilitavam uma diversidade de ações entre as pessoas, nos diversos aspectos empresariais; Com a modificação no foco dos negócios, surgiram as megafusões e as aquisições de grandes conglomerados empresariais; Dentro das empresas, estabeleceu-se o conceito de centros de excelência e houve uma mudança nos hábitos de trabalho, com uma valorização dos aspectos de qualidade de vida no trabalho. Essa alteração no ambiente interno das empresas fez surgir uma nova cultura organizacional, que via o homem como um ser integral (sem divisão entre a pessoa e o profissional); A mudança de paradigmas sociais, culturais e científicos fez com que fossem adotados conhecimentos de fora do campo da administração no dia a dia da gestão do negócio; A preocupação com as questões sociais e com o bem-estar das pessoas levou as empresas a uma reflexão mais profunda sobre os meios utilizados para o gerenciamento empresarial. Isso se refletiu numa acentuada importância dos gestores organizacionais aos aspectos da ética organizacional. 18

18 Gestão da Mudança Figura 6 Empresas década de 1990 até o início do século XXI. Da década de até o Início do século XXI Empresas globalizadas. Alto grau de competição. Quebra de paradigmas na gestão. Valores empresariais. Terceirização. Outsourcing. Velocidade no lançamento de produtos. Responsabilidade social. Descentralização acentuada. Flexibilidade. Foco no cliente, mercado e sociedade. Qualidade como commodities. Valorização de projetos como método. Células de negócio. Valorização de processos produtivos. Sinergias, não desperdício. Participação. Foco na estratégia. Evolução do marketing. Redução de custos. Eliminação de níveis hierárquicos. Valorização das pessoas. Diluição do poder. Importância da cultura. Responsabilidade social. Ambiente: em constante mutação. Mudanças: constantes e em alta velocidade. Homem: conectado; mais autonomia; maior liberdade; ator do desenvolvimento. Tecnologia da informação - do usuário final ao uso doméstico. Customização de produtos. Sociedade da informação. Sociedade do conhecimento. Rede mundial de informações. Tecnologias de comunicação on-line. Fusões e aquisições de grandes conglomerados. Redes integradoras de gestão e relacionamentos. Centros de excelência. Mudança radical de hábitos de trabalho e culturais. Revolução na educação. Adoção de conhecimentos de fora do campo da administração. Mudança de paradigmas sociais, culturais, científicos etc. Importância mais acentuada à ética. Fonte: Ouro (2005). 19

19 Carlos Ferreira Manaia 2.5 Transformações no Mundo das Organizações - Ondas Segundo Alvin Tofler (apud OURO, 2005), podemos caracterizar as transformações no mundo das organizações em quatro ondas, que representam os quatro grandes momentos da humanidade em relação às formas de organização empresarial. Primeira Onda: Revolução Agrícola Na era agrícola, o homem organiza-se e produz em parceria com a natureza, isto é, a principal fonte de obtenção de recursos para a geração de valor ou para o estabelecimento de uma organização empresarial é a natureza. Segunda Onda: Revolução Industrial Durante a Revolução Industrial, reconhecemos uma distinção entre o ser humano e a natureza e devemos competir para sobreviver. Surge a era industrial, em que a natureza é parceira, mas os insumos são transformados, recebendo agregação de valor antes de chegar às mãos do consumidor final. Terceira Onda: Revolução Pós-Industrial Neste momento, percebemos a nossa interdependência e queremos cooperar uns com os outros, de modo a obter mais resultados para todos. Surge, então, a era da informação, em que o conhecimento é democratizado e os clientes têm seus desejos e vontades atendidos. Quarta Onda: Globalização O mundo torna-se menor e as distâncias são encurtadas pela tecnologia. A visão é mais sistêmica e unificada sobre o todo. Percebemos a noção de unidade e escolhemos cocriar uma realidade melhor para todos. Surge a era da reeducação, em que precisamos aprender a aprender, como forma de evolução e contribuição para a sociedade. 2.6 Transformação do Gerenciamento A transformação do gerenciamento organizacional precisa ser vista e interpretada sob duas perspectivas: a primeira é a própria transição de um ponto de vista para outro, em que avaliamos o que precisa ser mantido e o que deve ser mudado; a segunda diz respeito à necessidade de mudar, sendo avaliados os reais riscos de manter o status atual e as consequências que as mudanças trarão para a organização. 20

20 Gestão da Mudança Figura 7 Transformação do gerenciamento. Propósitos Visão Rede Premissa Ponto de Vista Cultura A Transição As organizações se preparam para exercer a cidadania, além de garantir propósitos. As empresas passam a ver as metas de longo prazo num panorama de sustentabilidade. Valores e princípios compartilhados aumentam a qualidade de conscientização que se reflete no que a empresa é. A percepção da rede cada vez mais abrangente conectada e dá sentido ao que a empresa faz e ao que ela representa para o mundo. O sentido de identidade leva a empresa a entender o papel da diversidade. A empresa delineia seu processo evolutivo baseada em uma visão de sustentabilidade. A Necessidade Entendimento de que a organização tem na sua razão de ser: o que significa servir e ser servida. Compartilhamento com os colaboradores. Garantir compromisso com as gerações futuras. Alinhamento e valores empresariais e individuais. Conscientização quanto à rede de interdependência que a empresa cria com outras empresas e com o ambiente. A empresa contribui para a diminuição da pobreza e se torna agente de prosperidade. A história da empresa e o seu presente possibilitam um futuro promissor. Fonte: Ouro (2005). 2.7 A Migração do Papel das Empresas Ao longo da evolução das transformações das organizações, podemos notar que o papel das empresas também sofreu variação. Para que possamos ter uma melhor visualização dessa transformação, dividimos a análise nos seguintes itens: propósito da empresa, visão de futuro, rede de relacionamentos ou interesses, premissa básica do negócio, ponto de vista de longevidade e cultura instalada. A Figura 8, a seguir, mostra essa análise e suas principais características. 21

