Polí%cas macroeconômicas para um crescimento robusto e sustentável

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1 Polí%cas macroeconômicas para um crescimento robusto e sustentável Luiz Fernando de Paula Professor Titular da FCE/UERJ e ex- Presidente da AKB

2 Questões Quais as restrições macroeconômicas para o Brasil dobrar a renda per capita em 15 anos? Qual a matriz macroeconômica que o Brasil realmente precisa?

3 Coordenação de poli%cas keynesianas Polí%ca monetária afeta a taxa de acumulação da economia e variáveis reais (produto e emprego). Polí%ca fiscal é um instrumento anyciclico poderoso, mas governo deve buscar equilibrio fiscal longo prazo e privilegiar gastos discricionários. Em economias abertas, taxa de câmbio compe%%va é fundamental para superar restrição externa e dar sustentação ao crescimento. Regulação da conta capital pode ser instrumento válido para proporcionar maior autonomia da poli%ca econômica. Para eficácia de poli%cas a%vistas é fundamental o governo dar claro sinais das suas intenções de polí%ca.

4 Porque câmbio é mais apreciado e volá%l em economias emergentes?

5 Consequencias da integração financeira Integração financeira assimétrica torna taxa de cambio mais volá%l e abundância de fluxos capitais geram tendência a apreciação da taxa de câmbio. Fluxos de capitais são determinados por fatores exógenos. Saxena (2008) mostra que no período recente regimes cambiais flexiveis tendem a exibir maior co- movimento com taxa de juros dos EUA. Assim, ciclo financeiro global transforma trilema em dilema: poli%ca monetária independente só é possível se conta capital for direta ou indiretamente administrada (Helene Rey, 2013). Paradoxo do capital: economias que mais crescem são aquelas com superávits em conta correntes.

6 Aguire e Calderon (2006) Há uma relação nega%va e significa%va entre crescimento e desalinhamento; Efeito sobre crescimento é mais adverso quanto maior for o tamanho da sobrevalorização; Pequenas desvalorizações reais (até 12%) têm efeito posi%vo sobre crescimento, enquanto que grandes desvalorizações têm efeito nega%vo; Há uma relação nega%va entre crescimento econômico e a vola%lidade do desalinhamento.

7 Estudos sobre mul%plicador fiscal Mul%plicador fiscal é maior em períodos de recessão (dependente do estado da economia). É influenciado pelo %po de polí%ca monetária que é adotada pelo BC, sendo mais elevado quando se a%nge o limite inferior da taxa de juros (Woodford, 2010). Tendem a ser maiores com inves%mento público do que com aumento do consumo do governo ou redução da carga tributária líquida.

8 Regime de metas e inflação Estudos empíricos não são conclusivos em encontrar que países emergentes que adotam regime de metas de inflação tem uma performance melhor em termos de produto e inflação em relação aos que não adotam. Há uma relação não- linear entre inflação e crescimento econômico. Com relação ao nível da taxa de inflação alguns estudos apontam um patamar crí%co entre 5 a 10% e outros para um patamar entre 10 a 12% a.a.

9 Economia em stop- and- go (PIB real 3,4% 2000/12) 12,0 10,4 10,0 8,0 7,9 7,5 6,0 4,0 2,0 4,8 4,3 1,3 2,7 2,1 1,2 1,3 5,7 3,2 4,0 2,1 2,2 6,1 5,3 5,2 4,1 2,7 1,6 0,9 0,0-2,0-4, ,3-0,6-0,8 PIB Industria - 6,0-5,6

10 Contribuição para o crescimento do PIB 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0-2, T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T2-4,0 Consumo final FBCF Exportações - 6,0-8,0

11 Taxa de inves%mento (% PIB) 1960/ ,0 25,0 20,0 15,0 10,0 5,

12 Razões para desaceleração Estruturais: - Esgotamento do ciclo de expansão do consumo puxado pelo crédito. - Desindustrialização e perda de compe%%vidade das exportações manufatureiras. - EsYmulo do aumento da demanda domés%ca vazou para o exterior. Conjunturais: - Piora no cenário internacional - Má coordenação de polí%cas macro em 2011 e Baixo inves%mento público

13 Crédito livre para pessoa vsica ,00% ,00% ,00% ,00% ,00% ,00% ,00% ,00% 0 abr/08 jun/08 ago/08 out/08 dez/08 fev/09 abr/09 jun/09 ago/09 out/09 dez/09 fev/10 abr/10 jun/10 ago/10 out/10 dez/10 fev/11 abr/11 jun/11 ago/11 out/11 dez/11 fev/12 abr/12 jun/12 ago/12 out/12 dez/12 fev/13 abr/13 0,00% Estoque Variação anual

