NORMA PROCEDIMENTAL REALIZAÇÃO DE EXAMES LABORATORIAIS

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1 /09 1. FINALIDADE Estabelecer procedimentos e disciplinar o processo para realização de exames laboratoriais no Hospital de Clínicas - HC. 2. ÂMBITO DE APLICAÇÃO Todas as unidades do HC, em especial no Serviço de Patologia Clínica, responsável pelo processo. 3. FUNDAMENTAÇÃO LEGAL - Lei nº , de 21 de março de Portaria n 5, de 21 de fevereiro de (ANVISA/Ministério da Saúde). - Portaria nº 1.376/GM, de 19 de novembro de (Ministério da Saúde). - Portaria nº 2.042/GM, de 11 de outubro de 1996 (Ministério da Saúde). - Portaria nº 59/GM, de 28 de janeiro de 2003 (Ministério da Saúde). - da Diretoria Colegiada (ANVISA/Ministério da Saúde) RDC nº 302, de 13 de outubro de nº 78, de 29 de abril de 2002 (Conselho Federal de Biomedicina). 4. CONCEITOS BÁSICOS - Exames laboratoriais São exames que contribuem para o diagnóstico, tratamento, monitorização ou prevenção de doenças humanas ou qualquer modificação do estado de equilíbrio fisiológico. - Confidencialidade Todas as informações relativas aos doentes devem ser consideradas como confidenciais e protegidas pelo segredo profissional. - Coleta Ato que permite a obtenção de uma amostra biológica. - Setores de coleta

2 /09 Enfermarias, ambulatórios e outras unidades que processam a coleta de materiais para fins de análise clínica. - Garantia da qualidade Conjunto de ações preestabelecidas, sistemáticas e implementadas para garantir as exigências da qualidade especificada. - Laudo de Resultados Documento que apresenta os resultados das análises clínicas, realizado, validado e autorizado pelo responsável técnico. 5. NORMAS 5.1. DO CADASTRO DO CLIENTE O cadastro do cliente deve possuir as seguintes informações: número de registro de identificação (código de barras), nome, idade, sexo, procedência, telefone e/ou endereço, nome e contato do responsável (menor de idade ou incapacitado), nome do solicitante, data e hora de atendimento, horário da coleta, exames solicitados e tipo de amostra, data prevista para entrega do laudo e indicação de urgência, quando aplicável. Obs: Quando necessário, registrar informações adicionais, em conformidade com o exame (medicamento em uso, dados do ciclo menstrual, indicação/observação clínica, dentre outros de relevância) DAS PRIORIDADES a) Urgências Os exames urgentes possuem prioridade sobre os exames normais, especialmente, os dos clientes internados. b) Clientes idosos, gestantes, crianças de colo e portadores de necessidades especiais Os pacientes mencionados têm prioridade de agendamento e realização de exames laboratoriais, levando-se em conta a complexidade do exame solicitado, sua especialidade e preparo, a critério do médico responsável DIVERSOS a) A Secretária do Serviço de Patologia Clínica deve comunicar imediatamente aos médicos sobre o resultado de exames que possuírem classificação de URGÊNCIA. b) O exame somente poderá ser realizado após confirmação entre o material e o Mapa de Trabalho específico. c) A direção do Serviço de Patologia Clínica, em conjunto com sua equipe, tem a

3 /09 obrigação e o dever de garantir a proteção das informações confidenciais dos clientes. d) Todos os profissionais do Serviço de Patologia Clínica devem ser vacinados, em conformidade com a legislação vigente. e) Os resultados laboratoriais de exames constantes no Anexo I desta Norma, devem ser notificados, imediatamente, ao NUVE Núcleo de Vigilância Epidemiológica. 6. PROCEDIMENTOS GERAIS 6.1. PARA OS CLIENTES AMBULATORIAIS Do Setor de Coleta Ambulatorial Ao receber o cliente para a realização de exame, deverá: a) solicitar a apresentação dos seguintes documentos: - Cartão de Consulta CC; - Pedido de Exames Laboratoriais - PEL; - Documento de identificação (com foto), nos casos de Anti HIV e beta - HCG. Obs: nos casos de HIV, preencher o Termo de Responsabilidade TB (item 8.2). b) cadastrar e/ou atualizar os dados cadastrais do cliente; c) solicitar ao cliente informações sobre os medicamentos, vacinas e outros dados relevantes sobre seu estado de saúde, os quais deverão ser inseridos no sistema. d) emitir a Ordem de Serviço OS, o Protocolo do Cliente PC e a Etiqueta Código de Barras ECB Verificar os exames a serem realizados: a) Caso não seja sangue: - colar a ECB no material do respectivo cliente; - devolver o CC, PC (data de entrega do resultado) e o documento de identificação do cliente; - encaminhar o material com a respectiva OS para o Setor de Identificação de Material; - arquivar temporariamente o PEL, destruindo-o após 3 (três) meses.