APÊNDICE A QUESTIONÁRIO APLICADO AOS GESTORES

APÊNDICE A QUESTIONÁRIO APLICADO AOS GESTORES 202 INSTRUÇÕES DE PREENCHIMENTO ALGUNS COMENTÁRIOS ANTES DE INICIAR O PREENCHIMENTO DO QUESTIONÁRIO: a) Os blocos a seguir visam obter as impressões do ENTREVISTADO quanto aos processos de gestão da Policarbonatos,

Leia mais

CONDUZINDO MUDANÇAS TRANSFORMADORAS

CONDUZINDO MUDANÇAS TRANSFORMADORAS CONDUZINDO MUDANÇAS TRANSFORMADORAS por David Miller The European Business Review, março/abril 2012 As mudanças estão se tornando mais frequentes, radicais e complexas. Os índices de falha em projetos

Leia mais

Módulo IV. Delegação e Liderança

Módulo IV. Delegação e Liderança Módulo IV Delegação e Liderança "As pessoas perguntam qual é a diferença entre um líder e um chefe. O líder trabalha a descoberto, o chefe trabalha encapotado. O líder lidera, o chefe guia. Franklin Roosevelt

Leia mais

Administração e Gestão de Pessoas

Administração e Gestão de Pessoas Administração e Gestão de Pessoas Aula Gestão de Pessoas Prof.ª Marcia Aires www.marcia aires.com.br mrbaires@gmail.com Percepção x trabalho em equipe GESTÃO DE PESSOAS A Gestão de Pessoas é responsável

Leia mais

TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I

TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I 1 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I Administração é a maneira de governar organizações ou parte delas. É o processo de planejar, organizar, dirigir e controlar o uso de recursos

Leia mais

3. Processos, o que é isto? Encontramos vários conceitos de processos, conforme observarmos abaixo:

3. Processos, o que é isto? Encontramos vários conceitos de processos, conforme observarmos abaixo: Perguntas e respostas sobre gestão por processos 1. Gestão por processos, por que usar? Num mundo globalizado com mercado extremamente competitivo, onde o cliente se encontra cada vez mais exigente e conhecedor

Leia mais

2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO 1 2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Fundamentos da Vantagem Estratégica ou competitiva Os sistemas de informação devem ser vistos como algo mais do que um conjunto de tecnologias que apoiam

Leia mais

Respostas da Lista de Exercícios do Módulo 2: Vantagem Competitiva. Resposta do Exercício 1

Respostas da Lista de Exercícios do Módulo 2: Vantagem Competitiva. Resposta do Exercício 1 Respostas da Lista de Exercícios do Módulo 2: Vantagem Competitiva 1 Resposta do Exercício 1 Uma organização usa algumas ações para fazer frente às forças competitivas existentes no mercado, empregando

Leia mais

OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR

OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR Cada um de nós, na vida profissional, divide com a Essilor a sua responsabilidade e a sua reputação. Portanto, devemos conhecer e respeitar os princípios que se aplicam a todos.

Leia mais

Saiba como gerir uma equipe com essas dicas REALIZAÇÃO

Saiba como gerir uma equipe com essas dicas REALIZAÇÃO Comunicação empresarial eficiente: Saiba como gerir uma equipe com essas dicas REALIZAÇÃO Sumário 01 Introdução 02 02 03 A comunicação dentro das empresas nos dias de hoje Como garantir uma comunicação

Leia mais

Gestão de Negócios. Aula 01. Os direitos desta obra foram cedidos à Universidade Nove de Julho

Gestão de Negócios. Aula 01. Os direitos desta obra foram cedidos à Universidade Nove de Julho Gestão de Negócios Aula 01 Os direitos desta obra foram cedidos à Universidade Nove de Julho Este material é parte integrante da disciplina oferecida pela UNINOVE. O acesso às atividades, conteúdos multimídia

Leia mais

2 SIGNIFICADO DA ADMINISTRAÇÃO

2 SIGNIFICADO DA ADMINISTRAÇÃO 2 SIGNIFICADO DA ADMINISTRAÇÃO 2.1 IMPORTÂNCIA DA ADMINISTRAÇÃO Um ponto muito importante na administração é a sua fina relação com objetivos, decisões e recursos, como é ilustrado na Figura 2.1. Conforme

Leia mais

LIVRO O GERENTE INTERMEDIÁRIO Autor: Wellington Moreira

LIVRO O GERENTE INTERMEDIÁRIO Autor: Wellington Moreira LIVRO O GERENTE INTERMEDIÁRIO Autor: Wellington Moreira Manual de Sobrevivência dos Gestores, Supervisores, Coordenadores e Encarregados que atuam nas Organizações Brasileiras Capítulo 2 O Gestor Intermediário

Leia mais

Gestão da Inovação SEMINÁRIO Strategic Management of Technology and Innovation Maidique, Burguelman e Wheelwright

Gestão da Inovação SEMINÁRIO Strategic Management of Technology and Innovation Maidique, Burguelman e Wheelwright Gestão da Inovação SEMINÁRIO Strategic Management of Technology and Innovation Maidique, Burguelman e Wheelwright Ambiente Organizacional voltado a inovação As 6 chaves para o Sucesso Foco Flexibilidade

