Consultoria Contábil e Gerencial para Micros e Pequenos Empreendedores do Shopping Popular Edson Diniz em Campina Grande Paraíba

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1 Consultoria Contábil e Gerencial para Micros e Pequenos Empreendedores do Shopping Popular Edson Diniz em Campina Grande Paraíba Karoline Varão de Almeida Graduada em Ciências Contábeis pela UEPB e graduanda do curso de administração pela UFCG; Resumo: As constantes inovações tecnológicas e a abertura dos mercados levaram as micro e pequenas empresas buscarem novas estratégias para vencerem desafios que lhes são impostos. O objetivo do estudo é verificar a importância de um sistema de consultoria voltado para os micro e pequenos empreendedores informais do Shopping Popular Edson Diniz em Campina Grande Paraíba, que proporcione informações úteis, dando apoio para que possam gerenciar seu próprio negócio com eficiência e eficácia e sempre agindo com sustentabilidade e profissionalismo, atendendo desta forma, as demandas do mercado. Como metodologia, inicialmente realizou-se uma pesquisa bibliográfica utilizando-se dos conceitos voltados para Micro e pequena empresa, empreendedorismo e Consultoria Empresarial. A segunda etapa do projeto é a operacionalização em campo, com visitas, reuniões e pesquisas para a realização de consultoria e cursos. O universo considerado neste estudo envolve 300 pequenos empreendedores que atuam naquele espaço em lojas-boxes. Os resultados demonstram que o perfil do empreendedor do Shopping Popular contempla na sua maioria mulheres (59%), no entanto com boa participação masculina (49%), com faixa etária média entre 25 a 47 anos (66%), e escolaridade média (68%). Em relação à formalização do negócio, 73% estão na informalidade. A área de interesse em cursos e consultoria mais procurada é em vendas. Chega-se à conclusão que tem sido positiva a interação universidadeempreendedor, envolvendo professores e alunos que podem fornecer conhecimento e assistência a esse público-alvo, podendo colaborar para o crescimento desses profissionais. Palavras chave: Consultoria; Contabilidade; Gestão; Empreendedores; Shopping. 1. Introdução Com o advento da globalização houve uma maior abertura do mercado e com isso as empresas viram seus limites fronteiriços se ampliarem, barreiras foram quebradas e o fácil acesso a aquisição de serviços e mercadorias obrigaram a ter um melhor controle dos seus custos, do investimento em tecnologia de ponta e a qualificar sua mão-de-obra, para que possam competir com um diferencial no atual cenário mundial. (SEBRAE, 2005). De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - Sebrae (2005), as empresas de maior porte puderam se preparar melhor para a disputa com empresas de outros países, no entanto merece um destaque fundamental as Micro e Pequenas Empresas, considerando que o maior número de empresas que compõem o mercado nacional é composto por este tipo de organizações, além de empresas informais. O Shopping Popular Edson Diniz em Campina Grande Paraíba é um exemplo de reunião de micro-empresários informais, que atuavam como camelôs no centro da cidade e que conseguiram com a Prefeitura, um espaço para desenvolverem as suas atividades de forma compartilhada. Considerando a necessidade de desenvolver estratégias competitivas de planejamento e gestão entre os micros e pequenos empresários, levantou-se questionamentos sobre a importância de um acompanhamento de consultoria no controle da administração das Micro e Pequenas Empresas. Com base nessas considerações, elaborou-se um Projeto de Extensão, envolvendo professores e alunos dos cursos de Administração e Ciências Contábeis da Universidade

