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1 ISSN CGC / Relatório de Inflação Brasília v 3 n 3 set 2001 P 1-190

2 Relatório de Inflação Publicação trimestral do Comitê de Política Monetária (Copom), em conformidade com o Decreto 3 088, de Os textos e os correspondentes quadros estatísticos e gráficos são de responsabilidade dos seguintes componentes: Departamento Econômico (Depec) e ( gov br) Departamento de Estudos e Pesquisas (Depep) ( conep gov br) É permitida a reprodução das matérias, desde que mencionada a fonte: Relatório de Inflação, Volume 3, nº 3 Controle Geral de Assinaturas Banco Central do Brasil Demap/Disud/Subip SBS - Quadra 3 - Bloco B - Edifício-Sede - 2 Subsolo Caixa Postal Brasília (DF) Telefone: (61) Fax: (61) Tiragem: exemplares Convenções Estatísticas dados desconhecidos - dados nulos ou indicação de que a rubrica assinalada é inexistente 0 ou 0,0 menor que a metade do último algarismo, à direita, assinalado * dados preliminares O hífen (-) entre anos ( ) indica o total de anos, inclusive o primeiro e o último A barra (/) utilizada entre anos (1970/75) indica a média anual dos anos assinalados, inclusive o primeiro e o último, ou ainda, se especificado no texto, ano-safra, ou ano-convênio Eventuais divergências entre dados e totais ou variações percentuais são provenientes de arredondamentos Não são citadas as fontes dos quadros e gráficos de autoria exclusiva do Banco Central do Brasil Central de Informações do Banco Central do Brasil Endereço: Secre/Surel/Dinfo Edifício-Sede, 2º subsolo SBS - Quadra 3, Zona Central Telefones: (61) 414 ( ) 2401, 2402, 2403, 2404, 2405, 2406 DDG: Fax: (61) Brasília (DF) Internet: bcb gov br cap gov br 2

3 Índice Apresentação 5 Sumário Executivo Nível de atividade Demanda 9 Consumo 9 Investimento 12 Demanda interna 16 Conclusão Oferta Agropecuária 18 Lavouras 18 Pecuária Indústria 20 Produção industrial Produto Interno Bruto (PIB) Conclusão Mercado de trabalho Emprego Salários e rendimentos Custo unitário do trabalho e produtividade Conclusão Políticas creditícia, monetária e fiscal Crédito 33 Distribuição setorial e qualidade do crédito Política monetária 42 Agregados monetários 42 Títulos públicos federais 45 Taxa de juros real e expectativas de mercado 47 Mercado de capitais 50 Aplicações financeiras Resultado fiscal do Governo Central 52 Necessidade de financiamento do setor público 53 Dívida líquida do setor público 59 Dívida mobiliária federal Conclusão 60 3

4 3 - Economia internacional Estados Unidos Japão Área do Euro Rússia Economias emergentes Economias asiáticas 79 China 79 Coréia do Sul 80 Indonésia Turquia América Latina 85 Argentina 85 México 88 Chile Mercado financeiro internacional Petróleo Conclusão Setor externo Comércio de bens Serviços e rendas Conta financeira Conclusão Preços Índices gerais Índices de preços ao consumidor 110 Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) 110 Índice de Preços ao Consumidor - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) Preços administrados Expectativas de mercado Conclusão Perspectivas para a inflação Determinantes da inflação 118 Demanda agregada e oferta agregada 118 Economia internacional Cenário principal: pressupostos e riscos associados Previsão da inflação 127 Anexos 137 Medidas de política econômica 173 Apêndice 187 4