Leia mais

Gestão de Processos. Principais etapas, decisões e desafios da implantação de processos de TI com base no ITIL

Gestão de Processos. Principais etapas, decisões e desafios da implantação de processos de TI com base no ITIL Conhecimento em Tecnologia da Informação Gestão de Processos Principais etapas, decisões e desafios da implantação de processos de TI com base no ITIL 2011 Bridge Consulting Apresentação É comum que as

Leia mais

REENGENHARIA PARTE I

REENGENHARIA PARTE I REENGENHARIA PARTE I Introdução O que é a REENGHENHARIA? De acordo com a definição original de Hammer e Champy, a reengenharia é a Implementação de mudanças radicais que, ao redesenhar os processos de

Leia mais

Brasil em Alto Contraste: Conhecer é preciso

Brasil em Alto Contraste: Conhecer é preciso Brasil em Alto Contraste: Conhecer é preciso Percepção da Pesquisa no Brasil Congresso Brasileiro de Pesquisa Mercado h Opinião h Mídia Nelsom Marangoni Ney Luiz Silva Mudanças, muitas mudanças... e mudanças

Leia mais

Estratégias em Tecnologia da Informação. Planejamento Estratégico Planejamento de TI

Estratégias em Tecnologia da Informação. Planejamento Estratégico Planejamento de TI Estratégias em Tecnologia da Informação Capítulo 7 Planejamento Estratégico Planejamento de TI Material de apoio 2 Esclarecimentos Esse material é de apoio para as aulas da disciplina e não substitui a

Leia mais

O Papel Estratégico da Gestão de Pessoas para a Competitividade das Organizações

O Papel Estratégico da Gestão de Pessoas para a Competitividade das Organizações Projeto Saber Contábil O Papel Estratégico da Gestão de Pessoas para a Competitividade das Organizações Alessandra Mercante Programa Apresentar a relação da Gestão de pessoas com as estratégias organizacionais,

Leia mais

BPM - Sem Processos, Sem Nada!

BPM - Sem Processos, Sem Nada! BPM - Sem Processos, Sem Nada! Márcio Teschima email: marcio@teschima.com Cientista da Informação, Pós Graduado em Qualidade, Processos e Projetos e com MBA em Gestão Empresarial, busco a oportunidade

Leia mais

Curso Gestão do Outsourcing de TI

Curso Gestão do Outsourcing de TI Curso Gestão do Outsourcing de TI Segundo autores como Aalders, o Outsourcing é uma estratégia que consiste na contratação de fornecedores de serviços eficientes e especializados para tratar de algumas

Leia mais

LÍDER COACH X COACHING DEFINIÇÃO DE CONCEITOS E APLICABILIDADE

LÍDER COACH X COACHING DEFINIÇÃO DE CONCEITOS E APLICABILIDADE LÍDER COACH X COACHING DEFINIÇÃO DE CONCEITOS E APLICABILIDADE ANA PATRÍCIA VELLOSO Consultora, Psicóloga Especialista na Área Organizacional. Proprietária da MP Consultoria em RH. Coach Executivo - Formada

Leia mais

De Boas Ideias para Uma Gestão Baseada em Processos

De Boas Ideias para Uma Gestão Baseada em Processos De Boas Ideias para Uma Gestão Baseada em Processos O que você vai mudar em sua forma de atuação a partir do que viu hoje? Como Transformar o Conteúdo Aprendido Neste Seminário em Ação! O que debatemos

Leia mais

Gerenciamento de Riscos

Gerenciamento de Riscos Gerenciamento de Riscos o Processo sistemático o Análise e resposta aos riscos do projeto o Minimizar as consequências dos eventos negativos o Aumento dos eventos positivos Gerenciamento de Riscos o Principais

Leia mais

ÊNFASE EM GESTÃO DE PESSOAS

ÊNFASE EM GESTÃO DE PESSOAS MBA DESENVOLVIMENTO AVANÇADO DE EXECUTIVOS ÊNFASE EM GESTÃO DE PESSOAS O MBA Desenvolvimento Avançado de Executivos possui como característica atender a um mercado altamente dinâmico e competitivo para

Leia mais

Informação estratégica

Informação estratégica IVENS CONSULT Informação estratégica Ivan Leão diretor da Ivens Consult Introdução A revolução em andamento é que a manufatura ou produção não é mais principal centro de lucro e sim a logística, os sistemas

Leia mais

USE O PODER DA NUVEM. VEJA COMO A NUVEM PODE TRANSFORMAR SEUS NEGÓCIOS.

USE O PODER DA NUVEM. VEJA COMO A NUVEM PODE TRANSFORMAR SEUS NEGÓCIOS. USE O PODER DA NUVEM. VEJA COMO A NUVEM PODE TRANSFORMAR SEUS NEGÓCIOS. A computação em nuvem é uma mudança de paradigma no gerenciamento de TI e de datacenters, além de representar a capacidade da TI

Leia mais

GESTÃO EMPRESARIAL INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE GESTÃO ESTRATÉGICA E DE ESTRATÉGIA. Profª. Danielle Valente Duarte

GESTÃO EMPRESARIAL INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE GESTÃO ESTRATÉGICA E DE ESTRATÉGIA. Profª. Danielle Valente Duarte GESTÃO EMPRESARIAL INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE GESTÃO ESTRATÉGICA E DE ESTRATÉGIA Profª. Danielle Valente Duarte 2014 Os Estudos e a Prática da Gestão Estratégica e do Planejamento surgiram no final da década

