UTP Unshielded Twisted Pair - UTP ou Par Trançado sem Blindagem: é o mais usado atualmente tanto em redes domésticas quanto em grandes redes

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1 Definição Cabeamento para uso integrado em comunicações de voz, dados e imagem preparado de maneira a atender diversos layouts de instalações, por um longo período de tempo, sem exigir modificações físicas da infra-estrutura; Um só cabeamento atende diferentes tipos de redes de sinais em baixa tensão como telefonia, LANs, sistemas de segurança, transmissão de sinais de vídeo, sistemas de inteligência predial, automação predial e industrial.

2 Cabo Par Trançado É um tipo de cabo que tem um feixe de dois fios no qual eles são entrançados um ao redor do outro para cancelar as interferências eletromagnéticas de fontes externas e interferências mútuas (linha cruzada ou, em inglês, crosstalk) entre cabos vizinhos. A taxa de giro (normalmente definida em termos de giros por metro) é parte da especificação de certo tipo de cabo. Quanto maior o número de giros, mais o ruído é cancelado. Foi um sistema originalmente produzido para transmissão telefônica analógica que utilizou o sistema de transmissão por par de fios aproveita-se esta tecnologia que já é tradicional por causa do seu tempo de uso e do grande número de linhas instaladas.

3 UTP Unshielded Twisted Pair - UTP ou Par Trançado sem Blindagem: é o mais usado atualmente tanto em redes domésticas quanto em grandes redes industriais devido ao fácil manuseio, instalação, permitindo taxas de transmissão de até 100 Mbps com a utilização do cabo CAT 5e; é o mais barato para distâncias de até 100 metros; Para distâncias maiores emprega-se cabos de fibra óptica. Sua estrutura é de quatro pares de fios entrelaçados e revestidos por uma capa de PVC. Pela falta de blindagem este tipo de cabo não é recomendado ser instalado próximo a equipamentos que possam gerar campos magnéticos (fios de rede elétrica, motores, inversores de freqüência) e também não podem ficar em ambientes com Humidade.

4 STP Shield Twisted Pair - STP ou Par Trançado Blindado (cabo com blindagem): É semelhante ao UTP. A diferença é que possui uma blindagem feita com a malha metálica. É recomendado para ambientes com interferência eletromagnética acentuada. Por causa de sua blindagem possui um custo mais elevado. Caso o ambiente possua umidade, grande interferência eletromagnética, distâncias acima de 100 metros ou seja exposto ao sol ainda é aconselhável o uso de cabos de fibra óptica.

5 Fibra Óptica Os cabos de fibra óptica são os sucessores naturais dos cabos de par trançado. Eles suportam taxas mais altas de transmissão e permitem transmitir a distâncias praticamente ilimitadas, com o uso de repetidores. Os cabos de fibra óptica são usados para criar os backbones que interligam os principais roteadores da internet e lentamente estão se popularizando também em redes locais. Conheça mais sobre os tipos de cabos de fibra, conectores, transceivers e outros detalhes.

6 Crossover Um cabo crossover, é um cabo de rede par trançado que permite a ligação de 2 (dois) computadores pelas respectivas placas de rede sem a necessidade de um concentrador (HUB ou Swhitch) ou a ligação de modems. A alteração dos padrões das pinagens dos conectores RJ45 dos cabos torna possível a configuração de cabo crossover. A ligação é feita com um cabo de par trançado onde temse: em uma ponta o padrão T568A, e, em outra, o padrão T568B (utilizado também com modems ADLS).

7 A Evolução do Cabeamento Até o final dos anos 80 todos os sistemas de cabeamento serviam apenas a uma aplicação, ou sejam eram sistemas dedicados, estes sistemas eram sempre associados à um grande fabricante, que mantinha um tipo de processamento centralizado, isto gerava um grande problema, caso houvesse necessidade de migrar-se de uma aplicação para outra, abandonava-se o sistema antigo, e instalava-se um novo sistema, gerando um acumulo de cabos, terminações e equipamentos ociosos. As taxas de transmissão estavam limitadas ao no máximo 16MB/s.

8 No início de 1985, preocupadas com a falta de uma norma que determinasse parâmetros das fiações em edifícios comerciais, os representantes das indústrias de telecomunicações e informática solicitaram para a CCIA Computer Communication Industry Association, que fornecesse uma norma que abrangesse estes parâmetros, ela solicitou então para a EIA Eletric Industry Association, o desenvolvimento desta norma, em julho de 1991 saía a 1ª versão da norma publicada como EIA/TIA 568, e subseqüentemente, vários boletins técnicos foram sendo emitidos e incorporados a esta norma.

9 Em janeiro de 1994, foi emitido a norma que perdura até hoje e que saiu como EIA/TIA 568 A, sua versão foi atualizada em 2000.Com a emissão criação desta norma e suas complementares, 569, 606 e 607, houve uma mudança no modo de agir dos usuários de sistemas, eles chegaram a uma conclusão, os sistemas de cabos deveriam ser integrados, o cabeamento deveria permitir o tráfego dos sinais independente do fabricante, da fonte geradora, ou do protocolo transmitido, este sistema deveria apresentar uma arquitetura aberta, não terem mais seu processamento Centralizado, deveria permitir à transmissão de sinais com altas taxas de transmissão, cerca de 100MB/s ou mais.

10 Com a emissão da norma, o sistema de cabeamento com fibra óptica foi complementado e tornou-se escopo da mesma, tendo suas especificações de instalação, conectorização e testes executados dentro de rígidos padrões.

