SIMULADO DE HISTÓRIA 3º ANO 1º BIM. 2011

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1 SIMULADO DE HISTÓRIA 3º ANO 1º BIM (UFPR) Por muito tempo, entre os historiadores pensou-se que os gregos formavam um povo superior de guerreiros que, por volta de 2000 a.c., teria conquistado a Grécia, submetendo a população local. Hoje em dia, os estudiosos descartam esta hipótese, considerando que houve um movimento mais complexo. Segundo o pesquisador Moses Finley, a chegada dos gregos significou a INTRODUÇÃO de um elemento novo que se misturou com seus predecessores para criar, lentamente, uma nova civilização e estendê-la como e por onde puderam. (FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2001.) Com base no texto acima, é correto afirmar: a) as pesquisas recentes indicam que o povo grego se formou a partir de um amálgama de culturas que se expandiram por diferentes territórios b) a cultura grega constitui-se a partir de um único povo. c) com a expressão nova civilização, o autor indica o fim do primado da pólis em favor do estado teocrático d) os estudiosos, ainda hoje, acreditam na superioridade dos gregos sobre outros povos da Antiguidade e) os gregos não souberam incorporar, aos seus, elementos culturais dos povos conquistados. O texto do enunciado auxilia a resposta do aluno reforçando a ideia segundo a qual os gregos, na sua origem, são o resultado de diversos indo-europeus e outros povos que habitavam tanto a Península Balcânica, quanto as regiões colonizadas por eles. 2. (FGV-SP) Após a conquista da península Itálica, Roma ampliou seus domínios em torno do Mediterrâneo, que passou a ser designado como Mare Nostrum, um verdadeiro lago interno que permitia a comunicação, as transações comerciais e o deslocamento de tropas para as diversas regiões romanas. A respeito dessa expansão, é correto afirmar: a) a conquista de novos territórios acelerou o processo de concentração fundiária nas mãos da aristocracia patrícia, uma vez que o Estado romano estabeleceu um conjunto de medidas que visava distribuir terras aos pequenos e médios proprietários e à plebe urbana empobrecida b) apesar da conquista do Mediterrâneo, os romanos não conseguiram estabelecer a integração das diversas formações sociais ao sistema escravista nem tampouco se dispuseram a criar mecanismos de cooptação social e política dos seus respectivos grupos dominantes c) as conquistas propiciaram, pela primeira vez na Antiguidade, a combinação entre o trabalho escravo em larga escala e o latifúndio, associação que constituiu uma alavanca de acumulação econômica graças às campanhas militares romanas d) as conquistas militares acabaram por solucionar o problema agrário em Roma, colocando em xeque as medidas defendidas por líderes como os irmãos Graco, que postulavam a expropriação das terras particulares dos patrícios e sua repartição entre as camadas sociais empobrecidas e) a expansão militar levou os romanos a empreender um duro processo de latinização dos territórios situados a leste, o que se tornou um elemento de constante instabilidade políticosocial durante a República e também à época do Império Resposta: C

2 A enorme expansão territorial trouxe profundas modificações na sociedade romana estabelecida na Península Itálica. A riqueza vinda dos territórios conquistados bem como o número de escravos aumentaram significativamente. O resultado foi um grande êxodo rural, pois a mão de obra usada pelos latifundiários inviabilizou as atividades dos pequenos produtores. 3. (UFSM-RS) A respeito do feudalismo na Europa medieval, pode-se afirmar: a) o trabalho era fundado na servidão, o que mantinha os trabalhadores presos à terra e subordinados a uma série de obrigações, como impostos e serviços b) a utilização da tecnologia mais avançada no século V até o VII, como o uso do arado e a rotação de culturas, permitiu uma produção agrícola em larga escala, comercializada entre os reinos c) o cultivo da terra, a qual era propriedade dos servos, atendia ao consumo local; áreas restritas eram exploradas em benefício dos senhores feudais d) a sociedade feudal era dividida em dois grupos sociais, senhores e servos, que repartiam a terra, de forma que cada grupo ficasse com a parte que conseguia explorar e) o capital comercial acumulado com a produção agrícola permitiu que os estados nacionais europeus se lançassem às grandes navegações no século XIII Na Europa Medieval, o sistema feudal caracterizou-se pela utilização do regime servil como mão de obra. O servo era um indivíduo que estava vinculado à terra. Em contrapartida, recebiam autorização vitalícia e hereditária para trabalhar nos lotes (mansos) e proteção militar dada pelos nobres. Em troca, os camponeses deviam a seus senhores as obrigações servis, sendo que, as principais eram: a talha, a corveia e as banalidades. 4. (UFPel-RS) Maquiavel aconselhou aos governantes do início da Idade Moderna formas de como manter o poder. É de notar-se, aqui, que, ao apoderar-se de um Estado, o conquistador deve determinar as injúrias que precisa levar a efeito, e executá-las todas de uma só vez, para não ter que renová-las dia a dia. Deste modo, poderá incutir confiança nos homens e conquistar-lhes o apoio, beneficiando-os. Quem age por outra forma, ou por timidez ou por força de maus conselhos, tem sempre necessidade de estar com a faca na mão e não poderá nunca confiar em seus súditos, porque estes, por sua vez, não se podem fiar nele, mercê das suas recentes e contínuas injúrias. As injúrias devem ser feitas todas de uma só vez, a fim de que, tomando-selhes menos o gosto, ofendam menos. E os benefícios devem ser realizados pouco a pouco, para que sejam melhor saboreados. (MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. (Coleção Os Pensadores) 1. ed. São Paulo: Abril Cultural, P. 44.) Suas ideias são características da conjuntura histórica que, na Europa, favoreceu: a) a Escolástoca e as corporações de ofício nas cidades b) o teocentrismo e a fragmentação política do Império Romano c) o Renascimento e a centralização política que levou à formação dos Estados Nacionais d) o Iluminismo e o liberalismo econômico e) o despotismo esclarecido e a Revolução Industrial Resposta: C Nicolau Maquiavel ( ) foi contemporâneo das personagens que marcaram o Renascimento e o pensamento Humanista. Suas reflexões sobre a política do seu tempo e

