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1 Ata da 1ª Reunião Ordinária do Grupo de Trabalho de Indicadores Hospitalares do Comitê Gestor do Programa de Divulgação da Qualificação dos Prestadores de Serviços na Saúde Suplementar - COGEP. Às quatorze horas do dia oito de março de dois mil e doze, nesta cidade, à Rua Teixeira de Freitas, nº 5, 2º andar, prédio do IHGB, na sala de treinamento, realizou-se a 1ª reunião ordinária do Grupo de Trabalho de Indicadores Hospitalares do Comitê Gestor do Programa de Divulgação da Qualificação dos Prestadores de Serviço na Saúde Suplementar - COGEP. A reunião foi coordenada por Antonio Carlos Endrigo, Gerente Geral de Integração Setorial/DIDES e Carlos Figueiredo, Gerente de Relações com Prestadores de Serviços/DIDES, com apoio de Raquel Lisboa, Coordenadora da CQUALISS/GERPS/DIDES e teve como participantes: Benno Kreisel e João de Lucena (CNS); Denise Schout (ANAHP); Rita Ribeiro Kaluf (Unimed); Neusa Kyoko (ABRAMGE); Carlos Eduardo S. Carvalho (); Nise Cardoso (CFFa); Vera Souza e Raimundo Olinto Albergaria (); Walter do Valle (FBH); Anice Holanda Maia (CFP); Henio Braga Junior e Carlos Henrique Souza (UNIDAS); Carlos Ballarati (SBPC); Margareth Portela (ENSP/FIOCRUZ); Eliel Larrubia (COFEN); Roberto Nabarro (CMB); Antonio Carlos Endrigo, Carlos Figueiredo, Raquel Lisboa, Eduardo Neto; Ana Suely Alves, Aline Mesquita e Maristela Bernardi (ANS). Convidado: Cesar Abicalaffe (IMPACTO). O Gerente da GERPS iniciou a reunião, apresentando a pauta e informando que recebeu duas contribuições uma da ANAHP e a outra do Ministério da Saúde. A representante da Unimed informou que a entidade também enviou contribuição, entretanto não foi recebida pela ANS. O Gerente da GERPS fez a apresentação da proposta de metodologia da ANS para o sistema de avaliação por meio de indicadores hospitalares. Foram explicadas as etapas de adesão ao Programa, sendo apresentados aspectos referentes à ficha cadastral do estabelecimento, estratificação, etc. Foi apresentada a proposta inicial de doze indicadores, sendo dois para cada domínio do QUALISS. A idéia é que os indicadores essenciais sejam obrigatórios para os participantes do QUALISS. Destacou-se que existe a possibilidade de inclusão de outros indicadores como recomendáveis, ou seja, as instituições que se sentirem preparadas podem optar por também enviar os indicadores recomendáveis. A proposta é iniciar com poucos indicadores essenciais, no máximo dois por domínio, considerando as áreas prioritárias definidas e os 1-1

2 dados existentes nas estatísticas dos hospitais. Foi observado que isto é necessário para se formar uma cultura de avaliação. No momento inicial, se evitará utilizar indicadores de resultados, tendo em vista a necessidade de um bom ajuste de risco. Destacou-se que estes indicadores poderiam entrar como indicadores recomendáveis. Foi observado que serão priorizados os indicadores já existentes na legislação sanitária. Debate: Foi questionado o motivo da exclusão de hospitais psiquiátricos. A Coordenadora do CQUALISS esclareceu que para a avaliação inicial dos hospitais foram definidas algumas áreas prioritárias (CTI, centro cirúrgico, etc) e, dessa forma, os hospitais psiquiátricos não se enquadrariam. A coordenadora ressaltou que a pretensão é que estes estabelecimentos também sejam avaliados num momento posterior, num bloco separado, com indicadores mais específicos. O gerente da GERPS frisou que essas áreas prioritárias deverão balizar a definição dos indicadores. Ele observou ainda que, caso o GT considere necessário, outras áreas prioritárias poderão ser incluídas. Foi ressaltado que o sistema de mensuração proposto avalia o prestador hospitalar como um todo e não os serviços isolados. Segundo a coordenadora da GERPS, um serviço específico, que seja terceirizado dentro de um hospital, por exemplo, não será avaliado separadamente, mas fará parte da avaliação do prestador hospitalar como um todo. Foi perguntado qual o estímulo que os prestadores teriam para fazer a adesão ao QUALISS. O gerente da GERPS esclareceu que a divulgação de forma diferenciada daquele prestador no material da operadora seria um estímulo para a adesão. Foi perguntado se os prestadores terão que fazer os cálculos dos indicadores. O gerente esclareceu que será disponibilizada uma ferramenta via web para inserção dos dados, que fará o processamento. A partir disso, a análise será devolvida para cada prestador, individualmente, para que este conheça o seu desempenho. Posteriormente, a ANS fará a divulgação de forma agregada. Ele observou que a proposta da ANAPH de estratificação dos hospitais por porte e complexidade, em conformidade com a Portaria 2.224/2002 do Ministério da Saúde, poderia ser incorporada na proposta da ANS. Em relação à questão dos portes, foi observado que a proposta da ANAPH apresenta uma simplificação da Portaria 2.224/2002 e que somente o número de leitos não é suficiente para classificar os hospitais, uma vez que, mesmo um hospital de pequeno porte pode realizar eventos de grande complexidade. Em seguida, foi feita a apresentação da proposta da ANAPH. Foi ressaltado que o sistema de classificação hospitalar se baseou no nº de leitos, salas cirúrgicas, estrutura de atendimento, etc, sendo definidos 3 portes. Foram 2-2