4 /09 b) Caso seja sangue: Do Box de Coleta - colocar a ECB, a OS e o PEL na Caixa de Ordem de Coleta ; - devolver o CC, PC (data de entrega do resultado) e o documento de identificação do cliente; - arquivar temporariamente o PEL, destruindo-o após 3 (três) meses. - Buscar a ECB e a OS na Caixa de Ordem de Coleta. - Chamar o cliente de acordo com a ordem de chegada (Caixa de Ordem de Coleta), priorizando os clientes preferenciais (ver item 5.3). - Colher o sangue do cliente. - Afixar a(s) ECB(s) no(s) tubo(s) de acordo com o exame a ser realizado. - Enviar o tubo com a respectiva OS para o Setor de Identificação de Material Do Setor de Identificação de Material Após o recebimento do tubo e OS do Box de Coleta, deverá: - Separar as OS dos materiais que não sejam sangue. - Separar as OS de hematologia, sorologia, hormônios e líquidos cavitários. - Montar as Bandejas de Tubo BTU. - Emitir o Mapa de Trabalho MTR. - Destruir as OS. - Encaminhar as BTU, os materiais e os MTR para o Setor de Separação de Material Do Setor de Separação de Material Após o recebimento da BTU, MTR e os materiais dos diversos setores, deverá: a) Processar a conferência: - se não conferir, verificar o problema com o Setor de Identificação; - se conferir, centrifugar o sangue (somente o que necessitar de obtenção de soro ou plasma). b) Enviar o MPT, a BTU e os demais materiais para as devidas Bancadas de Exames Das Bancadas de Exame Ao receber a BTU e/ou material com os respectivos MTR, cada bancada deverá:

5 /09 a) Realizar o exame com a garantia da qualidade. b) Incluir o resultado no MTR. c) Processar a conferência: - se não conferir, realizar novo exame; - se conferir, disponibilizar o resultado no Sistema Esmeralda. d) Guardar os tubos de acordo com o tempo legal determinado para cada um deles. e) Descartar os demais materiais de acordo com as recomendações de cada um deles. f) Encaminhar o MTR para a Secretaria do Serviço de Patologia Clínica Da Secretaria do Serviço de Patologia Clínica Após receber o MTR da Bancada de Exame: - emitir o Laudo de Resultado do cliente no momento em que ele procurar na Recepção. - disponibilizar no Sistema Esmeralda o Laudo para prescrição médica e/ou para o sistema de Faturamento e/ou Arquivo Médico. - arquivar o MTR por um período de 5 (cinco) anos, destruindo-o após este prazo PARA OS CLIENTES INTERNADOS Devido ao contingente reduzido de pessoal no plantão de serviço (noturno, finais de semana e feriados) do Laboratório, somente serão realizados exames de urgência/emergência. Os exames de rotina e acompanhamento deverão ser realizados no horário normal de funcionamento do Laboratório Do Pronto-Socorro / Enfermarias Com base no PEL (item ou 8.1.3) emitido pelo médico, o PS (formulário tarja laranja) ou a enfermaria (formulário tarja azul) onde o cliente está internado, deverá: - colher o material solicitado. - identificar manualmente os materiais. - enviar o PEL para a Recepção/Secretaria do Serviço de Patologia Clínica. - encaminhar os materiais para o Setor de Separação de Material e aguardar o cadastro dos exames; Da Secretaria do Serviço de Patologia Clínica - Cadastrar os exames solicitados.