2 Estadual da Paraíba - UEPB, que foi aprovado pela Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários PROEAC da Instituição. O objetivo do estudo é verificar a importância de um sistema de consultoria voltado para os micro e pequenos empreendedores informais do Shopping Popular Edson Diniz que proporcione informações úteis, dando apoio para que possam gerenciar seu próprio negócio com eficiência e eficácia e sempre agindo com sustentabilidade e profissionalismo, atendendo desta forma às demandas do mercado. Os objetivos específicos são: Demonstrar como realizar um maior controle de caixa através de Fluxo de Caixa; Orientar na elaboração e execução de um plano de ação; Dar suporte técnico no desenvolvimento e na implementação do negócio. Orientar na parte fiscal, demonstrando as vantagens da adesão ao MEI ou ao simples nacional e as vantagens que esse programa proporciona ao micro e pequeno empresário; Organizar a tabela de preços de venda, de acordo com as tendências de mercado e os modelos de formação de preços; Organizar planilha de custos e índices que indiquem a vida útil da empresa; Fazer uma pesquisa de mercado voltada para identificar as necessidades de conhecimento nas áreas de contabilidade e administração; Realizar cursos de capacitação voltados para as necessidades encontradas com a pesquisa de mercado. 1. REVISÃO DA LITERATURA 1.1. PEQUENAS E MICRO EMPRESAS Segundo FIGUEIREDO e YADA (2003), a presença das pequenas empresas nas sociedades, após a Revolução Industrial, na segunda metade do século XVIII, sempre foi percebida como fato natural. A partir da segunda metade do século XIX, foram desenvolvidas políticas específicas de promoção das micro e pequenas empresas, visando a oferecer melhores condições de sobrevivência. Ágeis, flexíveis em suas estruturas, são capazes de se adaptarem rapidamente às transformações que o momento exige e, de gerar empregos em menor tempo. A partir de 1999 foi aprovado um novo Estatuto das Micro e Pequenas Empresas, pela Lei 9.841/99, com fundamentos nos artigos 170 e 179 da Constituição Federal, regulamentada pelo Decreto N 3.474/00. Esse novo Estatuto simplificou o registro de novas MPE s e estabeleceu diretrizes para a concessão de tratamento diferenciado aos pequenos negócios no campo administrativo, tributário, previdenciário, trabalhista, creditício e de desenvolvimento empresarial. Para a classificação das empresas alguns órgãos adotam diferentes critérios; o SEBRAE utiliza a quantidade de empregados, enquanto a Lei N 9.841/99, alterada pelo Decreto 5.028/04 e revogada pela Lei Complementar 123/06, a receita bruta anual é o critério que melhor define o tamanho das empresas. As Tabelas 1 e 2 a seguir distinguem os dois critérios adotados: TABELA 1: Classificação das MPE s pelo SEBRAE:

3 CLASSIFICAÇÃO Nº de EMPREGADOS (PORTE) Indústria Comércio/ Serviços Pequena Empresa De 20 a 99 De 10 a 49 Média Empresa De 100 a 499 De 50 a 99 Grande Empresa Acima de 500 Acima de 100 Fonte: SEBRAE (2003) TABELA 2: Enquadramento das empresas pela Lei Complementar 123/06 Enquadramento (porte) Receita Bruta Anual Acumulada (R$) Micro Empresa (ME) Até ,00 Empresa de Pequeno Porte (EPP) De ,01 Até ,00 Fonte: Lei Complementar n o 123/06. Na Paraíba, no ano de 2007 de acordo com a Junta Comercial, novos estabelecimentos foram registrados em relação ao ano de A Lei Geral da Micro e Pequena Empresa contribuiu para o crescimento, por ter simplificado a vida dos microempresários. Pesquisa realizada pelo Sebrae em 2004, revela que metade das empresas encerram suas atividades com até dois anos de existência e 60% não sobrevivem além dos 4 anos. As principais causas dessa mortalidade estão na falta de conhecimentos gerenciais do empresariado e na falta de informações estratégicas para a tomada de decisão. A Constituição Federal garante tratamento diferenciado às Micro e Pequenas Empresas, visando incentivá-las pela simplificação ou redução das obrigações administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias, por meio de lei; com isso esse tipo de empresa dispõe de um incentivo para competir com um diferencial entre as concorrentes de maior porte, mas para que isso aconteça é necessário que se tenha uma boa contabilidade para que a empresa controle melhor seu patrimônio e gere informações úteis para a tomada de decisão gerencial. Existem vários órgãos de apoio às Micro e Pequenas Empresas, que concedem crédito e informações de planejamento e controle da organização, além de uma pesquisa de mercado, como o Sebrae, no entanto ainda são insuficientes para a demanda de pequenos empreendedores. No caso do Shopping Popular Edson Diniz em Campina Grande, ainda existe uma carência que precisa ser tratada por serem empreendedores populares informais, que muitas vezes não têm a oportunidade de fazer cursos de capacitação para administrarem suas empresas. As micro e pequenas empresas são essenciais para a economia brasileira, pois são uma alternativa de trabalho para pessoas que encontram dificuldade de ocupação em empresas de maior porte devido à falta de qualificação exigida e uma oportunidade para os segmentos da população que têm condição financeira de ter seu próprio negócio. As dificuldades enfrentadas pelas micro e pequenas empresas, como, por exemplo, a alta taxa de mortalidade, podem ser amenizadas se forem criados mecanismos de apoio. Estudos e pesquisas, ao serem direcionados para este setor, podem contribuir para o fortalecimento destas empresas no Brasil EMPREENDEDORISMO Empreendedorismo é a capacidade de transformar uma idéia inovadora ou não, em realidade. Ser empreendedor é ser capaz de desenvolver uma visão do ambiente, identificar oportunidades;