Leia mais

Discutir liderança feminina em pleno século

Discutir liderança feminina em pleno século Liderança feminina Discutir liderança feminina em pleno século XXI parece ultrapassado, mas apenas agora as mulheres começam a ser reconhecidas como líderes eficazes. Somente neste século o reconhecimento

Leia mais

Terceirização de Serviços de TI

Terceirização de Serviços de TI Terceirização de Serviços de TI A visão do Cliente PACS Quality Informática Ltda. 1 Agenda Terceirização: Perspectivas históricas A Terceirização como ferramenta estratégica Terceirização: O caso específico

Leia mais

um RH estratégico para hoje e para o futuro Construindo

um RH estratégico para hoje e para o futuro Construindo Construindo um RH estratégico para hoje e para o futuro ado o crescente foco executivo no capital humano, o RH tem uma oportunidade sem precedentes de se posicionar como um verdadeiro parceiro estratégico

Leia mais

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO MÓDULO 3 - A organização O conceito fundamental para a administração é o de ORGANIZAÇÃO, uma vez que toda a aplicação administrativa vai ocorrer numa organização e

Leia mais

NOSSOS PRINCÍPIOS ORIENTADORES

NOSSOS PRINCÍPIOS ORIENTADORES NOSSOS PRINCÍPIOS ORIENTADORES Por cerca de 50 anos, a série Boletim Verde descreve como a John Deere conduz os negócios e coloca seus valores em prática. Os boletins eram guias para os julgamentos e as

Leia mais

Reduza custos. Potencialize o valor da TI em seus negócios.

Reduza custos. Potencialize o valor da TI em seus negócios. Reduza custos. Potencialize o valor da TI em seus negócios. Autor: Douglas Marcos da Silva 7 Sumário Executivo Nas últimas décadas, a evolução tecnológica, a interdependência dos mercados e a intensificação

Leia mais

Gestão Empresarial. Aula 5. A Estrutura Estratégica. Modelo de Gestão. Missão da Empresa. Prof. Elton Ivan Schneider.

Gestão Empresarial. Aula 5. A Estrutura Estratégica. Modelo de Gestão. Missão da Empresa. Prof. Elton Ivan Schneider. Gestão Empresarial Aula 5 Prof. Elton Ivan Schneider tutoriacomercioexterior@grupouninter.com.br A Estrutura Estratégica Comércio Exterior Fornecedores Macro Ambiente Organizacional Ambiente Organizacional

Leia mais

Aquecimento para o 3º Seminário Internacional de BPM

Aquecimento para o 3º Seminário Internacional de BPM Aquecimento para o 3º Seminário Internacional de BPM É COM GRANDE PRAZER QUE GOSTARÍAMOS DE OFICIALIZAR A PARTICIPAÇÃO DE PAUL HARMON NO 3º SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE BPM!! No ano passado discutimos Gestão

Leia mais

As Organizações e o Processo de Inclusão

As Organizações e o Processo de Inclusão As Organizações e o Processo de Inclusão Introdução Não há nada permanente, exceto a mudança. Heráclito, filósofo grego (544-483 a.c.). Mudança é o processo no qual o futuro invade nossas vidas. Alvin

Leia mais

SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS. Aula 12

SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS. Aula 12 FACULDADE CAMÕES PORTARIA 4.059 PROGRAMA DE ADAPTAÇÃO DE DISCIPLINAS AO AMBIENTE ON-LINE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GERENCIAL DOCENTE: ANTONIO SIEMSEN MUNHOZ, MSC. ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: FEVEREIRO DE 2007. Gestão

Leia mais

Capítulo 5 Sistemas de Informação para Vantagem Estratégica

Capítulo 5 Sistemas de Informação para Vantagem Estratégica Capítulo 5 Sistemas de Informação para Vantagem Estratégica SEÇÃO I: Fundamentos da Vantagem Estratégica Os sistemas de informação devem ser vistos como algo mais do que um conjunto de tecnologias que

Leia mais

Módulo 4.1 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

Módulo 4.1 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Módulo 4.1 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EVOLUÇÃO DA COMPETIÇÃO NOS NEGÓCIOS 1. Revolução industrial: Surgimento das primeiras organizações e como consequência, a competição pelo mercado de commodities. 2.

Leia mais

AUTORAS ROSANGELA SOUZA

AUTORAS ROSANGELA SOUZA AUTORAS ROSANGELA SOUZA Especialista em Gestão Empresarial com MBA pela FGV e Professora de Estratégia na Pós-Graduação da FGV. Desenvolveu projetos acadêmicos sobre segmento de idiomas, planejamento estratégico

Leia mais

GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS

GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS Prof.ª Giselle Reis Brandão IEC - PUC Minas ALGUNS CONCEITOS IMPORTANTES: ADM. DE RECURSOS HUMANOS: As pessoas vistas como recursos, no sentido de instrumentos, meios para

Leia mais

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva.

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva. COMPREENDENDO A GESTÃO DE PESSOAS Karina Fernandes de Miranda Helenir Celme Fernandes de Miranda RESUMO: Este artigo apresenta as principais diferenças e semelhanças entre gestão de pessoas e recursos

Leia mais

Idalberto Chiavenato Administração Teoria, Processo e Prática

Idalberto Chiavenato Administração Teoria, Processo e Prática Idalberto Chiavenato Administração Teoria, Processo e Prática Elsevier/Campus www.elsevier.com.br www.chiavenato.com SUMÁRIO RESUMIDO PARTE I: Os fundamentos da Administração PARTE II: O contexto em que

Leia mais

- Como utilizar essas medidas para analisar, melhorar e controlar o desempenho da cadeia de suprimentos?