6 /09 - Emitir o MTR. - Encaminhar o MTR e a ECB para o Setor de Separação de Material Do Setor de Separação de Material a) Processar a conferência dos materiais recebidos: - se não conferir, verificar o problema com o setor que coletou o material; - se conferir, centrifugar o sangue que necessitar de obtenção de soro ou plasma. b) Montar a BTU. c) Encaminhar o MTR, a BTU e os demais materiais para as devidas Bancadas de Exame, as quais deverão proceder conforme o item Da Secretaria do Serviço de Patologia Clínica Após receber o MTR da Bancada de Exame: - Nos casos de urgência, entrar em contato com o médico do cliente informando/disponibilizando o resultado do exame. - Emitir o Laudo de Resultados do cliente quando solicitado pelo médico ou pelo cliente. - Disponibilizar no Sistema Esmeralda o Laudo de Resultados para prescrição médica e/ou para o sistema de Faturamento e/ou Arquivo Médico. - Arquivar o MTR por um período de 5 (cinco) anos, destruindo-o após este prazo. 7. CONSIDERAÇÕES FINAIS Esta Norma entrará em vigor em 05 / 05 / 2008.

7 /09 8. FORMULÁRIOS 8.1. PEDIDO DE EXAMES LABORATORIAIS - PEL PEL AMBULATORIAL (formulário tarja preta) PEDIDO DE EXAMES LABORATORIAIS EXAME AMBULATORIAL Cliente: RG: Clinica: Idade: Material: Indicação Clínica: HOSPITAL DE CLÍNICAS PARA USO DO SPC Nº Data: / / Hora: : Servidor: Tipo de Exame: Data: / / Médico solicitante: PEL PRONTO-SOCORRO (formulário tarja laranja) PEDIDO DE EXAMES LABORATORIAIS PRONTO-SOCORRO ADULTO/PEDIÀTRICO Cliente: RG: Clinica: Leito: HOSPITAL DE CLÍNICAS PARA USO DO SPC Nº Data: / / Para ser colhido em / / às horas. Idade: Hora: : Material: Indicação Clínica: Servidor: Tipo de Exame: Data: / / Médico solicitante:

8 / PEL CLIENTES INTERNADOS (formulário tarja azul) PEDIDO DE EXAMES LABORATORIAIS CLIENTES INTERNADOS Cliente: RG: Clinica: Leito: Para ser colhido em / / às horas. Idade: Material: Indicação Clínica: HOSPITAL DE CLÍNICAS PARA USO DO SPC Nº Data: / / Hora: : Servidor: Tipo de Exame: Data: / / Médico solicitante: 8.2 TERMO DE RESPONSABILIDADE - TB PEDIDO DE EXAMES LABORATORIAIS PEL HOSPITAL DE CLÍNICAS Eu, RGHC, DI, estou ciente de que, para realização do exame sorológico para HIV, devo, em caso de resultado positivo na primeira amostra, proceder à coleta de uma nova amostra para confirmação (conforme estabelecido pela Portaria nº 59/GM, de 28 de janeiro de 2003 Ministério da Saúde). Em caso de recusa da segunda coleta, serei responsabilizado pela não confirmação do resultado. Uberaba, de de 20.

9 /09 ANEXO I Acidente de trabalho Acidente por animais peçonhentos Agravos inusitados Atendimento anti-rábico humano Botulismo Carbúnculo ou antraz Caxumba Cólera Coqueluche Dengue Difteria Doença de Chagas (casos agudos) Doença de Creutzfeldt-Jacob Doença Meningocócica e outras meningites Doença ocupacional Esquistossomose Febre amarela Febre do Nilo Ocidental Febre Maculosa Febre Tifóide Hanseníase Hantaviroses Hepatites virais (A, B, C) Infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) em gestantes e crianças expostas ao risco de transmissão vertical Influenza humana por novo subtipo (pandêmico) Leishmaniose Tegumentar Americana Leishmaniose Visceral Leptospirose Malária (em área não endêmica) Meningite por Haemophilus influenzae Peste Poliomielite Paralisia Flácida Aguda Raiva Humana Reações adversas à vacinação Rotavírus Rubéola Sarampo Sífilis congênita Sífilis em gestante Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) Síndrome Hemolítica Urêmica (SHU) Síndrome da rubéola congênita Síndrome Febril Íctero-Hemorrágica Aguda Tétano Tétano neonatal Tuberculose Tularemia Varicela Varíola

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