4 ser capaz de contagiar pessoas com suas idéias; é estar pronto para assumir riscos e aprender com os erros; é ser um profundo conhecedor do todo e não só de algumas partes; é, dentre outras atribuições, ser capaz de utilizar essas informações para seu próprio aperfeiçoamento. Segundo DRUCKER (2001), O Empreendedorismo não é nem Ciência nem Arte, é uma prática. De acordo com MELO (2003), o sucesso empresarial não consiste apenas no desenvolvimento de habilidades específicas, tais como finanças, marketing, produção, etc., e sim na concessão de incentivos creditícios e/ou também nas atitudes empreendedoras. Ao empreendedor é necessário trabalhar a questão do sucesso como função da aquisição de habilidades: competência, saber fazer, motivação, querer fazer e criatividade, fazer mais com menos, desde que toda essa energia seja canalizada para um foco bem definido, ou seja, metas claras, desafiadoras, mas sempre com êxito CONSULTORIA EMPRESARIAL Segundo Oliveira (2001, p. 21): Consultoria Empresarial é um processo interativo de um agente de mudanças externo à empresa, o qual assume a responsabilidade de auxiliar os executivos e profissionais da referida empresa nas tomadas de decisões, não tendo, entretanto, o controle direto da situação. Vivemos atualmente a era da informação e do conhecimento, em que as empresas podem ter sucesso ou estarem fadadas ao fracasso, dependendo da maneira como estas empresas, em especial as Micro e Pequenas Empresas, se utilize das informações geradas a partir da observação e análise das atividades referentes ao processo organizacional dos seus negócios. As Micro e Pequenas Empresas devem tomar decisões, referentes à gestão empresarial, baseadas em informações colhidas pela observação e estudo de fatores internos e externos a estas. Os fatores internos dizem respeito principalmente a como a empresa está organizada para atingir suas metas, se a maneira como está funcionando é a mais adequada para que faça parte de uma fatia de um acirrado e globalizado mercado comercial. A fórmula para que se gerencie uma empresa reduzindo custos e obtendo o lucro esperado não é tão simples assim; deve haver uma mudança na cultura desenvolvida por alguns Micro e Pequenos Empresários, os quais esperam resultados a curto ou a curtíssimo prazo e não há um planejamento para que esses resultados só venham a acontecer a longo prazo, tendo em vista que a espera pelo retorno de um negócio não deve ser imediata, pois sempre há correções a serem feitas para que se consiga chegar ao mais próximo possível do ideal. No caso das Micro e Pequenas Empresas a figura do Gerente não existe, o proprietário da empresa é a pessoa responsável por todas as decisões tomadas, não dispondo, muitas vezes, de informações que contribuam para uma decisão baseada em dados confiáveis. Dessa forma uma equipe de bons profissionais, que desenvolvam um sistema de consultorias num conjunto de Micros e Pequenas Empresas, pode beneficiar, assim como auxiliar num melhor controle das suas atividades, reduzindo o desperdício e levando ao crescimento dessas empresas. A Consultoria Empresarial envolve desde o projetos para financiamentos, a regularização da empresa, busca e registro de marcas, a formação do preço de venda, palestras e aperfeiçoamento contínuo tanto de funcionários como a aquisição de tecnologias de ponta. Dessa maneira, o consultor estará realizando satisfatoriamente o seu trabalho e gerando novas oportunidades para a empresa na qual presta seus serviços, além de se valorizar perante