- Como utilizar essas medidas para analisar, melhorar e controlar o desempenho da cadeia de suprimentos? Fascículo 5 A medição do desempenho na cadeia de suprimentos Com o surgimento das cadeias de suprimento (Supply Chain), a competição no mercado tende a ocorrer cada vez mais entre cadeias produtivas e

Leia mais

Administração de Recursos Humanos

Administração de Recursos Humanos Administração de Recursos Humanos Profª Ma. Máris de Cássia Ribeiro Vendrame O que é a Administração de Recursos Humanos? Refere-se às práticas e às políticas necessárias para conduzir os aspectos relacionados

Leia mais

Sistemas de Informação e o Processo de Gerência

Sistemas de Informação e o Processo de Gerência Sistemas de Informação e o Processo de Gerência É necessário que seja feita uma visão integrada do processo de administrar, para que se possa localizar adequadamente o sistema de informação neste mesmo

Leia mais

Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Gestão de Pessoas

Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Gestão de Pessoas Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Gestão de Pessoas Apresentação O programa de Pós-graduação Lato Sensu em Gestão de Pessoas tem por objetivo o fornecimento de instrumental que possibilite

Leia mais

DISCIPLINAS TEORIA DAS ORGANIZAÇÕES:

DISCIPLINAS TEORIA DAS ORGANIZAÇÕES: DISCIPLINAS TEORIA DAS ORGANIZAÇÕES: A Teoria das Organizações em seu contexto histórico. Conceitos fundamentais. Abordagens contemporâneas da teoria e temas emergentes. Balanço crítico. Fornecer aos mestrandos

Leia mais

APOSTILA DE FILOSOFIA E ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES

APOSTILA DE FILOSOFIA E ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES APOSTILA DE FILOSOFIA E ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES 2º. Bimestre Capítulos: I Ética: noções e conceitos básicos II Processo de Decisão Ética III - Responsabilidade Social Apostila elaborada pela Profa. Ana

Leia mais

O que é ser um RH estratégico

O que é ser um RH estratégico O que é ser um RH estratégico O RH é estratégico quando percebido como essencial nas decisões estratégicas para a empresa. Enquanto a área de tecnologia das empresas concentra seus investimentos em sistemas

Leia mais

Gestão Estratégica de Pessoas

Gestão Estratégica de Pessoas Gestão Estratégica de Pessoas MBA FGV 1 Grandes Decisões sobre Pessoas Fatores que Garantem o Resultado As Tendências e Perspectivas de Gestão de Pessoas em Saúde Gestão de Pessoas e o Balanced Score Card

Leia mais

A estrutura do gerenciamento de projetos

A estrutura do gerenciamento de projetos A estrutura do gerenciamento de projetos Introdução O Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK ) é uma norma reconhecida para a profissão de gerenciamento de projetos. Um padrão é

Leia mais

CollaborativeBook. número 1. Gestão. Processos. por

CollaborativeBook. número 1. Gestão. Processos. por CollaborativeBook número 1 Gestão por Processos Gestão por Processos 2 www.apoenarh.com.br Transformar conhecimento em ação e resultado com o desenvolvimento e aplicação de soluções de aprendizagem diferenciadas

Leia mais

Quando quiser sair da apresentação, basta clicar neste ícone ( x ) no canto superior direito da tela.

Quando quiser sair da apresentação, basta clicar neste ícone ( x ) no canto superior direito da tela. Esta é uma apresentação navegável. Uma maneira prática de conhecer a Academia da Estratégia. Para navegar siga as instruções abaixo. Esperamos que a sua viagem seja UAU! Quando quiser sair da apresentação,

Leia mais

Gestão da Qualidade. Evolução da Gestão da Qualidade

Gestão da Qualidade. Evolução da Gestão da Qualidade Gestão da Qualidade Evolução da Gestão da Qualidade Grau de Incerteza Grau de complexidade Adm Científica Inspeção 100% CEQ Evolução da Gestão CEP CQ IA PQN PQN PQN TQM PQN MSC GEQ PQN PQN Negócio Sistema

Leia mais

1 Introdução 1.1. Problema de Pesquisa

1 Introdução 1.1. Problema de Pesquisa 1 Introdução 1.1. Problema de Pesquisa A motivação, satisfação e insatisfação no trabalho têm sido alvo de estudos e pesquisas de teóricos das mais variadas correntes ao longo do século XX. Saber o que

Leia mais

4. Tendências em Gestão de Pessoas

4. Tendências em Gestão de Pessoas 4. Tendências em Gestão de Pessoas Em 2012, Gerenciar Talentos continuará sendo uma das prioridades da maioria das empresas. Mudanças nas estratégias, necessidades de novas competências, pressões nos custos

Leia mais

Controlar. Otimizar. Crescer.