3 seus estudos sobre a tradição clássica, o levaram a produzir obras marcantes por uma leitura não teocêntrica do poder e a defesa do realismo político. Na obra O príncipe, ele observa alguns aspectos relevantes sobre a conquista do poder e às formas de preservá-lo. 5. (Fuvest) Sobre o Tratado de Tordesilhas, assinado em 7 de junho de 1494, pode-se dizer que objetivava: a) demarcar os direitos de exploração dos países ibéricos, tendo como elemento propulsor o desenvolvimento da expansão comercial marítima b) estimular a consolidação do reino português, por meio da exploração das especiarias africanas e da formação do exército nacional c) impor a reserva de mercado metropolitano, por meio da criação de um sistema de monopólios que atingia todas as riquezas coloniais d) reconhecer a transferência do eixo do comércio mundial do Mediterrâneo para o Atlântico, depois das expedições de Vasco da Gama às Índias e) reconhecer a hegemonia anglo-francesa sobre a exploração colonial, após a destruição da Invencível Armada de Felipe II, da Espanha A expansão comercial marítima iniciada nos séculos XV e XVI pelos países ibéricos realizouse principalmente pelo Atlântico a procura de um caminho para o Oriente, em busca das especiarias. Nesse contexto, a América passou a ser disputada por esses reinos e, através de um acordo arbitrado pelo Papa (Tratado de Tordesilhas), dividiu as terras deste continente entre Portugal e Espanha após a divulgação da descoberta de Colombo. 6. (UFPE) O tráfico negreiro paralisou o crescimento da população na África. No século XVII, a população africana equivalia à da Europa e representava um quinto da população do globo. No século XX, representava menos da décima terceira parte da população mundial, segundo Maurice Halbwachs. Através do tráfico, o Brasil recebeu grandes contingentes de escravos africanos, que se distribuíram, no território da seguinte forma: a) Na produção do café, em São Paulo, desde o século XVII; a partir de século XVIII, na Bahia e em Pernambuco b) os maiores contingentes de escravos africanos vieram para as áreas produtoras de açúcar, posteriormente para a região das minas e, mais tarde para São Paulo, na produção de café c) para Minas, logo no início do século XVI; em seguida para o Espírito Santo, Pará e alagoas, com a produção de açúcar e, por último, para Pernambuco e Bahia d) na região algodoeira, onde o modo escravista de produção foi dominante e, em seguida, para a região da borracha e) no Rio de Janeiro, com a vinda da família real e no Rio Grande do Sul, como a mão-deobra de uma agricultura do tipo familiar Respostas: B Os escravos eram importados pelo Brasil para trabalharem praticamente em todos os ofícios, porém a maior concentração estabelecia-se nas regiões onde ocorreram os ciclos econômicos, ou seja, a cana-de-açúcar no Nordeste, a mineração e o café no Sudeste. 7. (ENEM) A Revolução Industrial ocorrida no final do século XVIII transformou as relações do homem com o trabalho. As máquinas mudaram as formas de trabalhar e as fábricas

