feam FUNDAÇÃO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE PARECER TÉCNICO Empreendedor: RECITEC RECICLAGEM TÉCNICA DO BRASIL LTDA.

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1 FUNDAÇÃO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE PARECER TÉCNICO RESUMO Parecer Técnico GEDIN 078 / 2008 A RECITEC Reciclagem Técnica do Brasil Ltda., detentora da Licença Prévia 107/2004, da Licença de Instalação 273/2005 para processamento de resíduos industriais e da Licença de Operação 116/2005 para o processamento de resíduos sólidos, solicitou em a LO para processamento de resíduos líquidos em sua unidade de mistura e pré-condicionamento de resíduos industriais, localizada em Pedro Leopoldo. Este processo visa licenciar a atividade de produção de combustíveis alternativos, mediante mistura de resíduos, com propriedades uniformes para o co-processamento em fornos de clínquer, apresentando as instalações e equipamentos necessários para obtenção do referido blend. Estes equipamentos estão instalados em área ao lado do galpão de produção de blends sólidos da empresa, ocupando uma área de 200 m 2, gerando cerca de mais 6 empregos diretos. Os resíduos destinados à mistura blending possuem restrição quanto à fonte, composição química e poder calorífico, de acordo com a tabela 1 constante do anexo II deste parecer. O processamento de cada resíduo dependerá de Licença de Operação LO do COPAM. Os blends produzidos deverão ter sua composição e coprocessamento controlados mediante LO para o co-processamento dos mesmos. O processamento dos resíduos será realizado em galpão coberto, impermeabilizado com manta PEAD e concretado. Não serão geradas emissões atmosféricas na produção de blends líquidos. Os efluentes líquidos serão direcionados por canaletas para caixas de decantação e posteriormente retornados ao processo de produção de blend líquido. Os efluentes sanitários são tratados em sistema de fossa séptica/filtro anaeróbio e disposição final em sumidouro. As águas pluviais são drenadas para o lado direito do galpão de resíduos, através de canaletas de captação, caixas de passagem, sistema para diminuição da velocidade das águas, descartando este efluente na drenagem natural do distrito industrial. Este sistema é totalmente independente do sistema de captação de efluentes industriais e sanitários. O resíduo sólido gerado na etapa de decantação do blend líquido será incorporado ao processo de blendagem sólidos já licenciada. Os tambores podem ser reaproveitados ou encaminhados para reciclagem. Considerando o disposto acima e que a empresa cumpriu as condicionantes da Licença de Instalação, este parecer é favorável à concessão da Licença de Operação LO para processamento de resíduos líquidos, requerida pela RECITEC Reciclagem Técnica do Brasil Ltda., com prazo de validade de 6 (seis) anos, condicionada ao cumprimento das condicionantes listadas no Anexo I. Autores: Ronildo da Silva Valente MASP Angelina M. L. de Moraes MASP De Acordo: Angelina Maria Lanna de Moraes MASP Data: / / Data: / /