3 apresentados a proposta de metodologia de avaliação, os indicadores, a coleta de dados e o sistema de auditoria. Em seguida foi feita a apresentação do Ministério da Saúde. Debate: Foi sugerido adaptar a Portaria 2.224/2002 e considerar o aspecto regional. Foi sugerido, ainda, que no cadastro dos prestadores fossem utilizados os dados do CNES, para não gerar duplicação de trabalho. Foi ponderado que o CNES apresenta algumas limitações para seu uso no Programa, tais como: foi concebido baseado na lógica de pagamento utilizada no SUS; não tem todas as informações necessárias para o Programa; a atualização das informações não é adequada; a definição de leitos do CNES tem um padrão próprio; etc. O gerente da GERPS sugeriu que no sistema a ser utilizado no Programa, na parte cadastral já poderia terá as informações constantes no CNES, cabendo ao prestador confirmálas ou não, de forma a efetivar a atualização. Foi ponderado que no CNES são cadastrados serviços que estão dentro de hospitais, não sendo propriamente estabelecimentos. O gerente da GERPS observou que a ANS ainda não tem uma proposta de auditoria e que estava pensando em termos de uma auditoria a posteriori, entretanto, a ANAPH propõe uma auditoria sistemática e contínua, com análise de consistência dos dados, batimento de base secundária, etc. Ele ressaltou que essa questão deve ser analisada pelo COGEP e os demais membros do GT podem fazer sugestões, considerando a realidade dos prestadores. O gerente da GERPS considerou que a proposta da ANAPH trouxe elementos importantes que poderiam ser agregados ao Programa. Ele também considerou que os indicadores podem sofrer alteração de domínios, caso o GT concorde. Quanto ao número de indicadores, ele enfatizou que o Programa deveria, pelo menos num momento inicial, trabalhar com no máximo doze indicadores essenciais, dois por domínio, cabendo ao GT fazer a escolha. Foi ponderado que na escolha dos indicadores, deve-se atentar para a realidade do conjunto dos prestadores, pois a realidade da ANAPH é diferenciada. Existem indicadores que por terem um maior grau de complexidade para coleta e tratamento das informações, seriam difíceis para os hospitais de uma maneira geral. Assim, os indicadores mais complexos poderiam entrar como recomendáveis. O gerente da GERPS ressaltou que a ideia dos indicadores recomendáveis é justamente premiar os prestadores que têm condições de atendê-los, para diferenciá-los. Em que pese a complexidade dos indicadores, foi observado que todos os indicadores utilizados na ANAPH estão nas normas sanitárias e que fazem parte do censo hospitalar. O gerente da GERPS destacou que, na escolha dos indicadores, o GT deve se basear no que já existe 3-3

4 nas normas sanitárias e também considerar a realidade dos prestadores, no sentido de estimular e ampliar a possibilidade de adesão ao Programa. Foi proposto que na escolha dos indicadores fossem considerados como critérios: relevância, solidez científica e viabilidade. Foi sugerido que no domínio da segurança se utilizasse um número maior de indicadores recomendáveis. Em relação à definição de se trabalhar com doze indicadores, foi ponderado que, no momento inicial, talvez não fosse adequado adotar tantos indicadores, considerando a necessidade de implantar uma cultura de avaliação. Entretanto, foi observado que muitos dos indicadores propostos são indicadores de conformidade (isto é, são sim ou não ) e muitos deles não são quantitativos. Foi observado, ainda, que se as fichas técnicas estiverem claras o suficiente, o entendimento e a coleta dos indicadores ficam facilitados. O gerente da GERPS destacou que, caso o GT avalie que em determinado domínio não é possível trabalhar com dois indicadores, pode-se utilizar menos indicadores naquele domínio e um número maior noutro. Foi observado que, no sentido de facilitar o trabalho das equipes de coleta das informações, pode-se escolher indicadores que utilizem os mesmos dados na sua composição. Os dados seriam comuns a vários indicadores. Em relação à definição quanto à estratificação dos hospitais, o GT definiu os seguintes critérios: número de leitos de UTI, número de leitos geral, número de salas cirúrgicas e Urgência e Emergência ou Pronto Atendimento. O GT também definiu a pontuação para classificar o hospital na estratificação proposta. Foi sugerido que as fichas técnicas definam claramente o que é leito de UTI, alta complexidade, etc. Ficou acordado que a equipe técnica faria uma simulação para ver a questão da pontuação dos hospitais. O GT acordou que o Programa deveria trabalhar com doze indicadores, dois por domínio, e naqueles domínios em que não fosse possível utilizar dois indicadores poderia ser utilizado um indicador somente. Deliberações: a) A ANS enviará o material apresentado na reunião com as sugestões consolidadas, para que os membros do GT de Indicadores Hospitalares analisem e enviem contribuições; b) Foi solicitado à UNIMED reenviar a proposta de indicadores não recebida pela ANS; c) A próxima reunião será realizada dia 13/04/2012, às 14 horas. Rio de Janeiro, 8 de março de Antonio Carlos Endrigo Walter Lyrio do Valle 4-4

5 ANS FBH João de Lucena CNS Benno Kreisel CNS Denise Schout ANAHP Rita Ribeiro Kaluf Unimed Neusa Kyoko ABRAMGE Carlos Eduardo S. Carvalho Nise Cardoso CFFa Vera Souza Raimundo Olinto Albergaria Maristela Bernardi ANS/DIGES Eliel Larrubia COFEN Anice Holanda Maia CFP Henio Braga Junior UNIDAS Carlos Henrique Souza UNIDAS Carlos Ballarati SBPC Margareth Portela ENSP/FIOCRUZ Roberto Nabarro CMB 5-5

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