Desenvolvimento Territorial a partir de sistemas produtivos locais como modalidade de Política Industrial no Brasil

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1 Desenvolvimento Territorial a partir de sistemas produtivos locais como modalidade de Política Industrial no Brasil Renato Caporali Confederação Nacional da Indústria

2 Arranjos Produtivos Locais como modalidade de Política Industrial no Brasil Nos últimos dez anos, o Brasil criou conceito, difundiu métodos, articulou base institucional e produziu um grau de consenso capazes de viabilizar uma modalidade de política de desenvolvimento territorial de ampla abrangência : os APLs.

3 Desenvolvimento Territorial como modalidade de Política Industrial no Brasil Ao lado das Estruturas de Estado, as instituições do Sistema S proporcionam bases operativas difundir o conhecimento e acionar um mercado de serviços de desenvolvimento empresarial que viabilizam uma política baseada em adensamentos empresariais.

4 Desenvolvimento Territorial como modalidade de Política Industrial no Brasil Várias características fazem o mérito das políticas de desenvolvimento de base territorial (governança coletiva, valorização de iniciativas bottom-up, etc.). Talvez a mais importante seja aquela que combina um caráter horizontal com natureza difusa, capazes de atingir a amplitude do país, sem pré-definição de beneficiados nem setorial nem territorialmente.

5 Um sistema de introdução à economia do conhecimento O desenvolvimento de arranjos produtivos locais é feito através da distribuição de conhecimentos, habilidades e competências em aspectos que tornam um sistema empresarial competitivo: capacitação, inovação de processos e produtos, conhecimento de mercado, definição de estratégias, etc.

6 Como se faz um trabalho de desenvolvimento de um APL? Ações em Desenvolvimento Empresarial ; Ações de conhecimento e acesso a Mercado; Ações coletivas: cooperação de diversos tipos, análise de contexto, estratégias conjuntas, bens públicos, etc.

7 Compreendida a potencialidade dessa política, quais seriam alguns desafios e dificuldades para consolidar esta modalidade de política de desenvolvimento?

8 Dificuldades e desafios (1) Difundir bases técnicas e metodológicas na diversidade das instituições e melhor preparar o mercado de serviços ao desenvolvimento empresarial.

9 Dificuldades e desafios (2) Implantar um sistema de garantia de crédito pois, logo após conhecimento, um sistema produtivo necessita de crédito para avançar

10 Dificuldades e desafios (3) Lograr uma articulação entre os sistemas empresariais e a coletividade não diretamente dependente desses sistemas.

11 Dificuldades e desafios (4) Transformar as instituições de pesquisa e tecnologia em efetivos sistemas territoriais de inovação ão, capazes de atender às necessidades dos sistemas produtivos.

12 Dificuldades e desafios (5) Lograr uma coordenação inter-institucional ágil, capaz de envolver os atores relevantes ;

13 Dificuldades e desafios (6) Formar quadros com conhecimentos relevantes para a dinâmica dos principais setores produtivos. Choque de realismo quanto a possibilidades efetivas, timing de conquistas relevantes, etc. Superar as consequências negativas do efeito-moda (e seu contrário, a decepção precipitada).

14 Conclusão I Um Programa Nacional de Arranjos Produtivos Locais será uma forma eficaz de consolidar o processo de difusão industrial que o Brasil alcançou nas últimas décadas. para objetivos ofensivos mas também defensivos!!! a custo exequível.

15 Conclusão II Uma hipótese: explorando vantagens locacionais e com níveis de qualidade compatíveis com hábitos da população de renda média e baixa, alguns APLs podem internalizar parte dos efeitos dinâmicos dos aumentos e transferências de renda às classes populares.

16 Conclusão III A visão da Confederação Nacional da Indústria sobre estratégias territoriais: mobilização da nossa estrutura sindical de base para ações de desenvolvimento (Projeto CNI/Fomin para o Desenvolvimento Territorial) transformação de nossas Instituições (SENAI, SESI, IEL) e outras com papel de pesquisa e serviço tecnológico em Sistemas Regionais de Inovação (Projeto BID/CNI)

17 Renato Caporali Unidade de Cooperação Internacional Confederação Nacional da Indústria

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