2 1 Visto: Zuleika Stela Chiacchio Torquetti Diretora de Qualidade e Gestão Ambiental Data: / / 1-INTRODUÇÃO. A RECITEC Reciclagem Técnica do Brasil Ltda., é detentora da Licença Prévia 107/2004, da Licença de Instalação 273/2005 para processamento de resíduos industriais e da Licença de Operação 116/2005 para o processamento de resíduos sólidos e solicitou em a LO para processamento de resíduos líquidos em sua unidade de mistura e pré-condicionamento de resíduos industriais, localizada em Pedro Leopoldo. Esta expansão ocupará uma área de 0,2 hectares e gerará cerca de 6 empregos diretos; sua finalidade é a obtenção de combustíveis líquidos/matérias-primas alternativos mediante mistura de resíduos com propriedades uniformes para o co-processamento em fornos de clínquer. Este parecer tem por objetivo subsidiar tecnicamente a Câmara Especializada do COPAM no julgamento do pedido de Licença de Operação LO, requerida pela A RECITEC, localizada em Pedro Leopoldo/MG. 2- DISCUSSÃO Em , foi realizada vistoria nas instalações do empreendimento, tendo sido constatada a instalação dos seguintes equipamentos: - Setor de tratamento de água: um tanque de água tratada com capacidade para 15 m 3, dois tanques de emulsão com capacidade para 25 m 3 cada, um reator com capacidade para 14 m 3, um tanque de decantação com capacidade de 34 m 3, e um reator com capacidade para 34 m 3. - Setor de blendagem de líquidos: três tanques com capacidade de 10 m 3, 7,5 m 3 e 64 m 3. Os resíduos destinados ao "blending" estão sujeitos às restrições quanto à fonte, à composição química e ao poder calorífico (ver tabela 1, Anexo II, deste parecer), conforme definido nas fases de LP e LI. O processamento de cada resíduo dependerá de Licença de Operação LO do COPAM. Os blends produzidos deverão ter sua composição e co-processamento controlados mediante LO para o co-processamento dos mesmos. Além disso, há restrições impostas pelo art. 4 o da Deliberação COPAM N. 026/1998, no qual é proibido o co-processamento de resíduos radioativos, farmacêuticos, hospitalares, PVC, PCBs (bifenilas policloradas), pesticidas e explosivos. Nesses casos, não são especificados teores, de maneira que quaisquer teores nos resíduos impedem a entrada na UMPCR e o co-processamento. A unidade geradora do resíduo deverá possuir Licença de Operação concedida pelo órgão ambiental competente. Quanto às características dos resíduos a serem utilizados como insumos na plataforma de prétratamento de resíduos, conforme Tabela 1 Anexo II deste parecer, os limites são superiores ao estabelecido pela Deliberação Normativa COPAM 026/1998, todavia, o blend deverá atender as exigências, tanto quanto à composição, quanto às estimativas de emissão da Deliberação Normativa COPAM N. 026/1998.

3 Os blends obtidos no processo do empreendimento em questão serão utilizados como combustíveis e/ou matéria-prima no processo industrial de fabricação de cimento forno de clínquer e, devido às suas características e origem, devem ter destinação adequada o que dependerá de licenciamento ambiental, além de ser exigível a Licença de Transporte até o empreendimento em que será utilizado o "blend", conforme artigo 10 da Deliberação Normativa COPAM N o 026/1998, desde que utilizadas vias públicas. O processamento dos resíduos para obtenção do blend líquido será realizado em galpão coberto, impermeabilizado com manta PEAD e concretado. Não serão geradas emissões atmosféricas na produção deste tipo de blend. Os efluentes líquidos serão direcionados por canaletas para caixas de decantação e retornarão ao processo de produção de blend em circuito fechado. Os efluentes sanitários são tratados em sistema de fossa séptica/filtro anaeróbio e disposição final em sumidouro. As águas pluviais são drenadas para o lado direito do galpão de resíduos, através de canaletas de captação, caixas de passagem, sistema para diminuição da velocidade das águas, descartando este efluente na drenagem natural do distrito industrial. Este sistema é totalmente independente do sistema de captação de efluentes industriais e sanitários. Os resíduos sólidos gerados na etapa de decantação serão incorporados ao processo de blendagem de sólidos. Os tambores podem ser reaproveitados ou encaminhados para reciclagem CONCLUSÃO Considerando o exposto e ressaltando que a empresa cumpriu as condicionantes da Licença de Instalação, este parecer é favorável à concessão da Licença de Operação para processamento de resíduos líquidos - LO requerida pela RECITEC Reciclagem Técnica do Brasil Ltda., com prazo de validade de 6 (seis) anos, condicionada ao cumprimento das condicionantes listadas no Anexo I.