Controlar. Otimizar. Crescer. Controlar. Otimizar. Crescer. Neste material de suporte, você encontrará informações de SAM para: Novos Líderes de Tecnologia Fusões e Aquisições True-Up Assist Serviço Microsoft EAP Assist Assuma o controle

Leia mais

Governança Corporativa O papel do Administrador Profissional na gestão eficaz e na liderança de performance

Governança Corporativa O papel do Administrador Profissional na gestão eficaz e na liderança de performance Governança Corporativa O papel do Administrador Profissional na gestão eficaz e na liderança de performance Adm. Valter Faria São Paulo, 27 de novembro de 2014 Jornal de Hoje Que habilidades serão exigidas

Leia mais

CARACTERÍSTICAS DE UM PROJETO

CARACTERÍSTICAS DE UM PROJETO CARACTERÍSTICAS DE UM PROJETO Temporário: significa que cada projeto tem um início e um fim muito bem definidos. Um projeto é fundamentalmente diferente: porque ele termina quando seus objetivos propostos

Leia mais

Exercícios sobre Competindo com a Tecnologia da Informação

Exercícios sobre Competindo com a Tecnologia da Informação Exercícios sobre Competindo com a Tecnologia da Informação Exercício 1: Leia o texto abaixo e identifique o seguinte: 2 frases com ações estratégicas (dê o nome de cada ação) 2 frases com características

Leia mais

Apresentação por Leonardo Melo melo.leonardo@ieee.org Universidade Federal de Juiz de Fora PET Elétrica IEEE Institute Of Electrical and Electronics

Apresentação por Leonardo Melo melo.leonardo@ieee.org Universidade Federal de Juiz de Fora PET Elétrica IEEE Institute Of Electrical and Electronics Apresentação por Leonardo Melo melo.leonardo@ieee.org Universidade Federal de Juiz de Fora PET Elétrica IEEE Institute Of Electrical and Electronics Engineers Prefácio O Engenheiro 2020 Como será ou deveria

Leia mais

Logística e a Gestão da Cadeia de Suprimentos. "Uma arma verdadeiramente competitiva"

Logística e a Gestão da Cadeia de Suprimentos. Uma arma verdadeiramente competitiva Logística e a Gestão da Cadeia de Suprimentos "Uma arma verdadeiramente competitiva" Pequeno Histórico No período do pós-guerra até a década de 70, num mercado em franca expansão, as empresas se voltaram

Leia mais

Sistemas de Informação I

Sistemas de Informação I + Sistemas de Informação I Mudanças das organizações e os SI Ricardo de Sousa Britto rbritto@ufpi.edu.br + Introdução n A mudança nos sistemas de informação das organizações é, ou deve ser, considerada

Leia mais

#11 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

#11 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO #11 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO ÍNDICE 1. 2. 3. 4. 5. 6. Apresentação Níveis de planejamento Conceito geral Planejamento estratégico e o MEG Dicas para elaborar um planejamento estratégico eficaz Sobre a

Leia mais

Colégio Estadual Juracy Rachel Saldanha Rocha Técnico em Administração Comportamento Organizacional Aílson José Senra Página 1

Colégio Estadual Juracy Rachel Saldanha Rocha Técnico em Administração Comportamento Organizacional Aílson José Senra Página 1 Página 1 COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL As pessoas que supervisionam as atividades das outras e que são responsáveis pelo alcance dos objetivos nessas organizações são os administradores. Eles tomam decisões,

Leia mais

Lider coach: Uma nova abordagem para a gestão de pessoas. Orlando Rodrigues.

Lider coach: Uma nova abordagem para a gestão de pessoas. Orlando Rodrigues. Lider coach: Uma nova abordagem para a gestão de pessoas. Orlando Rodrigues. Ao longo da historia da Administração, desde seus primórdios, a partir dos trabalhos de Taylor e Fayol, muito se pensou em termos

Leia mais

Mensagem do presidente

Mensagem do presidente Mensagem do presidente A giroflex-forma está em um novo momento. Renovada, focada em resultados e nas pessoas, ágil e mais competitiva no mercado de assentos e de mobiliário corporativo. Representando

Leia mais

A DINÂMICA DAS ORGANIZAÇÕES MODERNAS: FLEXI- BILIDADE, INOVAÇÃO E VALORIZAÇÃO DOS TALENTOS HUMANOS

A DINÂMICA DAS ORGANIZAÇÕES MODERNAS: FLEXI- BILIDADE, INOVAÇÃO E VALORIZAÇÃO DOS TALENTOS HUMANOS A DINÂMICA DAS ORGANIZAÇÕES MODERNAS: FLEXI- BILIDADE, INOVAÇÃO E VALORIZAÇÃO DOS TALENTOS HUMANOS Odacir Miguel Tagliapietra 1 RESUMO: As grandes transformações ocorridas no cenário mundial e a liberação

Leia mais

Prof. Daniel Bertoli Gonçalves UNISO - SOROCABA

Prof. Daniel Bertoli Gonçalves UNISO - SOROCABA Prof. Daniel Bertoli Gonçalves UNISO - SOROCABA Engenheiro Agrônomo CCA/UFSCar 1998 Mestre em Desenvolvimento Econômico, Espaço e Meio Ambiente IE/UNICAMP 2001 Doutor em Engenharia de Produção PPGEP/UFSCar

Leia mais

Por que a ausência do pensar e da visão estratégica tendem a anular a ética? Há dois fatores que limitam e amortecepm a consciência ética:

Por que a ausência do pensar e da visão estratégica tendem a anular a ética? Há dois fatores que limitam e amortecepm a consciência ética: presumo Aula-tema 04: Pensamento Ético e Visão Estratégica. Comecemos por uma indagação: Por que a ausência do pensar e da visão estratégica tendem a anular a ética? Há dois fatores que limitam e amortecepm

Leia mais

Nosso negócio é a melhoria da Capacidade Competitiva de nossos Clientes

Nosso negócio é a melhoria da Capacidade Competitiva de nossos Clientes Nosso negócio é a melhoria da Capacidade Competitiva de nossos Clientes 1 SÉRIE DESENVOLVIMENTO HUMANO FORMAÇÃO DE LÍDER EMPREENDEDOR Propiciar aos participantes condições de vivenciarem um encontro com