14 Endividamento das familias/renda acumulada úl%mos 12 meses 50,0 45,0 40,0 35,0 30,0 25,0 20,0 15,0 10,0 5,0 0,0 jan/05 abr/05 jul/05 out/05 jan/06 abr/06 jul/06 out/06 jan/07 abr/07 jul/07 out/07 jan/08 abr/08 jul/08 out/08 jan/09 abr/09 jul/09 out/09 jan/10 abr/10 jul/10 out/10 jan/11 abr/11 jul/11 out/11 jan/12 abr/12 jul/12 out/12 jan/13 abr/13 jul/13

15 Taxa de cambio real efe%va 180,0 160,0 140,0 120,0 100,0 80,0 60,0 40,0 jan/00 mai/00 set/00 jan/01 mai/01 set/01 jan/02 mai/02 set/02 jan/03 mai/03 set/03 jan/04 mai/04 set/04 jan/05 mai/05 set/05 jan/06 mai/06 set/06 jan/07 mai/07 set/07 jan/08 mai/08 set/08 jan/09 mai/09 set/09 jan/10 mai/10 set/10 jan/11 mai/11 set/11 jan/12 mai/12 set/12 jan/13 mai/13

16 Termos de troca (2006 = 100)

17 Custo unitário do trabalho (US$) 200,0 180,0 160,0 140,0 120,0 100,0 80,0 60,0 40,0 20,0 0,0 jan/89 set/89 mai/90 jan/91 set/91 mai/92 jan/93 set/93 mai/94 jan/95 set/95 mai/96 jan/97 set/97 mai/98 jan/99 set/99 mai/00 jan/01 set/01 mai/02 jan/03 set/03 mai/04 jan/05 set/05 mai/06 jan/07 set/07 mai/08 jan/09 set/09 mai/10 jan/11 set/11 mai/12 jan/13

18 Boca de jacaré Comercio varejista Produto industrial (volume)

19 Coeficiente de importações 23,0 22,0 21,0 21,9 21,3 21,6 22,222,3 22,0 22,0 20,0 20,7 20,3 19,0 18,9 19,5 18,0 18,5 17,9 18,8 18,2 18,3 17,0 17,0 17,3 17,5 17,5 17,0 16,0 15,0 15,7 16,2 16,6 14,0

20 Saldo fiscal primário (% do PIB) 140,0 120,0 100,0 80,0 60,0 40,0 20,0 - Crise do euro (agosto 2011=100) Crise de Lehman Brothers (set = 100)

21 IPCA 20,0 18,0 16,0 Comercializ. Não- Comercializ. 14,0 12,0 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 jan/01 mai/01 set/01 jan/02 mai/02 set/02 jan/03 mai/03 set/03 jan/04 mai/04 set/04 jan/05 mai/05 set/05 jan/06 mai/06 set/06 jan/07 mai/07 set/07 jan/08 mai/08 set/08 jan/09 mai/09 set/09 jan/10 mai/10 set/10 jan/11 mai/11 set/11 jan/12 mai/12 set/12 jan/13 mai/13

22 O que fazer? Por algum tempo devemos conviver com uma taxa de inflação elevada (5 a 6,5% a.a.) BCB deve ter duplo mandato: inflação e emprego. Regime de metas não deve ser uma camisa de força para o crescimento. Janela de oportunidade para um câmbio compe%%vo. Manutenção de uma tx cambio real compe%%va e rela%vamente estável a LP. Taxa de cambio flutuante administrada. Regulação na conta capital.

23 O que fazer? Poli3ca fiscal: maior transparência fiscal, redução nas transferências financeiras do Tesouro, e aumento no inves%mento público para garan%r estabilização do nível de a%vidade econômica. Polí3ca salarial: taxa de variação de salários igual a meta de inflação e tx de crescimento da produ%vidade do trabalho. Deve- se buscar uma boa coordenação de polí%cas para compa%bilizar crescimento com estabilidade.

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7.000 6.500 6.000 5.500 5.000 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 - -500-1.000 fev./2010. ago./2011. fev./2012. nov. 4 SETOR EXTERNO As contas externas tiveram mais um ano de relativa tranquilidade em 2012. O déficit em conta corrente ficou em 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB), mostrando pequeno aumento em relação

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