5 Apresentação O Relatório de Inflação é uma publicação trimestral do Banco Central do Brasil, que tem como objetivo avaliar o desempenho do regime de metas para a inflação e delinear um cenário prospectivo sobre o comportamento dos preços, explicitando as condições das economias nacional e internacional que orientaram as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) com relação à condução da política monetária Este relatório é constituído de seis capítulos: Nível de atividade; Políticas creditícia, monetária e fiscal; Economia internacional; Setor externo; Preços; e Perspectivas para a inflação Com relação ao nível de atividade, são analisadas a evolução da demanda, oferta e mercado de trabalho No capítulo relativo a políticas creditícia, monetária e fiscal, a análise centra-se no desempenho do crédito e do mercado financeiro, assim como na execução orçamentária No capítulo sobre economia internacional, apresenta-se uma análise do desempenho das principais economias, procurando identificar as condições que possam influenciar a economia brasileira, notadamente nas suas relações com o exterior Em seguida, o capítulo sobre o setor externo enfoca a evolução das transações econômicas com o exterior, com ênfase no resultado comercial e nas condições de financiamento externo No capítulo seguinte, a análise sobre o comportamento dos preços focaliza os resultados obtidos no trimestre em função das decisões de política monetária e das condições reais da economia que independeram da ação governamental Finalmente, analisam-se as perspectivas para a evolução da inflação 5

6 Sumário executivo A desaceleração do nível de atividade econômica no segundo trimestre confirma a tendência de reversão do crescimento antecipada no Relatório de Junho O crescimento de 2,5% do PIB no 1 o semestre de 2001 foi aquém do esperado e deveu-se mais ao arrefecimento da demanda agregada do que a uma restrição da oferta agregada Observa-se que o arrefecimento da demanda estaria associado ao desaquecimento da economia internacional e à queda da confiança dos consumidores e investidores, ao passo que a restrição da oferta agregada seria decorrente da crise energética Para 2001, o crescimento do PIB está estimado em 2% Até agosto, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou 5,1% Os preços administrados com peso de 30,4% no índice em agosto - cresceram 7,9%, sendo responsáveis por cerca de 47% da variação acumulada do IPCA no período O núcleo de inflação medido pela média aparada, que exclui apenas os itens correspondentes às variações extremas, mostra uma queda iniciada em junho e que deve continuar nos próximos meses Os principais focos de incerteza em relação às perspectivas para a taxa de inflação neste e no próximo ano, descritos neste Relatório de Inflação, referem-se ao comportamento da taxa de câmbio, as tarifas de energia elétrica e ao preço do petróleo e seus impactos sobre os preços administrados Observe que, em relação ao que se esperava no último Relatório, o impacto negativo das medidas de racionalização do uso de energia sobre a economia estão sendo mais suaves Espera-se que a recuperação da oferta agregada ocorra num horizonte de tempo não muito distante Outros fatores de risco são o ambiente econômico externo, com destaque para as perspectivas de retração da economia mundial, os possíveis 7

7 desdobramentos sobre a economia americana dos ataques recentes e os eventuais efeitos adversos dessa nova conjuntura de incertezas sobre as economias de países emergentes Ainda é prematuro prever os efeitos da crise nos EUA sobre a economia mundial e o Brasil No entanto, é possível que o cenário internacional recente tenha conseqüências desfavoráveis para a economia brasileira Entretanto, o aumento no saldo da balança comercial e a retomada do crescimento da economia mundial no médio prazo deverão contribuir para a redução do déficit e normalização do financiamento da conta corrente no próximo ano Nesse sentido, o novo acordo do Brasil com o FMI apoiará o financiamento do Balanço de Pagamentos As projeções centrais contidas no leque de inflação para 2001 e 2002 subiram de 5,8% para 6,5% e de 3,0% para 3,9%, respectivamente Essas projeções pressupõem que a taxa de juros básica da economia permaneça constante em 19,0% ao ano, valor fixado pelo Comitê de Política Monetária na reunião de setembro Para 2001, o aumento da inflação projetada se deve à variação de preços do 3 o trimestre, em função da depreciação não antecipada do real Para 2002, houve maior mudança na projeção da inflação do 1 o trimestre, devido a novas hipóteses de evolução dos preços administrados e aos efeitos da depreciação do real de 2001 A evolução desfavorável da inflação neste ano e a projeção um pouco acima da meta de 3,5% para 2002 se deve aos aumentos dos preços administrados e aos riscos de ocorrerem repasses para os preços domésticos da depreciação recente da taxa de câmbio no ano que vem, à medida que a taxa de cambio continue pressionada No entanto, avalia-se que a política monetária encontra-se adequada para manter os preços de mercado sob controle e para neutralizar os efeitos secundários dos choques de oferta 8

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