Leia mais

Soluções Simples www.designsimples.com.br solucoes@designsimples.com.br

Soluções Simples www.designsimples.com.br solucoes@designsimples.com.br Soluções Simples www.designsimples.com.br solucoes@designsimples.com.br C1 Introdução Este guia traz noções essenciais sobre inovação e foi baseado no Manual de Oslo, editado pela Organização para a Cooperação

Leia mais

A confluência dos vídeos e a Internet

A confluência dos vídeos e a Internet WHITEPAPER A confluência dos vídeos e a Internet Por que sua empresa deveria investir em vídeos em 2013 e como a Construção Civil pode utilizar os vídeos como diferencial competitivo. 1 Saiba como os vídeos

Leia mais

A importância do RH na empresa

A importância do RH na empresa A importância do RH na empresa O modo pelo qual seus funcionários se sentem é o modo pelo qual os seus clientes irão se sentir." Karl Albrecht Infelizmente, muitas empresas ainda simplificam o RH à função

Leia mais

desenvolvimento dos profissionais e atingimento dos resultados.

desenvolvimento dos profissionais e atingimento dos resultados. 1- OFICINAS DE FEEDBACK Aprofundar a reflexão e abordagem de Feedback como processo, fluxo e ferramenta indispensável no desenvolvimento dos profissionais, bem como elementos fundamentais de comunicação

Leia mais

Parceria RH & Coaching: Soluções à organização pessoal e profissional Marcia Toscano

Parceria RH & Coaching: Soluções à organização pessoal e profissional Marcia Toscano Parceria RH & Coaching: Soluções à organização pessoal e profissional Marcia Toscano Socióloga - Consultora em Gestão de Pessoas - Personal & Professional Coach 1. Cenários organizacionais: Como delimitar

Leia mais

A medição do desempenho na cadeia de suprimentos JIT e compras

A medição do desempenho na cadeia de suprimentos JIT e compras A medição do desempenho na cadeia de suprimentos JIT e compras Medição do desempenho na cadeia de suprimentos Medição do desempenho Sob a perspectiva da gestão da produção, o desempenho pode ser definido

Leia mais

IMPACTOS DA LOGÍSTICA DE SERVIÇOS NA ECONOMIA BRASILEIRA E A CONTRIBUIÇÃO DAS FACULDADES

IMPACTOS DA LOGÍSTICA DE SERVIÇOS NA ECONOMIA BRASILEIRA E A CONTRIBUIÇÃO DAS FACULDADES IMPACTOS DA LOGÍSTICA DE SERVIÇOS NA ECONOMIA BRASILEIRA E A CONTRIBUIÇÃO DAS FACULDADES Ednilson Zanini 1 O serviço logístico tornou-se uma ferramenta importante para o desenvolvimento de relacionamentos

Leia mais

Por que fazer Gestão de Pessoas?

Por que fazer Gestão de Pessoas? Por que fazer Gestão de Pessoas? A U L A Metas da aula Descrever a importância das pessoas na organização; demonstrar os diversos significados do termo administração de Recursos Humanos; apresentar os

Leia mais

Unidade IV ESTRATÉGIA COMPETITIVA. Profa. Lérida Malagueta

Unidade IV ESTRATÉGIA COMPETITIVA. Profa. Lérida Malagueta Unidade IV ESTRATÉGIA COMPETITIVA Profa. Lérida Malagueta Estratégia competitiva Já conhecemos os conceitos sobre a teoria da decisão estratégica e de como competem e cooperam: Os decisores As empresas

Leia mais

O IMPACTO DA UTILIZAÇÃO DE UM SOFTWARE DE GERENCIAMENTO ELETRÔNICO DE PROJETOS NAS EMPRESAS

O IMPACTO DA UTILIZAÇÃO DE UM SOFTWARE DE GERENCIAMENTO ELETRÔNICO DE PROJETOS NAS EMPRESAS O IMPACTO DA UTILIZAÇÃO DE UM SOFTWARE DE GERENCIAMENTO ELETRÔNICO DE PROJETOS NAS EMPRESAS Nadia Al-Bdywoui (nadia_alb@hotmail.com) Cássia Ribeiro Sola (cassiaribs@yahoo.com.br) Resumo: Com a constante

Leia mais

FACULDADE PITÁGORAS. Prof. Ms. Carlos José Giudice dos Santos carlos@oficinadapesquisa.com.br www.oficinadapesquisa.com.br

FACULDADE PITÁGORAS. Prof. Ms. Carlos José Giudice dos Santos carlos@oficinadapesquisa.com.br www.oficinadapesquisa.com.br FACULDADE PITÁGORAS DISCIPLINA: FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO Prof. Ms. Carlos José Giudice dos Santos carlos@oficinadapesquisa.com.br www.oficinadapesquisa.com.br Objetivos desta unidade: Ao final desta

Leia mais

MBA Gestão de Pessoas Ênfase em Estratégias

MBA Gestão de Pessoas Ênfase em Estratégias MBA Gestão de Pessoas Ênfase em Estratégias Curso de Pós-Graduação Lato Sensu Especialização (versão 2011) Coordenação Acadêmica: Maria Elizabeth Pupe Johann OBJETIVOS: Objetivo Geral: - Promover o desenvolvimento

Leia mais

OS TRÊS PILARES DO LUCRO EMPRESAS GRANDES

OS TRÊS PILARES DO LUCRO EMPRESAS GRANDES BOLETIM TÉCNICO MAIO/2011 OS TRÊS PILARES DO LUCRO EMPRESAS GRANDES Um empresário da indústria se assustou com os aumentos de custo e de impostos e reajustou proporcionalmente seus preços. No mês seguinte,