4 concentraram-se em regiões próximas às matérias-primas e grandes portos originando vastas concentrações humanas. Muitos dos operários vinham da área rural e cumpriam jornadas de trabalho de 12 a 14 horas na maioria das vezes em condições adversas. A legislação trabalhista surgiu muito lentamente ao longo do século XIX e a diminuição da jornada de trabalho para oito horas diárias concretizou-se no início do século XX. Pode-se afirmar que as conquistas no início deste século, decorrentes da legislação trabalhista, estão relacionadas com: a) a expansão do capitalismo e a consolidação dos regimes monárquicos constitucionais b) a expressiva diminuição da oferta de mão-de-obra, devido à demanda por trabalhadores especializados c) o crescimento do Estado ao mesmo tempo em que diminuía a representação operária nos parlamentos d) a vitória dos partidos comunistas nas eleições das principais capitais europeias e) a capacidade de mobilização dos trabalhadores em defesa dos seus interesses Em todos os países do mundo onde ocorreu um surto de desenvolvimento industrial, nos primeiros tempos, a exploração da mão de obra era um elemento comum. Os trabalhadores, desprovidos de qualquer meio de sobrevivência, nesse momento, tinham que se submeter a essas condições precárias de existência. Com o passar dos anos, principalmente no século XIX e início do XX, surgiram organizações de trabalhadores (sindicatos), que atuaram na defesa dos interesses e direitos da classe. 8. (PUC-SP) (...) a revolução que não se radicaliza morre melancolicamente, como a burguesia. A rigor, uma só revolução existe, a que se deflagrou em 1789: enquanto viveu, ela quis expandir-se, e, assim, a República Francesa se considerou e se tentou universal até o momento em que a pretensão de libertar o mundo se converteu na de anexá-lo, em que os ideais republicanos se reduziram ao imperialismo bonapartista. (RIBEIRO, Renato Janine. A última razão dos reis. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.) O motivo pelo qual o conjunto de mudanças políticas que resultou na implantação do regime republicano na França, no século XVIII, pode, genericamente, ser classificado como uma revolução burguesa, é o fato de que nesse processo: a) a estrutura social francesa viu-se reduzida a uma polarização entre o bloco de apoio ao Antigo Regime no qual se encontravam a aristocracia, os camponeses e os trabalhadores urbanos, de um lado, e o bloco de apoio à república operário-burguesa, de outro b) a burguesia conseguiu a adesão ideológica da aristocracia, especialmente no que respeita à abertura das carreiras públicas aos talentos individuais, o que possibilitou a ascensão de seus representantes ao poder de Estado c) o comando da burguesia desde o início se revelou como irrefutável, uma vez que ela colocou a serviço de seus objetivos revolucionários os mais variados setores da população, liderando assim uma restauração do Antigo Regime d) as vanguardas operário-camponesas colocaram-se ao lado da burguesia, pois tinham claro que suas reivindicações somente alcançariam um patamar de consequência numa sociedade em que as relações burguesas de produção já estivessem desenvolvidas e) os resultados políticos das sucessivas convulsões sociais geradas nos quadros da crise do Estado monárquico francês foram, ao final, capitalizados pela burguesia, que pôde dar início à viabilização de seus interesses políticos e econômicos

5 A Revolução Francesa, baseada nos princípios iluministas burgueses, pôs fim ao Antigo Regime, não só na França como também acelerou o seu fim nos outros reinos europeus e consolidou o domínio político da burguesia. 9. (Cesgranrio-RJ) A transferência do governo português para o Brasil, em 1808, teve ligação estreita com o processo de emancipação política da colônia porque: a) introduziu as ideias liberais na colônia, incentivando várias rebeliões b) reforçou os laços de dependência e monopólio do sistema colonial, aumentando a insatisfação dos colonos c) incentivou as atividades mercantis, contrariando os interesses da grande lavoura d) instalou no Brasil a estrutura do Estado português, reforçando a unidade e a autonomia da colônia e) favoreceu os comerciantes portugueses, prejudicando os brasileiros e os ingleses ligados ao comércio de importação A instalação da Corte portuguesa no Brasil beneficiou os comerciantes portugueses através de monopólios concedidos pela coroa, o que agravou a situação de muitos colonos brasileiros, como por exemplo no Nordeste, que chegou a ser palco da Revolução Pernambucana, em (Cesgranrio-RJ) A formação do Estado nacional, no Brasil, foi marcada por confrontos e períodos de instabilidade. A esse respeito, assinale a opção que expressa corretamente uma etapa da história política do Império. a) O Ato Adicional de 1834 reafirmou a concepção centralista do Império, abalada com a abdicação de D. Pedro I. b) O Segundo Reinado, em sua primeira fase ( ), foi marcado por medidas centralizadoras e pela derrota dos últimos movimentos revolucionários. c) A maioridade marcou a derrota do grupo político regressista, na medida em que instituiu o poder absoluto do imperador. d) A conciliação, aliança de liberais e conservadores, garantiu a efetivação do ideário democrático dos primeiros. e) As rebeliões provinciais, como a Farroupilha (RS) e a Balaiada (MA), expressaram a reação restauradora das oligarquias contra o liberalismo do governo regencial. Resposta: B O período regencial foi marcado por instabilidades e rebeliões que ameaçavam a unidade territorial do país. Por esse motivo, para por fim a tais revoltas e consolidar o Estado Nacional, o príncipe herdeiro Pedro de Alcântara teve antecipado seu reinado. No trono, o jovem imperador, dava condições e poderes para estabilizar o país.

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