11 Que tipos de Redes são Suportadas? O cabeamento estruturado teve sua origem nos sistemas telefônicos comerciais, onde o usuário mudava constantemente sua posição física dentro da edificação; Foi então projetado o cabeamento de maneira a existir uma rede de cabos fixa horizontalmente, ligada a uma central de distribuição;

12 Nesta central, fazendo-se a escolha do cabo determinado, cada ponto da rede pode ser ativado ou desativado, alternando-se assim, a posição da tomada por meio de uma troca de ligações; A evolução do sistema permitiu que a central pudesse ser interligada a diversos tipos de redes, mantendo-se fixo o cabeamento horizontal e as tomadas sendo de múltiplo uso; Desta maneira foram acrescentadas as redes de computadores, sistemas de segurança, entre outros.

13 Normas Técnicas O cabeamento estruturado baseia-se em normas internacionais, que direcionam os fabricantes para um conjunto de soluções próximas, evitando as constantes alterações de produtos e a utilização de sistemas proprietários; As iniciativas vão no sentido de uma arquitetura aberta, independente do protocolo; As variações que existem entre uma norma e outra devem-se às categorizações em conceitos, porém tecnicamente elas se assemelham;

14 As normas Americanas ANSI/EIA/TIA 568-A (Comercial Building Telecommunications Wirimg Standard) e a ANSI/EIA/TIA 569-A (Commercial Building Standards for Telecommunications Pathways and Spaces) são as mais utilizadas; Na Europa grande parte dos fabricantes utiliza o IBCS (Integrated Building Cabling System); No Brasil temos a NBR (Procedimento Básico para Elaboração de Projetos de Cabeamento de Telecomunicações para Rede Interna Estruturada) da ABNT, que é baseada nas normas ANSI/EIA/TIA.

15 Topologia Um sistema de cabeamento estruturado é formado por seis subsistemas, a saber : Facilidades de entrada Sala de equipamentos Cabeamento Vertical (Backbone) Armário de Telecomunicação Cabeamento Horizontal Área de Trabalho

16 Facilidades de Entrada Fornecem o ponto no qual é feita a interface entre ao cabeamento externo e o cabeamento intra-edifício; Consiste de cabos, equipamentos de conexão, dispositivos de proteção, e outros equipamentos necessários para conectar as instalações internas ao sistema de cabos do local.

17 Sala de Equipamentos Abriga os equipamentos de telecomunicações, de conexão e instalações de aterramento e de proteção; Contém a conexão cruzada principal ou a conexão secundária, usada conforme a hierarquia do Backbone; É considerada distinta do Armário de Telecomunicação devido à natureza ou complexidade dos equipamentos que ela contém; Qualquer função do Armário de Telecomunicações pode ser atendida por uma Sala de Equipamentos; A norma EIA/TIA 569-A define, também o projeto desta sala.

18 Cabeamento Vertical (Backbone) Consiste nos meios de transmissão (cabos e fios) conectores de cruzamento (cross-connects) principal e intermediários, terminadores mecânicos, utilizados para interligar os Armários de Telecomunicões, Sala de Equipamentos e instalações de entrada.

19 Armário de Telecomunicações É o local, dentro de um prédio, onde são lojados os elementos de cabeamento; Dentro do armário são encontrados terminadores mecânicos conectores de cruzamento, terminadores para sistemas de cabeamento horizontal e vertical.

20 Cabeamento Horizontal Compreende os cabos que vão desde a Tomada de Telecomunicações da Área de Trabalho até o Armário de Telecomunicações; Possui os seguintes elementos: Cabeamento Tomadas Terminações Conexões cruzadas

21 Área de Trabalho A norma EIA/TIA 568-A estabelece que os componentes de cabeamento entre a Tomada de Telecomunicações e a estação de trabalho devem ser simples e baratos e que permitam flexibilidade de deslocamento, sem comprometer a conexão física;

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25 Os componentes da área de trabalho são : Equipamentos de estação computadores,terminais de dados, telefone, câmeras de vídeo, etc; Cabos de ligação cordões modulares, cabos de adaptação, etc.

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27 Certificação Um cuidado especial que deve ser tomado referese à certificação do cabeamento; As normas definem uma série de parâmetros para o cabeamento, como atenuação, comprimento real, mapeamento dos fios, nível de ruído, que devem necessariamente estar dentro de uma faixa de valores pré-definidos; A verificação destes valores feito por órgãos certificadores e profissionais altamente qualificados, através de equipamentos especiais, é a garantia da instalação.

28 Estatísticas 70% dos problemas que acontecem em uma rede de computação devem-se a problemas no cabeamento; 40% dos funcionários de uma empresa mudam de lugar uma vez por ano; Os custos para implantação de uma completa rede de computação estão divididos aproximadamente da seguinte forma : 32% - estações de trabalho; 8% - hardware da rede 54% - software 6% - cabeamento, incluindo o projeto

29 Tendências Todas as edificações, sejam industriais, comerciais ou residenciais, devem desde já ser projetadas com infra-estrutura de comunicações; Esta infra-estrutura influencia de tal modo os projetos, que um acompanhamento deve ser feito desde o início do projeto de arquitetura e o projeto elétrico, sensivelmente afetados por esta tecnologia.

30 Sistema de cabeamentos organizados

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41 Sistema de cabeamentos desorganizados

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