Leia mais

Unidade: A era da informação O Balanced Scordecard - BSC

Unidade: A era da informação O Balanced Scordecard - BSC Unidade: A era da informação O Balanced Scordecard - BSC 0 Unidade: A era da informação O Balanced Scordecard BSC 1. INTRODUÇÃO: O MUNDO DO TRABALHO CONTEMPORÂNEO O mundo do trabalho vem passando por constantes

Leia mais

AB Volvo, 405 08 Gotemburgo, Suécia. Ref No 953810014, de agosto de 2009. The Volvo Way

AB Volvo, 405 08 Gotemburgo, Suécia. Ref No 953810014, de agosto de 2009. The Volvo Way AB Volvo, 405 08 Gotemburgo, Suécia Ref No 953810014, de agosto de 2009 The Volvo Way Índice Prefácio Nossa missão Os clientes em primeiro lugar Foco no cliente Objetivos claros Qualidade, segurança e

Leia mais

Curso de Engenharia de Produção. Manutenção dos Sistemas de Produção

Curso de Engenharia de Produção. Manutenção dos Sistemas de Produção Curso de Engenharia de Produção Manutenção dos Sistemas de Produção Introdução: As Atividades de Manutenção devem ser pensadas estrategicamente de maneira a contribui para resultado da empresa rumo a Excelência

Leia mais

Aula 3. Consolidação do profissional como consultor

Aula 3. Consolidação do profissional como consultor Aula 3 Consolidação do profissional como consultor Profa. Ms. Daniela Cartoni daniela.cartoni@veris.edu.br Capítulo 2 OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Manual de consultoria empresarial: conceitos,

Leia mais

Mudança de foco Parceria financeira entre o CFO e as unidades de negócio

Mudança de foco Parceria financeira entre o CFO e as unidades de negócio Mudança de foco Parceria financeira entre o CFO e as unidades de negócio Índice Fora da sombra da área administrativa 3 Como atingir o equilíbrio financeiro 4 O Financeiro encontra várias barreiras até

Leia mais

1. Administração Estratégica, o Mercado Mundial e as Estratégias de nível empresarial

1. Administração Estratégica, o Mercado Mundial e as Estratégias de nível empresarial 1. Administração Estratégica, o Mercado Mundial e as Estratégias de nível empresarial Lembrete! Conforme vimos no início da Disciplina, a administração estratégica é definida como uma administração do

Leia mais

GESTÃO EMPRESARIAL E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

GESTÃO EMPRESARIAL E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO GESTÃO EMPRESARIAL E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO * César Raeder Este artigo é uma revisão de literatura que aborda questões relativas ao papel do administrador frente à tecnologia da informação (TI) e sua

Leia mais

Como um CSC pode alavancar Fusões e Aquisições

Como um CSC pode alavancar Fusões e Aquisições Como um CSC pode alavancar Fusões e Aquisições Supply Chain Finance 2011 3 Como um CSC pode alavancar Fusões e Aquisições Autores: Vanessa Saavedra/ Manuela Dantas/ Maurício Cavalieri/ Rafael Pinheiro

Leia mais

Conceito e Processo do Planejamento Estratégico

Conceito e Processo do Planejamento Estratégico ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Estratégia de Negócios em TI (Parte 1) Conceito e Processo do Planejamento Estratégico Prof. Me. Walteno Martins Parreira Jr Origem da Estratégia: Originalmente

Leia mais

Professora Débora Dado. Prof.ª Débora Dado

Professora Débora Dado. Prof.ª Débora Dado Professora Débora Dado Prof.ª Débora Dado Planejamento das aulas 7 Encontros 19/05 Contextualizando o Séc. XXI: Equipes e Competências 26/05 Competências e Processo de Comunicação 02/06 Processo de Comunicação

Leia mais

Ilca Maria Moya de Oliveira

Ilca Maria Moya de Oliveira Plano de Desenvolvimento Relação Ergonomia e Moda e Educação Corporativa Ilca Maria Moya de Oliveira Segundo Dutra (2004), a preparação para o futuro exige investimentos simultâneos: um na modernização

Leia mais

Mudança. Gerenciando a Renovação Organizacional. Mudança GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS. O que é? ato ou efeito de mudar. Alteração parcial ou total...

Mudança. Gerenciando a Renovação Organizacional. Mudança GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS. O que é? ato ou efeito de mudar. Alteração parcial ou total... GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS Mudança Gerenciando a Renovação Organizacional Neste mundo nada é certo, com exceção de três coisas: a morte, os impostos e a mudança. Deve-se ter em mente que não há nada mais

Leia mais

FIB- Faculdades Integradas de Bauru DISCIPLINA: FUNDAMENTOS E EVOLUÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO MODERNA. Profº MS. Carlos Henrique Carobino

FIB- Faculdades Integradas de Bauru DISCIPLINA: FUNDAMENTOS E EVOLUÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO MODERNA. Profº MS. Carlos Henrique Carobino FIB- Faculdades Integradas de Bauru DISCIPLINA: FUNDAMENTOS E EVOLUÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO MODERNA Profº MS. Carlos Henrique Carobino E-mail: carobino@bol.com.br 1 Pressões Externas MEGATENDÊNCIAS Competição

Leia mais

LIDERANÇA NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO Prof. Joel Dutra

LIDERANÇA NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO Prof. Joel Dutra LIDERANÇA NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO Prof. Joel Dutra INTRODUÇÃO As organizações vivem em um ambiente em constante transformação que exige respostas rápidas e efetivas, respostas dadas em função das especificidades

Leia mais