5 outros usuários dos seus serviços; tudo isso através de um bom sistema de consultoria empresarial mantido para controlar as atividades da empresa. As características de um consultor, são apresentadas por Oliveira (2001, p ), divididas em três grupos: Características Comportamentais (ter atitude interativa perante as diversas situações que as empresas colocam em sua frente; ter uma atitude racional; fazer parte do mundo; ter adequado relacionamento com as pessoas; ter diálogo amplo e otimizado; ser negociador; ter valores culturais consolidados; ter interesse pelo negócio da empresa-cliente; ter atuação com ênfase nas pessoas; desenvolver clima de confiança; saber trabalhar com erros; ter comprometimento com as pessoas e ter lealdade à empresa-cliente, á empresa de consultoria e às pessoas); Características de Habilidades (estar voltado para o processo de inovação; ter adequado processo de auxílio na tomada de decisões e de estabelecimento de prioridades; ter processo adequado de autocontrole gerencial e estratégico; ter pensamento estratégico; ser um agente de mudanças; ter intuição; transmitir otimismo e segurança; saber trabalhar em equipe; trabalhar com realismo; saber trabalhar aspectos quantitativos e qualitativos; saber assumir responsabilidades; ter respeito, ter capacidade de resolver conflitos; saber administrar o tempo; ter visão abrangente; ser ético; ter adequados focos de ataque e saber trabalhar com o elemento surpresa) e, Características do Conhecimento (ter elevado conhecimento de sua especialidade em consultoria; ter conhecimento de administração; desenvolver situações alternativas interessantes; ter visão de longo e curto prazo; saber pensar grande; ser generalista com forte especialização; trabalhar em tempo real; estar voltado para as necessidades de mercado; ter raciocínio lógico; saber buscar e consolidar informações; ter inteligência empresarial; possuir conhecimentos de economia e política internacional; saber transformar o impossível em possível e criar condições par que o trabalho seja gratificante, não apenas no ponto de vista financeiro). As etapas de uma consultoria podem variar de acordo com: o ambiente organizacional, método de trabalho do consultor, fases do projeto, técnicas etc. Existem vários materiais e literaturas sobre esse assunto. Dentro do contexto de problema e soluções, são divididas em algumas fases, conforme metodologia abaixo (CHIAVENATO, 2004 p. 350 (adaptado)): 1. Formular o problema: fase onde é feito o Levantamento de Necessidades e Diagnósticos - LND. Na tentativa de construir o modelo de solução, são analisados os problemas e necessidades da organização. Busca-se entender como a consultoria pode agregar valor aos sistemas, objetivos e ações da empresa, somando forças para alcançar resultados. 2. Construir um modelo matemático para representar o sistema no qual possa ser identificado uma ou mais variáveis para realização possível de controle. 3. Deduzir uma solução do modelo onde é selecionada a melhor solução. 4. Testar o modelo e a solução construindo um modelo capaz de prever os efeitos da ação. 5. Estabelecer controle sobre a solução enquanto outras ações são realizadas dentro da empresa. 6. Colocar a solução em funcionamento com a implementação e testes, seguidos de uma seqüência de processos operacionais que visam solucionar o problema na empresa ou pelo menos minimizar o impacto do problema.

6 Nestas etapas a consultoria empresarial visa entender, identificar e implementar soluções aos problemas das organizações, avaliando periodicamente se a solução implementada ainda continua funcionando dentro da empresa. Agregar os conhecimentos de uma consultoria empresarial com o espírito empreendedor dos proprietários de uma empresa, no mínimo, acarretará em uma tentativa salutar de manutenção e evolução das organizações, independentemente do porte em que encontrem-se classificadas, se: micro ou pequena empresa. 2. Procedimentos Metodológicos Inicialmente realizou-se uma pesquisa bibliográfica sobre conceitos voltados para micro e pequena empresa, empreendedorismo e consultoria empresarial. A pesquisa bibliográfica tem como objetivo, segundo Cervo e Bervian (2002, p.89): [...] encontrar respostas aos problemas formulados, e o recurso é a consulta dos documentos bibliográficos. Através dessa pesquisa buscamos embasamento na solução do problema que nos propusemos a solucionar. Dessa forma iniciamos analisando a possibilidade da implementação de um sistema de Consultoria Empresarial nas Micro e Pequenas Empresas, voltado para a geração de informações úteis ao desenvolvimento e controle dessas empresas. Em seguida, iniciou-se o trabalho de campo que envolveu um contato inicial com o público alvo, convidando-os para uma reunião no Centro de Ciências Sociais Aplicadas da UEPB, onde foi apresentado o projeto, solicitando a concordância dos mesmos em participar, o que proporcionou uma relação de confiança e de respeito com os empreendedores. No segundo momento, foi realizada uma pesquisa de campo a fim de delinear o perfil dos empreendedores e identificar as necessidades de conhecimento nas áreas de administração e de contabilidade. O instrumento de coleta de dados foi um questionário aplicado com setenta e três empreendedores que se propuseram a participar do projeto UNIVERSO E AMOSTRA A área de atuação ou universo é definida por Richardson (1999) como o conjunto de elementos que possuem determinadas características. O universo considerado neste estudo teve como base a listagem fornecida pela Direção do Shopping Popular Edson Diniz em Campina Grande, e envolve 250 pequenos empreendedores que atuam naquele espaço em lojas-boxes. Para Richardson (1999) pode-se definir amostra como qualquer subconjunto do conjunto universal ou da população, quando se toma certo número de elementos para averiguar algo sobre a população a que pertence. No caso do publico-alvo atendido pelo Projeto, a amostra é não probabilística, por acessibilidade, que para Vergara (1997, p. 49) [...] seleciona elementos pela facilidade de acesso a eles [...]. 3. Resultados e discussões O perfil do empreendedor do Shopping Popular Edson Diniz contempla os seguintes resultados: Sexo: 59% são mulheres, enquanto 41% é masculino (Fig. 1). Faixa etária: variou entre 18 a 61 anos. Destes, 35% estão na faixa etária entre 37 a 49 anos, seguido por 31% com idade entre 25 a