4 ANEXO I 3 CONDICIONANTES N.º DESCRIÇÃO PRAZO (*) 1 Admitir na planta de blendagem, resíduos respeitada a Tabela 1 do Anexo II deste parecer gerados por atividades licenciadas por órgãos ambientais estaduais e que possuam as licenças de operação e transporte Atender ao disposto no artigo 4 o da DN COPAM 026/1998, que proibe o emprego de resíduos domésticos, os resíduos dos serviços de saúde, os resíduos radioativos, explosivos, farmacêuticos, pesticidas, PVCs e bifenilas policloradas na produção de blend em UMPCR. Obter para entrada de cada resíduo na UMPCR as respectivas Licenças de Operação para processamento e de transporte do COPAM. Os blends produzidos deverão ter sua composição e co-processamento controlados mediante LO para o coprocessamento dos mesmos. Obs: Todo blend produzido nas UMPCRs situadas no Estado de Minas Gerais estará sujeito ao licenciamento ambiental para o transporte de resíduos, quando for utilizada via pública para o envio para outra planta de fabricação de cimento ou para outro Estado da federação. Atender ao disposto nos artigos; 5º, 7 o, 9º e 12 o da DN COPAM nº 026/1998, para os blends produzidos na UMPCR. Enviar semestralmente à FEAM, o Certificado de Destruição Térmica CDT emitido pela planta de fabricação de cimento, ao final de cada mês, para o blend coprocessado, especificando gerador, resíduos e a quantidade co-processada. Obs: O CDT deverá ser emitido em quatro vias, sendo uma encaminhada para a UMPCR, uma para a FEAM, uma para o gerador e uma para cimenteira, que deverá arquivá-la para ser disponibilizada para os órgãos de fiscalização. Registrar e enviar relatório a FEAM de toda anormalidade envolvendo derramamento ou vazamento de resíduos apresentando alternativas mitigadoras para os danos eventualmente ocorridos. Fornecer capacitação técnica profissional ao pessoal envolvido com a operação de 7 co-processamento, especialmente no que se refere aos procedimentos de emergência e apresentar, semestralmente, a comprovação da referida capacitação. Efetuar o monitoramento das emissões da chaminé dos sistemas de controle de 8 efluentes atmosféricos do galpão, semestralmente, contemplando o parâmetro VOC compostos orgânicos voláteis. Efetuar o monitoramento da estrutura dos pisos do galpão utilizado para o manuseio 9 dos resíduos, anualmente, visando verificar possíveis fissuras decorrentes do uso. Apresentar semestralmente, resultados de avaliação de ruídos no entorno do 10 empreendimento. Caso haja irregularidades em face de Lei Estadual /1990, deverão ser adotadas medidas para minimização deste impacto. Enviar a FEAM, mensalmente, documento referente às quantidades, composição e características físico-químicas dos blends, data de envio e forma de acondicionamento 11 dos blends produzidos e destinados ao co-processamento nos fornos de clínquer, para cada uma das plantas de fabricação de cimento separadamente. (*) Contado a partir da data de concessão da licença ou outro especificado

5 4 ANEXO II Tabela 1 Concentração (mg/kg) dos elementos e grupos limitantes nos resíduos (Amostra Bruta) e Poder Calorífico Inferior (PCI) a serem utilizados na planta de "blending" e limites estabelecidos pela Deliberação Normativa COPAM 026/1998, de 28 de julho de 1998, para o co-processamento. Parâmetro Limitante Concentração máxima de entrada (mg/kg) Limite DN 026/1998 Cd Hg Tl Soma Grupo I Não foi proposta restrição 100 As Co Ni Se Te Soma Grupo II Não foi proposta restrição 1500 Cr Pb Sb Sn V Soma Grupo III Não foi proposta restrição 5800 Cl - 5% (Obs: para o "blending", foi proposta concentração máxima de 1%) Não há restrição, exceto quanto aos padrões de emissão e de qualidade do ar para Cloro e HCl, além da proibição de queima de PVC e PCB s Zn Não há restrição PCI (Kcal/Kg) >500 >2800 Substituição material (Si+Ca+Fe+Al) >15% (quando PCI<500) Não estabelece teor mínimo, mas exige que haja substituição de matéria-prima ou de agente mineralizador se PCI <2800

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