7 37 anos, 20% com 49 a 61 anos e 14% com idade entre 18 a 25 anos como identificado na Figura 2. 41% Sexo Feminino Masculino. 59% Figura 1: Distribuição segundo o sexo. 14% 31% Faixa Etária 20% 35% Figura 2: Distribuição segundo a faixa etária. Quanto a escolaridade, os dados da Figura 3 revelam que, 68% dos pesquisados possui o ensino médio completo, 18% possui o ensino fundamental e 14% possui o ensino superior. Com relação a formalização dos empreendimentos e do número de funcionários (Fig. 4), 73% não estão inscritos no cadastro nacional de pessoas jurídicas e não possui funcionário, apenas 27% dos participantes possuem registro e funcionário. Escolaridade 18% 14% 68% EM EF ES Figura 3: Distribuição segundo a escolaridade. Registro e Funcionários 73% 27% Tem Não tem

8 Figura 4: Distribuição segundo o CNPJ e o número de funcionários. A Figura 5 demonstra as áreas de interesses para cursos de capacitação e consultorias. O tema preferido foi vendas (23%), seguido de: interesse em todos os assuntos apresentados (17%); dos que não precisam dos cursos (14%), dos temas marketing e administração (6%); estoque, atendimento ao cliente, contabilidade e lucro (6%) e o assunto que menos interessou foi sobre registro de empresa. Áreas das Consultorias e Cursos ESTOQUE 2% 17% 6% 10% MARKETING NÃO PRECISA ATENDIMENTO 10% 6% 23% 6% 14% 6% CONTABILIDADE VENDAS LUCRO ADMINISTRAÇÃO REAGISTRO TODOS OS ASSUNTOS Figura 5: Distribuição segundo áreas de interesses. 4. Considerações finais Este projeto teve como objetivo verificar a importância de um sistema de consultoria voltado para os micro e pequenos empreendedores informais do Shopping Popular Edson Diniz que proporcione informações úteis, dando apoio para que possam gerenciar seu próprio negócio com eficiência e eficácia e sempre agindo com sustentabilidade e profissionalismo, atendendo desta forma às demandas do mercado Os resultados demonstram que o perfil do empreendedor do Shopping Popular contempla na sua maioria mulheres (59%), no entanto com boa participação masculina (49%), com faixa etária média entre 25 a 47 anos (66%), e escolaridade média (68%). Em relação à formalização do negócio, 73% estão na informalidade. A área de interesse em cursos e consultoria mais procurada é em vendas. Chega-se à conclusão que tem sido positiva a interação universidadeempreendedor, envolvendo professores e alunos que podem fornecer conhecimento e assistência a esse público-alvo, podendo colaborar para o crescimento desses profissionais. Os participantes tem se mostrado muito interessados, reconhecendo a importância do projeto para o sucesso do seu negócio. 4. Referências CHIAVENATO, Idalberto; Introdução a Teoria Geral da Administração: uma visão abrangente da moderna administração das organizações: edição compacta. 3. ed. rev. e atualizada Rio de Janeiro: Elsevier, ª Reimpressão.

9 DRUCKER, Peter Ferdinand. A profissão de administrador. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, FIGUEIREDO, Roberto e YADA, Antônio. Disponível em:<www.nota6.hpj.ig.com.br/empresas.doc>. Acesso em 23/03/2003 MELO, Álvaro. Associação Brasileira para Desenvolvimento do Empreendedorismo. Disponível em: <http://www.geocities.com/eureka/24/1/poteempree.html>. Acesso em: 21 de maio de OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Manual de consultoria empresarial: conceitos, metodologia, prática. 3. ed. São Paulo: Atlas, SEBRAE. Fatores Condicionantes e Taxa de Mortalidade de Empresas no Brasil Disponível em: <http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/bds.nsf/8f5bde79736cb cbad3/ $File/NT pdf >. Acesso em: 10 de outubro de SEBRAE. Fatores Condicionantes e Taxa de Mortalidade das Mpe na Paraíba Disponível em: <http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/bds.nsf/8bd4a00ae6bc6eaa c006585f1 /$File/NT pdf>. Acesso em: 8 de outubro de 2009.

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